Começo de governo

Resultado de imagem para Arimatéia Azevedo

Por Arimatéia Azevedo

Se mantidas as afirmações sobre a montagem do “novo” governo de Wellington Dias, em seu quarto mandato, esta semana pós-páscoa deverá selar o início de uma gestão com equipe escalada, não tão nova assim, mas obrigada a enfrentar uma realidade que se apresenta tanto nova quanto difícil, de um aperto fiscal sem precedentes, com pouco dinheiro para investimentos e a obrigação de administrar uma recorrente escassez no custeio – aquele dinheiro para manter o dia-a-dia das máquinas administrativas na repartição quase feudal que se faz da administração pública estadual.

Não há o que se comentar, com efeito, do time que Wellington Dias vai colocar em campo, porque é mais do mesmo, com um desenho que é bastante conhecido de seus governos anteriores.

Assim sendo, o que se pode esperar é a possibilidade de que compreendam os gestores sobre a necessidade de se fazer algo realmente inovador, de se buscar resultados dentro de um cenário de absoluta dificuldade, o que requer maior cuidado na elaboração e execução de projetos, a busca de recursos externos que demandem o mínimo de contrapartida.

Que os indicados entendam que antes de servirem para serem operadores de dinheiro escuso, se prestem aos afazeres de interesse da população, que zelem pelos investimentos em favor da maioria, para produzir mais riqueza, menos enriquecimento ilícito e menos votos em currais eleitorais.

Oposição e governo fazem contas diferentes

Imagem relacionada

Por: Zózimo Tavares

A oposição e o Governo do Estado estão fazendo contas diferentes sobre a situação financeira do Piauí.

No meio da semana passada, o presidente regional do PSDB, ex-deputado Luciano Nunes, candidato derrotado ao governo nas eleições de 2018, informou que o Estado deve R$ 1 bilhão e 300 milhões a empreiteiros, fornecedores e prestadores de serviço.

Conforme o tucano, essas dívidas estão inscritas em “Restos a pagar”, ou seja, correspondem às despesas que foram efetuadas e não pagas dentro do exercício financeiro de 2018.

Ele destacou que os dados sobre a dívida eram oficiais, pois estão no Balanço Geral do Estado, divulgado há poucos dias pelo governo.

O ex-parlamentar sustenta que se trata da maior “pedalada fiscal” do Estado e enfatiza que as dívidas não pagas quebraram empresas e muitos trabalhadores perderam o emprego no Piauí.

Frente de obras

O Governo do Estado mostra, porém, uma situação bem diferente dessa política de terra arrasada apontada pela oposição.

O governador Wellington Dias anunciou, depois de uma reunião técnica com auxiliares, a execução de um conjunto de obras previstas no contrato do empréstimo Finisa II, contraído junto à Caixa Econômica Federal.

“Estas obras já estão em andamento. No momento, são R$ 22 milhões que se somarão aos R$ 315 milhões do Finisa I. Já estamos com a programação ajustada para investir, por todo o Estado, em obras de estradas, pontes, o Centro de Convenções, a Adutora do Litoral, dentre outras”, adiantou o governador.

Duplicação

Wellington disse que esse novo programa de obras começa pela retomada dos serviços de duplicação das BR-343 e 316, nos acessos a Teresina, agora depois da Semana Santa.

No início deste mês, o superintendente regional do Dnit, Ribamar Bastos, informou que as obras de alargamento dos acessos a Teresina estavam paralisadas e sem contrato.

As duas empreiteiras que trabalhavam nos trechos romperam os contratos com o Governo do Estado e abandonaram os serviços por falta de pagamento.

A Construtora Copa, que trabalhava na BR-343, saiu no final do ano passado. A Construtora Sucesso deixou a BR-316 no começo de abril.

Dinheiro em caixa

Segundo Wellington Dias, o governo possui cerca de R$100 milhões em caixa para tocar e concluir esses serviços.

As empresas colocadas na licitação depois das que abandonaram as obras estão sendo chamadas para retomar os serviços.

“Este valor é o suficiente para as duas obras. Com isso, iremos viabilizar geração de emprego e de atividade econômica, dando solução com o alargamento na saída de Teresina, o que permitirá o maior conforto dos motoristas, além de ter uma rodovia bem melhor que se soma ao rodoanel”, afirmou.

O anúncio oficial da retomada da duplicação das BRs, além das outras obras enumeradas pelo governador, é uma indicação de que a situação financeira do Piauí já deve ser outra diferente da apresentada no Balanço Geral do Estado.

Aqui ninguém precisa de esmola somos ricos/ – Acoorrrda  q’uistão  nos rrruuubaaanndo!

 

Por Antonio Gallas Pimentel.

Anos 1960. Semana Santa em Tutóia cidade do litoral maranhense.  Nessa época os chamados dias grandes eram guardados com todo respeito. Era pecado tomar-se banho na Sexta-Feira da Paixão, ou receber dinheiro pela comercialização de algum produto.

Diziam que o Expedito Gonçalves, um cabo da Marinha que serviu na Capitania dos Portos em Tutóia, ficara com o corpo cheio de cabelos porque tinha tomado banho numa Sexta-Feira  Santa. Na nossa infãncia conhecemos o  Mola Deu, um mendigo que tinha dificuldade em pronunciar a expressão uma esmola pelo amor de Deus. Também comentavam  que a causa disso é  porque cometera  uma atrocidade durante a Semana Santa.  Tudo mito!

Mas mito ou verdade, tinha-se grande respeito pelos dias santificados. Música? Som alto? Nem pensar. As rádios transmitiam apenas músicas clássicas ou religiosas.  E somente  orquestradas.

A fartura imperava! A troca de bolo, de jejuns, muitas vezes chamadas deesmolas,  entre pessoas amigas, era uma tradição.

Dona Zila Galas minha mãe adotiva fazia bolos como ninguém. Seus bolos eram bastante apreciados e por isso nessa época muita gente levava jejuns para nossa casa  com objetivo de receberem os saborosos bolos que ela fazia. Deu que, certa vez, durante esse período de Semana Santa, bateram palmas no portão e eu fui atender.  Eu deveria ter entre nove e dez anos de idade. Encontro duas crianças mais velhas que eu, segurando uma bandeja de alumínio contendo cinco espigas de milho (descascadas) e um mói (*) de feijão verde. Ao me verem  disseram: – viemos aqui deixar essa esmola que a mamãe mandou. Eu prontamente respondi: – aqui ningém precisa de esmola não, nós somos ricos!  Quanta ingenuidade! Quanta inocência na cabeça de uma criança!

As crianças, meio encabuladas  já iam dando meia-volta quando dona Zila apareceu e contornou a situação. Mas de uma coisa eu tinha certeza: podia preparar as costas para as chibatadas no Sábado. Teria que aprender a ter humilde diante das pessoas.

Mas a expectativa de toda a criançada e também de muitos adultos era  o Domingo da Ressurreição  com a malhação e queima do Judas.

O Judas era confeccionado na sexta-feira ou no sábado,  e escondido em algum lugar para que não fosse roubado,  e até porque,  tinha o desafio da procura no dia seguinte com mérito para quem o encontrasse.

Nesse dia os irmãos Reubem e Tufy, filhos do Nagib, com a ajuda do primo  Maurício ( o conhecido braço de radiola) filho do Fuad, confeccionaram o Judas e resolveram esconde-lo na alcova  do casal Marta e Felipe Zeidan que o povo chamava de carcamanos.

A família Zeidan veio da Siria, um dos dezenove países que hoje formam o Mundo Árabe.

Trabalhadores, prosperaram em Tutóia,  construíram uma grande prole e pelos seus méritos,  fazem parte da história daquele município.  Eram conhecidos como os carcamanos . Todavia, é errado se dizer que os árabes,  quer sejam   sírios,  libaneses, ou de outro país desse bloco são  carcamanos,  tendo em vista que esta expressão é de origem italiana, pois foram  os italianos os primeiros imigrantes a chegar em São Paulo.

Mas voltando ao Judas escondido na casa  do casal Marta e Felipe Zeidan, vazou a informação e alguém da minha turma, não lembro quem, foi roubar o tal Judas. Sorrateiramente entrou no quarto, apoderou-se do dito cujo colocando-o sobre o ombro e rumou para dar o fora da casa. Na saída, por causa do escuro do quarto (energia elétrica só até as 22 horas e quando tinha!) e da pressa, o pseudo ladrão  tropeçou num  pinico esmaltado provocando um barulho infernal. Apressado em  deixar o quarto, e talvez  pelo mais  puro azar,  esbarrou na rede de dona Marta acordando a distinta senhora.  Foi quando se  ouviu  num português arrastado e bem alto a seguinte frase  :  – Acoorrrda Feliiipa q’uistão  nos rrruuubaaanndo!

Aí não teve jeito: jogou o Judas no chão e pernas pra que te quero!

 

(*) Mói é uma contração utilizada no nordeste  para “molho”, significando uma certa quantidade.

Texto: Antonio Gallas

Ilustração: Foto da WEB modificada do aplicativo “Pencil Sketch (play store)

Censura: confusão no país

Episódio de censura revela a perigosa confusão existente no país. Personagens mudam de posição a cada momento e todos os gatos parecem pardos

André Singer – Folha de S.Paulo

De que lado está Antonio Dias Toffoli? De parte com Lula, de quem foi auxiliar, ou dos que atacaram Lula, como Gilmar Mendes, de quem se tornou amigo? 

Ao constranger a liberdade de um veículo de direita, Alexandre de Moraes, que também é de direita, encontra-se em que posição? 

Quando utilizam o arbítrio para coibir ataques, quiçá também arbitrários, os meritíssimos do STF (Supremo Tribunal Federal) ajudam a quem?

episódio da “censura” encerrado quinta (18), com a liberação da reportagem da revista Crusoé, revela a perigosa confusão em que nos encontramos. No terreno pantanoso, em que personagens mudam de posição a cada momento, todos os gatos parecem pardos, estimulando o golpismo. 

E contumazes adversários da imprensa, como o presidente Bolsonaro, aproveitam para pescar em águas turvas, declarando que, sem a mídia, “a chama da democracia se apaga”. 

Em tais momentos, convém baixar a bola e recomeçar a jogada desde atrás. O estopim do golpismo veio da Operação Lava Jato. A partir de 2014, “prisões alongadas”, na expressão de um dos atores acima citados, começaram a ser executadas ao bel-prazer de promotores, delegados e juízes. Na época, o impacto das revelações escandalosas —e pelo menos em parte reais— atordoou a consciência do que se passava.

Aos poucos ficou claro que se instalava um poder paralelo e parcial. Visava, sobretudo, embora não exclusivamente, destruir o PT e o lulismo. A ofensiva teve papel decisivo no impeachment de Dilma. 

Após o impedimento, setores que tinham feito vista grossa aos desmandos do “tenentismo togado”, certeiro nome sugerido pelo sociólogo Luiz Werneck Vianna, começaram a lhe opor resistência. Talvez por cálculo, uma vez que agora o MDB e o PSDB entravam na mira. Pouco importa.

Os torquemadas retrucaram com a melhor arma de que dispõem: novas e críveis denúncias de corrupção. O episódio Joesley Batista, que quase levou Michel Temer pelo mesmo caminho que Rousseff, foi emblemático do confronto em curso. O ex-presidente sobreviveu graças ao Congresso. Depois, a eleição de Bolsonaro 

 

No desmonte, até a Chesf

João Henrique aceita convite do governador Ibaneis e vai dirigir o Sebrae-DF (Foto: Ascom)

Por: Arimatéia Azevedo

Com a defenestração do ex-ministro João Henrique Souza da presidência do Sebrae, o Piauí perde em questão de meses, dois importantes órgãos: A Codevasf, que era presidida por Avelino Neiva e , agora, o Sebrae. João Henrique foi substituído, por birra do ministro da Economia Paulo Guedes. Que colocou no lugar o candidato que João Henrique derrotou.

Pois bem, como político do Piauí só briga por cargos e emendas – aquelas que fazem prefeitos e pequenos empreiteiros sorrirem, e eles também – vai daqui a informação de que até a Chesf vai passar a existir aqui somente através de suas torres de transmissão. Diz-se que o diretor de operação da Chesf, João Henrique de Araújo Franklin Neto, já autorizou os testes de transferência das atividades do Centro Regional de Operação de Teresina para o Centro Regional de Operação de Fortaleza, cujo processo deverá ser implantado a partir do dia primeiro de maio. E, aí, a pessoa que passou essa informação pergunta: “E a classe política do Piauí aceitará esse capricho do João Henrique de Araújo Franklin Neto sem reação”? Aceitando ou não, se vê mais um órgão federal reduzindo suas atividades no Estado e, no caso da Chesf, como se sua atuação não fosse mais tão importante como foi até então.

Enquanto isso, os congressistas – os dez deputados federais e três senadores – que não votaram em Bolsonaro correm atrás dos carguinhos para emplacar seus apadrinhados nos órgãos federais restantes.

Maré grande faz estragos na Pedra do Sal. Moradores pedem socorro.

*Por Antonio Gallas

  A  ressaca da maré provocada pela força da Lua que será  cheia nesse sábado, dia 20,  vem provocando grandes estragos em bares e restaurantes situados na orla marítima da Praia da Pedra do Sal, o ponto turístico mais atraente e encantador da cidade de Parnaíba.

Pedra do Sal, situada apenas a 13 quilômetros do centro,   ligada através de uma estrada “asfaltada”  cheia de buracos, deveria ser olhada com mais atenção pelas autoridades do Estado e do Município.   A reforma da ponte Simplício Dias que liga a Ilha Grande de Santa Izabel ao continente  demorou cerca de dois anos.

Foi aberta ao público há uns dois ou três meses, mas  a obra não foi concluída em sua totalidade. Na passarela para pedestres, o corrimão com madeira pobre oferece risco aos transeuntes, inclusive em alguns lugares não existe mais esse corrimão e a estrada apresenta trechos intrafegáveis.

Na madrugada desta quinta feira, 18 as ondas foram devastadoras destruindo bares e casas da orla marítima.  Um dos bares mais atingidos foi o conhecidíssimo Ana Barque ficou totalmente destruído causando um enorme prejuízo à sua proprietária.

Não é a primeira vez que a ressaca do mar  cusa danos aos proprietários de bares e restaurantes na Pedra do Sal. Os moradores da localidade revoltados com o descaso das autoridades para com um dos cartões postais de Parnaíba,  e principal ponto turístico da cidade, preparam um movimento de protesto para esta tarde,  com objetivo de chamar a atenção das autoridades para encontrarem uma solução para o problema , como também ajudarem às pessoas prejudicadas, pois em sua maioria são trabalhadores que tiram desses bares e restaurantes o sustento para suas família.

Fica então o nosso apelo para as autoridades de um modo geral, principalmente para  os políticos  que não se lembrem de Pedra do Sal apenas em épocas de campanha, mas também nesses momentos de agonia e aflição por qual passam seus habitantes. *Antonio Gallas Pimentel é jornalista e escritor. Fotos: JornaldaParnaíba/Raimundo Passinho.

A gente não quer só comida

Daqui de casa fico só acompanhando essa solidariedade arroz e feijão parnaibana pelos desabrigados das chuvas. Chegam as carradas de mantimentos e depois o candidato a vereador, deputado federal, governador e prefeito, enfim, toda a fauna dos mesmos animais á procura de votos, desce do veículo com aquele sorriso de gesso e passa a abraçar e beijar quem vai encontrando pela frente.

Como os políticos de carreira dessa Parnaíba carcomida pela traça do mesmismo são cara de pau! Passam o tempo todo dentro de gabinetes ou ali na praça da Graça maquinando, fazendo manobras e acordos nada éticos pra troca de partidos, pra derrubarem e dificultarem a vida dos adversários, votando títulos de cidadania pra parentes, aderentes e gente insignificante.

Políticos, claro que temos exceções, que numa hora de dificuldades de parte da população acham de dar uma cesta básica, composta por arroz, lata de sardinha 88, feijão, lata de óleo, macarrão Fortaleza, açúcar, dois ou três pacotes de biscoitos Maria, duas cabeças de alho, corante, enfim, alguma coisa pra botar no fundo da panela misturada com um mercado de galinha ou carne comprada na feira da Caramuru.

Se bem que seria bom darem um percentual de verba de gabinete pra ajuda aos desabrigados. Ganham bem pra isso. E me ocorre aqui ficar assuntando porque passa ano e vem ano e, somente pra dar um exemplo, esse problema de alagamentos não tem solução. Principalmente este mais localizado no bairro Piauí, aquele que se transformou em umbigo do mundo e que não tem engenharia da Escola Politécnica da USP que dê jeito.

Não é só comida que esta gente humilde necessita agora neste momento. Essa gente perdeu tudo o que tinha dentro de casa. A começar pela casa, veio, a geladeira, fogão, cama, colchão, as panelas, as roupas, a mochila do menino que iria pra escola, as sandálias pra ir domingo à missa na Santana.

Até agora não tomei conhecimento de nenhum vereador, deputado estadual, federal, governador, candidato que fosse, oferecer ajuda com um milheiro de tijolos, telhas, vaso sanitário, cal, tinta, ripas, caibros, grades, janelas, portas. Ou no mínimo discutir e aprovar projeto destinando terrenos para a fixação desses moradores em lugar mais seguro. Se teve eu não tenho conhecimento.

Aquela gente pobre e esquecida de quatro em quatro anos de janeiro a julho em ano de eleição, não quer só comida em cesta básica. Aquela gente quer de seus vereadores, deputados, senadores, uma atitude pra um destino que coloque suas vidas em ordem. Porque se se der apenas comida, vai ser tanta, mais tanta, que daqui a pouco vai ter gente abrindo supermercado. Pádua Marques, jornalista e escritor.

Censura nunca mais

Por:Magno Martins

A abertura de um inquérito pelo Supremo para apurar fakes news, redundando na suspensão de algumas figuras notáveis nas redes sociais, entre as quais um general da reserva, gerou um pandemônio em Brasília. Em consequência, o ministro Alexandre de Moraes censurou o site Crusoé, por trazer uma informação comprometendo o presidente da STF, Dias Toffoli, na operação Lava Jato.

Ontem, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu o arquivamento do inquérito e a anulação de todos os atos praticados no âmbito da investigação, como buscas e apreensões e a censura a sites. No documento divulgado pela Procuradoria Geral da República, o órgão informa sobre o arquivamento do inquérito por considerar a investigação ilegal. Mas o inquérito, polêmico desde a instalação, foi aberto pelo Supremo sem participação da PGR. Por isso, a decisão sobre o arquivamento ou não caberá ao próprio STF.

O corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel, determinou abertura de reclamação disciplinar para apurar o vazamento de trecho de delação do empresário Marcelo Odebrecht e que cita Dias Toffoli. Ele atendeu a pedido do conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello, que solicitou que a Corregedoria verifique se algum integrante do MP está envolvido na divulgação de informações sigilosas.

Segundo reportagem publicada na quinta (11) pela revista Crusoé, a defesa do empresário Marcelo Odebrecht juntou em um dos processos contra ele na Justiça Federal em Curitiba um documento no qual esclareceu que um personagem mencionado em e-mail, o “amigo do amigo do meu pai”, era Dias Toffoli, que, na época, era advogado-geral da União.

Desde a ditadura militar não se via tamanho absurdo de censura. Os 11 ministros do Supremo se julgam deuses intocáveis, se acostumaram a meter a sua colher em tudo. Tiraram, por exemplo, várias atribuições do Congresso, interferindo em decisões polêmicas do parlamento. Se julga, igualmente, blindado. Tanto que interferiu e impediu a instalação de uma CPI no Senado para investigar o comportamento nada republicano de alguns dos ministros daquela corte.

Gilmar Mendes, por exemplo, é acusado pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO) de vender sentenças. Ofendido, o ministro abriu um processo criminal contra o político alagoano. Raquel Dodge não conseguiu arquivar o inquérito, sendo derrotada pelo próprio ministro Alexandre de Moraes. Não podemos permitir igual retrocesso no País. Censura nunca mais.

Cara de pau – Raquel Dodge pediu o arquivamento do inquérito por considerar a investigação ilegal. Mas o processo foi aberto pelo Supremo, sem participação da PGR, e a decisão sobre o arquivamento ou não caberá ao próprio STF. Na decisão de quatro páginas, o ministro Alexandre de Moraes, que negou o arquivamento, afirma que tal procedimento, como desejava a procuradoria, “não encontra qualquer respaldo legal, além de ser intempestivo, e, se baseando em premissas absolutamente equivocadas, pretender, inconstitucional e ilegalmente, interpretar o regimento da Corte”.

Supremo parte para a censura

Por:Zózimo Tavares

O Supremo Tribunal Federal (STF) protagonizou ontem um grande e grave retrocesso, ao impor censura à revista “Crusoé” e ao site “O Antagonista”.

O ministro Alexandre de Moraes determinou que a revista e o site retirassem do ar reportagens e notas que citam o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli.

Alexandre de Moraes estipulou multa diária de R$ 100 mil e mandou a Polícia Federal ouvir os responsáveis pelo site e pela revista em até 72 horas. A primeira multa foi aplicada ontem mesmo.

Alexandre de Moraes decidiu sobre a questão porque é relator de um inquérito aberto no mês passado para apurar notícias fraudulentas que possam ferir a honra dos ministros ou vazamentos de informações sobre integrantes da Corte.

Quem é

Segundo reportagem publicada pela revista, na quinta (11), a defesa do empresário Marcelo Odebrecht juntou em um dos processos contra ele, na Justiça Federal, em Curitiba, um documento no qual esclareceu que um personagem mencionado em e-mail, o “amigo do amigo do meu pai”, era Dias Toffoli, que, na época, exercia o cargo de advogado-geral da União.

Não há menção a dinheiro ou a pagamentos de nenhuma espécie no e-mail.

Conforme a revista, o conteúdo foi enviado à Procuradoria Geral da República para esta analisar se vai ou não investigar o fato.

Em nota oficial divulgada na sexta, a PGR afirmou que não recebeu nenhum material e não comentou o conteúdo da reportagem.

A reação de Toffoli

Na própria sexta, segundo a decisão de Alexandre de Moraes, Toffoli mandou mensagem pedindo apuração, com o seguinte teor:

“Permita-me o uso desse meio para uma formalização, haja vista estar fora do Brasil. Diante de mentiras e ataques e da nota ora divulgada pela PGR que encaminho abaixo, requeiro a V. Exa. Autorizando transformar em termo está mensagem, a devida apuração das mentiras recém divulgadas por pessoas e sites ignóbeis que querem atingir as instituições brasileiras”, afirmou o presidente do Supremo.

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes cita que o esclarecimento feito pela PGR “tornam falsas as afirmações veiculadas na matéria “O amigo do amigo de meu pai”, em tópico exemplo de fake news – o que exige a intervenção do Poder Judiciário”.

Sem censura

Segundo a assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal, não se trata de censura prévia – proibida pela Constituição – mas sim de responsabilização pela publicação de material supostamente criminoso e ilegal.

Se o caso ainda não foi julgado, nem sequer investigado, como se sabe que ele é supostamente criminoso ou ilegal?

Protesto

Em nota conjunta, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) protestaram contra a censura imposta pelo STF à revista e ao site.

Para as entidades, a decisão configura “claramente censura, vedada pela Constituição”.

O resumo da ópera é que o Supremo se apequenou com a decisão de ontem. A citação ao ministro Toffoli não é uma fake news.

A referência ao presidente do Supremo foi retirada dos autos de um processo. Se o delator mentiu, aí é outra história. Muitas outras autoridades foram citadas por delatores, nesses processos da Lava Jato, e estão sendo investigadas por isso.

Erro e nervosismo

O STF também cometeu um erro estratégico e primário de comunicação. Quem não havia tomado conhecimento nem da revista nem do site, muito menos da reportagem, correu atrás.

Ou seja, o próprio STF deu à reportagem e aos veículos uma repercussão que jamais alcançariam sem esse empurrão supremo.  

Mas a decisão é preocupante, pois, além de mostrar que o STF está nervoso, indica que a Suprema Corte se mostra disposta a qualquer coisa para defender a cara de seus ministros, mesmo que eles nem precisem disso.

O jurista Rui Barbosa, que foi também jornalista militante, alertava, no seu tempo, que “A pior ditadura é a do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer”.

Fica difícil acreditar, portanto, em uma democracia na qual a instituição que deveria garantir o acesso à informção, assegurada na Constituição, é a primeira a lançar mão da censura. E para supostamente se autoproteger. 

O fim do ‘Vossa Excelência’

Para viger a partir de primeiro de maio, o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto tornando mais simples, ou tornando mais banalizada a relação de tratamento entre agentes públicos. Ou da parte da população para com os gestores com os quais não precisará usar de formalismo numa correspondência porque, pelo decreto não mais serão permitidas as expressões específicas de tratamento. Ou seja, não se pode ou deve endereçar uma correspondência ao ministro chamando-o de “Vossa Excelência”. Basta tão somente a palavra ‘Senhor’. Ou senhora, se a carta for endereçada a uma mulher, por exemplo.

Ficam, pois, abolidas, as expressões; Vossa Excelência ou Excelentíssimo; Vossa Senhoria, Vossa Magnissência, Doutor, Ilustre ou ilustríssimo, digno ou digníssimo e ‘respeitável’. Num país em que a língua culta foi pro brejo  nos 12 anos de gestão do PT, onde o próprio Ministério da Educação considerou admitir como tolerável, e, portanto, aceitável o sujeito pronunciar “a gente vamos”, ou “Nós faz”, ou mais precisamente ‘o povo vão’  e os neologismos abreviados pq (por que) e o próprio filho do atual presidente o corrige publicamente na pronuncia equivocada da palavra privilégio, não se pode mais esperar nada.

Não custa lembrar, Jânio Quadros (que renunciou aos sete meses de mandato) baixou decreto proibindo briga de galo, uso de biquínis na praia. E tudo continua em uso. 

Previdência, vermelho-hemorragia

Por: José Adalberto Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A Previdência Social vivencia um estado pré-falimentar, esta é a constatação irrecusável. Como estancar a sangria desatada, é o Xis da questão. Ao longo de décadas a Previdência funcionou como usina geradora de privilégios em favor das castas, príncipes e princesas da realeza republicana. E tem sido permissiva para as fraudes e a sonegação dos grandes devedores.

Os privilégios são mantidos pela dinâmica da inércia. Hay que reverter essa dinâmica perversa, pero sem castigar os mais pobres para não aguçar ainda mais as injustiças sociais.   

O vermelho-hemorragia, o déficit, está na faixa dos bilhões de denários, extrapola ideologias.

O futuro a Zeus pertence. E também pertence à Previdência Social. Deus proteja os aposentados do Funrural! Deus proteja os macróbios do Benefício da Prestação Continuada – BPC!

O Funrural e o Benefício da Prestação Continuada – BPC não fazem parte da Previdência Social. São políticas de assistência social, tipo o Bolsa Família, independem de contribuições, e deveriam ser consideradas cláusulas pétreas, feito os privilégios das castas.

Neste Brazil do desemprego, do subemprego e da informalidade, os beneficiários do Funrural e do BPC na maioria são arrimos de família, operam o milagre da multiplicação de migalhas. O Funrural evita o êxodo rural.

Se for restabelecido o ciclo virtuoso na economia – investimentos,  prosperidade, empregos – , haverá um refrigério nas contas públicas e será estancada ou revertida a sangria desatada na Previdência. Mas, se mantidos os privilégios das realezas, as riquezas continuarão a ser apropriadas pelos goelas e não haverá salvação.

Benefícios do Funrural e BPC entram diretamente nas artérias e veias da economia e retornam para o governo, ao menos metade, sob a forma de impostos.  

A título de livre pensar, lembremos que o famigerado Fundo Partidário irá abocanhar este ano 927 milhões e serve apenas para ninar raposas políticas dependentes das glândulas mamárias do governo. É o Benefício dos vivaldinos.

Se é para falar em austeridade, que tal zerar as benesses dos cartões corporativos do governo?! Este é o BPC das realezas republicanas.   

Ser presidente, ministro, deputado, senador, ser um príncipe da República é padecer no paraíso. Ganham super salários e desfrutam de mil mordomias. É um serviço maneiro. Por acaso já passou pela cabeça de um potentado, ao menos de raspão, a ideia de reduzir os próprios salários, digamos, em 10 por cento, para transmitir uma imagem de austeridade e dar um suspiro nos cofres públicos?! Seria gesto didático e magnânimo, exemplo maravilhoso. Mas, eu estou apenas sonhando.

A importância do curso profissionalizante contra o desemprego

*Alexandre Farhan

Recentemente ocorreu em São Paulo o mutirão pelo emprego, organizado pelo Sindicato dos Comerciários. O resultado dessa ação foi uma impressionante fila de 15 mil pessoas, que esperavam pacientemente, algumas desde a madrugada, por uma chance de recolocação profissional frente a pelo menos 6 mil ofertas de vagas.  Diante dessa cena melancólica e do abatimento dos desempregados, um dos grandes problemas constatados, por especialistas, foi que muitos que lá estavam poderiam já estar plenamente inseridos na força de trabalho se tivessem feito sua capacitação em cursos profissionalizantes. É notória que essa alternativa de treinamento gera muito mais possibilidades de empregos, e proporciona uma formação específica, formal, sistematizada, permanente e sólida, além de uma série de outros benefícios.

Independentemente de alinhamento político-ideológico ou não, o presidente Bolsonaro já havia tocado nesse tema, enaltecendo a importância da educação profissional para os brasileiros. O próprio mandatário havia falado da obsessão dos brasileiros pelo diploma de curso superior e que seria melhor se muitos deles buscassem o ensino profissionalizante para atuar, por exemplo, em consertos de eletrodomésticos ou mecânica de automóvel. Isso, por sinal, é o que ocorre em países desenvolvidos.

Ele admitiu que no período em que ainda era tenente fez curso de manutenção de máquina de lavar roupa e de geladeira. O líder do Executivo disse ainda que se quisesse viver desses trabalhos ganharia no mínimo uns R$ 12 mil por mês. É fato, que se formos procurar exemplos de trabalhadores bem-sucedidos, como por exemplo, cabelereiros, cozinheiros, mecânicos de autos, funileiros, pedreiros, marceneiros e outros, encontraremos em abundância casos de sucesso financeiro e pessoal.

O que o governante falou de fato não é novidade para muitos brasileiros, que no momento têm seu sustento e bem remunerado por meio de seus respeitados ofícios. É fácil perceber que há muita falta de mão-de-obra capacitada em vários setores e isso ocorre em todos os segmentos da economia. Em boa parte, no Brasil, operários de ‘chão-de-fábrica’ não têm formação profissional para às vezes operar máquinas que custam milhões de reais como é o caso da indústria do plástico.

Por sua vez, empresários e executivos ficam receosos de contratar empregados sem a mínima competência para comandar máquinas, que lhes exigiram grandes investimentos. Há também a questão da segurança, pois alguém mal instruído pode até gerar incêndios ou outras tragédias semelhantes. Vale citar aquela história em que ninguém gostaria que qualquer um comandasse o avião se fosse passageiro. Se é assim, o empresariado mais exigente também não vai deixar qualquer um dos seus empregados ter nas mãos um patrimônio tão valioso e custoso, inclusive na manutenção.

O sistema ‘S’ tem fornecido boa quantidade de artífices para o mercado profissional, assim como algumas ótimas escolas particulares isoladas. Mas parece que por influência de uma cultura tradicional de valorização da universidade, a juventude prefere buscar o tão almejado curso superior, tornando-se muitas vezes uma fixação social de toda a família, especialmente aquelas mais humildes. Inúmeros brasileiros enxergam a faculdade e o jovem, com seu canudo nas mãos, como a solução de todos os seus problemas, isto é, a remuneração digna, o respeito da sociedade, e até um pretenso atestado de inteligência, o que na prática naturalmente não é verdade.

A realidade é que o diploma superior em mãos não significa sempre grandes ganhos financeiros ou mesmo muitas oportunidades de trabalho. Sabe-se hoje que há carreiras do terceiro grau que são extremamente fechadas e até inacessíveis aos formados, e as escolas superiores acabam se tornando verdadeiras fábricas de desempregados diplomados.

Já os cursos profissionalizantes respondem à vontade direta das indústrias, comércios e serviços, sem meias palavras, burocracias acadêmicas ou pieguices. Nós representantes da educação profissional no Brasil temos orgulho de atuar com um compromisso único, o de produzir trabalhadores, operadores ou operários, cada vez mais capacitados para realizar seu trabalho com grande qualidade em benefício de toda a sociedade.

*Alexandre Farhan é diretor-técnico da Escola LF de cursos profissionalizantes em plásticos

Fizeram a festa e esqueceram os músicos

Por: Pádua Marques, jornalista e escritor.

Tenho um colega de longa data em Minas Gerais. E um dia desses, ele me contava que na sua terra, cidade pequena à época, pouco mais de três mil cabeças, os mais ricos de lá, pra comemorarem a vitória de um neto que havia ganhado as eleições pra prefeito, organizaram uma festa. Festa com muita comida, bebida no balde, presente pra todo mundo, coisa de dar no meio da canela da vaca que dá mais leite.

E à noite iria ter uma festa com banda, vinda do interior da Bahia, dessas que empestam e aparecem feito mosca varejeira na época do carnaval e são doidas pra comerem dinheiro de prefeituras. Porque em Minas, se não for procissão, é procissão. E voltando pra festa, muita gente veio de povoados pra se encostar no muro da igreja esperando o que iria acontecer. Porque disseram que teria uma banda afamada.

Lavaram as escadas da igreja e da prefeitura, deram uma mão de cal no meio fio das calçadas, apararam os troncos das árvores. Deixaram a cidade um brinco. E foi tanta a movimentação dessa gente que os donos esqueceram ou deixaram pra cima da hora a contratação da banda. E na hora, já adiantada ainda andavam procurando quem poderia fazer o discurso do prefeito vitorioso.

Quando se deram conta já estava adiantada a hora e ninguém havia tomado uma providência.  E chegam as moças, os rapazes, os casais convidados, as velhas aposentadas com seus vestidos de seda e com cheiro de água de colônia. O juiz e o chefe da agência do INSS já estavam há tempos numa conversa sem fim e mais adiante o prefeito que deixava o cargo ainda se debatia com o atraso da mulher em se arrumar.

E ninguém se lembrou dos músicos. O certo é que não teve quem desse conta e só em cima da hora é que descobriram a falta de organização. É dessa forma que fiquei sabendo de uma reunião que houve essa semana aqui em Parnaíba com assessores e superintendentes do prefeito Mão Santa para o setor de turismo.

Lendo as notícias verifiquei que entre os presentes não tomei conhecimento de ninguém do setor privado. Se é que tem alguém que faça parte desse conselho. Como é que tem um conselho de turismo, atividade essencialmente própria da iniciativa privada, e não tem neste conselho um representante? Pelo que li apenas pessoas com perfil de consultoria, mas sem nenhuma experiência bem sucedida.

E a velha discussão da viabilidade econômica pelo turismo da praia da Pedra do Sal, o aeroporto de final de semana, a inveja contida de Jericoacoara, no Ceará, essas coisas antigas e repetidas. Ainda vai levar bastante tempo pra essa gente leiga e aventureira perceber que desenvolvimento do turismo não se faz dentro de gabinete de governador ou de prefeito. Antes de decidir em fazer uma festa é preciso saber se tem banda de música.

W. Dias:100 dias em brancas nuvens

Por: Zózimo Tavares

Ou o governador Wellington Dias não tem efetivamente o que mostrar ou, agora, no começo do quarto mandato, já se cansou dessas bossas.

O fato é que passou em brancas nuvens, ontem, o transcurso dos primeiros 100 dias de seu novo mandato. O governo não deu um pio sobre o assunto.

Diante do silêncio do governo, que sempre foi fanfarrão nessas ocasiões, a oposição aproveitou para dar o seu recado.

O presidente regional do PSDB, Luciano Nunes, que foi candidato a governador no ano passado, postou um vídeo nas redes sociais afirmando que Wellington nada tem a apresentar. “Não tem sequer secretário”, criticou. E acrescentou: “Acumula dívidas e obras paradas”.

Conforme ainda o tucano, “O governo está amarrado aos compromissos políticos assumidos na eleição”. Assim, em 110 dias, apenas pagou a folha de salários. “E o povo fica sem educação, saúde, segurança, assistência e infraestrutura. Sem respeito e sem dignidade”.

Luciano Nunes disse ainda que, em 100 idas, o governo fez propaganda do que não fez, as dívidas crescem e o Piauí já não conta com o aval de Brasília para os empréstimos”. E concluiu:

“Os terceirizados não recebem há meses, os fornecedores não são pagos, hospitais são interditados, a polícia para e o crime domina. Em 100 dias,

o governador tirou férias e fez duas viagens ao exterior. O Piauí sangra. Nada temos a comemorar.”

POIS É!

Tiro pela culatra

Os governadores do Nordeste, que formaram uma frente antibolsonaro, parece que ainda não aprenderam uma regra simples da matemática política: essa posição deles afasta os investidores da região.

Ninguém vai querer montar um negócio em um Estado que vive às turras com o governo federal.

Sintonia

Quando há harmonia entre os três níveis de poder as coisas são difíceis, para os empreendedores, imagine quando se estabelece entre eles, os governos, o conflito político, que arrasta para si todos os demais.

A estas alturas, Bolsonaro deve estar dando é boas gargalhadas.

Balanço

A oposição está no seu papel de malhar o governo, de cobrar ação e fiscalizar seus atos.

As críticas dela ao governador Wellington Dias, pela passagem dos primeiros 100 dias do novo mandato, não levam em conta ações positivas como a reforma administrativa.

E a reforma?

A reforma não foi um passo curto, para um governo que sempre fez todo tipo de malabarismo para acomodar os aliados, sem preocupação com o tamanho, o peso e a eficácia da máquina administrativa.

A propósito, essa reforma foi reiteradamente pedida pela oposição.

A nova economia e as relações de consumo na era da inovação

Por:Janguiê Diniz(*)

O termo “nova economia” foi utilizado pela primeira vez em 1996, pela revista norte-americana BusinessWeek e fala da transição de uma economia baseada na indústria para uma economia baseada nos serviços. Apesar de já se terem transcorrido 23 anos, a expressão se mantém atual, pois o cenário econômico mundial tem se renovado, e cada vez mais rapidamente. Com o desenvolvimento das novas tecnologias, a economia de serviços ganha força e impulsiona o crescimento das startups.

Nesse cenário, a inovação e a disrupção são as palavras de ordem. O foco deixa de ser o ambiente físico para ser o virtual. E é assim que surgem as grandes empresas nascidas em garagens, as startups que explodem criando soluções que mudam paradigmas e facilitam a vida das pessoas. Essa nova economia é composta por quatro tipos de negócios: os criativos, os sociais ou de impacto, os inovadores e os escaláveis.

A disrupção é sempre presente na realidade da nova economia. Se, antes, uma empresa dependia das demandas do mercado, hoje ela própria cria uma necessidade. Imagine que, 15 anos atrás, os smartphones nem existiam e todo mundo vivia muito bem sem eles. Hoje, é quase impensável para muitas pessoas sair de casa sem seu aparelho. Acontece que rompeu-se um paradigma de mercado com o surgimento de um novo nicho, mais moderno e tecnológico. Isso é disrupção.

Na era da nova economia, empresas que não trabalham com disrupção correm grande risco de ficar para trás na competição pela clientela. Afinal, estamos permanentemente conectados e o ambiente digital tornou-se parte do dia a dia. Quem não se utiliza desse meio de infinitas possibilidades acaba se restringindo e não consegue alcançar o público que poderia.

Essa característica volátil e mutável do mercado se reflete na forma como as empresas se comportam atualmente. Estima-se que os negócios tenham tempos de vida mais curtos – de três a cinco anos. Se isso significa que estão fadados à morte? De jeito nenhum, caso consigam se reinventar e adaptar às novas realidades que se apresentam a cada momento. É um trabalho árduo e complicado, que requer muita atenção ao mercado e ao público, mas necessário para quem quer sobreviver. Em suma, a nova economia exige muito mais dedicação dos empreendedores e empresários para que suas companhias se mantenham sempre competitivas.

(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

As enchentes e a responsabilidade dos prefeitos

Neste momento centenas de famílias e milhares de pessoas, sendo homens, mulheres, crianças e idosos, estão passando por uma situação jamais imaginada nos últimos anos, as enchentes provocadas pelas chuvas e que desabrigaram em boa parte do Piauí, principalmente na região norte e ribeirinha ao Parnaíba e alguns de seus afluentes.

Ninguém queira sabor o que seja você está dentro de sua casa e ver assim de repente tudo o que tem e conseguiu juntar ser levado pela água. Móveis, eletrodomésticos, documentos, fogão, colchão comprado no Paraíba, panelas, enfim, tudo e mais um pouco. Coisa de nem dar tempo juntar as chinelas japonesas e correr para o meio da rua.

Este período chuvoso pegou muitos prefeitos com as calças na mão. Daí se pode ver que esse negócio de prefeitura é negócio sério e não pode ser entregue para qualquer um, gente sem as mínimas condições de conhecimento de como administrar uma cidade, mesmo pequena. Administrar cidade não é coisa para amadores nem sonhadores, aventureiros da boa confiança da população.

Com esta situação fica mais do que certo que a maioria dos prefeitos, e tendo por base estes da região norte, não tem base de conhecimento para administrar problemas complexos. A maioria se especializa em administrar folha de pagamento e passar o mandato de quatro anos atendendo assessor fuxiqueiro. Agora é a hora da população olhar com toda a atenção aqueles que realmente sabem trabalhar. Por: Pádua Marques, jornalista e escritor.

 

Um desastre chamado Wellington Dias

PorJosé Olímpio

Construtora Sucesso, que fazia a duplicação da BR-316 na saída Sul de Teresina, rompeu o contrato com o Estado, por falta de pagamento, e retirou suas máquinas e equipamentos do trecho; a Construtora Getel, vencedora da licitação para duplicação da BR-343, na saída Norte de Teresina, também rompeu o contrato pelos mesmos motivos, sendo substituída pela Construtora Copa que, sem ver a cor do dinheiro pelos serviços realizados, comunicou ao DER e ao DNIT que não vai mais tocar a obra e, para completar, a Só Ferro, que executava as obras de conclusão do Centro de Convenções, também caiu fora por falta de pagamento.

As obras de duplicação das duas BRs, delegadas ao Estado, foram iniciadas ainda em 2012, num total de 17 quilômetros, e a malfadada reforma do Centro de Convenções foi iniciada no final da primeira administração petista, em 2007, marcada por irregularidades, assim como as obras do Porto de Luiz Correia, o que escancara a falta de planejamento e seriedade das gestões do senhor Wellington Dias.

Centro de Convenções

Como perguntar não ofende, há que se indagar o que foi feito dos empréstimos, internos e externos, contraídos para investimento em saneamento básico e recuperação da malha rodoviária do Estado?

Um governante, por mais ordinário que seja, deixa uma marca positiva de sua passagem pelo Poder, algo que destoe do conjunto de sua obra e permaneça viva na memória de todos, pela importância que teve para a coletividade.

Qual foi a grande obra do governo petista? Absolutamente, nenhuma. O senhor Wellington Dias passou 12 anos fazendo politicagem no cargo de governador, costurando acordos espúrios e torrando o dinheiro público com o fito de se perpetuar no poder e conseguiu um 4ª mandato, mercê do coronelismo que ainda impera nos grotões do interior.

Sua Excelência se queixa da falta de recursos para conceder aumento ao funcionalismo público e inventa uma reforma administrativa de araque para enganar os tolos, dispensa humildes prestadores de serviços que ganham salário mínimo, mas preserva as sinecuras de
de apadrinhados de políticos que o apoiaram. Não toca nos privilegiados e mantém praticamente a mesma estrutura administrativa, pois extingue um órgão e repassa para outro as suas atribuições e todo o efetivo. O aluguel de carros de luxo, aeronaves e outras mordomias não acabam. Enfim, a sua reforma é um engodo.

Em razão da falta de planejamento, definição de prioridades e austeridade nos gastos públicas, as finanças estaduais estão pior do que se imagina. A Previdência estadual apresenta um déficit elevadíssimo que pode chegar à casa de R$ 1 bilhão, como admite o próprio governador, mas em vez de conjugar esforços com o Governo Federal no sentido de que seja aprovada a Reforma da Previdência, Wellington Dias brinca de fazer oposição ao presidente Jair Bolsonaro através do decantado e fantasioso Consórcio dos Governadores do Nordeste, uma inconsequência que pode quebrar definitivamente o Piauí, que depende em quase tudo de repasses da União.

Apesar da propaganda oficial em contrário, nada funciona bem no governo petista. Educação, saúde, segurança pública, estradas, tudo relegado ao mais completo abandono e com contratos investigados por suspeita de corrupção, como é o caso

da merenda e do transporte escolar, sem falar do Centro de Convenções e do Porto de Luiz Correia.

Como não tem obras para mostrar, Wellington Dias vive exibindo na mídia, como se fosse uma ação de seu governo, os investimentos da iniciativa privada em projetos de energia eólica e solar, além de experiências educacionais exitosas como a de Cocal dos Alves que nada tem a ver com o fracassado modelo de Educação implantado no Estado.

Petrônio Portella, Dirceu Mendes Arcoverde, Hugo Napoleão, Alberto Silva, Freitas Neto e Mão Santa, para ficar só nesses exemplos, deixaram obras marcantes em suas gestões, alguns mais, outros menos, mas deixaram.

Já o atual governador, pelo andar da carruagem, a única marca que deixará são as obras inacabadas, a tragédia de Algodões I, o criminoso descaso com os serviços essenciais, como educação, saúde, segurança pública e a malha rodoviária do estado, onde hoje o povo cultiva banana e outras frutas.

Se não mudar de curso, corre o risco de ficar na história como o pior governador de todos os tempos.

A maior Marcha da história

Por Arthur Cunha – especial para o blog

Brasília está lotada para a Marcha em Defesa dos Municípios. Este ano bateu todos os recordes de participação: mais de oito mil pessoas inscritas; entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários e funcionários das administrações. Pernambuco vai participar com uma grande representação. Até ontem, já eram mais de 120 prefeitos confirmados, fora os outros servidores – isso sem contar com os que ainda não fizeram suas inscrições. Tudo graças a uma articulação eficiente do presidente da Amupe, José Patriota.

A representatividade da Marcha é tanta que o presidente da República, Jair Bolsonaro, vai ao evento, hoje, com uma trupe de ministros que incluem Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça). Amanhã, será a vez dos 27 governadores se reunirem na Marcha com o objetivo de tratar pautas convergentes com o municipalismo.

A expectativa é que Bolsonaro faça alguns anúncios. Este colunista antecipou, com exclusividade, o 13º do Bolsa Família, que injetaria R$ 2,5 bilhões a mais na economia do país. O benefício, segundo aliados do presidente, é uma tentativa de trazer os nordestinos para junto. Bolsonaro quer mais proximidade com a única região em que perdeu para Fernando Haddad.

Os gestores, contudo, querem sinalizações para além do assistencialismo. Uma das principais pautas da “Carta dos Prefeitos do Nordeste”, que será entregue ao presidente, hoje, é a revisão do Pacto Federativo para ajudar a desafogar um pouco as prefeituras Brasil adentro, com tantas responsabilidades e um orçamento extremamente limitado – a maior parte dos recursos fica com a União. Se Bolsonaro quiser trazê-los para perto, tem que seguir neste caminho.

Emendas – Os bastidores daqui de Brasília apontam que, durante sua participação na Marcha, o presidente se mostrará favorável à MP 61, a ser votada hoje no Senado. Se a iniciativa for aprovada, as emendas impositivas não terão mais que passar pela Caixa Econômica; diminuindo a burocracia até o dinheiro chegar às contas das prefeituras. É mais uma tentativa de Bolsonaro de afagar; dessa vez prefeitos e parlamentes.

De olho no futuro, mas presos ao passado

Por: Janguiê Diniz (*)

Não faz muito tempo e o futuro era distante e intangível. Quando filmes do porte de 2001: Uma odisseia no espaço, ou o desenho animado mais futurista de todos, Os Jetsons, foram lançados, em plena década de 1960, apenas as mentes mais fora da caixa poderiam supor que, algum dia, ao menos parte daquilo pudesse se tornar real.

É fato que ainda não nos locomovemos em carros voadores, nem vivemos em cidades suspensas e tampouco existe consenso sobre a existência de vida fora da Terra. No entanto, é impossível negar a quantidade de coisas que até então eram tidas como pura ficção científica e que hoje fazem parte do nosso cotidiano.

Tamanha evolução em tão pouco tempo resulta no fato de que dificilmente há quem se pergunte se há algo que ainda possa ser inventado. Pelo contrário, mantemos nossas expectativas em alto nível, ansiosos pelo o que vem de inovador, ainda que não façamos ideia do que possa ser. As possibilidades são muitas e vão desde novas formas de gerir, comunicar e solucionar problemas até o desenvolvimento de procedimentos médicos cada vez menos invasivos e a descoberta da cura para diversos males que ainda nos afligem.

Aliás, é exatamente no campo da medicina onde são encontradas algumas das inovações mais significativas. Menos de cem anos separam a descoberta da penicilina do desenvolvimento de robôs capazes de realizarem cirurgias complexas e de forma precisa, inclusive comandados por um profissional situado a quilômetros de distância.

No entanto, como a efetiva compreensão das transformações e a mudança de comportamento possuem relação de tempo e espaço distintas da verificada no avanço tecnológico e científico, nossa sociedade tem experimentado contradições e desafios como a formação de profissionais capazes de atuar em um cenário cada vez mais competitivo, inovador e disruptivo.

Por exemplo, há décadas a prestação de serviços médicos mediados por tecnologias é realidade no país e no mundo. Para além dos preceitos éticos e morais que precisam ser assegurados, a integração entre tecnologia e medicina é um caminho sem volta.

Apesar disso, nossos profissionais da área da saúde continuam sendo formados por metodologias tradicionais, pautadas na velha concepção de que educação se faz com lousa, saliva e lápis. Hoje dispomos de ferramentas educacionais capazes de promover o acesso ao conhecimento acadêmico de maneira atraente e eficiente, ao passo em que competências como dinamismo, autonomia e criatividade são desenvolvidas. Entretanto, tudo isso é estrategicamente ignorado em nome de uma formação que, muito em breve, não será suficiente sequer para o atendimento básico de saúde.

Estamos diante da dicotomia de poder fazer, mas não poder aprender. Nossa cultura ainda está fortemente arraigada em concepções ultrapassadas que não só dificultam olhar a frente, mas já refletem no descompasso entre o que é aprendido e o que é demandado pelo mercado de trabalho e pela sociedade atual.

O termo educação a distância foi cunhado no início do Século XX para designar cursos de datilografia por correspondência. Em uma época na qual computadores e internet eram impensáveis, a expressão fazia sentido. Mas o que existe hoje é outra coisa completamente distinta. O que ainda é apresentado como EAD nada mais é do que educação intermediada pela tecnologia.

A fria troca de correspondências entre aluno e tutor deu lugar a ferramentas modernas e seguras que permitem a interação do estudante com professores, colegas e conteúdos enquanto ampliam a intimidade do aluno com o universo tecnológico. Além disso, nosso marco legal da educação determina que o processo educacional, seja ele presencial ou intermediado por tecnologia, deve dialogar com diretrizes curriculares previamente estabelecidas e sobre as quais são construídos os projetos pedagógicos dos cursos de graduação.

Sendo assim, se um curso demanda aulas práticas, como é o caso de medicina, mesmo que todo conteúdo teórico seja transmitido por intermédio da tecnologia, as atividades presenciais estão asseguradas e são realizadas nos polos das instituições de educação superior existentes em todo o país. Conclui-se, portanto, que não existe graduação 100% a distância para cursos na área da saúde que demandem formação prática.

Dito isso, resta-nos questionar até quando vamos permitir que visões retrógradas e interesses classistas se sobreponham a uma nova realidade que está posta e que trouxe consigo necessidades que não dialogam com omodus operandi do Século XX. São posturas que nos colocam muito mais próximos dos Flinstones do que dos Jetsons.

A modernização do processo educacional é inevitável, assim como as inovações que nos surpreendem dia a dia. Em uma área na qual a tecnologia incide diretamente em elementos como qualidade de vida, diagnósticos precoces e tratamentos precisos, ir contra à evolução tecnológica do ensino consiste em um grande retrocesso. Além disso, estarão nossos médicos preparados para teleconsultas e cirurgias robotizadas?

(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional –

 

Preso há um ano, Lula mantém PT sob controle e orienta as ações do partido

Ricardo Galhardo e Ricardo Brandt
Estadão

Um ano depois de ser preso após a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua mandando no PT. Por meio de bilhetes, cartas ou nomeando porta-vozes, o ex-presidente dá as orientações para o partido, que obedece.

A atuação da bancada petista na audiência com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na quarta-feira passada – comparada pelo presidente Jair Bolsonaro a um “pelotão de fuzilamento” – foi resultado do entendimento de que a reforma da Previdência é impopular e tem potencial para provocar o descolamento de parte do eleitorado de Bolsonaro, especialmente os eleitores evangélicos de baixa renda que não querem perder direitos nem viver com dúvidas quanto à aposentadoria.

O FOCO DE LULA – De sua cela improvisada na sala de 15 metros quadrados na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula emitiu a ordem dez dias atrás: o PT deve deixar para o segundo semestre as discussões sobre a escolha da próxima direção partidária, marcada para novembro, e concentrar na reforma da Previdência sua atuação como oposição a Bolsonaro. Este vai ser o foco do partido nos próximos meses.

Além disso, Lula diz que a postura “subalterna” de Bolsonaro diante do presidente dos EUA, Donald Trump, poderia servir de vetor para o descontentamento de uma parcela nacionalista do eleitorado.

Mas a principal intervenção feita pelo ex-presidente nos últimos dias foi em relação à disputa interna do PT. Na semana passada, ele chamou o deputado José Guimarães (PT-CE), que tenta construir uma candidatura à presidência da sigla, para uma conversa em Curitiba. “Ele apontou três questões centrais para o PT em 2019: o foco agora são a reforma da Previdência e a soberania. O debate sobre a renovação do partido fica para o segundo semestre”, disse o deputado.

COMO BOMBEIRO – Além disso, Lula agiu como bombeiro na escalada de atritos entre o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Segundo aliados de ambos, a rivalidade continua, mas o clima melhorou. Raramente algum petista questiona as orientações do ex-presidente. Em público, nunca.

Para analistas, a incapacidade do PT de andar com as próprias pernas um ano depois da prisão de Lula pode ser ruim para o partido no futuro. “Essa relação do PT com seu líder é perigosa porque nega a renovação. Ainda mais quando este líder não pode se comunicar”, disse o cientista político Carlos Melo, do Insper.

O cientista político Fábio Wanderley dos Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), vincula a prisão à migração de eleitores de Lula para Bolsonaro na eleição do ano passado. “Um grupo do eleitorado tem uma certa identificação com líderes populistas.”

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Enquanto Lula estiver vivo, o PT se manterá atuante. Neste domingo, houve protestos contra a prisão de Lula em várias cidades, assim como manifestações a favor da Lava Jato. Na Avenida Paulista, os dois grupos se cruzaram, houve tumulto e brigas. Mas o PT tem um encontro marcado com o fracasso, porque Lula não sairá da cadeia. Atrás das grades, ele pode até fingir que é o novo Nelson Mandela, mas somente os fanáticos ainda acreditam nele. Lula já era e não deixou herdeiros, porque impediu que surgissem novas lideranças. (C.N.)