Governo também espalha ‘fake news’ sobre coronavírus

O Governo do Piauí informou, ontem, que autorizou a Secretaria de Segurança a investigar as pessoas que distribuem fake news pelas redes sociais sobre o coronavírus (Covid-19), dando conta que o Estado tem casos confirmados da doença.

Secretaria de Saúde reúne-se com diretores de hospitais particulares

De acordo com o governador Wellington Dias, a situação é muito séria e envolve profissionais das mais diferentes áreas, tendo também um impacto econômico.

“É uma situação em que precisamos lidar, principalmente, com a verdade. E a verdade, no momento, é que nos exames já realizados no Piauí não se confirma nenhum caso”, reagiu.

O governador aproveitou para chamar a atenção para que a população evite reproduzir fake news e reafirmou que todos os protocolos do Ministério da Saúde estão sendo cumpridos no Piauí.

A rede de UTI’s

Muito bem! É correta a atitude do governador em relação às fake news. Elas são altamente prejudiciais, sobretudo neste momento de crise, pois espalham boatos e contribuem para criar um clima de pânico na população.

Acontece, porém, que o próprio Governo do Piauí é o primeiro a espalhar notícias falsas sobre o Covid-19, quando anuncia que vai alugar leitos nos hospitais privados para tratar os doentes que venham a ser infectados pelo vírus.

Toda a rede hospitalar do Piauí conta com 422 leitos de UTI. Desse total, 215 são de hospitais privados e 192 dos hospitais estaduais. Os outros 15 são do Hospital Universitário.

Outra coisa: a maioria desses leitos de UTI se concentra em Teresina e em alguns municípios do Norte do Estado. 

Para o lado do Sul do Piauí, apenas o Hospital Regional de Floriano conta com esse tipo de leito. E eles estão todos ocupados com pacientes internados com outras doenças.

De Jerumenha a Cristalândia, uma distância de 600 quilômetros – a mesma de Teresina a Fortaleza – não há um só leito de UTI. Nos municípios da região moram aproximadamente 300 mil pessoas.

Falta leito em todo lugar

A falta de leito nas Unidades de Terapia Intensiva não é uma situação particular do Piauí. No Brasil inteiro o quadro é este: falta leito nas UTI’s há muito tempo.

Só que a situação do Piauí é mais grave. O jornal Folha de S. Paulo mostrou que o Piauí tem uma taxa de 0,56 leito por 10 mil habitantes, a mais baixa do país.

A proporção recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de pelo menos 1 leito para cada 10 mil habitantes.(Informações de Zózimo Tavares)

Dois Territórios de Desenvolvimento, 40% do Piauí, não têm UTI

Por:Fenelon Rocha

Dois Territórios de Desenvolvimento que correspondem a quase 40% do território do Estado do Piauí têm uma dificuldade especial para enfrentar o coronavírus: a completa ausência de UTIs. Esses dois territórios, o da Chapada das Mangabeiras e do Tabuleiro do Alto Parnaíba, somam uma área de mais de 91.000 km2 e uma população próxima de 300 mil pessoas distribuída em 36 municípios. Prefeitos da região se preocupam com a situação, já que além da ausência de UTI, se deparam com a falta de equipamentos e treinamento de pessoal.

O Território da Chapada das Mangabeiras tem 24 municípios, onde Bom Jesus e Corrente são as cidades de referência. No caso do Tabuleiro do Alto Parnaíba, são outros 12 municípios, com Uruçuí como principal referência. “Há uma preocupação grande dos prefeitos nessa situação da pandemia do coronavírus. As condições disponíveis estão longe de ser adequadas”, diz o prefeito de Bom Jesus, Marcos Elvas.

O prefeito dá um exemplo: Bom Jesus recebeu dois kits para exame. “Se tivermos quatro suspeitos, já não teremos como atender a todos”, afirma. Ele cobra ainda a qualificação de pessoal especificamente para essa situação que ele vê como de extrema urgência. Os dois territórios cobrem toda a parte sul do Estado, a partir da linha dos municípios de Guadalupe, Jerumenha (ambos no Alto Parnaíba) e Elizeu Martins (a cidade mais a norte no território da Chapada das Mangabeiras).

A UTI mais próxima é a de Floriano: são 10 unidades de terapia intensiva. Mas, conforme Marcos Elvas, estão sempre lotadas mesmo não havendo situação de emergênci

Opinião:”Governo ameaça professores, mas a greve continua”

Por:José Olímpio

Os professores piauienses, reunidos ontem (2) em Assembleia Geral, decidiram pela continuidade do movimento grevista iniciado no dia 10 de fevereiro e por um acampamento em frente ao Palácio de Karnak, a partir de amanhã (4).

Wellington ameaça os professores, mas a greve continua

Em resposta, a Secretaria de Educação do Estado divulgou uma nota que contribuiu para acirrar ainda mais os ânimos, ao reafirmar que o governo já paga mais que o piso nacional aos professores piauienses, o que não é verdade, repita-se.

O teor da nota, que publicamos abaixo, é uma recusa ao diálogo. Na verdade, faz dois anos que os educadores piauienses não sabem o que é aumento de salário.

Em 2019, os mestres ficaram sem o reajuste de 4,17%. Como prêmio de consolação, a categoria foi contemplada com um auxílio-alimentação que este ano recebeu o fabuloso aumento de R$ 5. Isso mesmo: cinco reais.

Agora, em 2020, o reajuste nacional foi de 12, 84%, mas Sua Excelência, utilizando o argumento de sempre, diz que o Piauí está no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal e não pode conceder o aumento reclamado.

Divulga, por meio da imprensa oficiosa, que paga o piso de R$ 3.167,00, mas não explica que consegue essa proeza somando todas as gratificações ao salário base, o que não é permitido pela lei do piso.

Os professores, por sua vez, exigem o pagamento do reajuste de 2019 e o deste ano que, somados, chegam a 17,04%, mas o governo mandou para a Assembleia Legislativa uma mensagem concedendo apenas 4,17% e acusa as lideranças do movimento de intolerância, ameaçando cortar o ponto dos grevistas.

As contradições do governo o levam ao descrédito. Quando acossado pela oposição que denuncia o descalabro das contas públicas, Wellington Dias diz que as finanças do Estado estão equilibradas e, para justificar os recorrentes empréstimos, garante que o Piauí tem capacidade de endividamento muito grande ainda.

Mas, quando o funcionalismo público reivindica a correção de seus salários, a choradeira é grande. O Estado nunca sai do limite prudencial da LRF. Não há como conceder aumento. Só falta admitir a quebradeira denunciada pela oposição.

No entanto, não falta boa vontade a Sua Excelência na hora liberar polpudas verbas para os nobres deputados estaduais. As chamadas emendas impositivas totalizam R$ 50 milhões no orçamento de 2020, cabendo a cada parlamentar a importância de 1 milhão e 600 mil, para que gastem como lhes convier.

Os defensores do governo se apressarão em dizer que as emendas são impositivas. Tudo bem, mas o que impede Sua Excelência, em meio a tantas dificuldades que o seu governo enfrenta, de propor aos nobres deputados a suspensão temporária da gastança dos recursos públicos?

Com essa e outras medidas de austeridade, o governo faria uma boa economia. Basta um melhor controle sobre as mordomias, despesas com viagens infrutíferas pelo mundo afora e uma lupa para acompanhar o setor de compras do governo.

Lamentavelmente, os outrora defensores dos trabalhadores, especialmente os senhores Wellington Dias e João de Deus, que tantas greves lideraram no Piauí cobrando melhores salários e condições de trabalho, hoje utilizam os mesmos argumentos dos inimigos da educação para humilhar o magistério e negar os seus direitos. Até mesmo o direito de greve.

Não se faz educação de qualidade sem valorizar os professores e sem prédios escolares decentes e equipados. O governo petista comete o mesmo erro de seus antecessores, maltratando os educadores e descuidando da manutenção das escolas públicas, de modo que a educação piauiense só anda bem na retórica oficial e na mídia oficiosa.

Ó tempora, Ó mores! (Diário do Piauí)

Não se respeita autoridade: “Pare de demagogia, cabra safado!”

DEU NO PORTAL AZ:

“Retrato” das viaturas da PM no Estado do Piauí: empurradas por falta de gasolina

O mundo endoidou?

Já não mais se respeita nem autoridade. Em postagem rebatendo anúncio do governador Wellington Dias, de envio de policiais do Piauí para o Ceará, ao mostrar que aqui nem as viaturas tem gasolina, o humorista Bob Nunes, em seu perfil, não economizou na agressão:

“Pare de demagogia, cabra safado, crie vergonha nessa fuça”.

Porto das Barcas

Mais um espaço público do Patrimônio Estadual deve ser colocado para privatização. Agora é a vez do Porto das Barcas, cuja obra de restauração vem se arrastando, como tem sido regra em ações similares no governo do Piauí. (Portalaz)

A doença da correria

Por: Carlos Henrique Araujo(*)

No entendimento popular, é comum as pessoas dividir o nosso tempo de vida em três fases: passado, presente e futuro. Aparentemente está certo, mas na verdade só existe uma – o presente, pois o futuro ainda vai chegar (ou não) e o passado já passou. Só o presente é real. Ele é o fruto de nosso livre arbítrio.

Somos o que desejamos ser e conseguimos aquilo em que acreditamos, basta pensar, sentir, acreditar e lutar por nosso objetivo.

A vida é uma só. É esta que estamos vivendo agora. Poderão existir outras, mas só se vive uma de cada vez. A única certeza absoluta que temos é do final desta vida. Mais cedo ou mais tarde todos nós iremos morrer.

O termo “Qualidade de vida”, em moda hoje, é utilizado por vários movimentos e correntes de idéias espalhados pelo mundo afora, como: a Simplicidade voluntária, a Sociedade para a Desaceleração do Tempo, Pegue seu Tempo de Volta, Círculos da Simplicidade, Física Quântica, Programação Neuro-linguística e Constelação Familiar, etc.

Em todos esses movimentos, a pressa, o estresse, o excesso de trabalho, a ganância, a disputa para ser o maior, o melhor e o mais rico, estão dando lugar a ações voltadas para o cuidado com o corpo, com o espírito, com o próximo, com o meio ambiente, com o planeta, com a vida, com a felicidade e com a paz mundial.

Pelos quatro cantos do planeta, esses movimentos pregam a desaceleração da vida moderna e apontam alternativas para quem quer trabalhar fazendo o que gosta, viver a vida sem pressa, ajudar ao próximo, cuidar do planeta, enfim fazer o bem aos outros e conseqüentemente a si próprio.

A velocidade, símbolo do desenvolvimento tecnológico, da produção e do consumo, cada vez mais vorazes, criou uma necessidade de “urgência” que poucos conseguem administrar. O resultado é um novo mal “mal do século”, símbolo do nosso tempo.

É, segundo o médico americano Larry Dossey, a Doença da Correria ou Síndrome do Pensamento Acelerado, uma resposta ao fato do nosso relógio interno ter virado um relógio de pulso despertador.

Mas nem tudo está perdido, há muita gente pensando diferente. Em todo o mundo, grupos mais ou menos organizados vêm criando maneira de diminuir o ritmo, de abrir mais espaço para o lazer, para os prazeres sadios e para a família, através de iniciativas que privilegiam o bem-estar, a convivência amorosa e harmônica, a simplicidade, a tradição local, o resgate da história e da hospitalidade das pessoas.

Este é o começo de uma revolução cultural, uma mudança radical na forma como vemos e vivemos o nosso tempo, e como lidamos com a velocidade da modernidade e a pressa cotidiana.

Significa colocar qualidade antes de quantidade. “É uma espécie de “filosofia do devagar, onde se percebe que nem sempre a rapidez é a melhor maneira de fazer as coisas”, disse a Galileu Carl Honoré, autor do livro “Devagar”, já lançado no Brasil.

O “devagar” leva as pessoas a entenderem que há outros metabolismos, ritmos e experiências significativas, privilegiando o Ser sobre o Ter e dando mais importância às culturas pessoal e espiritual.

Carlos Henriques de Araújo
Escritor – Membro da UBE-PI

A Gratidão

 

Por: Carlos Henrique Araújo

O sucesso não é ser feliz, é ser grato. Grato por tudo de bom que nos acontece, por tudo que conseguimos, enfim, por tudo que temos: Nossa vida, nossa saúde, nossa família, nossos parentes, nossos amigos, nossa casa, nosso emprego, nossa empresa, nossos empregados e a todos com quem convivemos e nos ajudam ou prestam-nos serviços.
A felicidade vem como consequência. Não há ninguém no mundo que não tenha algo para ser grato. Pode ser por um “bom dia” que recebemos, um livro que ganhamos, um presente de natal ou aniversário, uma viagem que fizemos, um pôr do sol ou uma estrela no céu que curtimos, uma flor que encontramos num jardim, uma música que ouvimos, um banho que tomamos, a brisa fresca de uma noite de lua que sentimos, o canto de um pássaro que ouvimos, até o ar que respiramos.
Tudo que possuímos, fazemos, sentimos e curtimos é uma dádiva divina portanto devemos ser grato, primeiro a Deus, depois a quem nos proporciona e compartilha.
Nada nos faz tanto bem quanto o agradecimento manifestado explicitamente. Devemos dizer para nós mesmos o quanto somos e estamos felizes, diariamente, desde quando acordamos até a hora que vamos dormir.
E para as pessoas mais próximas que gostamos, como pais, filhos, companheiros e amigos, além do sentimento de amor que sentimos, temos que demonstrar com palavras, abraços e atitudes.
Ajudar, ser solidário, fazer o bem aos outros deixa-nos mais felizes, além de formar uma corrente do bem que se propaga entre as pessoas, mas sempre sem esperar retorno imediato pois, fazer o bem é como plantar uma árvore, o fruto só vem depois.
Sejamos grato por tudo de bom que nos aconteceu, que nos acontece e que nos acontecerá. Não devemos reclamar por algo de errado ou ruim que nos acontecer. Nada nos acontece por acaso, é importante ficarmos atentos para descobrir o motivo e evitá-lo para que não se repita.
Vamos ser felizes com o que temos e almejar sempre o melhor mas sem esquecer que a vida passa rápido. Vamos viver o presente todos os dias sem deixar nada para depois, pois podemos não estar lá para curtir e se tivermos pode ser que não tenhamos mais a mesma vontade e disposição.
Façamos o melhor para nós e para os outros aqui e agora. Vamos ser grato por tudo e a todos, vamos nos amar e amar os outros. A recompensa sentimos no dia a dia em forma de felicidade.
Sejamos alegres, amáveis, educados, prestativos e bondosos. Deixemos que o espírito nos oriente nas nossas atitudes, ações e decisões. E sejamos felizes.

by CHA. (Esta crônica sairá no meu próximo livro)

TSE nega pedido de criação do Partido Nacional Corinthiano

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou nesta quinta-feira (20) mais um pedido de criação do Partido Nacional Corinthiano (PNC). A decisão foi unânime.

Era a segunda tentativa de criar o partido (Foto: Reprodução/Montagem/PD)

Os ministros entenderam que a agremiação não cumpriu os requisitos legais para o registro. A regra atual determina que as siglas que desejam o registro no TSE têm dois anos para conseguir as 490 mil assinaturas.

O PNC não conseguiu reunir os apoiamentos necessários e pedia que fossem consideradas válidas as assinaturas coletadas fora desse intervalo de tempo. Se tivesse conseguido o registro, o PNC seria a 34ª legenda política do Brasil.

Os ministros acompanharam o voto do relator do caso, Luis Felipe Salomão, que avaliou não haver o apoio mínimo necessário para o registro.

Em seu voto, Salomão argumentou que o prazo de dois anos para a coleta de assinaturas é um “mecanismo que traduz o fortalecimento do sistema democrático impedindo o advento de legendas sem o efetivo e contemporâneo respaldo popular”.

É o segundo pedido de criação do PNC negado pelo TSE. A sigla tenta obter o registro nacional desde 2015 e naquele mesmo ano teve o requerimento rejeitado pelo tribunal por não apresentar a documentação necessária.

No processo específico desta quinta, se discutia a validade das assinaturas de apoio à criação do partido. (política Dinâmica)

Opinião:”Governante perdulário”

Não há dúvida de que o Brasil ainda enfrenta dificuldades para equilibrar suas contas e que a crise econômica atingiu também estados e municípios, fazendo-se sentir em todos os setores da administração pública. Isto é verdade. Mas, é verdade também que muitos governantes gastam perdulariamente os recursos públicos e colocam a culpa na crise econômica, quando na verdade são eles os principais responsáveis pela situação de penúria de estados e municípios.

O governador do Piauí, Wellington Dias, participa de debate sobre energia eólica no país, durante a 6ª edição do Brazil Windpower (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Por:José  Olímpio

Não se governa sem planejamento, sem definição de prioridades e sem austeridade na aplicação dos recursos, especialmente em tempos de crise. Se o governo não pode dar pão e circo, que se abstenha de torrar o dinheiro público patrocinando festivais, festas carnavalescas, contratações de bandas de fora a preços superfaturados e em obras e serviços de interesse duvidoso.

No caso do Piauí, o governador Wellington Dias (PT) é um exemplo de gestor que gasta muito e gasta mal em tempos de crise. E quer que o povo creia que o descontrole das contas públicas decorre dos gastos com servidores efetivos, o que não é verdade. Se não contrata os candidatos aprovados em concursos passados, como no caso do concurso da Polícia Civil, e não atende as reivindicações salariais dos servidores públicos, como explicar o aumento significativo da folha de pessoal?

Só há uma explicação plausível. As repartições públicas estão cheias de comissionados e prestadores de serviço apadrinhados por políticos do PT e aliados, cuja única contribuição, na maioria dos casos, é o inchaço da folha de pagamento.

Tem gente que não sabe nem onde fica a repartição onde é lotado. É por essas e outras mazelas que o governo não tem recursos para atender as justas reivindicações dos servidores públicos. A farta distribuição de contracheques graciosos a chefes e chefetes políticos do interior. O empreguismo desenfreado.

Somados a isso, as mordomias, locações de carros de luxo, viagens desnecessárias, até internacionais, às expensas do Erário, a farra com as tais emendas parlamentes, os gastos fabulosos com propaganda e aliciamento de lideranças políticas, são o ralo por onde escoa o dinheiro público.

Há que se lembrar também os casos de corrupção, como o da contratação de transporte escolar, este já em apuração pela Policia Federal, e o desvio de recursos oriundos de empréstimos destinados a obras de infraestrutura, saneamento básico e recuperação da malha rodoviária do Estado, cuja prestação de contas não foi feita.

Os reflexos da gestão temerária dos recursos públicos não poderiam ser outro senão o desequilíbrio fiscal, o endividamento e a quebradeira do Estado, que não conta com recursos para investimentos nem para manter os serviços públicos funcionando a contento. Mas, quando a minúscula oposição denuncia na Alepi os desmandos de sua administração, Wellington Dias comparece à mídia oficiosa para dizer que as finanças públicas estão sob controle, que as contas estão em dia e que a economia estadual cresce em ritmo chinês.

A verdade, porém, é outra. O Piauí está mais quebrado que arroz de terceira em razão dos desmandos da gestão petista. Em razão disso, Sua Excelência tem se contentado em inaugurar calçamento em cidades do interior e operação tapa-buraco nas rodovias estaduais. Essas são as grandes obras do governo petista.

Obras paradas passam de 14 mil

O Brasil tem 14 mil obras públicas paradas. O levantamento foi divulgado pelo Comitê Executivo Nacional para Apoio a Solução das Obras Paralisadas.

A ferrovia Transnordestina é uma das obras paralisadas

O Comitê é formado por representes do Executivo e do Judiciário, além dos órgãos de controle externo, como o Tribunal de Contas da União, e a Transparência Brasil.

Essas obras já custaram aos cofres públicos aproximadamente R$ 200 bilhões, de acordo com informações do TCU. Dinheiro jogado fora, naturalmente, pois elas não estão servindo para nada.

Os principais motivos da paralisação, apontados pelo Comitê: técnicos, erros de projeto e abandono das obras pelas empresas.

Apenas 6 por cento delas tiveram causas relacionadas com a Justiça ou com órgãos de controle.

No Nordeste, o Maranhão lidera o ranking das obras paradas. É seguido por quem? Exatamente pelo Piauí.

Retomada

A ideia do governo federal é retomar e concluir essas obras, espalhadas por todo o país. São creches, escolas, unidades básicas de saúde e obras estruturantes.

Para tanto, foi lançado o “Destrava Brasil” – que é o Programa de Retomada das Obras.

Para isso, um comitê com integrantes dos governos federal e estaduais deve ser montado para analisar a situação das obras, como a fase em que estão paradas, e encontrar soluções. A experiência começa por Goiás, onde o programa foi lançado.

Inicialmente, o foco do programa será o resgate das obras de creches e escolas básicas de ensino.

As informações sobre a retomada dessas obras ainda são vagas, o que indica que elas ainda continuarão paralisadas por muito tempo.(Zózimo Tavares)

Opinião: “E o ano letivo não começa”

Por:Zózimo Tavares

Somente ontem chegou à Assembleia Legislativa o projeto de correção do piso do magistério. Em greve, os professores chegaram antes e solicitaram uma audiência pública para discussão do projeto.

O reajuste encaminhado pelo governador Wellington Dias deixará o piso estadual em R$ 3.167,00, segundo o secretário de Governo, Osmar Júnior.

As lideranças do magistério não aceitam a proposta. Querem a correção de 12,84%, com vigência a partir de janeiro, como manda a lei.

O governo alega que tem impedimentos legais para dar o reajuste nesse percentual. É que o Piauí está no limite prudencial da Lei da Reponsabilidade Fiscal (LRF).

Pela previsão do governo, o Estado só deve sair desta situação a partir de maio.

O impasse está criado. Os professores decidiram decretar greve geral por tempo indeterminado.

Na greve de 2018, a rede estadual perdeu 60 mil alunos para escolas municipais e particulares. Com a redução nas matrículas, o Estado perdeu R$ 90 milhões para a educação este ano.

Esta queda de receita é, segundo o governo, um dos motivos que impedem o Piauí de sair, agora, do limite prudencial da LRF.

Nessa sucessão de perdas, o quadro, então, é este: o Piauí ainda não conseguiu abrir o ano letivo de 2020 e os alunos estão perdendo aula.

Súmula

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, garantiu aos líderes do magistério que haverá audiência pública nas Comissões Técnicas para discutir o reajuste do piso do professor. Sobre a aprovação ou não da proposta, em plenário, observou:

– A Assembleia nunca rejeitou aumento.

Opinião:”Transcerrado, uma estrada que ficou pelo caminho”

Por: Zózimo Tavares

Em 28 de março de 2014, já se preparando para deixar o cargo, o governador Wilson Martins inaugurou o primeiro trecho da rodovia Transcerrados, que tem 330 quilômetros de extensão, passando por 25 municípios.

A “Estrada da Soja”, como também é chamada, vai do município de Sebastião Leão, nas proximidades de Uruçuí, até Bom Jesus.

Com 25 quilômetros, o trecho inaugurado em 2014 faz parte do entroncamento entre a PI 397 e a PI 247 (Transcerrados).

A inauguração foi recebida com festa pelos produtores, pois a rodovia é considerada a principal via de escoamento da produção de grãos do Cerrado piauiense. Mas sempre prometida e esquecida.

O investimento nos primeiros 25 quilômetros da Transcerrados foi de R$25.264.362.

Outros 25 quilômetros estavam em fase de pavimentação asfáltica.

O governador destacava, na época, que estavam assegurados os recursos para a conclusão da primeira etapa da obra, de 117 quilômetros, com um investimento total de R$116 milhões.

Seis anos depois, a construção da estrada pouco andou e hoje ela conta com apenas 96 quilômetros pavimentados. Assim, na época das chuvas, a estrada vira um atoleiro de 200 quilômetros.

Foto:Divulgação/Cccom

Wilson Martins entrega o primeiro trecho da Transcerrado, em 2014.

PPP, nova perspectiva

Sem recursos para tocar a obra, o Governo do Piauí partiu para uma Parceria Público-Privada (PPP).  O processo está em fase adiantada e deve ficar concluído até o final deste semestre.

Através da PPP, o governo fará a concessão da estrada por 30 anos para a iniciativa privada concluí-la e se encarregar de sua manutenção, cobrando pedágio para isso.

A empresa que vencer a licitação terá que investir mais de R$ 200 milhões para concluir a rodovia, no prazo de um ano.

Se a produção agrícola estadual bate um recorde atrás do outro, apesar das precárias condições de escoamento da safra, com a estrada, o Piauí será outro.

Os cerrados piauienses terão maior competitividade e elevarão imediatamente o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.

Crônica: Carnaval- a Festa do povo

Por:Carlos Henrique Araújo

Ninguém sabe, exatamente, como e quando surgiu o carnaval. Os estudiosos e pesquisadores, cada um ao seu modo, têm uma definição. Uns acham que o carnaval teve sua origem nas antigas celebrações da humanidade, como as festas gregas e egípcias que homenageavam a deusa Isis e o renascer da natureza com a chegada da primavera. Outros defendem que as festas de carnaval estão associadas a fenômenos astronômicos e a ciclos naturais.

Segundo a Vikiquote, “o carnaval é um período anual de festas profanas, originadas na antiguidade e recuperadas pelo cristianismo, que começava no dia de Reis (Epifania) e acabava na Quarta-feira de cinzas, às vésperas da Quaresma. Constituía-se de festejos populares provenientes de ritos e costumes pagãos e se caracterizava pela liberdade de expressão e movimento”.

O carnaval talvez seja a única festa universal, depois do reveillon. Ela se caracteriza por bailes, festas, desfiles e corsos transformados em divertimentos públicos e manifestações populares de liberdade.

No Brasil, o carnaval deve ter começado por volta do ano de 1723, de lá cara cá sofreu influência do carnaval de vários lugares: dos portugueses das ilhas de Açores, Cabo Verde e Madeira, que o chamavam de Entrudo, vieram o corso e o mela-mela; depois chegaram, vindo da França, as batalhas de confetes e de serpentinas, o uso de máscaras e as fantasias, entre elas a do Pierrô, da Colombina e do Alecrim.
Mas, graças à imaginação do brasileiro, nosso carnaval criou um estilo próprio que o tornou mundialmente conhecido e visitado por turista do mundo inteiro.

O Carnaval é, sem dúvida, a maior festa popular do Brasil. É festejado durante os quatro dias que precedem a quarta-feira de cinzas. Embora em cada estado exista um carnaval fora destes dias, que começou na Bahia quando os baianos começaram a brincar também na quinta-feira da terceira semana da Quaresma, dando o nome para esta festa de Micareta, que deu origem a várias outras nos estados do Nordeste, todas com característica baiana: axé music, abadás, pipocas e a presença indispensável dos Trios Elétricos.

Realizadas no decorrer do ano elas começam em Fortaleza com o Fortal; em Natal, com Carnatal; em João Pessoa, com a Micaroa; em Campina Grande, com a Micarande; em Maceió, com o Carnaval Fest; em Caruaru, com o Micarú; em Recife, com o Recifolia, e em Teresina, a Micarina.

O carnaval no Brasil, ao longo do tempo, tem sofrido uma metamorfose, os mais velhos que o digam. O espírito do carnaval, sem querer fazer trocadilho, parece que baixou noutro terreiro. Já foi o tempo que o carnaval era somente folia, prazer, alegria, descontração e principalmente uma brincadeira. Era costume dizer: vou brincar o carnaval.

Segundo a escritora Betty Milan, autora do livro Os bastidores do Carnaval: “o carnaval faz parte da cultura do brincar que, por sua vez, faz parte de uma cultura do riso datada da Renascença, a chamada cultura rabelaisiana ou da praça popular”. Mais na frente, ela conclui: “a cultura macunaimica e antropofágica do brincar, de tão nacional, não precisa ser contrária ao estrangeiro, não é nacionalista porque ela é indiscutivelmente universal”.

Rachel de Queiroz expressa, com maestria, o espírito “do brincar” numa de suas crônicas: “Os pequenos blocos de foliões, de cara pintada, batendo os seus ganzás pelas ruas da cidade… Em geral esses grupos eram formados por habitantes de um quarteirão ou pouco mais, conhecidos de sempre, e que a folia carnavalesca, umas garrafas de cerveja e uns vidros de lança-perfume, davam animação suficiente para que, desinibidos enfrentassem a rua, os passantes curiosos e até outros grupos rivais.”

A verdade é que o carnaval mudou, opinião corroborada pela escritora Lygia Fagundes Telles “Ligo a televisão. Plumas, pedrarias, dourados – é o desfile do carnaval milionário. Os holofotes estão tontos, tonto o cinegrafista porque os apelos são excessivos, tudo é importante …”. Focalizar o passista, não perder a mulata que já vem vindo quase nua, tem que mostrar a fantasia de estrela, os Lamês e lantejoulas, os seios, o ventre, o traseiro, tudo. “Foca na Prochasca” dizia o reporter…

Para o cantor e compositor Paulinho da Viola “O Carnaval mudou, os desfiles privilegiam o espetáculo visual em detrimento do samba, do ritmo e do povo cantando”.

É uma pena não termos mais uma Chiquinha Gonzaga para criar músicas para carnaval. Chega de competição! “Abram alas” para a alegria, para brincadeira e fechem as portas dos cofres da tesouraria dos empresário da Sapucaí.

by CHA

Endividado, governo W. Dias quer aplicar ‘sossega leão’ em prefeitos

Por:Zózimo Tavares

A Associação Piauiense de Municípios (APPM) discutirá hoje, a partir das 9 horas, a proposta da Secretaria Estadual de Saúde de pagar, em parcelas, os recursos atrasados do Cofinanciamento na Saúde e dos Hospitais de Pequeno Porte (HPP).

A dívida do Governo do Estado com os municípios vem se acumulando mês a mês e já chega a R$ 140 milhões, em dados de setembro do ano passado.

A Secretaria de Saúde explicou, em nota, que o pagamento do débito será feito em 25 parcelas, sendo a primeira correspondente a 10% do valor total. As demais seriam mensais, correspondentes a 1/24 avos do valor restante

O detalhe é que na proposta também consta a suspensão dessa modalidade de financiamento durante um período para que seja estudada uma forma mais adequada de se fazer o cofinanciamento da atenção básica e também dos hospitais de pequeno porte.

Os prefeitos estão escaldados com a proposta apresentada pelo governo, pois o Estado já fez vários acordos para pagar essa dívida e não cumpriu.

Acordos quebrados

No ano passado, o Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde informou que os repasses da saúde estavam atrasados há vários meses para os 94 Hospitais de Pequeno Porte (HPP).

O Cosems informou que houve gestões junto à Secretaria de Saúde, intermediadas pela APPM e pelo próprio Conselho, para acertar os pagamentos, mas os vários acordos firmados ao longo do tempo não foram cumpridos.

Mais atraso

O Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde informou ainda que estavam atrasados também os repasses dos recursos do cofinanciamento.

Esses recursos devem ser transferidos aos municípios com o objetivo de fortalecer a atenção básica de saúde no interior.

Aí estão incluídas ações como o Programa de Saúde da Família (PSF), assistência farmacêutica, Samu, etc.

O município com 10 mil habitantes deve receber R$ 9 mil por mês. O que tem 20 mil habitantes tem direito a um repasse mensal de R$ 19 mil para o confinanciamento da atenção básica.

Os prefeitos alegam que não têm condição de continuar bancando as despesas com a saúde sem a contrapartida obrigatória do governo. Este  acena, porém, com uma proposta que mais parece um “sossega-leão”.  

OPINIÃO:Por que a ZPE de Parnaíba não deslancha?

Por:José Wilson

A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba foi criada pelo  Decretonº 97.406, de 22 de dezembro de 1988, pelo presidente José Sarney e recriada pelo  Decretode 30 de junho de 2010 (sem número), publicado no Diário Oficial da União, edição nº 124, em 1º de julho de 2010 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Quase 32 anos depois de sua criação a ZPE de Parnaíba ainda não deslanchou. Atualmente conta apenas com duas indústrias e acredita-se que o motivo principal de não atrair investidores é a falta de infraestrutura viária para escoar a produção e receber matéria prima para industrialização. 

A ZPE de Parnaíba está localiza numa região sem estrutura portuária, aquaviária e ferroviária que seriam importantes para reduzir custos deixando os produtos competitivos nos grandes mercados consumidores e isto afasta empresários que buscam outras ZPE`s que disponham desta infraestrutura tão necessária, é o caso da ZPE do Pecém que fica ao lado de um porto marítimo, uma ferrovia e um aeroporto com voos diários para qualquer parte do mundo. Nem vamos falar do modal dutoviário que também não dispomos, até porque nada produzimos que justificasse.

As empresas que se dispõem a se instalar na ZPE de Parnaíba vem em busca da matéria prima abundante na nossa região para reduzir custos do transporte, a exemplo da cera de carnaúba que a matéria prima, a palha de carnaúba, é volumosa e o produto final, a cera, é pequeno. Outro atrativo seria a industrialização de frutas oriundas dos Tabuleiros Litorâneos, mas este também ainda não deslanchou.

Perceba que até mesmo matéria prima que são abundantes na região, como o coco babaçu, tucum e castanha e que foram importantes para as indústrias de Parnaíba no passado tendo o rio Parnaíba como principal meio de transporte para receber essas matérias prima, mas com a melhoria das estradas estas indústrias ou faliram ou se mudaram para outros locais com melhores condições de escoamento da produção. Isto explica o fim de empresas como a PVP, Moraes S/A, dentre outras que perderam competitividade de seus produtos que chegavam mais caro nos grandes centros consumidores.

Privatização ou Parceria Público Privada resolve?

Como a ZPE de Parnaíba está praticamente inviabilizada por falta infraestrutura viária, apesar de reconhecer o esforço dos governadores, atual e anteriores, pelos motivos expostos o governo deverá encontrar dificuldades para convencer uma empresa que queira fazer uma Parceria Público Privada, apontando pra um futuro sombrio.

Opinião:MP recomenda os prefeitos a não torrarem dinheiro com carnaval

Por:Cláudia Brandão

O Ministério Público do Estado fez uma recomendação aos gestores municipais para que evitem torrar dinheiro público com a contratação de bandas e a promoção de festas, quando a cidade se encontrar em dificuldade financeira e com atraso no pagamento de salários aos servidores municipais, independente de serem efetivos, comissionados ou terceirizados.

A preocupação é procedente porque, no passado, já assistimos ao descalabro de ver prefeitos promovendo festas com bandas nacionais, a um preço altíssimo, enquanto os municípios enfrentavam situação de penúria e estavam com os compromissos financeiros atrasados.

Nada contra a promoção de festas, que também é um incentivo ao lazer e às tradições culturais e ainda por cima atraem turistas, desde que o município esteja vivendo uma situação de equilíbrio financeiro. A procuradora-geral da justiça no Piauí, Carmelina Moura, recomenda aos gestores a aplicação eficiente e razoável dos recursos públicos. E lembra que os prefeitos que não atenderem à recomendação podem ser enquadrados em ato de improbidade administrativa e crime de responsabilidade, com base no Art. 11 da Lei Federal n° 8.429/92 e no Art. 1° , incisos V e XIV do Decreto Lei 201/67.

É bom que o Tribunal de Contas do Estado também fique de olho nas festas momescas promovidas com o dinheiro público para que, meses depois, esses mesmos gestores não aleguem o descumprimento de obrigações municipais por falta de recursos.

Opinião: A oposição de Parnaíba fala por falar

Se a prefeitura investe em decoração natalina eles criticam, dizem que tem que economizar, embora sabendo que Parnaíba é uma cidade turística e que tem que ter atrativos para quem vem passar a férias aqui e aquece a economia.

Por outro lado, se a prefeitura economiza na festa de réveillon, valorizando os artistas locais em detrimento de bandas caras e mais badaladas, os mesmos que falam em economizar são os primeiros a criticar.

Em suma, essa turma não quer nada com nada, não entende nada de gestão pública, não tá nem aí para o interesse público, só quer saber de criticar por criticar e conseguir seus 15 minutos de fama.

Não dê audiência para esse tipo de pessoa.

Por: Eliaquim Nunes(facebook)

Quando alguém que amamos morre, deixa de viver entre nós para viver dentro de nós

quando alguém que amamos

Por:LUIZA FLETCHER

Perder alguém que amamos é uma das situações mais difíceis que podemos enfrentar na vida.

De uma hora para outra, aquela pessoa que estava todos os dias ao nosso lado compartilhando momentos, ajudando-nos a superar tristezas, proporcionando-nos alegria e presença simplesmente se vai, e ficamos apenas com o sentimento de vazio e muita dor em nossos corações, que pode demorar muito tempo para amenizar.

É muito difícil nos desacostumarmos com o amor, a presença, o carinho e a dedicação de uma pessoa amada. Nunca mais vermos o seu sorriso, ouvirmos a sua voz e não termos o seu ombro amigo é uma sensação muito dolorosa, que nos faz sentir impotentes diante dessa realidade que infelizmente não podemos mudar.

Não importa como vivemos e no que acreditamos, a morte é a única certeza da vida, e ainda que saibamos disso desde sempre, muitas vezes não estamos preparados para lidar com ela quando chega em nosso caminho.

Vivemos o luto com muita intensidade, sentimos raiva, dor, choramos, não nos conformamos e muitas vezes também prejudicamos nossos outros relacionamentos pessoais ou profissionais porque a dor parece tomar conta de todo o nosso ser e guia todos os nossos passos. Essa fase dura um tempo específico para cada um de nós, mas em algum momento, cansados de lutar contra o inevitável, nós percebemos que é preciso seguir em frente, mesmo sem o nosso amado do lado.

É nesse momento que juntamos todas as nossas forças, toda a sabedoria que temos guardada e percebemos que não precisamos nos esquecer da outra pessoa, e que apesar de ela ter deixado de viver entre nós, sempre viverá dentro de nós, e que por isso nunca estará realmente longe.

]Quando perdemos alguém que amamos, a única coisa que realmente se vai é o seu corpo, porque o amor, o espaço em nossos corações e os momentos vividos continuam para sempre dentro de nós.

Nossos amados sempre viverão dentro de nós, e sempre que pensamos neles, que nos lembramos de nossas histórias, percebemos que a morte, apesar de dura, não pode nos separar de verdade.

Tudo o que alguém representa para nós não se vai da noite para o dia, permanece sempre conosco. Para muitos, existe a crença de que aqueles que já se foram continuam presentes, sempre prontos para ajudar em nossos momentos de dificuldades e nos guiar para uma vida feliz.

O amor é muito maior do que a morte, e é graças a ele que aqueles que partem continuam vivos dentro de nós e se mostram presentes a cada pensamento, sentimento e acontecimento aleatórios da vida que nos mostram que não estamos sozinhos.

Precisamos compreender que a morte não precisa ser o fim, e que podemos superar a ausência física se mantivermos viva a memória da pessoa que não está mais conosco. Recordar as lembranças felizes nos ajuda a lidar com a ausência e nos dá paz para seguirmos nossos caminhos sem culpa, sabendo que estamos fazendo aquilo que eles gostariam, movendo-nos em direção à felicidade.

Aqueles que amamos nunca nos deixam de verdade, estão sempre conosco, e mesmo que não estejam mais entre nós, sempre estarão em nós. Lembre-se sempre disso. (O Segredo)

O caos no Hospital Regional de Picos

Por:Zózimo Tavares

Um vídeo que mostra pacientes agonizando e deitados no chão, à espera de atendimento, no Hospital Regional Justino Luz, em Picos, tomou conta dos portais de notícia, do noticiário de TV e das redes sociais esta semana.

A Fundação Estatal Piauiense de Serviços Hospitalares (Fepiserh) confirmou que as imagens são do Hospital Justino Luz e alegou que o caso ocorreu devido à superlotação.

A nota acrescenta que “em razão das festividades de final de ano, junto ao fato da maioria dos hospitais de pequeno porte da região estarem fechados ou de recesso, a procura pelo Hospital Justino Luz foi bastante superior a média, superando a capacidade instalada do hospital.”

As imagens mostram também alguns dos pacientes próximos a um entulho, dentro do hospital.

Conforme nota da Secretaria Estadual de Saúde, isso aconteceu porque o hospital está passando por uma reforma.

Quadrilha

Coincidência ou não, esse caos no Hospital Regional Justino Luz é mostrado apenas três meses depois que um esquema criminoso foi desbaratado pela Polícia Federal no município de Picos.

A operação Peloponeso, deflagrada no dia 4 de setembro pela PF, teria desviado mais de R$ 17 milhões de recursos do Ministério da Saúde.

Esses recursos, segundo a Polícia Federal, deveriam ser aplicados no tratamento de pessoas com deficiências física, auditiva, visual ou mental.

A PF informou ainda que, para canalizar o atendimento dos pacientes para duas clínicas particulares de Picos, o Serviço de Reabilitação no Hospital Regional Justino Luz foi desativado.

As investigações apontaram que o dinheiro desviado por uma das clínicas seria suficiente para custear o tratamento de 400 mil pacientes.

Se essa gente sem coração foi capaz de roubar o dinheiro destinado ao atendimento dos deficientes, certamente teve peito também para surripiar outras verbas da saúde.

Daí porque, embora chocante, não estranha a calamidade que tomou conta do Hospital de Picos.

Comissão de Saúde da Assembleia faz inspeção no Hospital de Picos

Estrebaria

Mas não é de hoje que se fazem denúncias relacionadas às precárias condições de atendimento no Hospital Regional de Picos.

O Conselho Regional de Medicina, após inspeções in loco, já determinou a interdição do hospital e de sua maternidade.

No final de maio passado, a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa também fez uma vistoria no hospital.

À época, a deputada Teresa Britto (PV), presidente da Comissão, pediu a interdição de uma das alas.

A parlamentar visitou o hospital juntamente com os deputados Gustavo Neiva (PSB), Francisco Costa (PT) e Lucy Soares (PP). 

“Alguns setores do hospital parecem mais uma estrebaria. Isso é uma vergonha e um descaso com a população. Vamos pedir ao Conselho Regional de Medicina a interdição da ala mais crítica do hospital para melhorias emergenciais”, adiantou a deputada.

Reforma 

A reestruturação do Hospital de Picos foi iniciada em 2016, mas as obras foram embargadas devido a um problema com a empreiteira que tocava a obra, que terminou o contrato com o Governo do Estado.

A Secretaria de Saúde informou que a reforma foi retomada há poucos dias por determinação da Justiça.

O Hospital Justino Luz atende a 60 municípios da região de Picos.

Reforma do Hospital de Picos, iniciada em 2016, foi suspensa e retomada

Ele nasceu, quebrou paradigmas e revelou o amor

Por Nayara Sousa* 

É Natal. Para os cristãos, essa data representa a vinda do salvador. As famílias se confraternizam e fortalecem os laços, gerando uma atmosfera de amor. Por falar em amor, é justamente o amor a principal representação do Cristo.  

O Natal também remete à reflexão e importância de valorização do próximo. Nesse período, muitos comovidos pela compaixão, são levados ao ápice do “espírito natalino” e tentam auxiliar outros de alguma forma. 

Em tempos difíceis feito os que estamos vivenciando, o Natal é um bom momento para tentarmos resgatar valores perdidos. Como bem colocou o filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman: “Vivemos em tempos líquidos, nada é para durar”. Quando o mesmo retrata uma sociedade na qual os relacionamentos são fluidos, ele consegue definir claramente o perfil da contemporaneidade. De fato, tempos líquidos! 

Um país dividido em posicionamentos ideológicos e políticos, o distanciamento das relações familiares e o constante anseio de aceitação dos padrões sociais impostos tornam os dias difíceis. O Natal traz muitas reflexões e com ele, o melhor exemplo a ser inspirado. Basta olharmos para a figura central dessa data e nos apropriarmos dos seus ensinamentos. Jesus Cristo mostrou a humanidade e o amor em sua forma mais genuína e quebrou todos os paradigmas da religiosidade. 

Perdoou quem jamais merecia o perdão, entrou em lugares abomináveis, acolheu o desprezado, corrigiu os que seguiam a sua jornada e mostrou caminhos seguros para todos aqueles que os desejassem. Cristo compartilhou conosco o sentido da palavra empatia. E como estamos precisando dela na atualidade!  

Os sábios da época não conseguiram imaginar que aquele menino nascido de uma virgem, sem estrutura alguma, em uma manjedoura, fosse o que o profeta Isaías havia declarado: “Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Podero­so, Pai Eterno, Príncipe da Paz.”  

Desejo um feliz natal para todos os leitores. Que cada lar receba a paz desse amor! 

*Enfermeira, pedagoga e professora universitária 

Opinião:O Natal em tempos de cólera

Por:Zózimo Tavares

O Brasil atravessa mais um Natal com os nervos à flor da pele. As acaloradas discussões da eleição passada ainda estão presentes.

Aquelas diferenças e desavenças que, no passado, duravam o período da campanha eleitoral, agora se prolongam indefinidamente, cada vez mais raivosas.

Assim, o que se vê, especialmente nas mídias sociais, é um espírito bélico, a prática da intolerância, a animosidade afetando as relações familiares, o ambiente de trabalho e outros grupos.

Basta uma opinião e uma discussão explode em tempo real. Nesse clima, muitas amizades são foram desfeitas e até parentescos renegados.

O que tem levado tantos brasileiros a esse extremismo? Essas posições tão radicais decorrem da crise econômica?

Ou o tal empoderamento de tantos grupos, através das mídias sociais, está provocando um efeito contrário ao que deveria, que era o de aproximar os seus usuários, hoje divididos em bolhas?

E por que se valoriza tanto a invasão e divulgação de dados e mensagens de pessoas cuja privacidade é assegurada legalmente?

Um relatório divulgado pelas empresas We are Social e Hootsuite, intitulado “Digital in 2018: The Americas”, mostrou que 62% dos brasileiros estão ativos nas redes sociais. Mas com que objetivos?

Como um país cristão pode insistir nessa guerra fraticida em que se procura desesperadamente semear a discórdia e assassinar reputações?

Vive-se, hoje, um momento particularmente propício para se refletir que, sem o desarmamento de espíritos, sem o perdão, sem a tolerância, sem a compreensão, o Natal não passa de uma hipocrisia.

O sentido do Natal é, como se sabe, o da comunhão e da renovação, pois simboliza o nascimento de Jesus Cristo, aquele que veio trazer paz, esperança e alegria para a humanidade.

O espírito natalino é, portanto, uma experiência que deve ser buscada não apenas uma vez ao ano, mas todos os dias, teimosamente. Agora, nestes tempos de cólera, mais do que nunca isso se faz necessário.