“Projeto Dengoso” da UESPI realiza medidas preventivas nos criatórios municipais do mosquito da Dengue

Após denúncias feitas em matérias anteriores neste blog, a Professora Doutora Alessandra Torres do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Piauí – UESPI, entrou em contato com os moradores da área verde do Loteamento Conviver Parnaíba IV, no Floriópolis, e, na manhã de hoje, dia 07 de abril, realizou medidas preventivas de combate ao mosquito da dengue, através do Projeto Dengoso, na Área Verde, do referido loteamento, atualmente área alagada, pertencente à Prefeitura Municipal.
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A ação foi coordenada pela Prof.a Dra. Alessandra Torres e realizada juntamente com os discentes do Curso de Ciências Biológicas Felipe Matos, Denilson Veras, Vitória Martins e Breno Raphael, também acompanhada pelo Biólogo Vitor Dourado, Diretor do Centro de Controle de Zoonozes – CCZ, do Município de Parnaíba.
A Professora da UESPI, Sorainy Mangueira, moradora da referida área e que também acompanhou os trabalhos da manhã de hoje, afirma que o ideal seria que não existisse um criatório de mosquitos, principalmente em áreas públicas, já que a população faz um esforço diário para não manter águas paradas em área residencial, o Município também precisa fazer a sua parte, e parabeniza a equipe do Projeto do Curso de Ciências Biológicas da UESPI pelo excelente trabalho no combate a um mosquito que pode causar graves doenças na população, já que o mosquito é o vetor de doenças como dengue, chikungunya e zyka.
PROJETO DENGOSO
O Projeto consiste no controle biológico de larvas de mosquitos em diferentes reservatórios de água.
Os barrigudinhos são peixinhos que se alimentam de larvas de mosquitos. O objetivo deste projeto é realizar o controle biológico das larvas de mosquitos, utilizando o barrigudinho, que é colocado em reservatórios de água, onde o larvicida não é muito eficaz. O peixinho ajuda a economizar o veneno que causa mutação no DNA.
INFORMAÇÕES TÉCNICO-CIENTÍFICAS SOBRE O MOSQUITO DA DENGUE E O PRJETO DENGOSO
De acordo com a Professora Doutora Alessandra Torres, os mosquitos Aedes aegypti e Culex p. quinquefascaitus estão urbanizados. Suas fêmeas, após se alimentarem, realizam a postura dos ovos em ambientes com água poluída ou despoluída, onde as larvas se transformam em pupas e a seguir em adultos. Aedes aegypti é um vetor de diversas doenças entre elas febre amarela, Zika Chicungunha e dengue. Culex p. quinquefascaitus por sua vez é vetor de vírus causadores de diversas encefalites. Os Centros de Controle de Zoonoses (CCZ) / Setor de Endemias realizam ações preventivas para evitar a proliferação desses mosquitos, uma delas é a utilização do veneno organofosforado. Porém, essa ação tem como consequência, a seleção de indivíduos resistentes a esse veneno. O controle biológico com o uso de predadores naturais é uma alternativa que pode ser utilizada sem grandes custos e pouca mão de obra. O uso de peixes é eficiente no controle dos mosquitos, principalmente nas fases de vida aquática do inseto, substituindo, em alguns casos, o uso do inseticida. Os peixes da família Poecilidae são muito frequentes em todas as bacias dos rios da América Latina, incluindo a do Rio Parnaíba e popularmente conhecidos como barrigudinhos, buchudinhos, lebistes, guaru e guppy. Ocupam águas salobra e doce, exigem pouco Oxigênio dissolvido na água, são larvófagos vorazes, se reproduzem rapidamente e originam uma grande quantidade de descendentes; características essas que são importantes para a utilização dos barrigudinhos no controle biológico de mosquitos transmissores de doenças. Na Universidade Federal de Uberlândia, em 2002, foi realizado um experimento no Laboratório de Citogenética Animal, chamado Projeto Dengoso, que consistiu na utilização dos barrigudinhos como uma das formas de controlar a proliferação de mosquitos, incluindo Aedes aegypti e Culex p. quinquefascaitus. Hoje esse projeto é realizado com sucesso pelo CCZ de Uberlândia e está sendo expandido para o Estado do Piauí, em parceria com a EMBRAPA Cocais, CCZs, UESPI, nas cidades de Parnaíba e Campo Maior, com o objetivo de diminuir o impacto ambiental com a redução da aplicação de inseticidas, além de ser uma metodologia eficaz na diminuição de larvas de mosquitos em locais onde a ação do veneno não é eficaz, auxiliando na prevenção de doenças transmitidas por mosquitos. Além disso, ele compreende ações educativas e de conscientização, aplicando teatros e jogos interativos para alunos do ensino fundamental menor e maior no município de Parnaíba. O projeto é uma tecnologia premida pela Fundação Banco do Brasil https://transforma.fbb.org.br/tecnologia-social/projeto-dengoso-utilizacao-de-peixes-no-controle-de-larvas-de-mosquitos (Alessandra Torres)
EM CASO DE ÁREAS ALAGADAS COM A PROLIFERAÇÃO DE MOSQUITOS A POPULAÇÃO PODE COMUNICAR À EQUIPE DO PROJETO DENGOSO ATRAVÉS DOS SEGUINTES CONTATOS:
Professora Doutora Alessandra Torres, Coordenadora do Projeto Dengoso, Whatsapp: (86) 999043838.
Centro de Controle de Zoonozes, Parnaíba-PI, Diretor Vitor Dourado: (86) 3322-5287.

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