O mal só acontece com os outros

Por: Pádua Marques

Não foi aqui por perto, mas bem que poderia ter sido. Digo daquele terrível incêndio dia 1º de maio, Dia do Trabalho, no início da madrugada no centro de São Paulo. Um cortiço, desses que se multiplicam feito cogumelos nas grandes cidades e onde moram milhares de pessoas e de famílias. Famílias miseráveis, de gente sem emprego formal, vindas de tudo quanto é canto e que vive igual bicho bruto dentro de carroceria de caminhão, uns por cima dos outros, na maior promiscuidade.

Nesses cortiços, iguais a esse do incêndio de São Paulo, se alguém tiver coragem de entrar, certamente vai sair com outra visão de mundo e de pobreza. Portas feitas de papelão ou de caixotes, varais cheios de cuecas de pedreiros, chambres de velhas, cueiros de meninos com cara de fome e querendo peito.

Uns mais lá na frente fazendo churrasco e bebendo cachaça, fumando maconha ou crack. Uns mais adiante assistindo televisão o dia inteiro. Homens, mulheres, crianças e até mocinhas dormindo na mesma cama ou o que se pode chamar de cama. É mais um edifício que pegou fogo e levou pra debaixo do chão e transformou em cinzas todos os poucos pertences dessas famílias, desses moradores de rua que ocupam algum canto procurando abrigo na hora de dormir e que no outro dia vão à procura do que fazer.

Nesses escombros em que se transformou tudo naquela madrugada, alguém pode encontrar camisas do Corinthians ou do Palmeiras, copos de plástico, panelas, televisão, geladeira, fogão, enfim, tudo o que pobre junta tão logo pega em dinheiro pra ir passando.

A população de rua, de desvalidos, miseráveis, de gente com pouca ou nenhuma ocupação, anda crescendo nas cidades, sejam grandes ou médias. Pobreza não escolhe cara, geografia e nem nacionalidade. Pobreza judia de gente e faz gente sofrer. Podemos imaginar a situação dessas pessoas e famílias, nesse exato momento. Com a mão na cabeça sem qualquer referência de quem foram, são e de onde vieram. É bom que as prefeituras, inclusive Parnaíba, passem a olhar com olhos de prudência pra essas ameaças de ocorrência e situações.

Estes moradores de rua que estão se transformando numa caixa de problemas pra os programas de assistência social, alguns deles, senão a maioria tem histórico de delinquência, desajustes sociais em maior ou menor grau. Ninguém nesses cortiços e tendo vida de dificuldades, pelo que se sabe, saiu de um convento ou está querendo ir pra um.

Mas não seja por isso que nós cidadãos, que temos todo dia, casa, comida pra comer, televisão pra assistir a novela e cama pra dormir, vamos apontar o dedo e discriminar fechando as portas da nossa sensibilidade. Portanto, vamos ficar atentos. Hoje foi São Paulo. Amanhã pode ser o Rio de Janeiro. Depois pode ser outra cidade. Necessário que os órgãos de assistência social fiquem atentos porque na hora que a labareda de fogo vem no rumo de um, pega quem está na frente e não escolhe cara e nem religião.

(*) Pádua Marques – jornalista e escritor

Dilma, Aécio, Pimentel… Os políticos mineiros não são mais os mesmos…

O PSB fez um cartaz gozando seus adversários

Eliane Cantanhêde
Estadão

Minas Gerais é um dos três principais Estados da Federação e tinha fama de ser, historicamente, o maior celeiro de políticos matreiros e competentes do País, as tais “raposas políticas”. Porém, se o Rio vive um caos e a eleição presidencial é uma grande interrogação, a situação de Minas não é nenhuma maravilha e a campanha no Estado é igualmente incerta.

Terceira maior economia do País, segunda maior população e segundo maior eleitorado (quase 11% do total), Minas continua sendo definidor de eleições presidenciais, mas seus principais partidos estão machucados e seus mais lustrosos líderes políticos andam em maus lençóis, devendo muitas explicações à Justiça, à Assembleia, à opinião pública.

SURPRESAS – Diferentemente de São Paulo e Rio, Minas aparece pouco na grande mídia e, em 2014, as análises políticas partiam de duas premissas: Dilma Rousseff ganharia no Nordeste e Aécio Neves levaria fácil em Minas, mas ele perdeu no primeiro e segundo turnos no seu Estado e seu candidato ao governo, Pimenta da Veiga, sofreu derrota fragorosa. Para arrematar, a aposta de Aécio perdeu feio, dois anos depois, para a prefeitura de Belo Horizonte.

De outro lado, Dilma ganhou no Nordeste e em Minas, seu Estado de origem, apesar de ser gaúcha por adoção, e seu ex-ministro, conselheiro e amigo Fernando Pimentel levou o governo e assim dividiu o “Triângulo das Bermudas” pelos três principais partidos: São Paulo manteve o PSDB, Rio continuou com o agora MDB (apesar de tudo…) e Minas foi do PSDB para o PT.

TERCEIRA VIA – A guerra entre PT e PSDB é particularmente encarniçada em Minas, mas o resultado é que quem levou a prefeitura da capital em 2016 foi o empresário e dirigente desportivo Alexandre Kalil, do insignificante PHS, que se tornou o mais lustroso “outsider” da eleição no País, apresentando-se como apolítico e apartidário.

Kalil é, assim, o maior exemplo de que em Minas não se fazem mais políticos como antigamente, ou como Afonso Arinos, Milton Campos, Gustavo Capanema, Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves e Itamar Franco, que tinham lá suas idiossincrasias, mas com imensa liderança ou matreirice política.

Os ex-governadores e ex-presidentes do PSDB Eduardo Azeredo e Aécio Neves estão mal, um com o pé na prisão, o outro réu no Supremo. E a Assembleia Legislativa acaba de acatar o pedido de impeachment do petista Fernando Pimentel, candidato à reeleição contra o ex-governador tucano Antonio Anastasia, caçado a laço pelo presidenciável Geraldo Alckmin. A contragosto, ele cedeu.

CASO ANASTÁSIA – E por que tanto empenho do PSDB por Anastasia? O PT reina no Nordeste, o Rio virou a casa da mãe Joana, Álvaro Dias capitaliza o desencanto com Aécio no Sul e Jair Bolsonaro embrenhou-se pelo Centro-Oeste. Alckmin só terá chance se, além de recuperar São Paulo, conquistar Minas – algo que nem Aécio conseguiu.

Como complicador tanto para tucanos quanto para petistas, Dilma Rousseff resolveu aproveitar o jeitinho do Senado, que lhe cassou o mandato, mas manteve a elegibilidade, e quer disputar o Senado por Minas, apesar de alternar residência entre Rio e Porto Alegre. Se tende a tirar votos do PSDB, ela já entra rachando a aliança entre PT e MDB.

VICE IDEAL – Depois do impeachment de Dilma e do colapso político de Aécio, os dois mineiros do segundo turno de 2014, sobra como consolo para Minas ser ainda o Estado mais cobiçado na escolha de vices. O empresário Josué Gomes da Silva é o melhor exemplo.

De um Estado-chave, dono de uma das maiores fortunas do Brasil e filho do vice de Lula, José Alencar, ele se filiou a um partido, o PR, e tem tudo para ser o vice ideal e salvar a imagem da política mineira em outubro. Só falta o principal: querer.

Insatisfação generalizada: até quando?

Por: Janguiê Diniz*

Insatisfação é uma palavra que tem estado no vocabulário brasileiro por um tempo talvez longo demais. Escândalos de corrupção, medidas econômicas polêmicas e a escalada da violência nas cidades vêm fazendo com que muitos percam aquele “orgulho de ser brasileiro” que tanto  enchia os nossos olhos. Há razões para acreditar no futuro melhor? Sempre há. Mas a realidade nos faz pensar o contrário cada vez mais.
É clara a insatisfação com a política nacional. Não escapa ninguém. Sejam da situação ou oposição, os políticos são alvos constantes de críticas – e alguns acabam pagando pelos pecados de outros. Sejamos francos: é difícil não falar mal da classe política frente a todos os escândalos que vemos diariamente nos noticiários. A impressão é que eles passam mais tempo se defendendo de acusações do que fazendo seu trabalho – aquilo para que foram eleitos, ou seja, cuidar dos interesses da população. O próprio governo de Michel Temer amarga níveis baixíssimos de popularidade e aprovação, com algumas medidas impopulares que não parecem estar produzindo os resultados esperados.
Muito se fala da falta de identidade dos partidos políticos, e até mesmo do crescente número deles – a cada momento vemos surgir uma nova sigla ou, mais recentemente, denominações com palavras. Não se sabe mais, no entanto, se os novos grupos surgem para representar demandas de partes da sociedade ou simplesmente para dar voz aos interesses dos próprios membros. Parece que a ideologia política passou a ser cada vez menos importante, o que aumenta a sensação de distanciamento entre representantes e representados.
O aumento astronômico da violência também é algo que assusta e causa indignação. Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte foram os estados que mais tem sofrido com esse fato, mas a situação é generalizada. A intervenção militar na capital fluminense, embora tenha sido autorizada com foco no combate ao tráfico organizado, tem recebido duras críticas da população local por possíveis excessos cometidos pelas tropas, principalmente nas favelas. O brutal assassinato da vereadora carioca Marielle Franco  de seu motorista Anderson Gomes chocou profundamente a todos. Ela que lutava pelos direitos de todos foi claramente silenciada. As investigações prosseguem e nenhum culpado foi encontrado até agora. Um crime como esse ficar sem solução só faz crescer a descrença e revolta na população.
O princípio básico da democracia é primar pelo bem comum e pela igualdade econômica, política e social. Democracia não se sustenta sem diálogo. Assim, os anseios da população precisam ser ouvidos. As dificuldades pelas quais passamos atualmente, tanto na política, quanto no meio social não irão acabar com nosso país, mas também não podemos deixar que as forças que tentam a todo custo fazer o Brasil retroceder se fortaleçam. A mudança começa em cada um de nós, por meio da consciência e da cobrança efetiva aos que nos representam na política. Devemos exigir não apenas uma política mais justa, mas precisamos trabalhar por uma sociedade mais ética.

Quem leva João Vicente a sério?

Por:Paulo Fontenele

O ex-senador João Vicente já deu inúmeras provas de que esse seu projeto de sair candidato a governador não possui qualquer consistência mas mesmo assim prossegue agindo como se estivesse num picadeiro e não numa arena política, onde a corrida dos candidatos para viabilizarem suas candidaturas se dá num contexto bem objetivo. Sem espaço em outros partidos, JVC buscou retornar ao PTB com a condição sine qua non de não ser candidato – exceto na chapa governista –, aceitou mas não a está respeitando.

É constrangedor para o próprio PTB, que está pleiteando ao governador Wellington Dias a indicação da vaga de vice-governador, um integrante de seus quadros, no caso a principal figura, prosseguir numa articulação com vistas a uma candidatura ao governo sem delegação do partido. Sim, João Vicente está por conta própria nessa aventura quixotesca de candidatura criando embaraços para a cúpula petebista, que esta semana terá um encontro com o governador para tratar da aliança PT/PTB.

Por essa movimentação, João Vicente desrespeita até mesmo um acordo com as bancadas estadual e federal de que se filiaria ao PTB mas esqueceria essa idéia de candidatura própria mas não votaria em Wellington Dias. Não votar o governador é um direito seu, ninguém o obrigará a isso, mas insistir em sair candidato ao governo no instante em que o partido conversa com o governador joga por terra a confiança que o partido colocou nele para não se envolver no processo contra a estratégia definida.

A última do ex-senador foi reunir partidos sem estrutura em seu escritório para depois divulgar que pediu tempo para anunciar sua candidatura depois de receber o resultado de uma pesquisa de intenção de votos que encomendou. Ele omitiu o nome do instituto mas até onde se sabe são poucos os institutos em que se pode dar credibilidade aos seus resultados, principalmente aqueles que em 2014 apontavam que a disputa para o governo entre Dias e Zé Filho teria segundo turno.

Bom para João Vicente que ainda tem partidos políticos no Piauí que se dão ao trabalho de ouvi-lo falar de candidatura própria e de sua “disposição” de ser candidato a governador. Esses partidos – todos nanicos e a maioria sem qualquer estrutura – deveriam avaliar as próprias declarações passadas do ex-senador em que diz e repete que será candidato se a oposição se unir em torno do nome dele formando uma chapa única para a disputa do governo contra o governador Wellington Dias.

No atual estágio do processo eleitoral, a oposição nem dá ouvidos ao que diz João Vicente porque já não o leva mais a sério. O próprio candidato a governador Luciano Nunes e o ex-governador Wilson Martins são consciente de que o PTB jamais deixará o governo se aventurar com João Vicente numa candidatura. É duvidoso até mesmo acreditar que todos esses partidos que foram à reunião levam o ex-senador a sério. Pelo mesmo motivo. Daí se duvidar que daqui até as convenções, ele se lançará candidato.

Primeiro de Maio – Dia do Trabalho

Por: Benedito Gomes

Bom dia, patrão! Hoje é o dia mundial do trabalho, sinal que se trabalha no mundo inteiro. O primeiro de maio, qualquer que seja o dia da semana, é feriado em homenagem ao trabalho. E nós trabalhadores fazemos a festa, afinal, é o dia que engloba todas as profissões do ser humano.

Uma justa homenagem a um ser invisível. Você não ver o trabalho, você ver o resultado, que sempre é benéfico, gratificante e rendoso. Qualquer que seja a atividade, quando se chega ao final e vimos o que se produziu, ai nos sentimos felizes e dizemos: aqui está o resultado do meu trabalho. É gostosa a realização de mais uma obra executada em benefício de todos.

Quando se fala dia do trabalho vem aquela imagem de uma fábrica, com operários entrando e saindo, sem parar. Pensamos em uma grande empresa com centenas de trabalhadores, com carteira assinada, enfim, muita gente pensa que dia do trabalho é o dia do empregado. Não é por ai. No dia primeiro de maio o homenageado é o trabalho e não o trabalhador. Toda profissão é honesta e todo trabalho é digno. O conjunto, profissão e trabalho, gera desenvolvimento, gera riqueza, traz bem estar a todos os seres, humanos ou não. Capital e trabalho são companheiros. A circulação de um depende do esforço do outro.

Mas, iniciei este texto cumprimentando o meu patrão. Sabe com quem estou falando? Com você, povo parnaibano e de outras cidades do Piauí, Ceará e Maranhão, para quem trabalho. Há cinquenta anos faço o possível para que meu patrão esteja sempre satisfeito. É com o capital do patrão e o trabalho do empregado que a economia funciona. Para isso dar certo é preciso que ambos estejam confiantes em seus objetivos e que um tenha pelo outro respeito e honestidade. Existe o trabalho formalizado, aquele que é exigida a “carteira de trabalho, CPF, RG, título de eleitor, atestado ocupacional e mais e mais”. E existe o trabalho informal. Na informalidade não há burocracia, tudo é feito com simplicidade. A execução do trabalho se faz conforme o combinado e a remuneração é sempre imediata.

São centenas de categorias profissionais, formal, informal, liberal e outras, mas, todos nós exercemos o que hoje comemoramos: o trabalho. Nós trabalhadores informais ou liberais, não temos carteiras assinadas; somos empregados do destino. Não temos dia e nem hora para trabalhar. Parabéns primeiro de maio! Parabéns, trabalhadores! Parabéns, Patrão! Vocês merecem!!!

Somos iguais e somos felizes, porque trabalhamos

Benedito Gomes

Contador – UFPI

 

Piauí possui o menor percentual de lares ligados à rede de esgoto

Por:Cláudia Brandão

O século XXI, ao contrário do que se esperava, não veio acompanhado do progresso social no que diz respeito aos serviços básicos oferecidos à população. Pelo menos, não aqui, no Piauí. É o que retrata o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE.

De acordo com a pesquisa, o Piauí apresenta a menor proporção de domicílios no país com rede geral ou fossa séptica ligada à rede geral de esgotamento sanitário, com apenas 8,9% das residências do estado usufruindo desse serviço. Nos vizinhos estados do Maranhão e Ceará, a proporção é bem maior. Enquanto o Maranhão apresenta um percentual de 19,5% dos lares ligados à rede de esgotos, no Ceará esse índice alcança 44,9%.

Nem mesmo o fornecimento diário de água é garantido à totalidade dos lares piauienses. Na verdade, com relação a esse serviço, houve uma queda de 2016 para 2017. Até 2016, segundo o IBGE, havia 93,8% dos domicílios piauienses com disponibilidade diária de água, mas esse percentual caiu para 91,3% no ano passado.

Ora, água potável e saneamento básico são dois indicadores fundamentais para a saúde pública. Se a população não dispõe desses dois serviços, as condições de higiene tornam-se precárias e as de saúde, idem. Não é a toa que os postos de saúde vivem lotados de pacientes com mazelas perfeitamente evitáveis se houvesse condições dignas de saneamento em casa.

Paradoxalmente, enquanto menos de dez por cento dos domicílios piauienses estão ligados à rede de esgoto, 50,3% estão conectados à internet. Quem sabe, agora, com mais acesso à informação, os piauienses possam cobrar dos seus gestores o investimento necessário em serviços essenciais como água e saneamento básico.

Os venezuelanos estão dividindo até caneco d’água

por Pádua Marques*

Não dou mais muito pra dentro de pouco tempo, coisa de dias ou meses, aparecerem aqui na Parnaíba umas levas de venezuelanos. Duvida? Do jeito que a coisa está pros lados de Roraima eu não duvido de nada. Basta que uns deles cheguem a Belém, no Pará e tomem um ônibus da Guanabara que mais cedo do que o Tribuzana e outros imaginem, eles desembarcam ali na rodoviária da Pinheiro Machado.

A coisa está mais que feia pros lados de Boa Vista. Boa Vista que poucos, pouquíssimos brasileiros sabiam existir no mapa. Tem até gente que ainda dá Roraima por território, assim como o Amapá, Acre e Rondônia. Mas é um estado e um estado agora cheio de problemas com toda aquela gente faminta, doente, caçando o que fazer pra ter alguma moeda no bolso e em alguns casos mandar pra mulher e pros filhos na Venezuela.

Não queira ninguém saber o que é ser refugiado. A gente imagina só de longe quando vê pela televisão aqueles barcos atravessando o Mar Mediterrâneo lá entre a Europa e a África, cheios de muçulmanos do Afeganistão, Iraque, Síria, Líbano, Etiópia e outros países metidos em confusão e guerras sem pé nem cabeça. Até parece que esse pessoal não tem nada pra fazer, assim como, um quintal pra varrer, um carro pra lavar, um menino pra levar pra escola, um cisco pra queimar.

A coisa está fedendo a chifre queimado lá pras bandas de cima, na chamada cabeça de cachorro. Os refugiados venezuelanos estão disputando um caneco d’água. O governo de lá tem visto é urso engravatado e já não sabe e nem tem de onde tirar pra dar de comer e de dormir pra toda aquela gente. Dentro de mais algum tempo podem ocorrer cenas de violência. Prostituição já tem porque coisa de pouca vergonha cresce que nem mata-pasto.

Eu agora voltando pra expectativa de uns ou muitos deles chegarem a Parnaíba dentro de mais algum tempo, cá comigo, mando uma lembrança e um alerta pra dona Adalgisa, mulher de Mão Santa, secretária de Desenvolvimento Social e de Cidadania. 

Digo isso porque Parnaíba, entre as cidades piauienses, tirando a capital Teresina, é aquela mais visada. Coisa de hospital e clínica, nem se fala. Tudo que é gente doente da vizinhança, Cocal, Bom Princípio, Ilha, Tutoia, Água Doce, Buriti dos Lopes, descarrega na porta do Dirceu. Toda confusão que vem das bandas do Pará e do Maranhão acaba sendo resolvida por aqui. Porque o Pará e o Maranhão, de lá pra cá são retos, feito mão na cara.

Pode até ser que eu me engane, mas por via das dúvidas é bom ficar de olhos bem abutecados. Vai que um dia desses a vizinha fofoqueira vai metendo a cara na porta e dá de frente com uns deles, falando aquela língua embolada né? Não que a gente vá a uma altura dessas bater a porta na cara destes venezuelanos. Caso eles apareçam, vamos mostrar nosso espírito de solidariedade. Custa nada!

A esquerda é o Titanic de 2018, já bateu no iceberg e afunda no ridículo

PT contribui para levar a esquerda ao ridículo

Clóvis Rossi
Folha

Que a esquerda está em crise em boa parte do mundo não chega a ser uma grande novidade. Novidade é que significativa parcela do mais importante partido da esquerda brasileira, o PT, esteja contribuindo para esse cenário geral de crise com uma forte pitada de ridículo.

Se a única ideia que os petistas podem oferecer é essa estupidez de acrescentar “Lula” ao nome, é melhor chamar o Tiririca para substituir a Gleisi Hoffmann na presidência do partido. Palhaçada por palhaçada, fiquemos com quem é mais autêntico.

DIZ O ACADÊMICO – Idiotice à parte, passemos a uma crítica fulminante à esquerda vinda de um acadêmico, Wanderley Guilherme dos Santos, de impecáveis credenciais esquerdistas e um propagandista entusiasmado do governo Lula.

“Esse é um mundo no qual a esquerda do século 20 não tem mais lugar. Por isso toda esquerda no mundo hoje é obsoleta, conservadora e reacionária. Ela se organizou em termos de pensamento e ação no século 19 para concorrer com o liberalismo em termos de imaginário futuro de organização social. O liberalismo oferecia o progresso, a esquerda oferecia a revolução pela ruptura. A queda do muro de Berlim destruiu esse projeto alternativo. A esquerda desde então tem estado na defensiva e não é à toa que sua palavra de ordem seja resistência”, escreveu esse cientista social para o último número de 2017 da trimestral revista Inteligência.

Sou obrigado a concordar com ele, até porque já escrevi inúmeras vezes que a esquerda — não só a brasileira — não conseguiu ainda sair dos escombros do muro de Berlim, mesmo passados quase 30 anos da queda. Foi também o fim do comunismo e é intrigante que mesmo a esquerda que não comungava com o comunismo soviético tenha se ressentido.

EXEMPLO DO CHILE – Se a obsolescência da esquerda tivesse provocado apenas a ascensão de uma direita civilizada, não haveria grandes problemas. Veja-se o Chile: a esquerdista Michelle Bachelet dá lugar ao direitista Sebastián Piñera, que, quatro anos depois, devolve a cadeira a Bachelet para que ela a entregue, após outros quatro anos, a Piñera. E o Chile vai em frente, tropeçando às vezes, mas sem uma crise tremenda como a que devorou o Brasil e ainda se faz sentir.

O problema é que o vácuo deixado pela esquerda foi preenchido pela extrema-direita, como escreve Dani Rodrik, um heterodoxo professor de economia política internacional na Escola de Governo John F. Kennedy, da mitológica Harvard:

“Tivessem os partidos políticos, particularmente os de centro-esquerda, perseguido uma agenda mais ousada, talvez o crescimento de movimentos de direita, nativistas [nacionalistas], pudesse ter sido evitado”.

SEM AGENDA – O raciocínio parece correto, mas o problema é que nem a direita (civilizada) nem a esquerda puseram de pé até agora uma agenda capaz de contrapor-se “às queixas que autocratas populistas exploraram com sucesso — desigualdade e ansiedade econômica, a percepção de declínio do status social e o abismo entre as elites e os cidadãos comuns”, para citar de novo Rodrik.

A esquerda brasileira acha mesmo que pôr “Lula” no nome é uma agenda suficiente?

Somos patriotas na Copa. E depois?

Por:* Janguiê Diniz
Quando a Rússia der o pontapé inicial da partida contra a Arábia Saudita, que abre a Copa do Mundo de 2018, milhões de corações por todo o mundo começarão a bater mais forte. Para nós, brasileiros, a Suíça é o primeiro adversário. Sabemos que, em tempos de Copa do Mundo, o país praticamente para. Mas quais as consequências disso?
Durante a Copa, as pessoas encarnam um sentimento ufanista e vestem as camisas de suas seleções com toda satisfação. Costuma-se dizer que o futebol é o ópio do povo brasileiro. É bem verdade que vem do esporte o sustento de inúmeras famílias, o sonho de futuro de muitas crianças e a felicidade de muitos torcedores. Durante o campeonato mundial, o sentimento de amor ao país se exacerba. Acontece que, enquanto isso, todos o resto perde importância. Aí que mora o perigo. Podemos chamar nosso patriotismo de seletivo?
Talvez esse ufanismo seja um momento de fortalecer a identidade do nosso povo. Quem não se sente mais animado com as vitórias da Seleção? Entretanto, não podemos nos distrair de outras áreas, principalmente da política. É necessário lembrar que estamos em ano de eleições para presidente, governadores, deputados e senadores. É necessário lembrar, também, que os parlamentares atualmente nos cargos podem aproveitar esse momento de “distração” nacional para realizarem manobras maliciosas, visando unicamente seus interesses pessoais.
Enquanto estivermos torcendo por Neymar e companhia, aqueles que foram eleitos para defender nossos interesses – e muitos deles sabem que não serão reeleitos – podem, na surdina, aprovar emendas, leis e projetos que são contrários  aos anseios do povo brasileiro. Daí, ficam prejudicadas a saúde, a educação e os demais direitos de uma forma em geral..
Mas afinal, o que significa ser patriota? Ser patriota é vestir verde e amarelo e aprender a cantar o Hino Nacional? Ou seria se emocionar com 60 mil pessoas ecoando as rimas em estádios lotados? Ser patriota é muito mais que isso. Patriota é todo aquele que ama sua pátria e procura servi-la.
As eleições vêm em outubro, pouco após a Copa. Independente do placar dentro de campo, é nas urnas que precisamos de ótimos resultados. O Brasil clama por mudança, por novos representantes que de fato nos representem. Não adianta ganhar o Mundial se perdemos a disputa contra a corrupção, por exemplo, reelegendo os mesmos políticos profissionais já conhecidos e que tem  participação em esquemas de desvios de verbas,  superfaturamento de obras, recebem propinas, etc.
Peço perdão aos fanáticos pelo futebol, mas o fato é que não podemos ser patriotas apenas durante a Copa do Mundo. O patriotismo deve ser um sentimento diário de todo cidadão. A população deve acreditar nessa união e dirigi-la para buscar melhores condições de saúde, alimentação, ensino e moradia. Mas, muito mais que isso, a população precisa acreditar nesse sentimento porque apenas assim podemos construir realmente a “pátria amada, Brasil”. Vamos torcer e festejar, viver a Copa, mas sem esquecer a nossa realidade, que atualmente não está muito festiva. Cabe a nós torná-la mais alegre, e uma das armas é o voto.
* Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau
 
 

O desemprego em 2018: saindo do fundo do poço

*Clemente Ganz Lúcio

Os resultados divulgados pelo Ministério do Trabalho sobre admissões e demissões realizadas no Brasil no ano de 2017 revelam o fechamento de 21 mil postos de trabalho com carteira assinada (Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Considerando-se que, em 2015 e 2016, foram fechados quase 2,9 milhões de empregos (1,33 e 1,53 milhão respectivamente), os dados do último ano indicam estabilidade no patamar alcançado pelo emprego formal, o que mostra que o mercado de trabalho chegou ao fundo do poço. Sair é uma outra história!

No ano de 2017, o comércio teve saldo positivo de 40 mil postos de trabalho e a agropecuária e os serviços, de 37 mil cada um. Por outro lado, a construção civil eliminou 104 mil empregos e a indústria da transformação, outros 20 mil.

Contudo, quando se considera o ajuste sazonal para a observação da variação do emprego formal registrado em dezembro de 2017 em relação ao mês anterior, o comportamento de todos os setores se mostra mais favorável, com especial destaque para a construção civil e os serviços.

Essas informações negativas sobre o emprego se alinham com a expectativa de baixo crescimento econômico em 2017, depois de mais de dois anos de gravíssima recessão e do acúmulo de 13 milhões de desempregados no mercado de trabalho.

A divulgação dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo IBGE, mostra que o desemprego cresceu, passando de 11,5%, em 2016, para 12,7%, em 2017. Mais importante, houve redução de cerca de 1 milhão de postos com carteira assinada no ano, aumento de 5,5% do assalariamento sem carteira e de 0,7%, dos trabalhadores “por conta própria”.

Também a PED – Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pelo DIEESE, Fundação Seade, MTE-FAT e parceiros regionais, registrou elevação do desemprego e da contratação informal – autônomos e assalariados sem carteira – e diminuição dos rendimentos do trabalho e da contratação formal na maior parte das regiões metropolitanas onde ocorre o levantamento.

O cenário prospectivo para 2018 aponta para um resultado positivo em termos de geração de postos de trabalho com carteira assinada e a possibilidade de uma redução do desemprego, a depender, de um lado, da intensidade do aumento da procura por emprego daqueles que saíram do mercado de trabalho e, de outro lado, do ritmo de criação de postos de trabalho. Esses resultados serão fruto de um crescimento econômico, que poderá ser superior a 2%. O fundo do poço da economia, mesmo com o PIB trimestral em desaceleração nos três primeiros trimestres de 2017, abre espaço para uma retomada que virá animada pela queda da taxa de juros; pela alta ociosidade da capacidade produtiva já instalada, o que permite aumentar a produção sem investimentos; e pelo ciclo eleitoral, que deve aumentar as inversões em obras públicas, entre outros fatores. Mas há inúmeras incertezas que ainda devem ser consideradas, conforme indica o Boletim de Conjuntura do DIEESE (www.dieese.org.br).

Os dados divulgados pelo Ministério também evidenciam a aplicação das novas regras de contratação para trabalho intermitente (2,9 mil admissões em dezembro) e contrato de trabalho em tempo parcial (2,3 mil admissões em dezembro). Apesar de baixos, é possível que esses números estejam iniciando uma série que poderá crescer ao longo de 2018, na medida em que aumentar a segurança jurídica em relação às mudanças promovidas pela Lei 13.457. Caso isso ocorra, a tendência será a redução do emprego seguro, em função da ampliação de postos de trabalho que, apesar de formais, caracterizam-se pela precariedade; bem como a utilização de contratos intermitentes ou em tempo parcial para que postos de trabalho informais sejam transformados em empregos legais.

A crise política adiciona ingredientes de difícil mensuração sobre a dinâmica econômica e o mercado de trabalho. Tudo indica que 2018 será um ano de alta complexidade para a luta sindical e social e de difícil compreensão sobre a conjuntura política, econômica e social.

Entretanto, sabe-se que as negociações coletivas de trabalho a serem realizadas neste ano ocorrerão em um contexto de baixa inflação – o que poderá ter reflexos positivos sobre as conquistas relativas à reposição de perdas salariais e obtenção de aumentos reais  – e abrir espaço para a negociação de outros temas fundamentais para os trabalhadores. As campanhas de data-base – momento de renovação dos contratos coletivos de trabalho das diversas categorias profissionais – são um espaço privilegiado para o enfrentamento das medidas introduzidas pela reforma trabalhista, dado que propiciam condições para a luta pela inclusão, nos acordos e convenções coletivas de trabalho, de garantias  que protejam os trabalhadores da precarização dos contratos, da flexibilização da jornada  e de seus impactos negativos sobre salários, benefícios e condições de trabalho.  

 *Clemente Ganz Lúcio é  Sociólogo, diretor técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Grupo Reindustrialização 

Se Joaquim Barbosa denunciar tudo que o incomoda, o Brasil ganha

Barbosa pode ser o “novo” nesta sucessão

Elio Gaspari
Folha/O Globo

Joaquim Barbosa tem tudo para ser o “novo” na próxima disputa pela Presidência. No Supremo Tribunal Federal foi sua mão de ferro que garantiu o encarceramento dos larápios do mensalão, abrindo a temporada de predominância de setores do Judiciário sobre a corrupção. Condenando a articulação que depôs Dilma Rousseff, afastou-se do governo de Michel Temer. Nunca foi candidato a cargo eletivo e não tinha base partidária.

Com essa biografia, o doutor admitiu a hipótese de ser candidato e filiou-se ao PSB. Quando fez isso sabia que esse partido é “socialista” no nome, mas poucas são as diferenças entre ele e os demais. Menos de uma semana depois, revelou que vê dificuldades para sua candidatura, quer por causa das articulações estaduais, quer por suas próprias incertezas.

SEM SE MEXER – A menos que as contrariedades sejam sinceras e essenciais, negaças de candidatos são coisa comum e esses obstáculos acabam mostrando-se irrelevantes. Essa circunstância faz a diferença entre o candidato que está disposto ir para a estrada e aquele que pretende ser carregado num andor. Na História do Brasil só o general Emílio Médici chegou à Presidência sem se mexer, obrigando o Alto Comando do Exército a carregá-lo nos ombros.

Num regime democrático não há andores. Tancredo Neves, numa sucessão embaralhada como a de hoje, construiu sua candidatura milimetricamente, encarnando a redemocratização. As macumbas de todos os partidos contra Barbosa são coisas do velho contra o novo. Ou ele dá um passo adiante e diz a que vem, ou fritam-no. Quando ele não opina sobre a reforma da Previdência (seja qual for) porque não é candidato, ofende a plateia. Ele quer ser candidato e tem opinião sobre a Previdência, mas não quis se expor, usando um argumento do velho.

DESEMPENHO – Numa eleição presidencial a biografia vale muito, mas o desempenho durante a campanha acaba sendo essencial. Mário Covas e Ulysses Guimarães eram melhores candidatos que Fernando Collor na eleição de 1989, mas não chegaram ao segundo turno. Asfixiaram-se na poeira de uma campanha em que os eleitores compraram um gato velho como se fosse lebre nova. Tinham tempo de televisão e bases partidárias, mas elas de nada serviram.

Basta ver o que acontece no Congresso, no Planalto e até mesmo no Supremo Tribunal, para se perceber que um sistema político viciado tenta blindar-se impedindo que haja algo de novo na urna de outubro.

Se Joaquim Barbosa entrar na disputa disposto a denunciar tudo que o incomoda, a começar pelo coronelismo político, o Brasil ganha, pois o que se quer do “novo” são novas atitudes. Se o que ele espera são palafreneiros conduzindo seu cortejo, todo mundo perde, inclusive ele.

Estado atrasa pagamentos e empréstimo não chega

O Governo do Piauí está às voltas com um novo aperto financeiro. Já são muitas as reclamações sobre atraso de pagamento em vários setores, como os dos terceirizados e do transporte escolar. Os atrasos já chegam a três e até quatro meses.

O governo aguarda a liberação da segunda parcela do empréstimo feito junto à Caixa Econômica Federal para dar uma respirada. Mas a liberação desses recursos, no total de R$ 307 milhões, está de rosca.

A Caixa exigiu uma nova prestação de contas da aplicação da primeira parcela, no valor de 300 milhões. Essas contas estão em análise, sem data para a sua conclusão.

Travou

Agora é o Ministério Público Federal que entra na história, com a abertura de inquérito civil para apurar a aplicação dos recursos públicos oriundos desse empréstimo.

Na instrução do inquérito, o procurador Marco Aurélio Adão mandou à Caixa Econômica uma recomendação de que, por medida de cautela, diante de possível descumprimento do contrato, o banco não repasse a segunda parcela do empréstimo para o Governo do Estado.

O MPF recomendou também que a Caixa não transfira, igualmente, parcelas de novos empréstimos que tenham a mesma finalidade deste. Com isso, a recomendação alcança a segunda parcela da primeira operação de crédito e o novo empréstimo de R$ 315 milhões.

Se tudo correr bem na apreciação da prestação de contas, ainda assim o Governo do Estado arca com prejuízos, pois isso demanda tempo. E o Estado tem pressa em receber nova injeção de recursos.

Claro que o dinheiro dos empréstimos se destina a investimentos. Com esses aportes, o governo ficaria com caixa para cobrir as despesas de custeio. E no momento não está sendo fácil equacionar essa operação.

Por:Zózimo Tavares

Editorial: Mais universidades para nossa juventude.

O presidente Michel Temer sancionou na semana passada a criação da Universidade Federal do Delta do Parnaíba. É mais uma conquista dos parnaibanos, bom que se diga, é chegada em boa hora e que certamente vai incorporar ao já existente parque de equipamentos para a formação superior. Lembrando que muitos foram aqueles que trabalharam para que esta conquista ganhasse corpo e aqui não compete dar nomes.

Já era tempo de Parnaíba ganhar mais este equipamento de educação superior. A segunda cidade do Piauí se transforma nos últimos anos num grande campo de formação em várias especialidades e mais que isso necessita de suporte econômico para garantir a esses tantos estudantes mercado e trabalho. Absorver este pessoal que sai dos cursos de graduação é agora um grande desafio. Mas isso já é outra história.

Devemos ter consciência de que não basta apenas ter várias faculdades e universidades, grande quantidade de cursos de graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado e por aí vai. Devemos ter consciência de que o mundo da economia e a desempenho da oferta de bens de consumo e serviços deve ser estimulada da mesma forma. De nada adianta uma população com sua maioria graduada em nível superior e com baixo, baixíssimo índice de oferta de produção.

Vamos saudar mais esta conquista com grande alegria, mas esperançosos de que outros setores devem ser estimulados. Causa grande satisfação para todos os parnaibanos mais esta conquista. Serão dentro de poucos anos mais jovens com formação superior entrando no mercado de trabalho. Dentro de mais alguns anos o perfil socioeconômico de nossa cidade estará modificado. Mais e mais benefícios com esta universidade devem ser incorporados e fica aqui nosso desejo de boas vindas.

Por: Pádua Marques

A importância da autoconfiança na carreira

Janguiê Diniz *

O mercado de trabalho é, cada vez mais, exigente e são inúmeras as características essenciais para quem quer ter sucesso, seja como empregado ou empreendedor. Entre essas características está a autoconfiança, que nada mais é do que ter confiança em si mesmo. Mas, ao contrário do que muitos pensam, ter esta postura não é tão simples. Mesmo quando se tem muito conhecimento sobre determinado assunto ou talento para executar certo tipo de tarefa, mas não existe confiança no próprio potencial, os resultados não vêm. 
 
A autoconfiança abrange muito mais que ter conhecimentos técnicos ou práticos, experiência de mercado, etc. Trata-se de acreditar no seu potencial, se achar capaz de alcançar seus objetivos, acreditar em si mesmo. É uma característica necessária em tudo o que fazemos. Pessoas autoconfiantes inspiram confiança e transmitem mais credibilidade. Acabam sendo mais influentes e poderosas.
 
Claro que ninguém nasce autoconfiante e essa característica pode e deve ser desenvolvida com o tempo. E por que ser autoconfiante é tão importante? Pessoas autoconfiantes não recuam diante dos obstáculos que encontram  no caminho pessoal e profissional. Não desistem, mesmo quando tudo parece conspirar contra seus objetivos. Sabem que podem chegar ao sucesso melhorando suas próprias estratégias. Cultivam bom humor, que influencia no ambiente de trabalho, e procuram tentar aprender sempre mais para fazer o seu melhor.
 
Prezados, o sucesso acontece quando o conhecimento e/ou o talento encontram uma mente vencedora. O que eu quero dizer com isso? É bem simples: conhecimento e talento sozinhos não chegam a lugar algum. É preciso mais que isso. Para ser protagonista, é preciso querer mais. Nossa mente é o nosso melhor trunfo e é preciso usá-la ao nosso favor, saber explorar a sua infinita capacidade de aprender coisas novas e superar desafios.
 
A história nos traz grandes exemplos: Walt Disney foi demitido de seu trabalho em um jornal por sua falta de imaginação e boas idéias;  Abraham Lincoln perdeu sete eleições antes de se tornar presidente dos Estados Unidos; Steve Jobs foi demitido da própria empresa;  J.K. Rowling foi rejeitada por diversas editoras antes de conseguir publicar o primeiro livro de “Harry Potter”. O que há em comum em todos esses exemplos: eles não desistiram e acreditaram em seu potencial. Uma pessoa com autoconfiança toma para si a responsabilidade sobre seus atos e consegue reunir forças para se levantar e seguir em frente.
 
A importância da autoconfiança está na capacidade de um profissional se sobressair em ambientes cada vez mais competitivos e que exigem uma postura diferenciada daqueles que almejam alcançar o reconhecimento pelo seu desempenho. Por isso, reúna esforços para se informar rotineiramente sobre tudo o que diz respeito à sua área de atuação e ao meio social no qual você está inserido.
 
Há uma frase certa: o fracasso chega para todos. A diferença será a maneira como você irá lidar com ele. Quanto mais autoconfiante você se tornar, mais seguro você será em seu trabalho, na realização de seus sonhos e projetos. Ignore críticas destrutivas e foque apenas no seu autodesenvolvimento, dessa forma, você vai conquistar o que deseja e em pouco tempo.
*Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau

Senadora Regina Sousa insiste em ser candidata à reeleição

Ela foi suplente na garupa do governador Wellington Dias, não entendeu que foi apenas consideração do partido à militante do partido, mas, Está lá há 4 anos, mas não tem lastro político para encarar uma candidatura, numa eleição em que o Governador vai precisar de apoio de quatro partidos, cedendo uma vaga para cada cargo majoritário na chapa de vice governador e duas de senador. Regina, não tem votos nem para se eleger vereadora de União, quer de novo sair na garupa de alguém para se reeleger, quando não tem correspondido ao elevado cargo de senador e quando vai à tribuna do Senado tem servido de galhofa dos próprios senadores em plenário, numa clara evidência, de que o Piauí não pode continuar sendo ridicularizado com a sua pífia representação. A não ser que ela prometa ficar caaalaaaada!!! Como diria o Chico Anísio, fala mal, não tem adjetivação verbal elegante, não tem ritimo de oratória e muito menos talento para numa tribuna do Senado representar o Piauí. Já teve até o que não merecia, chega. Não se reelegerá e poderá atrapalhar a reeleição do governador. Elegê-la deputa estadual já é de bom tamanho, pois sequer, se elegerá vereadora em sua cidade de União, no baixo Parnaíba.

Autor: Tomaz Teixeira

GERARDO CEARENSE: UM HOMEM BOM

Antônio Gallas*

Mais um intelectual parnaibano estará tomando assento a uma das cadeiras da Academia Parnaibana de Letras.  Desta feita será o escritor e empresário Valdeci Cavalcante que a ocupará a cadeira de número 39 e que tem como patrono o senhor Gerardo Ponte Cavalcante, pai do neoacadêmico.  A posse de Valdeci Cavalcante será nesta sexta-feira 13 de abril.

A escolha do nome de Gerardo Ponte Cavalcante para ser o patrono de uma das cadeiras da Academia Parnaibana de Letras, nós, membros da APAL estamos, além da homenagem, fazendo um ato de justiça a um cidadão que, embora não sendo parnaibano, amou esta terra tanto quanto um dos seus filhos e deixou um legado de trabalho, de justiça e de fraternidade.

Fui abordado por uma certa pessoa que perguntou-me se o senhor Gerardo havia pertencido a APAL e qual a obra literária escrita por ele.

É bom que se esclareça que os patronos das cadeiras das Academias não têm necessariamente que ser escritores ou que já tenham pertencido a Academia, mas a escolha pode ser feita  a qualquer personalidade do  mundo,  do país, do estado ou  do município,  e que com o seu trabalho  tenha  contribuído para a cultura, para a educação, enfim, para o desenvolvimento da sua cidade e que já tenha falecido.

Nada mais justo do que imortalizar o nome de um cidadão de bem em uma cadeira que terá como o primeiro ocupante o seu próprio filho.

Sobre o senhor “Gerardo Cearense” publiquei na edição de número 3914 do Jornal Norte do Piauí  em outubro de 2010, uma crônica que foi lida na missa de sétimo dia após seu falecimento e que transcrevo a seguir

“Dizem que devemos oferecer flores para as pessoas vivas, porque para os  mortos,  elas não têm qualquer valor.  Em outras palavras isto quer dizer que se quisermos homenagear alguém,  que o façamos com a pessoa  em vida. Entretanto, existem pessoas que pela sua maneira de ser, pelo seu trabalho numa comunidade, pelo seu exemplo de vida, merecem ser homenageadas não apenas durante sua vida terrena, mas, também, após esta.

 Gerardo Ponte Cavalcante, ou Gerardo Cearense como era conhecido na intimidade era uma dessas pessoas.   

Conheci-o tão logo chequei em Parnaíba, no escritório do jornalista Batista Leão, no prédio onde à época funcionava a Rádio Educadora de Parnaíba. Anos depois, tive o prazer e a honra de ter sido seu vizinho na Rua Caramuru, no bairro Pindorama, onde acompanhei de perto o seu trabalho diuturno em ajudar aquelas pessoas menos favorecidas pela sorte e que o procuravam em busca de um auxilio material e às vezes até mesmo espiritual.

Seu Gerardo onde quer que chegasse irradiava alegria! Tinha sempre um sorriso largo, um abraço fraterno e uma palavra amiga. Não media esforços nem colocava dificuldades para socorrer aqueles que solicitavam sua ajuda na certeza de que seus  problemas  teriam uma  solução.

Para o seu Gerardo, não importava a hora. Fosse manhã tarde, noite ou madrugada, Gerardo Cearense estava sempre solícito e alegre para receber e ajudar todos quantos necessitasse dos seus préstimos, e por  essa  razão para poder trabalhar ainda mais  pelo povo  pobre do seu  bairro, pelo  povo da Parnaíba, candidatou-se e foi eleito vereador  por  sete vezes, chegando a ser inclusive presidente da Câmara Municipal e prefeito de Parnaíba na ausência do titular Francisco de Assis de Moraes Souza, o Mão Santa.  Dois cargos muito importantes na vida de um homem público: o cargo mais alto do poder legislativo – presidente e o de primeiro mandatário da mais importante cidade do Piauí, depois da capital.

Hoje aqui na terá estamos tristes, lembrando aquele que foi um bom amigo, um bom pai de família, um bom compadre, um bom padrinho, um bom homem público ( sério nas  suas ações e acima de tudo honesto).  Hoje, repito, aqui na terra estamos tristes, lembrando Gerardo  Cearense, mas lá  no céu, na glória  do  Pai Celeste, seus amigos, companheiros, compadres e afilhados  que já  se  foram  estão em festa porque sabem que mesmo lá do Céu seu Gerardo vai continuar ajudando  as  pessoas  aqui  na  terra.

Como foi dito no início desta crônica, “as pessoas merecem homenagens enquanto vivas” e assim o fez Dr. Valdeci Cavalcante dando o nome de seu pai ao Centro Comercial Gerardo Ponte Cavalcante – o “Shopping Delta (atualmente Hotel Delta);  ainda no início desta crônica eu dissera que existem pessoas que também merecem homenagens após a sua morte. Desta forma, espera-se que o Poder Publico de Parnaíba perpetue o seu nome em algum logradouro público da cidade, quer seja uma  praça, rua ou avenida, a fim de  que, as  gerações futuras  conheçam aqueles que trabalharam  pelo engrandecimento de  Parnaíba e que, entre eles, está um  que  só fez  o  BEM em  toda  sua vida – GERARDO PONTE CAVALCANTE – GERARDO  CEARENSE ”.

O Maranhão anda nadando em dinheiro!

Pádua Marques(*)

Já atravessei a ponte do Jandira uma pá de vezes desde que estou no Piauí. Já me embrenhei outras tantas vezes neste pedaço de fronteira aqui entre Parnaíba no Piauí e o Maranhão, Araioses, Tutoia, Água Doce, Magalhães de Almeida, Brejo e São Bernardo, somente pra dar nome a algumas cidades. E o pouco que vi dá pra imaginar o que a gente vai encontrar mais lá pra dentro se tiver coragem de entrar.

Agora em fevereiro li matéria publicada em portais e blogs onde o secretário de educação da terra de Sarney, do reggae e do babaçu, se gabava de que o professor no Maranhão tem o mais alto salário do Brasil. Isso pra um estado miserável, sem indústrias ou outras atividades que gerem impostos. O governador metido a comunista Flávio Dino, aproveitando a folia do carnaval aumentou no dia 27 daquele mês o salário para R$5.750 pra um professor de 40 horas semanais.

No caso daquele professor em início de carreira e com 20 horas semanais a baba é de R$2.875. Desde 2015, tão logo colocou os dois pés dentro do Palácio dos Leões, Dino deu aumento salarial pra categoria dos professores na base de mais de 30%. Quem disse se gabando e estufando o peito foi o secretário Felipe Camarão. Dizendo assim ninguém acredita, mas ao que parece o Maranhão anda nadando em dinheiro.

Qualquer pessoa que não esteja com febre e ainda seja bom da cabeça percebe que alguma coisa está errada. Muita esmola pra pouco milagre, como se dizia nos bons tempos de dona Onorata, lá no bairro de Fátima. Onde é que pode uma coisa dessas? Um Maranhão pobre, atrasado, hostil, com sua gente necessitando de um tudo, mas generoso com seus políticos seculares e as suas famílias tradicionais.

O Maranhão de famílias dessas que têm brasão na parede e tudo o mais, enriquecidas com o dinheiro público ou explorando sua população miserável e analfabeta, pagando salário de alto executivo a professor pra depois, passados dois, três meses não poder mais cumprir a folha.

O Maranhão tem uma pobreza e um atraso que derrubam feito catapora ou caxumba, melhor dizendo, a papeira, em casa de pobre que tem muito menino. Uma pobreza e um atraso que contaminam a região fronteira com o Piauí. Porque enquanto se paga mais de cinco mil reais pra um professor de quarenta horas semanais se embrenhar no mato, os hospitais de Parnaíba vivem cheios, atulhados de gente da terra do comunista por correspondência Flávio Dino.

Eu tenho muitos amigos e conhecidos que vivem na chamada semana corrida ou aos finais de semana saindo de Parnaíba pra o interior do Maranhão levados por este canto de sereia chamado de melhor salário do Brasil. Não é apenas estadual. Muitas prefeituras também pagam salários a peso de ouro. É fácil imaginar a qualidade das instalações e as condições de trabalho que um professor, depois de passar em média quatro anos com a bunda sentada numa cadeira, formado em pedagogia, letras, filosofia, enfermagem, nutrição, fisioterapia e direito vai encontrar de Maranhão adentro.

É fácil imaginar a situação de um professor em início de carreira, saído da Parnaíba, doido pra ter um carrinho ou uma motocicleta, tendo que se sujeitar a percorrer distâncias enormes pra dar aula naquele fim de mundo. Correndo feito maluco e tendo que gastar mais da metade dos cinco mil reais somente com combustível, hospedagem, roupas, calçados, alimentação entre outros, pra chegar numa sala de aula em lugares distantes, mal localizados e pouca clientela estudantil.

Toda sorte de dificuldades. Escolas improvisadas em casas de taipa, casas cobertas com palhas de babaçu e falta de transporte de qualidade. Enquanto isso outros setores produtivos vão sendo esquecidos ou colocados de lado. Estradas, pontes, rede elétrica, abastecimento de água, hospitais, delegacias, esses equipamentos que geram a curto prazo conforto à população. E ainda há quem diga que a situação está melhorando pra justificar uma medida dessas!

(*)Pádua Marques é jornalista e escritor ( Da Academia Parnaibana de Letras)

A luta de Ciro com o PT e a própria língua, para representar a esquerda

Charge do Cláudio (Arquivo Google)

Bernardo Mello Franco

O noticiário registrou a presença de três presidenciáveis no último palanque de Lula. Os petistas registraram uma ausência: a de Ciro Gomes, pré-candidato do PDT. Enquanto Guilherme Boulos, Manuela Dávila e Fernando Haddad apareciam na foto com o ex-presidente, Ciro dava palestras nos Estados Unidos. De lá, ele declarou que não é “puxadinho do PT”.

A frase irritou os lulistas que se aglomeravam no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. “Agora o Ciro rompeu qualquer ponte com a nossa base social”, sentencia o senador Lindbergh Farias.

SEM ALIANÇA? – O petista diz que a atitude do ex-ministro inviabiliza uma aliança para a eleição de outubro, algo em que o próprio Ciro parece nunca ter acreditado.

Na terceira corrida ao Planalto, o pedetista precisará dos órfãos de Lula para se tornar um candidato viável. Hoje ele atrai parte desses eleitores por inércia. Na ausência do ex-presidente, passa de 6% para 10% das intenções de voto, segundo pesquisa do Datafolha no fim de janeiro.

Apesar de ter sido ministro no governo Lula, Ciro não tem esperança de se tornar o candidato oficial do lulismo. “A natureza do PT, assim como do escorpião, é afundar sozinho”, ironizou, em fevereiro. Desde então, ele alterna declarações agressivas e simpáticas à sigla.

AMARGURA E AFLIÇÃO – Na segunda-feira, o ex-ministro disse sentir “amargura e aflição” com a prisão do ex-presidente. Ao mesmo tempo, rechaçou o discurso, repetido pelos petistas, de que ele seria um “preso político”.

“O PT sempre foi assim. A gente só serve para apoiar, nunca para ser apoiado”, reclama o presidente do PDT, Carlos Lupi. Ele acusa os petistas de semearem “intrigas” para não abrir mão da cabeça de chapa.

SAPO BARBUDO – Lupi lembra que essas desavenças vêm de longe. Em 1989, Lula e Brizola trocaram provocações ao longo de toda a campanha. O ex-governador chegou a apelidar o petista de “sapo barbudo”. No fim, a rivalidade ficou para trás e os dois se uniram contra Fernando Collor.

Enquanto o PT não escolhe um candidato, Ciro roda o país sozinho, com um discurso duro contra as reformas de Temer, as privatizações e a desnacionalização da economia. Se não tropeçar na própria língua, ele tem chance de virar a opção à esquerda no segundo turno. (Tribuna da Internet)

Wellington Dias: Carpideira do PT

José Olímpio Leite de Castro*

Imperdoável o descaso do governador Wellington Dias (PT) com os milhares de piauienses pobres que moram em áreas ribeirinhas e correm o risco de terem suas casas inundadas pelas águas do rio Parnaíba.

Foi preciso que a oposição botasse a boca no trombone para que Sua Excelência deixasse Curitiba, a capital do Paraná, onde o ex-presidente Lula se encontra preso na Polícia Federal, acusado de corrupção.

Preocupados com a repercussão negativa do descaso do governador em relação às ameaças de cheias do rios Paranaíba e Poti, os assessores carnaqueanos o convenceram a abandonar o papel de carpideira do PT e programaram uma visita de Sua Excelência às áreas de riscos.

Em maio de 2009, o município piauiense de Cocal da Estação, com 30 mil habitantes, foi atingido pelo rompimento da Barragem de Algodões I, causando 9 mortes e a destruição de propriedades e rebanhos.

O CREA informou na época que os problemas que causaram o rompimento da barragem foram constatados ainda em 1997. O governo, mesmo alertado, não fez as obras de engenharia necessárias para evitar a tragédia.

A população foi retirada às pressas da área, mas logo depois a diretora da Emgerpi, falando em nome do governador Wellington Dias, determinou que todas as famílias voltassem para suas casas, garantindo que não havia risco, apesar do alerta de um oficial do Corpo de Bombeiros de que a parede da barragem poderia romper a qualquer momento, o que infelizmente aconteceu.

Por conta dessa malfadada ordem, Sua Excelência responde a processo no Supremo Tribunal Federal, mas pelo visto a tragédia de Cocal da Estação não serviu de lição. Poucos são os reservatórios do Piauí que passaram por vistorias.

Em meio a previsões de fortes chuvas, chegam notícias do interior dando conta do risco de rompimento de barragens e açudes. Lamentável e condenável essa postura irresponsável do governo estadual.

Lula trocou a velha pose de mito pela de mártir

*Josias de Souza

Na véspera de sua prisão, Lula adotou uma pose diferente. Trocou a estampa de mito pela de mártir. A inauguração desse figurino remodelado ocorreu na noite desta quinta-feira, horas depois da decretação da prisão de Lula.

O condenado percorreu cerca de 15 metros de devotos chorosos. Acalmou-os. Distribuiu beijos e afagos. A nova pose veio à luz defronte do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, berço político de Lula. E foi exposta na incubadora do Facebook.

A caminho de se tornar mais um político preso, Lula se autoproclama um “preso político”. Nas próximas horas, trocará todos os seus títulos —retirante, operário, sindicalista, líder partidário, presidente da República e levantador de postes— por uma única designação: vítima.

Ninguém disse ainda, talvez por pena. Mas o comportamento de Lula revela o modo de fazer política de um líder politicamente esgotado. Se a hospedagem compulsória no cárcere especial da Polícia Federal de Curitiba revela alguma é o seguinte: esse tipo de marquetagem exauriu-se.

Lula terá de se reinventar. Talvez não fique trancafiado por muito tempo. Logo, logo o enviarão para o conforto da prisão domiciliar. Mas enquanto estiver na câmara de descompressão de Curitiba, é possível que Lula receba a visita de um desconhecido: o ocaso.

No isolamento do xilindró especial, o ocaso dirá a Lula: “Atenção, você já não está no pedestal. Aqui embaixo, você acha que é uma coisa. Mas seu prontuário informa que você já virou outra coisa.”