Por:Zózimo Tavares
Desde que Zé Filho, então vice-governador, concedeu entrevista, no início de janeiro, referendando o lançamento do deputado federal Marcelo Castro como o nome do PMDB ao Governo do Estado, especula-se sobre a possibilidade do próprio Zé Filho, agora governador, mudar de rumo e retomar o desejo de ser candidato.
Desde a mudança de comando, há quatro semanas, o governo tem dados sinais dúbios e até conflitantes sobre a sucessão. De um lado, há sinais de que Marcelo é mesmo o candidato. De outro, indicações de que a mosca azul pode ter picado o atual governante.
Os que alimentam o sonho de uma candidatura do governador estão no entorno do próprio Zé Filho. O mais destacado deles, comenta-se, é o secretário de Administração, João Henrique Souza, que não passa um dia sem conversar com gente do PTB e do PP, sonhando com uma chapa pouco provável, incluindo o senador João Vicente e um vice do PP.
Os sinais de Zé Filho, no entanto, parecem desmentir essa tese. Primeiro, o governador tem repetido que o candidato é mesmo Marcelo Castro. Segundo, a composição do time de assessores não parece ser engenharia de quem deseja ser candidato. Basta notar a lista de indicados da cota pessoal do governador: um amontoado de gente que algum dia teve voto e não tem mais, ou que nunca teve voto algum.
Na primeira lista, estão o próprio João Henrique e o ex-senador Freitas Neto, a dupla Pelé e Garrincha do esquema governista. Na segunda, técnicos como Mário Lacerda (Fazenda), Mirocles Veras (Saúde), Alano Dourado (Educação) e Tony Trindade (Comunicação). E há ainda os que mais desagregam que agregam, como Luís Coelho (Articulação Institucional) e Aluízio Luz (Iapep), este parte da cozinha petista. Há, portanto, um destacado time de sem-votos.
Um governador que tivesse disposto mesmo a construir uma candidatura não escalaria um time assim para sua campanha, pois seria fazer o jogo do adversário. Não foi sem motivo que Zé Filho pediu um tempo para não falar de sucessão, pois tem demandas urgentes e urgentíssimas a resolver no governo.
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