Percepções equivocadas levam Bolsonaro a decisões perigosas para ele e o país

William Waack
Estadão

Jair Bolsonaro é um personagem político dos mais transparentes. Não deixa dúvidas sobre a maneira como percebe o mundo à sua volta – e as percepções mantidas pelos próprios personagens políticos (malucas ou não) são ferramentas úteis para entender as decisões que eles tomam. Bolsonaro se entende como escolhido por Deus para governar o Brasil. Missão que não está conseguindo cumprir, segundo admite, pois é vítima de um “sistema” que não se deixa moralizar, especialmente a esfera política.

Esse tipo de percepção explica a descrição que o presidente faz de compromissos políticos necessários em qualquer regime representativo democrático (como o brasileiro) como sendo “acertos” espúrios, sobretudo em relação ao Legislativo. E o faz colocar o “povo”, que Deus o encarregou de governar, como seu principal instrumento para quebrar de fora para dentro o “sistema” que tornou o País “ingovernável”. Maluca ou não, é uma sequência perfeitamente lógica.

SEM ESTRATÉGIA – Erros políticos ocorrem quando o personagem (no caso, Bolsonaro), conduzido por suas percepções, substitui estratégia por aspirações e acredita dispor de meios (pressão popular por meio de redes sociais, por exemplo) para atingir seus fins (controlar os poderes Legislativo e Judiciário). O chamado às ruas que o presidente implicitamente endossou é um desses erros políticos tão crassos a ponto de suscitar uma pergunta: será que não existiria por detrás uma forte jogada política?

Aparentemente, não. Esse chamado dividiu seus apoiadores e mesmo uma estrondosa manifestação popular no dia 26 não diminui – ao contrário, até amplia – as dificuldades de relacionamento do Executivo com o Legislativo. Menos que estrondosa, e ele sai enfraquecido diretamente.

A não ser que Bolsonaro tenha no recôndito das reuniões de família pensado no impensável, qual seria o próximo passo para tentar “emparedar” um Legislativo que, de fato, avança – ajudado principalmente pela incompetência do governo – na direção de um “parlamentarismo branco”?

VONTADE DIVINA – Visões messiânicas da própria atuação em geral impedem personagens políticos de amenizar relações conflituosas (como a atual entre Executivo e Legislativo), pois isso demandaria formação de consensos, e messiânicos tratam preferencialmente de impor a própria vontade, entendida ou não como divina.

Enxergam uma “revolução conservadora” numa onda disruptiva de transformação composta por múltiplos elementos antagônicos, que se dedicam agora a disputar o poder entre si (alguém acha que desapareceu a luta entre “ideólogos” e a ala militar, por exemplo?).

Se é que alguma vez a teve, o governo Jair Bolsonaro está perdendo o sentido de urgência para o que realmente importa e, no final das contas, vai de fato definir seu sucesso ou fracasso.

RECESSÃO – O rombo fiscal está se agravando, a economia está estagnada, o crescimento não veio ainda, a arrecadação ficou aquém, piorando dificuldades políticas, fechando opções de acomodação de interesses – tudo isso diante do grande quadro de sempre, caracterizado por infraestrutura precária (investimentos?), formação insuficiente de capital humano (produtividade?) e excessivo fechamento do País.

Percepções equivocadas ou fortemente distorcidas da realidade e do próprio papel conduzem personagem políticos a avaliações equivocadas das relações de força e de poder e, por consequência, ao erro. O problema é que não só o personagem em questão acaba sendo punido pelos fatos ou pagando um preço alto em termos de perda de capacidade de conduzir, liderar, governar. O País também.

Governo começa a ‘limpar’ a administração de petistas ainda agarrados a cargos

A ideia é se livrar de militantes que atuaram contra Bolsonaro e suspeitos de sabotar o governo

Somente agora, cinco meses após a posse, o governo poderá começar a “limpar” os cargos de petistas que os “aparelham” desde os tempos de Lula e Dilma. São militantes que trabalharam contra a candidatura de Jair Bolsonaro, são até suspeitos de sabotar a gestão, mas não largam as boquinhas. “São mais de 110 mil cargos de confiança e funções gratificadas”, confirma o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil). Ele disse que acabou o tempo de nomeações sem qualquer critério. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A dificuldade foi o critério inédito do presidente Bolsonaro de ocupar os cargos tecnicamente, sem indicações políticas, inclusive nos Estados.

A prioridade do governo foram os cargos de comando, de primeiro e segundo escalões, além de estatais, para depois preencher o restante.

Já foram mais os cargos de confiança e funções gratificadas. Após a extinção de 21 mil, ainda sobram 110 mil, em Brasília e nos Estados.

O candidato a cargos passará por um filtro (informações cadastrais) e depois submetido ao ministro e ao dirigente de estatal ou autarquia.

No Piauí, mais de 50 Unidades de Saúde da Família podem solicitar horário estendido

A ideia executada em Teresina na gestão do ex-prefeito e atual senador, Elmano Férrer, está sendo implantada em todo país para garantir consultas e exames no período noturno.

O Projeto Ambulatório do Trabalhador proposta criada em 2012 durante a gestão do ex-prefeito de Teresina, atual senador Elmano Férrer (PODEMOS-PI), está sendo implantada em todo país. No Piauí, mais de 50 Unidades de Saúde da Família cumprem os pré-requisitos para adesão ao novo programa de horário estendido para atendimento à população.

O programa  tem como objetivo oferecer ao cidadão, usuário do SUS, a opção de consultas em várias especialidades e exames no período noturno e fins de semana. No dia 14 de março, o senador Elmano Férrer apresentou o projeto pioneiro em Teresina ao presidente da República Jair Bolsonaro, que manifestou imediato interesse em implantar a ideia do terceiro turno nos postos de saúde de todo país. No último dia 16, o ministro da Saúde assinou a portaria do novo programa chamado de Saúde na Hora, com finalidade de ampliar acesso aos serviços da Atenção Primária à Saúde e desafogar as emergências.

“O Ambulatório do Trabalhador foi concebido para atender as necessidades e problemas assistenciais observados em Teresina. Uma parcela dos pacientes que necessitam de atendimento encontra dificuldade para sua obtenção, em função do tempo de espera e do horário de atendimento diurno”, afirmou o senador Elmano Férrer.

Segundo informações do Ministério da Saúde, o Piauí possui 1.281 UFS em funcionamento com atuação de 1.283 Equipes de Saúde da Família, cobrindo 99% da população (3,1 milhões).  São ao todo 1.209 Equipes de Saúde Bucal, alcançando 2,1 milhões de pessoas. Do total de USF abertas, o Ministério estima que 54 estariam aptas a participar do novo programa por já possuírem três ou mais Equipes de Saúde da Família, o que é pré-requisito para adesão à ampliação do horário de atendimento à população.

O Ministério da Saúde anunciou que os municípios que ampliarem o horário de atendimento à população nas Unidades de Saúde da Família (USF) passam a receber mais recursos do Governo Federal. Para aderir ao programa, as unidades deverão atender a alguns requisitos, como manter a composição mínima das equipes de Saúde da Família – com médico, enfermeiro, odontologista e auxiliar de enfermagem – sem reduzir o número de equipes que já atuam no município. A USF também deve funcionar sem intervalo de almoço, de segunda a sexta, podendo complementar as horas aos sábados ou domingos. Além disso, a unidade também deve ter o prontuário eletrônico implantado e atualizado.

Deputada federal Joice Hasselmann visita Teresina sábado próximo

Joice Hasselmann já foi homenageada em Parnaíba pelo prefeito Mão Santa

A líder do governo no Congresso Nacional visita Teresina no próximo sábado, 01. A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP)  participa  de evento organizado por jovens empresários e tratará de temas como a reforma da previdência que tramita em comissão especial da Câmara Federal.

Na agenda política de Joice Hasselmann destaque para a inauguração da sede do PSL em Teresina e o primeiro encontro político com a nova direção do partido no estado, que tem à frente o vereador da capital  Luis André. Na foto, o presidente estadual do PSL em ato pró-Bolsonaro. (Com informações de Elivaldo Barbosa)

A tragédia de Algodões 10 anos depois

Algodões, logo após a tragedia

Por:Zózimo Tavares

A fatídica tarde daquela quarta-feira, 27 de maio de 2009, jamais será esquecida. Nos dias anteriores, chovia muito no Vale do Pirangi, na divisa do Piauí com o Ceará, e o volume de água da Barragem de Algodões, no município de Cocal da Estação – a 260 quilômetros ao Norte de Teresina – crescia a todo momento, de forma assustadora.

Corria de boca em boca a notícia alarmante de que a barragem estava prestes a romper, pois já havia atingido a sua capacidade máxima de 52 milhões de metros cúbicos de água. E não parava de chover.

As famílias que moravam abaixo dela foram, então, removidas para abrigos públicos pela Defesa Civil. O Governo do Estado pediu com urgência um estudo técnico sobre a segurança da barragem, construída no final dos anos 1990 e que depois disso não recebeu a devida manutenção.

O engenheiro responsável pelo projeto de sua construção, Luiz Hernani Carvalho, um especialista em barragem de renome nacional, foi chamado a fazer uma inspeção na obra.

Ele foi a Cocal e, após a perícia técnica, deu o seu parecer definitivo: “Rasgo o meu diploma se essa barragem romper”.

As famílias, já impacientes nos abrigos públicos, foram assim autorizadas a retornar para suas casas, no Vale do Pirangi.

Mas algo dizia que a situação da barragem não era de confiança. A construtora que trabalhava na recuperação das fissuras de seu paredão, por exemplo, retirou apressadamente suas máquinas do local.

Assim, mal o engenheiro responsável pelo projeto de construção da barragem deu as costas e após uma chuva de 102 milímetros em apenas quatro horas, as águas abriram violentamente uma fenda de 50 metros na parede do sangradouro e ela rompeu.

Um tsunami com ondas de 10 metros 

Um tsunami devastava, então, todo o Vale do Pirangi, na maior tragédia ambiental do Piauí. As águas furiosas desciam o rio em ondas de 10 metros de altura e a uma velocidade de 80 quilômetros por hora.

Casas, fazendas, bares, postes, árvores, estradas, cercas, barracas e dezenas de estabelecimentos recreativos que se distribuam ao longo de quase 2 quilômetros no leito do Rio Pirangi, abaixo da barragem, no povoado Franco, nos arredores de Cocal da Estação, eram engolidos violentamente pelas águas.

A força das águas atingiu uma área de 50 quilômetros quadrados, entre Cocal e outros dois municípios (Buriti dos Lopes e Bom Princípio), até encontrar o Rio Parnaíba.

Corpos foram encontrados pendurados na copa de árvores. A violência das águas chegou a cortar a BR 343, na localidade Serragem, onde existe uma ponte, já no município de Buriti dos Lopes, a 60 quilômetros da barragem.

Curiosos observam os estragos do rompimento da barragem

Os mortos e feridos

O rompimento da Barragem de Algodões I matou nove pessoas na hora, destruiu casas, dizimou plantações e animais, e deixou mais de 1.200 famílias desabrigadas e sem nada. Uma criança foi dada como desaparecida e nunca encontrada.

Pelo menos 22 comunidades da zona rural de Cocal foram afetadas: Alvidões, Franco, Cruzinha, Figueira, Boiba, Angico Branco, Tabuleiro, Dom Bosco, Segundo Campo, Cansação, Gado Bravo, Capiberibe, Jenipabinho, Frecheiras de São Pedro, Sítio Frecheira, Olho D’Água, Gangorra, Boa Vista dos Ibóreus, Pinguim e Câmara.

Missa lembra tragédia

Uma missa pelas vítimas da tragédia vai lembrar hoje, às 8 horas, no povoado Franco, no município de Cocal da Estação, os dez anos do rompimento da Barragem de Algodões, o maior acidente ambiental do Piauí.

A celebração foi encomendada pela Associação das Vítimas e Amigos da Barragem de Algodões (Avaba) e pode ser entendida também como um manifesto contra a situação de abandono a que as famílias se viram depois da tragédia.

O professor Corsino Medeiros dos Santos, presidente da Avaba, diz que a passagem da data será marcada mesmo “é pelo trauma e pelo drama que as famílias atingidas ainda vivem.”

Segundo a Avaba, nada de concreto foi feito desde 2009, em termos de políticas públicas, para garantir às vítimas que pudessem retomar suas vidas com um mínimo de dignidade.

“Não há nenhuma obra pública compensatória relevante que o governo tenha levado para a comunidade”, critica Corsino Medeiros.

“A única obra pública que o governo fez foi a construção de casas populares em agrovilas para abrigar as vítimas, e nada mais”, informa.Algodões, nos dias seguintes ao acidente

A recuperação – o que foi feito e o que não foi

No total, segundo a Avaba, foram construídas 385 casas para as famílias de Algodões, sendo 205 em Cocal e 180 em Buriti dos Lopes. “Ou seja, considerando que mais de 1.200 famílias tiveram perdas com o rompimento da barragem, significa dizer que a grande maioria delas não ganhou sequer um lugar para morar”, lamenta.

Corsino reconhece, porém, que “antes da tragédia tinha pessoas, dentre as beneficiárias, que não tinham casas nas mesmas condições das que receberam do governo”.

É a única melhoria que ele cita. Nem mesmo a Prefeitura de Cocal, que devia receber obras compensatórias, foi contemplada.

“O rompimento causou o aterramento do rio Pirangi, numa extensão de aproximadamente 4 quilômetros. Desta forma, o desentupimento, uma obra urgente e necessária, não foi feito. Quando chove, as águas do rio se espalham, matando as plantações ao longo do Vale do Pirangi. Quando não tem chuvas, as plantações perecem por falta de água. Em consequência, o povo continua tendo prejuízos incalculáveis”.

Sonhos destruídos

O estouro da Barragem Algodões I interrompeu drasticamente o sonho e a esperança de milhares de moradores da região, ao destruir tudo que eles plantavam, criavam e cultivavam. E isso foi apenas a parte mais visível e traumática da tragédia.

Além das dez mortes (contando a criança desaparecida) e da devastação da terra, o caso provocou desdobramentos que ainda hoje são objeto de estudos de especialistas em engenharia, psicologia e outras ciências humanas. E também da justiça

O Pirangi vira um vale de lágrimas 

Um vale de lágrimas: depressão, loucura e câncer

Entre os efeitos deletérios da tragédia, estão doenças como depressão, diabetes e até câncer. A Secretaria Estadual de Saúde do Estado não fornece números, mas a Secretaria Estadual de Assistência Social e Comunitária (Sasc) admite o crescimento de casos de depressão, transtornos mentais e problemas cardíacos entre os moradores de Cocal.

O número é maior no povoado Franco, onde ocorrem graves problemas de saúde que, segundo a Avaba, teriam resultado na morte de dezenas de pessoas nos anos após a tragédia.

“Na hora do rompimento morreram nove pessoas. As que morreram posteriormente em consequência do mesmo evento não foram contabilizadas”, observa o professor Corsino.

“Os idosos foram as principais vítimas. Uns ficaram depressivos e morreram de problemas cardíacos, outros passaram a sofrer transtornos mentais, outros morreram com diabetes ou de câncer. É incrível como aumentou a incidência de câncer na região!”

Briga na Justiça

Até a indenização às famílias pelas perdas o governo só aceitou pagar depois de ser condenado pela Justiça a fazê-lo, e de firmar acordo com as vítimas, quase oito anos depois da tragédia.

Por esse acordo, o governo ainda conseguiu reduzir o pagamento para menos de 20% do valor fixado inicialmente.

Dos R$ 400 milhões determinados em despacho do desembargador Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho, está pagando R$ 60 milhões parcelados em 30 meses, à razão de R$ 2 milhões por mês. E sempre com atraso, segundo a Avaba. Hoje, faltam seis parcelas para concluir o pagamento.

Recebem o benefício 940 famílias de Cocal e de Buriti dos Lopes que tiveram perdas materiais e parentes mortos.

Antes da indenização, essas famílias recebiam uma pensão de um salário mínimo acrescido de outros benefícios. O valor, porém, segundo Corsino Medeiros, mal dava para elas se sustentarem.

Águas destruiram a parede do sangradouro. O paredão da barragem ficou intacto

Uma nova barragem

Segundo ainda a Avaba, a população de Cocal e, em especial, os moradores das regiões próximas ao Vale do Pirangi, reivindicam a construção da nova barragem, acompanhada de outras obras estruturais.

“Não está em jogo apenas a miséria e a dor dos afetados, mas o desenvolvimento socioeconômico de uma importante região do estado”, ressalta a entidade.

O governador Wellington Dias anunciou, no final do ano passado, após reunião no Ministério da Integração Nacional, a inclusão da Nova Barragem Algodões no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.

Segundo o governador, o projeto da Nova Barragem de Algodões tem armazenamento previsto de 50 milhões de metros cúbicos, a mesma capacidade da que foi destruída.  Depois disso, o governo não falou mais na obra.

Segundo especialistas, não seria preciso a construção de uma nova barragem, pois todo o paredão de Algodões, à exceção do sangradouro, ficou intacto após o acidente.

Basta que a parte destruída seja recuperada e que seja feita desobstrução do leito do rio, assoreado depois da tragédia. 

(Colaboraram Mussoline Guedes, de Brasília, e Carlson Pessoa, de Parnaíba)

Obras de pavimentação e estradas vicinais no Piauí estão sendo focos de desvios de recursos

Por Rômulo Rocha – Do Blog Bastidores

EMPREITEIROS QUEREM CALAR, MAS AS FARRAS CONTINUAM: das estradas vicinais às pavimentações a situação é hilária mesmo no Piauí. Tais obras suspeitas em sua maioria são oriundas de período eleitoral. O ciclo de 2014 (Governo Zé Filho) se repetiu em 2018. Sobre as suspeitas estradas vicinais (2014), até candidato ao governo do estado na última eleição (2018) luta com todos os esforços para calar o Portal 180, atuando como advogado de empreiteiros.

E isso mesmo em 2018 tendo denunciado a farra das pavimentações em paralelepípedo em alto e bom som, enquanto candidato. Ocorre que, recentemente, as empreiteiras que tal profissional político defende está no rolo novamente das pavimentações em paralelepípedo. O que fazem? Correm para os braços do Ministério Público e da Polícia se dizendo perseguidos com matérias jornalísticas. Quando, na verdade, o rastro de suspeitas de corrupção está edificado de 2014 aos dias atuais. Não à toa até a Corte de Contas está tirando onda._Conselheiro Delano Câmara ironiza e sobrepõe uma mão sobre a outra para explicar as pavimenações por “andar”, comuns no estado

O ROLO QUE ENVOLVE A SEDET: PAVIMENTAÇÃO

Estrada vicinal e pavimentação em paralelepípedo são algo tão monstruoso e rentável no estado do Piauí, que não à toa empreiteiros trabalham duramente para calar o Portal 180graus, com pedidos de censura, tendo ajuda até de ex-candidato ao governo do estado, para que a coisa fique mesmo debaixo dos panos. Tudo isso para não se ver em meio ao lodaçal que impera em território piauiense. A situação é grave. E o Blog Bastidores tem defendido a investigação dos ataques a jornalísticas específicos, ataques esses, suspeita-se, financiados pelos próprios investigados.

De todo modo, a situação, que é grave, tem seu lado cômico também. Última semana, o conselheiro Delano Câmara chegou a comparar uma das obras de pavimentação tocadas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDET), no valor de R$ 6 milhões, a “obras por andar”, diante das suspeitas de sobreposição, uma pavimentação sobre a outra. O gestor chegou a fazer o gesto com as mãos em plenário, sobrepondo a mão direita sobre a esquerda. Foi uma gargalhada geral.

Tem sido uma febre a realização de pavimentações em paralelepípedo no Piauí. Elas estão sendo tocadas por inúmeras pastas. O que é pior, com sobreposição, em obras oriundas das eleições de 2018. Uma repetição do que ocorreu nas eleições de 2014, sendo que, no governo Zé Filho, a farra foi com estradas vicinais. A suspeita é que milhões de reais tenham se esvaído pelo ralo.

A situação cômica no TCE, reproduzida abaixo, teve até participação do ex-presidente do Tribunal, Olavo Rebelo, que não deixou passar o tom irônico.

“Como diz o decano Luciano Nunes, que atire a primeira pedra o gestor no Estado que não está fazendo calçamento. E agora, com primeiro e segundo andar”, tascou.


VEJA O DIÁLOGO ENVOLVENDO O CASO DA SEDET___________

Delano Câmara: “Eu estou trazendo aqui a solicitação de uma inspeção in loco. Por quê? Porque foi descoberto em relação a essa mesma obra a sobreposição de trechos. Como assim? Foi descoberto que determinados trechos foram licitados pelo município de Altos e pela SEDET. Ou seja, nós teríamos a mesma rua sendo feita com dois andares. Ou seja, a gente verificou em outro processo que o mesmo trecho foi feito pelo município de Altos. A gente foi lá e disseram: a obra está feita. Mas foi feita por quem? Por Altos ou pela SEDET. Aí a pista tem dois andares. Fizeram um e depois fizeram outro em cima da mesma”.

Waltânia Alvarenga, que estava presidindo (indagado de forma irônica e sorrindo): mas fizeram [a obra] mesmo? Ou você está brincando?

Conselheira Watânia Alvarenga fala que relatou caso semelhante envolvendo outra pasta
_Conselheira Waltânia Alvarenga fala que relatou caso semelhante envolvendo outra pasta do governo

Delano Câmara (risos): É isso que eu vou pedir no outro processo.

Waltânia Alvarenga: Doutor Delano, porque duas semanas atrás, na 2ª Câmara [do TCE], nós relatamos exatamente um problema semelhante. Só que era uma outra secretaria [do Governo do Estado] e um outro município. Se não me engano, Padre Marcos. Só que no caso, nenhum dos dois fez.

Delano Câmara: Não, aqui foi feito. Aqui, acredita-se que foi feito, pelas fotos de satétile, porque eu pedi a verificação feita pelas fotos de satélite de antes e depois. Foi feito, várias delas[as pavimentações]. A minha pergunta é: foi feito por quem?

Waltânia Alvarenga: [No meu caso] era a Secretaria das Cidades e o município de Padre Marcos. No caso nenhum dos dois fez.

Delano Câmara: Então aqui a gente pegou e teve o cuidado de fazer a verificação por foto de satélite. E o que que nós verificamos? Que vários desses trechos foi executado. A pergunta é: por quem? Agora existem outros trechos de duplicidade e que não haveria dúvida de sua execução, teoricamente por foto de satélite. Só que diante dessa confusão toda, o que eu vou verificar? Eu fui verificar que isso pode não ter ocorrido bem assim. E aí, o que eu estou querendo. Eu estou querendo que a nossa divisão de engenharia faça uma inspeção in loco. E aí eu peço a presidência a urgência necessária, porque o pessoal da engenharia disse que, às vezes, essa pronta inspeção tão rápida, tem um processo mais demorado para autorização de diária, e aí eu queria inclusive a autorização da presidência para que fosse feita de forma mais rápida para essa verificação in loco. E lá vê com o GPS as marcações, vê onde foi feito e não foi feito. Para só então, após a inspeção, falar em liberação de valores.

(…)

Olavo Rebelo: “Que atire a primeira pedra o gestor no Estado que não está fazendo calçamento. E agora, com primeiro e segundo andar”, tascou.

Olavo Rebelo também ironiza e arranca gargalhada de todos
_Olavo Rebelo também ironiza e arranca gargalhada de todos 

 

“Parnaíba ainda dorme”- diz historiador sobre manifestação pró – Bolsonaro

Um grupo pequeno de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PSL) compareceu, na tarde deste domingo, em frente ao Monumento da Águia na Avenida São Sebastião, m defesa de temas como: reforma da Previdência e o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

Não faltaram palavras de ordem e gritos de “eu vim de graça”; “essa manifestação é espontânea”.  Ao microfone, manifestantes fizeram discursos explicando o “ato pró Bolsonaro”, que o objetivo era defender os projetos que, segundo eles, são importantes para o país.

O coordenador da manifestação local, Moisés Magno, falou que sempre é assim: o grupo começa pequeno e depois cresce, como aconteceu durante as eleições. “A gente já vem de uma experiência a respeito da eleição do Bolsonaro. A gente percebeu que sempre no começou é assim, com um pequeno de pessoas e depois cresce, principalmente no período da campanha”, afirmou Moisés Magno.

Moisés também garantiu que as manifestações vão aquecer. “E daqui para o final do ano com outros movimentos vamos conseguir alcançar um número gigantesco. Os políticos sabem que eles dependem e precisam do voto popular, claro que eles foram votados e eleitos por um grupo, mas eles não legislam só para um grupo, e sim para uma nação inteira. E nós estamos reivindicando que eles assumam seus papéis legisladores, sem essa política tradicional e sem aquele toma lá da cá”.  

O historiador e escritor parnaibano Diderot Mavignier  disse que infelizmente Parnaíba ainda dorme com relação à mudança politica. “Minha cidade ainda dorme. Nós votamos em um projeto que depende de um Congresso que faz uma oposição a todos nossos sonhos de liberdade e progresso. Estamos vendo nossos sonhos se perderem, por conta de um congresso corrupto e pessoas que estão lá há muito tempo, com apenas projetos políticos próprios”, enfatizou o historiador.

A manifestação que ocorreu de forma pacífica começou por volta 16hs. No local, várias pessoas vestiam as cores verde e amarelo, seguravam bandeiras do Brasil e gritavam palavras de ordem.  De acordo com a organização, cerca de 250 pessoas participaram da manifestação. 

Manifestações fortalecem Bolsonaro, Moro e Guedes, avalia cientista político

O cientista político Paulo Kramer avalia que o presidente Jair Bolsonaro “turbinou” seu poder de barganha perante o Congresso, com os expressivos atos de apoio que recebeu neste domingo em todo o País, e que os ministros Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça) saíram fortalecidos.

Para ele, o bolsonarismo “exibiu uma face reformista, moderna, civicamente responsável, numa palavra, ‘civilizada’, protagonizando algo raro, para não dizer ‘inédito’ no Brasil e no mundo: manifestações populares a favor de uma agenda altamente impopular (reforma da Previdência)”. Kramer disse que até hoje “eu não tinha visto passeatas com cartazes e faixas em apoio a uma equipe econômica!”.

“Para um Executivo que abriu mão do toma-lá-dá-cá do presidencialismo de coalizão/cooptação/corrupção para se alimentar da seiva da popularidade, foi uma recarga no prazo de validade do seu carisma”, sentencia Kramer, professor de Ciência Política aposentado da Universidade de Brasília (UnB), articulista do Diário  do Poder e comentarista da rádio BandNews FM.

O cientista político considera também ser notável a autonomia cívica do bolsonarismo em relação a grupos organizados que ajudaram a tornar possível essa grande transformação, “mas que decidiram se distanciar da mobilização preparatória às demonstrações de hoje, provavelmente por receio de que a tônica viesse a ser uma pauta antidemocrática e hostil à institucionalidade democrática”. Entre esses grupos ele cita os movimentos MBL, Vem Pra Rua etc. “Felizmente, esse temor foi desfeito pela celebração cívica auriverde num domingo ensolarado de Norte a Sul do País”, celebra.

Mas Kramer pondera que não é possível compreender este domingo nas ruas do Brasil “sem remontar ao arco histórico que começou a ser traçado em junho de 2013, conquistou maturidade no impeachment de Dilma e ganhou musculatura nas eleições do ano passado”.

*Com informações do Diário do Poder

Secretaria Municipal de Saúde faz levantamentos para realização concurso Agentes de Endemias

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Os Agentes Comunitários de Saúde são trabalhadores importantes dentro do Sistema Único de Saúde. Eles trabalham com a comunidade da área, do bairro, da cidade ou da região rural, para facilitar o acesso da população ao sistema de saúde.

Atualmente a cidade de Parnaíba conta com 283 agentes comunitários de saúde para atender todos os bairros. A secretária Rejane Moreira disse, na semana passada, que foi realizada uma reunião com o grupo técnico da secretaria de saúde, para que seja feito um levantamento da real situação do setor e criar estratégias para atender da melhor forma possível toda a população.

Estamos fazendo reuniões e vamos realizar um novo recadastramento de pessoas, porque aumentou muito a população de Parnaíba. Como exemplo temos o conjunto Dom Rufino, que era 1 e 2, e agora já tem o 3 e 4; tem a área do Parque José Estevão; do caminho da Colina da Alvorada, toda essa área cresceu bastante, por isso nós estamos com o projeto de ampliar as unidades básicas de saúde, principalmente nessas áreas populosas. Para isso eu tenho que fazer o levantamento da real situação de pessoas que existem nessas áreas”, explicou a secretária.

Ele disse que para a criação dessa estratégia será feito todo um levantamento, pelos agentes comunitários de saúde, “Nessa região já tem 13 agentes que irão realizar todos os dados no prazo de 30 dias para que, durante todo mês de junho, possamos seguir um cronograma de planejamento já com os números de pessoas”, relatou Rejane Moreira.

De acordo com secretária, já existe um estudo para realização de concurso para agentes de endemias. “Já conversei com o prefeito Mão Santa sobre a possibilidade do concurso para os agentes. Informalmente ele me garantiu essa possibilidade. Ele entregou o projeto nas mãos do procurador de saúde, para a realização de um concurso para 12 vagas para agentes de endemias”.

Para a realização do certame será feito um cálculo para saber a quantidade de agentes que ainda são necessários para somar 283. “Porque abrindo essas novas unidades de saúde, eu vou ter que ter um número X de agentes. Por isso estamos justamente fazendo levantamento da área, para poder calcular o número de agentes. Quando eu souber o número de pessoas existentes em cada área o edital do concurso será lançado, pois já temos o acordo com o Prefeito de que futuramente nós teremos esse concurso”, finalizou a secretária.

Vereador Joãozinho do Trânsito acompanha as inaugurações de reformas das escolas municipais

O Vereador Joãozinho do Trânsito (PSL) participou das inaugurações reformas das escolas municipais Lima Couto e Caio Passos, ao lado do prefeito Mão Santa na noite desta sexta-feira (24).

Para o vereador, que acompanha de perto as ações da Secretaria Municipal de Educação, dar melhores condições para alunos e professores é ampliar a possibilidade de aprendizagem e reduzir o analfabetismo funcional, um dos males deste século.

Atuante, o vereador se comprometeu com os profissionais de educação em ouvi-los e encaminhar ao poder executivo, todas as demandas relevantes ao crescimento da educação parnaibana. “É importante cada um fazer sua parte os pais, os professores, e os auxiliares, sempre reforçando o cuidado com a escola e com tudo que a envolve”, disse o vereador.

Fonte: Ascom Vereador Joãozinho do Trânsito

Robert sobre Mão Santa no Dem: “É maior que o Democratas”

 

blog resolveu perguntar ao ex-deputado estadual Robert Rios (Democratas) sobre o anúncio de filiação do prefeito de Parnaíba, Mão Santa, ao partido. Vale lembrar que Robert está de malas prontas para deixar o Dem. “O Mão Santa é meu amigo, é maior que o Democratas”, disse Rios.

A coluna tem memória e lembra que em 2009, Rios falou o seguinte de Mão Santa: “Só fala muito é besteira hoje em dia. Só fala água”. Em 2014 Robert criticou o decreto de promoção de José Viriato Correia Lima de major para tenente-coronel assinado pelo então governador Mão Santa. A promoção aconteceu um ano antes das investigações da Polícia Federal contra Correia Lima lideradas por Robert Rios na PF. Em tempo: Robert só deve decidir qual sigla se filiará no final do ano, afinal, quem tem prazo não precisa de pressa.

Por Sávia Barreto

Desigualdade cobra do Brasil corajosa agenda de reformas, diz FMI

Por: Fenelon Rocha

A agenda de reformas no Brasil é muito mais do que uma preocupação fiscal: é, de fato, uma necessidade para superação das graves, gravíssimas diferenças sociais. Quem afirma isso é o Fundo monetário Internacional, que publicou relatório em que aponta para os grandes desafios que o país precisa enfrentar. Segundo o FMI, o Brasil necessita de uma “agenda corajosa” de reformas para reduzir as desigualdades, e a reforma da Previdência é apenas uma delas.

Vale lembrar, somos um dos países mais desiguais do mundo: na América Latina perdemos para quase todos – exceção do Haiti. Nem mesmo a criação de programas distributivos – tipo Bolsa Família – alterou esse desconcertante “vice-campeonato” do Brasil.

O enfoque social da análise feita pelo Fundo não despreza o tradicional viés fiscal adotado pelo órgão: o equilíbrio fiscal é necessário para que a redução das desigualdades seja possível. Nesse sentido, a reforma da Previdência ganha destaque na avaliação feita pelo FMI sobre a realidade brasileira, apontando como necessárias a adoção de novas regras para a aposentadoria.

“Para entregar o ajuste fiscal necessário, o Congresso deve preservar a proposta de aumento da idade mínima e a redução dos relativamente altos benefícios, especialmente os dos trabalhadores do setor público”, ressalta o FMI. Daí, as novas regras na Previdência são consideradas cruciais para estabilizar os gastos e tornar o sistema mais igual.

Média baixa desde 1980
O Fundo Monetário Internacional mostra que o Brasil patina não é de hoje, e os indicadores agregados das últimas décadas evidenciam como o país foi perdendo espaço comparativo. De acordo com o FMI, o PIB brasileiro cresceu uma média de 2,5% desde 1980 – patamar bem abaixo dos países similares. Por outro lado, a dívida pública – que chega a 88% do PIB – é uma das maiores entre os países emergentes. E continua subindo.

O FMI chama atenção para o agravamento da situação desde a brutal recessão de 2015 e 2015. Aí, a coisa só piorou.

Problemas globais agravam situação
Não é só o FMI quem diz: os problemas internos no Brasil são muitos e antigos. Mas o Fundo aponta mais um complicador para a recuperação brasileira: o cenário externo. Os problemas na Europa (caso do Brexit), a guerra comercial EUA-China e a perda de valor das commodities têm impacto negativo no contexto da tividade econômica global. Tudo isso piora particulartmente as perspectivas dos emergentes, e entre eles o Brasil é de longe o mais vulnerável.

Também a recessão argentina é um agravante – o PIB do vizinho despencou cerca de 7% e com ele caem as exportações que o Brasil faz para o principal parceiro do Mercosul. Isso tudo quer dizer o seguinte: não basta o Brasil fazer o dever de casa. É preciso torcer para que a economia mundial volte à bonança da década passada.

PARNAÍBA – Ato pró-Bolsonaro neste domingo (26)

Manifestantes de diversas cidades do Brasil realizam neste domingo (26) um ato em apoio ao presidente da República Jair Bolsonaro. Em Parnaíba, a manifestação deve ocorrer por volta das 16h, em frente ao Monumento da Águia na Avenida São Sebastião.

Os apoiadores defendem algumas medidas do governo Bolsonaro como a Reforma da Previdência, pacote anticrime e reforma ministerial com redução de 29 para 22 do número de ministérios.

As convocações ganharam força após os protestos em defesa da educação do último dia 15, contra os cortes anunciados pelo governo para os ensinos superior e técnico federais.

Até o momento, os atos registrados em 42 cidades e no Distrito Federal seguem pacíficos.

UFDPar terá 40 vagas de Medicina referentes ao Sisu 2019

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A UFDPar (Universidade Federal do Delta do Parnaíba), Campus Ministro Reis Velloso, em Parnaíba, terá 40 vagas para o curso de Medicina ofertados através do Sisu 2019; além de outros cursos, cujo ingresso de estudantes será no segundo semestre de 2019.

Inscrição Sisu 2019-2

Veja detalhes e procedimentos para a inscrição e o cronograma referente ao Sistema de Seleção Unificada – Sisu 2019-2 no site do MEC-Sisu.

As inscrições serão realizadas no site do Sisu, no período de 4 a 7 de junho de 2019.

Noite de homenagens e apresentações culturais em Parnaíba reúne centenas de pessoas no teatro

O Teatro-escola Francisca Cavalcante reuniu no sábado (25), centenas de pessoas que prestigiaram uma noite de eventos de homenagens e atrações culturais.

O prefeito de Parnaíba Mão Santa homenageou empresários do ramo industrial da cidade, que investiram ao longo dos anos na produção em várias frentes. Pessoas que veem dedicando seus serviços para atender a demanda de comércio em Parnaíba, e consequentemente movimentando a economia.

Mão Santa entregou a estes homenageados o diploma e a medalha do Mérito Municipal e destacou a importância de cada empreendimento para a cidade.

Em seguida foi dada continuidade a programação cultural, com a apresentação da Cia de Balé da Cidade e do artista Zé de Maria cantando “Botequins & Blues”. Logo após foi a vez do humorista piauiense Amauri Jucá a se apresentar encerrando a noite de eventos com muito riso e o teatro lotado.

Em seguida foi dada continuidade a programação cultural, com a apresentação da Cia de Balé da Cidade e do artista Zé de Maria cantando “Botequins & Blues”. Logo após foi a vez do humorista piauiense Amauri Jucá a se apresentar encerrando a noite de eventos com muito riso e o teatro lotado.

A programação cultural realizada no espaço é totalmente gratuita e busca atender a proposta do município através da prefeitura de oferecer à população opções de lazer e entretenimento.

Texto: Tiago Mendes/ Fotos: Bernardo Sila

Conteúdo violento no Facebook aumenta quase 10 vezes em um ano

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O número de publicações com conteúdo violento punidos por violar as regras do Facebook aumentou quase 10 vezes em um ano, saindo de 3,4 milhões no primeiro trimestre de 2018 para 33,6 milhões entre janeiro e março de 2019. O balanço foi divulgado pela plataforma no documento Relatório de Transparência, que traz números relativos a providências tomadas em relação a posts de usuários a partir de suas regras internas.

Do total de 33,6 milhões conteúdos violentos punidos, 171 mil foram objeto de reclamações questionando a retirada e solicitando a retomada. Cerca de 70 mil mensagens foram republicadas, sendo 24 mil após o recebimento de reclamação e 45 mil por iniciativa própria do Facebook.

As sanções foram tomadas com base nos “Padrões da Comunidade”, uma das normas internas da rede social, juntamente com os “Termos de Serviço” e as “Políticas de Privacidade”. Os “Padrões da Comunidade” são formados por um conjunto de regras que definem o que é proibido e o que é passível de sanção pela companhia.

São vetados, por exemplo, posts com nudez, imagens de violência extrema, de suicídio ou auto-mutilação, vendas não autorizadas, mensagens de apoio a causas ou grupos terroristas e discurso de ódio. Com base nesses parâmetros, o Facebook monitora as publicações de seus usuários, bem como recebe denúncias dos usuários apontando violações às regras.

Entre as providências tomadas estão a cobertura de publicações com avisos (como indicando que se trata de conteúdo violento), a remoção de um conteúdo, a suspensão de uma conta ou até mesmo o repasse da denúncia para autoridades quando se tratar de um crime. No caso de notícias falsas, não há remoção, mas limitação do alcance no newsfeed dos usuários.

Além dos conteúdos violentos, a empresa também puniu mensagens com discursos de ódio. O número de publicações removidas, marcadas ou cujos autores tiveram as contas suspensas saiu de 2,5 milhões para 4 milhões na comparação entre o primeiro trimestre de 2018 e de 2019.

Os posts de propaganda terrorista punidos com medidas deste tipo também subiram no mesmo período: saíram e 1,9 milhão no primeiro trimestre de 2018 para 6,4 milhões nos primeiros três meses de 2019. Quase a totalidade das medidas foi resultante de iniciativa própria do Facebook a partir da filtragem que realiza dos conteúdos publicados.

Os relatórios de transparência são divulgados periodicamente pela plataforma. Eles estão disponíveis na rede.

Combate à exploração sexual de crianças nas rodovias será debatido na Câmara

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Criou-se no País um sentimento de intranquilidade. Afetando sobremaneira a nossa paz social. Como disse o Papa Francisco, “não há paz social que não seja fruto do desenvolvimento integral de todos”.

Para Dom Odilo Scherer, cardeal, arcebispo e Grão-Chanceler da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, “vivemos dias de apreensão e de humores alterados. O Brasil está novamente com os nervos à flor da pele… O bem comum está sempre relacionado com a pessoa humana e sua dignidade inviolável; nesse sentido, faz parte do bem comum tudo o que é necessário para assegurar a vida digna da pessoa humana: alimento, moradia, trabalho, educação, saúde, segurança, a justa liberdade para fazer escolhas, o direito à boa reputação, a conveniente informação… Para ser integral, o bem comum sempre se refere às necessidades do corpo e do espírito humano”.

Temos, inquestionavelmente, um governo de conflitos. Que, continuamente, semeia o enfrentamento e o choque de classes sociais. Passam-se os dias e nos sentimos cada vez mais desprotegidos e ameaçados dentro de um ambiente sócio-econômico imprevisível, com situações e crises perturbadoras.

Ao comentar sobre a Reforma da Previdência que o Congresso Nacional sinaliza aprovar com modificações substanciais, o presidente do Brasil disse que ela se assemelha ao “pênis do japonês”, por ser uma “miniatura” de reforma. Um deboche sem parâmetro! Para ele, presidente, a proposta para cortar ou diminuir aposentadorias e pensões é que deverá ser aprovada. Mas, não expressa uma palavra de confiança para que todos vivam numa sociedade pacífica. Ao contrário! Estimula o confronto como se fossemos para a guerra do “salvem-se quem puder”.

Ao invés de apaziguar a sociedade, ele atiça as ruas para conflitos reacionários. Desequilibrado, mostra-se um homem de costumes rasteiros, sem berço, com uma postura pública primitiva, sem noção dos princípios elementares, básicos e fundamentais de uma sociedade do bem, ignorando as condições de paz e de justiça social afeitas a mentes equilibradas, intelectualmente formadas. Um estorvo, um causador de aborrecimentos que obstruí, atrapalha e impossibilita realizações no presente, gerando dificuldades para a realização de sonhos futuros.

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, por exemplo, critica o fato de que o decreto para o porte de armas do presidente da República desobriga que as munições adquiridas sejam marcadas com número de série. Segundo o órgão, essa previsão dificulta o controle e a apuração de eventuais crimes cometidos com essas munições. O que certamente facilitará o acesso a elas por organizações criminosas e milícias, com o considerável aumento da violência. Um perigo iminente, uma afronta real.

Sobre a Reforma da Previdência, a “Comissão Justiça e Paz” questiona a proposta do governo: “Em que consiste o chamado déficit da previdência? Quais as suas causas? Há responsáveis por essa situação? Por outro lado, qual a relação entre a previdência e as mudanças do mundo do trabalho? Se é certo que o modelo tradicional de emprego está em declínio, como pensar em uma sociedade de prosperidade e paz social sem garantias de solidariedade e de proteção na velhice ou na doença, para aqueles que produzem a riqueza nacional? Considerando que a motivação principal da Reforma da Previdência é de ordem econômica, quem pagará a conta? Os mais pobres ou mais ricos? Como se dará o financiamento da seguridade social brasileira? Será que esse novo regime terá como alcançar os objetivos que a Constituição atribui, no seu art. 193, à ordem social, quais sejam, o bem-estar e a justiça sociais?”.

Ao que parece, o presidente não se preocupa com nada que é questionado. O objetivo dele é criar conflitos,… Deixando um País desassossegado em relação ao futuro social da velhice e dos seus filhos e filhas. Uma “erupção vulcânica” apavorante, deixando a sociedade brasileira sobressaltada, vivendo, hoje, a mercê da própria sorte, com a estupidez preponderando em todos os quadrantes.

Hoje, somente na mente de alguns brasileiros bem-aventurados é que a paz tem conseguido habitar. Enquanto a sociedade do bem tem obsessão pela harmonia e pela solidariedade, o presidente tem pelas armas de fogo para matar até mesmo em uma simples discussão familiar ou de trânsito.

De repente, uma trupe assaca contra os nossos valores humanos e sociais fundados em princípios expressivos. Apoiando, incentivando e aplaudindo um autoproclamado “ungido por Deus” para nos governar, que desafia valores que afetam a conduta e a esperança das pessoas, sem apreço aos merecimentos que constituem o conjunto de regras estabelecidas para uma convivência saudável na promoção do bem e de um porvir melhor, dilacerando a dignidade de uma sociedade que confia e aguarda um mínimo para sobreviver com respeitabilidade.

Não acredito que intelectuais ou intelectualizados possam apoiar e aceitar emudecidos tantos desatinos. É LAMENTÁVEL! Não credito que filhos(as) não se preocupem com a velhice dos pais; e estes com o futuro dos(as) filhos(as) que chegarão à velhice. É CRETINICE! Não acredito que o(a) brasileiro(a) de sã consciência possa estimular o porte de armas indiscriminado. É COVARDIA! Não acredito que um(a) cidadão(ã) de bem possa aceitar que seus filhos e filhas, como estudantes de Medicina, de Direito, de Engenharia, de Serviço Social, etc., etc., sejam chamados(as) de “imbecis úteis” e de “massa de manobra” por um desequilíbrio emocional. É IMORAL! Não acredito que filhos(as) vão para as ruas apoiar reformas previdenciárias para que os pais e os avós possam morrer à míngua na velhice. É IRRACIONAL! Não pode ser! É sonho!… Não pode ser real! É pesadelo!… Será? Recuso-me a acreditar!

Professores do Estado rejeitam proposta do governo e confirmam greve

Professores da rede estadual de educação decidiram paralisar, por tempo indeterminado, atividades a partir do próximo mês. O comunicado foi feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí (Sinte-PI).

“Todos nós estamos sendo empurrados para uma greve para poder lutar por nossa valorização. A proposta que o Governo do Estado apresenta não contempla a todos nós, não contempla, por exemplo, os aposentados. Então nós vamos continuar firme na luta”, disse Paulina Almeida, presidente do Sinte, em vídeo publicado no site da entidade sindical.

Segundo a presidente, o governo ofereceu um aumento de 4,17% para professores e funcionários ativos em forma de auxílio alimentação, a partir do dia 1° de junho; e 4,17% para trabalhadores aposentados no próximo mês de setembro, mas se o Estado sair do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. A proposta foi rejeitada por professores em assembleia realizada nesta quinta-feira (23).

O movimento paredista terá início no dia 14 de junho, junto com a greve nacional contra a Reforma da Previdência. A primeira manifestação acontecerá às 8h ao lado do Palácio de Karnak.

Ao Portal AZ a Secretaria de Educação do Estado informou que ainda não foi comunicada, oficialmente, sobre a decisão da classe docente.

Para tratar sobre a proposta de reajuste, o Portal procurou a Secretaria de Administração, que prometeu enviar pronunciamento, fato que não aconteceu até o fechamento desta matéria.

Governo recorre a PPP para concluir o Centro de Convenções

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Por: Zózimo Tavares

A última sobre as obras inacabadas do Centro de Convenções de Teresina: o Governo do Estado jogou a toalha. Ou seja, viu que não tem condição de concluir a obra.

Segundo o deputado Flávio Nogueira Junior, ex-secretário de Turismo, faltam de 5% a 10% dos serviços.

E, para que as obras sejam retomadas e concluídas, o Governo do Estado decidiu apelar para uma PPP – Parceria Público-Privada.

Quatro governos

Iniciadas há mais de dez anos, as obras do Centro de Convenções  já passaram por quatro governos – Wellington Dias (2007-2010), Wilson Martins (2010-2014), Zé Filho (2014) e Wellington Dias novamente (2015-2018).

A data de inauguração foi marcada e remarcada diversas vezes, ao longo desse período, e jamais cumprida.

A obra já serviu de estacionamento irregular e foi alvo de graves denúncias que mobilizaram o Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas da União e a Justiça.

Coisa de cinema

E tudo começou quando o antigo Centro de Convenções, construído em poucos meses pelo governador Dirceu Arcoverde, na década de 1970, foi fechado para passar por uma ampla reforma.

O projeto era construir um auditório com 1.200 lugares, com possibilidade de outros 600 lugares móveis em outras seis salas; dois pavilhões de exposição; amplo estacionamento; área de camarim; banheiros e oficinas de teatro, além de áreas de acessibilidade. Coisa de cinema!

O orçamento inicial era de R$ 28 milhões.

Contrato rompido

O capítulo anterior da novela da obra do Centro de Convenções dava conta que o Governo do Estado rompeu o contrato com a empresa que tocava a conclusão da obra, a Soferro Construtora Ltda.

O contrato estava em vigor desde 10 de março de 2014 e foi rompido em 28 de fevereiro passado.

O termo de rescisão amigável do contrato para execução das obras de construção e requalificação do Centro de Convenções, 2ª etapa, foi assinado pela Secretaria de Turismo e a construtora.

O documento não esclarece as razões da rescisão do contrato. O que se divulgou foi que o governo deve aproximadamente R$ 12 milhões à construtora.

Pelo acordo, a Secretaria de Turismo se comprometeu a providenciar novo levantamento dos valores e medições para posterior pagamento.

Mas aí já outra história.

A conclusão

O edital para a PPP que, segundo o governo, vai possibilitar a conclusão da obra será lançado no próximo mês.

A empresa que ficar com o Centro de Convenções terá três meses para concluir as obras e equipar o espaço.

Cabe aqui aquele batido bordão das campanhas eleitorais do Piauí: se era tão fácil assim, por que não fizeram antes?

Atos em apoio ao governo ocorrem em diversas cidades do país

Atos em apoio ao governo de Jair Bolsonaro ocorrem neste domingo (26) em várias cidades do país. Os apoiadores defendem a reforma da Previdência, o pacote anticrime, o porte e posse de armas, além de ministros do governo como o da Justiça, Sergio Moro, e o da Economia, Paulo Guedes.

Brasília
Em uma manhã de sol, os apoiadores se concentraram no gramado da Esplanada dos Ministérios, na altura do Palácio Itamaraty. Cinco carros de som ocupavam a pista com mensagens em apoio à agenda do governo federal como a Medida Provisória 870, da reforma administrativa, a reforma da Previdência Social (Emenda Constitucional nº 6/2019) e os projetos de lei que compõem o pacote anticrime. Os manifestantes também declaravam apoio à Operação Lava Jato e pediam a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Cortes Superiores, conhecida como Lava Toga.

A manifestação – convocada por movimentos como Ordem e Progresso; Limpa Brasil; e Organização Nacional dos Movimentos – foi marcada pela diversidade de participantes que criticavam o Supremo Tribunal Federal (STF), protestavam contra o Congresso Nacional e lideranças parlamentares. Alguns manifestantes defendiam a volta do regime monarquista.

Havia faixas também com dizeres favoráveis ao ministro Paulo Guedes e um boneco inflável de 20 metros que misturava a imagem do ministro Sergio Moro com o personagem de quadrinhos e cinema Super-Homem.

Governo
Mais cedo, no Rio de Janeiro, ao participar de um culto na Igreja Batista Atitude, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro afirmou disse que a população está indo às ruas neste domingo para defender o futuro do país: “Hoje, por coincidência, é um dia em que o povo está indo às ruas não para defender o presidente, um político ou quem quer que seja. Ele está indo para defender o futuro desta nação”.

Na rede social Twitter, o presidente postou cenas de atos que ocorrem em outras cidades do país.

Fonte: Agência Brasil