Jornalista Mário Rogério se lança pré-candidato a prefeito de Teresina

O jornalista Mário Rogério botou o Partido Cidadania no circuito da sucessão do prefeito Firmino Filho (PSDB) e confirma candidatura ao Palácio Cidade. O partido estava fora do cenário político da capital, principalmente após a desfiliação do presidente estadual da sigla, Celso Henrique, que migrou para o DEM para viabilizar candidatura de vereador em Teresina. Mário Rogério reestrutura o Cidadania e se lança pré-candidato a prefeito.(Informações do jornalista Elivaldo Barbosa/Tempo Real)

PF já sabe que a corrupção na SEDUC-PI virou um câncer

IMPOSSÍVEL ESTANCAR A SANGRIA – Se o governador Wellington Dias e sua esposa Rejane Dias não conseguem estabelecer uma estratégia de defesa convincente sobre as investigações que recaem sobre os desvios do dinheiro da Educação apontados pela Polícia Federal, imagina quando começar a chegar o tsunami com relação às novas descobertas da equipe da delegada Milena Caland.

Através do ofício acima (exclusividade do Blog Código do Poder) encaminhado pela delegada Milena Caland ao secretário de Educação, Ellen Gera, já dá para se perceber que as investigações da Polícia Federal partiram do transporte escolar e dos esquemas na SEDUC e estão se ampliando para contratos de todos os serviços de locação de veículos do governo Wellington Dias, através de contratações centralizadas na Secretaria de Administração e Previdência (SEADPREV).

O ofício é de outubro de 2019 e solicitava contratos de veículos utilitários locados pela SEDUC.

Sabem quem providenciou esse contrato ? Rejane Dias, Hélder Jacobina e Ronald Moura.

Empresa contratada?: Locar Transportes, de Luís Carlos Magno.

A partir daí, a PF pediu tudo. Agora todo o material da licitação desse pregão das locadoras está sob análise na Polícia Federal. Todas as secretarias, empresas e valores . É um trabalho ainda maior para a Polícia Federal e os efeitos dessa investigação nem foram sentidos.

Vai ser difícil, para não dizer impossível estancar a sangria. É como um câncer que já dá sinais de metástase.

Ainda no final do ano passado, Milena Caland também solicitou todos os novos contratos de 2019 do transporte escolar.

É muito material. O que a PF sabe é que tudo continuava normalmente, inclusive com aprovações de contas no Tribunal de Contas do Estado do Piauí.

Para se ter uma noção do quanto é dificil estancar essa sangria é só lembrar que contratos de locação de veículos se espalharam em dezenas de secretarias e envolve os padrinhos parlamentares.

Para fechar (sem spoiler), outra grande fonte de gastos milionários na SEDUC também está na mira da Polícia Federal.

Mas uma coisa de cada vez. É preciso ter bom estômago.

Mas aqui vai uma sugestão para o nome de operação para a Polícia Federal: Topique é um nome fraco. Melhor seria “Operação Stand By Me” (Fique comigo). Com certeza no Karnak entenderão o nome.

É ver o que vai sobrar nos próximos anos. Karl Max achava que o capitalismo já trazia consigo o germe de sua própria destruição. E a corrupção ?

Por Aquiles Nairó (Código do `Poder)

Decisão que autorizou a Topique aponta ‘relação negociável’ entre Rejane Dias e acusado de fraudes no transporte escolar

O esquema de fraudes em contratos de transporte escolar no Piauí nasceu da “relação negocial” entre o empresário Luiz Carlos Magno Silva e a deputada Rejane Dias (PT-PI), durante sua gestão na Seduc-PI. A informação consta na decisão que autorizou a Operação Topique, segundo o site O Antagonista.

De acordo com o despacho, Luiz Carlos Magno, dono do Grupo Locar, atuou para nomear servidores em “postos chave” na Secretaria de Educação do Piauí para garantir que venceria licitações na pasta.

Esses contratos eram superfaturados, segundo as investigações. De acordo com relatório da Controladoria-Geral da União, havia sobrepreço médio de 40% no fornecimento de transporte escolar e também a contratação de motoristas por “preços bem menores” que o estipulado pela Secretaria de Educação.

Conforme as investigações da Operação Topique, as empresas do Grupo Locar são suspeitas de desviar mais de R$ 50 milhões de contratos de transporte escolar com a Secretaria de Educação do Piauí. Esse dinheiro saiu dos cofres da União e foi enviado ao Piauí por meio do Fundeb e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate).

A decisão que autorizou a operação, cita trechos de relatórios da Polícia Federal segundo os quais operadores da organização criminosa frequentaram a casa da deputada e o Palácio de Karnak, sede do governo.

Esses operadores eram João Gabriel Ribeiro Coelho, sobrinho de Luiz Caros Magno, e Paula Rodrigues de Sousa dos Santos, funcionária do Locar desde 2012. Segundo a decisão da Justiça Federal do Piauí, eram eles os responsáveis por descontar cheques em suas contas pessoais, para “fazer movimentações financeiras suspeitas”.

Uma dessas movimentações seria um repasse de R$ 107,5 mil de empresas do Grupo Locar a um irmão de Rejane Dias, Rogério Ribeiro e Sousa. Indícios dessa transferência foram encontradas num HD que estava na casa de Paula Rodrigues de Sousa. Era um arquivo chamado “Demandas 2017 (1)”.

De acordo com a decisão, “a constatação de repasses de vantagens econômicas indevidas das empresas chefiadas por Luiz Carlos Magno Silva aos agentes públicos, a partir do recebimento e dinheiro em espécie e operações bancárias (…), aliada ao fato de que essas vantagens eram pagas concomitantemente à vigência dos contratos e aos respectivos pagamentos pelos órgãos públicos revelam, de acordo com a Polícia Federal, ‘o maior esquema criminoso nas contratações de transporte escolar que se tem notícia no país’”.(Laurivânia Fernandes)

Em apoio a W.Dias, PT cita ‘odiosa perseguição política’ de Bolsonaro

O Partido dos Trabalhadores divulgou nota de apoio ao governador do Piauí, Wellington Dias, e à deputada Rejane Dias, após operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (27), e classificou a ação como “mais um desvio em que agentes do estado e do governo federal são utilizados para perseguição política”.

  Crédito: Reprodução/Twitter @gleisi

Na nota conjunta, assinada pela presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, pelo Líder do PT na Câmara dos Deputados, Ênio Verri, e o Líder do PT no Senado Federal, Rogério Carvalho, a legenda diz que se trata de “notória operação midiática de perseguição e destruição de imagem pública” e aponta “abusos”, ao julgar que a operação deveria investigar fatos anteriores ao governo Wellington Dias.

“Nem o governador nem a deputada são acusados de nada que justifique minimamente tais abusos”, segue o texto.

O PT repete o argumento de Wellington de que “o governo do Piauí não é suspeito neste caso, mas seria vítima de atos supostamente ocorridos em gestões anteriores” e cita ataques do presidente Jair Bolsonaro e seus aliados ao governador.

“O governo do PT do Piauí é reconhecido nacional e internacionalmente pelos avanços na Educação em um estado historicamente marcado pela exclusão da maioria. É exatamente neste setor que Bolsonaro e seus aliados tentam atacar o governador. E não por acaso logo depois da votação em que, contra a vontade do governo federal, a Câmara dos Deputados aprovou o novo Fundeb, essencial para os avanços da Educação no Piauí em todo o país”, afirma.

O partido promete ainda “denunciar e cobrar judicialmente os responsáveis por este abuso de autoridade e pela odiosa perseguição política movida por Bolsonaro e seus aliados”.(180Graus)

Roubar pode virar vício

Entrada em cena do governador do Piauí mantém o PT no noticiário político-policial

O governador petista do Piauí, Wellington Dias

Por possíveis irregularidades ocorridas em contratos vinculados ao combate à pandemia de covid-19, oito governadores de Estado vêm sendo investigados há semanas pela Procuradoria Geral da República. Três têm os nomes mantidos em sigilo. Foram expostos ao sereno o paulista João Doria (PSDB), o fluminense Wilson Witzel (PSC), o paraense Helder Barbalho (MDB), o amazonense Wilson Miranda Lima (PSC) e o paraibano João Azevedo (PSB). Não se registrou um único e escasso protesto de dirigentes do PT contra as medidas policiais que atingiram os governantes, nenhum deles filiado ao partido que virou bando.

Nesta segunda-feira, correndo por fora, o petista Wellington Dias, governador do Piauí pela terceira vez, assumiu com folga a liderança da corrida por espaço no noticiário político-policial. Por enquanto, nada a ver com o Covidão. Engajados na terceira fase da Operação Topique, agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão na residência de Wellington e da primeira-dama Rejane Dias. O governador e sua mulher, deputada federal e ex-secretária de Educação do Piauí, se teriam associado a autoridades estaduais e empresários do setor de locação de veículos para desviarem, entre 2015 e 2016, cerca de R$ 50 milhões provenientes do Fundeb e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar.

Inocentes transpiram indignação com acusações improcedentes. Sintomaticamente, Wellington passou ao largo do conteúdo das denúncias para concentrar-se na forma da operação. “Foi um espetáculo desproporcional e desnecessário”, irritou-se o governador. Ele certamente preferiria ter sido informado com antecedência sobre a visita da polícia, que decerto receberia com café no bule. Também previsivelmente, a deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente do PT, caprichou no papel de virgem do bordel. Absolveu liminarmente o casal de prontuários companheiros e acusou a operação de “manobra política”.

É sempre a mesma lengalenga. Seria ao menos mais divertido se os larápios do PT sucumbissem ao surto de sinceridade que há alguns meses fez o ex-governador Sérgio Cabral abrir a alma e contar ao juiz por que roubara tanto: “A certa altura virou vício, doutor”.

A péssima qualidade do transporte escolar do PI levou uma criança à morte

Enquanto o dinheiro do transporte público era desviado, os estudantes sofriam com as dificuldades para se deslocar às escolas do estado. A péssima qualidade do transporte escolar em municípios rurais do estado resultou em vários acidentes envolvendo os veículos utilizados para o transporte dos alunos no Piauí.

Em um deles, um estudante morreu. Isso porquê, para aumentar o lucro, os veículos alugados não eram os especificados na licitação, como ônibus e vans. As terceirizadas utilizavam caminhonetes e paus de arara para transportar os alunos.(Silas Freire)

Ministério Público pediu prisão de alvos da Operação Topique, mas Justiça negou

Ainda no mês de fevereiro, o Ministério Público Federal (MPF) manifestou um recurso, que pedia a prisão preventiva de cinco gestores que foram alvos da Operação Topique fase 2, entre eles, Luiz Carlos Magno da Silva, preso na primeira fase da operação, Helder Sousa Jacobina, Pauliana Ribeiro de Amorim, Ronald de Moura e Silva, e Stênio Dias de Negreiros Leite.

O pedido, no entanto foi negado pela Justiça. Agora, com os novos desdobramentos da ação, a população espera que medidas mais concretas sejam tomadas e os responsáveis por tamanha corrupção sejam penalizados.(Silas Freire)

O Antagonista: PT de Rejane e Wellington rouba criancinhas no PI

Um dos responsáveis pelo site O ANTAGONISTA, Claudio Dantas, detalha a investigação da Polícia Federal que identificou desvio de R$ 50 milhões do orçamento do Fundeb no Piauí e que envolve a deputada federal Rejane Dias (PT), ex-secretária de Educação e mulher do governador Wellington Dias (PT).

Confira no vídeo:

Buscas da Polícia Federal na SEDUC/PI miravam servidores do setor financeiro

A Polícia Federal informou que a busca e apreensão realizada nesta segunda-feira (27/07) na Secretaria de Educação do Estado do Piauí, na deflagração da terceira fase da Operação Topique, teve como alvo quatro servidores públicos lotados no setor financeiro da pasta, que tinham papel importante na autorização de pagamentos a empresas investigadas por fraude em licitação e desvio de recursos destinados a transporte escolar. 

Contra três deles, foi determinada medida cautelar de suspensão do exercício de função pública.

Também foram realizadas buscas em endereços ligados a empresas investigadas e de alvos apontados por terem recebido vantagens indevidas fruto do esquema. 

Durante a coletiva de imprensa virtual, os investigadores destacaram que se trata de um esquema “estável” que perdura desde 2015. Dos pregões apontados pela suspeita de fraude, um deles, de 2017, tem repercussão até o presente momento, com contratos aditados. 

Nas buscas, além de documentos, a Polícia Federal apreendeu valores em dinheiro e uma arma, cuja propriedade não foi informada.

Sobre a operação

Deflagrada em 2018, a primeira fase da Topique desnudou um esquema de desvio de recursos oriundos do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), a partir de contratações irregulares e com sobrepreço de serviços de transporte escolar.

A segunda fase, deflagrada em 25 de setembro de 2019 e denominada Operação Satélites, resultou do aprofundamento das investigações.

Nesta terceira fase, a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União e o Ministério Público Federal buscam aprofundar a investigação.

Ao todos foram cumpridos doze mandados de busca e apreensão, sendo onze em Teresina-PI e um em Brasília-DF. 

O trabalho contou com a participação de quatro auditores da CGU e cerca de 56 policiais federais. (180 graus)

Avião da FAB aterrissa mais uma vez em S. Raimundo Nonato com equipe de Bolsonaro


Uma aeronave Embraer 190 da Força Aérea Brasileira (FAB), aterrissou na manhã desta segunda-feira (27) no aeroporto de São Raimundo Nonato (525 km de Teresina), trazendo a equipe precursora da viagem do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido), confirmada para a próxima quinta-feira (30). Bolsonaro deve visitar o Piauí e a Bahia.

Foto: André Pessoa

A agenda oficial ainda não foi divulgada, mas se sabe que ele se desloca num helicóptero até o município de Campo Alegre de Lourdes, no norte da Bahia. Também se especula uma visita ao Parque Nacional da Serra da Capivara, Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Chegaram seguranças, técnicos e o pessoal administrativo da Presidência da República. Ainda chegará outra aeronave Embraer 190 com pessoal de apoio e equipamentos.

Na terça está programada a chegada de dois helicópteros. E na quinta o presidente desembarca em São Raimundo Nonato.

    Foto: André Pessoa

Fonte: As informações são do Jornalista André Pessoa

OAB faz ministros de tribunais passarem vexame com propaganda de preso pela PF

Presidente da OAB Felipe Santa Cruz Patrocinio Qualicorp Facebook OAB DivulgacaoEvento da OAB teve patrocínio da Qualicorp do empresário Luiz Seripieri Júnior, preso há 7 dias pela PF, por corrupção

O presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, submeteu a vexame vários ministros e até presidentes de tribunais superiores, incluindo Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, ao participaram de seminário, por videoconferência, suas imagens foram exibidas ao lado da logomarca do patrocinador principal do evento: a Qualicorp. O fundador e acionista da empresa, Luiz Seripieri Júnior, preso dias atrás por corrupção, poderá ter demandas julgadas pelos magistrados. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Constrangidos, convidados do evento afirmam que não foram avisados de que suas imagens seriam associadas à logomarca da Qualicorp.

Criada por Seripieri, a Qualicorp virou gigante, segundo investigadores, vendendo planos de saúde coletivos à sombra de favores oficiais.

O evento 1º Congresso Digital Covid-19 é obra da dupla Felipe Santa Cruz e Marcus Vinícius Furtado Coelho, ex-presidente da OAB.

O evento da OAB, que fez autoridades do Poder Judiciário pagarem mico é denominado 1º Congresso Digital Covid-19.

PT sugere que Operação Topique no Piauí foi ataque promovido por Bolsonaro

A presidente do Partido dos Trabalhadores Nacional, deputada federal Gleisi Hoffmann, divulgou nota repudiando a 3ª fase da Operação Topique no Piauí. Segundo a parlamentar, a operação é um ataque promovido pelo presidente da República Jair Bolsonaro contra adversários políticos

.“É uma notória operação midiática de perseguição e destruição de imagem pública. Os abusos foram cometidos a partir de uma operação que se prolonga há quase três anos”, diz a deputada em uma trecho da nota. 

Após a repercussão da Operação, personalidades associadas ao PT foram as redes para defender Wellington Dias e a primeira-dama. Em nota, Hoffmann e os líderes petistas Enio Verri e Rogério Carvalho afirmaram que a Operação da PF se trata de “mais um desvio em que agentes do estado e do governo federal são utilizados para perseguição política”. Desta vez, segundo os dirigentes, contra o governador do Piauí e a primeira-dama.

O partido sugeriu que o ataque foi promovido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e que teve como objetivo a Educação do Estado pois o “governo do PT do Piauí é reconhecido nacional e internacionalmente pelos avanços na Educação em um estado historicamente marcado pela exclusão da maioria”

.OPERAÇÃO

A Operação Topique investiga o desvio de R$ 50 milhões de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate). A apuração iniciou em 2018.(Paula Sampaio )

Polícia Federal diz que Rejane Dias recebeu “vantagem indevida”

Primeira-dama do Piauí é alvo de operação da PF (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (27) após a 3ª fase da Operação Topique, a delegada Milena Caland disse que a deputada federal e primeira-dama do Piauí Rejane Dias (PT) recebeu vantagem indevida. Tudo aconteceu a partir do esquema de corrupção no transporte escolar do Piauí. Parentes dela também teriam se beneficiado.

“O envolvimento da esposa do governador se refere e se justifica em razão do exercício do cargo de secretária de Educação, de 2015 e 2018, pois os dois pregões analisados são exatamente de quando ela esteve à frente da Secretaria de Educação. Então, estamos investigando as pessoas que pagaram os contratos e ela como secretária, que autorizava os pagamentos, necessariamente estaria presente. Além dessa questão do cargo, ao longo da análise, constatou-se que houve recebimento de vantagem indevida por ela e por familiares dela”, disse.

Rejane Dias foi secretária de Educação do Piauí de 2015 a abril de 2018, no terceiro governo do marido Wellington Dias (PT). Nesta segunda, a casa dela em Teresina e o gabinete na Câmara Federal foram alvos da Polícia Federal. A casa de um irmão de Rejane em Teresina também foi alvo de buscas, pois, segundo a Polícia Federal, ele faz parte do esquema.

A Topique investiga crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraudes em licitação na Secretaria de Educação do Piauí. Conforme a PF, o Governo do Estado manteve contratos com empresas de locação de veículos investigadas mesmo após as primeiras fases da operação. Na Seduc, a PF apura desvio de, no mínimo, R$ 50 milhões.

REJANE AFIRMA QUE SE PAUTA NA LEI

Em nota, a deputada federal Rejane Dias disse que recebeu com tranquilidade os desdobramentos da Operação Topique. Ela afirmou que durante seu exercício à frente da Secretaria de Educação do Piauí sempre se portou em observância às Leis e que está à disposição para dar todos esclarecimentos necessários.

O governador Wellington Dias também divulgou nota e classificou a operação como espetáculo. Ele voltou a dizer que a investigação não é contra o Estado, mas sim contra empresas. Segundo Dias, a operação nos moldes como ocorreu nesta segunda foi desnecessária e desproporcional.(Gustavo Almeida)

Rejane Dias: será que vai ter live?

Convite foi postado nas redes sociais de Rejane no domingo (Foto: Reprodução/Instagram)

A deputada federal Rejane Dias (PT) tem uma live marcada para às 16h desta segunda-feira (27) com a também deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP). O tema da live é justamente educação. Elas vão tratar do novo Fundeb.

Mas há dúvidas se live ainda vai acontecer. A casa de Rejane Dias em Teresina e o gabinete dela em Brasília foram alvos de operação da Polícia Federal nesta segunda. Trata-se da terceira fase da Operação Topique, que investiga um robusto esquema de corrupção na Secretaria de Educação do Piauí, pasta que Rejane comandou de 2015 a abril de 2018.

O convite para a live já foi apagado das redes sociais da deputada piauiense, mas não houve comunicado informando o cancelamento.

Falar de educação justamente no dia em que a PF amanheceu na casa e no gabinete de Rejane por suspeitas de corrupção no transporte escolar é no mínimo constrangedor, tanto para ela quanto para a jovem deputada Tabata, que tem a educação como bandeira. 

A pergunta que não quer calar: e aí, será que vai ter live? (Gustavo Almeida)

Wellington Dias diz que operação da PF em sua casa é “espetáculo”

Em resposta à colunista Christina Lemos (Portal R7), o governador petista classificou assim a operação da PF hoje:

“Mais um espetáculo em nome de investigação. Desta operação, já é o terceiro espetáculo, um processo que vem de 2013, quando eu nem era governo, em contratos que seguiam um padrão nacional, pagamento por quilômetro rodado. Quando a Secretária Rejane assumiu a Secretaria da Educação em 2015, tinha que começar as aulas em fevereiro, os contratos estavam vencendo e, com base em parecer técnico e na lei, considerando a necessidade de não prejudicar os alunos que precisavam de transporte escolar, foi renovado o contrato, dando tempo para nova licitação e novos contratos. Fizemos uma mudança que hoje é modelo para outros Estados e municípios, em que passamos a pagar por aluno transportado, como se paga uma passagem de ônibus.

Neste caso, como diz o processo, o Estado seria vítima, alegação é que algum contratado pudesse cobrar uma quantidade de km rodado maior que o tamanho das rotas.

Fica mais ridícula e desnecessária porque estamos falando de um fato de 2013, com operação em 2020, quando a ex-secretária da Educação, hoje deputada federal, se prontificou a colaborar, por duas vezes nos últimos meses e se colocou a disposição para prestar depoimento, para repassar todo e qualquer documento ou equipamento que precisar, fez questão de registrar assim e foi dito que não era possível ela depor agora por que tinha a pandemia e estavam suspensos os depoimentos. 

A operação na Câmara, na casa onde hoje quem mora é nosso filho e família, que nunca trabalharam para o Estado. Ele é médico e salvando vidas pegou coronavirus. O espetáculo está feito. Ela afirma que a vida inteira agiu na forma da lei, está com a consciência tranquila, pronta para colaborar, e espera agora o direito de ser ouvida.

Acho eu que, infelizmente, muitos espetáculos ainda virão. Ainda bem que temos a lei de abuso de autoridade e estamos tratando com advogados sobre isto.”

Polícia Federal muito cedo na casa de W. Dias

Agentes estão na casa do governador (Foto: Marcos Melo/PoliticaDinamica.com)

A Polícia Federal está na residência do governador do Piauí, Wellington Dias (PT), no condomínio de luxo Mirante do Lago. É a terceira fase da Operação Topique, que investiga crimes de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitação na Secretaria de Educação do Estado do Piauí (Seduc).

Trata-se de um dos maiores esquemas de corrupção da história do Piauí. Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em Teresina e em Brasília, por ordem da Justiça Federal no Piauí com apoio Controladoria-Geral da União e do Ministério Público Federal.

De acordo com a PF, mesmo após duas fases ostensivas da operação, o Governo de Wellington Dias continua a manter contratos ativos com as empresas participantes do esquema criminoso que totalizam o valor de R$ 96,5 milhões, celebrados entre os anos de 2019 e 2020.

A Secretaria de Educação do Piauí (Seduc) foi comandada pela primeira-dama e deputada federal Rejane Dias de 2015 a abril de 2018, principal período investigado pela Topique. (Gustavo Almeida)

W. Dias quer mexer no dinheiro do Fundef: “1,6 bilhão para a educação é exagero”

Wellington Dias quer mexer no dinheiro do Fundef (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

O governador Wellington Dias (PT) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) para poder gastar 35% do recurso bilionário dos precatórios do Fundef com outras finalidades que não sejam a educação. Ele quer usar o dinheiro em mais três áreas: saúde, assistência social e ainda na geração de emprego e renda.

Nas primeiras páginas, a ação fala apenas em usar parte do dinheiro na saúde, mas depois vem um “jabuti” no pedido. Nas páginas 19, 20 e 21 ele alega que a pandemia também gera graves problemas sociais e muito desemprego na população. Por isso, embutiu na ação o uso da verba do Fundef também em assistência social e geração de emprego.

No pedido feito com urgência ao STF, o petista alega que pode haver colapso nas finanças estaduais se ele não puder desviar o dinheiro do Fundef para usar nas outras áreas.

Ao todo, o Governo do Piauí recebeu, em 30 de junho deste ano, o valor de R$ 1.652.169.584,10 (um bilhão, seiscentos e cinquenta e dois milhões, cento e sessenta e nove mil e quinhentos e oitenta e quatro reais e dez centavos). No entanto, os recursos só podem ser usados exclusivamente na área da educação, conforme determinação judicial.

WELLINGTON FALA EM COLAPSO

Bem diferente do que diz a equipe econômica do governador e seus aliados políticos na imprensa do Piauí, Wellington argumenta no pedido feito ao STF que as finanças do Estado estão profundamente abaladas e relata um cenário que beira o colapso.

Governador fala em colapso econômico no PI (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)Governador fala em colapso econômico no PI (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

“Pretende o autor que apenas parte desse montante, vinculado à manutenção e ao desenvolvimento do ensino à força dos dispositivos ora impugnados, possa ser transitoriamente destinado às ações de combate a pandemia, prevenindo-se assim o colapso das finanças públicas estaduais, profundamente abaladas pela queda de arrecadação própria e pela implementação de gastos excepcionais com saúde”, diz um trecho do pedido.

Wellington informou na ação que o Estado do Piauí gastou, somente após o início da pandemia do novo coronavírus, mais de R$ 292 milhões em ações contra a crise de saúde. É uma boa informação para a oposição e os órgãos de controle apurar.

SOBEJAM RECURSOS EM EDUCAÇÃO

Na tentativa de convencer o STF a permitir que ele use dinheiro do Fundef em outras áreas, Wellington chega a afirmar que enquanto minguam recursos para enfrentar a pandemia, sobejam recursos para investimentos em educação no Piauí. Ou seja, o governador afirma que tem recurso exagerado, sobrando para a educação.

“Vive o Estado do Piauí, portanto, um paradoxo: se, por um lado, minguam recursos para o enfrentamento da crise do Covid-19 e de suas consequências sanitárias, sociais e econômicas; por outro flanco, sobejam recursos para investimento em educação básica, após o creditamento dos valores executados no precatório”, diz outro trecho.

A ação protocolada na quarta-feira (22) foi distribuída para relatoria da ministra Cármen Lúcia. (Gustavo Almeida)

Wilson Brandão considera legitimo Ciro Nogueira querer ser governador do Piauí

Deputado Wilson Brandão apoia Ciro Nogueira para o governo

O secretário estadual de Mineração, deputado Wilson Brandão (Progressistas), considera legitima a intenção do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, disputar as eleições de 2022 para o cargo de governador do Piauí.

Segundo o parlamentar, o processo eleitoral deste ano tem importância para o fortalecimento da legenda progressista. E claro, para o projeto de Ciro Nogueira chegar ao comando do governo estadual.

“O senador Ciro Nogueira não nega seu interesse em disputar o Governo do Estado. É uma aspiração legítima de quem tem uma longa história na política piauiense e nos últimos anos tem carreado muitos recursos para obras e outros investimentos para nosso estado”, destacou Brandão.

Para o deputado,  “as eleições municipais representam o momento ideal para os partidos políticos se fortalecerem. Cada agremiação partidária tem suas estratégias próprias e isso termina proporcionando uma disputa dentro dos partidos da própria base”.
Fonte: Assessoria parlamentar

Está faltando remédio e sobrando cloroquina no sistema de saúde do Brasil

O Ministério da Saúde recebe alertas desde maio sobre a falta de medicamentos essenciais para tratamento da covid-19 na UTI, como sedativos e analgésicos usados na intubação de pacientes graves. A pasta só aceitou participar da compra desses fármacos, com Estados e municípios, mais de um mês depois dos alertas, mas o cenário ainda é de desabastecimento.

Enquanto isso, mais de 4 milhões de comprimidos de cloroquina e hidroxicloroquina estavam estocados no ministério e outros 4,37 milhões haviam sido distribuídos até 3 de julho, segundo documento do comitê. A ata ainda informa que todos os municípios tinham cloroquina e a pasta estava “aguardando maiores definições” para recolher ou não cerca de 1,45 milhão de doses que governadores queriam devolver.(Silas Freire)

W. Dias se movimenta e tenta manter PP como aliado para 2022

O governador Wellington Dias (PT) tente uma reconciliação com o Progressistas. Ontem, o líder estadual teve um encontro com os deputados da agremiação partidária e afirmou que terá uma conversa com o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, para tentar manter a aliança entre os dois partidos.

A relação entre os dois líderes ficou acirrada após declarações do senador sobre suas pretensões eleitorais no estado.(Silas Freire)