ROMBO DE R$ 8 MILHÕES – Ao todo, as contas daquele ano tem quase 30 irregularidades. O Ministério Público de Contas concordou com a auditoria da Divisão de Fiscalização da Administração Estadual (DFAE) para que as contas de Rejane Dias e de Helder Jacobina em 2015 sejam reprovadas.
Dentre os achados que mais preocupa a equipe de Rejane Dias é a falta de explicação e o descontrole nos pagamentos para as empresas de transporte escolar naquele primeiro ano de gestão.
A planilha da auditoria aponta que oito empresas que faziam parte da Dispensa de Licitação 05/2015 receberam R$ 7.949.616,59 a maior e que foi contabilizada uma diferença de 139.324,13 km rodados. Isso foi só no período de abril a setembro de 2015.
Segundo o relatório do TCE, o prejuízo para os cofres públicos representou 22% do total pago para as empresas de transporte escolar (R$ 35,6 milhões). Cada empresa ganharia no contrato R$ 3,28 por km rodado.
O Código do Poder divulga aqui um trecho da planilha com nomes e valores recebidos pelas empresas que, segundo os auditores do TCE representa uma prejuízo para os cofres públicos:

Uma forma de evitar o desvio do dinheiro público, o erro nos cálculos ou a falta de controle na fiscalização seria a utilização de monitoramento por GPS nos ônibus escolares, mas o uso desses equipamentos não são de interesse dos gestores, muito menos dos empresários.
A DEFESA DE REJANE DIAS – A defesa da secretária Rejane Dias foi elaborada pelo advogado Wildson Oliveira, da equipe do escritório de seu assessor Helder Jacobina e do secretário de Justiça, Daniel Oliveira.
Em sua defesa, Rejane Dias firma que no início do exercício de 2015 foi editado pelo Governador o Decreto n.º15.935/15, reconhecendo a situação de urgência administrativa na Secretaria de Educação. Acrescentou, também, que foi realizado criterioso procedimento administrativo de dispensa de licitação, com observância de todos os mandamentos constitucionais e legais aplicáveis à matéria.
Rejane garante que o procedimento contém um plano básico para referenciar a contratação, o qual estabeleceu como objeto a manutenção do registro de veículos com seu valor de quilômetro unitário, possibilitando, dessa forma, o uso racional e o manejo adequado de veículos para determinadas rotas, de acordo com a necessidade da SEDUC.
Ressalta que o fato de o Projeto Básico de 2015 ter se balizado na demanda do exercício 2012 reforça a compreensão de que a SEED promoveu uma contratação sem excessos e adstrita à real demanda de serviços.
AUDITORIA E MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS NÃO ACEITARAM – A auditoria não aceitou os argumentos da secretária para o pagamento a maior de quase R$ 8 milhões. Rejane Dias também não forneceu o quantitativo de quilômetros por rota para cada GRE (Gerência Regional de Educação), embora tenha havido solicitação formal da equipe de auditoria .
“A defesa não anexou aos autos sequer a estimativa da quantidade de quilômetros por rota em cada GRE, impossibilitando a aferição objetiva de que as rotas previamente estipuladas, de fato, contemplavam a opção mais econômica para a prestação do serviço”, apontou o segundo relatório da DFAE após Rejane Dias se defender.
O Ministério Público de Contas quer a reprovação das contas de Rejane Dias, além de abertura de várias investigações contábeis (Tomadas de Contas Especial) na Secretaria de Educação para apurar e responsabilizar os culpados por estes e outros prejuízos em dezenas de irregularidades que foram descobertas pela equipe do TCE-PI. (Código do Poder)






































