Por que vereador de Parnaíba se acha “intocável?”

Por: Bernardo Silva

Por que alguns vereadores de Parnaíba se acham tão intocáveis? Pessoas públicas, como eles, jamais deveriam ser assim. Aprovaram, por exemplo, semana passada, uma moção de repúdio contra a minha pessoa, que não vai interferir em nada na minha vida, achando que a mim vão intimidar ou a alguns colegas de imprensa que exercem a profissão com responsabilidade. Alguns dos que aprovaram a tal moção, proposta pelo vereador Geraldinho, tenho certeza que sequer sabiam do que se tratava.

Que tempos são esses em que a mediocridade quer em se sobrepor a tudo? Que tempos são esses em que um reles vereadorzinho de interior acha que só deve receber aplausos, ser idolatrado, como se o poder temporário dado a ele fosse durar a vida inteira?!!! Quantos vereadores já passaram pela Câmara, deixaram-se contaminar pela arrogância e hoje são invisíveis, vivendo no ostracismo?

Se ninguém está acima do bem e do mal, as pessoas públicas menos ainda. Têm sim que ouvir críticas, aprenderem com elas conviver, buscando uma convivência pacífica com a imprensa séria, oferecendo o contraponto, sempre que se acharem injustiçado, neste ou aquele comentário.

E por que esta danação em quererem processar jornalistas, às vezes por besteira, sem uma razão plausível, com diz que vai fazer agora o vereador Geraldinho contra a minha pessoa? Pensam que a justiça não tem o que fazer? E ainda têm a audácia de pedirem indenização por danos morais! E em alguns casos, quem reclama danos morais não tem moral algum! Querem ganhar dinheiro fácil de jornalistas, processando-os, esquecidos que dinheiro se ganha com trabalho honesto.

Ao vereador Geraldinho, autor da moção de repúdio proposta na Câmara, meu repúdio. Ele se arvora de ser um parlamentar de 7 mandatos, o que daria 28 anos de vida pública… a troco do quê? Qual o projeto de relevância por ele apresentado durante esses anos? A cada novo mandato, mais 4 anos e quantos requerimentos e projetos de lei, que justificassem o salário que recebe?

E mais: qual vereador dos mais antigos não sabe o grau de fidelidade de Geraldo Alencar? Quantas vezes não deixou de honrar a palavra empenhada, na hora da votação da mesa diretora da Câmara? Se ele se zangou pelo comentário em que se pergunta se ele vai “dar uma rasteira” no prefeito Mão Santa, não cabe processo. Cabe ele procurar o veículo de comunicação que divulgou a nota e se justificar. Porque só o tempo há de dizer até onde vai esta fidelidade do presidente da Câmara Municipal ao prefeito de Parnaíba.

Mulheres de destaque na imprensa do litoral piauiense: Luzia Paula e Camila Neto

Jornalistas Luzia Paula e Camila Neto
A comunicação parnaibana e regional sempre foi um campo de trabalho dominado por homens, em todos os segmentos, como tradicionalmente no país. Poucas foram as mulheres, ao longo das últimas décadas, que alcançaram alguma notoriedade. Mas, felizmente, essa situação vem mudando para melhor com a atuação de competentes nomes da área, entre elas, as jornalistas Luzia Paula e Camila Neto.

Elas têm experiência em assessorias parlamentares, jornal impresso, portais, blogs. São profissionais bem preparadas tecnicamente para um mercado cada vez mais exigente e altamente competitivo. 

Destacamos o recente trabalho realizado por Luzia Paula para o jornal O Estado de São Paulo, um dos mais conceituados veículos de imprensa do Brasil, na cobertura da visita do presidente Michel Temer a Parnaíba, ocorrida dia 3 de agosto.  
Parabéns, Luzia e Camila
Fonte:Peagabê.com (Ribamar aragão)

Luciano Nunes é oficialmente candidato a governador do Piauí: Cassandra vice

Convenção que homologou Luciano Nunes como candidato a governador

O Piauí conheceu na manhã deste domingo (05/08), oficialmente, o seu último candidato ao governo do Estado. O Deputado Estadual Luciano Nunes, agora candidato a governador, homologou sua chapa e apresentou os nomes que farão parte da coligação PSB/PSDB/DEM. A filha do ex-governador mão Santa, Delegada Cassandra Moraes Souza, foi confirmada como a candidata a vice. Completam a chapa o Deputado Estadual Robert Rios (DEMOCRATAS) e o ex-governador Wilson (PSB), ambos candidatos ao senado.

Luciano Nunes afirmou que sua candidatura representa um ideal de mudança e explicou como foi o entendimento pelo nome da vice-governadora. 

“É uma emoção muito grande, um dia de muita felicidade em homologar aqui a candidatura ao governo do Estado. Representamos esse sentimento de mudança e transformação, otimismo e um futuro melhor para os piauienses. O entendimento pelo nome da delegada Cassandra foi muito bom e muito natural, construímos como todos os aliados de forma transparente”, falou o candidato.

O candidato a governador também afirmou que não quer campanha suja, Luciano chamou os outros candidatos para o debate.  

“Nós também não queremos eleição suja, eu também defendo uma campanha limpa, bem alegre e de alto nível. É tudo isso que nós defendemos, vamos debater os problemas do estado e busca e soluções” finalizou Luciano Nunes. (Portal Douglas Cordeiro)

Operação da Polícia Federal na Seduc é só o começo

P I M E N T I N H A

PIMENTINHA

Essa operação da PF que pegou de cara desvios de conduta na SEDUC, com esbanjamento de dinheiro para o transporte escolar, é só o começo.

160 POLICIAIS FEDERAIS, estão no Piauí para executar várias operações envolvendo desvios de conduta e de dinheiro público no estado e em centenas de municípios.

A porca da Federal está solta e vai pegar corruptos de mais de 600 inquéritos federais, envolvendo o MPF e a PF, com prisões de figurões políticos e empresários dos diversos setores de abastecimento e obras públicas, em conluio com o Governo e prefeitos do Piauí!! Anotem e aguardem.

São precisamente 1.480 prisões previstas para no estado, diante de tantos descalabros de desvios de dinheiro público no Piauí.

Cabeças vão rolar e o pior, ficarão, seriamente maculados para as eleições deste ano, que estão começando.

Vem aí, o mais grosso e roliço fumo baiano para aqueles que pensavam que ficariam na impunidade. Os 600 inquéritos arrolados pelo MPF e PF vai prender gregos e troianos, políticos e empresários, dos diversos setores da economia do estado que têm negócios com o governo do Piauí e suas respectivas prefeituras do Estado. Anotem, vem fumo e grosso por aí!!! Tá chegando!! Há muito que avisamos, a hora está chegando.

(Com informações de Tomaz Teixeira)

Multas eleitorais vão render mais de R$108 milhões a partidos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou o valor previsto a ser arrecadado com multas eleitorais: estima-se em R$ 108,4 milhões só em 2018. O problema é que quem é beneficiado pela multa são os próprios políticos que infringem a lei eleitoral. Segundo a legislação, a arrecadação com multas será redistribuída a partidos na proporção do Fundo Partidário. Ou seja: o político é multado e depois ainda recebe a multa de volta. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A estimativa do total de multas distribuídas de volta aos partidos este ano está agora em R$108.377.585,00.

O valor de multas eleitorais pagas à Justiça e até junho deste ano efetivamente redistribuídas aos partidos foi R$ 53.708.637,82

Até julho, o PT levou R$ 7,13 milhões; MDB, R$5,73 milhões; PSDB, R$ 5,8 milhões e DEM, R$ 2.21 milhões. Tudo em multas distribuídas.

Alckmin terá 44% da TV; líderes, Bolsonaro e Marina dependerão da internet

O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, durante entrevista à GloboNews 

Líderes na corrida eleitoral nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e a ex-ministra Marina Silva (Rede Sustentabilidade) terão, juntos, menos de 5% do espaço da propaganda de TV e rádio, que começa no próximo dia 31.

Sem perspectiva de alianças relevantes e também com palanques fracos nos estados, os dois candidatos serão obrigados a tentar suprir na internet a fragilidade estrutural de suas campanhas.

Em cada bloco do horário eleitoral, Bolsonaro terá direito a apenas 7 segundos, menos de 1% do total. Marina, que fechou aliança com o PV, aparecerá por 24 segundos —pouco mais de 3% do programa.

O maior tempo de TV, disparado, será o do tucano Geraldo Alckmin, com cerca de 44% de todo o espaço da propaganda —5 minutos e 32 segundos por bloco. O candidato do PT —Lula, que está preso em Curitiba desde abril, deve ser barrado pela Justiça Eleitoral— e Henrique Meirelles (MDB) vêm logo em seguida, com cerca de 17% e 15% respectivamente.

O tempo oficial de propaganda será definido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na segunda quinzena deste mês, após o registro de todas as candidaturas.

ENTENDA

A projeção feita pela Folha pode sofrer algumas alterações já que as últimas siglas farão convenções no domingo (5). Além disso, algumas podem recuar até o dia 15, data limite de registro de chapas. A propaganda dos candidatos a presidente na TV e rádio dura 35 dias e ocorre de duas formas.

Às terças-feiras, quintas-feiras e sábados, os candidatos a presidente terão direito a dois blocos fixos de 12 minutos e 30 segundos cada um, à tarde e à noite.

O que as campanhas consideram como sendo o “filé”, entretanto, está no segundo formato: o das “inserções” ou “spots” exibidos ao longo da programação. Trata-se de curtas peças, de 15 ou 30 segundos de duração, que são veiculadas diariamente, de 31 de agosto a 4 de outubro, nos intervalos comerciais das emissoras, entre 5h e meia-noite.

Por alcançarem os eleitores que não assistem aos programas mais longos, em horário fixo, esses spots são considerados mais importantes por políticos, marqueteiros e analistas. Alckmin terá direito a cerca de 12 inserções de 30 segundos a cada dia, por emissora. O candidato do PT e Henrique Meirelles terão quatro cada um.

Já Marina Silva terá apenas um spot por dia. A situação de JairBolsonaro é pior ainda: terá uma inserção a cada três dias.

Fonte: Folha de São Paulo/ Ranier Bragon e Bruno Boghossian

Mistura heterogênea

Por:Arimatéia Azevedo

A campanha eleitoral começa para valer, com programas de rádio e TV, no dia 16 de agosto. Até lá, os eleitores poderão ter um tempo precioso para entender a confusão em que se converteu a política nos últimos dias e a mistura que reúne no mesmo palanque políticos de partidos com candidatos diferentes nos planos local e nacional.

O palanque do governador do Piauí tem o MDB que apoiou Dilma (Marcelo Castro), a parte da mesma agremiação que está com Temer (Themistocles Filho), o Progressistas que votou pelo impeachment da ex-presidente (Ciro Nogueira) e como um espírito a guia-los todos, o ex-presidente Lula, que protagoniza peças de campanha publicitária. No palanque de Dr. Pessoa, do Solidariedade, apareceu todo cheio de si como protagonista o deputado Evaldo Gomes, do PTC, que era governista até a véspera.

Outro que também deu o ar da graça foi o ex-secretário de Assistência Social, Henrique Rebelo, que já foi do MDB e estava no PT. Nessa mistura toda, em que o contorcionismo para salvar o pescoço é mais importante, tem-se a nítida impressão de que a troca de um palanque pelo outro poderá ser muito facilitada na atual campanha. Bastará que as pesquisas eleitorais indiquem qual o destino onde o político pode obter mais vantagens. Na atual campanha eleitoral no Brasil (Piauí incluído) a definição pode estar na frase do coronel Jarbas Passarinho ante à decretação do AI-5: “Às favas, os escrúpulos”. O coronel estava certo de que havia uma guerra a ser vencida. Os políticos pensam somente em uma eleição.

Falar em “vitamina C” na Seduc estadual virou piada

Falar em vitamina C na Secretaria da Educação do Piauí virou uma piada e até um insulto. 
Isso porque o ácido ascórbico está presente em laranjas e a fruta ou a menção a ela virou problema na Seduc.

Como assim?

Uma das coisas mais estranhas sobre essa roubalheira na Seduc é que não se viu um ordenador de despesa grande, médio ou pequeno ganhar umas algemas nos pulsos. 
Será que só tinha gatunos nas empresas fornecedoras?

Fogo

O princípio de incêndio há uns dez dias no prédio da Seduc vai fazer arder em chamas eternas a reputação de muita gente. 
Se não fizer coisa pior.

A vice

Falando em fogo, o deputado Assis Carvalho (PT) botou foi quente para que Vanessa Tapety não se tornasse a candidata a vice do Dr. Pessoa, candidato a governador pelo Solidariedade.

Ausência

Petistas de todos os quilates e tamanhos estiveram na convenção do partido, sexta-feira, mas fez falta uma candidata: Rejane Dias. A deputada federal, um dos principais nomes do partido, sumiu do evento mais importante de largada da campanha. 
Terá ficado doente? (Do Portalaz)

Políticos de outras coligações prestigiam Luciano Nunes e Cassandra

Por Manoel José

Políticos de outras coligações foram vistos prestigiando a convenção que oficializou o nome de Luciano Nunes (PSDB) como candidato ao Governo. Um deles foi o secretário de Saúde de Teresina, ex-prefeito Sílvio Mendes, do Progressistas, partido do senador Ciro Nogueira. Outra presente foi a secretária executiva de Governo de Teresina, Pollyana Rocha, do PV. Primeira suplente de vereadora, ela não seguiu o PV, que indicou o médico Luiz Ayrton para ser vice na chapa encabeçada pelo senador Elmano Férrer (Podemos). Fonte: Parlamento Piauí

Lilia de Oliveira Lemos: Nota de Pesar

A Associação dos Comunicadores Sociais de Parnaíba – ASCOMPAR, vem de público manifestar o seu pesar à família enlutada, em nome de todos os seus associados, pelo falecimento da jornalista Lilia de Oliveira Lemos, falecida ontem, aos 66 anos de idade e sepultada no Cemitério Igualdade, na manhã deste domingo (5).

Lília Lemos, que integrou a Ascropi – Associação dos Colunistas Sociais do Piauí, foi uma jornalista atuante, com passagens pela TV Clube de Teresina, jornais O Dia e  Folha do Litoral; também na Rádio Igaraçu de Parnaíba, dentre outros veículos de imprensa no litoral. E foi funcionária da UFPI Campus Ministro Reis Veloso, em Parnaíba.

À família Oliveira Lemos e demais amigos da falecida Lilia Lemos,  a Ascompar apresenta sentidas condolências.

Parnaíba, 5 de agosto de 2018

Bernardo Silva  

-Presidente –

Morre a jornalista parnaibana Lilian Lemos: Velório na Pax União

Faleceu na tarde deste sábado a colunista social Lilian Lemos. Ela escreveu para vários veículos de comunicação do estado do Piauí, como o Jornal o Dia, de Teresina e Folha do Litoral, de Parnaíba, mostrando a sociedade parnaibana e do litoral para os demais municípios do Piauí. 

O corpo esta sendo velado na Pax União em Parnaíba. 

“Podem mandar pancada e me chamar do que quiser”, diz Frank Aguiar em convenção

Desde que um áudio onde fala mal da gestão de Wellington Dias (PT) vazou, o cantor Frank Aguiar demonstrou sua insatisfação em fazer parte da chapa majoritária do petista. O desejo do cantor era integrar uma chapa com o deputado estadual Dr. Pessoa. Fato que se concretizou neste sábado (04/08) com a homologação das candidaturas majoritárias. Frank Aguiar está preparado para o pleito de 2018 e diz que podem mandar pancadas que ele está preparado.

“Podem mandar pancada e me chamar do que quiser. Eu sou um trabalhador honesto. Eu sofri para chegar aqui. Eu vou dar o meu sangue pela minha terra. Eu podia ficar no conforto fazendo show e ganhando dinheiro muito bem. Mas eu estou com saudades dos meus filhos que estão estudando”, afirmou Frank ao expressar o desejo de volta a sua terra natal. Chegar aqui é a realização de mais um sonho. Não foi fácil”, completou.

Desde que se lançou pré-candidato ao Senado, Frank Aguiar, segundo ele, tem sido alvo de críticas. “Vocês não imaginam quantas porradas, pancadas […] Essas pancadas servem para nós evoluirmos e nos deixar com o coro grosso, mais forte. Agradeço muito a Silas e ao meu partido que sofreram comigo também levando pancadas e comprando dificuldades até chegar aqui para compor esse time”, ressaltou Frank. (OitoMeia)

Quem dá mais: Ciro oferece vaga de vice a Manuela

O jogo das alianças pode ter nova reviravolta neste sábado. Na noite de ontem, o candidato Ciro Gomes, do PDT, telefonou para Manuela D’Ávila, do PCdoB, e ofereceu a ela a vaga de vice, logo depois que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, anunciou que o partido pretende esticar ao máximo a definição de quem irá compor a chapa com o ex-presidente Lula.

Setores do PCdoB ficaram irritados com a proposta do PT, que sugeriu a desistência de Manuela, mas sem a confirmação dela como vice.

Nesta tarde, o PCdoB decide seu futuro com três cartas na mesa: candidatura própria, Ciro ou PT.

A demora do PT em fechar com Manuela se deve às incertezas sobre a candidatura Lula. O ex-presidente gostaria de ter como vice, neste momento, alguém que possa atuar como um porta-voz de sua campanha, como Fernando Haddad ou Gleisi Hoffmann.

Só depois, quando houver definição sobre a candidatura Lula, Manuela se tornaria vice, compondo com Lula ou outro nome   (B 247)

Petistas procuram Vanessa Tapety para tentar impedir que ela seja vice de Dr. Pessoa

A advogada Vanessa Tapety foi procurada nas últimas horas por dois nomes aliados ao governo Wellington Dias, para que ela desistisse da pré-candidatura a vice-governadora, na chapa ao lado do deputado Dr. Pessoa, que irá disputar o governo do Piauí pelo Solidariedade.

Uma fonte ouvida pelo blog afirmou que “ofereceram o céu e a terra” para que ela não disputasse, em um acordo que incluiria ainda a conjuntura a ser montada para as eleições de 2022.

A visita, segundo repassado ao blog, foi do deputado federal Assis Carvalho e do suplente de deputado federal, Merlong Solano, ambos do partido dos trabalhadores.

Filiada ao PTC, Vanessa é um dos dois nomes indicados pelo partido para compor chapa ao lado de Dr. Pessoa. O outro nome é do ex-prefeito de Novo Oriente, Dr. Marcos Viníciu, para o Senado Federal.

As candidaturas da chapa encabeçada por Pessoa serão homologadas na manhã deste sábado (04/08), em convenção no Atlantic City. A coligação será formada por Solidariedade, PTC, PMN, PRB e PPL.

Incoerência política deixa o eleitor desconfiado

Por: Cláudia Brandão

O senador Elmano  Férrer, do Podemos, surpreendeu a todos, ontem, com a desistência da sua desistência em concorrer ao governo do Estado. Elmano já havia até se licenciado do Senado para, segundo ele, dedicar-se integralmente à campanha eleitoral. Até que, alegando a influência de ‘forças ocultas’, abriu mão da disputa e saiu no cenário.

Ontem, voltou atrás e se lançou candidato por meio da chapa, denominada por ele próprio, de chapa da Resistência, ainda sem candidato a vice. Não se sabe o que aconteceu com as tais forças, se mudaram elas ou se mudou o senador.  As idas e vindas do agora novamente pré-candidato contribuem para criar ainda mais incerteza e desinteresse pela política. Não é a toa que as pesquisas divulgadas até agora registram altos índices de indecisos.

Não é a primeira vez, aliás, que o senador volta atrás em uma decisão anunciada publicamente. Na época da votação do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, Elmano divulgou uma carta dizendo que votaria pelo afastamento da presidente. Logo depois, desdisse o que havia dito e votou contra.

A incoerência política abre espaço para a desconfiança na cabeça do eleitor. Sem saber como o candidato vai se manifestar no dia seguinte, não há como avaliar o seu comportamento. Em um cenário de tanta turbulência, o eleitor procura por ideias claras e atitudes firmes, tomadas com convicção por parte de quem pretende comandar o destino do estado.

Temer libera R$ 54 milhões para obras nos Tabuleiros litorâneos

O Presidente Michel Temer junto com o Ministro da Integração Nacional, Antônio de Pádua, e o prefeito Mão Santa, assinaram na tarde desta sexta-feira, 03, a ordem de serviço de retomada da segunda etapa das obras dos tabuleiros litorâneos, no valor de 54 milhões. O objetivo é estimular ainda mais a fruticultura irrigada e ampliar o potencial de comercialização para mercados internos e externos, gerando novos empregos e renda na região.

“Além do estímulo à fruticultura, isso significa também que o número de empregos diretos vai saltar de 900 para 6 mil e os indiretos de 1700 para 17 mil”, disse o Ministro Antônio de Pádua.

O deputado Heráclito Fortes (DEM), que teve papel importante na conquista desses recursos, não participou da solenidade de assinatura por restrições da justiça eleitoral, mas recepcionou o Presidente Temer no aeroporto. Mais cedo, ele esteve no gabinete do prefeito Mão Santa e o parabenizou pela conquista. Quem também passou para recepcionar o presidente foi o presidente da Assembleia Legislativa no Piauí, o deputado Themístocles Filho (MDB).

“Não poderia deixar de parabenizar Mão Santa e a população Parnaibana por mais essa conquista. Nós temos que comemorar. As obras dos tabuleiros Litorâneos estavam paradas desde 2010 e agora serão, finalmente, retomadas”, disse Heráclito Fortes.

Também estiveram presentes ao evento o presidente da Codevasf, Avelino Neiva, o vice-presidente do Banco do Brasil, Eduardo Pereira, o senador Amaury, o diretor do Dnocs Ângelo Guerra.

Virou bagunça! Lula comanda o PT dentro da prisão e veta escolha do vice

Gleisi e Haddad ‘visitaram’ Lula de surpresa na PF

Sérgio Roxo e Gustavo Schmitt
O Globo

Em reunião de duas horas na tarde desta sexta-feira dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal do Paraná com lideranças do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou completamente o plano traçado pelo partido para escolha da chapa para a disputa da eleição presidencial. Orientado por advogados, os dirigentes petistas estavam convencidos de que a legenda precisaria indicar, em seu encontro nacional que será realizado hoje em São Paulo, o nome de um vice.

A presidenciável do PCdoB, Manuela d´Ávila, era o nome com maior adesão entre os dirigentes petistas para ficar com o posto.

CONTRAORDEM – Após a conversa com o ex-presidente, porém, o comando do PT passou a adotar o discurso de que a indicação pode ser feita até o dia 15, data final para registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Por volta das 14h, a presidente da legenda, Glesi Hoffmann, o ex-prefeito Fernando Haddad, o tesoureiro Emídio de Souza e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh deixaram apressadamente a reunião do diretório nacional da sigla que acontecia num hotel no centro de São Paulo e seguiram para o Aeroporto de Congonhas, onde embarcaram em um jato particular para Curitiba. Pouco antes, em conversa com jornalistas, Gleisi havia afirmado que o vice seria escolhido hoje.

Quando deixou a sede da PF no começo da noite, Gleisi informou que ainda não foi definido o nome do vice que irá compor a chapa presidencial do partido. Ela, no entanto, disse que a decisão pode ser “amadurecida” durante a convenção da legenda, que acontece neste sábado.

NO DIA 14 — “Vamos manter a estratégia e decidir vice e coligações no dia 14” — disse ela, negando que tenha sido acertado como vice a ex-deputada federal Manuela D´Ávilla, pré-candidata presidencial pelo PCdoB.

— Não tem nada fechado. Não temos essa definição. Nem o Lula tem. O presidente está aberto a todas as discussões de composição de chapa. Como a gente tem essa possibilidade de encaminhar mais pra frente essa discussão para poder trazer outros partidos para a coligação, eu acho que a gente tem que fazer essa discussão quando a gente tiver clareza disso. Mas obviamente que temos muita simpatia pela Manuela.

Gleisi disse, no entanto, que mantém as negociações com o partido de Manuela para formar uma aliança. “Queremos muito que o PCdoB esteja junto conosco”.

REGRAS ELEITORAIS – A presidente do PT defendeu que a escolha do vice até dia 14 respeita as regras eleitorais. “Nós vamos seguir a regra que sempre se seguiu na justiça eleitoral. Vamos fazer nossa convenção, se tivermos amadurecidos até amanhã (sábado) ou até domingo de definir uma candidatura a vice e tivermos condições de composição, vamos fazer. Se não tivermos, vamos usar o que já usamos em outras eleições e delegar a nossa comissão executiva para definir a candidatura a vice é coligações na véspera da inscrição do presidente Lula”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A esculhambação desmoraliza a Justiça e a política. Um réu inelegível, sem direitos políticos, não pode comandar partido político. 1) Quem autorizou a entrada dos quatro dirigentes do PT nesta sexta-feira, para “visitar” o detento, sem autorização prévia? 2) Por que Lula é um preso diferenciado, que recebe visitas diariamente na sua cela de reuniões, digamos assim? 3) Por que Lula é autorizado a receber visitas durante duas horas? 4) Existe, neste país, algum detento que tenha as mesmas regalias? 5) Quem autoriza o festival de visitas ao condenado é a Vara de Execuções Penais ou a Superintendência da Polícia Federal?(C.N.)

Dr. Hélio é lançado candidato a deputado estadual pelo PR

O Partido da República (PR) realizou nessa sexta-feira, 3, a convenção 2018, onde foi homologada a candidatura do Dr. Hélio Oliveira para deputado estadual. Já deputado, o parlamentar concorre à reeleição para continuar buscando avanços para o Piauí.

“Fomos muito felizes em acreditar no compromisso do PR. Um partido forte e comprometido com o que tem de mais correto. O partido tem crescimento, e acima de tudo, com a participação do povo do Piauí. Durante nosso mandato, buscamos atender a todos por onde passamos, atuando nas mais diversas áreas. A política é para servir. Vamos continuar lutando, como empregado do povo, por melhorias para nosso Estado”, afirmou o deputado.

Dr. Hélio foi prestigiado por amigos e lideranças de diversos municípios durante todo o evento realizado no Atlantic City.

Policia Federal, Rejane Dias e Regina Sousa

Ação da PF apura desvios milionários na Seduc (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

A Operação Topique da Polícia Federal que investiga contratos de transporte escolar na Secretaria de Educação caiu como uma bomba no Governo do Estado. Eleitas ou não, a virtual vice Regina Sousa e a deputada federal Rejane Dias já podem fazer as contas de um problema.

Os contratos investigados foram executados na gestão da primeira-dama Rejane Dias na Seduc. Na condição de secretaria, era ela a responsável direta pelo problema. Duas funcionárias da Seduc foram presas nesta quinta-feira (2) na operação.

Para quem se pergunta o motivo de Regina ser citada, a resposta é simples: Geraldo Sousa, sócio da BR Locadora também foi preso pela Polícia Federal. Ele é afilhado político da senadora, aluga carros para o gabinete dela e durante muitos anos teve carteira assinada no Partido dos Trabalhadores. Ninguém no PT nega a ligação forte entre os dois.

Rejane, Regina, Wellington Dias… A PF sabe ligar os pontos. (Marcos Melo – Política Dinâmica)

Francisco de Canindé Correia: cidadão parnaibano de visão terceiro-mundista

Canindé Correia (ao centro), Depaula (plano superior), e Reginaldo Costa (primeiro plano, à esquerda), em entrevista a Vilmar Klein Ferreira.

Reginaldo Costa

No inicio da década de 70, quando oportunizei a condição de morador da cidade do Rio de Janeiro, vivi a plenitude dos primeiros sonhos, embevecido pela imponência daquela arquitetura e os benefícios proporcionados pelo poder da natureza, em que a imensidão do Oceano Atlântico, aconchegando-se em sua orla, desenha, caprichosamente, os contornos da exuberante Baía de Guanabara.

Andar sem compromisso pelo centro e bairros banhados pelo mar, visualizando o conjunto de belezas planetárias inconfundíveis, enchia-me os olhos de encantamento. Tanto que, recortes de imagens inesquecíveis conduzem à recordações nostálgicas da cidade e das pessoas, na época em que a vida era harmonizada pelo caráter solidário dos relacionamentos, a consolidar a identidade de um povo alegre, trabalhador, solidário, amante da liberdade. Referência universal do samba e da bossa nova, a Cidade Maravilhosa foi o berço onde nasceram alguns expoentes da música brasileira, entre eles, Cartola, Noel Rosa, Pixinguinha e Vinicius de Moraes.

Nesse cenário de beleza, vivia-se o inconformismo e as incertezas de um Brasil governado por militares, em que a ditadura mantinha a imprensa amordaçada. Dessa maneira, não se podia tomar conhecimento das prisões, torturas, e assassinatos de ativistas de esquerda. Diferente dos porões, nas rádios, os Novos Baianos dominavam as paradas com “Tinindo Trincando”, “Besta é Tu”, “Preta Pretinha” e “Brasil Pandeiro”, todas do vinil Acabou Chorare, considerado obra-prima da música brasileira, cujo exemplar ainda guardo, com imensa alegria.

Enquanto as estatísticas registravam o aumento da concentração de renda e da desigualdade social, como também, da promoção do sofrimento humano, em grande escala, o parnaibano João Paulo dos Reis Veloso, dos maiores entusiastas do regime de exceção e um dos sócios assíduos do clube dos generais, ocuparia a pasta do planejamento, nas gestões de João Baptista Figueiredo e Ernesto Geisel, contribuindo diretamente para a consolidação do tristemente afamado “milagre econômico”.

Embora sob a vigência de um regime que suprimia direitos constitucionais, entre outros malefícios à sociedade civil, nada abalaria a sensação de liberdade e descontração próprias do carioca, características incorporadas à rotina diária da casa-república, localizada à rua Barão de Pirassununga, nº 55/6, há poucos passos da Praça Saens Peña, no tradicional e simpaticíssimo bairro da Tijuca, onde eu me juntara aos conterrâneos Luís Costa, Umberto Tito Lima, José Alberto Ripardo e Carlos Petrônio de França Rego.

O local, favorecido pelo clima agradável, acolhia vasta quantidade de aves de diferentes espécies que se manifestavam todas as manhãs, pelas janelas da antiga construção, anunciando o novo alvorecer, em panorama semelhante aos longínquos rincões nordestinos, aflorando a saudade das nossas raízes.

Nessa estação de cores e harmonia, vivendo no auge dos primeiros sonhos, foi que conheci Canindé Correia. Na lembrança, o domingo de sol abrasador, daqueles de lotar as praias, coloridas de mulheres exuberantes, sensualizando por amplas passarelas de areia ao frescor das águas oceânicas, enquanto outras, mais ousadas, se expunham ao sol, sem qualquer modéstia, a refletir o brilho dos corpos bronzeados, desproporcionalmente amparados por diminutas tangas, acessório revolucionário de libertação feminina, lançado naquele verão tropical.

Na manhã de um dia recompensado pela sequência do que viria, a colônia parnaibana houvera iniciado as atividades domésticas, contando piadas, conversando qualquer coisa, interagindo de maneira agradável com os ponteiros do relógio, a completar o ciclo diário de transportar para o futuro sensações de momentos indescritíveis.

Seguindo a velocidade do pingue-pongue verbal, audível da sala a área de serviço, alguém sugere feijoada para o cardápio. Repentinamente, uma voz projetada de outro compartimento da casa, propõe uma rodada de caipirinha, certamente na intenção do grupo filtrar as emoções de mais uma semana de compromissos com a vida. Entretanto, da teoria à prática, caberia uma questão de ordem, sobretudo, onde não sobra cascalho. Nesse caso, nada mais eficaz que uma vaquinha, o que foi prontamente realizado.

Espontaneamente, o evento ganharia forma e estilo próprios, incluindo a acomodação em círculo, no aconchegante piso assoalhado da sala, onde todos deveriam compartilhar do cachimbo da paz, na verdade, uma cuia, joia rara, disponibilizada não me lembro por quem, abastecida com a bebida deliciosa. De boca em boca, todos saciariam a sede, instante em que, adentra ao recinto, os visitantes da hora, Canindé Correia e Milton Cherman, este, ex-morador daquele cafofo.

A partir de então, as conversas seriam favorecidas por conteúdo divertidíssimo. Em cena, o piadista nato, Umberto, escrito com “u”, sobressaindo-se na maneira de expor ao ridículo, figuras consideradas folclóricas da vida parnaibana. E não escapavam à lembrança, políticos, jornalistas, animadores culturais, gente do mundo de fantasias das socialites. Para temperar a mistura, não poderia faltar a essência especial do humor parnaibano, na figura do lendário Pacamão, com suas tiradas engraçadíssimas.

Aquele endereço, simples e acolhedor, adequado à visita de gente com energia favorável à harmonia entre as pessoas, tinha como uma de suas referências o cidadão que atendia pelo nome José do Egito da Costa (in memorian), parnaibano que se destacou pela inteligência, bom humor e desprendimento, nitidamente ligado a tudo que é sincero. Dessa maneira, rememorar aprendizagens marcantes nos remete a recordações construtivas do amigo cujas maiores riquezas, a humildade e o companheirismo, o tornam inesquecível. Esses detalhes, invisíveis aos olhos dos que consagram o glamour dos reconhecimentos, muitas vezes circunstanciais, dispensam estátua ou placa de bronze.

Após o encontro agradável, no Rio, voltaria a conversar com Canindé Correia, somente em Parnaíba, no momento em que procurava parcerias para o Jornal Inovação, quando fui visitá-lo no SESI, onde exercia cargo relevante. Entre cordialidades, apresentei-lhe a 3ª edição do nanico, acolhendo em suas mãos com surpreendente entusiasmo. Identificando-se com o conteúdo, assumiu, inicialmente, a condição de assinante. Não demorou, o movimento social ganharia um novo aliado nas lutas por conquista de cidadania, protagonizando uma história diferente das elites conservadoras cultural, social, política e economicamente excludentes; e eu, um amigo inseparável, a compartilhar de inúmeras experiências, dinamizadas por convivência testemunha do respeito e da decência, pautada por interesses exclusivos ao campo das ideias.                     

Convencido de que o sangue a percorrer em nossas veias carregava o DNA da indignação contra o moralismo castrador e no recôndito dos nossos corações, sentíamos o mesmo desejo por mudanças, em março de 1978, se integra, definitivamente, ao Grupo INOVAÇÃO, quando me entrega um manuscrito protegido por capa improvisada em papel almaço, para ser publicado na 5ª edição do jornal. Meticuloso, solicita minha atenção para a leitura do texto.

Pertinaz, sobretudo, na defesa da implantação do Distrito Industrial de Parnaíba, um dos cavalos de batalhas de sua militância no jornalismo, direciona sua produção intelectual para convocar a população e entidades de classe a se envolverem nas discussões pertinentes àquele empreendimento que, aliado à interligação rodoviária do norte do Piauí-Maranhão-Ceará e a definitiva construção do Porto de Luís Correia, consolidaria o desenvolvimento econômico da região norte do Estado do Piauí, assuntos incorporados por INOVAÇÃO, considerando o presente de incertezas e a necessidade de conter o atraso, portanto, reivindicações consideradas de cunho popular, e não de grupos historicamente vinculados à concepção individualista de sociedade, que através de iniciativas burocratizadas se arvoram da autoria de iniciativas mais sem o poder de articulação, para transformar sonhos em realidade.

Contribuindo com o processo de conscientização, Canindé Correia mexia com os brios do leitor, alertando para a necessidade de reflexão sobre a inadiável necessidade de recuperação do poder de influência da cidade como núcleo empreendedor, considerando inoportuno, alimentar a discussão, sustentada pela nostalgia dos tempos em que o apito do trem despertava as comunidades que usufruíam da ferrovia como meio de transporte de cargas e de passageiros ou dos navios que zarpavam do Porto Salgado rumo a Europa, sob o rótulo “Parnahyba Norte do Brasil”.

O que outrora alimentava egos, na atualidade, em razão da mudança radical do perfil da economia brasileira, enriquecia bibliografias específicas de pesquisa, por meio das quais, acadêmicos e pesquisadores poderiam detectar a falta de visão das elites parnaibanas, no que diz respeito aos novos rumos da economia, a partir do momento em que o presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), consolidou as estradas como elemento prioritário para o desenvolvimento nacional, em detrimento do transporte fluvial e ferroviário, incorporados à história como “símbolos do passado”.

Nitidamente contrastando com os que consolidam o conhecimento no egoísmo, Canindé Correia acompanhava a dinâmica dos fatos no âmbito do Jornal INOVAÇÃO, com ousadia. Entusiasta do desenvolvimento econômico e social mantinha o tom elevado do discurso para denunciar as estatísticas preocupantes da miséria, comentando entre amigos que houvera chegado a hora de mudar o perfil da sociedade, cabendo ao movimento popular encaminhar as alternativas de discussão coletiva com a participação popular, as classes dirigentes, e por que não, da Associação Comercial de Parnaíba e da Federação das Indústrias do Estado do Piauí, com sede em Parnaíba, desde a sua criação em 1954, embora a FIEPI, à época, dominada por grupos retrógrados e de onde prosperaria o projeto de desmembramento dos Morros da Mariana do município de Parnaíba, iniciativa que o jornal se insurgiu.

Entretanto, o apelo jornalístico jamais seria digerido no âmbito dessas e de outras entidades, muito provavelmente porque, naquelas circunstâncias, não alcançaram a dimensão das novas fronteiras que poderiam ser alcançadas a partir de campanhas de valorização da autoestima, tendo em vista a superação da incômoda imagem de “cidade do já teve”, lamentável condição em que Parnaíba, nas trevas da ignorância feudal dos líderes políticos, estava inserida.

Com a convivência passei a chamá-lo de “chefe”, em referência ao cargo que ocupava no Serviço Social da Indústria. Por princípios comuns, discordávamos do amor livre e do uso de drogas. Também não morríamos de amores pelo rock’n’roll. Entretanto, a Bossa Nova, através das batidas de Badem Powel, Carlos Lyra e João Gilberto, combinou com nossa personalidade e temperamento. Com o amigo com quem tive relação muito pessoal, convivendo como sujeitos ativos da história, caminhamos e cantamos, seguindo a canção de Vandré, buscando compreender as dores do mundo na expectativa de uma sociedade solidária, alimentando utopias compatíveis à esperança de quem visualizava um Planeta onde seria possível a todos viver em condições de igualdade.   

Espírito eminentemente anticapitalista, Canindé Correia discordava da tendência humana ao consumismo exacerbado, considerando a fragilidade das conquistas relacionadas ao prazer e à felicidade, um reflexo do sistema politico e econômico que se apodera das vontades, utilizando-se da mídia para estimular a cultura do descartável, inclusive, os relacionamentos.

Atendo às necessidades de evolução do movimento social, colocou o único transporte de sua propriedade – uma moto Honda 125 – para servir de suporte às varias atividades do Grupo. No auge da amizade, quando já circulava de automóvel, me visitava em casa todas as manhãs. No silêncio do alvorecer das quatro estações, sua chegada era anunciada ao acionar o freio de mão do seu Corcel II.  Coautores de notinhas, títulos e textos, fidelizávamos agilidade em formular ideias com a habilidade de coordenar e encaixar as palavras nos períodos. Chegar ao consenso, na busca de manchete atraente, compatível ao que gostaríamos, era motivo de alegria.

Politicamente integrado à dinâmica do tempo, Canindé Correia sabia analisar com conteúdo convincente questões eleitorais em nível local, nacional e internacional, nutrindo paixão especial pelos números estatísticos, aos quais se apegava como referência para avaliações que superavam a visão contraditória dos pseudocientistas sociais. Sem reivindicar o título de profeta, construía situações favoráveis para fomentar a avaliação da realidade parnaibana, traçando parâmetros de comparação determinantes das circunstâncias do atraso entre esta e outras cidades com as mesmas características, e que, entretanto, apresentavam desenvolvimento econômico e social satisfatórios.

Pela forma de ver os acontecimentos à sua volta, intuído pela conduta humana irretocável, adotava, como critério de avaliação, valores diferentes do comportamento habitual em que bens materiais são colocados na balança como objeto de valorização do indivíduo. Cauteloso ao escolher amigos, orgulhava-se dos poucos que desfrutavam do seu círculo, preferindo qualidade à quantidade, afirmando gostar de se relacionar com gente inteligente e de caráter. Por herança da genética paterna, preferia a postura de mergulhar na boa leitura, a compartilhar de relações sociais sustentadas pelas aparências.                        

Por suas convicções, a ligação quase umbilical com o movimento popular não comprometeu o vínculo consanguíneo de família tradicional. Em oposição aos laços familiares culturalmente conservadores, revelou-se um parnaibano de visão terceiro-mundista, identificando-se com as nações empobrecidas do Planeta, defendendo, categoricamente, esses redutos de exploração do capital sobre o trabalho, com comentários cortantes, principalmente, contra a grande mídia, em que alguns articulistas direcionavam a notícia, desvirtuando a realidade sobre o enfrentamento dos povos contra a burguesia, nas lutas por alternativas de poder e, difundindo informações distorcidas sobre o acirramento das lutas por liberdade.

Alvo de sua inquietude, as nações que apresentavam os mais baixos índices de expectativa de vida, o fazia vasculhar os catálogos das editoras. Sentindo a necessidade de estar informado sobre o desenrolar dos movimentos de libertação nacional, especialmente na Nicarágua, dos Sandinistas; em Cuba, de Fidel; em Moçambique, de Samora Machel; em Zâmbia, de Kenneth Kaunda; e na África do Sul, de Nelson Mandela, solicitava livros, revistas, assinava jornais, enfim, sabia alcançar o mundo à sua frente.

Imbuído do propósito de plantar as sementes que germinariam a essência do seu discurso humanitário, certa ocasião, foi a meu encontro com uma edição dos “Cadernos do Terceiro Mundo”, uma das melhores publicações editadas no Brasil, fundada em setembro de 1974, por Neiva Moreira, Beatriz Bissio e Pablo Biacentini.

Na opinião de Canindé Correia, o INOVAÇÃO deveria assumir a publicação de textos em solidariedade aos povos do Terceiro Mundo, numa “época em que se vivia uma História em movimento e uma confrontação permanente de pensamentos antagônicos”, assim, o fizemos, embora os conteúdos “comprometedores”, alimentassem a fúria dos opositores do jornal.              

De formação humanitária absolutamente afinada com a evolução do homem, a partir da concepção de novas mentalidades, Canindé Correia absorvia a leitura das obras de Alceu de Amoroso Lima, Carlos Drummond de Andrade, Celso Furtado, Darcy Ribeiro, Frei Beto, Joel Silveira, Nelson Werneck Sodré, Fidel Castro, Dom Pedro Casaldáliga, dos quais compartilhava as ideias, queimando pestanas em horas incessantes de leitura e reflexão. Navegando pelas fronteiras do conhecimento, repassava com entusiasmo, o conteúdo do que lia, analisando de modo breve.

Não há como fugir da lembrança o entardecer do dia em que, embalados por espiritualidade saudável, fomos espairecer na beira-Rio, onde nos acomodamos no “Veleiro”. Chamariz de boêmios, o bar estimulava prolongar a jornada, atravessando tardes e noites vadias. Prazerosamente sentados, aquela brisa agradável na pele, o pôr do sol refletindo seu encanto sobre as água do Igaraçú, e o violão, bem ali, colado ao peito de Edson Rocha, que nos alegrava com a leveza de sua agradável companhia, a deslizar os dedos sobre as cordas do instrumento, emitindo sons que preencheram o ambiente de musicalidade envolvente.

Como num toque de magia, nos entreolhamos, erguemos as taças, brindamos e consumimos de um gole só, a primeira rodada de cerveja. Simultaneamente, o amigo violonista sinalizou com a batida no violão para que eu o acompanhasse, fazendo vibrar o tom da música “O amor em paz”, de Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes. E eu cantei, com alma, coração e muita vibração. Ao ouvir a sentença “o amor é a coisa mais triste quando se desfaz” Canindé Correia, fascinado com a melodia a penetrar-lhe n’alma, tremeu nas bases. Arrebatado emocionalmente para outras dimensões, levanta-se da cadeira, estufa o peito, abre os braços, gesticula para enfatizar o estado de euforia e pronuncia: – Isso é muito lindo! Isso é muito lindo! O pensamento circular desconectou o amigo consciencioso, sobretudo pela apurada sensibilidade de ver as coisas, o mundo e as pessoas. Como diria o poetinha, em “Tomara”, das músicas que compôs sozinho, a coisa mais divina desse mundo é viver cada segundo como nunca mais. É bom lembrar que em nenhuma daquelas ocasiões desperdiçávamos o tempo com conversa miúda ou particularidades inerentes à vida alheia. Os assuntos convergiam, predominantemente, para troca de palavras no âmbito da conjuntura social, politica e econômica. Enfim, a pujança de confraternizações daquela natureza era uma maravilha: o entardecer, a cerveja gelada, o violão, a conversa aflorando descontraída e envolvente.

No momento de colocar em pauta algum tema para ser discutido democraticamente, Canindé Correia, formulava propostas recorrendo à comunicação argumentativa, fundamentando o assunto dialeticamente, articulando com habilidade, sem manipulações, concordando ou mesmo discordando de outras opiniões. Dono de jeito muito pessoal de ser, se habituou a conversar mutilando a substância fina e flexível das folhas de papel, pelos cantos, cujos apêndices, dobrando e desdobrando, como se fora diminutas sanfonas, eram manuseadas em câmera lenta, ao tempo em que raciocinava progressivamente. Sem qualquer constrangimento, o documento acessível sofria o crivo dos dedos habilidosos. A prática repetitiva, em que não havia a intervenção da vontade de danificar documentos, faz parte da coletânea de casos engraçados de José Ciríaco Lima, mestre na arte da imitação, que detalhava, com naturalidade, os mecanismos da atitude de natureza instintiva. Um simples olhar para a demonstração teatral acontecer, e a sensação de riso emergia.

Motorista e fiel escudeiro de outro José, o Hamílton Castelo Branco, Zéciríaco, familiarizado conosco, nos transportou para paradas inolvidáveis, quando batia à minha porta, acompanhado apenas do patrão ou de Canindé Correia, na certeza de que, independente da hora, se com o sol a pino, emergindo no horizonte; ou em plena madrugada, de lua cheia ou na escuridão das noites, o acolhimento teria a mesma afetividade.  Seguramente, no vigor de manifestações de amizade sincera, movidas a muitos brindes, sem trincar cristais, foi que se tornou possível, a saga de INOVAÇÃO. Portanto, sentimentos de natureza humana, revestidos de adjetivos que qualificam atos e ações, constituem a memória invisível, de altíssimo valor.

O tempo passou. Estávamos em 1992, quando o jornal já não existia. Entretanto, de tão importante, fazia parte das nossas histórias. Por isso, juntamente com Canindé Correia, Elmar Carvalho e Vicente de Paula Araújo, o Depaula, elaboramos uma edição extemporânea, estimulados por dois motivos: homenagear o amigo e colaborador Mário dos Santos Carvalho, desencarnado a 25 de novembro de 1991, e mostrar a importância do Distrito de Irrigação Tabuleiros Litorâneos do Piauí, na pessoa do gerente executivo, Vilmar Klein Ferreira, um dos entusiastas do projeto, em entrevista exclusiva, que, ao ser convidado, demostrou indignação com a classe política e a comunidade, por não haverem incorporado, nas suas plataformas de lutas, a permanência do Centro Nacional de Pesquisa Irrigada (CNPAI), único centro do gênero da América do Sul, instalado em Parnaíba, já que a transferência do órgão estava sendo articulada para Teresina.

Enquanto o Jornal INOVAÇÃO retorna às bancas, conservando o entusiasmo e consistência que marcaram a existência do alternativo mais duro na queda do Estado do Piauí, no comando da cidade, a mesma constelação de estrelas ilustres, sem perder a pose, mantinha-se atrelada às glórias do passado, certamente para não comprometer o sistema nervoso dos interesses que se resumiam na necessidade de manutenção do poder pela aparência fútil da vaidade.

Representante da corrente de pensamento em que as ideias avançadas devem ser discutidas construtivamente, Canindé Correia se sobressaiu pelo compromisso de conscientizar pelo poder da palavra e o comportamento ético em tudo que fazia: no trabalho, nas relações sociais e nos compromissos com a sociedade. Parceiro de tudo aquilo que não pode ser objeto de contestação, sem se arvorar de dono da verdade, nos momentos em que as discussões efervesciam, sobretudo quando o assunto fazia referência à Parnaíba, ativada a centelha da paixão pela terra natal, surpreendia pela abundância de argumentos infalivelmente construtivos, despontando, da ave dócil, de timidez proporcional à estatura, o galo de briga indomável.

Identificado com as lutas por democracia, sua contribuição para a sustentação da linha editorial do Jornal INOVAÇÃO e a consolidação do Movimento Popular, pautada pela plenitude do conhecimento, foi de construção do ser humano integrado à vida pela grandeza de seus valores e potencialidades.