A gente não quer só comida

Daqui de casa fico só acompanhando essa solidariedade arroz e feijão parnaibana pelos desabrigados das chuvas. Chegam as carradas de mantimentos e depois o candidato a vereador, deputado federal, governador e prefeito, enfim, toda a fauna dos mesmos animais á procura de votos, desce do veículo com aquele sorriso de gesso e passa a abraçar e beijar quem vai encontrando pela frente.

Como os políticos de carreira dessa Parnaíba carcomida pela traça do mesmismo são cara de pau! Passam o tempo todo dentro de gabinetes ou ali na praça da Graça maquinando, fazendo manobras e acordos nada éticos pra troca de partidos, pra derrubarem e dificultarem a vida dos adversários, votando títulos de cidadania pra parentes, aderentes e gente insignificante.

Políticos, claro que temos exceções, que numa hora de dificuldades de parte da população acham de dar uma cesta básica, composta por arroz, lata de sardinha 88, feijão, lata de óleo, macarrão Fortaleza, açúcar, dois ou três pacotes de biscoitos Maria, duas cabeças de alho, corante, enfim, alguma coisa pra botar no fundo da panela misturada com um mercado de galinha ou carne comprada na feira da Caramuru.

Se bem que seria bom darem um percentual de verba de gabinete pra ajuda aos desabrigados. Ganham bem pra isso. E me ocorre aqui ficar assuntando porque passa ano e vem ano e, somente pra dar um exemplo, esse problema de alagamentos não tem solução. Principalmente este mais localizado no bairro Piauí, aquele que se transformou em umbigo do mundo e que não tem engenharia da Escola Politécnica da USP que dê jeito.

Não é só comida que esta gente humilde necessita agora neste momento. Essa gente perdeu tudo o que tinha dentro de casa. A começar pela casa, veio, a geladeira, fogão, cama, colchão, as panelas, as roupas, a mochila do menino que iria pra escola, as sandálias pra ir domingo à missa na Santana.

Até agora não tomei conhecimento de nenhum vereador, deputado estadual, federal, governador, candidato que fosse, oferecer ajuda com um milheiro de tijolos, telhas, vaso sanitário, cal, tinta, ripas, caibros, grades, janelas, portas. Ou no mínimo discutir e aprovar projeto destinando terrenos para a fixação desses moradores em lugar mais seguro. Se teve eu não tenho conhecimento.

Aquela gente pobre e esquecida de quatro em quatro anos de janeiro a julho em ano de eleição, não quer só comida em cesta básica. Aquela gente quer de seus vereadores, deputados, senadores, uma atitude pra um destino que coloque suas vidas em ordem. Porque se se der apenas comida, vai ser tanta, mais tanta, que daqui a pouco vai ter gente abrindo supermercado. Pádua Marques, jornalista e escritor.

Censura nunca mais

Por:Magno Martins

A abertura de um inquérito pelo Supremo para apurar fakes news, redundando na suspensão de algumas figuras notáveis nas redes sociais, entre as quais um general da reserva, gerou um pandemônio em Brasília. Em consequência, o ministro Alexandre de Moraes censurou o site Crusoé, por trazer uma informação comprometendo o presidente da STF, Dias Toffoli, na operação Lava Jato.

Ontem, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu o arquivamento do inquérito e a anulação de todos os atos praticados no âmbito da investigação, como buscas e apreensões e a censura a sites. No documento divulgado pela Procuradoria Geral da República, o órgão informa sobre o arquivamento do inquérito por considerar a investigação ilegal. Mas o inquérito, polêmico desde a instalação, foi aberto pelo Supremo sem participação da PGR. Por isso, a decisão sobre o arquivamento ou não caberá ao próprio STF.

O corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel, determinou abertura de reclamação disciplinar para apurar o vazamento de trecho de delação do empresário Marcelo Odebrecht e que cita Dias Toffoli. Ele atendeu a pedido do conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello, que solicitou que a Corregedoria verifique se algum integrante do MP está envolvido na divulgação de informações sigilosas.

Segundo reportagem publicada na quinta (11) pela revista Crusoé, a defesa do empresário Marcelo Odebrecht juntou em um dos processos contra ele na Justiça Federal em Curitiba um documento no qual esclareceu que um personagem mencionado em e-mail, o “amigo do amigo do meu pai”, era Dias Toffoli, que, na época, era advogado-geral da União.

Desde a ditadura militar não se via tamanho absurdo de censura. Os 11 ministros do Supremo se julgam deuses intocáveis, se acostumaram a meter a sua colher em tudo. Tiraram, por exemplo, várias atribuições do Congresso, interferindo em decisões polêmicas do parlamento. Se julga, igualmente, blindado. Tanto que interferiu e impediu a instalação de uma CPI no Senado para investigar o comportamento nada republicano de alguns dos ministros daquela corte.

Gilmar Mendes, por exemplo, é acusado pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO) de vender sentenças. Ofendido, o ministro abriu um processo criminal contra o político alagoano. Raquel Dodge não conseguiu arquivar o inquérito, sendo derrotada pelo próprio ministro Alexandre de Moraes. Não podemos permitir igual retrocesso no País. Censura nunca mais.

Cara de pau – Raquel Dodge pediu o arquivamento do inquérito por considerar a investigação ilegal. Mas o processo foi aberto pelo Supremo, sem participação da PGR, e a decisão sobre o arquivamento ou não caberá ao próprio STF. Na decisão de quatro páginas, o ministro Alexandre de Moraes, que negou o arquivamento, afirma que tal procedimento, como desejava a procuradoria, “não encontra qualquer respaldo legal, além de ser intempestivo, e, se baseando em premissas absolutamente equivocadas, pretender, inconstitucional e ilegalmente, interpretar o regimento da Corte”.

Supremo parte para a censura

Por:Zózimo Tavares

O Supremo Tribunal Federal (STF) protagonizou ontem um grande e grave retrocesso, ao impor censura à revista “Crusoé” e ao site “O Antagonista”.

O ministro Alexandre de Moraes determinou que a revista e o site retirassem do ar reportagens e notas que citam o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli.

Alexandre de Moraes estipulou multa diária de R$ 100 mil e mandou a Polícia Federal ouvir os responsáveis pelo site e pela revista em até 72 horas. A primeira multa foi aplicada ontem mesmo.

Alexandre de Moraes decidiu sobre a questão porque é relator de um inquérito aberto no mês passado para apurar notícias fraudulentas que possam ferir a honra dos ministros ou vazamentos de informações sobre integrantes da Corte.

Quem é

Segundo reportagem publicada pela revista, na quinta (11), a defesa do empresário Marcelo Odebrecht juntou em um dos processos contra ele, na Justiça Federal, em Curitiba, um documento no qual esclareceu que um personagem mencionado em e-mail, o “amigo do amigo do meu pai”, era Dias Toffoli, que, na época, exercia o cargo de advogado-geral da União.

Não há menção a dinheiro ou a pagamentos de nenhuma espécie no e-mail.

Conforme a revista, o conteúdo foi enviado à Procuradoria Geral da República para esta analisar se vai ou não investigar o fato.

Em nota oficial divulgada na sexta, a PGR afirmou que não recebeu nenhum material e não comentou o conteúdo da reportagem.

A reação de Toffoli

Na própria sexta, segundo a decisão de Alexandre de Moraes, Toffoli mandou mensagem pedindo apuração, com o seguinte teor:

“Permita-me o uso desse meio para uma formalização, haja vista estar fora do Brasil. Diante de mentiras e ataques e da nota ora divulgada pela PGR que encaminho abaixo, requeiro a V. Exa. Autorizando transformar em termo está mensagem, a devida apuração das mentiras recém divulgadas por pessoas e sites ignóbeis que querem atingir as instituições brasileiras”, afirmou o presidente do Supremo.

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes cita que o esclarecimento feito pela PGR “tornam falsas as afirmações veiculadas na matéria “O amigo do amigo de meu pai”, em tópico exemplo de fake news – o que exige a intervenção do Poder Judiciário”.

Sem censura

Segundo a assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal, não se trata de censura prévia – proibida pela Constituição – mas sim de responsabilização pela publicação de material supostamente criminoso e ilegal.

Se o caso ainda não foi julgado, nem sequer investigado, como se sabe que ele é supostamente criminoso ou ilegal?

Protesto

Em nota conjunta, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) protestaram contra a censura imposta pelo STF à revista e ao site.

Para as entidades, a decisão configura “claramente censura, vedada pela Constituição”.

O resumo da ópera é que o Supremo se apequenou com a decisão de ontem. A citação ao ministro Toffoli não é uma fake news.

A referência ao presidente do Supremo foi retirada dos autos de um processo. Se o delator mentiu, aí é outra história. Muitas outras autoridades foram citadas por delatores, nesses processos da Lava Jato, e estão sendo investigadas por isso.

Erro e nervosismo

O STF também cometeu um erro estratégico e primário de comunicação. Quem não havia tomado conhecimento nem da revista nem do site, muito menos da reportagem, correu atrás.

Ou seja, o próprio STF deu à reportagem e aos veículos uma repercussão que jamais alcançariam sem esse empurrão supremo.  

Mas a decisão é preocupante, pois, além de mostrar que o STF está nervoso, indica que a Suprema Corte se mostra disposta a qualquer coisa para defender a cara de seus ministros, mesmo que eles nem precisem disso.

O jurista Rui Barbosa, que foi também jornalista militante, alertava, no seu tempo, que “A pior ditadura é a do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer”.

Fica difícil acreditar, portanto, em uma democracia na qual a instituição que deveria garantir o acesso à informção, assegurada na Constituição, é a primeira a lançar mão da censura. E para supostamente se autoproteger. 

O fim do ‘Vossa Excelência’

Para viger a partir de primeiro de maio, o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto tornando mais simples, ou tornando mais banalizada a relação de tratamento entre agentes públicos. Ou da parte da população para com os gestores com os quais não precisará usar de formalismo numa correspondência porque, pelo decreto não mais serão permitidas as expressões específicas de tratamento. Ou seja, não se pode ou deve endereçar uma correspondência ao ministro chamando-o de “Vossa Excelência”. Basta tão somente a palavra ‘Senhor’. Ou senhora, se a carta for endereçada a uma mulher, por exemplo.

Ficam, pois, abolidas, as expressões; Vossa Excelência ou Excelentíssimo; Vossa Senhoria, Vossa Magnissência, Doutor, Ilustre ou ilustríssimo, digno ou digníssimo e ‘respeitável’. Num país em que a língua culta foi pro brejo  nos 12 anos de gestão do PT, onde o próprio Ministério da Educação considerou admitir como tolerável, e, portanto, aceitável o sujeito pronunciar “a gente vamos”, ou “Nós faz”, ou mais precisamente ‘o povo vão’  e os neologismos abreviados pq (por que) e o próprio filho do atual presidente o corrige publicamente na pronuncia equivocada da palavra privilégio, não se pode mais esperar nada.

Não custa lembrar, Jânio Quadros (que renunciou aos sete meses de mandato) baixou decreto proibindo briga de galo, uso de biquínis na praia. E tudo continua em uso. 

Previdência, vermelho-hemorragia

Por: José Adalberto Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A Previdência Social vivencia um estado pré-falimentar, esta é a constatação irrecusável. Como estancar a sangria desatada, é o Xis da questão. Ao longo de décadas a Previdência funcionou como usina geradora de privilégios em favor das castas, príncipes e princesas da realeza republicana. E tem sido permissiva para as fraudes e a sonegação dos grandes devedores.

Os privilégios são mantidos pela dinâmica da inércia. Hay que reverter essa dinâmica perversa, pero sem castigar os mais pobres para não aguçar ainda mais as injustiças sociais.   

O vermelho-hemorragia, o déficit, está na faixa dos bilhões de denários, extrapola ideologias.

O futuro a Zeus pertence. E também pertence à Previdência Social. Deus proteja os aposentados do Funrural! Deus proteja os macróbios do Benefício da Prestação Continuada – BPC!

O Funrural e o Benefício da Prestação Continuada – BPC não fazem parte da Previdência Social. São políticas de assistência social, tipo o Bolsa Família, independem de contribuições, e deveriam ser consideradas cláusulas pétreas, feito os privilégios das castas.

Neste Brazil do desemprego, do subemprego e da informalidade, os beneficiários do Funrural e do BPC na maioria são arrimos de família, operam o milagre da multiplicação de migalhas. O Funrural evita o êxodo rural.

Se for restabelecido o ciclo virtuoso na economia – investimentos,  prosperidade, empregos – , haverá um refrigério nas contas públicas e será estancada ou revertida a sangria desatada na Previdência. Mas, se mantidos os privilégios das realezas, as riquezas continuarão a ser apropriadas pelos goelas e não haverá salvação.

Benefícios do Funrural e BPC entram diretamente nas artérias e veias da economia e retornam para o governo, ao menos metade, sob a forma de impostos.  

A título de livre pensar, lembremos que o famigerado Fundo Partidário irá abocanhar este ano 927 milhões e serve apenas para ninar raposas políticas dependentes das glândulas mamárias do governo. É o Benefício dos vivaldinos.

Se é para falar em austeridade, que tal zerar as benesses dos cartões corporativos do governo?! Este é o BPC das realezas republicanas.   

Ser presidente, ministro, deputado, senador, ser um príncipe da República é padecer no paraíso. Ganham super salários e desfrutam de mil mordomias. É um serviço maneiro. Por acaso já passou pela cabeça de um potentado, ao menos de raspão, a ideia de reduzir os próprios salários, digamos, em 10 por cento, para transmitir uma imagem de austeridade e dar um suspiro nos cofres públicos?! Seria gesto didático e magnânimo, exemplo maravilhoso. Mas, eu estou apenas sonhando.

A importância do curso profissionalizante contra o desemprego

*Alexandre Farhan

Recentemente ocorreu em São Paulo o mutirão pelo emprego, organizado pelo Sindicato dos Comerciários. O resultado dessa ação foi uma impressionante fila de 15 mil pessoas, que esperavam pacientemente, algumas desde a madrugada, por uma chance de recolocação profissional frente a pelo menos 6 mil ofertas de vagas.  Diante dessa cena melancólica e do abatimento dos desempregados, um dos grandes problemas constatados, por especialistas, foi que muitos que lá estavam poderiam já estar plenamente inseridos na força de trabalho se tivessem feito sua capacitação em cursos profissionalizantes. É notória que essa alternativa de treinamento gera muito mais possibilidades de empregos, e proporciona uma formação específica, formal, sistematizada, permanente e sólida, além de uma série de outros benefícios.

Independentemente de alinhamento político-ideológico ou não, o presidente Bolsonaro já havia tocado nesse tema, enaltecendo a importância da educação profissional para os brasileiros. O próprio mandatário havia falado da obsessão dos brasileiros pelo diploma de curso superior e que seria melhor se muitos deles buscassem o ensino profissionalizante para atuar, por exemplo, em consertos de eletrodomésticos ou mecânica de automóvel. Isso, por sinal, é o que ocorre em países desenvolvidos.

Ele admitiu que no período em que ainda era tenente fez curso de manutenção de máquina de lavar roupa e de geladeira. O líder do Executivo disse ainda que se quisesse viver desses trabalhos ganharia no mínimo uns R$ 12 mil por mês. É fato, que se formos procurar exemplos de trabalhadores bem-sucedidos, como por exemplo, cabelereiros, cozinheiros, mecânicos de autos, funileiros, pedreiros, marceneiros e outros, encontraremos em abundância casos de sucesso financeiro e pessoal.

O que o governante falou de fato não é novidade para muitos brasileiros, que no momento têm seu sustento e bem remunerado por meio de seus respeitados ofícios. É fácil perceber que há muita falta de mão-de-obra capacitada em vários setores e isso ocorre em todos os segmentos da economia. Em boa parte, no Brasil, operários de ‘chão-de-fábrica’ não têm formação profissional para às vezes operar máquinas que custam milhões de reais como é o caso da indústria do plástico.

Por sua vez, empresários e executivos ficam receosos de contratar empregados sem a mínima competência para comandar máquinas, que lhes exigiram grandes investimentos. Há também a questão da segurança, pois alguém mal instruído pode até gerar incêndios ou outras tragédias semelhantes. Vale citar aquela história em que ninguém gostaria que qualquer um comandasse o avião se fosse passageiro. Se é assim, o empresariado mais exigente também não vai deixar qualquer um dos seus empregados ter nas mãos um patrimônio tão valioso e custoso, inclusive na manutenção.

O sistema ‘S’ tem fornecido boa quantidade de artífices para o mercado profissional, assim como algumas ótimas escolas particulares isoladas. Mas parece que por influência de uma cultura tradicional de valorização da universidade, a juventude prefere buscar o tão almejado curso superior, tornando-se muitas vezes uma fixação social de toda a família, especialmente aquelas mais humildes. Inúmeros brasileiros enxergam a faculdade e o jovem, com seu canudo nas mãos, como a solução de todos os seus problemas, isto é, a remuneração digna, o respeito da sociedade, e até um pretenso atestado de inteligência, o que na prática naturalmente não é verdade.

A realidade é que o diploma superior em mãos não significa sempre grandes ganhos financeiros ou mesmo muitas oportunidades de trabalho. Sabe-se hoje que há carreiras do terceiro grau que são extremamente fechadas e até inacessíveis aos formados, e as escolas superiores acabam se tornando verdadeiras fábricas de desempregados diplomados.

Já os cursos profissionalizantes respondem à vontade direta das indústrias, comércios e serviços, sem meias palavras, burocracias acadêmicas ou pieguices. Nós representantes da educação profissional no Brasil temos orgulho de atuar com um compromisso único, o de produzir trabalhadores, operadores ou operários, cada vez mais capacitados para realizar seu trabalho com grande qualidade em benefício de toda a sociedade.

*Alexandre Farhan é diretor-técnico da Escola LF de cursos profissionalizantes em plásticos

Fizeram a festa e esqueceram os músicos

Por: Pádua Marques, jornalista e escritor.

Tenho um colega de longa data em Minas Gerais. E um dia desses, ele me contava que na sua terra, cidade pequena à época, pouco mais de três mil cabeças, os mais ricos de lá, pra comemorarem a vitória de um neto que havia ganhado as eleições pra prefeito, organizaram uma festa. Festa com muita comida, bebida no balde, presente pra todo mundo, coisa de dar no meio da canela da vaca que dá mais leite.

E à noite iria ter uma festa com banda, vinda do interior da Bahia, dessas que empestam e aparecem feito mosca varejeira na época do carnaval e são doidas pra comerem dinheiro de prefeituras. Porque em Minas, se não for procissão, é procissão. E voltando pra festa, muita gente veio de povoados pra se encostar no muro da igreja esperando o que iria acontecer. Porque disseram que teria uma banda afamada.

Lavaram as escadas da igreja e da prefeitura, deram uma mão de cal no meio fio das calçadas, apararam os troncos das árvores. Deixaram a cidade um brinco. E foi tanta a movimentação dessa gente que os donos esqueceram ou deixaram pra cima da hora a contratação da banda. E na hora, já adiantada ainda andavam procurando quem poderia fazer o discurso do prefeito vitorioso.

Quando se deram conta já estava adiantada a hora e ninguém havia tomado uma providência.  E chegam as moças, os rapazes, os casais convidados, as velhas aposentadas com seus vestidos de seda e com cheiro de água de colônia. O juiz e o chefe da agência do INSS já estavam há tempos numa conversa sem fim e mais adiante o prefeito que deixava o cargo ainda se debatia com o atraso da mulher em se arrumar.

E ninguém se lembrou dos músicos. O certo é que não teve quem desse conta e só em cima da hora é que descobriram a falta de organização. É dessa forma que fiquei sabendo de uma reunião que houve essa semana aqui em Parnaíba com assessores e superintendentes do prefeito Mão Santa para o setor de turismo.

Lendo as notícias verifiquei que entre os presentes não tomei conhecimento de ninguém do setor privado. Se é que tem alguém que faça parte desse conselho. Como é que tem um conselho de turismo, atividade essencialmente própria da iniciativa privada, e não tem neste conselho um representante? Pelo que li apenas pessoas com perfil de consultoria, mas sem nenhuma experiência bem sucedida.

E a velha discussão da viabilidade econômica pelo turismo da praia da Pedra do Sal, o aeroporto de final de semana, a inveja contida de Jericoacoara, no Ceará, essas coisas antigas e repetidas. Ainda vai levar bastante tempo pra essa gente leiga e aventureira perceber que desenvolvimento do turismo não se faz dentro de gabinete de governador ou de prefeito. Antes de decidir em fazer uma festa é preciso saber se tem banda de música.

W. Dias:100 dias em brancas nuvens

Por: Zózimo Tavares

Ou o governador Wellington Dias não tem efetivamente o que mostrar ou, agora, no começo do quarto mandato, já se cansou dessas bossas.

O fato é que passou em brancas nuvens, ontem, o transcurso dos primeiros 100 dias de seu novo mandato. O governo não deu um pio sobre o assunto.

Diante do silêncio do governo, que sempre foi fanfarrão nessas ocasiões, a oposição aproveitou para dar o seu recado.

O presidente regional do PSDB, Luciano Nunes, que foi candidato a governador no ano passado, postou um vídeo nas redes sociais afirmando que Wellington nada tem a apresentar. “Não tem sequer secretário”, criticou. E acrescentou: “Acumula dívidas e obras paradas”.

Conforme ainda o tucano, “O governo está amarrado aos compromissos políticos assumidos na eleição”. Assim, em 110 dias, apenas pagou a folha de salários. “E o povo fica sem educação, saúde, segurança, assistência e infraestrutura. Sem respeito e sem dignidade”.

Luciano Nunes disse ainda que, em 100 idas, o governo fez propaganda do que não fez, as dívidas crescem e o Piauí já não conta com o aval de Brasília para os empréstimos”. E concluiu:

“Os terceirizados não recebem há meses, os fornecedores não são pagos, hospitais são interditados, a polícia para e o crime domina. Em 100 dias,

o governador tirou férias e fez duas viagens ao exterior. O Piauí sangra. Nada temos a comemorar.”

POIS É!

Tiro pela culatra

Os governadores do Nordeste, que formaram uma frente antibolsonaro, parece que ainda não aprenderam uma regra simples da matemática política: essa posição deles afasta os investidores da região.

Ninguém vai querer montar um negócio em um Estado que vive às turras com o governo federal.

Sintonia

Quando há harmonia entre os três níveis de poder as coisas são difíceis, para os empreendedores, imagine quando se estabelece entre eles, os governos, o conflito político, que arrasta para si todos os demais.

A estas alturas, Bolsonaro deve estar dando é boas gargalhadas.

Balanço

A oposição está no seu papel de malhar o governo, de cobrar ação e fiscalizar seus atos.

As críticas dela ao governador Wellington Dias, pela passagem dos primeiros 100 dias do novo mandato, não levam em conta ações positivas como a reforma administrativa.

E a reforma?

A reforma não foi um passo curto, para um governo que sempre fez todo tipo de malabarismo para acomodar os aliados, sem preocupação com o tamanho, o peso e a eficácia da máquina administrativa.

A propósito, essa reforma foi reiteradamente pedida pela oposição.

A nova economia e as relações de consumo na era da inovação

Por:Janguiê Diniz(*)

O termo “nova economia” foi utilizado pela primeira vez em 1996, pela revista norte-americana BusinessWeek e fala da transição de uma economia baseada na indústria para uma economia baseada nos serviços. Apesar de já se terem transcorrido 23 anos, a expressão se mantém atual, pois o cenário econômico mundial tem se renovado, e cada vez mais rapidamente. Com o desenvolvimento das novas tecnologias, a economia de serviços ganha força e impulsiona o crescimento das startups.

Nesse cenário, a inovação e a disrupção são as palavras de ordem. O foco deixa de ser o ambiente físico para ser o virtual. E é assim que surgem as grandes empresas nascidas em garagens, as startups que explodem criando soluções que mudam paradigmas e facilitam a vida das pessoas. Essa nova economia é composta por quatro tipos de negócios: os criativos, os sociais ou de impacto, os inovadores e os escaláveis.

A disrupção é sempre presente na realidade da nova economia. Se, antes, uma empresa dependia das demandas do mercado, hoje ela própria cria uma necessidade. Imagine que, 15 anos atrás, os smartphones nem existiam e todo mundo vivia muito bem sem eles. Hoje, é quase impensável para muitas pessoas sair de casa sem seu aparelho. Acontece que rompeu-se um paradigma de mercado com o surgimento de um novo nicho, mais moderno e tecnológico. Isso é disrupção.

Na era da nova economia, empresas que não trabalham com disrupção correm grande risco de ficar para trás na competição pela clientela. Afinal, estamos permanentemente conectados e o ambiente digital tornou-se parte do dia a dia. Quem não se utiliza desse meio de infinitas possibilidades acaba se restringindo e não consegue alcançar o público que poderia.

Essa característica volátil e mutável do mercado se reflete na forma como as empresas se comportam atualmente. Estima-se que os negócios tenham tempos de vida mais curtos – de três a cinco anos. Se isso significa que estão fadados à morte? De jeito nenhum, caso consigam se reinventar e adaptar às novas realidades que se apresentam a cada momento. É um trabalho árduo e complicado, que requer muita atenção ao mercado e ao público, mas necessário para quem quer sobreviver. Em suma, a nova economia exige muito mais dedicação dos empreendedores e empresários para que suas companhias se mantenham sempre competitivas.

(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

As enchentes e a responsabilidade dos prefeitos

Neste momento centenas de famílias e milhares de pessoas, sendo homens, mulheres, crianças e idosos, estão passando por uma situação jamais imaginada nos últimos anos, as enchentes provocadas pelas chuvas e que desabrigaram em boa parte do Piauí, principalmente na região norte e ribeirinha ao Parnaíba e alguns de seus afluentes.

Ninguém queira sabor o que seja você está dentro de sua casa e ver assim de repente tudo o que tem e conseguiu juntar ser levado pela água. Móveis, eletrodomésticos, documentos, fogão, colchão comprado no Paraíba, panelas, enfim, tudo e mais um pouco. Coisa de nem dar tempo juntar as chinelas japonesas e correr para o meio da rua.

Este período chuvoso pegou muitos prefeitos com as calças na mão. Daí se pode ver que esse negócio de prefeitura é negócio sério e não pode ser entregue para qualquer um, gente sem as mínimas condições de conhecimento de como administrar uma cidade, mesmo pequena. Administrar cidade não é coisa para amadores nem sonhadores, aventureiros da boa confiança da população.

Com esta situação fica mais do que certo que a maioria dos prefeitos, e tendo por base estes da região norte, não tem base de conhecimento para administrar problemas complexos. A maioria se especializa em administrar folha de pagamento e passar o mandato de quatro anos atendendo assessor fuxiqueiro. Agora é a hora da população olhar com toda a atenção aqueles que realmente sabem trabalhar. Por: Pádua Marques, jornalista e escritor.

 

Um desastre chamado Wellington Dias

PorJosé Olímpio

Construtora Sucesso, que fazia a duplicação da BR-316 na saída Sul de Teresina, rompeu o contrato com o Estado, por falta de pagamento, e retirou suas máquinas e equipamentos do trecho; a Construtora Getel, vencedora da licitação para duplicação da BR-343, na saída Norte de Teresina, também rompeu o contrato pelos mesmos motivos, sendo substituída pela Construtora Copa que, sem ver a cor do dinheiro pelos serviços realizados, comunicou ao DER e ao DNIT que não vai mais tocar a obra e, para completar, a Só Ferro, que executava as obras de conclusão do Centro de Convenções, também caiu fora por falta de pagamento.

As obras de duplicação das duas BRs, delegadas ao Estado, foram iniciadas ainda em 2012, num total de 17 quilômetros, e a malfadada reforma do Centro de Convenções foi iniciada no final da primeira administração petista, em 2007, marcada por irregularidades, assim como as obras do Porto de Luiz Correia, o que escancara a falta de planejamento e seriedade das gestões do senhor Wellington Dias.

Centro de Convenções

Como perguntar não ofende, há que se indagar o que foi feito dos empréstimos, internos e externos, contraídos para investimento em saneamento básico e recuperação da malha rodoviária do Estado?

Um governante, por mais ordinário que seja, deixa uma marca positiva de sua passagem pelo Poder, algo que destoe do conjunto de sua obra e permaneça viva na memória de todos, pela importância que teve para a coletividade.

Qual foi a grande obra do governo petista? Absolutamente, nenhuma. O senhor Wellington Dias passou 12 anos fazendo politicagem no cargo de governador, costurando acordos espúrios e torrando o dinheiro público com o fito de se perpetuar no poder e conseguiu um 4ª mandato, mercê do coronelismo que ainda impera nos grotões do interior.

Sua Excelência se queixa da falta de recursos para conceder aumento ao funcionalismo público e inventa uma reforma administrativa de araque para enganar os tolos, dispensa humildes prestadores de serviços que ganham salário mínimo, mas preserva as sinecuras de
de apadrinhados de políticos que o apoiaram. Não toca nos privilegiados e mantém praticamente a mesma estrutura administrativa, pois extingue um órgão e repassa para outro as suas atribuições e todo o efetivo. O aluguel de carros de luxo, aeronaves e outras mordomias não acabam. Enfim, a sua reforma é um engodo.

Em razão da falta de planejamento, definição de prioridades e austeridade nos gastos públicas, as finanças estaduais estão pior do que se imagina. A Previdência estadual apresenta um déficit elevadíssimo que pode chegar à casa de R$ 1 bilhão, como admite o próprio governador, mas em vez de conjugar esforços com o Governo Federal no sentido de que seja aprovada a Reforma da Previdência, Wellington Dias brinca de fazer oposição ao presidente Jair Bolsonaro através do decantado e fantasioso Consórcio dos Governadores do Nordeste, uma inconsequência que pode quebrar definitivamente o Piauí, que depende em quase tudo de repasses da União.

Apesar da propaganda oficial em contrário, nada funciona bem no governo petista. Educação, saúde, segurança pública, estradas, tudo relegado ao mais completo abandono e com contratos investigados por suspeita de corrupção, como é o caso

da merenda e do transporte escolar, sem falar do Centro de Convenções e do Porto de Luiz Correia.

Como não tem obras para mostrar, Wellington Dias vive exibindo na mídia, como se fosse uma ação de seu governo, os investimentos da iniciativa privada em projetos de energia eólica e solar, além de experiências educacionais exitosas como a de Cocal dos Alves que nada tem a ver com o fracassado modelo de Educação implantado no Estado.

Petrônio Portella, Dirceu Mendes Arcoverde, Hugo Napoleão, Alberto Silva, Freitas Neto e Mão Santa, para ficar só nesses exemplos, deixaram obras marcantes em suas gestões, alguns mais, outros menos, mas deixaram.

Já o atual governador, pelo andar da carruagem, a única marca que deixará são as obras inacabadas, a tragédia de Algodões I, o criminoso descaso com os serviços essenciais, como educação, saúde, segurança pública e a malha rodoviária do estado, onde hoje o povo cultiva banana e outras frutas.

Se não mudar de curso, corre o risco de ficar na história como o pior governador de todos os tempos.

A maior Marcha da história

Por Arthur Cunha – especial para o blog

Brasília está lotada para a Marcha em Defesa dos Municípios. Este ano bateu todos os recordes de participação: mais de oito mil pessoas inscritas; entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários e funcionários das administrações. Pernambuco vai participar com uma grande representação. Até ontem, já eram mais de 120 prefeitos confirmados, fora os outros servidores – isso sem contar com os que ainda não fizeram suas inscrições. Tudo graças a uma articulação eficiente do presidente da Amupe, José Patriota.

A representatividade da Marcha é tanta que o presidente da República, Jair Bolsonaro, vai ao evento, hoje, com uma trupe de ministros que incluem Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça). Amanhã, será a vez dos 27 governadores se reunirem na Marcha com o objetivo de tratar pautas convergentes com o municipalismo.

A expectativa é que Bolsonaro faça alguns anúncios. Este colunista antecipou, com exclusividade, o 13º do Bolsa Família, que injetaria R$ 2,5 bilhões a mais na economia do país. O benefício, segundo aliados do presidente, é uma tentativa de trazer os nordestinos para junto. Bolsonaro quer mais proximidade com a única região em que perdeu para Fernando Haddad.

Os gestores, contudo, querem sinalizações para além do assistencialismo. Uma das principais pautas da “Carta dos Prefeitos do Nordeste”, que será entregue ao presidente, hoje, é a revisão do Pacto Federativo para ajudar a desafogar um pouco as prefeituras Brasil adentro, com tantas responsabilidades e um orçamento extremamente limitado – a maior parte dos recursos fica com a União. Se Bolsonaro quiser trazê-los para perto, tem que seguir neste caminho.

Emendas – Os bastidores daqui de Brasília apontam que, durante sua participação na Marcha, o presidente se mostrará favorável à MP 61, a ser votada hoje no Senado. Se a iniciativa for aprovada, as emendas impositivas não terão mais que passar pela Caixa Econômica; diminuindo a burocracia até o dinheiro chegar às contas das prefeituras. É mais uma tentativa de Bolsonaro de afagar; dessa vez prefeitos e parlamentes.

De olho no futuro, mas presos ao passado

Por: Janguiê Diniz (*)

Não faz muito tempo e o futuro era distante e intangível. Quando filmes do porte de 2001: Uma odisseia no espaço, ou o desenho animado mais futurista de todos, Os Jetsons, foram lançados, em plena década de 1960, apenas as mentes mais fora da caixa poderiam supor que, algum dia, ao menos parte daquilo pudesse se tornar real.

É fato que ainda não nos locomovemos em carros voadores, nem vivemos em cidades suspensas e tampouco existe consenso sobre a existência de vida fora da Terra. No entanto, é impossível negar a quantidade de coisas que até então eram tidas como pura ficção científica e que hoje fazem parte do nosso cotidiano.

Tamanha evolução em tão pouco tempo resulta no fato de que dificilmente há quem se pergunte se há algo que ainda possa ser inventado. Pelo contrário, mantemos nossas expectativas em alto nível, ansiosos pelo o que vem de inovador, ainda que não façamos ideia do que possa ser. As possibilidades são muitas e vão desde novas formas de gerir, comunicar e solucionar problemas até o desenvolvimento de procedimentos médicos cada vez menos invasivos e a descoberta da cura para diversos males que ainda nos afligem.

Aliás, é exatamente no campo da medicina onde são encontradas algumas das inovações mais significativas. Menos de cem anos separam a descoberta da penicilina do desenvolvimento de robôs capazes de realizarem cirurgias complexas e de forma precisa, inclusive comandados por um profissional situado a quilômetros de distância.

No entanto, como a efetiva compreensão das transformações e a mudança de comportamento possuem relação de tempo e espaço distintas da verificada no avanço tecnológico e científico, nossa sociedade tem experimentado contradições e desafios como a formação de profissionais capazes de atuar em um cenário cada vez mais competitivo, inovador e disruptivo.

Por exemplo, há décadas a prestação de serviços médicos mediados por tecnologias é realidade no país e no mundo. Para além dos preceitos éticos e morais que precisam ser assegurados, a integração entre tecnologia e medicina é um caminho sem volta.

Apesar disso, nossos profissionais da área da saúde continuam sendo formados por metodologias tradicionais, pautadas na velha concepção de que educação se faz com lousa, saliva e lápis. Hoje dispomos de ferramentas educacionais capazes de promover o acesso ao conhecimento acadêmico de maneira atraente e eficiente, ao passo em que competências como dinamismo, autonomia e criatividade são desenvolvidas. Entretanto, tudo isso é estrategicamente ignorado em nome de uma formação que, muito em breve, não será suficiente sequer para o atendimento básico de saúde.

Estamos diante da dicotomia de poder fazer, mas não poder aprender. Nossa cultura ainda está fortemente arraigada em concepções ultrapassadas que não só dificultam olhar a frente, mas já refletem no descompasso entre o que é aprendido e o que é demandado pelo mercado de trabalho e pela sociedade atual.

O termo educação a distância foi cunhado no início do Século XX para designar cursos de datilografia por correspondência. Em uma época na qual computadores e internet eram impensáveis, a expressão fazia sentido. Mas o que existe hoje é outra coisa completamente distinta. O que ainda é apresentado como EAD nada mais é do que educação intermediada pela tecnologia.

A fria troca de correspondências entre aluno e tutor deu lugar a ferramentas modernas e seguras que permitem a interação do estudante com professores, colegas e conteúdos enquanto ampliam a intimidade do aluno com o universo tecnológico. Além disso, nosso marco legal da educação determina que o processo educacional, seja ele presencial ou intermediado por tecnologia, deve dialogar com diretrizes curriculares previamente estabelecidas e sobre as quais são construídos os projetos pedagógicos dos cursos de graduação.

Sendo assim, se um curso demanda aulas práticas, como é o caso de medicina, mesmo que todo conteúdo teórico seja transmitido por intermédio da tecnologia, as atividades presenciais estão asseguradas e são realizadas nos polos das instituições de educação superior existentes em todo o país. Conclui-se, portanto, que não existe graduação 100% a distância para cursos na área da saúde que demandem formação prática.

Dito isso, resta-nos questionar até quando vamos permitir que visões retrógradas e interesses classistas se sobreponham a uma nova realidade que está posta e que trouxe consigo necessidades que não dialogam com omodus operandi do Século XX. São posturas que nos colocam muito mais próximos dos Flinstones do que dos Jetsons.

A modernização do processo educacional é inevitável, assim como as inovações que nos surpreendem dia a dia. Em uma área na qual a tecnologia incide diretamente em elementos como qualidade de vida, diagnósticos precoces e tratamentos precisos, ir contra à evolução tecnológica do ensino consiste em um grande retrocesso. Além disso, estarão nossos médicos preparados para teleconsultas e cirurgias robotizadas?

(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional –

 

Preso há um ano, Lula mantém PT sob controle e orienta as ações do partido

Ricardo Galhardo e Ricardo Brandt
Estadão

Um ano depois de ser preso após a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua mandando no PT. Por meio de bilhetes, cartas ou nomeando porta-vozes, o ex-presidente dá as orientações para o partido, que obedece.

A atuação da bancada petista na audiência com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na quarta-feira passada – comparada pelo presidente Jair Bolsonaro a um “pelotão de fuzilamento” – foi resultado do entendimento de que a reforma da Previdência é impopular e tem potencial para provocar o descolamento de parte do eleitorado de Bolsonaro, especialmente os eleitores evangélicos de baixa renda que não querem perder direitos nem viver com dúvidas quanto à aposentadoria.

O FOCO DE LULA – De sua cela improvisada na sala de 15 metros quadrados na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula emitiu a ordem dez dias atrás: o PT deve deixar para o segundo semestre as discussões sobre a escolha da próxima direção partidária, marcada para novembro, e concentrar na reforma da Previdência sua atuação como oposição a Bolsonaro. Este vai ser o foco do partido nos próximos meses.

Além disso, Lula diz que a postura “subalterna” de Bolsonaro diante do presidente dos EUA, Donald Trump, poderia servir de vetor para o descontentamento de uma parcela nacionalista do eleitorado.

Mas a principal intervenção feita pelo ex-presidente nos últimos dias foi em relação à disputa interna do PT. Na semana passada, ele chamou o deputado José Guimarães (PT-CE), que tenta construir uma candidatura à presidência da sigla, para uma conversa em Curitiba. “Ele apontou três questões centrais para o PT em 2019: o foco agora são a reforma da Previdência e a soberania. O debate sobre a renovação do partido fica para o segundo semestre”, disse o deputado.

COMO BOMBEIRO – Além disso, Lula agiu como bombeiro na escalada de atritos entre o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Segundo aliados de ambos, a rivalidade continua, mas o clima melhorou. Raramente algum petista questiona as orientações do ex-presidente. Em público, nunca.

Para analistas, a incapacidade do PT de andar com as próprias pernas um ano depois da prisão de Lula pode ser ruim para o partido no futuro. “Essa relação do PT com seu líder é perigosa porque nega a renovação. Ainda mais quando este líder não pode se comunicar”, disse o cientista político Carlos Melo, do Insper.

O cientista político Fábio Wanderley dos Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), vincula a prisão à migração de eleitores de Lula para Bolsonaro na eleição do ano passado. “Um grupo do eleitorado tem uma certa identificação com líderes populistas.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Enquanto Lula estiver vivo, o PT se manterá atuante. Neste domingo, houve protestos contra a prisão de Lula em várias cidades, assim como manifestações a favor da Lava Jato. Na Avenida Paulista, os dois grupos se cruzaram, houve tumulto e brigas. Mas o PT tem um encontro marcado com o fracasso, porque Lula não sairá da cadeia. Atrás das grades, ele pode até fingir que é o novo Nelson Mandela, mas somente os fanáticos ainda acreditam nele. Lula já era e não deixou herdeiros, porque impediu que surgissem novas lideranças. (C.N.)

Com problemas de caixa governo do Piauí fica com pouco dinheiro para investir em obras

Por Arimatéia Azevedo

No ano passado, premido pelo abismo fiscal em que está metido, o governo do Piauí executou uma ninharia do orçamento destinado a obras. Neste ano de 2019 as coisas apontam para dificuldades semelhantes.

O primeiro balanço bimestral da execução orçamentária de 2019 (janeiro e fevereiro), divulgado na semana passada, indica que vai ser dureza fazer obras. Pouco mais de R$ 15 milhões foram destinados aos investimentos.

É uma gota no oceano de necessidades que o estado tem, sobretudo no setor viário, onde o período chuvoso muito rigoroso tornou pior o que já era muito ruim. O Estado também não deu passos muito firmes no rumo de conter as despesas de custeio, incluindo a maior delas, com pessoal, que não diminuiu em relação ao ano passado.

Os gastos com pessoal somaram 20 vezes mais que o valor destinado a obras. Num horizonte de curto prazo, o estado não dispõe de mecanismos capazes de reduzir a despesa com pessoal e embora a receita realizada nos dois primeiros meses do ano já corresponda a 19,62% do que foi inicialmente previsto, não parece razoável que se disponha de folga ou alívio para as contas públicas nos próximos meses.

O Piauí segue deficitário e, pior, com muitas contas a pagar, ou seja, ainda que obtenha folga financeira, terá que pagar os fornecedores até mesmo para começar a ter fôlego para investir e ganhar o respeito do contribuinte.

Enchentes se repetem a cada dez anos

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Por: Zózimo Tavares

Como as secas, as enchentes também são cíclicas. O Piauí vive mais uma temporada de cheias que se repetem a cada dez anos, aproximadamente.

Nos últimos 50 anos, o Estado viveu uma grande cheia em 1974. O fenômeno se repetiu em 1985.

Outra vez o estado foi inundado por enchentes em 1995. A última grande cheia foi registrada em 2009.

Foi nesse ano que o Estado viveu o maior desastre natural de sua história, com o rompimento da Barragem de Algodões, no município de Cocal da Estação, no Norte do Piauí.

Todas essas enchentes deixaram milhares de famílias desabrigadas, em vários municípios, e prejudicaram gravemente a infraestrutura física das cidades, especialmente das ribeirinhas.

O drama se repete

Chove torrencialmente em todo o Piauí há várias semanas. Os rios, riachos, barragens e açudes estão transbordando.

As águas inundam também as cidades, com graves danos para toda a malha viária e para as habitações construídas em áreas de risco.

Muitas estradas estão praticamente intrafegáveis, com buracos nas pistas e pontes com sua estrutura física abalada.

Parnaíba, a cidade mais baixa do Piauí, se transformou em uma Veneza. A cidade está dentro d’água.

Diques-Avenidas

Em Teresina, os estragos só não são maiores porque ao longo do tempo foram feitas várias obras de proteção da cidade contra as enchentes.

A primeira delas foi a Avenida Maranhão, que na verdade é um dique. O primeiro trecho, entre a Cepisa e a ponte rodoferroviária João Luís Ferreira, foi construído para proteger a parte mais baixa da área central, onde se situava então a zona comercial.

Também foi construída a Avenida Boa Esperança, outro dique que protege a zona Norte, no Encontro dos Rios Parnaíba e Poti, a parte mais baixa da cidade.

Tanto a Avenida Maranhão quanto esse dique foram construídos no primeiro governo Alberto Silva, na década de 1970.

A Maranhão foi ampliada para as zonas Norte e Sul no Governo Lucídio Portella (1979-1983) e o dique da zona Norte foi reforçado e ampliado depois das cheias de 1995 e 2009, pela Prefeitura de Teresina e pelo Governo do Estado.

Drenagem

Outra obra importante nesse setor é a Poticabana, também um dique de contenção de cheias, inaugurada em 1990.

Por último, o projeto Lagoas do Norte, que interligou 17 lagoas da região, melhorando significativamente o sistema de drenagem das águas.

Sem essa obra, pelo menos 5 mil famílias já teriam sido atingidas pelas cheias deste ano apenas naquela área.

Apesar disso, a capital ainda enfrenta problemas de drenagem em muitas áreas. São problemas crônicos que se repetem a cada período chuvoso.

O desafio do momento é dar assistência às famílias já atingidas pelas águas. Também estar devidamente prevenido para os problemas que ainda virão, pois a previsão é de mais chuvas no Estado nos próximos dias.

Imprevidência permanente

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Por Arimatéia Azevedo

O Piauí é um estado de gestores permanentemente imprevidentes. Se chove pouco, como é a regra climatológica local, falta água nos períodos mais quentes do ano para abastecer a população e garantir atividades econômicas. Se se tem a dádiva da chuva, o excesso se torna um castigo, porque não temos infraestrutura que suporte maiores volumes de precipitações, tampouco meios para guardar a água que fará falta no período do ano em que chove pouco ou de há estiagem como uma rotina.

Como resultado de nossa incapacidade de lidar com situações climáticas adversas, mas não surpreendentes, dados os avanços da ciência meteorológica, somos sempre pegos de calças curtas quando de chuvas maiores, que produzem espetáculos de sofrimento e dor em populações mais carentes.

Mas tudo isso é pouco perto do que se verifica após a agudeza das cheias: não se tiram lições das tragédias e dos transtornos, não se adotam planos de obras hídricas e de drenagem, não se estabelecem protocolos para ações emergenciais, como planos de evacuação em caso de enxurradas, não se estabelecem planos de longo prazo para convivência com algo recorrente, os extremos climáticos que se abatem sobre nós ciclicamente.

Faz dez anos que o Piauí padeceu com uma super enchente.

Todos sabiam que iria se repetir, mas ninguém se moveu no rumo da prevenção.

Resultado: esse pesadelo reeditado está novamente entre nós

Bolsonaro está usando o Twitter como se fosse um sofá do seu psicanalista

Fernando Gabeira
O Globo

Uma escocesa de 71 anos, chamada Jo Cameron, sente quase nenhuma dor e nenhuma ansiedade. Os cientistas estão pesquisando o mapa genético de Jo e esperam achar um remédio que nos aproxime da ausência de dor e ansiedade.

Ao analisar a situação política brasileira, sinto falta de uma dose desse remédio natural. As coisas parecem degringolar nas últimas semanas. Não tenho ânimo para dar conselhos nem para atirar pedras. Nesses 90 dias, misteriosas forças estão em curso no governo e nas relações de poder. Talvez o melhor seja esperar

MUDOU MUITO – Bolsonaro, que conheci como deputado, mudou bastante. Ele era conservador, anticomunista e de vez em quando fazia incursões exóticas contra a importação da banana do Equador.

Nesse processo eleitoral, adquiriu uma espécie de crosta teórica: uma visão estreita de nacionalismo; uma cosmovisão religiosa voltada para a catequese do mundo; enfim, uma volta a um passado idealizado como objetivo político.

Isso é um fenômeno importante pelo menos no mundo ocidental. É chamado de retropia. É uma utopia que não fantasia sobre um futuro idealizado, mas sim um passado idealizado. Qualquer das utopias, no entanto, choca-se com a realidade quando se dispõe a governar um país complicado como o Brasil.

IDEALISTA UTÓPICO – O diálogo político com um idealista utópico é muito difícil. Tende a considerar os argumentos como uma submissão à realidade, desconfia do que lhe parece o vazio medíocre da ausência de uma utopia.

Bolsonaro, eu achava, teria mais chances se buscasse inspiração nas Forças Armadas atuais, que conquistaram uma grande simpatia, pela moderação política e eficácia em operações complexas e emergentes, como a distribuição de água no Nordeste e a montagem da Operação Acolhida em Pacaraima, que organizou a recepção dos venezuelanos. Um trabalho de nível internacional, com grande respeito pelos imigrantes.

Parece que ele sonha com os combatentes do passado e, de alguma forma, voltar atrás, refazer aquela luta contra a esquerda. Isso não bastou. Quer reconhecimento, reescrever a História.

FIXADO NO PASSADO – Olho isso com tranquilidade no indivíduo, pois conheço muita gente fixada em certos períodos do passado. Mas o caminho que as Forças Armadas tomaram, fixando-se no presente e olhando para o futuro, é muito mais adequado para um presidente da República.

Os aliados aconselham Bolsonaro a deixar o Twitter. Parecem não ter percebido que o tuíte não se escreve sozinho. É apenas uma plataforma que pode ser usada com sensatez ou não.

Tirar o Twitter é tirar o sofá. Bolsonaro vai prosseguir na sua cruzada retrópica. Ele foi ao Chile, onde as cicatrizes são maiores que no Brasil, discorrer sobre o período ditatorial. O resultado não se limitou à divulgação de suas infelizes frases do passado, mas também houve uma entrevista do próprio presidente do Chile, distanciando-se das posições de Bolsonaro.

CRÍTICA AOS MIGRANTES – Nos Estados Unidos, nessa plataforma diplomática que acaba inundando as redes sociais, Bolsonaro afirmou que a maioria dos imigrantes é mal-intencionada. Ainda bem que desmentiu em seguida.

Na mesma semana, Eduardo Bolsonaro, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, declarou que os imigrantes ilegais eram uma vergonha para o país. Se ele lesse os arquivos da comissão, veria que, no passado, havia um grande empenho para ajudar os brasileiros em situação irregular em todo o mundo. Chegamos a criar consulados itinerantes. Os próprios parlamentares evangélicos eram muito atuantes nessa frente.

Tudo bem, meu interesse não é argumentar contra as ideias de Bolsonaro ou mesmo as dos utópicos de esquerda. Quero apenas dizer que a posição missionária de Bolsonaro e do grupo intelectual que o inspira pode desencadear forças destrutivas. Quando o governo tem a pretensão de governar comportamentos, fica impossível achar um modus vivendi.

SEM BASE ALIADA – Isso influencia até a relação com o Parlamento. Bolsonaro, até agora, foi incapaz de organizar, quanto mais ampliar, sua base. Não fez um gesto republicano para a oposição. Na verdade, não ocupou e parece não ter querido ocupar o espaço do presidente de todos os brasileiros de dentro e fora do país.

Não adianta falar muito, apenas esperar que as forças destrutivas encerrem seu ciclo numa volta à realidade ou então num desastre. Grupos e mentalidades muito fechadas tendem a considerar as críticas como um esforço conspiratório, para minar a legitimidade do governo.

Como no castelo de Kakfa, havia uma porta aberta pela eleição. Bolsonaro não a encontrou. Não se perdeu no Twitter. Está perdido.

Autonomia da UESPI

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Por Murilo Noleto

É realmente patético esse imbróglio sobre a greve de professores e alunos da UESPI, em decorrência da falência total da principal instituição de Ensino Superior do Estado do Piauí.

Reuniões, audiências públicas com o governador Wellington Dias e na Assembleia Legislativa, tudo embromação.

O Estado do Piauí, está quebrado financeiramente de há muito, e a UESPI na consta das prioridades administrativas- se é que elas existem – do atual governo.

A única alternativa possível para pôr  a cobro essa falência da UESPI, seria os senhores e senhoras deputados, emendarem a Constituição Estadual, determinando um percentual fixo do Orçamento Estadual, para a UESPI, assim como já é estabelecido constitucionalmente ao Ministério Público, Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa.

Só para ilustrar a importância que o mundo desenvolvido dá a educação, foi noticiado recentemente , que na Alemanha , terceira economia do mundo, os médicos e engenheiros daquele país-líder em tecnologia- em audiência com a primeiro-ministro Angela Merkell, reclamaram de estarem percebendo salários inferiores aos professores.

Sabem  qual foi a resposta da governante mais poderosa da Europa?

Angela Merkell, dirigindo-se aos médicos e engenheiros , lhes disse:

‘ Como é que é?
Vocês , médicos e engenheiros, querem ter melhores salários do que os professores do nosso país, impossível ‘

Esse é o único diferencial existente na face da terra, entre países que sempre tiveram a Educação Pública como prioridade daqueles que a esqueceram total e completamente.

É isso.

Assessoria de Imprensa e seu papel fundamental na disseminação responsável de informações

Por: Vera Lucia Rodrigues*

Hoje em dia muito se fala em ‘espalhar notícia’, isso, com o advento do mundo digital, tem se tornado mais fácil e rápido, no entanto é sempre bom lembrar que nem tudo que é dito na internet, necessariamente, é verdade e aí começa uma longa discussão sobre o papel do jornalismo e, principalmente, da assessoria de imprensa na disseminação de informações na era da internet.

Desde seu início, o trabalho da assessoria de imprensa foi, principalmente, o de auxiliar na divulgação de conteúdos de seus clientes, isso, lógico de maneira responsável e verdadeira. Atualmente, a assessoria de imprensa tem vários papéis e com o aumento das demandas criadas pela internet precisou se adaptar aos novos meios de divulgação, passando a fazer parte de um conjunto de ações de propagação de marca nos meios digitais chamado de Marketing Digital.

Dentro desse grupo são vários os tipos de ferramentas que podem ser utilizados, entre elas a comunicação nas mídias sociais, otimizar em termos de pesquisa (SEO), entre outros, mas nesse artigo vamos nos ater ao papel da assessoria de imprensa dentro desse mundo de possibilidades comunicacionais.

Muito se fala ainda sobre os modos tradicionais da assessoria de imprensa que pensa apenas nos meios clássicos (Impresso, TV e rádio), no entanto há alguns anos as agências de assessoria de imprensa vêm se transformando em agências de comunicação e, portanto, ampliando seu leque de serviços oferecidos. Isso não significa que não se faz mais assessoria de imprensa, mas sim que o trabalho se expandiu, atingindo novos segmentos e patamares.

Na Assessoria de Imprensa Tradicional o trabalho continua sendo auxiliar os clientes a serem notados pela mídia, preparando sua comunica��ão institucional para que cause boa impressão e ofereça visibilidade positiva para a sua marca através de press releases, clippings e follow ups necessários para mensurar se sua estratégia de imprensa funciona. O papel da Assessoria de Imprensa Tradicional é aumentar a visibilidade do negócio nos veículos de comunicação tradicionais, como jornais, revistas, rádio e TV.

Já na Assessoria de Imprensa On-line embora os objetivos sejam os mesmos do trabalho desenvolvido na tradicional, em função da dinâmica e características da própria web, o profissional de comunicação precisa se adaptar às técnicas, ferramentas e até mesmo exigências destes veículos, sejam eles redes sociais, blogs ou sites.

Uma das dificuldades desse trabalho hoje é que há quem diga que qualquer um faz isso. Essa alegação é uma grande falácia, afinal as assessorias de imprensa atuam com conteúdos relevantes e verdadeiros. Ao contrário de quem compartilha materiais apenas por compartilhar, sem checar de onde vem e muito menos se preocupando no que pode resultar, os novos modelos de agencia de comunicação levam em conta as tradições de disseminar boas, uteis e verdadeiras notícias.

Diante disso, podemos afirmar que a Assessoria de Imprensa desempenha um importante papel na notoriedade, credibilidade e imagem de uma empresa junto do seu mercado. Também podemos salientar a importância do Marketing Digital para que a empresa seja encontrada online pelo público e consiga que evolua de visitante no site até lead, cliente e finalmente fã. Os resultados são muito superiores se as ações forem integradas.

*Vera Lucia Rodrigues é jornalista, mestre em comunicação social e há 37 anos dirige a Vervi Assessoria de Comunicação