Falta de pagamento afeta 20% dos medicamentos excepcionais no Pi

Secretário Florentino reconhece déficit

Pacientes que dependem de medicamentos para doenças como diabetes e outras cujo tratamento é fornecido pela Farmácia de Medicamentos Especializados do Piauí ainda enfrentam problemas com o déficit de remédios no estoque. O tema foi discutido de audiência nesta quinta-feira (8) entre a Secretaria de Estado de Saúde e o Ministério Público Estadual.

Na audiência, o secretário de Saúde, Florentino Neto, reconheceu o déficit e assumiu o compromisso de pagamento junto aos fornecedores. O gestor se comprometeu em se reunir ainda hoje com equipe da Secretaria de Fazenda (Sefaz) para tratar sobre liberação de pagamentos.

De acordo com o Ministério Público, no início de 2019, cerca de 50% dos medicamentos não estavam disponíveis no estoque da farmácia. 

Para Eny Marcos Vieira, promotor de Justiça do MPE, a demanda tem sido enfrentado desde o início do ano. “Temos ações judicializadas, temos ações individuais, ações coletivas, ações com sentença. De janeiro para cá estamos fazendo esse acompanhamento. De 30 medicamentos que estavam em falta, agora são 12”, informa.

A farmácia oferece cerca de 60 tipos de medicamento. A ausência de 12 configura cerca de 20% dos tipos de medicação ofertados à população. 

Cidadeverde.com entrou em contato com a Secretaria de Saúde para informações sobre a previsão de pagamento dos fornecedores e aguarda retorno. 

O Ministério Público do Piauí informa que possui duas promotorias de saúde na capital que podem ser acionadas também pela ouvidoria do órgao no site, pelo tridígito 127 (ligação gratuita) ou (86) 3216-4550, ramal atendimento 571 e ramal ouvidora 572.

Valmir Macêdo

Gustavo Neiva solicita informações sobre comitiva que viajou à China com W.Dias

O deputado estadual Gustavo Neiva (PSB) apresentou requerimento, para apreciação do Plenário da Assembleia Legislativa do Piauí, em que solicita informações ao secretário de Governo, Osmar Júnior, sobre a comitiva que acompanhou o governador Wellington Dias (PT) em viagem à China.

Neiva quer a lista dos integrantes da comitiva e informações sobre os gastos com a viagem.

O requerimento foi lido na sessão desta quinta-feira (08). (Apoliana Oliveira)

Zé Filho lamenta não envio de convite a W. Dias para agenda em Parnaíba

Zé considera falha não chamar governador (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O ex-governador Zé Filho (PSDB) lamentou nesta quarta-feira (7) que a equipe de Jair Bolsonaro ainda não tenha convidado o governador Wellington Dias (PT) para a agenda que o presidente vai cumprir este mês em Parnaíba, no litoral piauiense. Na avaliação de Zé Filho, Wellington Dias é o governador de todos os piauienses, da mesma forma que Bolsonaro é o presidente de todos os brasileiros e, por isso, entende que deveria haver o convite.

“Eu lamento, porque ele [Wellington] é o governador do Estado e acho que deveria estar presente. Eu acho que é uma falha, mas está tendo esse problema do presidente com os governadores. Não só com o governador Wellington Dias, mas com todos os governadores do Nordeste. Eu acho que nós nesse momento temos que esquecer essa questão partidária. O governador é o governador dos piauienses, como o governador do Maranhão é dos maranhenses e o presidente é o presidente dos brasileiros”, falou.

Segundo Zé Filho, o momento é de união e por isso é importante deixar de lado as questões partidárias. “Para tudo aquilo que for possível ser feito para melhorar a vida do povo brasileiro, eu acho que temos que unir e esquecer um pouco essa questão partidária”, disse.

Até a semana passada, antes de viajar para a China, o governador Wellington Dias informou que não tinha sido convidado para a agenda com o presidente Jair Bolsonaro em Parnaíba no dia 14 deste mês. Desde então, o Governo do Piauí não falou mais sobre o tema.

STF age como tribunal político, afaga Lula e adverte a Lava Jato

Corte cancelou tudo, mandou condenado de volta à PF e passou Lula à frente de milhares de processos

O Supremo Tribunal Federal (STF) agiu, nesta quarta (7), como uma corte política: cancelou tudo, suspendeu a pauta e passou o caso Lula à frente de milhares de outros só para anular a decisão da juíza de 1ª instância que determinara a transferência do ex-presidente condenado por ladroagem para São Paulo, seu domicílio, como prevê a lei. De quebra, ministros mal disfarçaram a intenção de “mandar recado” ou fazer uma advertência à Lava Jato, mostrando quem manda no País.

A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Com sua atitude, o STF mostrou que o Brasil continua o mesmo: um País onde os poderosos merecem tratamento diferenciado na Justiça.

O ministro Marco Aurélio até lembrou que o STF não é tribunal revisor de sentenças de primeira instância. Mas a decisão estava tomada.

A decisão do STF foi influenciada pela tentativa, atribuída à Lava Jato, de investigar ilegalmente os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Referências agressivas à ministra Cármen Lúcia, também atribuídas a Lava Jato, irritaram muito os ministros, que a têm em altíssima conta.

Deputada responde Flávio Jr: “Turismo não é só tirar areia das estradas”

Por Sávia Barreto e Arimatea Carvalho

O sempre pacato deputado estadual Flávio Jr (PDT) conseguiu se estressar com as críticas da deputada Teresa Britto (PV). Ela visitou a orla de Atalaia, disse ter visto muito lixo e criticou a pasta de Turismo, comandada justamente por Flávio. Segundo o deputado, Teresa tem buscado usar a tribuna do parlamento estadual “para conseguir mídia já pensando nas próximas eleições”. 

Ele ainda recomendou que Britto, que é psicóloga, procure ajuda médica: “Estamos com o contrato vigente com uma empresa de limpeza. No início de junho realizamos um mutirão de limpeza e as coletas são feitas em horários programados, principalmente na madrugada onde tem baixo fluxo de turistas”, esclareceu o gestor. Para Flávio Junior, o discurso dela é eminentemente eleitoreiro. “É preciso parar com esse discurso eleitoreiro e procurar um apoio psicológico para se acalmar. Essas atitudes não condizem com atitudes corretas de uma parlamentar. É preciso ter discernimento”, salientou.

Vai trabalhar!

“Se tem uma coisa que eu tenho feito nessa Casa é trabalhar. Inclusive, recomendo que todos façam o mesmo que eu”, respondeu Teresa Britto a Flávio Jr. Ela reafirmou que esteve no litoral, encontrou muito lixo e registrou em imagens: “Se ele quiser, posso mandar para ele as fotos que eu tirei”. De acordo com Teresa, faltam lixeiras e chuveirões na orla e a política de turismo não pode se resumir a “tirar areia das estradas”. Por fim, Britto disse que Flávio é uma “pessoa maravilhosa”: “Não tenho nada contra ele, eu quero é contribuir”. 

Deputado descarta vinda de Jair Bolsonaro a Teresina em agosto

Foto: O Dia

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) não deve incluir Teresina em sua viagem oficial ao litoral piauiense, prevista para acontecer na próxima semana, no dia 14, quando ocorrerá as solenidades do aniversário do município de Parnaíba. Quem afirma é o deputado Júlio César (PSD), que tentou articular a vinda do presidente à Capital.

“Ele não poderá vir agora, mas virá em uma outra data. Estamos muito bem sintonizados com o presidente Bolsonaro, ele é um homem que está nos ajudando, inclusive a fomentar as coisas do Nordeste”, disse o parlamentar, que coordena a bancada da região no Congresso Nacional.

Nordeste

Júlio César também minimizou as declarações do presidente em relação aos governadores do Nordeste, de que estes pretendiam dividir o país. Para o deputado, esta foi apenas uma colocação, mas não há nenhuma tentativa de segregação. “Queremos um tratamento diferenciado, privilegiado e um percentual acima da média nacional, que seja aplicado no Nordeste para que, um dia, tenhamos a pretensão de diminuir a diferença entre ricos e pobres no nosso país”, disse.

O parlamentar ainda ressaltou o empenho de Bolsonaro em melhorar as políticas públicas em relação ao Piauí e ao Nordeste, com a ampliação dos recursos para o Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor), Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), bem como a manutenção do Banco do Nordeste (BNB) como ‘patrimônio’ da região.

Por: Breno Cavalcante – Jornal O Dia

120 milhões: Servidor paga e governo não repassa valor para as clínicas

O governo do estado do Piauí já acumula R$ 120 milhões em débitos com clínicas e hospitais conveniados com o IASPI/ Plamta. Esses recursos já foram descontados do servidor na fonte, ou seja, na folha de pagamento. São valores referentes ao pagamento do plano de saúde do servidor público.

Apesar de diversas negociações e até alguns pagamentos, a situação está ficando insuportável por conta do alto numerário, e o servidor pode ser prejudicado com a suspensão dos atendimentos por parte dos conveniados.

Incompetência suicida da Sesapi 

Secretário Florentino Neto

A  mídia em geral tomou conhecimento de que recursos na casa de R$ 250 mil reais que seriam para previnir o suicídio com ações preventivas, adormeceram na Sesapi durante um ano.

O pacote de verba chegaria à casa dos R$ 2 milhões gradativamente, mas como a secretaria nunca usou a primeira parcela, perdeu o restante dos recursos. Em um estado campeão na prática de suicídios, só temos que lamentar a falta de gestão da Secretatia de Saúde do Piauí.

Por:Silas Freire

Gilmar Mendes proíbe investigação sobre Glenn Greenwald

Gilmar Mendes aceitou um pedido da Rede e proibiu a Polícia Federal, Coaf e outros órgãos de apuração de investigar Glenn Greenwald pelo recebimento das mensagens roubadas da Lava Jato.

Na decisão, o ministro escreveu que há “fundada suspeita sobre a instauração de investigações sigilosas”, o que seria uma “tentativa de supressão de trabalho jornalístico de interesse nacional”.

W. Dias na China com 32 pessoas na comitiva:fazendo o quê?

O ex-deputado estadual Luciano Nunes publicou nesta quarta-feira, numa rede social, um comentário sobre a viagem do governador Wellington Dias à China, que merece a reflexão de todos os piauienses. É o tipo da avaliação que a grande imprensa do Piauí não faz e sabe-se muito bem os por quê$.

Como das outras vezes em que foi ao exterior, o governador dos piauienses fica de lá contando vantagens, falando de coisas que nunca acontecem. Quando ele retorna, a vida segue normal e nada do que ele anunciou se transforma em realidade. Resumindo: é turismo o que o governador faz, levando consigo seus amiguinhos, fazendo despesas para os piauienses pagarem.

Veja o que diz Luciano Nunes:

Defesa de Lula recorre a Gilmar para evitar transferência à penitenciária de Tremembé

Político condenado por corrupção poderá fazer companhia a outros presidiários ilustres

Após a decisão da Justiça de São Paulo de indicar o presídio de Tremembé como destino para o cumprimento da pena do ex-presidente Lula (PT), a defesa do petista condenado por corrupção e lavagem de dinheiro recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), para suspender a transferência ao estado onde vivem seus familiares. A defesa de Lula deu uma de “joão-sem-braço” e endereçou o pedido ao gabinete do ministro Gilmar Mendes. Este, por sua vez, encaminhou o documento ao presidente do STF, Dias Toffoli.

Os advogados pedem que o ministro do STF dê a Lula o direito de permanecer hospedado em “Sala de Estado Maior”, como a que ocupa na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, desde abril de 2018, onde essa regalia custa R$10 mil por dia ao contribuinte, em vez de cumprir pena em uma cela na Penitenciária II de Tremembé.

O pedido da defesa pela transferência de Lula para São Paulo teve como argumento a permanência próximo aos familiares do petista. A Justiça Federal do Paraná acatou o pedido de transferência, mas o juiz corregedor Paulo Eduardo de Almeida Sorci determinou que Lula ficará custodiado em Tremembé.

A decisão do juiz foi tomada horas depois de a juíza federal do Paraná Carolina Lebbos determinar a transferência de Lula da carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba para um estabelecimento prisional de São Paulo, à revelia da defesa do petista.

Lula está preso desde 7 de abril de 2018 em uma cela especial na sede da PF na capital paranaense. Sua transferência de Lula foi um pedido do superintendente da Polícia Federal, Luciano Flores, que argumenta que a prisão do petista altera a rotina do prédio da PF.

Lula foi condenado no caso do triplex em Guarujá (SP) a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público Federal (MPF) se mostrou contra o pedido de transferência. Segundo Carolina Lebbos, os procuradores argumentaram que a remoção somente poderia ocorrer após o encerramento da instrução criminal nas ações penais que envolvem a investigação sobre a compra de um terreno para a construção da nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo, e a que investiga o sítio em Atibaia.

Na CPI do BNDES, Flávio Nogueira afaga Eike Batista e o compara a Barão de Mauá

Por Rômulo Rocha – Do Blog Bastidores

– Eike Batista foi condenado a 30 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Recorre da decisão em liberdade

– Como é o mundo que ninguém vê: Flávio Nogueira perguntou se mesmo Eike tendo dado muito dinheiro para políticos, não apareceu ninguém para ajudar.

_Eike Batista durante depoimento à CPI do BNDES (Imagem: Reprodução)

TIETAGEM

O deputado federal Flávio Nogueira foi só afagos durante depoimento do ex-mega bilionário Eike Batista – que chegou a ser o homem mais rico do país – durante depoimento do empresário à CPI que trata de práticas ilícitas no âmbito do BNDES, na Câmara dos Deputados. 

A interferência do parlamentar piauiense se resumiu a comparar Eike Batista a Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, um dos brasileiros mais ricos de todos os tempos e que contribuiu para a industrialização do Brasil, mas que veio a quebrar posteriormente e depois teve um levante patrimonial.  

O deputado chegou a indagar também se os investimentos do empresário findaram no estado do Piauí. No que Eike respondeu que está “cultivando 10 novos unicórnios” em seus negócios particulares. 

O termo unicórnio é o nome dado a startups cujo valor de mercado ultrapassa à cifra de 1 bilhão de dólares. 

CONDENADO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA

Há pouco mais de um ano, em julho de 2018, Eike Batista foi condenado à pena máxima de 30 anos de prisão, por supostamente pagar propina de R$ 52 milhões ao então governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral – preso no âmbito da Lava Jato – para ser beneficiado no governo do político. 

O juiz da causa é Marcelo Bretas, que condenou Eike Batista por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A defesa do empresário recorreu da sentença.

_Deputado Flávio Nogueira, ao questionar Eike Batista (Imagem: Reprodução)
_Deputado Flávio Nogueira, ao questionar Eike Batista (Imagem: Reprodução) 

O BATE-PAPO na CPI do BNDES

Flávio Nogueira: Senhor Eike, é um prazer. Quero dizer que sempre tivemos uma admiração muito grande, aliás, quase o Brasil tinha pelo senhor uma admiração pelo empresário que simbolizava o empresário brasileiro e por conta disso muitas pessoas investiram aí em suas letras. Aliás o Brasil sempre teve essas pessoas assim de cinquenta em cinquenta anos, começando lá por Barão de Mauá. Aliás a vida dele é um pouco parecida com a tua. 

Eike Batista: Sim, bastante. 

Flávio Nogueira: … Construindo ferrovias, iluminação, e tinha inclusive um ativo maior do que o orçamento do império em determinado ano e quebrou como o senhor.

Eike Batista: Perfeito!

Flávio Nogueira: … alegando que o Banco do Brasil lhe negava empréstimos. Ele que tinha criado o Banco no Brasil no início e depois formou seu banco Mauá e quebrou. Ali na década de 50 apareceu [Eduardo] Guinle e [Cândido] Gafrée, com o Porto de Santos, etc. 

Eike Batista: Sim, Porto de Santos.

Flávio Nogueira: Embora a história aí seja um pouco diferente, porque entra questão de herdeiro, mas culpa também os bancos e o governo. Agora veio aqui o senhor, fez um relato bom, me parece sincero e que também quebrou. E fica tudo estranho e ninguém entende porque quebrou porque você tinha e trouxe para fora 50 bilhões de dólares. Quer dizer, maior do que vários estados do Brasil.

Eike Batista: Posso explicar. 

Flávio Nogueira: Não, deixa eu só..

Eike Batista: Ok.

Flávio Nogueira: Acredito que ninguém gostaria de vê esse grupo empresarial quebrar. Até porque no meu estado, o Piauí, se acreditou muito na sua empresa mineradora MMX, na extração do minério de ferro, no sul do estado, em São Raimundo Nonato, Avelino Lopes, a região de Paulistana, Curral Novo. O senhor inclusive chegou a ir lá, segundo relatos que tenho aqui. Afinal de contas, o que foi que quebrou mesmo o senhor? Foi o banco, foi o governo, ou foi doações de campanha? 

Eike Batista: Ok, como eu mostrei aqui na…

Flávio Nogueira: Embora o senhor já explicou doação de campanha. Só para…

Eike Batista: Nas seis empresas licitadas, a maior delas era a empresa de petróleo, onde 100% de recursos eram de investidores estrangeiros, meu, eu tinha muito dinheiro dentro dela. Eu tinha 60 e tantos por cento da companhia. Para mim é raro em uma empresa de petróleo alguém ficar com uma participação tão grande. Mas como a gente acreditava, porque os geólogos diziam que tudo era fantástico… Enfim, não foi. É, quando uma empresa num conglomerado desse quebra e perde a confiança, você começa a perder valor dessas empresas, apesar delas terem lastros extraordinários. Não é, portos, geradores de energia… Então que que é a visão que eu fiz e me orgulho? A a seguinte. É você rapidamente chamar novos sócios para você continuar esses projetos. Vossas excelências, todos sabem que, projetos de vários bilhões, para você retomar é melhor começar do zero. Então eu vendi esses ativos literalmente a 10 centavos no real. A 90% mais barato, porque eu precisava de captar o recurso para continuar injetando nelas [empresas] e elas absorverem as dívidas com o BNDES. Então a cascata da queda é essa. Uma derruba cinco. É um efeito dominó. E foi uma falha estratégica minha de ter cinco empresas licitadas. E meio que assim, poxa, será que uma delas vai quebrar? Você acha que não, não é. A minha expectativa no Petróleo. E, na verdade, hoje está confirmado. O pré-sal é um show. Então quando eu falo que me tiraram o pré-sal, sim, quinze dias antes me tiraram os blocos do pré-sal. Eu tinha dinheiro para furar esses blocos.

Flávio Nogueira: Quem lhe tirou? Qual governo?

Eike Batista: O governo, quinze dias antes, sabendo que a gente ia para o leilão. Sabiam que a gente ia ganhar um desses blocos, nos campos de Lula. Só que hoje entregaram para os estrangeiros. Tudo bem. É a vida. Aconteceu. Comigo foi assim. Como eu disse antes. Eu vou repetir, o sinal que…

Flávio Nogueira: Saiu 15 dias antes da licitação?

Eike Batista: Tiraram, tiraram da licitação. Ai eu entrei no leilão com 1 bilhão de dólares para me dá e a gente acabou comprando blocos do pós-sal. Então imagina, você, 15 dias antes ter que reestruturar todo… pegar áreas na bacia de Campos, que a gente achava que era a bacia mais prolífera do Brasil, 85% do petróleo do Brasil vinha dali, não é. Por que nos meus blocos também não teriam petróleo? Na pujança do pré-sal, que realmente o pré-sal surpreendeu até a Petrobras. Se os senhores pegarem dados anteriores, a previsão é que os poços do pré-sal iam produzir 10 mil barris. Hoje a média é quase 40 mil barris. Como eu já disse tem poços com 60 mil barris. E assim é um espetáculo. Então, triste. Taí. Essa é minha história. Então o que eu fiz é o seguinte, eu não iria conseguir preservar os empregos se eu não tivesse tomado a decisão de vender meus ativos baratos. Essa decisão dói, mas alguém tem que tomar. E caramba. Todo mundo é contra mim. A mídia é contra mim. Eu não tenho apoio nenhum no governo. Não tenho, não é. BNDES para mim: ‘pô, Eike, vende logo suas companhias’. Na verdade, para o BNDES, sabia que os bancos privados tinham garantia…

Flávio Nogueira: Mas o senhor falou que doou para todos os partidos…

Eike Batista: Sim, a gente fazia isso. Eu fazia isso tooodas as eleições. Eu lhe mando…

Flávio Nogueira: Eu sei. Eu não estou duvidando. Mesmo nessa hora não chegou alguém para [ajudar]?

Eike Batista: Não, não. Vamos lá. Na escala dos meus negócios, o que eu contribuí é ridículo, comparando o que foi feito pelos outros. Essa comparação eu acho que é muito importante. A proporção do meu tamanho e a minha contribuição em relação aos outros que realmente participaram dessa festa, aí mostra claramente a minha atitude: ‘Eu acredito na democracia. Vou ajudar. Meus amigos americanos fazem assim nos Estados Unidos. Vamos fazer isso, porque isso está ok. Se eu sou um animal diferente, excelência, eu fui um animal diferente. Me desculpe. 

Flávio Nogueira: Quer dizer que parou mesmo no Piauí. Não vai ter mais exploração de ferro, não?

Eike Batista: Estou cultivando 10 novos unicórnios. Me esperem. 

Átila Lira e Flávio Nogueira mantêm voto mesmo com impasses partidários

Os deputados federais piauienses Átila Lira (PSB) e Flávio Nogueira (PDT) mantiveram seus votos a favor da PEC 6 de 2019, que altera o funcionamento a Previdência Social, mesmo em meio aos impasses com seus partidos. É que, já na primeira votação, os dois contrariaram o posicionamento de suas legendas, que tinham fechado questão contra a aprovação da reforma. Na votação desta madrugada, eles voltaram a dizer “sim” ao texto, reafirmando a posição contrária à de seus partidos.

Deputado Átila Lira – Foto: O Dia

O posicionamento dos parlamentares foi recebido com críticas pela cúpula do PSB e do PDT. Os dirigentes nacionais pedetistas defenderam, inclusive, a expulsão de Flávio Nogueira do partido. Átila Lira também corria o risco de ser expulso do PSB. Desde o início da tramitação da PEC nas comissões da Câmara, os dois já davam sinais de que votariam a favor da matéria, o que gerou rumores de que poderiam até trocar de partido.

A reportagem de O Dia entrou em contato com os parlamentares para comentarem a situação e aguarda o posicionamento por meio de suas assessorias. Importante lembrar que, quando procurado após a votação em primeiro turno da Reforma, Átila Lira não se pronunciou a respeito e Flávio Nogueira falou em “cerceamento da liberdade de tomar uma decisão de acordo com sua consciência”.

Deputado Flávio Nogueira – Foto: O Dia

 

Veja o que W. Dias fez com a sede do Detran de Picos

Sede própria do Detran está sem utilidade (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Em fevereiro deste ano, o Governo do Piauí mudou a sede da 4ª Ciretran de Picos, a 306 km de Teresina. Tirou de um prédio próprio situado no bairro Junco e colocou em um espaço no Piauí Shopping, empreendimento inaugurado em 2018, de propriedade do empresário Francisco da Costa Araújo Filho, o Araujinho, sogro do secretário estadual de Fazenda Rafael Fonteles. A mudança divide opiniões e gera reclamações. No prédio antigo, nada funciona.

A principal reclamação parte de comerciantes do entorno da antiga sede, além de usuários. Quem trabalha na área não entende porque o governo tirou os serviços de um prédio próprio e levou para um espaço dentro de um empreendimento privado, onde a permanência depende do pagamento de aluguel. O Política Dinâmica foi até Picos e ouviu tanto os que não se conformam com a mudança quanto representantes do Detran, que discordam das críticas.

Comerciante relata prejuízos causados (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)Comerciante relata prejuízos causados (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O experiente comerciante Manoel Alves, proprietário de uma autoescola em frente a antiga sede, afirma que não há como compreender a atitude do governo de tirar o Detran da sede própria e levar para o shopping. Segundo ele, a gestão estadual descobriu um santo para cobrir outro, situação agravada, na visão dele, pelo fato de não ter sido levado em conta todo o comércio de uma região, mas apenas a vontade de beneficiar um empreendimento privado.

Veja o vídeo!

“Pode levar o Detran para ‘enes’ lugares, não interessa. Pode levar para 10, 20 lugares, mas não pode tirar de um lugar e deixar o povo todo de uma região sem condições de fazer seus trabalhos. Ainda mais para levar para um único lugar para pagar aluguel, sendo que aqui é nosso, é do povo. Fizeram isso como se alguém tem na cabeça que nós iremos engolir. Jamais engoliremos. Levaram tudo pra lá como se o povo fosse um monte de idiota”, desabafou.

Ismael teve que dispensar funcionários (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)Ismael teve que dispensar funcionários (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O comerciante Ismael Dias possui uma pequena gráfica perto da antiga sede e relata que foi obrigado a demitir funcionários após a saída da 4ª Ciretran do bairro. “Aqui era eu e mais quatro funcionários. Depois que o Detran saiu eu tive que cortar gastos e demitir os meninos para poder continuar aberto. O prédio a vida toda sempre teve aqui e agora tiraram para levar para um espaço privado. A maioria das pessoas reclama justamente por isso”, falou.

No bairro Junco, algumas emplacadoras fecharam as portas após a mudança ou foram obrigadas a mudar endereço. Os que ainda permanecem no local reclamam bastante da situação. José Márcio trabalha como despachante na loja do pai, que está no ramo há cerca de 40 anos. Ele lembra que a 4ª Ciretran de Picos atende a vários municípios da região e que até mesmo os usuários que veem de outras cidades do entorno reclamam da mudança.

“Não só eu, mas todos os outros comerciantes tiveram prejuízos. Nós trabalhamos com outros municípios e até para o pessoal que vem de fora ficou complicado. Como era vizinho aqui na BR, eles desciam das vans e já iam direto no Detran. Agora ficou mais distante porque algumas vans não vão até o shopping. Meu pai está com 40 anos que é despachante e aqui nesse ponto estamos há cerca de 20 anos. Infelizmente é questão política”, lamentou.

Estabelecimentos fecharam as portas em Picos (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)Estabelecimentos fecharam as portas em Picos (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

A EXPLICAÇÃO DO COORDENADOR
Politica dinamica foi até o novo espaço onde a 4ª Ciretran está funcionando, dentro do Piauí Shopping. Os serviços estão localizados no Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (CIAC), estrutura que, além do Detran, reúne órgãos como Emater, Junta Militar, Adapi e outros. Apesar da semelhança, o CIAC não é o mesmo Espaço da Cidadania, que em Picos fica em outro shopping. A reportagem foi recebida por Lindon Johnson, coordenador da 4ª Ciretran.

Ele reconhece que a mudança prejudicou quem trabalhava no entorno da antiga sede, mas pontua que muita coisa melhorou depois que o órgão passou a funcionar no shopping. De acordo com Johnson, os usuários ganharam mais comodidade, amplo estacionamento e, além disso, têm à disposição vários órgãos do governo funcionando no mesmo espaço, o que facilita a vida de todos. Ele aponta que o único fator negativo foi a redução de funcionários.

Lindon diz que não sabe quanto o governo paga (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)Lindon diz que não sabe quanto o governo paga (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

“Nós temos espaço para estacionamento, temos espaço para o cidadão que chega e pode ficar sentado com central de ar, coisa que não tínhamos no outro espaço. Lá era numa BR, o nosso estacionamento era horrível e não tinha onde o usuário estacionar. O que prejudicou um pouco a gente com a vinda para o shopping foi em relação aos funcionários. Teve aquela medida do governo de cortar funcionários terceirizados e a Ciretran de Picos perdeu quatro funcionários. Mas aqui estamos bem instalados, com equipamentos novos”, falou.

Sobre o gasto com aluguel no novo espaço no shopping, Lindon Johnson diz que não sabe o quanto o governo do Piauí paga, mas acredita que seja mais compensatório o Estado pagar pelo aluguel de um espaço integrado do que manter vários prédios próprios. “Eu não sei quanto o governo paga, mas acho que para o governo manter um monte de prédio desses que ele tinha deve ser mais caro. Ao reunir todos os órgãos num só lugar, tanto facilita para o cidadão quanto para o governo em termos de custos”, avaliou.

4ª Ciretran agora funciona em um shopping (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)4ª Ciretran agora funciona em um shopping (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

DIREÇÃO GERAL FALA EM ECONOMIA
Procurada pelo Política Dinâmica, a direção geral do Detran no Piauí informou que a 4ª Ciretran de Picos teve alteração de endereço dentro de uma política do Estado de minimizar custos e melhorar a qualidade da prestação dos serviços à sociedade. A direção do Detran informou que não é o próprio órgão que paga o aluguel do espaço, já que ele integra o CIAC, espaço viabilizado pelo Governo do Estado para acomodar algumas de suas estruturas.

Mesmo assim, a direção argumenta que o Detran economiza com a mudança, já que não precisa, por exemplo, contratar serviços de segurança para o novo espaço. O Detran-PI garante ainda que existe ganho na qualidade das acomodações e nos acessos dos usuários. (Gustavo Almeida)

Robert Rios diz que barba de Ciro Nogueira é um disfarce

Exercitando a sua conhecida “ferina ironia” o ex-deputado estadual Robert Rios Magalhâes,  depois de ver um Ciro Nogueira barbado em aparição num vídeo em que enaltece o Governo Bolsonaro por ter baixado o preço do gas, comentou a postagem no grupo de WatsApp Xico Prime, chamando o novo visual do Senado de “disfarce” numa clara alusão ao recurso que criminosos utilizam para não serem reconhecidos.

A postagem de Robert foi feita na manhã desta quarta-feira logo em seguida à postagem do vídeo do senador Ciro Nogueira.

Júlio César diz que vai cobrar conclusão de obras federais paradas no Piauí

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O deputado federal Júlio César quer aproveitar a presença do presidente da República Jair Bolsonaro no Piauí, no próximo dia 14 de agosto, para cobrar a conclusão de obras de responsabilidade do governo federal que estão paradas no estado. De acordo com o parlamentar, a visita presidencial é uma oportunidade para proporcionar a retomada de obras. 

“Eu vejo a visita do presidente com grande expectativa. O presidente Bolsonaro é um homem que tem compromisso com o povo brasileiro. Vamos acompanha-lo e fazer reivindicações aqui para o Piauí, como por exemplo mais recursos para os postos da Polícia Rodoviária Federal e mais recursos para obras de infraestrutura”, disse. 

Júlio César também vai cobrar de Bolsonaro a retomada das obras dos platôs de Guadalupe, perímetro irrigado semelhante aos Tabuleiros Litorâneos, que devem ser visitados pelo presidente em Parnaíba. A ideia é criar um novo polo de produção de fruticultura. 

“Também vamos cobrar a retomada das obras dos platôs de Guadalupe, que estão paralisadas por uma rescisão de um contrato no passado, e que precisa ser licitado para possibilitar a conclusão dessa grande obra, que é muito importante para o Piauí”, pontou.

Por:  Jornal O Dia

Governadores do NE reagem à declaração de Bolsonaro sobre ‘dividir o país’

Guilherme Caetano
O Globo

A tensão entre o presidente Jair Bolsonaro e governadores do Nordeste aumentou nesta semana. Sob ataque do presidente, que os acusa de tentar dividir o país, pelo menos dois representantes do Executivo na região já reagiram com insatisfação às declarações mais recentes. Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, e Rui Costa (PT), da Bahia, manifestaram-se pelo Twitter após as falas de Bolsonaro na segunda-feira.

Bolsonaro declarou que os governadores querem transformar a região “em uma Cuba” e pensam que o Brasil é “o Nordeste e o resto”. Ao jornal “O Estado de S. Paulo”, disse que a maioria dos governadores quer “começar a implementar a divisão do Nordeste contra o resto do Brasil”.

UNIÃO E PAZ – Para Flávio Dino, o presidente “insistiu em perpetrar impropérios com agressões pessoais”. O maranhense citou o desemprego e a recessão como problemas a serem resolvidos com urgência e recomendou ao presidente que se “dedicasse a governar”. “Precisamos de união e de paz. O Brasil é de todos nós”, tuitou o governador.

Rui Costa dedicou duas publicações à polêmica. Primeiro, disse que preferia não comentar as palavras de Bolsonaro e que tem “muito trabalho para fazer pela Bahia e pelos baianos”, o que não deixaria tempo disponível para “nutrir preconceito contra ninguém”.

CONSÓRCIO – Depois, o governador petista escreveu: “Luto por uma Bahia, um Nordeste e um Brasil de igualdade e sem ódio. Precisamos de paz e união para desenvolver um trabalho que possa trazer mais dignidade para o nosso povo”.

Há poucos dias, os governadores lançaram o Consórcio Nordeste, cujo objetivo é buscar parcerias em diferentes áreas e atrair investimentos para os estados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É a velha rivalidade do “nós e eles”, que Lula tanto incentivava e que agora Bolsonaro passou a elevar à máxima potência. O Brasil não merece esse tipo de discussão. O país tem de ser um só, sem que nada nos separe. (C.N.)

Grupo entra com ação para impedir que escola em PHB receba o nome de Bolsonaro

Na manhã desta terça-feira (06/08), representantes de grupos sociais foram até o Ministério Público Federal do Piauí (MPF-PI) para dar entrada em uma ação civil pública em face do Sistema Fecomércio/Sesc-Piauí. A medida quer proibir que o Sistema Fecomércio dê o nome do presidente Jair Bolsonaro (PSL) à primeira escola militar da cidade de Parnaíba, no litoral do Piauí, que será inaugurada na próxima semana, 14 de agosto, durante uma visita do presidente.

A ação civil pública, divulgada através das redes socais do representante da Associação Nacional dos Pós-graduando (ANPG), Cássio Borges, pede que a homenagem seja impedida pelo Ministério Público Federal porque, segundo o documento afirma, tal prática seria vedada pela Constituição Federal.

“Entendemos que a prática de nomear instituições públicas, bem como apor nomes de pessoas, em vida, em qualquer prédio público como forma de homenageá-las, é prática vedada pela Constituição Federal e pela legislação infraconstitucional em vigor. Dessa forma, requeremos de V. Exa., seja dada a agilidade necessária de forma a impedir a ilegalidade acima expostas”, diz trecho da ação encaminhada ao procurador geral da República no Piauí, Tranvanvan da Silva Feitosa.

Ao OitoMeia, em outra oportunidade, o presidente da Fecomércio, Valdeci Cavalcante, afirmou que a homenagem é uma forma de tornar o presidente próximo do Piauí pois, segundo o empresário, o governador Wellington Dias não é próximo do presidente e isso pode ser ruim para o estado. E que como a iniciativa é financiada pelo capital privado  e que, por conta disso, não haveria ilegalidade na homenagem de pessoas vivas.

Confira a ação na íntegra

(Reprodução/Facebook)

ENTENDA

O presidente da República Jair Messias Bolsonaro desembarca em Parnaíba, cidade a mais de 300 km ao Norte de Teresina, para uma série de solenidades. Entre elas está a inauguração da primeira escola militar de Parnaíba. Ao OitoMeia, o presidente da Fecomércio, Valdeci Cavalcante, explicou o porquê de dar o nome do presidente à escola.

“Nós estamos a disposição do presidente. Já estamos com a placa pronta, esperando ele vir e aceitar a homenagem. Nós queremos aproximação do Jair Bolsonaro com o Piauí porque o governador não quer. É ruim para nós, mantermos um governador sem dinheiro, sem recursos e o Piauí abandonado pelo presidente. Queremos aproximar Bolsonaro ao nosso estado. Quero que ele veja o Piauí como um estado que lhe respeita, homenageia, para que possa liberar recursos”, declarou Valdeci Cavalcante. (OitoMeia)

Eletrobras garante no Supremo que não deve ao Piauí:E agora?

Eletrobras garante no Supremo que não deve ao Piauí e quer é receber R$ 1,3 bi pela CEPISA

Por:Zózimo Tavares

Sabe aquela ação judicial do Governo do Piauí cobrando cerca de R$ 800 milhões do governo federal, a título de indenização pela venda da Cepisa?

Pois bem! A Eletrobras apresentou a sua defesa, na quinta-feira passada, junto ao Supremo Tribunal Federal. A contestação foi encaminhada à relatora do processo, ministra Rosa Weber.

A Eletrobras informa que, no dia 31 de maio deste ano, foi realizada audiência de conciliação na qual, após proposta formulada pelo Estado do Piauí, foi proferida uma decisão da ministra.

Nessa decisão, Rosa Weber determinou a suspensão do processo pelo prazo de 60 dias, para que as partes pudessem analisar a possibilidade de uma composição sobre o objeto da ação.

Prejuízo

A Eletrobras alega que, após detida análise interna de todo o histórico e dos fatos relacionados ao caso da Cespisa, verificou ser inviável a realização do acordo proposto.

E garante que essa operação com o Governo do Piauí deu foi prejuízo à empresa.

Conforme ainda a defesa da Eletrobras, quando ocorreu a federalização da Cepisa, em 1997, a companhia estava no vermelho.

Mas esse não foi o principal motivo para o governo federal decretar a federalização.

Segundo a Eletrobras, isso se deu porque a precária situação operacional da Cepisa, à época, estava travando o desenvolvimento do Piauí.

A Eletrobras informa ao Supremo que aportou mais de R$1 bilhão e 600 na Cepisa, desde o início da federalização, sem qualquer retorno do capital investido.

E mais: de acordo ainda com a Eletrobras, a Cepisa é que deve hoje R$ 1 bilhão e 300 milhões à empresa.

Como diria Deoclécio Dantas, o seribolo está criado! Ao invés de pagar R$ 800 milhões cobrados pelo Governo do Piauí, a Eletrobras quer é receber R$1 bilhão e 300 milhões do cobrador, pois de acordo com a defesa, na época da federalização o Governo do Estado não assumiu as contingências da empresa.

Senado pede esclarecimentos sobre empréstimos ao Nordeste

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (6), requerimento para ouvir o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, sobre as diretrizes para a concessão de empréstimos para estados e municípios da região Nordeste. 

Um dos autores do pedido, senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), argumentou que a região recebeu recursos inferiores à média normalmente praticada pelo banco.

Denúncias veiculadas pela imprensa informaram que, em 2019, até o dia 29 de julho, haviam sido autorizados menos de dez operações, totalizando R$ 89 milhões – cerca de 2,2% do total de R$ 4 bilhões autorizados para governadores e prefeitos de todo o país.

A partir do dia 30 de julho, após publicação do assunto pela mídia, outros empréstimos foram liberados, elevando os números para R$ 270 milhões, ou 5,8% do total de R$ 4,6 bilhões negociados.

Juros
Outros requerimentos aprovados convidam o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, para falar sobre a política de juros do Brasil e explicar as decisões de redução dos juros e dos depósitos compulsórios na rede bancária.

Lava Jato ronda governador do PT que beneficiou Grupo Petrópolis (Itaipava)

Welligton Dias
Na semana passada, quando a Polícia Federal deflagou a Operação Rock City, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), ficou apreensivo. O alvo da 62ª fase da Lava Jato era o Grupo Petrópolis.
No primeiro mês de seu terceiro mandato como chefe do Executivo local, em 2015, Dias — considerado por Lula um “gênio político” — concedeu isenção fiscal ao fabricante da cerveja Itaipava por generosos 15 anos. Não foi um benefício qualquer: tratava-se da isenção de 90% do ICMS (clique aqui para ver a íntegra do decreto).
O grupo de Walter Faria — empresário que se entregou ontem à PF para cumprir mandado de prisão preventiva (veja aqui) — tinha sido um dos principais doares da campanha do petista: 1,9 milhão de reais (veja imagem abaixo). Na época, o Grupo Petrópolis já era investigado por denúncias de favorecimento em empréstimos junto ao Banco do Nordeste.
Quando questionado sobre as doações de Walter Faria, o governador sempre se esquiva e nega a possibilidade de ter sido beneficiado pelo esquema da Odebrecht, que, segundo apontou a Lava Jato, usava o Grupo Petrópolis para pagar propina a candidatos e partidos políticos em forma doação eleitoral.
Naquele mesmo ano de 2015, Marden Meneses, um deputado estadual do PSDB, apresentou um requerimento pedindo explicações sobre a concessão de benefícios ao Grupo Petrópolis. Outro deputado, Robert Rios (PDT), tentou abrir uma CPI sobre o caso. As duas tentativas acabaram sendo barradas na Assembleia Legislativa, onde Dias tinha ampla maioria.
Em setembro do ano passado, às vésperas da reeleição — em primeiro turno — do governador do Piauí, Walter Faria esteve em Teresina para uma reunião com ele. A conversa foi intermediada por Ciro Nogueira, presidente do PP e senador piauiense, que também foi reeleito. No encontro, que não constou na agenda oficial dos políticos em plena campanha, o trio tratou da instalação de uma fábrica da Itaipava no estado.
A Lava Jato ronda o governador do Piauí.

Brasil 
Por Diego Amorim
O Antagonista