Deputado federal Assis Carvalho consegue adiar seu julgamento em Brasília

Assis Carvalho (PT)

Por manobras que são muito comuns no Direito, o prefeito Gil Carlos e o deputado federal Assis Carvalho escaparam dos julgamentos a que seriam submetidos ontem, no TRE-PI e no TRF da 1ª Região, respectivamente. 
Os advogados de Gil conversaram com o relator do processo que o retirou de pauta.

Esperteza

Já no caso de Assis Carvalho foi diferente. Ele trocou de advogado que, por sua vez, demonstrando total desconhecimento do processo, pediu adiamento. 
E sabe quem concedeu o adiamento: o desembargador Ney Belo, velho conhecido do réu, que já havia pedido vista duas vezes no mesmo processo.

Sem risco

Por essa esperteza, Assis Carvalho, que já tem contra si um voto a favor de sua condenação, não será mais julgado este ano e sem risco para a sua diplomação como deputado federal. 
Esse, quando não bota fogo, também sabe costurar apoios.

(Portalaz)

Em Vitória, outro prédio da Petrobras e mais um escândalo de corrupção

O edifício da Petrobras em Vitória foi estimado em R$90 milhões e acabou por R$567,4 milhões.

Outro edifício-sede da Petrobras vai gerar a qualquer momento mais um escândalo de gatunagem no governo do PT. Há dias, o edifício de R$680 milhões da estatal em Salvador resultou na operação Sem Fundos, da Polícia Federal. Mas há outro construído em Vitória (ES), cujo custo inicial era de R$90 milhões, na licitação subiu para R$436,6 milhões, no contrato foi a R$486,1 milhões e, após aditivos, totalizou mais de meio bilhão de reais, ou sejam, R$567,4 milhões. Os valores foram aferidos em investigação do Tribunal de Contas da União (TCU). A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O TCU começou a investigar em setembro de 2015 a treta no edifício da Petrobras em Vitória. O caso é investigado também na Lava Jato.

Não tinha perigo de dar certo: duas das três empresas do consórcio contratado estão envolvidas na Lava Jato até o pescoço.

O consórcio vencedor contratado (Odebrecht, Camargo Corrêa e Hochtief) realizou apenas 16,5% da obra e terceirizou todo o restante.

Em relatório, o TCU identificou “indícios robustos de sobrepreço” e acusou “falta transparência e confiabilidade nas cotações”.

Wellington Dias promete acabar com penduricalhos do governo

Governo faz reunião para discutir soluções para as finanças do Estado

governador Wellington Dias (PT) está prometendo acabar com vários penduricalhos da máquina administrativa, demitir servidores e reduzir despesas para poder economizar R$ 150 milhões e garantir o funcionamento do seu governo, agora no quarto mandato.  

Para tanto, o governador realizou uma reunião com sua equipe de governo na tarde desta segunda-feira (26/11) para discutir uma alternativa para a redução de despesas no estado do Piauí. De acordo com ele, as medidas que serão tomadas não dependem do Legislativo pois se tratam de alternativas que se dão dentro da própria estrutura de governo.

“Dado a avaliação da realidade, o final de um mandato, nós temos a conclusão de vários contratos, de diferentes áreas, não se tratam de obras, são contratos relacionados a custeios, especialmente, em relação a extra quadros. Então, eu estarei aqui anunciando medidas nestas áreas voltadas para a contenção de despesas, voltadas para adequar a realidade do momento”, declarou ele.

Segundo o governador, as reduções serão aplicadas em quadros provisórios, como contratos de manutenção, contratos de assistência técnica, contratos de aluguel de veículos e que exigem, da parte de servidores, diárias e um conjunto de outras despesas. De acordo com ele, o objetivo é alcançar uma redução R$ 150 milhões ao ano, que representa aproximadamente R$ 14 milhões ao mês.

Ao ser questionado acerca do projeto para diminuição dos números das coordenadorias e secretarias do Estado, Dias afirma que as mudanças possuem dois objetivos, porém, não estão finalizadas. “Não vamos estar fazendo somente a adequação para o programa de governo, mas também para a contenção de despesas, essas dependem de aprovação legislativa e ainda não concluí esses levantamentos”, disse.

O secretário Rafael Fonteles acrescentou que o governador já tem analisado as diversas propostas de reduções e que nesse momento ele permanece estudando para ver qual o modelo final que ele irá propor para a Assembleia Legislativa. Fonteles afirma também que devido a crise, fiscal todas as áreas deverão contribuir para um melhor funcionamento do Piauí.

“Agora dado que a crise fiscal chegou em seu momento máximo em todo país, em várias federações,  estados e municípios, não dá para se especificar uma área, o fato é que todas deverão contribuir para esse ajuste nas contas públicas necessárias para o equilíbrio final”, ressaltou ele.

Estiveram na reunião os secretários Florentino Neto, Rafael Fonteles e demais gestores da administração direta e indireta do governo.

Produção de conteúdo ou Fake News?

Por:Reinaldo Moura(*)

Quando as livrarias passaram a ocupar amplos espaços de lojas próprias ou em shoppings centers, com uma decoração de fazer inveja para criar ponto de encontros, sofás e pufes à disposição dos leitores, tudo isto regado a um café ou refrigerantes em um ambiente mais confortável que as praças de alimentação, estavam na legítima busca da inovação.

Mas, antes mesmo desta crise que o mercado editorial vem sentindo, a cadeia de livros já estava enfrentando há mais de dez anos outras inovações como o Wikipédia, YouTube, Google entre tantas outras fontes de conhecimento.

Verificava-se já uma fuga em massa dos consulentes de bibliotecas, onde encontravam restrições para reproduzir uma página de um livro, armazenamento de informações e etc.

Hoje, qual a motivação de um autor investir na busca de conhecimentos específicos e escrever um livro, sabendo que este conteúdo em questões de segundos pode estar gratuitamente nas mãos de milhares de pessoas? Somente marketing? Sim, importante, mas se o autor desconhecido depender do ganho financeiro da venda do livro: esqueça!

Os paradigmas mudaram…

Quantos livros são distribuídos gratuitamente no lançamento? Os descontos no preço de capa, distribuidoras, correio etc.

E ainda veio a Amazon com toda a sua agressividade em transformar o acesso a qualquer coisa em uma facilidade cada vez maior!

Quem perde ou ganha com tudo isto? O cliente, consumidor final de um livro seja técnico, ficção, ou não ficção enfim qualquer obra literária.

Enquanto se mudam os paradigmas, algumas gerações já estão se desencantando em colocar seus conhecimentos no papel e distribuí-los para aqueles que tanto precisam ler… O desafio cada vez maior, daqui para a frente, será separar o “joio do trigo”, os conteúdos de qualidade das “fake” ou apenas “marketing” news.

(*)Reinado Moura é engenheiro e mestre em Ciências e Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e fundador do Grupo IMAM, que há mais de 30 anos atua na área editorial, de consultoria e treinamento em logística

 

Calçamento de meio milhão do governo do Estado afunda no Piauí

Caminhão atolou no trecho pavimentado (Foto: Reprodução/Facebook)

Um calçamento de quase meio milhão de reais, recém-construído, não aguentou o peso de um caminhão no Sul do Piauí. A obra na comunidade Lagoa da Firmeza, zona rural de São Raimundo Nonato, é de responsabilidade da Secretaria de Estado das Cidades (Secid), com dinheiro oriundo de empréstimo do governo do Estado.

Com as primeiras chuvas começando a cair na região, o calçamento simplesmente afundou quando um caminhão-pipa tentou passar para abastecer as casas da localidade na segunda-feira (26). Uma moradora postou fotos da situação nas redes sociais e relatou que essa é a segunda vez que o calçamento recém-construído pelo Governo do Estado afunda.

Obra recém-construída cedeu em São Raimundo (Foto: Reprodução/Facebook)Obra recém-construída cedeu em São Raimundo (Foto: Reprodução/Facebook)

A empresa C.C.R de Assunção Macêdo, com sede em Teresina, é a executora da obra. Conforme o contrato assinado em junho entre a empresa e a Secretaria das Cidades, estão sendo investidos R$ 490.922,00 na pavimentação de 4.476,00 metros quadrados em paralelepípedo na localidade. Os recursos são da fonte 16, oriundos de empréstimo.

Foto feita por moradora mostra fragilidade do calçamento (Foto: Reprodução/Facebook)Foto feita por moradora mostra fragilidade do calçamento (Foto: Reprodução/Facebook)

Política Dinâmica tentou, nesta terça-feira (27), contato com C.C.R de Assunção Macedo através do telefone disponível no cadastro da empresa na Receita Federal, no entanto, as ligações foram encaminhadas para a caixa-postal. O contrato de execução da obra assinado entre a empresa e a Secretaria das Cidades vence no dia 31 de dezembro.

Placa mostra o valor empregado na pavimentação (Foto: Reprodução/Facebook)Placa mostra o valor empregado na pavimentação (Foto: Reprodução/Facebook)

A vereadora de São Raimundo Nonato, Ana Maria Dias (PT), se manifestou na postagem feita pela moradora da localidade Lagoa da Firmeza. Se apresentando como responsável pela conquista da obra para a comunidade, ela disse que procurou a empresa C.C.R de Assunção Macedo e foi informada que a obra ainda não está totalmente pronta. (Gustavo Almeida)

Projeto “Coração Solidário” na Fundação Raul Bacellar

Será dia 1º de dezembro/2018, sábado, das 7h às 11h30, na Fundação Dr. Raul Bacellar (Rua Vera Cruz, 744), o atendimento gratuito de eletrocardiograma (pessoas com 50 ou mais de idade); medição de pressão arterial; teste de diabetes (glicemia); verificação de tipo de sangue, além de outros atendimentos.

chegue cedo! São poucas vagas para atendimento!

Rotary Clubs: Parnaíba,Igaraçu e Litoral; Lions Club; Lojas Maçônicas de Parnaíba e Grupo de Escoteiros – GERFUBA

O Governador Wellington Dias quer ir com a família dar uma volta ao redor do planeta?!!!!

O governador com seu secretário de Fazenda Rafael Fonteneles

Apertando o cinto

Definitivamente, o Piauí não é para amadores. Num dia, o secretário de Fazenda ocupa a mídia local para declarar que o Estado vai cortar gastos.

A medida, segundo ele, tem o objetivo de economizar, pois o pagamento da folha de pessoal do Estado corre o risco de atrasar nesta virada de ano.

Perto da lua

No outro dia, sai a notícia de que o Estado iria licitar R$26 milhões em horas de jatinho e de helicóptero para os deslocamentos do governador durante um ano.

Não é nada, são 222.200 km de voo em um jato biturbinado.

Volta ao mundo

Uma volta ao redor da terra tem aproximadamente 40.000 quilômetros.

Desse modo, o que o Governo do Piauí está querendo licitar daria perfeitamente para dar mais de cinco voltas ao redor do planeta.

(Por: Zózimo Tavares)

Elmano Férrer pede atenção para Maternidade Evangelina Rosa

O senador fez pronunciamento para clamar por soluções para a atual situação do local e para relembrar centenário do seu idealizador, Alberto Silva.

O senador Elmano Férrer fez um pronunciamento nesta segunda-feira (26) para pedir atenção para a Maternidade Evangelina Rosa, em Teresina, que se encontra parcialmente interditada, por conta das altas taxas de mortalidade neonatal. Na oportunidade, Elmano lembrou o centenário do ex-senador e ex-governador do Piauí, Alberto Silva, idealizador da Maternidade.

Para o senador Elmano Férrer, a omissão dos governantes com a Maternidade foi a principal causadora dessa situação caótica que se encontra. “Esse hospital foi inaugurado em 1976 com uma vida útil de 20 anos. É uma maternidade que prestou relevantes serviços à população, mas hoje, dada a omissão por muitos governadores do Estado do Piauí, que não tiveram a determinação que teve o Dr. Alberto Silva de, àquela época, trazer para o estado, a maternidade diante de uma situação emergencial. Mas, agora, passados 42 anos, a situação da Maternidade Evangelina preocupa os piauienses”, afirmou o senador.

Elmano Férrer ressaltou a necessidade da construção da nova maternidade de Teresina, unidade de referência em alta complexidade materno-infantil. Atualmente a Maternidade Evangelina Rosa passa por falta de insumos e medicamentos, superlotação, além das altas taxas de mortalidade neonatal e de mães. De janeiro até agora, mais de 200 bebês morreram na maternidade. Em setembro, foram 14 mortes e, em outubro, o número chegou a 29. Diante da intervenção do Conselho Regional de Medicina (CRM-PI), com apoio do Ministério Público do Estado, a Maternidade Evangelina Rosa, principal maternidade do estado, passa a atender apenas aos casos de alta complexidade.

Centenário Alberto Silva

Durante o pronunciamento, o senador Elmano Férrer registrou o centenário do ex-senador e ex-governador do Piauí Alberto Silva, no Plenário do Senado Federal. O parlamentar aproveitou para falar sobre o seu legado de obras, como as rodovias asfaltadas, a Universidade Federal do Piauí, o estádio do Albertão, rede de abastecimento em várias cidades, além de ter trabalhado em prol da ampliação do sistema elétrico, e espaços de lazer como Parque Zoobotânico e Potycabana.

O senador Elmano Férrer destacou ainda as obras de Alberto Silva para a saúde do estado, como a Maternidade Evangelina Rosa, hospitais estaduais de Picos e Floriano, implantou em Teresina o Hospital de Doenças Infecto-Contagiosas e o Ambulatório do Hospital Getúlio Vargas. “Um político que lutou por um Piauí grande e preparado para o futuro”, afirmou.

Conselho Regional de Odontologia realiza campanha contra o exercício ilegal da profissão

O Conselho Regional de Odontologia do Piauí (CRO-PI) promove em Parnaíba uma campanha para combater o exercício ilegal da profissão. Membros do Conselho realizaram visitas em busca de apoio para evitar a prática ilegal da profissão de Odontólogo.

Para a delegada do CRO-PI em Parnaíba, Allane Samara, o grande número de denúncias recebidas pela entidade na região foi o que motivou a iniciativa. “Recebemos sucessivas denúncias de casos de pessoas realizando trocas de ligas em praças públicas. Geralmente a venda dos produtos é feita pelas redes sociais e muitos jovens não sabem do risco de realizar estes procedimentos odontológicos com pessoas que não são habilitadas, que podem resultar em danos irreversíveis à saúde”, alerta.

A equipe do Conselho visitou lojas de materiais odontológicos, as dentais, para conscientizar sobre a venda exclusiva para profissionais da área e pediu reforço ao delegado da Polícia Civil na região, Eduardo Ferreira, que também se colocou à disposição da entidade na luta contra o crime de exercício ilegal da profissão.

Temer sanciona aumento do STF que vai pesar R$4 bilhões nas costas do Brasil

O efeito cascata em todo o funcionalismo pode gerar impacto de R$ 4 bilhões, segundo técnicos do Senado e da Câmara. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

O presidente Michel Temer sancionou nesta segunda-feira, 26, o reajuste de 16,38% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O aumento elevará a remuneração dos magistrados de R$ 33 mil para R$ 39 mil.

O reajuste não vale somente para a corte, uma vez que é repassado automaticamente para a magistratura e integrantes do Ministério Público. Além disso, também reflete no teto do funcionalismo público. O efeito cascata em todo o funcionalismo pode gerar impacto de R$ 4 bilhões, segundo técnicos do Senado e da Câmara. O aumento ao STF foi aprovado no Senado no início do mês.

Um acordo entre o STF e o governo federal possibilitou a sanção. Para ter o aumento, os ministros e juízes deixarão de receber, à parte, o auxílio-moradia para juízes. Esse benefício, no entanto, ficará incorporado no salário.

A revogação do auxílio-moradia será feita pelo ministro do STF Luiz Fux, ainda nesta segunda-feira, 26. Ele concedeu, em 2014, liminar que garante o pagamento de auxílio-moradia a juízes federais.

“Os juízes não receberão cumulativamente recomposição e auxílio-moradia. Tão logo implementada a recomposição, o auxílio cairá”, afirmou Fux, relator de ações que tratam do auxílio no STF.

Teto constitucional

O salário dos ministros corresponde ao teto constitucional de todo o funcionalismo público – e não só do Judiciário -, ou seja, o máximo que um servidor público federal, estadual ou municipal pode receber mensalmente.

Segundo o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, 5.773 servidores do Executivo, incluindo o Banco Central, recebem o teto constitucional. Com o aumento dos subsídios dos ministros do STF, o gasto adicional com o pagamento desses servidores será da ordem de R$ 18,703 milhões por mês, o que dá R$ 243,1 milhões por ano só no Executivo.

Ainda de acordo com o Ministério, o reajuste do teto também atinge os cargos de presidente, vice-presidente e ministros.

Tapa na cara do brasileiro

Para Rafael Paschoarelli, professor de finanças da USP (Universidade de São Paulo), o reajuste é um “tapa na cara do brasileiro”.

“A gente não está falando aqui em aumentar R$ 6 bilhões em gastos por causa de aumento no Bolsa Família, não está falando no aumento de R$ 6 bilhões em gastos por causa de aumento na Saúde. A gente está falando de aumento no Judiciário que é uma casta no Brasil”, diz Paschoarelli que considera o aumento “execrável”.

“É um tapa na cara do brasileiro, um tapa na cara nos mais de 12 milhões de desempregados”, acrescenta o professor.

A crise está se agravando e muitas prefeituras não demoram a entrar em falência

                        Charge do Léo Correia (bocadura.com)

Bernardo Miranda
O Tempo

Das 853 cidades mineiras, 656 dependem completamente das verbas repassadas por Estado e União, o que representa 76% dos municípios mineiros. Essas prefeituras têm mais de 80% de sua arrecadação formada por repasses constitucionais. O levantamento foi feito com os dados do Ranking de Eficiência dos Municípios elaborado pelo jornal “Folha de S.Paulo”. Para prefeitos, a situação atual com o atraso dessas verbas por parte do governo do Estado demonstra a necessidade urgente de um novo pacto federativo.

O presidente da União dos Municípios do Vale do Jequitinhonha e prefeito de Ponto dos Volantes, Leandro Santana (PSDB), afirma que 95% dos municípios da região são completamente dependentes desse repasses de verbas de outros entes federativos. “Diante desse cenário, qualquer desequilíbrio gera uma instabilidade fiscal enorme. Se esse atraso persiste, a cidade entra em situação de colapso. É isso o que está acontecendo com diversas prefeituras do Estado”, afirma.

Mesmo Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, que conta com uma grande atividade industrial, depende de 76% de repasses constitucionais. Atualmente, a dívida do governo de Minas com o município ultrapassa os R$ 121 milhões.

SERVIÇOS AO POVO – O prefeito de Divisópolis, na região do Jequitinhonha, Euvaldo Gobira (PPS), analisa que a forma de distribuição de recursos coloca os municípios como reféns dos outros entes federativos. Ele explica que, apesar de ser quem menos arrecada, é a prefeitura que garante a maior parte dos serviços à população. “Por estarmos na ponta, onde o cidadão cobra, nós oferecemos mais do que é nossa responsabilidade constitucional. Assumimos serviços que deveriam ser do Estado e da União”, explica.

Gobira destaca ainda que, se não houver uma mudança na forma de distribuição das receitas, o cenário de colapso é inevitável e as prefeituras serão inviabilizadas. “Já fiz o cálculo de evolução de receitas e despesas. Se mantiver esse caminho, sem um novo pacto federativo, em 2022 nós teremos recursos apenas para pagar a folha dos professores. Se mantiver essa concentração de recursos nos Estados e na União, voltaremos à condição de distrito”, analisa.  Segundo o prefeito, Divisópolis tem a receber de Estado e União R$ 17 milhões, valor maior do que o orçamento de um ano da cidade, que é de R$ 15 milhões.

ASSUMINDO CUSTOS – Já o prefeito de Divinópolis, na região Centro-Oeste do Estado, Galileu Teixeira (MDB), destaca que os municípios muitas vezes assumem custos em busca de melhorar os serviços que são de obrigação estadual.

“Pagamos o aluguel de imóveis para as sedes da Polícia Civil e da Polícia Militar. Temos servidores cedidos ao Estado para trabalhar em empresas estatais. Pagamos estagiários para órgãos estaduais. Tudo isso para melhorar os serviços do cidadão da cidade”, disse.

E a dependência dos repasses não afeta apenas as contas públicas. Nas cidades menores, a falta do dinheiro representa uma tragédia para os demais setores da economia.

SEM 13º SALÁRIO – Em Divisópolis, por exemplo, 65% do dinheiro movimentado na cidade são oriundos dos recursos da prefeitura ao pagar salários e fornecedores, fazer obras e investimentos. O prefeito explica que já demitiu cem servidores contratados, e que não terá dinheiro para pagar o décimo terceiro.

“Isso já está afetando significativamente o rendimento do comércio. E, se esses atrasos persistirem, não vai demorar para que esses comerciantes comecem a demitir seus funcionários também. Será uma catástrofe”, afirmou Gobira.

Já em Divinópolis, é certo que o décimo terceiro não será pago neste ano. Isso representa R$ 21 milhões que serão retirados de circulação da economia da cidade. A secretária de Fazenda do município, Suzana Dias, chamou a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade para explicar a situação. “Gera um círculo vicioso. Não teremos esses R$ 21 milhões, e parte desse recurso voltaria para os caixas da prefeitura em forma de tributos, porque a maior parte desse valor seria gasto aqui. Então, a prefeitura também perde com isso”, explica.

ACORDO JURÍDICO – Sobre o atraso dos repasses constitucionais para as prefeituras mineiras, o governo do Estado informou, por meio de nota, que está em “processo de discussão com os municípios para firmar um acordo judicial que irá possibilitar os repasses dos valores devidos”.

Pelo pacto federativo – que prefeitos e governadores querem alterar no Congresso –, 24% de tudo que a União arrecada é destinado aos Estados. Outros 18% da arrecadação são divididos entre todos os municípios do país. O rateio obedece o tamanho da população de cada cidade. O pacto federativo é o conjunto de dispositivos constitucionais que configuram o escopo jurídico da relação entre os entes da federação: as obrigações financeiras, a arrecadação de recurso e os campos de atuação dos entes federados.

COM BOLSONARO – No início do mês, governadores eleitos tiveram encontro com o futuro presidente, Jair Bolsonaro (PSL), e solicitaram mudanças na divisão dos recursos. Pediram autonomia para, pelo menos, receberem os recursos integrais que a União destina para saúde e educação.

Na área de educação, por exemplo, a União tem que aplicar 18% da receita de impostos. Os Estados e municípios, 25%. Já na saúde, o governo federal é responsável por metade de todos os custos do Sistema Único de Saúde (SUS), os Estados tem que aplicar 12%, e os municípios 15% de tudo o que arrecadam, no mínimo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A crise é gravíssima, porque atinge simultaneamente os três níveis da administração – federal, estadual e municipal. Rever o pacto federativo é bobagem. O importante é cortar custos, demitir funcionários comissionados e eliminar mordomias. Mas quem se habilita a fazê-lo? Quem verdadeiramente se interessa? (C.N.)  

Em reuniões, Secretário de Saúde Florentino prometia repassar valores para maternidade, mas não cumpria

Por Rômulo Rocha – Do Blog Bastidores

SÓ NO PAPEL

– Mais um documento (ABAIXO) mostra as intensas cobranças feitas pelo diretor-geral da Dona Evangelina Rosa. Secretário de Saúde chegou a se comprometer a repassar R$ 4,5 milhões ao mês, no entanto, era cobrado para cumprir a palavra

Em ao menos duas reuniões o secretário de Saúde Florentino Neto prometeu ao diretor-geral da Maternidade Evangelina Rosa, Francisco de Macedo Neto, repassar valores para por fim às dificuldades da instituição. O gestor da pasta, no entanto, não teria cumprido a palavra.

Uma das reuniões ocorreu no dia 1º de novembro de 2017, quando foi prometido o repasse mensal de R$ 1,7 milhão mensais “para sanar as dificuldades financeiras” da maternidade.

A outra ocorreu em 14 de fevereiro de 2018, também com a presença do secretário de Saúde Florentino Neto, ocasião em que ele “assumiu o compromisso de repassar R$ 1.5 milhão para pagamento de pessoal e R$ 3 milhões para pagamento de fornecedores”.

Houve uma terceira reunião. Em 22 de dezembro de 2017. Essa não contou com a participação do gestor da pasta da Saúde, mas sim com a Superintendência de Assistência Hospitalar.

Uma ata registrou na ocasião o compromisso de repasse financeiro para pagamentos de plantões extras e manutenção de estoque dos insumos necessários ao processo assistencial clínico e cirúrgico.

“Foi pedido pelo superintendente crédito de confiança para execução do proposto”, informa documento. O crédito foi dado.

Mas no dia 14 de março de 2018, um ofício era direcionado ao secretário pedindo o cumprimento da palavra empenhada. 

O ano? Um eleitoral.

_DOCUMENTO COM AS COBRANÇAS E AS REUNIÕES

Publicação:180graus/blogdobsilva

Litoral do Piauí terá nova delimitação de linha de praia; entenda mudanças

 

Uma parceria entre o Governo do Piauí e a Superintendência do Patrimônio da União no Piauí (SPU-PI) garantirá uma nova delimitação da linha de praia do litoral do estado. A última revisão ocorreu em 2009.

Mas o que seria isso, afinal? Entende-se como ‘linha de praia’, a área coberta e descoberta periodicamente pelas águas com areias, cascalhos, seixos e pedregulhos, até o limite onde se inicie a vegetação natural, ou, em sua ausência, onde comece um outro ecossistema.

“De acordo com a legislação vigente a área de praia não é edificável e, por isso, não é permitida qualquer tipo de ocupação pelo fato dessa faixa ser de uso comum da população”, informou a superintendente, Alinne Gibson.

A auditora fiscal ambiental da Semar, Tânia Noleto, explica que a demarcação será realizada pela secretaria, por meio de levantamento aerofotogramétrico e uso de drones. Este trabalho será iniciado na segunda quinzena de dezembro. Com as imagens captadas, mapas serão gerados pelo Centro de Geotecnologia Ambiental e Fundiária (CGeo) da Semar e repassados para a SPU, que fará a homologação da nova linha de praia do nosso litoral.

Com a nova demarcação, caberá aos municípios litorâneos zelar para que as praias sejam usadas e ocupadas corretamente, garantindo que cumpram sua função socioambiental e a população tenha acesso ao local. A nova linha de praia permitirá também que sejam sanadas dúvidas sobre a área que pode ser usada por empreendimentos imobiliários e turísticos no litoral piauiense e evitar o processo de ocupação indevida das praias.

Publicado por: Lorena Passos 

blogdobsilva.com.br

 

Wellington Dias convoca reunião para anunciar mudanças na administração

O governador Wellington Dias se reúne às 16 horas desta segunda-feira (26) com gestores da administração direta e indireta para tratar da reforma administrativa no governo para redução de gastos. O encontro acontecerá no Teatro Sulica, em Teresina.

Três secretarias devem ser fundidas. Na semana passada, foi aprovada uma resolução suspendendo novas contratações no Executivo que impliquem em despesas relativas ao custeio e investimentos.

A resolução prevê ainda que os órgãos e entidades da administração pública direta e indireta devem, no prazo máximo de dez dias, implementar medidas para a contenção de despesas como suspensão por 90 dias de despesas

Com cubano ou brasileiro é preciso parar de brincar de saúde!

Por: Fernando Gomes (*)

A decisão do Governo de Cuba em romper o contrato dos profissionais médicos que serviam ao governo brasileiro está recheada de críticas, de parte a parte. Tivemos nos últimos dias verdadeiras avalanches de comentários sobre os fatos impulsionados pelas declarações do Presidente eleito.

O governo de Cuba anunciou no último dia 14 de novembro que abandonou o Programa Mais Médicos (PMM) devido as declarações feitas pelo presidente eleito: “Condicionamos à continuidade do Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinado à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente Cuba não aceitou”, declarou Jair Bolsonaro (PSL).

Em 2013, foi instituído o PMM com recrutamento de mais de 18 mil profissionais em razão da escassez de médicos na atenção básica, sobretudo para as áreas mais vulneráveis do país. A baixa oferta de médicos em locais remotos e desfavorecidos é um obstáculo ao acesso universal e à garantia da qualidade do cuidado em saúde. Poucos médicos brasileiros querem atuar nessas regiões. O Programa tem 18.240 profissionais – sendo 8.332 cubanos, segundo dados do Ministério da Saúde. De acordo com Cuba, seus médicos atuam em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras.

Houve uma enxurrada de comentários sobre a saída dos cubanos. Uns atacando Bolsonaro, outros ao governo de Cuba. Porém, a discussão aprofundada sobre a qualidade do sistema de saúde passou distante. Não interessa discutir tão necessária política pública, a politicagem domina a cena. Fica claro que, especialmente os simpatizantes do PSL e do PT, ainda não desceram do palanque. Atribuir a responsabilidade pelo descaso com o SUS à simples falta de médicos é jogar areia nos olhos do povo desprotegido! Lamentável que os “representantes do povo”, a imprensa e a própria sociedade desviam o olhar. Fica a impressão de que a saúde só vai piorar porque os cubanos vão embora. E o povo engole isso!

A saúde no Brasil padece de muitos males, dentre os quais se destacam três: falta de dinheiro, gerenciamento incompetente e corrupção. Impossível levar a sério qualquer programa que não enfrente ao mesmo tempo esses três desafios. Investir apenas na organização é tão insuficiente quanto alocar mais recursos para um sistema perdulário, contaminado pela corrupção e por interesses políticos da pior espécie.

As iniquidades em saúde entre grupos e indivíduos, ou seja, aquelas desigualdades de saúde que além de sistemáticas e relevantes são também evitáveis, injustas e desnecessárias são traços marcantes da situação de precariedade da saúde no Brasil, no Piauí e na Parnaíba!

Corrupção e falta de gerenciamento é a combinação do quadro atual. As políticas públicas (in)existentes a nível municipal, estadual e federal carecem de um choque de gestão. Ter médico no Posto de Saúde é apenas um número de uma equação não resolvida! Não se pode brincar com a vida das pessoas. Nas três esferas, temos um histórico de políticas sem planejamento, com força de trabalho em saúde pouco eficazes e submetidas aos interesses privados, em especial na atenção básica.

Nenhum profissional médico, seja ele cubano ou brasileiro, tem a capacidade de resolver os problemas complexos do atual sistema de saúde (tripartite), que precisa ser administrado sem corrupção ou ingerências políticas. Sem equipes treinadas, laboratórios de análises, imagens, centros cirúrgicos, acesso a medicamentos e a hospitais de referência para encaminhar os casos mais graves não se faz assistência médica digna. Estamos vergonhosamente despreparados para atender à demanda das enfermidades responsáveis pela maioria dos óbitos: ataques cardíacos, câncer, diabetes, obesidade, derrames cerebrais, acidentes de trânsito, tabagismo, doenças pulmonares.

Parnaíba também recebeu médicos cubanos, mas não teve mágica! Cadê a UPA do bairro Piauí? Para construí-la, quanto se gastou? É, mas foi o governo federal que fez. Logo o estado e o município não têm nada a ver. Nem inaugurada foi, abandonada, já precisa de mais recursos para recuperá-la. Outro fato da saúde local: pertencentes ou defensores do atual governo municipal na campanha eleitoral denunciavam que centenas de pessoas diariamente dormiam nas calçadas dos Postos de Saúde da cidade em busca de uma marcação de consulta, exame ou remédio. Pra não dizer que nada mudou nesse quesito: quem antes denunciava a situação, hoje cala! Conveniência, subserviência e incompetência, tudo rima!

No âmbito estadual, lambança: o recente escândalo da Maternidade Evangelina Rosa, em Teresina, interditada parcialmente depois que mais de 200 (duzentas) crianças morreram só este ano por infecção hospitalar parece não sensibilizar as autoridades que ainda festejam a eleição do governador para um quarto mandato!

É triste constatar que pouco há de se esperar desses gestores, pela vileza, pela disputa ideológica ignóbil, somada à prática política de compadrio e à corrupção endêmica. Fica o grito: parem de brincar com a vida!

(*) Fernando Gomes, sociólogo, eleitor, cidadão e contribuinte parnaibano.

O voo da barata tonta

Por: Arimatéia Azevedo

Setores governistas se apressaram ontem em classificar como fake news a informação sobre a licitação para registro de preços destinada À aquisição de 222.200 km de voo em um jato biturbinado e de 4.320 horas de voo de um helicóptero monoturbinado potência mínima de 700 SHP. O valor da licitação é uma fortuna: R$ 26.277.681,48 e seu objetivo, um escárnio: “Atender a uma necessidade de locomoção do Exmo. Senhor governador do estado do Piauí, de seus familiares e de outras autoridades”. Ao desmentir a informação, assessores próximos do governador disseram que Gabinete Militar, que cuida do transporte e logística do mandatário, desconhecia o procedimento licitatório. Assessores civis também se esfalfaram nos desmentidos. Só esqueceram de consultar a edição de 19 de novembro do Diário Oficial do Estado, em sua página 17, e o Mural de Licitações do Tribunal de Contas, onde estão o aviso da licitação, o edital e o anexo respectivo. Lá podem ser encontradas todas as informações sobre uma ação que um governo sensato jamais faria, sobretudo, em meio a uma crise financeira e fiscal de grande monta, com o estado sem pagar fornecedores e em agudeza de problemas em hospitais, como a interditada Maternidade Evangelina Rosa.  O episódio da tentativa de escamotear uma informação verdadeira e da admissão que o entorno do governador desconhecia a tal licitação da mordomia aérea podem ser um indicativo de que, depois de três mandatos como governador, Wellington Dias ainda tem dificuldade de governar o governo, que funciona como um arquipélago no qual as ilhas estão todas umas de costa para outras. E, naturalmente, seus donatários pouco interessados que as coisas andem republicanamente.

Apesar das regalias, Petrobras está entre as mais ineficientes do mundo

                          Fachada do edifício-sede da estatal Petrobras, no Rio de Janeiro. (Foto: EBC)

Apesar do monopólio e da política de preços criminosa adotada em julho de 2017, preestabelecendo reajustes quase diários no preço ao consumidor, o desempenho da estatal Petrobras é um dos piores do mundo, comparado ao de petroleiras em condições privilegiadas bem parecidas. Hoje, a Petrobras tem valor de mercado equivalente a 20% do valor da China Petroleum & Chemical Corporation, por exemplo. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O valor de mercado da petroleira brasileira equivale, atualmente, a cerca de metade do valor da concorrente russa Gazprom.

A Petrobras divulgou lucro de R$6,6 bilhões no 3º trimestre. A chinesa e russa lucraram R$32,5 bilhões e R$ 14,4 bilhões, respectivamente.

Privadas, sem monopólio e, no máximo, um terço dos funcionários, Shell, BP, Exxon e Chevron faturam e lucram mais que a Petrobras.

De repente, o Lula fortão deu lugar ao fraquinho

Por:Josias de Souza

Na Presidência, Lula se definiu como uma “metamorfose ambulante”. Pois opera-se neste exato momento uma dessas transformações capazes de virar o personagem do avesso. Aquele Lula fortão da campanha eleitoral, que se imaginava investido do privilégio de negar ao Judiciário a prerrogativa constitucional de condená-lo por corrupção, deu lugar a um Lula fraquinho, que sente o peso da cadeia longeva.

Na mais recente visita dos companheiros Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann, Lula fez um pedido: “Não fica dizendo que eu estou muito bem, senão o povo acredita.” Depois, numa entrevista de porta de cadeia, Haddad disse aos jornalistas: “Ninguém passa incólume 230 dias” na prisão (assista lá embaixo). Na véspera, a Comissão de Direitos Humanos do Senado havia aprovado, sem alarde, um requerimento inusitado.

De autoria do senador Paulo Rocha, do PT, o requerimento prevê a formação de um grupo de senadores para visitar Lula na cadeia com o propósito de avaliar as suas  condições físicas e psicológicas. Alega-se que Lula estava abatido na audiência em que foi inquirido pela juíza Gabrierla Hardt no processo sobre o sítio de Atibaia. Por sorte, a audiência foi gravada. E as imagens mostraram um Lula em ótima forma.

Lépido, Lula tentou transformar a audiência num comício. Mas a substituta de Sergio Moro cortou suas divagações, lembrando o que estava em jogo no caso do sítio: corrupção e lavagem de dinheiro. O único distúrbio que atormenta Lula é a síndrome das condenações que ainda estão por vir.

A conversão do fortão em fortinho é prenúncio de um pedido de abertura da cela por razões humanitárias. Manipulam-se os fatos com tão desenvoltura que Lula terá de recitar o CPF e o RG diariamente diante do espelho para ter a certeza de que é ele mesmo quem está preso em Curitiba, não um impostor.

Laboratórios usam a Justiça para fazer o governo pagar remédios de alto custo

                                            Fabricantes criam ONGs e fornecem advogados para bancar brigas judiciais

O governo federal tem sido vítima de um golpe que custa cada vez mais ao País e que somente este ano desviou da saúde pública mais de R$8 bilhões, mais que o orçamento anual de estados como Alagoas, por exemplo. Isso decorre de ordens judiciais que obrigam o governo a adquirir medicamentos de alto custo para pequenos grupos de pacientes. O assunto é tão grave que ganhou prioridade do futuro ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O golpe não está nas decisões judiciais, em geral bem intencionadas, mas em quem está por trás das ações que são movidas.

Acredita-se no Ministério da Saúde e nas secretarias que entidades de pacientes de doenças raras são criadas e financiadas por laboratórios.

Laboratórios, em geral internacionais, cuidam de toda papelada para criar ONGs e ainda disponibilizam advogados caros.

Há “frentes parlamentares” de doenças raras, diz Mandetta, atuando na pressão pela compra de remédios que custam até R$150 mil.

Wellington Dias vai gastar R$ 26,2 milhões para ter jatinho à disposição dele e da família

Governador do Piauí abre edital para gastar R$ 26,2 milhões em jatinho e helicóptero

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), decidiu usar R$ 26,2 milhões dos impostos do contribuinte piauiense na contratação de um jatinho e um helicóptero para ficarem à sua disposição durante um ano, incluindo pilotos habilitados.

De acordo com o edital, o jato deve ter autonomia mínima necessária para fazer voos diretos de Teresina para São Paulo e o helicóptero fica reservado para passeios pelo Estado. Apenas com os pernoites das aeronaves, o governo vai pagar R$ 292 mil.

Reeleito nas eleições de outubro, Dias resolveu fazer a licitação para “atender a uma necessidade de locomoção do Exmo. Senhor Governador do estado do Piauí, de seus familiares e de outras autoridades”, tudo embasado em leis aprovadas durante o governo Lula.

O edital prevê viajar até 222.200 km com o jato, o que equivale a 86 trechos Teresina-São Paulo. Se fosse fazer a mesma quantidade de voos entre as duas capitais, o gasto seria em torno de R$ 136,7 mil.