Foi detectado pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí que naquele ano, o governo Wellington Dias alterou o orçamento da SECULT, passando da sua dotação inicial de R$ 35,9 milhões para R$ 59,6 milhões ao final do ano de 2016.
W.DIAS PERMITIU MAIS R$ 17,9 MILHÕES PRA FESTAS – De todas as suplementações, a que mais chamou a atenção dos técnicos do TCE foi a destinação de recursos das emendas dos deputados estaduais para shows e eventos, que recebeu um acréscimo de R$ 17.918.040,00 (quase R$ 18 milhões). Esses números são apenas dentro da Secretaria Estadual de Cultura. Os deputados estaduais também gostam de patrocinar shows pelo interior usando a Secretaria Estadual de Turismo, comandada pelo deputado Flávio Nogueira Júnior (PDT).
GOVERNO WD TIROU DINHEIRO DA SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA – É difícil de acreditar, mas até dinheiro da saúde, segurança e da educação pode ter ido parar em muitas festas e shows patrocinados por políticos, em pleno ano eleitoral. Foram R$ 2,93 milhões. Pelo menos é o que consta em um relatório do TCE-PI sobre as contas da SECULT no ano de 2016, conforme trecho a seguir:
“Questiona-se a anulação de dotações orçamentárias em órgãos que executam funções essenciais na administração pública, como a Secretaria da Saúde (R$ 1.335.957,00), Secretaria da Educação (R$ 190.000,00), Fundo de Desenvolvimento para a Educação Básica (R$ 1.093.228,00), Secretaria da Segurança Pública (R$ 320.000,00) para fonte de emendas parlamentares com o intuito exclusivo de realização de festas e shows em redutos eleitorais de parlamentares”, diz um trecho do primeiro relatório do TCE sobre as contas da SECULT no ano de 2016.
As contas ainda estão sob análise e serão julgadas ainda este ano. Até o momento, o secretário Fábio Novo e outros responsáveis citados apresentaram suas defesas para contestar o primeiro relatório da auditoria. A auditoria do TCE vai se pronunciar sobre as defesas apresentadas e, posteriormente, o Ministério Público de Contas também vai se manifestar.
Porém, não custa nada lembrar aos gestores que dinheiro do Fundeb é de competência federal, podendo ser monitorado e fiscalizado pela CGU, TCU, MPF e Polícia Federal.
FÁBIO NOVO DIZ QUE NÃO TEM CULPA NAS ANULAÇÕES – Em sua defesa, o secretário Fábio Novo garante que não tem controle sobre a destinação das emendas para festas e shows, já que são emendas impositivas, ou seja, os deputados estaduais escolhem o destino e o governo é obrigado a liberar.
Sobre as anulações de quase R$ 3 milhões em áreas essenciais, Fábio Novo também disse ao TCE que não tem poder sobre os atos e que tudo seria conduzido pela Secretaria Estadual de Planejamento (SECRETÁRIO ANTÔNIO NETO).
CONFIRA A DEFESA DE FÁBIO NOVO SOBRE A QUESTÃO:
“Mencionada irregularidade não pode ser atribuída ao gestor da SECULT, tendo em vista
( Fonte:Código do Poder)


















