Os venezuelanos estão dividindo até caneco d’água

por Pádua Marques*

Não dou mais muito pra dentro de pouco tempo, coisa de dias ou meses, aparecerem aqui na Parnaíba umas levas de venezuelanos. Duvida? Do jeito que a coisa está pros lados de Roraima eu não duvido de nada. Basta que uns deles cheguem a Belém, no Pará e tomem um ônibus da Guanabara que mais cedo do que o Tribuzana e outros imaginem, eles desembarcam ali na rodoviária da Pinheiro Machado.

A coisa está mais que feia pros lados de Boa Vista. Boa Vista que poucos, pouquíssimos brasileiros sabiam existir no mapa. Tem até gente que ainda dá Roraima por território, assim como o Amapá, Acre e Rondônia. Mas é um estado e um estado agora cheio de problemas com toda aquela gente faminta, doente, caçando o que fazer pra ter alguma moeda no bolso e em alguns casos mandar pra mulher e pros filhos na Venezuela.

Não queira ninguém saber o que é ser refugiado. A gente imagina só de longe quando vê pela televisão aqueles barcos atravessando o Mar Mediterrâneo lá entre a Europa e a África, cheios de muçulmanos do Afeganistão, Iraque, Síria, Líbano, Etiópia e outros países metidos em confusão e guerras sem pé nem cabeça. Até parece que esse pessoal não tem nada pra fazer, assim como, um quintal pra varrer, um carro pra lavar, um menino pra levar pra escola, um cisco pra queimar.

A coisa está fedendo a chifre queimado lá pras bandas de cima, na chamada cabeça de cachorro. Os refugiados venezuelanos estão disputando um caneco d’água. O governo de lá tem visto é urso engravatado e já não sabe e nem tem de onde tirar pra dar de comer e de dormir pra toda aquela gente. Dentro de mais algum tempo podem ocorrer cenas de violência. Prostituição já tem porque coisa de pouca vergonha cresce que nem mata-pasto.

Eu agora voltando pra expectativa de uns ou muitos deles chegarem a Parnaíba dentro de mais algum tempo, cá comigo, mando uma lembrança e um alerta pra dona Adalgisa, mulher de Mão Santa, secretária de Desenvolvimento Social e de Cidadania. 

Digo isso porque Parnaíba, entre as cidades piauienses, tirando a capital Teresina, é aquela mais visada. Coisa de hospital e clínica, nem se fala. Tudo que é gente doente da vizinhança, Cocal, Bom Princípio, Ilha, Tutoia, Água Doce, Buriti dos Lopes, descarrega na porta do Dirceu. Toda confusão que vem das bandas do Pará e do Maranhão acaba sendo resolvida por aqui. Porque o Pará e o Maranhão, de lá pra cá são retos, feito mão na cara.

Pode até ser que eu me engane, mas por via das dúvidas é bom ficar de olhos bem abutecados. Vai que um dia desses a vizinha fofoqueira vai metendo a cara na porta e dá de frente com uns deles, falando aquela língua embolada né? Não que a gente vá a uma altura dessas bater a porta na cara destes venezuelanos. Caso eles apareçam, vamos mostrar nosso espírito de solidariedade. Custa nada!

A esquerda é o Titanic de 2018, já bateu no iceberg e afunda no ridículo

PT contribui para levar a esquerda ao ridículo

Clóvis Rossi
Folha

Que a esquerda está em crise em boa parte do mundo não chega a ser uma grande novidade. Novidade é que significativa parcela do mais importante partido da esquerda brasileira, o PT, esteja contribuindo para esse cenário geral de crise com uma forte pitada de ridículo.

Se a única ideia que os petistas podem oferecer é essa estupidez de acrescentar “Lula” ao nome, é melhor chamar o Tiririca para substituir a Gleisi Hoffmann na presidência do partido. Palhaçada por palhaçada, fiquemos com quem é mais autêntico.

DIZ O ACADÊMICO – Idiotice à parte, passemos a uma crítica fulminante à esquerda vinda de um acadêmico, Wanderley Guilherme dos Santos, de impecáveis credenciais esquerdistas e um propagandista entusiasmado do governo Lula.

“Esse é um mundo no qual a esquerda do século 20 não tem mais lugar. Por isso toda esquerda no mundo hoje é obsoleta, conservadora e reacionária. Ela se organizou em termos de pensamento e ação no século 19 para concorrer com o liberalismo em termos de imaginário futuro de organização social. O liberalismo oferecia o progresso, a esquerda oferecia a revolução pela ruptura. A queda do muro de Berlim destruiu esse projeto alternativo. A esquerda desde então tem estado na defensiva e não é à toa que sua palavra de ordem seja resistência”, escreveu esse cientista social para o último número de 2017 da trimestral revista Inteligência.

Sou obrigado a concordar com ele, até porque já escrevi inúmeras vezes que a esquerda — não só a brasileira — não conseguiu ainda sair dos escombros do muro de Berlim, mesmo passados quase 30 anos da queda. Foi também o fim do comunismo e é intrigante que mesmo a esquerda que não comungava com o comunismo soviético tenha se ressentido.

EXEMPLO DO CHILE – Se a obsolescência da esquerda tivesse provocado apenas a ascensão de uma direita civilizada, não haveria grandes problemas. Veja-se o Chile: a esquerdista Michelle Bachelet dá lugar ao direitista Sebastián Piñera, que, quatro anos depois, devolve a cadeira a Bachelet para que ela a entregue, após outros quatro anos, a Piñera. E o Chile vai em frente, tropeçando às vezes, mas sem uma crise tremenda como a que devorou o Brasil e ainda se faz sentir.

O problema é que o vácuo deixado pela esquerda foi preenchido pela extrema-direita, como escreve Dani Rodrik, um heterodoxo professor de economia política internacional na Escola de Governo John F. Kennedy, da mitológica Harvard:

“Tivessem os partidos políticos, particularmente os de centro-esquerda, perseguido uma agenda mais ousada, talvez o crescimento de movimentos de direita, nativistas [nacionalistas], pudesse ter sido evitado”.

SEM AGENDA – O raciocínio parece correto, mas o problema é que nem a direita (civilizada) nem a esquerda puseram de pé até agora uma agenda capaz de contrapor-se “às queixas que autocratas populistas exploraram com sucesso — desigualdade e ansiedade econômica, a percepção de declínio do status social e o abismo entre as elites e os cidadãos comuns”, para citar de novo Rodrik.

A esquerda brasileira acha mesmo que pôr “Lula” no nome é uma agenda suficiente?

JUIZ determina retirada de outdoors do SINPOLPI contra Wellington Dias

“EXAGERO USAR VERMELHO” – O juiz da 7ª Vara Cível de Teresina, Sebastião Firmino Lima Filho, acatou o pedido de tutela de urgência apresentado (através de seu advogado) pelo governador Wellington Dias e determinou a retirada imediata dos outdoors que o Sindicato dos Policiais Civis de Carreira (SINPOLPI) espalhou pela cidade de Teresina.

LEIA E ENTENDA:

CENSURA E GRANA: W.Dias não aceita crítica em outdoor e corre pra Justiça

Para o magistrado, apesar de Wellington Dias ser pessoa pública e que deva “tolerar as críticas e opiniões contrárias”, o SINPOLPI teria dito na mensagem “A VIOLÊNCIA NO PIAUÍ TEM NOME” que o governador seria responsável por “qualquer ato violento” no estado.

O magistrado também achou exagero a palavra “violência” vir manchada de vermelho. “Há de ser considerado também o apelo visual que possuem os painéis, com a palavra“violência” manchada de vermelho, evidente alusão ao sangue humano.”, escreveu o juiz em sua decisão.

O SINPOLPI pode recorrer da decisão.(Código do Poder)

Na Globo, Andréia Sadi diz que Ciro prestará depoimento quando voltar ao Brasil

A repórter Andréia Sadi informou há pouco na Rede Globo que o senador Ciro Nogueira prestará depoimento quando voltar da Europa. Esta semana, o presidente nacional do Partido Progressista foi alvo de operação da Polícia Federal, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão em seu gabinete no Senado, e nas residências que tem em Brasília e Teresina.

Segundo ela, a defesa do senador afirmou que ele ainda está na Belgica, e que a data do depoimento à PF ainda não foi marcada. A jornalista fez ainda menção aos vídeos publicados no perfil de Ciro, com depoimentos de prefeitos piauienses o apoiando.

Ontem, o Jornal Nacional exibiu trecho de conversa entre Joesley Batista e o senador piauiense em que, segundo o empresário, os dois estariam tratando sobre o pagamento de R$ 500 mil a Ciro. (Apoliana Oliveira)

Assembleia de Minas aceita impeachment do Governador Fernando Pimentel

PEDIDO LISTA ‘CALOTES’ DE PIMENTEL JUNTO A PREFEITURAS E À ALMG

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aceitou o pedido de impeachment do governador Fernando Pimentel (PT) na sessão desta quinta (26).

De acordo com a denúncia, um ‘calote’ de R$ 300 milhões junto ao Legislativo levou ao atraso de salários de servidores, fornecedores e dos próprios deputados estaduais. Além de não repassar os recursos ao Legislativo, a denúncia elenca diversas falhas do mesmo tipo junto a várias prefeituras mineiras.

A ALMG também determinou a criação de uma comissão específica para tratar sobre o pedido de impeachment com indicações de deputados por líderes dos partidos e blocos parlamentares.

“Já faz alguns meses que o governador Pimentel está atrasando os recursos financeiros destinados ao pagamento dos duodécimos dos servidores públicos do Estado. O governo está atrasando os recursos do Legislativo, já atrasou os dos servidores do Judiciário e, todas as vezes que ele faz isso, fere a Constituição Federal”, considera Mariel Marra, advogado autor do pedido de impeachment.

Estado deve mais de R$ 1,4 bilhão para empreiteiros e fornecedores

 

A matéria de capa do jornal “Diário do Povo” desta quinta-feira, assinada pelo jornalista Luciano Coelho, desnuda a realidade dos débitos do governo do Estado, sob o comando de Wellington Dias, que deseja a qualquer custo se perpetuar no poder e vai fazer o diabo, se deixarem, para conquistar o 4º mandato, com o apoio de velhas e carcomidas lideranças políticas que ele está comprando, cooptando, iludindo.

O valor é quase um milhão e meio de débitos. Segundo a nota, o dinheiro de mais um empréstimo que o governo espera receber do governo federal não cobre a dívida e nem dá para fazer as obras anunciadas.

A Associação Piauiense de Obras Públicas (Apeop) divulgou nota sobre o risco dos empreiteiros não receberem dinheiro do governo do Estado. A Apeop tem 72 Associados, sendo que a somente 30% deles o Estado deve 120 milhões. A dívida total com a Empreiteiros Associados passa de 400 milhões. 

Os demais fornecedores seriam os credores de outros R$ 1 bilhão. O presidente da Apeop, Arthur Feitosa, disse que o período eleitoral combinado com o histórico de contratações, sem recursos garantidos, sugere que os associados tenham o máximo de cautela para participarem de licitações e observar a fonte de recursos para custear as obras.

Eis a íntegra da nota da Apeop:

A Associação Piauiense dos Empresários de Obras Públicas, APEOP-PI, através da sua diretoria vem alertar aos empresários associados sob os riscos das contratações de obras para o Governo do Estado do Piaui.
Considerando que nos últimos doze anos sem exceções, o governo do estado do Piauí, vem tratando com profunda desídia as relações assumidas com as pequenas e medias empresas de engenharia;
Considerando que não existe no sistema de pagamentos do governo do Estado um cronograma de liberações por ordem de entrada;
Considerando que já existem milhares de obras paralisadas por falta de pagamentos, colocando pequenos e médios empresários em situação falimentar;
Considerando que não existe uma politica de saneamento das contas públicas que possa trazer tranquilidade aos prestadores de serviços, haja vista que o Estado se encontra sempre na necessidade de continuados empréstimos;
Considerando a situação de extrema preocupação provocada pelas últimas ações que buscam esclarecer as prestações de contas em aberto dos empréstimos, colocando várias empresas e obras sob suspeita;
Considerando o período eleitoral que se avizinha, combinado com o péssimo histórico de vultosas contratações, sem recursos garantidos, para atendimento das promessas de campanha;
Sugerimos a nossos associados que tenham a máxima cautela na participação de licitações, observando principalmente, a fonte de recursos que irá custear os objetos. Toda cautela é necessária para que essas empresas não venham a se colocar numa situação de dificuldades financeiras devido a histórica inadimplência junto aos contratos firmados com o Governo do estado do Piauí  

Empresário e advogado Valdeci Cavalcante é reeleito para presidir a Fecomércio

O presidente do Sistema Fecomercio Sesc/Senac no Piauí, Valdeci Cavalcante, foi reeleito, por unanimidade, na manhã desta quarta-feira (25), para o mandato de quatro anos à frente do Sistema Fecomércio.

A eleição aconteceu na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Piauí. A diretoria da Fecomércio Sesc/Senac foi reeleita para o mandato de 2018 a 2022.

Valdeci Cavalcante assumiu a presidência da Fecomercio em 2002 e transformou o Sesc e o Senac em polos de atendimentos, descentralizando as atividades em vários municípios do Piauí. Em 2004, iniciou o programa de modernização das instalações físicas das unidades do Sesc com a maior reforma já realizada.

Em 2004 iniciou a expansão das atividades do Sesc e do Senac construindo novas unidades no Piauí a exemplo dos centros educacionais o Sesc Ler em Guaribas e Acauã.

O diretor Regional do Sesc, Campelo Filho, apresentou um comparativo das ações realizadas por Valdeci Cavalcante ao longo da sua gestão. “Quando o Dr. Valdeci assumiu a Fecomercio o Sesc possuía apenas oito unidades no Piauí agora são 25 unidades. O Senac tinha apenas quatro unidades e agora são 15 centros de educação profissional”, destaca.

As matrículas também aumentaram expressivamente. Em 2001 o Sesc contava apenas com 19.230 comerciários inscritos, já este ano são 43.517 comerciários. Quando assumiu a Presidência do Conselho Regional do Sesc, Valdeci Cavalcante, recebeu a entidade com 9.450 matrículas.

Ano passado o Senac fechou o ano com 576.899 matrículas. “Esses dados nos deixam felizes por saber que estamos transformando o Sesc e o Senac em dois grandes polos de atendimentos no Piauí”, destaca Valdeci. Nesta segunda-feira, o presidente da Fecomércio Piauí participou de uma audiência com o governador Wellington Dias. Ele apresentou um projeto para transformar o prédio do Grupo Escolar Miranda Osório, em Parnaíba, numa moderna escola de idiomas e empreendedorismo social.(Jornal da Parnaíba)

Novos alvos da PF são dois herdeiros de Severino Cavalcanti

Nogueira seguiu os passos de Severino no PP

Bernardo Mello Franco
O Globo

Severino Cavalcanti era um deputado tosco nos modos e transparente nos objetivos. Ao chegar à presidência da Câmara, exigiu sua fatia no bolo da Petrobras. Ele deixou claro que não aceitaria qualquer cargo na estatal. Queria a diretoria que “fura poço e acha petróleo”.

O rei do baixo clero perdeu o trono, acusado de cobrar “mensalinho” do restaurante da Câmara. Seu espólio foi dividido entre dois escudeiros: o deputado Dudu da Fonte e o senador Ciro Nogueira, que ele chamava de “filho”.

NA LAVA JATO – Ontem os herdeiros de Severino foram alvo de uma operação da Polícia Federal. Eles já haviam sido denunciados pela Lava-Jato, sob a acusação de receber propina. Agora são suspeitos de subornar um ex-assessor para atrapalhar as investigações.

Num dos endereços do senador, a PF apreendeu R$ 200 mil em espécie. Seu advogado disse que os recursos eram “legais”. Faltou explicar se ele guardava a bolada para pagar a diarista ou para garantir a gorjeta do entregador de pizza.

Ciro e Dudu são expoentes do PP, um partido envolvido no mensalão e no petrolão. A sigla é recordista de políticos investigados na Lava-Jato. Mesmo assim, foi a que mais cresceu na janela de transferências de março. Agora controla a terceira maior bancada da Câmara, com 50 deputados. O 51º está afastado do cargo. É Paulo Maluf, que trocou uma cela na Papuda pela prisão domiciliar em sua mansão paulistana.

“MERCADORIAS” – O PP inchou na janela porque ofereceu duas mercadorias que os parlamentares adoram: dinheiro e perspectiva de poder. A legenda prometeu abrir os cofres do fundo partidário para os novos filiados. Além disso, assegurou que estará no próximo governo, seja ele qual for.

Seu talento para os negócios é conhecido e foi reafirmado no impeachment. O partido tinha um ministério com Dilma. Ao mudar de lado, passou a ter três com Temer, além da presidência da Caixa.

No mês passado, a Procuradoria reforçou a denúncia contra o “quadrilhão” do PP. O velho Severino é lembrado três vezes no documento. Numa delas, por chantagear o governo Lula para levar o Ministério das Cidades, em 2005. Não conseguiu emplacar o “filho” Ciro, mas garantiu a pasta para seu partido. “Iniciava-se, assim, outro flanco da organização criminosa”, escreve a procuradora Raquel Dodge.

Deputado Luciano Nunes cobra envio de informações sobre coordenadoria criadas em 2017

O tempo de dois minutos para os pequenos avisos foi usado pelo deputado Luciano Nunes (PSDB) para reiterar, verbalmente, sobre o relatório das atividades das nove coordenadorias, criadas pelo Governo do Estado do Piauí, em 2017. Ele ressaltou que o projeto de criação das coordenadorias foi aprovado no mês de março de 2017, pela Casa. E o documento cobrando as ações desses órgãos foi apresentado no final do ano, segundo ele, aproximadamente no mês de novembro do ano passado. “O requerimento foi aprovado por unanimidade, pedindo o relatório das atividades dessas coordenadorias que foram criadas pelo governo. E até hoje eu recebi, no meu gabinete, apenas o relatório de três coordenadorias”, reiterou. 

De acordo com o deputado, os relatórios são bastante sucintos e fez um apelo ao líder do governo e aos coordenadores, para que as coordenadorias apresentem o relatório de suas atividades. “Quando da criação dessas coordenadorias, nós votamos contrário, pois entendemos que se tratava do inchaço da máquina e de que elas buscavam mais acomodação de aliados políticos do governador, do que ações de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do Estado”.

O parlamentar lembrou que um ano já se passou e, portanto, com tempo suficiente para que as coordenadorias mostrem, para que estão servindo. E amanhã, ele irá apresentar, mais uma vez, o requerimento em plenário. Luciano Nunes leu o nome de cada coordenadoria. São elas: Coordenadoria de Programa de Gestão dos Recursos Hídricos; Programa de Modernização e Qualificação de Empreendimento Público; Coordenadoria de Programa de Infraestrutura Aeroportuária; Coordenadoria do Programa de Tecnologia e Inovação; Coordenadoria de Programa do Programa de Educação por Meio de Mediação Tecnológica; Coordenadoria do Programa do Agronegócio dos Cerrados e Coordenadoria do Programa de Apoio à Cidadania para o Idoso.

“Elas foram criadas através da lei de número 6. 955, de 15 de março de 2017. Eu recebi o relatório das Coordenadorias de Mediação Tecnológica, do Programa de Gestão de Recursos Hídricos e da Coordenadoria do Idoso. Esta Casa e o povo do Piauí gostariam de saber para quê essas coordenadorias estão servindo”, reforçou o deputado Luciano Nunes.  O deputado Francisco Limma (PT), líder do Governo, disse que estava fazendo um contato, para que em um prazo de cinco dias úteis, os relatórios devam ser concluídos.

Lindalva Miranda – Edição: Katya D’Angelles

Professoras denunciam lesões e piolho em menina de seis anos e mãe é presa por tortura no Piauí

Uma fisioterapeuta que não teve seu nome informado foi presa em flagrante nessa terça-feira (24) em Parnaíba, litoral do Piauí, suspeita de torturar a própria filha. O delegado Eduardo Aquino, responsável pela autuação, disse que um laudo pericial confirmou lesões antigas e recentes e que a menina se alimentava mal e tinha o cabelo cheio de piolhos. As professoras da escola onde a criança estudava denunciaram o caso. A mãe teria afirmado que “perdeu a cabeça” e que as agressões aconteceram apenas uma vez.

Segundo o delegado, a denúncia chegou à Central de Flagrantes porque a menina foi à escola usando um casaco. As professoras desconfiaram porque a criança já havia apresentado lesões anteriormente.

“Mas dessa vez eram muito maiores. Ela tem lesões antigas e recentes, o que foi confirmado pelo laudo, que destacou ainda que foram causadas de forma cruel. A situação é de chocar, ela está muito lesionada mesmo. A mãe está presa e vai continuar até a Justiça decidir o caso, porque o crime é inafiançável”, explicou.

Ele disse que a mãe chorou ao saber que ficaria presa e que alegou que a criança não se comportava bem e que, estressada, teria perdido a cabeça e a agredido apenas uma vez. “Mas além do laudo, a criança relata tudo com clareza, que apanhou diversas vezes, não apenas com o cinto, mas com galhos, varetas. Algumas lesões dá pra perceber que foram feitas com a fivela do cinto”, descreveu o delegado.

Além dos vários hematomas, os maus tratos se estendem à higiene precária e má alimentação da criança. “A menina tem dores de estômago frequentes e conta que a mãe disse que era ‘frescura’ da criança. Ela estava bastante suja e ainda com muitos piolhos. Isso não se explica por problemas financeiros, a família tem boas condições”, relatou.

O padrasto também é suspeito de agredir a menina, mas não ficou preso porque não houve situação de flagrante. Ele se apresentou à polícia espontaneamente. “Mas isso ainda será investigado e posteriormente pode ser pedida a prisão dele”, informou. Além da mãe e do padrasto, a menina morava com uma irmã adolescente, que ainda não foi ouvida.

O caso seguirá agora para a Delegacia do Menor de Parnaíba. A criança está sendo cuidada, agora, por uma professora da escola onde estudava. Ela será acompanhada pelo Conselho Tutelar e por uma equipe de psicólogos até o fim do inquérito.

“Toda criança dessa idade estressa os pais, isso não é justificativa para a forma como ela foi agredida. O crime de tortura está comprovado sem dúvidas. A menina parece bem emocionalmente, conta tudo com clareza e lucidez, mas receberá este acompanhamento”, finalizou Eduardo Aquino.

Por Maria Romero, G1 PI

Jornal Hoje detalha depoimento em que Joesley diz ter pago R$ 500 mil a Ciro

A reportagem do Jornal Hoje, da Rede Globo, na edição desta quarta-feira (25/04), detalhou trechos do depoimento feito pelo empresário Joesley Batista em abril deste ano, na sede da Polícia Federal em Brasília, em que ele relata o pagamento de R$ 500 mil ao senador Ciro Nogueira. Ontem, o político piauiense foi alvo de operação da PF por suspeita de tentativa de obstrução de Justiça.

O depoimento foi concedido no inquérito que apura se os delatores da J&F omitiram informações na delação feita à Justiça.

Os documentos mostrados pelo Jornal Hoje mostram que Joesley contou ter se reunido com Ciro e Ricardo Saud em 17 de março do ano passado, para tratar sobre a entrega de 500 mil reais ao presidente do PP. A quantia, diz o empresário, foi entregue na garagem de sua casa. 

A entrega do dinheiro já havia sido mencionada por Joesley no ano passado, quando deu detalhes de sua relação com Ciro, apontando o senador como um de seus maiores interlocutores políticos. 

À TV Globo, o advogado de Ciro disse que ele nunca recebeu dinheiro de Joesley e que a gravação da conversa vai comprovar isso. Pontuou ainda que o senador mantinha com o delator uma relação republicana, de um político com um grande empresário.

(Apoliana Oliveira)

Somos patriotas na Copa. E depois?

Por:* Janguiê Diniz
Quando a Rússia der o pontapé inicial da partida contra a Arábia Saudita, que abre a Copa do Mundo de 2018, milhões de corações por todo o mundo começarão a bater mais forte. Para nós, brasileiros, a Suíça é o primeiro adversário. Sabemos que, em tempos de Copa do Mundo, o país praticamente para. Mas quais as consequências disso?
Durante a Copa, as pessoas encarnam um sentimento ufanista e vestem as camisas de suas seleções com toda satisfação. Costuma-se dizer que o futebol é o ópio do povo brasileiro. É bem verdade que vem do esporte o sustento de inúmeras famílias, o sonho de futuro de muitas crianças e a felicidade de muitos torcedores. Durante o campeonato mundial, o sentimento de amor ao país se exacerba. Acontece que, enquanto isso, todos o resto perde importância. Aí que mora o perigo. Podemos chamar nosso patriotismo de seletivo?
Talvez esse ufanismo seja um momento de fortalecer a identidade do nosso povo. Quem não se sente mais animado com as vitórias da Seleção? Entretanto, não podemos nos distrair de outras áreas, principalmente da política. É necessário lembrar que estamos em ano de eleições para presidente, governadores, deputados e senadores. É necessário lembrar, também, que os parlamentares atualmente nos cargos podem aproveitar esse momento de “distração” nacional para realizarem manobras maliciosas, visando unicamente seus interesses pessoais.
Enquanto estivermos torcendo por Neymar e companhia, aqueles que foram eleitos para defender nossos interesses – e muitos deles sabem que não serão reeleitos – podem, na surdina, aprovar emendas, leis e projetos que são contrários  aos anseios do povo brasileiro. Daí, ficam prejudicadas a saúde, a educação e os demais direitos de uma forma em geral..
Mas afinal, o que significa ser patriota? Ser patriota é vestir verde e amarelo e aprender a cantar o Hino Nacional? Ou seria se emocionar com 60 mil pessoas ecoando as rimas em estádios lotados? Ser patriota é muito mais que isso. Patriota é todo aquele que ama sua pátria e procura servi-la.
As eleições vêm em outubro, pouco após a Copa. Independente do placar dentro de campo, é nas urnas que precisamos de ótimos resultados. O Brasil clama por mudança, por novos representantes que de fato nos representem. Não adianta ganhar o Mundial se perdemos a disputa contra a corrupção, por exemplo, reelegendo os mesmos políticos profissionais já conhecidos e que tem  participação em esquemas de desvios de verbas,  superfaturamento de obras, recebem propinas, etc.
Peço perdão aos fanáticos pelo futebol, mas o fato é que não podemos ser patriotas apenas durante a Copa do Mundo. O patriotismo deve ser um sentimento diário de todo cidadão. A população deve acreditar nessa união e dirigi-la para buscar melhores condições de saúde, alimentação, ensino e moradia. Mas, muito mais que isso, a população precisa acreditar nesse sentimento porque apenas assim podemos construir realmente a “pátria amada, Brasil”. Vamos torcer e festejar, viver a Copa, mas sem esquecer a nossa realidade, que atualmente não está muito festiva. Cabe a nós torná-la mais alegre, e uma das armas é o voto.
* Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau
 
 

LULA, O PRESIDIÁRIO, CUSTA CARO AO PAÍS: 125 VEZES A MÉDIA NACIONAL

GASTO DE TRÊS DIAS COM LULA EQUIVALEM A UM ANO COM PRESO COMUM

Causou espanto o custo diário de cerca de R$10 mil, para a Policia Federal, na manutenção do ex-presidente Lula. Esse gasto é 125 vezes maior que o custo médio nacional para manter qualquer outro preso. Segundo dados do Ministério da Justiça, o gasto médio por preso no País é de R$ 2,4 mil mensais, quatro vezes menor que o custo diário do detento Lula: em apenas duas semanas já foram gastos R$150 mil. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Além do aparato de segurança custar caro, Lula tem regalias negadas a qualquer outro preso, como banho quente, TV e banheiro privativo.

Mesmo quando comparado ao Amazonas, Estado com o maior gasto médio do país (R$ 4,1 mil), o “custo Lula” é 72,6 vezes superior.

São Paulo tem a maior população carcerária e um dos menores gastos: R$1.450 mensais por preso. Lula custa 207 vezes mais.

O “custo Lula” é bem maior: só a Petrobras perdeu R$12 bilhões no maior esquema de corrupção da História, que, para o MPF, ele chefiou.

Professores da rede municipal participarão de formação continuada sobre a BNCC

Os professores das 78 escolas da rede municipal de ensino, participarão de um projeto de formação continuada sobre a Base Nacional Comum Curricular – BNCC, realizado pela Secretaria Municipal de Educação de Parnaíba – SEDUC. A formação continuada visa compreender melhor o que é a BNCC, como sendo um documento que visa nortear o que é ensinado nas salas de aula do nosso país, englobando todas as fases da Educação Básica, entendendo que não é o currículo, mas sim a ferramenta que visa determinar a elaboração do currículo das redes de ensino, considerando a comunidade e os aspectos regionais e sociais em que cada escola está inserida.

“Neste momento em que o país inteiro discute a BNCC, Parnaíba não poderia deixar os nossos docentes de fora, esse é um momento de estudo e alinhamento, para que a base seja implantada com sucesso em nossa rede de ensino”, enfatizou a professora Venilcia Vasconcelos, diretora do Ensino Fundamental da SEDUC.

Cada escola selecionou dois professores efetivos que irão participar dos quatro encontros que acontecerão nos dias 28/04, 23/06, 11/08 e 27/10 e serão formadores, repassando as discussões para o grupo de cada escola que estão representando. Cerca de 150 professores formadores participarão das formações que acontecerão no auditório do SENAI, na Av. Capitão Claro, das 7h30 às 11h.

Neste sábado, a formação será ministrada pelo professor doutorando pela UNIRIO e mestre em educação pela mesma instituição, Valdeney Lima da Costa. Ele é representante da UNDIME (União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação), e fará esclarecimentos sobre a BNCC e a nossa rede/escola.

Texto: Valdênia Santos

COFRES DE CIRO QUASE FORAM ARROMBADOS

Os policiais federais que cumpriram mandado de busca e apreensão na casa de Ciro Nogueira queriam acesso aos cofres do senador. Para não ter de arrombar, o senador, da Bélgica, passou as senhas para a advogada que estava acompanhando a busca dos policiais.

Um cofre é do próprio Ciro. O outro é de sua esposa, a deputada federal Iracema Portella, segundo contou a defesa. Ela também acompanha Ciro na viagem à Europa.

A informação é da jornalista Andréia Sadi e foi publicada em seu blog no portal G1.

A investigação apura se o senador piauiense obstruiu a Justiça ao tentar comprar o silêncio de um ex-assessor. Ainda conforme a jornalista Andreia Sadi, Ciro conversou bastante por telefone com o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Da Europa, Ciro se disse “perplexo” e negou qualquer “tentativa de obstrução de justiça”.

Também nesta manhã, segundo apurou o blog de Andréia Sadi no G1, o presidente Michel Temer (MDB) chamou no Palácio do Jaburu o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, para discutir a operação. A PF é subordinada ao ministério de Jungmann.

Ciro, que é presidente do Progressistas, é um dos principais aliados de Temer no Congresso. (Informações do Política Dinâmica)

Deputado Assis Carvalho pode “melar” coligação PT/MDB no Piauí

Assis Carvalho pode tocar fogo nas negociações dos partidos. Ele não cede às pressões pela formação de aliança proporcional com o PT (Foto: Divulgação)

Brado retumbante
Assis Carvalho (PT) parece tocado pelo espirito do velho senador pernambucano NilO Coelho, que num rasgo de independência, nos estertores da ditatura, bradou: “Não sou presidente do Congresso do PDS, sou presidente do Congresso do Brasil”. O deputado federal petista disse: “Não sou presidente do PT do Karnak, sou presidente do PT do Piauí”.

Conta certa
O petista mandou um recado para Wellington Dias: pode fazer aliança com tudo que é partido, menos o MDB e PSD.
A razão é a de que com uma chapa pura o MDB somente elege três deputados, com chance de mais um na sobra. Na aliança com o PT, o MDB faz sete, tirando mandatos do PT e outros aliados.

Toma lá…
O PT pode até ceder ao MDB e o PSD para formar o chapão, mas faz uma exigência: se abrir na chapa proporcional, esses dois partidos perdem o direito de indicar nomes para compor a chapa majoritária.

Progressistas
Enquanto o PT finca pé por chapa pura, o MDB pressiona por uma união que só o favorece (nas contas do PT) e o PSD tenta salvar seu único parlamentar (Georgeano Neto), o Progressistas caminha para se compor com o PDT, repetindo uma parceria que deu muito certo em 2010.

Pressão
Wellington Dias tem no máximo 15 dias para dizer com quem formará chapa para disputar a reeleição. A pressão é de todos os lados, querendo que ele defina logo quem será seus companheiros de chapa. (Informações da Coluna de Arimatéia Azevedo)

Justiça Federal proíbe repasse da 2ª parcela de empréstimo da Caixa ao Piauí

Justiça Federal Piauí

A juíza federal Marina Rocha Cavalcanti Barros Mendes, da 5ª Vara Federal do Piauí,  determinou (veja aqui)  a suspensão do repasse da segunda parcela do contrato de empréstimo entre a Caixa Econômica e o governo do Estado no valor de R$ 315 milhões. Os recursos seriam utilizados para obras de infraestrutura e saneamento através do programa federal de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa).

Segundo a juíza, ficou caracterizado o desvio de finalidade na aplicação da primeira parcela do empréstimo. “Para sanar a irregularidade já constatada e obter a liberação da segunda parcela, está o Estado do Piauí obrigado a provar (junto aos órgãos fiscalizadores, no caso a Caixa Econômica Federal e o Tribunal de Contas do Estado, este inclusive se utilizando de inspeções in loco, se for o caso) que, a despeito de ter feito transferências bancárias indevidas, utilizou os recursos dentro das finalidades vinculadas previstas no contrato”, diz trecho da decisão.

No dia 19 de abril, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Caixa apresentasse em 72 horas, a contar da intimação, cronograma de desembolso da linha de crédito. O ministro entendeu não haver justificativa técnica suficiente para a demora na transferência dos recursos.

Ainda de acordo com Marina Rocha, caso o Estado persista, uma única vez que seja, na conduta de transferir os recursos de empréstimos da conta específica para a Conta Única, novas sanções poderão ser aplicadas.

“Caso a análise da prestação de contas pela Caixa ou Tribunal de Contas do Estado, conclua que houve aplicação de recursos em finalidade diversa da prevista no contrato, se sujeitará ao vencimento antecipado da dívida e possível bloqueio e repasse dos recursos decorrentes da arrecadação de receitas provenientes do FPE e ICMS, até o limite do saldo devedor atualizado, em caso de não pagamento. Em caso de não quitação do débito, se enquadrará na situação de inadimplente, quando, então, nos termos contratuais, terá lugar a suspensão de todos os  desembolsos nos demais contratos de empréstimo do Estado do Piauí junto à Caixa Econômica Federal”, afirma a juíza. 

A juíza, ainda na decisão, excluiu da ação os nomes do governador Wellington Dias; do secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, e do diretor da Unidade de Gestão de Dívida Pública da Caixa Econômica Federal, ficando apenas as pessoas jurídicas do governo estadual e Caixa como réus.

Flash Yala Sena

PF PEDE TRANSFERÊNCIA DE LULA PARA OUTRA UNIDADE PRISIONAL

A Polícia Federal pediu a transferência do ex-presidente Lula de suas dependências, em Curitiba, para “um estabelecimento prisional adequado para o cumprimento da pena”. O petista foi preso no dia 7 de abril para cumprir 12 anos e um mês de prisão no caso triplex do Guarujá (SP).

Em ofício “urgente”endereçado à juíza Carolina Lebbos, da execução penal, os policiais afirmam que os transtornos causados pela presença do ex-presidente na carceragem da PF são inúmeros e os gastos para mantê-lo, muito altos.

De acordo com o documento, “tem-se uma perspectiva de gastos de aproximadamente R$ 300 mil” no mês com diárias de policiais, passagens e deslocamentos de pessoal de outras unidades para reforçar a segurança da superintendência.

Em cerca de quinze dias, já foram gastos R$ 150 mil em duas semanas, equivalentes a despesas de cerca de R$10 mil por dia só para manter o ex-presidente na sala em que se encontra, com banheiro quente, banheiro privativo e até TV.. 

Em sua terceira semana encarcerado na PF, a defesa do ex-presidente não pediu até aqui a remoção para uma unidade prisional próxima do domicílio, um direito previsto na Lei de Execução Penal.

Estudantes de Ilha Grande visitam a Sesc Caixeiral em Parnaíba

 

Uma turma de estudantes da Escola Marocas Lima de Ilha Grande/PI visitou, na tarde desta segunda-feira (23/04), o prédio da União Sesc Caixeiral em Parnaíba/PI. Os alunos que fizeram a visita fizeram parte do projeto de "Oficina de Poesia" realizado pelos escritores Luana Silva e Jailson Júnior na Escola Marocas. Mais sobre a oficina AQUI. A excursão foi acompanhada pela coordenadora da escola, Glória Oliveira e os escritores Luana Silva e Marcello Silva.


Nesta semana a União Caixeiral está com uma programação especial pelo Centenário da instituição. Confira a programação completa AQUI 
A visita iniciou as 15h com uma visita a sala de cinema onde foi apresentado um curta metragem em forma de animação sobre formação de identidade do jovem/criança. Em seguida foi a vez de visitar a exposição "Territórios e Fronteiras" dos artistas: Fran Favero (RS), Arthur Doomer (PI), Leonardo Pereira (PB), Leo Bittar (PA), Antônio Filho (PE), Lucio Telles(SE), Tom Limongi (PB). A exposição foi apresentada pelo poeta Alciomar Neto. Posteriormente os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer a biblioteca Rubem Freitas com seus mais de 11 mil livros, ambiente propício leitura e reflexões. 


Na sequência, no andar superior, foi possível se deleitar com a "Mostra de Quadros de Formatura da União Caixeiral (1942-1998)". Por fim, a visitam foi concluída com uma roda de conversa e declamações de poesias, oportunidade que Camila Maia, analista de literatura, distribuiu exemplares do Jornal Correio Literário e explanou sobre a importância do ato da leitura. Claucio Ciarlini, escritor e editor do O Piagui, distribuiu exemplares do Jornal Cultural e fez convite aos estudantes para participarem das próximas edições de O Piagui.


Declamaram os poetas versanianos Alexandre César, Alciomar Neto, Claucio Ciarlini, Morgana Sales e Camila Maia.  A visita foi guiada e assessorada  com maestria por Pedro Hoffman. 

Fonte: www.chavalzada.com.

O desemprego em 2018: saindo do fundo do poço

*Clemente Ganz Lúcio

Os resultados divulgados pelo Ministério do Trabalho sobre admissões e demissões realizadas no Brasil no ano de 2017 revelam o fechamento de 21 mil postos de trabalho com carteira assinada (Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Considerando-se que, em 2015 e 2016, foram fechados quase 2,9 milhões de empregos (1,33 e 1,53 milhão respectivamente), os dados do último ano indicam estabilidade no patamar alcançado pelo emprego formal, o que mostra que o mercado de trabalho chegou ao fundo do poço. Sair é uma outra história!

No ano de 2017, o comércio teve saldo positivo de 40 mil postos de trabalho e a agropecuária e os serviços, de 37 mil cada um. Por outro lado, a construção civil eliminou 104 mil empregos e a indústria da transformação, outros 20 mil.

Contudo, quando se considera o ajuste sazonal para a observação da variação do emprego formal registrado em dezembro de 2017 em relação ao mês anterior, o comportamento de todos os setores se mostra mais favorável, com especial destaque para a construção civil e os serviços.

Essas informações negativas sobre o emprego se alinham com a expectativa de baixo crescimento econômico em 2017, depois de mais de dois anos de gravíssima recessão e do acúmulo de 13 milhões de desempregados no mercado de trabalho.

A divulgação dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo IBGE, mostra que o desemprego cresceu, passando de 11,5%, em 2016, para 12,7%, em 2017. Mais importante, houve redução de cerca de 1 milhão de postos com carteira assinada no ano, aumento de 5,5% do assalariamento sem carteira e de 0,7%, dos trabalhadores “por conta própria”.

Também a PED – Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pelo DIEESE, Fundação Seade, MTE-FAT e parceiros regionais, registrou elevação do desemprego e da contratação informal – autônomos e assalariados sem carteira – e diminuição dos rendimentos do trabalho e da contratação formal na maior parte das regiões metropolitanas onde ocorre o levantamento.

O cenário prospectivo para 2018 aponta para um resultado positivo em termos de geração de postos de trabalho com carteira assinada e a possibilidade de uma redução do desemprego, a depender, de um lado, da intensidade do aumento da procura por emprego daqueles que saíram do mercado de trabalho e, de outro lado, do ritmo de criação de postos de trabalho. Esses resultados serão fruto de um crescimento econômico, que poderá ser superior a 2%. O fundo do poço da economia, mesmo com o PIB trimestral em desaceleração nos três primeiros trimestres de 2017, abre espaço para uma retomada que virá animada pela queda da taxa de juros; pela alta ociosidade da capacidade produtiva já instalada, o que permite aumentar a produção sem investimentos; e pelo ciclo eleitoral, que deve aumentar as inversões em obras públicas, entre outros fatores. Mas há inúmeras incertezas que ainda devem ser consideradas, conforme indica o Boletim de Conjuntura do DIEESE (www.dieese.org.br).

Os dados divulgados pelo Ministério também evidenciam a aplicação das novas regras de contratação para trabalho intermitente (2,9 mil admissões em dezembro) e contrato de trabalho em tempo parcial (2,3 mil admissões em dezembro). Apesar de baixos, é possível que esses números estejam iniciando uma série que poderá crescer ao longo de 2018, na medida em que aumentar a segurança jurídica em relação às mudanças promovidas pela Lei 13.457. Caso isso ocorra, a tendência será a redução do emprego seguro, em função da ampliação de postos de trabalho que, apesar de formais, caracterizam-se pela precariedade; bem como a utilização de contratos intermitentes ou em tempo parcial para que postos de trabalho informais sejam transformados em empregos legais.

A crise política adiciona ingredientes de difícil mensuração sobre a dinâmica econômica e o mercado de trabalho. Tudo indica que 2018 será um ano de alta complexidade para a luta sindical e social e de difícil compreensão sobre a conjuntura política, econômica e social.

Entretanto, sabe-se que as negociações coletivas de trabalho a serem realizadas neste ano ocorrerão em um contexto de baixa inflação – o que poderá ter reflexos positivos sobre as conquistas relativas à reposição de perdas salariais e obtenção de aumentos reais  – e abrir espaço para a negociação de outros temas fundamentais para os trabalhadores. As campanhas de data-base – momento de renovação dos contratos coletivos de trabalho das diversas categorias profissionais – são um espaço privilegiado para o enfrentamento das medidas introduzidas pela reforma trabalhista, dado que propiciam condições para a luta pela inclusão, nos acordos e convenções coletivas de trabalho, de garantias  que protejam os trabalhadores da precarização dos contratos, da flexibilização da jornada  e de seus impactos negativos sobre salários, benefícios e condições de trabalho.  

 *Clemente Ganz Lúcio é  Sociólogo, diretor técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Grupo Reindustrialização