Fizeram a festa e esqueceram os músicos

Por: Pádua Marques, jornalista e escritor.

Tenho um colega de longa data em Minas Gerais. E um dia desses, ele me contava que na sua terra, cidade pequena à época, pouco mais de três mil cabeças, os mais ricos de lá, pra comemorarem a vitória de um neto que havia ganhado as eleições pra prefeito, organizaram uma festa. Festa com muita comida, bebida no balde, presente pra todo mundo, coisa de dar no meio da canela da vaca que dá mais leite.

E à noite iria ter uma festa com banda, vinda do interior da Bahia, dessas que empestam e aparecem feito mosca varejeira na época do carnaval e são doidas pra comerem dinheiro de prefeituras. Porque em Minas, se não for procissão, é procissão. E voltando pra festa, muita gente veio de povoados pra se encostar no muro da igreja esperando o que iria acontecer. Porque disseram que teria uma banda afamada.

Lavaram as escadas da igreja e da prefeitura, deram uma mão de cal no meio fio das calçadas, apararam os troncos das árvores. Deixaram a cidade um brinco. E foi tanta a movimentação dessa gente que os donos esqueceram ou deixaram pra cima da hora a contratação da banda. E na hora, já adiantada ainda andavam procurando quem poderia fazer o discurso do prefeito vitorioso.

Quando se deram conta já estava adiantada a hora e ninguém havia tomado uma providência.  E chegam as moças, os rapazes, os casais convidados, as velhas aposentadas com seus vestidos de seda e com cheiro de água de colônia. O juiz e o chefe da agência do INSS já estavam há tempos numa conversa sem fim e mais adiante o prefeito que deixava o cargo ainda se debatia com o atraso da mulher em se arrumar.

E ninguém se lembrou dos músicos. O certo é que não teve quem desse conta e só em cima da hora é que descobriram a falta de organização. É dessa forma que fiquei sabendo de uma reunião que houve essa semana aqui em Parnaíba com assessores e superintendentes do prefeito Mão Santa para o setor de turismo.

Lendo as notícias verifiquei que entre os presentes não tomei conhecimento de ninguém do setor privado. Se é que tem alguém que faça parte desse conselho. Como é que tem um conselho de turismo, atividade essencialmente própria da iniciativa privada, e não tem neste conselho um representante? Pelo que li apenas pessoas com perfil de consultoria, mas sem nenhuma experiência bem sucedida.

E a velha discussão da viabilidade econômica pelo turismo da praia da Pedra do Sal, o aeroporto de final de semana, a inveja contida de Jericoacoara, no Ceará, essas coisas antigas e repetidas. Ainda vai levar bastante tempo pra essa gente leiga e aventureira perceber que desenvolvimento do turismo não se faz dentro de gabinete de governador ou de prefeito. Antes de decidir em fazer uma festa é preciso saber se tem banda de música.

W. Dias:100 dias em brancas nuvens

Por: Zózimo Tavares

Ou o governador Wellington Dias não tem efetivamente o que mostrar ou, agora, no começo do quarto mandato, já se cansou dessas bossas.

O fato é que passou em brancas nuvens, ontem, o transcurso dos primeiros 100 dias de seu novo mandato. O governo não deu um pio sobre o assunto.

Diante do silêncio do governo, que sempre foi fanfarrão nessas ocasiões, a oposição aproveitou para dar o seu recado.

O presidente regional do PSDB, Luciano Nunes, que foi candidato a governador no ano passado, postou um vídeo nas redes sociais afirmando que Wellington nada tem a apresentar. “Não tem sequer secretário”, criticou. E acrescentou: “Acumula dívidas e obras paradas”.

Conforme ainda o tucano, “O governo está amarrado aos compromissos políticos assumidos na eleição”. Assim, em 110 dias, apenas pagou a folha de salários. “E o povo fica sem educação, saúde, segurança, assistência e infraestrutura. Sem respeito e sem dignidade”.

Luciano Nunes disse ainda que, em 100 idas, o governo fez propaganda do que não fez, as dívidas crescem e o Piauí já não conta com o aval de Brasília para os empréstimos”. E concluiu:

“Os terceirizados não recebem há meses, os fornecedores não são pagos, hospitais são interditados, a polícia para e o crime domina. Em 100 dias,

o governador tirou férias e fez duas viagens ao exterior. O Piauí sangra. Nada temos a comemorar.”

POIS É!

Tiro pela culatra

Os governadores do Nordeste, que formaram uma frente antibolsonaro, parece que ainda não aprenderam uma regra simples da matemática política: essa posição deles afasta os investidores da região.

Ninguém vai querer montar um negócio em um Estado que vive às turras com o governo federal.

Sintonia

Quando há harmonia entre os três níveis de poder as coisas são difíceis, para os empreendedores, imagine quando se estabelece entre eles, os governos, o conflito político, que arrasta para si todos os demais.

A estas alturas, Bolsonaro deve estar dando é boas gargalhadas.

Balanço

A oposição está no seu papel de malhar o governo, de cobrar ação e fiscalizar seus atos.

As críticas dela ao governador Wellington Dias, pela passagem dos primeiros 100 dias do novo mandato, não levam em conta ações positivas como a reforma administrativa.

E a reforma?

A reforma não foi um passo curto, para um governo que sempre fez todo tipo de malabarismo para acomodar os aliados, sem preocupação com o tamanho, o peso e a eficácia da máquina administrativa.

A propósito, essa reforma foi reiteradamente pedida pela oposição.

A nova economia e as relações de consumo na era da inovação

Por:Janguiê Diniz(*)

O termo “nova economia” foi utilizado pela primeira vez em 1996, pela revista norte-americana BusinessWeek e fala da transição de uma economia baseada na indústria para uma economia baseada nos serviços. Apesar de já se terem transcorrido 23 anos, a expressão se mantém atual, pois o cenário econômico mundial tem se renovado, e cada vez mais rapidamente. Com o desenvolvimento das novas tecnologias, a economia de serviços ganha força e impulsiona o crescimento das startups.

Nesse cenário, a inovação e a disrupção são as palavras de ordem. O foco deixa de ser o ambiente físico para ser o virtual. E é assim que surgem as grandes empresas nascidas em garagens, as startups que explodem criando soluções que mudam paradigmas e facilitam a vida das pessoas. Essa nova economia é composta por quatro tipos de negócios: os criativos, os sociais ou de impacto, os inovadores e os escaláveis.

A disrupção é sempre presente na realidade da nova economia. Se, antes, uma empresa dependia das demandas do mercado, hoje ela própria cria uma necessidade. Imagine que, 15 anos atrás, os smartphones nem existiam e todo mundo vivia muito bem sem eles. Hoje, é quase impensável para muitas pessoas sair de casa sem seu aparelho. Acontece que rompeu-se um paradigma de mercado com o surgimento de um novo nicho, mais moderno e tecnológico. Isso é disrupção.

Na era da nova economia, empresas que não trabalham com disrupção correm grande risco de ficar para trás na competição pela clientela. Afinal, estamos permanentemente conectados e o ambiente digital tornou-se parte do dia a dia. Quem não se utiliza desse meio de infinitas possibilidades acaba se restringindo e não consegue alcançar o público que poderia.

Essa característica volátil e mutável do mercado se reflete na forma como as empresas se comportam atualmente. Estima-se que os negócios tenham tempos de vida mais curtos – de três a cinco anos. Se isso significa que estão fadados à morte? De jeito nenhum, caso consigam se reinventar e adaptar às novas realidades que se apresentam a cada momento. É um trabalho árduo e complicado, que requer muita atenção ao mercado e ao público, mas necessário para quem quer sobreviver. Em suma, a nova economia exige muito mais dedicação dos empreendedores e empresários para que suas companhias se mantenham sempre competitivas.

(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

As enchentes e a responsabilidade dos prefeitos

Neste momento centenas de famílias e milhares de pessoas, sendo homens, mulheres, crianças e idosos, estão passando por uma situação jamais imaginada nos últimos anos, as enchentes provocadas pelas chuvas e que desabrigaram em boa parte do Piauí, principalmente na região norte e ribeirinha ao Parnaíba e alguns de seus afluentes.

Ninguém queira sabor o que seja você está dentro de sua casa e ver assim de repente tudo o que tem e conseguiu juntar ser levado pela água. Móveis, eletrodomésticos, documentos, fogão, colchão comprado no Paraíba, panelas, enfim, tudo e mais um pouco. Coisa de nem dar tempo juntar as chinelas japonesas e correr para o meio da rua.

Este período chuvoso pegou muitos prefeitos com as calças na mão. Daí se pode ver que esse negócio de prefeitura é negócio sério e não pode ser entregue para qualquer um, gente sem as mínimas condições de conhecimento de como administrar uma cidade, mesmo pequena. Administrar cidade não é coisa para amadores nem sonhadores, aventureiros da boa confiança da população.

Com esta situação fica mais do que certo que a maioria dos prefeitos, e tendo por base estes da região norte, não tem base de conhecimento para administrar problemas complexos. A maioria se especializa em administrar folha de pagamento e passar o mandato de quatro anos atendendo assessor fuxiqueiro. Agora é a hora da população olhar com toda a atenção aqueles que realmente sabem trabalhar. Por: Pádua Marques, jornalista e escritor.

 

Um desastre chamado Wellington Dias

PorJosé Olímpio

Construtora Sucesso, que fazia a duplicação da BR-316 na saída Sul de Teresina, rompeu o contrato com o Estado, por falta de pagamento, e retirou suas máquinas e equipamentos do trecho; a Construtora Getel, vencedora da licitação para duplicação da BR-343, na saída Norte de Teresina, também rompeu o contrato pelos mesmos motivos, sendo substituída pela Construtora Copa que, sem ver a cor do dinheiro pelos serviços realizados, comunicou ao DER e ao DNIT que não vai mais tocar a obra e, para completar, a Só Ferro, que executava as obras de conclusão do Centro de Convenções, também caiu fora por falta de pagamento.

As obras de duplicação das duas BRs, delegadas ao Estado, foram iniciadas ainda em 2012, num total de 17 quilômetros, e a malfadada reforma do Centro de Convenções foi iniciada no final da primeira administração petista, em 2007, marcada por irregularidades, assim como as obras do Porto de Luiz Correia, o que escancara a falta de planejamento e seriedade das gestões do senhor Wellington Dias.

Centro de Convenções

Como perguntar não ofende, há que se indagar o que foi feito dos empréstimos, internos e externos, contraídos para investimento em saneamento básico e recuperação da malha rodoviária do Estado?

Um governante, por mais ordinário que seja, deixa uma marca positiva de sua passagem pelo Poder, algo que destoe do conjunto de sua obra e permaneça viva na memória de todos, pela importância que teve para a coletividade.

Qual foi a grande obra do governo petista? Absolutamente, nenhuma. O senhor Wellington Dias passou 12 anos fazendo politicagem no cargo de governador, costurando acordos espúrios e torrando o dinheiro público com o fito de se perpetuar no poder e conseguiu um 4ª mandato, mercê do coronelismo que ainda impera nos grotões do interior.

Sua Excelência se queixa da falta de recursos para conceder aumento ao funcionalismo público e inventa uma reforma administrativa de araque para enganar os tolos, dispensa humildes prestadores de serviços que ganham salário mínimo, mas preserva as sinecuras de
de apadrinhados de políticos que o apoiaram. Não toca nos privilegiados e mantém praticamente a mesma estrutura administrativa, pois extingue um órgão e repassa para outro as suas atribuições e todo o efetivo. O aluguel de carros de luxo, aeronaves e outras mordomias não acabam. Enfim, a sua reforma é um engodo.

Em razão da falta de planejamento, definição de prioridades e austeridade nos gastos públicas, as finanças estaduais estão pior do que se imagina. A Previdência estadual apresenta um déficit elevadíssimo que pode chegar à casa de R$ 1 bilhão, como admite o próprio governador, mas em vez de conjugar esforços com o Governo Federal no sentido de que seja aprovada a Reforma da Previdência, Wellington Dias brinca de fazer oposição ao presidente Jair Bolsonaro através do decantado e fantasioso Consórcio dos Governadores do Nordeste, uma inconsequência que pode quebrar definitivamente o Piauí, que depende em quase tudo de repasses da União.

Apesar da propaganda oficial em contrário, nada funciona bem no governo petista. Educação, saúde, segurança pública, estradas, tudo relegado ao mais completo abandono e com contratos investigados por suspeita de corrupção, como é o caso

da merenda e do transporte escolar, sem falar do Centro de Convenções e do Porto de Luiz Correia.

Como não tem obras para mostrar, Wellington Dias vive exibindo na mídia, como se fosse uma ação de seu governo, os investimentos da iniciativa privada em projetos de energia eólica e solar, além de experiências educacionais exitosas como a de Cocal dos Alves que nada tem a ver com o fracassado modelo de Educação implantado no Estado.

Petrônio Portella, Dirceu Mendes Arcoverde, Hugo Napoleão, Alberto Silva, Freitas Neto e Mão Santa, para ficar só nesses exemplos, deixaram obras marcantes em suas gestões, alguns mais, outros menos, mas deixaram.

Já o atual governador, pelo andar da carruagem, a única marca que deixará são as obras inacabadas, a tragédia de Algodões I, o criminoso descaso com os serviços essenciais, como educação, saúde, segurança pública e a malha rodoviária do estado, onde hoje o povo cultiva banana e outras frutas.

Se não mudar de curso, corre o risco de ficar na história como o pior governador de todos os tempos.

A maior Marcha da história

Por Arthur Cunha – especial para o blog

Brasília está lotada para a Marcha em Defesa dos Municípios. Este ano bateu todos os recordes de participação: mais de oito mil pessoas inscritas; entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários e funcionários das administrações. Pernambuco vai participar com uma grande representação. Até ontem, já eram mais de 120 prefeitos confirmados, fora os outros servidores – isso sem contar com os que ainda não fizeram suas inscrições. Tudo graças a uma articulação eficiente do presidente da Amupe, José Patriota.

A representatividade da Marcha é tanta que o presidente da República, Jair Bolsonaro, vai ao evento, hoje, com uma trupe de ministros que incluem Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça). Amanhã, será a vez dos 27 governadores se reunirem na Marcha com o objetivo de tratar pautas convergentes com o municipalismo.

A expectativa é que Bolsonaro faça alguns anúncios. Este colunista antecipou, com exclusividade, o 13º do Bolsa Família, que injetaria R$ 2,5 bilhões a mais na economia do país. O benefício, segundo aliados do presidente, é uma tentativa de trazer os nordestinos para junto. Bolsonaro quer mais proximidade com a única região em que perdeu para Fernando Haddad.

Os gestores, contudo, querem sinalizações para além do assistencialismo. Uma das principais pautas da “Carta dos Prefeitos do Nordeste”, que será entregue ao presidente, hoje, é a revisão do Pacto Federativo para ajudar a desafogar um pouco as prefeituras Brasil adentro, com tantas responsabilidades e um orçamento extremamente limitado – a maior parte dos recursos fica com a União. Se Bolsonaro quiser trazê-los para perto, tem que seguir neste caminho.

Emendas – Os bastidores daqui de Brasília apontam que, durante sua participação na Marcha, o presidente se mostrará favorável à MP 61, a ser votada hoje no Senado. Se a iniciativa for aprovada, as emendas impositivas não terão mais que passar pela Caixa Econômica; diminuindo a burocracia até o dinheiro chegar às contas das prefeituras. É mais uma tentativa de Bolsonaro de afagar; dessa vez prefeitos e parlamentes.

De olho no futuro, mas presos ao passado

Por: Janguiê Diniz (*)

Não faz muito tempo e o futuro era distante e intangível. Quando filmes do porte de 2001: Uma odisseia no espaço, ou o desenho animado mais futurista de todos, Os Jetsons, foram lançados, em plena década de 1960, apenas as mentes mais fora da caixa poderiam supor que, algum dia, ao menos parte daquilo pudesse se tornar real.

É fato que ainda não nos locomovemos em carros voadores, nem vivemos em cidades suspensas e tampouco existe consenso sobre a existência de vida fora da Terra. No entanto, é impossível negar a quantidade de coisas que até então eram tidas como pura ficção científica e que hoje fazem parte do nosso cotidiano.

Tamanha evolução em tão pouco tempo resulta no fato de que dificilmente há quem se pergunte se há algo que ainda possa ser inventado. Pelo contrário, mantemos nossas expectativas em alto nível, ansiosos pelo o que vem de inovador, ainda que não façamos ideia do que possa ser. As possibilidades são muitas e vão desde novas formas de gerir, comunicar e solucionar problemas até o desenvolvimento de procedimentos médicos cada vez menos invasivos e a descoberta da cura para diversos males que ainda nos afligem.

Aliás, é exatamente no campo da medicina onde são encontradas algumas das inovações mais significativas. Menos de cem anos separam a descoberta da penicilina do desenvolvimento de robôs capazes de realizarem cirurgias complexas e de forma precisa, inclusive comandados por um profissional situado a quilômetros de distância.

No entanto, como a efetiva compreensão das transformações e a mudança de comportamento possuem relação de tempo e espaço distintas da verificada no avanço tecnológico e científico, nossa sociedade tem experimentado contradições e desafios como a formação de profissionais capazes de atuar em um cenário cada vez mais competitivo, inovador e disruptivo.

Por exemplo, há décadas a prestação de serviços médicos mediados por tecnologias é realidade no país e no mundo. Para além dos preceitos éticos e morais que precisam ser assegurados, a integração entre tecnologia e medicina é um caminho sem volta.

Apesar disso, nossos profissionais da área da saúde continuam sendo formados por metodologias tradicionais, pautadas na velha concepção de que educação se faz com lousa, saliva e lápis. Hoje dispomos de ferramentas educacionais capazes de promover o acesso ao conhecimento acadêmico de maneira atraente e eficiente, ao passo em que competências como dinamismo, autonomia e criatividade são desenvolvidas. Entretanto, tudo isso é estrategicamente ignorado em nome de uma formação que, muito em breve, não será suficiente sequer para o atendimento básico de saúde.

Estamos diante da dicotomia de poder fazer, mas não poder aprender. Nossa cultura ainda está fortemente arraigada em concepções ultrapassadas que não só dificultam olhar a frente, mas já refletem no descompasso entre o que é aprendido e o que é demandado pelo mercado de trabalho e pela sociedade atual.

O termo educação a distância foi cunhado no início do Século XX para designar cursos de datilografia por correspondência. Em uma época na qual computadores e internet eram impensáveis, a expressão fazia sentido. Mas o que existe hoje é outra coisa completamente distinta. O que ainda é apresentado como EAD nada mais é do que educação intermediada pela tecnologia.

A fria troca de correspondências entre aluno e tutor deu lugar a ferramentas modernas e seguras que permitem a interação do estudante com professores, colegas e conteúdos enquanto ampliam a intimidade do aluno com o universo tecnológico. Além disso, nosso marco legal da educação determina que o processo educacional, seja ele presencial ou intermediado por tecnologia, deve dialogar com diretrizes curriculares previamente estabelecidas e sobre as quais são construídos os projetos pedagógicos dos cursos de graduação.

Sendo assim, se um curso demanda aulas práticas, como é o caso de medicina, mesmo que todo conteúdo teórico seja transmitido por intermédio da tecnologia, as atividades presenciais estão asseguradas e são realizadas nos polos das instituições de educação superior existentes em todo o país. Conclui-se, portanto, que não existe graduação 100% a distância para cursos na área da saúde que demandem formação prática.

Dito isso, resta-nos questionar até quando vamos permitir que visões retrógradas e interesses classistas se sobreponham a uma nova realidade que está posta e que trouxe consigo necessidades que não dialogam com omodus operandi do Século XX. São posturas que nos colocam muito mais próximos dos Flinstones do que dos Jetsons.

A modernização do processo educacional é inevitável, assim como as inovações que nos surpreendem dia a dia. Em uma área na qual a tecnologia incide diretamente em elementos como qualidade de vida, diagnósticos precoces e tratamentos precisos, ir contra à evolução tecnológica do ensino consiste em um grande retrocesso. Além disso, estarão nossos médicos preparados para teleconsultas e cirurgias robotizadas?

(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional –

 

Preso há um ano, Lula mantém PT sob controle e orienta as ações do partido

Ricardo Galhardo e Ricardo Brandt
Estadão

Um ano depois de ser preso após a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua mandando no PT. Por meio de bilhetes, cartas ou nomeando porta-vozes, o ex-presidente dá as orientações para o partido, que obedece.

A atuação da bancada petista na audiência com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na quarta-feira passada – comparada pelo presidente Jair Bolsonaro a um “pelotão de fuzilamento” – foi resultado do entendimento de que a reforma da Previdência é impopular e tem potencial para provocar o descolamento de parte do eleitorado de Bolsonaro, especialmente os eleitores evangélicos de baixa renda que não querem perder direitos nem viver com dúvidas quanto à aposentadoria.

O FOCO DE LULA – De sua cela improvisada na sala de 15 metros quadrados na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula emitiu a ordem dez dias atrás: o PT deve deixar para o segundo semestre as discussões sobre a escolha da próxima direção partidária, marcada para novembro, e concentrar na reforma da Previdência sua atuação como oposição a Bolsonaro. Este vai ser o foco do partido nos próximos meses.

Além disso, Lula diz que a postura “subalterna” de Bolsonaro diante do presidente dos EUA, Donald Trump, poderia servir de vetor para o descontentamento de uma parcela nacionalista do eleitorado.

Mas a principal intervenção feita pelo ex-presidente nos últimos dias foi em relação à disputa interna do PT. Na semana passada, ele chamou o deputado José Guimarães (PT-CE), que tenta construir uma candidatura à presidência da sigla, para uma conversa em Curitiba. “Ele apontou três questões centrais para o PT em 2019: o foco agora são a reforma da Previdência e a soberania. O debate sobre a renovação do partido fica para o segundo semestre”, disse o deputado.

COMO BOMBEIRO – Além disso, Lula agiu como bombeiro na escalada de atritos entre o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Segundo aliados de ambos, a rivalidade continua, mas o clima melhorou. Raramente algum petista questiona as orientações do ex-presidente. Em público, nunca.

Para analistas, a incapacidade do PT de andar com as próprias pernas um ano depois da prisão de Lula pode ser ruim para o partido no futuro. “Essa relação do PT com seu líder é perigosa porque nega a renovação. Ainda mais quando este líder não pode se comunicar”, disse o cientista político Carlos Melo, do Insper.

O cientista político Fábio Wanderley dos Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), vincula a prisão à migração de eleitores de Lula para Bolsonaro na eleição do ano passado. “Um grupo do eleitorado tem uma certa identificação com líderes populistas.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Enquanto Lula estiver vivo, o PT se manterá atuante. Neste domingo, houve protestos contra a prisão de Lula em várias cidades, assim como manifestações a favor da Lava Jato. Na Avenida Paulista, os dois grupos se cruzaram, houve tumulto e brigas. Mas o PT tem um encontro marcado com o fracasso, porque Lula não sairá da cadeia. Atrás das grades, ele pode até fingir que é o novo Nelson Mandela, mas somente os fanáticos ainda acreditam nele. Lula já era e não deixou herdeiros, porque impediu que surgissem novas lideranças. (C.N.)

Com problemas de caixa governo do Piauí fica com pouco dinheiro para investir em obras

Por Arimatéia Azevedo

No ano passado, premido pelo abismo fiscal em que está metido, o governo do Piauí executou uma ninharia do orçamento destinado a obras. Neste ano de 2019 as coisas apontam para dificuldades semelhantes.

O primeiro balanço bimestral da execução orçamentária de 2019 (janeiro e fevereiro), divulgado na semana passada, indica que vai ser dureza fazer obras. Pouco mais de R$ 15 milhões foram destinados aos investimentos.

É uma gota no oceano de necessidades que o estado tem, sobretudo no setor viário, onde o período chuvoso muito rigoroso tornou pior o que já era muito ruim. O Estado também não deu passos muito firmes no rumo de conter as despesas de custeio, incluindo a maior delas, com pessoal, que não diminuiu em relação ao ano passado.

Os gastos com pessoal somaram 20 vezes mais que o valor destinado a obras. Num horizonte de curto prazo, o estado não dispõe de mecanismos capazes de reduzir a despesa com pessoal e embora a receita realizada nos dois primeiros meses do ano já corresponda a 19,62% do que foi inicialmente previsto, não parece razoável que se disponha de folga ou alívio para as contas públicas nos próximos meses.

O Piauí segue deficitário e, pior, com muitas contas a pagar, ou seja, ainda que obtenha folga financeira, terá que pagar os fornecedores até mesmo para começar a ter fôlego para investir e ganhar o respeito do contribuinte.

Enchentes se repetem a cada dez anos

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Por: Zózimo Tavares

Como as secas, as enchentes também são cíclicas. O Piauí vive mais uma temporada de cheias que se repetem a cada dez anos, aproximadamente.

Nos últimos 50 anos, o Estado viveu uma grande cheia em 1974. O fenômeno se repetiu em 1985.

Outra vez o estado foi inundado por enchentes em 1995. A última grande cheia foi registrada em 2009.

Foi nesse ano que o Estado viveu o maior desastre natural de sua história, com o rompimento da Barragem de Algodões, no município de Cocal da Estação, no Norte do Piauí.

Todas essas enchentes deixaram milhares de famílias desabrigadas, em vários municípios, e prejudicaram gravemente a infraestrutura física das cidades, especialmente das ribeirinhas.

O drama se repete

Chove torrencialmente em todo o Piauí há várias semanas. Os rios, riachos, barragens e açudes estão transbordando.

As águas inundam também as cidades, com graves danos para toda a malha viária e para as habitações construídas em áreas de risco.

Muitas estradas estão praticamente intrafegáveis, com buracos nas pistas e pontes com sua estrutura física abalada.

Parnaíba, a cidade mais baixa do Piauí, se transformou em uma Veneza. A cidade está dentro d’água.

Diques-Avenidas

Em Teresina, os estragos só não são maiores porque ao longo do tempo foram feitas várias obras de proteção da cidade contra as enchentes.

A primeira delas foi a Avenida Maranhão, que na verdade é um dique. O primeiro trecho, entre a Cepisa e a ponte rodoferroviária João Luís Ferreira, foi construído para proteger a parte mais baixa da área central, onde se situava então a zona comercial.

Também foi construída a Avenida Boa Esperança, outro dique que protege a zona Norte, no Encontro dos Rios Parnaíba e Poti, a parte mais baixa da cidade.

Tanto a Avenida Maranhão quanto esse dique foram construídos no primeiro governo Alberto Silva, na década de 1970.

A Maranhão foi ampliada para as zonas Norte e Sul no Governo Lucídio Portella (1979-1983) e o dique da zona Norte foi reforçado e ampliado depois das cheias de 1995 e 2009, pela Prefeitura de Teresina e pelo Governo do Estado.

Drenagem

Outra obra importante nesse setor é a Poticabana, também um dique de contenção de cheias, inaugurada em 1990.

Por último, o projeto Lagoas do Norte, que interligou 17 lagoas da região, melhorando significativamente o sistema de drenagem das águas.

Sem essa obra, pelo menos 5 mil famílias já teriam sido atingidas pelas cheias deste ano apenas naquela área.

Apesar disso, a capital ainda enfrenta problemas de drenagem em muitas áreas. São problemas crônicos que se repetem a cada período chuvoso.

O desafio do momento é dar assistência às famílias já atingidas pelas águas. Também estar devidamente prevenido para os problemas que ainda virão, pois a previsão é de mais chuvas no Estado nos próximos dias.

Imprevidência permanente

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Por Arimatéia Azevedo

O Piauí é um estado de gestores permanentemente imprevidentes. Se chove pouco, como é a regra climatológica local, falta água nos períodos mais quentes do ano para abastecer a população e garantir atividades econômicas. Se se tem a dádiva da chuva, o excesso se torna um castigo, porque não temos infraestrutura que suporte maiores volumes de precipitações, tampouco meios para guardar a água que fará falta no período do ano em que chove pouco ou de há estiagem como uma rotina.

Como resultado de nossa incapacidade de lidar com situações climáticas adversas, mas não surpreendentes, dados os avanços da ciência meteorológica, somos sempre pegos de calças curtas quando de chuvas maiores, que produzem espetáculos de sofrimento e dor em populações mais carentes.

Mas tudo isso é pouco perto do que se verifica após a agudeza das cheias: não se tiram lições das tragédias e dos transtornos, não se adotam planos de obras hídricas e de drenagem, não se estabelecem protocolos para ações emergenciais, como planos de evacuação em caso de enxurradas, não se estabelecem planos de longo prazo para convivência com algo recorrente, os extremos climáticos que se abatem sobre nós ciclicamente.

Faz dez anos que o Piauí padeceu com uma super enchente.

Todos sabiam que iria se repetir, mas ninguém se moveu no rumo da prevenção.

Resultado: esse pesadelo reeditado está novamente entre nós

Bolsonaro está usando o Twitter como se fosse um sofá do seu psicanalista

Fernando Gabeira
O Globo

Uma escocesa de 71 anos, chamada Jo Cameron, sente quase nenhuma dor e nenhuma ansiedade. Os cientistas estão pesquisando o mapa genético de Jo e esperam achar um remédio que nos aproxime da ausência de dor e ansiedade.

Ao analisar a situação política brasileira, sinto falta de uma dose desse remédio natural. As coisas parecem degringolar nas últimas semanas. Não tenho ânimo para dar conselhos nem para atirar pedras. Nesses 90 dias, misteriosas forças estão em curso no governo e nas relações de poder. Talvez o melhor seja esperar

MUDOU MUITO – Bolsonaro, que conheci como deputado, mudou bastante. Ele era conservador, anticomunista e de vez em quando fazia incursões exóticas contra a importação da banana do Equador.

Nesse processo eleitoral, adquiriu uma espécie de crosta teórica: uma visão estreita de nacionalismo; uma cosmovisão religiosa voltada para a catequese do mundo; enfim, uma volta a um passado idealizado como objetivo político.

Isso é um fenômeno importante pelo menos no mundo ocidental. É chamado de retropia. É uma utopia que não fantasia sobre um futuro idealizado, mas sim um passado idealizado. Qualquer das utopias, no entanto, choca-se com a realidade quando se dispõe a governar um país complicado como o Brasil.

IDEALISTA UTÓPICO – O diálogo político com um idealista utópico é muito difícil. Tende a considerar os argumentos como uma submissão à realidade, desconfia do que lhe parece o vazio medíocre da ausência de uma utopia.

Bolsonaro, eu achava, teria mais chances se buscasse inspiração nas Forças Armadas atuais, que conquistaram uma grande simpatia, pela moderação política e eficácia em operações complexas e emergentes, como a distribuição de água no Nordeste e a montagem da Operação Acolhida em Pacaraima, que organizou a recepção dos venezuelanos. Um trabalho de nível internacional, com grande respeito pelos imigrantes.

Parece que ele sonha com os combatentes do passado e, de alguma forma, voltar atrás, refazer aquela luta contra a esquerda. Isso não bastou. Quer reconhecimento, reescrever a História.

FIXADO NO PASSADO – Olho isso com tranquilidade no indivíduo, pois conheço muita gente fixada em certos períodos do passado. Mas o caminho que as Forças Armadas tomaram, fixando-se no presente e olhando para o futuro, é muito mais adequado para um presidente da República.

Os aliados aconselham Bolsonaro a deixar o Twitter. Parecem não ter percebido que o tuíte não se escreve sozinho. É apenas uma plataforma que pode ser usada com sensatez ou não.

Tirar o Twitter é tirar o sofá. Bolsonaro vai prosseguir na sua cruzada retrópica. Ele foi ao Chile, onde as cicatrizes são maiores que no Brasil, discorrer sobre o período ditatorial. O resultado não se limitou à divulgação de suas infelizes frases do passado, mas também houve uma entrevista do próprio presidente do Chile, distanciando-se das posições de Bolsonaro.

CRÍTICA AOS MIGRANTES – Nos Estados Unidos, nessa plataforma diplomática que acaba inundando as redes sociais, Bolsonaro afirmou que a maioria dos imigrantes é mal-intencionada. Ainda bem que desmentiu em seguida.

Na mesma semana, Eduardo Bolsonaro, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, declarou que os imigrantes ilegais eram uma vergonha para o país. Se ele lesse os arquivos da comissão, veria que, no passado, havia um grande empenho para ajudar os brasileiros em situação irregular em todo o mundo. Chegamos a criar consulados itinerantes. Os próprios parlamentares evangélicos eram muito atuantes nessa frente.

Tudo bem, meu interesse não é argumentar contra as ideias de Bolsonaro ou mesmo as dos utópicos de esquerda. Quero apenas dizer que a posição missionária de Bolsonaro e do grupo intelectual que o inspira pode desencadear forças destrutivas. Quando o governo tem a pretensão de governar comportamentos, fica impossível achar um modus vivendi.

SEM BASE ALIADA – Isso influencia até a relação com o Parlamento. Bolsonaro, até agora, foi incapaz de organizar, quanto mais ampliar, sua base. Não fez um gesto republicano para a oposição. Na verdade, não ocupou e parece não ter querido ocupar o espaço do presidente de todos os brasileiros de dentro e fora do país.

Não adianta falar muito, apenas esperar que as forças destrutivas encerrem seu ciclo numa volta à realidade ou então num desastre. Grupos e mentalidades muito fechadas tendem a considerar as críticas como um esforço conspiratório, para minar a legitimidade do governo.

Como no castelo de Kakfa, havia uma porta aberta pela eleição. Bolsonaro não a encontrou. Não se perdeu no Twitter. Está perdido.

Autonomia da UESPI

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Por Murilo Noleto

É realmente patético esse imbróglio sobre a greve de professores e alunos da UESPI, em decorrência da falência total da principal instituição de Ensino Superior do Estado do Piauí.

Reuniões, audiências públicas com o governador Wellington Dias e na Assembleia Legislativa, tudo embromação.

O Estado do Piauí, está quebrado financeiramente de há muito, e a UESPI na consta das prioridades administrativas- se é que elas existem – do atual governo.

A única alternativa possível para pôr  a cobro essa falência da UESPI, seria os senhores e senhoras deputados, emendarem a Constituição Estadual, determinando um percentual fixo do Orçamento Estadual, para a UESPI, assim como já é estabelecido constitucionalmente ao Ministério Público, Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa.

Só para ilustrar a importância que o mundo desenvolvido dá a educação, foi noticiado recentemente , que na Alemanha , terceira economia do mundo, os médicos e engenheiros daquele país-líder em tecnologia- em audiência com a primeiro-ministro Angela Merkell, reclamaram de estarem percebendo salários inferiores aos professores.

Sabem  qual foi a resposta da governante mais poderosa da Europa?

Angela Merkell, dirigindo-se aos médicos e engenheiros , lhes disse:

‘ Como é que é?
Vocês , médicos e engenheiros, querem ter melhores salários do que os professores do nosso país, impossível ‘

Esse é o único diferencial existente na face da terra, entre países que sempre tiveram a Educação Pública como prioridade daqueles que a esqueceram total e completamente.

É isso.

Assessoria de Imprensa e seu papel fundamental na disseminação responsável de informações

Por: Vera Lucia Rodrigues*

Hoje em dia muito se fala em ‘espalhar notícia’, isso, com o advento do mundo digital, tem se tornado mais fácil e rápido, no entanto é sempre bom lembrar que nem tudo que é dito na internet, necessariamente, é verdade e aí começa uma longa discussão sobre o papel do jornalismo e, principalmente, da assessoria de imprensa na disseminação de informações na era da internet.

Desde seu início, o trabalho da assessoria de imprensa foi, principalmente, o de auxiliar na divulgação de conteúdos de seus clientes, isso, lógico de maneira responsável e verdadeira. Atualmente, a assessoria de imprensa tem vários papéis e com o aumento das demandas criadas pela internet precisou se adaptar aos novos meios de divulgação, passando a fazer parte de um conjunto de ações de propagação de marca nos meios digitais chamado de Marketing Digital.

Dentro desse grupo são vários os tipos de ferramentas que podem ser utilizados, entre elas a comunicação nas mídias sociais, otimizar em termos de pesquisa (SEO), entre outros, mas nesse artigo vamos nos ater ao papel da assessoria de imprensa dentro desse mundo de possibilidades comunicacionais.

Muito se fala ainda sobre os modos tradicionais da assessoria de imprensa que pensa apenas nos meios clássicos (Impresso, TV e rádio), no entanto há alguns anos as agências de assessoria de imprensa vêm se transformando em agências de comunicação e, portanto, ampliando seu leque de serviços oferecidos. Isso não significa que não se faz mais assessoria de imprensa, mas sim que o trabalho se expandiu, atingindo novos segmentos e patamares.

Na Assessoria de Imprensa Tradicional o trabalho continua sendo auxiliar os clientes a serem notados pela mídia, preparando sua comunica��ão institucional para que cause boa impressão e ofereça visibilidade positiva para a sua marca através de press releases, clippings e follow ups necessários para mensurar se sua estratégia de imprensa funciona. O papel da Assessoria de Imprensa Tradicional é aumentar a visibilidade do negócio nos veículos de comunicação tradicionais, como jornais, revistas, rádio e TV.

Já na Assessoria de Imprensa On-line embora os objetivos sejam os mesmos do trabalho desenvolvido na tradicional, em função da dinâmica e características da própria web, o profissional de comunicação precisa se adaptar às técnicas, ferramentas e até mesmo exigências destes veículos, sejam eles redes sociais, blogs ou sites.

Uma das dificuldades desse trabalho hoje é que há quem diga que qualquer um faz isso. Essa alegação é uma grande falácia, afinal as assessorias de imprensa atuam com conteúdos relevantes e verdadeiros. Ao contrário de quem compartilha materiais apenas por compartilhar, sem checar de onde vem e muito menos se preocupando no que pode resultar, os novos modelos de agencia de comunicação levam em conta as tradições de disseminar boas, uteis e verdadeiras notícias.

Diante disso, podemos afirmar que a Assessoria de Imprensa desempenha um importante papel na notoriedade, credibilidade e imagem de uma empresa junto do seu mercado. Também podemos salientar a importância do Marketing Digital para que a empresa seja encontrada online pelo público e consiga que evolua de visitante no site até lead, cliente e finalmente fã. Os resultados são muito superiores se as ações forem integradas.

*Vera Lucia Rodrigues é jornalista, mestre em comunicação social e há 37 anos dirige a Vervi Assessoria de Comunicação

Sem radar, motoristas ficam livres para voar!

Acidente na BR-316

Por: Zózimo Tavares

Tem muita gente comemorando a decisão do presidente Jair Bolsonaro que barra a instalação de mais de 8 mil radares eletrônicos nas estradas federais de todo o país.

Ele alegou que o objetivo principal desses aparelhos é arrecadar recursos. Ou, como se diz popularmente, é a tal “indústria da multa”.

Bolsonaro certamente não conhece a selvageria nas rodovias federais nem os dados do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre os acidentes nas BR’s.

Excesso de velocidade

Um levantamento da Polícia Rodoviária Federal, divulgado no ano passado, mas com dados de 2017, mostra que naquele ano foram expedidos 5,8 milhões de autos de infração.

O aumento em relação ao ano anterior foi de 4,8% e atesta que os motoristas ainda se comportam muito mal nas estradas.

O maior responsável pelas multas foi exatamente o excesso de velocidade em até 20% da máxima permitida: foram mais de 2 milhões de autuações.

Radar da PRF flagra carro a mais de 180km

Mortos e feridos

O levantamento mostra que mais de 6.000 pessoas morreram nas estradas federais em 2017.

Isso significa que, em média, os acidentes tiraram a vida de 17 pessoas por dia. 

O total de feridos nesses acidentes, conforme o estudo da PRF, foi de aproximadamente 84 mil. Isso representa um pouco mais de um ferido por acidente.

Os custos dos acidentes

Outra pesquisa, relativa a 2015, mostra que os acidentes de trânsito geraram um gasto de R$ 52 bilhões para o Brasil naquele ano.

O levantamento foi feito pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

Conforme a pesquisa, cada brasileiro gastou R$ 255 ao longo do ano com acidentes de trânsito.

Esse custo significa o quanto cada cidadão, mesmo sem estar envolvido em acidentes de trânsito, desembolsou com despesas relacionadas com eles.

Ou seja, são gastos com acidentados (hospitais, médicos, infraestrutura, medicamentos, pronto-atendimento, entre outros).

Todas essas despesas são pagas através de impostos.

As despesas dos acidentes começam com o Sus e chegam à Previdência

Piauí é campeão

Ao se analisar os dados per capita desse levantamento, os estados do Piauí e Tocantins lideram o ranking, com gastos que chegam perto de R$ 500 por pessoa –  quase o dobro da média brasileira.

Esses números aumentaram, certamente, desde que essas pesquisas foram feitas.

Então, essa decisão do presidente de retirar os radares das estradas não passa de mais um ato demagógico, para ser louvado pelos que se acham cheios de direitos e são contumazes infratores da legislação de trânsito.

No Piauí mesmo, os radares da PRF já flagraram motorista andando a 180 quilômetros por hora.

Agora, sem o radar, esse tipo de motorista vai querer voar nas estradas!

O salário do magistério

Por:Arimatéia Azevedo

Terminou sem acordo a reunião entre o governador Wellington Dias e representantes dos professores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), que estão em greve desde o último dia 18. Sem uma resposta, o governador evitou falar com a imprensa e delegou a função a Osmar Júnior, que muito falou e não disse nada. Mas, ainda assim, é de se alertar que uma nova greve não parece ser uma opção que agrade a maioria da categoria.

A desorganização do calendário em razão da greve do ano passado tem sido uma das razões para muitos professores rejeitarem uma nova paralisação de longo prazo. Contudo, o fato de não haver uma disposição maior para outra greve, o governo estadual precisa criar um canal de diálogo, quem sabe até uma mesa permanente de negociação com os professores, sobretudo se for considerado o fato de estarem sendo negados direitos como o próprio reajuste salarial para a categoria, de 4,17%, bem assim de progressões e mudanças de classe. O governo alega, com razão, que a concessão do aumento ensejaria o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Também alega, novamente com razão, que no Piauí o valor pago aos professores com 40 horas semanais de trabalho é maior que o fixado para o piso nacional do magistério, que é de R$ 2.557,74. Ocorre, no entanto, que desde a criação do piso, em 2008, o estado do Piauí utiliza o percentual de reajuste do piso para o aumento anual do salário de professores, em medida bastante justa, aliás. Fugir dessa condição simplesmente não é possível, pelo fato de que a categoria está entre as mais mal remuneradas em carreiras próprias do Estado. Ora, assim sendo, parece razoável que o governador determine que se dialogue com a categoria. Pode-se dizer que ainda não se definiu o secretário da Educação, mas essa desculpa não cola porque no direito administrativo, que rege essas relações, não se pode descontinuar serviços e ações, mesmo que não se tenha um gestor nomeado. 

Deu a louca na esquerda!

Por: Zózimo Tavares 

O governo Bolsonaro ainda está desorientado, três meses depois de tomar posse. Ainda está totalmente perdido nos labirintos do poder. E também deixou tonta a oposição.

Até aqui, o governo tem vivido praticamente de factoides. Outro dia, o presidente Jair Bolsonaro sugeriu a comemoração da passagem dos 55 anos do golpe de 64. Pra quê? Na oposição, apareceu gente até com proposta de impeachment do presidente!

Ora, Bolsonaro poderia sofrer um pedido de impeachment, em um caso como este, se, com a formação militar, política e ideológica que tem, aparecesse louvando o regime comunista de Fidel Castro ou outro assemelhado.

 

Se tal ocorresse, ou seja, se Bolsonaro jogasse flores no regime cubano, não seria descabido propor o seu afastamento do cargo, por insanidade mental.

Já presidente fazer louvação a 64 apenas confirma que ele está com suas faculdades mentais em perfeitas condições.

Emenda e soneto

A oposição partiu com tanta euforia para propor o impeachment do presidente que esqueceu um detalhe pequeno, porém importante – e nem falo na ladainha “impeachment é golpe!”, de quando a esquerda estava no poder.

Pois bem! Na remota hipótese de vingar o afastamento de Bolsonaro, ele seria substituído por um general, o vice-presidente Hamilton Mourão. E a emenda sairia pior do que o soneto.

Há muito, Bolsonaro deixou de ser um militar. Desde que se reformou como capitão do Exército, ele virou um político profissional. Há 30 anos tem mandatos eletivos, isto é, elege-se, reelege-se e ainda elege filhos e outros parentes e aderentes.

Não há, na história do mundo, desde a Revolução Russa de 1917, algo nem parecido, ou seja, a esquerda lutar para tomar o poder de um político profissional e entregá-lo a um militar de direita.

No Brasil, porém, a esquerda, à falta de algo mais inteligente para fazer, se arrisca a tal vexam

As águas vão rolar

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Por Arimatéia Azevedo

Esta não é a primeira e infelizmente não será a última vez que este colunista discorrerá sobre a falta de um bom plano para aproveitamento de recursos hídricos no Estado do Piauí. Para o Estado 2019 é o melhor ano de chuvas em quase uma década, mas em vez de as chuvas serem portadoras de boas notícias, têm sido as precipitações a causa de destruição.

Por todo o Piauí só se tem informações de que o volume de chuvas para além do esperado resultou na destruição de pequenos açudes e de estradas. Inundações e pontos de alagamento infelicitam pessoas de norte a sul do Estado.

O que deveria ser bênção se configura em flagelo, muito menos pela quantidade de chuvas, muito mais pela postura imprevidente e pela falta de planejamento do poder público, em todos os níveis, mas, sobretudo, no estadual.

Desde 2009, quando a falta de manutenção custou uma barragem de R$ 100 milhões, nove vidas humanas e prejuízos continuados em terras degradadas, foi pouca ou inexiste a ação do governo estadual para conservar, melhor usar e expandir barragens pelo Piauí. As lições de Algodões não foram tomadas.

Seguiremos vendo as águas rolarem fazendo estragos em vez de serem estocadas e usadas para produzir riqueza e alegria. Nesse diapasão, o Piauí vai continuar assistindo às águas se esvaírem e, ao final de um ciclo de chuvas, a seca se instalar como se um castigo fosse.

 

De metralhadora em punho

Por Murilo Noleto

Quando pensamos que já assistimos a tudo o que possa existir em termos de esquisitices de um governo, como o de Wellington Dias, os integrantes da administração pública estadual parecem ter um verdadeiro arsenal de novidades a apresentar aos pagadores de impostos deste Estado, que surpreendem até, os incrédulos de plantão.

A posse do secretário de Segurança Pública do Estado do Piauí, Deputado Fábio Abreu, realizada no Salão Nobre do Palácio de Karnak, na última sexta-feira, provocou uma cena patética, instantes em que o Deputado Federal Fábio Abreu empunhou uma submetralhadora, superando em termos de realismo, as simulações de porte de uma arma de fogo, feitas com as mãos durante a campanha eleitoral pelo presidente Jair Bolsonaro.

Fico imaginando como ficou a militância do Partido dos Trabalhadores, presente à solenidade, ferrenhos adversários que foram e serão de um presidente que prega a posse de armas de forma desbragada.

É, realmente os tempos são outros, ou dito de outra forma, como a manutenção do poder, põe por terra todos os “princípios ideológicos” que os detentores da máquina administrativa estadual, ao longos dos anos tentaram incutir na patuleia, praticando uma desonestidade inaudita.

É isso.

Para além dos gestos

Por Arthur Cunha – especial para o blog

Deus, que, não tenho dúvidas, é brasileiro, deve ter ouvido as nossas preces e iluminado a mente e o coração dos nossos governantes. Os gestos, ontem, do Executivo e do Legislativo no sentido de distensionar o clima ruim foi louvável; isso é preciso registrar. Mas foi apenas o primeiro passo no sentido de aprovar a agenda que o Brasil precisa para sair da crise.

Quando todo mundo achava que a confusão iria feder de vez, os encontros do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, com os ministros Paulo Guedes (Economia), para tratar da reforma da Previdência, e Sérgio Moro (Justiça), com o objetivo de trata do pacote anticrime, foram quase que como uma luz no fim do túnel. Agora, repito, foi só o começo.

O presidente Bolsonaro, que também sinalizou positivamente, tem um papel importantíssimo nesse processo. E simples. Ele só precisa calar a boca e evitar falar besteira. Quando precisar dar alguma declaração em referência aos temas, que seja um elogio. Parece pedir demais quando se fala do Jair. Mas não custa nada sonhar.

É claro que o presidente não pode virar as costas para quem o elegeu, e começar a distribuir cargos e emendas em troca de apoio político para a pauta do Governo Federal. Mas, calma, toda generalização é burra. Há, sim, gente séria no Congresso interessada em debater e aprovar leis que melhorem a vida no País, traga de volta os empregos e nos tire da crise. É com essa turma que Bolsonaro precisa se agarrar.