O voo da barata tonta

Por: Arimatéia Azevedo

Setores governistas se apressaram ontem em classificar como fake news a informação sobre a licitação para registro de preços destinada À aquisição de 222.200 km de voo em um jato biturbinado e de 4.320 horas de voo de um helicóptero monoturbinado potência mínima de 700 SHP. O valor da licitação é uma fortuna: R$ 26.277.681,48 e seu objetivo, um escárnio: “Atender a uma necessidade de locomoção do Exmo. Senhor governador do estado do Piauí, de seus familiares e de outras autoridades”. Ao desmentir a informação, assessores próximos do governador disseram que Gabinete Militar, que cuida do transporte e logística do mandatário, desconhecia o procedimento licitatório. Assessores civis também se esfalfaram nos desmentidos. Só esqueceram de consultar a edição de 19 de novembro do Diário Oficial do Estado, em sua página 17, e o Mural de Licitações do Tribunal de Contas, onde estão o aviso da licitação, o edital e o anexo respectivo. Lá podem ser encontradas todas as informações sobre uma ação que um governo sensato jamais faria, sobretudo, em meio a uma crise financeira e fiscal de grande monta, com o estado sem pagar fornecedores e em agudeza de problemas em hospitais, como a interditada Maternidade Evangelina Rosa.  O episódio da tentativa de escamotear uma informação verdadeira e da admissão que o entorno do governador desconhecia a tal licitação da mordomia aérea podem ser um indicativo de que, depois de três mandatos como governador, Wellington Dias ainda tem dificuldade de governar o governo, que funciona como um arquipélago no qual as ilhas estão todas umas de costa para outras. E, naturalmente, seus donatários pouco interessados que as coisas andem republicanamente.

Apesar das regalias, Petrobras está entre as mais ineficientes do mundo

                          Fachada do edifício-sede da estatal Petrobras, no Rio de Janeiro. (Foto: EBC)

Apesar do monopólio e da política de preços criminosa adotada em julho de 2017, preestabelecendo reajustes quase diários no preço ao consumidor, o desempenho da estatal Petrobras é um dos piores do mundo, comparado ao de petroleiras em condições privilegiadas bem parecidas. Hoje, a Petrobras tem valor de mercado equivalente a 20% do valor da China Petroleum & Chemical Corporation, por exemplo. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O valor de mercado da petroleira brasileira equivale, atualmente, a cerca de metade do valor da concorrente russa Gazprom.

A Petrobras divulgou lucro de R$6,6 bilhões no 3º trimestre. A chinesa e russa lucraram R$32,5 bilhões e R$ 14,4 bilhões, respectivamente.

Privadas, sem monopólio e, no máximo, um terço dos funcionários, Shell, BP, Exxon e Chevron faturam e lucram mais que a Petrobras.

De repente, o Lula fortão deu lugar ao fraquinho

Por:Josias de Souza

Na Presidência, Lula se definiu como uma “metamorfose ambulante”. Pois opera-se neste exato momento uma dessas transformações capazes de virar o personagem do avesso. Aquele Lula fortão da campanha eleitoral, que se imaginava investido do privilégio de negar ao Judiciário a prerrogativa constitucional de condená-lo por corrupção, deu lugar a um Lula fraquinho, que sente o peso da cadeia longeva.

Na mais recente visita dos companheiros Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann, Lula fez um pedido: “Não fica dizendo que eu estou muito bem, senão o povo acredita.” Depois, numa entrevista de porta de cadeia, Haddad disse aos jornalistas: “Ninguém passa incólume 230 dias” na prisão (assista lá embaixo). Na véspera, a Comissão de Direitos Humanos do Senado havia aprovado, sem alarde, um requerimento inusitado.

De autoria do senador Paulo Rocha, do PT, o requerimento prevê a formação de um grupo de senadores para visitar Lula na cadeia com o propósito de avaliar as suas  condições físicas e psicológicas. Alega-se que Lula estava abatido na audiência em que foi inquirido pela juíza Gabrierla Hardt no processo sobre o sítio de Atibaia. Por sorte, a audiência foi gravada. E as imagens mostraram um Lula em ótima forma.

Lépido, Lula tentou transformar a audiência num comício. Mas a substituta de Sergio Moro cortou suas divagações, lembrando o que estava em jogo no caso do sítio: corrupção e lavagem de dinheiro. O único distúrbio que atormenta Lula é a síndrome das condenações que ainda estão por vir.

A conversão do fortão em fortinho é prenúncio de um pedido de abertura da cela por razões humanitárias. Manipulam-se os fatos com tão desenvoltura que Lula terá de recitar o CPF e o RG diariamente diante do espelho para ter a certeza de que é ele mesmo quem está preso em Curitiba, não um impostor.

Laboratórios usam a Justiça para fazer o governo pagar remédios de alto custo

                                            Fabricantes criam ONGs e fornecem advogados para bancar brigas judiciais

O governo federal tem sido vítima de um golpe que custa cada vez mais ao País e que somente este ano desviou da saúde pública mais de R$8 bilhões, mais que o orçamento anual de estados como Alagoas, por exemplo. Isso decorre de ordens judiciais que obrigam o governo a adquirir medicamentos de alto custo para pequenos grupos de pacientes. O assunto é tão grave que ganhou prioridade do futuro ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O golpe não está nas decisões judiciais, em geral bem intencionadas, mas em quem está por trás das ações que são movidas.

Acredita-se no Ministério da Saúde e nas secretarias que entidades de pacientes de doenças raras são criadas e financiadas por laboratórios.

Laboratórios, em geral internacionais, cuidam de toda papelada para criar ONGs e ainda disponibilizam advogados caros.

Há “frentes parlamentares” de doenças raras, diz Mandetta, atuando na pressão pela compra de remédios que custam até R$150 mil.

Wellington Dias vai gastar R$ 26,2 milhões para ter jatinho à disposição dele e da família

Governador do Piauí abre edital para gastar R$ 26,2 milhões em jatinho e helicóptero

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), decidiu usar R$ 26,2 milhões dos impostos do contribuinte piauiense na contratação de um jatinho e um helicóptero para ficarem à sua disposição durante um ano, incluindo pilotos habilitados.

De acordo com o edital, o jato deve ter autonomia mínima necessária para fazer voos diretos de Teresina para São Paulo e o helicóptero fica reservado para passeios pelo Estado. Apenas com os pernoites das aeronaves, o governo vai pagar R$ 292 mil.

Reeleito nas eleições de outubro, Dias resolveu fazer a licitação para “atender a uma necessidade de locomoção do Exmo. Senhor Governador do estado do Piauí, de seus familiares e de outras autoridades”, tudo embasado em leis aprovadas durante o governo Lula.

O edital prevê viajar até 222.200 km com o jato, o que equivale a 86 trechos Teresina-São Paulo. Se fosse fazer a mesma quantidade de voos entre as duas capitais, o gasto seria em torno de R$ 136,7 mil.

TCE discute nesta segunda-feira(26) lotação de policiais em gabinetes

Enquanto o governador Wellington Dias tateia para definir o plano de ação de seu novo mandato, o Tribunal de Contas do Estado sai na frente.

O TCE marcou para esta segunda-feira (26) uma audiência pública para tratar sobre a cessão de policiais militares para outros poderes e órgãos da administração pública. O evento terá início às 9h, na Escola de Gestão e Controle.

A audiência pública será aberta à sociedade e, segundo a assessoria do TCE, tem por objetivo promover a discussão, à luz dos aspectos jurídicos e técnicos, da cessão de policiais militares para outros Poderes e órgãos da Administração, especialmente, para imprimir guarda patrimonial.

Foram convidados para participar da audiência o governador do Estado, o Comandante e Subcomandante da Polícia Militar, todos os interessados chefes de Poderes e órgãos da Administração Pública beneficiários da cessão.

Conforme o TCE, as deliberações, opiniões, sugestões, críticas ou informações emitidas na audiência pública ou em decorrência desta terão caráter consultivo e não vinculante, destinando-se, portanto, a subsidiar a sua atuação.

Do mesmo modo, visa assegurar a participação da sociedade na formulação e condução de políticas públicas e ações administrativas para concretização do direito constitucional à Segurança Pública.

Efetivo reduzido

Aplauso ao Tribunal de Contas pela iniciativa de discutir um dos pontos mais importantes envolvendo a segurança pública.

De fato, os policiais que servem aos Poderes fazem falta nas ruas, no policiamento das cidades.

Há muito tempo a PM trabalha com um efetivo reduzido. Ainda há assim, muitos policiais são colocados à disposição de gabinetes, com desvio de função, pois acabam cuidado da guarda patrimonial.

Isso não se justifica, já que não são poucos os profissionais recrutados nas empresas particulares de vigilância e segurança contratadas pelo poder público para exercer essa mesma função.

Que essa audiência pública no TCE possa resultar na efetiva devolução dos policiais aos seus postos o quanto antes. E que essa devolução comece já pelo Tribunal de Contas! (Por:Zózimo Tavares)

Totalmente sucateado Iapep/Parnaíba não realiza mais atendimentos aos usuários

O posto de atendimento do Iaspi, antigo Iapep, em Parnaíba, não realiza mais nenhum tipo de atendimento às centenas de servidores públicos estaduais, que todos os meses têm descontados religiosamente em seus contracheques, os valores do referido plano de saúde.

A informação é de um servidor do órgão que pediu para não ser identificado. Segundo ele, sequer os malotes que eram enviados semanalmente para Teresina, com as solicitações dos usuários, estão ocorrendo, “porque até o pagamento dos correios deixou de ser feito”.

De acordo ainda com o servidor, desde que assumiu o governo do Estado, em 2015, Wellington Dias vem contribuindo para o sucateamento daquele órgão. “Nunca nomearam um diretor pra cá. Não tem telefone, não tem internet, não tem computador, não tem nada. Nós funcionários estamos indo só mesmo assinar o ponto porque não há nada a fazer”, disse.

Segundo fomos informados, em função dos arrombamentos e roubos já ocorridos no local, “agora foi designado um PM que fica lá, para que o prédio não fique completamente abandonado”.

Mesmo com o caos na saúde do Estado Wellington Dias decide passear na Inglaterra

Deputados autorizaram viagem

A Assembleia Legislativa do Piauí aprovou nessa quarta-feira (21/11) autorização para o governador Wellington Dias (PT) se ausentar do país. O governador viajará à Inglaterra para participar como congressista de uma palestra sobre gestão pública.

Durante a sessão plenária, os deputados Gustavo Neiva (PSB), Rubem Martins, (PSB) e Luciano Nunes (PSDB) votaram contra a viagem. 

Ao justificar seu voto, Gustavo Neiva afirmou da tribuna que o Estado vive momento preocupante na saúde pública, com a maternidade Evangelina Rosa interditada pelo Conselho Regional de Medicina.  (Jhone Sousa)

Evangelina Rosa: diretor avisou secretário Florentino Neto sobre “risco de morte”

Por Rômulo Rocha – Do Blog Bastidores

QUEM REALMENTE SE IMPORTA?

– No pedido para que o secretário de Saúde Florentino Neto tomasse providências o item CARNE também é destacado como uma necessidade urgente. “O desabastecimento desse hospital pode causar danos irreparáveis à vida, incluindo a morte”, avisou o diretor. Veja ofício ao final da notícia.

A FACE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NÃO VIGIADA

No período de tempo (e é grande) em que o Blog Bastidores noticia inúmeras tomadas de contas especiais para recuperar dinheiro supostamente desviado através de convênios e contratos fajutos das pastas da própria Saúde, Cidades, Seinfra, Turismo, IDEPI e tantas outras, com associações suspeitas e empreiteiras afrontosas, a maior maternidade pública do estado do Piauí padece com a falta de recursos públicos. Os milhões de reais desviados, como se vê, acabam por fazer falta em algum momento, em algum lugar.

Um documento de posse desse blog evidencia, em um primeiro momento, que o diretor da instituição, Francisco Macedo Neto, se de público tenta minimizar a situação por que passa a maternidade, nos bastidores parece ser frenética a sua luta para conseguir fazer a Dona Evangelina Rosa andar, ainda que com o mínimo possível.

Esse documento, na verdade, um ofício, é um, dentre muitos outros, que revela as insistentes mendicâncias por suprimentos necessários para o bom funcionamento da Dona Evangelina Rosa. O ofício é endereçado ao secretário de Saúde, Florentino Neto, e é datado de 14 de março de 2018.

O teor da remessa revela um relatório dos processos da maternidade que estão (ou estavam) tramitando vagarosamente na Secretaria de Estado a Saúde, seguido do pedido de céleres providência.

PEDIDO DE CARNE

Traz trecho do ofício encaminhado pelo diretor: “Ressalto que trata-se de objetos diversos e de extrema importância para o funcionamento desta Casa de Saúde, pois são itens como: MEDICAMENTOS, MATERIAL MÉDICO HOSPITALAR (equipamentos médicos), GÊNEROS ALIMENTÍCIOS (carnes), GÁS-GPL, MATERIAL PARA LAVANDERIA, entre outros”.

ALERTA: RISCO DE MORTE

Em seguida o alerta do diretor: “Considerando que o desabastecimento deste hospital pode causar danos irreparáveis à vida, incluindo a morte. Solicitamos providências o mais breve possível”.

Enquanto alguns estão ficando ricos com dinheiro desviado do estado, outros morrem na Dona Evangelina Rosa.

_O DOCUMENTO

Passada anestesia do Mais Médicos, vem a dor

Por: Josias de Souza

Alguém já disse, não me lembro quem, que se o Brasil fosse um deserto, já estaria importando areia. Mal comparando, é mais ou menos isso o que aconteceu no caso dos médicos. Sobram médicos no Brasil como sobra areia no Saara. Mas o país decidiu importar médicos estrangeiros em 2013, sob Dilma Rousseff. Tratou anestesia como solução. Passado o efeito do sedativo, vem a dor.

Nos próximos dias, o noticiário será inundado por dramas de pacientes que perderam seus médicos do dia para a noite. Doentes sem diagnóstico, diagnosticados sem tratamento, grávidas submetidas à interrupção abrupta do pré-natal, o diabo. Isso não é previsão. Já está acontecendo em vários municípios, que perderam seus médicos. Num estalar de dedos da ditadura de Cuba, os cubanos estão voltando para Havana.

O curto-circuito que a chegada de Jair Bolsonaro provocou no Mais Médicos revela que a ideologia é mesmo o caminho mais longo entre um projeto e sua realização. Ao receber um xeque-mate de Cuba, o Brasil faz por pressão o que deixou de fazer por opção. Sem planejamento, o Ministério da Saúde abriu 8.500 vagas para médicos brasileiros. O site de recrutamento entrou em pane no primeiro dia. Tudo é correria e improviso.

Estudo feito pela Faculdade de Medicina da USP revelou que há no Brasil 452 mil médicos. Seria mais do que suficiente. Mas 63% deles estão nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. E 55%, encontram-se nas capitais. Num aperto, uma parte desse contingente pode até se deslocar para os fundões do Brasil, de onde estão saindo os cubanos. Mas o improviso não é o melhor estímulo para que eles fiquem lá.

PT trama alegar até ‘insanidade’ para tentar prisão domiciliar para Lula

                                        Políticos do PT cogitam alegar insanidade para tentar prisão domiciliar para Lula

Políticos do PT têm procurado jornalistas para “plantar” a informação de que andam preocupados com a saúde mental do presidiário, citando alterações de humor, abatimento e até supostas “falhas de memória”. O objetivo, que mal disfarçam, seria criar um ambiente para arrancar dos tribunais a decisão “humanitária” de transferir para o regime de prisão domiciliar o petista condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O temor dos apoiadores do reeducando é que os processos pendentes de julgamento, cinco no total, possam resultar em novas condenações.

Lula e seus apoiadores já acham que Sérgio Moro pode não ter sido seu juiz mais rígido. A substituta Gabriela Hardt é ainda mais dura.

Fiel à estratégia de hostilizar quem investiga e julga, a defesa de Lula questiona a competência da juíza Gabriela Hardt para julgar o detento.

A armação começou com plantações em publicações amigas sobre o “coitado” do presidiário, “tão velho e abatido” e até “meio esquecido”.

Governo do Estado volta a atrasar pagamento de precatórios

O Governo Estado voltou a atrasar o pagamento dos precatórios (dívidas judiciais). Estão a descoberto os meses de outubro e novembro, o que pode levar a novo bloqueio judicial nas contas do Estado.

Os recursos não repassados somam mais de R$ 25 milhões, correspondentes a mais dois meses de atraso. As transferências para a conta dos precatórios devem ser feitas até 20 de cada mês.

Há um mês, o Tribunal de Justiça, por decisão de seu presidente, desembargador Erivan Lopes, bloqueou as contas do Governo do Piauí para o pagamento de parcelas de precatórios que estavam com quatro meses de atraso.

Os valores bloqueados nas contas do Estado, pelo Tribunal de Justiça, chegaram a R$ 48 milhões.

À época, o presidente do TJ explicou que total bloqueado era referente aos meses de junho, julho, agosto e setembro, nos valores de R$ 12 milhões para cada mês.

O Governo do Estado apresentou recurso judicial ao Tribunal de Justiça contra a decisão, mas não obteve êxito. Também reclamou ao Supremo Tribunal Federal, que ainda não julgou o recurso.

O bloqueio das contas do Estado é um complicador a mais para o governador Wellington Dias, que ainda tenta fazer caixa para pagar a segunda parcela do 13º salário do funcionalismo.

Além disso, o Estado tem dívida na praça com fornecedores e prestadores de serviço. A empreiteira que executava os serviços de duplicação da BR-343, na saída de Teresina, por exemplo, abandonou a obra por falta de pagamento.

Como está no fim do mandato, este ano o governador não pode mais deixar dívidas para a gestão seguinte pagar. Sem dinheiro extra e com os recursos bloqueados, fica complicado o fechamento dessas contas. (Por:Zózimo Tavares)

Maternidade Evangelina Rosa:”O matadouro”

Por: Arimatéia Azevedo

A situação calamitosa em que se encontra a maternidade Evangelina Rosa, em Teresina, a ponto de ter sido parcialmente interditada, é o retrato da ação política nefasta num órgão que se destina a amparar pessoas sobretudo necessitadas e fragilizadas.

Uma maternidade que despreza os cuidados básicos para com crianças recém-nascidas e suas mães, só podia ter esse fim: ser interditada, pela incapacidade de gestão. Ao longo dos anos transformaram a Evangelina Rosa num grande balcão de negócios, apesar de ser um órgão público. Tudo por conta das indicações de gerenciamento politiqueiras, como a mais recente, onde aboletaram um ‘gestor’ que, apesar de ostentar o título de médico, estava mais afeito à política miúda do jeito que fazia no seu município.  

Prosaico, lá se registram verdadeiros negócios como se fosse um estabelecimento privado, que mereceriam uma ampla investigação policial. A parturiente chega e se obrigar a pagar pelo apartamento e pelos serviços de parto, que deveriam ser gratuitos. Uma pena que milhares de mortes foram registradas quando deveriam ter sido evitadas, num cenário chocante, que chega a transformar a maternidade em um verdadeiro matadouro.

Nessa casa de saúde, construída há mais de 40 anos, a excepcionalidade de um óbito neonatal virou rotina e, aos olhos dos agentes públicos, se tornou banal, infelizmente. É preciso que se aponte responsabilidades. Já que o Conselho Regional de Medicina (CRM) e a Polícia Federal entraram no caso, devem apontar e divulgar os nomes dos responsáveis. Lamentavelmente, de hospital escola a Maternidade Evangelina Rosa se transformou em tudo aquilo que o residente médico não precisa para a sua vida profissional futura.

Deputada Rejane Dias quer fugir da Operação Topique

Com gestão investigada pela Polícia Federal, Rejane vai tentar construir o discurso de perseguição atuando em Brasília (foto: Jailson Soares | PoliticaDInamica.com)

Reeleita deputada federal, Rejane Dias (PT) teve 138.800 votos em 2018, uma votação que definitivamente não cabe num simples gabinete da Câmara Federal. Foi uma votação do tamanho da Secretaria de Educação. Ainda assim, desta vez, deve finalmente começar a dar expediente definitivo em Brasília.

Ela já foi ouvida pela Polícia Federal na condição de testemunha, mas sabe que sua gestão na SEDUC está sendo investigada de verdade e ela era a ordenadora de despesas e comandava uma equipe inteiramente escolhida por ela e subserviente a ela, desde sua prima Pauliana Amorim até o atual secretário Helder Jacobina, passando, ainda, pelo tenente-coronel Ronald Moura.

A estratégia de seu marido, o governador Wellington Dias (PT), é construir uma narrativa de “perseguição” para quando a PF bater à porta de sua casa, agora, sem avisar. Ao mesmo tempo, afasta um pouco a Polícia Federal de sua própria gestão no Governo do Estado.

A Operação Topique investiga o desvio de mais de R$ 119 milhões de reais de recursos que deveriam ser utilizados em transporte escolar e terminou por abastecer um esquema de propina, enriquecimento ilícito e direcionamento de licitações na SEDUC durante a gestão de Rejane Dias. Os principais investigados já foram ou são filiados ao Partido dos Trabalhadores.

Sendo do PT e atuando na Câmara, em pouco tempo Rejane poderia dizer que está sendo perseguida pelo futuro ministro da Justiça Sérgio Moro, tal qual Lula foi “perseguido” quando Moro era o juiz da Lava-Jato.

Ninguém com o mínimo de noção da gravidade do que está sendo investigado arrisca dizer que a primeira-dama termina o seu segundo mandato de deputada federal. Muito menos pode apontá-la como futura candidata a qualquer coisa que dependa de uma ficha limpa. (Com informações de Marcos Melo)

‘Mais Médicos’ nasceu de uma mentira para render R$7,1 bilhões a Cuba

Menos 8 mil faz pouca diferença para um País que tem mais de 450 mil médicos. (Foto: EBC)

O “Mais Médicos” foi baseado na mentira de que não haveria médicos para atender todo o País. O Brasil dispõe de 450 mil médicos, portanto, a saída dos 8,3 mil cubanos não vai alterar a qualidade do atendimento. A mentira do governo Dilma seria desmascarada em vídeo de palestra interna, no Ministério da Saúde, deixando claro que o real objetivo do programa era apenas financiar o governo de Cuba. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O programa “Mais Médicos” rendeu à ditadura cubana R$7,1 bilhões até agora, mas a saúde pública brasileira continua a mesma.

Para vir ao Brasil submetendo-se a exploração análoga à escravidão, cubamos foram obrigados a deixar familiares como reféns, em Cuba.

Resta aos cubanos a atitude digna de denunciar as atrocidades contra suas próprias famílias, feitas reféns, pedindo asilo ao Brasil em massa.

Magno Malta está na geladeira da transição

Aliado recusou ser vice do presidente eleito para tentar, sem sucesso, a reeleição ao Senado 

Natália Portinari – O Globo

O senador Magno Malta (PR-ES) deu um chá de cadeira em Jair Bolsonaro quando, na pré-campanha, esperou até o último minuto para declarar oficialmente que não seria seu vice. Agora, quem aguarda é ele. Cotado para assumir um ministério que uniria as pastas de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Malta, segundo a equipe do presidente eleito, não é prioridade. Com a transição entrando na terceira semana, Bolsonaro ainda não anunciou se tem planos para o aliado capixaba.

A espera a que Malta sujeitou Bolsonaro foi de mais de um mês, de meados de junho a julho. Em entrevista ao Diário do Nordeste, em 11 de julho, o evangélico disse que era “importante no Senado”, insinuando que gostaria de ficar lá. Sua assessoria confirmou, ao GLOBO, que ele não seria vice. À época, Bolsonaro foi ao gabinete do senador tirar satisfação. Os dois abafaram o caso enquanto o pesselista buscava um plano B.

Alguns dias depois, Malta participou de um evento com 250 pastores no Espírito Santo, já lançando sua candidatura ao Senado. Poucos dias após a eleição, Malta garantiu ao GLOBO: “vou ser ministro, sim” .

Pacientes do Iaspi estão sem atendimento pediátrico há um mês

DANI SÁ DE TERESINA

Há cerca de um mês, os servidores do estado do Piauí beneficiários dos planos de saúde do Instituto de Assistência e Previdência Privada do Estado do Piauí (Iaspi) e do Plano Médico de Assistência e Tratamento (Plamta) estão sem atendimento de urgência e emergência pediátrico, segundo denúncia feita ao Viagora.

Segundo a denúncia, o atendimento de urgência e emergência pediátrico aos servidores era feito apenas no Hospital São Paulo, que cancelou o atendimento após ter sido comprado por outra empresa de plano de saúde.

Ainda conforme a denúncia, até o momento os beneficiários não tiveram nenhuma posição por parte da diretoria do Iaspi responsável pelos atendimentos de exames e consultas sobre o problema.

Atualmente, aproximadamente 200 mil pessoas são beneficiadas no Plamta e 180 mil no Iaspi Saúde. 

Outro lado

O Viagora procurou o Instituto de Assistência a Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Piauí para falar sobre o assunto. A assessoria de comunicação enviou uma nota de esclarecimento sobre a denúncia. 

Confira a nota na íntegra:

O Instituto de Assistência a Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Piauí esclarece que não contamos no momento com atendimento de urgência na rede Iaspi. Lamentamos o ocorrido, porém fomos avisados há menos de 30 dias do término do serviço no Hospital São Paulo.

Acreditamos que ainda este mês será retomado o atendimento no Hospital UNIMED Ilhotas que passa por reestruturação em sua rede para melhor atender a demanda. Estamos aguardando o retorno do Hospital UNIMED ilhotas, acreditamos, que esta semana seja resolvido.

Ressaltamos ainda que pelos dados que levantamos, o atendimento de urgência infantil não atingiu 10% da demanda do Iaspi. Sabemos também que a maior parte dos atendimentos nas urgências pediátricas são pronto atendimentos, demandas ambulatoriais. E os casos de traumatismos ortopédicos podem ser levados a urgência do hospital COT.

Infelizmente, estamos em aberto nos casos de politrauma e urgências cirúrgicas, mas até sexta no máximo teremos reposta positiva, mas destacamos que esses casos podem e devem ser cobrados pelo Plamta tendo em vista que nesses casos os pacientes ficarão internados.

Também disponibilizamos ainda pelo Iaspi a urgência otorrinolaringológica/cabeça e pescoço no Hospital Flávio Santos e Otorrinos. Vale ressalrar ainda que a Clínica Santa Fé disponibiliza atendimentos na área de neonatologia (recém-nascido ) tanto no Iaspi Saúde quanto no Plamta.

Agradecemos a compreensão na certeza de que todos os esforços estão sendo realizados no sentido de sanar essa deficiência momentânea o mais rápoido possível.

DIRETORIA DO IASPI

Governo do Piauí envia a Alepi projeto do Refis 2018

O Confaz já autorizou o Piauí e outros Estados, por meio de convênios aprovados por unanimidade dos secretários de Fazenda, a instituírem o Refis
O Governo do Estado do Piauí enviou para a Assembleia Legislativa do Piauí um projeto de lei solicitando autorização para instituir o Programa de Recuperação de Créditos Tributários (REFIS) 2018, relacionados a fatos geradores ocorridos até 30 de junho de 2018. O documento já foi lido em plenário na semana passada, aguarda apenas a tramitação nas Comissões e a votação em Plenário.    
Se o projeto de lei for aprovado, os contribuintes poderão quitar dívidas relacionadas ao ICMS, ITCMD e IPVA e Taxa de Licenciamento do Detran com redução de até 95% dos juros e das multas punitivas e moratórias, na hipótese de pagamento integral do débito até 10 de dezembro 2018. Esse projeto de lei ainda prevê redução de 75% dos juros e multas se o débito for parcelado em 06 vezes (seis vezes) e 55% se for parcelado em 12 parceladas mensais e consecutivas.
O Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), por meio do Convênio ICMS 126/18, de 06 de novembro de 2018, já autorizou o Estado do Piauí a dispensar ou reduzir juros e multas mediante parcelamento de débitos fiscais relacionados com o ICM e o ICMS. O convênio referente à autorização do Piauí foi publicado no Diário Oficial da União no dia 7 de novembro deste ano. O Confaz também já autorizou outros Estados a instituírem o REFIS, a exemplo do Acre, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Paraíba, Maranhão e Rondônia.
Antes dessa decisão, o Piauí não poderia mais realizar Refis pelos próximos cinco (5) anos, segundo lei aprovada no dia 1º de Novembro de 2017 pela Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), mas em função da crise econômica que afeta os Estados, o CONFAZ autorizou a realização do Refis, desde que o mesmo fosse realizado em um curto prazo de parcelamento.  
Fonte: Ccom/Luciana Azevedo

Loteamento de cargos: “MDB não aceita secretarias apontadas em lista”

Presidente do MDB Marcelo Castro com Wellington Dias

Por Arimatéa Carvalho

A lista de eventuais secretários da quarta gestão de Wellington Dias, que saiu de dentro do Palácio do Karnak e foi mostrada pelo quadro Jogo do Poder, do programa Agora, da Rede Meio Norte, não agradou a todos os aliados.

Na Secretaria Estadual do Turismo (Setur), hoje sob o comando dos deputados Flávio Nogueira (federal) e Flávio Nogueira Jr., já é dado como certa a ida de Júnior para a Defesa Civil.

Lista saiu do Palácio do Karnak e contém nomes de secretários

No entanto, o blog ouviu dois deputados do MDB que disseram que as secretarias da lista são pouco interessantes para o partido. “A de Justiça só dá trabalho, não tem como a gente mostrar serviço à população, enquanto a Secretaria do Trabalho é muito fraquinha, faz pouca coisa”, disse o parlamentar, pedindo reserva do nome.

Ele afirmou que, na hora certa, o governador vai chamar o comando do partido (Themístocles Sampaio e Marcelo Castro) e perguntar sobre suas pretensões no novo secretariado.

A lista também confirma que a deputada federal Rejane Dias (PT) deve mesmo ficar em Brasília nesse seu segundo mandato, deixando a Secretaria da Educação com alguém de sua confiança. Daniel Oliveira, Merlong Solano e até Franzé Silva (que não aparece na lista) são nomes fortes.

O governador Wellington Dias está esquadrinhando os nomes e conversando com os aliados em separado. (Meio Norte)

 

Haddad vira réu por corrupção e lavagem de dinheiro, como Lula

                                         Até parece contagioso: petista é acusado dos mesmos crimes de Lula

O ex-candidato do PT a presidente da República, Fernando Haddad, virou réu após o juiz Leonardo Barreiros, da 5ª Vara Criminal da Barra Funda, São Paulo, aceitar denúncia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro apresentada pelo Ministério Público do Estado. Os crimes são os mesmos pelos quais o ex-presidente Lula foi condenado e está preso desde 7 de abril.

De acordo com a denúncia, o ex-prefeito da capital paulista cobrou R$ 3 milhões da empreiteira UTC Engenharia, enrolada na Lava Jato, para pagar dívidas de campanha com a gráfica do ex-deputado estadual petista ‘Chicão Gordo’, como é conhecido Francisco Carlos de Souza.

A cobrança, segundo o MP, foi feita através do então tesoureiro do Partido dos Trabalhadores João Vaccari Neto, que conseguiu repasses de R$ 2,6 milhões da empreiteira entre maio e junho de 2013, primeiro ano do mandato de Haddad à frente da Prefeitura de São Paulo.

A denúncia, apresentada em setembro, inclui encontro oficial de entre o prefeito Fernando Haddad e Ricardo Pessoa, presidente da UTC, em fevereiro de 2013, pouco antes do recebimento do dinheiro.

À época, Haddad negou as irregularidades e atribuiu a denúncia a uma manobra para atrapalhar as eleições. “surpreende que, no período eleitoral, uma narrativa do empresário Ricardo Pessoa, da UTC, sem qualquer prova, fundamente três ações propostas pelo Ministério Público de São Paulo”, diz a nota.

A denúncia também incluia o crime de formação de quadrilha, mas a justiça não considerou a existência de elementos suficientes para sustentar a acusação