É hora de reconhecer quem constrói e quem destrói!

POR:BERNARDO SILVA

A inauguração, pela Prefeitura de Parnaíba, na última sexta-feira, da Farmácia Municipal Dr. Raul Bacellar,  leva qualquer parnaibanos isento e lúcido a concluir que a luta do governo Mão Santa tem sido intensa, ingente e diuturna, para recuperar tudo o que destruíram e/ou abandonaram na cidade, os ex-prefeitos Zé Hamilton e Florentino Neto(PTB/PT), durante 12 longos anos em que estiveram no poder, com o apoio de Wellington Dias, que desde 2003 manda no Estado. Houve um hiato em 2011/2014,  quando Wilson Martins foi governador, com todo o apoio do PT, visto que Martins foi vice de W. Dias.

A UPA 24 horas foi deixada abandonada por Florentino Neto, que foi premiado por Wellington Dias com o cargo de secretário de Estado da Saúde, após perder a eleição para Mão Santa. Logo no início de 2017, fomos com Mão Santa e o então secretário de Saúde Valdir Aragão saber da UPA. Estivemos no local e nos foi informado que o então prefeito e hoje secretário de saúde Florentino havia deixado um débito de pouco mais de 600 mil reais, junto à empresa construtora. A prefeitura buscou Florentino em Teresina e este disse que iria pagar o débito, daria mil reais, em 3 parcelas, a partir de julho daquele ano. Mão Santa e Valdir Aragão deram um voto de confiança ao petista e acreditaram. Mas tal não aconteceu. Foi só mais uma mentira.

A Farmácia foi só uma etapa do que o prefeito Mão Santa pretende para o local. Outras estruturas do município, como como o Centro de Especialidades Médicas e de Odontologia para lá vão ser transferidas, economizando dinheiro de aluguel. Aliás, já são dezenas de postos de saúde que a prefeitura construiu nesses dois anos, economizando dinheiro de aluguel, por a prioridade das gestões PT/PTB era alugar casas de amigos do governo, a preços exorbitantes, para funcionar postos de saúde. Locais onde não havia acessibilidade para os portadores de necessidades especiais. Vereadores como o Diniz sabem disso, porque viviam apresentando requerimentos pedindo a construção de acessos nesses postos.

Pois bem. Há algum demérito no gestor, que valoriza o dinheiro público, fazendo funcionar o que encontrou parado, abandonado, como foi o caso, por exemplo, do CEU das Artes??? Demérito não seria abandonar uma obra iniciada ou fechar o que estava funcionando para o benefício da população? Afinal, nessas obras são empregadas dinheiro público, que falta na saúde, educação, infraestrutura, enfim, dinheiro da população que esse povo do PT vinha jogando no lixo, não jogava dentro do bolso!….

Vejam alguns exemplos que diferenciam uma gestão que constrói, recupera, refaz e dá funcionalidade às coisas, de outras que abandonam e destroem, deixando sem funcionar….

Grupo Escolar José Narciso. Por que fechar escolas, quando a população em idade escolar só aumenta? Patrimônio histórico da população, abandonado pelo governo Wellington Dias.

Aqui funcionou o Centro Materno Infantil e o Sopa na Mão, etc., gestão do governador Mão Santa. Não cabe aqui a instalação de um órgão do estado para trabalhar a assistência Social???

Antiga Gerência Regional de educação. Um prédio em ótimas instalações, abandonado. Nenhuma funcionalidade. No quintal, há uma construção de uma quadra, que serviria os alunos do Edson da Paz Cunha. Iniciada e abandonada. São só três exemplos. E eu nem falei da desumanidade que fazem com os idosos do abrigo São José…. Vamos parar por aqui, por enquanto.

…Enquanto isso, aquela “Águia”, do alto de sua ignorância, só observa…

A tragédia de Mariana era um retrato na parede que se tornou realidade novamente

Na lama,as equipes de resgate continuam buscando as vítimas

Roberto Nascimento

Como dói em nós agora essa tragédia de Brumadinho, um repeteco de Mariana, tão igual que a mesma empresa, a Vale, está no epicentro do rompimento da barragem. O tema da destruição do planeta, provocado pelas agressões ao meio ambiente, tão propalado pelos cientistas e negado por políticos e governantes de todas as tendências, é crucialmente necessário e suficiente. Desconhecem essa situação somente os céticos e aqueles que não querem ver a realidade lancinante sobre nossas retinas fatigadas pelo tempo.

O exemplo chinês também é devastador. A China, na busca desenfreada rumo ao sistema capitalista, está acabando com o meio ambiente.

CHINA E BRASIL – O ar em algumas megalópoles chinesas encontra-se insuportável. Avança a desertificação em amplo território e o Rio Yan Tsé, outrora chamado de “Rio Amarelo”, de tão poluído suas águas não alcançam mais o oceano Pacífico. É preciso ser um cientista para se compreender o caos que isso representa?

Olhando para nosso umbigo, que também é desesperador, em recente noticiário os órgãos de controle ambiental atestaram que uma área na Amazônia correspondente a quatro vezes o Estado de São Paulo foi desmatada. Novamente, será que isso não representará nada em relação ao aquecimento global, na desertificação das áreas atingidas e principalmente na formação de nuvens e consequentemente na precipitação das chuvas até aqui, no Rio de Janeiro, cujo calor insuportável, chegando próximo a 45ºC, vem castigando o povo carioca de maneira implacável?

RIO DEGRADADO – Por falar em Rio de Janeiro, essa cidade que já foi maravilhosa e de encantos mil, sob o escudo da Copa e das Olimpíadas nossas áreas verdes foram sendo destruídas para dar lugar a prédios, arenas esportivas e corredores de ônibus.

O bairro de Jacarepaguá, antes um santuário de áreas verdes, está hoje irreconhecível em meio à selva de pedra que avança celeremente em direção ao Recreio, às Vargens, ao Alto da Boa Vista e seguindo em direção à Pedra de Guaratiba. O impacto sobre a Lagoa de Jacarepaguá, oriundo do Rio Arroio Pavuna , dentre outros rios e córregos poluídos com esgoto in natura, que desembocam lá em quantidades incomensuráveis, por si só, trata-se de um absurdo.

Várias espécies de peixes, de animais, de plantas, enfim, da biodiversidade da mata atlântica, se tornarão sonhos de uma noite de verão para as futuras gerações.

IMPORTÂNCIA – Não é possível crer que algumas pessoas não compreendam a importância das pererecas, dos micos, dos gambás, dos jacarés de papo amarelo, das capivaras e das árvores nativas ao redor das restingas e das lagoas de Jacarepaguá e também que a extinção de algumas dessas espécies não afetarão o meio ambiente local e global.

A vida no planeta é tão interligada nas suas intermináveis conexões e vasos comunicantes, que tudo está ligado a tudo na interdependência universal. Portanto, se um desses vasos se rompe, pode desencadear um desequilíbrio de grandes proporções.

IMITANDO OS EUA – Ao invés de nos preocuparmos com o meio ambiente, fazemos o contrário, enfiamos a cabeça dentro da areia, a nos preocupar com uma eventual guerra nuclear. Enquanto, essa hecatombe não acontece, nós vamos praticando outros crimes ambientais em menor escala, até que tudo se transforme em uma grande Manhathan com seus prédios cada vez mais altos, a ponto de encobrir os raios do Sol e a vista da Lua.

O meio ambiente de Minas Gerais está sangrando mais uma vez. Até quando continuará o rompimento das barragens mineiras e das inúmeras barragens existentes na Amazônia, das quais nem sabemos o que acontece lá.

Colônia de pesca, Sindipesca e Sindicato dos trabalhadores Rurais

Por:Benedito Gomes(*)

Olhando assim, de maneira simples e despretensiosa, tem-se a impressão que estas entidades são verdadeiros centros de apoio, de reunir e de orientar seus associados, promovendo o bem-estar de todos sem prejudicar ninguém, física ou jurídica. Na verdade isso não acontece.

Os sindicados dos trabalhadores rurais cobram dos seus associados em média R$ 20,00 (vinte reais), como contribuição social e nada oferecem a seus sócios. A licença saúde, o salário-maternidade e aposentadoria, ou seja, “bilhões” são pagos pelo INSS, para quem o trabalhador nunca contribuiu.

Colônias de Pesca e Sindipesca seguem a mesma regra do Sindicato Rural, com algo pior em desfavor do INSS. O pescador ou qualquer pessoa, filiado à colônia ou Sindipesca, contribui com 20,00 reais mensais como associado e anualmente recolhe em uma guia GPS a importância de R$ 29,00 (vinte e nove) reais, geralmente em outubro e novembro, para no ano seguinte ter direito ao seguro-desemprego, defeso”, ou seja, você paga 29,00 reais à previdência e esta lhe paga quatro meses de seguro, ou seja R$ 4.000,00 reais.

Tomando como base somente a região nordeste, acredito que tenha aproximado dois milhões de pessoas cadastradas como pescadores, em colônias que pagam como contribuição social por ano R$ 480.000.000,00 milhões de reais para colônias e sindicatos; contribuem para o INSS com R$ 58.000.000,00 de reais e recebem deste como auxilio- doença, salário-maternidade, aposentadoria e seguro-desemprego algo em torno de R$ 4.000.000.000,00 bilhões de reais. Assim não há previdência que aguente.

Eu tenho ideia como reverter ou minimizar esta sangria. Estou à disposição.

(*)Benedito Gomes

Contador

O descalabro administrativo

Por: Arimatéia Azevedo

Viralizou um vídeo nas redes sociais onde uma mulher filma os espaços do Instituto de Identificação da Secretaria de Segurança Pública do Piaui, desde a entrada, os corredores e as salas fedidas, emporcalhadas, enfim, totalmente imundas, de uma repartição pública que mais se parece a um chiqueiro e não a um órgão onde se imaginaria em condições mínimas de propiciar um conforto para seus funcionários e bom atendimento a quem procura tirar seu documento.

O Instituto de Identificação do Piauí é o retrato do abandono e a constatação de como uma gestão consegue ser irresponsável, acima de tudo, relapsa. Quem vê, tem asco, tem nojo e até raiva por saber que o dinheiro público serve para comprar de tudo, fazendas, apartamentos, mandatos, mas falta para aparelhar um órgão tão importante. A situação que vive o instituto, e não é de agora, vem de governo a governo – só de Wellington Dias, são três mandatos – exibe a pouca vergonha; mostra a ineficiência, a falta de compromisso do gestor para com o contribuinte.

Do jeito que as coisas estão postas, são prejudicados quem vai atrás do seu documento e os funcionários que se obrigam a trabalhar num ambiente úmido, imundo, nojento. O futuro titular da Secretaria de Segurança, que apesar de estar fora dela, continua mandando e desmandado, passa mais o tempo alimentando a mídia em torno de sua candidatura a prefeito de Teresina, que só ocorrerá daqui a dois anos. Uma resposta por todo esse descalabro o governador do Estado está devendo à sociedade.

A educação brasileira diante do espelho

Por: JanguiêDiniz (*)

Vivemos em um país enorme cujas fronteiras delimitam muito mais do que território. Delimitam populações com culturas, tradições e desafios tão diversos que não há quem questione o fato de termos diversos brasis dentro do Brasil.

Em um contexto tão amplo e diversificado, desenvolver políticas públicas que atendam a todos de forma indistinta, como preconiza a nossa Carta Magna, não é uma tarefa simples. Qualquer recorte que se pegue envolve milhões de pessoas. Por exemplo, apenas no universo da educação superior o país tem mais de 8,2 milhões de estudantes, quase a população de Israel, nação que se destaca por sua capacidade de inovação e que tem 8,4 milhões de habitantes.

A realização de ações e programas voltados para um público tão grande e distinto não seria possível sem o amparo de dados e análises de qualidade. São necessárias informações que apontem o norte na busca pela melhoria do bem-estar da população e do progresso do país como um todo.

Nesse cenário o trabalho desenvolvido pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tem sido de extrema relevância. Hoje, sabemos exatamente quantos alunos estão nas salas de aula e o perfil deles; quantas e onde estão as instituições de educação superior brasileiras; a quantidade e o grau de formação dos nossos docentes; e outros diversos dados.

São números que, associados a muitos outros, nos permitem não só conhecer a realidade, mas ir além. Por meio deles é possível dimensionar desafios e necessidades que estão apresentadas, mas que muitas vezes ficam escondidas entre um dado e outro. Uma análise detalhada dos dados nos convida a extrair deles soluções ou alternativas capazes de contribuir para o equacionamento da relação entre demanda e oferta; entre anseios e possibilidades; entre onde estamos e onde queremos chegar.

Por exemplo, dados recentes do IBGE mostram que pessoas com educação superior completa possuem rendimento médio aproximadamente 3 vezes maior do que o daquelas com ensino médio completo. Apesar disso, apenas 17% dos jovens adultos brasileiros, com idades entre 25 e 34 anos, possuem graduação.

As estatísticas que relevam esse cenário também indicam o quanto estamos distantes de atingir as metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação. Para alcançar a taxa bruta de matrículas estipulada na meta 12 é preciso que o número de novas matrículas cresça 4,8% ao ano até 2024. Para atingir a taxa líquida o desafio é ainda maior: sem o crescimento de 8,1% ao ano nas matrículas não conseguiremos garantir 33% da população de 18 a 24 anos matriculada na educação superior.

A transformação de números aparentemente frios em análises que permitam confrontar a realidade com as necessidades; mapear tendências; e discutir políticas públicas é algo que contribui não só para a elaboração de ações necessárias e adequadas à realidade do país, mas também para a abertura de caminhos que podem ser trilhados por setores estratégicos, como o particular de educação superior, de modo a cooperarem para o êxito da política governamental.

Nesse sentido, em evento recente realizado na sede da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), o Inep confrontou as instituições particulares de educação superior com estatísticas do Censo 2017 associadas a resultados da educação básica em avaliações de desempenho e do censo desse nível educacional.

Em síntese, a intersecção de dados feita pelo Instituto evidenciou a relação entre o baixo desempenho dos estudantes da educação básica com a carência de professores formados para atuar na disciplina que lecionam. Nos últimos anos do ensino fundamental, apenas 62,5% dos professores de língua portuguesa e 50% dos docentes de geografia são graduados nas respectivas áreas.

Diante dessa realidade o Inep provocou as instituições de educação superior a ofertarem mais vagas em áreas específicas da literatura, o que exclui Pedagogia. Entretanto, na contramão dessa necessidade está a realidade enfrentada cotidianamente por professores, que precisam superar obstáculos que vão desde baixas remunerações até a falta de material para trabalhar e o desrespeito por parte de alunos.

Pesquisa realizada em 35 países, pela Varkey Foundation, constatou que o Brasil é a nação que menos prestigia seus docentes. Aqui, apenas 9% das pessoas acham que os alunos respeitam os educadores em sala de aula e 88% consideram a profissão de professor como sendo de “baixo status”.

Enquanto esse for o cenário que aguarda profissionais que dedicam três ou quatro anos de suas vidas a uma graduação, o setor particular de educação superior pode ofertar quantas vagas forem que o problema não será resolvido. O entrave não está na oferta, mas na demanda.

A carência de professores qualificados para atuar em sala de aula não é novidade. Há tempos os dados evidenciam essa realidade, assim como tantas outras. Apesar disso, nas últimas décadas pouco foi efetivamente feito para mudar esse panorama.

Como afirmei antes, dados e estatísticas descortinam cenários ocultos, mas também jogam luz sobre realidades e necessidades que muitas vezes relegamos a segundo plano. Entretanto, como evidenciam os números apresentados pelo Inep e tantos outros que ajudam a mapear o nosso país, se governos e sociedade civil não construírem soluções conjuntas não existirão saídas possíveis.

O setor particular de educação superior nunca se furtou a trabalhar de forma conjunta com o governo de modo a contribuir para a construção da nação mais educada e desenvolvida que todos almejamos. Entretanto, nesse caso específico, a solução exige que antes de qualquer coisa sejam desenvolvidas políticas públicas de estímulo à carreira docente. Só assim será possível equalizar a relação entre oferta e demanda por professores nas escolas brasileiras. Não há alternativa.

(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

Quebradeira geral nos Estados

Por:Zózimo Tavares

Já são seis os Estados que decretaram calamidade financeira, em função dos rombos acumulados em suas contas. Mas esse número pode crescer e chegar a 15 ou mais.

Ontem, Goiás passou a ser o sexto a decretar calamidade financeira, engrossando a lista dos Estados falidos, juntamente com Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso.

Juntos, esses Estados acumulam um rombo de R$ 74,1 bilhões. O valor soma os déficits projetados para 2019 às despesas herdadas de gestões anteriores.

Dos seis estados que decretaram falência, o Rio de Janeiro é o único que está no Regime de Recuperação Fiscal oferecido pela União aos governos em desequilíbrio fiscal.

Tesourada

Os especialistas indicam que todos os Estados terão que passar por racionalização dos gastos de pessoal, revisão de folhas, plano carreira, interrupção nas progressões automáticas e eventualmente até congelamento de salários.

A situação mais dramática é a de Minas. Os débitos pendentes de gestões anteriores elevam o rombo nas contas do Estado para R$ 30 bilhões. A conta inclui repasses pendentes a municípios e o 13º salário de servidores, para o qual ainda não há previsão de pagamento.

No governo do Rio também são as despesas não pagas em gestões anteriores que fazem a diferença. O déficit orçamentário projetado para este ano é de R$ 8 bilhões, e o passivo herdado, de R$ 17,5 bilhões, composto em boa parte de débitos com fornecedores.

A folha de pagamento do Rio está em dia desde abril do ano passado, quando foi quitado o 13 º de 2017, com o socorro financeiro do governo Temer.

No Rio Grande do Norte, a calamidade financeira foi decretada logo após a posse da governadora Fátima Bezerra (PT). O Estado ainda não conseguiu saldar parte do 13º relativo a 2017.

O novo governo não quer entrar no regime de recuperação fiscal, pois avalia que o seu endividamento é baixo. A maior vantagem do regime, que é a suspensão do pagamento do serviço da dívida com a União, não faria diferença representativa para o fluxo de caixa do Estado.

Parcelamento de salários

Em Goiás, o novo governo planeja entrar no regime de recuperação, porém tem dúvida se o Estado preenche todos os requisitos para adesão.

O rombo total é de R$ 6,2 bilhões. Parte do passivo herdado inclui pagamentos em atraso a servidores e fornecedores.

Provavelmente, haverá parcelamento de pelo menos parte do passivo herdado.

No Mato Grosso, atual gestão herdou R$ 2,1 bilhões em restos a pagar sem lastro. Soma-se a isso R$ 1,9 bilhão em déficit orçamentário previsto para 2019, resultando num rombo total de R$ 4 bilhões que precisará ser enfrentado.

Os gastos com folha também estão na mira do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). Segundo ele, é inevitável a mudança na carreira dos servidores, com alvo no sistema de promoções e progressões automáticas e em licenças que ainda existem.

O governo gaúcho deve enfrentar neste ano rombo de R$ 4 bilhões, valor que inclui o déficit orçamentário do ano e passivos herdadas de exercícios anteriores, parte com folha de pagamento e também com fornecedores.

No Piauí

O balanço sobre a atual situação financeira do Piauí ainda não foi divulgado. Sabe-se, porém, que ela é delicada. O governo equilibra-se no gume da navalha.

A duras penas o Estado conseguiu fechar o ano de 2018 com o pagamento do funcionalismo em dia, incluindo o 13º salário, mas deixou dívidas com fornecedores e prestadores de serviço em soma elevada, difícil de ser paga em curto prazo.

De todo modo, mesmo em situação financeira crítica, o governador Wellington Dias certamente não irá decretar estado de calamidade financeira, pois é o sucessor dele mesmo.

Os demais governadores que estão recorrendo a esse expediente são todos adversários dos ex-governadores que acusam de ter quebrados seus Estados. (Com informações do Valor Ecnômico)

“Em defesa do SESI e SENAI”

Por: Antônio José de M. S. Filho
Cortar recursos do Serviço Social da Indústria (SESI) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é acentuar desigualdades regionais. No caso do Piauí e da maioria dos estados do Norte e Nordeste, estas são as únicas instituições com estruturas capazes de atender a demanda das indústrias, fornecendo qualificação profissional e diversos serviços e produtos que compõe uma base nacional.
Além de prejudicar as empresas e suas atuais demandas, a redução dos recursos do SESI e SENAI tornará impossível atender demandas futuras. Isso sem falar na repercussão negativa na nossa economia, que já é bastante fragilizada.
Em nosso caso, os recursos transferidos de outras unidades da Federação representam 70% dos recursos aplicados, e nos permitem ofertar à comunidade por meio do SENAI, um índice de gratuidade de mais de 60% em nossas quase 7.000 matrículas anuais realizadas em 6 Centros de Formação Profissionais, nos 2 centros de tecnologia e nas 7 Unidades Móveis Autotransportáveis que atendem a todo território estadual.
No SESI, atendemos, por ano, a quase 2.500 crianças e jovens em Educação Básica e beneficiamos perto de 10 mil trabalhadores em ações de Segurança e Saúde do Trabalhador, com serviços prestados diretamente a cerca de 500 empresas em 60 municípios. Mantemos uma estrutura composta por 03 escolas de Educação Básica, 04 unidades de Saúde e Segurança do Trabalhador e ainda 14 unidades móveis.
Um Estado como o Piauí, que responde por 0,7% do PIB Nacional, jamais teria uma estrutura de formação profissional dessa qualidade e poderia oferecer esses serviços à sua população, se dependêssemos somente do Setor Público.
Precisamos sim da desoneração da folha de pagamento, mas é preciso que possamos pensar primeiro em alternativas para o financiamento dos serviços oferecidos pelo Sistema S. Olhar para os Estados mais pobres da federação e não deixar desemparados milhares de jovens, trabalhadores e empreendedores, o que acentuará muito mais a pobreza e as desigualdades regionais.
Qualquer política associada a cortes abruptos em programas consolidados precisa ser objeto de criteriosa avaliação dos impactos a serem gerados à competitividade da indústria e a capacidade de inserção de segmentos sociais menos favorecidos no mercado de trabalho.
Antonio José de Moraes Souza Filho
Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Piauí
Fonte: Ascom FIEPI

Quem tem voto, tem valor, tem cargo

Por:Marcelo Rocha

A política do Piauí é interessantíssima. Esta semana, a novidade foi que o marido da sobrinha do deputado federal e senador eleito, Marcelo Castro (MDB), foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para comandar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT.

A polêmica colocada foi por que o tio da esposa do escolhido para o DNIT, era um político que fez a campanha e votou no candidato do PT, Fernando Haddad, para presidência do Brasil. O nomeado para o cargo do DNIT é Luis Guilherme Rodrigues de Mello. E vale lembrar que o presidente Bolsonaro vai precisar da Câmara dos Deputados e do Senado.

Dia primeiro de fevereiro, o emedebista Marcelo Castro se assume sua cadeira de senador. O presidente precisa do parlamento. Marcelo Castro foi eleito. Quem não tem voto, não tem valor. Reticências e ponto final.

Muriçoca de pé de ouvido

Nunca conheci lugar pra ter mais muriçoca do que no bairro de Fátima, talvez só o bairro São José. O como chamavam os mais antigos, Macacal. Era de manhã, de tarde de noite, sábado, domingo, dia santo. Era coisa de ficar num canto e em menos do que se esperava lá vinha um magote cantar no seu pé do ouvido. Não tinha, creio que até hoje seja assim, hora e lugar pra elas incomodarem.

Era inverno e verão e elas fazendo e acontecendo. Quando nascia um menino as mães já ficavam tristes com a mão na cabeça e se preparando com um mosqueteiro pra livrar a criança das agulhadas dolorosas e covardes daqueles insetos. Que não respeitavam cara fosse rico ou fosse pobre. Mais de preferência filho de pobre porque filho de pobre precisa ficar logo desde cedo com o couro grosso pra aguentar as lapadas da vida.

À noite elas vinham cantar no seu pé do ouvido tão logo as lamparinas eram acesas. E lá pelos anos de 1969 quando tudo em quanto foi casa ganhou luz elétrica, as muriçocas se passaram pra dentro de casa sem cerimônia. Quando apareceu televisão na Parnaíba elas assistiam novela e o Jornal Nacional, junto com a gente, na sala e dando opinião na vida dos artistas, na política e na vida alheia sem terem sido chamadas.

Sofrimento mesmo se deu foi com os pobres velhinhos do Abrigo São José, lá perto da vacaria do Ioiô Pires, na hoje deserta avenida Primeiro de Maio. Certa vez um conhecido meu foi lá por volta da boca da noite e em lá chegando as muriçocas estavam feito nuvem na cara dos pobres velhinhos. Tinha delas entrando na boca dos que nem tinham como se defender.  Mais um pouco e elas comiam os pobrezinhos vivos.

 

Judiação essa. Não tinha um filho de Deus pra espantar. Não tinha ninguém pra levar um caneco dágua. Porque se existe gente que sofre e sofre mais que sovaco de aleijado, é velho em asilo. Vive rebolado pra cima e pra baixo feito mulambo. E falando em mulambo, tinha gente no bairro de Fátima que se danava a queimar pano velho pra espantar muriçoca. Tinha gente que queimava merda de vaca.

Mas agora as muriçocas ganharam nomes e sobrenomes. Andam de carro do ano, frequentam restaurantes, vão tomar caldo no Zé do Santos, ali perto do mercado, uma cervejinha e cachaça no Bar  da Fefa ou encompridar conversa no Barbeirinho enquanto esperam a hora de serem atendidas. Tem muriçoca que passa a semana inteira no bar da Vera Coutinho.  Falam de um tudo. De política ao futebol. Dão palpites sobre economia sem nunca terem estudado esta ciência.

Falam de traições, de quem fuma maconha ou cheira cocaína. Falam de quem é suspeito de andar pegando no alheio. De quem é corno ou tem filho viado e filha sapatão. Falam de Bolsonaro, do Wellington Dias, do Mão Santa. Criticam as decisões sobre esse negócio de armas de fogo. Falam agora dessa peleja pela posse da Agespisa e que ainda vai derramar muita água pelo caminho. Dão ideias pra desenvolver a Parnaíba e isso e mais aquilo. Pra essas muriçocas não tem Baigon que dê jeito. Pádua Marques é jornalista e escritor. 

 

 

 

Para Wellington Dias a vida do ser humano não vale nada!

POR: BERNARDO SILVA

Mais uma vez os servidores públicos estaduais estão na iminência de ficarem sem atendimento médico hospitalar, por conta do atraso no repasse do pagamento do Iaspi e do Plamta aos hospitais particulares. E o dinheiro para este pagamento é feito regular e compulsoriamente, através dos descontos nos nossos contracheques, o que nos dá a esperança de termos um atendimento digno, quando necessitarmos. Mas isso, com Wellington Dias, não tem funcionado.

O governador do Piauí é mentiroso, dissimulado, insensível, enganador da boa fé das pessoas, enfim, como ser humano tem falhado. Para ele, a vida das pessoas é nada. O que importa é apenas o poder, para manipular políticos, comprando-os; cooptando-os, enganando-os com mil e uma promessas, enquanto ele fica cada dia mais rico, diante de uma população cada dia mais miserável.

Se a direção dos hospitais suspender novamente os atendimentos, como ameaçam, quantos usuários do Iaspi/Plamta não vão morrer? Quem está, por exemplo, em tratamento oncológico, como a minha esposa, corre o risco de interromper esse tratamento e só Deus sabe as consequências. Agora mesmo ela precisa fazer uma cirurgia que custa R$ 7.500,00 e os médicos se negam a atender pelo plano de saúde dos servidores do Estado, porque desde setembro que o governo do Piauí não repassa os pagamentos. E onde ele coloca o dinheiro que nós pagamos e que já vem descontado dos nossos contracheques?

Jamais eu desejaria um cargo público para massacrar as pessoas, como faz Wellington Dias, quando não paga salários de terceirizados; quando deixa sem atendimento médico, morrendo à míngua nas portas os hospitais, pobres servidores estaduais, colaboradores da administração pública, que durante uma vida inteira pagaram seus planos de saúde e o governo desviou esse dinheiro. E as ditas “autoridades competentes” calam. A dita “grande imprensa”, idem; os “grandes políticos”, ibidem. E apelar pra quem?

Aqui em Parnaíba nada existe funcionando do Iaspi/Plamta. E ninguém diz nada. Praticamente fechado, o posto do antigo Iapep na cidade só abre as portas para entrar um ar fresco. Não existe sequer um computador. E ninguém defende a população. A imprensa, quando não está focado na vida alheia e em mostrar crimes violentos, sangue derramado, estão esculhambando o Mão Santa, de uma forma até irresponsável, porque não imaginam o mal que causam à cidade. Crime é sempre a pauta do dia. Mas o que Wellington Dias está fazendo é também um crime.

Wellington Dias está jogando fora a oportunidade que Deus lhe deu, para servir as pessoas e não ser servido, como ocorre; para ajudar o mais carente, o mais necessitado e sem esperanças… mas vejam quanta indiferença à vida das pessoas. O que tem feito W. Dias às vítimas de Algodões, a barragem que estourou em 2009 e que tantas vítimas fez. O Estado foi responsabilizado mas o governo não vem pagando as indenizações das pessoas que pouco tinham e que ficaram sem nada. Mas o governadorzinho do Piauí lá quer saber disso. Sai de férias, enquanto a incerteza paira em todos os cantos, neste início do governo federal que ninguém sabe no que vai dar.

Que Deus perdoe e se apiede desta alma miserável, responsável pelo sofrimento de tanta gente. Ele talvez pense que um dia não vá morrer e ser colocado frente a frente com todos dos seus erros, desacertos e irresponsabilidades. Lá, no além túmulo, frente a frente consigo mesmo, Wellington Dias um dia vai literalmente saber “o que é bom pra tosse”.

E eu me pergunto: será que uma criatura dessas dorme com a consciência tranquila? E como é que ele ainda ganha eleição no Piauí? Ah, mas isso todos os que votaram nele sabem!!!

Servidores estaduais podem ficar sem atendimento médico

Por:Cláudia Brandão

Mais uma vez, o problema do atraso no repasse do pagamento do Iaspi e do Plamta aos hospitais particulares volta a comprometer o atendimento dos servidores públicos estaduais que descontam regular e compulsoriamente dos seus salários na esperança de ter um atendimento digno quando necessitam.

A direção do sindicato dos hospitais novamente ameaça suspender o atendimento aos segurados do Instituto de Assistência e Previdência Privada do Estado do Piauí e do Plano Médico de Assistência e Tratamento porque as casas de saúde estão sem receber o pagamento pelos procedimentos e internações realizados desde setembro do ano passado.

Para tentar resolver o problema, a entidade que representa os hospitais e clínicas particulares protocolou um ofício junto ao Ministério Público, alegando que os atendimentos do Plamta e do Iaspi representam cerca de 70% do faturamento das empresas de saúde no Piauí.

O Instituto de Assistência à Saúde informou, por meio de nota, que há previsão de pagamento do mês de setembro agora em janeiro, mas está aguardando um posicionamento da Secretaria de Fazenda. Cabe a pergunta: quem está doente pode esperar tanto tempo assim? E mais: já que o dinheiro é descontado no contracheque dos servidores, porque não é repassado imediatamente ao seu fim?

Mais 365 oportunidades para o Brasil

Imagem relacionada

Por Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

Acabado o ano de 2018, é hora de pensar no ano que começa. O que podemos esperar do Brasil para 2019? Começamos pensando nas mudanças governamentais que se iniciam já em janeiro. Tais mudanças trazem esperanças para grande parte dos brasileiros que almejam ver solucionados, ou ao menos minimizados, os problemas que impedem o país de voltar a crescer.

No aspecto político, o ano de 2018 foi marcado pelas ações da Operação Lava-Jato contra vários gestores públicos, além de uma eleição com resultado inesperado por muitos. O país parou devido à greve dos caminhoneiros e a economia brasileira ficou quase estagnada. Não crescemos mais de 1,5%. Apesar disto, o mercado interno brasileiro tem mostrado um pouco de fôlego, o que favorece a recuperação econômica para 2019.

Em 2019, a expectativa é de que a economia brasileira cresça um pouco mais, atingindo uma alta de 2,5% do PIB. Não o suficiente para voltarmos a ser uma das maiores potências mundiais, contudo, melhor que o desempenho de 2018. Para que isso aconteça, é necessária atenção com dois pontos: reformas fiscais que precisam avançar e a administração dos juros pelo Banco Central.

Acreditar é uma característica inerente ao povo brasileiro. O novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, precisa focar sua gestão em diversos pontos como o combate à corrupção, a defesa da ética, melhoria da segurança pública e educação, mas é preciso fazer mais. É preciso investir em infraestrutura e mobilidade, pilares do crescimento e desenvolvimento de nosso País. Porém, não se pode esquecer as dificuldades decorrentes da inclusão social.

Economicamente, o Brasil precisa de investimentos com prazos longos de financiamento e com juros competitivos a nível global. É preciso reconquistar a confiança dos empresários para garantir o investimento privado e esses resultados não são imediatos. A indústria nacional precisa ser mais competitiva e isso implica em investimentos nas rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, além de investimentos em energia limpa e novas tecnologias. Também precisamos aproveitar ao máximo nosso potencial turístico, que anda esquecido.

Os novos governantes, estaduais e federais, deverão realizar os investimentos públicos necessários para que o Brasil consiga melhorar sua produtividade, logística e a qualificação de profissionais para suprir as demandas. Isso significa não apenas investir, mas garantir e cobrar que os recursos sejam utilizados para os fins corretos e não se percam no meio da burocracia ou da corrupção que ainda assola o Brasil. E como todo bom e fiel brasileiro, eu acredito que ainda há uma luz no final do túnel.

Cidadão contra cidadão

Por:Paulo Fontenele

O decreto sobre a posse de arma assinado pelo presidente Jair Bolsonaro no final da manhã desta terça-feira (15) permitindo que o cidadão possa adquirir até quatro armas de fogo e, em casos específicos, o limite pode ser ultrapassado, não oferece garantia de que todos vão deixar a arma em casa ou no trabalho. Num país como o Brasil, que registra em média 62 mil homicídios por ano, é duvidoso crer que, mesmo com o direito de posse, o sujeito não vá circular pela rua ou local público com ela.

A maioria dos casos de assaltos nos grandes e médios centros urbanos ocorre na rua ou em transporte coletivo e não em casa, que é raro. O roubo de veículos que também possui estatísticas faz com que o proprietário decida descumprir a norma de manter a arma em casa e colocá-la no carro para reagir em caso de abordagem criminosa. Nesses casos, o risco será de ambos os lados com maior prejuízo para o cidadão que vive para o trabalho e a família, que pode morrer estupidamente devido a reação.

No início será possível o proprietário da arma mantê-la em casa mas com o tempo ele pode ver que não haverá problema de transportá-la no carro. Aí que mora o perigo pelo fato de, confiante por estar com a posse de uma arma, o sujeito, que se achará sempre cheio de razão, vai querer resolver conflitos de trânsito ou de mesa de bar na base da bala, aumentando as estatísticas de homicídio. Quando isso acontecer, quem se responsabilizará por o que vier a acontecer nos conflitos entre pessoas de bem?

Há 14 anos a população foi às urnas convocadas para um plebiscito para decidir se queria a liberação do uso e porte de arma livremente e optou pelo não autorização, levando o Congresso Nacional a aprovar a Lei do Desarmamento. Essa lei proíbe o porte de arma, exceto para as instituições oficiais que atuam com elas, como exército, polícia, serviços de segurança particulares ou quem o estado permite mediante uma série de exigências. O porte ilegal de arma conduz o portador à prisão.

Embora o texto do decreto modifique alguns dispositivos do decreto de 2004, que regulamentou a Lei do Desarmamento, ele mantém a essência mas amplia a validade do registro de 5 para 10 anos. O que preocupa é o fato de o decreto apontar que o estado, ao analisar a solicitação para ter a posse da arma, vai presumir que os dados fornecidos pelo cidadão para comprovar a “efetiva necessidade” são verdadeiros, sem exigir a comprovação de que o indivíduo realmente precisa da arma.

Jair Bolsonaro fala em direito do cidadão ter a posse de arma mas não fala em nome daqueles que não gostam nem têm qualquer desejo de possuir uma, ou seja, o indivíduo pacífico desprovido de sentimento de retaliação mesmo em casos em que necessite agir em legítima defesa. Com efeito, esse cidadão pacífico é quem será a principal vítima dessa medida, sem esquecer aqueles que reagem ou reagirão diante da afronta de outro que vier cobrar razão na hora de uma discussão. Em suma, esse ato não vai colocar só cidadão contra bandido mas também cidadão contra cidadão.

Ruim para uns e também para outros!

Por Genésio Júnior

Nessa crise da segurança pública que assola o estado do Ceará, o governador daquele estado, o petista  Camilo Santana, lançou um pacote de medidas para enfrentar a alta criminalidade. Entre as medidas tomadas veio a criação de uma recompensa por informações que auxiliem os órgãos de segurança estaduais nas investigações criminais.

Foi o PT que criou, em 2013, a proposta da chamada delação premiada que gerou a lei nº 12.850/2013, que veio ao mundo face a crise das manifestações de 2013. Hoje em dia se fala sobre a precariedade das delações, que também geram muitos dividendos positivos.

Há quem diga que as delações premiadas estão contaminadas desde 2015, quando um procurador de Curitiba formulou a doutrina da  chamada “bosta seca”, que se baseia no entendimento de que havendo colaborações conflitantes não se aprofunda a investigação. Aceita-se a palavra do delator e, mais tarde, sentenças nelas baseadas acabam caindo nas instâncias superiores.

Ninguém ainda sabe o que surgirá dessa recompensação gerada no Ceará. Os petistas têm sido hábeis em gerar suas alternativas. Já se fala muito dos efeitos danosos do dedurismo que tanto ajudou a Lava Jato, por outro lado é natural que em tempos de superfortalecimento de um estado conservador onde os militares e forças de segurança terão, naturalmente, mais poder  o tamanho dessa política de favorecimento efetivo e imediato aos delatores para investigações criminais do dia-a-dia possa permitir perseguições.

Nas delações se tinha como parâmetro criminosos que participavam de delitos e em nome de um mal menor, que era reconhecido pelo Ministério Público ou a Polícia Federal, revelavam delitos maiores para melhor passar. No caso da recompensa que se apresenta agora, algo que ainda não está muito claro, um cidadão de bem irá revelar os crimes que possa estar vendo ou que viu, testemunhou ou tem condições de orientar as autoridades a melhor agir. Nos regimes de Estado superfortalecido alguns denunciantes podem exagerar no tom. Esse risco existe? Só o tempo dirá.

Os eventos que envolvem alta periculosidade no Ceará mostram parte das esquerdas se propondo a aceitar medidas de força que vão além do que normalmente os governos gauches toleram. Em verdade, as esquerdas estão em crise não só em situações como essas, mas de toda ordem nesses iniciais dias de Governo Bolsonaro.

O PDT que estava unido com o PSB e PC do B já rompeu o acordo e deve votar na candidatura de Rodrigo Maia(DEM-RJ), que já tem apoio do PSL para ser reconduzido ao comando da Presidência da Câmara. O PT busca rumo na vida parlamentar, onde tem chance de lucrar com divisões na busca de poder entre centristas. Os governadores dos partidos de esquerda buscam cada um seu rumo. Governadores do PSB não escondem que desejam ter uma articulação institucional com o novo governo conservador. Alguns governos petistas reduziram a estrutura de suas máquinas administrativas.

A  única governadora do PT no Brasil e do Nordeste, Fátima Bezerra, lá no rio Grande do Norte, faz o que pode para tentar colocar suas contas em dia sem massacrar os servidores. Terá dificuldades e, apesar de não confessar em público, vai adorar que Bolsonaro faça o trabalho sujo na reforma da previdência para enxugar suas contas.

Ainda não temos nem 15 dias de Governo Bolsonaro, mas vemos que se a vida não é fácil para os novos poderosos também não é nada fácil para as esquerdas que não estão com muito fôlego para gritar os equívocos bolsonaristas.

Janeiro é famoso no jogo do poder como um período em que pouco lembramos deles quando somos tragados pelos idos de março, já filtrados pelo Carnaval. Como se sabe, o Brasil não é para amadores.

Delações, lei da recompensa e os erros das esquerdas / Foto: Blog Juris Correspondente

Não fui eu: quando cheguei já estava quebrado!

Por: Julio Gavinho*

Auctoritas significa “autoridade” em latim. Tradicionalmente, a palavra se refere a poder, faculdade e legitimidade. A expressão “potestas” também corresponde à autoridade, mas em especial ao prestígio ganho por uma pessoa ou organização graças a sua qualidade e competência numa determinada matéria ou área de especialidade. João Saldanha era um potestas em futebol.

A primeira forma de autoridade é aquela constituída pelo poder público, quando as mesmas, desde que em consonância com a lei e a ordem, podem dar ordens que devem ser obedecidas, como o “deputado evangélico”, Marcelo Álvaro Antônio, que, atualmente, é Ministro do Turismo. Hum, obedecidas.

A relação entre auctoritas e a turba é de dominação, ou seja, um manda e o outro obedece. Quando a circunstância junta as duas possibilidades de comando (a constituída e a reconhecida), temos o mundo perfeito, assim como Capitão Bolsonaro, o nosso nascimento, prometeu ministros setoriais e conhecedores de causas. Fizemos do atual presidente da república nossa Potestas, antes de nossa Auctoritas.

Certa vez, ouvi de um grande executivo brasileiro que, não fazia diferença quantos números de celulares de autoridades você tinha em sua agenda telefônica, o que realmente importa são as autoridades que atendem ao telefone, quando você as liga. Auctoritas ou potestas?

Okay, então. Eu tive relacionamentos profissionais com entidades públicas boa parte da minha vida profissional. Todas obviamente tinham as suas autoridades constituídas, assoladas por demandas de outras maiores ainda. Peixinho, peixe e peixão. É assim, não é? Eu não sei se é.

Nos atuais dias felizes, vez ou outra tenho que falar com um presidente ou diretor de FOHB, ADIT, SECOVI e entre outras. Todos atendem aos meus telefonemas, e-mails ou sinais de fumaça. Uma comunicação simples e direta, relacionada a minha atividade e também a deles, na posição de potestas do setor.  Vejam, são autoridades no assunto, pertinente a sua entidade. Foram eleitos graças ao seu conhecimento de causa. Foram escolhidos a nos representar porque eram “ministru”, qual seja do Latim, o servo, o criado e o melhor de todos: o servidor.

As entidades de classe elegem seus representantes e, a partir daí, exigem o atendimento de suas demandas. Bem, não é assim, mas deveria ser. O tal “ministru” em latim é tão importante, que empresta a plenipotência de seu significado, tanto ao pastor (ministro de Deus) quanto ao carrasco (ministro da morte).

Agora me conta, foi você que foi lá na casa do Sir Bolso pedir a nomeação do Deputado Marcelo? Foi a sua entidade? Foi a sua turma do futebol da Roque Petroni ou a do Marapendi? Se não foram vocês e, certamente não fui eu, então sobra que o Deputado Marcelo foi indicado pela Frente Parlamentar Evangélica. Até então, tudo bem, não fossem as declarações do comandante de que faria um ministério técnico. Nós deveríamos ter brigado, marcado posição e exigido um nome de consenso setorial.

Agora, não adianta chorar no leite derramado. O que adianta é que unidos marcaremos uma posição todos os dias nos gabinetes das auctoritas, ministru, diretores e secretários em geral, para exigir o cumprimento de uma agenda setorial positiva. Vamos bater panelas na janela por meio de e-mails e telefonemas. Sim, telefonemas, pois agora é a hora de saber, se a auctoritas vai atender às nossas ligações ou se será apenas mais um número para mostrar aos amigos. Este é o ano da retomada econômica do Brasil. Juntos, iremos através de nossas potestas (entidades de classe) fazer de 2019 um feliz ano novo, sim.

*Julio Gavinho é executivo da área de hotelaria com 30 anos de experiência, fundador da doispontozero Hotéis, criador da marca ZiiHotel, sócio e Diretor da MTD Hospitality

Professor tem de ser uma profissão, não “bico”, diz especialista

Por Nícolas Paulino

Claudia Costin é uma das maiores especialistas em educação do Brasil. No currículo, tem cargos como diretora global de educação do Banco Mundial, secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro, secretária da Cultura do Estado de São Paulo e titular do Ministério da Administração. Atualmente, é professora universitária da Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde dirige o Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais. Em entrevista ao Sistema Verdes Mares, ela revela inquietações com os rumos da educação do País.

Como deve ser a escola do século XXI?
Uma escola onde todos aprendam, não só os mais brilhantes; que personaliza muito mais o processo de ensino, ou seja, adapta o ritmo e o estilo aos interesses e às deficiências que eventualmente algum estudante traz; que ensina resolução colaborativa de problemas, uma das competências mais significativas pensando no futuro do trabalho; que ensine a pensar, não só a memorizar fatos; que tenha experimentação, em que se aprende fazendo; e com professores respeitados e valorizados.

Em que competências cognitivas o Brasil está atrasado?
Temos estudos que mostram que nossos jovens de 15 anos são incapazes de ler um texto e extrair informações importantes. Isso leva a pouco pensamento crítico, que demanda capacidade de leitura e interpretação mais avançadas. No raciocínio matemático, a gente sabe decorar fórmulas e fazer exercícios, mas não pensar matematicamente. É preciso desenvolver uma mente investigativa, que é a base de todas as ciências.

Como motivar crianças e jovens diante de condições adversas?
O meio influencia muito o quanto a gente desenvolve de potencial, mas quando os professores apostam nos alunos, eles crescem muito mais. Quando você coloca os melhores professores e recursos nas escolas mais vulneráveis, o desempenho cresce imensamente.

Se essas escolas estão em áreas desafiadoras, precisamos criar um sistema competente de reforço escolar que realfabetize os analfabetos funcionais e lide com a distorção idade-série.

Que professor o século XXI demanda?
Não mais um mero fornecedor de aula. Ele passa a ser assegurador de aprendizagem. Eu não dou mais aquela aula estritamente expositiva, escrevendo no quadro, mas uma muito mais engajadora, em que o aluno é protagonista de seu próprio processo. O professor tem condições de avaliar como cada um está se desenvolvendo e de qual suporte deve ser usado naquele que precisa de ajuda adicional.

Professores são reverenciados no Japão, mas no Brasil chegam a ser agredidos na sala de aula. Como estimulá-los?
Há uma questão cultural atrelada. É difícil replicar o que acontece nos países orientais, mas é fundamental melhorar os salários e, em vez de contratar o professor para 10 ou 16 horas – o que fortalece uma visão absurda de que ser professor é “bico” -, contratá-lo para 40h, e numa única escola, para ele não ficar percorrendo bairros ou cidades, seja no ensino público ou privado. Professor tem que ser uma profissão!

A formação do professor deve ser revista?
Hoje, com os baixos salários e a baixa respeitabilidade social com a profissão, são os alunos com pior desempenho que acabam entrando porque o vestibular não é tão competitivo.

No Chile, se exige uma nota mínima para fazer Faculdade de Educação, ou seja para que a profissão seja de desejo, e não vista como algo fácil de entrar. No fim do curso, ele também precisa entregar um portfólio com trechos de aula que deu ainda como aluno.

E em questão de currículo?
Diferentemente de outros países, o Brasil tem um curso excessivamente teórico de formação. Ninguém vira médico estudando só história, filosofia ou sociologia da Medicina. Eles discutem casos desde o primeiro ano. Já os professores têm uma carga elevadíssima de teoria e quase nada de prática. Precisamos mudar isso, senão nos tornaremos professores muito divorciados da realidade do chão da sala de aula.

O novo governo de Wellington Dias ainda não começou

MAIS DO MESMO

Por:Zózimo Tavares

O governador Wellington Dias vence as duas primeiras semanas de seu novo mandato sem novidades. Nesse período, ele anunciou uma reforma administrativa, um novo recadastramento do servidor, o corte de despesas e a melhoria nos serviços públicos, bem como investimentos.

Até agora, não detalhou como fará isso. Apenas adiantou que mandará em fevereiro, à Assembleia Legislativa, propostas de reformas para o novo período administrativo. Em outras palavras, nada está formatado ainda. Por enquanto, há apenas especulações em torno de eventuais mudanças.

Na prática, o novo governo ainda não começou, pois o anterior ainda não terminou. A equipe de governo é a mesma, as práticas também são as de antes e as contas de 2018 ainda não foram fechadas. O balanço financeiro do Estado ainda se encontra em aberto, com dívidas para todos os lados.

De certo modo, é compreensível esse quadro escasso de mudanças e novidades. O governador não se deixa dominar pela ansiedade. Ele é de dar tempo ao tempo. Além do mais, não poderia começar um governo negando o anterior, pois é o sucessor dele mesmo.

Então, enquanto não diz a que veio, em seu novo mandato, Wellington vai tocando o governo com mais do mesmo.

Reforma da Previdência demonstra que o Brasil é o pais mais injusto do mundo

Francisco Bendl

Certamente o único no mundo onde o povo admite ser rebaixado, humilhado e desprezado. Aceita pacificamente que existam privilégios para quem não precisa, e admite resignadamente que seja submetido a maus tratos, desprezo e indiferença pelas autoridades, mesmo pagando salários milionários e concedendo benefícios, mordomias, regalias e penduricalhos os mais exóticos e variados para essas categorias.

Ora, evidentemente que tais concessões populares não só são bem aceitas quanto permitem que mais privilégios sejam requeridos, além de concordar que certos tipos de profissionais sejam intocáveis, como se os seus membros não fossem seres humanos, mas anjos caídos do céu!

OPÇÃO PESSOAL– Claro que me refiro aos militares. Se alegam colocar as suas vidas em risco pela Pátria, a escolha foi pessoal, a opção foi daquele que se achou com vocação para usar farda e servir ao país.

Hoje, com esta crise sem precedentes, a procura pelo serviço público é pela segurança, salários em dia, reajustes, assistência médica e odontológica, aposentadoria especial (refiro-me ao serviço público federal). Deixou-se de lado a vocação e o talento, para se conseguir viver com mais tranquilidade, mesmo sendo um profissional medíocre.

Pois diante dessa clausura dos militares das FFAA, que desde o fim da ditadura se isolaram do país, percebe-se nitidamente o quanto os comandantes das Três Armas perderam em conhecimento, em cultura, com na dificuldade de se expressar, de se comunicar, e sem visão do interesse público sobre os acontecimentos nacionais e internacionais.

ABRIR OS QUARTÉIS – Justamente quando as FFAA deveriam abrir os quartéis para que suas salas fechadas durante a metade do dia fossem usadas como escolas ou ambulatórios médicos, por exemplo, o Exército se retrancou, se fechou em copas, deixando o povo ao Deus dará, que se virasse!

E continua cada vez mais querendo que esta diferença abismal de tratamento aumente, requerendo mais privilégios, salários melhores, aposentadorias intocáveis, e nenhuma, absolutamente nenhuma preocupação com a situação dramática do povo, com as Forças Armadas se comportando como Executivo, Legislativo e Judiciário!

Hoje, o problema brasileiro atual, que move céus e terras, diz respeito à Previdência Social. Os proventos nababescos e toda a cauda enorme que arrasta em benefício aos membros dos Três Poderes ocasionam, na proporção inversa, a miséria e a pobreza de sua excelência, o cidadão brasileiro.

ÀS CUSTAS DO POVO – Classificado de segunda e terceira classes, o povo tem obrigação de arcar com as despesas concernentes ao modo de vida milionário das castas atuais!

Não vai dar certo, e esta discriminação já aponta no horizonte em forma de violência incontrolável, que sequer o Exército dá conta, e cito os exemplos do Rio de Janeiro e Ceará!!!

Quanto mais pobre e miserável o povo for condenado, para que os militares, parlamentares e magistrados ganhem mais ainda, a violência aumentará, a revolta crescerá, pois se é injusto e criminoso aniquilar com a vida de uma pessoa honesta e trabalhadora por ladrões e traficantes, muito mais grave é o governo matando a sua população através da negligência, e somente se preocupando com os poderosos ou aqueles muito bem representados junto aos poderes instituídos.

SILÊNCIO OBSEQUIOSO – Não aguento mais esta discussão sobre a Previdência, e este silêncio obsequioso com relação aos nababos brasileiros. Ao povo, aumento no tempo para a aposentadoria e valores salariais menores ainda; Para militares, parlamentares, magistrados, 25 anos de “trabalho”, e salários mantidos iguais enquanto na ativa.

Não tem mais graça ser brasileiro, a menos que as pessoas gostem de sofrer, sejam masoquistas, que enaltecem o sadismo, a crueldade, a bestialidade contra si próprio.

Na França, as revoltas populares são todo sábado; no Brasil, quem se revolta são as facções criminosas, que insistem em desfrutem de uma parte desses podres poderes. É preciso formar uma “coluna” internacional em busca de justiça, para atazanar a vida dos potentados, que vivem impunemente as delícias dos extremos, à custa do povo.

Prefeitura oferece salário de 1.600 a médico

Oportuna e necessária a nota de repúdio do Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI), contra a proposta salarial lançada pela Prefeitura de Floriano, no edital de concurso publicado na quarta-feira passada, para contratação de profissionais de saúde e de outras categorias. O salário oferecido ao médico é de R$ 1.675,00.

Além de protestar contra o salário aviltante, o Conselho recomendou que os médicos não participem do concurso: “O CRM-PI recomenda aos médicos que não aceitem ofertas de emprego e plantões médicos e nem se submetam a concurso público cuja remuneração se encontre bem abaixo da média dos valores praticados”, diz nota divulgada no site do Conselho.

A recomendação traz em anexo a parte do edital do concurso que mostra, além do vencimento básico para a área de medicina, os requisitos necessários e carga horária exigida.

No edital, estão sendo ofertadas 13 vagas para a área de Medicina; uma dessas é reservada para médico plantonista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O piso salarial da Federação Nacional de Medicina (Fenam) é de R$ 14.134 por 20 horas semanais.

O Programa Mais Médicos paga um salário de R$ 11.865, a título de bolsa-formação, para o trabalho semanal de 32 horas de atividades nas unidades básicas e mais 8 horas de atividades acadêmicas.

Já o Governo do Estado paga ao médico  salários que variam de R$ 7.914 a R$ 11.982 por uma jornada semanal de 20 horas.

Coren protesta

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) também repudiou os baixos salários destinados aos profissionais de enfermagem em concursos promovidos pelas Prefeituras de Floriano e Parnaíba. O salário oferecido ao enfermeiro é de R$ 1.605, mais gratificação.

Segundo o Conselho, a remuneração oferecida não corresponde ao valor correto de um salário justo e digno, e desvaloriza os profissionais de enfermagem, não subsidiando uma vida digna a esses.

É com salários desse nível, porém, que as duas prefeituras pretendem atrair profissionais de saúde qualificados para seus quadros. Tais propostas são, antes de tudo, uma falta de compromisso com a saúde e um desrespeito às duas profissões.

Por:Zózimo Tavares

BBB: “AGORA VAI”

Por:Zózimo Tavares

Depois de virar o ano com o samba de uma nota só – a sucessão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, colocada pela elite política como o assunto mais importante do Estado – eis que, enfim, o Piauí vira o disco e festeja que se fará presente ao BBB 19, através de uma beldade do Gurgueia!

A produção do programa anunciou ontem o nome da engenheira agrônoma Elana Valenaria, 25 anos, de Bom Jesus do Piauí, como uma das integrantes da próxima edição. E já não se fala mais de outra coisa.

Quem é

O jornalista Péricles Mendel, do Grupo de Mídia Cidade Verde, correu na frente e já fez um apanhado sobre o currículo da mais nova sister:

Curiosidades sobre a piauiense Elana, que está no Big Brother Brasil 19:
Nunca tira do dedo o anel que ganhou dos pais quando completou 15 anos, mas trocou a festa por um quarto rosa, que mantém até hoje.
Criou um tamanduá e dormia na cama com ele.
Foi à praia somente uma vez na vida.
Nunca foi ao cinema.
Tomou banho de chuveiro pela primeira vez aos 6 anos.
Tem mania de andar descalça.
Ficou em segundo lugar no concurso Rainha dos Vaqueiros de Nazaré do Piauí.
Saiu de casa aos 14 anos ao ganhar uma bolsa em uma escola particular.
Engenheira agrônoma, é a única mulher na equipe da empresa onde trabalha.
Está há 5 meses sem beijar na boca.
Sonha em cursar Medicina para ser dermatologista.

O calor do Piauí

O deputado Fábio Novo, filho de Bom Jesus, fez corte para Elana nas redes sociais: “Ela se formou na terra dos doutores, da Rabeca, das águas que jorram do rico Vale do Gurguéia. Vai, Elana! Mostra pro Brasil todo o potencial da nossa Bom Jesus, Nazaré e do Piauí!”

Em suas primeiras declarações, a moça dá o tom de sua participação: “O Piauí representa calor, então eu quero levar esse calor para dentro dessa casa”.

O Piauí tem, enfim, um assunto relevante para a nova temporada!