Na manhã desta segunda-feira (19/01), o vereador Pedro Alcântara (PP) comentou uma suposta tensão dentro da base governista. Para o parlamentar, o “racha” entre os dois maiores nomes do PT Piauí, o governador Rafael Fonteles e o ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias, traz instabilidade ao grupo.
De acordo com o jornalista, é a criatura se voltando contra o criador. Além disso, existe uma terceira figura: Washington Bandeira, que foi criado pela criatura contra o primeiro criador. O ciclo não tem fim.
Pedro Alcântara e Rafael Fonteles (Foto: Ricardo Morais/OitoMeia)
“Um racha declarado não existe, mas existe aquele racha velado, a insatisfação. Já está acontecendo, é visível. É a criatura contra o criador. Rafael foi a criatura do Wellington e agora Rafael está criando outro, que é o Washington Bandeira contra Wellington Dias, mas o Wellington é uma raposa, ele nunca está zangado com ninguém, ele faz calado. Vai dar o bote em 2030, aguarde Rafael, vai ver o troco, se não conhece o Wellington, vai conhecer agora”, comentou.
O progressista continuou, afirmando que, em relação às eleições de 2026, qualquer nome disposto pela oposição para o Governo deve vencer as eleições, devido à falta de sustentação e impopularidade da gestão Fonteles, entre outros fatores.
“Aquele que for colocado vai ser o governador, porque esse que está aí não se reelege. O Governo está podre, putrefato, não se sustenta, um governador impopular e não vai ser reeleito. Não sou eu que estou dizendo, é o povo”, concluiu.(Guilherme Freire)
BURITI DOS LOPES, PI – A política educacional do Governo Rafael Fonteles (PT) em Buriti dos Lopes parece seguir a lógica do “fechar para economizar”, ignorando o impacto social e pedagógico na vida dos estudantes. O recente fechamento de uma escola e de um anexo na zona rural escancarou a falta de planejamento da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) e gerou um caos nas matrículas na sede do município.
A decisão de encerrar atividades em comunidades rurais, como na região do Cedro — onde o prédio da Escola João da Cruz de Sousa foi devolvido ao município após anos de parceria —, revela uma gestão que “vira as costas” para a população local. O Estado, que mantinha apenas três funcionários na unidade cedida pela prefeitura com todo o mobiliário, preferiu o corte radical à manutenção do atendimento próximo ao aluno.
O resultado é previsível: turmas superlotadas na zona urbana. Pais relatam a via-crúcis para conseguir vagas e o medo de que seus filhos estudem em ambientes precários.
Enquanto a educação piauiense em Buriti dos Lopes agoniza com escolas sem refeitório e sem salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE), a classe política local vinculada ao Governo do Estado parece ter outras prioridades.
Atual secretário da SEDUC – Rodrigo Torres, governador Rafael e ex-secretário da SEDUC – Washington Bandeira / Foto: Reprodução – Instagram.
Há poucas semanas, aliados de Rafael Fonteles foram vistos “pulando no asfalto quente”, celebrando obras de pavimentação em tom festivo. No entanto, o entusiasmo com o piche não se repete na hora de cobrar melhorias para as salas de aula. Onde estão os defensores do Governo para intervir contra o fechamento das escolas e cobrar a conclusão das salas de aula prometidas que nunca saíram do papel?
“No ano passado, alunos comiam nos corredores por falta de refeitório. Agora, com mais alunos vindos da zona rural, a situação beira o insuportável”, afirma um responsável que preferiu não se identificar.
A contradição é gritante: o Governo propaga o “Ensino Integral” como vitrine, mas na prática, não entrega o básico. Em uma das unidades da sede, das três salas de aula prometidas para comportar a nova demanda, apenas uma foi autorizada. A menos de um mês do início das aulas, a pergunta que ecoa na cidade é: onde esses alunos vão sentar?
Procurado, o supervisor de ensino local esquivou-se de prestar esclarecimentos, alegando falta de informações e empurrando a responsabilidade para o setor jurídico da SEDUC em Teresina. O silêncio administrativo é o reflexo de uma gestão que prioriza a burocracia e o marketing político em detrimento da dignidade do estudante piauiense. (Fonte:Portal Boca do Povo)
Wellington Dias segue costurando o saco para o vento não sair. Ele foge do tema “vice de Rafael” sempre que pode, mas quando é encurralado, solta estultices como a de se consultar o “coletivo” do PT para saber quem será. Foto: Reprodução
Wellington Dias vai enfrentar Rafael?
Washington, o nome
Quando o repórter fala no nome de Washington Bandeira o índio diz que o partido será ouvido.
Wellington tem usado “companheiros” como fez com a deputada Janaina Marques, para divulgarem o nome de seu filho, Vinicius.
Aceita ou vai…
Diz-se que ontem, em reunião do PT, Wellington teria advertido que se Rafael não aceitar seu filhote para vice, que o governador deixe o partido. Ta vendo o que se faz por um parente no serviço público? (Portalaz)
O governador Rafael Fonteles (PT) retornará ao Karnak nesta terça-feira (20/01), após um período de férias que, inicialmente, seria de 12 dias, mas se estendeu para 13.
O cargo será transmitido por Themístocles Filho (MDB), que assumiu o Governo na sexta-feira (16/01), após nove dias do presidente do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), Anderson Nogueira, como governador em exercício.
Rafael Fonteles (Foto: Governo do Piauí)
Já no primeiro de retorno das férias, o governador cumprirá agenda na Solenidade de posse do reitor da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), professor doutor Paulo Henrique da Costa Pinheiro e da vice-reitora, professora doutora Fabia de Kassia Mendes Viana Buenos Aires, além da Exposião “UESPI 40 anos”. (Guilherme Freire)
Investimento no campo fortalece a agricultura familiar em Nova Santa Rita
O deputado Merlong Solano visitou o povoado Grotão, na zona rural de Nova Santa Rita, para acompanhar de perto os resultados do uso de um trator com implementos agrícolas destinado por seu mandato ao município. O equipamento já está em operação e vem fortalecendo o trabalho dos produtores locais, garantindo mais eficiência no preparo da terra e melhores condições para o plantio.
Durante a visita, o parlamentar esteve ao lado do vereador Etevaldo e do presidente da Associação dos Produtores Rurais, Juscelio. Juntos, eles observaram o cuidado no manuseio do maquinário e destacaram a importância de realizar o preparo do solo no tempo certo, fator decisivo para o aumento da produtividade agrícola.
Segundo Merlong Solano, o apoio à agricultura familiar é uma das prioridades de seu mandato. “Investir no pequeno produtor é garantir mais produção, mais emprego e alimento na mesa das famílias”, afirmou o deputado, reforçando o compromisso com ações que promovem desenvolvimento, renda e esperança no meio rural.
Palácio do Congresso Nacional, em Brasília | Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil
Ganha força no Congresso as movimentações para andar com propostas que disciplinam a conduta de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O fator propulsor é a estranhíssima ligação de magistrados e familiares com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e figura central no que se desenha ser a maior fraude bancária da história do País, como disse o ministro Fernando Haddad (Fazenda). Na esquerda, a proposta é andar com o projeto que cria o código de conduta para ministros do STF.
Pressão meia-boca
A oposição considera o “código de conduta”, proposto pelo Psol, pano de fundo para ajudar na criação de um código próprio, gestado no STF.
Só o começo
A ofensiva ainda quer avançar com textos como os que ampliam e hipóteses de crimes de responsabilidade e suspeição de ministros.
Engavetador
Já para o primeiro semestre, a pressão deve ser em cima do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), para criar a CPI do Banco Master.
Água no chopp
Motta não tem dado sinais de urgência para andar com a CPI, solta desculpas como pedidos mais antigos que estão represados na Câmara.(Cláudio Humberto)
O prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel Brito, exonerou o servidor Valdecir Galvão do município após a retirada, sem autorização, de um cruzeiro localizado na praia da Pedra do Sal. A cruz havia sido fincada em uma pedra na década de 1970 e é considerada um símbolo histórico e religioso para a comunidade local.
De acordo com a Prefeitura, a decisão de remover o cruzeiro foi tomada de forma unilateral pelo então superintendente, sem que o assunto fosse previamente discutido ou autorizado pelo prefeito. Valdecir Galvão tentou justificar a ação alegando que estaria seguindo uma suposta orientação da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), porém não houve qualquer comunicação oficial ou alinhamento institucional com o chefe do Executivo municipal.
Em nota, o prefeito Francisco Emanuel classificou a atitude como “reprovável” e afirmou que não aceitará, em hipótese alguma, decisões dessa natureza tomadas sem o devido diálogo e autorização. O gestor ressaltou ainda a importância do respeito à fé, à crença e à religiosidade, especialmente em um país laico como o Brasil.
Valdecir Galvão -Superintendente de turismo
“O respeito às diversas crenças e religiões sempre foi e continuará sendo uma marca da nossa gestão. Atitudes isoladas e sem autorização não refletem o posicionamento da Prefeitura de Parnaíba”, afirmou o prefeito.
Francisco Emanuel também garantiu que o município adotará todas as providências necessárias para reparar o erro cometido pelo ex-servidor, reforçando o compromisso da administração municipal com o diálogo, o respeito às tradições culturais e religiosas e a responsabilidade na gestão pública.(ASCOM)
O deputado estadual Rubens Vieira participou, nessa sexta-feira (16), da programação dos tradicionais Festejos de São Sebastião no município de São João da Fronteira, onde foi recepcionado no povoado Alto Alegre pelo vereador Chico Badé, além de lideranças políticas locais e moradores da comunidade, que deram as boas-vindas ao deputado em um clima de confraternização.
Durante a visita, Rubens Vieira acompanhou momentos da programação religiosa e social dos festejos, dialogou com a população e ouviu demandas importantes da comunidade. “Fico feliz em participar desse momento tradicional e importante para essa cidade tão acolhedora”, disse o parlamentar.
Os Festejos de São Sebastião são uma das celebrações mais tradicionais de São João da Fronteira, reunindo fiéis, famílias e visitantes, e a presença do deputado foi destacada pelas lideranças locais como um gesto de atenção, respeito e parceria com o município e suas comunidades.
A deputada Gracinha Mão Santa faz política full time, ou seja, em tempo integral. Mesmo com o recesso parlamentar em que vive a Assembleia Legislativo ela não descansa. Movimenta-se. Articula-se. Não vive deitada em berço explêndido querendo justificar seu mandato com discursos vazios. Age e entrega resultados àqueles que lhe confiaram o voto e aos piauienses em geral. Esta semana foi repleta de compromissos.
Agora mesma ela comemora a aceitação e o sucesso de mais uma etapa do Programa Qualifica Piauí, uma vitoriosa parceria dela com o secretário do Trabalho, Zé Santana. Nesta segunda etapa, iniciada no último dia 12, está funcionando a segunda turma do curso de Mecânica de Motos e o tão aguardado curso de Corte e Costura. O programa representa uma grande oportunidade para quem deseja aprender uma profissão, empreender, abrir a própria oficina ou ingressar de vez no mercado da moda. Ao final dos cursos, os alunos receberão certificado com validade em todo o território nacional, ampliando as chances de inserção no mercado de trabalho A carreta do Qualifica Piauí, iniciativa do Governo do Estado, está instalada ao lado do Centro Especializado em Reabilitação (CER), no bairro São Vicente de Paula, em Parnaíba,
Senador Marcelo Castro ladeado pela deputada Gracinha Mão Santa e sua irmã Cassandra
Ela também se reuniu com vários políticos tratando de interesses do povo piauiense. Um exemplo foi o senador Marcelo Castro(MDB) que, segundo a deputada, “tem sido um parceiro que acolhe e atende nossas pautas. Com diálogo, compromisso e responsabilidade pública, avançamos em projetos que garantem mais investimentos, desenvolvimento e qualidade de vida ao nosso povo”
Deputada Gracinha com o secretário de comunicação Marcelo Nolleto
Ela também esteve com o secretário de comunicação do governo, Marcelo Nolleto, ouvindo e solicitando melhorias que atendam às reais necessidades da população. “Nosso compromisso segue firme com o crescimento”, pontuou.
Deputada Gracinha e o deputado João Mádson
Em conversa com o também deputado Joaõ Madson(MDB) ela garantiu:“Estamos diariamente na luta por avanços estruturais, sociais e econômicas para toda a Planície Litorânea. Em parceria com o governo do Estado, estamos destravando demandas antigas, planejando novos investimentos e preparando excelentes novidades para a nossa gente. O nosso compromisso é entregar resultados e qualidade de vida para quem vive e ama essa região”.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, durante entrevista à imprensa, evitou se posicionar neste momento sobre a indicação do ex-secretário de Educação Washington Bandeira para a vaga de vice na chapa majoritária do governador Rafael Fonteles.
Na declaração, Wellington Dias explicou que o processo envolve a organização das chapas proporcionais para deputado estadual e federal, além da composição das chapas majoritárias, sempre considerando o conjunto das decisões partidárias. O ministro ressaltou que o momento é de diálogo interno para definir os rumos do partido.
Foto: Lucas Dias/GP1
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social
“Bom, nós já estamos no ano da eleição. Agora, a gente começa a ter uma responsabilidade, até 6 de abril, nós temos um primeiro prazo do calendário. Quais as pessoas que estão em governos, que estão em atividades de secretário, e agora vai se afastar para ser candidato. Como é que a gente, a partir dessas definições, organiza as chapas para estadual, para federal, nossa responsabilidade com o time do povo do Piauí. E do outro lado, também, como é que a gente completa aí todas as decisões para as chapas majoritárias. Então, é diálogo. Agora é hora de diálogo para que a gente tenha realmente o melhor para o povo do Piauí”, declarou Dias.
Ainda durante a entrevista, Wellington Dias comentou que considera positivo o debate que vai além das candidaturas e inclui a participação da população nas discussões políticas. Dias afirmou que o processo deve envolver diálogo com a sociedade sobre os caminhos a serem adotados entre os anos de 2027 e 2030, conforme proposto pelo governador Rafael Fonteles
“Achei ótimo, porque muitas vezes a gente fica só candidatura, candidatura. E o povo? Então, nós temos que nos lembrar que quem decide é a sua excelência, o povo. E que tal se a gente trabalhar esse diálogo, como propôs o governador Rafael, com o povo, para os passos que a gente quer dar entre 2027 e 2030. Era [Washington Bandeira] uma pessoa que estava como secretário, se afastou e aceitou esse desafio igual lá atrás como o Chico Lucas, fez esse trabalho de coordenar com o próprio Rafael, na linha de frente, e a gente teve aí um ótimo projeto”, pontuou o ministro. (Gp1)
Geraldo Alckmin e Lula (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
De olho no espólio de Lula pós-2026, facções do PT começaram a aventar a possibilidade de uma chapa “puro sangue”, só com petista, nas eleições deste ano. O devaneio, debelado dentro do próprio partido, serviria para turbinar um nome para suceder a Lula, que não poderá ser reeleito em 2030, caso seja eleito este ano, e, ainda que perca, terá avançados 85 anos. Apesar de o assunto ser discutido com alguma reserva internamente, a história vazou e causou incômodo no PSB.
Candidatos
Os entusiastas da ideia citam os nomes de menos dois ministros: Camilo Santana (Educação) e Fernando Haddad (Fazenda).
Sem chance
Influente membro da executiva nacional petista confirmou à coluna que o PT não vive o apogeu eleitoral e a chapa puro sangue está descartada.
Vice aprovado
Geraldo Alckmin segue como favorito para repetir a dobradinha, mas o vice precisa bater o martelo se fica ou disputa majoritária em São Paulo.
Cenários
O PT deixa claro ao PSB que a preferência não é do partido, mas de Alckmin. O MDB, por exemplo, está de olho na cadeira de vice. (Cláudio Humberto)
O coordenador da bancada piauiense no Congresso Nacional, deputado federal Merlong Solano (PT), comentou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dispositivos da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 que, juntos, somam quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares. A declaração foi concedida ao PortalODia.com nesta sexta-feira (16).
Assis Fernandes/ O DIA
Merlong Solano defende veto de Lula a emendas e critica criação de “emendas extraordinárias”
Na quinta-feira (15), o presidente Lula sancionou a LOA de 2026, aprovada pelo Congresso Nacional no fim do ano passado. A norma, que estabelece as despesas públicas e estima as receitas da União ao longo do ano, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
Ao sancionar o texto, o presidente vetou dois dispositivos inseridos durante a tramitação no Congresso que, segundo o governo federal, apresentavam inconformidades legais. De acordo com o Executivo, as emendas vetadas não constavam na programação orçamentária original enviada ao Legislativo, contrariando o que prevê a Lei Complementar nº 210/2024, que disciplina a apresentação e execução das emendas parlamentares.
Em entrevista a O Dia, Merlong Solano afirmou que, apesar da possibilidade de o veto ser derrubado pelo Congresso, a decisão do presidente foi correta.
“A derrubada pode acontecer, porque a extrema-direita, quando se junta com o Centrão, tem votos suficientes para derrubar qualquer veto do presidente. Mas o Lula tem toda a razão de ter vetado. Ele não vetou emendas individuais impositivas, nem emendas de bancada, nem mesmo as emendas de comissão. O que foi vetado foram emendas extraordinárias criadas pelo relator, retirando recursos de programas prioritários”, afirmou.
Segundo o parlamentar, os recursos destinados às emendas vetadas teriam sido remanejados de áreas sensíveis do orçamento.
“Tiraram dinheiro das bolsas de pesquisa do CNPq e da Capes, do Gás do Povo, do Luz do Povo, do Seguro-Desemprego e até da Previdência Social para juntar cerca de R$ 11 bilhões e criar essas emendas extraordinárias. Por isso, o Lula está certo e terá o meu apoio. Agora, se haverá votos para manter o veto, isso é um embate que será decidido dentro do Congresso”, disse.
Merlong Solano também comentou as críticas feitas pelo deputado federal Átila Lira (PP), que tem defendido cortes de gastos por parte do governo federal. Para o parlamentar petista, esse tipo de discurso precisa ser acompanhado de propostas concretas.
“Esse tipo de crítica deveria vir acompanhada da pergunta: cortar onde? Cortar salário de servidor não pode. Cortar o custeio da máquina pública inviabiliza o funcionamento do Estado. Cortar aposentadorias, desvinculando do salário mínimo, nós somos contra. Acabar com o Bolsa Família ou reduzir o Benefício de Prestação Continuada também não aceitamos”, argumentou.
Para Merlong, o caminho para o equilíbrio fiscal passa pelo crescimento econômico.
“Não há maneira fácil de atender essa sugestão do deputado. O caminho é fazer o país crescer e no crescimento e separando o dinheiro para diminuir a dívida pública”, finalizou.
Estão previstos seis períodos entre janeiro e abril, seguindo o ciclo biológico da espécie
O defeso do caranguejo-uçá tem início neste domingo (18) no Piauí e marca um período estratégico para a preservação dos manguezais e da reprodução da espécie ao longo de 2026. A medida, definida por decreto do Governo Federal, será aplicada em todo o estado com foco na proteção ambiental e na sustentabilidade da atividade extrativista no litoral piauiense.
Durante o defeso, ficam proibidas a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização do caranguejo-uçá. Ao todo, estão previstos seis períodos entre janeiro e abril, seguindo o ciclo biológico da espécie. No Piauí, as restrições ocorrem de 18 a 23 de janeiro; de 1º a 6 de fevereiro; de 17 a 22 de fevereiro; de 3 a 8 de março; de 18 a 23 de março; e de 17 a 22 de abril de 2026, caso a temporada reprodutiva se estenda.
A proibição coincide com a chamada “andada reprodutiva”, fase em que os caranguejos deixam as tocas para o acasalamento e a liberação de ovos. Esse momento é essencial para a renovação dos estoques naturais e para a manutenção da espécie nos manguezais do estado.
Para o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Feliphe Araújo, o respeito ao defeso é fundamental para conciliar preservação ambiental e geração de renda. “Respeitar o defeso é garantir a preservação do caranguejo-uçá e a continuidade do sustento das comunidades que dependem dessa atividade, sempre de forma equilibrada e sustentável”, afirmou.
A portaria também estabelece que comerciantes e beneficiadores devem apresentar ao Ibama a Declaração de Estoque antes do início de cada período de defeso. A comercialização só será permitida, de forma excepcional, para produtos devidamente regularizados.
Segundo o gerente de Fiscalização da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Renato Nogueira, o cumprimento da norma será rigorosamente monitorado. “O desrespeito ao defeso configura crime ambiental. A fiscalização será intensificada e todo caranguejo apreendido vivo será devolvido ao seu habitat natural”, destacou.
A nova norma revoga a regulamentação anterior e entra em vigor a partir de sua publicação, reforçando o compromisso com a proteção dos manguezais e com o futuro da atividade extrativista no Piauí.
O deputado Júlio César (PSD) mostrou estar incomodado com a postura do senador Marcelo Castro (MDB) em relação a lideranças que devem votar no emedebista e em Ciro Nogueira (PP), que é da oposição à base governista. Marcelo disse achar normal que seus apoiadores votem também no senador progressita. De acordo com Júlio César, as declarações incentivam os indecisos a “passar para o outro lado”.
Júlio César, Ciro Nogueira e Marcelo Castro (Foto: Ricardo Morais/Reprodução)
“Ele acha normal, mas eu não acho. Isso que ele disse é estimular aqueles que têm dúvida a passar pro outro lado. Nosso grupo tem um sentimento de união, comandado pelo governador, o ministro Wellington e essa união é para congregar forças em torno do time que nós pertencemos”, comentou.
O parlamentar destacou que com suas lideranças a abordagem é outra: incentivo direto para o segundo voto em Marcelo Castro. Fica cada vez mais claro o desentendimento na base governista. “Tenho o maior respeito pelo senador Marcelo Castro, faz um grande trabalho e todos aqueles do nosso partido eu não estimulo que vote na oposição”.
A insatisfação veio após Marcelo afirmar: “Tem muitos casos de prefeitos que votam em mim e Júlio César, prefeitos que votam no Júlio César e no Ciro Nogueira e prefeitos que votam no Ciro Nogueira e em mim. Isso é natural, em todas as eleições acontece e nessa não será diferente. Quantas vezes fui convidado para um festejo da cidade e quando chego lá está o senador Ciro Nogueira? É natural, é da política”.
Manutenção de apoiadores
Por falar em “outro lado”, a exportação de políticos da base governista para a oposição parece mais real do que nunca, visto que o próprio PT, principal legenda do grupo, também tem endurecido o jogo para filiados que declararam voto para Ciro Nogueira. O prefeito Felipe Ribeiro que o diga.(Guilherme Freire)
A Revista Oeste, talvez a mais bolsonarista das publicações brasileiras, resolveu escrever aquilo que o bolsonarismo finge não enxergar: o PP pode sentar no colo do Lula se o candidato da direita for Flávio Bolsonaro. E não foi num dia qualquer. Foi 8 de janeiro. Data que, no universo bolsonarista, virou quase um altar — e também um trauma. A Oeste não “denuncia”. Ela admite. Como quem diz: “É feio, mas é assim que funciona.” E segue o baile.
Ciro Nogueira chamava Dilma de mãe. Atentem bem!
Ciro Nogueira já começou a soltar fumaça.
Em entrevista ao JOTA — nesta sexta-feira, que não é treze — o senador e presidente do PP mandou o recado com aquela elegância de punhal: diz que tem “boa vontade” e “simpatia” por Flávio Bolsonaro, mas emenda a pergunta que vale mais que o elogio inteiro: é candidatura pra ganhar ou só pra conservar o espólio do bolsonarismo?
Tradução simultânea
Sem legenda: o PP até abraça, mas quer saber se é casamento ou velório. A declaração foi durante uma entrevista ao site JOTA, nesta sexta-feira: “Nós temos toda a boa vontade, simpatia pela candidatura dele [Flávio Bolsonaro]. Agora eu tenho uma grande expectativa do país: essa vai ser uma candidatura para ganhar a eleição ou apenas para manter o legado do presidente Bolsonaro?”, pontua Ciro.
O PP de Ciro Nogueira não “trai”. Ele respira
Se o cenário ficar com cheiro de Lula reeleito, o PP não vai bancar viúva da direita. Vai fazer o que todo mundo em Teresina reconhece de longe: puxar conversa, sorrir, entrar pela porta da frente e dizer que é “pelo Brasil”.
Guia Teresina
Afinal…
Partido grande não é feito de convicção. É feito de sobrevivente. E sobrevivente não morre abraçado com discurso.
Flávio é candidato por herança. E isso tem um preço
Flávio acha que é o “nome natural” da direita. Natural pra quem? Ele tem sobrenome, tem tropa, tem barulho. Mas tem também o que mata a candidatura: teto baixo e cara de interino. O PP olha e entende rápido: eleição não se ganha no grito. Se ganha no voto — e voto é uma coisa que não obedece nem a pai nem a filho. Se for Lula contra Flávio, o PP faz aquela cara de quem já viu o filme… e já está procurando a saída.
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Flávio Bolsonaro não desiste da candidatura
E os bolsonaristas que acreditaram em Ciro Nogueira?
Ficam com cara de quem foi convidado para uma missa e caiu num leilão. Ciro nunca foi bolsonarista. Foi governista em potencial, sempre. A fala dele é o aviso: Flávio é pra ganhar ou pra cultuar o legado?
Tradução: se for procissão, o PP não vai. E quem achou que centrão tem fé… merece o sermão.(Portalaz)
Uma nova fase da Operação Rolezinho foi colocada em prática em Parnaíba, como parte das ações do Pacto da Ordem. A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Civil, com atuação da Superintendência de Operações Integradas (SOI), em parceria com a Polícia Militar.
O foco da operação é coibir infrações de trânsito, especialmente episódios de direção perigosa, além de conter situações que geram transtornos à tranquilidade da população. Entre as condutas investigadas estão a realização de manobras arriscadas em vias públicas e a divulgação dessas ações nas redes sociais, o que contribui para estimular práticas ilegais.
As investigações também apontaram a participação de menores, já que um dos alvos orientava um adolescente a executar a manobra conhecida como “grau”, expondo tanto pedestres quanto outros motoristas a riscos.
Durante a ofensiva policial, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, resultando no recolhimento de motocicletas e aparelhos celulares. Também foram impostas medidas cautelares, como a suspensão do direito de dirigir pelo período de 12 meses, a proibição de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação para pessoas não habilitadas e a obrigatoriedade de recolhimento domiciliar no período noturno, inclusive aos finais de semana. (Lucas Zadoque)
Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Teresina propõe restringir a oferta, comercialização, distribuição e publicidade de alimentos ultraprocessados nas escolas da rede pública municipal. A matéria é de autoria do vereador João Pereira (PT) e ainda será analisada pelas comissões técnicas da Casa antes de seguir para votação em plenário.
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Escolas de Teresina poderão ser proibidas de vender refrigerantes, energéticos e alimentos ultraprocessados
De acordo com o texto, a proposta veda, no ambiente escolar, a venda e a distribuição de refrigerantes, bebidas artificiais adoçadas, sucos artificiais, energéticos, biscoitos recheados, salgadinhos industrializados, balas, pirulitos, chocolates ultraprocessados e produtos similares. Também fica proibida a disponibilização de alimentos que contenham gorduras hidrogenadas, além de qualquer tipo de publicidade desses produtos dentro das escolas.
O projeto define como ultraprocessados os produtos industrializados elaborados majoritariamente com substâncias extraídas de alimentos ou sintetizadas em laboratório, com adição de conservantes, corantes, aromatizantes e outros aditivos, conforme o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde. Já os alimentos considerados com alto teor de açúcar, gorduras hidrogenadas ou sódio deverão seguir limites nutricionais que serão estabelecidos posteriormente em regulamento, com base em critérios do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Em contrapartida às restrições, a matéria estabelece que a alimentação escolar da rede municipal deverá priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, preparações culinárias saudáveis, com baixo teor de açúcar, gorduras saturadas e sódio, além de alimentos regionais e oriundos da agricultura familiar, seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Na justificativa, o autor do projeto afirma que a iniciativa busca promover a alimentação adequada e saudável no ambiente escolar, sem criar despesas obrigatórias ou atribuições diretas ao Poder Executivo, respeitando a autonomia administrativa e orçamentária do município. O texto prevê que a aplicação da futura lei dependerá de regulamentação por parte do Executivo municipal.
O vereador também cita dados oficiais para embasar a proposta. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos apresentam excesso de peso. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), indicam que alimentos ultraprocessados correspondem a aproximadamente 20% a 25% das calorias consumidas por crianças e adolescentes no país.
Caso o projeto seja aprovado e sancionado, o descumprimento das regras poderá resultar em sanções administrativas, como advertências e outras medidas previstas em regulamento. O texto estabelece ainda que o Poder Executivo terá prazo de até 90 dias para regulamentar a lei após a publicação. A proposta segue em tramitação na Câmara Municipal de Teresina. (O Dia)
A pré-campanha no Piauí, para os que fazem parte do atual governo, avança em ritmo acelerado, enquanto a oposição segue inerte em seu próprio labirinto. Em vez de caminhar para a unidade, o campo oposicionista multiplicou pré-candidaturas, alimentando vaidades e, em alguns casos, devaneios, sem conseguir construir um grupo e um nome capaz de enfrentar Rafael Fonteles de forma competitiva.
Rafael Fonteles e Ciro Nogueira, líderes da situação e da oposição, respectivamente
Quanto mais a oposição ensaia vários movimentos, ao mesmo tempo, menos transmite clareza ao eleitor. O resultado é um quadro de confusão interna que compromete qualquer narrativa de alternativa real de poder.
Os partidos oposicionistas estão divididos, cada um defendendo seu próprio pré-candidato, como se a eleição fosse uma disputa interna permanente. Sem convergência, sem projeto comum, sem estratégia unificada e, principalmente, sem muita empolgação nas bases.
O cenário enfraquece toda a estrutura de uma chapa que pretenda disputar, pra valer, contra toda a estrutura do bloco liderado pelo governador Rafael Fonteles. Sem um candidato sólido ao governo, fica praticamente impossível montar, inclusive, chapas fortes para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa. A eleição majoritária deixa de puxar voto e passa a empurrar para baixo toda a composição.
Ciro Nogueira, principal liderança da oposição no estado, ainda não conseguiu apresentar sequer um parceiro viável para a disputa ao Senado. A indefinição expõe o vazio de articulação e amplia a sensação de que a oposição não sabe, de fato, que rumo vai tomar.
Senador Ciro Nogueira
Sem uma chapa majoritária crível, o risco é iminente: ficar sem palanque e sem discurso. Como criticar, como propor e como conquistar corações e mentes se nem internamente há acordo sobre quem lidera, efetivamente o projeto?
Enquanto nada acontece para a oposição o governo ocupa espaços, amplia alianças e constrói presença política em todo o estado. O contraste é evidente. De um lado, método e organização. Do outro, dispersão e hesitação. Rafael entrou em rápidas férias deixando o recado que, ao retornar, vai retornar aos 224 municípios do Piauí, já em pré-campanha, certamente seguido por uma caravana de pré-candidatos a cargos proporcionais.
Rafael Fonteles, governador e pré-candidato a reeleição
Se continuar apostando na multiplicação de pré-candidaturas e na divisão interna, a oposição não apenas perderá tempo, mas se empurrará para um isolamento político difícil de reverter às vésperas da eleição. O argumento de “provocar um segundo turno” segue sendo temerário, principalmente se consideramos os resultados das últimas eleições estaduais
Em política, quem não se une a tempo, acaba assistindo ao jogo da arquibancada…e chorando derrota.(Lupa1)