Ministro Sérgio Moro está sendo triturado no Planalto, mas mantém sua dignidade

Moro precisa ter paciência e entender a precariedade do governo

Carlos Newton

Na manhã de quarta-feira, dia 8, quando o jurista Jorge Béja dissecou o decreto das armas aqui na “Tribuna da Internet” e anunciou sua absurda inconstitucionalidade, foi uma surpresa geral. Até então pensava-se que o texto se referisse apenas ao porte de arma por instrutor ou praticante de tiro ao alvo, conforme havia sido divulgado. Após o artigo de Béja, a  imprensa “escrita, falada e televisada” correu atrás, confirmou a denúncia do advogado carioca e passou a divulgar detalhes verdadeiramente estarrecedores.

A notícia mais incrível foi de que o texto recebera acréscimos inconstitucionais e brutais depois de ter sido submetido ao ministro Sérgio Moro, que inadvertidamente acabou assinando na cerimônia do Planalto um decreto que jamais lhe fora exibido.

ESTRANHEZA – O próprio Jorge Béja já tinha percebido essa questão e fizera um segundo artigo, indagando se o ministro Sérgio Moro tinha mesmo concordado com as inconstitucionalidades existentes no decreto, que jamais poderia ter caráter legislativo, nos termos do artigo 84, inciso IV, da Constituição Federal.

Atingido em sua reputação de magistrado e operador do Direito, o ministro Sérgio Moro se comportou com uma dignidade impressionante. Não deu uma só palavra sobre o assunto. Como no caso do atentado do Riocentro, o ministro preferiu deixar que a bomba explodisse no colo de quem por ela era responsável e de quem a transportava – no caso, o presidente Bolsonaro, que determinou os acréscimos ao texto, e o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que tem a função de tratar da redação dos decretos e mensagens que o presidente da República edita.

No Planalto, a mecânica é esta – a Casa Civil, através da Subchefia de Assuntos Jurídicos, prepara o decreto, submete o texto ao ministro da Justiça, que o aprova, para ser então encaminhado à assinatura conjunta do presidente e dos ministros dos setores envolvidos.

TRAIÇÃO – Sem a menor dúvida, o ministro Sérgio Moro foi traído em sua confiança, ao ser levado a assinado um decreto do qual nem tomara conhecimento. O texto original, reivindicado desde o início do governo pelo filho Zero Três, Eduardo Bolsonaro, inicialmente se referia apenas a posse de armas por instrutores e praticantes de tiro ao alvo, que é um tradicional esporte olímpico.

Todos os demais acréscimos, inclusive a importação de armas semelhantes às fabricadas no Brasil, ainda não tinham sido debatidos em fase final. Portanto, fica claro que a introdução de todos esses “adendos” partiu do presidente Bolsonaro, que parece ter um parafuso a menos.

E não se pode admitir que o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, não somente tenha concordado com essas maluquices, como também continue defendendo que o decreto seja mantido na atual redação.

SURREALISMO – Na sexta-feira, Onyx deu entrevista à Rádio Gaúcha (grupo Zero Hora) e afirmou que o decreto de armas será mantido, dizendo já ter conversado a respeito com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Com isso, mostrou desconhecer o presidente Bolsonaro já admitia existirem inconstitucionalidades, que desde quarta-feira vinham sendo denunciadas pelo próprio Rodrigo Maia, após a publicação do artigo de Jorge Béja.

Como se faz no teatro, é preciso aplaudir ou vaiar os autores da peça. No caso, a ideia de ampliar o decreto foi do presidente Bolsonaro e a execução ficou a cargo do ministro Onyx Lorenzoni e do trio de “juristas” da Casa Civil – Jorge Rodrigo Araújo Messias, Flávio José Roman e Cesar Dutra Carrijo, subchefes da Assessoria Jurídica, cujo conhecimento da Ciência do Direito está abaixo da crítica, como se dizia antigamente.

###
P.S. 
– Roga-se ao ministro Sérgio Moro que não peça exoneração e se mantenha no cargo. Precisa encarar o fato como acidente de percurso e seguir em frente na sua obra em defesa de um Brasil melhor, não importa o procedimento de quem esteja na chefia do governo. (C.N.)

Fábio Abreu não participou da caçada aos assaltantes de banco: Só apareceu na foto

Dinheiro recuperado pela Polícia (Foto: Rebeca Lima / Portal AZ)

A Polícia diz que recuperou 90 mil dos 229 mil levados pelos bandidos das agências de Campo Maior. E diz que o resto, mais de R$ 134 mil, ou queimou nas explosões ou a população de Campo Maior saqueou.
Entendeu?

Ah, foi? 

Agora Fábio Abreu diz que não participou da caçada aos bandidos e que foi lá apenas para tirar fotos, aparecer bom no vídeo.
Fica vermelha cara sem-vergonha.

A verdade 

Fábio Abreu diz preferir acreditar nos PMs e não no bandido que denunciou ter sido roubado pelos PMs. Pode isso?
Aí tem muita coisa a ser explicada. (Portalaz)

Fachin tira processo de Marcelo Castro do TRE. Senador será julgado pelo STF por receber propina

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, pediu a retirada do plenário virtual do processo que envolvia e o senador Marcelo Castro por suspeitas de recebimento de propina da J&F. O senador será julgado agora pelo Supremo Tribunal Federal. 

Marcelo Castro foi acusado pelo Ministério Público de ter recebido R$ 1 milhão para votar no presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.

Com isso, o processo envolvendo o senador do MDB do Piauí seguirá para o julgamento presencial dos ministros da Segunda Turma do Supremo, em data a definir.

A procuradora geral da República Raquel Dodge já havia pedido a retirada da esfera virtual, rejeitada por Ricardo Lewandowski, relator do caso. A PGR acha que o processo de Castro deve ir para a Justiça Federal.

De acordo com o regimento do STF, cabe ao relator decidir sobre pedido da defesa ou da PGR para retirar o caso do virtual. No entanto, o regimento também estabelece que qualquer ministro da turma pode pedir “destaque” para o caso ser analisado presencialmente. Com isso, apesar de Lewandowski ter rejeitado pedido de Dodge, o pedido de Fachin de “destaque” levará ao debate presencial.

(Portal AZ, com informações de O Antagonista e G1)

Não penso em agradar a partir de composição de governo, diz W. Dias sobre críticas

Governador Wellington Dias (Foto: Ricardo Moraes/OitoMeia)

O governador Wellington Dias (PT) se reuniu com a base aliada na última sexta-feira (10/05). Na oportunidade, o petista apresentou aos secretários e deputados que participaram da reunião as diretrizes que devem ser trabalhadas e priorizadas para que haja uma sintonia entre os poderes.

Na ocasião, à imprensa, o governador rebateu as críticas de alguns líderes políticos quanto à composição do seu Governo. Isso porque algumas siglas não se sentiram contempladas com os cargos no Executivo e demonstraram certa chateação com o governador, que precisou se reunir com alguns para acertar os ponteiros.

O Progressistas ficou sem entender o veto ao nome do ex-deputado federal Mainha. O presidente do PT no Piauí, deputado Assis Carvalho, perdeu a indicação da Secretaria de Saúde. E o PSD não foi atendido com a Adapi. Esses foram alguns dos pontos que não foram bem recepcionados por algumas siglas que acabaram insatisfeitas com o resultado final do secretariado.

Contudo, Dias garante que as arestas já foram ajustadas e que está tudo bem na base governista. Até o momento, nenhuma sigla ameaçou romper com o governo por conta disso. Apesar de toda a situação, o governador mandou um recado:

“Não penso em agradar a partir de composição de governo. Acho que o real objetivo de quem assume o mandato é fazer acontecer melhorias para a população”, ressaltou o petista. (Por: Nataniel Lima)

MDB defende acordo para assumir a CCJ no próximo ano

 

Imagem relacionada

Apesar do assédio do Partido dos Trabalhadores (PT) pela presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), o Progressistas (PP) conta com o apoio do MDB, para permanecer à frente do grupo parlamentar.  O deputado João Madison, líder do partido na Casa, afirma que a sigla deve seguir na vice-presidência, com o Henrique Pires.

“Fizemos um acordo no início da legislatura, e iremos cumprir. Ficamos com a comissão de Administração e o PP com a de Constituição e Justiça. No próximo ano, o MDB terá o direito de assumir a CCJ. Nesta casa a gente sempre zela pelos acordos que são feitos”, disse o líder emedebista.

Madison confirmou que aguarda, até a próxima quarta-feira (15), um posicionamento do PP quanto ao nome indicado pela sigla para assumir a CCJ. Além disso, ele também comentou o  interesse petista pela comissão. Para ele, os critérios de peso de bancada a serem considerado neste processo são dos parlamentares eleitos.

“O acordo que vale é dos deputados que começaram na atual legislatura, não os que vieram agora [suplentes], o regimento é muito claro. Dentro desse critério, nos, MDB, e o PP, somos as maiores bancadas”, ressalta o parlamentar.

A convocação de quatro deputados para compor a nova equipe de governo de Wellington Dias (PT), além de provocar um redesenho das comissões e blocos parlamentares na Alepi, fez a bancada do PT saltar de cinco para oito deputados, tornando-se a maior da Casa.

Marcelo Castro: “tem muita base para pouco governo”

O senador Marcelo Castro revelou nesta sexta-feira (10) que o MDB ficou satisfeito com a reforma administrativa do governador Wellington Dias. O mesmo não pode ser dito pelo Progressistas, que brigou até o fim por secretarias estratégicas, como a Saúde, por exemplo. Para o senador, isso é natural, pois há muita base para pouco governo.

“É natural que as aspirações de todos os partidos não sejam atendidas plenamente. Agora dentro de toda essa dificuldade, eu entendo que o MDB se sente atendido”, disse, ressaltando que seu partido já é acostumado com pouco por ser o maior da Assembleia Legislativa.

“O MDB já é acostumado com pouco. Praticamente ficamos com o que estávamos, mas estamos satisfeitos”, afirmou.

Na opinião de Marcelo Castro, o governador fez de tudo para atender todos os partidos.

“O governador fez o esforço máximo para atender a todos. Naquilo que era possível. É impossível todo mundo ser atendido plenamente”, declarou.

Foto: Letícia Santos./cidade.com

MP, Judiciário e Legislativo omitem, em pesquisa, gasto com salários e previdência

Estudo do Instituto Fiscal Independente (IFI), publicado pelo Senado, sobre o impacto da reforma da Previdência nas contas públicas, para auxiliar na decisão dos parlamentares, empacou na falta de transparência do Legislativo, Judiciário e do Ministério Público. A análise da contribuição previdenciária não pôde ser realizada devido à ausência de dados sobre “distribuição de salários e aposentadorias”. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Para ter o valor dos gastos dessa turma com previdência e salários, os pesquisadores do IFI terão de checar contracheque por contracheque.

Sem acesso aos gastos com salário e previdência no Legislativo, no Judiciário e no MP, restou ao IFI calcular a estimativa: R$29,3 bilhões.

Segundo o IFI, a arrecadação com as contribuições previdenciárias dos servidores do Executivo deve aumentar R$25,5 bilhões em dez anos.

Oposição diz que governador ‘mutilou’ Reforma Administrativa

O parlamentar também negou que haja um secretariado técnico

O líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Gustavo Neiva (PSB), afirmou que o governador Wellington Dias ‘mutilou’ a reforma administrativa aprovada pelo Legislativo no último mês de março. Na avaliação do parlamentar, a formação do secretariado demonstra que discurso de austeridade adotado pelo Executivo não foi efetivado na prática. 

“O que a gente percebe é que o governo não está cumprindo com o que prometeu. Primeiro, fez uma reforma administrativa, visando enxugar a máquina e fazer economia, mas o próprio governador está mutilando a reforma. A Fundação Hospitalar não foi extinta, a Ouvidoria não foi extinta, o Metrô não foi extinto”, afirmou.

Gustavo Neiva também criticou a convocação de deputados estaduais para o secretariado. “Ele disse que ia ser convocação zero, mas já convocou quatro deputados, e a imprensa já especula que esse número vai crescer. O governo continua voltado para a classe política, em detrimento do bem estar da sociedade”, pontuou Gustavo Neiva.

O líder da oposição na Assembleia também afirmou que o critério técnico, prometido pelo governador, não foi adotado na formação da nova equipe. “Está comprovado pelas ações. É um governo mais político do que técnico”, concluiu. 

Por: Natanael Souza – Jornal O Dia

BNDES está dando papel cada vez mais importante ao setor privado, diz Levy

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, afirmou nesta quinta-feira, 9, que a instituição de fomento está se transformando de maneira estrutural, dando um papel cada vez mais importante ao setor privado.

“O BNDES também está se transformando de maneira estrutural, descobrindo novos caminhos, novas parcerias, se abrindo para a sociedade e para o próprio governo, dando um papel cada vez mais importante ao setor privado”, afirmou Levy, em discurso de abertura do 31º Fórum Nacional, organizado pelo economista Raul Velloso, no Rio.

No discurso de abertura, em que falou também da trajetória do ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso, irmão mais velho de Raul e fundador do Fórum Nacional, falecido em fevereiro, Levy mencionou ações do governo federal, como a proposta de reforma da Previdência e o acordo com os Estados Unidos em torno do uso da base de lançamento de foguetes em Alcântara (MA).

“Vivemos momentos de grandes escolhas”, disse Levy, dirigindo-se ao secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, que também participa do Fórum Nacional. “O ministro (sic) Rogério esteve até 1 hora da manhã no Congresso ontem defendendo com galhardia e sucesso a reforma da Previdência”, afirmou o presidente do BNDES, referindo-se à apresentação de Marinho e do ministro Paulo Guedes na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que aprecia a proposta de reforma da Previdência.

Fonte: Estadão Conteúdo

Reforma da Previdência pode suspender o recesso de julho, se necessário

Líder do Podemos, o deputado José Nelto promete apresentar proposta de suspensão do recesso.

A tramitação da reforma da Previdência pode ganhar fôlego extra caso prospere a proposta do deputado José Nelto (GO) de suspender o recesso parlamentar de julho, que paralisaria o debate e a tramitação da proposta por trinta dias. De acordo com o líder do Podemos, a ideia é garantir a análise da reforma sem interrupções ao menos na Câmara. Para ele, a Previdência é importante demais, muito mais que o recesso. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Deputados e senadores só podem sair para o recesso após aprovarem a LDO e diretrizes orçamentárias dependem do texto final da reforma.

Para José Nelto, a batalha será árdua com ou sem recesso e precisa do governo, que “tem atrapalhado mais do que ajudado na reforma”.

O recesso é coisa dos tempos em que parlamentares eram obrigados a fazer longas viagem de navio ou a cavalo para curtir férias em casa.

Sem razão de existir, com deputados indo e voltando para casa toda semana, o recesso de meio de ano devia ser suspenso em definitivo.

Enquanto os políticos disputam cargos a realidade do Estado permanece a mesma

Para os políticos é só alegria: para o povo…

Disputa por votos, por cargos e por poder. A agenda política do Piauí costuma ser marcada por esses fatores. Nossos representantes vivem constantemente num jogo de disputas, ainda que protagonizadas por aqueles considerados aliados. Mas, no fundo, estão sempre a sorrir.

Conquistados os espaços e mantido o status quo, o baile político piauiense segue quase sempre sem alterações. É verdade que a política não pode ser um campo de inimigos. O diálogo é condição sine qua non entre agentes públicos eleitos para representar o povo.

No entanto, quando se ver fotos como estas, muita gente certamente se põe a pensar na realidade desse Piauí sofrido. Um Estado onde clãs políticos se perpetuam no poder ao longo de muitas décadas enquanto a realidade estrutural muda em ritmo bastante lento.

Deputados têm muitos motivos pra sorrir (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)Deputados têm muitos motivos pra sorrir (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Nas fotos, os sorridentes deputados estaduais Hélio Isaías, Júlio Arcoverde, Severo Eulálio, Flávio Nogueira Júnior e Firmino Paulo [de costas]. Todos de famílias tradicionais da política, cujos pais, irmãos ou tios já figuravam como influentes no cenário local há bastante tempo.

No Piauí, quase tudo nunca muda ou então muda muito devagar. É assim na composição política e na dura realidade que o povo piauiense enfrenta. O ciclo de disputas e sorrisos entre os políticos se mantém intacto. As dificuldades enfrentadas pela população, também. (Por: Gustavo Almeida)

O “Listão” de W. Dias só perde para o do ENEM: Muita lagarta na folha

O listão

A lista de assessores nomeados por Wellington Dias para as secretarias e órgãos afins, chega a mil, dos quais, mais de 300 só na Secretaria de Governo, com salários que variam de R$ 3 mil a R$ 6 mil.

Essa lista só perde para o listão do Enem.

Funções afins

São muitos técnicos, mas a grande maioria é de políticos ou apadrinhados de deputados e senadores cujo papel primordial será apenas o de coçar o saco.
Porque é humanamente impossível reunir todo esse pessoal a um só tempo no mesmo lugar.
Tal qual a lagarta verde, figurarão apenas na folha, of course. (Portalaz)

Por acordo com a base aliada, PP deve indicar novo presidente da CCJ

O Progressistas (PP) deve permanecer na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). A previsão é de que, em até dez dias, o partido indique um dos integrantes da sua bancada, formada por cinco parlamentares, para ocupar a vaga de Wilson Brandão (PP), ex-presidente da comissão que se licenciou do mandato para assumir uma secretaria do governo estadual.

A ação conta com apoio do MDB, que atualmente ocupa a vice-presidência da CCJ. O deputado João Madison lembra que, como acordado anteriormente entre os líderes dos partidos que compõem a base aliada, o comando da comissão. Apesar do interesse do PT pela vaga, o emedebista afirma que o consenso e a unidade irão prevalecer.

“Os acordos que fazemos aqui nós cumprimos, para que não haja problemas. Explicamos isso ao líder do governo, deputado Francisco Limma, e, nesse momento, iremos esperar o PP (…) Vamos esperar até a próxima semana, sem haver nenhum problema, com bom senso e cordialidade. Somos todos da base de sustentação do governo”, disse Madison.

Por sua vez, Limma disse que o PT abriu mão da CCJ, no início dessa legislatura, em nome do consenso na base e, apesar da possibilidade de indicar o novo presidente da comissão, defende o entendimento dentro do que está previsto pelo regimento da Alepi e deste entendimento prévio.

“A princípio seria do PP, porém esse foi um acordo que fizemos dentro de um entendimento anterior, só mudamos isso no próximo período, no final do ano que vem (…) Estamos trabalhando para até a próxima semana termos isso definido, na base do entendimento e respeitando o entendimento”, declarou o líder do governo no legislativo estadual.

Nos bastidores, especula-se que o progressista mais cotado para assumir a presidência da CCJ é o deputado Hélio Isaías. Themístocles Filho (MDB), presidente da Alepi, reforça que este processo é feito a partir do entendimento entre os partidos e o regimento da Casa, mas não acredita em maiores impasses. “Acho que não vai dar problema não”, avalia.

 

Ex-presidente Michel Temer deve se apresentar hoje à Polícia Federal

Resultado de imagem para Michel Temer

O ex-presidente da República Michel Temer deve se apresentar à Polícia Federalm (PF) nesta quinta-feira (9), depois que o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), com sede no Rio de Janeiro, suspendeu os habeas corpus do ex-presidente e do coronel João Baptista Lima Filho que os mantinham em liberdade. O ex-presidente falou com a imprensa na noite dessa quarta-feira (8) em São Paulo e prometeu se apresentar à PF. A 1ª Turma Especializada do TRF2 julgou o mérito dos habeas corpus na tarde de ontem.

Operação Descontaminação

Depois de terem sido presos na Operação Descontaminação, no dia 21 de março, Temer e o Coronel Lima foram soltos quatro dias depois, dia 25, em uma decisão liminar do desembargador Ivan Athié, que integra a 1ª Turma do TRF2 com mais dois desembargadores: Abel Gomes e Paulo Espírito Santo.

As defesas de Temer e do coronel Lima pediram que eles possam se apresentar à Justiça, sem serem capturados. Abel Gomes disse que vai expedir novos mandados de prisão e que os dois poderão se apresentar nos locais em que preferirem.

O ex-presidente foi preso preventivamente junto com o ex-ministro e outros acusados de integrar uma quadrilha que cometeu crimes de corrupção relacionados à construção da Usina Nuclear Angra 3. A pedido da defesa, após ser preso, Temer foi levado para a sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O ex-ministro Moreira Franco estava preso no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói.

As prisões foram determinadas pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, que julga os processos relacionados à Lava Jato no Rio de Janeiro.

Defesas

O advogado do ex-presidente Michel Temer, Eduardo Pizarro Carnelós, disse, assim que terminou a audiência, que hoje irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Também informou que Temer se apresentará espontaneamente à Justiça nesta quinta, em São Paulo.

“Só posso lamentar, porque considero uma injustiça. Não há fundamentos”, disse Carneló. Para o advogado, a decisão do tribunal levou em conta o que chamou de “dar um exemplo à sociedade”, mas, segundo ele, não há risco à ordem pública.

A defesa do coronel Lima saiu sem comentar a decisão da Justiça.

Fonte: Agência Brasil

Com a saída de Brandão, PT quer assumir o comando da CCJ e cria impasse

O afastamento do deputado Wilson Brandão (Progressistas) da Assembleia Legislativa do Estado, para assumir o comando da Secretaria de Mineração, colocou em choque o PT e o bloco formado por MDB e Progressistas na Casa. O PT quer ocupa a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que tinha como presidente Brandão.

Com a convocação de quatro suplentes, o PT passou de uma bancada de cinco deputados para oito parlamentares e se torna o maior partido da Assembleia. O partido pede que seja levado em consideração o critério do tamanho das bancadas.

O MDB e Progressistas reagem. Os partidos esperam uma reunião com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB).

Deboche:”A lista de Wellington Dias: quase mil nomeações em um único dia”

No mesmo em dia em que empossou o primeiro escalao do governo e cinco meses depois da sua posse, o governador Wellington Dias nomeou cerca de mil pessoas para cargos comissionados nas secretarias e órgãos distintos, sendo que mais de 300 foram apenas na Secretaria de Governo. 

Os cargos incluem assessores e muitos políticos com vinculação eleitoral diretamente com o governador e também com deputados e senadores. Boa parte dos nomes assumem com salários entre R$ 3 e 6 mil.

Segundo o diário oficial da segunda-feira (06), já foram nomeadas pessoas para cargos na Secretaria de Governo, Secretaria de Agricultura, Procuradoria Geral do Estado, Secretaria da Saúde, Secretaria da Fazenda, Secretaria de Educação, Agência de Tecnologia de Informação, Departamento de Estradas de Rodagem, Secretaria de Planejamento, Secretaria de Administração de Previdência, Coordenadoria de Comunicação e Junta Comercial. 

Somente a Secretaria de Governo já acumula mais de 314 nomeações, seguida da Secretaria de Saúde (221) e Secretaria da Fazenda (122). 

Posse do novo secretariado (Foto: Lucas Sousa/Portal AZ)

Durante o discurso da posse do novo secretariado, o governador falou sobre a contenção de gastos. “Nossa meta é que exista o equilíbrio entre as receitas e as despesas. É um momento de austeridade e de controle. Pedimos a  compreensão de todos”, disse.

Confira a quantidade de pessoas nomeadas por pasta: 

Secretaria de Governo (Osmar Júnior)- 314
Secretaria de Agricultura (Herbert Buenos Aires)- 49
Procuradoria-Geral do Estado (Procurador Plínio Clerton Filho)- 56
Secretaria da Saúde (Florentino Neto)- 221
Secretaria da Fazenda (Rafael Fonteles)- 122
Secretaria de Educação (Ellen Gera)- 88
Agência de Tecnologia de Informação(Antônio Torres da Paz)- 7
Departamento de Estradas de Rodagem (Castro Neto)- 19
Secretaria de Planejamento (Antônio Neto)- 79
Secretaria de Administração de Previdência (Merlong Solano)- 18

Clique aqui para ver a lista

A expectativa é de que esse número se torne ainda maior, pois ainda faltam a Secretaria de Segurança Pública, Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Secretaria de Estado da Assistência Social, Cidadania e Trabalho – Sasc, Secretaria de Estado da Justiça – Sejus, Secretaria de Estado da Infraestrutura – Seinfra, Secretaria Estadual para Inclusão da Pessoa com Deficiência – Seid, Secretaria de Estado dos Transportes – Setrans, Secretaria de Estado da Defesa Civil – Defesa Civil, Secretaria de Estado das Cidades – Secid, Secretaria do Agronegócio, Secretaria de Cultura Secretaria de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis, Secretaria de Desenvolvimento Econômico Instituto de Terras do Piauí – Interpi, Coordenadoria de Comunicação Social , Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Piauí, Junta Comercial do Estado do Piauí – Jucepi, Instituto de Desenvolvimento do Piauí – Idepi, Polícia Militar do Piauí, Delegacia Geral, Zona de Processamento de Exportação – ZPE, Ouvidoria Agência de Desenvolvimento Habitacional do Piauí – ADH, Piauí Fomento, Coordenadoria de Enfrentamento às Drogas – Cendrogas, Agespisa, Fundação de Esportes do Piauí – Fundespi, Departamento Estadual de Trânsito – Detran, Instituto de Águas e Esgotos do Piauí – IAESPI, Fundação Hospitalar Empresa de Gestão de Recursos do Piauí – Emgerpi, Coordenadoria de Fomento à Irrigação, Controladoria Geral do Estado – CGE , Fundação de Amparo a Pesquisa do Piauí – Fapepi, Instituto de Metrologia do Piauí – Imepi, Emater e Agência de Defesa Agroprecuária – Adapi. (Portalaz)

Vereador diz que a esquerda está usando os estudantes

O vereador Edson Melo (PSDB) considerou como deturpadas as informações amplamente divulgadas na imprensa sobre o corte de recursos para as universidades federais no país. No entendimento dele, a medida provisória apresentada pelo governo federal apenas prevê a “possibilidade de contingenciamento” de custeios extraordinários para as instituições.

Durante uma discussão na Câmara sobre moção de repúdio ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, o tucano disse que as intensas reações diante do assunto são uma forma da esquerda usar os estudantes contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). A moção de repúdio, apresentada pelo vereador Dudu (PT) acabou sendo aprovada por 16 votos. Houve duas abstenções, uma delas de Edson Melo e outra do vereador Dr. Lázaro (PPS).

“Eu estive lendo a respeito da proposta que está sendo deturpada por grande parte da mídia. Com relação a essa possibilidade de contingenciamento de 30% dos gastos, não se refere ao valor global previsto no orçamento da União, mas a gastos extraordinários. Achei até certa bobagem do reitor da UFPI dizer que ia fechar a universidade a partir de setembro por falta de recursos. Acho isso um grande instrumento de usar essa estudantada, que é em grande maioria de esquerda, contra o governo Bolsonaro. É uma jogada política da esquerda”, falou.

Contrariando a maioria dos vereadores favoráveis à aprovação da moção de repúdio ao ministro, Edson defendeu o corte de gastos extraordinários. Segundo ele, muitos recursos destinados às instituições federais de ensino são usados para atividades inadequadas.

“Esses cortes devem acontecer para determinadas atividades que, no meu entendimento, não são nem ensino, nem pesquisa e nem extensão. A estudantada da esquerda está bem clara. Eles estão trabalhando desde o início do governo Bolsonaro, fazendo parte de uma tal resistência. Então essa resistência tem que ser alimentada”, finalizou o vereador apontando que os movimentos contrários à medida do governo são, na avaliação dele, jogadas políticas. (Com informações de Gustavo Almeida)

O que esperar do encontro dos governadores do Nordeste com Bolsonaro?

O que esperar do encontro entre os governadores do Nordeste, incluindo o piauiense Wellington Dias (PT), e o presidente Jair Bolsonaro, esta quarta-feira em Brasília?

Visitas: Bolsonaro foi aos Estados Unidos e a Israel, mas não pisou no Nordeste, região do país onde teve menos votos, e também onde sua rejeição é crescente. Ele deve anunciar uma agenda para estados da região, entre eles o Maranhão e Pernambuco. A previsão é para o final de maio. O Piauí, pela proximidade geográfica – e a depender do resultado da reunião e da interação de Dias com Bolsonaro – pode ser incluído na agenda.

Força-Tarefa: Antes de visitar os estados nordestinos, Bolsonaro quer ter o que mostrar. Conforme noticiou o jornal O Globo, ele já reuniu ministros e pediu foco em ações para a região. Os governadores do Nordeste passam por situação difícil: a região sofre historicamente com baixos índices socioeconômicos – apesar das melhorias nos últimos anos – e com a crise econômica nacional, esse impacto se reflete com mais força nos estados. A recessão no Nordeste é maior que a média brasileira. Os gestores reclamam que as políticas federais para a região estão paralisadas.

Mudança de tom: os governadores do Nordeste atuam como força política de oposição a Bolsonaro. Todos são oposicionistas e ligados a partidos de esquerda. São eles: Paulo Câmara (PSB-PE), Belivaldo Chagas (PSC-SE), Renan Filho (MDB-AL), João Azevedo (PSB-PB), Camilo Santana (PT-CE), Wellington Dias (PT-PI), Flavio Dino (PCdoB-MA), Rui Costa (PT-BA) e Fátima Bezerra (PT-RN).

Dependendo dos investimentos e medidas discutidas com o presidente – sob risco de alguma gafe ou frase mal colocada de Bolsonaro que possa gerar um mal-estar – os governadores podem, pelo menos, diminuir a munição reservada ao Governo Federal. Bolsonaro também precisa diminuir o tom porque precisa dos votos da bancada do Nordeste para aprovar pautas como a reforma da Previdência no Congresso Nacional.

Por Sávia Barreto

Bolsonaro enquadra militares, para que não alimentem polêmicas, mas não os filhos

Filhos precisam ser parte da solução e não do problema

O presidente Jair Bolsonaro ordenou nesta terça (7) que os militares atuando em seu governo parem de alimentar polêmicas, ignorando as provocações nas redes sociais, mas esqueceu de chamar às falas os próprios filhos e a turma do polemista Olavo de Carvalho. Militares têm a hierarquia e a disciplina como cláusulas pétreas, como se diz na caserna, e a tendência é obedecer. Mas os ânimos se acirraram com as referências grosseiras ao general Eduardo Villas Bôas. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Enquanto ordenava aos militares a “virar a página”, seu filho deputado Eduardo Bolsonaro, alheio a tudo, continuava no ataque.

Generais muito próximos ao presidente disseram a ele ontem que seus filhos precisam ser “parte da solução” e não do problema.

Olavo de Carvalho definiu Villas Bôas, ex-comandante muito admirado nas Forças Armadas, como “um doente preso a uma cadeira de rodas”.

Líder no Exército e nas Forças Armadas, Villas Bôas emociona os militares com a sua luta pela vida. Atacá-lo, para eles, é ato covarde.

Prefeitos precisam ser mais valorizados, diz Mão Santa

O prefeito Mão Santa, de Parnaíba, marcou presença no Congresso das Cidades e ressaltou a importância da valorização do papel dos prefeitos em seus municípios. Ele destacou que essa troca de experiência entre os gestores em um ambiente cercado de ideias é motivador.

“O agente político mais importante de todas as esferas são os prefeitos, e precisam ser valorizados”, comentou o prefeito. Sobre ser feito, Mão Santa ressaltou que melhor do que amar a cidade é ser amado por ter feito um bom trabalho.

O gestor destacou que o Congresso das Cidades é uma ação de impacto positivo nos convidados. Mão Santa alertou que é preciso uma maior participação dos prefeitos em congressos e eventos.

“O prefeito administra uma cidade. É o melhor agente político; são os mais puros. A experiência de ser prefeito é muito importante e precisa ser mais valorizada”.

com informações: cidadeverde.com