Muriçoca de pé de ouvido

Nunca conheci lugar pra ter mais muriçoca do que no bairro de Fátima, talvez só o bairro São José. O como chamavam os mais antigos, Macacal. Era de manhã, de tarde de noite, sábado, domingo, dia santo. Era coisa de ficar num canto e em menos do que se esperava lá vinha um magote cantar no seu pé do ouvido. Não tinha, creio que até hoje seja assim, hora e lugar pra elas incomodarem.

Era inverno e verão e elas fazendo e acontecendo. Quando nascia um menino as mães já ficavam tristes com a mão na cabeça e se preparando com um mosqueteiro pra livrar a criança das agulhadas dolorosas e covardes daqueles insetos. Que não respeitavam cara fosse rico ou fosse pobre. Mais de preferência filho de pobre porque filho de pobre precisa ficar logo desde cedo com o couro grosso pra aguentar as lapadas da vida.

À noite elas vinham cantar no seu pé do ouvido tão logo as lamparinas eram acesas. E lá pelos anos de 1969 quando tudo em quanto foi casa ganhou luz elétrica, as muriçocas se passaram pra dentro de casa sem cerimônia. Quando apareceu televisão na Parnaíba elas assistiam novela e o Jornal Nacional, junto com a gente, na sala e dando opinião na vida dos artistas, na política e na vida alheia sem terem sido chamadas.

Sofrimento mesmo se deu foi com os pobres velhinhos do Abrigo São José, lá perto da vacaria do Ioiô Pires, na hoje deserta avenida Primeiro de Maio. Certa vez um conhecido meu foi lá por volta da boca da noite e em lá chegando as muriçocas estavam feito nuvem na cara dos pobres velhinhos. Tinha delas entrando na boca dos que nem tinham como se defender.  Mais um pouco e elas comiam os pobrezinhos vivos.

 

Judiação essa. Não tinha um filho de Deus pra espantar. Não tinha ninguém pra levar um caneco dágua. Porque se existe gente que sofre e sofre mais que sovaco de aleijado, é velho em asilo. Vive rebolado pra cima e pra baixo feito mulambo. E falando em mulambo, tinha gente no bairro de Fátima que se danava a queimar pano velho pra espantar muriçoca. Tinha gente que queimava merda de vaca.

Mas agora as muriçocas ganharam nomes e sobrenomes. Andam de carro do ano, frequentam restaurantes, vão tomar caldo no Zé do Santos, ali perto do mercado, uma cervejinha e cachaça no Bar  da Fefa ou encompridar conversa no Barbeirinho enquanto esperam a hora de serem atendidas. Tem muriçoca que passa a semana inteira no bar da Vera Coutinho.  Falam de um tudo. De política ao futebol. Dão palpites sobre economia sem nunca terem estudado esta ciência.

Falam de traições, de quem fuma maconha ou cheira cocaína. Falam de quem é suspeito de andar pegando no alheio. De quem é corno ou tem filho viado e filha sapatão. Falam de Bolsonaro, do Wellington Dias, do Mão Santa. Criticam as decisões sobre esse negócio de armas de fogo. Falam agora dessa peleja pela posse da Agespisa e que ainda vai derramar muita água pelo caminho. Dão ideias pra desenvolver a Parnaíba e isso e mais aquilo. Pra essas muriçocas não tem Baigon que dê jeito. Pádua Marques é jornalista e escritor. 

 

 

 

Para Wellington Dias a vida do ser humano não vale nada!

POR: BERNARDO SILVA

Mais uma vez os servidores públicos estaduais estão na iminência de ficarem sem atendimento médico hospitalar, por conta do atraso no repasse do pagamento do Iaspi e do Plamta aos hospitais particulares. E o dinheiro para este pagamento é feito regular e compulsoriamente, através dos descontos nos nossos contracheques, o que nos dá a esperança de termos um atendimento digno, quando necessitarmos. Mas isso, com Wellington Dias, não tem funcionado.

O governador do Piauí é mentiroso, dissimulado, insensível, enganador da boa fé das pessoas, enfim, como ser humano tem falhado. Para ele, a vida das pessoas é nada. O que importa é apenas o poder, para manipular políticos, comprando-os; cooptando-os, enganando-os com mil e uma promessas, enquanto ele fica cada dia mais rico, diante de uma população cada dia mais miserável.

Se a direção dos hospitais suspender novamente os atendimentos, como ameaçam, quantos usuários do Iaspi/Plamta não vão morrer? Quem está, por exemplo, em tratamento oncológico, como a minha esposa, corre o risco de interromper esse tratamento e só Deus sabe as consequências. Agora mesmo ela precisa fazer uma cirurgia que custa R$ 7.500,00 e os médicos se negam a atender pelo plano de saúde dos servidores do Estado, porque desde setembro que o governo do Piauí não repassa os pagamentos. E onde ele coloca o dinheiro que nós pagamos e que já vem descontado dos nossos contracheques?

Jamais eu desejaria um cargo público para massacrar as pessoas, como faz Wellington Dias, quando não paga salários de terceirizados; quando deixa sem atendimento médico, morrendo à míngua nas portas os hospitais, pobres servidores estaduais, colaboradores da administração pública, que durante uma vida inteira pagaram seus planos de saúde e o governo desviou esse dinheiro. E as ditas “autoridades competentes” calam. A dita “grande imprensa”, idem; os “grandes políticos”, ibidem. E apelar pra quem?

Aqui em Parnaíba nada existe funcionando do Iaspi/Plamta. E ninguém diz nada. Praticamente fechado, o posto do antigo Iapep na cidade só abre as portas para entrar um ar fresco. Não existe sequer um computador. E ninguém defende a população. A imprensa, quando não está focado na vida alheia e em mostrar crimes violentos, sangue derramado, estão esculhambando o Mão Santa, de uma forma até irresponsável, porque não imaginam o mal que causam à cidade. Crime é sempre a pauta do dia. Mas o que Wellington Dias está fazendo é também um crime.

Wellington Dias está jogando fora a oportunidade que Deus lhe deu, para servir as pessoas e não ser servido, como ocorre; para ajudar o mais carente, o mais necessitado e sem esperanças… mas vejam quanta indiferença à vida das pessoas. O que tem feito W. Dias às vítimas de Algodões, a barragem que estourou em 2009 e que tantas vítimas fez. O Estado foi responsabilizado mas o governo não vem pagando as indenizações das pessoas que pouco tinham e que ficaram sem nada. Mas o governadorzinho do Piauí lá quer saber disso. Sai de férias, enquanto a incerteza paira em todos os cantos, neste início do governo federal que ninguém sabe no que vai dar.

Que Deus perdoe e se apiede desta alma miserável, responsável pelo sofrimento de tanta gente. Ele talvez pense que um dia não vá morrer e ser colocado frente a frente com todos dos seus erros, desacertos e irresponsabilidades. Lá, no além túmulo, frente a frente consigo mesmo, Wellington Dias um dia vai literalmente saber “o que é bom pra tosse”.

E eu me pergunto: será que uma criatura dessas dorme com a consciência tranquila? E como é que ele ainda ganha eleição no Piauí? Ah, mas isso todos os que votaram nele sabem!!!

Servidores estaduais podem ficar sem atendimento médico

Por:Cláudia Brandão

Mais uma vez, o problema do atraso no repasse do pagamento do Iaspi e do Plamta aos hospitais particulares volta a comprometer o atendimento dos servidores públicos estaduais que descontam regular e compulsoriamente dos seus salários na esperança de ter um atendimento digno quando necessitam.

A direção do sindicato dos hospitais novamente ameaça suspender o atendimento aos segurados do Instituto de Assistência e Previdência Privada do Estado do Piauí e do Plano Médico de Assistência e Tratamento porque as casas de saúde estão sem receber o pagamento pelos procedimentos e internações realizados desde setembro do ano passado.

Para tentar resolver o problema, a entidade que representa os hospitais e clínicas particulares protocolou um ofício junto ao Ministério Público, alegando que os atendimentos do Plamta e do Iaspi representam cerca de 70% do faturamento das empresas de saúde no Piauí.

O Instituto de Assistência à Saúde informou, por meio de nota, que há previsão de pagamento do mês de setembro agora em janeiro, mas está aguardando um posicionamento da Secretaria de Fazenda. Cabe a pergunta: quem está doente pode esperar tanto tempo assim? E mais: já que o dinheiro é descontado no contracheque dos servidores, porque não é repassado imediatamente ao seu fim?

Mais 365 oportunidades para o Brasil

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Por Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

Acabado o ano de 2018, é hora de pensar no ano que começa. O que podemos esperar do Brasil para 2019? Começamos pensando nas mudanças governamentais que se iniciam já em janeiro. Tais mudanças trazem esperanças para grande parte dos brasileiros que almejam ver solucionados, ou ao menos minimizados, os problemas que impedem o país de voltar a crescer.

No aspecto político, o ano de 2018 foi marcado pelas ações da Operação Lava-Jato contra vários gestores públicos, além de uma eleição com resultado inesperado por muitos. O país parou devido à greve dos caminhoneiros e a economia brasileira ficou quase estagnada. Não crescemos mais de 1,5%. Apesar disto, o mercado interno brasileiro tem mostrado um pouco de fôlego, o que favorece a recuperação econômica para 2019.

Em 2019, a expectativa é de que a economia brasileira cresça um pouco mais, atingindo uma alta de 2,5% do PIB. Não o suficiente para voltarmos a ser uma das maiores potências mundiais, contudo, melhor que o desempenho de 2018. Para que isso aconteça, é necessária atenção com dois pontos: reformas fiscais que precisam avançar e a administração dos juros pelo Banco Central.

Acreditar é uma característica inerente ao povo brasileiro. O novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, precisa focar sua gestão em diversos pontos como o combate à corrupção, a defesa da ética, melhoria da segurança pública e educação, mas é preciso fazer mais. É preciso investir em infraestrutura e mobilidade, pilares do crescimento e desenvolvimento de nosso País. Porém, não se pode esquecer as dificuldades decorrentes da inclusão social.

Economicamente, o Brasil precisa de investimentos com prazos longos de financiamento e com juros competitivos a nível global. É preciso reconquistar a confiança dos empresários para garantir o investimento privado e esses resultados não são imediatos. A indústria nacional precisa ser mais competitiva e isso implica em investimentos nas rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, além de investimentos em energia limpa e novas tecnologias. Também precisamos aproveitar ao máximo nosso potencial turístico, que anda esquecido.

Os novos governantes, estaduais e federais, deverão realizar os investimentos públicos necessários para que o Brasil consiga melhorar sua produtividade, logística e a qualificação de profissionais para suprir as demandas. Isso significa não apenas investir, mas garantir e cobrar que os recursos sejam utilizados para os fins corretos e não se percam no meio da burocracia ou da corrupção que ainda assola o Brasil. E como todo bom e fiel brasileiro, eu acredito que ainda há uma luz no final do túnel.

Cidadão contra cidadão

Por:Paulo Fontenele

O decreto sobre a posse de arma assinado pelo presidente Jair Bolsonaro no final da manhã desta terça-feira (15) permitindo que o cidadão possa adquirir até quatro armas de fogo e, em casos específicos, o limite pode ser ultrapassado, não oferece garantia de que todos vão deixar a arma em casa ou no trabalho. Num país como o Brasil, que registra em média 62 mil homicídios por ano, é duvidoso crer que, mesmo com o direito de posse, o sujeito não vá circular pela rua ou local público com ela.

A maioria dos casos de assaltos nos grandes e médios centros urbanos ocorre na rua ou em transporte coletivo e não em casa, que é raro. O roubo de veículos que também possui estatísticas faz com que o proprietário decida descumprir a norma de manter a arma em casa e colocá-la no carro para reagir em caso de abordagem criminosa. Nesses casos, o risco será de ambos os lados com maior prejuízo para o cidadão que vive para o trabalho e a família, que pode morrer estupidamente devido a reação.

No início será possível o proprietário da arma mantê-la em casa mas com o tempo ele pode ver que não haverá problema de transportá-la no carro. Aí que mora o perigo pelo fato de, confiante por estar com a posse de uma arma, o sujeito, que se achará sempre cheio de razão, vai querer resolver conflitos de trânsito ou de mesa de bar na base da bala, aumentando as estatísticas de homicídio. Quando isso acontecer, quem se responsabilizará por o que vier a acontecer nos conflitos entre pessoas de bem?

Há 14 anos a população foi às urnas convocadas para um plebiscito para decidir se queria a liberação do uso e porte de arma livremente e optou pelo não autorização, levando o Congresso Nacional a aprovar a Lei do Desarmamento. Essa lei proíbe o porte de arma, exceto para as instituições oficiais que atuam com elas, como exército, polícia, serviços de segurança particulares ou quem o estado permite mediante uma série de exigências. O porte ilegal de arma conduz o portador à prisão.

Embora o texto do decreto modifique alguns dispositivos do decreto de 2004, que regulamentou a Lei do Desarmamento, ele mantém a essência mas amplia a validade do registro de 5 para 10 anos. O que preocupa é o fato de o decreto apontar que o estado, ao analisar a solicitação para ter a posse da arma, vai presumir que os dados fornecidos pelo cidadão para comprovar a “efetiva necessidade” são verdadeiros, sem exigir a comprovação de que o indivíduo realmente precisa da arma.

Jair Bolsonaro fala em direito do cidadão ter a posse de arma mas não fala em nome daqueles que não gostam nem têm qualquer desejo de possuir uma, ou seja, o indivíduo pacífico desprovido de sentimento de retaliação mesmo em casos em que necessite agir em legítima defesa. Com efeito, esse cidadão pacífico é quem será a principal vítima dessa medida, sem esquecer aqueles que reagem ou reagirão diante da afronta de outro que vier cobrar razão na hora de uma discussão. Em suma, esse ato não vai colocar só cidadão contra bandido mas também cidadão contra cidadão.

Ruim para uns e também para outros!

Por Genésio Júnior

Nessa crise da segurança pública que assola o estado do Ceará, o governador daquele estado, o petista  Camilo Santana, lançou um pacote de medidas para enfrentar a alta criminalidade. Entre as medidas tomadas veio a criação de uma recompensa por informações que auxiliem os órgãos de segurança estaduais nas investigações criminais.

Foi o PT que criou, em 2013, a proposta da chamada delação premiada que gerou a lei nº 12.850/2013, que veio ao mundo face a crise das manifestações de 2013. Hoje em dia se fala sobre a precariedade das delações, que também geram muitos dividendos positivos.

Há quem diga que as delações premiadas estão contaminadas desde 2015, quando um procurador de Curitiba formulou a doutrina da  chamada “bosta seca”, que se baseia no entendimento de que havendo colaborações conflitantes não se aprofunda a investigação. Aceita-se a palavra do delator e, mais tarde, sentenças nelas baseadas acabam caindo nas instâncias superiores.

Ninguém ainda sabe o que surgirá dessa recompensação gerada no Ceará. Os petistas têm sido hábeis em gerar suas alternativas. Já se fala muito dos efeitos danosos do dedurismo que tanto ajudou a Lava Jato, por outro lado é natural que em tempos de superfortalecimento de um estado conservador onde os militares e forças de segurança terão, naturalmente, mais poder  o tamanho dessa política de favorecimento efetivo e imediato aos delatores para investigações criminais do dia-a-dia possa permitir perseguições.

Nas delações se tinha como parâmetro criminosos que participavam de delitos e em nome de um mal menor, que era reconhecido pelo Ministério Público ou a Polícia Federal, revelavam delitos maiores para melhor passar. No caso da recompensa que se apresenta agora, algo que ainda não está muito claro, um cidadão de bem irá revelar os crimes que possa estar vendo ou que viu, testemunhou ou tem condições de orientar as autoridades a melhor agir. Nos regimes de Estado superfortalecido alguns denunciantes podem exagerar no tom. Esse risco existe? Só o tempo dirá.

Os eventos que envolvem alta periculosidade no Ceará mostram parte das esquerdas se propondo a aceitar medidas de força que vão além do que normalmente os governos gauches toleram. Em verdade, as esquerdas estão em crise não só em situações como essas, mas de toda ordem nesses iniciais dias de Governo Bolsonaro.

O PDT que estava unido com o PSB e PC do B já rompeu o acordo e deve votar na candidatura de Rodrigo Maia(DEM-RJ), que já tem apoio do PSL para ser reconduzido ao comando da Presidência da Câmara. O PT busca rumo na vida parlamentar, onde tem chance de lucrar com divisões na busca de poder entre centristas. Os governadores dos partidos de esquerda buscam cada um seu rumo. Governadores do PSB não escondem que desejam ter uma articulação institucional com o novo governo conservador. Alguns governos petistas reduziram a estrutura de suas máquinas administrativas.

A  única governadora do PT no Brasil e do Nordeste, Fátima Bezerra, lá no rio Grande do Norte, faz o que pode para tentar colocar suas contas em dia sem massacrar os servidores. Terá dificuldades e, apesar de não confessar em público, vai adorar que Bolsonaro faça o trabalho sujo na reforma da previdência para enxugar suas contas.

Ainda não temos nem 15 dias de Governo Bolsonaro, mas vemos que se a vida não é fácil para os novos poderosos também não é nada fácil para as esquerdas que não estão com muito fôlego para gritar os equívocos bolsonaristas.

Janeiro é famoso no jogo do poder como um período em que pouco lembramos deles quando somos tragados pelos idos de março, já filtrados pelo Carnaval. Como se sabe, o Brasil não é para amadores.

Delações, lei da recompensa e os erros das esquerdas / Foto: Blog Juris Correspondente

Não fui eu: quando cheguei já estava quebrado!

Por: Julio Gavinho*

Auctoritas significa “autoridade” em latim. Tradicionalmente, a palavra se refere a poder, faculdade e legitimidade. A expressão “potestas” também corresponde à autoridade, mas em especial ao prestígio ganho por uma pessoa ou organização graças a sua qualidade e competência numa determinada matéria ou área de especialidade. João Saldanha era um potestas em futebol.

A primeira forma de autoridade é aquela constituída pelo poder público, quando as mesmas, desde que em consonância com a lei e a ordem, podem dar ordens que devem ser obedecidas, como o “deputado evangélico”, Marcelo Álvaro Antônio, que, atualmente, é Ministro do Turismo. Hum, obedecidas.

A relação entre auctoritas e a turba é de dominação, ou seja, um manda e o outro obedece. Quando a circunstância junta as duas possibilidades de comando (a constituída e a reconhecida), temos o mundo perfeito, assim como Capitão Bolsonaro, o nosso nascimento, prometeu ministros setoriais e conhecedores de causas. Fizemos do atual presidente da república nossa Potestas, antes de nossa Auctoritas.

Certa vez, ouvi de um grande executivo brasileiro que, não fazia diferença quantos números de celulares de autoridades você tinha em sua agenda telefônica, o que realmente importa são as autoridades que atendem ao telefone, quando você as liga. Auctoritas ou potestas?

Okay, então. Eu tive relacionamentos profissionais com entidades públicas boa parte da minha vida profissional. Todas obviamente tinham as suas autoridades constituídas, assoladas por demandas de outras maiores ainda. Peixinho, peixe e peixão. É assim, não é? Eu não sei se é.

Nos atuais dias felizes, vez ou outra tenho que falar com um presidente ou diretor de FOHB, ADIT, SECOVI e entre outras. Todos atendem aos meus telefonemas, e-mails ou sinais de fumaça. Uma comunicação simples e direta, relacionada a minha atividade e também a deles, na posição de potestas do setor.  Vejam, são autoridades no assunto, pertinente a sua entidade. Foram eleitos graças ao seu conhecimento de causa. Foram escolhidos a nos representar porque eram “ministru”, qual seja do Latim, o servo, o criado e o melhor de todos: o servidor.

As entidades de classe elegem seus representantes e, a partir daí, exigem o atendimento de suas demandas. Bem, não é assim, mas deveria ser. O tal “ministru” em latim é tão importante, que empresta a plenipotência de seu significado, tanto ao pastor (ministro de Deus) quanto ao carrasco (ministro da morte).

Agora me conta, foi você que foi lá na casa do Sir Bolso pedir a nomeação do Deputado Marcelo? Foi a sua entidade? Foi a sua turma do futebol da Roque Petroni ou a do Marapendi? Se não foram vocês e, certamente não fui eu, então sobra que o Deputado Marcelo foi indicado pela Frente Parlamentar Evangélica. Até então, tudo bem, não fossem as declarações do comandante de que faria um ministério técnico. Nós deveríamos ter brigado, marcado posição e exigido um nome de consenso setorial.

Agora, não adianta chorar no leite derramado. O que adianta é que unidos marcaremos uma posição todos os dias nos gabinetes das auctoritas, ministru, diretores e secretários em geral, para exigir o cumprimento de uma agenda setorial positiva. Vamos bater panelas na janela por meio de e-mails e telefonemas. Sim, telefonemas, pois agora é a hora de saber, se a auctoritas vai atender às nossas ligações ou se será apenas mais um número para mostrar aos amigos. Este é o ano da retomada econômica do Brasil. Juntos, iremos através de nossas potestas (entidades de classe) fazer de 2019 um feliz ano novo, sim.

*Julio Gavinho é executivo da área de hotelaria com 30 anos de experiência, fundador da doispontozero Hotéis, criador da marca ZiiHotel, sócio e Diretor da MTD Hospitality

Professor tem de ser uma profissão, não “bico”, diz especialista

Por Nícolas Paulino

Claudia Costin é uma das maiores especialistas em educação do Brasil. No currículo, tem cargos como diretora global de educação do Banco Mundial, secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro, secretária da Cultura do Estado de São Paulo e titular do Ministério da Administração. Atualmente, é professora universitária da Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde dirige o Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais. Em entrevista ao Sistema Verdes Mares, ela revela inquietações com os rumos da educação do País.

Como deve ser a escola do século XXI?
Uma escola onde todos aprendam, não só os mais brilhantes; que personaliza muito mais o processo de ensino, ou seja, adapta o ritmo e o estilo aos interesses e às deficiências que eventualmente algum estudante traz; que ensina resolução colaborativa de problemas, uma das competências mais significativas pensando no futuro do trabalho; que ensine a pensar, não só a memorizar fatos; que tenha experimentação, em que se aprende fazendo; e com professores respeitados e valorizados.

Em que competências cognitivas o Brasil está atrasado?
Temos estudos que mostram que nossos jovens de 15 anos são incapazes de ler um texto e extrair informações importantes. Isso leva a pouco pensamento crítico, que demanda capacidade de leitura e interpretação mais avançadas. No raciocínio matemático, a gente sabe decorar fórmulas e fazer exercícios, mas não pensar matematicamente. É preciso desenvolver uma mente investigativa, que é a base de todas as ciências.

Como motivar crianças e jovens diante de condições adversas?
O meio influencia muito o quanto a gente desenvolve de potencial, mas quando os professores apostam nos alunos, eles crescem muito mais. Quando você coloca os melhores professores e recursos nas escolas mais vulneráveis, o desempenho cresce imensamente.

Se essas escolas estão em áreas desafiadoras, precisamos criar um sistema competente de reforço escolar que realfabetize os analfabetos funcionais e lide com a distorção idade-série.

Que professor o século XXI demanda?
Não mais um mero fornecedor de aula. Ele passa a ser assegurador de aprendizagem. Eu não dou mais aquela aula estritamente expositiva, escrevendo no quadro, mas uma muito mais engajadora, em que o aluno é protagonista de seu próprio processo. O professor tem condições de avaliar como cada um está se desenvolvendo e de qual suporte deve ser usado naquele que precisa de ajuda adicional.

Professores são reverenciados no Japão, mas no Brasil chegam a ser agredidos na sala de aula. Como estimulá-los?
Há uma questão cultural atrelada. É difícil replicar o que acontece nos países orientais, mas é fundamental melhorar os salários e, em vez de contratar o professor para 10 ou 16 horas – o que fortalece uma visão absurda de que ser professor é “bico” -, contratá-lo para 40h, e numa única escola, para ele não ficar percorrendo bairros ou cidades, seja no ensino público ou privado. Professor tem que ser uma profissão!

A formação do professor deve ser revista?
Hoje, com os baixos salários e a baixa respeitabilidade social com a profissão, são os alunos com pior desempenho que acabam entrando porque o vestibular não é tão competitivo.

No Chile, se exige uma nota mínima para fazer Faculdade de Educação, ou seja para que a profissão seja de desejo, e não vista como algo fácil de entrar. No fim do curso, ele também precisa entregar um portfólio com trechos de aula que deu ainda como aluno.

E em questão de currículo?
Diferentemente de outros países, o Brasil tem um curso excessivamente teórico de formação. Ninguém vira médico estudando só história, filosofia ou sociologia da Medicina. Eles discutem casos desde o primeiro ano. Já os professores têm uma carga elevadíssima de teoria e quase nada de prática. Precisamos mudar isso, senão nos tornaremos professores muito divorciados da realidade do chão da sala de aula.

O novo governo de Wellington Dias ainda não começou

MAIS DO MESMO

Por:Zózimo Tavares

O governador Wellington Dias vence as duas primeiras semanas de seu novo mandato sem novidades. Nesse período, ele anunciou uma reforma administrativa, um novo recadastramento do servidor, o corte de despesas e a melhoria nos serviços públicos, bem como investimentos.

Até agora, não detalhou como fará isso. Apenas adiantou que mandará em fevereiro, à Assembleia Legislativa, propostas de reformas para o novo período administrativo. Em outras palavras, nada está formatado ainda. Por enquanto, há apenas especulações em torno de eventuais mudanças.

Na prática, o novo governo ainda não começou, pois o anterior ainda não terminou. A equipe de governo é a mesma, as práticas também são as de antes e as contas de 2018 ainda não foram fechadas. O balanço financeiro do Estado ainda se encontra em aberto, com dívidas para todos os lados.

De certo modo, é compreensível esse quadro escasso de mudanças e novidades. O governador não se deixa dominar pela ansiedade. Ele é de dar tempo ao tempo. Além do mais, não poderia começar um governo negando o anterior, pois é o sucessor dele mesmo.

Então, enquanto não diz a que veio, em seu novo mandato, Wellington vai tocando o governo com mais do mesmo.

Reforma da Previdência demonstra que o Brasil é o pais mais injusto do mundo

Francisco Bendl

Certamente o único no mundo onde o povo admite ser rebaixado, humilhado e desprezado. Aceita pacificamente que existam privilégios para quem não precisa, e admite resignadamente que seja submetido a maus tratos, desprezo e indiferença pelas autoridades, mesmo pagando salários milionários e concedendo benefícios, mordomias, regalias e penduricalhos os mais exóticos e variados para essas categorias.

Ora, evidentemente que tais concessões populares não só são bem aceitas quanto permitem que mais privilégios sejam requeridos, além de concordar que certos tipos de profissionais sejam intocáveis, como se os seus membros não fossem seres humanos, mas anjos caídos do céu!

OPÇÃO PESSOAL– Claro que me refiro aos militares. Se alegam colocar as suas vidas em risco pela Pátria, a escolha foi pessoal, a opção foi daquele que se achou com vocação para usar farda e servir ao país.

Hoje, com esta crise sem precedentes, a procura pelo serviço público é pela segurança, salários em dia, reajustes, assistência médica e odontológica, aposentadoria especial (refiro-me ao serviço público federal). Deixou-se de lado a vocação e o talento, para se conseguir viver com mais tranquilidade, mesmo sendo um profissional medíocre.

Pois diante dessa clausura dos militares das FFAA, que desde o fim da ditadura se isolaram do país, percebe-se nitidamente o quanto os comandantes das Três Armas perderam em conhecimento, em cultura, com na dificuldade de se expressar, de se comunicar, e sem visão do interesse público sobre os acontecimentos nacionais e internacionais.

ABRIR OS QUARTÉIS – Justamente quando as FFAA deveriam abrir os quartéis para que suas salas fechadas durante a metade do dia fossem usadas como escolas ou ambulatórios médicos, por exemplo, o Exército se retrancou, se fechou em copas, deixando o povo ao Deus dará, que se virasse!

E continua cada vez mais querendo que esta diferença abismal de tratamento aumente, requerendo mais privilégios, salários melhores, aposentadorias intocáveis, e nenhuma, absolutamente nenhuma preocupação com a situação dramática do povo, com as Forças Armadas se comportando como Executivo, Legislativo e Judiciário!

Hoje, o problema brasileiro atual, que move céus e terras, diz respeito à Previdência Social. Os proventos nababescos e toda a cauda enorme que arrasta em benefício aos membros dos Três Poderes ocasionam, na proporção inversa, a miséria e a pobreza de sua excelência, o cidadão brasileiro.

ÀS CUSTAS DO POVO – Classificado de segunda e terceira classes, o povo tem obrigação de arcar com as despesas concernentes ao modo de vida milionário das castas atuais!

Não vai dar certo, e esta discriminação já aponta no horizonte em forma de violência incontrolável, que sequer o Exército dá conta, e cito os exemplos do Rio de Janeiro e Ceará!!!

Quanto mais pobre e miserável o povo for condenado, para que os militares, parlamentares e magistrados ganhem mais ainda, a violência aumentará, a revolta crescerá, pois se é injusto e criminoso aniquilar com a vida de uma pessoa honesta e trabalhadora por ladrões e traficantes, muito mais grave é o governo matando a sua população através da negligência, e somente se preocupando com os poderosos ou aqueles muito bem representados junto aos poderes instituídos.

SILÊNCIO OBSEQUIOSO – Não aguento mais esta discussão sobre a Previdência, e este silêncio obsequioso com relação aos nababos brasileiros. Ao povo, aumento no tempo para a aposentadoria e valores salariais menores ainda; Para militares, parlamentares, magistrados, 25 anos de “trabalho”, e salários mantidos iguais enquanto na ativa.

Não tem mais graça ser brasileiro, a menos que as pessoas gostem de sofrer, sejam masoquistas, que enaltecem o sadismo, a crueldade, a bestialidade contra si próprio.

Na França, as revoltas populares são todo sábado; no Brasil, quem se revolta são as facções criminosas, que insistem em desfrutem de uma parte desses podres poderes. É preciso formar uma “coluna” internacional em busca de justiça, para atazanar a vida dos potentados, que vivem impunemente as delícias dos extremos, à custa do povo.

Prefeitura oferece salário de 1.600 a médico

Oportuna e necessária a nota de repúdio do Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI), contra a proposta salarial lançada pela Prefeitura de Floriano, no edital de concurso publicado na quarta-feira passada, para contratação de profissionais de saúde e de outras categorias. O salário oferecido ao médico é de R$ 1.675,00.

Além de protestar contra o salário aviltante, o Conselho recomendou que os médicos não participem do concurso: “O CRM-PI recomenda aos médicos que não aceitem ofertas de emprego e plantões médicos e nem se submetam a concurso público cuja remuneração se encontre bem abaixo da média dos valores praticados”, diz nota divulgada no site do Conselho.

A recomendação traz em anexo a parte do edital do concurso que mostra, além do vencimento básico para a área de medicina, os requisitos necessários e carga horária exigida.

No edital, estão sendo ofertadas 13 vagas para a área de Medicina; uma dessas é reservada para médico plantonista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O piso salarial da Federação Nacional de Medicina (Fenam) é de R$ 14.134 por 20 horas semanais.

O Programa Mais Médicos paga um salário de R$ 11.865, a título de bolsa-formação, para o trabalho semanal de 32 horas de atividades nas unidades básicas e mais 8 horas de atividades acadêmicas.

Já o Governo do Estado paga ao médico  salários que variam de R$ 7.914 a R$ 11.982 por uma jornada semanal de 20 horas.

Coren protesta

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) também repudiou os baixos salários destinados aos profissionais de enfermagem em concursos promovidos pelas Prefeituras de Floriano e Parnaíba. O salário oferecido ao enfermeiro é de R$ 1.605, mais gratificação.

Segundo o Conselho, a remuneração oferecida não corresponde ao valor correto de um salário justo e digno, e desvaloriza os profissionais de enfermagem, não subsidiando uma vida digna a esses.

É com salários desse nível, porém, que as duas prefeituras pretendem atrair profissionais de saúde qualificados para seus quadros. Tais propostas são, antes de tudo, uma falta de compromisso com a saúde e um desrespeito às duas profissões.

Por:Zózimo Tavares

BBB: “AGORA VAI”

Por:Zózimo Tavares

Depois de virar o ano com o samba de uma nota só – a sucessão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, colocada pela elite política como o assunto mais importante do Estado – eis que, enfim, o Piauí vira o disco e festeja que se fará presente ao BBB 19, através de uma beldade do Gurgueia!

A produção do programa anunciou ontem o nome da engenheira agrônoma Elana Valenaria, 25 anos, de Bom Jesus do Piauí, como uma das integrantes da próxima edição. E já não se fala mais de outra coisa.

Quem é

O jornalista Péricles Mendel, do Grupo de Mídia Cidade Verde, correu na frente e já fez um apanhado sobre o currículo da mais nova sister:

Curiosidades sobre a piauiense Elana, que está no Big Brother Brasil 19:
Nunca tira do dedo o anel que ganhou dos pais quando completou 15 anos, mas trocou a festa por um quarto rosa, que mantém até hoje.
Criou um tamanduá e dormia na cama com ele.
Foi à praia somente uma vez na vida.
Nunca foi ao cinema.
Tomou banho de chuveiro pela primeira vez aos 6 anos.
Tem mania de andar descalça.
Ficou em segundo lugar no concurso Rainha dos Vaqueiros de Nazaré do Piauí.
Saiu de casa aos 14 anos ao ganhar uma bolsa em uma escola particular.
Engenheira agrônoma, é a única mulher na equipe da empresa onde trabalha.
Está há 5 meses sem beijar na boca.
Sonha em cursar Medicina para ser dermatologista.

O calor do Piauí

O deputado Fábio Novo, filho de Bom Jesus, fez corte para Elana nas redes sociais: “Ela se formou na terra dos doutores, da Rabeca, das águas que jorram do rico Vale do Gurguéia. Vai, Elana! Mostra pro Brasil todo o potencial da nossa Bom Jesus, Nazaré e do Piauí!”

Em suas primeiras declarações, a moça dá o tom de sua participação: “O Piauí representa calor, então eu quero levar esse calor para dentro dessa casa”.

O Piauí tem, enfim, um assunto relevante para a nova temporada!

Piauí descobre o santo de casa para cobrir o do vizinho

Por: Cláudia Brandão

Certas coisas são difíceis de explicar. O Piauí vive uma crise de segurança sem precedentes, com a violência explodindo em cada esquina da capital e do interior do Estado,  mas o governo decide que pode se dar ao luxo de abrir mão do baixo  contingente policial de que dispõe para socorrer o vizinho estado do Ceará, que sofre uma série de ataques violentos há cinco dias. O governo comunicou, orgulhoso, que enviou reforço policial, acompanhado de armas e viaturas para ajudar os cearenses.

Até mesmo o comando da Polícia Militar já reconheceu que o Piauí está com déficit de pessoal. A corporação conta com cerca de 6 mil policiais, quando seriam necessários pelo menos 11 mil para garantir a segurança nas ruas. Isso sem falar nos PMs que se encontram à disposição dos órgãos públicos.

A falta de estrutura da polícia, tanto no que diz respeito aos recursos humanos, quanto à viaturas, armas, munição, é notória. O cidadão que paga seus impostos sente-se completamente desprotegido. Diariamente, nos deparamos com assassinatos, assaltos, latrocínios, roubo de carros e outras formas de violência, que acontecem à luz do dia e mesmo nas avenidas mais movimentadas de Teresina. Sem falar nos assaltos a bancos que se multiplicam pelo interior do Estado.

Diante deste quadro, como justificar a retirada dos já pouco policiais de que dispomos para dar suporte ao Ceará. Ora, o Piauí já está é precisando de ajuda, pois não está sabendo lidar com a ação descarada dos bandidos. Se com o pouco policiamento de que dispúnhamos, já não estava sendo possível garantir a tranquilidade nas ruas, agora é que a coisa vai piorar de vez.

Punam o bandido do gabinete

Por:Arimateia Azevedo

Vendo como andam as coisas no Ceará, não é exagerado dizer que houve de fato a falência do Estado, dando lugar as ações nefastas do Crime Organizado. Mas isso tem outros vetores, por exemplo, a promiscuidade nas relações dos agentes públicos incrustrados nos três Poderes.

A pessoa comum deve achar que a definição de Crime Organizado só se aplica ao assaltante de banco, ao assassino de aluguel, ao traficante, enfim, ao bandido comum. As fronteiras do que se define hoje como crime organizado ultrapassam essa definição do cidadão mediano. Aqui mesmo no Piaui, quando este jornalista ousou denunciar o crime organizado, a primeira figura que aparecia no noticiário era a do coronel Correia Lima, que exercia na prática, o comando paralelo da polícia militar do Piauí. Mas ele contava com o apoio, para não dizer uma boa assessoria, de gente do Executivo, do Judiciário, do Legislativo, do empresariado e até da imprensa.

Hoje se vê figurinhas carimbadas do jornalismo que comiam a conhecida sopa na casa do coronel e até eram remuneradas. No Judiciário, se encontravam desembargador e juízes devidamente alinhados. Um deles chegava a se coçar feito macaco (expressão de Domingão, ‘gerente’ do coronel, em gravação da PF) esperando o dinheiro pela sentença prolatada. No Ministério Público, o promotor chamava o então capitão de chefe e, assim, Correia Lima se fazia temido e poderoso. Portanto, se hoje, a polícia investigar profundamente, vai ver que no Ceará toda essa ação dos bandidos das ruas é consequência de ramificações até mais sofisticadas do que na época de Correia Lima. Não mudará nada se não identificarem os bandidos que atuam na rua com aqueles que agem nos gabinetes.

Heráclito, sem mandato, mantém influência com Bolsonaro

Por: Fenelon Rocha

O deputado Heráclito Fortes (DEM-PI) é um velho conhecido do Congresso, onde desembarcou com mandato em 1982. Nesses 36 anos, criou laços fortes e contou com grande poder no período Sarney (sobretudo via Ulysses Guimarães), no período FHC e agora no mandato de Michel Temer. As eleições passadas deixaram Heráclito sem mandato e a partir de 1º de fevereiro ele fica sem assento na Câmara. Mas a falta de mandato não o tirou do centro do poder. Ele segue dialogando diretamente com o núcleo do novo governo.

Heráclito Fortes faz parte de um grupo de políticos, com mandato ou não, que tem voz junto ao novo governo. Primeiro, tem diálogo aberto com o próprio Bolsonaro. Além disso, é precisamente a casa do representante piauiense que funciona como uma espécie de ponto de encontro de um time que tem nomes como Benito Gama, José Carlos Aleluia, Danilo Fortes e até mesmo o articulador político número do governo, o ministro Onyx Lorenzone.

Heráclito Fortes: mesmo sem mandato renovado, deputado mantém canais abertos junto ao governo federal 

Esse grupo costuma se reunir completo nas quintas-feiras, quando Heráclito oferece almoço com tempero piauiense. Além do capote e da galinha ao molho pardo, esses almoços têm no cardápio discussões sobre os rumos do país. Foi em um desses encontros, na primeira quinzena de dezembro, quando surgiu o alerta ao novo governo: era preciso dialogar com as bancadas partidárias para garantir a viabilidade de matérias como a reforma da Previdência.

Depois do alerta, Lorenzone saiu a escutar as bancadas, costurando um grupo mais coeso de apoio ao governo. O Palácio do Planalto ainda está longe de ter tranquilidade, mas os temores diminuíram muito deste então.

Diante dessa capacidade de estar junto, alguns apressados poderiam imaginar Heráclito à frente de algum órgão federal. Não se cogita isso, inclusive porque não é o perfil de Heráclito. Mas é provável que tenha lugar em alguma estrutura de assessoramento político – dentro do palácio ou mesmo no Congresso. Independente disso, Heráclito deve ter influência na indicação em alguns cargos federais.

Esforço para manter Avelino na Codevasf

No governo Michel Temer, Heráclito Fortes tinha importante espaço. Como integrante da bancada do PSB (ao qual era filiado), indicou os dirigentes do Ibama, SPU e Infraero no Piauí. Como deferência pessoal do presidente Temer, indicou um vice-presidente do Banco do Brasil. E, depois, avalizou a permanência de Avelino Neiva na Codevasf.

Agora Heráclito tenta manter Avelino no posto, embora o cargo seja cobiçado por outras lideranças do Nordeste, inclusive do Piauí. O primeiro a defender a permanência foi o deputado Átila Lira, falando como coordenador da bancada piauiense no Congresso. Esse gesto pode ser importante para Heráclito revalidar sua influência e emplacar, de novo, o comando da Codevasf.

Chega de mimimi!

Por: Zózimo Tavares

Ainda vejo muito mimimi na chamada grande imprensa por causa das restrições impostas pelo novo governo à cobertura jornalística da posse do presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

Com quase 40 anos de imprensa nos couros, não vejo essas restrições como impeditivo ao exercício pleno do jornalismo. Pelo contrário.

O que acontece é que a imprensa brasileira tinha quase que um compadrio com o poder nas últimas duas décadas, depois do governo Collor.

E essa proximidade se estreitou muito com a chegada do PT ao poder. Então, como diz a letra do pagode, “mal acostumado, você me deixou”.

Sou da linha dos que pensam que, quanto mais o trabalho da imprensa é dificultado, mais ele sai melhor.

As melhores reportagens da história foram feitas sem autorização, enfrentando todo tipo de embaraço e empecilho.

Tapete vermelho

A propósito: onde estavam esses bravos e aguerridos jornalistas quando se promoviam verdadeiros assaltos ao país, há pouco tempo?

Como não perceberam a roubalheira que só foi descoberta e detonada com a ação da Lava-Jato?

Como na canção de Chico Buarque, certamente a imprensa estava distraída, como toda a pátria, sem perceber que era subtraída.

Então, que os coleguinhas deixem de mimimi e tititi e prestem atenção ao serviço. Que passem a fazer jornalismo de verdade, sem esperar tapete vermelho ou sem essa de posar de vítima ou de vedete.

No governo Bolsonaro, o que não vai faltar é bafafá!

Os holofotes estão com eles

O Brasil acompanhou com atenção às duas posses ministeriais mais aguardadas do novo governo. A primeira, do Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro. Estudioso, dedicado e comprometido com o combate à corrupção, Moro, que se tornou uma espécie de herói nacional por conta da sua atuação à frente da Operação Lava Jato, passou os últimos dias de 2018 elaborando seu plano de ação.

Algumas medidas ele pretende encaminhar, via projeto, ao Congresso já no próximo mês, tão logo a nova legislatura seja empossada. Ontem, durante a transmissão de cargo, o ministro Sérgio Moro deixou claro que sua missão prioritária será o fim da impunidade da grande corrupção, o combate ao crime organizado e a redução dos crimes violentos. Outra meta de Moro é regulamentar a prisão após a condenação em segunda instância.

Ele lembrou, com razão, que a violência gera insegurança jurídica e compromete o ambiente de negócios. E prometeu se empenhar com afinco para trazer de volta a ordem e a segurança ao país. Competência não lhe falta. Se, de fato, receber as condições necessárias para realizar o seu trabalho, podemos esperar da sua pasta um dos melhores resultados do governo Bolsonaro.

O superministro da Economia, Paulo Guedes, também está chegando com todo gás para dar uma sacudida na sua área e começar a mostrar resultados positivos já no início do governo. A estratégia, disse ele, “será  anunciar “de dois em dois dias” alguma medida de interesse direto da população e das empresas, com foco na simplificação de tributos e desregulamentação da economia.”

Assim como o colega Moro, Guedes também elencou o seu tripé de prioridades: Previdência Social, privatizações e simplificação de tributos. Com visão liberal, Paulo Guedes quer criar um ambiente favorável aos negócios, descomplicando a burocracia existente hoje para quem quer empreender e gerar empregos.

POR: CLÁUDIA BRANDÃO

Crise! Que crise?

Por: Arimatéia Azevedo

O senador eleito Marcelo Castro disse ontem que não acredita que o presidente Jair Bolsonaro vá perseguir os Estados onde os governadores lhes foram hostis, como Wellington Dias, no Piauí.

Marcelo diz que o Estado, certamente como os demais, vai sofrer por causa da séria crise econômica porque passa o país e não por hostilidade do presidente da República. Marcelo Castro era médico, ou melhor, está sem exercer a profissão de médico há mais de 30 anos, já se apresentou como ‘especialista em estradas’, mas tem demonstrado que entende pouco de economia. Crise séria vivia o país até o governo Dilma, com inflação acima de 10 por cento ao mês e desemprego de mais de 11 milhões de trabalhadores. Michel Temer, no que pese tudo que já se disse contra ele, a sua impopularidade, ajeitou as coisas, baixou a inflação, impôs um limite de gastos públicos e deixa o país muito melhor que o que encontrou.

Para tirar o Piauí da crise, o senador piauiense precisa é colaborar com o governador para que não incha o novo governo, com cargos para os apaniguados, com pedidos de obras – que geralmente não são feitas – e, enfim, trabalhe uma pauta propositiva que possa ajudar o Estado a sair de sua crise fiscal, que é muito séria. Se fizer isso, pode esquecer Bolsonaro, porque o Piauí, sim, vai seguir seu caminho, bem diferente do que todos, do governador aos seus aliados, fizeram até o terceiro governo, ou seja, deixaram o governo ingovernável.

Mesmo vitorioso, Wellington Dias apresenta ‘fadiga de material’

Por:Zózimo Tavares

O governador Wellington Dias já tinha um lugar na história do Piauí, mas esse lugar ganha um destaque especial a partir de hoje, quando ele toma posse para o seu quarto mandato no Palácio de Karnak.

Além de ser o único político do Piauí a conquistar nas urnas o mandato de governador por quatro vezes, Wellington Dias esbanja ainda outra faceta: foi eleito sempre no primeiro turno, concorrendo tanto no palanque da oposição quanto no do governo.

Os resultados das urnas mostram, porém, que o governador começa a ser afetado pelo fenômeno que em política convencionou-se chamar de “fadiga de material”.

Ou seja, é aquela situação em que o político passa a perder fôlego justamente pelo longo tempo no poder. Por analogia, diz-se que isso acontece em função do desgaste do material.

Aos números

Wellington Dias: posse no quarto mandato de governador

Wellington Dias conquistou a sua primeira eleição de governador, em 2002, derrotando o governador Hugo Napoleão (PFL), que disputava a renovação do mandato.

Naquele pleito, ele venceu a disputa com 50,96% dos votos, contra 44,07% de Hugo.

O petista conseguiu o seu primeiro mandato para o Karnak puxado pela ‘onda vermelha’ que levou o ex-sindicalista Luís Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

Welington renovou o seu mandato em 2006 com a caneta na mão. Ele obteve 61,68% dos votos, contra 25,26% do segundo colocado, o então senador Mão Santa (PMDB).

Votação recorde

Ele voltou ao governo em 2014, depois de passar quatro anos como senador. Enfrentou nas urnas o governador Zé Filho (PMDB).

Naquela campanha, disputando o Karnak pela oposição, o petista conseguiu montar um palanque competitivo.

O resultado é que ele apresentou o seu melhor desempenho na disputa pelo governo, ao conquistar 63,08% dos votos, contra 33,25% de Zé Filho.

Votação em declínio

Nas eleições deste ano, Wellington Dias reelegeu-se com 55,6% dos votos. O seu principal adversário, o deputado estadual Dr. Pessoa (SDD), obteve 20,4%. O terceiro colocado, deputado Luciano Nunes (PSDB), ficou com 17% dos votos.

Depois de 2002, esse foi percentualmente o pior desempenho de Wellington na disputa pelo governo. Embora tenha sido vitorioso, viu um decréscimo preocupante em sua votação, comparada com as de 2014 e 2006.

Naquelas eleições, ele obteve 1.053.342 votos. Agora, sua votação total caiu para 966 mil.

Governo forte, oposição fraca

Este ano, o governador puxou para o seu lado quase todas as forças políticas de grande expressão do Piauí. Montou um megapalanque, uma superestrutura de campanha.

Além disso, enfrentou adversários fracos, cujas candidaturas ao governo foram improvisadas na última hora.

Atento aos humores da política, o governador certamente já detectou essa curva descendente de sua votação e sem dúvida tentará mudá-la ao longo do mandato que se inicia hoje.

Novo ano, novas expectativas

Por : Camila Neto

Ufa….que ano!! Sou muito grata por tudo que aconteceu em 2018. Muita coisa inédita e feliz na minha vida. Algumas mudanças que aconteceram de dentro para fora. E percebi que eu devo respeitar o próximo independente da raça, cor e religião.
Em 2018 trabalhei muito, corri muito atrás, tentei fazer a diferença. Um ano de muita gratidão, crescimento e amadurecimento.
Um ano que chorei, mas também um ano que levantei e sacudir a poeira. Um ano que eu me permiti perdoar e pedir perdão. Um ano que tomei decisões que eu pensei que eu não seria capaz de tomar.
Um ano que nasceram alguns projetos e um ano que eu redescobri algumas amizades. Um ano que eu descobrir que abrir mão de algo que você acreditava que era tudo para você faz parte do aprendizado e do seu crescimento pessoal.
E por fim não devemos aceitar certas situações por medo de recomeçar porque Deus nos dá a oportunidade de reescrever a nossa história em cada amanhecer.
Hoje é possível acreditar que o ano que virá poderá ser melhor. E eu me comprometo que será!
Desejo ano de 2019, seja mais produtivos e que eu consiga me abrir mais para adquirir mais experiência na vida profissional e também pessoal.

Adeus 2018 #Veeeem2019 #FelizNovoAno

Comprometa-se com seus sonhos, coloque Deus na frente e eles serão abençoados!