8 pré-candidatos ao governo querem Adalgisa como vice-governadora, diz Mão Santa

DE TERESINANome de oposição na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Robert Rios (PDT) falou nessa quarta (07) que promessas feitas pelo governador Wellington Dias (PT) durante a campanha de 2014, não foram cumpridas durante os anos de mandato.O deputado argumentou que as promessas foram feitas além do campo político. “O povo acreditou em tudo o que o governador prometeu, e o elegeu no primeiro turno. Entre o que foi prometido e não cumprido está a conclusão do Porto de Luís Correia e a reforma da ferrovia que liga o Litoral à capital”, relatou o deputado.Robert destacou o não cumprimento da construção da barragem do município de Castelo do Piauí, da promessa de aumentar o número de policiais civis e militares em mais de quatro mil, a duplicação das estradas de Teresina/Campo Maior, Teresina/José de Freitas, Teresina/União, Teresina/Monsenhor Gil.O prolongamento da Orla de Luís Correia, a construção de creches e escolas de tempo integral em todas as cidades e a universalização do acesso à água também foram pontos elencados como não cumpridos pelo oposicionista.No final do pronunciamento, Robert fez uma observação pessoal do governador. “É afável com todos, embora saiba disfarçar muito bem quando está mentindo”, concluiu. (Viagora)
DE TERESINAOs Conselhos Regionais de Fisioterapia, Psicologia e Educação Física emitiram uma nota de repúdio contra a remuneração oferecida aos cargos no concurso público da Prefeitura de Luís Correia, no litoral do Piauí.O presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito 14), Marcelino Martins, informou que uma representação judicial foi encaminhada para o Ministério Público contra os salários do certame.A remuneração proposta é de R$ 1.100, para uma jornada de trabalho de 30 horas semanais. O Conselho avaliou o caso como algo “depreciativo aos profissionais” e “incondizente”.“Estamos encaminhando uma representação para o Ministério Público mostrando toda uma legislação federal, que diz que os municípios que não têm planos de carreira e salário devem obedecer ao valor do piso de mercado. Nós temos uma lei estadual que normatiza que o fisioterapeuta e terapeuta ocupacional tem piso atualizado de R$ 3.000 para 30h semanais”, repassou Marcelino.O concurso é destinado ao preenchimento de 110 vagas para os níveis fundamental, médio e superior. A remuneração varia entre R$ 937,00 a R$ 4.000,00. As inscrições seguem até o dia 28 de março, por meio do site do Instituto Machado de Assis.
Conselhos repudiam remuneração ofertada em concurso público
Por:Arimateia Azevedo
Ontem, sem grandes novidades, foi comemorado o Dia Internacional da Mulher. Manchetes de jornais, reportagens especiais na televisão, matérias nos portais, posts nas redes sociais, algumas discussões aqui e ali, nas repartições. Foi dia também de flores e parabéns. Enquanto isso, acredita-se que para muitas delas não há muito que comemorar. O que mesmo as mulheres anseiam no mundo contemporâneo? Para uma sociedade mais igualitária, o que mais importa? Muito provavelmente é o dia seguinte, os dias seguintes aos 8 de março. Todos os dias, há de haver mais criticidade nas ações de cada um. Nas empresas, nos ambientes familiares e em todos os lugares. Sem hipocrisia e com menos bla-bla-blás. O que mais tem incomodado as mulheres são as diferenças salariais. O uso do tempo é outra categoria explicativa para se entender tamanhas injustiças contra elas. Enquanto se ouve elogios que mulheres dão conta de fazer várias coisas ao mesmo tempo, os homens, por sua vez, estão se divertindo ou focando naquilo que mais lhes interessa. É provável que o próprio homem não perceba, mas quando ele chega à terceira idade ou está doente, a sociedade tem atribuído à mulher o papel de cuidadora. Isso demanda tempo. Tempo também custa caro. É um peso que a mulher carrega, independente da idade, às vezes, desde a infância. A posição de lindas e sedutoras não interessa mais a elas, que buscam reconhecimento, espaços igualitários, que a dupla jornada seja divida com os homens. Menos mulheres “boazinhas”, mais mulheres que sabem brigar quando são desrespeitadas ou injustiçadas. Não se trata da defesa do feminismo. Trata-se de justiça social. De uma sociedade mais sustentável, com mulheres tendo mais tempo para se dedicarem a tudo e a qualquer coisa que elas desejem, sem limitações impostas por uma sociedade inerte, ainda muito machista, que no dia a dia fecha os olhos para os problemas que ainda chocam, em plenos 2018. Que nesse dia 9 de março – e em todos os dias do ano – sejam momentos de ações efetivas para se assegurar datas realmente alegres para as mulheres.
