Equipe de W. Dias não é técnica: É uma grande família

A Grande Família

Por: Arimatéia Azevedo

Para quem anunciou o critério eminentemente técnico, o governador Wellington Dias empossou ontem, um secretariado com a cara de uma grande família, repleta de parentes de políticos, sendo muito fácil identificar e destacar irmãos, primos, sobrinhos, e até pai de deputados estaduais, além de tio e irmãos de deputados federais e senadores.

Exato dentro disso, a deputada federal Margarete Coelho emplacou a irmã, Sádia Castro, na secretaria de Meio Ambiente; a deputada Flora Isabel reafirmou a irmã, Giovanna Gayoso, na agência de Desenvolvimento Habitacional, o deputado Estadual Fábio Xavier mantém o irmão Gustavo na secretaria das Cidades e Themístocles Filho devolve o mano Marllos, para Coordenação de Proteção ao Idoso. O deputado Nerinho colocou o primo, Igor Nery, na secretaria de Desenvolvimento Econômico, João Madison, por sua vez, conseguiu que o sobrinho, Leonardo Sobral, ocupe a presidência do Idepi.

Por fim, o Departamento de Estradas de Rodagem se mantém com Castro Neto, que é filho do senador Marcelo Castro e vai ocupar a Coordenadoria de Fomento a Irrigação o ex-prefeito de Oeiras, B.Sá, pai do deputado estadual de Bessazinho. E olhem que estes são somente os conhecidos e já identificados no primeiro escalão, restando uma longa lista a ser devidamente preenchida por outros parentes no segundo escalão. Ou, até mesmo a repetição de alguns desses em outros cargos.

O reinício do novo (velho) governo, ao invés de ser marcado por uma gestão austera e de perfil eminentemente técnico, é a demonstração evidente de que os acordos políticos podem se tornar a face pouco confiável da governabilidade idealizada por Wellington Dias. Alguém até poderia discordar de tudo isso dizendo que parente também é técnico.

O perigoso desmanche da educação

Por: Cláudia Brandão

É assustadora a preocupação com o desmonte da educação que está se formando no Brasil. A decisão do atual ministro da Educação, Abraham Weintroub, de cortar 30% das universidades federais, sob o argumento de que essas instituições são celeiros de marxistas é, no mínimo, ridícula. Não existe nação desenvolvida sem uma universidade forte, independente e bem estruturada. Universidades são locais de ensino, pesquisa e extensão e, também, da formação do pensamento crítico dos alunos, o que só é possível por meio de um debate livre e plural.

A perseguição aos cursos da área de humanas, como sociologia e filosofia, é rasteira, própria de regimes fascistas. Não há nenhuma razoabilidade no argumento levantado pelo ministro de que quem quer estudar sociologia que pague pelo seu curso. Isso é querer tolher a liberdade de escolha de uma profissão. Onde está a autonomia do aluno para seguir a sua vocação? Quer dizer, então, que alunos pobres que não tenham aptidão para os cursos da área técnica ficarão sem estudar por uma decisão autoritária e partidária do ministro?

Educação, segundo reza a Constituição brasileira, é direito de todos os cidadãos. E não apenas daqueles que querem estudar engenharia ou medicina. Quanto maior o nível de letramento de um povo, maior o grau de desenvolvimento e prosperidade de país. O mundo está mudando e o ministro parece não ter se dado conta disso. Muitas das profissões atuais nem existirão daqui a dez, vinte anos, mas as habilidades desenvolvidas nas áreas de humanas serão cada vez mais exigidas no mercado de trabalho. Alguém precisa atualizar o ministro do novo tempo que está chegando

Oceanos não pacíficos

por José Adalberto Ribeiro

Existe o consenso de que a reforma da Previdência é imprescindível. O Xis da questão é a dosimetria. Depende de mais ou menos no lombo dos desvalidos, dos assalariados ou das realezas republicanas.

Na luta contra a herança nefasta da mundiça vermelha, o Brazil navega em oceanos não pacíficos. São os oceanos do desemprego de 12 a 14 milhões de criaturas, do subemprego, da informalidade, da violência, do déficit público e da bagaceira social.  

Quem nasceu primeiro, o óvulo do desemprego ou o déficit da Previdência?Dizei-nos ó oráculos da República! Decifra-me ou te devoramos.

Se a reforma proposta por Seu Jair for aprovada e a economia  deslanchar, a mundiça vermelha será exterminada para sempre do Brazil. Oh glória!  

Novidade zero que a seita vermelha irá boicotar a reforma. Se a matéria for aprovada e a economia deslanchar, a mundiça vermelha será exterminada para sempre do Brazil. Oh glória!  

A geração de empregos é a questão central, econômica e social do Brazil. A vastidão do desemprego, do subemprego e da informalidade alimenta o déficit da Previdência.

“Farinha pouca, meu pirão primeiro”, eis o lema. As elites da realeza republicana abocanham na aposentadoria a média de 15 vezes mais que o pirão da rafaméia do setor privado, segundo dados da Instituição Fiscal Independente (IFI). Trabalham pouco, ganham muito e são invocados. Se você disser que o sinhozinho é feio, será preso por desacato à autoridade. Se disser que a sinhazinha é bonita, será processado por assédio sexual.

A Previdência é uma casa de farinha para a nobreza republicana. Assim se perpetuam as desigualdades antissociais.

Os privilégios dos príncipes e das princesas são chamados de cláusulas pétreas, cláusulas rochedos. Se mexer com essa turma o mundo desaba. Os direitos dos mais pobres são farináceos, cláusulas de areia. Aposentadoria do Funrural e Benefício da Prestação Continuada – BPC da assistência social aos desvalidos mais pobres são cláusulas de areia.    

Seja dito milhões de vezes: a dívida pública no Brazil é o crime perfeito. Os banqueiros devem a todo mundo e todo mundo deve aos banqueiros. São 3,8 trilhões de papagaios da dívida e montanhas de pagamentos em juros. Este sim é o maior sorvedouro de recursos públicos do mundo. Vampiros existem sim e são tenebrosos.

Drácula e Frankenstein não amarram as chuteiras dos banqueiros e dos vampiros do Brazil.

O xeque-mate

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Por Arimatéia Azevedo

Parece que somente Ciro Nogueira entendeu que a montagem do atual governo não passa de uma estratégia de Wellington Dias visando a enfraquecê-lo em eventual disputa do governo em 2022.

O governador está dando prestigio e, portanto, fortalecendo no governo, deputados do Progressistas, como fez com Wilson Brandão (secretaria de Mineração),  Margarete Coelho (Meio Ambiente), Hélio Isaías (Cidades e Transportes), Firmino Paulo (Adapi) de tal maneira que em um eventual rompimento com Ciro eles podem preferir ficar no governo. Wellington Dias termina puxando para seu lado o deputado Firmino Paulo que não é mais aliado do tio prefeito de Teresina, Firmino Filho, e só está no PP por questão de opção, sem amarras com o partido, tampouco com o senador.

É voz corrente entre os mais próximos do governador que a rejeição ao nome de Mainha para qualquer cargo no governo teria se dado em função da subordinação beirando a subserviência do ex-deputado ao senador.  Um deputado petista chegou a chamar Mainha de ‘pau mandado’ de Ciro e que, no governo, veria mais os interesses do senador e os seus próprios. Outro que não foi sondado para qualquer cargo foi Júlio Arcoverde, embora se lhe credite a indicação do diretor do Detran. Mais um lance estratégico de Wellington diz respeito à convocação dos deputados para a equipe.

Ele tirou quatro da Assembleia Legislativa permitindo o assento dos suplentes do PT e PP para, na eventualidade de Júlio Arcoverde voltar da Semel, quem perderá a vaga será Belê Medeiros, do PP. A trama está aparentemente tão perfeita que está causando muito alvoroço dentro do Progressistas.

Ciro Nogueira, desde ontem, tem bancado o bombeiro para apagar o fogo da ex, a deputada Iracema Portela, que não gostou de Margarete ter entrado na partilha dos cargos, apadrinhando a irmã na Secretaria do Meio Ambiente.  Iracema diz que nunca, até então, deputado federal participou diretamente dessas escolhas, porque ela não sequer foi sondada para nada. No jogo do xadrez (no bom sentido), Wellington Dias parece dispor de condições para o xeque-mate.

O secretariado denorex

Por Arimatéia Azevedo

O novo secretariado do governador Wellington Dias, anunciado ontem, consegue a proeza de manter quase os mesmos nomes de antes, e, quando há alguma mudança, são tanto sutis quanto inacreditáveis. Na verdade, de novo o secretariado não tem absolutamente nada, exceto a repetição de aparentes acordos e conchavos políticos, com o acréscimo de que muitos deputados saíram fortalecidos porque ocupam dois lugares ao mesmo tempo.

Esses privilegiados não vão para as secretarias, continuam na Assembleia Legislativa, mas colocam os seus indicados no respectivo lugar do desejo, embora não necessariamente todos tenham sido atendidos como gostariam. Se de fato diminui a quantidade de suplentes convocados (na legislatura passada eram mais de dez) tem suplente diferenciado que ocupa o lugar de deputado e o pai ainda pousa em uma secretaria. Tem senador que repete o cargo para o filho, e tem senador que perde o cargo do amigo.

Aliás, neste último caso, tem-se uma inovação, que é alguém ficar guardando lugar para outro, que vai assumir em momento futuro. O outro senador perde espaço no governo e secretarias, bem demonstrando que o governador está atento para os movimentos de 2020, e de 2022, já se prevenindo contra esse senador que deseja fazer governador um candidato que não é do agrado dos petistas e do núcleo duro do governo.

No frigir dos ovos, as secretarias foram fatiadas ainda mais, como verdadeiras capitanias hereditárias, relembrando o tempo do Brasil colônia, em que a quantidade de pessoas que ocupam os cargos está inversamente proporcional à qualificação de cada um deles. É bem verdade que existem alguns poucos nomes que são expoentes, em qualificação pessoal, e com aptidões técnicas suficientes para ocupar mais de uma pasta. Mas também se tem deslocamentos óbvios, onde economista vai tratar de agricultura familiar, historiador vai cuidar de estradas e outros segmentos correlatos, e  analista de sistemas vai cuidar da educação.

Por estas e outras é que se pode esperar muito pouco de novidades em um secretariado que mais parece um amontoado de feudos com os seus dignitários correspondentes, com o viés político mais forte que nunca, dando a falsa impressão de um secretariado técnico, que, tal qual a propaganda do shampoo, nos anos 80, só se parece, mas não é.

Não é Mão Santa o inimigo da Parnaíba!

Por:Bernardo Silva(*)

É fácil se comprovar que o inimigo nº 01 da Parnaíba não é o prefeito Mão Santa, como querem fazer crer aqueles que por ele foram destronados do poder em 2016, numa eleição livre e democrática. É só observar que, enquanto o governador do estado, que mantém a chamada grande imprensa de olhos vendados, tem como foco principal de seu governo a distribuição de cargos para apaniguados, Mão Santa busca resolver os problemas da cidade, embora lutando contra a escassez de recursos, agravada com a hecatombe de que foi vítima a Parnaíba, com o inverno rigoroso que se abateu sobre ela. Antes, em período invernoso não se fazia capina, não se tapava buraco… só quando a chuva parava. Hoje é diferente…Sem dinheiro, sem verbas federais no balde, como tinham no tempo do PT, hoje se constrói, se reforma, se refaz. Essa é a diferença.

No poder desde 2002

Wellington Dias se elegeu em 2002, junto com Lula, seu ídolo maior. Governou quase 8 anos e se afastou para se candidatar a senador, deixando em seu lugar seu vice-Wilson Martins, a quem ajudou eleger e fez manter em vários cargos no governo os petistas de patente mais elevada. Depois volta ao poder por mais 4 anos e se reelege. Vai chegar aos 16 anos, afora mais 4 de Wilson Martins quando vários petistas continuaram “mamando”. Ao todo, serão 20 anos de petismo no poder, quando Wellington Dias terminar o seu 4º mandato.

O que Parnaíba ganhou???“Espaço da Cidadania” fechado

Não, não se tem notícias de ganhos relevantes para Parnaíba durante todo esse período. Só perdemos – da Academia de Polícia e Espaço da Cidadania, ao desmonte de órgãos como o Iapep, Detran, delegacias de polícia, enfim, nenhuma estrutura do governo em Parnaíba foi fortalecida. Em contrapartida, aos amigos e correligionários o governador mentiu e prometeu: reforma e conclusão da ponte Simplício Dias, Complexo Porto das Barcas, Mercado da Caramuru, reforma do Estádio Petrônio Portelo… a lista é imensa.

Retomando obrasCIE -Obra abandonada na gestão passada, agora concluída

Enquanto isso, após assumir, pela 2ª vez, o comando do município em 2017, Mão Santa só tem procurado reconstruir o que encontrou destruído durante os 12 anos que estiveram no Poder o José Hamilton C. Branco e Florentino Alves Neto. Inclusive, obras grandiosas e caríssimas, que iniciaram em seus governos, conveniados com o Governo Federal, não souberam aproveitar a oportunidade de deixarem seus nomes na história. E as abandonaram, a exemplo a obra de esgotamento sanitário, orla da Pedra do Sal, CEU das Artes, várias creches, Centro de Iniciação ao Esporte, recém- inaugurado, UPA 24 horas… estruturas que estão sendo postas em funcionamento, após inúmera idas e vindas a Brasília, para refazer projetos, resgatar recursos e finalizar. Tudo em respeito ao dinheiro público que estava sendo desperdiçado.

Inveja?

CEU das Artes: Obra abandonada na gestão passada e agora concluída

E quando Mão Santa inaugura obras como o CIE- Centro de Iniciação ao Esporte ou conclui o CEU das Artes, Upa, Creches, etc., seus opositores questionam: Ah, mas a obra não é da prefeitura!!! Babacas! Claro que é. É da população, sim. Construídas com recursos da população que estavam enterrados, por eles. Há demérito no prefeito que faz o que Mão Santa vem fazendo? Claro que não. Há respeito ao que é do povo. E mais: Por 12 anos Parnaíba foi governada por Zé Hamilton e Florentino, que eram atrelados ao governo federal e ao governo do Estado, ambos do PT. E o que trouxeram para Parnaíba além de programas que chegaram também a todos os Estados da Federação – Minha Casa Minha vida e Bolsa Família, dentre outros? Nenhum grande projeto (Como conclusão do Porto ou os dos Tabuleiros Litorâneos) – por conta do grande amor quem dedicavam (W. Dias, Hamilton e Florentino) ao Lula e à Dilma!!!

Tabuleiros Litorâneos

Mão Santa deve encerrar seus 4 anos de mandato com a conclusão dos Tabuleiros Litorâneos, um objetivo que tem buscado realizar de forma obstinada, desde que assumiu o mandato em 2017. E já trouxe a Parnaíba até um presidente da República. Semana que vem traz o terceiro ministro do atual presidente da República, a quem tem feito o mesmo pedido da conclusão dos Tabuleiros. Agora é a vez da vinda Gustavo Canuto do Desenvolvimento Regional, ao qual o assunto está ligado. Mão Santa acredita piamente que vai concluir a obra, dando à sua cidade um presente de uma importância ímpar. E Mão Santa é o louco? Que não gosta da Parnaíba? Quem o conhece sabe que ele é como é, aqui e alhures. O Brasil o conhece, admira-o e o respeita, pelo que foi quando Senador da República. Em Brasília, nos corredores do Congresso, todos constatam isso. E em Parnaíba, os invejosos só procuram diminuí-lo, ridicularizá-lo. Mas é ele o prefeito. Eleito pelo povo. Esse é o fato. O resto é resto.

(*)Bernardo Silva é jornalista, professor e Superintendente Municipal de Comunicação

A violência nas escolas

Por:Zózimo Tavares

A Câmara dos Deputados iniciou um debate sobre a violência nas escolas e a busca de medidas preventivas para conter o seu avanço.

A Comissão de Educação da Câmara já promoveu audiência pública com esses objetivos.A deputada federal Rejane Dias (PT) vem participando de perto das discussões, que foram intensificadas entre os parlamentares depois do atentado a estudantes e professores em uma escola no município de Suzano, no interior de São Paulo, no dia 13 de março passado, com dez mortes.

A ideia dos deputados é discutir medidas urgentes para conter o que chamam de “epidemia de violência nas escolas”.Foram convidados para a audiência pública o secretário municipal de Educação de Suzano (SP), Leandro Bassini; representante do Movimento Todos pela Educação, João Marcelo Borges; professora, escritora e mestre em Educação Tânia Zagury; e representante do Instituto Sou da Paz, Felippe Angeli.A deputada Rejane Dias acompanha o debate com a experiência de quem já foi secretária estadual de Educação e está preocupada com a situação.

Ela espera que dessas discussões possa sair uma política nacional para a segurança nas escolas, tendo em vista que a violência nesses locais preocupa educadores, alunos e famílias de todo o país.

De fato, a onda de violência nas escolas é assustadora. E o Brasil precisa lidar com urgência com esse problema, antes que ele fuja do controle, como tantos outros para os quais não se deu a devida atenção quando eram menores.

Falta de medicamentos para pacientes crônicos na rede pública é desleixo administrativo

Por: Gustavo Almeida

Ser governante não é uma tarefa fácil. Qualquer cidadão com um nível mediano de conhecimento sabe que um gestor público esbarra em dificuldades e precisa enfrentar desafios e burocracias. Isso não tira, obviamente, o direito da população de cobrar, e exigir que o Poder Público cumpra com suas obrigações e trabalhe para que existam avanços, melhorias, etc. Apesar de tudo isso, pode-se cravar: governar nem sempre é uma tarefa fácil.

Dito isso, é importante constatar que existe grande diferença entre situações impostas pelas dificuldades e aquelas que são puramente desleixo, descaso e, em muitos casos, até falta de sensibilidade humana. O que mais temos visto são situações aonde não cabe justificativa plausível senão a constatação do desleixo de quem governa. Isso tem acontecido em vários lugares, nas diferentes regiões do país. No Piauí, infelizmente não tem sido diferente.

Aqui, vemos situações que causam indignação e revolta. São casos onde a gente se pergunta: será que isso não toca o coração de quem governa? Esta semana, a Associação dos Diabéticos do Piauí (Adip) denunciou que milhares de diabéticos de todo o estado estão sofrendo com a falta de insulina. Conforme a entidade, o hormônio falta há 40 dias na Farmácia de Medicamentos Excepcionais, para desespero de quem precisa dele para viver.

Governador tem sido cobrado por pacientes (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Numa série de vídeos postados nas redes, pacientes clamam pela regularização da oferta do produto. Em um dos vídeos, a pequena Ana Luísa, de apenas 8 anos, faz um apelo ao governador Wellington Dias (PT). “Insulina é vida. Por favor, governador, do fundo do meu coração, nos dê insulina”. A descontinuidade no fornecimento impede que os portadores de diabetes tipo 1 façam o tratamento adequado. No vídeo, a garotinha lembra que muitos pacientes não têm condições de adquirir insulina na rede particular.

Esse desleixo com a vida de quem depende do Poder Público não ganha guarida na alegação de dificuldades, por mais que queiram emplacar essa desculpa. No último dia 18, um idoso morreu no Hospital Tibério Nunes, na cidade de Floriano. Conforme divulgado pela imprensa, ele esperava há 12 dias para fazer um cateterismo. A família tentou de todo modo conseguir o procedimento, mas o idoso só resistiu a 12 dias de descaso e acabou morrendo. Pacientes renais também têm lutado pela vida diante da falta de medicamentos na rede pública.

Situações como essa não podem ser admitidas. Garantir os direitos dessa parcela da sociedade deve ser o mínimo, o trivial de qualquer governante. Quando um gestor postula um cargo público, é preciso compreender que se está postulando cuidar de vidas, de seres humanos. Para esse tipo de situação, a burocracia é a única justificativa que não interessa. Diante de realidades assim, é preciso se antecipar a tudo, porque vidas estão em jogo.

Não fazer o Porto de Luís Correia, apresentar um arremedo de aeroporto internacional ou deixar de concluir uma grande obra de infraestrutura qualquer, ainda que seja uma vergonha, pelo menos não afeta tão direta e decisivamente a vida de uma pessoa. Mas, deixar de ofertar medicamento essencial para quem nem sempre pode comprar na rede privada é uma constatação irrefutável do desleixo e da irresponsabilidade, seja lá quem for o gestor.

Esse desleixo e falta de sensibilidade não pode prosperar em nenhum lugar sério, mas no Piauí, infelizmente, temos visto. Diante disso, só nos resta perguntar: até onde vai o desleixo?

O impacto das fintechs no mercado financeiro do Brasil

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Por: Janguiê Diniz 

O mercado financeiro brasileiro vem passando por grandes mudanças. Se, antes, um número reduzido de empresas de grande porte dominava o setor, hoje, a situação é bem diferente. Com o desenvolvimento das tecnologias e o surgimento das fintechs – startups da área financeira – e dos bancos digitais, a maneira como as pessoas se relacionam com o dinheiro e suas transações está, paulatinamente, se diversificando.

Agora, ninguém precisa mais ficar preso a um banco ou a uma financeira, com seus juros altos e taxas sobre todas as operações. Com essa nova realidade, as fintechs têm se tornado grandes empresas que conseguem competir – embora ainda não em pé de igualdade – com os grandes bancos.

O Banco Central vem, desde 2017, concedendo abertura às fintechs para vários tipos de operações antes feitas apenas pelas instituições financeiras tradicionais. Esse movimento permitiu, por exemplo, que a Nubank, já considerada a fintech mais inovadora da América Latina, e tantas outras, como Neon e Next, passassem a oferecer diversos serviços, desde contas correntes e para recebimento de salário, empréstimos e pagamentos com cartão de crédito.

Um levantamento do Finnovation mostrou que o número de startups que atuam no segmento quase dobrou entre o fim de 2016 e o meio de 2018, chegando a quase 400 delas. Elas oferecem serviços como meios de pagamentos, gestão financeira e empréstimos.

A vantagem primordial das fintechs e dos bancos digitais é que eles conseguem oferecer serviços com preços, taxas e cobranças mais baixos que as instituições financeiras tradicionais. Tudo por conta da tecnologia, que permite às startups trabalhar com uma estrutura menor, total ou parcialmente online, sem necessidade de gastos com pessoal e locação de espaços, por exemplo. E ainda trazem a praticidade de o cliente conseguir fazer tudo pelo celular, sem necessidade de ir a uma agência – o que, por si só, já é uma grande vantagem, pois evita gasto de tempo com deslocamento e as grandes filas.

A força das fintechs é tão grande que até mesmo alguns grandes bancos criaram suas startups para oferecer esse novo modelo de serviço aos clientes. O Next, por exemplo, foi criado pelo Bradesco. É uma mudança estrutural marcante nesse mercado que, no Brasil, sempre foi muito dominado por poucas empresas. Essa quebra de paradigma é muito boa para o consumidor, que passa a ter mais opções para escolher, e estimula a competitividade, o que pode fazer com que as companhias que antes dominavam o setor busquem se adaptar a uma nova realidade – e isso significa melhores serviços e menos cobranças.

Descarga elétrica tributária

 Por:José Adalberto Ribeiro

Neste mês de abril chegamos ao final da temporada de delação do Imposto de Renda. Durante o ano todo segue a temporada de arrastão e você será obrigado a trabalhar de quatro a cinco meses para pagar o IR, Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores IPVA, Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana – IPTU, Imposto sobre a Propriedade Territorial  Rural – ITR, Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, ICMS-Subvenção-CDE (conta de luz), Programa de Integração Social PIS-Pasep, Imposto sobre Valor Agregado – IVA.

Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins, Imposto sobre Serviços – ISS, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Imposto de Importação (II), Imposto de Exportação (IE), Cide Combustíveis, Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (combustíveis), Cide-Remessas, Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), Imposto sobre Transmissões Causa Mortis (ITCM), Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens e Imóveis (ITBI), Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros, Imposto sobre a Exportação de Produtos Nacionais ou Nacionalizados (IE).

Imposto Sindical, Seguro Obrigatório do automóvel, seguro facultativo obrigatório do automóvel, Taxa de Limpeza Urbana, Taxa de Iluminação Pública, Taxa de Bombeiros.

O Imposto sobre Terreno de Marinha, uma  aberração chamada de Laudêmio, é remanescente dos tempos do Império. A soma destes impostos equivale à descarga elétrica tributária, acionada para eletrocutar milhões de assalariados, asfixiar as atividades econômicas produtivas, afugentar investimentos e barbarizar o custo-Brazil.    

Reforma tributária é lenda comovente feito o Negrinho do Pastoreio na narrativa do genial Câmara Cascudo. Quem manda no Brazil é a ditadura do Fisco. Na Colônia o Fisco implantou o Quinto dos Infernos (20 % da descarga elétrica tributária). Agora o Fisco reina como meeiro dos infernos.  

Exemplo: no começo do ano um cara chamada Jair Messias Bolsonaro teve a ousadia de sugerir uma micro redução na alíquota do IR. Um chefete do Fisco subiu nos cascos, deu um esculacho em Seu Jair, que foi chamado até de arroz doce. Recolha-se à sua insignificância, trovejou o danadão do Fisco. E não se falou mais em reduzir a alíquota do Imposto de Renda.

Esse cabra do Fisco, no meu pensar, devia ter sido capado e preso numa cela em Curitiba, proibido de dar entrevista. Mas, o Seu Jair tem um coração de mãe, tá Ok?!

A tabela do IR está congelada desde 2015 e a defasagem é estimada em mais de 80%. O nome disso é confisco, crime contra a economia popular. E não tá nada Ok neste Brazil surreal.   

Governo Bolsonaro é completamente enlouquecido, só comparável a Jânio Quadros

Na foto feita por Erno Schneider, Jânio também não sabia para onde ir…

 

Carlos Newton

A cada dia surgem várias novidades, a demonstrar que o governo de Jair Bolsonaro é o mais enlouquecido das últimas décadas, pois deixa no chinelo a gestão amalucada de Fernando Collor e só pode ser comparável ao curto período em que o poder esteve nas mãos de Jânio Quadros, que realmente tinha vários parafusos a menos. Para comparar, vamos ficar apenas no que aconteceu nesta segunda-feira, dia 29, quando ficou claro que está tudo de pernas para o ar, com o presidente da República batendo cabeça com ministros e assessores, com transmissão direta, ao vivo e a cores, como se dizia antigamente.

A segunda-feira começou pegando fogo, porque a Folha de São Paulo publicou uma ensandecida entrevista do secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, que enfim revelou a verdade sobre a reforma da Previdência, que vinha sendo mantida em sigilo, porque nem mesmo o superministro Paulo Guedes tinha coragem de anunciar sua proposta, que merece ganhar a Piada do Ano com total antecedência, imitando Pelé, que foi mundialmente consagrado o Atleta do Século, duas décadas antes do ano 2000.

FIGURA MANJADA – Qualquer pessoa com mínimo acompanhamento da economia brasileira sabe quem é Marcos Cintra, professor da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, que inventou a teoria do imposto único, jamais adotada em nenhum país, e por conta disso se tornou secretário de Planejamento no governo Alckmin em 2003, já se elegeu vereador e até deputado federal, tudo por conta do tal imposto único, uma ideia tresloucada e que é absolutamente impossível de ser adotada.

Quando o nome de Marcos Cintra foi anunciado para a Secretaria da Receita Federal, a princípio se pensou que ele teria sofrido um ataque de bom senso e abandonado o vício do imposto único, que seria uma espécie de superCPMF. Mas era ilusão, Cintra continua a defender o mesmo samba de uma nota só, sem a genialidade de Tom Jobim e Newton Mendonça.

Ao tomar conhecimento da entrevista à Folha, em que Marcos Cintra desmoralizou totalmente a proposta de reforma da Previdência, Bolsonaro entrou em ação, mas apenas para desmentir a cobrança do imposto às igrejas (e aos contrabandistas, segundo Cintra…), mas fez questão de mantê-lo no cargo, ao invés de defenestrá-lo com a urgência necessária.

DESAUTORIZAÇÕES – Nesse Samba do Governo Doido, imediatamente Bolsonaro desautorizou Cintra, mas no mesmo dia o presidente foi também desautorizado por Paulo Guedes, ministro da Economia.  

É que, nesta segunda-feira, o chefe do governo defendeu a redução dos juros do Banco do Brasil aos agricultores, medida altamente compreensível, porque a agropecuária é subsidiada em todos os países desenvolvidos e em desenvolvimento, inclusive na matriz USA, com suas vacas de US$ 300 dólares e seu etanol protecionista, que mantém as exportações brasileiras de álcool sobretaxadas desde o governo Reagan, para fortalecer o Proálcool ianque, enquanto aqui na filial Brazil os governantes querem que os produtores rurais se explodam.

Na mesma hora, Guedes mandou desmentir o presidente, através de “assessores” do próprio Planalto, demonstrando o grau de esculhambação reinante na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes.

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P.S. 1 – Na História Contemporânea, somente Jânio Quadros pode ser comparado a Bolsonaro, com a abolição do terno e gravata, substituído pelo slack (vestimenta indiana), as proibições da briga de galo, do biquíni, do lança-perfume e das corridas de cavalo em dias úteis, com as determinações presidenciais sendo feitas aos ministros através de sumários bilhetinhos, escritos à mão pelo destrambelhado presidente da República, que só não quis proibir o uísque, que tomava em doses industriais. Somente quando Jânio renunciou, sonhando que o povo o reconduziria ao poder carregando-o nos ombros, como acontecera em Cuba com Fidel Castro, é que se percebeu que o presidente não batia bem das ideias.

P.S. 2 – Bolsonaro está indo pelo mesmo caminho e até imitou Jânio na escolha do condutor da política econômica. O ministro da Fazenda em 1961 era o banqueiro Clemente Mariani, e o ministro da Economia atual, Paulo Guedes, tem currículo semelhante. E vejam um detalhe muito importante: quando Jânio renunciou, Mariani foi substituído por outro banqueiro, Walter Moreira Salles. Quer dizer, no Brasil muda-se o presidente, mas os banqueiros continuam mandando na economia. E la nave va, cada vez mais bolsonariana. (C.N.)

Bolsonaro erra ao rebaixar Filosofia e Sociologia, adverte professor de direita

Rodrigo Jungmann afirma que é precisa saber lidar com as ideias

Fábio Zanini
Folha

O anúncio do presidente Jair Bolsonaro de que pretende reduzir as verbas para cursos de sociologia e filosofia foi, previsivelmente, bombardeado pela esquerda, dominante nessas áreas acadêmicas. Mas há críticas também entre os raros professores universitários que se dizem abertamente de direita na área de ciências humanas.

Um deles, Rodrigo Jungmann, que leciona Filosofia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e não esconde sua simpatia pelo governo Bolsonaro, considera a medida um equívoco, inclusive do ponto de vista estratégico.

NÃO É SOLUÇÃO – “Os conservadores se queixam com razão de que a esquerda domina a cultura precisamente em função de sua presença acachapante nos cursos de humanas, que, de fato, com considerável frequência servem a um proselitismo político raso. Mas a supressão de cursos jamais será a solução”, disse Jungmann ao blog, sobre a diminuição de investimentos nas áreas.

Uma reclamação comum na direita é estar perdendo para a esquerda a batalha das ideias na academia. Diminuir o peso de disciplinas de Humanas não ajuda a combater o que é chamado por conservadores de “marxismo cultural”.

“A única maneira pela qual os conservadores podem se contrapor ao domínio da esquerda no mundo da cultura reside numa inserção própria nesse mundo. A direita não deve abolir cursos de humanas. Deve entrar neles, assim como no direito, na imprensa e todas as demais instâncias de formação e circulação de ideias”, afirma Jungmann.

LIDAR COM IDÉIAS – Na opinião do professor, há uma lógica na decisão do governo de investir em áreas de aplicação prática, mas isso não deve ser feito às custas das demais.

“É fora de dúvida que o Brasil pode e deve priorizar a alocação de recursos para áreas de aplicabilidade prática imediata. A nossa carência de engenheiros, por exemplo, é notória. No entanto, daí a preconizar a completa supressão de cursos de humanas já existentes e atuantes vai uma longa distância”, afirma ele, que ressalva que ainda está esperando detalhes sobre a medida anunciada por Bolsonaro.

Para Jungmann, que costuma ser perseguido por estudantes de esquerda na universidade, o ser humano não pode viver exclusivamente para o mundo das coisas práticas. “Pessoas desejam lidar também com ideias e as produzirão e consumirão de uma forma ou de outra”, declara.

Wellington enquadra o Progressistas

Embora a jogada seja ensaiada e conhecida, sempre para o mesmo lado, como se diria do jogador Garrincha, o gênio das pernas tortas, o governador Wellington Dias não vai abrir mão dela. Ou seja, ele vai escolher pessoalmente os secretários da cota do Progressistas para a sua nova equipe.

Aliás, a escolha já está feita: deputado Hélio Isaías para a Defesa Civil e deputado Wilson Brandão para a Secretaria de Cultura.

E, para não deixar o comando do Progressistas sem graça com mais esse drible político (já tem o da puxada de tapete da vice-governadoria, em 2018, e o da eleição para a presidência da Assembleia Legislativa, este ano), dará ao PP a franquia de chancelar as nomeações e dizer que são indicações do partido, sim, senhor!

Se o PP não topar a parada, isto é, se o partido vier eventualmente a refugar as duas indicações, ou simplesmente lavar as mãos com elas, ainda assim, o governador ficará com os dois secretários, na suposição de que eles serão interessantes para outras siglas.

Olho grande

Neste novo governo, o Progressistas estava de olho em secretarias mais robustas, com maior capilaridade, como a de Saúde.

O partido contribuiu significativamente com a gestão passada do governador e também com a sua reeleição. Então, em suas contas, fez por merecer. Além disso, se sente maior.

Porém, os planos do governador para com o aliado de peso são outros, como se vê.

Ao que se sabe, Wellington Dias ficou chateado com a pressa do Progressistas em levar para a Assembleia Legislativa o primeiro suplente Bessah Filho.

A convocação se deu através de uma articulação do senador Ciro Nogueira que resultou na licença do deputado Júlio Arcoverde, presidente estadual da sigla, para ser secretário municipal de Esportes e Lazer.

A ansiedade progressista atropelou os planos políticos do governador e, agora, na formação da equipe, ele está procurando botar ordem na casa. Isso implica também pôr o PP no seu lugar.

O troco

Se é assim, nesse caso, há que se fazer um desconto na conta do governador.

Em mandatos anteriores, ele chamou filiados de partidos aliados para a sua equipe, através de convites pessoais e diretos, para isolar seus líderes – Mão Santa, no PMDB, João Vicente Claudino e Elmano, no PTB.

Agora, não. Ele repete a mesma jogada não para dar uma rasteira no seu principal aliado, como fez nas vezes anteriores, mas para dar o troco.

O cordão dos puxa-saco

Por:Zózimo Tavares

A Assembleia Legislativa terá hoje uma sexta-feira agitada. Haverá sessão especial para entrega do título de cidadania piauiense a várias personalidades.

O primeiro a receber o título será o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Embora seus familiares sejam do Sul do Piauí, desconhece-se a folha de serviços prestados pelo governador de Brasília à terra de seus pais.

O homenageado seguinte é o desembargador João Afrânio Vilela, vice-presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

É outro ilustre desconhecido de seus novos conterrâneos honorários.

Por fim, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), é a outra personalidade que receberá o título de cidadão piauiense.

Os ancestrais dele também são do Piauí, da região de Pedro II. Mas é a primeira vez que Mourão pisa no Estado.

Portanto, é outro homenageado que também não tem qualquer serviço prestado ao Piauí.

Ele vai receber a homenagem, então, não em reconhecimento pelos serviços prestados, mas pelos que ainda poderá prestar, como vice-presidente da República.

O que fica evidente, no entanto, nesse pacote de homenagens graciosas, não é propriamente o gesto de cortesia do Piauí, mas uma atitude de puro e deslavado puxa-saquismo!

Por causa do desequilíbrio de Carlos Bolsonaro, o clima no Planalto está sinistro

Carlos Newton

Os militares do núcleo duro do Planalto são homens experientes e curtidos. Estão em posição constrangedora, porque nenhum deles tem intimidade suficiente com o presidente da República para conversar sobre a postura injustificável de Carlos Bolsonaro, que desde o início do governo tenta destruir o vice Hamilton Mourão, atribuindo a ele a intenção de derrubar o chefe do governo. Para justificar seus atos, Carlos Bolsonaro usa argumentos forjados, como denunciar uma declaração a Mourão feita supostamente na data do atentado ao pai, quando na verdade a afirmação ocorreu muitos dias depois, em outra circunstância.

Da mesma forma, o filho 02 atribui a Mourão responsabilidade até no press-release de uma palestra que o vice foi convidado a dar nos Estados Unidos, na qual em nenhum momento criticou Bolsonaro, muito pelo contrário. Para justificar a agressão, Carlos chamou de “convite” o que na verdade era apenas um press-release de divulgação, para atrair público.

CONSTRANGIMENTO – A situação é tão estranha que ninguém sabe o que fazer, pois Bolsonaro não toca no assunto e o filho continua atacando Mourão e também Santos Cruz, embora  tenha atendido parcialmente ao pai, porque não está mais fazendo postagens nas redes sociais dele.

Mourão mostra ser muito mais equilibrado do que a família Bolsonaro e seus exóticos penduricalhos, tipo Olavo de Carvalho e Marcos Feliciano. Desde o início das agressões, o vice se colocou numa posição defensiva para deixar o vexame inteiramente a cargo da família Bolsonaro.

Os militares do núcleo duro do Planalto e do primeiro e segundo escalões estão estupefatos, era impossível prever que a situação chegasse a esse ponto, ainda no início do governo. Ninguém intervém, ninguém sabe o que fazer, os fatos vão se sucedendo descontroladamente.

TUDO SEM SENTIDO – Ninguém sabe aonde vai dar essa confusão, que não faz muito sentido, porque Mourão foi eleito, é indemissível e se tornou um nome muito respeitado. Escanteá-lo e tentar desmoralizá-lo são iniciativas inúteis, porque ele já tem vida própria politicamente e será um perigo se for conduzido à oposição.

E no meio da crise os repórteres Gustavo Maia e Jussara Soares, que cobrem de perto a família Bolsonaro desde antes da eleição, revelam que o filho Carlos estava se recusando a atender aos telefonemas do pai, o que eleva a temperatura do ambiente.

Para o bem do país, espera-se que o presidente Bolsonaro consiga conter o filho, para poder governar sossegado. Desse jeito não há  quem aguente.   

Contabilidade: Honrada profissão

Por:Benedito Gomes(*)

Hoje estamos conhecendo, através da contabilidade, o que nossos antepassados iniciaram há milhares de anos antes de Cristo. Os egípcios criaram o papel (papiro) e a pena de escrever – “cálamo”. Com essas descobertas passaram a anotar o que possuíam, registrar e contar os objetos para controle de seus proprietários, talvez o mesmo que fazemos hoje na contabilidade moderna.

Hoje, 25 de abril, comemoramos o dia da contabilidade, profissão utilizada em todas as outras. Da lista de compras do supermercado até o maior complexo industrial ou comercial a contabilidade esta presente.

No dia 25 de abril de 1926 o senador João Lyra Tavares defendeu a regularização da profissão contábil no Brasil, e nós agradecemos o seu esforço para regulamentar a profissão que hoje temos.

Em Parnaíba temos em atividade talvez o mais idoso contador do Piauí: José Rufino Aragão, nascido no dia 09-03-1923, registrado no Conselho Regional de Contabilidade – CRC-PI com o Nº 45 no dia 23- 03-1948; temos José Caldas Borges, nascido no dia 10-05-1933, registrado no CRC-PI sob N° 266 em 28-11-1953;  Arnaldo Mendes de Souza Caldas, nascido em 06-08-1937 registro no CRC-PI com o Nº 478 EM 20-09-1959. E fecho o quarteto com Benedito Gomes da Silva, nascido em 24-02-1942 CRC-PI Nº 1.250 em 26-06-1072. Nominalmente citei apenas quatro, mas são dezenas de profissionais de contabilidade em Parnaíba e milhares em todo o Piauí todos profissionais respeitados, confiáveis e de bom caráter.

Parabenizo contadores e a todos que aplicam a contabilidade no controle, no planejamento e coordenação financeira das empresas.

Parabéns, contabilidade, hoje é seu dia!

(*)Benedito Gomes /Contador UFPI

Tem boi na linha: reforma ainda não foi sancionada

Por: Zózimo Tavares

O governador Wellington Dias ainda não sancionou a reforma administrativa proposta por ele mesmo e aprovada há quase um mês pela Assembleia Legislativa.

O projeto foi encaminhado à Assembleia em fevereiro. Depois de muito estica e puxa, as cinco mensagens que integram a reforma foram aprovadas em redação final no dia 26 de março.

A sanção foi anunciada para os dias seguintes, afinal era com essa reforma que se iniciaria o novo governo.

A reforma foi vendida pelo governo como um sinal dos novos tempos – tempos de austeridade, de fim da gastança desenfreada, de equilíbrio das contas, de investimentos, etc.

A reforma

Essa reforma previa inicialmente a extinção de 19 órgãos estaduais, fusão entre secretarias e absorção de algumas áreas.

A economia anual, pelas contas do governo, chegaria a pelo menos R$ 300 milhões. Com isso, o governo estaria com as mãos livres para prestar os serviços prioritários para a população e manter os investimentos.

O governo tem 30 dias para sancionar a reforma. Esse prazo acaba na sexta-feira, dia 26.

Mas de já fica a dúvida: se o governo não tinha tanta pressa, para que pediu a tramitação dos projetos em regime de urgência na Assembleia?

A demora apenas indica que o governador está indeciso ou que está cedendo às pressões dos petistas e aliados no rateio dos cargos do novo governo.

Além de sancionar as leis da reforma, o governo ainda precisa regulamentar as mudanças através de decretos.

Se isso ainda não ocorreu, é porque tem boi na linha.

Assim, a badalada reforma administrativa dele corre o risco de acabar como a personagem ‘Conceição’, aquela da música do Cauby Peixoto: se existiu, “ninguém sabe, ninguém viu!”.

Wellington quer tirar leite de pedra

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Por: Zózimo Tavares

O governador Wellington Dias ainda bate cabeça para fechar o seu secretariado. Já no quarto mandato à frente do Palácio de Karnak, elegendo-se sempre no primeiro, turno, ele ainda se porta como se estivesse estreando no cargo. Sempre tateando.

Está claro, porém, que a nova equipe não será aquela Brastemp toda, muito menos o secretariado dos sonhos do governador.  Como se diz por aí, vem aí mais do mesmo.

O governador não aprendeu a dizer não. Assim, como das vezes anteriores, a equipe é composta na base do rateio de cargos. É um pregão. Entre os aliados, leva o maior e melhor taco de poder quem tem mais gogó.

A mudança que não veio

Não se pode acusar o governador de não ter tentado mudar esse método de composição de sua equipe. Até que ele tentou. Nessa direção, ensaiou uma reforma administrativa, gestada mais para ganhar tempo do que para enxugar a máquina e torná-la mais eficaz.

Tudo indica, no entanto, que ela não serviu nem para uma coisa nem para a outra, pois os mesmos estão de volta ao primeiro escalão e a máquina se mantém pesada, lenta e voraz em relação aos dinheiros públicos.

Todavia, não se pode censurar o PT e aliados pela pressão descomunal que fizeram por cargos. Ao longo dos três mandatos anteriores de Wellin

gton, eles foram habituados a isso. E ficaram mal acostumados. Não conseguiriam sobreviver de outra forma.

A lição de Wall

Professor de História e político por vocação, Wall Ferraz, prefeito de Teresina três vezes, um exemplo de austeridade administrativa e gestão pública, repetia que adotava uma receita inegociável na composição de suas equipes de trabalho.

Ele dizia que quando se fixava em um nome para seu secretariado, pensava dez vezes antes da nomeação, pois, se o escolhido viesse a fracassar, ele também iria se sentir fracassado.

O governador Wellington Dias jurou que, neste quarto mandato, fará um governo totalmente diferente dos anteriores. Com o time escalado para sua equipe, que só sabe fazer as mesmas jogadas, ele sonha, certamente, em tirar leite de pedra.

Israel, nação inovadora

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Israel é um país do tamanho do estado brasileiro de Sergipe, tem apenas 70 anos de existência e menos de 9 milhões de habitantes. Além disso, está situado em uma região desértica com escassez de recursos. Como poderia, então, esta nação se tornar uma potência no desenvolvimento de tecnologias inovadoras? A resposta vem em dois fatores principais: educação e necessidade.

A educação é uma prioridade israelense e sua sociedade dá grande valor ao conhecimento. Para se ter ideia, o país, com menos de 9 milhões de habitantes, já acumula doze ganhadores do Prêmio Nobel – enquanto o Brasil, que tem 200 milhões de pessoas e 500 anos de história, nunca teve um vencedor.

Além disso, após sua criação, Israel teve um grande desenvolvimento militar, a fim de se proteger de possíveis ameaças externas. Com isso, nas Forças Armadas, passou a ser estimulado o estudo das engenharias, não só para criação de soluções bélicas, mas para várias outras frentes. Isso abriu portas para o desenvolvimento de produtos de tecnologia avançados, um mercado que Israel soube e sabe explorar com propriedade. Hoje, é o país que mais investe em pesquisa e desenvolvimento em relação ao PIB: 4,5%. Além disso, o governo e as universidades trabalham sempre em parceria com a iniciativa privada para expandir o conhecimento e a inovação.

Para se ter ideia, surgiram em Israel startups que hoje são grandes empresas conhecidas mundialmente. Por exemplo, o Waze, aplicativo de navegação por GPS que se tornou quase indispensável para motoristas, surgiu lá. Em 2013, foi comprado pelo Google por US$ 1 bilhão. Já a Mobileye, startup de soluções para mobilidade de carros autônomos, também é israelense e foi adquirida pela Intel pela fortuna de US$ 15,3 bilhões. Ainda é possível citar como criações israelenses o Viber, pioneiro no uso de VoIP, e o ICQ, famoso mensageiro sucesso nos anos 1990 e 2000.

O fator necessidade também foi um grande impulsionador da inovação em Israel. Por estar situado em uma região desértica, o país sempre precisou criar soluções para se manter e par movimentar sua economia. A alta tecnologia foi uma das saídas encontradas. Hoje, 40% das exportações israelenses são de produtos tecnológicos. Some-se a isso a obrigatoriedade do serviço militar para homens e mulheres, a cultura militar incute no pensamento dos jovens o senso de responsabilidade e trabalho em equipe, o que faz com que muitos deixem o Exército já com o desejo de empreender e criar soluções que gerem impacto na sociedade.

Israel é, de fato, um exemplo a ser seguido pelo Brasil, que vem cortando seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento e que, mesmo com um povo bastante criativo e inovador, não consegue liberar todo seu potencial. É fato que, em um país de dimensões continentais, estabelecer políticas que abranjam todo o território e atendam às diversas necessidades da população é mais difícil, mas é um esforço necessário se quisermos nos desenvolver mais e competir internacionalmente. Caso contrário, continuaremos a ser os históricos exportadores de commodities.

Por: Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

Os brasileiros precisam (re)descobrir o Brasil

Por:Cláudia Brandão

Há 519 anos, os portugueses desembarcavam no Brasil, comandados pela esquadra de Cabral, na Ilha de Vera Cruz. Desde então, esta data é lembrada como o dia do descobrimento do Brasil. O curioso é que, mais de cinco séculos depois desse episódio, os próprios brasileiros ainda estão tentando se descobrir, ou descobrir que país é este, qual a sua vocação.

Somos um país liberal, uma democracia, uma sociedade livre? Esta é uma pergunta que nos fazemos constantemente, diante dos sobressaltos e solavancos a que somos submetidos com frequência. É bem verdade que, comparados aos países europeus, nossa história ainda é recente. Mas a identidade de uma nação precisa ser construída e cultivada com cuidado ao longo dos anos.

Na eleição presidencial passada, os brasileiros elegeram um governo que se anunciou como liberal, acendendo uma chama de esperança no setor empresarial, já cansado de tanta intervenção desastrosa na economia. O ministro da economia, Paulo Guedes, foi anunciado como o Posto Ipiranga da nova gestão.

Mas, nem mesmo completou os 100 primeiros dias de gestão, o governo já começou a mostrar a fragilidade do seu programa. Enquanto o ministro tentava vender uma nova imagem do Brasil, como uma livre economia de mercado, o Presidente, cedendo à velha prática populista, entrava em cena para desautorizar o aumento no preço do litro de óleo diesel, concedido pela Petrobrás. Nem precisamos repetir o sacolejo provocado nas bolsas e na cabeça dos investidores, que voltaram a ficar receosos em investir em um país cuja economia é tocada de improviso, de acordo com o humor do presidente.

Ao mesmo tempo, o Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição, rasgava o artigo 5º da Carta Magna do país, ao impor de volta a censura a um meio de comunicação, simplesmente porque o presidente da Suprema Corte não gostou de ter sido citado em uma reportagem, embora não fosse acusado de coisa alguma.

Que democracia é essa, então? Como a instituição responsável por preservar nossos direitos é a primeira a desrespeitá-los? Que Nação estamos construindo 519 anos depois de sermos “descobertos”? Não podemos perder de vista o país que queremos ser.