Isolamento é chantagem, denuncia presidente da Fecomércio

A temperatura subiu ontem, em Teresina, em meio à pandemia do Covid-19: o presidente da Federação do Comércio do Piauí, Valdeci Cavalcante, também vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio, acusou governadores e prefeitos  de estarem fazendo chantagem com o Governo Federal com o isolamento social.

Presidente da Fecomércio denuncia que isolamento é armação

Segundo ele, o que governadores e prefeitos querem, na verdade, é passar a mão em R$ 180 bilhões que estão sendo aprovados pelo Congresso como “Orçamento de Guerra” para combater a pandemia e seus efeitos.

“Eu tenho como provar que tudo isso é banditismo, chantagem e oportunismo”, afirmou o empresário, em vídeo que circulou pelas redes sociais com milhares de visualizações em poucas horas.

Valdeci Cavalcante denunciou que no Piauí o governador Wellington Dias e o prefeito Firmino Filho estão tomando medidas arbitrárias para forçar a população a ficar em casa.

Terrorismo e demissões em massa

“Não há necessidade desse isolamento. O setor de cemitérios da Prefeitura informou que de janeiro até 31 de março foram sepultados 918 corpos em Teresina. Desses, apenas 5 morreram por coronavírus”, criticou.

Ele afirmou também que governadores e prefeitos querem receber os R$ 180 bilhões para gastar sem licitação, na compra de material descartável, o que dificulta a posterior fiscalização do Tribunal de Contas e de outros órgãos de controle externo.

“Querem esse dinheiro é para colocar no bolso e, para isso, estão causando tanto terrorismo à população”, acusou o presidente da Fecomércio.

Valdeci Cavalcante informou à tarde, em entrevista, que 91,2% das empresas do Piauí são do Simples, faturam menos de R$ 4 milhões por ano e têm em média 5 empregados. Apenas 1,8% são consideradas médias ou grandes.

“As micro e pequenas – 91% – começaram a demitir esta semana sem condições sequer de pagar as verbas rescisórias de seus empregados. Não dispõem hoje de meios mínimos para sobreviver. E eu que represento está categoria e eles têm acesso a mim, imagine como eu estou emocionalmente!”, relatou.

Isolamento continua

O governador Wellington Dias e o prefeito Firmino Filho se mantêm firmes quanto às decisões de isolamento social decretadas para até o final deste mês.

“Afrouxar as medidas agora significa a explosão de casos brevemente. Experiências em todo mundo, especialistas dos mais variados setores provam isso. Não será eu que irá contra o que diz a Ciência”, avisou o prefeito, pelas redes sociais.(Com informações de Zózimo Tavares)

Opinião:”Na pandemia, governador faz demagogia”

Por:Zózimo Tavares

O governador Wellington Dias anunciou ontem um novo pacote de contenção de gastos para tentar garantir o equilíbrio financeiro do Estado durante a pandemia do Covid-19.

O governador começou comunicando um corte de 15% no salário dele. Um ato de pura demagogia. Toda vez que um governante aparecer com esse tipo de medida, em qualquer tempo ou lugar, ele está exercitando a demagogia em sua forma mais barata.

Os governantes não precisam do salário que recebem para sobreviver. Todas as despesas deles são pagas pelos cofres públicos, desde a pasta de dente ao avião para viajar para onde quiser.

Portanto, não seria nem é sacrifício algum para o governador abrir mão temporariamente de 15%, 30%, 50% ou mesmo de 100% do salário dele. O Estado continuará garantido do bom e do melhor para ele até o fim de seu mandato.

Além do que, Wellington Dias já recebe – por direito, diga-se de passagem – R$ 15 mil como aposentado da Caixa Econômica Federal. Então, R$ 5 mil a mais ou a menos em seu contracheque não farâo diferença. O Estado não vai sair da crise nem quebrar por isso.

É uma situação muito diferente da do assalariado que tem que fazer malabarismos e milagres para o seu vencimento cobrir todas as despesas de casa e da família.

Outros cortes

Segundo o governo, essa redução de 15% atinge também a remuneração dos secretários e superintendentes do Poder Executivo Estadual, enquanto durar o período de calamidade pública.

O pacote reduz em 15% também os valores de todos os cargos em comissão (DAS e DAI) e em todas as gratificações por Condições Especiais de Trabalho (CET), enquanto durar o período de calamidade pública, exceto para os servidores das áreas de Saúde, Segurança e Assistência Social.

Faz ainda um corte de 50% no valor da Indenização de Transporte de todos os servidores do Poder Executivo que recebem essa verba indenizatória.

Nesse caso, a redução deveria ser mais ampla. Receberiam apenas os servidores que estão efetivamente trabalhando em serviços essenciais ou convocados para serviços indispensáveis. O governo decidiu também pela suspensão dos gastos de custeio com passagens aéreas, diárias, consultorias e assessorias jurídicas, apresentações artísticas e esportivas.

Aqui praticamente chove no molhado, pois, em função da pandemia do Covid-19, todas as atividades artísticas e esportivas estão suspensas, bem como as viagens aéreas para fora do Estado.

Contratos e obras

Outro corte, de 50%, alcança as despesas com material de consumo; suprimento de fundos; locações de veículos, impressoras e equipamentos em geral; combustíveis; manutenção de bens móveis; dentre outros.

O governo poderia ter ousado mais. Se quase tudo está parado, por que os cortes nessas áreas chegam a apenas à metade?

O pacote também determina a revisão dos demais contratos administrativos, podendo o governo deliberar pela redução parcial, suspensão por 120 dias ou rescisão contratual. É uma medida razoável. Outra decisão anunciada pelo governador: vedação de início de novas obras ou reformas.

Outra vez o governo malha em ferro frio, pois não tem obra nova a iniciar. Não é do seu feitio construir, a não ser uma ou outra obrinha eleitoreira. Por fim, o governo determina a suspensão de cessão de servidores e concessão de horas extras.

Era o mínimo que poderia fazer neste momento, desde que preserve, naturalmente, os servidores que estão na linha de frente de combate ao Covid-19.

Economia de R$ 200 milhões

De acordo com o governador, com esse pacotaço o Estado vai economizar cerca de 2% da receita corrente. Pelas suas contas, até o final do ano a economia será de quase R$ 200 milhões. Ou seja, em torno de R$ 22 milhões por mês.

Vê-se, pois, que a tesourada nos gastos anunciada pelo governo não é bicho de sete cabeças. As medidas são do bê-a-bá da gestão pública.

E são, afinal, medidas que poderiam ter sido tomadas sem que fosse necessária uma pandemia para impor essas providências.

Opinião: “Atenção com o vírus, cuidado com a epidemia da corrupção”

É bastante compreensível que a pauta do momento seja majoritariamente o novo coronavírus, afinal, estamos diante de um desafio que pode custar muitas vidas e causar grandes prejuízos. Por isso, sociedade, imprensa e poder público devem focar nesse tema e enfrentá-lo com garra.

No entanto, não podemos esquecer da corrupção nesse momento. Ao tempo em que acompanhamos as ações dos gestores públicos diante do coronavírus, devemos ficar atentos às falcatruas. Tem dinheiro chegando, tem decretos de emergência, de calamidade, comoção social e, naturalmente, um certo relaxamento da crítica nesse momento de grave crise.

Mas não podemos esquecer que em meio à pandemia existe muita brecha para gestores mal intencionados se aproveitarem. Por isso, é muito importante que a população e a imprensa fiquem de olho nas ações do poder público (em todas as esferas) e fiscalizem a forma como o gestor está aplicando as verbas, inclusive algumas extras que estão chegando por conta da crise.

Devemos lembrar que a pandemia da Covid-19 é grave e não estamos imunes ao vírus, mas também continuamos longe de ficarmos imunes à velha epidemia da corrupção.(Guilherme Almeida)

Opinião:”O engodo dos empréstimos”

Crédito: Aprosoja Brasil

Por:José Olímpio

Os deputados de oposição ao governo Wellington Dias (PT) estão cobertos de razão em cobrar explicações acerca dos pedidos de empréstimos que tramitam na Alepi, afinal “cesteiro que faz um cesto faz um cento”, diz a sabedoria popular. O governo petista até hoje deve a prestação de contas de empréstimo contraído junto à Caixa Econômica Federal.

Aliás, Sua Excelência deve prestar contas não só à CEF, mas ao povo do Piauí. O empréstimo de R$ 600.000.000,00, em duas parcelas de R$ 300.000.000,00, era destinado, conforme divulgação do governo, à recuperação da malha rodoviária do estado e a investimentos em infraestrutura e saneamento básico.

Até hoje, porém, não se sabe onde foram feitos esses investimentos, pois as estradas do Piauí são as piores do país. Nem na região dos Cerrados, onde é grande a produção de grãos, existem estradas trafegáveis, embora seja uma região importantíssima para a nossa economia.

Na região Norte do estado, a situação é ainda pior. Só se percebe a presença do governo inaugurando calçamento, uma ou outra tímida reforma em prédios escolares e nada mais. Não se tem notícias de obras de saneamento ou infraestrutura.

A reforma do Centro de Convenções se arrasta por 10 anos, as obras do contorno rodoviário emperraram, os parques estaduais estão sendo entregues à iniciativa privada, da mesma forma que o Ginásio Verdão, escolas públicas estão sendo fechadas. Só em Teresina mais de 10 unidades escolares estão abandonadas, de portas lacradas.

Os hospitais regionais do estado funcionam precariamente, sem equipamentos e com funcionários trabalhando sem receber salários, não oferecem resolutividade alguma, conforme denúncias da Comissão de Saúde da Alepi.

Antes mesma da pandemia, o ano letivo nas escolas públicas estaduais estava comprometido por causa da greve dos professores. O governo reluta em pagar à categoria o Piso Nacional de Salário, os percentuais de aumento de 2019 e 2020.

Diante desse descalabro, há que se perguntar onde Sua Excelência está investindo o dinheiro dos empréstimos? Está na hora do Ministério Público, Estadual e Federal, colocar uma lupa nesses contratos e nos planos de aplicação dos recursos.

Não há como o Piauí se desenvolver recorrendo a um empréstimo atrás do outro para pagar dívidas ou fazer frente a despesas correntes. Ou se fortalece a infraestrutura do estado nos diversos setores ou a economia piauiense ficará cada vez mais fragilizada e dependente dos repasses federais.

Sinte Piauí rejeita modalidade de educação a distância, excludente na realidade do Piauí

Com o fechamento das escolas em todo o Brasil, seguindo as determinações da Organização Mundial de Saúde de manter o isolamento como principal forma de combate à pandemia causada pelo novo coronavírus, milhões de estudantes estão sem aulas.  

A par deste contexto, o Sinte Piauí rechaça as iniciativas voluntaristas de realizar atividades de ensino à distância (Ead), nas redes de ensino do estado e dos municípios do Piauí, visto que, não só se mostram açodadas, como indevidas e perigosas para a elaboração e o desenvolvimento da educação pública, com a devida qualidade. Nosso posicionamento evidencia a preocupação com a grande desigualdade de acesso à internet existente no Piauí, ampliada em função das questões envolvendo a qualidade de conexão e os limites das franquias de dados.

A inviabilidade desta modalidade no atual contexto também é perceptível a partir da constatação do imenso contingente de estudantes e professores desamparados tecnologicamente, sem acesso a computadores, e da falta de acessibilidade de muitas plataformas para pessoas com deficiências.

O reconhecimento da importância das novas tecnologias de informação e comunicação neste contexto de crise epidemiológica, não comporta a adoção pela Secretaria de Educação do Piauí (Seduc-PI) da modalidade de ensino a distância como solução. Assim, o Sinte Piauí a rejeita, entre outros fatores, por compreender que a educação não pode, não deve e não se limita a uma transmissão banal ou um simples depósito de conteúdo.

A substituição improvisada, acrítica e acelerada das aulas na modalidade presencial, pela modalidade de EaD, como proposto pela Seduc-PI acarretará uma série de problemas no curto, médio e longo prazos, tanto na rede estadual, quanto nas redes municipais, pois não substitui o conteúdo educativo regular.

Nossos profissionais do magistério, a par da didática de excelência no âmbito da modalidade presencial, não foram preparados, não têm a qualificação necessária para ministrar as aulas via internet. Além disto, devidos aos baixos salários, a maioria, não possui rede domiciliar de internet ou equipamentos adequados para a transmissão de aulas.  

No que diz respeito aos alunos, estes, em grande parte, não possuem computador, acesso à internet ou ambiente propício para assistir as aulas em casa. Muitos dos residentes na Zona Rural não recebem energia elétrica de qualidade, que dirá sinal de internet, ressaltando que esta situação não é exclusiva das áreas rurais, pois diversas cidades no estado do Piauí não têm sinal de internet.

Não podemos resolver um problema de base estrutural com políticas mirabolantes.  Conscientemente, temos que admitir que, infelizmente, no nosso estado, amplos segmentos da população não têm acesso a saneamento básico, em muitos lares falta água encanada e comida na mesa, e que a pandemia que nos assola agudizou estas demandas sociais.

Portanto, sendo realistas, é patente que não temos condições materiais e humanas para ministrar aulas virtuais. Observando-se as dificuldades de aprendizagem existentes na modalidade presencial, podemos configurar como estas serão potencializadas na perspectiva do  ensino de forma remota. Fica claro que, se este processo avançar, o Piauí colocará no limbo uma geração inteira de estudantes.

Esta realidade é muito mais crítica em relação aos municípios, pois a maioria absoluta destes não tem a mínima condição de implementar a modalidade de ensino virtual. Não podemos sacrificar uma geração por vaidade política, fantasia burocrática e mero teatro administrativo.

Senhor governador, senhores prefeitos e secretários de educação (estadual e municipais), não abandonem estes estudantes! Não podemos ser influenciados por falsos educadores, por empresários da educação. Salvem nossos alunos e a educação do estado do Piauí.

Lembramos que o ano escolar não é, necessariamente, coincidente com o ano civil, portanto, o período letivo pode extrapolar, como ocorreu, por exemplo , no caso da greve de 90 dias, no ano de 2012, totalmente repostos, e certamente ocorrerá com a greve atual, que perdura há 72 dias, e não terá o ano letivo perdido.  

A normalização acrítica do ensino remoto em substituição aos processos educativos presenciais aprofunda desigualdades educacionais históricas presentes na rede estadual e nas redes municipais do Piauí. Essa adoção serve, ainda, como um teste para os que apostam no sucateamento, com lucro para estes, da educação básica.

Pedimos aos nossos gestores que não assumam esta opção, não excluam nossas crianças do processo educacional, não proporcionem o aumento dos índices de evasão escolar, pois é o que vai acontecer com a aplicação do EaD no contexto discriminado. Não há impedimento algum para a reposição posterior das aulas, com uma educação digna e de qualidade.

Em função do exposto, o Sinte Piauí, além de se posicionar contra a aplicação das aulas na modalidade a distância, está tomando as medidas cabíveis requeridas pela situação, em nome da educação inclusiva e de qualidade.

Para restabelecer a verdade advogado Eliaquim publica nota de esclarecimento

“Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles.”
Eliaquim Sousa Nunes
Quando John Wooden disse essa frase, certamente não esperava tempos como os que vivemos atualmente, onde não basta ser honesto, é preciso provar que é honesto.
Circula nos grupos de WhatsApp desde ontem (07) suposta denúncia de que mesmo exonerado do cargo, eu continuaria recebendo como Secretário de Educação.
A suposta “denúncia” trás o texto em caixa alta e tom alarmistas, próprio das fakenews de atualmente, acompanhada de prints do portal da transparência com meu contracheque.
Pois bem, vamos aos fatos:
• Em 10/06/2019 solicitei exoneração do cargo de Secretário Municipal de Educação o que exerci com muita honra durante quatro meses.
• Ao conceder minha exoneração o prefeito me convidou para colaborar na Procuradoria do Município tendo me nomeado com FUNÇÃO COMISSIONADA TÉCNICA I, cargo cuja remuneração é próxima aos valores recebidos pelos secretários e que existe por lei desde 2013 sendo concedida a diversos servidores efetivos que desempenham função especial nos últimos anos.
• Isso está bem claro e explícito na minha portaria de nomeação publicada no Diário Oficial do Município do dia 10/06/2019, podendo por todos ser consultada no portal da transparência.
• Não sei por qual motivo, o portal da transparência apresenta a nomeclatura de Secretário de Educação, em seguida Procuradoria do Município, no entanto, caso as imagens não tivessem sido cortadas propositalmente, qualquer pessoa veria na sequência o cargo real que ocupo e a respectiva remuneração.
• Quem me conhece sabe que nunca fiz questão de ter um real a mais ou a menos do que aquilo que a lei me dá direito.
• Quanto ao valor da minha remuneração, Trabalho cada minuto pelo salário que eu tenho porque estudei e me qualifiquei para isso. Tenho família e vivo do meu trabalho, injusto seria se eu trabalhasse de graça. Tenho orgulho do meu salário, é fruto do meu trabalho.
• Quem quiser acompanhar meu trabalho, estou na procuradoria do Município de segunda a sexta-feira das 7h30m às 13h30m das 15h00 às 17h00m e excepcionalmente a hora que precisar, incluindo as noites, os sábados, domingos, feriados.
• Posso apresentar também os livros de protocolo onde consta que acumulo no mínimo 30 a 40 processos por mês e resolvo todos. Talvez por isso goze do privilégio da confiança dos meus superiores.
• Lamento profundamente e manifesto meu mais sincero repúdio às pessoas que, não sei se por inveja, pobreza de espírito ou simplesmente falta do que fazer, se ocupam em denegrir a imagem de outro sem ao menos conhecer ou sequer se preocupam em ouvir o outro lado.
Meu desejo é que olhem para si mesmo, façam autoreflexão e vejam que tipo de pessoa querem realmente ser, se aquelas que realmente fazem algo produtivo ou das que se preocupam em destruir o que os outros constroem.
Por fim, convido a quem quer que seja a ir comigo em qualquer órgão de fiscalização e controle, seja ele MP ou TCE, e prove a existência de qualquer ilegalidade. Do contrário, não fale o que não tem certeza.
Eliaquim Sousa Nunes

Uma coisa é fazer jornalismo; outra coisa, muito diferente, é tentar espalhar o pânico

Mário Assis Causanilhas

Infelizmente, a imprensa apresenta um comportamento altamente negativo nesse caso da pandemia do coronavírus, passando a nos impor um tipo que poderíamos caracterizar como “jornalismo de terror e pânico”. Sabe-se que nesses casos de calamidades sanitárias, tudo é relativo, não se pode fazer prognósticos de que vai acontecer isso ou aquilo, mas não é bem assim que a mídia se apresenta.

No jornal O Globo, por exemplo, edição de quinta-feira, 26/03/20, na primeira página, os casos de Covid19, eram de 2.555 confirmados e 59 mortos, mas havia uma previsão sinistra em outra reportagem, sobre São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. E vamos conferir o que acontecer.

NÚMERO NÃO BATEM – Nesta mesma edição, página 14, com título de matéria “Estudo indica avanço rápido em SP, RJ e DF”, o corpo da reportagem informava que nas cidades de São Paulo, Rio e Brasília o vírus estava se propagando mais rapidamente. E afirmava que as três cidades somadas poderiam chegar a 16 mil casos na semana de 30 de março a 03 de abril.

Nada disso aconteceu. Em O Globo de sábado, dia 4 de abril, na primeira página os números eram: casos confirmados no Brasil 9.056, com 359 mortos. E na página 8 da mesma edição, as cidades de São Paulo, Rio e Brasília tinham, somados, apenas 5.524 casos. Ou seja, apenas um terço dos alarmantes números do Globo de 26 de março. Para mim, isso é “jornalixo”.

E não adianta usar o argumento de que foram noticiados dados de “especialistas”. O jornal precisa ter responsabilidade com o que divulga. Nesse caso, seria obrigatório publicar uma segunda matéria, informando: “Previsões sinistras sobre São Paulo, Rio e Brasília não se confirmaram”. Isso seria o mínimo.

Opinião:”Será que tem vacina pra doença dos que só querem aparecer?”

A turma dos ‘lacradores’ nas redes sociais está enlouquecida, e não para de criar e espalhar baboseiras e mensagens alarmistas na internet. Todos loucos por likes e compartilhamentos.

Será que existe vacina para curar a doença dessa gente?

Por:Ribamar Aragão(Fonte:facebook)

Opinião:”Defensores do golpe”

COLUNA DO JOSÉ OLÍMPIO (*)

Em meio à pandemia do coronavírus, vozes agourentas querem implantar o caos, pregando abertamente a deposição do presidente da República, eleito democraticamente, e fazendo uma pregação farisaica sobre as elites dirigentes que “massacram os pobres com o liberalismo mofado”, que só beneficia o capital e por aí vai.

Esses sofistas da esquerda, a pretexto de defender a democracia, pregam abertamente o golpe contra um presidente eleito nas urnas, pela vontade popular. Com vergonha de assumirem que são arautos do esquema político derrotado – a cleptocracia petista – dizem cinicamente que o centro é o melhor caminho, como rezava Aristóteles.

Não assumem a condição de petistas nem de comunistas porque sabem que a esquerda brasileira, patrimonialista e corrupta, perdeu completamente a credibilidade e não tem forças para derrubar o governo, mas o discurso dos golpistas só convence aos tolos que são muitos nas redes sociais.

Estatistas de tendência esquerdista, disfarçados de democratas, os críticos do governo Jair Bolsonaro o acusam do desmonte da máquina pública. Uma falácia. Na verdade, vomitam sua ira contra o governo porque faziam parte do exército de parasitas beneficiários do aparelhamento da administração pública federal.

Bolsonaro fez o que qualquer governo sério teria que fazer. Acabou com as sinecuras criadas pelos governos Lula e Dilma e cancelou milhares de contracheques graciosos, afinal a máquina pública não é para atender a interesses partidários, mas aos interesses da Nação.

Durante os governos petistas o número de comissionados no Executivo Federal era infinitamente superior ao de países ricos como os Estados Unidos e a França. A máquina pública estava a serviço do PT e não do interesse público.

O novo governo reduziu o número de ministérios, extinguiu milhares de cargos desnecessários e busca incansavelmente o ajuste das contas públicas, a retomada do crescimento econômico, com a volta dos empregos ,e a melhoria dos serviços públicos.

Conseguiu aprovar a reforma da Previdência e articula a aprovação das reformas administrativa e tributária no Congresso Nacional, que possibilitarão o controle do deficit fiscal e os recursos necessários aos investimentos em setores vitais da economia.

Em meio ao bombardeio dos adversários e da grande mídia, Bolsonaro completou um ano de gestão sem uma denúncia sequer de corrupção no Governo Federal, o que por si só já é um grande feito em um país que passou vários anos sob o controle de um esquema viciado e corrupto que gerou desemprego em massa, caos econômico e violência.

Não há, portanto, motivos para se falar em impedimento do presidente. O Brasil mudou para melhor, sem dúvida, e não se pode afastar um governante do cargo por causa de suas opiniões, como deseja o PT e a esquerda.

Tentar aproveitar um problema sanitário gravíssimo como a pandemia do coronavírus para criar instabilidade política e promover uma ruptura democrática configura um oportunismo barato e condenável, que certamente não terá o apoio da maioria dos brasileiros.

(*) José Olímpio é jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalista Pofissionais do Estado do Piauí

Há muito, não vejo mais televisão

As pessoas, especialmente os meus poucos leitores e seguidores, podem até estranhar em  se tratando de um instrumento profissional, mas deixei de ver televisão. Desliguei no quarto e na sala. Só tem notícia de fim do mundo.

E eu estou entre os que acreditam que vamos sair desse inferno. Sei da enorme gravidade, estou cumprindo a quarentena como recomendado. Mas assistir aos
 telejornais repetitivos é compartilhar com o satanás. Deus me livre! Nunca vi tamanha desinformação e contradição.

E não têm outro assunto! O corona reina absoluto. Só com notícias ruins. Por que não mostram à volta à rotina de um paciente que se curou? O prazer está na contagem dos mortos. Acho que as TVs estão loucas por aquelas imagens reproduzidas da Itália, de enterros coletivos.

Não, não vejo mais televisão. Aliás, antes do corona, para ser mais sincero, eu só ligava a TV para alguns telejornais, programas inteligentes de entrevistas e jogos. Só. Odeio novelas e as baixarias do Big Bosta, ou Big Brother, desculpe.

Nas horas vagas da quarentena, mato o meu tempo com meus filhos me divertindo ou lendo.(Mago Martins)

Opinião: “Que se dane a economia, fique em casa, dizem eles!”

Por:Eliaquim Nunes

Fácil dizer isso. O difícil é explicar para o cara do Uber que tem que ir pra rua todo dia pra conquistar o pão.

Difícil é explicar para o mototaxista que sabe que um dia parado significa não ter grana para água, luz, aluguel e comida dos filhos.

Difícil é explicar para o vendedor de picolé, de cachorro quente, a diarista e para os mais de 38 milhões de brasileiros que vivem na informalidade.

E, para os que gostam de comparativo, o número acima equivale à quase totalidade da população da Itália, que além de diferente clima, densidade demográfica, expectativa de vida, tem inúmeros outros fatores que a diferencia do Brasil.

Ah,…mas nós temos idosos e pessoas no grupo de risco, o que faremos ? O que nós sempre fizemos há anos, cuidamos deles e os protegemos sem que seja preciso parar o país para isso.

Se o país quebrar, aí sim o sistema de saúde entra em colapso e não teremos como cuidar deles.

Essa é a minha opinião, não peço que concordem comigo, não quero convencer nem discutir com ninguém. É o que penso.(Fonte:facebook)

Opinião: Esqueceram os moradores de rua

Com igrejas fechadas, moradores de rua ficam sem comida

Paulo Xavier

Os governadores de Estado que estão determinando o fechamento das igrejas, ou qualquer outro templo religioso, que se equipare à condição de igreja, podem estar cometendo um equívoco pensando em fazer o certo, o que é comum em tempo de tantas perplexidades.

Resta evidente que eles talvez não tenham se apercebido de que a ação das associações religiosas vai além da disseminação da doutrina, e é há milênios também de caráter social, especialmente em comunidades vulneráveis e desassistidas, onde a condição de miséria absoluta ainda persiste.

Faço parte de um movimento espírita que, dentre muitos trabalhos assistenciais, distribui sopa para moradores em condições de vulnerabilidade.

Muitos vivem na rua há anos, enquanto outros se sustentam da alimentação oferecida, apesar de exercerem alguma atividade profissional informal.

A existência dos trabalhos de caridade, fundamentalmente pelos movimentos religiosos, que trabalham com profunda disciplina e organização logística, são fundamentais para a sobrevivência de muitos em condições de indigência, marginalidade e vulnerabilidade.

A capilaridade dos movimentos religiosos é indiscutível no curso do processo civilizatório. Eles chegam aonde o Estado muitas vezes não consegue chegar sozinho, até muitas vezes por razão do crime organizado ou da política.

Eles são a sociedade civil viva participando sozinha ou complementando ações coordenadas pelo Estado.

Chegará o dia em que a eficiência dos trabalhos sociais, que o Estado oferece, permitirá que os movimentos religiosos apenas se ocupem com a condução da reforma moral do homem no mundo, e não da distribuição do alimento diário. Ainda muito distante nos dias atuais, faz-se imperiosa a participação dos movimentos religiosos.

Portanto, antes de impedir a ação dos movimentos religiosos, o Estado pode e deve estimulá-los e coordená-los, para continuar fazendo, com mais foco e sinergia, o que vem sendo feito por eles há milênios, não apenas nessa, mas em todas as calamidades que assolaram a humanidade.

O Estado retira aqueles que estão dispostos a arriscar as suas vidas em favor do próximo e não cria alternativa, além de interromper alguns serviços que eram oferecidos, de forma informal, pelo próprio Estado, a doação de comida e água, atualmente proibida pelo Corpo de Bombeiros Militar, sob a justificativa de risco de contaminação.

Os jornais em vez de discutirem de forma séria a importância desse serviço assistencial, resumem, de forma sórdida, que a manutenção do funcionamento das igrejas tem como objetivo garantir, apenas, o pagamento do dízimo. Transformaram o tema, de forma deprimente, em um ataque ao Presidente Jair Bolsonaro que vem tentando manter o seu regular funcionamento.

Os meios de comunicação se tornaram no que há de pior no país. Eles torcem abertamente para que tudo fracasse. Eles não têm o menor compromisso com a nação. Lamentável.

Espero que parte da população entenda a importância da manutenção de todos os templos funcionando. 

Ideia de cancelar eleição deixa pergunta: até onde vai a pandemia?

Por:Fenelon Rocha

A ideia de adiamento das próximas eleições municipais de 2020, marcadas para outubro, começa a ser mais que um burburinho: vai se tornando discurso na voz de alguns políticos de ressonância. A princípio, parece uma ideia desbaratada ou mesmo oportunista. Mas tal possibilidade traz junto a pergunta que está no centro das discussões cotidianas em meio ao crescente número de casos do corononavírus: até onde vai essa pandemia no mundo e no Brasil?

Os defensores da ideia de remarcação das eleições levam em conta que o calendário eleitoral inclui uma série de eventos de massa, sobretudo depois de 20 de julho – data de início das convenções. Pela fala das autoridades de saúde, o ápice da pandemia deve ser o mês de abril e talvez inclua ainda o mês de maio. Esse tipo de cálculo leva em conta o que se conseguiu, por exemplo, na China, onde a doença reflui depois de dois meses e meio de enfrentamento efetivo.

Se o Brasil conseguir ser razoavelmente eficiente no enfrentamento do coronavírus, é possível que os cuidados extremos no controle social – isto é, limitações na movimentação e concentração popular – possa ser algo menos preocupante a partir de junho. E se assim for, talvez seja precipitado falar em mudança da data das eleições, embora seja fundamental um monitoramento da situação. O TSE, por enquanto, vai mantendo o calendário eleitoral. Há datas importantes, como o 6 de maio, até quando os eleitores com pendências devem regularizar sua situação. Em termos de encontros políticos com envolvimento popular, a data que realmente conta é o 20 de julho, início das convenções que indicarão os candidatos.

Salvo mudança brusca de cenário, tudo segue no cronograma definido anteriormente. E (pré)campanha segue como sempre: na mídia e nas conversas de bastidores.Confira algumas datas do Calendário Eleitoral

ABRIL
• Dia 3: Data limite para filiação partidária visando as eleições de outubro.

MAIO
• Dia 6: Limite para eleitor regularizar pendências, pedir alistamento ou transferência de registro.

JULHO
• Dia 20: Início das convenções partidárias.

AGOSTO
• Dia 5: Último dia para convenções partidárias.
• Dia 16: Candidatos podem fazer propaganda eleitoral, inclusive na internet.
• Dia 28: Começa propaganda eleitoral no rádio e TV.

OUTUBRO
• Dia 1°: Termina propaganda eleitoral no rádio e TV.
• Dia 4: Primeiro turno.
• Dia 25: Segundo turno.

Que lições podemos tirar com a pandemia do coronavírus?

O coronavírus está entre nós! Sim, ele é uma realidade, e no Brasil, os números continuam crescendo. A última atualização do Ministério da Saúde, divulgada na noite de ontem mostrou que o país já segue com 904 casos confirmados, sendo registradas ainda 11 mortes em São Paulo e Rio de Janeiro. E de acordo com o ministro, Luiz Henrique Mandetta, a expectativa é de que os casos da doença disparem no mês de abril, e com isso, o sistema de saúde pode entrar em colapso.

O Ministério apontou ainda que todo o território nacional está sob o status de transmissão comunitária do coronavírus Sars-Cov-2,responsável pela pandemia da doença Covid-19. Esse tipo de transmissão é aquele quando não é possível rastrear qual a origem da infecção, indicando que o vírus circula entre pessoas que não viajaram ou tiveram contato com quem esteve no exterior.

No Piauí, a expectativa não é diferente. O último relatório divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesapi), confirmou a ocorrência de quatro casos, além disso, ainda existem 101 sob suspeita, outros 161 foram notificados e 56 descartados.

Nunca é demais lembrar que esse é um nomento de seriedade e prudência. Um momento, onde até mesmo opositores políticos se uniram em prol de um bem maior, a segurança do estado. Foi o caso do governador Wellington Dias, e do prefeito de Teresina, Firmino Filho, que juntos, anunciaram medidas para tentar conter a propagação do Covid-19 no estado. Sabe porquê? O nosso sistema, como um todo, não tem estrutura suficiente para suportar uma epidemia como essa.

Os decretos expedidos, podem parecer drásticos, mas são de extrema importância para o estado. Segundo a Associação Piauiense de Municípios, 182 cidades emitiram decreto de calamidade pública, a capital do Piauí e o governo do Piauí também seguiram o exemplo.

Com isso, aulas foram interrompidas, comércios passaram a funcionar em horários mais limitados e os serviços de saúde sofreram alterações. O setor privado também adotou medidas preventivas, e dessa forma, a rotina do piauiense mudou drasticamente nos últimos dias, e detalhe: A economia tem sofrido muito, pois as perdas são latentes. Mas o esforço, com certeza é válido.

O discurso, repetido inúmeras vezes por profissionais da área da saúde e autoridades é o mesmo: Precisamos de isolamento e seguir à risca as medidas de higiene necessárias. O objetivo? Barrar a circulação do vírus!

Então, é cada vez mais necessário que as pessoas cumpram as medidas de contenção e, se possível, permaneçam em casa. Essa é a nossa forma de guerrear. São indicações simples, mas imprescindíveis, que irão ajudar a evitar tragédias maiores. E isso depende da atitude de cada um. É momento de isolamento, mas, para o bem da coletividade!

E que no final de tudo isso, nós possamos ser capazes de tirar alguma lição e aplicar na vida, para evoluirmos como cidadãos e seres humanos!(Encarando/Silas Freire)

Opinião: Alarmismo e fake news

Por:Eliaquim Nunes

Prefeito Mão Santa esteve em Brasília em audiência com o presidente Bolsonaro buscando viabilizar recursos para solucionar os problemas de Parnaíba.

A partir de então surge inúmeros “infectologistas” de internet se achando expert em assuntos de saúde sugerindo que o Prefeito trará o corona vírus para Parnaíba.

Em tempos de crise, o que se percebe é que o alarmismo e as fakenews são muito mais velozes e nocivas do que o próprio vírus em si.

  • Hermerson Saulo Deus abençoe que ele venha são de Brasília 🙏
    Que o vírus boiola ñ tenha entrado nele…
  • Fransuellem Mendes Eu saí de Brasília estou gripada mais não estou com coronavirus.
    Povo ignorante, vendo que o prefeito foi buscar melhorias disso eu tenho certeza .
    E outra, o presidente Bolsonaro não está com coronavirus !!

Governo também espalha ‘fake news’ sobre coronavírus

O Governo do Piauí informou, ontem, que autorizou a Secretaria de Segurança a investigar as pessoas que distribuem fake news pelas redes sociais sobre o coronavírus (Covid-19), dando conta que o Estado tem casos confirmados da doença.

Secretaria de Saúde reúne-se com diretores de hospitais particulares

De acordo com o governador Wellington Dias, a situação é muito séria e envolve profissionais das mais diferentes áreas, tendo também um impacto econômico.

“É uma situação em que precisamos lidar, principalmente, com a verdade. E a verdade, no momento, é que nos exames já realizados no Piauí não se confirma nenhum caso”, reagiu.

O governador aproveitou para chamar a atenção para que a população evite reproduzir fake news e reafirmou que todos os protocolos do Ministério da Saúde estão sendo cumpridos no Piauí.

A rede de UTI’s

Muito bem! É correta a atitude do governador em relação às fake news. Elas são altamente prejudiciais, sobretudo neste momento de crise, pois espalham boatos e contribuem para criar um clima de pânico na população.

Acontece, porém, que o próprio Governo do Piauí é o primeiro a espalhar notícias falsas sobre o Covid-19, quando anuncia que vai alugar leitos nos hospitais privados para tratar os doentes que venham a ser infectados pelo vírus.

Toda a rede hospitalar do Piauí conta com 422 leitos de UTI. Desse total, 215 são de hospitais privados e 192 dos hospitais estaduais. Os outros 15 são do Hospital Universitário.

Outra coisa: a maioria desses leitos de UTI se concentra em Teresina e em alguns municípios do Norte do Estado. 

Para o lado do Sul do Piauí, apenas o Hospital Regional de Floriano conta com esse tipo de leito. E eles estão todos ocupados com pacientes internados com outras doenças.

De Jerumenha a Cristalândia, uma distância de 600 quilômetros – a mesma de Teresina a Fortaleza – não há um só leito de UTI. Nos municípios da região moram aproximadamente 300 mil pessoas.

Falta leito em todo lugar

A falta de leito nas Unidades de Terapia Intensiva não é uma situação particular do Piauí. No Brasil inteiro o quadro é este: falta leito nas UTI’s há muito tempo.

Só que a situação do Piauí é mais grave. O jornal Folha de S. Paulo mostrou que o Piauí tem uma taxa de 0,56 leito por 10 mil habitantes, a mais baixa do país.

A proporção recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de pelo menos 1 leito para cada 10 mil habitantes.(Informações de Zózimo Tavares)

Dois Territórios de Desenvolvimento, 40% do Piauí, não têm UTI

Por:Fenelon Rocha

Dois Territórios de Desenvolvimento que correspondem a quase 40% do território do Estado do Piauí têm uma dificuldade especial para enfrentar o coronavírus: a completa ausência de UTIs. Esses dois territórios, o da Chapada das Mangabeiras e do Tabuleiro do Alto Parnaíba, somam uma área de mais de 91.000 km2 e uma população próxima de 300 mil pessoas distribuída em 36 municípios. Prefeitos da região se preocupam com a situação, já que além da ausência de UTI, se deparam com a falta de equipamentos e treinamento de pessoal.

O Território da Chapada das Mangabeiras tem 24 municípios, onde Bom Jesus e Corrente são as cidades de referência. No caso do Tabuleiro do Alto Parnaíba, são outros 12 municípios, com Uruçuí como principal referência. “Há uma preocupação grande dos prefeitos nessa situação da pandemia do coronavírus. As condições disponíveis estão longe de ser adequadas”, diz o prefeito de Bom Jesus, Marcos Elvas.

O prefeito dá um exemplo: Bom Jesus recebeu dois kits para exame. “Se tivermos quatro suspeitos, já não teremos como atender a todos”, afirma. Ele cobra ainda a qualificação de pessoal especificamente para essa situação que ele vê como de extrema urgência. Os dois territórios cobrem toda a parte sul do Estado, a partir da linha dos municípios de Guadalupe, Jerumenha (ambos no Alto Parnaíba) e Elizeu Martins (a cidade mais a norte no território da Chapada das Mangabeiras).

A UTI mais próxima é a de Floriano: são 10 unidades de terapia intensiva. Mas, conforme Marcos Elvas, estão sempre lotadas mesmo não havendo situação de emergênci

Opinião:”Governo ameaça professores, mas a greve continua”

Por:José Olímpio

Os professores piauienses, reunidos ontem (2) em Assembleia Geral, decidiram pela continuidade do movimento grevista iniciado no dia 10 de fevereiro e por um acampamento em frente ao Palácio de Karnak, a partir de amanhã (4).

Wellington ameaça os professores, mas a greve continua

Em resposta, a Secretaria de Educação do Estado divulgou uma nota que contribuiu para acirrar ainda mais os ânimos, ao reafirmar que o governo já paga mais que o piso nacional aos professores piauienses, o que não é verdade, repita-se.

O teor da nota, que publicamos abaixo, é uma recusa ao diálogo. Na verdade, faz dois anos que os educadores piauienses não sabem o que é aumento de salário.

Em 2019, os mestres ficaram sem o reajuste de 4,17%. Como prêmio de consolação, a categoria foi contemplada com um auxílio-alimentação que este ano recebeu o fabuloso aumento de R$ 5. Isso mesmo: cinco reais.

Agora, em 2020, o reajuste nacional foi de 12, 84%, mas Sua Excelência, utilizando o argumento de sempre, diz que o Piauí está no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal e não pode conceder o aumento reclamado.

Divulga, por meio da imprensa oficiosa, que paga o piso de R$ 3.167,00, mas não explica que consegue essa proeza somando todas as gratificações ao salário base, o que não é permitido pela lei do piso.

Os professores, por sua vez, exigem o pagamento do reajuste de 2019 e o deste ano que, somados, chegam a 17,04%, mas o governo mandou para a Assembleia Legislativa uma mensagem concedendo apenas 4,17% e acusa as lideranças do movimento de intolerância, ameaçando cortar o ponto dos grevistas.

As contradições do governo o levam ao descrédito. Quando acossado pela oposição que denuncia o descalabro das contas públicas, Wellington Dias diz que as finanças do Estado estão equilibradas e, para justificar os recorrentes empréstimos, garante que o Piauí tem capacidade de endividamento muito grande ainda.

Mas, quando o funcionalismo público reivindica a correção de seus salários, a choradeira é grande. O Estado nunca sai do limite prudencial da LRF. Não há como conceder aumento. Só falta admitir a quebradeira denunciada pela oposição.

No entanto, não falta boa vontade a Sua Excelência na hora liberar polpudas verbas para os nobres deputados estaduais. As chamadas emendas impositivas totalizam R$ 50 milhões no orçamento de 2020, cabendo a cada parlamentar a importância de 1 milhão e 600 mil, para que gastem como lhes convier.

Os defensores do governo se apressarão em dizer que as emendas são impositivas. Tudo bem, mas o que impede Sua Excelência, em meio a tantas dificuldades que o seu governo enfrenta, de propor aos nobres deputados a suspensão temporária da gastança dos recursos públicos?

Com essa e outras medidas de austeridade, o governo faria uma boa economia. Basta um melhor controle sobre as mordomias, despesas com viagens infrutíferas pelo mundo afora e uma lupa para acompanhar o setor de compras do governo.

Lamentavelmente, os outrora defensores dos trabalhadores, especialmente os senhores Wellington Dias e João de Deus, que tantas greves lideraram no Piauí cobrando melhores salários e condições de trabalho, hoje utilizam os mesmos argumentos dos inimigos da educação para humilhar o magistério e negar os seus direitos. Até mesmo o direito de greve.

Não se faz educação de qualidade sem valorizar os professores e sem prédios escolares decentes e equipados. O governo petista comete o mesmo erro de seus antecessores, maltratando os educadores e descuidando da manutenção das escolas públicas, de modo que a educação piauiense só anda bem na retórica oficial e na mídia oficiosa.

Ó tempora, Ó mores! (Diário do Piauí)

Não se respeita autoridade: “Pare de demagogia, cabra safado!”

DEU NO PORTAL AZ:

“Retrato” das viaturas da PM no Estado do Piauí: empurradas por falta de gasolina

O mundo endoidou?

Já não mais se respeita nem autoridade. Em postagem rebatendo anúncio do governador Wellington Dias, de envio de policiais do Piauí para o Ceará, ao mostrar que aqui nem as viaturas tem gasolina, o humorista Bob Nunes, em seu perfil, não economizou na agressão:

“Pare de demagogia, cabra safado, crie vergonha nessa fuça”.

Porto das Barcas

Mais um espaço público do Patrimônio Estadual deve ser colocado para privatização. Agora é a vez do Porto das Barcas, cuja obra de restauração vem se arrastando, como tem sido regra em ações similares no governo do Piauí. (Portalaz)

A doença da correria

Por: Carlos Henrique Araujo(*)

No entendimento popular, é comum as pessoas dividir o nosso tempo de vida em três fases: passado, presente e futuro. Aparentemente está certo, mas na verdade só existe uma – o presente, pois o futuro ainda vai chegar (ou não) e o passado já passou. Só o presente é real. Ele é o fruto de nosso livre arbítrio.

Somos o que desejamos ser e conseguimos aquilo em que acreditamos, basta pensar, sentir, acreditar e lutar por nosso objetivo.

A vida é uma só. É esta que estamos vivendo agora. Poderão existir outras, mas só se vive uma de cada vez. A única certeza absoluta que temos é do final desta vida. Mais cedo ou mais tarde todos nós iremos morrer.

O termo “Qualidade de vida”, em moda hoje, é utilizado por vários movimentos e correntes de idéias espalhados pelo mundo afora, como: a Simplicidade voluntária, a Sociedade para a Desaceleração do Tempo, Pegue seu Tempo de Volta, Círculos da Simplicidade, Física Quântica, Programação Neuro-linguística e Constelação Familiar, etc.

Em todos esses movimentos, a pressa, o estresse, o excesso de trabalho, a ganância, a disputa para ser o maior, o melhor e o mais rico, estão dando lugar a ações voltadas para o cuidado com o corpo, com o espírito, com o próximo, com o meio ambiente, com o planeta, com a vida, com a felicidade e com a paz mundial.

Pelos quatro cantos do planeta, esses movimentos pregam a desaceleração da vida moderna e apontam alternativas para quem quer trabalhar fazendo o que gosta, viver a vida sem pressa, ajudar ao próximo, cuidar do planeta, enfim fazer o bem aos outros e conseqüentemente a si próprio.

A velocidade, símbolo do desenvolvimento tecnológico, da produção e do consumo, cada vez mais vorazes, criou uma necessidade de “urgência” que poucos conseguem administrar. O resultado é um novo mal “mal do século”, símbolo do nosso tempo.

É, segundo o médico americano Larry Dossey, a Doença da Correria ou Síndrome do Pensamento Acelerado, uma resposta ao fato do nosso relógio interno ter virado um relógio de pulso despertador.

Mas nem tudo está perdido, há muita gente pensando diferente. Em todo o mundo, grupos mais ou menos organizados vêm criando maneira de diminuir o ritmo, de abrir mais espaço para o lazer, para os prazeres sadios e para a família, através de iniciativas que privilegiam o bem-estar, a convivência amorosa e harmônica, a simplicidade, a tradição local, o resgate da história e da hospitalidade das pessoas.

Este é o começo de uma revolução cultural, uma mudança radical na forma como vemos e vivemos o nosso tempo, e como lidamos com a velocidade da modernidade e a pressa cotidiana.

Significa colocar qualidade antes de quantidade. “É uma espécie de “filosofia do devagar, onde se percebe que nem sempre a rapidez é a melhor maneira de fazer as coisas”, disse a Galileu Carl Honoré, autor do livro “Devagar”, já lançado no Brasil.

O “devagar” leva as pessoas a entenderem que há outros metabolismos, ritmos e experiências significativas, privilegiando o Ser sobre o Ter e dando mais importância às culturas pessoal e espiritual.

Carlos Henriques de Araújo
Escritor – Membro da UBE-PI