Marques(*)
aos poucos modificando a forma de fazer política e é bom que se diga, pra
melhor, embora em muitos casos a maioria ainda costume trabalhar de forma
corporativista e baseada no momento e na emoção. Mas por outro lado o povo logo
que passa a eleição esquece quem escolheu pra lhe representar e larga a cobrir
de defeitos, seja governador, deputado, senador, prefeito e vereador, principalmente,
este último, seu vizinho político mais próximo.
uma nota na página de política que me causou interesse. A vereadora Graça
Amorim, do PTB, defendeu que todos os requerimentos da Câmara Municipal daquela
cidade enviados à Prefeitura e não atendidos sejam enviados à Justiça. Ela
justifica essa sua decisão dizendo que ao legislativo municipal compete, além
de criar leis, fiscalizar sua execução por parte do Executivo. Se a prefeitura
não cumpre, agora que se entenda com a Justiça.
Municipal e chegando à prefeitura passa a morar numa gaveta do chefe de
gabinete, vai mofar dentro de um armário se fingindo esquecimento é uma
tremenda falta de respeito pra com o legislativo e mais ainda com o povo. E a
Graça Amorim está no meu entendimento coberta de razão. Os vereadores são representantes
do povo. São eles todo dia e toda hora cobrados pelo eleitor, seja de forma
individual ou coletiva e em qualquer lugar.
no restaurante, na Pizzaria Rústica, na Farmácia Rodoviária, no Paraíba, no
Parnaíba Shopping ou outra infinidade de lugares com a patroa e as crianças, lá
vem eleitor cobrando isso e mais aquilo sem a menor cerimônia. Se o vereador
tira um dia pra levar as crianças pra praia da Pedra do Sal ou de Atalaia, mal
estaciona o carro e lá está o eleitor querendo uma conversinha. E nem pensar
de, por exemplo, ir ao Mercado da Caramuru ou da Guarita.
mole e às vezes falando de intimidades e situações até as mais vexatórias. O
sujeito fica deselegante, cria um ambiente de cobrança em lugar inapropriado.
Igual aquele sujeito que você está devendo dinheiro e ele acha direito de lhe
cobrar no meio da rua falando alto e até aos gritos. Por que tudo isso
acontece? Por que essa relação tão cheia de animosidade entre representado e
representante? Porque ao fazer leis ou requerimentos por mais simples que
possam parecer a prefeitura, que é o destino final das leis, simplesmente
coloca uma pedra em cima e diz adeus minha comadre Gertrudes!
quer atirar pedras ou a Geni que todo mundo é convidado a rebolar merda. E fica
vergonhoso e constrangedor, eu imagino, um vereador metendo o pé na carreira e
saltando entre bancas de frutas ou de peixes pra não ser incomodado.
Infelizmente o povo não tem interesse ou simplesmente ignora o trabalho de uma
Câmara Municipal. Republicanamente toda prefeitura tem de dar satisfações pra
seu vereador, que é o representante do povo, sobre a quantas anda ou ficou a
aplicação daquela lei ou requerimento aprovados. Porque o vereador acaba sendo
sacrificado e sem ter como se defender.
leis que são aprovados de grande alcance social e político todos os dias nas
câmaras municipais pelo Brasil. Certo que tem aquelas que pelo despreparo e a
cultura do vereador são verdadeiras peças de vexame, repetidas ou simplesmente
modificadas na redação. Mas grosso modo e, agora vindas de uma nova geração de
políticos, muitos com excelente formação ou experiência, são documentos
importantes pra facilidade da vida urbana, social e democrática.
da Câmara Municipal de Parnaíba, foi aprovado projeto de lei de autoria do
vereador Carlos Alberto Santos Sousa, o Beto, propondo aos órgãos municipais de
saúde e de educação que em conjunto disponibilizem todo ano no início do
período letivo, testes e exames de saúde nos alunos da rede de ensino
municipal. Exames de acuidade visual e auditiva, diabetes, colesterol e de
coração, entre outros.
legislativas da mais alta importância
entre tantas outras que ali são apreciadas no período mensal de trabalhos. Outra peça legislativa importante e
votada na semana passada de autoria do vereador e fisioterapeuta Ricardo Veras
e que trata sobre proteção de animais, sejam aqueles de estimação, os ditos
domésticos, como cães e gatos e se estende pra outras situações como o controle de reprodução e
monitoramento principalmente daqueles criados fora de casa.
que nunca foram ou não estão sendo cumpridas certamente ficaremos estarrecidos.
Porque como disse no início, poucos sãoaqueles que se interessam pelo que se
passa numa sessão legislativa municipal. Agora, se na Câmara Municipal da
Parnaíba e que é bem na cumeeira da casa o sujeito não vai por isto ou mais
aquilo, imagine falar pra ele do que se trata sobre a vida política em Brasília.
E que o Governo Federal faz letra morta.
Marques é jornalista e escritor


Dilma a exemplo de Lula visita o Piauí pela terceira vez, nada trás e nada promete de grandeza. Enquanto Lula e Dilma encheram Pernambuco, Ceará e Maranhão de mega projetos de desenvolvimento, tais como refinarias de petróleo, portos marítimos, cada um com um novo porto, montadoras de automóveis, usinas termelétricas sendo quatro no Ceará e três no Maranhão, levando estrutura elétrica para o desenvolvimento desses estados vizinhos. Para o Piauí, o esquecimento e migalhas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, dinheiro para a compra de móveis e mais 10% de aumento para os miseráveis que eles enganam e humilham, com essa famigerada Bolsa Família.
O governador do Piauí Zé Filho, que não foi recebido pela Presidente Dilma, deixando a recepção, por conta dos ministros Edison Lobão e Mercadante, num humilhante chá de cadeira, num frontal desrespeito ao Piauí, sem perdão. Tivessem a dignidade e soberania, governador, não teria ido receber a Presidente no Piauí, mesmo que tivesse que inventar uma diarréia. Seria a resposta de dignidade, como fez Ciro Gomes, quando foi destratado por Dilma, numa reunião de governadores do nordeste, levando o jovem e corajoso governador do Ceará a sair da reunião, em sinal de protesto ao tratamento grosseiro que acabara de receber.
Mais uma vez um presidente vem ao Piauí, fazer promessas que nunca cumprem. Quantos aqui não estiveram e todos prometeram esse mesmo porto e essa energia de qualidade que chegou ao Ceará e Maranhão, há mais de 20 anos, enquanto rastejamos pedindo e implorando de pires na mão.




















