
Merlong defende veto ao PL da Dosimetria e afirma que 8 de janeiro é marco da resistência democrática


A declaração foi dada em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira (8), e marcou uma mudança de tom em relação a posicionamentos anteriores do dirigente partidário. Na conversa, Ciro Nogueira afirmou que a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto é irreversível dentro do espectro da direita. Flávio se lançou candidato no final do ano passado, com autorização do pai, mas deixou aberta a possibilidade de diálogo com aliados sobre a manutenção do projeto.
Na semana passada, o partido divulgou uma nota pública sinalizando a possibilidade de lançar candidatura própria ao governo paulista. O documento foi elaborado pelo presidente do diretório estadual do PP, o deputado federal Maurício Neves, com aval da direção nacional da legenda.
Na nota, o PP mencionou um crescente descontentamento de prefeitos aliados em relação à gestão de Tarcísio de Freitas, além de queixas recorrentes sobre a falta de atenção do governador a parlamentares. O texto também apontou como fator de atrito a avaliação de que houve pouco apoio ao então secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, que deixou o cargo para retornar à Câmara dos Deputados.
Apesar das críticas registradas pelo partido, Ciro Nogueira afirmou que prefere ver Tarcísio concentrado na tentativa de reeleição ao governo de São Paulo. Segundo ele, a permanência do governador na disputa estadual é vista internamente como um caminho para viabilizar o projeto eleitoral de Guilherme Derrite, que é tratado pelo PP como pré-candidato ao Senado nas próximas eleições. (Davi Fernandes/Gp1)
O dia da caça aos cargos
Diz-se que num dia desses o MDB, PSD, PSB e alguns petistas teriam, em reunião, vetado o nome de Washington Bandeira como candidato a vice de Rafael Fonteles.
A reunião só serviu para eles avaliarem o que mais podem tirar do governo. Porque o vice será Bandeira e ninguém fala mais nisso.
Rafael esteve com os dirigentes do PT e deixou claro: o vice será indicação sua. E ninguém fala mais nisso.
Cadê o índio?
A cúpula dirigente do PT até hoje espera Wellington Dias, que nunca definiu a data para ir dizer o que pensa da escolha do vice. Mas anda usando “companheiros”, como Janaína Marques, para ficarem “soprando” o nome do seu filho Vinícius para vice. Puro exercício de uma serviçal, porque o índio mesmo sabe que não tem como mudar a decisão do governador.
Já tem o dele
O MDB entrou nessa reunião sabendo que à sigla não lhe cabe mais nada, porque já tem o apoio do governo e dos aliados para o candidato a uma das vagas do Senado, Marcelo Castro.
Por isso que descartaram o velho Themistocles, que ganhou a promessa de retornar como deputado estadual.
PSD e a segunda vaga
O PSD também não tem o que mais cobrar, já tem promessa do segundo voto para senador em Júlio César, além de garantir a permanência de Jussara como senadora (suplente de Wellington) que, dizem os próprios petistas (e a mídia nacional), não soma em nada para o governo.
Promessa não cumprida
Falam que Jussara é tão apegada ao mandato que até hoje, três anos depois, não abriu vaga para o segundo suplente José Amauri, conforme combinado.
Eles não sabem o estrago que esse bem entrosado Amauri pode fazer numa campanha.
Perdido e desorientado
Se Wellington Dias posa nacionalmente de “pai da pobreza”, no Piauí ele corre risco na disputa de qualquer mandato.
Por poucos votos — menos de 40 mil — o bem-amado Joel Rodrigues (de Floriano) não o derrotou em 2022 para o Senado. De lá para cá as coisas pioraram para ele, com tendência a deixá-lo de fora da política em 2030.
Sem vaga
Se não sair ministro de Lula, em caso de vitória nacional, daqui a quatro anos Rafael deve disputar a única vaga do Senado e, presume-se, Washington Bandeira, como governador tampão, dispute a reeleição em 30. Ruim para Wellington.
Oligarca matreiro
De sindicalista que pichava as casas dos oligarcas dos anos 80, Wellington Dias entra em 2026 com a cara mais escarrada de um oligarca. Pior: de um astuto, perigoso político que de 20 anos para cá teve quatro mandatos de governador e ganha de tudo que dá em termos de coisa pública.
Cansado e velho
Se fisicamente Wellington ostenta um semblante cansado, nas relações com companheiros e aliados ficaram muitas ranhuras. Quando se trata de ocupação de cargos, o ministro é acusado de fazer que nem Mateus: escolhe primeiro os dele.
Veja o caso do filho Vinícius, recém-formado em medicina, que mais se parece a um estudante atrás do primeiro emprego numa loja de tecidos.
O pai o quer, entretanto, no segundo mais importante cargo do Estado que, convenhamos, nem precisa de muito estudo ou experiência laboral. O pai pelo menos começou como vereador.
Tirar do ramo
Está muito claro que Rafael Fonteles está armando — e bem — para tirar Wellington Dias do ramo da política. Resta saber se Wellington vai conseguir evitar. Até agora, tudo indica que não. O jovem matemático está preparando a aposentadoria do velho índio para 2030. (Portalaz/Direto da Redação)



O dia foi de intensa movimentação nos corredores do Palácio de Karnak. Enquanto o governador Rafael Fonteles iniciava seu período de férias, autorizado previamente por ele próprio, a posse do novo presidente do Tribunal de Justiça, Dr. Aderson Nogueira, acabou servindo de pano de fundo para conversas reservadas e leituras políticas mais profundas.

Quem circulou pelo Karnak e conversou com interlocutores próximos ao governador ouviu um recado direto, duro e sem margem para dúvida: a indicação do vice na chapa da reeleição não está em negociação. A frase repetida, em tom de confidência, foi clara “nem o Lula e nem o Papa mudam o vice da minha reeleição”. A declaração, atribuída aos chamados “Rafa Boys”, grupo mais próximo do governador, teria sido introduzida no contexto da saída temporária de Rafael do comando direto do Palácio, como forma de reforçar autoridade política e deixar o recado dado antes mesmo de qualquer tentativa de intervenção.
Nos bastidores, a avaliação é de que Rafael Fonteles já antecipa movimentos futuros, inclusive uma possível interferência direta do presidente Lula, diante da reaproximação política com o ministro Wellington Dias, que deve assumir uma função ainda mais estratégica no Palácio do Planalto, com forte viés político. A leitura interna é de que o governador decidiu comprar a briga, dobrar ou até triplicar a aposta, assumindo o desgaste que for necessário para manter sua decisão. O tom, segundo relatos, não é de recuo, mas de enfrentamento calculado. Mesmo em férias, Rafael Fonteles deixa claro que o comando político segue firme. E que, pelo menos por agora, a vaga de vice em sua chapa está tratada como ponto fechado. (Silas Freire)

Presidente da Câmara, Hugo Motta (à esquerda na foto), presidente Lula (no centro) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (à direita). (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil).
O governo Lula (PT) distribuiu mais de R$32,02 bilhões em emendas parlamentares em 2025, segundo dados do Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União (CGU). O total reservado havia sido maior: R$47,8 bilhões, mas apenas 67% foram de fato pagos. As emendas parlamentares destinam verbas do Orçamento a mando de deputados e senadores, sem interferência do Poder Executivo.
Cerca de 53% de tudo pago pelo governo federal atendeu às emendas individuais, tanto emendas pix, quanto as com finalidade definida.
Segundo o Tesouro Nacional, o governo Lula pagou R$3 bilhões a mais em emendas em 2025 do que em 2024.
O Tesouro Nacional contabiliza R$28,9 bilhões pagos em 2025 em emendas parlamentares, quase tudo (75%) em emendas individuais.
Para 2026, a perspectiva é de ainda mais gastos com emendas. O Orçamento do ano, já aprovado, prevê pagamento de R$61 bilhões.(Cláudio Humberto)


O deputado estadual Merlong Solano anunciou a destinação de R$ 10 milhões para a Universidade Federal do Piauí, com investimentos entre 2025 e 2027 voltados à construção de um novo Restaurante Universitário e à implantação de energia solar, promovendo modernização, economia e sustentabilidade.
O que aconteceu
O deputado estadual Merlong Solano anunciou a destinação de R$ 10 milhões em investimentos voltados ao fortalecimento da Universidade Federal do Piauí (UFPI), com ações planejadas para os anos de 2025, 2026 e 2027. Os recursos têm como foco a melhoria da infraestrutura universitária, a modernização tecnológica e o incentivo à sustentabilidade.
De acordo com o parlamentar, em 2025 foram destinados R$ 2 milhões para a construção de um novo Restaurante Universitário. A obra tem como objetivo oferecer um espaço mais digno, acolhedor e adequado às necessidades dos estudantes, contribuindo diretamente para a permanência estudantil e a qualidade de vida no campus.
Já em 2026, o investimento ganha um caráter estratégico e sustentável. Merlong Solano anunciou a destinação de R$ 4 milhões, por meio de emenda parlamentar, para a implantação de um sistema de energia solar na UFPI. A iniciativa deve reduzir custos operacionais, modernizar a universidade e fortalecer o uso de uma matriz energética limpa e sustentável.
O compromisso com a instituição segue em 2027, com a previsão de mais R$ 4 milhões para consolidar a transformação energética da universidade. Segundo o deputado, a adoção da energia solar trará economia, maior autonomia energética e permitirá que a UFPI direcione mais recursos para áreas essenciais como ensino, pesquisa e extensão.
“Assim construímos um futuro melhor, com planejamento, responsabilidade e visão de longo prazo”, afirmou Merlong Solano, ao reafirmar seu apoio à gestão da universidade. O parlamentar encerrou destacando o compromisso contínuo com a UFPI e com o desenvolvimento da educação pública no estado.
Um dia após participar do encontro da APPM, no qual o ministro Wellington Dias afirmou publicamente, ao lado do governador Rafael Fonteles, que a escolha do vice seria construída por meio de consenso entre o PT e os aliados governistas, o governador decidiu seguir caminho oposto. Sem aguardar qualquer rodada de articulação política, Rafael anunciou que a vaga de vice já está definida.

O anúncio foi feito antes mesmo de o governador sair oficialmente de férias com a família e foi interpretado por críticos e aliados como um gesto abrupto, visto por muitos como o clássico embate entre criatura e criador. Wellington Dias foi o principal fiador político de Rafael Fonteles quando da sua eleição ao governo, há quatro anos, e esperava participar do processo decisório. Nos bastidores, aliados de Wellington classificaram a atitude como brusca e desrespeitosa, destacando que não houve diálogo prévio nem tentativa de construção política.
Para esse grupo, Rafael dobrou a aposta ao anunciar unilateralmente a decisão, contrariando o discurso de consenso feito publicamente na véspera. O episódio ampliou o desgaste interno e foi interpretado como uma humilhação política ao ex-governador, aprofundando fissuras dentro do grupo que sustenta o governo estadual. (Comentário de Silas Freire)
O MDB do Piauí segue aceitando, sem grande constrangimento, o papel de coadjuvante no governo Rafael Fonteles. O partido não só admite perder a indicação do vice hoje ocupada por Temístocles Filho como também embarca na articulação para apoiar um vice do próprio PT, repetindo o enredo de 2018. Naquele ano, é bom lembrar, o então governador Wellington Dias não teve pudor em dar um balão no MDB e preterir Temístocles para impor Regina Souza. Ou seja, não há inocentes nessa história. Todos conhecem bem as regras do jogo.

O que chama atenção agora é o grau de submissão. Lideranças do MDB, como João Mádison, têm sido usadas pelo Palácio de Karnak para difundir a tese de que Wellington Dias virou “passado” e que quem manda no processo eleitoral é exclusivamente Rafael Fonteles uma ironia para um partido que só sobreviveu politicamente por anos sob a sombra de Wellington.
Nos bastidores, o MDB tenta justificar a perda do espaço jogando a culpa no próprio Wellington, alegando que ele teria entrado na disputa para emplacar o filho e, assim, “tirado” a vaga de Temístocles. O desfecho foi ainda mais amargo: Rafael Fonteles bancou um nome do PT, atropelando tanto o MDB quanto o ministro. Resultado: o MDB perde a vice, perde protagonismo e ainda ajuda a desidratar antigos aliados, tudo em nome de continuar sentado à mesa do poder mesmo que seja apenas na cozinha. (Silas Freire)
A Polícia Civil do Piauí divulgou o balanço das ações de combate ao tráfico de drogas em Parnaíba ao longo de 2025. Os dados, apresentados pelas 1ª e 2ª Seccionais, mostram que a reestruturação administrativa das unidades fortaleceu as investigações e ampliou a capacidade operacional no enfrentamento ao crime organizado no município.
Ao longo do ano, foram realizadas 139 prisões e cumpridos 212 mandados de busca e apreensão, além da apreensão de cerca de 1,5 tonelada de drogas. As operações também resultaram na apreensão de 45 veículos, 25 armas de fogo, na recuperação de 230 celulares e no bloqueio ou apreensão de aproximadamente R$ 5 milhões. Entre os dias 20 e 31 de dezembro de 2025, o número de prisões foi quatro vezes maior que no mesmo período de 2024, resultado atribuído à atuação estratégica e ao uso de inteligência policial.
Por Elivaldo Barbosa
Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Aderson Nogueira, será o chefe do Poder Executivo nas férias do governador Rafael Fonteles, a partir de quinta-feira, 08, até o dia 19.
O vice atual, Themístocles Filho (MDB), e o presidente da Alepi, Severo Eulálio (MDB), também iniciaram períodos de recesso. A transmissão do cargo ocorre já nesta quarta-feira, meio-dia, no Palácio de Karnak.
Mesmo com grande potencial turístico, o Piauí ocupa a sexta posição entre os estados menos visitados do Brasil. Apesar de reunir atrativos naturais, culturais e históricos relevantes, como um litoral que abriga o maior delta em mar aberto das Américas, o Delta do Parnaíba, além de sítios arqueológicos e unidades de conservação, como o Parque Nacional da Serra da Capivara, Patrimônio Cultural da Humanidade, o estado ainda enfrenta dificuldades para se consolidar como destino turístico no cenário nacional.
O principal motivo para a baixa visitação é a falta de divulgação turística ao longo de décadas. Historicamente, o Piauí recebeu pouca promoção em campanhas nacionais e internacionais, o que fez com que muitos de seus atrativos permanecessem desconhecidos do grande público.

Outro fator determinante é a ausência do estado nas rotas clássicas do turismo nordestino. Enquanto destinos como Fortaleza e Jericoacoara, no Ceará, e São Luís e os Lençóis Maranhenses, no Maranhão, fazem parte de pacotes turísticos amplamente divulgados, o Piauí permanece fora desses circuitos, o que dificulta sua inclusão no planejamento dos viajantes.
Além disso, limitações na infraestrutura de transporte e acesso a alguns atrativos também contribuem para manter o Piauí fora do planejamento da maioria dos turistas.
A combinação entre baixa visibilidade histórica, falta de integração com rotas tradicionais e limitações estruturais ajuda a explicar por que o estado, mesmo com potencial reconhecido, ainda registra um número menor de visitantes em comparação aos estados vizinhos.(OitoMeia)

Lula recebe o ditador Nicolás Maduro no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Pesquisas para consumo interno do Palácio do Planalto concluíram que Lula (PT) errou novamente e agora a sua equipe corre para consertar dizendo que o tirano venezuelano Nicolás Maduro era de fato ditador e que o governo petista não reconheceu sua suposta vitória na eleição fraudada. Lula foi fortemente aconselhado a se distanciar da pecha de grande avalista da ditadura no país vizinho. A ordem é que o primeiro escalão não fale da Venezuela. Defesa de Maduro, nem pensar.
Calou fundo a fala do governador paulista Tarcísio de Freitas (Rep), criticando a omissão do petista Lula, que ajudou a prolongar a ditadura.
O medo na Praça dos Três Poderes deixou de ser de notas ou falas críticas e passou a ser de marines desembarcando no pátio do Alvorada.
O problema é que o recesso de Lula terminou e o petista voltou a Brasília. Com Lula e Janja, voltou o medo do “excesso” nas falas.
Língua solta, Lula no improviso já aliviou para traficantes, ofendeu mulheres e judeus e passou pano para corintiano agressor de mulheres.(Cláudio Humberto)

O bug do Rafael
O Estado mais digital do país, conforme informa a propaganda oficial do governo, amanheceu nesta terça-feira sem acesso à plataforma de serviços gov.pi.cidadao. O Detran do estado mais digital do país também começa o ano no modo bugado.
Porto
O Porto do Piauí não existe se não como uma companhia estatal, que começou 2026 fazendo um aditivo a um contrato com a empresa Bauer Comércio, “em virtude de um crescimento significativo no seu quadro de funcionários ao longo do ano de 2025”.
Bandeirolas
A empresa estatal, que se chama Companhia de Terminais, Portos e Hidrovias do Piauí S/A – Porto-Piauí, também firmou contrato com a empresa A C A Cardoso & Cia. Ltda, para fornecimento de bandeirolas de sinalização viária e bandeiras institucionais. (Portalaz)

O deputado estadual Gustavo Neiva (Progressistas) afirmou que o senador Ciro Nogueira será reeleito como o mais votado do Piauí na disputa eleitoral deste ano.
Gustavo fez uma avaliação sobre a atuação de Ciro e afirmou que o presidente nacional do seu partido é um nome “indispensável” para todos os piauienses, destacando o quanto ele conseguiu em obras e recursos durante seu mandato.
“Sem dúvida nenhuma, o homem público que mais injetou, que mais conseguiu recursos, ações e obras para o Piauí foi o senador Ciro Nogueira. É um homem público indispensável para o futuro do Piauí. E demonstrações como essa nos levam a crer que o senador Ciro Nogueira está no caminho certo e será, nas próximas eleições, o senador mais votado”, afirmou.

Fonte/Créditos: Assessoria
O governador Rafael Fonteles (PT) postou, por volta das 13h30 desta terça-feira (06/01), em suas redes sociais, a confirmação de que escolheu mesmo o nome do seu ex-secretário de Educação Washington Bandeira (PT), recém-empossado assessor especial, como seu pré-candidato a vice governador para a disputa eleitoral em outubro deste ano.
Rafael, desta forma, ignora os pedidos para que indicasse o médico Vinícius Dias (PT), filho do ministro do Desenvolvimento Social Wellington Dias, senador licenciado pelo PT e ex-governador por quatro mandatos. Aliás, o governador, pré-candidato natural à reeleição, também rejeita os pedidos de um partido aliado, o MDB, que gostaria de manter a indicação do atual vice-governador Themístocles Filho.

Além de anunciar Bandeira, Rafael Fonteles diz que está “confiante” de que a sua base aliada vencerá a eleição, tanto com relação aos cargos de deputado estadual, deputado federal e senador. E, mesmo usando a palavra “humildade”, ele acredita numa vitória “com 90% das vagas”: “Enfatizamos ainda a importância das eleições para a Câmara Federal e para a Assembléia Legislativa do Estado do Piauí, fundamentais para a Democracia e para a Governabilidade. Estamos confiantes que o nosso time, com muita HUMILDADE e TRABALHO, poderá alcançar 90% das vagas, a partir da decisão soberana do Povo”, postou Rafael.

(Guilherme Freire)
As declarações recentes do ministro Wellington Dias e do governador Rafael Fonteles sobre a escolha do vice na chapa governista de 2026 revelam uma sintonia apenas aparente. Publicamente, não há confronto. Nos bastidores, porém, cresce uma evidente “guerra fria” dentro do grupo que comanda o Piauí há duas décadas. Wellington Dias tem sustentado que a definição do vice ocorrerá “no momento oportuno”, a partir de uma ampla discussão que envolva não apenas o PT, mas também os partidos aliados que compõem a base majoritária do governo.

W. Dias X Rafael Fonteles: Disputa nos bastidores
O discurso reforça a lógica histórica de construção coletiva e equilíbrio interno da coalizão. Rafael Fonteles, por sua vez, afirma que todos serão ouvidos, mas não esconde movimentos concretos que indicam decisão praticamente tomada. A saída de Washington Bandeira da secretaria e sua movimentação política como potencial vice é vista como um gesto claro de que o governador pretende formar uma chapa com alguém de sua inteira confiança, reduzindo interferências externas. Embora não haja discordância explícita entre ambos, o contraste entre a fala conciliadora de Wellington e a prática centralizadora de Rafael evidencia um embate estratégico.
Se Rafael “peitar” Wellington, corre o risco de abrir mão da experiência política do ex-governador no palanque e, com isso, fortalecer a oposição em um cenário eleitoral mais competitivo. Por outro lado, ao atender integralmente às orientações de Dias, Rafael tende a limitar seu projeto de poder próprio, comprometendo a consolidação de um domínio político mais amplo no estado e, futuramente, em âmbito nacional. A definição do vice, portanto, vai além de um nome: simboliza quem, de fato, dará as cartas na sucessão de 2026 e até onde vai a autonomia do atual governador dentro do grupo que o elegeu. (Comentário de Silas Freire)
Uma mulher foi brutalmente espancada em uma tentativa de homicídio pelo ex-companheiro no município de Francisco Ayres, no Piauí, mas o caso expôs graves falhas na atuação policial e no encaminhamento judicial. Apesar das evidências claras incluindo registros em vídeo e lesões visíveis no corpo da vítima o agressor não foi preso em flagrante, tampouco houve a formulação de um pedido de prisão preventiva tecnicamente adequado, o que resultou na negativa da Justiça.

O episódio levanta questionamentos sobre o comprometimento das autoridades diante de crimes graves contra mulheres em municípios onde não há grande repercussão midiática. A ausência de uma resposta rápida e eficaz contrasta com outros casos recentes no estado, como o ocorrido em Parnaíba, em que uma médica foi espancada pelo marido durante uma festa. Naquela ocasião, a ação policial foi imediata, houve ampla cobertura da imprensa e os procedimentos legais foram conduzidos com celeridade. A comparação evidencia uma atuação seletiva, marcada pela visibilidade do caso e pela pressão da mídia. Onde há holofotes, a polícia investiga, age e fundamenta pedidos de prisão com rigor. Onde não há repercussão, como em Francisco Ayres, prevalece a omissão e a negligência institucional.
O caso reforça denúncias recorrentes de que a proteção às mulheres vítimas de violência no Piauí ainda depende do status social, do local do crime e da atenção da imprensa, em afronta ao princípio da igualdade e à obrigação do Estado de garantir segurança e justiça a todas. Crimes dessa natureza exigem resposta imediata, técnica e imparcial, sob pena de se perpetuar a impunidade e o risco à vida de outras mulheres. (Silas Freire)
Encontros com lideranças políticas do bloco governista, manifestações de apoiadores em redes sociais sinalizam presença do médico Vinícius Dias, filho do ministro Wellington Dias, em movimentações típicas de pré-campanha eleitoral. A mais recente aparição política de Vinicíus foi nos festa do reisado do município de Boqueirão, ao lado da prefeita, Genir Ferreira (PT), e dos deputados João Mádison (MDB) e Georgiano Neto, que será candidato a deputado federal pelo PSD.

A vice-prefeita de Boa Hora, Mauricélia Sousa (PT), também participou do evento ao lado de Vinícius Dias, nome citado como opção de vice para o governador Rafael Fonteles, que revela preferência pelo ex-secretário de Educação, Washington Bandeira. Estaria aberta a disputa pela indicação petista para a vaga de vice de Rafael? (Elivaldo Barbosa)