Como a população elegeu deputado Fábio Abreu?!

Trabalho rende voto

É crível se acreditar que um bom trabalho de um agente público lhe renda o reconhecimento da população para quem ele presta serviços. Quando se trata de disputar cargo eletivo, o reconhecimento vem através do voto. Merecido, diga-se. 
Mas, diante de um caos total na sua gestão na segurança pública, como a população elegeu Fábio Abreu?

Vergonha

Hoje, como se tem denunciado – inclusive ontem, pela Rede Globo – a situação da polícia civil, sem combustível até para diligências, é de matar de vergonha quem tem vergonha. 
Se o voto não foi comprado, não dá para entender o eleitor. 

É fácil desmentir

Há dias que se denuncia a falta de combustíveis nas viaturas policiais de Teresina e do resto do Piauí. Mas ao invés de admitir o problema informando que se busca a sua solução, mais fácil é desmentir a verdade. 
Pois, agora, a notícia do desprezo à segurança pública ganhou o mundo.

A vaquinha

Aqui mesmo na coluna se denunciou semana passada que até o carro do IML para transportar cadáveres só andava mediante a caridade dos próprios policiais que faziam vaquinha para botar o combustível. E surgiam os desmentidos.
Aguardar agora qual vai ser o desmentido à Rede Globo.

(Portalaz)

O escândalo da Topic

Procuradora da República Cynthia Arcoverde Ribeiro Pessoa, na Força Tarefa que apura irregularidades na Operação Topic (Foto: arquivo Uespi)

Por:Arimatéia Azevedo

Para quem procurava minimizar a questão da operação da Polícia Federal na Secretaria de Educação do Estado e em prefeituras do Piauí e Maranhão, olha só o tamanho da encrenca: muito grande e, certamente, com chance de mandar mais gente para a cadeia. A procuradora geral da República, Raquel Dodge, baixou portaria colocando numa Força Tarefa os procuradores da República do Piauí Marco Aurélio Adão, Tranvanvan Feitosa, Israel Gonçalves Santos Silva e Cynthia Arcoverde Ribeiro Pessoa ( a titular do caso) para atuarem na operação Topic.

Não se envolve quatro personalidades do quilate de um procurador da República num só caso se a questão fosse de pouca importância. Na operação Topic, deflagrada em agosto pela Polícia Federal, foram presas 22 pessoas, entre funcionários (de escalões inferiores) da Educação e os ditos empresários do setor de transporte escolar. Só para se ter ideia de como surgiu esse escândalo, o maior empresário que atuava no setor – e foi preso – era batedor de xerox num setor da própria Secretaria de Educação em gestões anteriores. Como que num passe de mágica ele transformou-se ou foi transformado, no maior e mais próspero empresário do transporte coletivo a serviço do governo. O rombo apontado até aquela data, em agosto, foi de mais de R$ 120 milhões. Dias atrás a coluna chegou a informar que as investigações da Polícia Federal estavam atingindo ‘andares de cima’, o que significava apenas uma indicação para dizer que gente graúda – bem graúda – está sendo alvo, também, dessas investigações.(Portalaz)

Se eleito, Bolsonaro pretende anunciar seu ministério dentro de 30 dias

         Bolsonaro tem de pensar muito para não fazer besteiras

Andréia Sadi
G1 Brasília

Se for eleito no domingo (28), o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, pretende definir em até 30 dias a equipe ministerial do seu governo. Na manhã desta quarta-feira (24), integrantes da campanha de Bolsonaro se reuniram no Rio de Janeiro para definir os nomes que vão fazer parte do grupo de transição. O comando do grupo “possivelmente” ficará com o deputado federal Onyx Lorezoni (DEM-RS), indicado para ocupar a Casa Civil. O grupo de transição terá 52 pessoas.

O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, afirma que Bolsonaro está “focado no domingo” e que, se ganhar a eleição, viajará a Brasília na semana que vem para organizar os primeiros passos do governo eleito.

SEM ACORDOS – Ele confirma as discussões sobre a eventual transição, mas nega conversas a respeito de acordos – como a votação sobre posse de armas – para que o comando da Câmara dos Deputados permaneça nas mãos de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“É zero. É delírio dizer que tem algo combinado. Todo mundo fala que tem articulações, mas vai conversar com quem manda para ver se o candidato está ciente, está nada…”

Nos bastidores, Maia admite a interlocutores ser possível um acordo para votar, após a eleição, alterações no Estatuto do Desarmamento- e tirar da Polícia Federal a palavra final sobre se o cidadão tem direito à arma ou não. Com isso, o deputado espera obter apoio do eventual governo Bolsonaro para sua reeleição à presidência da Câmara.

Em denúncia, motorista diz que carros da Seduc estão parados por falta de combustível

                                                                  Prédio da Seduc/PI (Centro/Sul) (Foto: Divulgação)

Boa parte da frota de carros da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) está sem circular desde o mês passado devido à falta de combustível. De acordo com um motorista lotado na pasta, que preferiu não se identificar, o problema foi iniciado antes do primeiro turno das eleições (07 de outubro) e, até o momento, não foi solucionado.

“Não tinha combustível nem para realizar os serviços durante as eleições, mas aí deram um jeito. Disponibilizaram combustível para uns 20 carros durante o período eleitoral, depois disso, tudo ficou parado, novamente. Isso vem acontecendo desde o dia 29 [do mês passado]”, garantiu o funcionário.

A situação da capital é o mesmo no interior, garantiu o motorista: “Toda a frota da secretaria, no interior do estado, está parada”. 

Os problemas não se restringem ao abastecimento veicular. Ainda de acordo com o funcionário, as oficinas que prestam serviços à Seduc estão há dez meses sem receber, por isso deixaram de consertar os carros da pasta. 

“Além disso, temos 90 dias de diárias atrasadas. A única coisa que está em dias são os salários. Já tentamos conversar, mas ninguém dá resposta, é silêncio total”, acrescentou o denunciante. 

A Secretaria de Educação reconheceu o problema relacionado ao abastecimento dos veículos e informou, via assessoria de comunição, que “os pagamentos junto aos fornecedores já foram realizados e que aguarda o retorno do fornecimento para os próximos dias”. No que se refere ao atraso de diárias de motoristas, a Seduc disse desconhecer o fato.

A denúncia vem à tona depois da repercussão envolvendo a crise no abastecimento de viaturas da combustível nas viaturas das Delegacias de Polícia Civil do Piauí, situação mostrada em rede nacional nesta terça-feira (23). (Portalaz)

Tesouro Nacional cobriu R$ 126 milhões em dívidas não honradas pelo Piauí

                                                                Wellington Dias não pagou o que devia

O Tesouro Nacional divulgou nesta quarta-feira (24/10) seu Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito, apontando que no mês de setembro foram pagos R$ 449,12 milhões em dívidas atrasadas de estados. 

Deste total, R$ 71,47 milhões foram pagos para honrar dívidas do Piauí. Ao longo do ano, a soma de débitos do estado pagos pela União chega a R$ 126,95 milhões, segundo informa a Agência Brasil.

Como garantidora de operações de crédito de entes subnacionais, a União é sempre comunicada, através do Tesouro Nacional, quando estados ou municípios não cumprem com suas obrigações.

O que é bancado pelo Tesouro é descontado dos repasses como Fundo de Participação, ICMS, entre outros. Os entes podem ainda ficar impedidos de contratar novas operações tendo a União como garantidora, como é o caso do Piauí, que só terá garantia do Tesourou a partir de 13 de setembro de 2019.

(Apoliana Oliveira)

Crianças e famílias são resgatadas vivendo em lixão de Luís Correia

Pelo menos quatro famílias foram encontradas em condições insalubres no lixão de Luís Correia, distante 271 km de Teresina. O flagra aconteceu durante uma ação do Ministério Público do Trabalho Itinerante.

De acordo com o MPT, o local está a 500 metros da praia de Atalaia e não possui controle de acesso. Até mesmo uma residência foi construída no terreno. Para piorar a situação, cerca de cinco crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos foram flagrados trabalhando na catação de lixo. Uma adolescente de 15 anos afirmou que auxiliava os pais nessa atividade desde os 7. No total, mais de 20 pessoas foram identificadas trabalhando no local.

O procurador do Trabalho Edno Moura conta que o local está negligenciado pelo poder público. “Os lixões já deveriam ter sido, pelo menos, convertidos em aterros controlados. Esse local é completamente aberto e o município apenas recolhe os resíduos nas ruas e os despeja lá. Não há preocupação ambiental ou com as pessoas que tiram o seu sustento desse lugar. Um descaso do poder público com um tema que deveria ser prioritário para qualquer município: a questão da acomodação dos resíduos produzidos pela sociedade”, ele criticou.

Lixão de Luís Correia abriga família e trabalho infanto-juvenil (Foto: Reprodução/MPT)

Lixão de Luís Correia abriga família e trabalho infanto-juvenil (Foto: Reprodução/MPT)

Lixão de Luís Correia abriga família e trabalho infanto-juvenil (Foto: Reprodução/MPT)
O poder público foi contatado e deverá localizar outro espaço para construir um aterro sanitário, além de fechar o local, como medida de médio e longo prazos. Isso porque são necessárias a análise do lugar para criar um novo espaço e uma licença ambiental.

Enquanto o aterro sanitário não for construído, o município deverá apresentar um cronograma para executar as seguintes medidas: cercar o lixão e controlar o acesso de pessoas; encontrar uma nova residência para a família que mora no lugar; destruir a casa fincada no terreno; não permitir que habitações sejam construídas no terreno; fornecer equipamentos de proteção individual (EPIs) para os catadores e restringir o acesso ao lugar. Além disso, em hipótese alguma, deverá ser permitido o acesso de crianças e adolescentes ao lixão.

MUITOS CASOS

Desde outubro de 2016, o MPT no Piauí registrou 14 procedimentos envolvendo trabalho infantil e adolescente na catação de lixo. Para o procurador, este é um problema relacionado à mentalidade da população.

“A catação de lixo sempre foi comum no estado do Piauí, que nunca prezou muito pelo combate ao trabalho infantil. Temos uma população com mentalidade adoecida, que acha que isso é solução para alguns problemas da sociedade. Os mais pobres teriam uma fonte de renda para ajudar a família e acreditam que, desta forma, estão preparando crianças e adolescentes para uma profissão no futuro”, explicou Edno Moura.

Entretanto, eles são superexplorados, uma vez que crianças e adolescentes costumam executar atividades que os adultos não querem realizar e ainda recebem menos por isso.

“Já os mais ricos acham que, se a criança trabalha, isso evita que sejam assaltados, roubados, estuprados ou mortos por essas pessoas que, em tese, seriam potenciais marginais por serem pobres. É uma visão egoísta e essa cumplicidade da sociedade doente gera o trabalho infanto-juvenil no Piauí”, ele declara. Este raciocínio, segundo o procurador, é difícil de modificar, uma vez que são conceitos enraizados. “As pessoas não conseguem ver que a comunidade é formada por capital humano, que é dever de todos preservar e lapidar o indivíduo enquanto criança para que ele possa adentrar o mundo do trabalho no momento correto, quando conseguirá contribuir efetivamente para a sociedade”, finalizou.

Fonte: Com informações do MPT

Tenha compostura, Haddad. Só quem usa a bolsa de colostomia sabe a vida que leva

                                                                                Haddad perdeu a linha e disse que Bolsonaro fede…

Jorge Béja

Já escrevi sobre o respeito que todos, inclusive a Folha de São Paulo, precisam ter com a bolsa de colostomia de Jair Bolsonaro e de quem a usa. O desrespeitoso Haddad disse que “Bolsonaro fede”. Alusão à bolsa, é claro. E sendo a bolsa consequência do crime em Juiz de Fora, trata-se de alusão perversa e regozijadora à facada, é claro também. Cuidado, Haddad, a Lei do Karma é implacável. Aqui se faz, aqui se paga. Respeite-a. Ela cobra de todos nós os males que praticamos, há um segundo ou nas vidas e vidas passadas. É inexorável. 

Mas não é Bolsonaro que fede, “professor” Haddad. É o mau cheiro que da bolsa exala. De todas as bolsas de colostomia, como explica e demonstra um anônimo brasileiro, de fala simples, sem ostentação, de “figurino” comum de todas as pessoas de bem, como se pode constatar no vídeo a seguir, que o próprio anônimo gravou para explicar e mostrar as agruras de quem utiliza bolsa de colostomia.

FEDOR DA CORRUPÇÃO – Mas o mau cheiro da bolsa de colostomia de Bolsonaro não é o fedor da corrupção, da desonestidade, das justas condenações que a Justiça impôs aos asseclas de Haddad que saquearam os cofres do governo, que punguearam o dinheiro do povo brasileiro e ficaram ricos.

Alguns já estão cumprindo pena no xadrez, nas penitenciárias… Muitos outros estão a caminho. São pessoas fedorentas de podridão e que não foram vítimas de facada, mas que deram muitas facadas em todo o povo brasileiro, por muitos anos. São assassinos em potencial. Ao invés de faca, usaram o poder e a caneta para destruir a Nação e seus nacionais, desastre de tamanha grandeza e amplitude que levará anos para ser remediado. Reparo, talvez jamais, tão grande é o rombo.

SEM DEBATE – Jair Bolsonaro decidiu que não vai a debate algum. E nem foi após a facada que recebeu na maldita Juiz de Fora, por um facínora que ostenta o nome-título de “bispo”. Decisão acertada. Nem precisa ir.

Primeiro, porque debater com néscio é perda de tempo. Segundo, porque, no principal deles, o debate final na TV Globo, o clima será desfavorável e hostil a Bolsonaro que já prometeu distribuir, igualitariamente por toda a imprensa, a verba pública da publicidade governamental que, há anos, só a Globo abocanha 40% dela, conforme o próprio Bolsonaro avisou e antecipou. E o que sobra é para dividir entre centenas e centenas de outras emissoras e empresas jornalísticas estabelecidas neste país continental. Com Bolsonaro na presidência, a organização Globo vai ser igual a todas as outras.

E terceiro, porque as condições físicas de Bolsonaro não permitem, como explica este grande brasileiro que se expôs a todos nós, com coragem, firmeza, sem vaidade e tomado da sensibilidade das pessoas de bem.

 

Operação Topic: – Procuradora Raquel Dodge determinou a criação da força-tarefa no Piauí

Quatros procuradores da República , três do Piauí e um do Maranhão, atuarão nos processos que apuram práticas de irregularidades no setor de transporte escolar da Secretaria de Educação do Estado e prefeituras do Piauí e Maranhão. O volume desses inquéritos é tão grande que a Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, criou a força-tarefa para atuar na chamada operação Topic. 

Segundo a portaria PGR/MPU nº 940, de 16 de outubro de 2018, publicada no DOU de ontem,23, os três procuradores do Piauí são: Marco Aurélio Adão, Tranvanvan da Silva Feitosa e Israel Gonçalves Santos Silva que atuarão em conjunto com a Procuradora da República Cynthia Arcoverde Ribeiro Pessoa, do Maranhão. 

A operação Topic foi deflagrada no último dia 02 de agosto prendendo 22 pessoas entre as quais funcionários de escalões intermediários da Secretaria de Educação e os chamados empresários do setor de transporte escolar. O rombo acusado pelas investigações chega a R$ 120 milhões.

Essa organização criminosa é acusada de fraudar licitações e desvio de recursos públicos destinados à prestação de serviços de transporte escolar ao Governo do Estado e Prefeituras Municipais nos Estados do Piauí e Maranhão, custeados pelos recursos do Programa de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).

Foram presos: Lívia de Oliveira Saraiva, Charliene Silva Medeiros; Ester Marina Dantas Magalhães; Elisandra Pereira Lima; Lana Mara Costa de Sousa; Lisiane Lustosa Almendra; Miguel Alves Lima; Suyana Soares Cardoso, Sicilia Amazona Soares Borges, Antônio Lima de Matos da Costa, Odair Gomes Leal, Raimundo Félix Saraiva Filho, Rodrigo José da Silva Junior, Antônio Ribeiro da Silva; Francisca Camila de Sousa Pereira; Luiz Gabriel Silva Carvalho; Luis Carlos Magno da Silva, Carlos Augusto Ribeiro de Alexandrino, Paula Rodrigues de Sousa dos Santos; Magna Ribeiro da Silva Flizikowski, Maria Anniele de Fátima Almeida e Samuel Rodrigues Feitosa.

Saiba mais: Polícia Federal cumpre mandados judiciais na Secretaria de Educação

(Informações do Portalaz)

Conselho de Odontologia realiza Semana do Dentista em Parnaíba

                                                                         Delegada do CRO/PI em Parnaíba, Allane Samara.

Nos dias 24 e 25 de outubro, o Conselho Regional de Odontologia do Piauí (CRO/PI), por meio da Delegacia de Parnaíba, realiza diversas ações no município, em comemoração ao Dia do Cirurgião-Dentista e da Saúde Bucal, celebrado nesta quinta-feira (25).

Nesta quarta-feira, 24, a programação inicia com a Campanha de Doação de Sangue “Odontologia por Amor”. Profissionais de saúde bucal serão liberados pela Prefeitura para participar do ato solidário, que acontecerá no Hemocentro de Parnaíba, das 8h às 18h. “É um ato de solidariedade que todos os profissionais vão abraçar. Da mesma forma que nos doamos para a Odontologia, também cumprimos o nosso papel de doar sangue para alguém que precisa”, explica a delegada do CRO/PI em Parnaíba, Allane Samara.

Já na quinta-feira, 25, estudantes e profissionais da Odontologia estarão reunidos na Praça da Graça para a realização de mais uma edição do Projeto Sorriso vai à Praça. Durante a ação, realizada em parceria com a Universidade Estadual do Piauí, SESC e Faculdade Uninassau, haverá a distribuição de escovas de dentes e orientações de higiene bucal para a população.

“Também aproveitaremos a oportunidade para expor a nossa realidade, a busca pela valorização da Odontologia e a necessidade de um novo olhar por parte dos gestores públicos. Precisamos desta compreensão de que a nossa profissão precisa de uma infraestrutura adequada. E o CRO/PI vem lutando diariamente para que os cirurgiões-dentistas tenham condições de trabalho ideais”, pontua a cirurgiã-dentista Allane Samara.

Supremo faz campanha para Bolsonaro

Por: Zózimo Tavares

A campanha presidencial prometia chegar à sua reta final, no segundo turno, sem novidades. Mas eis que o Supremo Tribunal Federal, pelas vozes de seus ministros mais loquazes, decide entrar no jogo e fazer-se protagonista da cena politica.

O Supremo entrou no jogo quando viu seus ministros mais verborrágicos reagirem com furor e autoridade às abobalhadas declarações de um filho do líder nas pesquisas de intenção de voto, deputado federal Jair Bolsonaro (PSL).

Eduardo Bolsonaro, aquinhoado com o mandato de deputado federal por São Paulo com a maior votação do país, se meteu a fazer gracinhas com o Supremo e desagradou em cheio os melindrosos ministros da Suprema Corte, que o levaram a sério.

O deputado disse que, para fechar o Supremo, não é necessário nem um jipe, mas apenas um cabo e um soldado. Foi há quatro meses, em resposta a uma pergunta igualmente sem pé nem cabeça.

A resposta do deputado, gravada em vídeo, corre agora pelas redes sociais com a aura de um perigoso sinal de golpe à vista. Mas, como se diz no popular, não passa de um café requentado. E fraco!

Diante, porém, do mal-estar criado no STF, o candidato a presidente pelo PSL se viu forçado a desautorizar a fala de seu pimpolho. Bolsonaro  afirmou que repreendeu o filho pelo “absurdo” da declaração. O candidato disse também que o seu garoto até já se desculpou.

O coro dos descontentes

Muito bem! O barulho que o Supremo faz em cima da declaração do deputado Bobonaro, o filho, é algo inacreditável.

O decano Celso de Mello, inquietou-se dentro da toga e classificou a afirmação como “inconsequente e golpista”.

O ministro Gilmar Mendes puxou o facão e disse que nem a ditadura conseguiu fechar o Supremo.

Já o novel ministro Alexandre de Moraes propôs a abertura de um processo contra o afoito parlamentar, para ele aprender a respeitar as caras.

Calou por quê?

Não faz muito tempo, o ex-presidente Lula afirmou que a Suprema Corte estava acovardada. O Supremo calou.

Não faz muito tempo também que o  deputado petista Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ, disse que o STF deve ser fechado. O Supremo calou.

Agora há pouco, também, o ex-ministro José Dirceu, condenado a mais de 30 anos de cadeia, afirmou que o PT deve voltar ao poder para retirar os poderes do Supremo. O STF também calou.

Mas seus ministros vêm dar uma de valentes agora, com a declaração estapafúrdia e infantil de um filho de Bolsonaro, que já recebeu puxão de orelha do pai pelas besteiras que disse.

Com essa reação descabida, o Supremo acaba  fazendo campanha para Jair Bolsonaro, pois se há uma instituição hoje no país que não desfruta de largo prestígio popular, essa instituição é o Supremo.

Oposição parlamentar a Wellington Dias pode se limitar a dois deputados

A oposição parlamentar a Wellington Dias pode se limitar a Marden Meneses (foto) e Gustavo Neiva (Foto: Lucas Sousa/Portal AZ)

Parece que a união das oposições a Wellington Dias (PT) pode cair na caricatura de que os contrários ao governador cabem numa Kombi ou em carro ainda menor. No mandato atual, oposição ferrenha é feita por Marden Meneses (PSDB), Robert Rios (DEM), Rubens Martins  e Gustavo Neiva, do PSB. No mandato que começa em janeiro, bem menos.

Pequeno quórum

A partir de janeiro, com a saída de Robert Rios (derrotado para o Senado) e Rubem Martins, que não conseguiu a reeleição, periga a oposição limitar-se a Marden e Gustavo, já que os outros eleitos em oposição a Wellington podem ir ao balcão do governo.

Quem?

Evaldo Gomes (PTC) e Gessivaldo Isaías (PRB), deputados estaduais reeleitos na oposição a Wellington Dias, eram governo até à véspera das convenções partidárias. Foram para o lado oposto para salvar seus pescoços. Tereza Brito (PV) não é nem carne nem peixe e o estreante Oliveira Neto (PPS) foi eleito com subsídios chapa-branca.

Wellington já o tem como aliado. (Portalaz)

Dr. Hélio e Zé Hamilton: Já de olho em 2020

Já se tem como certa a candidatura do deputado estadual Dr. Hélio a prefeito de Parnaíba. O próprio presidente regional do partido dele (PR), Fábio Xavier, já teria dito na imprensa que no momento certo o partido estará no município dando toda a estrutura para tal candidatura. O outro candidato de oposição seria o Zé Hamilton. Mas, eleito suplente de senador, talvez não queira mais a experiência que já viveu por 12 longos anos, em 3 mandatos. Mas não faltarão outros como: Tererê, Fernando Gomes, ou até mesmo Juliana Moraes Sousa. Já tem gente alertando o Mão Santa para que ele se cuide.

Vai se arrepender????

De acordo com observadores do cenário político, passada a eleição em 2º turno, com a proximidade do final do ano, o governador Wellington Dias vai cair na real e avaliar se foi de falto bom para seu futuro político haver conquistado o 4º mandato. Sim, porque são tantos os problemas à sua frente, que ele vai chegar à conclusão que teria sido melhor entregar o abacaxi para outro. Mas, por um dever de justiça, se foi Wellington Dias e seus amiguinhos que acabaram com o Estado, a eles cabe limpar o que sujaram. Ou então, entornar o caldo de vez.

VERGONHA NO JN: Viaturas do Piauí sem combustível e vítima investiga assalto

DESTAQUE NO JORNAL NACIONAL – O JORNAL NACIONAL mostrou para todo o Brasil a situação preocupante da segurança pública em Teresina.  Na noite de terça-feira(23), o JN mostrou o caso de uma vítima de assalto que ofereceu o próprio carro para investigação, já que a viatura da Polícia Civil do Piauí estava sem combustível.

Através de nota, a gestão de Wellington Dias, através das Secretarias de Segurança e Administração, pôs a culpa na burocracia.  Mas, por coincidência, justamente no mesmo dia da matéria no Portal G1 Piauí e no Jornal Nacional, o governo informou que a burocracia foi superada e que o sistema de abastecimento foi regularizado.

CONFIRA A MATÉRIA DO JORNAL NACIONAL:

LEIA TAMBÉM NO PORTAL G1: Vítima investiga o próprio assalto por conta de falta de combustível em viatura no Piauí

 

Marina Silva precisa dar ‘voto crítico’ a si mesma

Por:Josias de Sousa

A seis dias do término do segundo turno, Marina Silva emergiu para declarar o seu “voto crítico” em Fernando Haddad. Moveu-se por rejeição a Jair Bolsonaro. Ao justificar sua opção, explicou que “pelo menos” o candidato petista ”não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres”.

Cumprido o protocolo, Marina precisa agora conceder um “voto crítico” a si mesma. Costuma dizer que não deseja “ganhar perdendo”. Prefere “perder ganhando” —como em 2014, quando a pancadaria de Dilma Rousseff deixou-a fora do segundo turno, mas com um patrimônio de 22 milhões de votos. E com uma biografia sem pesticidas e alianças esdrúxulas.

Em 2018, Marina perdeu perdendo. Entrou na disputa como uma candidata altamente competitiva, a bordo de um partido sem menções na Lava Jato. Terminou numa constrangedora oitava colocação, com pouco mais de 1 milhão de votos. A Rede, sua legenda, terá de fundir-se a outro partido para não desaparecer.

No texto que redigiu para justificar seu gesto, Marina reconheceu: “Sei que, com apenas 1% de votação no primeiro turno, a importância de minha manifestação, numa lógica eleitoral restrita, é puramente simbólica. Mas é meu dever ético e político fazê-la.”

Apoiando criticamente a si mesma, Marina talvez perceba que não terá futuro político sem ajustar o seu português ao linguajar da rua. De resto, deve se abster de tomar chá de sumiço pelos próximos quatro anos. Sob pena de suas manifestações perderem até mesmo o valor “puramente simbólico.”

“Vou pegar um país destroçado por causa das gestões do PT”, diz Bolsonaro

                                                                       Bolsonaro conversa com assessores de sua campanha

Agência Estado

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, afirmou na manhã desta terça-feira (23/10), em entrevista à Rádio Guaiba de Porto Alegre, que se as urnas confirmarem seu favoritismo, neste domingo (28/10), e ele vencer as eleições, vai pegar um “país destroçado, principalmente do ponto de vista econômico”. E culpou as gestões do PT por este cenário.

Na sua avaliação, não é apenas o Executivo Federal quem sofre os reflexos da má gestão petista, mas também os Estados, que no seu entender receberão igualmente “a herança maldita do PT”. Bolsonaro alegou que a estratégia de sua campanha é não empenhar apoio neste segundo turno a candidaturas aos governos estaduais. “Manterei a neutralidade”, disse, sob alegação de que se for eleito no dia 28, vai governar para todos.

ERROS DO PT – Na entrevista, o candidato do PSL rebateu as críticas que estão sendo feitas à sua campanha, destacando que o PT não pode lhe chamar de corrupto. “Tudo que tinha de ruim e de terrorismo, na década de 80, quando eu já atuava no Exército, se juntou ao PT, quando esse partido foi criado.”

O candidato disse que o adversário “prega a distribuição da miséria, quer controlar a mídia” e, por essas e outras razões é oposição a esse tipo de pensamento. “Não às pessoas, porque elas mudam.”

Além do PT, criticou também o PSDB, lembrando que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que não votaria em sua candidatura. “O PSDB e o PT são semelhantes, e eu sou a oposição a tudo isso”, emendou, dizendo que é esse o motivo de estar na liderança da preferência do eleitorado do País e esperar que as urnas referendem isso neste domingo.

SUPREMO – Bolsonaro falou também do episódio envolvendo seu filho, o deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro, que disse que para fechar o STF bastava um soldado e um cabo, dizendo que já o repreendeu, e depois voltou às críticas ao PT: “Foi o PT quem falou em fechar os tribunais, com o controle da Justiça que está previsto em seu plano de governo. Não somos ameaça à democracia, ao contrário, somos a garantia da democracia”, destacou.

Na entrevista, o candidato do PSL desmentiu que sua campanha esteja fazendo uso de pacotes de mensagens do WhatsApp contra o adversário do PT, disse que é fake news a informação de que pretende cobrar mensalidade de universidades públicas e voltou a justificar a não ida aos debates, em razão de seu estado de saúde.

“Existe risco à minha saúde se eu ficar estressado, além disso não vou debater com o pau mandado do Lula”, emendou. Bolsonaro reiterou que se eleito irá extraditar, dentro da lei, Cesare Battisti. “Vou mandar esse terrorista de volta pra Itália”, garantiu.

Bolsonaro diz que combaterá a política do “coitadismo” e nega que prejudicará o Piauí

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, garantiu em entrevista exclusiva à TV Cidade Verde que combaterá a política do “coitadismo”, falou sobre a polêmica do WhatsApp e destacou projetos para o Piauí, caso seja eleito no próximo domingo, dia 28.

A entrevista foi concedida do seu apartamento no Rio de Janeiro ao jornalista Joelson Giordani. Desde o atentado, o candidato do PSL suspendeu agenda de rua e de forma limitada recebe imprensa e autoridades políticas. 

Preconceito

Para Jair Bolsonaro, as políticas afirmativas que batizou de “coitadismo” reafirmam o preconceito.

“…estão se moldando o caráter. Tudo é coitadismo. Coitado do negro, coitado da mulher, coitado do gay, coitado do Nordestino, coitado do piauiense. Vamos acabar com isso”, disse Bolsonaro em entrevista veiculada nesta terça-feira (23), no Jornal do Piauí. 

O candidato condenou também as políticas de cotas e disse que é uma maneira de dividir a sociedade.

“Não devemos ter classe social por questões de cor de pele, por opção sexual. Somos todos iguais perante a lei”, disse.

O atentado

Bolsonaro contou na entrevista com o Joelson Giordani que o atentado mudou sua rotina de vida e comparou com a do juiz Sérgio Moro por não pode sair de casa livremente, mas considerou a missão uma “causa justa”. 

Ele disse ainda que durante a campanha temia um ato de violência. “…Essa possibilidade já estava no nosso radar, um ato de violência, uma pedrada, mas não uma facada”.

Polêmica WhatsApp

Bolsonaro atacou o jornal Folha de São Paulo e disse que é uma matéria “plantada” e negou as acusações de que sua campanha fez disparo em massa no WhatsApp contra o candidato do PT, Fernando Haddad. 

“Não tenho qualquer contato com empresário e nunca pedi para ninguém fazer isso”, disse. Ele garantiu que nunca fez um impulsionamento anti-PT na sua rede social. 

“Para derrotar o PT não precisa de fake news. Você derrota o PT com verdades”.

Relação com o governador Wellington Dias

O candidato negou que fará perseguição ao governador Wellington Dias (PT). 

“Não podemos prejudicar o povo do Piauí, qualquer estado que seja, porque tem um governador que não se alinhe ideologicamente  conosco. Vamos tratar todos os estados de forma republicana”. 

Projetos para o Piauí

Na entrevista, o candidato garantiu que vai trabalhar para alavancar o Agronegócio no Piauí e levar segurança jurídica ao campo. Bolsonaro também se comprometeu em ajudar o turismo do estado e a construção do Porto.

Sobre o MST, o candidato deixou claro que vai trata-lo como ação de terrorismo.

“Ações do MST serão tipificadas como terrorismo. Esse pessoal não pode continuar levando terror ao campo e ficar imune em nome do movimento social”.

Por Yala Sena

Piada do Ano! Haddad defende punição de petistas que enriquecem na política

                                                                                           “Houve crime? Parece que sim”, admitiu Haddad 

Catia Seabra
Folha

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, voltou a admitir na noite desta segunda-feira (22) a hipótese de petistas e aliados terem cometido crimes. Em entrevista ao programa Roda Viva, o petista dizia que não iria negar sua relação partidária quando foi questionado na possibilidade de ocorrência de crime. “Houve crime? Na minha opinião, provavelmente, sim”.

Definindo-se como constitucionalista, o candidato voltou a defender a conclusão dos processos. Ele disse acreditar que teve gente que usou de caixa 2 para enriquecer.

DOIS CRIMES – “Certamente, teve pessoas que usaram o financiamento de caixa dois, financiamento ilegal de campanha, para enriquecer. São dois crimes: financiamento de caixa dois e o enriquecimento, que ainda é mais grave. Por isso, tem uma pena maior. Acredito que teve gente que se valeu disso para enriquecer. Só a favor de punição exemplar dessas pessoas”

O petista admitiu erros na condução da política econômica do governo Dilma. Ele lembrou, porém, que o Congresso Nacional impediu a reorganização da economia às custas da chamada pauta bomba.

Haddad relatou ter conversado, nesta segunda-feira (22), com o senador tucano Tasso Jereissati (CE). Segundo ele, Tasso repetiu que, mesmo apontando falhas de Dilma, considera um erro o PSDB ter apoiado a pauta bomba liderada pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

ELOGIO A JK – Questionado, ao final do programa, se tem um ídolo na História do Brasil, Fernando Haddad hesitou e disse que seria difícil citar apenas um nome.                                            

Encorajado a falar mais de um, Haddad limitou-se, porém, a citar o ex-presidente Juscelino Kubitscheck. Ele não falou de Lula, embora tenha dito anteriormente que o petista foi o melhor presidente que o país já teve.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É mais uma Piada do Ano. Ao defender a prisão dos petistas corruptos, Haddad esqueceu de citá-los, como Lula, Dirceu, Bernardo, Gleisi e tutti quanti, como dizem os italianos. Inclusive Sérgio Gabrielli, que é coordenador de sua campanha presidencial(C.N.)

Midia luta desesperadamente para eleger Haddad e se livrar de Bolsonaro

                                                                                                    Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

Na democracia, é preciso saber ganhar e saber perder, porque a principal regra é a alternância do poder. Mas na cleptocracia à brasileira, tenta-se ganhar a todo custo, seja nas urnas eletrônicas de baixa confiabilidade, seja no tapetão do Tribunal Superior Eleitoral. Agora, antes mesmo de se realizar o segundo turno, o PT e o PDT já se apressaram em recorrer ao TSE para pedir a cassação da chapa do PSL. 

Não há nenhuma prova material, consistente. Sabe-se, com certeza absoluta, que Jair Bolsonaro ou qualquer outro candidato não tem a menor condição de exercer controle sobre as redes sociais de seus admiradores. Mesmo assim, a direção do PDT encaminhou ao TSE, na sexta-feira, um pedido para anular as eleições. Além de não apresentar nenhuma prova material, nada nada, o partido pediu que a Justiça encontre as provas a respeito, vejam que maluquice – as provas para sustentar o processo eleitoral ficarão para depois.

FAKE ESCÂNDALO – O mais incrível é que toda a imprensa entrou na onda do “fake escândalo” criado pela Folha de S.Paulo, possibilitando a ruidosa repercussão de uma denúncia que não tem a menor confirmação e a mídia irresponsavelmente age como se o PT e os demais partidos também não tivessem usado as mesmas armas do PSL.

A imprensa está toda do lado do petista Fernando Haddad, que representa o criador do maior esquema de corrupção político-administrativa da História Universal. E isso acontece  porque todos sabem que vão perder faturamento com Jair Bolsonaro na Presidência w  estão produzindo “fakes escândalos”, uns atrás dos outros. O Estadão é o único que ainda tenta disfarçar, com seguidos editoriais atacando Lula da Silva e o PT. Mas o noticiário do jornal e as matérias distribuídas pela Agência Estado e pelo Estadão Conteúdo batem o tempo todo em Bolsonaro e poupam Haddad, que é sinônimo de faturamento garantido.

BRASIL DITADURA – A campanha difamatória contra Bolsonaro é implacável. No Jornal Nacional da TV Globo, há alguns dias foi divulgada com estardalhaço uma pesquisa indagando se o povo acha possível o Brasil voltar a ter outra ditadura. Diz o Datafolha que  50% dos entrevistados acharam ser possível. Só que, estrategicamente, não foi perguntado se a ditadura seria de direita ou esquerda, para associar diretamente a possibilidade de golpe apenas a um possível governo Bolsonaro…

A imprensa joga duro quando se trata de preservar seu faturamento com recursos púbicos. A crise é devastadora e já levou a Editora Abril à recuperação judicial, que é um codinome da antiga concordata. Outras grandes empresas estão balançando. E nesse clima la nave va, sempre fellinianamente. 

Reações a ataques contra o Poder Judiciário dependem do autor

                                            PSL e PT falam em fechar o STF, mas só um gera indignação e repúdio

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, divulgou hoje (22) uma nota oficial em que afirma ser fundamental para a democracia garantir a independência da Corte.

“O Supremo Tribunal Federal é uma instituição centenária e essencial ao Estado Democrático de Direito. Não há democracia sem um Poder Judiciário independente e autônomo. O País conta com instituições sólidas e todas as autoridades devem respeitar a Constituição. Atacar o Poder Judiciário é atacar a democracia”, diz a nota.

O texto não cita nomes, mas foi divulgado pelo STF após a repercussão de uma fala do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), em que o parlamentar diz que para fechar o Supremo “não manda nem um jipe, manda um soldado, um cabo”. Também o deputado Wadih Damous (PT-RJ) e o ex-ministro José Dirceu deram declarações recentes atacando o STF e propondo acabar com a Corte ou restringir suas prerrogativas, mas a mídia preferiu “empolgar” a declaração do deputado eleito pelo PSL-SP.

Também nesta segunda, o ministro Celso de Mello, o mais antigo do Supremo, classificou de golpista a fala do deputado. “Essa declaração, além de inconsequente e golpista, mostra bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável que se deve ter pela supremacia da Constituição da República!!!!”, disse ele, tambem sem se referir a Danmous e nem a Dirceu.

Ontem (21), a ministra do STF Rosa Weber, presidente ainda do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também rebateu as declarações de Eduardo Bolsonaro. “No Brasil, as instituições estão funcionando normalmente e juiz algum que honra a toga se deixa abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como inadequada”, disse ela.

O ministro Alexandre de Moraes também manifestou repúdio contra a declaração do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), mas a mesma indignação não foi direcionada ao também ao ex-ministro José Dirceu e ao deputado Wadih Damous (PT-RJ), que, além de divulgar vídeo conclamando militantes. “Temos que fechar o STF”. Ele disse ser necessário criar uma “corte constitucional” e proferiu ofensas contra o ministro Luís Roberto Barroso. Tudo na semana após a prisão do ex-presidente Lula, condenado a 12 anos e 1 mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Moraes pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue a frase do deputado como crime previsto na Lei de Segurança Nacional. “As declarações demonstram a atualidade da famosa frase de Thomas Jefferson: ‘O preço da liberdade é a eterna vigilância’. Nada justifica a defesa do fechamento do STF”, disse.

Segundo o ministro as afirmações do deputado do PSL, mas não as do petista são “crime da Lei de Segurança Nacional, artigo 23 inciso III, incitar a animosidade entre as Forças Armadas e instituições civis. Isso é crime previsto na Lei de Segurança Nacional”.

Advogados

Outra instituição que não se manifestou contra os petistas, mas surfa na onda de repúdio a Eduardo Bolsonaro é o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB).

Em nota, o IAB classifica as declarações do deputado do PSL como “estapafúrdias” e que o instituto não compactua com o “autoritarismo político” e “estará ao lado de todos os democratas na defesa dos valores constitucionais”.

Confira os vídeos de Eduardo Bolsonaro e Wadih Damous falando sobre o fechamento do STF.

17 é um número proibido no Palácio de Karnak

                                                          Convite distribuído pelo governo fala em 16 (Foto: Divulgação/Governo do Piauí)

O governador Wellington Dias (PT) não quer saber do número 17 lhe rodeando. O receio é tão grande que fez o governo estadual divulgar “para menos” o número de veículos entregues numa solenidade no Palácio de Karnak. Eram 17 carros para 17 municípios, mas a comunicação do governo divulgou que eram 16. Inclusive nos convites para a solenidade

Os 17 carros para a Atenção Básica de Saúde nos municípios foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado federal Júlio César (PSD) e entregues na quinta-feira (18) numa solenidade no Palácio de Karnak. Eles fazem parte da primeira etapa que contempla 17 municípios. Até o fim do ano, a outra quantidade deve ser entregue.

Júlio César, que destinou a emenda, diz que são 17 (Foto: Reprodução/Facebook)

Júlio César, que destinou a emenda, diz que são 17 (Foto: Reprodução/Facebook)

Só que a administração estadual não queria dar tanta divulgação a entrega de, justamente, 17 veículos. Então botaram que seriam 16 cidades contempladas. A matéria divulgada no site do governo diz que foram 16 cidades, mas quando relaciona cada uma delas, a conta dá 17. Na página do deputado federal Júlio César no Facebook, ele diz que são 17 municípios.

Matéria oficial diz que são 16 cidades, mas lista contém 17 (Foto: Reprodução/Governo)

Matéria oficial diz que são 16 cidades, mas lista contém 17 (Foto: Reprodução/Governo)

Segundo informação obtida pelo Política Dinâmica, o governo optou por diminuir uma cidade na divulgação para não dar margem à nenhuma alusão ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), cujo número é 17. No entanto, teve um 17 que o governo ainda acabou divulgando. A matéria da comunicação oficial informa que cada veículo tem capacidade para até 17 passageiros.

(Gustavo Almeida-Política Dinâmica)