O PL, partido de Flávio Bolsonaro, está se preparando para percorrer todo o Piauí no segundo turno presidencial. A mobilização reúne Tiago Junqueira, Emily, Frida e a turma da direita que sustentou a campanha bolsonarista no estado.
A intenção é colocar o grupo na estrada, fortalecer a campanha nos municípios e ampliar a votação de Flávio Bolsonaro. A expectativa é que outras lideranças se somem ao movimento nesta etapa, aumentando a presença da oposição a Lula no interior e na capital.(Silas Freire)
Vinicius Dias, filho do atual ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome no Brasil, Wellington Dias, não conseguiu se eleger ao cargo de deputado estadual no Piauí, obtendo um pouquinho mais de 34 mil votos, ficando apenas na 1ª suplência. Em razão disso, mostra o enfraquecimento do ministro na vida política no Piauí.
Com mandato de senador, W. Dias deve bater de frente na eleição de 2030 com o governador Rafael Fonteles – que este – deve disputar a única vaga para o senado.
A chance de Wellington Dias para ficar com um mandato, seria a disputa por vaga na Câmara Federal. Já que o Washington Bandeira assumiria o governo do estado na eventual saída de Rafael Fonteles para concorrer vaga no senado federal, assim, Bandeira seria candidato à reeleição, sem vaga para Wellington Dias em qualquer candidatura majoritária pelo lado da situação. A salvação dele é o Lula vencer no 2º turno, o que é muito difícil!
Lula venceu no Piauí com 70,99% dos votos válidos, mantendo o estado como seu maior reduto percentual no Brasil. Mas houve recuo: em 2022, recebeu 74,25%. No sentido contrário, Flávio Bolsonaro alcançou 24,09%, acima dos 19,90% obtidos pelo pai no primeiro turno de quatro anos atrás. O domínio lulista permanece amplo, mas a direita avançou 4,19 pontos percentuais. Agora, a expectativa política é que esse crescimento receba o reforço do grupo de oposição estadual, com Joel Rodrigues e Ciro Nogueira entrando na campanha de Flávio.
Nacionalmente, a cúpula de União Brasil e Progressistas já sinaliza apoio ao candidato do PL no segundo turno, movimento que pode dar estrutura e articulação ao palanque bolsonarista no Piauí. Se essa adesão se concretizar, a direita poderá reunir a militância que já foi às ruas com as lideranças e bases municipais da oposição.
Uma participação ativa de Ciro na articulação nacional, acompanhada do empenho de Joel no estado, pode engrossar as fileiras de Flávio e ampliar o voto contrário a Lula. Na avaliação da coluna, esse é o desafio da oposição: transformar aproximação partidária em campanha efetiva. O Piauí continua sendo a fortaleza de Lula, mas o segundo turno oferece à direita a oportunidade de avançar mais dentro desse território.(Silas Freire)
A oposição do Piauí terá de reorganizar sua atuação depois de perder a cadeira de Ciro Nogueira (PP) no Senado e a vaga de deputado federal ocupada por Átila Lira Filho (PP). Embora tenha recuperado três posições na Assembleia Legislativa, o grupo saiu da eleição com representação reduzida em Brasília e diante de uma base governista que conquistou o governo, as duas vagas de senador, nove cadeiras federais e 27 estaduais. A disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro determinará parte das condições dessa reconstrução.
Ciro Nogueira no PodCosta – Foto: Mikeias di Mattos/Lupa1
As perdas atingem a capacidade de articulação da oposição. Um mandato no Senado oferece estrutura, participação nas decisões nacionais e interlocução institucional. Ciro continuará sendo uma liderança política, mas precisará exercer essa influência sem a cadeira que ocupava. A redução da bancada federal também diminui os espaços disponíveis para representar o grupo no Congresso e sustentar relações com suas bases municipais.
As três cadeiras na Assembleia preservam uma frente de atuação, mas não oferecem força numérica para enfrentar o governo por votação. Nesse cenário, a relevância dos deputados dependerá da qualidade da fiscalização, da escolha das pautas e da capacidade de apresentar alternativas. O tamanho da bancada impõe uma atuação coordenada, especialmente diante de uma maioria governista tão ampla.
Assembleia Legislativa do Piauí – Foto: Alepi
O primeiro desafio será avaliar por que a oposição não conseguiu transformar suas críticas em apoio suficiente para ampliar a representação. A derrota exige examinar a organização nos municípios, a escolha das candidaturas, a comunicação e a capacidade de apresentar um projeto estadual. Atribuir o resultado apenas à força do governo pode impedir que o grupo identifique suas próprias limitações.
Também será necessário definir como Ciro participará dessa reorganização. Sua experiência e suas relações políticas permanecem relevantes, mas a continuidade de sua liderança precisará conviver com a abertura de espaço para outros nomes. A oposição terá dificuldade para crescer se depender exclusivamente das mesmas figuras, assim como perderá capacidade de articulação se desprezar as estruturas que ainda conserva.
Uma vitória de Flávio Bolsonaro abriria uma possibilidade de recuperação por meio da aproximação com o governo federal. Lideranças oposicionistas poderiam buscar participação na administração nacional e interlocução sobre investimentos e demandas do Piauí. Esse acesso daria ao grupo condições de manter presença política mesmo com poucos mandatos locais.(Por: Mikeias di Mattos)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou na noite desta segunda-feira (5) que a campanha deve buscar os mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. A declaração ocorreu durante uma reunião de coordenação da campanha para definir as estratégias para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).
Durante a reunião, Lula avaliou que a campanha precisa identificar os próprios erros cometidos no primeiro turno e recuperar o interesse dos eleitores que não participaram da votação. O petista terá 20 dias entre as duas etapas da eleição para buscar ampliar a votação recebida no domingo (4).
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Luis Inácio Lula da Silva
“No mundo inteiro as eleições são polarizadas, o que nós temos é que tentar convencer por que 30 milhões de seres humanos não foram votar. Possivelmente tem uma causa, desinteresse, e a responsabilidade é nossa, é devolver o interesse para ele de participar do processo eleitoral”, afirmou.
Lula também defendeu que a campanha concentre esforços na própria estratégia em vez de atribuir o resultado a fatores externos. “É simples assim, é simples, a gente não tem que ficar procurando defeitos que os outros cometeram que podem ter nos prejudicado, não, nós temos que procurar o que nós não fizemos corretamente, que a gente agora tem que fazer, e em 20 dias tem que fazer mais rápido e mais bem feito. Esse é o desafio”, declarou.
Mais de 33 milhões não foram às urnas
Apesar de Lula ter citado cerca de 30 milhões de ausentes durante a reunião, os dados da Justiça Eleitoral apontam que 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno, o equivalente a 21,08% do eleitorado. O Brasil tinha cerca de 158,7 milhões de pessoas aptas a votar nas eleições deste ano.
Na votação para presidente, também foram contabilizados 2.300.781 votos em branco, equivalentes a 1,84%, e 3.674.149 votos nulos, ou 2,93%. Os dados constam na totalização divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 56.104.268 votos, ou 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53.876.617 votos, correspondentes a 45,16%. A diferença entre os dois candidatos foi de 2.227.651 votos.
Como nenhum dos candidatos alcançou mais da metade dos votos válidos, Flávio e Lula disputarão o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro.(Gp1)
Lula reuniu governadores e parlamentar do PT para tratar do 2⁰ turno
No primeiro dia após a eleição estadual, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, esteve nesta segunda-feira (5), em Brasília, para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lideranças políticas aliadas. O encontro teve como objetivo avaliar o resultado do primeiro turno e alinhar estratégias para a disputa presidencial no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Rafael Fonteles foi reeleito governador do Piauí no primeiro turno, com 70,90% dos votos válidos, o maior percentual entre os candidatos a governador eleitos na primeira etapa das eleições de 2026. Ele destacou que a prioridade agora é ampliar a votação de Lula no Piauí. A meta, segundo Rafael, é alcançar 80% dos votos válidos para o presidente no estado.
“Tivemos uma boa reunião em Brasília com nosso presidente, tratando das estratégias para a vitória no segundo turno. A meta é garantir 80% dos votos válidos para Lula no Piauí, dando a nossa contribuição para essa grande vitória, que é muito importante para o Brasil, especialmente para o Nordeste e para o Piauí”, afirmou Rafael Fonteles.
Pelo Piauí, participaram também o vice-governador eleito Washington Bandeira, o senador reeleito Marcelo Castro, o senador eleito Júlio César e o ministro Wellington Dias.
No primeiro turno, Lula obteve 70,99% dos votos válidos no Piauí, o maior percentual entre os estados brasileiros. O resultado é apontado como uma das bases para a estratégia de ampliar a mobilização no estado durante o segundo turno.
Presidente Lula ao lado de Sidônio Palmeira, espécie de ministro da propaganda go seu governo – Foto: assessoria.
Foi de ressaca a segunda-feira (5) pós-eleição no QG da campanha de Lula, com resultado nas urnas bem diferente do esperado. O petista convocou duas reuniões no Palácio da Alvorada, uma no início da tarde, com o chamado “núcleo duro” da campanha, e outra geral, por volta das 17h, com políticos eleitos e não eleitos. A coluna ouviu de partícipes das reuniões que Lula ainda “está no salto” e são pelo menos dois grupos que trocam acusações e o fardo da culpa: o da comunicação e o político.
Falta feijão
O nome do núcleo político é Edinho Silva, presidente do PT, chamado de “fraco” e pouco ouvido por Lula durante a campanha.
Gregos e troianos
A parte da comunicação, ligada ao marqueteiro Sidônio Palmeira, não fala a mesma língua da turma que auxilia Lula nas decisões políticas.
Dormiu no ponto
As críticas estão no timing do anúncio de benesses, como bolsa família, veto às bets, e o modelo de comunicação por podcast, sem entrevistas.
Teimosia cara
Nos dois lados há críticas a Lula, que insistiu em discurso sobre “legado” e de pouco apelo, tipo soberania e terras raras, e a militância de Janja.(Cláudio Humberto)
Uma égua morreu após ficar gravemente ferida em um acidente envolvendo uma carroça e uma motocicleta na manhã desta segunda-feira (5), na Rua Caramuru, no bairro São Francisco, em Parnaíba. O animal, chamado Baiana, acompanhava o carroceiro José Messias havia 35 anos.
Segundo as informações sobre o acidente, Messias estava parado para recolher algumas madeiras que estavam em uma calçada quando um motociclista atingiu a traseira da carroça.
Com o impacto, o motociclista sofreu escoriações e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA). Messias não ficou ferido.
A égua sofreu uma perfuração grave no abdômen depois que uma das madeiras atingiu o animal e ficou presa ao corpo. Devido à gravidade dos ferimentos e ao sofrimento provocado, foi necessário realizar a eutanásia.
Ainda no local, Messias contou que enfrenta preconceito e humilhações por trabalhar como carroceiro e disse que, se tivesse uma oportunidade, gostaria de mudar de profissão.
Carroceiro recebe nova oportunidade
Após o caso, o prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel, pediu que a presidente da Empresa Parnaibana de Serviços (EMPA), Deise Mattei, visitasse Messias. O encontro aconteceu nesta segunda-feira (5).
Durante a visita, Deise afirmou que o município pretende oferecer o apoio necessário para que o carroceiro possa recomeçar a vida com dignidade.
Como parte desse apoio, Messias recebeu um convite para trabalhar como servidor público municipal, abrindo a possibilidade de uma mudança de atividade profissional.
A morte de Baiana e a história de Messias chamaram a atenção para as dificuldades enfrentadas por trabalhadores que dependem da atividade de carroceiro para garantir o sustento.
Após o procedimento de eutanásia, o corpo da égua foi retirado do local com auxílio de um trator e de um caminhão-caçamba e encaminhado para destinação adequada.(Gaby Gabour)
Um veículo também foi atingido com a queda de uma parte do pé de oiti
Tronco de uma árvore da praça Antonio Dumont, próximo a Santa Casa no centro da cidade, atingiu em cheio parte da fachada de um sobrado tipo residência/comércio, nesta tarde de segunda-feira (5). A fiação elétrica também foi atingida.
Átila Lira não se elegeu deputado federal, apesar de ter tido mais votos que o último a entrar na lista dos dez integrantes da bancada do Piauí na Câmara.
O representante do PP teve 85.351 votos, 2.808 a mais que Wilson Martins, do PSD, eleito com 82.543 votos.
Foto: Reprodução
Átila Lira
Quase três vezes mais
O ex-governador foi eleito na esteira da redação recorde do deputado estadual Georgiano Neto, que teve 234.254 votos, ou seja, quase três vezes mais que a votação do segundo colocado em sua chapa.
Menos votos 2
Entre os deputados estaduais, quatro dos eleitos tiveram menos votos que Vinicius Dias, do PT, que, com 34.200 votos, ficou como primeiro suplente.
Foto: Reprodução
Vinicius Dias
Graças à proporcionalidade, foram eleitos com menos voto que o filho de Wellington Dias os deputados estaduais Simone Pereira, do PSD (33.914), Dr. Hélio, do MDB (33.391), Marden Menezes, do PSD (32.135), Zé Fernando, do PP (30.578) e Júnior Percy, do PP (29.628).
De fora
Átila Lira terminou primeiro suplente no PP e os petistas Merlong Solano e Florentino Neto também amargaram primeira e segunda suplências em seus partidos.
Foto: Reprodução/Facebook
Merlong Solano
Quais as chances de eles assumirem uma vaga? Pouca, ainda mais que Rafael prefere nomear deputados estaduais para o secretariado.
Faz favor
Ciro Nogueira é um líder nacional derrotado, mas derrota maior que a dele parece ser a de Wellington Dias, ministro de Lula, destronado do posto de morubixaba-mor do PT piauiense e que terá de contar com a boa vontade do seu ex-pupilo Rafael Fonteles para ver o filho Vinícius Dias na Assembleia.
Foto: Reprodução
Wellington Dias
O filho do ministro petista amargou uma primeira suplência de deputado estadual.
“Você não tem voto, seu moleque! Vá pra puta que pariu, seu vagabundo.”
A frase é de um discurso inflamado pronunciado por Rafael Fonteles, agradecendo os mais de 70% dos votos válidos na eleição de domingo, sendo reeleito governador do Piauí.
Foto: Reprodução
Aqui, no “palanque da vitória”, o destempero do governador do Piauí.
Sem urbanidade
Seu gesto agressivo em cima de um palanque em nada lembra a urbanidade e os bons modos que se espera de um vencedor. Mas não foi exatamente o que fez Rafael Fonteles (PT) diante de uma plateia escassa no discurso de aceitação da vitória.
Vergonha
O homem a quem ele se referia na fala cheia de palavrões e raiva é o senador Ciro Nogueira, do PP, derrotado na tentativa de ser reeleito para um terceiro mandato.
Foto: Divulgação
Ciro Nogueira até agora não se posicionou sobre a fala do governador
Na fala, Rafael Fonteles lembra a derrota do senador e diz que o povo do Piauí tem vergonha dele, Ciro Nogueira, a quem chamou de “o senador mais corrupto do Brasil”. (Portalaz)
Eleito deputado federal com 234.254 votos, Georgiano Neto (PSD) avaliou nesta segunda-feira (5) o resultado das eleições no Piauí e afirmou que o desempenho nas urnas mostrou a força política do partido no estado. O parlamentar terminou o pleito como o candidato à Câmara dos Deputados mais votado do Piauí e estabeleceu um novo recorde histórico para o cargo.
Assis Fernandes /O Dia
Georgiano Neto (PSD), eleito deputado federal mais votado do Piauí.
Ao PortalODia.com, Georgiano atribuiu a votação ao trabalho construído ao longo dos últimos anos e às articulações realizadas em diferentes municípios piauienses. O deputado também agradeceu aos aliados que participaram de sua campanha e da eleição de Júlio César (PSD) para o Senado.
“Primeiro, agradecer a Deus, ao povo do Piauí, pela preferência do nosso nome. Mais uma vez, tendo uma votação histórica, agora como deputado federal mais votado da história do Piauí. E nós vamos continuar respondendo com o trabalho. O reconhecimento nas urnas se deve a um trabalho intenso, um trabalho de quatro anos, um trabalho de várias mãos. Ninguém faz nada sozinho”, afirmou.
governista. Segundo ele, a aliança construída durante a campanha foi importante tanto para sua eleição quanto para a vitória de Júlio César ao Senado.
“Sou muito grato ao senador Júlio César pela parceria, por sempre estar ao meu lado, sempre caminhando lado a lado com as pautas importantes dos municípios que nós representamos. E aqui fazer um agradecimento público ao deputado Fábio Novo, ao Partido dos Trabalhadores, que na sua grande maioria apoiou a eleição do senador Júlio César, ao nosso governador Rafael, ao ministro Wellington Dias, ao presidente Lula”, disse.
O deputado federal eleito acrescentou que deverá intensificar a participação na campanha presidencial durante o segundo turno e declarou apoio à reeleição do presidente Lula (PT).
“Nós nos engajamos mais ainda, agora no segundo turno, para garantir a reeleição do presidente Lula”, afirmou.
Georgiano destaca eleição de Júlio César
Além da própria votação, Georgiano comemorou a eleição de Júlio César para o Senado. O candidato do PSD conquistou uma das duas vagas em disputa no Piauí, ao lado de Marcelo Castro (MDB). Júlio César terminou o pleito com 26,98% dos votos válidos.
Georgiano afirmou que nunca teve dúvidas sobre a viabilidade eleitoral do projeto e atribuiu a vitória à trajetória política de Júlio César e aos apoios construídos ao longo da campanha.
“Primeiro, a história do senador Júlio César, que possui 50 anos de vida pública, ficha limpa, por onde passou deixou a marca do trabalho. Com os apoios que ele teve, com a parceria do governador Rafael, do presidente Lula, nós não tínhamos dúvidas de que, mesmo administrando algumas resistências dentro da própria base do governo, esse projeto seria vitorioso”, declarou.
Segundo Georgiano, a eleição também demonstrou a capacidade do grupo de enfrentar candidaturas já consolidadas no cenário político estadual.
“Não é fácil desbancar um líder com a força que tem o nosso principal opositor. Foi muito suor, muita garra, muitas mãos trabalhando e, graças a Deus, saímos vitoriosos e Júlio César foi eleito nos braços do povo”, disse. “Foi a melhor coisa que aconteceu”, diz sobre fim da fusão cruzada
Questionado sobre o fim da chamada fusão cruzada entre PSD e MDB, estratégia adotada nas eleições anteriores para a montagem das chapas proporcionais, Georgiano afirmou que a separação fortaleceu o PSD.
“Foi a melhor coisa que aconteceu. O PSD mostrou sua força, a sua capacidade de articulação. Formamos duas chapas em 20 dias e o PSD saiu muito fortalecido, elegendo um senador da República, dois deputados federais e cinco deputados estaduais”, afirmou.
Para Georgiano, eventuais divergências anteriores com o MDB ficaram para trás após o resultado eleitoral. “O fim da fusão cruzada são águas passadas e nós estamos muito felizes, muito satisfeitos com o resultado da eleição”, concluiu.(O Dia)
A representação feminina na política piauiense segue baixa. Das 133 candidatas mulheres, apenas quatro foram eleitas e todas para o cargo de deputada estadual. Nos próximos quatro anos, a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) contará com apenas 13,3% de representatividade feminina. O cenário é semelhante ao das últimas eleições, em 2022.
Conquistaram cadeira na Alepi a candidata Anyara Santos (MDB), com 51.919 votos válidos; Janainna Marques (PT), com 49.601 votos válidos; Ana Paula (MDB), com 47.356 votos válidos; e Simone Pereira (PSD), com 33.914 votos. As deputadas Janainna, Ana Paula e Simone conquistaram a reeleição.
Annyara Santos, Janainna Marques, Anna Paula e Simone Pereira (Foto: Reprodução)
Na Câmara dos Deputados, nenhuma mulher piauiense foi eleita, indo contra o cenário nacional, que terá a maior bancada feminina da história, com 108 mulheres eleitas para o cargo de deputada federal. A última vez que o Piauí teve mulheres eleitas no cargo foi em 2018, quando quatro mulheres conquistaram a vaga, entre as 10 cadeiras destinadas ao estado.
No Senado, a diferença iniciou ainda na candidatura. Das 20 pessoas que concorriam para o Senado, apenas duas eram mulheres: Jardenya Eylane (Democratas) e Maria Madalena (PSOL), com representação abaixo de 10%. Foram eleitos dois homens, Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD). Atualmente, o Piauí tem uma representante feminina, a senadora Jussara Lima (PSD), suplente do ministro Wellington Dias, que tem mandato até 2029.(Joyce Nirvana)
Gracinha Mão Santa e Florentino Neto não conseguiram renovar seus mandatos de deputada estadual e deputado federal, respectivamente, porque o eleitor local se encantou com o dinheiro oferecido pelos compradores de votos que se aproximaram da cidade, sabe-se lá com que interesses e, certamente, mais vão tirar dela do que oferecer ao seu engrandecimento. Um único deputado federal que Parnaíba tinha, perdeu, embora o número de eleitores tenha aumentado de 2022 para cá. Triste. Muito triste; Não há o que ser dito. Apenas lamentar.
A abstenção no Piauí ficou em 17,15% no 1º turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4). Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 463.790 dos 2.704.758 eleitores aptos não compareceram às urnas.
Abstenção chega a 17,15% e 464 mil piauienses deixam de votar no 1º turno
O índice é um pouco menor que o de 2022, quando a abstenção no 1º turno foi de 17,7%. Na prática, ele se mantém estável: um em cada seis piauienses aptos a votar não aparece na seção eleitoral. O total de ausentes equivale a mais da metade do eleitorado de Teresina.
Brancos e nulos em alta
Na disputa para governador, 3,45% dos votos foram em branco e 6,12% foram nulos, cerca de 77 mil e 137 mil, respectivamente. Em 2022, os índices foram de 2,6% e 5,2%.
O aumento chama atenção porque a eleição para o governo foi decidida no 1º turno, com a reeleição de Rafael Fonteles (PT). Ou seja, cresceu o número de eleitores que foram até a urna e preferiram não escolher nenhum candidato.
Somados abstenção, brancos e nulos, cerca de 678 mil piauienses não escolheram governador. O número supera os cerca de 558 mil votos de Joel Rodrigues (PP), segundo colocado, que teve 27,53% dos válidos.
O que muda no 2º turno
No Piauí, o 2º turno será apenas para presidente. O histórico indica que a abstenção tende a crescer no segundo domingo de votação. Em 2022, ela passou de 17,7% para 18,7% entre um turno e outro.
O dado acende um alerta para as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Com a disputa nacional apertada, levar o eleitor de volta à urna pode pesar tanto quanto conquistar votos novos.
Os grupos mais sensíveis são aqueles para quem o voto é facultativo, como os eleitores com mais de 70 anos e os jovens de 16 e 17 anos. É nesse público que as campanhas devem concentrar parte do esforço de mobilização até 25 de outubro.
O deputado estadual Georgiano Neto (PSD) conseguiu mais de 200 mil votos e se tornou o deputado federal mais votado do Piauí neste domingo (04/10).
Ele é filho do deputado federal Julio Cesar, que foi eleito senador. Ele conseguiu uma vaga para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.
Georgiano foi eleito deputado mais votado do Piauí (Foto: Reprodução)
Com trajetória política iniciada ainda jovem, ele foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2014, quando, naquele pleito, se tornou o deputado mais novo do país a se eleger. Na última eleição realizada em 2022, Georgiano se tornou o parlamentar da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) a ter maior votação na história do legislativo piauiense.(Luyze Sousa )