Wellington Dias admite voltar ao senado enquanto Rafael ganha espaço no cenário nacional

Wellington Dias já admite deixar a Esplanada dos Ministérios no quarto governo Lula. “O normal é eu estar no Senado”, declarou nesta quarta-feira (28). A saída do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social ainda não está definida, mas o próprio ministro colocou o retorno ao Congresso na mesa. Na avaliação desta coluna, Wellington sai da eleição com menos protagonismo, enquanto Rafael Fonteles ganha projeção nacional e aparece entre os cotados para a Fazenda. O contraste é expressivo para quem, durante anos, comandou o grupo político que governa o Piauí. Em casa, sofreu um revés: seu filho, Vinícius Dias, recebeu mais de 34 mil votos, mas não conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa. A votação não foi suficiente para garantir a eleição, apesar da estrutura política familiar.

No Senado, a liderança do governo aparece como possível caminho para preservar espaço nacional. Wellington sinalizou disposição para ajudar na articulação, mas não confirmou negociação para assumir a função. A liderança do PT seria outra hipótese política, ainda sem definição pública. Uma eventual ida de Rafael ao ministério poderia favorecer uma reorganização do grupo no Piauí, com Washington Bandeira no governo. Nesse cenário hipotético, Wellington precisaria negociar espaço para seus próximos passos, inclusive uma futura tentativa de reeleição ao Senado.

O homem que antes dava as cartas pode ter de renegociar seu lugar à mesa. A relação com Lula continua sendo um ativo político, mas Wellington terá de definir como pretende conciliar seus planos nacionais com os interesses do grupo no Piauí.(Silas Freire)

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