Nos bastidores da política piauiense, a iminência de um duelo entre criador e criatura da gestão estadual tem reverberado. O ministro do Desenvolvimento Wellington Dias (PT) pode estar planejando usar suas fichas para disputar contra Rafael Fonteles (PT) pela vaga de candidato ao Governo, nas convenções.
O deputado Franzé Silva (PT) afirmou que a estratégia não deve ser essa, pois se trata de uma “autofagia” do partido. Caso a rivalidade interna se consolide em um embate, o grupo que está no poder há cerca de duas décadas pode enfraquecer.

“Acredito que isso não venha a acontecer, até porque é o mesmo projeto e nós estamos muito fortes. Não podemos nos enfraquecer dentro de uma estratégia que poderia ser uma autofagia para o nosso campo político. Tenho uma vivência com o ministro Wellington desde quando entrou no partido e temos visto em todos esses anos a capacidade de articulação do ministro. Acreditamos que vamos ter o debate acontecendo mas dentro de um nível de maturidade”, comentou.
O parlamentar também negou rusgas entre Wellington e Rafael, mas reconheceu que o alinhamento não é total: “Não existe rusga, existe divergência de pensamentos. O ministro acha que precisamos amadurecer esse diálogo na composição da chapa majoritária e o governador Rafael tem um bom trâmite de diálogo com o ministro Wellington. O que a gente espera, em breve, é que nós possamos ter a definição para que possamos ir para a rua”.
Sobre os candidatos ao Senado da base governista, por enquanto definidos nos nomes de Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), Franzé afirmou que o assunto ainda está em planejamento.

“Ainda estamos discutindo isso. Temos que ter a certeza de que a força do time é muito grande. Ninguém acreditava que o time pudesse eleger, lá atrás, o senador Elmano e nós mostramos que foi possível. O nome que for deliberado, dentro do campo político para ser o candidato a vice ou a senador, com certeza é forte porque o time é muito forte”, concluiu. (Guilherme Freire)