Opinião:”Defensores do golpe”

COLUNA DO JOSÉ OLÍMPIO (*)

Em meio à pandemia do coronavírus, vozes agourentas querem implantar o caos, pregando abertamente a deposição do presidente da República, eleito democraticamente, e fazendo uma pregação farisaica sobre as elites dirigentes que “massacram os pobres com o liberalismo mofado”, que só beneficia o capital e por aí vai.

Esses sofistas da esquerda, a pretexto de defender a democracia, pregam abertamente o golpe contra um presidente eleito nas urnas, pela vontade popular. Com vergonha de assumirem que são arautos do esquema político derrotado – a cleptocracia petista – dizem cinicamente que o centro é o melhor caminho, como rezava Aristóteles.

Não assumem a condição de petistas nem de comunistas porque sabem que a esquerda brasileira, patrimonialista e corrupta, perdeu completamente a credibilidade e não tem forças para derrubar o governo, mas o discurso dos golpistas só convence aos tolos que são muitos nas redes sociais.

Estatistas de tendência esquerdista, disfarçados de democratas, os críticos do governo Jair Bolsonaro o acusam do desmonte da máquina pública. Uma falácia. Na verdade, vomitam sua ira contra o governo porque faziam parte do exército de parasitas beneficiários do aparelhamento da administração pública federal.

Bolsonaro fez o que qualquer governo sério teria que fazer. Acabou com as sinecuras criadas pelos governos Lula e Dilma e cancelou milhares de contracheques graciosos, afinal a máquina pública não é para atender a interesses partidários, mas aos interesses da Nação.

Durante os governos petistas o número de comissionados no Executivo Federal era infinitamente superior ao de países ricos como os Estados Unidos e a França. A máquina pública estava a serviço do PT e não do interesse público.

O novo governo reduziu o número de ministérios, extinguiu milhares de cargos desnecessários e busca incansavelmente o ajuste das contas públicas, a retomada do crescimento econômico, com a volta dos empregos ,e a melhoria dos serviços públicos.

Conseguiu aprovar a reforma da Previdência e articula a aprovação das reformas administrativa e tributária no Congresso Nacional, que possibilitarão o controle do deficit fiscal e os recursos necessários aos investimentos em setores vitais da economia.

Em meio ao bombardeio dos adversários e da grande mídia, Bolsonaro completou um ano de gestão sem uma denúncia sequer de corrupção no Governo Federal, o que por si só já é um grande feito em um país que passou vários anos sob o controle de um esquema viciado e corrupto que gerou desemprego em massa, caos econômico e violência.

Não há, portanto, motivos para se falar em impedimento do presidente. O Brasil mudou para melhor, sem dúvida, e não se pode afastar um governante do cargo por causa de suas opiniões, como deseja o PT e a esquerda.

Tentar aproveitar um problema sanitário gravíssimo como a pandemia do coronavírus para criar instabilidade política e promover uma ruptura democrática configura um oportunismo barato e condenável, que certamente não terá o apoio da maioria dos brasileiros.

(*) José Olímpio é jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalista Pofissionais do Estado do Piauí

Há muito, não vejo mais televisão

As pessoas, especialmente os meus poucos leitores e seguidores, podem até estranhar em  se tratando de um instrumento profissional, mas deixei de ver televisão. Desliguei no quarto e na sala. Só tem notícia de fim do mundo.

E eu estou entre os que acreditam que vamos sair desse inferno. Sei da enorme gravidade, estou cumprindo a quarentena como recomendado. Mas assistir aos
 telejornais repetitivos é compartilhar com o satanás. Deus me livre! Nunca vi tamanha desinformação e contradição.

E não têm outro assunto! O corona reina absoluto. Só com notícias ruins. Por que não mostram à volta à rotina de um paciente que se curou? O prazer está na contagem dos mortos. Acho que as TVs estão loucas por aquelas imagens reproduzidas da Itália, de enterros coletivos.

Não, não vejo mais televisão. Aliás, antes do corona, para ser mais sincero, eu só ligava a TV para alguns telejornais, programas inteligentes de entrevistas e jogos. Só. Odeio novelas e as baixarias do Big Bosta, ou Big Brother, desculpe.

Nas horas vagas da quarentena, mato o meu tempo com meus filhos me divertindo ou lendo.(Mago Martins)

Opinião: “Que se dane a economia, fique em casa, dizem eles!”

Por:Eliaquim Nunes

Fácil dizer isso. O difícil é explicar para o cara do Uber que tem que ir pra rua todo dia pra conquistar o pão.

Difícil é explicar para o mototaxista que sabe que um dia parado significa não ter grana para água, luz, aluguel e comida dos filhos.

Difícil é explicar para o vendedor de picolé, de cachorro quente, a diarista e para os mais de 38 milhões de brasileiros que vivem na informalidade.

E, para os que gostam de comparativo, o número acima equivale à quase totalidade da população da Itália, que além de diferente clima, densidade demográfica, expectativa de vida, tem inúmeros outros fatores que a diferencia do Brasil.

Ah,…mas nós temos idosos e pessoas no grupo de risco, o que faremos ? O que nós sempre fizemos há anos, cuidamos deles e os protegemos sem que seja preciso parar o país para isso.

Se o país quebrar, aí sim o sistema de saúde entra em colapso e não teremos como cuidar deles.

Essa é a minha opinião, não peço que concordem comigo, não quero convencer nem discutir com ninguém. É o que penso.(Fonte:facebook)

Opinião: Esqueceram os moradores de rua

Com igrejas fechadas, moradores de rua ficam sem comida

Paulo Xavier

Os governadores de Estado que estão determinando o fechamento das igrejas, ou qualquer outro templo religioso, que se equipare à condição de igreja, podem estar cometendo um equívoco pensando em fazer o certo, o que é comum em tempo de tantas perplexidades.

Resta evidente que eles talvez não tenham se apercebido de que a ação das associações religiosas vai além da disseminação da doutrina, e é há milênios também de caráter social, especialmente em comunidades vulneráveis e desassistidas, onde a condição de miséria absoluta ainda persiste.

Faço parte de um movimento espírita que, dentre muitos trabalhos assistenciais, distribui sopa para moradores em condições de vulnerabilidade.

Muitos vivem na rua há anos, enquanto outros se sustentam da alimentação oferecida, apesar de exercerem alguma atividade profissional informal.

A existência dos trabalhos de caridade, fundamentalmente pelos movimentos religiosos, que trabalham com profunda disciplina e organização logística, são fundamentais para a sobrevivência de muitos em condições de indigência, marginalidade e vulnerabilidade.

A capilaridade dos movimentos religiosos é indiscutível no curso do processo civilizatório. Eles chegam aonde o Estado muitas vezes não consegue chegar sozinho, até muitas vezes por razão do crime organizado ou da política.

Eles são a sociedade civil viva participando sozinha ou complementando ações coordenadas pelo Estado.

Chegará o dia em que a eficiência dos trabalhos sociais, que o Estado oferece, permitirá que os movimentos religiosos apenas se ocupem com a condução da reforma moral do homem no mundo, e não da distribuição do alimento diário. Ainda muito distante nos dias atuais, faz-se imperiosa a participação dos movimentos religiosos.

Portanto, antes de impedir a ação dos movimentos religiosos, o Estado pode e deve estimulá-los e coordená-los, para continuar fazendo, com mais foco e sinergia, o que vem sendo feito por eles há milênios, não apenas nessa, mas em todas as calamidades que assolaram a humanidade.

O Estado retira aqueles que estão dispostos a arriscar as suas vidas em favor do próximo e não cria alternativa, além de interromper alguns serviços que eram oferecidos, de forma informal, pelo próprio Estado, a doação de comida e água, atualmente proibida pelo Corpo de Bombeiros Militar, sob a justificativa de risco de contaminação.

Os jornais em vez de discutirem de forma séria a importância desse serviço assistencial, resumem, de forma sórdida, que a manutenção do funcionamento das igrejas tem como objetivo garantir, apenas, o pagamento do dízimo. Transformaram o tema, de forma deprimente, em um ataque ao Presidente Jair Bolsonaro que vem tentando manter o seu regular funcionamento.

Os meios de comunicação se tornaram no que há de pior no país. Eles torcem abertamente para que tudo fracasse. Eles não têm o menor compromisso com a nação. Lamentável.

Espero que parte da população entenda a importância da manutenção de todos os templos funcionando. 

Ideia de cancelar eleição deixa pergunta: até onde vai a pandemia?

Por:Fenelon Rocha

A ideia de adiamento das próximas eleições municipais de 2020, marcadas para outubro, começa a ser mais que um burburinho: vai se tornando discurso na voz de alguns políticos de ressonância. A princípio, parece uma ideia desbaratada ou mesmo oportunista. Mas tal possibilidade traz junto a pergunta que está no centro das discussões cotidianas em meio ao crescente número de casos do corononavírus: até onde vai essa pandemia no mundo e no Brasil?

Os defensores da ideia de remarcação das eleições levam em conta que o calendário eleitoral inclui uma série de eventos de massa, sobretudo depois de 20 de julho – data de início das convenções. Pela fala das autoridades de saúde, o ápice da pandemia deve ser o mês de abril e talvez inclua ainda o mês de maio. Esse tipo de cálculo leva em conta o que se conseguiu, por exemplo, na China, onde a doença reflui depois de dois meses e meio de enfrentamento efetivo.

Se o Brasil conseguir ser razoavelmente eficiente no enfrentamento do coronavírus, é possível que os cuidados extremos no controle social – isto é, limitações na movimentação e concentração popular – possa ser algo menos preocupante a partir de junho. E se assim for, talvez seja precipitado falar em mudança da data das eleições, embora seja fundamental um monitoramento da situação. O TSE, por enquanto, vai mantendo o calendário eleitoral. Há datas importantes, como o 6 de maio, até quando os eleitores com pendências devem regularizar sua situação. Em termos de encontros políticos com envolvimento popular, a data que realmente conta é o 20 de julho, início das convenções que indicarão os candidatos.

Salvo mudança brusca de cenário, tudo segue no cronograma definido anteriormente. E (pré)campanha segue como sempre: na mídia e nas conversas de bastidores.Confira algumas datas do Calendário Eleitoral

ABRIL
• Dia 3: Data limite para filiação partidária visando as eleições de outubro.

MAIO
• Dia 6: Limite para eleitor regularizar pendências, pedir alistamento ou transferência de registro.

JULHO
• Dia 20: Início das convenções partidárias.

AGOSTO
• Dia 5: Último dia para convenções partidárias.
• Dia 16: Candidatos podem fazer propaganda eleitoral, inclusive na internet.
• Dia 28: Começa propaganda eleitoral no rádio e TV.

OUTUBRO
• Dia 1°: Termina propaganda eleitoral no rádio e TV.
• Dia 4: Primeiro turno.
• Dia 25: Segundo turno.

Que lições podemos tirar com a pandemia do coronavírus?

O coronavírus está entre nós! Sim, ele é uma realidade, e no Brasil, os números continuam crescendo. A última atualização do Ministério da Saúde, divulgada na noite de ontem mostrou que o país já segue com 904 casos confirmados, sendo registradas ainda 11 mortes em São Paulo e Rio de Janeiro. E de acordo com o ministro, Luiz Henrique Mandetta, a expectativa é de que os casos da doença disparem no mês de abril, e com isso, o sistema de saúde pode entrar em colapso.

O Ministério apontou ainda que todo o território nacional está sob o status de transmissão comunitária do coronavírus Sars-Cov-2,responsável pela pandemia da doença Covid-19. Esse tipo de transmissão é aquele quando não é possível rastrear qual a origem da infecção, indicando que o vírus circula entre pessoas que não viajaram ou tiveram contato com quem esteve no exterior.

No Piauí, a expectativa não é diferente. O último relatório divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesapi), confirmou a ocorrência de quatro casos, além disso, ainda existem 101 sob suspeita, outros 161 foram notificados e 56 descartados.

Nunca é demais lembrar que esse é um nomento de seriedade e prudência. Um momento, onde até mesmo opositores políticos se uniram em prol de um bem maior, a segurança do estado. Foi o caso do governador Wellington Dias, e do prefeito de Teresina, Firmino Filho, que juntos, anunciaram medidas para tentar conter a propagação do Covid-19 no estado. Sabe porquê? O nosso sistema, como um todo, não tem estrutura suficiente para suportar uma epidemia como essa.

Os decretos expedidos, podem parecer drásticos, mas são de extrema importância para o estado. Segundo a Associação Piauiense de Municípios, 182 cidades emitiram decreto de calamidade pública, a capital do Piauí e o governo do Piauí também seguiram o exemplo.

Com isso, aulas foram interrompidas, comércios passaram a funcionar em horários mais limitados e os serviços de saúde sofreram alterações. O setor privado também adotou medidas preventivas, e dessa forma, a rotina do piauiense mudou drasticamente nos últimos dias, e detalhe: A economia tem sofrido muito, pois as perdas são latentes. Mas o esforço, com certeza é válido.

O discurso, repetido inúmeras vezes por profissionais da área da saúde e autoridades é o mesmo: Precisamos de isolamento e seguir à risca as medidas de higiene necessárias. O objetivo? Barrar a circulação do vírus!

Então, é cada vez mais necessário que as pessoas cumpram as medidas de contenção e, se possível, permaneçam em casa. Essa é a nossa forma de guerrear. São indicações simples, mas imprescindíveis, que irão ajudar a evitar tragédias maiores. E isso depende da atitude de cada um. É momento de isolamento, mas, para o bem da coletividade!

E que no final de tudo isso, nós possamos ser capazes de tirar alguma lição e aplicar na vida, para evoluirmos como cidadãos e seres humanos!(Encarando/Silas Freire)

Opinião: Alarmismo e fake news

Por:Eliaquim Nunes

Prefeito Mão Santa esteve em Brasília em audiência com o presidente Bolsonaro buscando viabilizar recursos para solucionar os problemas de Parnaíba.

A partir de então surge inúmeros “infectologistas” de internet se achando expert em assuntos de saúde sugerindo que o Prefeito trará o corona vírus para Parnaíba.

Em tempos de crise, o que se percebe é que o alarmismo e as fakenews são muito mais velozes e nocivas do que o próprio vírus em si.

  • Hermerson Saulo Deus abençoe que ele venha são de Brasília 🙏
    Que o vírus boiola ñ tenha entrado nele…
  • Fransuellem Mendes Eu saí de Brasília estou gripada mais não estou com coronavirus.
    Povo ignorante, vendo que o prefeito foi buscar melhorias disso eu tenho certeza .
    E outra, o presidente Bolsonaro não está com coronavirus !!

Governo também espalha ‘fake news’ sobre coronavírus

O Governo do Piauí informou, ontem, que autorizou a Secretaria de Segurança a investigar as pessoas que distribuem fake news pelas redes sociais sobre o coronavírus (Covid-19), dando conta que o Estado tem casos confirmados da doença.

Secretaria de Saúde reúne-se com diretores de hospitais particulares

De acordo com o governador Wellington Dias, a situação é muito séria e envolve profissionais das mais diferentes áreas, tendo também um impacto econômico.

“É uma situação em que precisamos lidar, principalmente, com a verdade. E a verdade, no momento, é que nos exames já realizados no Piauí não se confirma nenhum caso”, reagiu.

O governador aproveitou para chamar a atenção para que a população evite reproduzir fake news e reafirmou que todos os protocolos do Ministério da Saúde estão sendo cumpridos no Piauí.

A rede de UTI’s

Muito bem! É correta a atitude do governador em relação às fake news. Elas são altamente prejudiciais, sobretudo neste momento de crise, pois espalham boatos e contribuem para criar um clima de pânico na população.

Acontece, porém, que o próprio Governo do Piauí é o primeiro a espalhar notícias falsas sobre o Covid-19, quando anuncia que vai alugar leitos nos hospitais privados para tratar os doentes que venham a ser infectados pelo vírus.

Toda a rede hospitalar do Piauí conta com 422 leitos de UTI. Desse total, 215 são de hospitais privados e 192 dos hospitais estaduais. Os outros 15 são do Hospital Universitário.

Outra coisa: a maioria desses leitos de UTI se concentra em Teresina e em alguns municípios do Norte do Estado. 

Para o lado do Sul do Piauí, apenas o Hospital Regional de Floriano conta com esse tipo de leito. E eles estão todos ocupados com pacientes internados com outras doenças.

De Jerumenha a Cristalândia, uma distância de 600 quilômetros – a mesma de Teresina a Fortaleza – não há um só leito de UTI. Nos municípios da região moram aproximadamente 300 mil pessoas.

Falta leito em todo lugar

A falta de leito nas Unidades de Terapia Intensiva não é uma situação particular do Piauí. No Brasil inteiro o quadro é este: falta leito nas UTI’s há muito tempo.

Só que a situação do Piauí é mais grave. O jornal Folha de S. Paulo mostrou que o Piauí tem uma taxa de 0,56 leito por 10 mil habitantes, a mais baixa do país.

A proporção recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de pelo menos 1 leito para cada 10 mil habitantes.(Informações de Zózimo Tavares)

Dois Territórios de Desenvolvimento, 40% do Piauí, não têm UTI

Por:Fenelon Rocha

Dois Territórios de Desenvolvimento que correspondem a quase 40% do território do Estado do Piauí têm uma dificuldade especial para enfrentar o coronavírus: a completa ausência de UTIs. Esses dois territórios, o da Chapada das Mangabeiras e do Tabuleiro do Alto Parnaíba, somam uma área de mais de 91.000 km2 e uma população próxima de 300 mil pessoas distribuída em 36 municípios. Prefeitos da região se preocupam com a situação, já que além da ausência de UTI, se deparam com a falta de equipamentos e treinamento de pessoal.

O Território da Chapada das Mangabeiras tem 24 municípios, onde Bom Jesus e Corrente são as cidades de referência. No caso do Tabuleiro do Alto Parnaíba, são outros 12 municípios, com Uruçuí como principal referência. “Há uma preocupação grande dos prefeitos nessa situação da pandemia do coronavírus. As condições disponíveis estão longe de ser adequadas”, diz o prefeito de Bom Jesus, Marcos Elvas.

O prefeito dá um exemplo: Bom Jesus recebeu dois kits para exame. “Se tivermos quatro suspeitos, já não teremos como atender a todos”, afirma. Ele cobra ainda a qualificação de pessoal especificamente para essa situação que ele vê como de extrema urgência. Os dois territórios cobrem toda a parte sul do Estado, a partir da linha dos municípios de Guadalupe, Jerumenha (ambos no Alto Parnaíba) e Elizeu Martins (a cidade mais a norte no território da Chapada das Mangabeiras).

A UTI mais próxima é a de Floriano: são 10 unidades de terapia intensiva. Mas, conforme Marcos Elvas, estão sempre lotadas mesmo não havendo situação de emergênci

Opinião:”Governo ameaça professores, mas a greve continua”

Por:José Olímpio

Os professores piauienses, reunidos ontem (2) em Assembleia Geral, decidiram pela continuidade do movimento grevista iniciado no dia 10 de fevereiro e por um acampamento em frente ao Palácio de Karnak, a partir de amanhã (4).

Wellington ameaça os professores, mas a greve continua

Em resposta, a Secretaria de Educação do Estado divulgou uma nota que contribuiu para acirrar ainda mais os ânimos, ao reafirmar que o governo já paga mais que o piso nacional aos professores piauienses, o que não é verdade, repita-se.

O teor da nota, que publicamos abaixo, é uma recusa ao diálogo. Na verdade, faz dois anos que os educadores piauienses não sabem o que é aumento de salário.

Em 2019, os mestres ficaram sem o reajuste de 4,17%. Como prêmio de consolação, a categoria foi contemplada com um auxílio-alimentação que este ano recebeu o fabuloso aumento de R$ 5. Isso mesmo: cinco reais.

Agora, em 2020, o reajuste nacional foi de 12, 84%, mas Sua Excelência, utilizando o argumento de sempre, diz que o Piauí está no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal e não pode conceder o aumento reclamado.

Divulga, por meio da imprensa oficiosa, que paga o piso de R$ 3.167,00, mas não explica que consegue essa proeza somando todas as gratificações ao salário base, o que não é permitido pela lei do piso.

Os professores, por sua vez, exigem o pagamento do reajuste de 2019 e o deste ano que, somados, chegam a 17,04%, mas o governo mandou para a Assembleia Legislativa uma mensagem concedendo apenas 4,17% e acusa as lideranças do movimento de intolerância, ameaçando cortar o ponto dos grevistas.

As contradições do governo o levam ao descrédito. Quando acossado pela oposição que denuncia o descalabro das contas públicas, Wellington Dias diz que as finanças do Estado estão equilibradas e, para justificar os recorrentes empréstimos, garante que o Piauí tem capacidade de endividamento muito grande ainda.

Mas, quando o funcionalismo público reivindica a correção de seus salários, a choradeira é grande. O Estado nunca sai do limite prudencial da LRF. Não há como conceder aumento. Só falta admitir a quebradeira denunciada pela oposição.

No entanto, não falta boa vontade a Sua Excelência na hora liberar polpudas verbas para os nobres deputados estaduais. As chamadas emendas impositivas totalizam R$ 50 milhões no orçamento de 2020, cabendo a cada parlamentar a importância de 1 milhão e 600 mil, para que gastem como lhes convier.

Os defensores do governo se apressarão em dizer que as emendas são impositivas. Tudo bem, mas o que impede Sua Excelência, em meio a tantas dificuldades que o seu governo enfrenta, de propor aos nobres deputados a suspensão temporária da gastança dos recursos públicos?

Com essa e outras medidas de austeridade, o governo faria uma boa economia. Basta um melhor controle sobre as mordomias, despesas com viagens infrutíferas pelo mundo afora e uma lupa para acompanhar o setor de compras do governo.

Lamentavelmente, os outrora defensores dos trabalhadores, especialmente os senhores Wellington Dias e João de Deus, que tantas greves lideraram no Piauí cobrando melhores salários e condições de trabalho, hoje utilizam os mesmos argumentos dos inimigos da educação para humilhar o magistério e negar os seus direitos. Até mesmo o direito de greve.

Não se faz educação de qualidade sem valorizar os professores e sem prédios escolares decentes e equipados. O governo petista comete o mesmo erro de seus antecessores, maltratando os educadores e descuidando da manutenção das escolas públicas, de modo que a educação piauiense só anda bem na retórica oficial e na mídia oficiosa.

Ó tempora, Ó mores! (Diário do Piauí)

Não se respeita autoridade: “Pare de demagogia, cabra safado!”

DEU NO PORTAL AZ:

“Retrato” das viaturas da PM no Estado do Piauí: empurradas por falta de gasolina

O mundo endoidou?

Já não mais se respeita nem autoridade. Em postagem rebatendo anúncio do governador Wellington Dias, de envio de policiais do Piauí para o Ceará, ao mostrar que aqui nem as viaturas tem gasolina, o humorista Bob Nunes, em seu perfil, não economizou na agressão:

“Pare de demagogia, cabra safado, crie vergonha nessa fuça”.

Porto das Barcas

Mais um espaço público do Patrimônio Estadual deve ser colocado para privatização. Agora é a vez do Porto das Barcas, cuja obra de restauração vem se arrastando, como tem sido regra em ações similares no governo do Piauí. (Portalaz)

A doença da correria

Por: Carlos Henrique Araujo(*)

No entendimento popular, é comum as pessoas dividir o nosso tempo de vida em três fases: passado, presente e futuro. Aparentemente está certo, mas na verdade só existe uma – o presente, pois o futuro ainda vai chegar (ou não) e o passado já passou. Só o presente é real. Ele é o fruto de nosso livre arbítrio.

Somos o que desejamos ser e conseguimos aquilo em que acreditamos, basta pensar, sentir, acreditar e lutar por nosso objetivo.

A vida é uma só. É esta que estamos vivendo agora. Poderão existir outras, mas só se vive uma de cada vez. A única certeza absoluta que temos é do final desta vida. Mais cedo ou mais tarde todos nós iremos morrer.

O termo “Qualidade de vida”, em moda hoje, é utilizado por vários movimentos e correntes de idéias espalhados pelo mundo afora, como: a Simplicidade voluntária, a Sociedade para a Desaceleração do Tempo, Pegue seu Tempo de Volta, Círculos da Simplicidade, Física Quântica, Programação Neuro-linguística e Constelação Familiar, etc.

Em todos esses movimentos, a pressa, o estresse, o excesso de trabalho, a ganância, a disputa para ser o maior, o melhor e o mais rico, estão dando lugar a ações voltadas para o cuidado com o corpo, com o espírito, com o próximo, com o meio ambiente, com o planeta, com a vida, com a felicidade e com a paz mundial.

Pelos quatro cantos do planeta, esses movimentos pregam a desaceleração da vida moderna e apontam alternativas para quem quer trabalhar fazendo o que gosta, viver a vida sem pressa, ajudar ao próximo, cuidar do planeta, enfim fazer o bem aos outros e conseqüentemente a si próprio.

A velocidade, símbolo do desenvolvimento tecnológico, da produção e do consumo, cada vez mais vorazes, criou uma necessidade de “urgência” que poucos conseguem administrar. O resultado é um novo mal “mal do século”, símbolo do nosso tempo.

É, segundo o médico americano Larry Dossey, a Doença da Correria ou Síndrome do Pensamento Acelerado, uma resposta ao fato do nosso relógio interno ter virado um relógio de pulso despertador.

Mas nem tudo está perdido, há muita gente pensando diferente. Em todo o mundo, grupos mais ou menos organizados vêm criando maneira de diminuir o ritmo, de abrir mais espaço para o lazer, para os prazeres sadios e para a família, através de iniciativas que privilegiam o bem-estar, a convivência amorosa e harmônica, a simplicidade, a tradição local, o resgate da história e da hospitalidade das pessoas.

Este é o começo de uma revolução cultural, uma mudança radical na forma como vemos e vivemos o nosso tempo, e como lidamos com a velocidade da modernidade e a pressa cotidiana.

Significa colocar qualidade antes de quantidade. “É uma espécie de “filosofia do devagar, onde se percebe que nem sempre a rapidez é a melhor maneira de fazer as coisas”, disse a Galileu Carl Honoré, autor do livro “Devagar”, já lançado no Brasil.

O “devagar” leva as pessoas a entenderem que há outros metabolismos, ritmos e experiências significativas, privilegiando o Ser sobre o Ter e dando mais importância às culturas pessoal e espiritual.

Carlos Henriques de Araújo
Escritor – Membro da UBE-PI

A Gratidão

 

Por: Carlos Henrique Araújo

O sucesso não é ser feliz, é ser grato. Grato por tudo de bom que nos acontece, por tudo que conseguimos, enfim, por tudo que temos: Nossa vida, nossa saúde, nossa família, nossos parentes, nossos amigos, nossa casa, nosso emprego, nossa empresa, nossos empregados e a todos com quem convivemos e nos ajudam ou prestam-nos serviços.
A felicidade vem como consequência. Não há ninguém no mundo que não tenha algo para ser grato. Pode ser por um “bom dia” que recebemos, um livro que ganhamos, um presente de natal ou aniversário, uma viagem que fizemos, um pôr do sol ou uma estrela no céu que curtimos, uma flor que encontramos num jardim, uma música que ouvimos, um banho que tomamos, a brisa fresca de uma noite de lua que sentimos, o canto de um pássaro que ouvimos, até o ar que respiramos.
Tudo que possuímos, fazemos, sentimos e curtimos é uma dádiva divina portanto devemos ser grato, primeiro a Deus, depois a quem nos proporciona e compartilha.
Nada nos faz tanto bem quanto o agradecimento manifestado explicitamente. Devemos dizer para nós mesmos o quanto somos e estamos felizes, diariamente, desde quando acordamos até a hora que vamos dormir.
E para as pessoas mais próximas que gostamos, como pais, filhos, companheiros e amigos, além do sentimento de amor que sentimos, temos que demonstrar com palavras, abraços e atitudes.
Ajudar, ser solidário, fazer o bem aos outros deixa-nos mais felizes, além de formar uma corrente do bem que se propaga entre as pessoas, mas sempre sem esperar retorno imediato pois, fazer o bem é como plantar uma árvore, o fruto só vem depois.
Sejamos grato por tudo de bom que nos aconteceu, que nos acontece e que nos acontecerá. Não devemos reclamar por algo de errado ou ruim que nos acontecer. Nada nos acontece por acaso, é importante ficarmos atentos para descobrir o motivo e evitá-lo para que não se repita.
Vamos ser felizes com o que temos e almejar sempre o melhor mas sem esquecer que a vida passa rápido. Vamos viver o presente todos os dias sem deixar nada para depois, pois podemos não estar lá para curtir e se tivermos pode ser que não tenhamos mais a mesma vontade e disposição.
Façamos o melhor para nós e para os outros aqui e agora. Vamos ser grato por tudo e a todos, vamos nos amar e amar os outros. A recompensa sentimos no dia a dia em forma de felicidade.
Sejamos alegres, amáveis, educados, prestativos e bondosos. Deixemos que o espírito nos oriente nas nossas atitudes, ações e decisões. E sejamos felizes.

by CHA. (Esta crônica sairá no meu próximo livro)

TSE nega pedido de criação do Partido Nacional Corinthiano

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou nesta quinta-feira (20) mais um pedido de criação do Partido Nacional Corinthiano (PNC). A decisão foi unânime.

Era a segunda tentativa de criar o partido (Foto: Reprodução/Montagem/PD)

Os ministros entenderam que a agremiação não cumpriu os requisitos legais para o registro. A regra atual determina que as siglas que desejam o registro no TSE têm dois anos para conseguir as 490 mil assinaturas.

O PNC não conseguiu reunir os apoiamentos necessários e pedia que fossem consideradas válidas as assinaturas coletadas fora desse intervalo de tempo. Se tivesse conseguido o registro, o PNC seria a 34ª legenda política do Brasil.

Os ministros acompanharam o voto do relator do caso, Luis Felipe Salomão, que avaliou não haver o apoio mínimo necessário para o registro.

Em seu voto, Salomão argumentou que o prazo de dois anos para a coleta de assinaturas é um “mecanismo que traduz o fortalecimento do sistema democrático impedindo o advento de legendas sem o efetivo e contemporâneo respaldo popular”.

É o segundo pedido de criação do PNC negado pelo TSE. A sigla tenta obter o registro nacional desde 2015 e naquele mesmo ano teve o requerimento rejeitado pelo tribunal por não apresentar a documentação necessária.

No processo específico desta quinta, se discutia a validade das assinaturas de apoio à criação do partido. (política Dinâmica)

Opinião:”Governante perdulário”

Não há dúvida de que o Brasil ainda enfrenta dificuldades para equilibrar suas contas e que a crise econômica atingiu também estados e municípios, fazendo-se sentir em todos os setores da administração pública. Isto é verdade. Mas, é verdade também que muitos governantes gastam perdulariamente os recursos públicos e colocam a culpa na crise econômica, quando na verdade são eles os principais responsáveis pela situação de penúria de estados e municípios.

O governador do Piauí, Wellington Dias, participa de debate sobre energia eólica no país, durante a 6ª edição do Brazil Windpower (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Por:José  Olímpio

Não se governa sem planejamento, sem definição de prioridades e sem austeridade na aplicação dos recursos, especialmente em tempos de crise. Se o governo não pode dar pão e circo, que se abstenha de torrar o dinheiro público patrocinando festivais, festas carnavalescas, contratações de bandas de fora a preços superfaturados e em obras e serviços de interesse duvidoso.

No caso do Piauí, o governador Wellington Dias (PT) é um exemplo de gestor que gasta muito e gasta mal em tempos de crise. E quer que o povo creia que o descontrole das contas públicas decorre dos gastos com servidores efetivos, o que não é verdade. Se não contrata os candidatos aprovados em concursos passados, como no caso do concurso da Polícia Civil, e não atende as reivindicações salariais dos servidores públicos, como explicar o aumento significativo da folha de pessoal?

Só há uma explicação plausível. As repartições públicas estão cheias de comissionados e prestadores de serviço apadrinhados por políticos do PT e aliados, cuja única contribuição, na maioria dos casos, é o inchaço da folha de pagamento.

Tem gente que não sabe nem onde fica a repartição onde é lotado. É por essas e outras mazelas que o governo não tem recursos para atender as justas reivindicações dos servidores públicos. A farta distribuição de contracheques graciosos a chefes e chefetes políticos do interior. O empreguismo desenfreado.

Somados a isso, as mordomias, locações de carros de luxo, viagens desnecessárias, até internacionais, às expensas do Erário, a farra com as tais emendas parlamentes, os gastos fabulosos com propaganda e aliciamento de lideranças políticas, são o ralo por onde escoa o dinheiro público.

Há que se lembrar também os casos de corrupção, como o da contratação de transporte escolar, este já em apuração pela Policia Federal, e o desvio de recursos oriundos de empréstimos destinados a obras de infraestrutura, saneamento básico e recuperação da malha rodoviária do Estado, cuja prestação de contas não foi feita.

Os reflexos da gestão temerária dos recursos públicos não poderiam ser outro senão o desequilíbrio fiscal, o endividamento e a quebradeira do Estado, que não conta com recursos para investimentos nem para manter os serviços públicos funcionando a contento. Mas, quando a minúscula oposição denuncia na Alepi os desmandos de sua administração, Wellington Dias comparece à mídia oficiosa para dizer que as finanças públicas estão sob controle, que as contas estão em dia e que a economia estadual cresce em ritmo chinês.

A verdade, porém, é outra. O Piauí está mais quebrado que arroz de terceira em razão dos desmandos da gestão petista. Em razão disso, Sua Excelência tem se contentado em inaugurar calçamento em cidades do interior e operação tapa-buraco nas rodovias estaduais. Essas são as grandes obras do governo petista.

Obras paradas passam de 14 mil

O Brasil tem 14 mil obras públicas paradas. O levantamento foi divulgado pelo Comitê Executivo Nacional para Apoio a Solução das Obras Paralisadas.

A ferrovia Transnordestina é uma das obras paralisadas

O Comitê é formado por representes do Executivo e do Judiciário, além dos órgãos de controle externo, como o Tribunal de Contas da União, e a Transparência Brasil.

Essas obras já custaram aos cofres públicos aproximadamente R$ 200 bilhões, de acordo com informações do TCU. Dinheiro jogado fora, naturalmente, pois elas não estão servindo para nada.

Os principais motivos da paralisação, apontados pelo Comitê: técnicos, erros de projeto e abandono das obras pelas empresas.

Apenas 6 por cento delas tiveram causas relacionadas com a Justiça ou com órgãos de controle.

No Nordeste, o Maranhão lidera o ranking das obras paradas. É seguido por quem? Exatamente pelo Piauí.

Retomada

A ideia do governo federal é retomar e concluir essas obras, espalhadas por todo o país. São creches, escolas, unidades básicas de saúde e obras estruturantes.

Para tanto, foi lançado o “Destrava Brasil” – que é o Programa de Retomada das Obras.

Para isso, um comitê com integrantes dos governos federal e estaduais deve ser montado para analisar a situação das obras, como a fase em que estão paradas, e encontrar soluções. A experiência começa por Goiás, onde o programa foi lançado.

Inicialmente, o foco do programa será o resgate das obras de creches e escolas básicas de ensino.

As informações sobre a retomada dessas obras ainda são vagas, o que indica que elas ainda continuarão paralisadas por muito tempo.(Zózimo Tavares)

Opinião: “E o ano letivo não começa”

Por:Zózimo Tavares

Somente ontem chegou à Assembleia Legislativa o projeto de correção do piso do magistério. Em greve, os professores chegaram antes e solicitaram uma audiência pública para discussão do projeto.

O reajuste encaminhado pelo governador Wellington Dias deixará o piso estadual em R$ 3.167,00, segundo o secretário de Governo, Osmar Júnior.

As lideranças do magistério não aceitam a proposta. Querem a correção de 12,84%, com vigência a partir de janeiro, como manda a lei.

O governo alega que tem impedimentos legais para dar o reajuste nesse percentual. É que o Piauí está no limite prudencial da Lei da Reponsabilidade Fiscal (LRF).

Pela previsão do governo, o Estado só deve sair desta situação a partir de maio.

O impasse está criado. Os professores decidiram decretar greve geral por tempo indeterminado.

Na greve de 2018, a rede estadual perdeu 60 mil alunos para escolas municipais e particulares. Com a redução nas matrículas, o Estado perdeu R$ 90 milhões para a educação este ano.

Esta queda de receita é, segundo o governo, um dos motivos que impedem o Piauí de sair, agora, do limite prudencial da LRF.

Nessa sucessão de perdas, o quadro, então, é este: o Piauí ainda não conseguiu abrir o ano letivo de 2020 e os alunos estão perdendo aula.

Súmula

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, garantiu aos líderes do magistério que haverá audiência pública nas Comissões Técnicas para discutir o reajuste do piso do professor. Sobre a aprovação ou não da proposta, em plenário, observou:

– A Assembleia nunca rejeitou aumento.

Opinião:”Transcerrado, uma estrada que ficou pelo caminho”

Por: Zózimo Tavares

Em 28 de março de 2014, já se preparando para deixar o cargo, o governador Wilson Martins inaugurou o primeiro trecho da rodovia Transcerrados, que tem 330 quilômetros de extensão, passando por 25 municípios.

A “Estrada da Soja”, como também é chamada, vai do município de Sebastião Leão, nas proximidades de Uruçuí, até Bom Jesus.

Com 25 quilômetros, o trecho inaugurado em 2014 faz parte do entroncamento entre a PI 397 e a PI 247 (Transcerrados).

A inauguração foi recebida com festa pelos produtores, pois a rodovia é considerada a principal via de escoamento da produção de grãos do Cerrado piauiense. Mas sempre prometida e esquecida.

O investimento nos primeiros 25 quilômetros da Transcerrados foi de R$25.264.362.

Outros 25 quilômetros estavam em fase de pavimentação asfáltica.

O governador destacava, na época, que estavam assegurados os recursos para a conclusão da primeira etapa da obra, de 117 quilômetros, com um investimento total de R$116 milhões.

Seis anos depois, a construção da estrada pouco andou e hoje ela conta com apenas 96 quilômetros pavimentados. Assim, na época das chuvas, a estrada vira um atoleiro de 200 quilômetros.

Foto:Divulgação/Cccom

Wilson Martins entrega o primeiro trecho da Transcerrado, em 2014.

PPP, nova perspectiva

Sem recursos para tocar a obra, o Governo do Piauí partiu para uma Parceria Público-Privada (PPP).  O processo está em fase adiantada e deve ficar concluído até o final deste semestre.

Através da PPP, o governo fará a concessão da estrada por 30 anos para a iniciativa privada concluí-la e se encarregar de sua manutenção, cobrando pedágio para isso.

A empresa que vencer a licitação terá que investir mais de R$ 200 milhões para concluir a rodovia, no prazo de um ano.

Se a produção agrícola estadual bate um recorde atrás do outro, apesar das precárias condições de escoamento da safra, com a estrada, o Piauí será outro.

Os cerrados piauienses terão maior competitividade e elevarão imediatamente o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.

Crônica: Carnaval- a Festa do povo

Por:Carlos Henrique Araújo

Ninguém sabe, exatamente, como e quando surgiu o carnaval. Os estudiosos e pesquisadores, cada um ao seu modo, têm uma definição. Uns acham que o carnaval teve sua origem nas antigas celebrações da humanidade, como as festas gregas e egípcias que homenageavam a deusa Isis e o renascer da natureza com a chegada da primavera. Outros defendem que as festas de carnaval estão associadas a fenômenos astronômicos e a ciclos naturais.

Segundo a Vikiquote, “o carnaval é um período anual de festas profanas, originadas na antiguidade e recuperadas pelo cristianismo, que começava no dia de Reis (Epifania) e acabava na Quarta-feira de cinzas, às vésperas da Quaresma. Constituía-se de festejos populares provenientes de ritos e costumes pagãos e se caracterizava pela liberdade de expressão e movimento”.

O carnaval talvez seja a única festa universal, depois do reveillon. Ela se caracteriza por bailes, festas, desfiles e corsos transformados em divertimentos públicos e manifestações populares de liberdade.

No Brasil, o carnaval deve ter começado por volta do ano de 1723, de lá cara cá sofreu influência do carnaval de vários lugares: dos portugueses das ilhas de Açores, Cabo Verde e Madeira, que o chamavam de Entrudo, vieram o corso e o mela-mela; depois chegaram, vindo da França, as batalhas de confetes e de serpentinas, o uso de máscaras e as fantasias, entre elas a do Pierrô, da Colombina e do Alecrim.
Mas, graças à imaginação do brasileiro, nosso carnaval criou um estilo próprio que o tornou mundialmente conhecido e visitado por turista do mundo inteiro.

O Carnaval é, sem dúvida, a maior festa popular do Brasil. É festejado durante os quatro dias que precedem a quarta-feira de cinzas. Embora em cada estado exista um carnaval fora destes dias, que começou na Bahia quando os baianos começaram a brincar também na quinta-feira da terceira semana da Quaresma, dando o nome para esta festa de Micareta, que deu origem a várias outras nos estados do Nordeste, todas com característica baiana: axé music, abadás, pipocas e a presença indispensável dos Trios Elétricos.

Realizadas no decorrer do ano elas começam em Fortaleza com o Fortal; em Natal, com Carnatal; em João Pessoa, com a Micaroa; em Campina Grande, com a Micarande; em Maceió, com o Carnaval Fest; em Caruaru, com o Micarú; em Recife, com o Recifolia, e em Teresina, a Micarina.

O carnaval no Brasil, ao longo do tempo, tem sofrido uma metamorfose, os mais velhos que o digam. O espírito do carnaval, sem querer fazer trocadilho, parece que baixou noutro terreiro. Já foi o tempo que o carnaval era somente folia, prazer, alegria, descontração e principalmente uma brincadeira. Era costume dizer: vou brincar o carnaval.

Segundo a escritora Betty Milan, autora do livro Os bastidores do Carnaval: “o carnaval faz parte da cultura do brincar que, por sua vez, faz parte de uma cultura do riso datada da Renascença, a chamada cultura rabelaisiana ou da praça popular”. Mais na frente, ela conclui: “a cultura macunaimica e antropofágica do brincar, de tão nacional, não precisa ser contrária ao estrangeiro, não é nacionalista porque ela é indiscutivelmente universal”.

Rachel de Queiroz expressa, com maestria, o espírito “do brincar” numa de suas crônicas: “Os pequenos blocos de foliões, de cara pintada, batendo os seus ganzás pelas ruas da cidade… Em geral esses grupos eram formados por habitantes de um quarteirão ou pouco mais, conhecidos de sempre, e que a folia carnavalesca, umas garrafas de cerveja e uns vidros de lança-perfume, davam animação suficiente para que, desinibidos enfrentassem a rua, os passantes curiosos e até outros grupos rivais.”

A verdade é que o carnaval mudou, opinião corroborada pela escritora Lygia Fagundes Telles “Ligo a televisão. Plumas, pedrarias, dourados – é o desfile do carnaval milionário. Os holofotes estão tontos, tonto o cinegrafista porque os apelos são excessivos, tudo é importante …”. Focalizar o passista, não perder a mulata que já vem vindo quase nua, tem que mostrar a fantasia de estrela, os Lamês e lantejoulas, os seios, o ventre, o traseiro, tudo. “Foca na Prochasca” dizia o reporter…

Para o cantor e compositor Paulinho da Viola “O Carnaval mudou, os desfiles privilegiam o espetáculo visual em detrimento do samba, do ritmo e do povo cantando”.

É uma pena não termos mais uma Chiquinha Gonzaga para criar músicas para carnaval. Chega de competição! “Abram alas” para a alegria, para brincadeira e fechem as portas dos cofres da tesouraria dos empresário da Sapucaí.

by CHA