Montando o governo

Ascânio Seleme – Folha de S.Paulo

redução do número de ministérios no governo de Jair Bolsonaro não vai resultar necessariamente em queda importante das despesas orçamentárias. Se a Esplanada ficar com 17 pastas, o novo governo terá extinto 12 dos 29 ministérios hoje existentes. Será um bom símbolo de austeridade e de empenho no enxugamento da máquina e na diminuição do Estado, mas é preciso muito mais do que isso para que as contas públicas sofram impacto.

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Com 12 ministros a menos, o Estado poderá cortar em cargos de assessoramento e secretariado no máximo uns 300 postos, nada mais do que uma vírgula no oceano de 630 mil servidores civis ou mais de 320 mil militares na ativa no Brasil.

O que Bolsonaro vai fazer, a grosso modo, é reagrupar setores do governo que foram divididos ao longo dos anos para abrigar aliados dos que detinham o poder. Por isso, as funções distribuídas nos ministérios criados sem necessidade não deixam de existir em razão da sua reunião sob comando único, apenas perdem status. No governo Lula, o Estado chegou a ter 37 ministérios, com Dilma foram 39, todos entregues a partidos da base.

Era uma forma de comprar o apoio e o voto desses partidos no Congresso Nacional. Não que essa tenha sido uma invenção petista, mas nos seus governos chegou no ápice. Nos ministérios, além dos cargos remunerados que ocupavam, os partidos podiam fazer negócios. E faziam. Muitos quadros das legendas que apoiavam o governo acabaram na cadeia em Curitiba.

Mas este é outro caso, o que importa agora é a montagem do novo governo e como a redução de ministérios chinfrins e a construção de superministérios pode ajudar o novo presidente. Primeiro, é importante levar em conta que alguns desses agrupamentos à primeira vista parecem exagerados.

Os poderes que serão conferidos ao superministro da Economia, por exemplo, vão requerer de Paulo Guedes superpoderes intelectuais e uma capacidade fora do comum de administrar seu tempo. E o ganho que se pode obter desse arranjo é discutível. Para alguns especialistas, até temerário. Já se tentou antes e não deu certo.

Outros superministérios, como o da Justiça, que será tocado por Sergio Moro, fazem mais sentido e representam um ganho político e institucional importante. Sem qualquer dúvida o combate à corrupção e ao crime organizado terá um símbolo, que será uma das caras mais conhecidas dos brasileiros, a de Sergio Moro. E contra bandido, símbolo que tem muito mais significado, como a estrela do xerife.

Para enxugar a máquina, reduzir o tamanho do Estado e gastar menos, Bolsonaro terá de diminuir as atribuições do governo, estatizar empresas públicas e em seguida demitir servidores. Mas isso não se faz assim, com uma canetada, ou com um plano de demissão voluntária. Estudos terão de ser feitos e tomarão tempo. Reduzir ministérios apenas não adianta. Fernando Collor teve 12 ministérios, mas o Estado ficou do mesmo tamanho.

O simbolismo ajuda, cria empatia, mostra determinação. Mais importante, contudo, é a decisão de Bolsonaro de não nomear pessoas indicadas por partidos políticos e sim quadros técnicos. Se ele conseguir resistir daqui até janeiro à pressão que já está sofrendo, poderá dizer que cumpriu sua primeira promessa de campanha. Mas ainda falta muito tempo.

Centenário de Alberto Silva: Governador institui em decreto medalha de Ordem Estadual

Em comemoração ao centenário de nascimento do ex-governador do Piauí e ex-senador, Alberto Silva, o governador do Estado, Wellington Dias, instituiu, por meio de decreto, a Medalha da Ordem Estadual Centenário Alberto Tavares e Silva.

A outorga da comenda será realizada no dia 8 de novembro, às 18 horas, em cerimônia no Auditório Serra da Capivara, na sede do Tribunal Regional do Trabalho – 22ª Região, localizado na Avenida João XXIII.

A honraria será concedida a 50 personalidades piauienses contemporâneas ao ex-governador, pessoas que trabalharam e fizeram parta da vida de Alberto Silva.

Em Parnaíba, o Sesc Piauí, ao lado da Fundação Alberto Tavares e Silva, realiza, no dia 10 de novembro, na Catedral Nossa Senhora da Graça, uma missa em celebração ao centenário do ex-chefe do executivo piauiense. Da mesma forma, no dia 24 de novembro, a Fundação lança, no espaço Castelo de Eventos, a exposição À Memória Afetiva do Ilustre Filho da Parnaíba, que segue aberta ao público até o dia 19 de dezembro.

Celebrações em homenagem ao ex-governador estão previstas também na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), prefeituras de Teresina e Parnaíba, além da Academia Piauiense de Letras.

De nome de estádio ao homem do biodiesel

Engenheiro por formação, Alberto Tavares e Silva foi governador do Estado por duas ocasiões; entre os anos de 1971 e 1975, e de 1987 à 1991. Foi senador da República pelo Piauí entre os anos de 1979 e 1987, e 1999 e 2007. Além disso, ocupou o cargo de deputado federal nos quadriênios 1995-1999 e 2007-2009.

Como governador do Estado, ele foi responsável por viabilizar a construção de importantes estradas, que ligaram o estado de norte a sul, o metrô de Teresina, além de inaugurar o estádio Albertão, maior praça esportiva do estado e que leva o seu nome.

Ocupando o cargo de senador da república, Silva foi o responsável por lançar, ainda em 2001, o projeto da primeira usina a produzir biodiesel através da mamona no mundo, na Universidade Federal do Piauí.

Alberto Tavares e Silva nasceu no município de Parnaíba, em 10 de novembro de 1918 e faleceu no ano de 2009, em Brasília.

Confira a lista dos homenageados:

Decreto de Criação – 17.974, de 29 de outubro de 2018

Decreto de Outorga – 17.975, de 30 de outubro de 2018

1. Academia Piauiense de Letras

2. Alcenor Barbosa de Almeida

3. Amadeu Campos de Carvalho Filho

4. Antônio de Pádua Franco Ramos

5. Antônio Fonseca dos Santos Neto

6. Antônio Luíz Cronemberger Sobral

7. Armando Madeira Basto – “Post Mortem”

8. Bertolino Marinho Madeira Campos

9. Cid de Castro Dias

10. Ciro Nogueira Lima – “Post Mortem”

11. Cláudia Cristina da Silva Fontineles

12. Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí – CREA-PI

13. Constantino Pereira de Sousa

14. Darcy Fontenelle de Araújo – “Post Mortem”

15. Elvira Mendes Raulino de Oliveira

16. Firmino da Silveira Soares Filho

17. Florisa de Mello Tavares Silva

18. Francisco Tomaz Teixeira

19. Francílio Ribeiro de Almeida – “Post Mortem”

20. Heitor Castelo Branco Filho

21. Iran Mendes do Nascimento

22. Jesus Elias Tajra

23. João Cláudio da Silva Moreno

24. João Paulo dos Reis Velloso

25. João Tavares Silva Filho – “Post Mortem”

26. João Vicente de Macêdo Claudino

Fonte: ASCOM

Horário de verão começa à meia-noite deste sábado

O horário de verão terá início na madrugada deste domingo (4), mesmo dia de aplicação da primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). À meia-noite de hoje (3), os brasileiros das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, que abrangem dez estados e o Distrito Federal, devem adiantar o relógio em uma hora.

Com a vigência do horário especial, o Brasil terá quatro fusos diferentes, uma vez que os estados das regiões Norte e Nordeste permanecerão no horário normal. O ministro da Educação, Rossieli Soares, em entrevista coletiva na última quarta-feira (31) fez um alerta aos estudantes que vão fazer as provas do Enem para que fiquem atentos aos horários. Ele disse que acionou as instâncias responsáveis para que as operadoras não errem na atualização dos relógios, como ocorreu há duas semanas.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) explicou que a alteração do relógio no último dia 21 não ocorreu nas plataformas de rede das operadoras, e sim em aplicativos externos instalados nos aparelhos, fora do domínio de controle dessas operadoras. A entidade reforçou que o horário das plataformas de rede e serviços segue o calendário oficial e que há monitoramento online nos dias de mudança para garantir que a alteração da hora ocorra conforme o esperado.

Fonte: Agência Brasil

“Vou ser ministro”, diz Magno Malta

                            Cotado para ‘Ministério da Família’, senador afirma que apenas Bolsonaro anunciará qual pasta comandará

Jussara Soares

O senador Magno Malta(PR) confirmou nesta sexta-feira que tem espaço garantido no Palácio do Planalto, ao lado do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele, no entanto, não revelou se de fato comandará uma nova pasta que vem sendo chamada de “Ministério da Família”, que acomodaria Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

— Vou ser ministro, sim — afirmou ao GLOBO o senador, dizendo que caberá a Bolsonaro anunciar se realmente assumirá a área social do governo ou se ocupará um posto mais próximo ao presidente, no caso a Secretaria Geral da Presidência. — Onde eu estiver, eu estarei perto dele. Ele vai anunciar — disse Malta.

Na quinta-feira, ele teve uma reunião na casa do Bolsonaro para discutir seu futuro político. Em conversa com interlocutores, Bolsonaro tem demonstrado intenção de entregar a Malta as atribuições dos ministérios do Desenvolvimento Social e árioDireitos Humanos. A avaliação é que a atuação de Malta à frente da CPI da Pedofilia o credencia para a função.

Até agora, há quatro ministros confirmados: o juiz Sergio Moro (Justiça), o economista Paulo Guedes (Economia), o general Augusto Heleno (Defesa) e o astronauto Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia)

O futuro de Magno Malta – aliado de Bolsonaro de longa data que saiu derrotado nas urnas em busca da reeleição – virou motivo de debate entre integrantes do grupo que sustentou a campanha. Para alguns, o senador  não tem espaço no futuro governo.

Gasto público passou de R$4,5 bilhões na campanha eleitoral de 2018

Eleição com financiamento público só não foi mais cara que a de 2014, auge do Petrolão. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Gastos públicos com a campanha eleitoral deste ano já superaram a marca de R$4,5 bilhões e garantiram o 2º lugar na lista das mais caras da História. MDB e PT, que perderam a eleição, são os que faturaram mais dos fundões eleitoral e partidário: R$293 milhões e R$290 milhões, respectivamente. A Justiça Eleitoral disponibilizou ao PSL de Jair Bolsonaro apenas R$15,4 milhões, que elegeu o presidente da República, três governadores, 52 deputados federais e 4 senadores. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O controle da Justiça Eleitoral será testado no exame da prestação de contas dos partidos, em geral meramente contábil.

As eleições deste ano só não foram mais caras que as de 2014, auge da corrupção envolvendo empreiteiras, que custaram R$5,1 bilhões.

Doações de pessoas físicas somaram R$470,5 milhões, enquanto os candidatos tiraram R$398,8 milhões do próprio bolso na campanha.

“Se eu errar, o PT vai voltar ao poder”, diz Bolsonaro, que critica também FHC

Bolsonaro disse que vai cobrar resultados aos ministros

Denise Rothenburg
Correio Braziliense

Em entrevista exclusiva, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, avisa que seus ministros terão carta branca para nomear seus secretários, diretores das delegacias regionais e por aí vai. “O que estou cobrando dos ministros é produtividade”, diz ele, sentado na pequena varanda improvisada na entrada de sua casa, com uma mesa redonda de madeira transformada em cenário para a entrevista à Rede Vida de Televisão, com tempo cronometrado: 15 minutos. “Precisa de terno? Não, né?”, pergunta ele, à vontade com a camisa de manga curta amarela, uma das cores da sua campanha, e calça jeans

As críticas, agora, não se restringem ao PT. Ao falar da importância que dará ao Ministério da Defesa, Bolsonaro emenda com uma crítica direta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O simples fato de colocar um general de quatro estrelas (Augusto Heleno) para ocupar o posto, diz, dará aos militares garantia de um assento em reunião ministerial: “A criação do Ministério da Defesa foi para tirar os militares da mesa ministerial”, acusa. O presidente eleito garante que as Forças Armadas, “o último obstáculo para o socialismo”, serão chamadas a participar da concepção de políticas públicas e propostas em várias áreas do governo.

Durante a campanha, o foco na segurança púbica foi muito grande. O governador do Rio de Janeiro fala em atiradores de elite. É por aí que temos de encarar o crime no Brasil?
A forma de engajamento do Exército Brasileiro no Haiti era exatamente essa. Elemento armado com um fuzil passa a ser um alvo. Temos vivenciado aqui no Rio momentos parecidos, verdadeiro bonde de pessoas armadas com fuzil. Como enfrentar esse tipo de gente? Não vai ser com flores nem com “entregue suas armas”. Agora, estamos numa área urbana. Numa troca de tiro aqui, o efeito colateral seria desastroso. O que eu defendo é uma retaguarda jurídica para o policial ou para o homem das Forças Armadas, uma vez em operação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Que não se preocupe com uma possível condenação na frente por estar cumprindo a missão. E, para o cidadão comum, tenhamos também garantia da posse de arma de fogo, levando-se em conta o referendo de 2005. Dois terços da população decidiu pelo direito de comprar armas e munições. Então, o presidente ou quem quer que seja não tem o direito de frustrar essa vontade popular. Obviamente, a posse de armas de fogo com alguns critérios. Ficha criminal, estar em dia com a Justiça, exame psicológico, exame prático e o registro da arma passa a ser definitivo e não temporário, como é no momento.

O senhor disse que o ministro Sérgio Moro terá liberdade para nomear secretários e cargos dentro do Ministerio da Justiça e da Segurança Pública. A mesma carta branca será dada a outros ministros?
O que estou cobrando dos ministros é produtividade. Igual ao Paulo Guedes: sentei à mesa com ele. Quando eu falei que não entendia de economia, pensei que a imprensa fosse levar para o lado da minha humildade, e é verdade. Ou será que eu tenho que entender de medicina para nomear o ministro da Saúde? Então, é inflação baixa, dólar compatível para exportação-importação, a taxa de juros, é não aumentar a dívida interna, que está chegando próxima a R$ 4 trilhões, não aumentar a carga tributária. Perguntei: é possível? Ele falou: é. Bem, ele é uma pessoa renomada dentro e fora do Brasil. Nunca integrou governo nenhum. Nós temos que acreditar nele. Não temos alternativa, porque, como está o Brasil, a tendência é quebrar, é se transformar numa Grécia. Então, essa carta branca ele tem.

O ministro Marcos Pontes cuidará também do ensino superior, deixando o Ministério da Educação só com o ensino médio e fundamental?
Essa é a ideia: as universidades têm que produzir. Você pega as 200 melhores universidades do mundo, o Brasil não está nesse bolo. As nossas universidades têm que produzir mais. O que falta aí? O que acontece em grande parte com a total independência dos reitores? É um inchaço de funcionários. É uma missão difícil para ele. Mas nós temos que começar a mudar essas coisas e ele tem competência, no meu entender, e retaguarda e liderança para isso. Quero ver qual a produtividade deles. A mesma coisa quando se fala em educação no Brasil. Vamos abolir a filosofia do Paulo Freire. Não deu certo. Em 13 anos de PT, dobrou-se o gasto com educação e a qualidade diminuiu. Então, é sinal de que está dando errado.Se estivesse dando certo, seguiríamos nessa linha.

Como o senhor tratará os partidos de oposição?
Tenho falado o seguinte: se alguém tiver alguém melhor que o Paulo Guedes, que o Heleno, que o Moro, apresente. Nós vamos discutir. Quero o melhor para o Brasil. Tenho conversado muito com os parlamentares, antes inclusive de entrar em campanha. Ultrapassamos em 120 o número de parlamentares na reta final, tivemos o apoio das bancadas da agricultura, evangélica. Então, temos tudo para ter um pacotão de medidas no início do mandato, que o Congresso venha a aprovar sem maiores percalços. A não ser os partidos tradicionais de esquerda que, ao que parece, vão fazer oposição pela oposição, como sempre fizeram ao longo dos 28 anos que em estou dentro da Câmara.

O senhor já disse que quer votar alguma coisa da reforma da Previdência neste ano, mas ouvimos de muitos parlamentares que esse Congresso perdeu a legitimidade para aprovar emenda constitucional, porque a renovação foi de 47%. O que dá para aprovar, se é que dá para aprovar alguma coisa?
Vou ver o último relatório, analisar o que dá para brigar para que seja votado, ou que podemos tirar. O que eu tenho dito para todo mundo é que alguma coisa tem que ser aprovada. Tem que dar um passo, por menor que seja. Já facilita a vida de quem vai assumir no início do ano que vem.

A estrutura do seu governo está sendo montada para pelo menos três ministérios fortes. Queria saber sobre a Defesa. O que será agregado de funções novas?
A intenção da criação do Ministerio da Defesa, no fim do milênio passado, era tirar os militares da mesa ministerial, no governo Fernando Henrique Cardoso. Tirar da mesa porque os militares presentes ali incomodavam os ministros, alguns ministros, de Fernando Henrique Cardoso, que nunca demonstrou qualquer respeito para conosco. Tanto é que nosso sucateamento se agravou muito no governo FHC e continuou em parte no governo Lula. É uma questão de revanchismo, aquilo, até mesmo a criação da comissão de desaparecidos, a Comissão da Verdade. O objetivo de bater nos militares é que, na verdade, nós somos o último obstáculo para o socialismo. Então, é na intenção ideológica o que vinha sendo feito. A mudança agora começa com um general de quatro estrelas à frente dele.

O senhor já fechou o número de ministérios? Fica em 15 mesmo?
No máximo 17, porque talvez Agricultura e Meio Ambiente não se fundam. A gente quer o melhor. Sempre houve uma briga entre esses dois ministérios, com o Meio Ambiente sofrendo pressões de ONGs internacionais, gente de fora. A questão de licenças ambientais. Vai você querer fazer uma pequena central hidrelétrica na sua fazenda, vai levar 10 anos para ter a licença. Isso tem que acabar. Essa briga, essa forma xiita de procedimento por parte do Ministério do Meio Ambiente, tem que deixar de existir. Hoje em dia, parte dos fiscais, não são todos, chega numa propriedade e arranja uma multa para cima do produtor rural. Isso tem que deixar de existir. Uma das ideias seria a fusão, mas como estou vendo que está dando uma certa reação, até mesmo por parte do homem do campo, a tendência é manter os dois ministérios. Mas quem vai indicar o ministro do Meio Ambiente será o senhor Jair Bolsonaro.

O senhor já disse que haverá mudança na politica externa, para colocar o Itamaraty sem amarras ideológicas. O senhor vai fechar embaixada em Cuba, na Venezuela?
Olha, respeitosamente, qual o negócio que podemos fazer com Cuba? Vamos falar de direitos humanos? Pega uma senhora que está aí de branco, que veio no programa Mais Médicos. Falei “senhora” porque não sei se ela é médica, não fez programa de revalidação. Pergunta se ela tem filhos. Já perguntei. Tem dois, três, estão em Cuba. Não vêm para cá. Isso para uma mãe, não é mais que uma tortura? Ficar um ano longe dos filhos menores? Quem vem para cá de outros países ganha salário integral. Os cubanos ganham aproximadamente 25% do salário. O resto vai para alimentar a ditadura cubana? Foi acertado há quatro anos, quando Dilma era presidente, que se alguém pedisse exílio seria extraditado. Dá para manter relações diplomáticas com um país que trata os seus dessa maneira? Queremos o Mais Médicos? Podem continuar. Revalida, salário integral e traz a família para cá. Eles topam? Queremos reciprocidade. Embaixada da Venezuela: o embaixador já veio para cá, a embaixada já foi desativada, não temos mais contato. Agora, veio no governo do Michel Temer, porque no governo do PT… Essa decisão teria que ter sido tomada há mais tempo: chamar o embaixador, conversar.

O senhor anuncia mais algum ministro nesta semana?
Não tenho pressa. Você não pode anunciar o Zé hoje e amanhã dizer “não é mais você”. Tem que ter plena certeza, porque o que está em jogo é a minha credibilidade e a vida dele. Ele vai falar o que para os amigos, para a família? “Olha, ele me convidou e deu agora um cartão vermelho pra mim”? Talvez essa semana a gente anuncie mais um.

O senhor vai desfilar em carro aberto na posse?
Vou seguir religiosamente a orientação das inteligências, Polícia Federal, Abin, Exército. Vou seguir essas orientações aí, porque estou sendo um governo completamente diferente dos outros e desagradando muita gente. Conseguimos entrar na máquina para quebrá-la. E só quebraremos comigo vivo. A intenção da criação do Ministério da Defesa, no fim do milênio passado, era tirar os militares da mesa ministerial, no governo Fernando Henrique Cardoso. (…) O objetivo de bater nos militares é que, na verdade, nós somos o último obstáculo para o socialismo”

PT preocupado com Moro

PT está preocupado com a possibilidade de o juiz Sergio Moro direcionar órgãos como a CGU (Controladoria Geral da União) para fazer devassas nas administrações anteriores do partido, criando fatos negativos para a legenda nos próximos anos.

“Eu fui muito criticado por não utilizar o ministério nem para proteger amigos nem para perseguir inimigos. Mas hoje, sinceramente, temo que isso possa ocorrer”, diz o ex-ministro José Eduardo Cardozo, verbalizando o receio de outros dirigentes da legenda.(FSP)

Prefeita publica decreto exonerando todos os cargos em comissão e prestadores de serviços

A prefeita de Esperantina, Vilma Carvalho Amorim (PT), publicou decreto exonerando todos os ocupantes de cargos em comissão e prestadores de serviço do município.

A gestora alegou que o município está ultrapassando o limite prudencial de gasto com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, bem como, as constantes quedas de receitas do município.

Só não foram exonerados os secretários municipais, servidores da Procuradoria Geral do Município e os que exercem cargos em comissão vinculados a programas federais, com recursos assegurados pelo Governo Federal.

A gestora também reincidiu todos os contratos temporários de contratação de pessoal, além de reduzir em 10% o valor do subsidio pago a todos os agentes políticos ligados diretamente ao Poder Executivo.

Parte do STF resistia a nomeação de Moro por ser um ‘juiz de primeiro grau’

Plenário do Supremo Tribunal Federal. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

Parte do Supremo Tribunal Federal (STF) torcia o nariz, de quase asco, à eventual indicação de Sérgio Moro como ministro da corte em razão de um velho preconceito: ele é “apenas juiz de primeiro grau”. Mas esses mesmos ministros não se opõem à nomeação de Moro após uma temporada no Ministério da Justiça. Isso funcionaria como forma de “limpar” a biografia de Moro. Quanta bobagem. Até porque a maioria dos ministros do STF não tem experiência anterior na magistratura. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A aceitação do convite de Bolsonaro, confirmada ontem, “pavimenta” seu eventual ingresso no STF, quando surgirem as primeiras vagas.

A próxima vaga no STF surgirá com a aposentadoria do ministro Celso de Mello, que atingirá os 75 anos em 1º de novembro de 2020.

Sob Moro, o Ministério da Justiça ganhará o Coaf e CGU e ele teria autonomia para reformular a Polícia Federal, por exemplo.

Viaturas do litoral do Piauí também foram afetadas pela falta de combustível

Portal do Catita noticiou que as duas viaturas da Central de Flagrantes de Parnaíba foram atingidas com a ‘crise do combustível’, caso que ganhou repercussão nacional por outros problemas em cidades do Piauí, inclusive Teresina.

Os veículos são encarregados nas diligências daquela distrital, bem como no transporte de presos da justiça para audiência de custódia, já que o novo Fórum de Parnaíba fica localizado no outro lado cidade. 

“Para amenizar a crise, foi disponibilizado um crédito de R$ 200 reais de combustível nesta tarde de quinta-feira, ‘dia de todos os santos’, para abastecer as duas viaturas no prego”, informou o portal.

Fonte: Portal do Catita

Foi descoberto novo plano de atentado contra Bolsonaro, diz general Heleno

General Heleno deve acalmar o país, ao invés de alarmar

Jailton de Carvalho
O Globo

O general da reserva Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa, disse ao Globo que o serviço de inteligência do país descobriu indícios de um plano, que qualificou como “terrorista”, contra o presidente eleito Jair Bolsonaro. O general fez o comentário em resposta a rumores que começaram a circular em Brasília nos últimos dias sobre o assunto.

— A informação de que foi plotado um planejamento de um ato terrorista contra o presidente (Bolsonaro) é verdade. Isso já foi confirmado por autoridades da área de inteligência — disse.

MAIS SEGURANÇA – O general não disse, no entanto, quem poderia ter sido o autor do plano e nem quais as providências tomadas em relação ao caso. No início da semana, a PF ampliou de 35 para 55 o número de policiais para reforçar a segurança do presidente eleito. A polícia negou que a medida esteja relacionada a eventual aumento de risco contra Bolsonaro.

A explicação é que o reforço na segurança já estava previsto desde a primeira fase da campanha. O sistema de proteção seria ampliado mesmo se o vencedor tivesse sido o candidato Fernando Haddad.

As informações sobre o suposto plano de ataque contra Bolsonaro foram discutidas em reuniões na Polícia Federal e na Agência Brasileira de Inteligência. Uma destas reuniões aconteceu nesta quinta-feira. Os analistas entenderam que os dados disponíveis não indicam ameaças concretas.

ELOGIO A MORO – Na entrevista, concedida ontem, o general Heleno também elogiou a escolha do juiz Sergio Moro para comandar o Ministério da Justiça.

— Torço muito para que ele aceite. Será uma honra estar sentado na mesa com o doutor Sérgio Moro. Ele é um grande valor do país, um homem respeitado aqui e no exterior — disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Esse suposto atentado está com jeito de “fake news”. Bolsonaro e sua equipe deveriam estar acalmando a tropa, mas insistem que acirrar os ânimos. Cada vez que abrem a boca, a nação estremece. Para quê? Para nada…, como dizia Miguel de Cervantes sobre os cavaleiros de Andaluzia. Vamos acalmar, gente! (C.N.)

Finados na visão espírita

O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas. Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo. Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o “VISITAM” diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar. Católicos, budistas, protestantes, muçulmanos, espíritas – somos todos espiritualistas, acreditamos na existência e sobrevivência do Espírito. Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério. Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito. Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos “perdi um ente querido”, estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos que ele partiu, haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus. Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles.
COMO PODEMOS AJUDAR OS QUE PARTIRAM ANTES DE NÓS? Envolvendo o ser querido em vibrações de carinho, evocando as lembranças felizes, nunca as infelizes; enviando clichês mentais otimistas; fazendo o bem em memória dele, porque nos vinculamos com os Espíritos através do pensamento. Além disso, orando por ele, realizando caridade em sua homenagem, tudo isso lhe chegará como sendo a nossa contribuição para a sua felicidade; a prece dá-lhe paz, diminui-lhe a dor e anima-o para o reencontro futuro que nos aguarda.
PODEMOS CHORAR? Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma.
ENTÃO OS ESPÍRITAS NÃO VISITAM O CEMITÉRIO?  Se sentir vontade, sim. Mas nós espíritas, geralmente, não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias. Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto as homenagens (dos não espíritas), prestadas aos “MORTOS” neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorável, DESDE QUE SINCERAS E NÃO APENAS CONVENCIONAIS.

Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito (em O Livro dos Espíritos), mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem; há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais; Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM. E se eles vivem, nós também viveremos. E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana. Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual.

Compilação de Rudymara

PI: Segurança do Enem 2018 contará com 512 agentes em 32 municípios

 

No próximo domingo (04), 119.379 piauienses vão fazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio 2018 (Enem), que é a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil. As provas serão aplicadas em 311 locais de 32 municípios do Estado (Teresina e mais 31 cidades do interior). Em termos de mobilização de pessoal, o Enem é considerado o maior evento do país depois da Copa do Mundo e, pensando nisso, a Secretaria de Segurança do Piauí elaborou um plano de ação para garantir a ordem durante a aplicação das provas e a lisura do exame.

Foram destacados 512 agentes para fazer a segurança do Enem este ano no Piauí, entre homens da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros, Strans, Correios, Equatorial Energia, Inep e Fundação Getúlio Vargas. Será montado um Centro Integrado de Operações, controlado pelo Núcleo de Inteligência, que manterá contato direto com Brasília.

“No ano passado não houve registro de falhas na segurança e o nosso maior objetivo para este ano é manter isso e garantir que os candidatos possam fazer suas provas com toda a tranquilidade e na certeza da isonomia”, explicou o secretário de Segurança do Piauí, coronel Rubens Pereira.

Para o policiamento na zona urbana de Teresina, foram disponibilizadas mais 10 viaturas que farão a segurança nos entornos dos principais pontos de aplicação de prova. Serão feitas também escoltas de armazenamento, escoltas de distribuição das provas, policiamento ostensivo e reforço da segurança nas unidades dos Correios que receberem os malotes para distribuí-los entre os centros de aplicação.

De acordo com o tenente-coronel Mota, assistente do subcomando da Polícia Militar, as provas já chegaram ao Piauí e estão armazenadas em conteineres no 25 BC, em Teresina, e no 2º BEC de Picos. As provas do 25 BC serão distribuídas entre os municípios da região Norte do Piauí que terão aplicação, e as do 2º BEC serão entregues nas cidades do Sul e do Sudeste do Estado.

Para evitar problemas de falta de energia nos locais de aplicação de provas, a Equatorial Energia também planejou um esquema especial de plantão. Serão mais de 300 profissionais entre técnicos e engenheiros, distribuídos entre as 32 cidades onde acontecerá o Enem no Estado. No ano passado, um problema de interrupção do fornecimento em uma faculdade particular de Teresina que era local de prova acabou por cancelar as provas de pelo menos 700 candidatos que tiveram que refazer o exame em um outro dia.

Equipes da Fundação Getúlio Vargas, que faz parte do consórcio aplicador do Enem, fizeram uma vistoria nas unidades de aplicação onde foram registrados problemas nas últimas edições e acompanhou o trabalho de adequação e reestruturação desses locais para receber os alunos nos dois finais de semana de prova.

O Enem 2018 acontece, pela primeira vez, em dois finais de semana: nos dias 04 e 11 de novembro. Por conta do horário de verão, os estudantes devem ficar atentos à hora de abertura e fechamento dos portões dos pontos de aplicação. No horário local, os portões serão abertos às 11h e fecharão às 12h. As provas começam às 12h30 e terminam às 18h no dia 04  e às 17h30 no dia 11.

Por: Maria Clara Estrêla

A inovação que parte de dentro

Por:Janguiê Diniz(*)

Não é mais novidade para ninguém que vivemos uma sociedade digital. Os avanços tecnológicos das últimas décadas – principalmente dos anos 2000 para cá – mostraram a capacidade humana de criar, desenvolver novos produtos, processos e técnicas. Tudo isso nos trouxe à sociedade disruptiva que se apresenta atualmente. Essa nova realidade trouxe consigo um cenário muito mais competitivo às empresas, visto que o acesso à tecnologia está muito mais facilitado, o que torna as possibilidades de inovação maiores. E é justamente a inovação que torna as companhias mais competitivas.

Para que isso se concretize, não basta oferecer produtos ou serviços considerados disruptivos ou inovadores. É claro que eles são o principal atrativo do público para a empresa. Porém, além de ter uma imagem moderna e inovadora, a empresa precisa ter em seu interior uma mentalidade voltada para as transformações digitais que vêm ocorrendo. É preciso criar uma cultura digital, inovadora, disruptiva.

Colaboradores não devem mais se limitar à mera realização de suas tarefas diárias. É sempre bom, também, que passem a refletir sobre os processos que executam, a maneira como desenvolvem seu trabalho e a relação entre os esforços empreendidos e o resultado que se alcança. Pensando assim, é possível propor inovações, mudanças, melhorias internas. Essas alterações podem ser benéficas para os próprios funcionários, que passam a desempenhar suas funções de forma mais eficaz e até fácil.

Essas melhorias promovidas no ambiente interno da empresa podem acabar se refletindo na relação com o público: no atendimento, na prestação de serviço, ou mesmo nos produtos oferecidos. É importante que as empresas incentivem esse pensamento inovador entre seus colaboradores, pois são eles que têm real noção dos gargalos e entraves que ocorrem no dia a dia e podem propor soluções que melhorem seus trabalhos e, consequentemente, o ambiente laboral como um todo.

 

Três anos sem o Jaime Linz

Por Tércio Solano  – Jornalista – Recife-PE

Terça feira, três de novembro de 2015. Era uma madrugada tropical ainda escura e silenciosa. Nem os primeiros raios da aurora haviam  surgidos no horizonte, nem tampouco se ouvia o cantar das passaradas.

Naquele romper do dia, nos arredores de Parnaíba, um vento forte soprava  vindo do litoral, sacudindo estranhamente as plantas que envolviam o jardim em frente à casa do radialista Jaime Linz. Tudo levava a crer em prenúncio de algo anormal que estaria a ocorrer no início daquela manhazinha calma de primavera.

Eu, Tércio Solano, irmão de Jaime Linz, confesso-lhes em particular. Durante a noite anterior não dormi. Nesta agonia de espírito e material senti alguma coisa misteriosa anunciar um acontecimento desagradável.

De fato, aquele vento forte que murmurava parecendo um lamento, imitando um choro convulsivo, retratava um sinal de dor, de que ali, naquela casa havia alguém sentindo se mal. Na verdade, uma pessoa estava prestes a partir de um mal súbito.

Tratava-se de Jaime Linz Solano Lopes.

Naquela madrugada, cheguei á conclusão, de que humanamente falando, a vida é tanto quanto um sopro ao apagar de uma vela quando exposta à brisa.

Assim, a voz inconfundível do comunicador do rádio parnaibano, paralisava para sempre. Uma pena. Sua capacidade de falar, de expressar-se chegava ao fim dessa existência aqui na terra. Era um adeus final. Jaime Linz, como era conhecido pelos ouvintes que o personificavam. Numa das dependências de sua casa, no silêncio daquele alvorecer, cruzava os braços e serenamente expirava. Despedia –se de todos, dos amigos, dos seus familiares.

Jaime Linz, pertenceu às primeiras gerações de seletos radialistas parnaibanos, iniciando sua carreira, em 1963. Quando a sua voz através das radiações de ondas curtas e médias da PRJ4ZY7-Rádio Educadora de Parnaíba chegava a nossa plaga. A partir dali, Jaime Linz persuadia –se e vaticinava sua profissão, vindo ao ar, pela primeira vez  no dia 23 de setembro de 1963, tendo vivido entre grandes nomes da radiofonia piauiense a exemplo de: Nelson Chaves, a que lhe deu todo apoio, Nelsinho Filho, Fonseca Mendes, Rocha e Silva, Oliveira Júnior, Murilo Ferreira, J.Gomes Genes Rocha, Lopes Martins, José Augusto, Rubem Freitas, dentre outros como Luiz de França no comando. Por isso, o profissionalismo de Jaime Linz, tornou-se uma página na radiofonia piauiense.

Sua grande contribuição no rádio, centralizava-se no rico acervo discográfico da velha guarda, que o caracterizou de “Jaime Linz O Comunicador da Saudade”.

Ainda adolescente iniciou a carreira, em serviços de alto falante de bairros, em Parnaíba. Em seguida, passou a falar nos estúdios de emissoras de rádio. Só para recordar alguns programa de Jaime Linz, de grande audiência: “Show Musical  da Semana”, uma promoção do creme dental Kolinos, pela Educadora em 1968,  Bazar da Alegria Educadora, 1969, depois veio outro excelentes Programas como “ O Cantinho do Waldcik, criado por ele, e com a ideia do próprio cantor Waldick Soriano,  além de “Recordar é Viver, Noite de Saudade e tantos outros programas nostálgicos. Se um dia por ventura, o livro da biografia de Jaime Linz, intitulado “JAIME LINZ O COMUNICADOR DA SAUDADE, for lançado, todos terão a oportunidade de ler a vida desse profissional.

A obra que tem 280 páginas, está concluída, e tem  a participação de alguns parnaibanos  que contribuíram com o prefácio e dedicatórias ao Jaime Linz.

O livro em si, é assaz acessível ao leitor, não somente pela clareza  simples da linguagem literária, mas  pelo fato de ser um trabalho que não exigiu filologia, porém um registro da experiência vivida pelo radialista parnaibano Jaime Linz.

Fonte:a24horas

Ciro Gomes afirma que foi miseravelmente traído por Lula e seus asseclas

                                                                           Ciro Gomes faz uma análise da eleição presidencial

Gustavo Uribe
Folha

Terceiro colocado na eleição presidencial, Ciro Gomes (PDT) afirmou, em entrevista à Folha, que foi “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Lula e seus “asseclas”. Em seu apartamento, onde concedeu nesta terça-feira (30) sua primeira entrevista desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), Ciro nega ter lavado as mãos ao ter viajado para a Europa depois do primeiro turno. “A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto”.

“Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT”, disse o pedetista, que critica a atuação do PT para impedir o apoio do PSB à sua candidatura e considerou um insulto convite de Lula para assumir o papel de seu vice no lugar depois ocupado por Fernando Haddad (PT).

No primeiro turno, o senhor afirmou que choraria e deixaria a política se Bolsonaro ganhasse. Deixará a vida pública? Eu disse isso comovidamente porque um país que elege o Bolsonaro eu não compreendo tanto mais, o que me recomenda não querer ser seu intérprete. Entretanto, do exato momento que disse isso até hoje, ouvi um milhão de apelos de gente muito querida. E, depois de tudo o que acabou acontecendo, a minha responsabilidade é muito grande. Não sei se serei mais candidato, mas não posso me afastar agora da luta. O país ficou órfão.

E não tomou uma decisão se será candidato em 2022?
Não. Quem conhece o Brasil sabe que você afirmar uma candidatura a 2022 é um mero exercício de especulação, porque a adrenalina não pacificou. Só essa cúpula exacerbada do PT é que já começou a campanha de agressão. Eu não. Tenho sobriedade e modéstia. Acho que o país precisa se renovar.

O senhor disse que deixaria a vida pública porque a razão de estar na política é confiar no povo brasileiro. Deixou de confiar? Não, procurei entender o que aconteceu. Esse distanciamento me permitiu isso. O que aconteceu foi uma reação impensada, espécie de histeria coletiva a um conjunto muito grave de fatores que dão razão a uma fração importante dessa maioria que votou no Bolsonaro. O lulopetismo virou um caudilhismo corrupto e corruptor que criou uma força antagônica que é a maior força política no Brasil hoje. E o Bolsonaro estava no lugar certo, na hora certa. Só o petismo fanático vai chamar os 60% do povo brasileiro de fascista. Eu não, de forma nenhuma.

Naquele momento do país, uma viagem à Europa não passou uma impressão de descaso? Descaso não, rapaz, é de impotência. De absoluta impotência. Se tem um brasileiro que lutou, fui eu. Passei três anos lutando.

Com a sua postura de neutralidade, não lavou as mãos em um momento importante para o país?
Não foi neutralidade. Quem declara o que eu declarei não está neutro. Agora, o que estava dizendo, por uma razão prática, não iria com eles se fossem vitoriosos, já estaria na oposição. Mas estava flagrante que já estava perdida a eleição.

Por não ter declarado voto, não teme ser visto como um traidor pelos eleitores de esquerda?
A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto. Quem tiver prestado a atenção no que falei, está muito clara a minha posição de que com o PT eu não iria.

Não se aliará mais ao PT?
Não, se eu puder, não quero mais fazer campanha para o PT. Evidente, você acha que eu votei em quem?

No Haddad?
 Vou continuar calado, mas você acha que votei em quem com a minha história? Eles podem inventar o que quiserem. Pega um bosta como esse Leonardo Boff [que criticou Ciro por não declarar voto a Haddad]. Estou com texto dele aqui. Aí porque não atendo o apelo dele, vai pelo lado inverso. Qual a opinião do Boff sobre o mensalão e petrolão? Ou ele achava que o Lula também não sabia da roubalheira da Petrobras? O Lula sabia porque eu disse a ele que, na Transpetro, Sérgio Machado estava roubando para Renan Calheiros. O Lula se corrompeu por isso, porque hoje está cercado de bajulador, com todo tipo de condescendências.

Quem são os bajuladores?
É tudo. Gleisi Hoffmann, Leonardo Boff, Frei Betto. Só a turma dele. Cadê os críticos? Quem disse a ele que não pode fazer o que ele fez? Que não pode fraudar a opinião pública do país, mentindo que era candidato?

Por que o senhor não aceitou ser candidato a vice-presidente de Lula?
Porque isso é uma fraude. Para essa fraude, fui convidado a praticá-la. Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. E não aceitei. Me considerei insultado.

Por que não declarou voto em Haddad? 
Aquilo era trivial. O meu irmão foi a um ato de apoio a Haddad, depois de tudo o que viu acontecendo de mesquinho, pusilânime e inescrupuloso. É muito engraçado o petismo ululante. É igual o bolsominion, rigorosamente a mesma coisa. O Cid está lá tentando elaborar uma fórmula de subverter o quadro e é vaiado. Estou devendo o que ao PT?

Não declarou voto no Haddad por causa do Lula?
Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT. Agora, em uma eleição que tem só dois candidatos, na noite do primeiro turno, disse à imprensa: “Ele não”. O que ele quer mais agora? Cid Gomes cobrou uma autocrítica dos petistas. E quais foram os erros cometidos pelos pedetistas? Devemos ter cometido algum erro e merecemos a crítica. Mas, nesse contexto, simplesmente multiplicamos por um milhão as energias que nos restaram para trabalhar. Fomos miseravelmente traídos. Aí, é traição, traição mesmo. Palavra dada e não cumprida, clandestinidade, acertos espúrios, grana.

Isso por Lula?
Pelo ex-presidente Lula e seus asseclas. Você imagina conseguir do PSB neutralidade trocando o governo de Pernambuco e de Minas? Em nome de que foi feito isso? De qual espírito público, razão nacional, interesse popular? Projeto de poder miúdo. De poder e de ladroeira. O PT elegeu Bolsonaro. Todas as pesquisas, não sou eu quem estou dizendo, dizem isso. O Haddad é uma boa pessoa, mas ele, jamais, se fosse uma pessoa que tivesse mais fibra, deveria ter aceito esse papelão. Toda segunda ir lá [visitar Lula], rapaz. Quem acha que o povo vai eleger pessoa assim? Lula nunca permitiu nascer ninguém perto dele. E eles empurram para a direita, que é o querem fazer comigo.

A postura do senhor não inviabiliza uma reaglutinação das siglas de esquerda?
Não quero participar dessa aglutinação de esquerda. Isso sempre foi sinônimo oportunista de hegemonia petista. Quero fundar um novo campo, onde para ser de esquerda não tem de tapar o nariz com ladroeira, corrupção, falta de escrúpulo, oportunismo. Isso não é esquerda. É o velho caudilhismo populista sul-americano.

A liberdade de imprensa está ameaçada?
É muito epidérmica a nossa sensibilidade. Não acho que tem havido nenhuma ameaça à liberdade de imprensa até aqui. Por isso que digo que uma das centralidades do mundo político brasileiro deveria ser um entendimento amplo o suficiente para cumprir a guarda da institucionalidade democrática. E um dos elementos centrais disso é a liberdade de imprensa. A imprensa brasileira nepotista e plutocrata é parte responsável também por essa tragédia.

A imprensa ajudou a eleger Bolsonaro? A arrogância do [William] Bonner achando que podia tutelar a nação brasileira, falar pela nação brasileira. A Folha que repercute uma calúnia contra uma cidade inteira que é reconhecida mundialmente como um elemento de referência de educação para me alcançar [Ele se refere a reportagem sobre relatos de estudantes de fraudes em avaliações nas escolas de Sobral, no Ceará].

E os ataques feitos pelo Bolsonaro à Folha? São uma ameaça?
Não considero, não. A Folha tem capacidade de reagir a isso e precisa ter também um pouco de humildade, de respeitar a crítica dos outros.

Partidos de oposição articulam bloco e dizem não serem ‘puxadinhos do PT’

             Ex-ministro de Dilma, o deputado André Figueiredo , líder do PDT, recusa a condição de “puxadinho”. (Foto: AgCâmara)

Parte da oposição do futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL), os líderes de PSB, PDT e PC do B se reuniram nesta terça-feira (30) para discutir a atuação na Câmara sem o PT. “Não seremos um puxadinho do PT”, afirmou o líder do PDT, André Figueiredo (CE).

“O PT tem um modus operandi próprio dele, que nós respeitamos”, disse. “Em momentos de embates aqui nós provavelmente estaremos juntos, mas o que nós não podemos aceitar de forma alguma é o hegemonismo que o partido quer impor.”

Com a maior bancada da Casa, o PT tem pretensões de liderar a oposição ao governo Bolsonaro, mas a posição causa desconforto em outros partidos da oposição.

]Nova reunião está marcada para a quarta-feira (31), também no Congresso. Na primeira, participaram, além de Figueiredo, Orlando Silva (PC do B-SP), e Tadeu Alencar (PSB-PE).

“O PT é um partido muito grande, está resolvendo os problemas internos deles para que eles possam segundo eles comandar a oposição”, disse, quando questionado se o PT e o PSOL não haviam sido convidados para a reunião. “Nós temos um outro modelo de oposição que seja construtivo para o Brasil”.

“Estamos discutindo um procedimento de ações dentro do Congresso tanto na atual legislatura tanto com as futuras bancadas para termos um modelo de oposição que seja propositiva dentro do cenário que nós vamos encontrar”, afirmou.
Juntos, os três partidos têm 69 deputados.

De acordo com o líder do PDT, o bloco não deve “obstruir por obstruir”. “Podemos até obstruir alguns projetos que não tenham nenhuma condição de serem discutidos, mas onde pudermos discutir vamos discutir”, disse.

Críticas de Bolsonaro à imprensa desagradaram aliados

As críticas à imprensa e as ameaças de Jair Bolsonaro (PSL) à Folha desagradaram integrantes de sua equipe. Na segunda (29), ele disse ao Jornal Nacional que vai cortar publicidade de jornaisque “espalharem mentiras”. Pegou mal principalmente entre generais.

A análise desse grupo é a de que, agora, o presidente eleito precisa entender que é “uma instituição”, não mais um candidato.

Nesta quarta (31), integrantes da oposição a Bolsonaro testarão sua força na comissão especial que analisa o projeto “Escola Sem Partido”. Nesta terça (30), deputados se articularam para comparecer em massa ao colegiado e impedir que a proposta avance.  (FSP)

MP vistoria estrutura do Instituto de Identificação do Piauí

DANI SÁ
DE TERESINA

O Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial – GACEP, realizou, na manhã dessa terça-feira (29), sob coordenação da promotora de Justiça Fabrícia Barbosa Oliveira, uma vistoria no Instituto de Identificação João de Deus Martins, localizado no Centro-Sul de Teresina,.

A vistoria teve como objetivo a produção de relatório sobre as condições estruturais e de salubridade do prédio. O Grupo inspecionou as dependências do Instituto, verificando as condições estruturais onde são alocados os arquivos com os prontuários de registro civil, o ambiente de trabalho dos funcionários e os espaços para atendimento à população.

  • Foto: Divulgação/MP-PIA inspeção foi realizada nesta terça-feira (30)A inspeção foi realizada nesta terça-feira (30)

De acordo com a Gacep, durante a visita, foram identificados: graves problemas estruturais – como paredes infiltradas, instalação elétrica desgastada, forro, teto e móveis danificados; ausência de extintores e sistemas de segurança de incêndio; mofo dentro de salas; condições insalubres de trabalho e prontuários de registro civil sob péssimas condições de armazenamento.

O Instituto de Identificação armazena aproximadamente de 4,7 milhões de prontuários de Registro Civil de todo o estado do Piauí e outros estados. Até 2014, os prontuários eram depositados em armários arquivo. Após isso, os prontuários passaram a ser armazenados em caixas, devido à ausência de locais adequados. Além disso, somente 40 mil estão digitalizados.

O relatório de vistoria também será encaminhado aos Núcleos de promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor e de Defesa da Probidade Administrativa, para tomar as medidas cabíveis.

  • Foto: Divulgação/MP-PIO relatório será enviado para núcleos de promotoriasO relatório será enviado para núcleos de promotorias

A inspeção teve o apoio do Chefe de Fiscalização do Crea-PI, engenheiro civil Fábio Peixoto, Coordenadoria de Perícias e Pareceres Técnicos da PGJ e Corpo de Bombeiros, dando avaliação técnica sobre as condições do Instituto.

Sistema off-line deixa população sem acesso a serviços do Governo

O Departamento de Trânsito do Estado informou através de sua assessoria de imprensa que todos os atendimentos no órgão estão paralisados por conta da queda do sistema do Governo. A entidade só terá seu funcionamento normal retomado na segunda-feira (05). 

O Detran informou também que, por conta do transtorno, o prazo para pagamento da taxa de licenciamento, que tinha o vencimento marcado para o dia 31 de outubro de 2018, foi prorrogado. No entanto o órgão não divulgou a nova data de vencimento. 

Mas o Departamento deixa claro, contudo, que as demais obrigações referentes ao licenciamento deverão ser pagas no prazo do respectivo vencimento junto aos órgãos responsáveis, sendo a Secretaria de Fazenda responsável pelo IPVA e as multas de responsabilidade do órgão autuador. 

Para efetuar o pagamento do IPVA, o usuário deve se direcionar ao site da Secretaria da Fazenda, acessando o link: HTTPS:\webas.sefaz.pi.gov.br/siatweb e em seguida clicar em IPVA.

Matéria original

Quem tentou usar serviços do Governo do Estado como Detran, Junta Comercial, entre outros, se deparou com longas filas e com o sistema off-line. O fato causou transtornos e deixou dezenas de pessoas sem acesso aos serviços.  De acordo com a Agência Estadual de Tecnologia da Informação do Piauí (ATI) o problema é resultado de um curto-circuito ocorrido no último domingo (28) que causou a queda dos sistemas.

Três dias depois do incidente, os sistemas permanecem off-line e continuam causando transtornos. Na noite desta terça-feira (30), o Governo do Estado se manifestou através da ATI informando que os trabalhos para reparação do problema haviam sido iniciados e que o prazo para resolução seria de 72h.

O núcleo de tecnologia do Estado explica que parte do problema já foi solucionado, mas que continua trabalhando para normalizar a situação. “Os mecanismos de proteção e geração de energia foram acionados restabelecendo o fornecimento de energia por completo e após intervenção técnica o funcionamento de todos os demais sistemas do Governo do Estado já voltaram a operar normalmente”, conta a nota.

Até o momento, estão com sistemas fora do ar a Junta Comercial (Jucepi), o Departamento de Trânsito do Estado (Detran), a Secretária de Saúde do Piauí (Sesapi), Agencia de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), Superintendência de Parcerias e Concessões (Suparc), a Secretaria de Administração e Previdência Social (Seadprev) e os portais de informação do Estado.

Edição: Viviane Menegazzo

Por: Lucas Albano