Pessoa se emocionou ao anunciar pré-candidatura (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)
Desde que o deputado estadual Dr. Pessoa (Solidariedade) deixou claro que se lançaria pré-candidato a governador do Piauí na oposição ao atual governo, começaram a circular montagens de vídeos onde zombam da sua dificuldade de oratória. Um dos vídeos foi, inclusive, retirado de uma entrevista que ele concedeu há alguns meses. Na fala, ele trocou palavras e não conseguiu se expressar como gostaria.
Ao anunciar oficialmente sua pré-candidatura nesta segunda-feira (23), Pessoa reconheceu a limitação de oratória, mas lembrou a infância difícil e as dificuldades que enfrentou ao longo da vida. Nascido no interior, aprendeu a ler já adolescente e conseguiu se formar em medicina. Como pré-candidato ao governo, disse estar preparado para as zombarias na campanha e lembrou que o mais importante ele saber fazer: cuidar de gente.
DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS
Muitos dos que debocham de Dr. Pessoa são os mesmos que defendem a senadora Regina Sousa (PT) dos ataques preconceituosos que ela enfrenta. A senadora petista, de fato, é vítima de críticas que fogem à sua atuação política e estão certos aqueles que a defendem de zombarias motivadas pelo seu jeito simples, pela sua oratória ou por sua forma de se vestir.
No entanto, se defendem Regina, não podem usar da mesma arma para zombar de Dr. Pessoa. Quem estiver preocupado com a candidatura dele, claramente dotada de apelo popular, que o confronte de outra forma, mas não fazendo piada do jeito que ele se expressa. De todo modo, se não o quiserem por esse motivo, se manifestem nas urnas.
Em política, as coisas não acontecem por mera coincidência. Os vídeos de Dr. Pessoa “trocando as palavras” circularem com tanta intensidade nos dois dias que antecederam o anúncio da sua candidatura, obviamente foi algo planejado. Zombam do jeito de Dr. Pessoa, mas defendem Regina. É o famoso dois pesos e duas medidas. (Gustavo Almeida – Política Dinâmica)






Tem até um boteco tipo pé sujo, o Bar Água na Boca. Som tipo Reginaldo Rossi e Adelino Nascimento, a todo pano e aquela rapaziada lá dentro e na porta com cara de quem passou a noite virando bicho. Ao lado de uma funerária, Funerária Reviver. Calcule só. Funerária com nome de reviver. Andando um pouco mais, acabei dando de cara com uma loja do Paraíba. Por que todo lugar tem que ter uma loja do Paraíba?

Tive necessidade de comprar um par de pilhas pra minha câmera fotográfica. No supermercado, pequeno e cheio de toda sorte de tranqueiras, a moça do caixa tinha no ombro um papagaio que falava. Mas foi na Praça José Rodrigues da Penha, o Zeca Penha, que deve ter sido alguém muito importante, inaugurada no dia de Natal de 1999 pelo prefeito Josemar Oliveira Vieira, que encontrei e guardo uma das melhores impressões de minha viagem, um cachorro vigiando São Sebastião, que está amarrado e quase nu dentro de uma caixa de vidro.* Pádua Marques é jornalista e escritor. Fotos do autor. 





























