Treze de Maio – Dia das Mães

Por: Benedito Gomes(*)

Neste ano de 2018 o dia treze de maio está completo de alegrias, sorrisos, abraços, parabéns e religiosidade. Tudo pela coincidência, dia das mães e o dia de Nossa Senhora de Fátima.

A religião católica comemora no dia treze de maio, o dia consagrado a Nossa Senhora de Fátima, cujo nome vem da aparição da imagem aos pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta.

Os pequenos pastores viram a imagem flutuando sobre árvores no dia treze de maio de 1917, em um lugar chamado Cova da Iría, região de Fátima em Portugal. De lá para cá o mês de maio ficou conhecido como mês de Maria, mês das mães e no dia treze é comemorado o dia de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Este ano, como fazemos sempre, no segundo domingo de maio, prestamos uma justa homenagem a uma pessoa muito querida, amada e respeitada e que todos nós temos a felicidade de cham-la mãe ou mamãe.

O nome mãe traz segurança. Mãe é um nome doce, é um nome que pode ser pronunciado em qualquer lugar. Mãe, mesmo não sendo beatifica ou canonizada. Mãe é uma santa. O poeta maranhense Catulo da Paixão Cearense em uma de suas poesias escreveu este lindo verso: “eu vi minha mãe rezando, aos pés da Virgem Maria, era uma santa escutando, o que a outra santa dizia”. Emocionante!

Mãe é a pessoa forte na família, como alguém escreveu certa vez: “mãe é a rainha do lar”. Nos momentos de alegria ela administra a festa com delicadeza e sabedoria. Também quando bate a tristeza, no momento de aflição, ali está a mãe com uma palavra amiga, com um conselho recheado de ternura. A voz da mãe tem som inconfundível, é sempre reconhecido pelos filhos sejam humanos ou não.

Reúnam-se todos façam uma bela festa composta por alegria, sorrisos, gentileza e outros componentes do grupo educação e não esqueçam de acrescentar simplicidade.

Parabéns mamães! Tudo de bom, felicidades!!!

(*)Benedito Gomes

Contador

Tem que ser coisa boa a perder de vista.

 

 *Por Pádua Marques

 Quando fui estudar em Fortaleza, uma das coisas que, logo na viagem, assim de cara, mais me impressionou foi a rodoviária. Ainda quase um menino, nunca havia saído daqui até o Buriti dos Lopes, tinha pouco o que contar de minha terra. Eu e meus colegas ficamos de boca aberta, de queixo caído com aquela beleza de arquitetura, suas colunas, passarelas, amplos espaços de circulação, ônibus chegando e saindo de tudo quanto era canto, guichês bem localizados e tudo o mais.

Nada lembrava aquilo que deixamos na capoeira da Parnaíba e que alguns sossegados achavam ser a cidade mais desenvolvida do mundo. Uma agência de ônibus na esquina de uma rua, a Humberto de Campos e que fazia o papel de rodoviária. A outra agência, dita do Marimbá, com destino a Teresina, ficava nas proximidades da Álvaro Mendes. Tudo como uma cidade pequena queria ser e que se acostumou ainda por muitos anos sendo.

Fortaleza nos impressionou pelo tamanho, a quantidade de carros, edifícios de vários andares, avenidas, supermercados imensos, praças e restaurantes de excelente aspecto, lojas grandes e elegantes. Nem pareciam a nossa acanhada rua Marechal Deodoro com sua Pernambucanas, Armazém Bandeirantes, O Ditador da Moda, Casa dos Esportes e mais lá na praça da Graça, a Casa Cristino e a Rosemary. Isso era tudo e tudo o que nós da Parnaíba tínhamos de melhor.

Depois de Fortaleza fui estudar e trabalhar no Rio de Janeiro e lá acabei me acostumando com toda aquela imensidão de coisas grandes. O Maracanã, o aterro do Flamengo, a Mesbla, ponte Rio-Niteroi. Ficasse aqui contando nos dedos não haveria de ter dedo nas mãos e nos pés que desse conta de tanta coisa grande que vi na vida e pelo mundo onde andei. Fui me estabelecer em São Paulo e aí foi que a coisa ficou num ponto que depois jamais me acostumei com mesquinharia.

E foi essa vontade que tive de um dia se tivesse condições, eu faria pela Parnaíba se tornar grande, igual o mundo que vi lá fora e que me deu ideia de desenvolvimento, de progresso. Uma cidade cheia de bons e grandes edifícios, escolas, universidades, avenidas, terminais de cargas, ônibus, estações de passageiros, bancos, teatros, estádios, shoppings, enfim tudo aquilo que a gente sonha ser bom num lugar pra se viver e principalmente onde corre dinheiro.

Nessa semana andei sabendo que o prefeito Mão Santa, meu conterrâneo e colega de Academia Parnaibana de Letras, sonha construir um dos empreendimentos mais significativos de uma cidade que preste, um centro de convenções. Faz tempos que eu venho falando isso desde que aqui cheguei. Quem procurar nos jornais daquela época vai encontrar estas minhas cobranças com relação a um centro de convenções pra Parnaíba.

Não se entende uma cidade já do tamanho da Parnaíba, onde todo que é santo dia tem coisa acontecendo, realizar eventos de qualquer ordem e tamanho tendo que usar auditórios do tamanho de uma casca de ovo. Eventos que, se forem convidadas trezentas pessoas e se chegar uns poucos a mais, vão certamente ficar lá fora ou em pé. Mas bom que se diga de uma vez por todas: um centro de convenções, assim como outros empreendimentos, é um equipamento próprio de iniciativa privada.

Não é coisa pra ser gerenciada por prefeitura ou qualquer tipo de órgão de governo. Governo não sabe dirigir nem ele próprio. Se sair esse centro de convenções, digo mais, que se passe em seguida pra uma empresa privada com capacidade e experiência. Se sair mesmo esse centro de convenções, que seja grande e coisa boa a perder de vista! Porque de coisas pequenas já bastam algumas ideias que se materializaram e perpetuaram na Parnaíba. *Pádua Marques é jornalista e membro da Academia Parnaibana de Letras.

 

 

Na Bíblia há fenômenos mediúnicos, mas os cristãos silenciam sobre eles

José Reis Chaves
O Tempo

Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, é um ser humano desencarnado. Portanto, um contato com ela na verdade é com seu espírito. Isso é um fenômeno mediúnico que dispensa comentários. E fica claro também que, nas aparições de Fátima, em Portugal, Lúcia, Jacinta e Francisco eram médiuns videntes. A mediunidade é universal e existe desde que o homem existe. Ela é inata, embora sua manifestação possa ocorrer em diferentes fases da vida, inclusive nos últimos momentos antes da morte.

A literatura mundial de todos os tempos é rica de registros de pessoas que conversam com as que já morreram e que lhes aparecem. E mediunidade não é característica de santidade.

MEDIUNIDADE – Pessoas de qualquer religião, ou sem nenhuma e mesmo ateias podem ser médiuns. Toda pessoa tem um pouco de mediunidade. E há as que a têm num grau especial ou ostensivo. São as que incorporam espíritos que enviam mensagens escritas, por meio delas. São os médiuns psicógrafos. Existem também os médiuns de psicofonia, através dos quais, espíritos falam em discursos, palestras e até para a formação de livros. E, desde os anos 50, mais ou menos, as falas são gravadas e, depois, ouvidas e passadas por escrito.

Na Bíblia, há vários fenômenos mediúnicos que muitos líderes cristãos que os percebem ficam em silêncio sobre eles. É que uma lei de Moisés, não de Deus, proíbe o contato com os espíritos (Deuteronômio capítulo 18). E muitos desses líderes religiosos ainda hoje confundem esse verbo proibir com o existir.

SÓ O CONTATO – Ora, Moisés só proibiu o contato com eles. Ele não diz que o espírito não existe. E essa proibição até confirma que o contato existe mesmo, pois Moisés não era maluco de proibir uma coisa inexistente! E ele proibiu o contato com os espíritos dos mortos e não com outra suposta categoria de espíritos. Ademais, os demônios, “daimones” no grego, língua original do Novo Testamento, são os espíritos dos mortos, e entre os quais há sim os maus ou ainda impuros, mas há também os bons e até os santos. No entanto, lamentavelmente, muitos dos líderes religiosos que sabem do que estamos falando, não esclarecem essa questão para seus fiéis. E disso vão prestar contas. Um erro, mesmo sendo antigo, não se justifica!

Na Bíblia, há muitos exemplos de fenômenos de aparições e manifestações de espíritos dos mortos. Referindo-se a Samuel, diz ela que ele, até depois de morto, profetizou (Eclesiástico 46: 20). Com a médium de En-Dor, temos um exemplo dessa verdade, quando Samuel, já desencarnado, manifesta-se a Saul (1 Samuel capítulo 28).

JESUS E PAULO – E até Jesus, depois de sua morte, comunica-se com Paulo, na estrada de Damasco, o que é também um fenômeno espírita ou mediúnico. Há, sem dúvida, uma grande diferença entre essa manifestação do Espírito do excelso Mestre e as dos espíritos de outros seres humanos. A própria luz, através da qual Jesus se manifesta a Paulo, o comprova, pois ela era tão intensa que Paulo até ficou cego. Depois, ele foi curado por Ananias. É muito comum os Espíritos se apresentarem em forma de luz ou fogo. E quanto mais perfeitos eles forem, mais brilhantes são as suas respectivas luzes. Não é, pois, surpreendente que a Luz do Espírito de Jesus seja tão brilhante a ponto de provocar cegueira.

Mas o que queremos destacar é que, se os fenômenos espíritas ou mediúnicos são tão verdadeiros que estão até na Bíblia, por que os de Nossa Senhora de Fátima não poderiam ser também da mesma natureza mediúnica?

De quem é a responsabilidade?

*Julio Gavinho

A GloboNews informou-me que os moradores do prédio que ruiu depois do incêndio em São Paulo, eram mantidos cativos no imóvel à noite, entre 23:00 e 06:00. A coordenação, manutenção, operação e cadastro dos moradores do prédio federal invadido eram feitos pelo MTST que além do cárcere, cobrava uma “taxa de manutenção” dos moradores/invasores. Os MTST são os maiores Stalinistas fora da Rússia, depois do próprio Stalin. A apropriação da miséria pela organização politica que clama por representá-la. O “dia da marmota” comunista, repetido a 100 anos só para o bem da cúpula do partido.

Ao menos um morto e vários feridos podem ser colocados na conta deste grupo. 150 Famílias, com cerca de um quarto de estrangeiros. 

Ok, não sejamos tão duros com eles: divida aí esta tragédia em quatro quartos sendo um do MTST e de sua organização desorganizada que incitou a invasão de um imóvel inabitável; outro quarto para a prefeitura que catalogou os moradores na sua “cota particular de miseráveis” mas tampouco fez qualquer coisa para preservar a vida; mais 25% na conta do governo do estado de SP que permitiu através dos bombeiros e da defesa civil, que estas pessoas habitassem um imóvel em condições pré-ruína e, finalmente; o quarto final no governo federal, dono do imóvel que fez ouvidos moucos aos gritos de desespero das famílias invisíveis as benesses do Planalto.

Se eu pudesse criar um quinto quarto, dadas as proporções exageradas da quase tragédia, eu reservaria para você. Você que gasta sua energia com o topo da administração, seja o supremo, o congresso ou o palácio, e se esquece do mal que corrói nossa sociedade bem aqui, ao alcance do nosso braço.

Estamos condenados.

*Julio Gavinho é  executivo da área de hotelaria com 30 anos de experiência, fundador da Doispontozero Hotéis, criador da marca ZiiHotel, sócio e Diretor da MTD Hospitality

Devido às alianças estaduais, o PT não pode tratar Ciro como inimigo…

Ciro disse que Gleisi Hoffmann é digna de pena

Daniela Lima
Folha/Painel

Num coro de desafinados, dirigentes do PT começam a manifestar preocupação com o tom de integrantes do partido que, para interditar debate sobre um plano B na eleição presidencial, constrangem o candidato Ciro Gomes (PDT). A cúpula da sigla vetou projeção de cenário que não se restrinja a Lula, mas uma ala entende que o pedetista não deve ser tratado como desafeto nem exposto de maneira desnecessária, inclusive para não prejudicar alianças nos estados ou em um segundo turno da disputa pelo Planalto.

A posição do PT em relação a Ciro Gomes mobilizou debates na última semana. A diretriz da sigla é dar o assunto como encerrado.

“Não se cogita outro candidato. Nossa prioridade é libertar o Lula e finalizar o plano de governo. Agora, Ciro Gomes não é inimigo e não deve ser tratado como tal”, diz Emidio de Souza, tesoureiro do PT.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A situação do PT é complicadíssima. A prisão de Lula colocou o partido de cabeça para baixo, porque ele pode aparecer na TV, no início do horário gratuito, a 31 de agosto, mas somente com imagens de arquivo. E ficar no ar por cerca de 12 dias, apenas, até a cassação do registro da candidatura. E os petistas vão votar em quem? Qual é o Plano B? (C.N.)

O mal só acontece com os outros

Por: Pádua Marques

Não foi aqui por perto, mas bem que poderia ter sido. Digo daquele terrível incêndio dia 1º de maio, Dia do Trabalho, no início da madrugada no centro de São Paulo. Um cortiço, desses que se multiplicam feito cogumelos nas grandes cidades e onde moram milhares de pessoas e de famílias. Famílias miseráveis, de gente sem emprego formal, vindas de tudo quanto é canto e que vive igual bicho bruto dentro de carroceria de caminhão, uns por cima dos outros, na maior promiscuidade.

Nesses cortiços, iguais a esse do incêndio de São Paulo, se alguém tiver coragem de entrar, certamente vai sair com outra visão de mundo e de pobreza. Portas feitas de papelão ou de caixotes, varais cheios de cuecas de pedreiros, chambres de velhas, cueiros de meninos com cara de fome e querendo peito.

Uns mais lá na frente fazendo churrasco e bebendo cachaça, fumando maconha ou crack. Uns mais adiante assistindo televisão o dia inteiro. Homens, mulheres, crianças e até mocinhas dormindo na mesma cama ou o que se pode chamar de cama. É mais um edifício que pegou fogo e levou pra debaixo do chão e transformou em cinzas todos os poucos pertences dessas famílias, desses moradores de rua que ocupam algum canto procurando abrigo na hora de dormir e que no outro dia vão à procura do que fazer.

Nesses escombros em que se transformou tudo naquela madrugada, alguém pode encontrar camisas do Corinthians ou do Palmeiras, copos de plástico, panelas, televisão, geladeira, fogão, enfim, tudo o que pobre junta tão logo pega em dinheiro pra ir passando.

A população de rua, de desvalidos, miseráveis, de gente com pouca ou nenhuma ocupação, anda crescendo nas cidades, sejam grandes ou médias. Pobreza não escolhe cara, geografia e nem nacionalidade. Pobreza judia de gente e faz gente sofrer. Podemos imaginar a situação dessas pessoas e famílias, nesse exato momento. Com a mão na cabeça sem qualquer referência de quem foram, são e de onde vieram. É bom que as prefeituras, inclusive Parnaíba, passem a olhar com olhos de prudência pra essas ameaças de ocorrência e situações.

Estes moradores de rua que estão se transformando numa caixa de problemas pra os programas de assistência social, alguns deles, senão a maioria tem histórico de delinquência, desajustes sociais em maior ou menor grau. Ninguém nesses cortiços e tendo vida de dificuldades, pelo que se sabe, saiu de um convento ou está querendo ir pra um.

Mas não seja por isso que nós cidadãos, que temos todo dia, casa, comida pra comer, televisão pra assistir a novela e cama pra dormir, vamos apontar o dedo e discriminar fechando as portas da nossa sensibilidade. Portanto, vamos ficar atentos. Hoje foi São Paulo. Amanhã pode ser o Rio de Janeiro. Depois pode ser outra cidade. Necessário que os órgãos de assistência social fiquem atentos porque na hora que a labareda de fogo vem no rumo de um, pega quem está na frente e não escolhe cara e nem religião.

(*) Pádua Marques – jornalista e escritor

Dilma, Aécio, Pimentel… Os políticos mineiros não são mais os mesmos…

O PSB fez um cartaz gozando seus adversários

Eliane Cantanhêde
Estadão

Minas Gerais é um dos três principais Estados da Federação e tinha fama de ser, historicamente, o maior celeiro de políticos matreiros e competentes do País, as tais “raposas políticas”. Porém, se o Rio vive um caos e a eleição presidencial é uma grande interrogação, a situação de Minas não é nenhuma maravilha e a campanha no Estado é igualmente incerta.

Terceira maior economia do País, segunda maior população e segundo maior eleitorado (quase 11% do total), Minas continua sendo definidor de eleições presidenciais, mas seus principais partidos estão machucados e seus mais lustrosos líderes políticos andam em maus lençóis, devendo muitas explicações à Justiça, à Assembleia, à opinião pública.

SURPRESAS – Diferentemente de São Paulo e Rio, Minas aparece pouco na grande mídia e, em 2014, as análises políticas partiam de duas premissas: Dilma Rousseff ganharia no Nordeste e Aécio Neves levaria fácil em Minas, mas ele perdeu no primeiro e segundo turnos no seu Estado e seu candidato ao governo, Pimenta da Veiga, sofreu derrota fragorosa. Para arrematar, a aposta de Aécio perdeu feio, dois anos depois, para a prefeitura de Belo Horizonte.

De outro lado, Dilma ganhou no Nordeste e em Minas, seu Estado de origem, apesar de ser gaúcha por adoção, e seu ex-ministro, conselheiro e amigo Fernando Pimentel levou o governo e assim dividiu o “Triângulo das Bermudas” pelos três principais partidos: São Paulo manteve o PSDB, Rio continuou com o agora MDB (apesar de tudo…) e Minas foi do PSDB para o PT.

TERCEIRA VIA – A guerra entre PT e PSDB é particularmente encarniçada em Minas, mas o resultado é que quem levou a prefeitura da capital em 2016 foi o empresário e dirigente desportivo Alexandre Kalil, do insignificante PHS, que se tornou o mais lustroso “outsider” da eleição no País, apresentando-se como apolítico e apartidário.

Kalil é, assim, o maior exemplo de que em Minas não se fazem mais políticos como antigamente, ou como Afonso Arinos, Milton Campos, Gustavo Capanema, Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves e Itamar Franco, que tinham lá suas idiossincrasias, mas com imensa liderança ou matreirice política.

Os ex-governadores e ex-presidentes do PSDB Eduardo Azeredo e Aécio Neves estão mal, um com o pé na prisão, o outro réu no Supremo. E a Assembleia Legislativa acaba de acatar o pedido de impeachment do petista Fernando Pimentel, candidato à reeleição contra o ex-governador tucano Antonio Anastasia, caçado a laço pelo presidenciável Geraldo Alckmin. A contragosto, ele cedeu.

CASO ANASTÁSIA – E por que tanto empenho do PSDB por Anastasia? O PT reina no Nordeste, o Rio virou a casa da mãe Joana, Álvaro Dias capitaliza o desencanto com Aécio no Sul e Jair Bolsonaro embrenhou-se pelo Centro-Oeste. Alckmin só terá chance se, além de recuperar São Paulo, conquistar Minas – algo que nem Aécio conseguiu.

Como complicador tanto para tucanos quanto para petistas, Dilma Rousseff resolveu aproveitar o jeitinho do Senado, que lhe cassou o mandato, mas manteve a elegibilidade, e quer disputar o Senado por Minas, apesar de alternar residência entre Rio e Porto Alegre. Se tende a tirar votos do PSDB, ela já entra rachando a aliança entre PT e MDB.

VICE IDEAL – Depois do impeachment de Dilma e do colapso político de Aécio, os dois mineiros do segundo turno de 2014, sobra como consolo para Minas ser ainda o Estado mais cobiçado na escolha de vices. O empresário Josué Gomes da Silva é o melhor exemplo.

De um Estado-chave, dono de uma das maiores fortunas do Brasil e filho do vice de Lula, José Alencar, ele se filiou a um partido, o PR, e tem tudo para ser o vice ideal e salvar a imagem da política mineira em outubro. Só falta o principal: querer.

Insatisfação generalizada: até quando?

Por: Janguiê Diniz*

Insatisfação é uma palavra que tem estado no vocabulário brasileiro por um tempo talvez longo demais. Escândalos de corrupção, medidas econômicas polêmicas e a escalada da violência nas cidades vêm fazendo com que muitos percam aquele “orgulho de ser brasileiro” que tanto  enchia os nossos olhos. Há razões para acreditar no futuro melhor? Sempre há. Mas a realidade nos faz pensar o contrário cada vez mais.
É clara a insatisfação com a política nacional. Não escapa ninguém. Sejam da situação ou oposição, os políticos são alvos constantes de críticas – e alguns acabam pagando pelos pecados de outros. Sejamos francos: é difícil não falar mal da classe política frente a todos os escândalos que vemos diariamente nos noticiários. A impressão é que eles passam mais tempo se defendendo de acusações do que fazendo seu trabalho – aquilo para que foram eleitos, ou seja, cuidar dos interesses da população. O próprio governo de Michel Temer amarga níveis baixíssimos de popularidade e aprovação, com algumas medidas impopulares que não parecem estar produzindo os resultados esperados.
Muito se fala da falta de identidade dos partidos políticos, e até mesmo do crescente número deles – a cada momento vemos surgir uma nova sigla ou, mais recentemente, denominações com palavras. Não se sabe mais, no entanto, se os novos grupos surgem para representar demandas de partes da sociedade ou simplesmente para dar voz aos interesses dos próprios membros. Parece que a ideologia política passou a ser cada vez menos importante, o que aumenta a sensação de distanciamento entre representantes e representados.
O aumento astronômico da violência também é algo que assusta e causa indignação. Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte foram os estados que mais tem sofrido com esse fato, mas a situação é generalizada. A intervenção militar na capital fluminense, embora tenha sido autorizada com foco no combate ao tráfico organizado, tem recebido duras críticas da população local por possíveis excessos cometidos pelas tropas, principalmente nas favelas. O brutal assassinato da vereadora carioca Marielle Franco  de seu motorista Anderson Gomes chocou profundamente a todos. Ela que lutava pelos direitos de todos foi claramente silenciada. As investigações prosseguem e nenhum culpado foi encontrado até agora. Um crime como esse ficar sem solução só faz crescer a descrença e revolta na população.
O princípio básico da democracia é primar pelo bem comum e pela igualdade econômica, política e social. Democracia não se sustenta sem diálogo. Assim, os anseios da população precisam ser ouvidos. As dificuldades pelas quais passamos atualmente, tanto na política, quanto no meio social não irão acabar com nosso país, mas também não podemos deixar que as forças que tentam a todo custo fazer o Brasil retroceder se fortaleçam. A mudança começa em cada um de nós, por meio da consciência e da cobrança efetiva aos que nos representam na política. Devemos exigir não apenas uma política mais justa, mas precisamos trabalhar por uma sociedade mais ética.

Quem leva João Vicente a sério?

Por:Paulo Fontenele

O ex-senador João Vicente já deu inúmeras provas de que esse seu projeto de sair candidato a governador não possui qualquer consistência mas mesmo assim prossegue agindo como se estivesse num picadeiro e não numa arena política, onde a corrida dos candidatos para viabilizarem suas candidaturas se dá num contexto bem objetivo. Sem espaço em outros partidos, JVC buscou retornar ao PTB com a condição sine qua non de não ser candidato – exceto na chapa governista –, aceitou mas não a está respeitando.

É constrangedor para o próprio PTB, que está pleiteando ao governador Wellington Dias a indicação da vaga de vice-governador, um integrante de seus quadros, no caso a principal figura, prosseguir numa articulação com vistas a uma candidatura ao governo sem delegação do partido. Sim, João Vicente está por conta própria nessa aventura quixotesca de candidatura criando embaraços para a cúpula petebista, que esta semana terá um encontro com o governador para tratar da aliança PT/PTB.

Por essa movimentação, João Vicente desrespeita até mesmo um acordo com as bancadas estadual e federal de que se filiaria ao PTB mas esqueceria essa idéia de candidatura própria mas não votaria em Wellington Dias. Não votar o governador é um direito seu, ninguém o obrigará a isso, mas insistir em sair candidato ao governo no instante em que o partido conversa com o governador joga por terra a confiança que o partido colocou nele para não se envolver no processo contra a estratégia definida.

A última do ex-senador foi reunir partidos sem estrutura em seu escritório para depois divulgar que pediu tempo para anunciar sua candidatura depois de receber o resultado de uma pesquisa de intenção de votos que encomendou. Ele omitiu o nome do instituto mas até onde se sabe são poucos os institutos em que se pode dar credibilidade aos seus resultados, principalmente aqueles que em 2014 apontavam que a disputa para o governo entre Dias e Zé Filho teria segundo turno.

Bom para João Vicente que ainda tem partidos políticos no Piauí que se dão ao trabalho de ouvi-lo falar de candidatura própria e de sua “disposição” de ser candidato a governador. Esses partidos – todos nanicos e a maioria sem qualquer estrutura – deveriam avaliar as próprias declarações passadas do ex-senador em que diz e repete que será candidato se a oposição se unir em torno do nome dele formando uma chapa única para a disputa do governo contra o governador Wellington Dias.

No atual estágio do processo eleitoral, a oposição nem dá ouvidos ao que diz João Vicente porque já não o leva mais a sério. O próprio candidato a governador Luciano Nunes e o ex-governador Wilson Martins são consciente de que o PTB jamais deixará o governo se aventurar com João Vicente numa candidatura. É duvidoso até mesmo acreditar que todos esses partidos que foram à reunião levam o ex-senador a sério. Pelo mesmo motivo. Daí se duvidar que daqui até as convenções, ele se lançará candidato.

Primeiro de Maio – Dia do Trabalho

Por: Benedito Gomes

Bom dia, patrão! Hoje é o dia mundial do trabalho, sinal que se trabalha no mundo inteiro. O primeiro de maio, qualquer que seja o dia da semana, é feriado em homenagem ao trabalho. E nós trabalhadores fazemos a festa, afinal, é o dia que engloba todas as profissões do ser humano.

Uma justa homenagem a um ser invisível. Você não ver o trabalho, você ver o resultado, que sempre é benéfico, gratificante e rendoso. Qualquer que seja a atividade, quando se chega ao final e vimos o que se produziu, ai nos sentimos felizes e dizemos: aqui está o resultado do meu trabalho. É gostosa a realização de mais uma obra executada em benefício de todos.

Quando se fala dia do trabalho vem aquela imagem de uma fábrica, com operários entrando e saindo, sem parar. Pensamos em uma grande empresa com centenas de trabalhadores, com carteira assinada, enfim, muita gente pensa que dia do trabalho é o dia do empregado. Não é por ai. No dia primeiro de maio o homenageado é o trabalho e não o trabalhador. Toda profissão é honesta e todo trabalho é digno. O conjunto, profissão e trabalho, gera desenvolvimento, gera riqueza, traz bem estar a todos os seres, humanos ou não. Capital e trabalho são companheiros. A circulação de um depende do esforço do outro.

Mas, iniciei este texto cumprimentando o meu patrão. Sabe com quem estou falando? Com você, povo parnaibano e de outras cidades do Piauí, Ceará e Maranhão, para quem trabalho. Há cinquenta anos faço o possível para que meu patrão esteja sempre satisfeito. É com o capital do patrão e o trabalho do empregado que a economia funciona. Para isso dar certo é preciso que ambos estejam confiantes em seus objetivos e que um tenha pelo outro respeito e honestidade. Existe o trabalho formalizado, aquele que é exigida a “carteira de trabalho, CPF, RG, título de eleitor, atestado ocupacional e mais e mais”. E existe o trabalho informal. Na informalidade não há burocracia, tudo é feito com simplicidade. A execução do trabalho se faz conforme o combinado e a remuneração é sempre imediata.

São centenas de categorias profissionais, formal, informal, liberal e outras, mas, todos nós exercemos o que hoje comemoramos: o trabalho. Nós trabalhadores informais ou liberais, não temos carteiras assinadas; somos empregados do destino. Não temos dia e nem hora para trabalhar. Parabéns primeiro de maio! Parabéns, trabalhadores! Parabéns, Patrão! Vocês merecem!!!

Somos iguais e somos felizes, porque trabalhamos

Benedito Gomes

Contador – UFPI

 

Piauí possui o menor percentual de lares ligados à rede de esgoto

Por:Cláudia Brandão

O século XXI, ao contrário do que se esperava, não veio acompanhado do progresso social no que diz respeito aos serviços básicos oferecidos à população. Pelo menos, não aqui, no Piauí. É o que retrata o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE.

De acordo com a pesquisa, o Piauí apresenta a menor proporção de domicílios no país com rede geral ou fossa séptica ligada à rede geral de esgotamento sanitário, com apenas 8,9% das residências do estado usufruindo desse serviço. Nos vizinhos estados do Maranhão e Ceará, a proporção é bem maior. Enquanto o Maranhão apresenta um percentual de 19,5% dos lares ligados à rede de esgotos, no Ceará esse índice alcança 44,9%.

Nem mesmo o fornecimento diário de água é garantido à totalidade dos lares piauienses. Na verdade, com relação a esse serviço, houve uma queda de 2016 para 2017. Até 2016, segundo o IBGE, havia 93,8% dos domicílios piauienses com disponibilidade diária de água, mas esse percentual caiu para 91,3% no ano passado.

Ora, água potável e saneamento básico são dois indicadores fundamentais para a saúde pública. Se a população não dispõe desses dois serviços, as condições de higiene tornam-se precárias e as de saúde, idem. Não é a toa que os postos de saúde vivem lotados de pacientes com mazelas perfeitamente evitáveis se houvesse condições dignas de saneamento em casa.

Paradoxalmente, enquanto menos de dez por cento dos domicílios piauienses estão ligados à rede de esgoto, 50,3% estão conectados à internet. Quem sabe, agora, com mais acesso à informação, os piauienses possam cobrar dos seus gestores o investimento necessário em serviços essenciais como água e saneamento básico.

Os venezuelanos estão dividindo até caneco d’água

por Pádua Marques*

Não dou mais muito pra dentro de pouco tempo, coisa de dias ou meses, aparecerem aqui na Parnaíba umas levas de venezuelanos. Duvida? Do jeito que a coisa está pros lados de Roraima eu não duvido de nada. Basta que uns deles cheguem a Belém, no Pará e tomem um ônibus da Guanabara que mais cedo do que o Tribuzana e outros imaginem, eles desembarcam ali na rodoviária da Pinheiro Machado.

A coisa está mais que feia pros lados de Boa Vista. Boa Vista que poucos, pouquíssimos brasileiros sabiam existir no mapa. Tem até gente que ainda dá Roraima por território, assim como o Amapá, Acre e Rondônia. Mas é um estado e um estado agora cheio de problemas com toda aquela gente faminta, doente, caçando o que fazer pra ter alguma moeda no bolso e em alguns casos mandar pra mulher e pros filhos na Venezuela.

Não queira ninguém saber o que é ser refugiado. A gente imagina só de longe quando vê pela televisão aqueles barcos atravessando o Mar Mediterrâneo lá entre a Europa e a África, cheios de muçulmanos do Afeganistão, Iraque, Síria, Líbano, Etiópia e outros países metidos em confusão e guerras sem pé nem cabeça. Até parece que esse pessoal não tem nada pra fazer, assim como, um quintal pra varrer, um carro pra lavar, um menino pra levar pra escola, um cisco pra queimar.

A coisa está fedendo a chifre queimado lá pras bandas de cima, na chamada cabeça de cachorro. Os refugiados venezuelanos estão disputando um caneco d’água. O governo de lá tem visto é urso engravatado e já não sabe e nem tem de onde tirar pra dar de comer e de dormir pra toda aquela gente. Dentro de mais algum tempo podem ocorrer cenas de violência. Prostituição já tem porque coisa de pouca vergonha cresce que nem mata-pasto.

Eu agora voltando pra expectativa de uns ou muitos deles chegarem a Parnaíba dentro de mais algum tempo, cá comigo, mando uma lembrança e um alerta pra dona Adalgisa, mulher de Mão Santa, secretária de Desenvolvimento Social e de Cidadania. 

Digo isso porque Parnaíba, entre as cidades piauienses, tirando a capital Teresina, é aquela mais visada. Coisa de hospital e clínica, nem se fala. Tudo que é gente doente da vizinhança, Cocal, Bom Princípio, Ilha, Tutoia, Água Doce, Buriti dos Lopes, descarrega na porta do Dirceu. Toda confusão que vem das bandas do Pará e do Maranhão acaba sendo resolvida por aqui. Porque o Pará e o Maranhão, de lá pra cá são retos, feito mão na cara.

Pode até ser que eu me engane, mas por via das dúvidas é bom ficar de olhos bem abutecados. Vai que um dia desses a vizinha fofoqueira vai metendo a cara na porta e dá de frente com uns deles, falando aquela língua embolada né? Não que a gente vá a uma altura dessas bater a porta na cara destes venezuelanos. Caso eles apareçam, vamos mostrar nosso espírito de solidariedade. Custa nada!

A esquerda é o Titanic de 2018, já bateu no iceberg e afunda no ridículo

PT contribui para levar a esquerda ao ridículo

Clóvis Rossi
Folha

Que a esquerda está em crise em boa parte do mundo não chega a ser uma grande novidade. Novidade é que significativa parcela do mais importante partido da esquerda brasileira, o PT, esteja contribuindo para esse cenário geral de crise com uma forte pitada de ridículo.

Se a única ideia que os petistas podem oferecer é essa estupidez de acrescentar “Lula” ao nome, é melhor chamar o Tiririca para substituir a Gleisi Hoffmann na presidência do partido. Palhaçada por palhaçada, fiquemos com quem é mais autêntico.

DIZ O ACADÊMICO – Idiotice à parte, passemos a uma crítica fulminante à esquerda vinda de um acadêmico, Wanderley Guilherme dos Santos, de impecáveis credenciais esquerdistas e um propagandista entusiasmado do governo Lula.

“Esse é um mundo no qual a esquerda do século 20 não tem mais lugar. Por isso toda esquerda no mundo hoje é obsoleta, conservadora e reacionária. Ela se organizou em termos de pensamento e ação no século 19 para concorrer com o liberalismo em termos de imaginário futuro de organização social. O liberalismo oferecia o progresso, a esquerda oferecia a revolução pela ruptura. A queda do muro de Berlim destruiu esse projeto alternativo. A esquerda desde então tem estado na defensiva e não é à toa que sua palavra de ordem seja resistência”, escreveu esse cientista social para o último número de 2017 da trimestral revista Inteligência.

Sou obrigado a concordar com ele, até porque já escrevi inúmeras vezes que a esquerda — não só a brasileira — não conseguiu ainda sair dos escombros do muro de Berlim, mesmo passados quase 30 anos da queda. Foi também o fim do comunismo e é intrigante que mesmo a esquerda que não comungava com o comunismo soviético tenha se ressentido.

EXEMPLO DO CHILE – Se a obsolescência da esquerda tivesse provocado apenas a ascensão de uma direita civilizada, não haveria grandes problemas. Veja-se o Chile: a esquerdista Michelle Bachelet dá lugar ao direitista Sebastián Piñera, que, quatro anos depois, devolve a cadeira a Bachelet para que ela a entregue, após outros quatro anos, a Piñera. E o Chile vai em frente, tropeçando às vezes, mas sem uma crise tremenda como a que devorou o Brasil e ainda se faz sentir.

O problema é que o vácuo deixado pela esquerda foi preenchido pela extrema-direita, como escreve Dani Rodrik, um heterodoxo professor de economia política internacional na Escola de Governo John F. Kennedy, da mitológica Harvard:

“Tivessem os partidos políticos, particularmente os de centro-esquerda, perseguido uma agenda mais ousada, talvez o crescimento de movimentos de direita, nativistas [nacionalistas], pudesse ter sido evitado”.

SEM AGENDA – O raciocínio parece correto, mas o problema é que nem a direita (civilizada) nem a esquerda puseram de pé até agora uma agenda capaz de contrapor-se “às queixas que autocratas populistas exploraram com sucesso — desigualdade e ansiedade econômica, a percepção de declínio do status social e o abismo entre as elites e os cidadãos comuns”, para citar de novo Rodrik.

A esquerda brasileira acha mesmo que pôr “Lula” no nome é uma agenda suficiente?

Somos patriotas na Copa. E depois?

Por:* Janguiê Diniz
Quando a Rússia der o pontapé inicial da partida contra a Arábia Saudita, que abre a Copa do Mundo de 2018, milhões de corações por todo o mundo começarão a bater mais forte. Para nós, brasileiros, a Suíça é o primeiro adversário. Sabemos que, em tempos de Copa do Mundo, o país praticamente para. Mas quais as consequências disso?
Durante a Copa, as pessoas encarnam um sentimento ufanista e vestem as camisas de suas seleções com toda satisfação. Costuma-se dizer que o futebol é o ópio do povo brasileiro. É bem verdade que vem do esporte o sustento de inúmeras famílias, o sonho de futuro de muitas crianças e a felicidade de muitos torcedores. Durante o campeonato mundial, o sentimento de amor ao país se exacerba. Acontece que, enquanto isso, todos o resto perde importância. Aí que mora o perigo. Podemos chamar nosso patriotismo de seletivo?
Talvez esse ufanismo seja um momento de fortalecer a identidade do nosso povo. Quem não se sente mais animado com as vitórias da Seleção? Entretanto, não podemos nos distrair de outras áreas, principalmente da política. É necessário lembrar que estamos em ano de eleições para presidente, governadores, deputados e senadores. É necessário lembrar, também, que os parlamentares atualmente nos cargos podem aproveitar esse momento de “distração” nacional para realizarem manobras maliciosas, visando unicamente seus interesses pessoais.
Enquanto estivermos torcendo por Neymar e companhia, aqueles que foram eleitos para defender nossos interesses – e muitos deles sabem que não serão reeleitos – podem, na surdina, aprovar emendas, leis e projetos que são contrários  aos anseios do povo brasileiro. Daí, ficam prejudicadas a saúde, a educação e os demais direitos de uma forma em geral..
Mas afinal, o que significa ser patriota? Ser patriota é vestir verde e amarelo e aprender a cantar o Hino Nacional? Ou seria se emocionar com 60 mil pessoas ecoando as rimas em estádios lotados? Ser patriota é muito mais que isso. Patriota é todo aquele que ama sua pátria e procura servi-la.
As eleições vêm em outubro, pouco após a Copa. Independente do placar dentro de campo, é nas urnas que precisamos de ótimos resultados. O Brasil clama por mudança, por novos representantes que de fato nos representem. Não adianta ganhar o Mundial se perdemos a disputa contra a corrupção, por exemplo, reelegendo os mesmos políticos profissionais já conhecidos e que tem  participação em esquemas de desvios de verbas,  superfaturamento de obras, recebem propinas, etc.
Peço perdão aos fanáticos pelo futebol, mas o fato é que não podemos ser patriotas apenas durante a Copa do Mundo. O patriotismo deve ser um sentimento diário de todo cidadão. A população deve acreditar nessa união e dirigi-la para buscar melhores condições de saúde, alimentação, ensino e moradia. Mas, muito mais que isso, a população precisa acreditar nesse sentimento porque apenas assim podemos construir realmente a “pátria amada, Brasil”. Vamos torcer e festejar, viver a Copa, mas sem esquecer a nossa realidade, que atualmente não está muito festiva. Cabe a nós torná-la mais alegre, e uma das armas é o voto.
* Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau
 
 

O desemprego em 2018: saindo do fundo do poço

*Clemente Ganz Lúcio

Os resultados divulgados pelo Ministério do Trabalho sobre admissões e demissões realizadas no Brasil no ano de 2017 revelam o fechamento de 21 mil postos de trabalho com carteira assinada (Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Considerando-se que, em 2015 e 2016, foram fechados quase 2,9 milhões de empregos (1,33 e 1,53 milhão respectivamente), os dados do último ano indicam estabilidade no patamar alcançado pelo emprego formal, o que mostra que o mercado de trabalho chegou ao fundo do poço. Sair é uma outra história!

No ano de 2017, o comércio teve saldo positivo de 40 mil postos de trabalho e a agropecuária e os serviços, de 37 mil cada um. Por outro lado, a construção civil eliminou 104 mil empregos e a indústria da transformação, outros 20 mil.

Contudo, quando se considera o ajuste sazonal para a observação da variação do emprego formal registrado em dezembro de 2017 em relação ao mês anterior, o comportamento de todos os setores se mostra mais favorável, com especial destaque para a construção civil e os serviços.

Essas informações negativas sobre o emprego se alinham com a expectativa de baixo crescimento econômico em 2017, depois de mais de dois anos de gravíssima recessão e do acúmulo de 13 milhões de desempregados no mercado de trabalho.

A divulgação dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo IBGE, mostra que o desemprego cresceu, passando de 11,5%, em 2016, para 12,7%, em 2017. Mais importante, houve redução de cerca de 1 milhão de postos com carteira assinada no ano, aumento de 5,5% do assalariamento sem carteira e de 0,7%, dos trabalhadores “por conta própria”.

Também a PED – Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pelo DIEESE, Fundação Seade, MTE-FAT e parceiros regionais, registrou elevação do desemprego e da contratação informal – autônomos e assalariados sem carteira – e diminuição dos rendimentos do trabalho e da contratação formal na maior parte das regiões metropolitanas onde ocorre o levantamento.

O cenário prospectivo para 2018 aponta para um resultado positivo em termos de geração de postos de trabalho com carteira assinada e a possibilidade de uma redução do desemprego, a depender, de um lado, da intensidade do aumento da procura por emprego daqueles que saíram do mercado de trabalho e, de outro lado, do ritmo de criação de postos de trabalho. Esses resultados serão fruto de um crescimento econômico, que poderá ser superior a 2%. O fundo do poço da economia, mesmo com o PIB trimestral em desaceleração nos três primeiros trimestres de 2017, abre espaço para uma retomada que virá animada pela queda da taxa de juros; pela alta ociosidade da capacidade produtiva já instalada, o que permite aumentar a produção sem investimentos; e pelo ciclo eleitoral, que deve aumentar as inversões em obras públicas, entre outros fatores. Mas há inúmeras incertezas que ainda devem ser consideradas, conforme indica o Boletim de Conjuntura do DIEESE (www.dieese.org.br).

Os dados divulgados pelo Ministério também evidenciam a aplicação das novas regras de contratação para trabalho intermitente (2,9 mil admissões em dezembro) e contrato de trabalho em tempo parcial (2,3 mil admissões em dezembro). Apesar de baixos, é possível que esses números estejam iniciando uma série que poderá crescer ao longo de 2018, na medida em que aumentar a segurança jurídica em relação às mudanças promovidas pela Lei 13.457. Caso isso ocorra, a tendência será a redução do emprego seguro, em função da ampliação de postos de trabalho que, apesar de formais, caracterizam-se pela precariedade; bem como a utilização de contratos intermitentes ou em tempo parcial para que postos de trabalho informais sejam transformados em empregos legais.

A crise política adiciona ingredientes de difícil mensuração sobre a dinâmica econômica e o mercado de trabalho. Tudo indica que 2018 será um ano de alta complexidade para a luta sindical e social e de difícil compreensão sobre a conjuntura política, econômica e social.

Entretanto, sabe-se que as negociações coletivas de trabalho a serem realizadas neste ano ocorrerão em um contexto de baixa inflação – o que poderá ter reflexos positivos sobre as conquistas relativas à reposição de perdas salariais e obtenção de aumentos reais  – e abrir espaço para a negociação de outros temas fundamentais para os trabalhadores. As campanhas de data-base – momento de renovação dos contratos coletivos de trabalho das diversas categorias profissionais – são um espaço privilegiado para o enfrentamento das medidas introduzidas pela reforma trabalhista, dado que propiciam condições para a luta pela inclusão, nos acordos e convenções coletivas de trabalho, de garantias  que protejam os trabalhadores da precarização dos contratos, da flexibilização da jornada  e de seus impactos negativos sobre salários, benefícios e condições de trabalho.  

 *Clemente Ganz Lúcio é  Sociólogo, diretor técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Grupo Reindustrialização 

Se Joaquim Barbosa denunciar tudo que o incomoda, o Brasil ganha

Barbosa pode ser o “novo” nesta sucessão

Elio Gaspari
Folha/O Globo

Joaquim Barbosa tem tudo para ser o “novo” na próxima disputa pela Presidência. No Supremo Tribunal Federal foi sua mão de ferro que garantiu o encarceramento dos larápios do mensalão, abrindo a temporada de predominância de setores do Judiciário sobre a corrupção. Condenando a articulação que depôs Dilma Rousseff, afastou-se do governo de Michel Temer. Nunca foi candidato a cargo eletivo e não tinha base partidária.

Com essa biografia, o doutor admitiu a hipótese de ser candidato e filiou-se ao PSB. Quando fez isso sabia que esse partido é “socialista” no nome, mas poucas são as diferenças entre ele e os demais. Menos de uma semana depois, revelou que vê dificuldades para sua candidatura, quer por causa das articulações estaduais, quer por suas próprias incertezas.

SEM SE MEXER – A menos que as contrariedades sejam sinceras e essenciais, negaças de candidatos são coisa comum e esses obstáculos acabam mostrando-se irrelevantes. Essa circunstância faz a diferença entre o candidato que está disposto ir para a estrada e aquele que pretende ser carregado num andor. Na História do Brasil só o general Emílio Médici chegou à Presidência sem se mexer, obrigando o Alto Comando do Exército a carregá-lo nos ombros.

Num regime democrático não há andores. Tancredo Neves, numa sucessão embaralhada como a de hoje, construiu sua candidatura milimetricamente, encarnando a redemocratização. As macumbas de todos os partidos contra Barbosa são coisas do velho contra o novo. Ou ele dá um passo adiante e diz a que vem, ou fritam-no. Quando ele não opina sobre a reforma da Previdência (seja qual for) porque não é candidato, ofende a plateia. Ele quer ser candidato e tem opinião sobre a Previdência, mas não quis se expor, usando um argumento do velho.

DESEMPENHO – Numa eleição presidencial a biografia vale muito, mas o desempenho durante a campanha acaba sendo essencial. Mário Covas e Ulysses Guimarães eram melhores candidatos que Fernando Collor na eleição de 1989, mas não chegaram ao segundo turno. Asfixiaram-se na poeira de uma campanha em que os eleitores compraram um gato velho como se fosse lebre nova. Tinham tempo de televisão e bases partidárias, mas elas de nada serviram.

Basta ver o que acontece no Congresso, no Planalto e até mesmo no Supremo Tribunal, para se perceber que um sistema político viciado tenta blindar-se impedindo que haja algo de novo na urna de outubro.

Se Joaquim Barbosa entrar na disputa disposto a denunciar tudo que o incomoda, a começar pelo coronelismo político, o Brasil ganha, pois o que se quer do “novo” são novas atitudes. Se o que ele espera são palafreneiros conduzindo seu cortejo, todo mundo perde, inclusive ele.

Estado atrasa pagamentos e empréstimo não chega

O Governo do Piauí está às voltas com um novo aperto financeiro. Já são muitas as reclamações sobre atraso de pagamento em vários setores, como os dos terceirizados e do transporte escolar. Os atrasos já chegam a três e até quatro meses.

O governo aguarda a liberação da segunda parcela do empréstimo feito junto à Caixa Econômica Federal para dar uma respirada. Mas a liberação desses recursos, no total de R$ 307 milhões, está de rosca.

A Caixa exigiu uma nova prestação de contas da aplicação da primeira parcela, no valor de 300 milhões. Essas contas estão em análise, sem data para a sua conclusão.

Travou

Agora é o Ministério Público Federal que entra na história, com a abertura de inquérito civil para apurar a aplicação dos recursos públicos oriundos desse empréstimo.

Na instrução do inquérito, o procurador Marco Aurélio Adão mandou à Caixa Econômica uma recomendação de que, por medida de cautela, diante de possível descumprimento do contrato, o banco não repasse a segunda parcela do empréstimo para o Governo do Estado.

O MPF recomendou também que a Caixa não transfira, igualmente, parcelas de novos empréstimos que tenham a mesma finalidade deste. Com isso, a recomendação alcança a segunda parcela da primeira operação de crédito e o novo empréstimo de R$ 315 milhões.

Se tudo correr bem na apreciação da prestação de contas, ainda assim o Governo do Estado arca com prejuízos, pois isso demanda tempo. E o Estado tem pressa em receber nova injeção de recursos.

Claro que o dinheiro dos empréstimos se destina a investimentos. Com esses aportes, o governo ficaria com caixa para cobrir as despesas de custeio. E no momento não está sendo fácil equacionar essa operação.

Por:Zózimo Tavares

Editorial: Mais universidades para nossa juventude.

O presidente Michel Temer sancionou na semana passada a criação da Universidade Federal do Delta do Parnaíba. É mais uma conquista dos parnaibanos, bom que se diga, é chegada em boa hora e que certamente vai incorporar ao já existente parque de equipamentos para a formação superior. Lembrando que muitos foram aqueles que trabalharam para que esta conquista ganhasse corpo e aqui não compete dar nomes.

Já era tempo de Parnaíba ganhar mais este equipamento de educação superior. A segunda cidade do Piauí se transforma nos últimos anos num grande campo de formação em várias especialidades e mais que isso necessita de suporte econômico para garantir a esses tantos estudantes mercado e trabalho. Absorver este pessoal que sai dos cursos de graduação é agora um grande desafio. Mas isso já é outra história.

Devemos ter consciência de que não basta apenas ter várias faculdades e universidades, grande quantidade de cursos de graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado e por aí vai. Devemos ter consciência de que o mundo da economia e a desempenho da oferta de bens de consumo e serviços deve ser estimulada da mesma forma. De nada adianta uma população com sua maioria graduada em nível superior e com baixo, baixíssimo índice de oferta de produção.

Vamos saudar mais esta conquista com grande alegria, mas esperançosos de que outros setores devem ser estimulados. Causa grande satisfação para todos os parnaibanos mais esta conquista. Serão dentro de poucos anos mais jovens com formação superior entrando no mercado de trabalho. Dentro de mais alguns anos o perfil socioeconômico de nossa cidade estará modificado. Mais e mais benefícios com esta universidade devem ser incorporados e fica aqui nosso desejo de boas vindas.

Por: Pádua Marques

A importância da autoconfiança na carreira

Janguiê Diniz *

O mercado de trabalho é, cada vez mais, exigente e são inúmeras as características essenciais para quem quer ter sucesso, seja como empregado ou empreendedor. Entre essas características está a autoconfiança, que nada mais é do que ter confiança em si mesmo. Mas, ao contrário do que muitos pensam, ter esta postura não é tão simples. Mesmo quando se tem muito conhecimento sobre determinado assunto ou talento para executar certo tipo de tarefa, mas não existe confiança no próprio potencial, os resultados não vêm. 
 
A autoconfiança abrange muito mais que ter conhecimentos técnicos ou práticos, experiência de mercado, etc. Trata-se de acreditar no seu potencial, se achar capaz de alcançar seus objetivos, acreditar em si mesmo. É uma característica necessária em tudo o que fazemos. Pessoas autoconfiantes inspiram confiança e transmitem mais credibilidade. Acabam sendo mais influentes e poderosas.
 
Claro que ninguém nasce autoconfiante e essa característica pode e deve ser desenvolvida com o tempo. E por que ser autoconfiante é tão importante? Pessoas autoconfiantes não recuam diante dos obstáculos que encontram  no caminho pessoal e profissional. Não desistem, mesmo quando tudo parece conspirar contra seus objetivos. Sabem que podem chegar ao sucesso melhorando suas próprias estratégias. Cultivam bom humor, que influencia no ambiente de trabalho, e procuram tentar aprender sempre mais para fazer o seu melhor.
 
Prezados, o sucesso acontece quando o conhecimento e/ou o talento encontram uma mente vencedora. O que eu quero dizer com isso? É bem simples: conhecimento e talento sozinhos não chegam a lugar algum. É preciso mais que isso. Para ser protagonista, é preciso querer mais. Nossa mente é o nosso melhor trunfo e é preciso usá-la ao nosso favor, saber explorar a sua infinita capacidade de aprender coisas novas e superar desafios.
 
A história nos traz grandes exemplos: Walt Disney foi demitido de seu trabalho em um jornal por sua falta de imaginação e boas idéias;  Abraham Lincoln perdeu sete eleições antes de se tornar presidente dos Estados Unidos; Steve Jobs foi demitido da própria empresa;  J.K. Rowling foi rejeitada por diversas editoras antes de conseguir publicar o primeiro livro de “Harry Potter”. O que há em comum em todos esses exemplos: eles não desistiram e acreditaram em seu potencial. Uma pessoa com autoconfiança toma para si a responsabilidade sobre seus atos e consegue reunir forças para se levantar e seguir em frente.
 
A importância da autoconfiança está na capacidade de um profissional se sobressair em ambientes cada vez mais competitivos e que exigem uma postura diferenciada daqueles que almejam alcançar o reconhecimento pelo seu desempenho. Por isso, reúna esforços para se informar rotineiramente sobre tudo o que diz respeito à sua área de atuação e ao meio social no qual você está inserido.
 
Há uma frase certa: o fracasso chega para todos. A diferença será a maneira como você irá lidar com ele. Quanto mais autoconfiante você se tornar, mais seguro você será em seu trabalho, na realização de seus sonhos e projetos. Ignore críticas destrutivas e foque apenas no seu autodesenvolvimento, dessa forma, você vai conquistar o que deseja e em pouco tempo.
*Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau

Senadora Regina Sousa insiste em ser candidata à reeleição

Ela foi suplente na garupa do governador Wellington Dias, não entendeu que foi apenas consideração do partido à militante do partido, mas, Está lá há 4 anos, mas não tem lastro político para encarar uma candidatura, numa eleição em que o Governador vai precisar de apoio de quatro partidos, cedendo uma vaga para cada cargo majoritário na chapa de vice governador e duas de senador. Regina, não tem votos nem para se eleger vereadora de União, quer de novo sair na garupa de alguém para se reeleger, quando não tem correspondido ao elevado cargo de senador e quando vai à tribuna do Senado tem servido de galhofa dos próprios senadores em plenário, numa clara evidência, de que o Piauí não pode continuar sendo ridicularizado com a sua pífia representação. A não ser que ela prometa ficar caaalaaaada!!! Como diria o Chico Anísio, fala mal, não tem adjetivação verbal elegante, não tem ritimo de oratória e muito menos talento para numa tribuna do Senado representar o Piauí. Já teve até o que não merecia, chega. Não se reelegerá e poderá atrapalhar a reeleição do governador. Elegê-la deputa estadual já é de bom tamanho, pois sequer, se elegerá vereadora em sua cidade de União, no baixo Parnaíba.

Autor: Tomaz Teixeira