GERARDO CEARENSE: UM HOMEM BOM

Antônio Gallas*

Mais um intelectual parnaibano estará tomando assento a uma das cadeiras da Academia Parnaibana de Letras.  Desta feita será o escritor e empresário Valdeci Cavalcante que a ocupará a cadeira de número 39 e que tem como patrono o senhor Gerardo Ponte Cavalcante, pai do neoacadêmico.  A posse de Valdeci Cavalcante será nesta sexta-feira 13 de abril.

A escolha do nome de Gerardo Ponte Cavalcante para ser o patrono de uma das cadeiras da Academia Parnaibana de Letras, nós, membros da APAL estamos, além da homenagem, fazendo um ato de justiça a um cidadão que, embora não sendo parnaibano, amou esta terra tanto quanto um dos seus filhos e deixou um legado de trabalho, de justiça e de fraternidade.

Fui abordado por uma certa pessoa que perguntou-me se o senhor Gerardo havia pertencido a APAL e qual a obra literária escrita por ele.

É bom que se esclareça que os patronos das cadeiras das Academias não têm necessariamente que ser escritores ou que já tenham pertencido a Academia, mas a escolha pode ser feita  a qualquer personalidade do  mundo,  do país, do estado ou  do município,  e que com o seu trabalho  tenha  contribuído para a cultura, para a educação, enfim, para o desenvolvimento da sua cidade e que já tenha falecido.

Nada mais justo do que imortalizar o nome de um cidadão de bem em uma cadeira que terá como o primeiro ocupante o seu próprio filho.

Sobre o senhor “Gerardo Cearense” publiquei na edição de número 3914 do Jornal Norte do Piauí  em outubro de 2010, uma crônica que foi lida na missa de sétimo dia após seu falecimento e que transcrevo a seguir

“Dizem que devemos oferecer flores para as pessoas vivas, porque para os  mortos,  elas não têm qualquer valor.  Em outras palavras isto quer dizer que se quisermos homenagear alguém,  que o façamos com a pessoa  em vida. Entretanto, existem pessoas que pela sua maneira de ser, pelo seu trabalho numa comunidade, pelo seu exemplo de vida, merecem ser homenageadas não apenas durante sua vida terrena, mas, também, após esta.

 Gerardo Ponte Cavalcante, ou Gerardo Cearense como era conhecido na intimidade era uma dessas pessoas.   

Conheci-o tão logo chequei em Parnaíba, no escritório do jornalista Batista Leão, no prédio onde à época funcionava a Rádio Educadora de Parnaíba. Anos depois, tive o prazer e a honra de ter sido seu vizinho na Rua Caramuru, no bairro Pindorama, onde acompanhei de perto o seu trabalho diuturno em ajudar aquelas pessoas menos favorecidas pela sorte e que o procuravam em busca de um auxilio material e às vezes até mesmo espiritual.

Seu Gerardo onde quer que chegasse irradiava alegria! Tinha sempre um sorriso largo, um abraço fraterno e uma palavra amiga. Não media esforços nem colocava dificuldades para socorrer aqueles que solicitavam sua ajuda na certeza de que seus  problemas  teriam uma  solução.

Para o seu Gerardo, não importava a hora. Fosse manhã tarde, noite ou madrugada, Gerardo Cearense estava sempre solícito e alegre para receber e ajudar todos quantos necessitasse dos seus préstimos, e por  essa  razão para poder trabalhar ainda mais  pelo povo  pobre do seu  bairro, pelo  povo da Parnaíba, candidatou-se e foi eleito vereador  por  sete vezes, chegando a ser inclusive presidente da Câmara Municipal e prefeito de Parnaíba na ausência do titular Francisco de Assis de Moraes Souza, o Mão Santa.  Dois cargos muito importantes na vida de um homem público: o cargo mais alto do poder legislativo – presidente e o de primeiro mandatário da mais importante cidade do Piauí, depois da capital.

Hoje aqui na terá estamos tristes, lembrando aquele que foi um bom amigo, um bom pai de família, um bom compadre, um bom padrinho, um bom homem público ( sério nas  suas ações e acima de tudo honesto).  Hoje, repito, aqui na terra estamos tristes, lembrando Gerardo  Cearense, mas lá  no céu, na glória  do  Pai Celeste, seus amigos, companheiros, compadres e afilhados  que já  se  foram  estão em festa porque sabem que mesmo lá do Céu seu Gerardo vai continuar ajudando  as  pessoas  aqui  na  terra.

Como foi dito no início desta crônica, “as pessoas merecem homenagens enquanto vivas” e assim o fez Dr. Valdeci Cavalcante dando o nome de seu pai ao Centro Comercial Gerardo Ponte Cavalcante – o “Shopping Delta (atualmente Hotel Delta);  ainda no início desta crônica eu dissera que existem pessoas que também merecem homenagens após a sua morte. Desta forma, espera-se que o Poder Publico de Parnaíba perpetue o seu nome em algum logradouro público da cidade, quer seja uma  praça, rua ou avenida, a fim de  que, as  gerações futuras  conheçam aqueles que trabalharam  pelo engrandecimento de  Parnaíba e que, entre eles, está um  que  só fez  o  BEM em  toda  sua vida – GERARDO PONTE CAVALCANTE – GERARDO  CEARENSE ”.

O Maranhão anda nadando em dinheiro!

Pádua Marques(*)

Já atravessei a ponte do Jandira uma pá de vezes desde que estou no Piauí. Já me embrenhei outras tantas vezes neste pedaço de fronteira aqui entre Parnaíba no Piauí e o Maranhão, Araioses, Tutoia, Água Doce, Magalhães de Almeida, Brejo e São Bernardo, somente pra dar nome a algumas cidades. E o pouco que vi dá pra imaginar o que a gente vai encontrar mais lá pra dentro se tiver coragem de entrar.

Agora em fevereiro li matéria publicada em portais e blogs onde o secretário de educação da terra de Sarney, do reggae e do babaçu, se gabava de que o professor no Maranhão tem o mais alto salário do Brasil. Isso pra um estado miserável, sem indústrias ou outras atividades que gerem impostos. O governador metido a comunista Flávio Dino, aproveitando a folia do carnaval aumentou no dia 27 daquele mês o salário para R$5.750 pra um professor de 40 horas semanais.

No caso daquele professor em início de carreira e com 20 horas semanais a baba é de R$2.875. Desde 2015, tão logo colocou os dois pés dentro do Palácio dos Leões, Dino deu aumento salarial pra categoria dos professores na base de mais de 30%. Quem disse se gabando e estufando o peito foi o secretário Felipe Camarão. Dizendo assim ninguém acredita, mas ao que parece o Maranhão anda nadando em dinheiro.

Qualquer pessoa que não esteja com febre e ainda seja bom da cabeça percebe que alguma coisa está errada. Muita esmola pra pouco milagre, como se dizia nos bons tempos de dona Onorata, lá no bairro de Fátima. Onde é que pode uma coisa dessas? Um Maranhão pobre, atrasado, hostil, com sua gente necessitando de um tudo, mas generoso com seus políticos seculares e as suas famílias tradicionais.

O Maranhão de famílias dessas que têm brasão na parede e tudo o mais, enriquecidas com o dinheiro público ou explorando sua população miserável e analfabeta, pagando salário de alto executivo a professor pra depois, passados dois, três meses não poder mais cumprir a folha.

O Maranhão tem uma pobreza e um atraso que derrubam feito catapora ou caxumba, melhor dizendo, a papeira, em casa de pobre que tem muito menino. Uma pobreza e um atraso que contaminam a região fronteira com o Piauí. Porque enquanto se paga mais de cinco mil reais pra um professor de quarenta horas semanais se embrenhar no mato, os hospitais de Parnaíba vivem cheios, atulhados de gente da terra do comunista por correspondência Flávio Dino.

Eu tenho muitos amigos e conhecidos que vivem na chamada semana corrida ou aos finais de semana saindo de Parnaíba pra o interior do Maranhão levados por este canto de sereia chamado de melhor salário do Brasil. Não é apenas estadual. Muitas prefeituras também pagam salários a peso de ouro. É fácil imaginar a qualidade das instalações e as condições de trabalho que um professor, depois de passar em média quatro anos com a bunda sentada numa cadeira, formado em pedagogia, letras, filosofia, enfermagem, nutrição, fisioterapia e direito vai encontrar de Maranhão adentro.

É fácil imaginar a situação de um professor em início de carreira, saído da Parnaíba, doido pra ter um carrinho ou uma motocicleta, tendo que se sujeitar a percorrer distâncias enormes pra dar aula naquele fim de mundo. Correndo feito maluco e tendo que gastar mais da metade dos cinco mil reais somente com combustível, hospedagem, roupas, calçados, alimentação entre outros, pra chegar numa sala de aula em lugares distantes, mal localizados e pouca clientela estudantil.

Toda sorte de dificuldades. Escolas improvisadas em casas de taipa, casas cobertas com palhas de babaçu e falta de transporte de qualidade. Enquanto isso outros setores produtivos vão sendo esquecidos ou colocados de lado. Estradas, pontes, rede elétrica, abastecimento de água, hospitais, delegacias, esses equipamentos que geram a curto prazo conforto à população. E ainda há quem diga que a situação está melhorando pra justificar uma medida dessas!

(*)Pádua Marques é jornalista e escritor ( Da Academia Parnaibana de Letras)

A luta de Ciro com o PT e a própria língua, para representar a esquerda

Charge do Cláudio (Arquivo Google)

Bernardo Mello Franco

O noticiário registrou a presença de três presidenciáveis no último palanque de Lula. Os petistas registraram uma ausência: a de Ciro Gomes, pré-candidato do PDT. Enquanto Guilherme Boulos, Manuela Dávila e Fernando Haddad apareciam na foto com o ex-presidente, Ciro dava palestras nos Estados Unidos. De lá, ele declarou que não é “puxadinho do PT”.

A frase irritou os lulistas que se aglomeravam no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. “Agora o Ciro rompeu qualquer ponte com a nossa base social”, sentencia o senador Lindbergh Farias.

SEM ALIANÇA? – O petista diz que a atitude do ex-ministro inviabiliza uma aliança para a eleição de outubro, algo em que o próprio Ciro parece nunca ter acreditado.

Na terceira corrida ao Planalto, o pedetista precisará dos órfãos de Lula para se tornar um candidato viável. Hoje ele atrai parte desses eleitores por inércia. Na ausência do ex-presidente, passa de 6% para 10% das intenções de voto, segundo pesquisa do Datafolha no fim de janeiro.

Apesar de ter sido ministro no governo Lula, Ciro não tem esperança de se tornar o candidato oficial do lulismo. “A natureza do PT, assim como do escorpião, é afundar sozinho”, ironizou, em fevereiro. Desde então, ele alterna declarações agressivas e simpáticas à sigla.

AMARGURA E AFLIÇÃO – Na segunda-feira, o ex-ministro disse sentir “amargura e aflição” com a prisão do ex-presidente. Ao mesmo tempo, rechaçou o discurso, repetido pelos petistas, de que ele seria um “preso político”.

“O PT sempre foi assim. A gente só serve para apoiar, nunca para ser apoiado”, reclama o presidente do PDT, Carlos Lupi. Ele acusa os petistas de semearem “intrigas” para não abrir mão da cabeça de chapa.

SAPO BARBUDO – Lupi lembra que essas desavenças vêm de longe. Em 1989, Lula e Brizola trocaram provocações ao longo de toda a campanha. O ex-governador chegou a apelidar o petista de “sapo barbudo”. No fim, a rivalidade ficou para trás e os dois se uniram contra Fernando Collor.

Enquanto o PT não escolhe um candidato, Ciro roda o país sozinho, com um discurso duro contra as reformas de Temer, as privatizações e a desnacionalização da economia. Se não tropeçar na própria língua, ele tem chance de virar a opção à esquerda no segundo turno. (Tribuna da Internet)

Wellington Dias: Carpideira do PT

José Olímpio Leite de Castro*

Imperdoável o descaso do governador Wellington Dias (PT) com os milhares de piauienses pobres que moram em áreas ribeirinhas e correm o risco de terem suas casas inundadas pelas águas do rio Parnaíba.

Foi preciso que a oposição botasse a boca no trombone para que Sua Excelência deixasse Curitiba, a capital do Paraná, onde o ex-presidente Lula se encontra preso na Polícia Federal, acusado de corrupção.

Preocupados com a repercussão negativa do descaso do governador em relação às ameaças de cheias do rios Paranaíba e Poti, os assessores carnaqueanos o convenceram a abandonar o papel de carpideira do PT e programaram uma visita de Sua Excelência às áreas de riscos.

Em maio de 2009, o município piauiense de Cocal da Estação, com 30 mil habitantes, foi atingido pelo rompimento da Barragem de Algodões I, causando 9 mortes e a destruição de propriedades e rebanhos.

O CREA informou na época que os problemas que causaram o rompimento da barragem foram constatados ainda em 1997. O governo, mesmo alertado, não fez as obras de engenharia necessárias para evitar a tragédia.

A população foi retirada às pressas da área, mas logo depois a diretora da Emgerpi, falando em nome do governador Wellington Dias, determinou que todas as famílias voltassem para suas casas, garantindo que não havia risco, apesar do alerta de um oficial do Corpo de Bombeiros de que a parede da barragem poderia romper a qualquer momento, o que infelizmente aconteceu.

Por conta dessa malfadada ordem, Sua Excelência responde a processo no Supremo Tribunal Federal, mas pelo visto a tragédia de Cocal da Estação não serviu de lição. Poucos são os reservatórios do Piauí que passaram por vistorias.

Em meio a previsões de fortes chuvas, chegam notícias do interior dando conta do risco de rompimento de barragens e açudes. Lamentável e condenável essa postura irresponsável do governo estadual.

Lula trocou a velha pose de mito pela de mártir

*Josias de Souza

Na véspera de sua prisão, Lula adotou uma pose diferente. Trocou a estampa de mito pela de mártir. A inauguração desse figurino remodelado ocorreu na noite desta quinta-feira, horas depois da decretação da prisão de Lula.

O condenado percorreu cerca de 15 metros de devotos chorosos. Acalmou-os. Distribuiu beijos e afagos. A nova pose veio à luz defronte do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, berço político de Lula. E foi exposta na incubadora do Facebook.

A caminho de se tornar mais um político preso, Lula se autoproclama um “preso político”. Nas próximas horas, trocará todos os seus títulos —retirante, operário, sindicalista, líder partidário, presidente da República e levantador de postes— por uma única designação: vítima.

Ninguém disse ainda, talvez por pena. Mas o comportamento de Lula revela o modo de fazer política de um líder politicamente esgotado. Se a hospedagem compulsória no cárcere especial da Polícia Federal de Curitiba revela alguma é o seguinte: esse tipo de marquetagem exauriu-se.

Lula terá de se reinventar. Talvez não fique trancafiado por muito tempo. Logo, logo o enviarão para o conforto da prisão domiciliar. Mas enquanto estiver na câmara de descompressão de Curitiba, é possível que Lula receba a visita de um desconhecido: o ocaso.

No isolamento do xilindró especial, o ocaso dirá a Lula: “Atenção, você já não está no pedestal. Aqui embaixo, você acha que é uma coisa. Mas seu prontuário informa que você já virou outra coisa.”

Deu no blog “O Antagonista”:”Fascistas são as senhoras suas mães, petistas”

Quem incitou militares a dar golpe e evitar o impeachment de Dilma Rousseff foi o PT.

Quem tentou calar a imprensa livre e independente foi o PT, através de um “Conselho Nacional de Jornalismo”.

Quem perseguiu jornalistas por meio de blogs sujos foi o PT.

Quem criou conselhos para tentar controlar a magistratura independente foi o PT.

Quem roubou dinheiro público para pagar mensalão a parlamentares foi o PT (aperfeiçoando e nacionalizando a tecnologia tucana em Minas Gerais).

Quem criou um falso dossiê para melar a eleição em São Paulo foram os aloprados do PT.

Quem protagonizou o maior escândalo de corrupção da história do mundo foi o PT, com a cumplicidade de PMDB, PP e PSDB, principalmente, os partidos da “elite”.

Quem fraudou a democracia, por meio de campanhas milionárias financiadas com dinheiro de corrupção, foi o PT.

Quem financiou a ditadura bolivariana na Venezuela foi o PT, o que vem causando uma tragédia humanitária de proporções africanas.

Quem teve o chefão condenado por corrupção e lavagem de dinheiro foi o PT (e agora querem livrar o chefão para também estender o benefício a chefões dos partidos da “elite”).

Fascistas são, portanto, as senhoras suas mães, Gleisi, Lindbergh, Tarso e Pimenta.

Fez por merecer

Por:Arimatéia Azevedo

Tudo bem que seja o senador Ciro Nogueira (Progressistas) o responsável pela indicação e consequente nomeação de Nelson Souza para presidir a Caixa Econômica. Tudo bem que o novo presidente do maior banco totalmente estatal do país tenha ligações com o governador Wellington Dias, que é do PT e certamente fica feliz com a nomeação de um conterrâneo seu para ser o comandante da CEF. Mas o que se precisa lembrar é que Nelson não teria chegado tão longe apenas por ser ligado ao político mais influente do Piauí no cenário nacional. Ele está aonde está também por ser competente e uma prova disso é que foi presidente do Banco do Nordeste, numa indicação ungida por Wellington Dias, ainda no tempo em que o PT governava o país e saiu de lá para assumir a área de habitação da Caixa, na qual atuou com grande competência na execução de programas como o Minha Casa, Minha Vida, que investiu fortemente no Piauí, efetivamente porque havia uma decisão política para tanto. Assim sendo, Nelson Souza é merecedor da nomeação para presidente da CEF por sua competência técnica – mas sempre é bom lembrar que um bom técnico nascido num Estado mais pobre sempre vai enfrentar dificuldades adicionais para se sobressair. Nessa hora, é um tanto quanto inadequado desvalorizar a força política de quem influenciou na nomeação, no caso, o senador Ciro Nogueira.

No país das jaboticabas

As pesquisas de opinião pública realizadas e publicadas até agora mostram que o brasileiro está inconformado e indignado com a situação política do país.

Um relatório do Fórum Econômico Mundial divulgado no ano passado revela que, entre 137 países avaliados, o Brasil é o último colocado em termos de confiança da população na classe política.

A desconfiança da população tem sentido. O país vive um escândalo político atrás do outro, com um crescente desgaste para a sua representação política, em todos os níveis.

Além do mais, os graves problemas do Brasil não são atacados com vigor e apenas de agravam de governo para governo e de ano para ano.

Sem mudanças

Ao mesmo tempo em que há pesquisas indicando o descontentamento da população com a situação do país, outras sinalizam que são muito tímidas as possibilidades de mudança na representação através do voto.

Ou seja, pelo que se desenha, os mesmos serão reeleitos e tudo vai continuar como está, com discretíssimas alterações.

Não deixa de ser curiosa essa contradição, própria do país das jabuticabas.

Universidade do DELTA, Polo industrial portuário do Timonha e grandes resorts darão a PARNAÍBA porte de Capital do Delta!

Por:Tomaz Teixeira

A cidade de Parnaíba a nossa capital do turismo, poderá, tomar um grande impulso, no momento em que for implantada a nova UNIVERSIDADE DO DELTA, projeto de autoria do senador 

Mão Santa e já aprovado, embora estejam com outro projeto em votação na Câmara e agora indo para o Senado. (um problema a ser resolvido pelo ex-governador Mão Santa que deve exigir que seja mantido o Projeto inicial, original, de sua autoria já aprovado primeiro no senado e depois na Câmara dos Deputados.) Um duplo projeto que tem que ser resolvido judicialmente, ou pelas mesas do Senado e da Câmara.

Mas, vamos ao que mais interessa. Parnaíba que tem porte de maior cidade do norte do estado e entrada para o único Delta das Américas tomará um impulso muito grande, pois, o Polo  Industrial do Timonha, vai puxar indústrias do mundo inteiro para o grande parque industrial a ser criado na margem direita que liga Parnaíba, Luiz Correia e Cajueiro da Praia, ao futuro Porto do Timonha, que muito breve trará uma grande surpresa aos políticos do Piauí, que durante um século lutaram pelo porto e nunca tiveram a competência de priorizá-lo. Vem aí uma grande surpresa relacionada ao porto do Vale do Timonha e para muito breve. Aguardem!!

Com o porto do Vale do Timonha, a construção de grandes Resorts, atraindo voos Charters e grandes Cruzeiros turísticos, navios de grande Porte, mais a Ferrovia, e, finalmente, o nascimento da verdadeira ZPE, pois a de hoje, é um sonho  perdido, pois sem porto e ferrovia, não tem como competir com as demais existentes no norte e no nordeste. Ressalte-se que, estão levando indústrias locais para a ZPE, que antes pagavam impostos ao estado e agora isentando-as do imposto, com produtos que já exportavam como a cera de Carnaúba. Mas, o mais importante, é que o Piauí exige de sua classe política, que priorize as obras acima citadas, pois elas fazem parte da infraestrutura, industrial e portuária a ser gerada, criada, pois o Complexo Industrial e Portuário do  Timonha, vai atrair as grandes industrias do sul do país, devido ficar mais próximo dos EUA, Miami e todo estado da Flórida reduzindo a distância em 3.500 km do que os demais portos do país,  Isso será o grande mote atrativo do porto marítimo do Piauí, no Vale do Timonha.

Esses dois projetos, a Universidade do Delta e do Porto do Vale do Timonha, mais a recuperação da ferrovia e a construção de   grandes ressortes, de grupos hoteleiros que já estão na Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, farão do litoral do Piauí, um dos mais modernos e avançados complexo turístico, educacional e industrial do nordeste, quando, finalmente, o Piauí, dará o seu grande grito de independência, na conquista do seu espaço industrial passando a figurar entre os estados que mais se desenvolvem no nordeste.

Mas, para que isso venha a acontecer, o piauiense precisa ajudar na escolha de um governador que tenha compromisso com esses projetos, lembrando que além desses, acima citados, precisamos da conclusão da rodovia Transcerrado, da  estrutura da barragem de Castelo como área de produção, canais de irrigação ao longo das margens do Parnaíba, desde suas nascentes ao desembocar no Atlântico, gerando gigante área de produção.

Vale lembrar ainda, da grande necessidade da navegação do Parnaíba, concluindo as eclusas de Boa Esperança, e promovendo a integração do litoral do Piauí com o interior do sul do Piauí, sempre pelas margens do Velho Monge. Não esquecendo a energia de qualidade, pois sem ela, não teremos como atrair indústrias de peso.

São propostas como essas que não se ouve na grande imprensa do Piauí, que apenas prima pela politicalha infernal, e muito menos dos políticos do estado, isso devido a mediocridade de nossa classe política, onde poucos são aproveitáveis como representantes à altura das carências e necessidades do Piauí.

Acorda Piauí, você tem um potencial muito grande inclusive de minérios e são mais de 100, com destaque para o gás GLP e petróleo, do calcário ao diamante, mas, faltam quilates na sua classe política, a maioria neófita e de pouca cultura.

Quem será esse governador com esse pensamento e com essa grandeza política? Sinceramente, dos que estão aí postos, nenhum!! INFELIZMENTE!!!

Muda Piauí, chega de mediocridade, é preciso pensar grande e com o valor e a criatividade de um Alberto Silva, que ainda nos deixa muita saudade e faz muita falta. É a nossa dura opinião de hoje, doa a quem doer.   

Os estresses da sucessão estadual

Por: Zózimo Tavares

Por um longo período, as oposições do Piauí anunciaram um estrondoso racha na base governista para a sucessão estadual de 2018. Ainda há tempo para que a previsão se confirme, mas, por enquanto, é a oposição que vem sofrendo estresse.

O PSDB, o principal partido de oposição no Piauí, tenta montar um palanque suprapartidário para o deputado estadual Luciano Nunes concorrer ao governo.

O PSB do ex-governador Wilson Martins e o DEM dos deputado Heráclito Fortes e Robert Rios já se apresentaram como voluntários.

PSDB menor

Ocorre que o PSDB chega à sucessão estadual de 2018 praticamente só com a cara e a coragem. O partido vem sendo desidratado desde a sucessão de 2014. O segundo nome da legenda, o ex-prefeito Silvio Mendes, filiou-se ao PP ainda no ano passado.

O prefeito Firmino Filho, a principal liderança da sigla no Piauí e uma aposta das oposições para a sucessão deste ano, não fez por onde entrar na disputa.

Como não participou dos encaminhamentos para a montagem do palanque tucano, também não se sente na obrigação de subir nele.

Não ficou só nisso. Sem perspectiva de reeleição na sigla, o presidente regional do PSDB, deputado Firmino Paulo, pediu desfiliação e está avaliando por qual partido disputará um novo mandato.

O parlamentar é sobrinho do prefeito de Teresina e decidiu debandar da legenda depois que viu a primeira-dama Lucy se filiar ao PP do senador Ciro Nogueira. Ele entendeu que foi um recado do prefeito de que não o apoiaria mais este ano.

Lá vem o Zé!

Mas nem só de baixas vive o PSDB do Piauí. A direção do partido anunciou para o dia 5, quinta-feira, a refiliação do ex-governador Zé Filho. Ele será candidato a deputado estadual e vem com a promessa de uma boa votação do Norte do Estado.

Isso não deve ser comemorado, porém, como uma conquista da oposição. Zé Filho já era oposição. Aliás, um dos poucos que assumiram essa postura com convicção, uma oposição de verdade.

O prefeito Firmino Filho não quis se pronunciar sobre o estresse no PSDB. Alegou que o período da Páscoa é época de recolhimento e silêncio. Mas prometeu quebrar o jejum verbal a partir desta semana.

A situação dele é de absoluto desconforto.

 

Semana Santa – Visão Espírita

Todo ano, a cena se repete. Chega a época dos feriados católicos da chamada “Semana Santa” e surgem as questões:
 

1. Como o Espiritismo encara a Páscoa;Sexta-feira Santa”?;2. Qual o procedimento do espírita no chamado “Sábado de aleluia” e “Domingo de Páscoa”?;

3. Como fica a questão do “Senhor Morto”?

Sabe que chego a surpreender-me com as perguntas. Não quando surgem de novatos na Doutrina, mas quando surgem de velhos espíritas, condicionados ao hábito católico, que aliás, respeitamos muito. É importante destacar isso: o respeito que devemos às práticas católicas nesta época, desde à chamada época, por nossos irmãos denominada de quaresma, até às lembranças históricas, na maioria das cidades revividas, do sacrifício e ressurgimento de Jesus. Só que embora o respeito devido, nada temos com isso no sentido das práticas relacionadas com a data.

São práticas religiosas merecedoras de apreço e respeito, mas distantes da prática espírita. É claro que há todo o contexto histórico da questão, os hábitos milenares enraizados na mente popular, o condicionamento com datas e lembranças e a obrigação católica de adesão a tais práticas.

Para a Doutrina Espírita, não há a chamada “Semana Santa”, nem tão pouco o “Sábado de aleluia” ou o “Domingo de Páscoa” (embora nossas crianças não consigam ficar sem o chocolate, pela forte influência da mídia no consumismo aproveitador da data) ou o “Senhor Morto”. Trata-se de feriado e prática católica e portanto, não existem razões para adesão de qualquer tipo ou argumento a tais práticas. É absolutamente incoerente com a prática espírita o desejar de “Feliz Páscoa!”, a comemoração de Páscoa em Centros Espíritas ou mesmo alteração da programação espírita nos Centros, em virtude de tais feriados católicos. E vejo a preocupação de expositores ou articulistas em abordar a questão, por força da data… Não há porque fazer-se programas de rádio específicos sobre o assunto, palestras sobre o tema ou publicar artigos em jornais só porque estamos na referida data. É óbvio que ao longo do ano, vez por outra, abordaremos a questão para esclarecimento ou estudo, mas sem prender-se à pressão e força da data.

Há uma influência católica muito intensa sobre a mente popular, com hábitos enraizados, a ponto de termos somente feriados católicos no Brasil, advindos de uma época de dominação católica sobre o país, realidade bem diferente da que se vive hoje. E os espíritas, afinados com outra proposta, a do Cristo Vivo, não têm porque apegar-se ou preocupar-se com tais questões.

Respeitemos nossos irmãos católicos, mas deixemo-los agir como queiram, sem o stress de esgotar explicações. Nossa Doutrina é livre e deve ser praticada livremente, sem qualquer tipo de vinculação com outras práticas. Com isso, ninguém está a desrespeitar o sacrifício do Mestre em prol da Humanidade. Preferimos sim ficar com seus exemplos, inclusive o da imortalidade, do que ficar a reviver a tragédia a que foi levado pela precipitação humana.

Inclusive temos o dever de transmitir às novas gerações a violência da malhação do Judas, prática destoante do perdão recomendado pelo Mestre, verdadeiro absurdo mantido por mera tradição, também incoerente com a prática espírita.

A mesma situação ocorre quando na chamada quaresma de nossos irmãos católicos, espíritas ficam preocupados em comer ou não comer carne, ou preocupados se isto pode ou não. Ora, ou somos espíritas ou não somos! Compara-se isso a indagar se no Carnaval os Centros devem ou não abrir as portas, em virtude do pesado clima que se forma???!!!… A Doutrina Espírita nada tem a ver com isso. São práticas de outras religiões, que repetimos respeitamos muito, mas não adotamos, sendo absolutamente incoerente com o espírita e prática dos Centros Espíritas, qualquer influência que modifique sua programação ou proposta de vida.

Esta abordagem está direcionada aos espíritas. Se algum irmão católico nos ler, esperamos nos compreenda o objetivo de argumentação da questão, internamente, para os próprios espíritas. Nada a opor ou qualquer atitude de crítica a práticas que julgamos extremamente importantes no entendimento católico e para as quais direcionamos nosso maior respeito e apreço.

Vemos com ternura a dedicação e a profunda fé católica que se mostram com toda sua força durante os feriados da chamada Semana Santa e é claro, nas demais atividades brasileiras que o Catolicismo desenvolve.

O objetivo da abordagem é direcionado aos espíritas que ainda guardam dúvidas sobre as três questões apresentadas no início do artigo. O Espiritismo encara a chamada Sexta-feira Santa como uma Sexta-feira normal, como todas as outras, embora reconhecendo a importância dela para os católicos. Também indica que não há procedimento algum para os dias desses feriados. E não há porque preocupar-se com o Senhor Morto, pois que Jesus vive e trabalha em prol da Humanidade.

E aqui, transcrevemos trecho do capítulo VIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, no subtítulo VERDADEIRA PUREZA, MÃOS NÃO LAVADAS (página 117 – 107ª edição IDE): “O objetivo da religião é conduzir o homem a Deus; ora, o homem não chega a Deus senão quando está perfeito; portanto, toda religião que não torna o homem melhor, não atinge seu objetivo; (…) A crença na eficácia dos sinais exteriores é nula se não impede que se cometam homicídios, adultérios, espoliações, calúnias e de fazer mal ao próximo em que quer que seja. Ela faz supersticiosos, hipócritas e fanáticos, mas não faz homens de bem. Não basta, pois, ter as aparências da pureza, é preciso antes de tudo ter a pureza de coração”.

Não pensem os leitores que extraímos o trecho pensando nas práticas católicas em questão. Não! Pensamos em nós mesmos, os espíritas, que tantas vezes nos perdemos em ilusões, acreditando cegamente na assistência dos espíritos benfeitores, mas agindo com hipocrisia, fanatismo e pasmem, superstição …. quando não conhecemos devidamente os objetivos da Doutrina Espírita, que são, em última análise, a melhora moral do homem. (Chico Xavier)

E cabe tudo?

Por:Arimatéia Azevedo

Essa reunião de quase todo mundo querendo fazer campanha à sombra do governo do Piauí é o tipo de arranjo que já se mostrou um veneno em tempos passados. Aliás, esse foi o veneno que levou Hugo Napoleão (2001-2002) a perder a eleição para Wellington Dias (PT), agora se valendo do mesmo expediente de uma aliança-monstro, onde cabe de tudo, incluindo adversários cordiais, que por vias transversas estão no palanque do petista. A pergunta é: cabe todo mundo neste comboio governista? Bem, cabe, mas isso não representa necessariamente que quem pega carona nesse trem vai estar empenhado firme e mutuamente nos mesmos projetos políticos. Em 2002, quando candidato à reeleição, Hugo Napoleão contava a seu favor com mais de dois terços dos deputados estaduais e federais, dois senadores, dezenas de prefeitos. Ao fim e ao cabo, perdeu a eleição em primeiro turno. Esse parece ser um risco afastado de Wellington Dias, que em matéria de habilidade política está anos-luz à frente de quase todos os seus adversários e aliados. Porém, em alianças grandes assim, sempre cabe lembrar a pergunta de Garrincha para Feola após o técnico explicar como vencer um jogo contra a Rússia: “O senhor combinou com os russos?”

Indo às urnas para repetir os mesmos erros?!

por Bernardo Silva*

Fico às vezes me perguntando que razões levam tanta gente a dar apoio ao quê e a quem não presta!Nunca a futilidade foi tão enaltecida. Nunca os medíocres foram tão celebrados. Nunca a imbecilidade ocupou tantos espaços.

As pessoas vão vendo os maus exemplos e acham que isso é que é bonito. Ser desonesto é “top”, te leva a ficar rico. Mentir te faz fazer sucesso nos dias atuais. Dissimular é a bola da vez, no momento em que se vive.

Olhe ao redor. Quem são nossos políticos e o que fazem, além jogar fora a grande oportunidade que Deus lhes dá, para proteger os carentes e necessitados? São tomados pelo egoísmo que os manda ficarem apenas para sí o que era para dividir com os menos aquinhados.

Pessoas comuns, erradas como eu; pecadoras como eu, de repente são alçadas a um cargo político ou ganham um mandato eletivo e cham que foram ungidas por nosso Senhor Jesus Cristo. E passam a se achar acima do do bem e do mal. Sequer agradecem a Deus, considerando que nada acontece em nossas vidas se não for vontade Dele…E tem um político aí que até há bem pouco tempo era tratado como uma espécie de dividade. Até hoje é idolatrado, por bestas, nulidades que não querem enxergar a realidade.

Estamos às portas de mais um processo eleitoral. O que o eleitor vai tirar de lição de tantos maus exemplos vistos nos meios de comunicação, que são praticados por aqueles mesmos que saem a essa época travestidos de salvadores da pátria, bons camaradas, pais da pobreza!!!

No Piauí muitos piauienses não querem acreditar que o seu governante atual é um dos maiores mentirosos de toda a história política deste Estado. E que nunca, em tempo algum, nenhum outro político incoporou tão bem o espírito de cidadão de bem, educado e cordato, quanto ele. E que igualmente nenhum outro amealhou um patrimônio tão significativo quanto ele. De pobre funcionário público é hoje um homem muitíssimo rico. Tal e qual ocorreu com o que se achava e ainda se acha uma divindinde, porque deu migalhas aos pobres enquando guardava milhões.

Vamos começar a pensar nisso? Sim, porque o debate político que está se travando até aqui não anima ainda as massas. Talvez por se discutir ainda apenas o sexo dos anjos, enquanto os que estão no poder planejam formas de como lá permanecerem. E se reúnem por aí, ali e alhures, para traçarem formas de engabelarem o eleitor, mais uma vez.

*Bernardo Silva é jornalista e professor

Escrever é preciso

Escritor Padinha

Recebo um zap (*) do colega e confrade Antonio de Pádua Marques Silva, o Padinha do “Gato Ladrão de Sebo”, perguntando-me se eu achava que ele deveria voltar a escrever crônicas.  Pela expressão dele na foto que me enviou, achei-o macambuzio, sorumbático, com cara de quem comeu e não gostou.

O Padinha , como assim o chamamos , é jornalista e escritor, membro da Academia Parnaibana de Letras onde ocupa a cadeira de nº 24 que tem a poetisa Luiza Amélia de Queiroz Brandão como patrona. Luiza Amélia é natural de Piracuruca.

                Padinha, pelos seus méritos de jornalista e escritor, é o segundo ocupante da cadeira, pois esta mesma teve como primeira ocupante a também poetisa e professora Edimeè Rego Pires de Castro.

                Pois bem. Como amigo e confrade do Padinha, devo encorajá-lo a continuar escrevendo suas crônicas, porque ele escreve bem, e não é nenhum um assassino. Claro que  estou me referindo ao assassinato da “última flor do Lácio” tão comum nesses tempos de internet, de zap zaps, facebooks   etc… E são poucas, as pessoas que hoje em dia escrevem bem.  Até porque escrever não é uma tarefa fácil.

                Muita gente acha que escrever consiste apenas em nos debruçarmos no teclado e botar a cabeça e os dedos para trabalharem. Não. Não é assim!  Escrever é difícil, principalmente quando se pretende fazer um texto claro, bem elaborado, que possa ser lido e entendido por flamenguistas, botafoguenses, corintianos, gregos, troianos, acadêmicos ou simplesmente por qualquer cidadão comum ou até mesmo pelo Junior, flanelinha que fica na Praça da Graça do lado em frente à igreja do Rosário, o qual é um aficionado à leitura de jornais e revistas.

                 Escrever não é fácil, quando procuramos seguir com exatidão as normas que regem a gramática da nossa língua, a fim de evitarmos construções como essa que li num blog do sul do estado que dizia: “ladrão rouba carro e bate em muro porque não sabia dirigir em Floriano”. Pergunto: será que esse ladrão sabia dirigir em outro lugar, que não Floriano?

                Por conta disso, às vezes ficamos alguns dias, semanas até, sem qualquer nova postagem no blog porque não queremos ser Ctrl C Ctrl V (copiar e colar) como acontece na maioria dos blogs.  Ninguém escreve nada e quando o fazem não observam as regras da gramática, muito menos a clareza em um texto. Em outras palavras, assassinam a “ultima flor do Lácio inculta e bela”…

                Blogs e portais surgem a cada momento na Internet. O espaço é livre e cada um pode criar um blog ou portal e escrever o que bem quiser. Eu, entretanto, quando me deparo com uma matéria carregada de assassinatos à nossa língua pátria, principalmente escrita por uma pessoa que se diz jornalista, ou até mesmo quando começo a ler um livro que encontro erros, ali mesmo paro a leitura, não prossigo…

                Dia desses, ao ler um blog que recentemente havia sido criado aqui em Parnaíba e que o seu titular questionava num grupo de whatsapp o porque em uma pesquisa de opinião que apontou os melhores blogs  da cidade, ou do estado, ele não tinha sido escolhido em primeiro lugar, tal foi minha surpresa que ao ler o título de uma postagem do referido blog encontrei de cara nada menos do que quatro erros de Português. Não prossegui a leitura.

                Verifiquei que o mesmo blog postou uma matéria que trazia o seguinte título “Vândalos ateia fogo em casa no bairro…” Verifiquei também que outros blogs, repetiram o mesmo erro, exceto o Jornal da Parnaíba de responsabilidade do bancário aposentado José Wilson que colocou o título correto: “vândalos ateiam fogo em casa…”

                O leitor deve estar se perguntando se este escriba (no dizer do poeta Diego Mendes Souza) não comete erros quando escreve. Mas é claro que sim! Às vezes pequenos erros  escapam  aos nossos olhos durante a revisão, entretanto assassinatos à língua tenho certeza que não.   Posso ficar sem escrever semanas, mas jamais colocarei títulos como os que transcrevo a seguir:  DESCASO! Populares reclamam do mato que toma de conta dos Cemitério de Parnaíba”, ou “Calote: Pessoal que trabalhou na campanha Antirrábica ainda não receberam seus pagamentos”.

                Para os linguistas o importante na comunicação é ser compreendido, conquanto que para os gramáticos seguir os ditames da gramática, da norma culta da língua é que é legal.

                 Em se tratando de comunicação oral e informal até concordo com os linguistas, todavia, quando nos referimos a um assunto dentro  de um texto, este tem que ser claro, objetivo e não dúbio como o que me referi no parágrafo anterior com grifo, O leitor não sabe se o ladrão bateu o carro no muro porque  não sabia dirigir apenas na cidade de Floriano ou se o ladrão não sabia mesmo dirigir de forma alguma. Este outro título por exemplo: “Mulher bate na filha de dez anos porque estava bêbada”. Quem estava bêbada? A mulher ou a filha de dez anos?

                Tem razão o jornalista Bernardo Silva quando afirma “Jornalismo: É preciso prestigiar os profissionais e jogar o resto foraÉ hora de se fazer um diferencial entre quem exerce a atividade legalmente, com conhecimento de causa, e quem está nela para fazer picaretagem; expor ao públicos seus recalques, suas contrariedades políticas, suas frustrações.

                Jornalismo é uma atividade intelectual. Não é para qualquer um. E hoje, com tanto lixo por aí; blogueiro de toda espécie, surgindo à toda hora… todos,  inclusive os verdadeiros profissionais, são nivelados por baixo. Tem muita gente por aí, com DRT e tudo mais, que não sabe escrever.”   ( Blog do B. Silva 09/02/2018).

               Portanto Padinha,  meu conselho é para que você continue  a escrever suas bem elaboradas crônicas, pois nestes tempos de control C / control v, parodiando o lema da escola de marinheiros de Sagres  escrever é preciso  ou melhor, navegar nas letras é preciso.

(*) Forma abreviada popularmente da palavra inglesa whatsapp.

 Texto de Antonio Gallas

O deputado inculto e o jornalista sem papas na língua

O deputado federal Silas Freire espancou o jornalista Efrém Ribeiro.

Isso, por quase nada.

Uma palavrinha apenas.

O Efrém disse aquilo que todo mundo sabe, que o Silas é inculto.

Ora, o deputado é mais uma vítima da sociedade e não tem culpa de nunca ter lido um livro.

Os ignorantes também têm direito a um lugar ao sol.

Não fosse assim, o tal do Lula nunca teria chegado a presidente e mesmo o Silas a comentarista político da TV Meio-Norte.

O Efrém Ribeiro tem um jeito e fala umas coisas que deixam os políticos do Piauhy descontentes.

Vem disso o fato deles espancarem tão amiudemente o jornalista.

Um político piauhyense espancar o Efrém é notícia quase semanal.

Dizem que o Sindicato de Jornalistas do Piauí tem sempre, de ordinário, pronto na gaveta, um texto para externar o seu repúdio, a cada novo ato de violência contra o seu ilustre filiado.

Já nós, estamos aqui, no Face, solidários, também sempre, ao nobre colega. (por Albert Pauhy)

A fama curta dos gansos

Por: Pádua  Marques (*)

 Nestes dias de clima e tempo incertos, quando a gente acaba se aborrecendo com a ideia de andar com um guarda-chuva, passei pela centenária praça da Graça várias vezes e pude observar com certa tristeza que os gansos do lago já não estão com esta bola toda no tratamento dispensado. Pra quem nos primeiros dias de glória foram motivo de belas homenagens até com fonte iluminada no Natal e Ano Novo, tratado, como diria, a pão de ló, agora amargam o ostracismo.

Lembro a alegria de crianças, velhos, casais de namorados, professores, soldados, estudantes e toda sorte de gente tirando selfie pra mandar pros parentes no Cocal da Estação, Cocal de Telha, Brejo dos Anapurus, bairro São Vicente de Paulo, Bom Princípio, Catanduvas e Sabiazal, São Paulo, Brasília. Mostrando pra eles o que lá não tinha e que finalmente Parnaíba estava na relação de cidades elegantes! Tinha gente, como se diz, rindo com os paus!

O dia do abandono ao que parece chegou muito cedo pros gansos da praça da Graça. O sucesso foi curto, curtíssimo feito o desses cantores de funk, esses sertanejos lá de Goiás que ao que parece tem dado em penca feito pequi ou maxixe. Antes os gansos eram fotografados à larga. Todo mundo queria saber de onde eram e quem teve a ideia brilhante de colocar aquelas aves tão exóticas num lago, no meio de uma gente tão modesta.

Recordo agora de uma poesia antiga de minha autoria que é assim: Triste sina a das estátuas. Verões ou invernos, solitárias, mudas. Suportam o frio ou o calor intenso. E a insolência dos pombos e das águias. No caso dos gansos a insolência será o abandono. Lembro que eram vigiados vinte e quatro horas. Mais vigiados que uma creche ou uma escola. Tinha um tratador e um vigia pra ficar com as butecas de olhos bem abertas.

Ao menor gesto de alguém desavisado, uma criança que fosse, tentando se aproximar acima do permitido ou querendo dar comida, era repreendido na hora! Agora ninguém mais nem passa perto com o lago seco e os bichinhos procurando uma poça pra molhar o bico. Ninguém mais tira retrato.

Ninguém se aproxima com uma criança, um sobrinho, afilhado, netinho pra tirar uma selfie e depois mandar pra um parente distante. A fama acabou e a água ao que parece desceu pelo ralo junto. Uns devem estar dizendo pros outros, “que bom foi a nossa fama, mesmo que curta, companheiros”. Mas assim é a vida.

A fonte nunca mais foi ligada. Ninguém diz o que está acontecendo. Ninguém mais tira selfie pra mandar pra madrinha lá na Tutoia dizendo que Parnaíba agora mais parece Paris ou Roma! Falando da capital da Itália, me recordo da história dos gansos do Capitólio.

Eram colocados pra alarmar ao menor sinal da presença de estranhos ou de inimigos. Eram tratados com patente de oficiais e recebiam comida no bico. Os da praça da Graça ao que parece nem tiveram tempo de aprender a lição de seus ancestrais e já estão mais por baixo do que rastro de búzio.

(*)Pádua Marque é jornalista e escritor (Da Academia Parnaibana de Letras)

Diretor do Campus Reis Velloso fala sobre a criação da UFDPar

A entrevista coletiva com o diretor do CMRV foi concedida no novo auditório do CMRV.

O diretor do Campus Ministro Reis Velloso – CMRV da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Parnaíba, Prof. Dr. Alexandro Marinho Oliveira recebeu a imprensa local na tarde desta quinta-feira quando concedeu entrevista coletiva a imprensa sobre a criação da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDpar), através do Projeto de Lei 5272/16, do Poder Executivo Federal, que se desmembrará da UFPI e se tornará independente, possibilitando a implantação de novos cursos e expansão do campus.

O projeto segue agora para sansão do presidente, o que deverá ocorrer nos próximos dias. Depois de vencida esta etapa deverá ser nomeado o reitor e criada administração para ser realizada a transição. Segundo acredita Alex Marinho, a consolidação de todas as etapas deverá ocorrer em no máximo dois anos.

Alex Marinho fez um breve histórico de todas as etapas percorridas, desde as primeiras tentativas de criação da UFDPar até sua aprovação. Se fosse um livro a criação da UFDPar seria dividida em vários capítulos onde cada ator que contribuiu para essa conquista teria a sua relevância.

Por José Wilson | Jornal da Parnaíba

GAÚCHOS DE BAGÉ EXPULSAM ‘CARAVANA’ E LULA FICA PRESO EM UNIVERSIDADE

SEM SAÍDA, EX-PRESIDENTE COGITOU SAIR DO LOCAL POR HELICÓPTERO
CARAVANA FOI HOSTILIZADA POR PRODUTORES RURAIS E AGRICULTORES DURANTE PASSAGEM POR BAGÉ
A caravana do ex-presidente condenado Lula pelo Rio Grande do Sul só lembrou a passagem pelo Nordeste pela baixa adesão dos apoiadores, limitados a membros de movimentos como Sem Terra e sindicatos ligados à CUT.
Do lado oposto, produtores rurais e trabalhadores do campo organizaram uma manifestação com tratores e caminhões e entoaram refrões do tipo “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”, sobre o petista condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Em dado momento, inúmeros relatos davam conta de que Lula estava “preso” dentro da Unipampa e o cerco nas imediações da universidade impediriam a saída do petista com seu ônibus. Uma das soluções cogitadas foi uma saída de helicóptero.

Robert protesta contra pecha de urubu lançada pelo Governo

O deputado Robert Rios (PDT) protestou da tribuna contra afirmação do  governador Wellington Dias, de que a bancada da oposição é um bando de  urubus. Ele usou uma linguagem intimista para tratar o governador como “tu” e “cara”, aconselhando-o a ser o que era antes, quando fez campanha contra os que hoje estão do seu lado, em 2002. Para Robert Rios, o ex-presidente Lula se perdeu quando levou para o seu lado políticos corruptos, e hoje o governador Wellington Rios faz o mesmo.

Entre os muitos conselhos que deu ao governador, Robert Rios sugeriu que ele desmoralize a oposição provando o contrário de tudo o que é denunciado a respeito de empréstimo contraído junto à Caixa Econômica Federal. “Eu gosto de você, por ser um cara bacana, mas que precisa de reza e ser exorcizado. Tu tá ficando maluco?Pára, cara. Eu sou alguém que quer o teu bem. Não reze por mim, porque quanto mais se reza mais assombração aparece” – frisou.

O deputado Dr. Pessoa (PSD) ofereceu um aparte para dizer que os urubus são os garis da natureza e que é possível ver essas aves fazendo a limpeza de cidades no interior. Ele disse torcer para que os urubus limpem a sujeira da corrupção e o cérebro dos corruptos. Lamentou que o governador tivesse chamado a oposição de bando de urubus.
Também o deputado Gustavo Neiva (PSB) ofereceu aparte, reafirmando o que dissera antes sobre a prestação de contas do governo sobre o empréstimo da Caixa Econômica. Ele disse lamentar que o governo tente desqualificar o trabalho da oposição, quando devia explicar o desvio de finalidade da primeira parcela do empréstimo junto à Caixa. Ele lembrou que uma juíza federal determinou que o governo não mais retire recursos de uma conta específica para colocá-los na conta única.
Retomando seu pronunciamento, o deputado Robert Rios disse discordar  do aparte do colega Gustavo, em um ponto: não houve desvio de finalidade nos recursos do empréstimo junto à Caixa, pois isso seria desviar de uma obra para outra, o que não houve. Houve simplesmente o desvio de R$ 300 milhões – salientou.
Também em aparte, o deputado Luciano Nunes (PSDB) pediu respeito do governador para com a oposição, pois não se admite que essa oposição seja comparada com um bando de urubus. Ele elogiou os três colegas que mais se empenham na apuração dos desvios do empréstimo da Caixa, Robert Rios, Gustavo Neiva e Rubem Martins. Luciano indagou sobre a obra da Transcerrado, lembrando que a população do Sul do Estado se sente abandonada pelo governo.
O deputado Robert Rios concluiu seu pronunciamento criticando a vice-governadora Margarete Coelho, chamada por ele de “menina”, por ter assumido a defesa do governador, quando é sabido que ele já não a quer comi vice, podendo escolher o deputado Themístocles Filho. Na sequência, ele atacou o senador Ciro Nogueira, por ele ter apoiado o impeachment de Dilma, pelas “pedaladas fiscais”, enquanto apoia as pedaladas do governo petista no Piauí.
Raimundo Cazé – Edição: Katya D’Angelles 

Margarete fala em “armadilhas” e tentativas de tirá-la da chapa

Vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho (PP-Piauí)
A disputa pela vaga de vice na chapa do governador Wellington Dias (PT) promete ser acirrada e já começaram as trocas de farpas. Neste final de semana, a vice-governadora Margarete Coelho (PP) engrossou o tom no seu discurso de paz e amor e usou palavras rígidas contra os adversários.
Ao discursar ao lado do presidente do PT no Piauí, ela falou de “armadilhas” e disse que estão tentando tirá-la da chapa majoritária.
“Estão buscando armadilhas. São tantas armadilhas. Não podemos nos desunir. Queremos seguir juntos. Quando não querem tirar na bala querem retirar no tapetão como fizeram com a prefeita Wilma aqui em Esperantina. Querem nos retirar das chapas. Mas está difícil. O gênio saiu da garrafa. É muito difícil enfiar ele lá dentro de novo”, afirmou.
Essa eleição tem sido marcada pela disputa pela vaga de vice. E o motivo é a possibilidade clara do vice de hoje se tornar governador em 2022.
A expectativa entre os partidos aliados é que se Wellington Dias for reeleito, ele saia do cargo para disputar o Senado em 2022. Sendo assim, o vice assumirá o comando do Palácio de Karnak.
O discurso de Margarete se tornou mais simbólico por ocorrer em Esperantina, terra do presidente da Assembleia, deputado Themistocles Filho (MDB). O emedebista está na disputa pela vaga de vice.
Outro ponto a ser observado no discurso de Margarete Coelho é que ela faz referência à disputa em Esperantina. A atual prefeita Wilma Amorim (PT) assumiu o cargo depois de derrotar o irmão de Themistocles, o ex-deputado Marllos Sampaio.
Os aplausos de petistas como Assis Carvalho tem um peso importante na disputa. Margarete e Themistocles disputam a simpatia dos petistas. Quem tiver mais força política levará a vaga. A decisão final caberá ao governador Wellington Dias.(Jornaldacidade)