
HBM- Hospital Marques Basto: 86 anos de tradição, inovação e excelência no cuidado


Reconhecimento integra o Programa de Avaliação da Rede Credenciada e destaca o compromisso da instituição com a melhoria contínua dos serviços

O Hospital Marques Basto (HMB), em Parnaíba, recebeu uma importante certificação no âmbito do Programa de Avaliação da Rede Credenciada da Unimed. O reconhecimento evidencia o compromisso da instituição com a qualidade dos serviços, a segurança do paciente, a melhoria contínua dos processos e a excelência na assistência à saúde.
A certificação foi emitida pela Fundação Unimed, instituição reconhecida como gestora de programas de qualidade pelo Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar (QUALISS), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A avaliação segue os padrões estabelecidos pela Resolução Normativa nº 510 e integra o programa gerenciado pela Unimed do Brasil.
O resultado reconhece os esforços desenvolvidos pelo HMB para aprimorar suas práticas assistenciais e administrativas, fortalecer a segurança do paciente e oferecer um atendimento cada vez mais qualificado, eficiente e resolutivo.
Para o presidente do HMB, Mirócles Campos Véras Neto, a certificação representa uma conquista coletiva e reforça o compromisso da instituição com a excelência.

“Recebemos esta certificação com muita satisfação, pois ela reconhece o trabalho diário de todos os profissionais que fazem no HMB. É uma conquista construída coletivamente e que reafirma nosso compromisso com a segurança do paciente, a qualidade da assistência e a melhoria contínua dos nossos processos. Continuaremos investindo em boas práticas para oferecer um cuidado cada vez mais seguro, humanizado e eficiente à população”, destacou Mirócles Campos Véras Neto.
A certificação representa mais um marco na trajetória do Hospital Marques Basto, instituição que atua há 86 anos no cuidado à população e continua avançando na qualificação dos serviços, na incorporação de boas práticas e no fortalecimento da assistência à saúde em Parnaíba e em toda a região.


Os meninos não param de agir. O empresário Bruno Santos Leal Campos, apontado nas investigações da Polícia Federal como ligado ao círculo de influência do governador, teria se preparado para mais um negócio envolvendo recursos públicos, segundo mensagens anexadas à investigação da Operação OMNI. De acordo com material revelado pela reportagem de Ribas Durã, da TV Blocão, o empresário teria orientado a criação de uma empresa do setor hospitalar em nome da própria mãe, com capital social de R$ 500 mil, mirando negócios com o Governo do Piauí.

Segundo dados do Portal da Transparência, a Maximus Hospitalar acumulou mais de R$ 10,1 milhões em empenhos do Governo do Piauí entre 2023 e 2026. A investigação da PF apura suspeitas de direcionamento de licitações, superfaturamento e lavagem de dinheiro em contratos da área da saúde. Se as mensagens forem confirmadas, o caso levanta uma questão: quantas empresas e contratos ainda podem aparecer no decorrer das investigações? Por enquanto, as suspeitas seguem sob apuração e não representam condenação dos envolvidos. (Silas Freire)

Há um ano, no dia 27 de agosto de 2025, Penélope Miranda de Brito Castro e o vereador Thiciano Ribeiro da Cruz caminhavam pela Rua Dr. Area Leão, no Centro de Teresina, quando foram perseguidos e surpreendidos por diversos disparos de arma de fogo. O crime chocou o Piauí pela execução.
Ambos não resistiram aos ferimentos e morreram no local. O principal acusado é Francisco Fernando de Oliveira Castro, ex-companheiro de Penélope. Nesta quinta-feira (27), serão realizadas as missas de um ano em memória das vítimas. (Jéssica Machado)

Uma jovem conhecida como Taínara, apelidada de “Tchok” e “Ana Beli”, é suspeita de assaltar uma loja de celulares, consertos e acessórios, a MobileCell, por volta das 15h30 desta terça-feira (25), na Avenida Josias Leodido, próximo à Delegacia de Polícia Civil de Buriti dos Lopes, no Norte do Piauí.
Segundo o proprietário do estabelecimento, a suspeita entrou na loja, mostrou uma faca que estaria presa à cintura para o atendente e fugiu levando um aparelho celular. Antes disso, ela também teria tentado assaltar uma conveniência localizada na Rua Euclides de Miranda, no Beco do Camarão.
Após ser identificada, a jovem foi localizada por policiais militares da 2ª Companhia do 31º Batalhão da Polícia Militar, mas conseguiu fugir para uma área de mata.
Na tentativa de recuperar o aparelho, o proprietário da loja foi até a residência da suspeita para conversar com familiares. Durante a situação, a mãe da jovem teria tentado impedir que o comerciante registrasse imagens. Ainda segundo o relato, a suspeita estaria armada com um facão e teria ameaçado o proprietário.
Até o momento, a jovem, suspeita de cometer o assalto à mão armada, não foi localizada. A Polícia Militar segue realizando buscas na região.

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha | Foto: Reprodução / Redes Sociais
A Polícia Federal aponta que a lobista Roberta Luchsinger buscou a intervenção de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula (PT), para tentar viabilizar negócios de interesse do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, junto ao Ministério da Saúde.
Mensagens encontradas no celular de Roberta mostram movimentações para acelerar negociações envolvendo a contratação de material derivado de canabidiol e de kits para combate à dengue. Nenhum dos dois contratos foi firmado.
Segundo a PF, as conversas indicam que Roberta tentava viabilizar os negócios antes da mudança de Lulinha para a Espanha, em 2025. Em 23 de janeiro daquele ano, ela relatou ao empresário Gustavo Gaspar que Antunes pressionava pela conclusão dos negócios, mas não fazia o mesmo diretamente com Fábio Luís. Na sequência, afirmou que havia tratado do assunto com Lulinha e que seria necessário que ele “se mexesse”.
A Polícia Federal interpretou o diálogo como indicação de que as demandas de Antunes dependeriam da intervenção de Fábio Luís. Gaspar, empresário e ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), também participava das negociações.
Em 27 de janeiro de 2025, Roberta afirmou que buscava “capitalizar” Antunes e pressionava Swedenberger do Nascimento Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde, conhecido como Berger, para acelerar a compra dos kits contra a dengue.
Em uma das mensagens, escreveu: “Correr para o Berger comprar isso logo”.
Para a Polícia Federal, a lobista também indicou que havia urgência porque “Fábio vai embora”, em referência à mudança de Lulinha para o exterior.
Os documentos registram conversas entre Roberta e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. Segundo a investigação, ela tratava dos negócios com o governo desde março de 2024. Naquele mês, Roberta afirmou a Marcola que havia feito Gaspar investir na empresa de canabidiol e pediu que ele pressionasse Berger.
Em maio, escreveu: “Temos q colocar Fábio em cima do berge rsrs”. E Marcola respondeu “blz”.
Em novembro de 2024, Roberta disse a Marcola que Fábio Luís, então em Portugal, havia pedido que ele pressionasse Berger sobre os negócios. As conversas mencionam um churrasco para o qual Roberta pediu que Marcola levasse o então secretário-executivo.
Antônio Camilo Antunes tornou-se posteriormente um dos principais alvos da Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades em benefícios de aposentados e pensionistas. Ele está preso desde setembro de 2025. Gaspar atualmente cumpre prisão domiciliar.
A defesa de Marco Aurélio Ribeiro afirma que ele jamais intermediou negociações ou encaminhou documentos relacionados a compras ou licitações no Ministério da Saúde, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou em outros órgãos. Segundo a defesa, a ausência de acesso à íntegra dos autos e os vazamentos de trechos da investigação estariam sendo usados para distorcer os fatos e interferir no processo eleitoral.(Diário do Poder)

Convidamos você, docente, colaborador e aluno (a) a participar de uma *Palestra sobre Violência Contra à Mulher*, que acontecerá nos dias:
* *27/08 às 09 horas – quinta-feira;*
* *27/09 às 15 horas – quinta-feira.*
No auditório do SENAI.
Você é nosso (a) convidado (a) especial!! Não esqueça, um momento super enriquecedor, com presença de palestrantes especialistas na área. Contamos com sua participação!! Até mais!!

A relação de Rafael Fonteles com uma lobista hoje investigada no escândalo do INSS ganhou um registro que não pode ser ignorado. Em 2022, Roberta Luchsinger apareceu em clima de intimidade ao lado de Rafael Fonteles e Wellington Dias e fez campanha aberta para eleger o atual governador do Piauí.

A fotografia foi publicada pela própria Roberta e voltou a circular justamente agora, depois que seu nome passou a aparecer nas investigações que atingem o esquema bilionário de fraudes contra aposentados do INSS e as relações dela com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A Polícia Federal investiga, inclusive, mensagens nas quais Roberta teria pedido a intervenção de Lulinha para tentar viabilizar negócios de interesse do empresário conhecido como “Careca do INSS”.
Na época da eleição, Roberta não era uma figura do Piauí. Mesmo assim, pediu votos para Rafael e, após a vitória, recebeu agradecimento do próprio perfil do governador. O Poder360 destaca justamente a exposição pública dessa proximidade.
A história não terminou na campanha. Já em 2023, quando Wellington Dias havia deixado o governo do Piauí para assumir o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Roberta esteve no ministério. Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que ela esteve 17 vezes na pasta entre 2023 e 2024, segundo levantamento publicado pelo Portal AZ.
Não há, até o momento, acusação contra Rafael Fonteles por participação no esquema do INSS. Mas a fotografia de 2022 expõe uma proximidade política que hoje ganha outro peso: o governador pediu e recebeu apoio de uma lobista que posteriormente passou a ser investigada em um dos maiores escândalos de corrupção envolvendo dinheiro de aposentados no país.
A pergunta é inevitável: o que aproximou Roberta Luchsinger da cúpula política do Piauí antes de ela aparecer no centro das investigações que agora alcançam também o círculo de Lulinha?(Portal Encarando)
O candidato ao governo do Piauí pelo Democracia Cristã, o professor Jurity, defendeu nesta quarta-feira (26), em entrevista, um plano de recuperação econômica do estado baseado na parceria direta com os municípios, modelo que classificou como “governador-prefeito”. Ele também criticou a gestão do governador Rafael Fonteles, citando o uso de empréstimos para financiar investimentos.

Candidato ao governo pelo DC, Professor Jurity defende parceria com municípios.
“Seremos da mesma escola de Alberto Silva, que foi o maior governador-prefeito da história do Piauí. Então nós seremos governador-prefeito para Teresina e para as grande cidades do Piauí, que precisa do apoio, da parceria com o governo do estado.”
Ao avaliar o cenário econômico, Jurity questionou a eficiência da atual administração estadual e defendeu que o valor captado em empréstimos recentes poderia ter sido direcionado a obras estruturantes, como a interligação ferroviária do Piauí.
“Nós temos aí R$ 22 bilhões de empréstimo que daria pra gente fazer uma ferrovia do Porto, que ainda não funciona, mas um dia ele vai funcionar, até Bom Jesus. Nós temos a proposta de recuperar toda a economia do estado e transformá-lo.”
O candidato afirmou ainda que pretende descentralizar o crescimento econômico, integrando o território piauiense a partir de investimentos que começariam pela capital. “O nosso objetivo inicial é Teresina e daqui nós vamos fazer essa grandeza do Piauí de norte a sul do estado.”(O Dia)
Ciro Nogueira e Raimundo Neto concentram 47,7% dos bens declarados pelos 14 candidatos incluídos no levantamento; juntos, têm quase três vezes o patrimônio do núcleo Castro, segundo colocado
O senador Ciro Nogueira e o irmão, Raimundo Neto, aparecem isolados na liderança do ranking patrimonial das famílias políticas do Piauí com candidaturas registradas nas eleições de 2026. Os dois declararam à Justiça Eleitoral bens avaliados em R$ 53.816.988,21.

Candidato à reeleição para o Senado, Ciro informou patrimônio de R$ 34.610.258,62. Raimundo Neto, escolhido como primeiro suplente na chapa do irmão, declarou R$ 19.206.729,59.
O total dos irmãos é R$ 34.879.215,59 superior ao do núcleo Castro, que ocupa a segunda posição no recorte atual, com R$ 18.937.772,62. Na prática, Ciro e Raimundo Neto reúnem um patrimônio 2,84 vezes maior que o dos dois candidatos Castro já contabilizados.
A distância é semelhante em relação à família Junqueira, terceira colocada, com R$ 18.280.134,26. Nesse caso, a soma dos Nogueira é 2,94 vezes maior.
Cada irmão supera isoladamente os demais grupos
O contraste fica ainda mais evidente quando os valores são analisados individualmente. Com R$ 34,6 milhões, Ciro Nogueira sozinho possui patrimônio declarado superior ao total de qualquer outro núcleo familiar incluído no levantamento.
Raimundo Neto também supera, individualmente, todos os demais grupos considerados até agora. Seus R$ 19,2 milhões ficam R$ 268.956,97 acima da soma de Marcelo Castro e Castro Neto, atualmente em segundo lugar.
O resultado é especialmente significativo porque Raimundo Neto concorre como primeiro suplente, enquanto o patrimônio dos demais grupos reúne, em vários casos, candidatos a diferentes cargos.
| Grupo político ou familiar | Bens declarados | Distância para os Nogueira |
| Irmãos Nogueira | R$ 53.816.988,21 | – |
| Núcleo Castro | R$ 18.937.772,62 | R$ 34.879.215,59 |
| Família Junqueira | R$ 18.280.134,26 | R$ 35.536.853,95 |
| Flávios | R$ 7.945.978,21 | R$ 45.871.010,00 |
| Família Lima | R$ 7.113.461,40 | R$ 46.703.526,81 |
| Família Sampaio | R$ 6.824.567,83 | R$ 46.992.420,38 |
Quase metade de todo o patrimônio analisado
Os 14 nomes considerados no levantamento declararam, juntos, R$ 112.918.902,53. Desse montante, 47,7% pertencem apenas a Ciro Nogueira e Raimundo Neto.
Os outros 12 candidatos, somados, possuem R$ 59.101.914,32. Isso significa que todos os demais nomes reunidos superam os dois irmãos em apenas R$ 5.284.926,11.
No núcleo Castro, Marcelo Castro declarou R$ 16.046.199,10, enquanto Castro Neto informou R$ 2.891.573,52.
Na família Junqueira, Tiago Junqueira concentra todo o valor do grupo, com R$ 18.280.134,26. Primeira suplente na chapa, Jhamya Junqueira declarou não possuir bens.
Em seguida aparecem Flávio Nogueira Júnior e Flávio Nogueira, que somam R$ 7.945.978,21. A família Lima, formada por Júlio César, Georgiano e Júlio César Filho, reúne R$ 7.113.461,40. Já o grupo composto por Themístocles Filho e os filhos Marcos Aurélio e Felipe Sampaio soma R$ 6.824.567,83.
Comparado a esses três últimos grupos, o patrimônio dos irmãos Nogueira é entre 6,8 e 7,9 vezes maior.
As informações patrimoniais são fornecidas pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral e podem ser consultadas no DivulgaCandContas, sistema oficial do Tribunal Superior Eleitoral. Os valores declarados não correspondem necessariamente ao preço atual de mercado dos bens, e a comparação patrimonial, isoladamente, não representa indício de irregularidade.(Sebastian Eugênio)

É preciso aumentar a bancada de deputados na ALEPI com panaibanos raiz

Além da Gracinha Mão Santa, do Dr. Hélio Oliveira, que já são deputados estaduais e estão na luta pela reeleição, Parnaíba precisa aumentar sua representatividade na Assembleia Legislativa com gente que a gente conheça, que não tenha envolvimento com falcatruas, com enriquecimento ilícito; que tiveram a chance que exercerem, por exemplo, um mandato executivo e meteram os pés pelas mãos, usando o mandato para ficaram ricos. Ilicitamente, diga-se. É o caso de ex-prefeitos de cidades vizinhas que rondam Parnaíba de olho nos votos, apenas.

Bom seria se o parnaibano enxergasse o trabalho silencioso, humilde, que vem fazendo o ex-vereado Ricardo Veras(PSD), que está também em campanha, pela segunda vez, buscando um assento no Poder Legislativo Estadual. Sem a estrutura de outros, que se dão ao luxo de dizerem que têm 3, 4, 5 vereadores do lado deles. Que outro ex-vereador fez ou faz isso? Infelizmente, o vereador de Parnaíba dá demonstrações claras de que usa o mandato para ganhar dinheiro de candidatos de fora, quando a eleição não é a dele próprio. Vendem os votos que não possuem. E com isso fazem caixa para suas campánhas, dois anos na frente.

Por que a região de Picos já elegeu até 5 candidatos a deputado estadual e Parnaíba, a Planície Litorânea, não pode fazer o mesmo? Por que a bancada parnaibana, nos últimos anos não vai além da eleição de dois deputados, quando já houve um tempo que possuia 4 representantes na Assembleia? Talvez porque naquele tempo não existiam vereadores venais, que se transformam em meros cabos eleitorais de candidatos de fora, em detrimento dos interesses da cidade. Se não ganharem o dele$ não se esforçam para ajudarem, pedirem votos, para um colega ou ex-colega seu de Câmara. Zero espirito de coletividade. Melhor votar nas aves de rapina, cuja palavra vem do latim rapere que significa raptar, roubar ou pegar à força. E assim eles levam os votos que poderiam ser dados a candidatos que conhecem Parnaíba, gostam dela de verdade e não apenas da boca pra fora.

A campanha de Ricardo Veras é simples, como ele foi, seguindo o exemplo do seu falecido pai, ex-vereador Batista Veras. Ele quer dá ao parnaibano sério, que não vende o voto, uma opção a mais. E, por trás de tudo, o desejo de contribuir com sua cidade, com o seu Estado, com já vem contribuindo na condição de servidor público. “É um forma também de exercer a minha cidadania, do lado certo, sem preferir o caminho torto da desonestidade, da busca do poder a qualquer custo”- destaca.

Estudantes da rede municipal de ensino de Parnaíba participam do concurso de redação Operação Cisne Branco, uma iniciativa realizada em parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e a Marinha do Brasil. A atividade envolve alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e busca desenvolver criatividade, escrita, leitura e capacidade de argumentação.
Para o ensino fundamental, o tema deste ano é “Por que o mar é importante para o futuro do Brasil?”. A proposta é estimular os estudantes a refletirem sobre o papel do mar para o país e a organizarem suas ideias por meio da produção textual. A Secretaria Municipal de Educação mobiliza as escolas para ampliar a participação dos alunos e fortalecer o uso da língua portuguesa no processo de aprendizagem.
Segundo o capitão dos Portos do Piauí, Hilcelio Rezende de Freitas, o concurso representa uma oportunidade para reconhecer o desempenho dos estudantes e valorizar as habilidades desenvolvidas em sala de aula. Os primeiros colocados receberão notebooks, visita ao Navio-Veleiro Cisne Branco, prêmio do Comando do Distrito Naval e o troféu Cisne Branco.
A técnica de Língua Portuguesa da Secretaria Municipal de Educação, Val Araújo, destaca que o domínio da escrita contribui para a formação acadêmica e para a capacidade dos alunos de expressarem ideias, opiniões e conhecimentos. Nesse sentido, atividades de leitura e produção textual integram o processo de formação dos estudantes.
A entrega das redações pode ser feita até 30 de setembro. Dez escolas da rede municipal de Parnaíba já estão inscritas. O concurso também recebe trabalhos de estudantes do ensino médio e de escolas particulares, ampliando a participação e criando novas oportunidades para o desenvolvimento da produção escrita.



Teresina vive um momento que pode ser percebido a olho nu: lojas fechando as portas, estabelecimentos reduzindo operações e trabalhadores perdendo seus empregos. O comércio da capital, especialmente o pequeno e médio varejo, sente os efeitos de uma economia cada vez mais pressionada pelos custos. Exemplos não faltam. Algumas unidades da Drogarias Globo foram fechadas, deixando dezenas de trabalhadores sem emprego. O grupo Pintos, tradicional no comércio piauiense, também encerrou atividades em algumas unidades. No Centro de Teresina, a Marisa fechou sua loja, contribuindo para o esvaziamento comercial da região e deixando trabalhadores desempregados.

E não são apenas as grandes marcas. No comércio de bairros, pequenas lojas, muitas delas pouco conhecidas do grande público, também vêm baixando as portas. São empreendedores que não conseguem mais sustentar aluguel, folha de pagamento, fornecedores e uma pesada carga tributária. O ICMS é apontado pelos empresários como um dos principais fatores de pressão. O Piauí trabalha com uma alíquota modal próxima de 22%, uma das mais altas do país, ficando atrás apenas do Maranhão. Para o pequeno empreendedor, a conta é simples: quanto maior o imposto, menor a margem para investir, contratar e sobreviver.
O resultado é uma contradição preocupante. Enquanto o discurso oficial fala em desenvolvimento, incentivo ao empreendedorismo e geração de empregos, o que se vê nas ruas de Teresina é comércio fechando, trabalhadores sendo dispensados e pequenos negócios desaparecendo. O Piauí corre o risco de transformar uma das maiores cargas de ICMS do Brasil em uma marca do seu modelo econômico. Porque imposto alto pode aumentar a arrecadação do governo, mas, quando sufoca quem produz, vende e emprega, também pode fechar portas literalmente. (Silas Freire)
O empresário Valdeci Cavalcante, presidente da Fecomércio-PI, voltou a fazer críticas ao modelo de desenvolvimento adotado no Piauí. Segundo ele, o Estado continua apresentando uma situação preocupante: o número de pessoas beneficiárias do Bolsa Família seria quase o dobro do contingente de trabalhadores com carteira assinada. Para Valdeci, esse cenário não pode ser apresentado como sinônimo de desenvolvimento. Afinal, desenvolvimento sustentável pressupõe geração de emprego, renda, autonomia e oportunidades para que as pessoas possam viver do próprio trabalho.

A crítica é dura, mas merece reflexão. Se um Estado precisa manter um contingente de beneficiários de programas sociais muito superior ao de trabalhadores formalizados, há algo estrutural que precisa ser discutido. Benefício social é fundamental para quem precisa, mas não pode substituir permanentemente emprego e renda. O discurso oficial de desenvolvimento, portanto, precisa ser confrontado com a realidade econômica e social.
Um Piauí em que a dependência de benefícios sociais supera amplamente a quantidade de empregos formais corre o risco de transformar assistência em dependência. Como resumiu Valdeci, isso não seria desenvolvimento. E a imagem é ainda mais forte: um Estado que não consegue libertar sua população da dependência permanente de benefícios corre o risco de manter seus cidadãos economicamente escravizado. (Silas Freire)
Por: Livia Pesoa
Faltando 40 dias para as Eleições 2026, as agendas dos principais nomes da disputa presidencial mostram ausência de paradas no Piauí. Até o momento, nem a assessoria do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem a de Flávio Bolsonaro (PL) confirmaram compromissos de campanha no estado. O que chama atenção é que lideranças locais de ambos os lados, admitem, nos bastidores, não saber se ou quando os presidenciáveis pisarão em solo piauiense.

A ausência é um cálculo político que passa pelo tamanho do eleitorado e de cada voto. Para Lula, o Piauí é solo fértil e histórico. Em 2022, o petista alcançou 74,25% dos votos válidos no primeiro turno, contra 19,9% de Jair Bolsonaro. Sob o palanque do governador Rafael Fonteles, a vinda de Lula cumpre menos o papel de “converter” e mais o de reenergizar a militância tradicional, além de abrir diálogo com um eleitorado jovem que não vivenciou o Lula 1 e 2 (2002-2010) e demonstra menor crença ao discurso do governo atual.
Já para Flávio Bolsonaro, o cenário exige fôlego. Sem o apoio explícito de Joel Rodrigues, que segue a mesma neutralidade do Progressistas nacional, o candidato bolsonarista teria em unanimidade apenas o palanque do PL Piauí. No entanto, Teresina possui setores médios que convergem com pautas conservadoras sociais e liberais econômicas, e a ausência do candidato na campanha pode evitar a construção de pontes no Nordeste e o fortalecimento do espólio político da direita para o futuro.
O eleitorado piauiense pode não ser o maior do país em volume absoluto, mas a presença física dos candidatos sinaliza prestígio e prioridade. No jogo eleitoral, espaço vazio é preenchido pelo esquecimento. Afinal, time que não entra em campo não tem torcida.