Pelo texto aprovado, a jornada semanal será reduzida gradualmente de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado. As empresas terão 60 dias após a promulgação da emenda para limitar a jornada a 42 horas semanais. Após 12 meses, o limite cairá para 40 horas.
Foto: Divulgação/Palácio do Planalto
Entidades empresariais alertam que a mudança ocorre em um cenário de endividamento elevado, juros altos e desaceleração econômica. Em julho, 9,2 milhões de empresas estavam inadimplentes, acumulando R$ 238,6 bilhões em dívidas, segundo dados da Serasa Experian.
Para a especialista em direito do trabalho Thaiz Nóbrega, empresas com margens de lucro reduzidas podem enfrentar dificuldades para absorver o aumento das despesas. “O aumento repentino de custos fixos sem ganho imediato de produtividade cria pressão severa no caixa”, afirmou.
Comércio, supermercados, bares, restaurantes, hotéis, hospitais e empresas de segurança e limpeza estão entre os setores que podem sentir os efeitos com maior intensidade, devido à necessidade de manter equipes em funcionamento durante a semana inteira.
Além do risco de demissões e fechamento de negócios, representantes do setor produtivo avaliam que parte dos custos adicionais poderá ser repassada aos consumidores, pressionando os preços e reduzindo a competitividade das empresas.(Gp1)