sobre o Rio Parnaíba deixei, quase que de propósito, de falar em dezenas de
pessoas simples, rudes, brincalhonas e inteligentes. Às vezes zangadas porém
muito trabalhadoras. Homens fortes, jovens robustos, dispostos a enfrentar um
trabalho pesado, que era a chamada “Carreira do Rio”.
cidades ribeirinhas, onde as canoas e barcas atracavam para entregar e receber
mercadorias.
da região, pois recebia grande quantidade de produtos como coco babaçu, cera de
carnaúba e muitos outros, oriundos dos municípios de Brejo, Burití (da Inácia
Vaz), Anapurus, Chapadinha, e de dezenas de povoados como: Corrente, Forquilha,
Veado Branco, Carrapato, Buriti Grande e etc. Tudo transportado em carro de
boi, que eram dezenas. Em um deles meu pai era carreiro e algumas vezes eu fui
guia, aquele menino que ia na frente e os bois o seguiam. Foi assim que conheci
de perto e ficava impressionado com aquelas manchas escuras que eles vareiros
tinham no peito, uma de cada lado. Era a marca do esforço deixado pelo pé da
vara que os mesmos usavam para movimentar as grandes e pesadas barcas e canoas.
incluindo vapores e rebocadores tinha como ponto final o cais de Parnaíba. Depois da embarcação atracar no cais, do porto dos tucuns ao atual porto das
barcas, os estivadores entravam em ação para embarque e desembarque. Os
vareiros estavam de folga, alguns iam para casa, outros ficavam embarcados e à noite tinham bom divertimento com bebidas e muito mais, na velha e conhecida Munguba. Se alguém tivesse a audácia de chamar um vareiro “Porco D’água”, ou
corria ou apanhava. O movimento era continuo, no cais, no rio e no bairro São
José, onde circulava muito gente e dinheiro.
de mercadorias que chegavam em Parnaíba?Iam diretamente para os armazéns das
grandes empresas importadores e exportadores que cidade tinha na época, tais
como: Casa Marc Jacob, Pedro Machado S/A, Casa Inglesa, Machado Trindade e
Moraes S/A.
população local e região norte do estado, a outra bem maior era reembarcada e
exportada pelo porto de Tutoia – MA, para o Brasil e também para o exterior.
lanchas rebocadoras, das grandes barcaças e da estiva, que fazia todo o
reembarque e logo seguia em comboio para o porto de Tutoia – MA.
Esnisa, São Bento e as lanchas Luma e Jurema, fizeram este percurso centena de
vezes, na maioria delas puxando até três grandes barcas em fila indiana.
Salineiros Piancó, Chuí e Araribá, traziam mercadorias para o estado do Piauí e
voltavam carregados de sal, torta de bacalhau e todo tipo de produto que
Parnaíba exportava.
ruas do centro; pela estrutura gigantesca que tinha o Porto das Barcas, pelo
cais construído desde o Sesc ao Porto dos Tucuns, Parnaíba era realmente uma
cidade rica e progressista, conhecida no Brasil e no mundo. E hoje como está
Parnaíba? Continua um grande centro comercial, um forte polo cultural,
turístico e universitário, sem dúvida, a cidade da esperança e do futuro.







































