Mariana, Brumadinho…, qual a próxima tragédia?!

Por:Fernando Gomes(*)

O novo desastre com a barragem de rejeitos de minérios, ocorrido na sexta feira (25), desta vez em Brumadinho (MG), é uma triste consequência da lição não aprendida pelo Estado brasileiro e pelas mineradoras com a tragédia da barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana (MG), também controlada pela Vale.

Inadmissível que, pouco tempo após o acidente de Mariana, ocorra outro semelhante na mesma região, com a mesma empresa, com a mesma operação. Inaceitável esse desastre! Os números são inadmissíveis. Nem sequer foram remediados os danos de Mariana: os (ir)responsáveis não foram penalizados; e as pessoas atingidas não receberam compensação, embora nada compense a perda de entes queridos.

E agora se vê a mesma empresa envolvida nessa tragédia de Brumadinho. Conforme especialistas, essa barragem era considerada de baixo risco, mas de alto dano. A Vale falhou. Falhou gravemente e como consequência centenas de mortes. Portanto, não é um acidente, é um crime!

Acontecer tragédia, seguidamente, com a diferença de apenas três anos demonstra um problema de competência técnica. Sabe-se que a Vale é uma empresa grande, mas alguma falha grave ocorreu para que este fato-crime se repetisse em tão curto espaço de tempo. Isso mostra que não houve aprendizado com a primeira tragédia. Brumadinho é produto da impunidade de Mariana! Além, claro, da irresponsabilidade da empresa!

Tragédias trazem consigo a lição de que os erros não podem ser cometidos novamente. Lição que nem a Vale e nem as autoridades aprenderam. Estamos fazendo as mesmas perguntas, ainda sem respostas!

As empresas são necessárias, geram emprego, geram riqueza, mas tudo nessa vida tem limites. E estão faltando limites. Daqui a quanto tempo vamos falar sobre o mesmo assunto? Por que vai ocorrer outro acidente. O modelo de exploração de minério está errado. Esta barragem estava em seu uso máximo e sendo desativada. Para tanto deveria ter um plano de contingência, de recuperação e tinha que estar em permanentemente monitoramento e fiscalização. Fica evidente que isso não estava acontecendo. A Vale deveria ter aprimorado os protocolos, os sistemas de alerta e as medidas de monitoramento das condições de instalação da barragem.

Minérios são um recurso finito que devem ser explorados de forma estratégica e com regime de licenciamento e fiscalização rígidos. A reciclagem e reaproveitamento devem ser priorizados. Infelizmente, grupos econômicos com forte lobby entre os parlamentares insistem em querer afrouxar as regras do licenciamento ambiental, o que, tem-se alertado, significaria criar uma ‘fábrica de Marianas’. Casos como esse, portanto, não são acidentes, mas crimes ambientais que devem ser investigados, punidos e reparados com todo o rigor da lei.

Estes casos reforçam a importância de o licenciamento ambiental ser feito de forma técnica, eficiente e com ações de monitoramento. No Congresso Nacional tramita o Projeto de Lei Nº 3279/2004 que busca criar um novo “sistema” de licenciamento ambiental. O substitutivo elaborado pelo deputado Mauro Pereira (MDB/RS), relator da Comissão de Finanças e Tributação, acaba, na prática, com o licenciamento ambiental brasileiro. O substitutivo de Mauro Pereira permite a dispensa e a simplificação do licenciamento, sem critérios ou diretrizes gerais, o que fere princípios Constitucionais e cria insegurança jurídica.

Outra reflexão que vem à tona diz respeito à impunidade dos responsáveis. No caso de Mariana, as empresas Samarco, Vale e BHP levaram as autoridades no “bico” por quase três anos, até fechar um acordo de indenizações em parcelas. Dos 22 indiciados pelo Ministério Público 21 foram acusados de homicídio. Três anos depois, ninguém está preso. 

Não pode mais ter impunidade com quem comente crimes ambientais como estes. A impunidade gera na sociedade e nas empresas um desleixo com as medidas que precisam ser adotadas. Desta vez, embora o volume de rejeito seja bem menor, essa é uma bacia muito mais populosa, com o Rio Paraopeba, muito viscoso, usado muito para pesca, abastecimento de Belo Horizonte e também formador da Bacia do Rio São Francisco. Então o dano pode ser maior do que o ocorrido ao Rio Doce.

Os danos ambientais ainda não estão mensurados, mas certamente são enormes. Na direção da lama tem muita Mata Atlântica, muita fauna. A lama está atravessando uma área que é da própria Vale e certamente vai matar uma parte da floresta, muitos animais silvestres e deve chegar à água. A gente não sabe ainda quais as consequências para o rio, que já está debilitado, em mau estado, mas ainda fornece água para parte da população. E vai chegar com lama tóxica, então ninguém vai poder beber dessa água e a captação de água terá que ser interrompida.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil, a lama percorreu, até este domingo, (27) 46 quilômetros pelo rio Paraopeba, chegando perto da usina termoelétrica de Igarapé, em Juatuba (MG). A estimativa é que a lama percorra 310 quilômetros até desembocar na usina de Retiro Baixo, em Pompéo (MG). O que certamente ampliará as consequências deste trágico desastre.

Sem justificativas, Mariana e Brumadinho foram vítimas de crimes com a mesma explicação: a mineração e as escolhas econômicas, a ganância acima das vidas humanas. Levando à edição de tragédias repetidas! Que a revolta, a indignação e a tristeza sejam suficientes para que não se repitam dramas como este!

(*) Fernando Gomes, sociólogo, eleitor, cidadão e contribuinte parnaibano.

Líderes partidários criaram mais 1.338 cargos da Câmara dos Deputados

Partidos que atingiram a cláusula de barreiras, o resultado mínimo de deputados eleitos e votos obtidos em todo o país, forçam o contribuinte otário a bancar uma estrutura de gabinete e cargos para a “Liderança partidária” na Câmara dos Deputados. Mais deputados significa mais cargos. Até 2018, partidos com cinco deputados eleitos ganhavam 25 cargos só para a liderança, de livre nomeação e funções de servidores. No total, lideranças terão 1.338 cargos de comissão a partir deste ano. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os 1.338 cargos se somam aos R$ 111,7 mil por mês que cada um dos 513 deputados tem para pagar até 25 assessores nos seus gabinetes.

Bancadas que elegeram mais de 43 deputados têm estrutura de 108 cargos segundo o Projeto de Resolução 350/18. É o caso de PT e PSL.

Partidos que elegeram de 20 a 34 deputados ganham 83 cargos cada. MDB, PR, PSB, PRB, DEM, PSDB e PDT se encaixam na categoria.

Vale lucrou R$42 bilhões do desastre de Mariana à tragédia em Brumadinho

Entre as tragédias de Mariana e Brumadinho, mineradora lucrou mais de R$ 42 bilhões

A Vale divulgou lucro líquido de R$42 bilhões em pouco mais de três anos, entre as tragédias das barragens de Mariana e Brumadinho. É quase quatro vezes mais que os R$11 bilhões bloqueados pela Justiça, até agora. A “doação” de R$100 mil por família, prometida pela empresa, é uma ninharia indigna para a empresa, que é a gigante da mineração: cerca de R$ 35 milhões, na hipótese mais cara para a Vale. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os R$11 bilhões bloqueados pela Justiça equivalem apenas ao lucro líquido registrado pela Vale nos primeiros nove meses de 2018.

O lucro total da Vale em 2018 ainda não fechou. Falta contabilizar os bilhões do último trimestre do ano. E deve passar dos R$15 bilhões.

A empresa declarou lucro de R$ 13,3 bilhões em 2016, ano seguinte ao desastre em Mariana. Vítimas ainda esperam por indenizações.

A Justiça determinou que os salários da Vale fossem divulgados no ano passado: R$ 19 milhões por ano é o salário mais alto da mineradora.

SOS: Rodovias do Piauí pedem socorro

SOS Rodovias

O governo Wellington Dias, cuja insolvência é premente, precisa lidar com um problema sério, que são as condições cada vez mais deterioradas de tráfego das rodovias estaduais. 
A malha viária sem manutenção vai se transformando em um terreno lunar, tal a quantidade de crateras.

Sem chance

Na semana passada, o diretor do DER, Castro Neto, filho do senador eleito Marcelo Castro (MDB) suspendeu duas licitações para serviços de manutenção e conservação da malha viária estadual nas regiões da Chapada das Mangabeiras e dos Vales dos Rios Piauí e Itaueiras.

Extensão

Sem empresas contratadas para manter e conservar as estradas, estarão entregues à própria sorte 20 rodovias estaduais que cortam as duas regiões, numa extensão não inferior a 1.190 km.

Muito mal

Um pouco menos pior, as condições de tráfego em rodovias federais no Piauí também enfrenta um processo de deterioração por falta de manutenção e conservação. O trecho da BR-343 entre Teresina e Campo Maior é um bom exemplo disso.(Portalaz)

Mesmo com prisões, gestão W.Dias pagou R$ 15 milhões a empresas da Topique

GENTE NA CADEIA, MAS A SEDUC NÃO PARA – Mesmo com a Polícia Federal batendo na porta, investigando, prendendo e interrogando empresários e funcionários ligados à gestão da deputada Rejane Dias na SEDUC, a administração petista de Wellington Dias não parou de fazer pagamentos para empresas da Operação Topique.

Desde agosto de 2018 (mês da Operação Topique) R$ 15 milhões já entraram nas contas das principais empresas investigadas e acusadas de fazerem parte de um esquema de desvio de R$ 120 milhões do transporte escolar.

PAGAMENTOS SAÍRAM NÃO SÓ DA SEDUC- Os R$ 15 milhões teriam saído da Seduc-PI em contratos assinados por Rejane Dias e das contas de outras secretarias do governo Wellington Dias.

EMPRESÁRIO PRESO CALA A BOCA MAS JA FATUROU R$ 6,7 MILHÕES – O dono da Locar Transportes, empresário Luís Carlos Magno , que já foi membro do PT no Piauí, é o único preso atualmente. Mesmo na cadeia, e sem entregar detalhes do esquema, sua empresa recebeu R$ 6,7 milhões.

MPF FEZ PRIMEIRA DENÚNCIA – O Ministério Público Federal (MPF) no Piauí apresentou a primeira denúncia nas investigações da denominada Operação Topique. Na ação penal, foram denunciadas 22 pessoas.

Segundo o coordenador da Força Tarefa Topique, Marco Aurélio Adão, a ação penal ajuizada na terça-feira(22) não encerra os desdobramentos da operação. As investigações continuam.

PRINCIPAL EMPRESA FATUROU R$ 134 MILHÕES – Ao todo, a LOCAR TRANSPORTES, do senhor Luiz Carlos Magno, faturou R$ 134 milhões em nos quatro anos de PT de Wellington Diase e Rejane Dias. Esta é só uma, a principal empresa investigada na operação.

Para o governador Wellington Dias, sua gestão nem a de sua esposa foram objeto de investigação, mas apenas as empresas.

Quando a PF bateu na porta da SEDUC, Rejane Dias já tinha se afastado para a campanha eleitoral e acabou sendo reeleita deputada federal. Ela não retornou para o cargo, mantendo atualmente o foro privilegiado.

(Código do Poder)

Servidores protestam na Sefaz Piaui contra atrasos em repasses

Sindicatos realizaram protesto nesta segunda-feira (28)

Dani Sá/ Teresina

Nesta segunda-feira (28), sindicatos e associações estão realizando protesto na frente da Secretaria de Fazenda do Estado do Piauí (Sefaz), cobrando dentre várias reivindicações, três meses de repasses atrasados que segundo os manifestantes, o Governo está se apropriando de forma indevida.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciárias do Piauí (Sinpoljuspi) Kleiton Holanda, a manifestação acontece desde as 8h e vai continuar, caso seja necessário.

“Vários sindicatos estão cobrando os repasses, a distância da folha de pagamento, consignados, cobrando o pagamento dos planos de saúde do governo. Iremos continuar até a secretária junto ao governo resolver a problemática. Nós não estamos pedindo nada, estamos cobrando o que o estado se apropriou indevidamente, os repasses são descontados direto da conta do servidor, vai para a conta única do estado e o estado não repassa para as entidades sindicais”, disse Kleiton.

O sindicalista afirmou que os protestos só irão acabar quando o Governo der uma solução para o problema. “Aqui tem o sindicato dos fazendários, Sindespi, são várias entidades porque todas estão passando pelo mesmo problema. Nós fomos ao gabinete do secretário Rafael Fonteles e ele não se encontrava e nos estamos fazemos uma colocação que vamos permanecer até alguém dar uma satisfação para nós no sentido de resolver o problema amanhã. Estarmos aqui novamente fazendo isso, a cobrança porque o problema é crônico”.

Brasileiro ainda lê pouco e mal

Por:Janguiê Diniz (*)

Trinta por cento dos brasileiros nunca compraram um livro. O dado vem da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro. O estudo também mostra que a média de leitura per capita nacional é de 4,96 livros ao ano – levando em consideração apenas os livros lidos por completo, o índice cai para 2,43. A leitura enquanto hábito ainda é uma dificuldade do Brasil e traz diversos reflexos, não só de ordem cultural, mas de formação social e linguística.

Apesar de um pequeno avanço (na pesquisa realizada em 2011, cada brasileiro lia em média 4 títulos por ano), se retirados os livros didáticos da conta de leitura anual, a média per capita cai para 2,9 livros anuais, patamar muito aquém dos países desenvolvidos: na França, o número é de 7 obras por ano; nos Estados Unidos, 5,1 e na Inglaterra, 4,9. Essa diferença é realçada por outro levantamento, desta vez do Banco Mundial, que aponta que os estudantes brasileiros devem levar cerca de 260 anos para atingir a qualidade de leitura de alunos de países desenvolvidos. Essa lentidão acarreta uma grave crise de aprendizagem.

Mas de onde vem toda essa dificuldade de afeição à leitura? A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) preconiza que só há leitura onde esta é um hábito nacional e esse hábito vem de casa, além de haver o estímulo à formação de novos leitores. Dá para ver aí o porquê de toda a dificuldade do Brasil.

É certo que não há só uma origem, mas uma conjunção de fatores que minam o apreço do brasileiro pelos livros. O que considero mais grave é mesmo a falta de hábito, da cultura do ler. Não somos incentivados a ler – ao menos, não da forma correta, aparentemente. Ainda mais, a importância e até a “magia” da leitura não nos é mostrada como deveria. Nas escolas, livros paradidáticos são empurrados à força para os estudantes, que precisam lê-los e decorá-los apenas com vistas a conseguir uma boa nota na prova. Além disso, os livros considerados “clássicos” a que somos submetidos ainda na adolescência possuem linguagem e, às vezes, até temas inadequados para mentes de 13 a 18 anos. E quando os primeiros contatos com as páginas não são proveitosos, dificilmente o estudante irá buscar outras obras. Especialistas hoje já recomendam que se reveja a lista dos clássicos abordados nas escolas, com títulos mais recentes e até menos volumes, para que cada publicação possa ser melhor analisada.

Admiro iniciativas – e há várias espalhadas pelo país – que tentam tornar a leitura uma experiência prazerosa e lúdica, para além da formalidade. Contação de histórias, estudo aprofundado de obras, integração de recursos como teatro e música são algumas das saídas que escolas e instituições têm achado para promover o hábito de ler. Estas deveriam se tornar padrão nacional. A educação é fundamental para o desenvolvimento de qualquer país e ela passa, inexoravelmente, pela leitura. Quando tivermos melhores leitores, certamente teremos melhores egressos deixando as escolas – sejam públicas ou privadas. Isso porque a leitura estimula o pensamento e a imaginação, mas também a criticidade e a reflexão sobre a realidade.

(*) Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional 

Rombo na Cepisa pode levar compradores a desfazer negócio

Antigos servidores da Cepisa não queriam a privatização

Ao constatar que as dívidas da CEPISA – Centrais Elétricas do Piauí S.A, subsidiária da Eletrobras são astronômicas e bem maiores que o imaginado, a Justiça do Rio de Janeiro estuda a possibilidade de desfazer o negócio da compra, por observar que o rombo é maior do que imaginavam.

O Procurador da República no Rio de Janeiro Gustavo Magno Goskes Briggs de Albuquerque determinou a abertura de inquérito civil para investigar a assunção de dívidas – transmissão de obrigações, da ordem de R$ 11 bilhões para a Eletrobras.

Esse valor seria decorrente das privatizações de 6 companhias energéticas, entre elas a Eletrobras Piauí – Cepisa. Todas altamente endividadas e que seriam adquiridas por valores simbólicos de apenas R$ 50 mil cada, sendo que o grosso das dívidas dessas companhias, ou seja, a sua totalidade, ficaria com a Eletrobras.

Além da Eletrobras Piauí, a privatização, por esses moldes, também atinge a Companhia Elétrica do Acre (Eletroacre); Centrais Elétricas de Rondônia S. A. – Ceron; Boa Vista Energia S. A.; Amazonas Distribuidora de Energia S. A. – Amazonas Energia; e Companhia Energética de Alagoas (CEAL).

Trechos da ementa do inquérito civil aberto traz: “Privatizações de seis distribuidoras de energia elétrica por 50 mil reais cada e assunção pela Eletrobras de dívidas superiores a 11 bilhões de reais. Possíveis Irregularidades”. O que para o procurador Gustavo Albuquerque pode “lesar o erário”.

Barragem de Algodões: como vive a cidade e as vítimas quase dez anos após a tragédia


Barragem de Algodões I dias depois após romper e destruir parte da zona rural do município (Foto: Arquivo)

27 de maio de 2009: o dia que não teve fim para quem viu 50 milhões de metros cúbicos de água atravessar a cidade piauiense de Cocal da Estação levar vidas, bens, e um pedaço da história da população do município que nunca mais foi o mesmo. O rompimento da barragem de Algodões está próximo de completar uma década e o atraso do poder público continua o mesmo: da manutenção que poderia ter evitado a tragédia às parcelas da indenização.
Na tarde desta sexta-feira (25/01) o Brasil e o mundo foi surpreendido com mais um desastre ambiental envolvendo barragens e mineração. Dessa fez, as vítimas são de Brumadinho, cidade do estado Minas Gerais. Ao todo, 15 pessoas morreram por conta do rompimento da barragem de Algodões. Em Brumadinho há pelo menos 34 mortos e o número só cresce. E é assim que um passado não muito distante volta como uma nuvem turva, trazendo dúvidas do longo e conflituoso caminho trilhado nos últimos dez anos pelas vítimas de um dos mais tristes capítulos da história do Piauí.
O OitoMeia conversou com o professor Corcino Medeiros, o presidente da Associação das Vítimas da Barragem de Algodões (Avaba) e ele contou que, aos poucos, os sobreviventes estão reconstruindo suas vidas, mas deixa claro que não foram anos fáceis.

“Nós fizemos um acordo com a justiça e o Estado para que ele pagasse a indenização em 30 parcelas. O acordo foi feito e hoje já tem pago 20 parcelas. A população está reconstruindo devagar com esse dinheiro, as suas casas e propriedades no mesmo lugar de antes”, informou.

Tragédia da Barragem de Algodões I completa 9 anos e famílias denunciam atrasos no pagamento de indenização (Foto: Arquivo/Extra)

INDENIZAÇÃO VEIO OITO ANOS DEPOIS

Segundo a associação, a comunidade recebe na faixa de R$500 a R$5000. O acordo possibilitou a liberação de R$ 60 milhões para cerca de 900 famílias vítimas do desastre e só ocorreu oito anos depois do rompimento. O valor individualizado é referente a perdas patrimoniais, danos morais, lucros cessantes, eventuais alimentos provisionais, inclusive os em atraso e qualquer outra reparação requerida nas ações coletivas ou individuais.E ainda assim, depois de ter vencido na Justiça, as vítimas sofrem com os atrasos nas parcelas.

“Aos trancos e barrancos estão pagando. A principal crítica é o abandono, desinteresse. Depois da indenização muitos assumiram compromisso com esse dinheiro. O atraso é sempre um problema muito sério”, disse Corcino Medeiros.

O presidente da associação  também informou que hoje a economia da cidade é beneficiada pelas indenizações, local onde a população injeta o dinheiro que recebe. O rompimento da barragem não atingiu todo o município de Cocal da Estação, apenas o bairro “Baixa do Cocal” , juntamente com pontes e estradas.

Cidade ficou devastada após rompimento da barragem (Foto: Reprodução)

LUTA POR TODO O PIAUÍ

Quem teve o passado devastado, hoje luta por um futuro tranquilo. Mais do que isso, a associação conta a sua história, enfrenta e avança na tentativa de que ninguém mais passe pelo pesadelo de ver um pedaço da vida carregado pela água. Reconstruir-se em meio a espera, acordos e desacordos, trouxe às vítimas o sentimento de que não é preciso apenas ser contra a maleabilidade do poder público, é preciso lutar contra.

“Estamos pensando no que vamos fazer quando acabar o pagamento porque o governador não iniciou a obra de construção da barragem [nova represa de Algodões] . Vamos continuar nessa luta. Um dos esforços nossos é que não se repita a mesma coisa em outro lugar, sobretudo aqui no Piauí que está ao nosso alcance. São coisas que não são muito difíceis e caras como uma manutenção permanente, cuidado e vigilância que é o que falta”, lamentou Corcino Medeiros.

A tragédia deixou pelo menos dois mil desabrigados. A água chegou a 20 metros de altura e o caso de repercussão nacional trouxe para o Piauí os holofotes na época. E o que fica são os consistentes relatos de sobreviventes que mais do que a altura da águas enfrentaram uma vida conturbada após a tragédia: uma vida prática, burocrática, que teve que se sustentar em um cenário hostil. O que fica é a lição de que no meio do risco de perder vidas, sonhos e histórias; promessas e meias palavras não tem poder algum.

Ex-ministro Marun diz que Renan não honra Alagoas e enoja o Brasil

Carlos Marun (MDB-MS) falando a jornalistas no Palácio do Planalto. (Foto: Lúcio Távora/Folhapress)

O ex-ministro Carlos Marun (MDB-MS) lamentou em nota que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) tenha sido reeleito e afirmou que o político, alvo de 18 investigações policiais determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), “não honra Alagoas e enoja o Brasil”.

Marun, que foi ministro-chefe da Secretaria de Governo na gestão de Michel Temer, disse que torce pela vitória de Simone Tebet (MDB-MS) na disputa pela presidência do Senado Federal:

– Infelizmente não posso apoiá-la, por tratar-se de assunto interno do Senado Federal, mas confesso que torço para que ela vença esta disputa contra o atraso e a maracutaia representados pela candidatura deste senador infelizmente reeleito, mas que não honra sua Alagoas e que enoja o Brasil.

O ex-ministro divulgou a nota após toma conhecimento que que o senador “falastrão e boquirroto” havia ironizado seu apoio a Simone Tebet.

Confira na íntegra a nota de Carlos Marun:

“Leio agora que este boquirroto e falastrão denominado Renan Calheiros usou sua mídia social para se referir a mim, coisa que por si só me desagrada. Ironiza um apoio meu a candidatura de Simone Tebet. Infelizmente não posso apoiá-la, por tratar-se de assunto interno do Senado Federal, mas confesso que torço para que ela vença esta disputa com o atraso e com a maracutaia representados pela candidatura deste senador infelizmente reeleito, mas que não honra sua Alagoas e que enoja o Brasil.”

Custo da Secretaria de Saúde do DF pagaria plano de saúde para toda população

No Distrito Federal, seria mais barato pagar planos de saúde para toda população do que manter a atual Secretaria de Saúde, ao custo anual de R$8 bilhões. Dos 3 milhões de brasilienses, 35% (1.050.000 moradores) já têm planos de saúde e por isso dispensam os serviços públicos. O governo de Ibaneis Rocha (MDB) não tem essa intenção, mas se extinguisse a Secretaria poderia bancar planos de saúde privados para os demais 65% da população. E ainda sobraria dinheiro. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Na Secretaria de Saúde do DF, os salários não são uma maravilha, mas são os maiores do Pais: consomem 82% do orçamento.

O novo modelo de gestão prioriza a satisfação do usuário de hospitais, maltratados em filas de até 10 horas, em razão da falta ao trabalho.

Implantado no célebre Hospital de Base, o novo modelo quase zerou as filas e reduziu até à metade os gastos com materiais e remédios.

Ibaneis Rocha venceu a primeira queda de braço contra o setor público preocupado com perda de regalias e pelegos com perda de influência

A tragédia de Mariana era um retrato na parede que se tornou realidade novamente

Na lama,as equipes de resgate continuam buscando as vítimas

Roberto Nascimento

Como dói em nós agora essa tragédia de Brumadinho, um repeteco de Mariana, tão igual que a mesma empresa, a Vale, está no epicentro do rompimento da barragem. O tema da destruição do planeta, provocado pelas agressões ao meio ambiente, tão propalado pelos cientistas e negado por políticos e governantes de todas as tendências, é crucialmente necessário e suficiente. Desconhecem essa situação somente os céticos e aqueles que não querem ver a realidade lancinante sobre nossas retinas fatigadas pelo tempo.

O exemplo chinês também é devastador. A China, na busca desenfreada rumo ao sistema capitalista, está acabando com o meio ambiente.

CHINA E BRASIL – O ar em algumas megalópoles chinesas encontra-se insuportável. Avança a desertificação em amplo território e o Rio Yan Tsé, outrora chamado de “Rio Amarelo”, de tão poluído suas águas não alcançam mais o oceano Pacífico. É preciso ser um cientista para se compreender o caos que isso representa?

Olhando para nosso umbigo, que também é desesperador, em recente noticiário os órgãos de controle ambiental atestaram que uma área na Amazônia correspondente a quatro vezes o Estado de São Paulo foi desmatada. Novamente, será que isso não representará nada em relação ao aquecimento global, na desertificação das áreas atingidas e principalmente na formação de nuvens e consequentemente na precipitação das chuvas até aqui, no Rio de Janeiro, cujo calor insuportável, chegando próximo a 45ºC, vem castigando o povo carioca de maneira implacável?

RIO DEGRADADO – Por falar em Rio de Janeiro, essa cidade que já foi maravilhosa e de encantos mil, sob o escudo da Copa e das Olimpíadas nossas áreas verdes foram sendo destruídas para dar lugar a prédios, arenas esportivas e corredores de ônibus.

O bairro de Jacarepaguá, antes um santuário de áreas verdes, está hoje irreconhecível em meio à selva de pedra que avança celeremente em direção ao Recreio, às Vargens, ao Alto da Boa Vista e seguindo em direção à Pedra de Guaratiba. O impacto sobre a Lagoa de Jacarepaguá, oriundo do Rio Arroio Pavuna , dentre outros rios e córregos poluídos com esgoto in natura, que desembocam lá em quantidades incomensuráveis, por si só, trata-se de um absurdo.

Várias espécies de peixes, de animais, de plantas, enfim, da biodiversidade da mata atlântica, se tornarão sonhos de uma noite de verão para as futuras gerações.

IMPORTÂNCIA – Não é possível crer que algumas pessoas não compreendam a importância das pererecas, dos micos, dos gambás, dos jacarés de papo amarelo, das capivaras e das árvores nativas ao redor das restingas e das lagoas de Jacarepaguá e também que a extinção de algumas dessas espécies não afetarão o meio ambiente local e global.

A vida no planeta é tão interligada nas suas intermináveis conexões e vasos comunicantes, que tudo está ligado a tudo na interdependência universal. Portanto, se um desses vasos se rompe, pode desencadear um desequilíbrio de grandes proporções.

IMITANDO OS EUA – Ao invés de nos preocuparmos com o meio ambiente, fazemos o contrário, enfiamos a cabeça dentro da areia, a nos preocupar com uma eventual guerra nuclear. Enquanto, essa hecatombe não acontece, nós vamos praticando outros crimes ambientais em menor escala, até que tudo se transforme em uma grande Manhathan com seus prédios cada vez mais altos, a ponto de encobrir os raios do Sol e a vista da Lua.

O meio ambiente de Minas Gerais está sangrando mais uma vez. Até quando continuará o rompimento das barragens mineiras e das inúmeras barragens existentes na Amazônia, das quais nem sabemos o que acontece lá.

A realidade da Orla da Pedra do Sal: Veja as imagens!

“Nunca se mente tanto como antes das eleições, durante uma guerra e depois de uma caçada”. A frase é atribuída a Otto Von Bismarck e é uma grande verdade. Pois foi no período eleitoral que o Governo do Estado anunciou que haviam sido empenhados, pelo Ministério do Turismo, recursos de R$ 4.072,575, que seriam encaminhados para a Secretaria Estadual de Turismo (Setur) conduzir as obras da Orla da Pedra do Sal. “A ideia é urbanizar a orla, dotando-a da infraestrutura necessária para incrementar o turismo”, comemorou na época o secretário Fávio Nogueira Jr.”

E uma reduzida equipe de trabalhadores chegou a ser vista, com algumas máquinas, “fazendo de conta” que estavam iniciando a obra. E veio eleição e, tanto o governador Wellington Dias quanto o seu secretário de turismo, Flávio Nogueira, saíram vitoriosos. Depois chegaram a dizer por aqui, os representantes dos dois, que a 1ª etapa da Orla seria inaugurada no final de dezembro. E, assim como as reformas da Ponte Simplício Dias, não aconteceu.

As promessas da construção da orla da Praia da Pedra do Sal iniciaram em 2008, quando Wellington Dias (PT) arquitetava uma vaga ao senado federal. Em 2016, os Nogueiras e o Prefeito da época Florentino Neto (PT) chegaram a realizar a assinatura do decreto para a urbanização da orla da Pedra do Sal na presença do Governador Wellington Dias e outros apaniguados.

Fala-se também em cerca de 8 milhões, que foram enviados a Parnaíba, pelo então prefeito Zé Hamilton aplicar na orla de nossa única praia. O dinheiro foi devolvido por falta de competência para tal investimento. E ficou por isso mesmo.

Na primeira etapa em 2008 foi anunciado 3,3 milhões de reais para a obra, posteriormente mais 2,7 milhões. Alguns anos depois, Wellington Dias anunciou cerca de 9 milhões de reais para a conclusão da citada orla. Já em 2018 o Deputado Federal Flávio Nogueira anunciou os 4 milhões empenhados, através de emenda de sua autoria. Hoje, 10 anos depois do primeiro anúncio, o que se vê é só isso:

Reportagem: Bernardo Silva/ Camila Neto

Órgãos Municipais poderão utilizar energia solar a partir deste ano

O Prefeito Francisco de Assis Moraes Sousa, recebeu semana passada gabinete o empresário Ramon Marins, diretor da empresa Helios Solar, que há dois anos vem operando em Parnaíba na montagem de sistemas de captação de energia solar.

Ramon, na oportunidade, mostrou ao prefeito um projeto de pequeno porte que pode ser instalado em residências populares, como também em órgãos da administração municipal, principalmente da saúde e da educação. Segundo ele, são sistemas que fazem com que haja uma redução bastante significativa na conta de energia elétrica.

Segundo ele, esse sistema consiste na colocação de placas para captar energia solar e essa energia é colocada na rede fazendo com que haja uma redução no preço da energia fornecida pela concessionária, que é atualmente a Empresa Equatorial.

Ele disse que o prefeito Mão Santa recebeu a idéia com satisfação e prometeu dar uma resposta sobre o assunto depois de alguns estudos que sua assessoria vai fazer para saber das vantagens que poderão surgir a partir da instalação desse sistema.

Texto: João Câncio

Fotos: Gláucio Jr.

Comercialização de Peixes no Mercado de Fátima ganha impulso com iniciativa da Prefeitura

Neste sábado (26) o Tambaqui e Tilápia estavam sendo vendidos a R$ 7,50, a manjuba a R$ 4,00. Os Piscicultores estão animados com as vendas do peixe vivo que está sendo realizados todos os sábados em carácter experimental no local onde futuramente irá funcionar “Mercado do Peixe”, em uma das dependências do Mercado Municipal do Bairro de Fátima, em Parnaíba (PI).

O projeto já está pronto para dar início a execução da reforma para abrigar as instalações do Mercado do Peixe no Mercado de Fátima. O mercado passará ainda por algumas intervenções por parte da prefeitura, a fim de adequar espaços e organizar a venda do peixe. Nas novas instalações está prevista a implantação de uma câmara frigorífica para os demais peixes que serão comercializados no local.

Além da Tilápia, Tambaqui e Manjuba que já estão sendo comercializadas aos sábados, outras variedades de peixe deverão ser vendidos quando da implantação. Também será reservada uma área para a comercialização de Caranguejo para abrigar os vendedores do crustáceo que atualmente não tem um local adequado para sua comercialização e muitos deles vendem na calçada da Av. Pinheiro Machado. (Com informações de José Wilson)

Coletivo Cabaça realizará hoje(27) jogos, brincadeiras e oficinas artísticas no Parnaíba Shopping

Neste domingo, dia 27, o Parnaíba irá receber o Coletivo Cabaça, que vai realizar oficinas, jogos e brincadeiras na área que está localizada entre as lojas Destake e Riachuelo, das 19h às 21h. As atividades são gratuitas e todos os clientes são convidados a trazer suas crianças para participar.

O Coletivo Cabaça é uma companhia de dança e teatro da cidade de Parnaíba (PI), que trabalha com o Parnaíba Shopping desde a sua inauguração. Já desenvolve nos domingos um espaço lúdico, focado na criança, mas que estimula a família a participar brincando junto.

De acordo com Ryck Costa, diretor da companhia, as atividades serão voltadas ao retorno da infância, que muitos questionam estar se perdendo. “Iremos realizar brincadeiras alternativas e o retorno de jogos mais tradicionais, como pega, pula corda e salva bandeira. Atividades que respeitarão o espaço, mas que não estejam atreladas a um produto construído e sim ao verdadeiro sentido da diversão infantil”, enfatiza.

Aproveitando o período de volta às aulas, no espaço do Parnaíba Shopping serão desenvolvidas atividades de teatro, contará com a presença de palhaços, realização de jogos interativos e esportivos, oficinas artísticas e educativas, onde as próprias crianças irão aprender a fabricar sua própria massinha de modelar, utilizando recursos de baixo custo na sua própria casa, além de oficinas de desenhos.

Uma ótima opção de programação gratuita para o domingo, onde o Parnaíba Shopping aguarda ansiosamente por você e sua família. Vale relembrar que para participar das atividades, papais e mamães não pagarão nada.

PT exposto:Paulo Martins denunciado na Operação Topique

Paulo Martins é o primeiro político exposto pela Operação Topique e, com ele, o governo do estado e o PT ficam expostos 

O Política Dinâmica teve acesso exclusivo à denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal com base nas investigações da Operação Topique. Na lista de 22 denunciados está o nome do ex-prefeito de Campo Maior e atual suplente de deputado estadual Paulo Martins, do PT. Ele é o primeiro político exposto oficialmente pelas investigações.

Paulo Martins esperava virar deputado estadual convocado por Wellington Dias , o que agora é dúvida (foto: Facebook)Paulo Martins esperava virar deputado estadual convocado por Wellington Dias , o que agora é dúvida (foto: Facebook)

O MPF marcou uma coletiva de imprensa para o próximo dia 29 de janeiro, com a finalidade de explicar à imprensa detalhes sobre a denúncia. Mas já é possível adiantar a tipificação dos crimes dos quais os suspeitos são acusados.

A turma da Topique está sendo enquadrada pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Paulo Martins é a porta de entrada da Polícia Federal e do MPF no Partido dos Trabalhadores e nas gestão de Wellington Dias no Governo do Estado e Rejane Dias na SEDUC.

OPERAÇÃO TOPIQUE

A operação investiga crimes praticados por pessoas físicas e empresas acusadas de fraudar licitações e desviar dinheiro público destinado à prestação de serviços de transporte escolar nas secretarias estaduais de Educação e em municípios do Piauí e do Maranhão, custeados por recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate).

Conforme os autos, os investigados praticavam os crimes por pelo menos cinco anos, sendo o prejuízo ao erário superior a R$ 119 milhões. (Gustavo Almeida)

Buriti dos Lopes: mulher vai pedir ajuda para prefeito, mas acaba sendo algemada e presa

Uma mulher foi presa após ter ido pedir ajuda ao prefeito de Buriti dos Lopes, nesta sexta-feira (25/01), na sede da Prefeitura Municipal do município. As informações são do Portal do Rurik.

A mulher, identificada como Leiliana Silva Pereira, de 29 anos, residente na cidade de Limoeiro do Norte (CE), teria ido à prefeitura falar com o atual prefeito de Buriti dos Lopes, Júnior Percy, atrás de uma ajuda para uma suposta filha, e acabou saindo algemada pela Polícia Militar direto para delegacia da Policia Civil do município, após suspeitas que estaria aplicando mais um golpe.

De acordo com o tenente Sousa Filho, Leiliana já foi presa acusada estelionato, ela teria aplicado golpes na população da cidade de Sertânia (CE) e em uma rádio. A suspeita continua presa.

Conselho emite autuações para barrar falsos corretores de imóveis

 

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Piauí (CRECI-PI) esteve na região de Parnaíba, norte do Piauí, para intensificar a fiscalização de profissionais da área e imóveis da região. Durante a operação, em apenas quatro dias, os fiscais registraram 255 diligências. Foram autuados 22 notificações, 15 infrações, 96 constatações e quatro diligências de cartórios. Entre as principais irregularidades, estão o exercício irregular da profissão, o atraso no pagamento das anuidades do Conselho e a falta de documentação em alguns empreendimentos.

Segundo o coordenador do departamento de fiscalização do Conselho, Danyell Viana, o CRECI tem como uma de suas funções resguardar a sociedade contra as irregularidades do mercado imobiliário monitorando as atividades dos corretores de imóveis e imobiliárias como também da legalidade de empreendimentos imobiliários, garantindo que tudo ocorra certo durante as transações relacionadas aos imóveis.

“A fiscalização no interior do Estado é um importante mecanismo de proteger a nossa sociedade de pessoas que exercem ilegalmente a atividade. O mercado imobiliário tem apresentado um crescimento significativo nestas cidades e muitas pessoas se aproveitam para agir de forma ilegal”, afirmou o coordenador.

Na ocasião, fiscais do CRECI-PI também estiveram reunidos com órgãos competentes como os cartórios, Almendra do 1º ofício de Parnaíba PI e 1º ofício de Luis Correia, além das prefeituras municipais, para verificar e regularidade de alguns empreendimentos. “O Registro de Incorporação (RI), por exemplo, é um requisito imprescindível para empreendimentos ou incorporações, pois possibilita que o imóvel seja comercializado na forma legal, conforme especifica a lei federal 4591/64. O documento garante titularidade do terreno, se realmente é da construtora e se o projeto já passou por aprovação da Prefeitura e dos órgãos competentes. Além disso, determina que o projeto seja executado da forma como está descrito no documento. O RI deve ser exigido pelos consumidores ao realizar uma transação imobiliária”, enfatizou.  

O presidente do Conselho, Nogueira Neto, pontua que a entidade tem intensificado a fiscalização preocupando-se com a valorização do corretor, que cumpre com suas obrigações junto ao Conselho Regional, mas também de toda a sociedade para não cair em armadilhas na hora de uma transação imobiliária. “Estamos reforçando a presença do CRECI também no interior do Estado e mostrando que a entidade é vigilante na preservação dos bons profissionais para atuar no mercado. Atualmente, o Conselho conta com delegacias nas cidades de Picos, Oeiras, Floriano, Parnaíba e Uruçuí. É uma presença mais ostensiva dos fiscais na região, autuando os falsos profissionais”, finalizou.

Mancada protocolar: “chega a ser ridículo o que fizeram”

(Do Portalaz)

Mancada Protocolar

De repente, o praticável da mesma cor do vestido da governadora em exercício Regina Sousa roubou a cena da solenidade que marca a adesão do Piauí à independência, ocorrida em Oeiras, ontem. 
O cerimonial errou feio. E tal mancada está expondo a governadora nas redes sociais e até em publicações nacionais.

Coisa de inimigo

Chega a ser ridículo o que fizeram com a governadora em exercício Regina Sousa. Ainda que possam justificar que o praticável tinha a cor do vestido da governadora, a sensatez recomendaria que o cerimonial cobrisse com algo de outra cor.
Aquilo não se faz nem com o inimigo.