Dividido, o MDB não consegue se definir sobre candidatura à presidência do Senado

Simonet Tebet e Renan Calheiros disputam a candidatura

José Carlos Werneck

Faltando somente dois dias para a eleição à presidência do Senado, o MDB encontra-se dividido quanto ao nome do candidato do partido. Nesta terça-feira (dia 29), a bancada realizou um encontro para tratar do assunto, mas os senadores emedebistas dizem que o nome do escolhido (ou escolhida) corre o risco de não ser definido.

As candidaturas mais cotadas no partido são os de Renan Calheiros, que estranhamente reafirma não ser candidato, e da senadora Simone Tebet, que já se apresentou publicamente como opção.

INCÓGNITA – A bancada espera definir o nome do candidato, já que os dois lados afirmam possuir a maioria dos votos da legenda no Senado que é de 13 senadores, mas tudo ainda é uma incógnita.

O senador Renan Calheiros reitera a todos que o procuram que não vai se antecipar e respeitará o que for decidido por seu partido. Renan sempre tem ressaltado que seu desejo é que o MDB escolha um nome único para a concorrer em Plenário afirmando desejar que o impasse seja resolvido o mais rápido possível, mas dentro da bancada.

“O espaço do MDB no Legislativo hoje é a presidência do Senado. Somos fortes unidos”, afirma o senador alagoano.

SIMONE TEBET – Os correligionários de Renan acusam a senadora Simone Tebet de querer, se derrotada na escolha da bancada, disputar como candidata avulsa no plenário, o que, no entender deles viria enfraquecer o partido.

Simone Tebet declara que “não tem como responder” se vai a plenário caso venha a ser derrotada na escolha partidária ou se vai apoiar a candidatura de Renan Calheiros , se ele vier a ser o escolhido pela bancada.

Ela diz que a reunião desta terça-feira objetivava discutir o nome do preferido, mas, “se quisessem votar o candidato, sem problemas”.

OUTROS CANDIDATOS – Na segunda-feira, a senadora teve encontros com outros pré-candidatos, como Tasso Jereissati, do PSDB do Ceará, além dos recém-eleitos Esperidião Amin, do PP de Santa Catarina, e Major Olímpio, do PSL de São Paulo, para acertar uma possível candidatura suprapartidária visando a derrotar Renan Calheiros.

A candidatura da senadora Simone Tebet é encarada com muita simpatia pelos sete pré-candidatos, mas como nada foi decidido na reunião do MDB, ficou acertada outra conversa para quinta-feira.

Os integrantes do grupo também analisaram a possibilidade de apresentarem um abaixo-assinado em apoio ao voto aberto na eleição para a Mesa Diretora, que hoje, segundo determinação regimental, é fechado.

Medidores na Pinheiro Machado vão reduzir índices de velocidade

Desde ontem, dia 29, estão sendo implantados medidores de velocidade na Avenida Pinheiro Machado, trecho urbano da BR 343, em Parnaíba. Para alguns motoristas a providência é só mais uma ferramenta para cobrança de multas. Para outros, a providência tem seus efeitos positivos.

Os radar fixos ou medidores de velocidade que estão sendo colocados pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes), por ser uma BR e tem a finalidade de reduzir a quantidade de acidentes naquela via federal. Eles vão monitorar a velocidade máxima permitida para aquela avenida e autuar os infratores.

As multas por excesso de velocidade possuem 3 valores diferentes de acordo com o limite de velocidade excedido e geram pontuação na carteira e até suspensão da CNH.

O valor da multa de radar por Excesso de Velocidade até 20% do limite permitido é de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH; Velocidade de 20% até 50% do limite permitido é de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH; Velocidade acima de 50% do limite permitido é de R$ 880,41 e sete pontos e suspensão da CNH. (Com informações do Jornal da Parnaíba)

Representantes Dnocs e Mendes Jr. recebidos por Mão Santa: na pauta Tabuleiros Litorâneos

O prefeito de Parnaíba, Mão Santa, recebeu em seu gabinete na Federação das Indústrias, na tarde desta terça-feira(29), representantes do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – Dnocs e da Construtora Mendes Júnior, para tratarem da liberação dos recursos que vão garantir o prosseguimento das obras da 2ª etapa do Distrito de Irrigação Tabuleiros Litorâneos. O dinheiro foi garantido pelo ex-presidente Michel Temer, através dos ex-ministros Moreira Franco e Pádua Andrade, que estiveram em Parnaíba fazendo o anúncio.

Dos 54 milhões prometidos apenas 19 milhões foram empenhados e estão às disposição da , Construtora Mendes Jr., vencedora da licitação para a obra da 2ª etapa. Estão faltando 33 milhões para que seja cumprido o que ficou acertado para 2018, com a conclusão de mais 1.050 hectares, duplicando a capacidade dos Tabuleiros Litorâneos – disse o diretor- geral do Dnocs, Ângelo Negreiros Guerra. “Mas para que seja feito todo o perímetro precisamos mais de 140 milhões para 2019”, disse o diretor.

O prefeito Mão Santa, por sua vez, disse trabalhar com a  certeza de que os recursos prometidos serão liberados, por acreditar na palavra dos ex-ministros que com ele visitaram o distrito de irrigação. “Vamos estar juntos na busca desses recursos para depois pensarmos em novas reivindicações. Temos que ir com cautela”, observou o prefeito. Ele disse que manterá contatos em Brasília nesse sentido, contando para isso com as amizades que tem também com integrantes do governo Bolsonaro.

“Atualmente a construtora Mendes Júnior está tratando da troca das bombas do distrito, porque das 3 existentes apenas uma funcionava e todas estão sucateadas. Estão sendo colocadas novas bombas que vão contribuir para a redução no consumo de energia elétrica”, informou o agrônomo Ismael Abreu, da Secretaria do Setor Primário e Abastecimento, que também se fazia presente, juntamente com o secretário Paulo Eudes.

O prefeito Mão Santa, na ocasião, se colocou à disposição dos visitantes, para ir à Brasília e manter os contatos que se fizerem necessários a fim de dar andamento a essas demandas, para que a conclusão dos Tabuleiros Litorâneos possa ocorrer o mais breve possível.

Junto com o Diretor-Geral do Dnocs, Ângelo Guerra, também estiveram presentes o diretor de Infraestrutura hídrica do Dnocs, Roberto Otto Penna; o diretor de relações institucionais da Construtora Mendes Jr., Rony Moura e o engenheiro do Dnocs, presidente da Comissão de Fiscalização do Perímetro Irrigado Tabuleiros Litorâneos, além dos secretários Paulo Eudes, Anísio Neves, Israel Correia e Edrivandro Barros.

Ciro Nogueira faz desabafo sobre eleição da Alepi

O presidente nacional do Progressista, senador Ciro Nogueira, fez um desabafo nesta terça-feira (29), em rede social sobre a eleição da Assembleia Legislativa do Piauí, que ocorre na sexta-feira, 1º de fevereiro.

O Progressista lançou o nome de Hélio Isaías para concorrer à presidência da Casa com o deputado Themístocles Filho (MDB), atual presidente. Partidos buscaram um consenso para que não houvesse disputa e o emedebista fosse reeleito. Após várias discussões acerca do assunto, Hélio desistiu de concorrer a vaga e decidiu apoiar Themístocles. 

Em seu desabafo, Ciro Nogueira afirmou que defende a renovação no comando da Alepi, mas que “os deputados são livres para fazer a escolha que quiserem”. O senador falou que não tem “nada pessoal” contra o deputado Themístocles Filho, mas acredita que “uma permanência de 14 anos à frente da direção da Alepi é desgastante”.

Afirmou ainda que “estará de fora desse debate” e que considera o assunto “inteiramente superado”.

Confira o desabafo de Ciro Nogueira na íntegra:

Sobre a discussão acerca da eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, tenho alguns pontos a esclarecer. O primeiro, embora não esteja eu envolvido no processo, é que defendo agora e para o futuro uma renovação no comando da Casa.

2º ponto: não tenho nada pessoal contra o deputado Themistocles Filho, mas penso que uma permanência de 14 anos à frente da direção da ALEPI é desgastante para ele e, mais ainda, para o Poder Legislativo.

3º ponto: nesse processo de renovação da ALEPI, defendo corte significativo na estrutura da Casa, porque há evidentemente gordura em excesso. E os novos tempos de disciplina fiscal exigem corte em gastos em todos os poderes.

4º ponto: os deputados são livres para fazer a escolha que quiserem. Se for pela manutenção do presidente que está no cargo há 14 anos, só tenho a parabenizá-lo, esperando que ele próprio adote medidas de ajuste fiscal na Casa.

5º ponto: seguirei defendendo a tese de renovação na direção da ALEPI, reafirmando que os deputados do Progressistas são inteiramente livres para tomar a decisão que for melhor, conforme suas consciências.

6º ponto: estarei fora desse debate, pois se tem algo que criou um sentimento ruim, principalmente na população, é o fato de nos últimos 30 dias não se falar em outra coisa que não seja a eleição na ALEPI, quando tantas coisas mais importantes existem a tratar.

7º ponto: essas serão as últimas palavras que usarei sobre esse tema, que considero inteiramente superado. Não tratarei mais desse assunto.

Publicada por: Bruna Dias

Força Tarefa Topique | Esquema movimentou “centenas de milhões de reais”, diz o MPF

Por Apoliana Oliveira

A Justiça Federal, através da 3º Vara da Seção Judiciária do Piauí, recebeu denúncia do Ministério Público Federal contra 22 investigados no âmbito da Operação Topique, que apura desvios de recursos da educação destinados ao transporte escolar. O grupo é agora réu pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Pagamento de propina

Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (29), o procurador Marco Aurélio Adão, autor da ação penal com o procurador Tranvanvan Feitosa, explica que esta fase das investigações não esgota novas denúncias. “Não é o último passo desta investigação, muito pelo contrário”, destaca. Na sequência ele deixa claro que novos procedimentos serão abertos. Um deles para apurar o pagamento de propina por políticos a um grupo de empresários.

“Centenas de milhões de reais”

A organização sob suspeita estaria atuando há pelo menos 5 anos e movimentou “centenas de milhões de reais”. E com o recebimento de grande volume de recursos envolvendo verbas federais – do Fundeb e PNAD – o grupo passou a executar lavagem de dinheiro, acusa o Ministério Público. 

Outra medida foi mudar a estrutura societária das empresas, para poder “dificultar a identificação do verdadeiro responsável”. Segundo o MPF, o empresário Luiz Carlos Magno é apontado como líder do esquema sob suspeita. Ele é um dos dois investigados que permanecem presos. A segunda é Livia de Oliveira Saraiva, que como mãe, cumpre prisão domiciliar.

Origem em Campo Maior

Durante a coletiva, o Ministério Público lembrou que as investigações tiveram origem na cidade de Campo Maior, e graças ao trabalho de apuração, com apoio da Controladoria Geral da União, chegou-se às licitações na Secretaria de Educação do Piauí e em diversos outros municípios. Um esquema que, reforça Marco Aurélio Adão, é atual, tendo em vista que contratos de empresas investigadas estão ainda em vigor.

Dos investigados, 12 são ligados ao grupo empresarial – que tem como centro a LC Transportes, antiga Locar. Do poder público, é investigada a servidora Lisiane Lustosa Almendra, suspeita de ajudar empresas no conluio a vencerem processos licitatórios ditos fraudulentos. A lista de 22 nomes tem também advogado, ex-prefeitos e até a filha de uma ex-gestora.

Transferência gratuita de veículos

O favorecimento a agentes públicos se dava basicamente de duas formas: com o depósito de dinheiro em conta pessoal e transferência gratuita de veículos. “Não há nenhum pagamento, para distanciar a propriedade do veículo em relação ao grupo, liderado pelo denunciado, senhor Luis Carlos Magno Silva. É transferido para simular a sua origem e permitir a utilização em várias frentes. Inclusive, havia vários veículos que acabaram sendo destinados à campanha eleitoral”, explica Marcos Aurélio Adão.

O procurador ressalta que, até o momento, não há comprovação da ciência dos candidatos em relação à origem destes veículos. “Eram repassados por intermediários”. Mas, políticos de vários partidos teriam sido beneficiados. Situação que com a deflagração da Operação Topique pela PF em agosto do ano passado, acabou sendo mitigado. 

Mariana, Brumadinho…, qual a próxima tragédia?!

Por:Fernando Gomes(*)

O novo desastre com a barragem de rejeitos de minérios, ocorrido na sexta feira (25), desta vez em Brumadinho (MG), é uma triste consequência da lição não aprendida pelo Estado brasileiro e pelas mineradoras com a tragédia da barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana (MG), também controlada pela Vale.

Inadmissível que, pouco tempo após o acidente de Mariana, ocorra outro semelhante na mesma região, com a mesma empresa, com a mesma operação. Inaceitável esse desastre! Os números são inadmissíveis. Nem sequer foram remediados os danos de Mariana: os (ir)responsáveis não foram penalizados; e as pessoas atingidas não receberam compensação, embora nada compense a perda de entes queridos.

E agora se vê a mesma empresa envolvida nessa tragédia de Brumadinho. Conforme especialistas, essa barragem era considerada de baixo risco, mas de alto dano. A Vale falhou. Falhou gravemente e como consequência centenas de mortes. Portanto, não é um acidente, é um crime!

Acontecer tragédia, seguidamente, com a diferença de apenas três anos demonstra um problema de competência técnica. Sabe-se que a Vale é uma empresa grande, mas alguma falha grave ocorreu para que este fato-crime se repetisse em tão curto espaço de tempo. Isso mostra que não houve aprendizado com a primeira tragédia. Brumadinho é produto da impunidade de Mariana! Além, claro, da irresponsabilidade da empresa!

Tragédias trazem consigo a lição de que os erros não podem ser cometidos novamente. Lição que nem a Vale e nem as autoridades aprenderam. Estamos fazendo as mesmas perguntas, ainda sem respostas!

As empresas são necessárias, geram emprego, geram riqueza, mas tudo nessa vida tem limites. E estão faltando limites. Daqui a quanto tempo vamos falar sobre o mesmo assunto? Por que vai ocorrer outro acidente. O modelo de exploração de minério está errado. Esta barragem estava em seu uso máximo e sendo desativada. Para tanto deveria ter um plano de contingência, de recuperação e tinha que estar em permanentemente monitoramento e fiscalização. Fica evidente que isso não estava acontecendo. A Vale deveria ter aprimorado os protocolos, os sistemas de alerta e as medidas de monitoramento das condições de instalação da barragem.

Minérios são um recurso finito que devem ser explorados de forma estratégica e com regime de licenciamento e fiscalização rígidos. A reciclagem e reaproveitamento devem ser priorizados. Infelizmente, grupos econômicos com forte lobby entre os parlamentares insistem em querer afrouxar as regras do licenciamento ambiental, o que, tem-se alertado, significaria criar uma ‘fábrica de Marianas’. Casos como esse, portanto, não são acidentes, mas crimes ambientais que devem ser investigados, punidos e reparados com todo o rigor da lei.

Estes casos reforçam a importância de o licenciamento ambiental ser feito de forma técnica, eficiente e com ações de monitoramento. No Congresso Nacional tramita o Projeto de Lei Nº 3279/2004 que busca criar um novo “sistema” de licenciamento ambiental. O substitutivo elaborado pelo deputado Mauro Pereira (MDB/RS), relator da Comissão de Finanças e Tributação, acaba, na prática, com o licenciamento ambiental brasileiro. O substitutivo de Mauro Pereira permite a dispensa e a simplificação do licenciamento, sem critérios ou diretrizes gerais, o que fere princípios Constitucionais e cria insegurança jurídica.

Outra reflexão que vem à tona diz respeito à impunidade dos responsáveis. No caso de Mariana, as empresas Samarco, Vale e BHP levaram as autoridades no “bico” por quase três anos, até fechar um acordo de indenizações em parcelas. Dos 22 indiciados pelo Ministério Público 21 foram acusados de homicídio. Três anos depois, ninguém está preso. 

Não pode mais ter impunidade com quem comente crimes ambientais como estes. A impunidade gera na sociedade e nas empresas um desleixo com as medidas que precisam ser adotadas. Desta vez, embora o volume de rejeito seja bem menor, essa é uma bacia muito mais populosa, com o Rio Paraopeba, muito viscoso, usado muito para pesca, abastecimento de Belo Horizonte e também formador da Bacia do Rio São Francisco. Então o dano pode ser maior do que o ocorrido ao Rio Doce.

Os danos ambientais ainda não estão mensurados, mas certamente são enormes. Na direção da lama tem muita Mata Atlântica, muita fauna. A lama está atravessando uma área que é da própria Vale e certamente vai matar uma parte da floresta, muitos animais silvestres e deve chegar à água. A gente não sabe ainda quais as consequências para o rio, que já está debilitado, em mau estado, mas ainda fornece água para parte da população. E vai chegar com lama tóxica, então ninguém vai poder beber dessa água e a captação de água terá que ser interrompida.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil, a lama percorreu, até este domingo, (27) 46 quilômetros pelo rio Paraopeba, chegando perto da usina termoelétrica de Igarapé, em Juatuba (MG). A estimativa é que a lama percorra 310 quilômetros até desembocar na usina de Retiro Baixo, em Pompéo (MG). O que certamente ampliará as consequências deste trágico desastre.

Sem justificativas, Mariana e Brumadinho foram vítimas de crimes com a mesma explicação: a mineração e as escolhas econômicas, a ganância acima das vidas humanas. Levando à edição de tragédias repetidas! Que a revolta, a indignação e a tristeza sejam suficientes para que não se repitam dramas como este!

(*) Fernando Gomes, sociólogo, eleitor, cidadão e contribuinte parnaibano.

Líderes partidários criaram mais 1.338 cargos da Câmara dos Deputados

Partidos que atingiram a cláusula de barreiras, o resultado mínimo de deputados eleitos e votos obtidos em todo o país, forçam o contribuinte otário a bancar uma estrutura de gabinete e cargos para a “Liderança partidária” na Câmara dos Deputados. Mais deputados significa mais cargos. Até 2018, partidos com cinco deputados eleitos ganhavam 25 cargos só para a liderança, de livre nomeação e funções de servidores. No total, lideranças terão 1.338 cargos de comissão a partir deste ano. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os 1.338 cargos se somam aos R$ 111,7 mil por mês que cada um dos 513 deputados tem para pagar até 25 assessores nos seus gabinetes.

Bancadas que elegeram mais de 43 deputados têm estrutura de 108 cargos segundo o Projeto de Resolução 350/18. É o caso de PT e PSL.

Partidos que elegeram de 20 a 34 deputados ganham 83 cargos cada. MDB, PR, PSB, PRB, DEM, PSDB e PDT se encaixam na categoria.

Vale lucrou R$42 bilhões do desastre de Mariana à tragédia em Brumadinho

Entre as tragédias de Mariana e Brumadinho, mineradora lucrou mais de R$ 42 bilhões

A Vale divulgou lucro líquido de R$42 bilhões em pouco mais de três anos, entre as tragédias das barragens de Mariana e Brumadinho. É quase quatro vezes mais que os R$11 bilhões bloqueados pela Justiça, até agora. A “doação” de R$100 mil por família, prometida pela empresa, é uma ninharia indigna para a empresa, que é a gigante da mineração: cerca de R$ 35 milhões, na hipótese mais cara para a Vale. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os R$11 bilhões bloqueados pela Justiça equivalem apenas ao lucro líquido registrado pela Vale nos primeiros nove meses de 2018.

O lucro total da Vale em 2018 ainda não fechou. Falta contabilizar os bilhões do último trimestre do ano. E deve passar dos R$15 bilhões.

A empresa declarou lucro de R$ 13,3 bilhões em 2016, ano seguinte ao desastre em Mariana. Vítimas ainda esperam por indenizações.

A Justiça determinou que os salários da Vale fossem divulgados no ano passado: R$ 19 milhões por ano é o salário mais alto da mineradora.

SOS: Rodovias do Piauí pedem socorro

SOS Rodovias

O governo Wellington Dias, cuja insolvência é premente, precisa lidar com um problema sério, que são as condições cada vez mais deterioradas de tráfego das rodovias estaduais. 
A malha viária sem manutenção vai se transformando em um terreno lunar, tal a quantidade de crateras.

Sem chance

Na semana passada, o diretor do DER, Castro Neto, filho do senador eleito Marcelo Castro (MDB) suspendeu duas licitações para serviços de manutenção e conservação da malha viária estadual nas regiões da Chapada das Mangabeiras e dos Vales dos Rios Piauí e Itaueiras.

Extensão

Sem empresas contratadas para manter e conservar as estradas, estarão entregues à própria sorte 20 rodovias estaduais que cortam as duas regiões, numa extensão não inferior a 1.190 km.

Muito mal

Um pouco menos pior, as condições de tráfego em rodovias federais no Piauí também enfrenta um processo de deterioração por falta de manutenção e conservação. O trecho da BR-343 entre Teresina e Campo Maior é um bom exemplo disso.(Portalaz)

Mesmo com prisões, gestão W.Dias pagou R$ 15 milhões a empresas da Topique

GENTE NA CADEIA, MAS A SEDUC NÃO PARA – Mesmo com a Polícia Federal batendo na porta, investigando, prendendo e interrogando empresários e funcionários ligados à gestão da deputada Rejane Dias na SEDUC, a administração petista de Wellington Dias não parou de fazer pagamentos para empresas da Operação Topique.

Desde agosto de 2018 (mês da Operação Topique) R$ 15 milhões já entraram nas contas das principais empresas investigadas e acusadas de fazerem parte de um esquema de desvio de R$ 120 milhões do transporte escolar.

PAGAMENTOS SAÍRAM NÃO SÓ DA SEDUC- Os R$ 15 milhões teriam saído da Seduc-PI em contratos assinados por Rejane Dias e das contas de outras secretarias do governo Wellington Dias.

EMPRESÁRIO PRESO CALA A BOCA MAS JA FATUROU R$ 6,7 MILHÕES – O dono da Locar Transportes, empresário Luís Carlos Magno , que já foi membro do PT no Piauí, é o único preso atualmente. Mesmo na cadeia, e sem entregar detalhes do esquema, sua empresa recebeu R$ 6,7 milhões.

MPF FEZ PRIMEIRA DENÚNCIA – O Ministério Público Federal (MPF) no Piauí apresentou a primeira denúncia nas investigações da denominada Operação Topique. Na ação penal, foram denunciadas 22 pessoas.

Segundo o coordenador da Força Tarefa Topique, Marco Aurélio Adão, a ação penal ajuizada na terça-feira(22) não encerra os desdobramentos da operação. As investigações continuam.

PRINCIPAL EMPRESA FATUROU R$ 134 MILHÕES – Ao todo, a LOCAR TRANSPORTES, do senhor Luiz Carlos Magno, faturou R$ 134 milhões em nos quatro anos de PT de Wellington Diase e Rejane Dias. Esta é só uma, a principal empresa investigada na operação.

Para o governador Wellington Dias, sua gestão nem a de sua esposa foram objeto de investigação, mas apenas as empresas.

Quando a PF bateu na porta da SEDUC, Rejane Dias já tinha se afastado para a campanha eleitoral e acabou sendo reeleita deputada federal. Ela não retornou para o cargo, mantendo atualmente o foro privilegiado.

(Código do Poder)

Servidores protestam na Sefaz Piaui contra atrasos em repasses

Sindicatos realizaram protesto nesta segunda-feira (28)

Dani Sá/ Teresina

Nesta segunda-feira (28), sindicatos e associações estão realizando protesto na frente da Secretaria de Fazenda do Estado do Piauí (Sefaz), cobrando dentre várias reivindicações, três meses de repasses atrasados que segundo os manifestantes, o Governo está se apropriando de forma indevida.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciárias do Piauí (Sinpoljuspi) Kleiton Holanda, a manifestação acontece desde as 8h e vai continuar, caso seja necessário.

“Vários sindicatos estão cobrando os repasses, a distância da folha de pagamento, consignados, cobrando o pagamento dos planos de saúde do governo. Iremos continuar até a secretária junto ao governo resolver a problemática. Nós não estamos pedindo nada, estamos cobrando o que o estado se apropriou indevidamente, os repasses são descontados direto da conta do servidor, vai para a conta única do estado e o estado não repassa para as entidades sindicais”, disse Kleiton.

O sindicalista afirmou que os protestos só irão acabar quando o Governo der uma solução para o problema. “Aqui tem o sindicato dos fazendários, Sindespi, são várias entidades porque todas estão passando pelo mesmo problema. Nós fomos ao gabinete do secretário Rafael Fonteles e ele não se encontrava e nos estamos fazemos uma colocação que vamos permanecer até alguém dar uma satisfação para nós no sentido de resolver o problema amanhã. Estarmos aqui novamente fazendo isso, a cobrança porque o problema é crônico”.

Brasileiro ainda lê pouco e mal

Por:Janguiê Diniz (*)

Trinta por cento dos brasileiros nunca compraram um livro. O dado vem da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro. O estudo também mostra que a média de leitura per capita nacional é de 4,96 livros ao ano – levando em consideração apenas os livros lidos por completo, o índice cai para 2,43. A leitura enquanto hábito ainda é uma dificuldade do Brasil e traz diversos reflexos, não só de ordem cultural, mas de formação social e linguística.

Apesar de um pequeno avanço (na pesquisa realizada em 2011, cada brasileiro lia em média 4 títulos por ano), se retirados os livros didáticos da conta de leitura anual, a média per capita cai para 2,9 livros anuais, patamar muito aquém dos países desenvolvidos: na França, o número é de 7 obras por ano; nos Estados Unidos, 5,1 e na Inglaterra, 4,9. Essa diferença é realçada por outro levantamento, desta vez do Banco Mundial, que aponta que os estudantes brasileiros devem levar cerca de 260 anos para atingir a qualidade de leitura de alunos de países desenvolvidos. Essa lentidão acarreta uma grave crise de aprendizagem.

Mas de onde vem toda essa dificuldade de afeição à leitura? A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) preconiza que só há leitura onde esta é um hábito nacional e esse hábito vem de casa, além de haver o estímulo à formação de novos leitores. Dá para ver aí o porquê de toda a dificuldade do Brasil.

É certo que não há só uma origem, mas uma conjunção de fatores que minam o apreço do brasileiro pelos livros. O que considero mais grave é mesmo a falta de hábito, da cultura do ler. Não somos incentivados a ler – ao menos, não da forma correta, aparentemente. Ainda mais, a importância e até a “magia” da leitura não nos é mostrada como deveria. Nas escolas, livros paradidáticos são empurrados à força para os estudantes, que precisam lê-los e decorá-los apenas com vistas a conseguir uma boa nota na prova. Além disso, os livros considerados “clássicos” a que somos submetidos ainda na adolescência possuem linguagem e, às vezes, até temas inadequados para mentes de 13 a 18 anos. E quando os primeiros contatos com as páginas não são proveitosos, dificilmente o estudante irá buscar outras obras. Especialistas hoje já recomendam que se reveja a lista dos clássicos abordados nas escolas, com títulos mais recentes e até menos volumes, para que cada publicação possa ser melhor analisada.

Admiro iniciativas – e há várias espalhadas pelo país – que tentam tornar a leitura uma experiência prazerosa e lúdica, para além da formalidade. Contação de histórias, estudo aprofundado de obras, integração de recursos como teatro e música são algumas das saídas que escolas e instituições têm achado para promover o hábito de ler. Estas deveriam se tornar padrão nacional. A educação é fundamental para o desenvolvimento de qualquer país e ela passa, inexoravelmente, pela leitura. Quando tivermos melhores leitores, certamente teremos melhores egressos deixando as escolas – sejam públicas ou privadas. Isso porque a leitura estimula o pensamento e a imaginação, mas também a criticidade e a reflexão sobre a realidade.

(*) Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional 

Rombo na Cepisa pode levar compradores a desfazer negócio

Antigos servidores da Cepisa não queriam a privatização

Ao constatar que as dívidas da CEPISA – Centrais Elétricas do Piauí S.A, subsidiária da Eletrobras são astronômicas e bem maiores que o imaginado, a Justiça do Rio de Janeiro estuda a possibilidade de desfazer o negócio da compra, por observar que o rombo é maior do que imaginavam.

O Procurador da República no Rio de Janeiro Gustavo Magno Goskes Briggs de Albuquerque determinou a abertura de inquérito civil para investigar a assunção de dívidas – transmissão de obrigações, da ordem de R$ 11 bilhões para a Eletrobras.

Esse valor seria decorrente das privatizações de 6 companhias energéticas, entre elas a Eletrobras Piauí – Cepisa. Todas altamente endividadas e que seriam adquiridas por valores simbólicos de apenas R$ 50 mil cada, sendo que o grosso das dívidas dessas companhias, ou seja, a sua totalidade, ficaria com a Eletrobras.

Além da Eletrobras Piauí, a privatização, por esses moldes, também atinge a Companhia Elétrica do Acre (Eletroacre); Centrais Elétricas de Rondônia S. A. – Ceron; Boa Vista Energia S. A.; Amazonas Distribuidora de Energia S. A. – Amazonas Energia; e Companhia Energética de Alagoas (CEAL).

Trechos da ementa do inquérito civil aberto traz: “Privatizações de seis distribuidoras de energia elétrica por 50 mil reais cada e assunção pela Eletrobras de dívidas superiores a 11 bilhões de reais. Possíveis Irregularidades”. O que para o procurador Gustavo Albuquerque pode “lesar o erário”.

Barragem de Algodões: como vive a cidade e as vítimas quase dez anos após a tragédia


Barragem de Algodões I dias depois após romper e destruir parte da zona rural do município (Foto: Arquivo)

27 de maio de 2009: o dia que não teve fim para quem viu 50 milhões de metros cúbicos de água atravessar a cidade piauiense de Cocal da Estação levar vidas, bens, e um pedaço da história da população do município que nunca mais foi o mesmo. O rompimento da barragem de Algodões está próximo de completar uma década e o atraso do poder público continua o mesmo: da manutenção que poderia ter evitado a tragédia às parcelas da indenização.
Na tarde desta sexta-feira (25/01) o Brasil e o mundo foi surpreendido com mais um desastre ambiental envolvendo barragens e mineração. Dessa fez, as vítimas são de Brumadinho, cidade do estado Minas Gerais. Ao todo, 15 pessoas morreram por conta do rompimento da barragem de Algodões. Em Brumadinho há pelo menos 34 mortos e o número só cresce. E é assim que um passado não muito distante volta como uma nuvem turva, trazendo dúvidas do longo e conflituoso caminho trilhado nos últimos dez anos pelas vítimas de um dos mais tristes capítulos da história do Piauí.
O OitoMeia conversou com o professor Corcino Medeiros, o presidente da Associação das Vítimas da Barragem de Algodões (Avaba) e ele contou que, aos poucos, os sobreviventes estão reconstruindo suas vidas, mas deixa claro que não foram anos fáceis.

“Nós fizemos um acordo com a justiça e o Estado para que ele pagasse a indenização em 30 parcelas. O acordo foi feito e hoje já tem pago 20 parcelas. A população está reconstruindo devagar com esse dinheiro, as suas casas e propriedades no mesmo lugar de antes”, informou.

Tragédia da Barragem de Algodões I completa 9 anos e famílias denunciam atrasos no pagamento de indenização (Foto: Arquivo/Extra)

INDENIZAÇÃO VEIO OITO ANOS DEPOIS

Segundo a associação, a comunidade recebe na faixa de R$500 a R$5000. O acordo possibilitou a liberação de R$ 60 milhões para cerca de 900 famílias vítimas do desastre e só ocorreu oito anos depois do rompimento. O valor individualizado é referente a perdas patrimoniais, danos morais, lucros cessantes, eventuais alimentos provisionais, inclusive os em atraso e qualquer outra reparação requerida nas ações coletivas ou individuais.E ainda assim, depois de ter vencido na Justiça, as vítimas sofrem com os atrasos nas parcelas.

“Aos trancos e barrancos estão pagando. A principal crítica é o abandono, desinteresse. Depois da indenização muitos assumiram compromisso com esse dinheiro. O atraso é sempre um problema muito sério”, disse Corcino Medeiros.

O presidente da associação  também informou que hoje a economia da cidade é beneficiada pelas indenizações, local onde a população injeta o dinheiro que recebe. O rompimento da barragem não atingiu todo o município de Cocal da Estação, apenas o bairro “Baixa do Cocal” , juntamente com pontes e estradas.

Cidade ficou devastada após rompimento da barragem (Foto: Reprodução)

LUTA POR TODO O PIAUÍ

Quem teve o passado devastado, hoje luta por um futuro tranquilo. Mais do que isso, a associação conta a sua história, enfrenta e avança na tentativa de que ninguém mais passe pelo pesadelo de ver um pedaço da vida carregado pela água. Reconstruir-se em meio a espera, acordos e desacordos, trouxe às vítimas o sentimento de que não é preciso apenas ser contra a maleabilidade do poder público, é preciso lutar contra.

“Estamos pensando no que vamos fazer quando acabar o pagamento porque o governador não iniciou a obra de construção da barragem [nova represa de Algodões] . Vamos continuar nessa luta. Um dos esforços nossos é que não se repita a mesma coisa em outro lugar, sobretudo aqui no Piauí que está ao nosso alcance. São coisas que não são muito difíceis e caras como uma manutenção permanente, cuidado e vigilância que é o que falta”, lamentou Corcino Medeiros.

A tragédia deixou pelo menos dois mil desabrigados. A água chegou a 20 metros de altura e o caso de repercussão nacional trouxe para o Piauí os holofotes na época. E o que fica são os consistentes relatos de sobreviventes que mais do que a altura da águas enfrentaram uma vida conturbada após a tragédia: uma vida prática, burocrática, que teve que se sustentar em um cenário hostil. O que fica é a lição de que no meio do risco de perder vidas, sonhos e histórias; promessas e meias palavras não tem poder algum.

Ex-ministro Marun diz que Renan não honra Alagoas e enoja o Brasil

Carlos Marun (MDB-MS) falando a jornalistas no Palácio do Planalto. (Foto: Lúcio Távora/Folhapress)

O ex-ministro Carlos Marun (MDB-MS) lamentou em nota que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) tenha sido reeleito e afirmou que o político, alvo de 18 investigações policiais determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), “não honra Alagoas e enoja o Brasil”.

Marun, que foi ministro-chefe da Secretaria de Governo na gestão de Michel Temer, disse que torce pela vitória de Simone Tebet (MDB-MS) na disputa pela presidência do Senado Federal:

– Infelizmente não posso apoiá-la, por tratar-se de assunto interno do Senado Federal, mas confesso que torço para que ela vença esta disputa contra o atraso e a maracutaia representados pela candidatura deste senador infelizmente reeleito, mas que não honra sua Alagoas e que enoja o Brasil.

O ex-ministro divulgou a nota após toma conhecimento que que o senador “falastrão e boquirroto” havia ironizado seu apoio a Simone Tebet.

Confira na íntegra a nota de Carlos Marun:

“Leio agora que este boquirroto e falastrão denominado Renan Calheiros usou sua mídia social para se referir a mim, coisa que por si só me desagrada. Ironiza um apoio meu a candidatura de Simone Tebet. Infelizmente não posso apoiá-la, por tratar-se de assunto interno do Senado Federal, mas confesso que torço para que ela vença esta disputa com o atraso e com a maracutaia representados pela candidatura deste senador infelizmente reeleito, mas que não honra sua Alagoas e que enoja o Brasil.”

Custo da Secretaria de Saúde do DF pagaria plano de saúde para toda população

No Distrito Federal, seria mais barato pagar planos de saúde para toda população do que manter a atual Secretaria de Saúde, ao custo anual de R$8 bilhões. Dos 3 milhões de brasilienses, 35% (1.050.000 moradores) já têm planos de saúde e por isso dispensam os serviços públicos. O governo de Ibaneis Rocha (MDB) não tem essa intenção, mas se extinguisse a Secretaria poderia bancar planos de saúde privados para os demais 65% da população. E ainda sobraria dinheiro. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Na Secretaria de Saúde do DF, os salários não são uma maravilha, mas são os maiores do Pais: consomem 82% do orçamento.

O novo modelo de gestão prioriza a satisfação do usuário de hospitais, maltratados em filas de até 10 horas, em razão da falta ao trabalho.

Implantado no célebre Hospital de Base, o novo modelo quase zerou as filas e reduziu até à metade os gastos com materiais e remédios.

Ibaneis Rocha venceu a primeira queda de braço contra o setor público preocupado com perda de regalias e pelegos com perda de influência

A tragédia de Mariana era um retrato na parede que se tornou realidade novamente

Na lama,as equipes de resgate continuam buscando as vítimas

Roberto Nascimento

Como dói em nós agora essa tragédia de Brumadinho, um repeteco de Mariana, tão igual que a mesma empresa, a Vale, está no epicentro do rompimento da barragem. O tema da destruição do planeta, provocado pelas agressões ao meio ambiente, tão propalado pelos cientistas e negado por políticos e governantes de todas as tendências, é crucialmente necessário e suficiente. Desconhecem essa situação somente os céticos e aqueles que não querem ver a realidade lancinante sobre nossas retinas fatigadas pelo tempo.

O exemplo chinês também é devastador. A China, na busca desenfreada rumo ao sistema capitalista, está acabando com o meio ambiente.

CHINA E BRASIL – O ar em algumas megalópoles chinesas encontra-se insuportável. Avança a desertificação em amplo território e o Rio Yan Tsé, outrora chamado de “Rio Amarelo”, de tão poluído suas águas não alcançam mais o oceano Pacífico. É preciso ser um cientista para se compreender o caos que isso representa?

Olhando para nosso umbigo, que também é desesperador, em recente noticiário os órgãos de controle ambiental atestaram que uma área na Amazônia correspondente a quatro vezes o Estado de São Paulo foi desmatada. Novamente, será que isso não representará nada em relação ao aquecimento global, na desertificação das áreas atingidas e principalmente na formação de nuvens e consequentemente na precipitação das chuvas até aqui, no Rio de Janeiro, cujo calor insuportável, chegando próximo a 45ºC, vem castigando o povo carioca de maneira implacável?

RIO DEGRADADO – Por falar em Rio de Janeiro, essa cidade que já foi maravilhosa e de encantos mil, sob o escudo da Copa e das Olimpíadas nossas áreas verdes foram sendo destruídas para dar lugar a prédios, arenas esportivas e corredores de ônibus.

O bairro de Jacarepaguá, antes um santuário de áreas verdes, está hoje irreconhecível em meio à selva de pedra que avança celeremente em direção ao Recreio, às Vargens, ao Alto da Boa Vista e seguindo em direção à Pedra de Guaratiba. O impacto sobre a Lagoa de Jacarepaguá, oriundo do Rio Arroio Pavuna , dentre outros rios e córregos poluídos com esgoto in natura, que desembocam lá em quantidades incomensuráveis, por si só, trata-se de um absurdo.

Várias espécies de peixes, de animais, de plantas, enfim, da biodiversidade da mata atlântica, se tornarão sonhos de uma noite de verão para as futuras gerações.

IMPORTÂNCIA – Não é possível crer que algumas pessoas não compreendam a importância das pererecas, dos micos, dos gambás, dos jacarés de papo amarelo, das capivaras e das árvores nativas ao redor das restingas e das lagoas de Jacarepaguá e também que a extinção de algumas dessas espécies não afetarão o meio ambiente local e global.

A vida no planeta é tão interligada nas suas intermináveis conexões e vasos comunicantes, que tudo está ligado a tudo na interdependência universal. Portanto, se um desses vasos se rompe, pode desencadear um desequilíbrio de grandes proporções.

IMITANDO OS EUA – Ao invés de nos preocuparmos com o meio ambiente, fazemos o contrário, enfiamos a cabeça dentro da areia, a nos preocupar com uma eventual guerra nuclear. Enquanto, essa hecatombe não acontece, nós vamos praticando outros crimes ambientais em menor escala, até que tudo se transforme em uma grande Manhathan com seus prédios cada vez mais altos, a ponto de encobrir os raios do Sol e a vista da Lua.

O meio ambiente de Minas Gerais está sangrando mais uma vez. Até quando continuará o rompimento das barragens mineiras e das inúmeras barragens existentes na Amazônia, das quais nem sabemos o que acontece lá.

A realidade da Orla da Pedra do Sal: Veja as imagens!

“Nunca se mente tanto como antes das eleições, durante uma guerra e depois de uma caçada”. A frase é atribuída a Otto Von Bismarck e é uma grande verdade. Pois foi no período eleitoral que o Governo do Estado anunciou que haviam sido empenhados, pelo Ministério do Turismo, recursos de R$ 4.072,575, que seriam encaminhados para a Secretaria Estadual de Turismo (Setur) conduzir as obras da Orla da Pedra do Sal. “A ideia é urbanizar a orla, dotando-a da infraestrutura necessária para incrementar o turismo”, comemorou na época o secretário Fávio Nogueira Jr.”

E uma reduzida equipe de trabalhadores chegou a ser vista, com algumas máquinas, “fazendo de conta” que estavam iniciando a obra. E veio eleição e, tanto o governador Wellington Dias quanto o seu secretário de turismo, Flávio Nogueira, saíram vitoriosos. Depois chegaram a dizer por aqui, os representantes dos dois, que a 1ª etapa da Orla seria inaugurada no final de dezembro. E, assim como as reformas da Ponte Simplício Dias, não aconteceu.

As promessas da construção da orla da Praia da Pedra do Sal iniciaram em 2008, quando Wellington Dias (PT) arquitetava uma vaga ao senado federal. Em 2016, os Nogueiras e o Prefeito da época Florentino Neto (PT) chegaram a realizar a assinatura do decreto para a urbanização da orla da Pedra do Sal na presença do Governador Wellington Dias e outros apaniguados.

Fala-se também em cerca de 8 milhões, que foram enviados a Parnaíba, pelo então prefeito Zé Hamilton aplicar na orla de nossa única praia. O dinheiro foi devolvido por falta de competência para tal investimento. E ficou por isso mesmo.

Na primeira etapa em 2008 foi anunciado 3,3 milhões de reais para a obra, posteriormente mais 2,7 milhões. Alguns anos depois, Wellington Dias anunciou cerca de 9 milhões de reais para a conclusão da citada orla. Já em 2018 o Deputado Federal Flávio Nogueira anunciou os 4 milhões empenhados, através de emenda de sua autoria. Hoje, 10 anos depois do primeiro anúncio, o que se vê é só isso:

Reportagem: Bernardo Silva/ Camila Neto

Órgãos Municipais poderão utilizar energia solar a partir deste ano

O Prefeito Francisco de Assis Moraes Sousa, recebeu semana passada gabinete o empresário Ramon Marins, diretor da empresa Helios Solar, que há dois anos vem operando em Parnaíba na montagem de sistemas de captação de energia solar.

Ramon, na oportunidade, mostrou ao prefeito um projeto de pequeno porte que pode ser instalado em residências populares, como também em órgãos da administração municipal, principalmente da saúde e da educação. Segundo ele, são sistemas que fazem com que haja uma redução bastante significativa na conta de energia elétrica.

Segundo ele, esse sistema consiste na colocação de placas para captar energia solar e essa energia é colocada na rede fazendo com que haja uma redução no preço da energia fornecida pela concessionária, que é atualmente a Empresa Equatorial.

Ele disse que o prefeito Mão Santa recebeu a idéia com satisfação e prometeu dar uma resposta sobre o assunto depois de alguns estudos que sua assessoria vai fazer para saber das vantagens que poderão surgir a partir da instalação desse sistema.

Texto: João Câncio

Fotos: Gláucio Jr.

Comercialização de Peixes no Mercado de Fátima ganha impulso com iniciativa da Prefeitura

Neste sábado (26) o Tambaqui e Tilápia estavam sendo vendidos a R$ 7,50, a manjuba a R$ 4,00. Os Piscicultores estão animados com as vendas do peixe vivo que está sendo realizados todos os sábados em carácter experimental no local onde futuramente irá funcionar “Mercado do Peixe”, em uma das dependências do Mercado Municipal do Bairro de Fátima, em Parnaíba (PI).

O projeto já está pronto para dar início a execução da reforma para abrigar as instalações do Mercado do Peixe no Mercado de Fátima. O mercado passará ainda por algumas intervenções por parte da prefeitura, a fim de adequar espaços e organizar a venda do peixe. Nas novas instalações está prevista a implantação de uma câmara frigorífica para os demais peixes que serão comercializados no local.

Além da Tilápia, Tambaqui e Manjuba que já estão sendo comercializadas aos sábados, outras variedades de peixe deverão ser vendidos quando da implantação. Também será reservada uma área para a comercialização de Caranguejo para abrigar os vendedores do crustáceo que atualmente não tem um local adequado para sua comercialização e muitos deles vendem na calçada da Av. Pinheiro Machado. (Com informações de José Wilson)