Policia Federal, Rejane Dias e Regina Sousa

Ação da PF apura desvios milionários na Seduc (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

A Operação Topique da Polícia Federal que investiga contratos de transporte escolar na Secretaria de Educação caiu como uma bomba no Governo do Estado. Eleitas ou não, a virtual vice Regina Sousa e a deputada federal Rejane Dias já podem fazer as contas de um problema.

Os contratos investigados foram executados na gestão da primeira-dama Rejane Dias na Seduc. Na condição de secretaria, era ela a responsável direta pelo problema. Duas funcionárias da Seduc foram presas nesta quinta-feira (2) na operação.

Para quem se pergunta o motivo de Regina ser citada, a resposta é simples: Geraldo Sousa, sócio da BR Locadora também foi preso pela Polícia Federal. Ele é afilhado político da senadora, aluga carros para o gabinete dela e durante muitos anos teve carteira assinada no Partido dos Trabalhadores. Ninguém no PT nega a ligação forte entre os dois.

Rejane, Regina, Wellington Dias… A PF sabe ligar os pontos. (Marcos Melo – Política Dinâmica)

Francisco de Canindé Correia: cidadão parnaibano de visão terceiro-mundista

Canindé Correia (ao centro), Depaula (plano superior), e Reginaldo Costa (primeiro plano, à esquerda), em entrevista a Vilmar Klein Ferreira.

Reginaldo Costa

No inicio da década de 70, quando oportunizei a condição de morador da cidade do Rio de Janeiro, vivi a plenitude dos primeiros sonhos, embevecido pela imponência daquela arquitetura e os benefícios proporcionados pelo poder da natureza, em que a imensidão do Oceano Atlântico, aconchegando-se em sua orla, desenha, caprichosamente, os contornos da exuberante Baía de Guanabara.

Andar sem compromisso pelo centro e bairros banhados pelo mar, visualizando o conjunto de belezas planetárias inconfundíveis, enchia-me os olhos de encantamento. Tanto que, recortes de imagens inesquecíveis conduzem à recordações nostálgicas da cidade e das pessoas, na época em que a vida era harmonizada pelo caráter solidário dos relacionamentos, a consolidar a identidade de um povo alegre, trabalhador, solidário, amante da liberdade. Referência universal do samba e da bossa nova, a Cidade Maravilhosa foi o berço onde nasceram alguns expoentes da música brasileira, entre eles, Cartola, Noel Rosa, Pixinguinha e Vinicius de Moraes.

Nesse cenário de beleza, vivia-se o inconformismo e as incertezas de um Brasil governado por militares, em que a ditadura mantinha a imprensa amordaçada. Dessa maneira, não se podia tomar conhecimento das prisões, torturas, e assassinatos de ativistas de esquerda. Diferente dos porões, nas rádios, os Novos Baianos dominavam as paradas com “Tinindo Trincando”, “Besta é Tu”, “Preta Pretinha” e “Brasil Pandeiro”, todas do vinil Acabou Chorare, considerado obra-prima da música brasileira, cujo exemplar ainda guardo, com imensa alegria.

Enquanto as estatísticas registravam o aumento da concentração de renda e da desigualdade social, como também, da promoção do sofrimento humano, em grande escala, o parnaibano João Paulo dos Reis Veloso, dos maiores entusiastas do regime de exceção e um dos sócios assíduos do clube dos generais, ocuparia a pasta do planejamento, nas gestões de João Baptista Figueiredo e Ernesto Geisel, contribuindo diretamente para a consolidação do tristemente afamado “milagre econômico”.

Embora sob a vigência de um regime que suprimia direitos constitucionais, entre outros malefícios à sociedade civil, nada abalaria a sensação de liberdade e descontração próprias do carioca, características incorporadas à rotina diária da casa-república, localizada à rua Barão de Pirassununga, nº 55/6, há poucos passos da Praça Saens Peña, no tradicional e simpaticíssimo bairro da Tijuca, onde eu me juntara aos conterrâneos Luís Costa, Umberto Tito Lima, José Alberto Ripardo e Carlos Petrônio de França Rego.

O local, favorecido pelo clima agradável, acolhia vasta quantidade de aves de diferentes espécies que se manifestavam todas as manhãs, pelas janelas da antiga construção, anunciando o novo alvorecer, em panorama semelhante aos longínquos rincões nordestinos, aflorando a saudade das nossas raízes.

Nessa estação de cores e harmonia, vivendo no auge dos primeiros sonhos, foi que conheci Canindé Correia. Na lembrança, o domingo de sol abrasador, daqueles de lotar as praias, coloridas de mulheres exuberantes, sensualizando por amplas passarelas de areia ao frescor das águas oceânicas, enquanto outras, mais ousadas, se expunham ao sol, sem qualquer modéstia, a refletir o brilho dos corpos bronzeados, desproporcionalmente amparados por diminutas tangas, acessório revolucionário de libertação feminina, lançado naquele verão tropical.

Na manhã de um dia recompensado pela sequência do que viria, a colônia parnaibana houvera iniciado as atividades domésticas, contando piadas, conversando qualquer coisa, interagindo de maneira agradável com os ponteiros do relógio, a completar o ciclo diário de transportar para o futuro sensações de momentos indescritíveis.

Seguindo a velocidade do pingue-pongue verbal, audível da sala a área de serviço, alguém sugere feijoada para o cardápio. Repentinamente, uma voz projetada de outro compartimento da casa, propõe uma rodada de caipirinha, certamente na intenção do grupo filtrar as emoções de mais uma semana de compromissos com a vida. Entretanto, da teoria à prática, caberia uma questão de ordem, sobretudo, onde não sobra cascalho. Nesse caso, nada mais eficaz que uma vaquinha, o que foi prontamente realizado.

Espontaneamente, o evento ganharia forma e estilo próprios, incluindo a acomodação em círculo, no aconchegante piso assoalhado da sala, onde todos deveriam compartilhar do cachimbo da paz, na verdade, uma cuia, joia rara, disponibilizada não me lembro por quem, abastecida com a bebida deliciosa. De boca em boca, todos saciariam a sede, instante em que, adentra ao recinto, os visitantes da hora, Canindé Correia e Milton Cherman, este, ex-morador daquele cafofo.

A partir de então, as conversas seriam favorecidas por conteúdo divertidíssimo. Em cena, o piadista nato, Umberto, escrito com “u”, sobressaindo-se na maneira de expor ao ridículo, figuras consideradas folclóricas da vida parnaibana. E não escapavam à lembrança, políticos, jornalistas, animadores culturais, gente do mundo de fantasias das socialites. Para temperar a mistura, não poderia faltar a essência especial do humor parnaibano, na figura do lendário Pacamão, com suas tiradas engraçadíssimas.

Aquele endereço, simples e acolhedor, adequado à visita de gente com energia favorável à harmonia entre as pessoas, tinha como uma de suas referências o cidadão que atendia pelo nome José do Egito da Costa (in memorian), parnaibano que se destacou pela inteligência, bom humor e desprendimento, nitidamente ligado a tudo que é sincero. Dessa maneira, rememorar aprendizagens marcantes nos remete a recordações construtivas do amigo cujas maiores riquezas, a humildade e o companheirismo, o tornam inesquecível. Esses detalhes, invisíveis aos olhos dos que consagram o glamour dos reconhecimentos, muitas vezes circunstanciais, dispensam estátua ou placa de bronze.

Após o encontro agradável, no Rio, voltaria a conversar com Canindé Correia, somente em Parnaíba, no momento em que procurava parcerias para o Jornal Inovação, quando fui visitá-lo no SESI, onde exercia cargo relevante. Entre cordialidades, apresentei-lhe a 3ª edição do nanico, acolhendo em suas mãos com surpreendente entusiasmo. Identificando-se com o conteúdo, assumiu, inicialmente, a condição de assinante. Não demorou, o movimento social ganharia um novo aliado nas lutas por conquista de cidadania, protagonizando uma história diferente das elites conservadoras cultural, social, política e economicamente excludentes; e eu, um amigo inseparável, a compartilhar de inúmeras experiências, dinamizadas por convivência testemunha do respeito e da decência, pautada por interesses exclusivos ao campo das ideias.                     

Convencido de que o sangue a percorrer em nossas veias carregava o DNA da indignação contra o moralismo castrador e no recôndito dos nossos corações, sentíamos o mesmo desejo por mudanças, em março de 1978, se integra, definitivamente, ao Grupo INOVAÇÃO, quando me entrega um manuscrito protegido por capa improvisada em papel almaço, para ser publicado na 5ª edição do jornal. Meticuloso, solicita minha atenção para a leitura do texto.

Pertinaz, sobretudo, na defesa da implantação do Distrito Industrial de Parnaíba, um dos cavalos de batalhas de sua militância no jornalismo, direciona sua produção intelectual para convocar a população e entidades de classe a se envolverem nas discussões pertinentes àquele empreendimento que, aliado à interligação rodoviária do norte do Piauí-Maranhão-Ceará e a definitiva construção do Porto de Luís Correia, consolidaria o desenvolvimento econômico da região norte do Estado do Piauí, assuntos incorporados por INOVAÇÃO, considerando o presente de incertezas e a necessidade de conter o atraso, portanto, reivindicações consideradas de cunho popular, e não de grupos historicamente vinculados à concepção individualista de sociedade, que através de iniciativas burocratizadas se arvoram da autoria de iniciativas mais sem o poder de articulação, para transformar sonhos em realidade.

Contribuindo com o processo de conscientização, Canindé Correia mexia com os brios do leitor, alertando para a necessidade de reflexão sobre a inadiável necessidade de recuperação do poder de influência da cidade como núcleo empreendedor, considerando inoportuno, alimentar a discussão, sustentada pela nostalgia dos tempos em que o apito do trem despertava as comunidades que usufruíam da ferrovia como meio de transporte de cargas e de passageiros ou dos navios que zarpavam do Porto Salgado rumo a Europa, sob o rótulo “Parnahyba Norte do Brasil”.

O que outrora alimentava egos, na atualidade, em razão da mudança radical do perfil da economia brasileira, enriquecia bibliografias específicas de pesquisa, por meio das quais, acadêmicos e pesquisadores poderiam detectar a falta de visão das elites parnaibanas, no que diz respeito aos novos rumos da economia, a partir do momento em que o presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), consolidou as estradas como elemento prioritário para o desenvolvimento nacional, em detrimento do transporte fluvial e ferroviário, incorporados à história como “símbolos do passado”.

Nitidamente contrastando com os que consolidam o conhecimento no egoísmo, Canindé Correia acompanhava a dinâmica dos fatos no âmbito do Jornal INOVAÇÃO, com ousadia. Entusiasta do desenvolvimento econômico e social mantinha o tom elevado do discurso para denunciar as estatísticas preocupantes da miséria, comentando entre amigos que houvera chegado a hora de mudar o perfil da sociedade, cabendo ao movimento popular encaminhar as alternativas de discussão coletiva com a participação popular, as classes dirigentes, e por que não, da Associação Comercial de Parnaíba e da Federação das Indústrias do Estado do Piauí, com sede em Parnaíba, desde a sua criação em 1954, embora a FIEPI, à época, dominada por grupos retrógrados e de onde prosperaria o projeto de desmembramento dos Morros da Mariana do município de Parnaíba, iniciativa que o jornal se insurgiu.

Entretanto, o apelo jornalístico jamais seria digerido no âmbito dessas e de outras entidades, muito provavelmente porque, naquelas circunstâncias, não alcançaram a dimensão das novas fronteiras que poderiam ser alcançadas a partir de campanhas de valorização da autoestima, tendo em vista a superação da incômoda imagem de “cidade do já teve”, lamentável condição em que Parnaíba, nas trevas da ignorância feudal dos líderes políticos, estava inserida.

Com a convivência passei a chamá-lo de “chefe”, em referência ao cargo que ocupava no Serviço Social da Indústria. Por princípios comuns, discordávamos do amor livre e do uso de drogas. Também não morríamos de amores pelo rock’n’roll. Entretanto, a Bossa Nova, através das batidas de Badem Powel, Carlos Lyra e João Gilberto, combinou com nossa personalidade e temperamento. Com o amigo com quem tive relação muito pessoal, convivendo como sujeitos ativos da história, caminhamos e cantamos, seguindo a canção de Vandré, buscando compreender as dores do mundo na expectativa de uma sociedade solidária, alimentando utopias compatíveis à esperança de quem visualizava um Planeta onde seria possível a todos viver em condições de igualdade.   

Espírito eminentemente anticapitalista, Canindé Correia discordava da tendência humana ao consumismo exacerbado, considerando a fragilidade das conquistas relacionadas ao prazer e à felicidade, um reflexo do sistema politico e econômico que se apodera das vontades, utilizando-se da mídia para estimular a cultura do descartável, inclusive, os relacionamentos.

Atendo às necessidades de evolução do movimento social, colocou o único transporte de sua propriedade – uma moto Honda 125 – para servir de suporte às varias atividades do Grupo. No auge da amizade, quando já circulava de automóvel, me visitava em casa todas as manhãs. No silêncio do alvorecer das quatro estações, sua chegada era anunciada ao acionar o freio de mão do seu Corcel II.  Coautores de notinhas, títulos e textos, fidelizávamos agilidade em formular ideias com a habilidade de coordenar e encaixar as palavras nos períodos. Chegar ao consenso, na busca de manchete atraente, compatível ao que gostaríamos, era motivo de alegria.

Politicamente integrado à dinâmica do tempo, Canindé Correia sabia analisar com conteúdo convincente questões eleitorais em nível local, nacional e internacional, nutrindo paixão especial pelos números estatísticos, aos quais se apegava como referência para avaliações que superavam a visão contraditória dos pseudocientistas sociais. Sem reivindicar o título de profeta, construía situações favoráveis para fomentar a avaliação da realidade parnaibana, traçando parâmetros de comparação determinantes das circunstâncias do atraso entre esta e outras cidades com as mesmas características, e que, entretanto, apresentavam desenvolvimento econômico e social satisfatórios.

Pela forma de ver os acontecimentos à sua volta, intuído pela conduta humana irretocável, adotava, como critério de avaliação, valores diferentes do comportamento habitual em que bens materiais são colocados na balança como objeto de valorização do indivíduo. Cauteloso ao escolher amigos, orgulhava-se dos poucos que desfrutavam do seu círculo, preferindo qualidade à quantidade, afirmando gostar de se relacionar com gente inteligente e de caráter. Por herança da genética paterna, preferia a postura de mergulhar na boa leitura, a compartilhar de relações sociais sustentadas pelas aparências.                        

Por suas convicções, a ligação quase umbilical com o movimento popular não comprometeu o vínculo consanguíneo de família tradicional. Em oposição aos laços familiares culturalmente conservadores, revelou-se um parnaibano de visão terceiro-mundista, identificando-se com as nações empobrecidas do Planeta, defendendo, categoricamente, esses redutos de exploração do capital sobre o trabalho, com comentários cortantes, principalmente, contra a grande mídia, em que alguns articulistas direcionavam a notícia, desvirtuando a realidade sobre o enfrentamento dos povos contra a burguesia, nas lutas por alternativas de poder e, difundindo informações distorcidas sobre o acirramento das lutas por liberdade.

Alvo de sua inquietude, as nações que apresentavam os mais baixos índices de expectativa de vida, o fazia vasculhar os catálogos das editoras. Sentindo a necessidade de estar informado sobre o desenrolar dos movimentos de libertação nacional, especialmente na Nicarágua, dos Sandinistas; em Cuba, de Fidel; em Moçambique, de Samora Machel; em Zâmbia, de Kenneth Kaunda; e na África do Sul, de Nelson Mandela, solicitava livros, revistas, assinava jornais, enfim, sabia alcançar o mundo à sua frente.

Imbuído do propósito de plantar as sementes que germinariam a essência do seu discurso humanitário, certa ocasião, foi a meu encontro com uma edição dos “Cadernos do Terceiro Mundo”, uma das melhores publicações editadas no Brasil, fundada em setembro de 1974, por Neiva Moreira, Beatriz Bissio e Pablo Biacentini.

Na opinião de Canindé Correia, o INOVAÇÃO deveria assumir a publicação de textos em solidariedade aos povos do Terceiro Mundo, numa “época em que se vivia uma História em movimento e uma confrontação permanente de pensamentos antagônicos”, assim, o fizemos, embora os conteúdos “comprometedores”, alimentassem a fúria dos opositores do jornal.              

De formação humanitária absolutamente afinada com a evolução do homem, a partir da concepção de novas mentalidades, Canindé Correia absorvia a leitura das obras de Alceu de Amoroso Lima, Carlos Drummond de Andrade, Celso Furtado, Darcy Ribeiro, Frei Beto, Joel Silveira, Nelson Werneck Sodré, Fidel Castro, Dom Pedro Casaldáliga, dos quais compartilhava as ideias, queimando pestanas em horas incessantes de leitura e reflexão. Navegando pelas fronteiras do conhecimento, repassava com entusiasmo, o conteúdo do que lia, analisando de modo breve.

Não há como fugir da lembrança o entardecer do dia em que, embalados por espiritualidade saudável, fomos espairecer na beira-Rio, onde nos acomodamos no “Veleiro”. Chamariz de boêmios, o bar estimulava prolongar a jornada, atravessando tardes e noites vadias. Prazerosamente sentados, aquela brisa agradável na pele, o pôr do sol refletindo seu encanto sobre as água do Igaraçú, e o violão, bem ali, colado ao peito de Edson Rocha, que nos alegrava com a leveza de sua agradável companhia, a deslizar os dedos sobre as cordas do instrumento, emitindo sons que preencheram o ambiente de musicalidade envolvente.

Como num toque de magia, nos entreolhamos, erguemos as taças, brindamos e consumimos de um gole só, a primeira rodada de cerveja. Simultaneamente, o amigo violonista sinalizou com a batida no violão para que eu o acompanhasse, fazendo vibrar o tom da música “O amor em paz”, de Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes. E eu cantei, com alma, coração e muita vibração. Ao ouvir a sentença “o amor é a coisa mais triste quando se desfaz” Canindé Correia, fascinado com a melodia a penetrar-lhe n’alma, tremeu nas bases. Arrebatado emocionalmente para outras dimensões, levanta-se da cadeira, estufa o peito, abre os braços, gesticula para enfatizar o estado de euforia e pronuncia: – Isso é muito lindo! Isso é muito lindo! O pensamento circular desconectou o amigo consciencioso, sobretudo pela apurada sensibilidade de ver as coisas, o mundo e as pessoas. Como diria o poetinha, em “Tomara”, das músicas que compôs sozinho, a coisa mais divina desse mundo é viver cada segundo como nunca mais. É bom lembrar que em nenhuma daquelas ocasiões desperdiçávamos o tempo com conversa miúda ou particularidades inerentes à vida alheia. Os assuntos convergiam, predominantemente, para troca de palavras no âmbito da conjuntura social, politica e econômica. Enfim, a pujança de confraternizações daquela natureza era uma maravilha: o entardecer, a cerveja gelada, o violão, a conversa aflorando descontraída e envolvente.

No momento de colocar em pauta algum tema para ser discutido democraticamente, Canindé Correia, formulava propostas recorrendo à comunicação argumentativa, fundamentando o assunto dialeticamente, articulando com habilidade, sem manipulações, concordando ou mesmo discordando de outras opiniões. Dono de jeito muito pessoal de ser, se habituou a conversar mutilando a substância fina e flexível das folhas de papel, pelos cantos, cujos apêndices, dobrando e desdobrando, como se fora diminutas sanfonas, eram manuseadas em câmera lenta, ao tempo em que raciocinava progressivamente. Sem qualquer constrangimento, o documento acessível sofria o crivo dos dedos habilidosos. A prática repetitiva, em que não havia a intervenção da vontade de danificar documentos, faz parte da coletânea de casos engraçados de José Ciríaco Lima, mestre na arte da imitação, que detalhava, com naturalidade, os mecanismos da atitude de natureza instintiva. Um simples olhar para a demonstração teatral acontecer, e a sensação de riso emergia.

Motorista e fiel escudeiro de outro José, o Hamílton Castelo Branco, Zéciríaco, familiarizado conosco, nos transportou para paradas inolvidáveis, quando batia à minha porta, acompanhado apenas do patrão ou de Canindé Correia, na certeza de que, independente da hora, se com o sol a pino, emergindo no horizonte; ou em plena madrugada, de lua cheia ou na escuridão das noites, o acolhimento teria a mesma afetividade.  Seguramente, no vigor de manifestações de amizade sincera, movidas a muitos brindes, sem trincar cristais, foi que se tornou possível, a saga de INOVAÇÃO. Portanto, sentimentos de natureza humana, revestidos de adjetivos que qualificam atos e ações, constituem a memória invisível, de altíssimo valor.

O tempo passou. Estávamos em 1992, quando o jornal já não existia. Entretanto, de tão importante, fazia parte das nossas histórias. Por isso, juntamente com Canindé Correia, Elmar Carvalho e Vicente de Paula Araújo, o Depaula, elaboramos uma edição extemporânea, estimulados por dois motivos: homenagear o amigo e colaborador Mário dos Santos Carvalho, desencarnado a 25 de novembro de 1991, e mostrar a importância do Distrito de Irrigação Tabuleiros Litorâneos do Piauí, na pessoa do gerente executivo, Vilmar Klein Ferreira, um dos entusiastas do projeto, em entrevista exclusiva, que, ao ser convidado, demostrou indignação com a classe política e a comunidade, por não haverem incorporado, nas suas plataformas de lutas, a permanência do Centro Nacional de Pesquisa Irrigada (CNPAI), único centro do gênero da América do Sul, instalado em Parnaíba, já que a transferência do órgão estava sendo articulada para Teresina.

Enquanto o Jornal INOVAÇÃO retorna às bancas, conservando o entusiasmo e consistência que marcaram a existência do alternativo mais duro na queda do Estado do Piauí, no comando da cidade, a mesma constelação de estrelas ilustres, sem perder a pose, mantinha-se atrelada às glórias do passado, certamente para não comprometer o sistema nervoso dos interesses que se resumiam na necessidade de manutenção do poder pela aparência fútil da vaidade.

Representante da corrente de pensamento em que as ideias avançadas devem ser discutidas construtivamente, Canindé Correia se sobressaiu pelo compromisso de conscientizar pelo poder da palavra e o comportamento ético em tudo que fazia: no trabalho, nas relações sociais e nos compromissos com a sociedade. Parceiro de tudo aquilo que não pode ser objeto de contestação, sem se arvorar de dono da verdade, nos momentos em que as discussões efervesciam, sobretudo quando o assunto fazia referência à Parnaíba, ativada a centelha da paixão pela terra natal, surpreendia pela abundância de argumentos infalivelmente construtivos, despontando, da ave dócil, de timidez proporcional à estatura, o galo de briga indomável.

Identificado com as lutas por democracia, sua contribuição para a sustentação da linha editorial do Jornal INOVAÇÃO e a consolidação do Movimento Popular, pautada pela plenitude do conhecimento, foi de construção do ser humano integrado à vida pela grandeza de seus valores e potencialidades.

Presidente Temer assina ordem de serviço nesta sexta das obras dos Tabuleiros Litorâneos

Presidente Temer e Ministro Pádua Andrade

O Presidente da República, Michel Temer; e o ministro da Integração Nacional, Antônio de Pádua, estarão nesta sexta-feira, 03, na cidade de Parnaíba para a assinatura da ordem de serviço da segunda etapa do perímetro irrigado Tabuleiros Litorâneos.  O presidente atende a um convite do prefeito Mão Santa, que esteve em Brasília nesta semana, tratando sobre a liberação dos recursos para a conclusão das obras, paralisadas desde 2010.

A garantia de investimento federal para a segunda fase é de R$ 27 milhões. O objetivo é estimular ainda mais a fruticultura irrigada e ampliar o potencial de comercialização para mercados internos e externos, gerando novos empregos e renda na região. Ao todo, serão, aproximadamente, seis mil hectares irrigados, o equivalente a 430 lotes agrícolas destinados a pequenos produtores e cooperativas da região. A expectativa é de gerar cerca de dois mil novos postos de trabalho na segunda fase do projeto.

Deputado federal Heráclito Fortes

A retomada das obras teve o empenho do deputado Heráclito Fortes (DEM) que, no mês de junho, trouxe ao Piauí os ministros Moreira Franco, de Minas e Energia; e Antônio de Pádua, da Integração Nacional, para uma visita às obras dos Tabuleiros. Em Brasília, Heráclito também foi ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedir esclarecimentos sobre os motivos que impediam a sua continuação.  “Chegou-se a pensar que existiam irregularidades gravíssimas na sua execução. Somente depois de uma análise junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), verificou-se que se tratava mais de briga entre empreiteiras do que desmando”, disse Heráclito, que agora comemora a liberação dos recursos.

O parlamentar recepcionará o presidente Temer no aeroporto, mas não participará da cerimônia de assinatura em razão da proibição constante da legislação eleitoral, mas elogiou a sua presença em Parnaíba para assinar a ordem de serviços. “Temos que comemorar esse ato do presidente Temer e dos ministros piauienses Moreira Franco e Antônio de Pádua, porque o objetivo principal foi atendido: a retomada dessa obra tão importante para o Estado. O potencial produtivo dos Tabuleiros Litorâneos é algo já comprovado e agora, finalmente, ele será melhor explorado e Parnaíba se tornará um grande centro de produção de frutas do Nordeste”, pontuou.

SOBRE OS TABULEIROS LITORÂNEOS

O Projeto Tabuleiros Litorâneos foi iniciado em 1989, ainda no Governo Sarney, com o objetivo de tornar a região Norte do Piauí um centro produtor por meio de sistema de irrigação moderno, semelhante ao que transformou Petrolina, no Pernambuco, num dos maiores produtores de frutas do Nordeste.

O projeto inclui uma área total de 9 mil hectares de área irrigada para produção de banana, acerola, coco, melancia, abacaxi, manga, goiaba e outras frutas. Atualmente, apenas 1.600 hectares dos 2.450 hectares da primeira etapa estão funcionando, com produção principalmente de acerola, banana, abacaxi, coco e melancia, que gera uma receita anual de R$ 34 milhões e 1.400 empregos diretos e 2 mil indiretos.

Teatro de partidos ‘puxadinhos’ do PT custa R$52 milhões ao contribuinte

O PCdoB lançou a ex-deputada a presidente, nesta quarta-feira (1º). Foto: PCdoB

O dinheiro fácil do fundão eleitoral bancou o “teatrinho” do PCdoB e do Psol, nesta quarta (1º), em convenções só para fingir que seus candidatos a presidente são para valer. Mas não são. Linhas auxiliares, ou “puxadinhos” do PT, os candidatos apenas vão “esquentar lugar” até que os petistas definam quem eles vão apoiar. Enquanto isso, ambos os partidos terão R$52 milhões do fundo eleitoral para torrar. A informação da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os candidatos do PCdoB e Psol já receberam R$2,4 milhões do Fundo Partidário e têm o Fundo Eleitoral. Tudo pago pelo contribuinte otário.

PCdoB e Psol apoiarão o PT para o Planalto, com ou sem Lula. Ambos são candidatos a lanterninhas, com dinheiro público bancando.

O Fundo Partidário distribuirá mais de R$ 780 milhões públicos para os partidos. E o Fundo Eleitoral vai sacar R$1,72 bilhão do nosso bolso.

A esta altura da disputa, apenas cinco candidaturas presidenciais são para valer: PDT, PSL, PSDB, Rede e PT.

Operação Topique: como o desvio de R$ 119 milhões afetou os estudantes do Piauí?

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (02/08) a operação ‘Topique’ com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por fraudes em licitações e desvio de recursos públicos destinados ao transporte escolar no Piauí.

Os desvios eram notórios. Não faltava dinheiro e o serviço de transporte escolar no Piauí era de péssima qualidade, até desumano, prejudicando a vida de milhares de estudantes do estado.

O serviço era prestado ao Governo do Estado do Piauí e Prefeituras  Municipais  nos  Estados  do  Piauí  e  Maranhão e as empresas investigadas receberam pelo menos R$ 297 milhões, pagos por 40 prefeituras e o Governo do Estado, entre os anos de 2013 e 2017. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 119 milhões.

Transporte escolar de péssima qualidade, quando há, veículos inadequados para transportar crianças, ausência do serviço, falta de pegamento, acidentes graves  e incontáveis dias de aulas perdidos são os problemas que os estudantes do Piauí enfrentam diariamente por causa da corrupção.

A seguir vocês confere alguns recortes divulgados na imprensa do Piauí  sobre o drama que os alunos enfrentaram nos últimos anos. São apenas alguns exemplos que foram noticiados, pode ser que alguns desses municípios não estejam envolvidos na operação, mas a situação de descaso é generalizada. 

Colônia do Gurgueia
Colônia do Gurgueia  
Curimatá
Curimatá 
Domingos Mourão
Domingos Mourão  
Morro do Chapéu do Piauí
Morro do Chapéu do Piauí  
Jaicós
Jaicós 
Itainópolis
Itainópolis 
Pio IX
Pio IX  
São Francisco de Assis do Piauí
São Francisco de Assis do Piauí  
Buriti dos Lopes
Buriti dos Lopes  

Fonte:Johone Sousa

Wellington Dias não manda mais no governo, garante deputado

O deputado estadual Evaldo Gomes (PTC), entregou a vice-liderança do governo em solenidade na Assembleia Legislativa do Piauí, na manhã de hoje (01), e criticou o governador Wellington Dias por não mandar mais no partido e deixar o seu governo sob as ordens de dois ou três “medalhões” que realmente são quem mandam, inclusive no próprio Wellington Dias.

“O governador está submisso aos caprichos desses “medalhões”, e fica propenso a perder a sua reeleição, visto que está servindo de deboche no seu governo”, revelou indignado o parlamentar. Sem querer declinar o nome desses que classificou de “medalhões”, o deputado lamentou a forma como foi sacado da base do governo.

Entre outras, Evaldo Gomes citou casos de profundo descaso do governador em relação ao apoio que vinha recebendo dos aliados, e disse que a debandada até este final de semana poderá ser maior diante da inoperância de Wellington Dias. As lideranças aliadas estão muito descontentes com o governador e até a s convenções muita coisa ainda poderá mudar, completou o deputado.

O que fazer com os casarões da antiga fábrica Moraes S/A?

Casarões adquiridos pela prefeitura na gestão Paulo Eudes

O superintendente municipal de Cultura, Albert Piauí, não concorda que a prefeitura transforme o prédio da antiga fábrica do Moraes S/A num almoxarifado, como deseja o prefeito. Ele luta para convencer o chefe do executivo de que ali deva funcionar a superintendência de cultura, o IPHAN, e uma escola de música. O local seria também a sede da banda municipal.

O prédio já teve diversas utilidades

A Casa Grande de Simplício Dias, por sua vez, onde hoje estão a superintendência de Cultura e o Iphan, passaria a ser apenas um museu de esculturas e quadros. Ele disse que tudo está dependendo apenas da palavra final do prefeito Mão Santa.

A propósito, em audiência pública realizada este ano na Câmara Municipal, o historiador Diderot Mavignier disse que “ali está um museu pronto”, que poderia funcionar lembrando o ciclo da cera de carnaúba, que foi matéria prima também da indústria Moraes S/A. “O ex-prefeito Paulo Eudes comprou mas está tudo acabado”, disse Diderot.

Sítio Arqueológico

Albert Piauí e Diderot Mavignier na audiência Pública na Câmara

Presente à mesma audiência pública, o cartunista Albert Piauí, que tinha sido recém nomeado para a superintendência de cultura, comentou que os prédios históricos de Parnaíba estão caindo, sendo destruídos, sob o olhar omisso da sociedade. O povo não reclama “e os parnaibanos também devem ser responsabilizados, pelo abandono do Patrimônio Histórico”, pontuou.

O professor Naudiney de Castro, coordenador do curso de pós-graduação em história e arqueologia, da Uespi e da Faculdade do Delta, foi mais além. Ele disse que essa tal reforma do Porto das Barcas em que o governo do Estado diz que está gastando mais de 8 milhões de reais, é também um exemplo de desrespeito às leis de preservação do patrimônio histórico.

A grande “obra” do governo que vale 8 milhões de reais

“É um lugar tombado pela União. O Porto das Barcas é um sítio arqueológico. Se a obra está sendo feita à revelia do departamento arqueológico do Iphan/Piauí, o governo tem que ser punido. O nosso patrimônio arqueológico foi depredado e não é renovável”, destacou, informando que todo o patrimônio histórico de Parnaíba está em Teresina, porque aqui não existe um local para guardar esses bens.

Fotos: Camila Neto

Texto:B.Silva

A contribuição do blogdobsilva pelos 10 anos de tombamento do Centro Histórico de Parnaíba, que transcorre dia 12 de setembro.

Deputado pede até “pelo amor de Deus” por providências pelo fim da greve na Educação

O deputado estadual Marden Menezes (PSDB) pediu até “pelo amor de Deus” que o governo do Estado tome providências para dar fim à greve dos professores, deflagrada ainda no dia 9 de junho.

Os estudantes da rede pública estadual correm o risco até mesmo de perder o ano, que prevê o cumprimento de 200 dias letivos. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE) argumenta que o retorno das aulas “depende única e exclusivamente” da vontade do governo em cumprir decisão do Tribunal de Justiça, para o pagamento de reajuste à categoria.

“O governo não tomou uma só medida concreta para por um fim à greve dos professores. Fico imaginando o prejuízo ao povo do Piauí, que pode ter o ano letivo anulado. Faço um apelo à base do governo, até pelo amor de Deus, para que haja sensibilidade”, disse o parlamentar na sessão desta quarta-feira (1º/08), quando a Assembleia Legislativa retomou os trabalhos. (Apoliana Oliveira)

Deputado Heráclito Fortes dá 10 dias para a implosão da chapa governista

O deputado federal Heráclito Fortes  (DEM) deu prazo de 10 dias pra a implosão da chapa governista. Segundo ele dentro desse meio tempo muita coisa ainda vai mudar na composição da chapa encabeçada por Wellington Dias (PT).

“O prazo é de dez dias. Tem muita insatisfação e tem muita conversa aí. Sujeito toma duas doses e já sai falando”, afirmou Heráclito durante entrevista. O deputado falou dos problemas que o Piauí tem e que algumas das demandas do Estado já foram apresentadas ao pré-candidato a presidência Geraldo Alckmin. Uma delas é a retomada da ferrovia transnordestina. (Elizabeth Sá)

Com Najla Fernandes Telejornal ‘O DIA News 1ª edição’ estreia nesta segunda-feira (06)

Tendo como sua primeira escola o rádio, a jornalista parnaibana Najla Fernandes já passou por veículos de grande relevância no Piauí e trabalhou em rádios FM e AM. Ela também atuou nas TVs Delta, Costa Norte, Assembleia e Antares, onde ficou por sete anos. “Foi uma grande escola, porque eu saí do interior e vim para a Capital, e pude aprender muito mais. Fiz matérias, produção, edição, documentários, de tudo um pouco”, conta.

Najla também trabalhou em uma produtora, onde teve a oportunidade de viajar todo o Estado. Agora, a jornalista integra o Sistema O DIA de Comunicação e será a âncora do O DIA News 1ª Edição, que irá ao ar de segunda a sexta-feira, das 12h30 às 13h15. O estúdio está sendo finalizado e será uma surpresa para os telespectadores; mas a apresentadora adianta: será um cenário dinâmico.

“Minhas expectativas são as melhoras, porque eu estou fazendo o que gosto e faço por amor. Trabalhar em algo que está começando agora é como se estivéssemos gestando uma criança, na expectativa de vê-la crescer e pegarmos no colo. E estaremos apresentando essa ‘criança’ para todo o Estado e isso é muito bom. Mesmo trabalhando com isso há anos, não tem como não sentir uma ansiedade, alegria e expectativa”, frisa.

A jornalista enfatiza que o O DIA News 1ª edição está sendo pensado para a população, onde será mostrado o cotidiano piauiense, abordando diversos temas, com matérias factuais, culturais, de entretenimento, além de esporte e política. O telejornal também contará com a participação de entrevistados e comentaristas, como a jornalista Pâmella Maranhão, que apresentará o quadro esportivo ‘Tá na área’. 

“Esse é um momento que os piauienses precisam estar bem antenados com essa questão da política e nós estaremos mostrando esse cenário. E a população vai poder acompanhar o telejornal, não só pelo canal 23.1, mas também pela internet, através das nossas redes sociais e por telefone, que, em breve, iremos divulgar. As pessoas poderão enviar suas demandas e estarão mais perto da gente. Então, a partir do dia 6, contamos com o carinho e a audiência dos teresinenses”, comenta. 

Paes Landim é deputado recordista em número de mandatos na Câmara Federal

O Piauí figura no topo do ranking de tempo de permanência de parlamentares em mandatos na Câmara Federal. É o que aponta um levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) feito em março desde ano e divulgado nesta quarta (01). Segundo o relatório, o deputado piauiense Paes Landim (PTB) é o recordista no número de mandatos como deputado federal.

O parlamentar, que tem 81 anos, disputou sua primeira eleição para a Câmara Federal em 1986, sendo eleito e assumindo o primeiro mandato no ano seguinte, em 1987. Desde então, Paes Landim foi reeleito mais sete vezes, ou seja, está em seu oitavo mandato e vai disputar pela nona vez uma eleição no pleito de outubro próximo. São 31 anos ocupando uma vaga no Congresso.

Entre os deputados piauienses, o segundo que mais acumula mandatos ao longo da carreira política é Átila Lira (PSB), que deve disputar este ano sua oitava eleição. Lira foi eleito pela primeira vez em 1986, no mesmo ano que Paes Landim, exercendo, desde então, sete mandatos no Congresso.

“É uma dificuldade imensa fazer campanha no Nordeste com as limitações de financiamento. Quem tem muito dinheiro certamente terá vantagem nessas eleições, até porque não há uma fiscalização adequada. A luta é difícil, mas não posso largar a política”, disse Paes Landim ao confirmar que disputará mais uma vez a vaga para Câmara dos Deputados.

Em seguida, no ranking piauiense, aparecem os deputados Heráclito Fortes (DEM), com seis mandatos, ou seja, 24 anos no Congresso; os deputados Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), que contabilizam 5 mandatos cada, ou seja, 20 anos exercendo o mesmo cargo; os deputados Iracema Portella (Progressistas) e Assis Carvalho (PT), que estão concluindo seus segundos mandatos e devem disputar o terceiro; e por fim os deputados Fábio Abreu (PR), Rejane Dias (PT) e Rodrigo Martins (PSB), que ainda estão em deu primeiro mandato.

90% devem tentar a reeleição

O levantamento do Diap revela ainda que de todos os 513 deputados que compõem a Câmara Federal atualmente, 90% tentarão a recondução ao cargo. A expectativa, segundo o relatório, é que o número de candidatos à reeleição seja de 410, no mínimo, e de 480, no máximo.

Somente 33 deputados já decidiram não se candidatar – sendo 21 (4,09%) por desistência e 13 (2,53%) porque resolveram disputar outros cargos. Outros 70 parlamentares (13,65%) admitem concorrer ao Senado, a presidente da República, a governador e vice-governador, ou a deputado estadual. No Piauí, um dos deputados que não concorrerá à reeleição é  Marcelo Castro, que disputará a segunda vaga de senador na chapa do governador Wellington Dias.

Para o coordenador do Diap, Antônio Augusto Queiroz, as mudanças na legislação eleitoral com a criação do fundo eleitoral e a janela partidária (período no qual se permite a troca de partido entre os parlamentares) deram aos parlamentares que hoje estão no mandato a possibilidade de negociar dentro dos partidos. Dessa forma, deputados federais puderam negociar melhores condições de recursos nas campanhas e prioridade no horário eleitoral.

“Então, como é que quem vai disputar [pela primeira vez] vai ter mais voto? Com pouco tempo [de campanha], esse candidato não vai ter o nome conhecido. Por mais que haja um apelo por renovação, as condições estão dadas para que isso não aconteça”, disse o coordenador do Diap.

Por: Maria Clara Estrêla, com informações da Agência Brasil

Agosto de tempestade

W. Dias: Liso e manso

Por: Arimatéia Azevedo

A união de vários partidos que se juntaram no entorno do governo Wellington Dias parece que procurou utilizar a sombra do poder para apenas sustentar (ou aumentar) os próprios espaços, passando a desconfiança de que  nesta reta final, quando se avizinha a eleição, cada um pode procurar seguir o seu rumo. Pior, alguns desses pretensos aliados encontram-se ainda abrigados no governo, mas sem qualquer voz de comando que possa uni-los na mesma causa.

Wellington Dias, no seu jeito macio, manhoso, liso, tem tentado. Mas o que se tem, de fato, é uma colcha de retalhos, absolutamente esfacelada, a partir da própria decisão da montagem da chapa majoritária. O PT assiste de camarote a guerra quase aberta entre Marcelo Castro e Ciro Nogueira. Aliás, segmentos ainda rançosos com o ‘golpe’ de que acusam Ciro, contra Dilma, não só deixarão de votar, como incentivam o voto a outros candidatos ao Senado. Todos fingem não saber, mas o velho MDB cansado de guerra,  dividiu-se em três partes: a que vai seguir com Wellington Dias e Marcelo Castro (a menor delas); outra que vai acompanhar Luciano Nunes, e uma terceira parcela que seguirá Dr. Pessoa, unindo-se a outros partidos, e indicando o vice e os senadores. João Henrique e Themistocles Filho podem não dizer publicamente, mas não estarão na campanha de Wellington/Marcelo. Daí o risco, porque esses dois são raposas espertas e têm cacife.

Diz-se que Themistocles tem atrás de si um batalhão capaz de provocar uma reviravolta no pleito, porque sabe movimentar a campanha, redirecionar aliados, e fazer aparecer os votos nas urnas. Nesse jogo de interesses e vaidades, não se sabe se Wellington continua enganando os aliados, ou se vai ser enganado por eles. Isto é, o período de tempestades no seio do governo parece que começa neste mês de agosto.

Hospitais voltam a atender pelo PLAMTA a partir de hoje

Depois de intensa batalha travada entre os hospitais e clínicas particulares e o governo, o Estado pagou ontem os recursos referentes aos atendimentos feitos pelo PLAMTA, o plano de saúde dos servidores públicos estaduais, cujo valor é descontado diretamente no contracheque de cada beneficiário.

Com atraso de mais de quatro meses, a rede privada de saúde que opera no Piauí decidiu suspender o atendimento aos credenciados do PLAMTA até que o Estado regularizasse o pagamento, que é feito normalmente 60 dias após a realização do procedimento.

Só ontem, no final da tarde, o governo efetuou o pagamento referente ao mês de abril, o suficiente para que os hospitais tratassem logo de avisar aos usuários que o atendimento seria normalizado a partir de hoje, 1° de agosto.

Não é a primeira vez que isso acontece, o que deixa os beneficiários do PLAMTA em completo estado de insegurança, sem saber se podem contar ou não com o atendimento pelo qual pagam regularmente. O governo do estado já atrasou outras vezes, levando os hospitais à suspensão dos atendimentos. Ontem, foi pago o mês de abril, mas persiste a incerteza para saber se o mês de maio será pago dentro de 30 dias, garantindo a regularização do sistema. Essa incerteza adoece tanto quanto as moléstias que acometem os servidores.

Por:Cláudia Brandão

“Com Luciano e Cassandra o Piauí está salvo”- diz deputado

O deputado estadual e pré-candidato ao Senado Robert Rios (DEM) confirmou a chegada da delegada Cassandra Moraes Souza na oposição. Indicada por seu pai, o prefeito de Parnaíba – Mão Santa (Solidariedade), ela irá ocupar a vice-governadoria do tucano aspirante ao governo do Estado, Luciano Nunes. 

Com os dois, Cassandra e Luciano, chegando ao governo “o Piauí vai estar salvo”, afirmou Rios.
 
“É um nome muito forte na região Norte, que vem somar muito com o Luciano. Acho que o perfil da Cassandra combina muito com o perfil do Luciano. Acho que os dois chegando o governo o Piauí vai estar salvo”, elogiou Robert em entrevista concedida à TV Cidade Verde na tarde de hoje (31).

“Desde o início falamos que quem iria inspirar o nome do vice seria o Mão Santa. Então fomos procurar a Cassandra pelo perfil dela, pelo nome dela, pela competência dela, uma delegada de polícia concursada, experiente, competente, capaz”, acrescentou o oposicionista. 

Com a definição, o time oposicionista formado por PSDB, DEM e PSB conclui a composição de sua chapa majoritária para a disputa da eleição que se aproxima. A única lacuna era a vice-governadoria. 

O nome da delegada será oficializado durante a convenção do bloco, marcada para o dia 05 (domingo) do próximo mês. (Com informações do Portalaz)

Opinião: O destino dos deputados do governo deverá ser o mesmo de Wellington Dias

Wellington Dias e seus deputados

Esculhambação

Que o governador Wellington Dias sempre foi enganador, dissimulado, afeito a fazer promessas que não cumpre, todo mundo já sabia. Mas nunca na história deste Estado ele foi tão esculhambado quanto agora. Todos querem jogar pedras, falando do caos em que todos vivemos e sentimos na pele. Todos já sabemos quanto fez mal ao Piauí o Partido dos Trabalhadores, desde que assumiu o poder, em 2003. Resumindo: o que o PT fez no Piauí e em outros Estados, não é diferente do que fez no restante do país. Agora, é preciso que a oposição vá além do discurso óbvio e passe a falar de proposta, dizendo qual a fórmula para sair deste buraco em que fomos jogados. Esculhambar é bom e é fácil. Mas o que fazer para tornar governável um Estado que sobrevive com dinheiro que não é seu, fruto de empréstimos?!!!

Culpados

Que se atribua culpas também aos deputados. Os da base, que sempre foram capachos do governador e fizeram tudo o que ele quis. Votaram contra a população, quase sempre. E que culpem também os da oposição, que geralmente sabem o que se passa nos bastidores mas se calam por conveniência. E o que dizer dos suplentes, que assumiram e mamaram lá um tempão, sem nada fazerem como retorno à sociedade? Que se obrigue todos a devolverem o dinheiro que receberam durante o tempo que ficaram na Assembleia só para dizerem amém às coisas do governador e afirmarem que ele é bonitinho. Cadê o Ministério Público, os órgãos de fiscalização que não funcionam no Piauí?!!!

Vendidos

É preciso tirar da vida pública também esse monte de deputados venais, que ficam sempre do lado do governo, independentemente de quem seja o governador e a que partidos pertençam. Em 2014 este MDB de hoje, prostituta de Wellington Dias, era Zé Filho até a medula. Zé perdeu o governo para Wellington Dias. No outro dia os emedebistas estavam beijando a mão do índio. Sem nenhum pudor ou vergonha na cara. Eles vão mudar? E os de outros partidos da base, que têm o mesmo comportamento? O governante precisa do parlamento. E se o parlamento não presta, é doente, o governo vai dizer que precisa deles em nome de uma tal governabilidade. E aí tudo vira de novo a casa da mãe joana.

(Da coluna “Caleidoscópio” – jornal “Tribuna do Litoral”)

Deputada Juliana é federal: E por que não?

Há quantos anos Parnaíba não elege um deputado federal? O último foi Antônio José de Moraes Sousa, eleito em 2002 mas, por razões de saúde, não disputou a reeleição em 2006, embora não tenha renunciado à sua candidatura. Morreu em 2011.

Mas pela Câmara Federal também passaram os parnaibanos Pinheiro Machado e Alberto Silva, este último morreu aos 90 anos, em 2009, no seu segundo mandato de deputado. Foi também senador. Mas, de lá para cá, embora tenham surgido alguns candidatos da terra, ninguém mais se elegeu, razão pela qual os parnaibanos votam em candidatos de outros lugares, geralmente a pedido de vereadores. E por que não optar por alguém mais próximo dos parnaibanos?

Fala-se agora na possibilidade da deputada estadual Juliana Moraes Sousa ter homologado, no próximo final de semana, seu nome a deputada federal. É um grande nome, sem dúvidas.

Querida na região, com um histórico de parlamentar atuante, Juliana seria a candidata daqueles que não aceitam candidatos “de fora” a deputado federal, que agora buscam o voto dos parnaibanos e, depois do pleito eleitoral, esquecem que Parnaíba existe. Há exceções, claro. Mas são poucas.

Por:Bernardo Silva

Conheça as pré-candidatas a vice-governadora: Regina Sousa, Cassandra Moraes Sousa e Vanessa Tapety

Regina Sousa, Cassandra e Vanessa serão confirmadas candidatas a vice 

Os três pré-candidatos a governador que possuem mais partidos apoiando suas chapas já têm nomes de mulheres confirmadas como pré-candidatas a vice-governadora.

Na chapa do pré-candidato a reeleição, governador Wellington Dias (PT), entra a senadora Regina Sousa (PT). Ex-secretária de Administração, já foi bancária, professora e possui formação em Licenciatura em Letras. De personalidade forte, é considerada da ala mais radical do Partido dos Trabalhadores.

Já na chapa do pré-candidato a governador da oposição, deputado estadual Luciano Nunes (PSDB), será confirmado o nome da delegada de Polícia Cassandra Moraes Souza, filiada ao PSC. Bacharel em Direito, ela é filha do prefeito de Parnaíba, o ex-governador e ex-senador Mão Santa.

E a grande novidade está na chapa do outro pré-candidato da oposição Dr Pessoa (SDD), que terá a advogada Vanessa Tapety, filiada ao PTC, como pré-candidata a vice-governadora. Filha do ex-prefeito de Oeiras Tapety Neto, ela surge com o rompimento do partido de Evaldo Gomes da base governista.

CONVENÇÕES
Os nomes estão todos, claro, na fase de pré-candidaturas. Serão confirmados -pelo menos até as negociações da manhã desta terça-feira, dia 31/07- em convenções de suas respectivas chapas: Regina será anunciada na convenção da base de W.Dias já na próxima sexta, dia 3 de agosto, Cassandra na convenção dos aliados de Luciano no domingo, dia 5, e Vanessa na convenção do Solidariedade no sábado, dia 4. (OitoMeia)

Robert Rios acusa Wellington de desviar recursos da transcerrados

TATYANE MAZZA
DE TERESINA

O deputado estadual Robert Rios (DEM) denunciou na tribuna da Assembleia e no Ministério Público Federal (MPF) a distribuição indiscriminada das obras de calçamentos feitas pelo governo em praticamente todo o Estado.

Segundo informações passadas pelo parlamentar ao Viagora, o governador Wellington Dias teria aplicado R$ 315 milhões para a transcerrado e a obra foi carimbada com R$ 135 milhões. “Ele (Wellington Dias) tirou 100 milhões da transcerrado. O povo vai pensar que ele vai concluir, mas isso não vai acontecer. Na verdade, transformou tudo em calçamento e dividiu com as lideranças políticas, deputados, prefeitos e vereadores”.

Robert Rios declara que o preço real do calçamento sai por R$ 38 reais o metro quadrado e que no Piauí está sendo usada a tabela de São Paulo, onde a carrada é R$ 1.200 reais, quanto no Estado o preço é de R$ 200 reais. “Todo mundo sabe que o calçamento tem um preço real de R$ 38,00 e fazem até por R$ 140,00, R$ 142,00. É um escândalo isso”, afirma

O parlamentar disse que já denunciou a situação para o Ministério Público Federal. “Isso é muito grave, a quantidade de calçamento que está sendo solicitada e feita às pressas para fazer algo fajuto e tapar o buraco. Eu estou chamando essa chapa de “Chapa do calçamento”.

Segundo o deputado, o Tribunal de Contas de Estado expediu uma decisão, em caráter liminar, proibindo a licitação de calçamento e, de acordo com o deputado, o órgão reconheceu que está superfaturado. E declarou que o “calçamento é a maior vagabundagem já feita na história do Piauí”.

Parnaíba vai inaugurar em agosto Regional do Tribunal de Contas do Estado

Olavo Rebelo Filho – Presidente do Tribuna de Contas do Estado

TCE-PI no litoral

Está tudo preparado para, dia 25 de agosto, o presidente do TCE-PI, Olavo Rebelo, inaugurar a sede da Regional do TCE-PI de Parnaíba. 
A regional funciona hoje em um espaço provisório no Shopping Parnaíba.

Coisa nova

É a primeira das três regionais que o Tribunal está colocando em funcionamento no interior do Estado. 
As outras duas estão sendo instaladas em Picos e em Bom Jesus.

Fiscalização

A Regional de Parnaíba já atua desde janeiro no atendimento a gestores e cidadãos e na fiscalização e acompanhamento de obras, licitações e outros serviços nos municípios da região da Planície Litorânea.

Área de atuação

São fiscalizados por essa regional, Parnaíba, Luís Correia, Ilha Grande, Buriti dos Lopes, Bom Princípio do Piauí, Cajueiro da Praia, Murici dos Portelas, Caraúbas do Piauí, Caxingó, Cocal, Joaquim Pires e Cocal dos Alves.
A Regional de Picos, segundo Olavo Rebelo, começa a funcionar em agosto. (Portalaz)

Wellington Dias desconhece greve dos professores e só pensa no 4º mandato

Greve? Onde?

Há pelo menos dois meses que os professores da rede estadual de ensino paralisaram suas atividades. Isto é, não há aula nas escolas públicas, com risco de já ter comprometido o ano letivo. 
Das duas uma: ou o ensino público estadual não vale nada, sem qualquer importância ou há um grande desleixo quanto à busca da solução para tal problema.

Avestruz

Enquanto isso, com o governador já em plena campanha por um quarto mandato, tem gente fazendo que nem a avestruz, enterrando a cabeça na areia, fingindo que esse drama da educação não é aqui. 
Filho de pobre sofre. E como sofre. 

Pouca vergonha

Você quer saber o exemplo inacabado de descaso, verdadeira irresponsabilidade, no tocante a uma obra pública?
Veja o caso dos reparos iniciados tempos atrás, na ponte que liga Parnaíba a cidade de Ilha Grande. E hoje, paralisados, criando problemas para o tráfego na área. 
Aquilo lá é a essência de tudo aquilo que não deve ser feito.