Arcebispo de Teresina reclama de igrejas vazias e critica lotações em praias e bares no Piauí

O arcebispo de Teresina, Dom Jacinto Brito, criticou a lotação nas praias e nos estabelecimentos comerciais enquanto as igrejas continuam vazias nesse período de pandemia do novo coronavírus. As declarações ocorreram no momento da homilia na missa pela festa da padroeira da Arquidiocese, Nossa Senhora das Dores, na terça-feira (15) e repercutiram nas redes sociais. 

 Durante a homilia, o arcebispo diz ter conhecimento da gravação das suas palavras, mas que continuaria a declarar a sua opinião sobre o fato. Dom Jacinto conta que fez uma rápida viagem a cidade de Parnaíba para participar da missa solene do Jubileu de 75 anos da Diocese de Parnaíba, na terça-feira (8).  “As praias no final de semana, no feriado, não vi distanciamento, não vi máscara, não vi álcool em gel. Eu enfrentei um trânsito tremendo para chegar a Parnaíba, a fim de participar dos 75 anos da Diocese. Eram centenas e centenas de veículos”, diz no vídeo da homilia.  

Dom Jacinto questiona: “por que as praias não tem coronavírus e as igrejas tem?  Nossa Igreja Católica foi a entidade que mais colaborou para a preservação da vida. Não tenho nenhuma dúvida, tenhamos coragem de chegar, de participar. Abram as portas das igrejas. Quem não pode estar dentro, fique no pátio.  Multipliquem as celebrações, mas chamem o povo católico para a Igreja. Chega! Cinco meses de jejum. Chega”.

Ao chamar os católicos para participar das celebrações presenciais, o arcebispo ressalta que é necessário manter a “consciência, a prudência e o cuidado, mas não o medo excessivo”. Dom Jacinto também relata que outros templos religiosos mantiveram as atividades sem restrições de distanciamento social. 

“(O Medo). Isso nos paralisa, queremos isonomia; isso significa sermos tratados da mesma maneira como os templos protestantes, evangélicos, que muitos deles nunca pararam, de março para cá. Eu estou sendo gravado, eu sei. Eu estou certo do que estou dizendo. Nunca foram multados, fechados, nem autuados por isso”, afirmou.

“As praias agora estão cheias. Os restaurantes estão cheios. Os botequins, prostibulos, shoppings, casa de show. Será possível que é só na hóstia consagrada, no Corpo e Sangue do nosso Salvador, quem tem vírus? Não acredito. Jesus continua salvador.  Vamos ter coragem de voltar”, desabafou.

Dom Jacinto Brito pede que  os “padres, diáconos, coordenadores de comunidade tenham a força espiritual de convidar o povo a voltar às igrejas”. 

“Está na hora de voltarmos as celebrações com a devida prudência. Se for necessário multipliquem as celebrações para que haja o número permitido, mas não se acomodem. Tem muita gente se acomodando, chega! A minha palavra é essa: chega de acomodação. É hora de voltarmos”.   (Carlienne Carpaso)

Ex-deputado Robert Rios é internado com 50% do pulmão comprometido por Covid

O ex-deputado estadual, ex-secretário de Segurança do Piauí e candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo médico Dr Pessoa (MDB), Robert Rios Magalhães (PSB) foi internado nessa terça-feira (15) com Covid-19. 

Robert Rios está em um hospital particular em Teresina com pneumonia e 50% do pulmão comprometido. Ele- que está no 13º dia da Covid-19- estava em tratamento em casa, mas teve que ser hospitalizado. 

O candidato a vice-prefeito está em um leito clinico e consciente. Devido a doença, ele não participou da convenção municipal que homologou a chapa nessa terça-feira (15).

Graciane Sousa

Partidarização da polícia é risco para a segurança da população

No Piauí existe um grande risco para a segurança pública que já é bastante precária. Trata-se da partidarização do setor. Isso ocorre desde sempre. Mas na atual gestão do governador Wellington Dias (PT) assume contornos dramáticos — e preocupantes.

Charge retrata ação de policiais na periferia em benefício do pré-candidato Fábio Abreu

A Polícia Militar, que deveria garantir a segurança da população, está sendo usada, agora, para garantir votos aos candidatos de sua preferência. Nunca se viu tamanha ostensividade — e agressividade da corporação.

O momento atual merece, inclusive, uma análise profunda, um estudo de caso. Está se parecendo, e muito, com a série dos anos 80 “Deu a Louca na Polícia”. Cabo ataca major, major candidato ataca governador e prefeito, capitão aposentado beneficiado com distribuição de cestas na periferia.

O pior está por vir, pode acreditar. Nenhuma instituição se sustenta na obscuridade. Não é papel da polícia fazer política. É papel determinante na Constituição fazer segurança. Garantir que o cidadão, mesmo os que fazem política, possam atuar livremente.

Não é o que está acontecendo na atualidade piauiense. Novas revelações estão por vir. A instituição pública pode estar sendo usada de maneira partidária para assegurar votos na distribuição de alimentos aos carentes. E mais, muito mais.

Pode haver algo mais absurdo do que um candidato apoiado pelo governo do estado distribuir cestas de alimentos na periferia de Teresina?! O Ministério Público Eleitoral já deveria estar no caso. Estranhamente pede que a população, que não tem meios, produza provas. Sinceramente. (Toni Rodrigues)

 

Opinião:”Pesquisas fajutas”

Por: José Olímpio

A temporada das pesquisas de intenção de voto já começou. Cuidado para não se deixar enganar pelas consultas de araque.

Desde que surgiram no processo eleitoral brasileiro, não raro as pesquisas de intenção de voto são utilizadas para fraudar a vontade popular.

Com a ajuda da mídia, tentam induzir o eleitor a votar neste ou naquele candidato, o que configura crime eleitoral, mas nunca se viu um instituto ou políticos envolvidos nesse tipo de fraude serem punidos.

Aqui em Teresina, a cada eleição, são divulgadas dezenas de pesquisas fajutas, que atendem a todos os gostos, sob as vistas complacentes do Ministério Público Eleitoral e da Justiça Eleitoral, a quem cabe zelar pela lisura das eleições.

Nunca, porém, se ouviu falar na apuração rigorosa de eventuais crimes eleitorais praticados pelos institutos e seus clientes. Passada a eleição cai tudo no esquecimento.

Muitas dessas empresas são criadas às vésperas das eleições, não possuem sede nem pessoal habilitado a fazer esse tipo de trabalho. É uma verdadeira molecagem. Encerrado o processo eleitoral, esses institutos tomam doril, desaparecem do mercado, e só na próxima eleição eleição se ouvirá falar neles novamente.

E quem paga o pato são as empresas sérias que estão há anos no mercado, possuem sede própria, registro e são presididas por estatísticos respeitados, que trabalham o ano todo, em diversos setores, e terminam sendo confundidos com os picaretas que surgem em períodos eleitorais fazendo toda sorte de falcatruas.

Pesquisas devem servir para que os partidos reorientem suas campanhas, a postura de seus candidatos e corrijam eventuais erros. Nunca para enganar o eleitor e fraudar o processo eleitoral.

Algum tempo atrás, a imprensa andou falando numa investigação da Policia Federal para acabar com essas fraudes, mas, se de fato foi realizada essa investigação, ninguém tomou conhecimento do resultado.

No Brasil, essa prática criminosa, lamentavelmente, é vista com descaso pelas autoridades. Não se tem notícias da punição rigorosa de quem faz e de quem contrata essas pesquisas feitas com o propósito de influir no ânimo dos eleitores e alterar o curso das campanhas eleitorais.

Vamos esperar que nas eleições deste ano haja uma fiscalização maior e que essas consultas de araque sejam tratadas com mais rigor pelo TRE-PI e MPE, com a punição exemplar de quem as produz e de quem as contrata.

Máscara deixa de ser obrigatória para pessoas portadoras de necessidades especiais

A máscara tornou-se acessório de uso indispensável e obrigatório em locais públicos, de acordo com o Decreto N° 19.055 ,do governo do Estado, sob pena de pagamento de multa. A medida é reconhecidamente eficaz no combate à propagação do novo coronavírus. Mas as pessoas com autismo, ou síndrome de Down, estão isentas dessa obrigação e não serão multadas caso sejam flagradas sem a máscara.

A decisão atende a uma solicitação da Secretaria do Estado para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid), por reconhecer que essas pessoas têm dificuldade em manter o acessório no rosto e, em muitos casos, sequer compreender a gravidade da doença.  Para elas, colocar uma máscara pode provocar um grau de irritabilidade e alteração de humor indesejáveis. Portanto, em se tratando de pessoas especiais, o governo do Estado entendeu que poderia desobrigar essas pessoas do uso do acessório. 

É uma questão de sensibilidade com pessoas que possuem necessidades especiais e precisam, por isso, ser tratadas de forma especial. É o mesmo critério adotado para crianças com menos de 2 anos de idade. Para o restante da população, a máscara continua sendo obrigatória, como forma de proteção a si e aos outros.(Cláudia Brandão)

Opinião: Wellington Dias “desconsiderou” o PT de Parnaíba: deu bananas!!!

Provando mais uma vez que, pra ele, Parnaíba é nada, zero à esquerda, o governador do Piauí, Wellington Dias, desconsiderou também os companheiros de Partido no município, não reconhecendo em nenhum deles condições para figurarem como pré-candidato a vice-prefeito da cidade. A escolha recaiu no nome do suplente de deputado Tererê, do PV, partido de Teresa Brito, deputada que é ferrenha opositora do governo do PT na Assembleia.

Aos petistas da Parnaíba coube recolherem-se à insignificância de cada um, aceitando a imposição feita a todos. O governador agiu como se no PT só existisse Florentino Neto, derrotado em 2016 em seu projeto de reeleição, por excesso de arrogância e vaidade. Agora, como secretário de saúde, alimenta alguns vereadores e suplentes com gordos contracheques na secretaria de saúde, para tentar passar a impressão que tem alguma liderança no município.

Wellington Dias não quer que o PT morra no Piauí. E já ensaia empurrar seu secretário de finanças, Rafael Fonteles, como seu sucessor no governo do Estado, isto porque não quer “largar o osso” e manter o PT vivo no restante do  Estado (menos em Parnaíba), a qualquer custo, embora o  mundo já reconheça que a sigla não representa mais uma agremiação partidária, mas uma facção criminosa. 

A hora é de reação de todos os que aqui residem. Parnaibanos ou não. Wellington Dias não tem porque impor nada em Parnaíba. Não deu nada a cidade, em mais de 15 anos que governa o Estado. Mentiu demais. Prometeu excessivamente e não cumpriu. Iniciou obras que nunca terminou. Sucateou e faliu algumas instituições que aqui funcionavam muito bem, a exemplo da TV Delta e do antigo IAPEP. Por que ainda tem parnaibanos que respeitam e obedecem as ordens deste rapaz? Wellington Dias deveria ser considerado em Parnaíba Persona non grata, pelo muito de atraso que nos proporcionou. (Por: Zé Maranhão)

Opinião:”O fim dos partidos de aluguel”

Por: José Olímpio

Sem acesso ao Fundo Eleitoral e com o fim das coligações proporcionais, os partidos nanicos ou siglas de aluguel vão desaparecer do mapa.

O mercado do voto sofrerá uma baixa significativa e a democracia, penhoradamente, agradece. Foi um passo ainda tímido na busca da moralização da prática política, mas já é um avanço.

As eleições municipais deste ano serão as primeiras com a proibição de coligações proporcionais. Em razão disso, houve a extinção ou fusão de muitas siglas nanicas. Vereadores eleitos por esses partidos procuraram abrigo em legendas tradicionais, a fim de garantir a renovação do mandato.

A proibição de coligações proporcionais vale também nas eleições de deputados estaduais e federais. Os donos dessas siglas nanicas, que se elegiam graças às alianças fisiológicas, a partir de 2022 vão ter que procurar outra atividade, pois na política seus dias estão contados.

O partido que não conseguir 2% dos votos válidos distribuídos em um terço das unidades da Federação ou não eleger pelo menos 11 deputados federais não terá mais acesso ao Fundo Partidário.

Aqui no Piauí é quase certo que as siglas de aluguel vão desaparecer e os seus “líderes” também, pois não terão força para disputar espaço com os caciques das siglas tradicionais, como o PSDB, MDB, PT, PSB, PTB.

Essas pequenas siglas, sem nenhuma identidade ideológica, via de regra, eram criadas por arrivistas políticos para negociar apoios ou acordos espúrios com os grandes partidos com chances reais de conquista do poder.

E o único beneficiário desses acordos era o presidente do partido do partido de aluguel que, com um pouco de sorte e muita esperteza, conquistava uma cadeira no parlamento ou uma sinecura no governo de plantão.

Em nosso estado, o pragmatismo dos criadores de partido é tamanho que tivemos o caso de um desses nanicos, o Solidariedade, que era aliado ao Palácio do Karnak e ao Palácio da Cidade, ao mesmo tempo, sendo que o governador Wellington Dias (PT) e o prefeito Firmino Filho (PSDB) são adversários. Com o fim das coligações proporcionais, essa malandragem acabou.

No entanto, temos que avançar muito ainda no aprimoramento de nossa legislação eleitoral e partidária, reforçando a exigência da fidelidade partidária e o fortalecendo os partidos, para acabar com o imoral troca-troca de legenda. A melhor forma de se fazer isso é decretando a perda do mandato do político que, sem justificativa plausível, trocar o seu partido por outro.

O Brasil necessita de uma reforma eleitoral de vergonha e não um arremedo de reforma como a que foi feita. Uma reforma que afaste de verdade a influência do poder econômico e o caciquismo político nos partidos.

Essa reforma, contudo, não pode ser feita pelos atuais congressistas. É necessário primeiro fazer uma faxina no Congresso Nacional excluindo da vida pública os trânsfugas e carreiristas que dominam a Câmara e o Senado.

Opinião:”Ciro agora é visto como avalista de Bolsonaro no Nordeste”

Por:Fenelon Rocha

A ruptura entre o senador Ciro Nogueira (PP) e o governador Wellington Dias (PT) ganhou repercussão nacional. E foi lido por alguns setores da mídia, como a rede CNN, como um empurrão a mais na relação do senador com o presidente Jair Bolsonaro, a ponto de transformá-lo em uma espécie de avalista do presidente na região Nordeste. Na aviação da rede de TV, Ciro e seu Progressistas têm a capilaridade que Bolsonaro busca, com um grande número de prefeitos na região.

Talvez seja excessiva a leitura sobre o papel de avalista a ser desempenhado pelo senador piauiense. Mas sem dúvida o episódio da ruptura com o governador do PT deve fortalecer a relação de Ciro com o governo federal, ele que já vinha dando mostras nos últimos dois meses do fácil trânsito que alcançou. A cada nova semana, o presidente do Progressista faz uma série de vídeos falando de liberação de recursos para municípios piauienses. Pretende, dessa forma, retomar um papel que já desempenhou em outros governos – o de carreador de recursos.

Ciro Nogueira transitava com desenvoltura pelos gabinetes ministeriais do governo Dilma, e com desenvoltura ainda maior no governo Temer. No governo do emedebista era tido como “um dos cinco grandes” da República, tamanha a facilidade de transitar pelos ministérios e pela força que demonstrava no Congresso. Com tanto poder, injetou recursos no Estado – tanto no governo de Wellington como na quase totalidade dos prefeitos.

Em 2018, Ciro colheu os frutos, recebendo o apoio de grande parte dos prefeitos piauienses. Agora tenta recobrar o poder. Pensando em colher novos frutos em 2022.
 

Coluna Espírita

Luz Espírita | Mossoró Hoje - O portal de notícias de Mossoró

A Vida Depois da Vida (Orientações aos familiares e amigos que ficam)

Neste momento em que muitas famílias estão perdendo entes queridos, principalmente por conta desta pandemia que grassa o mundo inteiro,  vejamos o que nos aconselha a doutrina espírita:

• Lágrimas de saudade não prejudica quem parte. O que prejudica, dificulta o desligamento, perturba o espírito que parte é a revolta, a blasfêmia contra Deus.

• Evitar roupas escuras, ambientes taciturnos, pois estes comportamentos somente geram medo e maior dor aos envolvidos. Não é a cor da roupa que revela sofrimento, respeito ou ajuda e sim, oração sincera.

• Velas e flores são exteriorizações de sentimentos, não fazem mal, mas não ajudam o desencarnado. O que ajuda são orações, o amor sincero, bons pensamentos, fé e certeza da continuidade da vida.

• Como cada Ser tem um período de adaptação e um nível de evolução e compreensão do novo estado, convém esperar um tempo após o desencarne, para doar e se desfazer dos pertences pessoais daquele que partiu. Em casos explícitos de pessoas desprendidas da matéria, espiritualizadas, este tempo não é necessário, sendo muitas vezes, a vontade expressa daquele que se foi.

• TODOS OS ESPÍRITOS SÃO AUXILIADOS. NENHUM FILHO DE DEUS FICA DESAMPARADO. Mesmo os que tiveram uma vida encarnada desregrada, desde que sinceramente busquem auxílio.

VISITA AO TÚMULO:

A visita apenas expressa que lembramos do amado ausente. MAS não é o lugar, objetos, flores e velas que realmente importam. O que importa é a intenção, a lembrança sincera, o amor e a oração. Túmulos suntuosos não importam e não fazem diferença para quem parte.

ORAÇÃO SINCERA AQUIETA A ALMA E ELEVA O PADRÃO VIBRATÓRIO. CRIA UM ESTADO INTIMO DE SERENIDADE FACILITANDO O DESPRENDIMENTO E A ENTRADA TRANQUILA NO MUNDO ESPIRITUAL.

A VIDA CONTINUA SEMPRE!
NOSSOS AMADOS NÃO ESTÃO MORTOS. APENAS AUSENTES TEMPORARIAMENTE.
O VERDADEIRO AMOR INDEPENDE DA PRESENÇA. POR ISTO É ETERNO E UNE TODAS AS PESSOAS QUE O PARTILHAM.

APRENDAMOS A VIVER. PARA APRENDER A MORRER. TEMOS UM CORPO FÍSICO PARA NOSSA CAMINHADA DE APRENDIZADO NA TERRA. MAS SOMOS MAIS QUE UM COMPACTO DE CARNE. SOMOS ESPÍRITOS ETERNOS, QUE VIVEM PARA SEMPRE!

“NA CASA DE MEU PAI TEM MUITAS MORADAS” – Jesus Cristo.

Marden, que está com Covid, aprova lei e ginástica será essencial

Por Arimatéa Carvalho

A CCJ da Assembleia Legislativa aprovou o projeto de lei do deputado estadual Marden Menezes (PSDB) que define como essenciais os serviços prestados na área de educação física, atividade física e ginástica. 

A matéria deve ir a plenário na próxima sessão da Alepi. O parlamentar, que foi diagnosticado com Covid-19, segue em isolamento social e passa bem.

 

OPINIÃO:”Pandemia petista”

Por:José Olímpio

Impedido, por força de lei federal, de torrar os recursos do precatório do Fundef, no valor de R$ 1.652.169.584,10  já depositado em conta, Wellington Dias entrou com uma Ação junto ao STF para que seja autorizado a gastar parte do dinheiro em ações de combate ao coronavírus.

A outra parte, Sua Excelência pretende gastar em obras espalhadas pelo municípios, neste ano eleitoral, para fortalecer as bases do PT no interior, através do programa Educar Piauí, elaborado pelos tecnocratas do Palácio de karnak, sem ouvir o Sindicato dos Trabalhadores em Educação.

A correria de deputados e prefeitos à Secretaria de Educação nos últimos dias foi atípica. Todos querendo uma pontinha dos recursos do Fundef. Ou seja, as obras estão sendo definidas agora, às pressas, conforme as conveniências do governo e de seus aliados. Não tem nada de projetos elaborados previamente.

O Sinte-PI que fique atento, pois nesse período quem responde pelo plantão no STF é o presidente Dias Toffoli, cabendo a ele, regimentalmente, decidir  acerca desse tipo de ação. Ministro da cota do PT, o presidente da Suprema Corte, diante da “grave e aflitiva” situação vivida pelo petista Wellington Dias fará tudo para ajudá-lo.

A Procuradoria Geral do Estado argumenta que os gastos com a pandemia estão levando o estado à insolvência, por conta da queda na arrecadação própria. O governo alega ainda que, desde o início da pandemia, já foram investidos o montante de R$ 292.071.739,00 (Duzentos e noventa e dois milhões, setenta e um mil e setecentos e trinta nove reais) no combate a Covid-19.

Acrescenta, ainda, Sua Excelência que a arrecadação do Estado, comparada com o mesmo período do ano anterior, teve uma redução de R$ 274.269.000,00 (Duzentos e setenta e quatro milhões, duzentos e sessenta e nove mil reais).

E de quem é a culpa da queda da arrecadação própria? É dos empresários, dos servidores públicos ou das estratégias erradas adotadas por seu governo?

A PGE chega a dizer que neste momento falta dinheiro para o combate ao coronavírus e sobra para a educação.

Ora, ora, se é assim, como explicar que a rede estadual de ensino esteja quase toda sucateada e os professores há dois anos sem o reajuste de seus salários?

Nesse caso, em vez de desviar o dinheiro dos precatórios, não seria mais correto o governo quitar suas dívidas com o magistério e recuperar as escolas?

Os argumentos de Sua Excelência não passam de desculpas esfarrapadas. Na verdade, senhores, a pandemia que comprometeu as finanças públicas do Piauí começou alguns anos antes da pandemia do coronavírus. Ela remonta aos tempos do primeiro governo petista, que inaugurou um novo estilo de gestão, sem planejamento, sem austeridade, comprometido com a gastança perdulária dos recursos públicos.

Essa é que a verdade. Quem não lembra do empreguismo desenfreado no primeiro governo de Wellington Dias, que, aliás, continua até hoje, da locação de carros de luxo, dos passeios particulares em aeronaves contratadas pelo governo estadual, dos escândalos na Seduc e na compra de medicamentos na Secretaria de Saúde do Estado, nos desvios de recursos em projetos que se arrastam há anos e nunca são concluídos, como o Centro de Convenções?

Sem falar nos gastos com a convocação de suplentes na Assembleia Legislativa, que não cessa nem nesse período de pandemia, nos vultosos empréstimos internos e externos contraídos por Sua Excelência e aplicados não se sabe onde?

Os piauienses elegeram 30 deputados estaduais, mas pagam mais de 40, graças à generosidade do governador com os seus aliados.

Depois dessa quarta e malfada gestão petista, coitado de quem assumir o papel de inquilino do Palácio de Karnak. Vai passar o mandato todo e não conseguirá reequilibrar as contas públicas, pois receberá um estado arrasado, de cofres vazios, sem estradas, sem saneamento básico, sem a menor infraestrutura e cheio de dívidas impagáveis com bancos nacionais e internacionais.

Quem viver, verá!

Opinião:”O PT dividido não mete medo em ninguém”

Ditados populares costumam provar muito mais que calhamaços de fórmulas, teorias científicas ou teses de pós – como se diz na “academia”. Dois desses ditos revelam a verdade cruel nas relações humanas: “rei morto, rei posto”… “amigos, amigos, negócios a parte”.

“Rei morto, rei posto… amigos, amigos, negócios a parte”

A cultura também retrata como as pessoas reagem à partida de um “próximo”. O samba tratou a situação com uma dose cavalar de humor negro: “o defunto nem esfriou e já tem neguinho querendo pegar a viúva”.

Com o PT do Piauí não foi diferente. O presidente não resistiu às várias paradas cardíacas e se foi num domingo na cidade que amou como se fosse única.

Assis Carvalho levou para o túmulo não só o corpo maltratado pelas “batalhas” que travou em vida, mas o que ainda restava de unidade entre as várias tendências que existem dentro do partido. PT que Assis ajudou a alcançar o poder, no Piauí e no Brasil.

Hoje, pelo menos três “viúvas” surgem reclamando a herança do falecido. E não há segredo. As correntes assumem publicamente os seus interesses e brigam pelo espólio de Assis.

Tanto que já houve várias falas de lideranças petistas pregando o consenso. Da Câmara Municipal à Câmara Federal, vozes se manifestam sobre a necessidade do PT continuar unido. O governador Wellington Dias, tentando minimizar os efeitos letais da Covid-19, não parou para tratar do assunto. Se já o fez, ainda não se manifestou.

Os 60 membros titulares e 18 suplentes, que vão se reunir virtualmente nesta sexta-feira (24) para deliberar sobre a presidência do PT estadual. Quem observa de longe a situação logo percebe o que só um vesgo, de visão torta de tanto olhar pro próprio umbigo, não enxerga: o PT, dividido, não mete medo em ninguém.

Fonte: Paulo Pincel

Opinião:”Fundeb não é a salvação da pátria”

Por:José Olímpio

Muita gente pelo Brasil afora fez festa com a aprovação do novo Fundeb ontem (21) pela Câmara Federal. Não vejo razão para tanta euforia, pois em nosso país a lei tem o nariz de cera e os governantes a colocam na direção que bem entendem.

O novo Fundeb, se não trouxer um dispositivo que assegure o seu rigoroso cumprimento por estados e municípios, pouco contribuirá para a valorização dos professores e a melhoria e fortalecimento da educação básica.

Vejam o caso do Piauí, onde os recursos são gastos sem a observância da lei que criou o Fundef, que estabelece um percentual de 60% para a valorização do magistério. O governo petista recebeu R$ 1 bilhão e 600 milhões de precatórios do Fundo e não repassou um centavo sequer para os professores.

Com o agravante de que o governador Wellington Dias (PT) faz letra morta da Lei do Piso Nacional de Salários e há dois anos não reajusta os salários do magistério estadual. Está devendo o reajuste de 2019 (4,17%) e de 2020 (12,84%).

Deste modo, como valorizar o magistério e melhorar a educação pública? Esse objetivo jamais será alcançado, se não instituírem uma punição rigorosa para os governantes que deixarem de cumprir as leis do Piso Nacional de Salários e a do Fundeb.

No Piauí, que é um dos 9 estados atualmente contemplados com recursos do Fundef, a rede de ensino público estadual está completamente sucateada, com escolas caindo aos pedaços, muitas delas fechadas e outras funcionando de modo precário, sem regularidade na distribuição da merenda e sem transporte escolar em muitas cidades do interior.

Ou seja, em nosso estado a educação pública só anda bem mesmo na propaganda oficial. E, seguramente, não é por falta de recursos que isso acontece. Falta gestão e sobram desmandos e politicagem no setor. Esse é o problema.

Não tem Fundeb que conserte essa bagunça

OPINIÃO:”SEJAMOS RAZOÁVEIS E SENSATOS, SR, GOVERNADOR!”

Por:Cláudio Barros/ Jornalista

Nem tudo o que é legal é justo ou razoável ou sensato. Neste sentido, a rejeição ao pedido de liberdade feito pelo jornalista Arimateia Azevedo pode até ter o acolhimento técnico-legal, mas agride a razoabilidade o bom senso;

O jornalista, mantido em prisão domiciliar, não somente não foi libertado como teve determinada a sua volta a um estabelecimento prisional. De uma só vez, em meio a uma pandemia, a Justiça ampliou um pouco mais o número de presos provisórios e submeteu a risco um cidadão de 67 anos, com comorbidades que o colocam no grupo de risco para a Covid-19. No país todo, essa seria uma razão de sobra para, se não relaxar a prisão, ao menos assegurar que o jornalista fosse mantido em sua casa.

Como não há muito a quem apelar, apela-se ao governador do Piauí, Wellington Dias, para que ele impeça o recolhimento de Arimateia Azevedo à Penitenciária Irmão Guido, para onde deve ser encaminhado o jornalista.

Para isso, o governador poderá informar de modo oficial o que todos sabem: o elevado grau de risco que aquele estabelecimento penal oferece para uma pessoa de grupo de risco para a doença. Precisa ter coragem e bom senso. Precisa pensar que, mais que mera legalidade, justiça é bom senso e razoabilidade. (Fonte:facebook)

O jornalista Arimatéia Azevedo, que ainda não foi julgado e não oferece risco a ninguém ou ao andamento do processo a que responde, não pode.

Tem que ir para uma penitenciária, mesmo idoso e sofrendo de alguns problemas de saúde, sendo, portanto, do grupo de risco, suscetível de ser vítima do temido vírus da Covid-19.

Sem entrar no mérito da questão, se o jornalista é culpado ou não, entendo que o Judiciário piauiense, com essa decisão, adota a política do dois pesos, duas medidas. Lamentável (Facebook)

Opinião:”Duas histórias, um personagem”

Foto: reprodução/instagram

Por:José Olímpio(*)

Confesso que não fiquei surpreso com a generosidade da Polícia Militar do Piauí em percorrer bairros da periferia da cidade distribuindo cestas básicas para famílias carentes. Surpreso mesmo fiquei foi com o silêncio das autoridades em torno dos questionamentos feitos nas redes sociais.

A pessoa que passou essa informação para o jornalista Toni Rodrigues revelou-se desconfiada com a ação social da PM porque estamos em ano eleitoral e um dos candidatos a prefeito de Teresina exerce forte influência dentro da corporação.

Afinal, é a primeira vez que se tem notícia da PM percorrendo os bolsões de miséria da periferia, de forma organizada, para ajudar as famílias carentes com a distribuição de alimentos, em ano eleitoral, é bom enfatizar.

Teresina tem uma grande faixa de sua população em estado de vulnerabilidade e nunca se soube que a PM, em épocas de calamidades naturais, tenha se preocupado em fazer doações aos desabrigados das enchentes ou aos famintos da seca que assola ciclicamente nosso estado e nossa capital, deixando centenas de famílias em situação aflitíssima.

Faltam-me, no entanto, elementos para afirmar categoricamente que se trata de campanha eleitoral antecipada em favor deste ou daquele candidato, mas entendo que o Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral devem ficar atentos e fiscalizar essas ações para evitar que elas sejam utilizadas para viciar o processo eleitoral.

Agora, vamos falar de atentado à liberdade de imprensa e de expressão. O ex-secretário de Segurança Pública e pré-candidato a prefeito de Teresina pelo PL, capitão Fábio Abreu, registrou um Boletim de Ocorrência no Greco com pedido de abertura de investigação criminal contra o jornalista Petrus Evelyn, a quem acusa de tê-lo difamado em matéria publicada na página O Piauiense, na Internet.

No entanto, em nenhum trecho da matéria de portal houve desrespeito à pessoa do ex-secretário de Segurança. O texto trata do aumento da violência em Teresina durante a gestão de Abreu e mostra as estatísticas relacionadas, pontando uma curva ascendente e preocupante nos crimes de homicídios e roubo de carros em nossa capital. Basicamente, só isso.

Nenhum veículo da chamada “grande imprensa piauiense” – rádio, jornal, portal ou televisão – divulgou uma linha sequer sobre o processo do deputado federal Fábio Abreu ( PL) contra o jornalista Petrus Evelym.

Um silêncio conivente e vergonhoso que revela a decadência do jornalismo piauiense que, cevado nas gordas tetas do poder, não ousa questionar absolutamente nada, nem mesmo quando a liberdade de imprensa e de expressão está sob ameaça.

A única reação vem do presidente do Sindicato dos Jornalistas, Luiz Carlos Oliveira, que divulgou uma Nota de Repúdio

(*)José Olímpio é professor, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Piauí

Opinião:”MP 926, um estímulo à corrupção”

Por:José Olímpio

Se em épocas de normalidade, em que o país dispõe de todo um aparato legal e a vigilância dos órgãos de controle para combater eventuais desvios de recursos, a corrupção campeia solta no Brasil, imagine agora, em plena pandemia, quando tudo corre frouxo e não é exigido a observação da Lei das Licitações e outros diplomas legais?

Todo santo dia, a Polícia Federal está batendo às portas de empresários e autoridades corruptas, que estão se aproveitando da situação da crise sanitária para superfaturar compras de equipamentos e medicamentos de combate à Covid-19.

Desviam os recursos e condenam à morte milhares de brasileiros pobres que morrem à míngua em hospitais públicos desaparelhados, sem unidades de tratamento intensivos ou um simples respirador pulmonar.

Diante de uma situação dessas, a Câmara Federal decide aprovar uma Medida Provisória 926/2020, que autoriza a contratação de empresas impedidas de firmar contratos com o poder público por irregularidades (leia-se corrupção) e releva a declaração de inidoneidade.

Ou seja, se o empresário picareta for o único fornecedor de bens e serviços considerados essenciais para enfrentar a doença, não importa a sua ficha suja, o prejuízo causado aos cofres públicos, as mortes provocadas por sua ganância, ele está liberado para atuar novamente, quando o correto era estar atrás das grades para pagar pelos crimes cometidos.

A própria Controladoria Geral da União (CGU) admitiu há poucos dias que no Brasil se rouba todo o tempo, independentemente de crises como a que vivemos agora ou de dificuldades econômicas. Os corruptos não tiram férias. E o Governo e o Congresso querem facilitar ainda mais as coisas para essas aves de rapina aprovando a Medida Provisória 926/2020 que reabilita empresas envolvidas em falcatruas e que apresentam irregularidades fiscal e trabalhista.

Pior, reafirma aos governadores e prefeitos todo o poder de impor restrições como isolamento, quarentena e restrição de locomoção, além de aumentar o limite de gastos com o cartão corporativo, quando usado para o pagamento de serviços com dispensa de licitação.

A partir da aprovação da MP 926/2020, a farra com os cartões corporativos vai aumentar. Os nossos governantes ficam autorizados a efetuar pagamentos a vista de até R$ 330 mil para serviços de engenharia e de até R$ 176 mil para compras em geral.

Na justificativa dessa malfadada MP, o governo Bolsonaro argumenta que ela é necessária para “harmonizar as ações de enfrentamento da pandemia do coronavírus”. Não, presidente, ela vai na verdade é ampliar o ralo por onde se esvaem os recursos públicos.

Não fiquei nem um pouco surpreso de ver que a MP 926/2020 foi uma das raras propostas do Governo Bolsonaro que passou pelo crivo da Câmara Federal sem nenhuma dificuldade. Neste caso, não esperava uma postura diferente dos senhores deputados, por razões óbvias.

A matéria agora segue para o Senado. Vamos torcer para que os senhores senadores, ao contrário dos senhores deputados, votem contra a corrupção. Foi a primeira vez que torci contra o Governo Federal. Espero que seja a última.

Volta ao “novo normal” necessita de cuidados

Os trabalhadores devem permanecer usando máscaras

Depois de quatro meses em isolamento social, está chegando a hora de retornar para a rotina, mas com um “novo normal”. Os governos estaduais e municipais estão publicando decretos para a volta das atividades, e as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) são de que os trabalhadores mantenham precauções ao voltarem às suas obrigações. Os cuidados para prevenir a disseminação da Covid-19 devem continuar e os colaboradores devem ser monitorados pelos gestores.

 De acordo com o coordenador da Clínica-escola da Faculdade UNINASSAU Parnaíba, Carlos Eduardo Castelo Branco, embora os cuidados sejam bastante simples, é de extrema importância o distanciamento social, a aferição de temperatura, manter-se em ambientes abertos e arejados, reduzir a ida a outros setores das instituições e fazer uma escala de alimentação nos refeitórios, por exemplo.

“Não há necessidade de sentar-se ao lado de outros colaboradores, se aglomerar em ambientes comuns e nem desrespeitar o distanciamento mínimo em filas. Além disso, deve se evitar a circulação nas áreas comuns e realizar rodízios nos horários de refeição”, comenta Carlos Eduardo.

Os cuidados com a higiene também devem permanecer, principalmente o uso obrigatório de máscaras e nos momentos de alimentação. A retirada da máscara deve ser realizada observando atentamente as regras de distanciamento, higienização das mãos e apenas pelo elástico, com armazenamento de forma adequada.

Contatos nos próprios olhos, boca e nariz durante o trabalho devem ser evitados, e o contato físico com os colegas não deve acontecer. “Todos nós estamos com saudades dos colegas de trabalho, mas nossos reencontros não devem acontecer com beijos, abraços e apertos de mão, vamos adiar esse carinho para um outro momento”, orienta o coordenador.

Além dessas orientações, Carlos Eduardo lembra a importância de lavar as mãos, principalmente antes do início do trabalho, após tossir, espirrar, usar o banheiro, tocar em dinheiro, manusear objetos de trabalho e antes e após a colocação da máscara. “Também devemos evitar o compartilhamento dos objetos pessoais, tais como: fones de ouvido, celulares, canetas, copos, talheres e pratos, bem como atentar para a higienização adequada desses itens”. ( Sariny Leão)

 

Opinião:”O magistério é um sacerdócio?”

Por:José Olímpio

Uma das profissões mais nobres e mais difícil de ser exercida, o magistério aqui no Piauí sempre foi relegado a segundo plano por sucessivos governos, que nunca deram a devida importância à educação e por isso mesmo condenaram o estado a um atraso crônico e quase insuperável.

Nenhuma nação, nenhum estado, pode alcançar o almejado desenvolvimento sem investimentos em educação pública de qualidade, sem a valorização do trabalho do professor e sem escolas bem estruturadas e equipadas. Em nosso estado, em praticamente nenhuma administração, se observou essa preocupação por parte de nossos governantes.

Até bem pouco tempo, propagava-se a ideia cretina de que o magistério era um sacerdócio, que o professor tinha que se dedicar à causa da educação, sem se preocupar com o salário, como se ele não tivesse família para sustentar, o aluguel da casa para pagar, as contas de água e energia, despesas com saúde, vestuário, transportes, capacitação profissional, lazer e outras necessidades. O professor era tratado como se fosse um pária da sociedade.

Esse quadro começou a mudar a partir dos anos 60, quando os educadores piauienses começaram a perceber que, desunidos e dispersos, não alcançariam nenhuma conquista, muito menos o respeito de nossos governantes. Eram massacrados e não reagiam. Muitas vezes aquilo que era um direito da classe era encarado por muitos como um favor do governo.

Foi ai que decidiram revitalizar o Sindicato dos Professores da Escolas Particulares, que existia, mas era apático, e criaram a Associação dos Professores do Ensino Médio Oficial do Estado (APEMOP), depois APEP, hoje Sinte-PI.

Desde então memoráveis lutas foram travadas pela categoria em busca do reconhecimento do seu trabalho. Muitos profissionais da educação pagaram caro pela coragem de reivindicar os seus direitos durante governos obscurantistas e atrabiliários, que jogavam a polícia contra os manifestantes, perseguiam e intimidavam os professores. Muitos deles foram presos ou transferidos de suas escolas para locais distantes, ao arrepio da lei.

Foram tempos difíceis, mas a luta valeu pena. O exemplo dos bravos fundadores da APEMOP que lideraram duas greves vitoriosas nos anos 60, que culminaram em substancial aumento de salário nas redes privada e pública de ensino, despertaram na categoria o sentimento de que era necessário lutar por seus ideais.

Registremos, por oportuno, que só em três momentos da nossa história, o magistério piauiense, sem necessidade de fazer greve ou qualquer protesto, foi tratado pelo governo do Estado com o merecido respeito.

A primeira vez foi no governo do general Gaioso (1954-1958), quando o salário do professores do Liceu Piauiense e da Escola Normal foram equiparados ao de juiz, sem dúvida um gesto de respeito à categoria, que na hora dos reajustes salariais ficava sempre em segundo plano.

Outro momento marcante foi no primeiro governo Alberto Silva (1970-1974), época das grandes conquistas da categoria: Estatuto do Magistério, Concurso Público, Lei do Enquadramento, pagamento de diferenças salariais de 20, 30 anos, Lei do Salário Móvel, Clube do professor, entre outras.

Dirceu Mendes Arcoverde, médico humanista, que substituiu Alberto Silva no comando do Estado (75-78) , deu continuidade à política de valorização do magistério. É dessa época a construção da Colônia de Férias de Luiz Correia, Gabinetes Médico e Odontológico na sede da APEP. Foi um governante justo e respeitoso que dialogava com as lideranças da categoria.

Hoje, por ironia do destino, sob o governo do Partido dos Trabalhadores e de um ex-líder sindical, o magistério estadual é tratado como nos velhos tempos pelo inquilino do Palácio de Karnak, que faz tábula rasa da lei federal que criou o Fundef e se recusa a repassar para os professores os 60% dos precatórios previstos em lei.

O senhor Wellington Dias já bateu o martelo e disse que os precatórios no valor de R$ 1 bilhão e 600 milhões serão destinados ao Educar Piauí, uma programa elaborado pelos burocratas do governo, sem a participação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação.

Não pode ser classificado de outra forma senão como eleitoreiro um programa a ser executado às pressas, em ano eleitoral, com vistas a fortalecer o esquema político do governo, assim como fizeram com os recursos dos empréstimos destinados a obras de infraestrutura e saneamento básico, desviados para a construção de calçamento em cidades do interior.

O Sinte-PI entrou com uma ação na Justiça para obrigar o governo de Sua Excelência repassar os 60% dos precatórios para o magistério, como estabelece a lei que criou o Fundef, mas se a Justiça não andar rápido de nada vai adiantar essa ação, pois o governo petista já autorizou a retomada 76 obras, 64 licitações e o início de 92 novas obras.

Depois de aplicar um calote nos professores, sem pagar o percentual de reajuste dos salários de 4,17%, relativo a 2019, e de 12,84% referente ao reajuste de 2020, o governador petista se recusa a receber a diretoria do Sinte-PI para discutir essa questão. Será vergonha ou simples arrogância do tiranete petista?

Por que tanta pressa em gastar o dinheiro, sem quitar a dívida com os professores? Em que lei Sua Excelência diz estar baseado para negar ao magistério os 60% dos precatórios do Fundef?

Custa crer que o Tribunal de Contas do Estado esteja de acordo com o governador nessa questão, mas é o que ele tem dito repetidas vezes. Que a Justiça seja rápida para não permitir mais um golpe contra o magistério.(Diário do Piauí)

Rafael Fonteles não deixa professores sonharem com R$ 1,6 bilhão do Fundef

RAFAEL ENTENDE DE ENSINO PRIVADO – Apesar de não ser da Procuradoria Geral do Estado e nem secretário de Educação, o governo Wellington Dias escalou o secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, para tratar sobre a liberação de R$ 1,6 bilhão dos precatórios do antigo  Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) aos cofres do Estado do Piauí. Nesse primeiro momento, o secretário de Educação, Ellen Gera, pouco informou sobre as prioridades dos gastos ou mesmo como será o diálogo com os professores que estão sonhando que o governo de Wellington Dias agora esgotou todo o estoque de desculpas para não dar reajuste salarial para os professores que estão em greve desde o dia 12 de fevereiro de 2020.

No site da Secretaria de Educação, nenhuma matéria sobre a liberação do precatório. Já no site da Sefaz-PI, matéria e foto gigante de Rafael Fonteles. É ele, o chefe do cofre estadual,  que está comandando as explicações na imprensa (que pouco o questiona) sobre como o dinheiro será aplicado. Experiente na área de educação privada, por sua ligação com o Colégio CEV e com o Insituto Premium (que faturou mais de R$ 20 milhões na Secretaria Estadual de Educação), o secretário de Fazenda também deve comandar a maneira como esse dinheiro será distribuído na SEDUC.

Apesar do plano Educar Piauí, ter sido elaborado pela SEDUC antes da chegada dos recursos do Fundef,  é Rafael Fonteles, da Sefaz, que tem adiantado como o dinheiro será usado.

Sobre parte dos recursos irem para melhoria salarial dos professores, o secretário de Fazenda tem indicado que não vai deixar esse sonho ser realizado.

A presidente do SINTE-PI, professora Paulina Almeida disse que a entidade tem ação judicial com relação a este precatório. “O SINTE-PI já tomou todas as providências necessárias para garantir os direitos dos profissionais do magistério no precatório. O governo não poderá utilizar este recurso sem passar por uma série de protocolos junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e também Assembleia Legislativa. Os trabalhadores em educação tem direito a 60% desse valor e os outros 40% são para manutenção da escola. Queremos tranquilizar nossos associados, pois estamos vigilantes em relação a esta Ação”, finalizou Paulina.

É ilusão achar que Assembleia Legislativa do Piauí ou mesmo o TCE vão conseguir barrar Wellington Dias e sua equipe. Se não vier ordem do TCU, do MPF ou mesmo da Polícia Federal, os professores vão continuar nessa ilusão. Rafael Fonteles foi logo adiantando que o TCU já decidiu que o dinheiro não poderá ser usado para melhorar salários dos profissionais de educação e que deve ser usado em outros instrumentos que contribuam qualidade do ensino e na infraestrutura das escolas . Os profissionais da Educação defendem que 60% dos recursos sejam para melhorias salarial, pois era assim que os recursos deveriam ter sido distribuídos no passado, na época da existência do Fundef.

Se o SINTE olhar um pouco para o que aconteceu na SEDUC nos últimos 7 anos, saberá bem o que Rafael Fonteles quer e o que a gestão de Wellington Dias tem feito:  gastar muita grana pública na mediação tecnológica, no transporte escolar, reforma de escolas. Os investimentos em tecnologia na SEDUC já acontecem, com gastos anuais na ordem de R$ 40 milhões ou mais.

Sobre mediação tecnológica, o Instituto Premium entrou na SEDUC, ainda no governo Zé Filho (PMDB) através do empresário Rafael Fonteles, que na época era diretor do instituto e que funcionava no mesmo endereço do Colégio CEV da avenida Frei Serafim. Atualmente, quem está à frente da empresa é o sogro de Rafael Fonteles, o pré-candidato à Prefeitura de Picos pelo PT, Francisco Araújo Filho, o Araujinho. Hoje o Instituto Premium não está mais como contratado na SEDUC, finalizou os contratos em 2018; os serviços estão sendo executados por empresas de Brasília.

Foi na gestão de Rejane Dias (ex-secretária de Educação), que a SEDUC contratou sistemas pra tudo, como sistema de evasão escolar (mesmo existindo sistemas gratuitos disponíveis), sistema de ensino à distância, aulas on-line, contratos exclusivos com agências de publicidade etc. Gastos desse tipo se tornaram a regra na SEDUC mesmo antes da pandemia do coronavírus.

Muitos desses serviços são difíceis de serem fiscalizados.  Somente agora, os órgãos de controle estão tentando finalizar o monitoramento os gastos que a gestão da ex-secretária de Educação, Rejane Dias, fez com esse tipo de contratação.

Agora, sobre a aplicação do precatório de R$ 1,6 bilhão será com o secretario de Fazenda e com o governador Wellington Dias que os representantes dos professores terão que negociar. As empresas de comunicação do Piauí já entenderam isso rápido e nem foram atrás do secretário de Educação, Ellen Gera.

De qualquer foram, espera-se mais, muito mais por parte da Secretaria Estadual de Educação, inclusive com mais transparência sobre quais serão as prioridades na aplicação de R$ 1,6 bilhão do Fundef.

Assim, se os professores que estão em greve desde fevereiro não tiverem uma estratégia de negociar para que recursos estaduais sejam remanejados e forem aguardar apenas diretamente pelo recurso do Fundef, aguardando aprovação do Congresso ou mesmo uma decisão judicial que pode levar mais 10 anos, os recursos vão acabar em menos de três anos e os professores continuarão vivendo o sonho de que dias melhores virão.

Essa é a opinião do jornalista e advogado Aquiles Nairó, responsável pelo Blog Código do Poder.

Opinião;”Professores de olho em Wellington Dias”

Por:José Olímpio

O secretário de Fazenda do Estado, Rafael Fonteles, revelou que o valor de R$ 1 bilhão e 600 milhões referente aos precatórios do FUNDEF, que já estão na conta do Estado, “serão aplicados em ações estruturantes e em programas de melhoria da educação”.

Tudo bem. Lembro, porém que a sigla Fundef quer dizer Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, mas em sua fala o secretário de Fazenda esqueceu esqueceu solenemente da diferença salarial que o governo deve aos professores piauienses.

Será que se pode falar em melhoria da educação se o principal agente do processo educativo é tratado pelo governo petista de forma desrespeitosa, como se fosse um pária da sociedade? Há dois anos que o magistério estadual não recebe o piso nacional de salário e o argumento do Palácio de karnak era o de que não havia recursos para efetuar o pagamento.

Agora de posse da bagatela de R$ 1 bilhão e 600 milhões, fala de forma vaga em investimentos na melhoria do ensino, sem dizer que melhorias são essas, como se ainda não tivesse um diagnóstico da situação calamitosa da educação estadual e esquecendo completamente sua dívida com para com os professores da rede estadual de ensino.

A diretoria do Sinte-PI divulgou em sua página no Facebook que do total dos recursos recebidos pelo governo do Estado, a título de precatórios do FUNDEF, 60% serão destinados aos trabalhadores em educação e os outros 40% serão destinados a manutenção de escolas. A presidente da entidade, professora Paulina Almeida, procurou tranquilizar os associados dizendo que a assessoria jurídica do Sindicato está atenta em relação a essa questão.

Segundo ela, o governo não pode utilizar os precatórios da educação da forma que bem entender. “Ele terá que cumprir uma série de protocolos junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e na Assembleia Legislativa”. Que seja assim, mas não custa lembrar às vezes sem conta em que o inquilino do Palácio de Karnak desrespeitou decisões judiciais.

Além do mais, como é do conhecimento de todos, Wellington Dias mantém no garrote os deputados estaduais que votam bovinamente em tudo que ele manda para aquela Casa, com exceção de três ou quatro parlamentares que lhe fazem oposição. O TCE também tem sido muito tolerante com o governo de Sua Excelência.

Assim sendo é necessário que o Sinte-PI se mantenha muito vigilante mesmo para impedir que o governo petista, mais uma vez, passe por cima dos direitos do magistério e gaste o dinheiro dos precatórios da forma que bem lhe convier, como de costume.