A palidez e a superficialidade da política parnaibana!

Por: Fernando Gomes (*)

O ano de 2019 promete! Grande já é a movimentação do mundo político na Parnaíba. A fragilidade da (des)organização dos partidos políticos, os “donos” destes e a forma de controle do poder, além dos interesses pessoais e uma série de outras considerações levarão a cidade à uma verdadeira panaceia.

O Prefeito Mão Santa, certamente vai pleitear o segundo mandato, por direito. Concorrentes não lhe faltam. Há candidato que se inflama ao reconhecer “humildemente” que na cidade não tem ninguém mais preparado e mais dedicado à cidade do que ele para esta missão. Outros novos (nem tão novos assim) se arvoram a resolver todos os problemas da cidade. Será?!

Mas, o fato é que assistimos nas últimas três décadas, aqui em Parnaíba, a disputa às vezes camuflada, outras vezes escancarada, de um debate ignóbil. Os mandatários e os que operam a política com intenção de chegar ao poder municipal disputam espaço, com poucas exceções, demonstrando apego ao poder e usando estratégias nada convencionais para conseguirem o seu intento. No imaginário social, o discurso da “obediência em função da dependência”, é pregado de tal forma que a abordagem parece justificar a vida miserável dos indivíduos em nossa sociedade.

Em voga a arte da enganação. Politicagem que eles dominam muito bem!

Entre os que estão no poder, os que já passaram por lá e alguns que sonham com isso, novamente com poucas exceções, veem-se estilos que aparentam diferenças, mas que têm a mesma motivação (manter-se ou chegar ao poder). Usam as mesmas ferramentas: perseguem, usam o público como privado, mantêm subservientes com recursos públicos, afastam-se dos interesses coletivos. Tudo em nome do poder, do seu poder. Oligarcas, ditadores e pouco afeitos à transparência, participação e controle social, eles vão se dando bem na vida. Muitos (até profissionais qualificados) que abandonaram suas vestes para se tornarem políticos profissionais.

O sociólogo alemão Max Weber em 1919, portanto há quase cem anos, já diferenciava dois tipos essenciais de políticos: os que vivem para a política e os que vivem da política. O que vive da política é aquele que possui recursos materiais para a sua subsistência provinda da própria atividade política. Já o político que vive para a política representaria o tipo ideal no âmbito de atributos do político vocacionado, pois sua independência diante da remuneração própria da atividade política significa, também, uma independência de seus objetivos no decorrer da vida pública.

A hora exige uma reflexão apurada disso tudo! Visto que somente uma casta se perpetua no poder. Num poder intocável, inquestionável, imutável, e pôr isso mesmo inócuo. É interessante perceber (pense nisso) que há um pacto entre essa própria casta, onde mesmo existindo “inimigos” (conforme a conveniência, pois em dado momento esquecem as brigas, acusações, etc) eles fazem um acordo de não permitir que ninguém mais entre no elitizado processo político. Criam, com muita competência, o dogma da sujeira, elaborando no imaginário social, a ideia de que o espaço político não deve ser destinado ao cidadão digno. Ouvimos constantemente frases famosas, como: “Não acredito que o Fulano vá se meter em política, uma pessoa de bem, isto é coisa para bandido”.

Essa “tática” de tentar afastar as pessoas de bem desse espaço, banalizando a ação política, não tem mais lugar, está ultrapassada.  Pois, de um lado, o sistema começa a ruir devido à incompetência dos maus políticos, que só pensaram em interesses próprios; e do outro, experimentamos avanços nas conquistas sociais, onde o cidadão inicia, ainda que de forma tímida, a questionar e a se interessar pelas questões que afligem toda a sociedade, exigindo uma política diferente do que aí está.

Há, necessariamente, que existir num domínio racional-jurídico: administrador e administrados; e não dominador e dominados.

A palidez e a superficialidade com que alguns olham a política assustam! Porém, tudo parece justificado, pois tem a sua razão de ser: antes, existe o interesse pessoal! A mudança que Parnaíba precisa não é a mudança de cabeça de uma pessoa, um salvador da pátria, é preciso que se tenha uma junção de ideias, um projeto! Precisamos de alguém com nova energia que, inclusive, reúna em torno de si outras pessoas com o mesmo foco: pensar o município com responsabilidade coletiva, com decência.

Será bom para a cidade ter um gestor que compreenda a missão de servir, que perceba a honra e o extraordinário privilégio que é administrar em favor das pessoas, contribuindo para o bem estar social da grande maioria desassistida historicamente. Quiçá 2020 nos brinde com a verdadeira mudança!

 (*) Fernando Gomes, sociólogo, eleitor, cidadão e contribuinte parnaibano

Reforma administrativa

Por: Arimateia Azevedo

Wellington Dias (PT), em janeiro inicia seu quarto mandato de governador do Piauí, e admite passar uma faca na estrutura administrativa que ele próprio fermentou. Há órgãos demais e o que poderia ser uma descentralização mais se parece com bagunça pura e simplesmente q ele perdeu o controle.

Exemplo dessa balbúrdia administrativa é que um decreto do governador expandiu para praticamente toda a administração pública a possibilidade de fazer obras de mobilidade urbana, também conhecidas como calçamento e asfalto. Somente pôr fim a essa farra já seria um enorme passo. Mas o governo precisa ir além. Cortar pela metade, pelo menos, o número de órgãos executivos, com orçamentos próprios, já seria de boa monta, ou seja, determinar que cada macaco esteja no seu galho. Se as despesas de investimentos do Estado forem concentradas em organismos que melhor cuidam disso, como as secretarias responsáveis por infraestrutura, logística e transporte, as despesas de capital certamente poderão ter melhores resultados na relação custo-benefício. Mas sem dúvida a reforma mais eficiente que o governador pode fazer é acabar com o padrão feudal que tem sido a marca de seu governo, em que cada político tem um naco de poder e nele age conforme suas regras e interesses.

Se deseja mesmo fazer uma reforma administrativa digna de nota, o governador poderia começar tendo um governo mais técnico e menos, mas muito menos político, além de seguir aquele conselho antigo de Tancredo Neves, para quem não se deve nomear quem não se pode ou não se consegue demitir.

Um ano turbulento que termina com esperanças

Por:* Valéria Vilela

No Brasil as eleições trouxeram uma euforia ao mercado financeiro a  equipe do novo governo tem pela frente desafios como a reforma da previdência. As escolhas anunciadas de ministros, especialmente a de Sérgio Moro, ajudaram a moeda americana a perder força. Com relação aos negócios do café os fundos e as estratégias   com o produtor comercializado ainda em sua grande maioria como commodities houve reações no mercado financeiro de futuro.  Os valores pagos no mercado físico ainda são distantes dos desejados pelos cafeicultores que precisam cobrir os custos com a produção, mas já ficaram otimistas com a leves altas logo nos primeiros dias após o segundo turno.

A reação positiva do mercado físico também ocorreu no mercado financeiro em Londres e em Nova Iorque, bolsas que negociam grandes volumes dos cafés arábicas produzidos no sul de Minas.

As posições do governo Americano com relação a China também favoreceram o agronegócio brasileiro e pode sinalizar uma outra direção nas negociações nos próximos meses.

Ao olharmos para 2019, podemos perceber que os negócios com o café, que estiveram  muito estáticos em 2018, vão ter dias diferentes principalmente com divulgação de que Colômbia, América Central e a Ásia não vão conseguir colocar no mercado a produção que esperavam.

As eleições americanas e a criação de postos de trabalhos nos Estados Unidos em setembro foram notícias que ajudam a entender melhor como vão ser as propostas comerciais e as negociações do mercado físico para a cafeicultura de bebidas, inclusive os cafés especiais.

Grãos de alta qualidade vem sendo encontrado nas lavouras de altitudes do sul de Minas e sendo destaque nos concursos que aumentam as disputas pelas sacas de bebidas especiais e e exóticas. Os compradores descobriram um filão para agregar mais ao comércio de café e o produtor entendeu que encontrar os talhões diferentes faz muita diferença no bolso.

A Semana Internacional do Café em Belo Horizonte se consolidou como o encontro do mercado comprador e o produtor diminuindo as distancias entre quem planta e quem toma o café mineiro no mundo.

O amor e o afeto das cozinhas das nossas avós está mais presente que nunca na hora de tomar um bom café e as cafeicultoras estão mostrando que o café gerenciando com batom tem nuances de ações sociais que mudam realidades. Vencemos 2018 que chegue 2019 um ano estamos esperando com muita esperança e desejos de bons negócios.

* Valéria Vilela, jornalista, escreve há 8 anos sobre café semanalmente como colaboradora em veículos do agronegócio

Alguns pensamentos budistas, em palavras atribuídas ao próprio Sidarta Gautama

Antonio Rocha

“Alguns Pensamentos Budistas” – este é o subtítulo do ótimo livro “A Conquista da  Felicidade”, de Kodo Matsunami, tradução do engenheiro Murilo Nunes de Azevedo, grande estudioso brasileiro, já falecido, presidente da antiga Sociedade Teosófica no Brasil e da primeira Loja Budista, fundada em 1923, no Catete, bairro do Rio de Janeiro. Dr. Murilo, como amigavelmente nós o chamávamos, era monge plenamente iniciado e ordenado nas linhagens Zen, Terra Pura e Shingon (o chamado Budismo Esotérico).

A edição brasileira desta importante obra esteve a cargo da Editora Teosófica. No total, 156 páginas de elevadas reflexões.

PALAVRAS DE BUDA – Mestre Kodo, formado pela Universidade Budista Taisho, de Tóquio, era um graduado monge da linhagem Jodo Shu (Terra Pura).

O livro em questão foi inspirado no famoso Hammapada (palavras atribuídas ao próprio Sidarta Gautama, o Buda) e, de forma bem atual, o venerável Matsunami para cada capítulo traz uma frase de estímulo, de apoio, de entusiasmo, de conforto, de desafio.

Uma boa forma de meditação é ler e refletir cada frase ao longo de um dia e no final, repetir a dose, de modo que vamos fixando mais ainda em nossa mente a mensagem. Em cada frase o autor faz um desdobramento, mas vamos ficar só nas frases.

CAPÍTULO 1 – SOMOS O QUE PENSAMOS

1 – A felicidade depende da nossa atitude mental.
2 – A vingança não é solução.
3 – Busque mais a alegria que o prazer.
4 – Seja rico em contentamento e não apenas exteriormente.
5 – Não busque recompensa.
6 – Querer é poder.
7 – Dedique-se a uma tarefa.
8 – Nunca desista.
9 – Perceba o vazio dos prazeres.
10 – Dedique-se entusiasticamente à sua tarefa.
11 – Conheça os méritos daquilo que é real.
12 – Seja generoso.
13 – Não fique apegado às coisas materiais.

CAPÍTULO 2 – OBSERVE-SE CUIDADOSAMENTE.

14 – O dinheiro não é tudo na vida.
15 – Não permita que aquilo que você possui se transforme em pérolas 
jogadas aos porcos.
16 – Realize as suas tarefas até o fim.
17 – Partilhe com os outros.
18 – Não fique contente demais com as condições favoráveis e não desanime diante da adversidade.
19 – Não siga cegamente a opinião dos outros.
20 – Ter curiosidade é o segredo da juventude.
21 – Transcenda o prazer e o sofrimento.
22 – Seja tranquilo em tudo.
23 – Recupere a sua presença de espírito.
24 – Prefira a sinceridade à lógica. 
25 – Controle a si mesmo em vez de querer ser melhor que os outros.

Parecem salmos. Boas meditações. Tenham um pouco de paciência, o tema continuará. E viva a TI = Tribuna da “Impermanência”, de que o Buda falava tanto, porque tudo muda, nada é permanente.

Alberto Silva 100 anos

Por: Paulo Fontenele

Se vivo estivesse, neste sábado, 10, o ex-governador Alberto Silva estaria completando 100 anos de idade. Silva é, de fato, um personagem da história do Piauí por sua atuação na vida política e administrativa do estado, deixando um legado de obras que até hoje constituem um marco na estrutura econômica e social. Os 100 anos do nascimento de Alberto Silva foram lembrados numa solenidade do governo estadual quinta-feira (08) à noite com homenagens a pessoas que de alguma forma tiveram vínculo pessoal, político, social e administrativo a ele.

Alberto Silva entrou na vida pública em 1948, quando elegeu-se prefeito de Parnaíba e logo em seguida deputado estadual. Voltou à prefeitura em 1955 e permaneceu até 1959. Só voltaria a exercer um cargo executivo em 1971 quando foi escolhido pelo militares para governar o estado, por influência de caciques políticos do Ceará com prestígio junto ao regime. Contrariando as expectativas do esquema oligárquico local, Silva fez um governo revolucionário, construiu imagem de realizador e se popularizou.

A imagem de realizador ofuscou o lado autoritário que ele exercia inspirado no próprio regime a que servia e era duro nas decisões que tomava mas conquistou o apoio da população. Quem viveu o período de Alberto Silva nos dois períodos em que governou o estado percebe que há uma grande diferença entre o primeiro (71/75) e o segundo (87/91). Enquanto no primeiro ele saiu como um ídolo da maioria dos piauienses, no segundo a imagem de vilão durou um tempo mas depois foi esquecida.

Em seu primeiro governo, Silva integrou o Piauí por rodovia de norte a sul, ou de Parnaíba a Cristalândia, assim como estradas para Picos e Paulistana, além de Floriano a São Raimundo Nonato. Antes não havia estrada com asfalto. Com ele, a imagem do estado ganhou destaque nacional através do futebol com a construção do estádio que levou seu nome (Albertão) e a formação de um clube (Tiradentes). A educação e a saúde ganharam expansão com a construção de escolas e hospitais.

Sua motivação para a instalação da universidade no Piauí levou, enfim, a execução desse antigo projeto. No primeiro governo Silva levou a termo a idéia de que o estado é o indutor do desenvolvimento. Não é preciso lembrar que neste seu primeiro mandato, a composição da equipe foi um fator determinante para o sucesso de sua gestão. Muitos técnicos foram recrutados para a tarefa e o planejamento e a pesquisa foram importantes para tirar o Piauí do estado de atraso para o de avanços.

O governo de 1971 a 1975 é o que sustenta a imagem positiva de Alberto Silva como o grande realizador, contrastando com os atropelos que marcaram o segundo período, de 1987 a 1991. O principal deles foi, sem dúvida, o fechamento do Banco do Estado do Piauí (BEP). Diferente do outro período, o segundo governo a imprensa era menos controlada, o que facilitou a transformação dos problemas em escândalos. Os danos causados à imagem foram poucos, tanto que Silva teve êxito nas eleições seguintes.

De qualquer sorte, pela quantidade de seguidores que conquistou ao longo de toda a sua carreira política, Silva nunca mudou o discurso na defesa daquilo que idealizava e pregava. Talvez por isso, ainda hoje o seu nome está associado a um período de transformação do Piauí.

Depois da eleição, precisamos voltar a inovar

Por: Janguiê Diniz

O Brasil ficou parado acompanhando a corrida presidencial, uma das mais disputadas – nos melhores e piores sentidos. Agora, com o resultado final sobre quem ocupará a vaga no Planalto, outros assuntos virão à tona. Será hora de pensar nos rumos do País. Uma das coisas mais importantes a se debater são os investimentos em inovação. Embora sejamos destaque no empreendedorismo, ainda pecamos na inovação – o que parece até contraditório.

Entre 2017 e 2018, o Brasil subiu cinco posições no Índice Global de Inovação, passando da 69ª para a 64ª posição de 126 países ranqueados. Um avanço, visto que estávamos estagnados naquela posição há dois anos. Ainda assim, a marca mostra o quanto temos a melhorar. Hoje, o líder em inovação da América Latina continua sendo o Chile, na 47ª colocação. Ainda estão à nossa frente, na região, Costa Rica (54ª), México (56ª), Uruguai (62ª) e Colômbia (63ª). Os números nos mostram o quanto ainda precisamos melhorar – o que só será possível com investimentos massivos.

Independente de quem venceu a eleição, é necessário que o futuro presidente do Brasil volte o olhar à inovação – entre os tantos outros problemas por que passamos, claro. A inovação vem do investimento em pesquisa e desenvolvimento, mas também é promovida com a criação de um ambiente propício para as empresas se desenvolverem. Estamos em um mundo globalizado e digital, em que inovar é uma poderosa arma que as corporações têm como diferencial competitivo. Mais que isso, hoje, é uma necessidade, uma obrigação para quem não quer ficar para trás.

Importante lembrar, também, que não só o presidente precisa se preocupar com a criação de um ambiente mais inovador no país. É até mais importante que essa consciência parta do Congresso Nacional, responsável pelas principais decisões sobre os rumos do país. Se queremos que o Brasil volte a crescer e se desenvolver, precisamos estimular, cada vez mais, as mentes inovadoras, que vão criar os produtos e serviços do futuro e ajudar a devolver a força à nossa economia.

(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

Expedição JEEP Club

Por: Benedito Gomes(*)

O JEEP Club do Piauí é dinâmico, solidário, aventureiro, participativo e alegre. Preenche em cem por cento o seu slogan “COMPANHEIRISMO E AVENTURA”. E

Entre os participantes, jipeiros e jipeiras, há sempre grandes momentos de alegria, seja em viagens ou em reunião do grupo, onde nos momentos de diversão tudo é tratado com seriedade e respeito.

Dentro do dinamismo boas ideias não faltam. Somos mais de quarenta participantes e muitas cabeças pensando as boas ideias que sempre aparecem. Cada cabeça é um mundo, cada um vê o mundo à sua maneira. Alguém ver com os olhos; outros veem com o coração; outros dizem: vejo o mundo com amor e o amor tem visão de lince, vê além dos olhos.

Assim, com este emaranhado de boas, surgiu a Expedição JEEP Club, com destino ao estado do Maranhão, com ponto final na cidade de Morros, onde as águas cristalinas e borbulhantes formam cachoeiras que deslizam sobre pedra milenar, floresta densa e verdejante. Lá, o povo é hospitaleiro. Tudo isso e muito mais faz da região um paraíso de beleza ímpar, que deve ser visitado por todos, assim como fizemos nóss do JEEP Club do Piauí.

A Expedição JEEP Club foi criada e planejada, pelo Senhor Presidente e pelo Diretor de Eventos e foi executada na íntegra pelos Jipeiros e Jipeiras que participaram do passeio. Como estava previamente combinado, saímos de Parnaíba dia dois de novembro de 2018, às oito horas da manhã, para a cidade Morros-MA, com escala em Tutóia, Paulino Neves, Barreirinhas e Lagoa do Casso. Nesta última escala paramos para um refrescante banho na deslumbrante lagoa, onde ficamos das quinze às dezoito horas. Já à noite, formamos nosso comboio e seguimos com destino ao ponto final, onde chegamos às vinte e três horas.

O grupo ficou hospedado em duas belas pousadas. Tive a felicidade de ficar em um verdadeiro paraíso ecológico, uma reserva ambiental, no centro da cidade, com árvores frutíferas e nativas, onde você amanhece respirando ar puro e sentindo o oxigênio produzido pela própria natureza. Para maior felicidade ao ambiente, a bela pousada tem o lindo nome de “SANTA MARIA DAS FLORES”.

Depois de uma noite de descanso, nos chega um belo amanhecer com céu nublado, típico da região. Fomos nos reunindo no café. Bom dia daqui, bom dia dali, e conversando preparando o horário de saída para Cachoeira do Arruda. O sol já batia forte quando seguimos em direção à cachoeira, que fica a poucos quilômetros da cidade. O lugar está guardado e reservado para aqueles que amam e respeitam a natureza. A água borbulhante desliza sobre pedras em uma pequena cachoeira, formando uma piscina natural, e segue lentamente ao encontro de novos aventureiros. A floresta nativa ornamenta e protege aqueles que ali se deliciam nas águas do Arruda, lugar que nos deu alegria e do qual guardamos belas recordações.

Na noite sábado para domingo foi de muito som e muito sono. Ao amanhecer, domingo, foi a hora de refazer as malas, tomar café, visitar a tesouraria, agradecer aquelas pessoas que tão bem nos serviram e pegar a estrada de volta com destino a Parnaíba onde chegamos à noite, todos felizes e satisfeitos com a bela expedição que fizemos.

(*)Benedito Gomes

Contador-UFPI

DESASTRE ANUNCIADO

Por: José Olímpio (*)
Os piauienses confiaram a Wellington Dias um quarto mandato, apesar das inúmeras denúncias de irregularidades em sua atual gestão, que vão desde desvios de recursos de empréstimos à prática de corrupção nos contratos de transportes escolar pela Secretaria de Educação do Estado, comandada por sua mulher, deputada federal Rejane Dias, e municípios controlados pelo PT.

As expectativas sobre o quarto mandato não são nada boas. O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Olavo Rebelo, amigo de longas data de Sua Excelência, foi o primeiro a dar um alerta.

Segundo o presidente do TCE, com uma oposição fragilizada numericamente, é necessário que aquela Corte de Contas reforce a fiscalização, pois 90% das licitações realizadas no Piauí, pelo governo do Estado e prefeituras, são fraudadas. Isso, dito por uma autoridade insuspeita, é muito grave, é gravíssimo e confirma o que boa parte dos piauienses já suspeitava.

O que esperar de um governo que antes mesmo de começar já é colocado sob suspeita pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado?

Que expectativa se pode ter de um governante que chega ao quarto mandato sem concluir obras que foram iniciadas na sua primeira gestão?

Obras com denúncias de irregularidades em sua execução, como é o caso do Centro de Convenções, onde fala-se que houve desvios de recursos.

E o que é pior, os cofres públicos ficaram no prejuízo, pois os culpados nunca foram responsabilizados na forma da lei.

Esse quarto mandato, queira Deus que não, mas anuncia-se como um desastre com o estado quebrado que nem arroz de terceira, endividado por tantos empréstimos contraídos por Sua Excelência, pela gastança perdulária dos recursos públicos, a falta de planejamento, a improvisação e, sobretudo, pelo clientelismo político, que é a marca registrada dos governos petistas.

A situação é tão grave que outro aliado de Wellington Dias, o senador Ciro Nogueira (PP) apresentou a Sua Excelência um plano para equilibrar as contas do estado, que inclui a redução do tamanho da máquina pública, com extinção de órgãos e contenção de gastos em todos os setores.

Oportunas e corretas as sugestões do senador, mas é necessário mais que isso para salvar o Piauí de um desastre total no quarto mandato de Sua Excelência.

É imperioso que se adote o sistema do mérito na gestão pública, acabando com o clientelismo e a corrupção, por onde se perdem os recursos que deveriam ir para saúde, educação, segurança pública e outros setores essenciais que vivem à míngua.

Mas essas medidas, ao que parecem, não se ajustam ao figurino de Wellington Dias, ao seu estilo de governo, lamentavelmente.

(*)José Olímpio é jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí

A difícil situação em que o juiz Moro se encontra, despercebida para muitos

                                                                   Sérgio Moro deu entrevista como juiz e não como ministro

Jorge Béja

Dá prazer ver e ouvir Sérgio Moro. Sua pessoa é serena, não se exalta, o tom de voz é suave, fala fácil e muito bem articulada, ampla cultura, jurídica e geral, ampla visão social, grande sentido de justiça…Moro é um fidalgo. De fina educação. Sem dúvida, pode-se garantir que foi a melhor escolha que o presidente eleito fez para integrar seu governo. E Bolsonaro precisa ouvir Moro sempre e sempre. Mas até agora Bolsonaro é o presidente eleito e Moro o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública. E até a posse de ambos, o que se dará no dia 1º de Janeiro de 2019, Bolsonaro é o presidente eleito e Moro continua magistrado federal.

Ainda que esteja no gozo de férias, Moro continua Juiz de Direito e, como tal, ainda que tenha ele se afastado da jurisdição na 13a. Vara Federal de Curitiba, Moro está sujeito às proibições impostas pela Constituição Federal, pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional e pelo Provimento 71 de 2018, do Conselho Nacional de Justiça, até que peça exoneração do cargo de juiz.

EXONERAÇÃO – Na entrevista coletiva da tarde desta terça-feira em Curitiba, em resposta à pergunta de um jornalista, Moro disse que só vai pedir exoneração da magistratura no futuro. E justificou: “Se até a posse como ministro, eventualmente, venha acontecer alguma coisa comigo, já exonerado, como ficará minha família?”. A preocupação de Moro se justifica. Sim, porque se pedir exoneração já, e até ser empossado ministro da Justiça e Segurança Pública ocorrer sua morte, a família ficaria sem a pensão de juiz. Também na eventualidade de ocorrer algo com ele próprio que o torne incapaz, nada receberia de ajuda previdenciária, eis que já exonerado do cargo de juiz. Portanto, a preocupação de Moro é justa. Mas cá pra nós, Moro não disse, mas deixa subentendido que se pedisse exoneração já, e posteriormente, por razões que só a Deus pertencem, Bolsonaro não venha assumir a presidência, Moro também estaria desempregado.

ATIVIDADE POLÍTICA – Esse quadro serve para mostrar que Moro, sendo ainda juiz, não deveria ter aceito o cargo que Bolsonaro lhe ofereceu, porque tanto representa a vedação do cargo de juiz com a atividade político-partidária. Sim, ministro de Estado é cargo-atividade política, vedada aos juízes. E Moro deu entrevista nesta terça-feira ainda na condição de juiz federal e como futuro ministro do novo governo. A incompatibilidade é manifesta e também é vedada pela Lei da Magistratura e pelo Provimento 71 de 2018 do Conselho Nacional de Justiça.

Certamente o doutor Sérgio Moro está numa situação desconfortável. O povo brasileiro o quer ministro da Justiça e da Segurança Pública. O povo quer ele à frente do combate à corrupção e não apenas decidindo os processos judiciais que eventualmente sejam a ele distribuídos pela Justiça Federal. Mas o doutor Moro ainda é juiz federal. Quando fala, dá entrevista e se reúne com o presidente eleito e seu grupo de transição, é o juiz federal que está presente e não o ex-juiz Moro, sem a toga. Toga que o acompanhará até pedir exoneração.

Férias e licença não tiram a toga de magistrado. A bem da verdade, nem a aposentadoria, porque uma das prerrogativas da magistratura é a vitaliciedade. Um juiz quando se aposenta é para continuar a ser tratado como juiz. Mas juiz aposentado.

CONSTRANGIMENTO – Que situação difícil para o doutor Moro! Se pede exoneração da magistratura e depois não assume o ministério para o qual Bolsonaro o convocou, fica desempregado. Se morre, a família fica sem pensão. Se fica inválido, não recebe pensão previdenciária. Se não pede exoneração já, mas apenas férias, não pode estar dando entrevista nem agindo como futuro agente político, tal como vem fazendo, culminando com a entrevista coletiva da tarde desta terça feira em Curitiba!

É doutor Moro, mas vale um passarinho da mão do que dois voando, como diz o velho ditado. O senhor está sendo cuidadoso consigo próprio e os seus, merecidamente, é claro. Mas o quadro atual exigia exoneração já. Até lá, o senhor é juiz, sempre juiz, sobre quem recaem as vedações constitucionais.

Eleições 2020, estratégia de poder e dominação: polarizar!

A imagem pode conter: 1 pessoa, close-up

Por:Fernando Gomes(*)

Mal saímos do pleito eleitoral de 2018 e já temos candidatos em campanha à sucessão municipal de Parnaíba. Foi dada a largada para as eleições de 2020. Nomes cansados de guerra, “velhos abutres da política”, nomes novos e outros nem tão novos começam a ser divulgados “despretensiosamente”. Para além dos nomes, deveriam mesmo era expor suas propostas ou não têm? Vale perguntar: qual é mesmo o seu plano pra Parnaíba? Você está pensando mesmo (agora) em trabalhar em favor da nossa gente?

Nada é mais nocivo aos parnaibanos do que se darem por satisfeitos com meras palavras e aparências! A cidade está numa “entressafra” de líderes políticos, onde muitos deles mofaram mergulhados na corrupção. Com pesar afirma-se que o capital ético da representação política foi dilapidado. O que está faltando e sempre faltou é uma elite dirigente com compromisso com a coisa pública, capaz de fazer na Parnaíba, no Piauí e no Brasil o que precisa ser feito: aplicar corretamente os recursos públicos!

A população vai exigir nas eleições municipais de 2020 que ingressem novos elementos ao debate. Chega de mentiras e corrupção! O momento exige renovação e é oportuno que se faça um balanço da política local. Ponto de partida: processo político deplorável, com uma representação de péssima qualidade, ressalvada raríssimas exceções! Os oportunistas não têm propostas, mas são especializados em estratégias para ganhar uma eleição ou como se comportar para se manter no poder. Na ordem do dia: marketing, acordos espúrios e fatiamento da máquina administrativa. Ocorre que desta vez as pessoas estão atentas e vão surpreender os desavisados!

Parnaíba quer sair da nuvem do fisiologismo que a encobre. Há um enorme desejo de se estancar a politicagem que impera. Onde o modo empregado nas ações e decisões, desses políticos por profissão, é tomado em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses privados, em detrimento do bem comum. Está claro que a política foi usada a serviço dos grupos dominantes locais que se alternam no poder, há décadas, sem nenhuma preocupação com o bem estar das pessoas. O ciclo está fechando, nem tudo dura para sempre!

O Parnaibano não deseja mais um capítulo nefasto para a sua história política. Ele quer o fim dessa geração que governou a cidade e teve todas as oportunidades de fazer boas gestões, mas que decepcionaram e não honraram a confiança do voto recebido.

É fácil constatar isso, basta recolher o sentimento das pessoas que vivem longe das maquiadas avenidas São Sebastião e Pinheiro Machado.  Não precisa se afastar muito do trecho nobre da cidade para comprovar que: em todo canto há seres invisíveis que formam a maioria das populações vulneráveis e empobrecidas desta cidade; pessoas que esperam um serviço de qualidade ou aguardam diálogo institucional em atendimento às mais diversificadas reivindicações comunitárias; condições precárias de funcionamento das unidades de saúde e de várias escolas; crianças e jovens sem perspectiva de futuro; usuários sendo submetidos a um sistema de transporte urbano alternativo e precário; a população obrigada a comer carne sem inspeção sanitária; o avanço das drogas e a escalada da violência; dentre outras mazelas impostas pela incompetência.

Na tensão entre o visível e o invisível, o jogo ambivalente da política se mostra nas tratativas dos que dominam a cena estratégica do poder, pois os arranjos e conchavos são constituídos e marcados entre o enunciado e o acordo que se faz atrás das cortinas!

Vamos rasgar as cortinas! O debate honesto sobre os rumos que se deseja para Parnaíba nos próximos anos quem verdadeiramente sabe são os parnaibanos. E desta vez eles não vão decidir por nós.  A boa reflexão edifica e, muitas vezes, nos leva a pensar em muitas questões que não são postas à mesa, propositadamente.

A cidade clama por novos líderes! Porém um pacto se manifesta claramente entre as ditas famílias tradicionais e os políticos profissionais, onde a estratégia de dominação é a de polarizar a disputa entre nomes hegemônicos desta tradição. A sociedade já percebeu isso e está pronta para romper com esse ciclo nefasto! Quem disse que a Parnaíba não tem outras pessoas com capacidade e espírito público (que falta aos que já estiveram pela “Itaúna”)? A CONFERIR EM 2020!

(*) Fernando A. L. Gomes, sociólogo, eleitor, contribuinte e cidadão parnaibano.

O conto do vigário do perigo fascista

Colunistas e entrevistados do Estadão precisam ler o editorial “Os desesperados” do Estadão.

Eis um trecho:

À medida que foi sendo desossado pelas urnas e pela Justiça, o partido de Lula da Silva recrudesceu seu autoritarismo, expondo cada vez mais seu desespero. Depois de passar a campanha inteira a denunciar como ‘golpe’ o impeachment constitucional de Dilma Rousseff, a exigir a libertação de Lula, como se este não tivesse que cumprir pena pelos crimes que cometeu, e a exigir apoio a seu candidato como única forma de ‘salvar a democracia’ ante o perigo do ‘fascismo’ supostamente representado pela candidatura de Bolsonaro, o PT agora trata de dizer que a vitória do oponente resultou de um processo ‘eivado de vícios e fraudes’, conforme declarou a presidente do partido, Gleisi Hoffmann.

Os petistas, assim, fazem exatamente aquilo que deles se esperava – isto é, em vez de aceitar o resultado das urnas e se organizar para fazer oposição decente e leal ao futuro governo, preferem deflagrar campanha para deslegitimar a vitória de Bolsonaro. Do alto de sua prepotência, os petistas dizem que Bolsonaro foi eleito depois de ‘uma campanha de ódio e de mentiras, que nos últimos anos manipulou o desespero e a insegurança da população’, como diz uma resolução da Executiva Nacional do PT aprovada logo após a eleição. Ou seja, para o PT, se não houvesse ‘manipulação’ e ‘mentiras’ o candidato petista seria eleito com folga.

Um partido que em documento oficial chama um presidente democraticamente eleito de ‘aventureiro fascista’, como faz o PT, não tem a menor intenção de fazer oposição. Para esta atitude verdadeiramente golpista já chamávamos a atenção no editorial Desespero, de 19 de outubro. Sua intenção é inviabilizar o governo e, por tabela, impedir que o País saia da crise que os próprios petistas criaram em sua desastrosa passagem pela Presidência. Os desesperados petistas prometem ‘construir uma frente de resistência pelas liberdades democráticas’, como se o País estivesse às portas da ditadura, e essa ‘resistência’ se estende a tudo o que interessa à maioria da população, a começar pela reforma da Previdência.

Enquanto isso, os grupelhos a serviço do lulopetismo mostram do que é feita a “democracia” que defendem: uma manifestação convocada pelo notório Guilherme Boulos para exigir que Bolsonaro ‘respeite a oposição’ e ‘as liberdades democráticas’ acabou em tumulto e depredação na terça-feira passada em São Paulo.

Não surpreende, assim, que a tal ‘frente de oposição’ que o PT pretende liderar não tenha apoio. O grave momento do País exige um esforço de todos para a superação da crise, o que implica a existência de uma oposição dura, porém prudente. Os sabotadores – aqueles que não se importam com o interesse público – devem ser isolados, para que fique patente de vez sua profunda irresponsabilidade.”

(Fonte: O Antagonista)

Edição:blogdobsilva

Quem a eleição aposentou

Causou surpresa mas a derrota de alguns líderes políticos de expressão no estado e no país como o deputado Heráclito Fortes (DEM), Wilson Martins (PSB), Dr. Pessoa, Robert Rios (DEM) e Luciano Nunes (PSDB), apressará suas aposentadorias da atividade política. É possível que algum possa retornar, como é o caso de Martins, mas ficou provado que a meta de conquistar um cargo majoritário fica fora de questão, já que nas duas tentativas que fez o fracasso o forçará a fazer opção por cargo menor.

Há o caso de deputado eleito mas com uma votação tão inexpressiva (Átila Lira, do PSB), que ele próprio se antecipou e anunciou que abandona o exercício da atividade parlamentar sendo este seu último mandato para passar o bastão para o filho. Quem também mergulhará na aposentadoria é o apresentador de TV Silas Freire, que obteve menos votos que no pleito passado, quantidade inferior à da médica Marina que ficou com a vaga entre as coligações que conquistaram a maior sobra de votos.

Quando 2020 e 2022 chegarem, o deputado Dr. Pessoa (SD) já alcançará os 74 e 76 anos de idade quando suas condições físicas não lhe permitirão mais pleitear um cargo majoritário como fez nesta eleição. Em 2020, por exemplo, outros nomes surgirão como alternativas para a disputa da sucessão do prefeito de Teresina Firmino Filho e com grande respaldo, um deles o do deputado Fábio Abreu (PR) e um nome apoiado pelo próprio prefeito, fazendo com que a disputa caminhe para a polarização.

O mais emblemático de todos, sem dúvida, é o caso do deputado Heráclito Fortes (DEM) que teve uma votação pífia (46 mil votos) para quem já foi eleito com votações expressivas para a câmara e até exerceu um mandato de senador. O número de votos recebidos por Fortes por si só já é uma motivação para ele esquecer a política e pensar na aposentadoria. Um dos mais ativos parlamentares que se engajaram no golpe de estado de 2016, o deputado não poderia mesmo esperar recompensa por seu gesto.

Poucos dias atrás o deputado Robert Rios ocupou espaço na mídia para anunciar que é candidato a governador do Piauí em 2022. Esse talvez tenha sido o melhor argumento para o deputado justificar seu insucesso eleitoral, mesmo achando que se opor ao governo com um discurso veemente pudesse se colocar como opção. É inquestionável o direito de Rios só voltar a disputar um cargo executivo ou um mandato político daqui a 4 anos, porém, trocar a disputa do senado pelo governo, é só mais um impulso seu.

Candidato ao governo do estado posto como alternativa a Wellington Dias, quem afirmou que Luciano era páreo para uma disputa com o governador falhou na previsão. Sua volta à política é uma incógnita mas a derrota pode tê-lo empurrado para uma aposentadoria precoce. Há quem arrisque que Wilson Martins pode voltar em 2022 em busca de uma cadeira na Câmara dos Deputados. Precisará de estrutura para chegar lá. Voltar à Assembléia é, talvez a melhor chance. Melhor que a aposentaria. Com relação a Elmano Ferrer não há muito o que dizer – fora a aventura maluca de disputar o governo, ele já exerce o mandato como aposentado político.

Bolsonaro fará do Planalto puxadinho das ‘redes’

Por: Josias de Souza

Jair Bolsonaro não dispõe de porta-voz ou de assessor de imprensa. Sondaram-se alguns profissionais do ramo. Mas ainda não houve acerto. Quando for contratado, o assessor terá dificuldade para demonstrar relevância, pois o novo presidente está enfeitiçado pela ideia de manter, durante o mandato, a mesma “comunicação direta” que o conectou com seus eleitores. Na expressão de um membro do seu staff, Bolsonaro presidirá o país “em tempo real” pelas redes sociais.

Já se sabia que qualquer um com um computador e dois neurônios podia editar seus próprios livros ou gravar seus próprios CDs sem sair de casa. Bolsonaro demonstrou que, assim como qualquer um pode dispensar a indústria editorial para publicar sua obra ou a indústria fonográfica para gravar sua banda, qualquer um também pode virar presidente da República sem precisar de uma superestrutura partidária ou de um aparato de comunicação.

Os partidos e a mídia tradicional são as grandes estruturas que Bolsonaro acredita ter tornado desnecessárias. “Eu cheguei aqui graças às mídias sociais”, disse o presidente eleito aos repórteres na semana passada. Antes, como que decidido a realçar a condição de porta-voz de si mesmo, ele avisara pelo Twitter: “Anunciarei os nomes (dos ministros) em minhas redes. Qualquer informação além é mera especulação maldosa e sem credibilidade.”

Neste sábado, mantendo o ritmo regular de postagens, Bolsonaro voltou ao Twitter para realçar que sua Presidência será diferente das anteriores: “Minutos após a vitória nas eleições iniciamos uma intensa agenda com propostas para fazermos diferente de tudo que governos anteriores fizeram, desde planos para fomentar a economia, mas principalmente, resgatar a confiança do brasileiro e do estrangeiro em nosso Brasil.”

Num instante em que deputados e senadores começam a pôr em dúvida a disposição do tuiteiro de acabar com o toma-lá-dá-cá, foi como se Bolsonaro avisasse: “Não vem que não tem, tá Ok? Comigo será diferente.” Numa hora em que investidores hesitam em migrar do papelório para o investimento de risco, foi como se o capitão anunciasse: “Podem acreditar na plataforma ultraliberal do meu Posto Ipiranga porque eu vou manter isso daí. Comigo é capitalismo, não comunismo.”

Bolsonaro segue nas redes sociais e nos grupos de WhatsUp as pegadas de Donald Trump. A exemplo do seu ídolo norte-americano, o novo presidente brasileiro já sinalizou o desejo de tratar a mídia como algo irrelevante. Gruda na imprensa que o imprensa o selo de fake news  Aproveita-se da fragilidade da indústria da informação, sobretudo a impressa, com a circulação estagnada —ou em declínio.

Suprema ironia: na época em que o país estava submetido a três poderes efetivos –Exército, Marinha e Aeronáutica— costumava-se atribuir à imprensa importância capital na cruzada da resistência que levou à redemocratização. Ao ecoar as ruas na campanha das Diretas-já, jornais ajudaram a empurrar a farda de volta para os quartéis. Hoje, um capitão sente-se à vontade para pregar o fechamento de um jornal como a Folha, que puxou o coro. O último a adotar comportamento semelhante foi Fernando Collor. Sofreu impeachment.

A internet revelou-se uma extraordinária ferramenta. Bolsonaro, com o auxilio de Carlos, o filho que ele chama de “Zero Dois”, encontrou na web o seu caminho das pedras. Seria um desperdício fechar a vitrine eletrônica na fase pós-eleitoral. Mas a vitamina pode virar veneno se Bolsonaro não perceber que chegará o momento em que a plateia desejará ver em exposição algo além do lero-lero.

Tornou-se imperioso fechar o balcão que transformou o Congresso numa instituição meio entreposto, meio bordel. Entretanto, Bolsonaro precisa demonstrar que seus 28 anos de Câmara serviram para alguma coisa. Ou percebe que não se constrói uma base congressual distribuindo bordoadas nas redes sociais ou se arrisca a ser engolido pelo pedaço da oligarquia que sobreviveu ao tufão das urnas.

Em entrevista veiculada na edição mais recente de Veja, a repórter Ana Clara Costa perguntou a Renan Calheiros: As redes sociais mudaram o eixo da velha política? E a veneranda raposa do MDB, já de olho na Presidência do Senado: “Elas introduziram novos elementos, mas não se governa com mandatários virtuais. Por isso, é necessário que se tenha uma interlocução competente, que se construa uma convergência. Passada essa aridez da eleição, é preciso menos Twitter e menos palpite em Brasília e mais deputado e senador de carne e osso, que entendam a complexidade do processo.”

Está entendido que Bolsonaro fará do Planalto um puxadinho daquilo que passou a chamar, com enorme intimidade, de “minhas redes.” Faz muito bem. Entretanto, deveria esquecer Donald Trump. Os Estados Unidos oferecem melhores contrapontos. Harry Truman, por exemplo, deixou gravado na história um precioso ensinamento.

Presidente americano de uma época em que as pessoas, sem internet, tinham dificuldades para entender como funcionavam os palitos de fósforos, Harry Truman declarou o seguinte: “Há provavelmente 1 milhão de pessoas neste país que poderiam desempenhar melhor estas funções. Mas eu é que estou encarregado de executá-las, e o faço da melhor maneira que posso.”

Embora seu sobrenome sugira o contrário, Jair Messias Bolsonaro não é uma reedição do Salvador. Receberá a faixa das mãos de Michel Temer, derradeira herança de Dilma Rousseff. Temer não é senão uma evidência de que as mesmas redes sociais que elegem um presidente podem convocar o asfalto para derrubá-lo.

Até bem pouco, as ”redes” eram dominadas pelo PT. Se o destino de Dilma serviu para alguma coisa foi para mostrar o seguinte: poderosos que navegam no cristal líquido do computador ou do celular equilibrando-se apenas em cima da própria empáfia arriscam-se a confundir jacaré com tronco na hora do naufrágio.

A inovação que parte de dentro

Por:Janguiê Diniz(*)

Não é mais novidade para ninguém que vivemos uma sociedade digital. Os avanços tecnológicos das últimas décadas – principalmente dos anos 2000 para cá – mostraram a capacidade humana de criar, desenvolver novos produtos, processos e técnicas. Tudo isso nos trouxe à sociedade disruptiva que se apresenta atualmente. Essa nova realidade trouxe consigo um cenário muito mais competitivo às empresas, visto que o acesso à tecnologia está muito mais facilitado, o que torna as possibilidades de inovação maiores. E é justamente a inovação que torna as companhias mais competitivas.

Para que isso se concretize, não basta oferecer produtos ou serviços considerados disruptivos ou inovadores. É claro que eles são o principal atrativo do público para a empresa. Porém, além de ter uma imagem moderna e inovadora, a empresa precisa ter em seu interior uma mentalidade voltada para as transformações digitais que vêm ocorrendo. É preciso criar uma cultura digital, inovadora, disruptiva.

Colaboradores não devem mais se limitar à mera realização de suas tarefas diárias. É sempre bom, também, que passem a refletir sobre os processos que executam, a maneira como desenvolvem seu trabalho e a relação entre os esforços empreendidos e o resultado que se alcança. Pensando assim, é possível propor inovações, mudanças, melhorias internas. Essas alterações podem ser benéficas para os próprios funcionários, que passam a desempenhar suas funções de forma mais eficaz e até fácil.

Essas melhorias promovidas no ambiente interno da empresa podem acabar se refletindo na relação com o público: no atendimento, na prestação de serviço, ou mesmo nos produtos oferecidos. É importante que as empresas incentivem esse pensamento inovador entre seus colaboradores, pois são eles que têm real noção dos gargalos e entraves que ocorrem no dia a dia e podem propor soluções que melhorem seus trabalhos e, consequentemente, o ambiente laboral como um todo.

 

Três anos sem o Jaime Linz

Por Tércio Solano  – Jornalista – Recife-PE

Terça feira, três de novembro de 2015. Era uma madrugada tropical ainda escura e silenciosa. Nem os primeiros raios da aurora haviam  surgidos no horizonte, nem tampouco se ouvia o cantar das passaradas.

Naquele romper do dia, nos arredores de Parnaíba, um vento forte soprava  vindo do litoral, sacudindo estranhamente as plantas que envolviam o jardim em frente à casa do radialista Jaime Linz. Tudo levava a crer em prenúncio de algo anormal que estaria a ocorrer no início daquela manhazinha calma de primavera.

Eu, Tércio Solano, irmão de Jaime Linz, confesso-lhes em particular. Durante a noite anterior não dormi. Nesta agonia de espírito e material senti alguma coisa misteriosa anunciar um acontecimento desagradável.

De fato, aquele vento forte que murmurava parecendo um lamento, imitando um choro convulsivo, retratava um sinal de dor, de que ali, naquela casa havia alguém sentindo se mal. Na verdade, uma pessoa estava prestes a partir de um mal súbito.

Tratava-se de Jaime Linz Solano Lopes.

Naquela madrugada, cheguei á conclusão, de que humanamente falando, a vida é tanto quanto um sopro ao apagar de uma vela quando exposta à brisa.

Assim, a voz inconfundível do comunicador do rádio parnaibano, paralisava para sempre. Uma pena. Sua capacidade de falar, de expressar-se chegava ao fim dessa existência aqui na terra. Era um adeus final. Jaime Linz, como era conhecido pelos ouvintes que o personificavam. Numa das dependências de sua casa, no silêncio daquele alvorecer, cruzava os braços e serenamente expirava. Despedia –se de todos, dos amigos, dos seus familiares.

Jaime Linz, pertenceu às primeiras gerações de seletos radialistas parnaibanos, iniciando sua carreira, em 1963. Quando a sua voz através das radiações de ondas curtas e médias da PRJ4ZY7-Rádio Educadora de Parnaíba chegava a nossa plaga. A partir dali, Jaime Linz persuadia –se e vaticinava sua profissão, vindo ao ar, pela primeira vez  no dia 23 de setembro de 1963, tendo vivido entre grandes nomes da radiofonia piauiense a exemplo de: Nelson Chaves, a que lhe deu todo apoio, Nelsinho Filho, Fonseca Mendes, Rocha e Silva, Oliveira Júnior, Murilo Ferreira, J.Gomes Genes Rocha, Lopes Martins, José Augusto, Rubem Freitas, dentre outros como Luiz de França no comando. Por isso, o profissionalismo de Jaime Linz, tornou-se uma página na radiofonia piauiense.

Sua grande contribuição no rádio, centralizava-se no rico acervo discográfico da velha guarda, que o caracterizou de “Jaime Linz O Comunicador da Saudade”.

Ainda adolescente iniciou a carreira, em serviços de alto falante de bairros, em Parnaíba. Em seguida, passou a falar nos estúdios de emissoras de rádio. Só para recordar alguns programa de Jaime Linz, de grande audiência: “Show Musical  da Semana”, uma promoção do creme dental Kolinos, pela Educadora em 1968,  Bazar da Alegria Educadora, 1969, depois veio outro excelentes Programas como “ O Cantinho do Waldcik, criado por ele, e com a ideia do próprio cantor Waldick Soriano,  além de “Recordar é Viver, Noite de Saudade e tantos outros programas nostálgicos. Se um dia por ventura, o livro da biografia de Jaime Linz, intitulado “JAIME LINZ O COMUNICADOR DA SAUDADE, for lançado, todos terão a oportunidade de ler a vida desse profissional.

A obra que tem 280 páginas, está concluída, e tem  a participação de alguns parnaibanos  que contribuíram com o prefácio e dedicatórias ao Jaime Linz.

O livro em si, é assaz acessível ao leitor, não somente pela clareza  simples da linguagem literária, mas  pelo fato de ser um trabalho que não exigiu filologia, porém um registro da experiência vivida pelo radialista parnaibano Jaime Linz.

Fonte:a24horas

PT vira um partido do Nordeste

Por:Zózimo Tavares

A eleição presidencial deste ano reduziu o PT a um partido do Nordeste. O candidato da sigla à presidência da República, Fernando Haddad, ganhou com folga apenas nos nove Estados da região. Em mais dois, Pará e Tocantins, venceu com diferença apertada.

No total, o candidato petista ganhou em 11 Estados, enquanto o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi vitorioso em 15 Estados, mais o Distrito Federal. Em Brasília, o placar foi de 63% a 37%.

O resultado final da eleição de ontem foi de 55,13% para Bolsonaro, contra 44,87% para Fernando Haddad.

Piauí dá maior vitória ao PT

Proporcionalmente, o Piauí foi o Estado que lhe deu a maior votação ao PT no segundo turno, com 77% dos votos apurados, contra 23% de Bolsonaro.

No primeiro turno, o Piauí foi também o Estado mais petista, com 63,4% dos votos para Haddad, contra 18,7% de Bolsonaro.

O governador Wellington Dias não desmontou o palanque do primeiro turno e conseguiu ampliar a vantagem do candidato do PT no Estado.

Votação no Nordeste

Nos demais Estados do Nordeste, a votação da presidente ficou assim: 

Alagoas: Haddad – 60%, Bolsonaro – 39%;  

Bahia: Haddad – 72%, Bolsonaro – 28%;

Ceará: Haddad – 71%, Bolsonaro – 29%;

Maranhão: Haddad – 72%, Bolsonaro – 27%;

Paraíba: Haddad – 65%, Bolsonaro, 35%;

Pernambuco: Haddad: 66%, Bolsonaro, 33%;

Rio Grande do Norte: Haddad – 63%, Bolsonaro, 36%;

Sergipe: Haddad – 67%, Bolsonaro – 32%

O candidato do PT ganhou em um Estado do Norte, o Pará, com 55% dos votos, contra 45% de Bolsonaro. O outro Estado no qual Haddad saiu-se vitorioso foi o Tocantins, com 51% dos votos, contra 49% de Bolsonaro.

PT perde antigos redutos

Em São Paulo, o seu berço e sua principal base, o PT perdeu feio. Haddad obteve 32% dos votos, contra 68% de Bolsonaro.

Os petistas sofreram derrotas fragorosas ainda em Minas (58% a 41%) e Santa Catarina (76% a 24%).

O Estado que deu a maior vitória, proporcionalmente, para Bolsonaro foi o Acre, antigo e tradicional reduto do Partido dos Trabalhadores. Lá, Haddad conseguiu ontem apenas 23% dos votos, contra 77% de Bolsonaro.

Fuga para os grotões

Com a chegada ao poder, em 2002, na primeira eleição de Lula, aos poucos o PT foi perdendo força eleitoral nas metrópoles, que eram sua base.

Os tradicionais eleitores do partido se desgarraram dele, nessas regiões, em função de alianças, concessões e outras atitudes petistas que os contrariaram.

O PT recompôs essas baixas investindo politicamente nos chamados grotões, as regiões mais pobres do país.  

No Nordeste, uma dessas áreas, o partido se fez forte com as políticas de inclusão social, especialmente com o Bolsa Família, que se transformou no maior cabo eleitoral dos petistas na região.

A eleição de ontem passa a gestão do programa às mãos de um populista de direita, Jair Bolsonaro, que terá em mãos todas as armas para invadir e destroçar os últimos redutos do PT nas próximas eleições.

Um amor chamado docência

Por:Janguiê Diniz (*)

O professor é uma das profissões mais antigas e mais importantes pelo seu papel na formação de crianças, jovens e adultos. Ser professor é estar no meio. Professor é aquele que ensina, que transmite conhecimento, é essencial para a formação do ser humano. Professores são mestres que levamos pela vida afora. Ser professor é viver o seu tempo com sensibilidade e consciência. É saber lidar com as diferenças, ter flexibilidade e ajudar o seu aluno a refletir. É ser um difusor do saber. 

A origem da data está em 15 de outubro de 1827, quando o Imperador D. Pedro I instituiu um decreto que criou o Ensino Elementar no Brasil, com a criação das escolas de primeiras letras em todos os vilarejos e cidades do país. Este decreto também estabeleceu a regulamentação dos conteúdos a serem ministrados e as condições trabalhistas dos professores.

Ser professor é ensinar e educar, mas também aprender com seus alunos e constantemente renovar suas aprendizagens. É passar horas planejando, revendo, estudando, para preparar apenas alguns minutos de aula. Ser professor é dar tudo todos os dias, pedindo apenas em retorno o sucesso daqueles que arduamente prepara para o futuro. É indicar caminhos e deixar que seus alunos optem pelos que mais lhes convêm.

A humanidade precisa de educadores que possibilitem transformar as informações em conhecimento e em consciência crítica, para formar cidadãos sensíveis e que busquem um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. Infelizmente, apesar da importância, os professores ainda não têm a valorização que merecem em nosso país. A grande maioria entra em salas de aula com estruturas precárias e tem salários baixos. A forma com que se trata o professor é um dos primeiros problemas que hoje enfrentamos para atrair alguém para dar aula no Brasil.

O Plano Nacional de Educação (PNE) dedica quatro de suas 20 metas aos professores: prevê formação inicial, formação continuada, valorização do profissional e plano de carreira. Para que se tenha uma dimensão do trabalho que o país tem pela frente, de acordo com o Censo da Escolar de 2015, dos 494 mil docentes que trabalham no ensino médio, 228 mil (46,3%) atuam em pelo menos uma disciplina que não têm formação.

Durante a minha trajetória acadêmica, aprendi que o professor tem um poder que nenhum outro profissional tem: o professor pode mudar uma vida. Entendendo, que uma sociedade desenvolvida, é uma sociedade esclarecida e o esclarecimento vem, principalmente, através dos professores. Para tal, é preciso, em primeiro lugar, a valorização desses profissionais.  A decisão sobre como devem ser formados os novos profissionais impacta no projeto educacional de qualquer nação.

Rui Barbosa, em uma de suas citações, disse aos professores:  “Se és capaz de aceitar teus alunos como são, com suas diferentes realidades sociais, humanas e culturais; se os levas a superar as dificuldades, limitações ou fracassos, sem humilhações, sem inúteis frustrações; se os levas a refletir mais do que decorar; se te emocionas com a visão de tantas criaturas que de ti dependem para desabrochar em consciência, criatividade, liberdade e responsabilidade, então podes dizer: sou mestre!”.

Precisamos dar melhores condições aos nossos professores, essa é uma forma de dizermos “Obrigado!” pelos esforços, pela paciência e por terem sido e serem tão importantes na nossa formação. Obrigado por nos fazerem repensar o nosso lugar no mundo e a importância do nosso modo de estar no mundo. 

(*)anguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito –Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional 

Inferno de Temer, Padilha e Moreira começa à zero hora do dia 1º de janeiro

Michel Temer, Moreira Franco e Eliseu Padilha (A animação dos três cúmplices palacianos é contagiante…)

Jorge Béja

Todos eles, Temer, Moreira Franco e Padilha (e outros mais) estão com os dias contados. À meia-noite do dia 31 de dezembro de 2018 (ou zero hora do dia 1º de janeiro de 2019) o trio perde os cargos que ainda ocupam e, como consequência, perde esse asqueroso foro chamado de privilegiado (nos Estados Unidos, Nixon enfrentou um juiz federal de primeira instância e foi o bastante). E daí em diante, todos já estarão nos infernos dos juízes de primeira instância (o Dr. Moro, o Dr. Bretas, o Dr. Vallisney, entre outros), como estamos sujeitos todos nós, pessoas de bem e cidadãos brasileiros que não cometemos crime algum e nem somos denunciados, nem investigados.

Denúncias e processos que contra eles tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e que se encontram suspensos, voltam a tramitar a ter andamento, automaticamente. Não, no STF. E sim, nas instâncias de primeiro grau, para onde os processos são enviados por “declinação de competência”, como denominam os Códigos de Processo Civil e Processo Penal.

O tempo é exato. É inclemente. Não admite retardo, delongas, nem arranjos. À zero hora do dia 1º de janeiro de 2019, Temer não é mais presidente da República. E o cargo nem pode ser esticado, nem pode sofrer um “puxadinho” até o instante da posse do novo presidente, que geralmente acontece na parte da manhã ou da tarde do dia 1º de janeiro, conforme determina a Constituição Federal de 1988 (artigo 82).

ENGANAÇÃO – Daí se conclui que aquela cerimônia pomposa da transmissão da faixa presidencial, Hino Nacional, Cavalaria dos Dragões da Independência etc., etc., é uma ficção, uma enganação. É festa de mentirinha. Idem a transmissão do cargo. Temer já não poderá entregar o símbolo do poder que o tempo dele despiu (a faixa presidencial). Nem transmitir um cargo que não mais detém (o de presidente da República). Por incrível que pareça e talvez sem querer e sem saber, acertou o presidente João Baptista Figueiredo, que não compareceu à cerimônia de posse de Sarney.

Sim, sabemos que Figueiredo não foi por motivo de irritação, de malcriação, digamos assim. Mas Figueiredo agiu certo, porque não poderia dar e transmitir o que já não detinha mais: cargo e faixa. É uma encenação enganosa que o povo brasileiro assiste há décadas e décadas. E sendo a faixa centenária, então que o povo assiste há um século, pelo menos.

HORAS DE VACÂNCIA – Desde o final do último minuto do mandato presidencial até o momento da posse do novo presidente eleito – e isso sempre acontece e é sempre assim –, o cargo de presidente da República fica vacante. O país fica acéfalo, sem presidente, pelo menos por umas 10 a 13 horas. Ou mais, até. E nem os substitutos do presidente que a Constituição indica (o vice, o presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o presidente do Supremo Tribunal Federal) podem assumir naquele espaço de tempo.

Isto porque a assunção deles, nesta ordem sucessória, só ocorre em caso de impedimento do Presidente e do Vice, ou de vacância. Mas esta vacância prevista no artigo 80 da Constituição Federal (CF)  não é aquela vacância que ocorre no intervalo que vai da zero hora do dia 1º de janeiro até o momento da posse do novo presidente. Ou seja, entre a saída (despojamento) de um e a entrada (empossamento) do outro.

A vacância de que trata a CF é aquela que demanda nova eleição para a escolha do novo presidente (artigo 81, parágrafos 1º e 2º da CF), o que não será o caso do próximo 31 de dezembro de 2018 e 1º de janeiro de 2019 e nem foram em todas cerimônias da passagem de poder registrados pela História. Nada tem a ver uma coisa com a outra. São situação distintas e opostas.

EMBAIXADOR? – Dizem que Temer almeja do novo presidente um posto de embaixador para continuar com o execrável foro privilegiado no STF. Não pode. E nem vai conseguir. Aliás, outra mazela da administração pública brasileira reside na designação de embaixadores no exterior de brasileiros estranhos e fora dos quadros da carreira diplomática privativa do Itamarati. Em que artigo da CF está escrito que o presidente da República tem poder e legitimidade para indicar gente fora da carreira diplomática para ser embaixador? Embaixador é cargo de carreira. É o ápice da diplomacia.

O artigo 52, inciso IV da CF, ao atribuir ao Senado a prerrogativa de aprovar, por voto secreto, após arguição secreta, a escolha dos chefes de missões diplomáticas de caráter permanente, refere-se, ante a ausência de norma constitucional diversa, que são eles, os chefes de missões diplomáticas no exterior, diplomatas de carreira e não “improvisados de carreira”, “oportunistas de carreira”, concebidamente “designados” para manter o foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal.

FICHA LIMPA – Além do mais, para ser embaixador, ou um simplório funcionário de embaixadas ou consulados brasileiros, a pessoa precisa ser ficha limpa. Ter bons antecedentes. Não estar denunciado pela prática de crime algum. Ou seja, ser um cidadão brasileiro (ou estrangeiro) limpo, sem mácula, condição que Temer, Moreira e Padilha não preenchem. Pelo menos até prova em contrário.

Habemus Legem. Temos lei a respeito. É a lei nº 11.440, de 29.12.2006, que exige passado probo para quem for trabalhar nas repartições diplomáticas do Brasil do exterior, sejam brasileiros ou estrangeiros do próprio país sede da representação. Ora, se os funcionários de escalões inferiores precisam ter ficha corrida limpa, por que não haverá de ter o senhor Embaixador? a senhora Embaixadora? o senhor Cônsul? a senhora Cônsul?

Lula está na cadeia. Cabral, Cunha, Pallocci e outros figurões da corrupta administração que vai embora neste final de ano, estão também atrás das grades. Temer, Padilha e Moreira, a partir da Zero Hora do dia 1º de Janeiro de 2019, eles entram na fila. Eles e muitos outros mais. E a prisão preventiva deles não será surpresa, não é mesmo, Doutores Moro, Bretas, Vallisney…?

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Somente um jurista do porte de Jorge Béja para fazer, em poucas linhas, um ensaio tão profundo sobre vários temas, inclusive a vacância do cargo de presidente da República por várias horas, no dia 1 º de janeiro, possibilidade que nos Estados Unidos não se concretiza “nem a pau, Juvenal”, como diz Ciro Gomes. Belíssimo Artigo. Esta vacância do cargo é concreta e jamais foi mencionada por nenhum autor, antes de Béja(C.N.)

O medo de trocar os dentes de leite.

 

  • *Pádua Marques

Esse medo todo mundo que foi criança teve um dia. Porque num belo dia, às vezes sem se dar conta e por um descuido de nada, lá vão embora nossos dentes de leite. Aqueles dentes que são a graça pra nossas mães, tias velhas e madrinhas. Aqueles dentes de leite que nos dizem que somos amados e queridos por todos. E já que todo mundo um dia foi criança, assim, perder os dentes de leite é um trauma e tanto.

Minha mãe tinha a paciência que têm as professoras do Roland Jacob. Quando um de nós amolecia e sentia que estava prestes a trocar os dentes de leite, ela chamava pra bem perto e com firmeza nos dedos fura bolo e cata piolho avaliava se haveria de ser ali e agora. Nem adiantava correr e espernear. Era coisa rápida, igual cair de rede.

Antes, corria lá na gaveta da máquina Singer atrás de um pedaço de linha de costura, cercava, laçava o dente e num piscar de olho lá estava ele na sua mão. Nem dava tempo de chorar, espernear, de ouvir o grito. E se chorasse era logo pra engolir o choro e ir lavar a boca com água de sal, que os entendidos chamam hoje de soro fisiológico. Nalgumas vezes nem precisava de linha. Era puxar pra frente e vir com ele entre os dedos.

Todas as crianças passaram ou vão passar por este momento, o de arrancar os dentes de leite. É um trauma que acaba logo. Logo depois a gente está é achando graça, rindo, mostrando pra todo mundo a língua entre os dentes, recebendo apelidos. E no meu tempo havia uma cerimônia, um ritual de jogar o dente em cima da casa e dizer, Sansão, Sansão, pega teu dente podre e me dá o meu são!

Meu irmão Zezinho, lembro como se fosse hoje, perdeu os dentes de leite numa peraltice de minha irmã Conceição e de uma colega, a Zeli, sobrinha do relojoeiro Elias Arruda. Nós fomos passear de bicicleta e ele caiu ali na praça Santo Antonio, próximo onde hoje é o Centro Cívico. Nós voltando pra casa todos desconfiados e minha mãe querendo saber o que havia ocorrido, onde estavam os dentes dele.

Mas tem dessas coisas em perder os dentes de leite. Umas crianças perdem os seus quando caem de árvores, de muros, brinquedos dentre de casa, na rua ou na escola. E esse horror de perder uma parte da gente de início é imenso. Ás vezes dá choro. Outras vezes admiração e depois risadas. O certo é que perder os dentes é uma época de nossas vidas, temos que passar por isso. Sinal de mudanças e de que estamos crescendo.

E este medo de perder os dentes é o medo que nos está dominando a todos os brasileiros neste exato momento importante da vida política com as eleições de domingo. Nossa criança democracia, baseada na Constituição de 1988 está trocando os dentes. Se os dentes políticos que vão nascer no lugar dos de leite serão feios ou bonitos só o tempo e as circunstâncias vão nos dizer. *Pádua Marques é jornalista e escritor. Membro da APAL e do IHGGP. 

Supremo faz campanha para Bolsonaro

Por: Zózimo Tavares

A campanha presidencial prometia chegar à sua reta final, no segundo turno, sem novidades. Mas eis que o Supremo Tribunal Federal, pelas vozes de seus ministros mais loquazes, decide entrar no jogo e fazer-se protagonista da cena politica.

O Supremo entrou no jogo quando viu seus ministros mais verborrágicos reagirem com furor e autoridade às abobalhadas declarações de um filho do líder nas pesquisas de intenção de voto, deputado federal Jair Bolsonaro (PSL).

Eduardo Bolsonaro, aquinhoado com o mandato de deputado federal por São Paulo com a maior votação do país, se meteu a fazer gracinhas com o Supremo e desagradou em cheio os melindrosos ministros da Suprema Corte, que o levaram a sério.

O deputado disse que, para fechar o Supremo, não é necessário nem um jipe, mas apenas um cabo e um soldado. Foi há quatro meses, em resposta a uma pergunta igualmente sem pé nem cabeça.

A resposta do deputado, gravada em vídeo, corre agora pelas redes sociais com a aura de um perigoso sinal de golpe à vista. Mas, como se diz no popular, não passa de um café requentado. E fraco!

Diante, porém, do mal-estar criado no STF, o candidato a presidente pelo PSL se viu forçado a desautorizar a fala de seu pimpolho. Bolsonaro  afirmou que repreendeu o filho pelo “absurdo” da declaração. O candidato disse também que o seu garoto até já se desculpou.

O coro dos descontentes

Muito bem! O barulho que o Supremo faz em cima da declaração do deputado Bobonaro, o filho, é algo inacreditável.

O decano Celso de Mello, inquietou-se dentro da toga e classificou a afirmação como “inconsequente e golpista”.

O ministro Gilmar Mendes puxou o facão e disse que nem a ditadura conseguiu fechar o Supremo.

Já o novel ministro Alexandre de Moraes propôs a abertura de um processo contra o afoito parlamentar, para ele aprender a respeitar as caras.

Calou por quê?

Não faz muito tempo, o ex-presidente Lula afirmou que a Suprema Corte estava acovardada. O Supremo calou.

Não faz muito tempo também que o  deputado petista Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ, disse que o STF deve ser fechado. O Supremo calou.

Agora há pouco, também, o ex-ministro José Dirceu, condenado a mais de 30 anos de cadeia, afirmou que o PT deve voltar ao poder para retirar os poderes do Supremo. O STF também calou.

Mas seus ministros vêm dar uma de valentes agora, com a declaração estapafúrdia e infantil de um filho de Bolsonaro, que já recebeu puxão de orelha do pai pelas besteiras que disse.

Com essa reação descabida, o Supremo acaba  fazendo campanha para Jair Bolsonaro, pois se há uma instituição hoje no país que não desfruta de largo prestígio popular, essa instituição é o Supremo.