Um detalhe não passou despercebido nas redes sociais do governador Rafael Fonteles. O bordão repetido quase diariamente ao final de vídeos e agendas “nós trabalhando, Deus abençoando e os contra falando” simplesmente desapareceu das últimas manifestações do governador. A mudança ocorreu depois do debate da TV Cidade Verde, quando o candidato Jureti aproveitou o conhecido lema para fazer um duro trocadilho político: “Nós trabalhando, Deus abençoando e os Rafa Boys roubando.”
A provocação transformou justamente uma marca da comunicação de Rafael em munição para os adversários. Nos bastidores, a leitura é de que o marketing teria recomendado abandonar o bordão para evitar a repetição e a repercussão do trocadilho. Coincidência ou estratégia, o fato é que o “mantra” que acompanhava Rafael diariamente sumiu. O adversário mexeu no bordão e o bordão saiu de cena. (Silas Freire)
“É totalmente diferente do que se vê na propaganda”, diz Joel em programa eleitoral que mostra realidade sobre a saúde pública no Piauí
A realidade da saúde pública do Piauí foi tema do programa eleitoral de Joel Rodrigues exibido no rádio e na TV nesta quarta-feira (9). O candidato apresentou relatos de piauienses que enfrentam meses de espera por atendimento e longas viagens em busca de tratamento especializado.
“Nos últimos anos, eu tive a oportunidade de andar os 224 municípios do Piauí. E o que eu encontrei é totalmente diferente do que você vê todo dia na propaganda do governador Rafael”, afirmou Joel, que garante ter propostas para resolver problemas como estes relatados em seu programa eleitoral.
Os depoimentos mostraram pacientes relatando sofrimento e desesperança diante da demora. Além de exibir reportagens na imprensa local onde apareceram muitos piauienses reclamando da situação da saúde pública estadual. Muitos piauienses têm deixado suas cidades para conseguir atendimento em Teresina.
A situação chegou a ser classificada como “desumana” pelo diretor do Ministério da Saúde, Fernando Figueira, também ouvido no programa. Joel ainda questionou a divulgação do Governo do Estado de que o tempo médio de espera por cirurgias eletivas teria caído para 29 dias, citando relatos de piauienses nos próprios comentários da publicação do governador que apontam uma realidade diferente.
Para o candidato, a saúde precisa de mudanças estruturais, com investimentos e descentralização do atendimento.
“É totalmente diferente do que se vê na propaganda. Vamos reestruturar todos os nossos hospitais regionais, facilitar o acesso às especialidades e aos exames de imagem”, afirmou.
Joel reforçou que a proposta é aproximar os serviços especializados da população e reduzir as filas de regulação e os deslocamentos para Teresina. “É por você e por tantos outros que estão na fila que nós estamos aqui como candidato a governador”.(parlamentopiaui)
A candidata à reeleição à Assembleia Legislativa do Piauí, Gracinha Mão Santa (MDB), avaliou o cenário político do Piauí e afirmou que o governador Rafael Fonteles apresentou amadurecimento, evolução administrativa e entregas durante a gestão. Em uma análise sobre a disputa eleitoral, ela também criticou o campo oposicionista e disse que falta uma candidatura capaz de apresentar um projeto de mudança com responsabilidade e condições reais de execução.
Gracinha Mão Sant/Foto: Conecta Piauí
Segundo Gracinha, o eleitor estaria acompanhando uma gestão com resultados e, ao mesmo tempo, não encontraria uma oposição preparada para apresentar uma alternativa consistente ao atual governo.
“Você viu um amadurecimento, você viu uma evolução e você está vendo entrega”, afirmou.
A candidata destacou que, na avaliação dela, fazer oposição não significa apenas se posicionar contra o governo, mas apresentar uma proposta capaz de convencer a população de que existe um caminho melhor para o Estado.
“Você não está vendo concorrente com responsabilidade e compromisso que diga assim: eu não sou oposição por oposição, eu sou uma oposição que quero transformar e tenho condições de transformar. São duas coisas diferentes”, declarou.
A fala de Gracinha ocorre em meio à disputa pelo Governo do Piauí e reforça uma avaliação de que a oposição ainda busca consolidar um discurso capaz de rivalizar com a gestão de Rafael Fonteles. A candidata também já havia feito críticas ao grupo liderado pelo Progressistas e ao nome de Joel Rodrigues, apontando que a candidatura não representaria uma mudança de projeto político.(Alessandra Fonseca)
As eleições de 2026 para o Senado Federal acontecem em 4 de outubro, com 54 das 81 cadeiras em disputa. São duas vagas em cada estado e no Distrito Federal. Entre os atuais senadores, 32 buscam a reeleição, enquanto 9 concorrem a outros cargos ou como suplentes. Outros 13 não participam das eleições.
A renovação se dá porque o mandato de senador dura oito anos. As eleições alternam a escolha de um terço e dois terços dos parlamentares a cada quatro anos. Neste pleito, serão escolhidos dois senadores por unidade da Federação. Não há segundo turno.
Entre os parlamentares que disputam a reeleição estão Ciro Nogueira (PP-PI), Renan Calheiros (MDB-AL), Humberto Costa (PT-PE) e Jaques Wagner (PT-BA). Outros, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), buscam cargos diferentes, incluindo a presidência.
Das 27 cadeiras que não estão em disputa, algumas têm seus ocupantes concorrendo a governos estaduais, como Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR). O resultado dessas disputas pode impactar temporariamente a composição do Senado.
Confirmadas as previsões, o Senado passará por significativas alterações. Pelo menos 22 dos atuais senadores em disputa não retornarão em 2027, o que pode aumentar dependendo do êxito eleitoral dos candidatos à reeleição.
Viviane Barci ao lado do marido, ministro do STF Alexandre de Moraes. (Foto: Antonio Augusto/TSE).
Contratos firmados pelo escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados — que tem como sócia Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes — com o Banco Master e outra empresa ligada a Daniel Vorcaro foram disponibilizados no site do Supremo Tribunal Federal na madrugada desta sexta-feira (11), minutos depois de o ministro André Mendonça determinar a retirada do sigilo de inquéritos e petições do caso, atendendo solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin. Pelo menos dois documentos foram divulgados na íntegra. O principal, assinado em 2024, previa a prestação de serviços ao Banco Master por três anos. O objeto incluía a implantação, acompanhamento e aprimoramento contínuo de um “programa de integridade” (compliance), além de “consultoria estratégica e jurídica” em inquéritos policiais na Polícia Federal e nas Polícias Civis, bem como em procedimentos administrativos perante o Banco Central, a Receita Federal e o Cade. Também contemplava a atuação em processos judiciais em todas as instâncias. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo. O contrato estabelecia a organização de cinco núcleos de atuação conjunta (estratégica, consultiva e contenciosa) junto ao Judiciário, Ministério Público, polícias, órgãos do Executivo e acompanhamento de projetos de lei de interesse do banco. Os serviços se estendiam ainda aos sócios e acionistas controladores da instituição. Os honorários foram fixados em 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos cada (equivalente a R$ 3.646.529,77 brutos, já considerados os tributos). O valor total previsto era de cerca de R$131 milhões. Segundo análise da Polícia Federal sobre metadados de arquivo encontrado no celular de Vorcaro, Alexandre de Moraes teria feito edições na minuta antes da assinatura. O segundo contrato tornado público previa serviços do mesmo escritório à Viking Participações Ltda., outra empresa de Vorcaro, com pagamentos de R$50 milhões líquidos em três anos. O escritório Barci de Moraes afirma que não houve irregularidades. Em notas anteriores, a banca informou que o setor de compliance consultou o ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia-diretora, para verificar eventuais impedimentos legais — como processos do Master sob sua relatoria. Como ele nunca julgou causas envolvendo o banco, o contrato foi assinado e os serviços prestados entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, quando o Banco Central liquidou a instituição. A equipe teria realizado 94 reuniões (79 presenciais na sede do banco) e produzido 36 pareceres, com 15 advogados do escritório e apoio de outras bancas especializadas. A defesa reitera que nunca atuou em processos do Master no STF. O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi alvo da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. Vorcaro foi preso e a instituição liquidada em novembro de 2025. O caso gerou intensa disputa no STF sobre sigilo de documentos e proximidade entre envolvidos.(Diário do Poder)
Político não deveria exercer mais de quatro anos de carreira. A renovação de nomes e lideranças é importante para impedir que a política se transforme em profissão permanente e que o poder fique concentrado nas mesmas mãos por décadas.
A política deveria ser uma passagem pelo serviço público, e não um projeto de vida baseado na permanência no poder.
Poderfamiliar
Familiares até o terceiro grau também não deveriam participar de campanhas políticas para qualquer processo eletivo. A política não pode ser transformada em patrimônio de família.
A pergunta que se faz é: qual político teria coragem de trabalhar por um projeto que acabasse com essa aberração? Quem estaria disposto a limitar o próprio poder e o de seus familiares em nome do interesse público?
Monarquiasemcetroecoroa
Querem transformar a política brasileira em uma espécie de monarquia, sem cetro e coroa, na qual o poder passa de uma geração para outra dentro das mesmas famílias.
Qualpolíticosehabilita?
Mandatos, influência e estruturas políticas não deveriam ser tratados como patrimônio familiar. A democracia precisa de renovação, alternância e oportunidade para novas lideranças.
Mas qual o abençoado teria coragem de romper com esse modelo, inclusive quando o benefício estiver dentro da própria família?(Portalaz)
Câmeras de segurança flagraram na manhã desta quinta-feira (10/09) um homem furtando calcinhas em uma loja de lingerie no Centro de Parnaíba. O caso aconteceu enquanto a loja estava em funcionamento.
Câmeras flagram homem furtando calcinhas em loja de lingerie no Centro de Parnaíba
Foto: Reprodução
Nas imagens é possível ver o homem pegando várias calcinhas, embolando na mão e escondendo no bolso da calça. A ação se repete por mais de uma vez. Quando a vendedora aparece para atender, ele disfarça e age normalmente, simulando estar interessado em uma compra.
O prejuízo ainda está sendo contabilizado pela proprietária, que deve registrar um Boletim de Ocorrência.(Conecta Piaui)
Um novo escândalo envolvendo uma construtora piauiense chegou à mídia nacional. O UOL noticiou que a Construtora Jurema venceu contratos no Piauí que chegam a R$ 2 bilhões. A empresa é propriedade de João Costa e Castro, irmão do senador Marcelo Castro (MDB).
De acordo com o portal, a Jurema teria recebido ao menos R$ 179 milhões de pagamentos em emendas parlamentares, dos quais 124 milhões estariam vinculados ao parlamentar.
Marcelo Castro (Foto: Pedro França/Agência Senado)
Um pagamento de R$ 11 milhões ocorreu no último dia 3 de julho, por obras da rodovia PI-391, na cidade de Uruçuí, com R$ 74 milhões em emendas de comissão apoiadas por Castro. A rodovia rendeu R$ 167 milhões em contratos para a Jurema. O diretor do DER-PI (Departamento de Estradas de Rodagem no Piauí), Leo Sobral, ainda agradeceu, no último dia 29 de abril, ao senador pelo envio do dinheiro, por meio de uma publicação no instagram.
“Isso só é possível graças ao trabalho desse time liderado por esse time liderado pelo governador Rafael Fonteles, o presidente Lula, nossa bancada federal através do senador Marcelo Castro, que colocou recursos para essa obra”, agradeceu.
Ao todo, R$ 74 milhões em emendas de comissão foram enviados para a obra, dividos em R$ 19 milhões para a segunda fase e R$ 55 milhões para a terceira.
O outro lado
Na matéria do UOL também consta uma resposta do senador, alegando não ter influência na escolha das empresas responsáveis por executar os serviços. O emedebista afirmou que a definição das emendas não é necessariamente um direcionamento.
Confira a resposta na íntegra:
O senador Marcelo Castro atua na destinação de recursos para obras e investimentos no Piauí, mas não participa, em nenhuma hipótese, da escolha das empresas responsáveis por executar os serviços. Essa definição cabe exclusivamente ao órgão responsável pela obra, por meio de processo licitatório.
O senador não participa da elaboração do edital, da habilitação das empresas, do julgamento das propostas ou da contratação. No caso citado pela reportagem, é importante esclarecer ainda que se trata de uma emenda de comissão, instrumento de caráter coletivo, e não de uma emenda individual do senador Marcelo Castro.
Portanto, a destinação de uma emenda para determinada obra não significa que os recursos sejam destinados a uma empresa específica. Logo, é incorreto afirmar que o senador destinou recursos à empresa mencionada na reportagem, uma vez que a escolha da contratada é feita, por licitação, pelo órgão responsável.(Guilherme Freire)
Durante uma agenda na cidade de Pedro II, o senador e candidato à reeleição Ciro Nogueira (Progressistas) ao lado do candidato a governador Joel Rodrigues, recebeu o reconhecimento por ser o parlamentar com mais resultados entregues no Piauí.
A reunião, que aconteceu na noite desta quarta-feira (09), na cidade natal de sua família, contou com a presença de centenas de apoiadores e lideranças políticas do município.
Foto: Divulgação/Ascom
Agenda de Ciro Nogueira em Pedro II
Durante o encontro, Ciro Nogueira destacou sua atuação política e afirmou que, entre os candidatos que disputam uma vaga no Senado, nenhum teria trabalhado mais pelo Piauí do que ele.
Foto: Divulgação/Ascom
Agenda de Ciro Nogueira em Pedro II
“Eu tenho muito orgulho de ser o político que mais destinou recursos para esse estado. Você pode analisar, dentre os outros candidatos, eu sou o que mais trabalhei por esse estado destinando recursos para as prefeituras e transformando a vida das pessoas”, afirmou o senador.
Em seu discurso, Ciro também ressaltou a destinação de recursos para municípios piauienses, apontando os investimentos como parte de sua atuação em favor do desenvolvimento do estado. A agenda em Pedro II repercutiu a força política de Ciro Nogueira em todos os municípios do estado. (Gp1)
O ipê-amarelo se tornou símbolo da prevenção ao suicídio no Piauí por meio da Lei nº 8.570, de 2025, de autoria do deputado estadual Francisco Limma. A legislação também incentiva o plantio da árvore durante o mês de setembro, período em que é realizada a campanha Setembro Amarelo, voltada à prevenção do suicídio e à valorização da vida.
A proposta estabelece que o plantio do ipê-amarelo seja incentivado em escolas, parques, vias públicas e outros espaços públicos e privados. A iniciativa prevê ainda que o cultivo da árvore seja associado a atividades de conscientização sobre saúde mental, como campanhas informativas, palestras e rodas de conversa.
No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado nesta quinta-feira (10), Limma destacou a importância de ampliar o debate sobre saúde mental e fortalecer ações de acolhimento e cuidado.
“Nossa proposta é associar o plantio a atividades de conscientização sobre saúde mental, como campanhas de informação, palestras e rodas de conversa, ampliando o debate sobre prevenção e valorização da vida”, afirmou o deputado.
Deputado estadual Francisco Limma | Foto: reprodução
Ipê-amarelo como símbolo
A escolha da árvore está relacionada à capacidade do ipê-amarelo de florescer mesmo depois de períodos de seca. Para Limma, essa característica pode representar uma mensagem de esperança e a possibilidade de encontrar apoio diante de momentos difíceis.
“A imagem do ipê-amarelo, que floresce com força depois de enfrentar períodos difíceis, ajuda a nos lembrar que sempre é possível encontrar acolhimento, cuidado e novos caminhos”, declarou.
A legislação busca utilizar o símbolo também como forma de estimular conversas sobre saúde mental em diferentes espaços. A intenção é que o plantio esteja acompanhado de ações que levem informação à população e contribuam para reduzir o preconceito relacionado ao sofrimento emocional.7
Ipê-amarelo | Foto: reprodução
Prevenção e valorização da vida
Durante o Setembro Amarelo, instituições de saúde e organizações reforçam a importância de falar abertamente sobre saúde mental e de incentivar a busca por ajuda profissional quando necessário.
Para o deputado, a prevenção depende também da capacidade de identificar sinais de sofrimento e oferecer acolhimento às pessoas que precisam de apoio.
“Precisamos falar sobre saúde mental sem preconceito e fortalecer uma rede capaz de perceber quem está sofrendo e oferecer ajuda no momento certo. Toda vida importa, e cuidar das pessoas é uma responsabilidade de todos nós”, afirmou Limma.
A Lei nº 8.570/2025, ao estabelecer o ipê-amarelo como símbolo da prevenção ao suicídio no estado, une o plantio da árvore a iniciativas de conscientização durante o mês dedicado à valorização da vida.(Piauihoje)
Candidatos da base do governo que concorrem com Vinicius Dias a uma cadeira na Assembleia Legislativa comentam ter detectado sinais de que o médico Vinicius Dias, filho do ministro Wellington Dias, “não será tão bem votado assim”.
Wellington Dias e Vinicius Dias
Reação silenciosa
O mesmo parlamentar que fez a análise sobre suposto desencanto de Carlos Augusto com Wellington disse a este repórter ter sentido um movimento silencioso de reação de candidatos a estadual às alegadas investidas do ministro sobre os concorrentes.
Acordos refeitos
A reação seria “passar de volta” nos caminhos supostamente percorridos por Wellinton Dias para refazer acordos mais vantajosos que os acertados pelo ministro. (Feitosa Costa)
Os números são públicos e colocam uma cifra bilionária sob os holofotes. Levantamento realizado a partir dos registros públicos aponta que Solução, Poty e Soma, juntamente com consórcios dos quais participam, somam R$ 2,721 bilhões em 199 contratos com o Poder Executivo do Piauí desde 2023. No centro desse levantamento aparecem dois nomes muito próximos do governador Rafael Fonteles: Felipe de Santana Machado, o Felipinho, identificado por diferentes veículos locais como amigo próximo e até “um dos melhores amigos” do governador, e Francisco da Costa Araújo Filho, o Araujinho, sogro de Rafael Fonteles. Felipinho está ligado à Solução e à Poty. Somente essas duas construtoras assinaram R$ 1,647 bilhão em contratos, o equivalente a 60,5% dos R$ 2,721 bilhões apurados no levantamento.
E há outro dado: levantamento feito sobre os empenhos estaduais apontou R$ 720,9 milhões pagos às duas empresas de Felipinho em aproximadamente três anos e meio, sendo R$ 554,2 milhões para a Solução e R$ 166,7 milhões para a Poty. Outros R$ 229,2 milhões foram identificados em pagamentos a dois consórcios que levam o nome de uma dessas empresas. Do outro lado está Araujinho, sogro do governador e ligado à Construtora Soma. Outro levantamento sobre a base de empenhos estaduais apontou R$ 240,9 milhões em 343 notas de empenho, considerando empresas, consórcios e registros em nome próprio associados ao empresário entre janeiro de 2023 e agosto de 2026. A concentração é especialmente forte em obras de infraestrutura.
Gov. Rafael, o sogro Araujinho e Felipinho
Dos R$ 2,721 bilhões em contratos identificados no levantamento das três construtoras e seus consórcios, R$ 2,647 bilhões — 97,3% — estão relacionados a pavimentação, incluindo asfalto, estradas vicinais e calçamento. E não se trata apenas de números que nunca chegaram aos órgãos de fiscalização. Em junho de 2026, o Tribunal de Contas do Estado determinou cautelarmente a suspensão de obras do Contrato nº 079/2024, da Secretaria de Transportes com a Construtora Solução, no valor de R$ 73,6 milhões, após fiscalização apontar, entre outros problemas, possível superfaturamento de aproximadamente R$ 2,45 milhões relacionado à metodologia de execução e pagamento de meio-fio. A empresa ligada ao sogro do governador também entrou no radar do Ministério Público do Piauí, que instaurou procedimento para apurar possíveis irregularidades em contratos do DER com a Construtora Soma.
A existência dessas apurações, é importante registrar, não significa que favorecimento ou ilegalidade tenham sido comprovados. O que está documentado é a dimensão financeira: R$ 2,721 bilhões, 199 contratos e três construtoras, com empresas ligadas ao sogro e ao empresário apontado por veículos locais como um dos melhores amigos do governador ocupando posições relevantes nesse conjunto. São os “abençoados” dos contratos públicos. Diante de quase R$ 3 bilhões, a questão que merece resposta não pode ficar escondida no meio dos números: como se deu tamanha concentração de contratos e qual foi a concorrência efetiva em cada licitação? É dinheiro público. E cifras bilionárias exigem fiscalização, transparência e explicações públicas. (Silas Freire/Encarando)
Uma reportagem do UOL joga luz sobre uma relação que merece explicações ao eleitor piauiense. Segundo o levantamento, R$ 74 milhões em emendas de comissão apoiadas pelo senador Marcelo Castro foram destinados às obras da PI-391, em Uruçuí, executadas pela Construtora Jurema, pertencente ao próprio irmão do senador, João Costa e Castro. A empresa ficou com R$ 167 milhões em contratos nas três etapas da rodovia. E a história vai muito além dos R$ 74 milhões. O UOL aponta pelo menos R$ 124 milhões em recursos ligados à atuação de Marcelo Castro que pagam ou pagarão contratos da empresa do irmão. Mais impressionante: desde 2019, a Jurema assinou quase R$ 2 bilhões em contratos com o Governo do Piauí, enquanto a Ótima, construtora pertencente a outro irmão do senador, acumulou outros R$ 559 milhões.
É dinheiro público demais circulando em torno de empresas da família de um dos políticos mais poderosos do Piauí. E há mais: quando Castro Neto, filho de Marcelo, comandava o DER, assinou pelo menos cinco contratos, somando R$ 130 milhões, entre o Estado e a Jurema. Em um deles aparecem, de lados opostos do contrato, o filho do senador assinando pelo DER e o irmão do senador assinando pela construtora. Senador Marcelo Castro destina R$ 74 milhões a obra de construtora do irmão.Diante desses números, o eleitor tem todo o direito de perguntar: Marcelo Castro é senador do Piauí ou senador da família Castro?
O mandato parlamentar existe para representar milhões de piauienses, não para produzir uma sucessão de coincidências envolvendo dinheiro público e empresas de parentes. Marcelo Castro nega qualquer favorecimento. Afirma que não escolhe as empresas vencedoras das licitações e ressalta que as emendas de comissão são coletivas. Senador Marcelo Castro destina R$ 74 milhões a obra de construtora do irmão.pdf Isso precisa constar. Mas não apaga os números — e são justamente os números que o eleitor deve julgar. (Fonte: Silas Freire/Encarando)
O ranking de doadores da campanha de reeleição de Rafael Fonteles (PT) registra dois auxiliares diretos do governador. O coronel Scheiwann Scheleiden Lopes da Silva, comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, doou R$ 30.500, o equivalente a 2,31% do total arrecadado. Ivanovick Feitosa Dias Pinheiro, secretário de Governo do Estado, doou R$ 27.628, ou 2,09%. Somadas, as duas contribuições chegam a R$ 58.128.
A legislação eleitoral permite doação de pessoa física a candidatos, limitada a 10% do rendimento bruto declarado no ano anterior. Servidores públicos e militares podem doar, desde que respeitado o teto e feita a declaração na prestação de contas. Os dados constam do sistema de divulgação de candidaturas e contas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral, de acesso público.
O coronel Scheiwann comanda a PM-PI desde abril de 2022 e foi mantido no cargo por Rafael Fonteles. Ivanovick Pinheiro ocupa a Secretaria de Governo e assina os atos do Executivo estadual ao lado do governador.(O Piauiense)
O evento terá a participação de centenas de lideranças da regiãoFlávio Nogueira
Os deputados federal Flávio Nogueira (PT) e estadual Severo Eulálio estarão em Parnaíba no próximo sábado (12), onde participará de uma reunião na residência do ex-governador do Piauí, Antonio José de Moraes Souza Filho, o Zé Filho, localizada no bairro Nova Parnaíba, nesta cidade.
Severo Eulálio
A grande reunião denominada “Amigos do Zé”, deve contar com a presença de lideranças políticas, profissionais liberais, vereadores, suplentes e demais membros das camadas sociais do município. A reunião está prevista para ocorrer às 19hs do sábado (12), do mês em evidência.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, na noite desta quarta-feira (9), apoio às candidaturas de Júlio César (PSD) e Marcelo Castro (MDB) ao Senado pelo Piauí. A manifestação ocorreu durante ato político que reuniu cerca de 50 mil pessoas na Arena Carhoo, em Teresina.
Em discurso, Lula afirmou que não possui outros candidatos ao Senado no estado e pediu diretamente votos para os dois nomes que integram a chapa governista.
“Eu vim aqui para pedir voto para Júlio César. Eu vim aqui para pedir voto para o Marcelo Castro. E quero que vocês saibam que eu não tenho outro candidato. Meu senador é o Júlio César e o Marcelo Castro. Não aceito vira-lata do nosso lado. Queremos gente de bem”, declarou o presidente.
Foto: Reprodução
A fala reforça o envolvimento de Lula na disputa pelas duas vagas do Piauí no Senado e ocorre em meio à reta final da campanha eleitoral.
Antes do presidente, Júlio César discursou sobre a importância de Lula contar com uma bancada alinhada no Congresso Nacional. O candidato afirmou que a eleição de aliados para o Senado é fundamental para a aprovação de projetos defendidos pelo governo federal, especialmente aqueles voltados aos trabalhadores e à população de menor renda.
Durante o evento, o governador Rafael Fonteles (PT) e o ministro Wellington Dias também reforçaram o apoio a Júlio César e Marcelo Castro, defendendo a eleição dos dois candidatos da base governista.
O ato em Teresina reuniu integrantes da chapa majoritária, lideranças políticas e apoiadores e marcou a última agenda de Lula no Piauí nesta quarta-feira.