Piauí tem 2º maior imposto estadual sobre gasolina

Por: Fenelon Rocha

O ICMS, imposto cobrado pelos governos estaduais, tem no Piauí o segundo maior impacto do país na composição do preço da gasolina. O dado faz parte de levantamento realizado pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) referente a esta segunda quinzena do mês de maio. Segundo o levantamento, somente no estado do Rio de Janeiro o motorista desembolsa mais em ICMS que no Piauí.

O levantamento da Fecombustíveis leva em conta o preço médio para o preço do combustível e a composição de preço. O relatório da Confederação, disponível do site da entidade, faz um diagnóstico para cada tipo de combustível. Quando é avaliado o preço da gasolina, o Piauí fica como o segundo maior cobrado de imposto. No caso do diesel S500, o Piauí segue na primeira metade mais cara, embora desça para a 13ª posição. A situação só fica mais palatável no caso do etanol, em 22º lugar.

Esses valores se referem aos preços cobrados na bomba e mostram o peso do imposto estadual na composição dos preços dos combustíveis. Em média, a gasolina que é vendida no Piauí tem mais de R$ 2,00 em impostos. Nessa mordida do leão, a dentada do estado é maior que a do governo federal: o que é recolhido como tributo estadual (ICMS) é mais do dobro da soma dos tributos federais.

Conforme o levantamento da Fecombustíveis nesta quinzena no Estado do Piauí, o ICMS representa R$ 1,364 de cada litro que o condutor piauiense coloca no tanque, enquanto o valor que corresponde aos impostos federais (CIDE mais PIS/COFINS) é de R$ 0,652. Vale observar que parte da CIDE também é destinada aos estados, o que aumentaria ainda mais a mordida do leãozinho estadual.

A relação disparatada entre o que cobra cada ente é repetida na venda do etanol. Nesse caso, a soma de tributos chegou nesta quinzena a R$ 0,921, segundo os dados disponibilizados pela Fecombustíveis. Desse valor, os tributos federais somam R$ 0,242. Já o ICMS, que vai para os cofres estaduais, é quase três vezes maior: em média R$ 0,679.

A diferença só não é tão despropositada no caso do diesel S500 – um tipo de diesel comercializado nos postos –, cuja variação não chega a 50%. O imposto global cobrado na venda do diesel soma no Piauí R$ 1,075, valor acima do verificado na venda do etanol. Mas nesse caso o impacto do tributo federal é de R$ 0,460, contra os R$ 0,615 recolhidos pelo Estado na forma de ICMS.

PiAUÍ Tributos Federais 
(CIDE + PIS/COFINS)
Tributo Estadual 
(ICMS)
Todos tributos
CIDE + PIS/COFINS + ICMS
Gasolina      0,652 1,364 2,016
Etanol 0,242 0,679 0,921
Diesel S500 0,460 0,615 1,075

Parente defende redução dos impostos

 Ao anunciar ontem o corte de 10% do preço do diesel comercializado na refinaria, o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, repisou uma ideia: uma saída para a redução dos preços dos combustíveis é diminuir o tamanho do bolo tributário. Não precisa ser nenhum matemático para entender a proposta de Parente, relembrando que pagamos impostos demais.

Há variação no tamanho do impacto tributário, de acordo com o que cada estado cobra de ICMS. Mas a média nacional é de 43% em tributos – podendo chegar a perto de 50%, em alguns casos.

No caso da gasolina, a alíquota de ICMS varia de 25 a 34%. O Piauí tem uma alíquota de 29%. Na venda do diesel, as alíquotas estaduais vão de 12 a 25%, variação que vai de 12 a 30%, no caso do etanol.

O corte de impostos geraria um impacto direto e significativo no custo do combustível. Mas se os estados estão reclamando até do corte da CIDE, imagine de outro tipo de corte. Porque a CIDE, que corresponde a apenas 5 centavos por litro do diesel, é bem menos que os 61 centavos que o governo do Piauí recebe por cada litro desse combustível.  

Mais produtividade no trabalho e na vida

Por:Janguiê Diniz (*)

No ambiente corporativo, muito se fala em produtividade. A empresa exige produtividade de seus funcionários, o líder requer de seus comandados; mas, ainda assim, muita gente não sabe que o termo se aplica em diversas áreas da vida. Engana-se quem pensa que ser produtivo é apenas fazer diversas tarefas, como numa corrida contra o tempo. A produtividade está relacionada com os resultados, mas também com os meios de trabalho. Não é só fazer, mas fazer bem feito, economizando tempo e recursos e maximizando a entrega final.
 
Paul J. Meyer dizia que “produtividade nunca é um acidente. É sempre o resultado de um comprometimento com a excelência, inteligência, planejamento e esforço focado”. É uma equação complexa que envolve vários fatores, desde técnicos, até subjetivos. Por isso, é importante estar motivado para aquele trabalho. Assim, você rende mais e se sente bem na atividade. O resultado só pode ser o melhor: um trabalho bem feito e altamente produtivo.
 
Para ser produtivo em qualquer atividade da vida, é preciso, antes de tudo, ter organização. Organizar o dia, o tempo, tudo o que é preciso fazer naquele período. Já experimentou programar seu dia na noite anterior? Definir suas tarefas, seus objetivos, o que você quer alcançar. Estabelecer prioridades e colocar as tarefas mais difíceis no topo da lista é um começo. Assim, conforme elas forem sendo concluídas, o dia vai ficando mais tranquilo com as tarefas mais leves. Além disso, cada pessoa tem um período do dia em que é mais produtiva. Cabe identificá-lo e programar as tarefas mais complexas para aquele horário, quando há mais disposição. Importante, nesse caso, é fazer uma coisa de cada vez, para não se perder. Gerenciar o tempo é essencial para obter melhores resultados.
 
Todos temos maus hábitos, que acabam influenciando na produtividade ao longo do dia. Um deles acontece logo na hora de acordar: o famoso botão de “soneca” do despertador. Este recurso é um vilão da produtividade porque o nosso cérebro “programa” o corpo para estar disposto e alerta na hora em que costumamos acordar. É o nosso relógio biológico. Ao pedir aqueles 10 minutos extras na cama, você está, na verdade, se boicotando, porque perde o timing natural do organismo. O ideal é respeitar o primeiro alarme e já levantar da cama, jogar uma água no rosto e encarar o dia. Será, certamente, uma manhã com bem mais disposição.
 
Muita gente costuma passar o dia olhando a caixa de e-mails e redes sociais no trabalho. Isto é um erro. Cada vez que você checa seu e-mail, ou suas redes sociais, está deixando de fazer as outras atividades e, com isso, sua produtividade cai. Segundo o psicólogo Travis Bradberry, o cérebro precisa de, pelo menos, 15 minutos de concentração para entrar no chamado estado de flow, quando toda sua energia está voltada para a execução de uma tarefa. Se o seu trabalho não depende de trocas de e-mails, procure estabelecer horários para a leitura das mensagens, ou se habitue a só fazê-lo depois que concluir uma tarefa. O mesmo vale para as redes sociais, tão utilizadas atualmente.
 

Ser produtivo no trabalho também depende da vida pessoal. Horários certos para acordar, dormir, fazer refeições, exercitar-se e, inclusive, para o lazer: tudo isso é imprescindível, afinal, uma mente cansada ou estressada certamente não será produtiva. Noites bem dormidas resultam em dias com mais disposição. Exercícios físicos são mais do que uma questão estética: fazer alguma atividade regular, por pelo menos 30 minutos ao dia, ativa o corpo e a mente. Se for logo pela manhã, é ainda melhor, pois ajuda a aumentar a produtividade. Para completar, nos períodos livres, é sempre bom investir em atividades de lazer e relaxamento para refrescar a mente. São medidas que levam a uma melhora de desempenho não só no trabalho, mas na vida em geral.

No ambiente corporativo, muito se fala em produtividade. A empresa exige produtividade de seus funcionários, o líder requer de seus comandados; mas, ainda assim, muita gente não sabe que o termo se aplica em diversas áreas da vida. Engana-se quem pensa que ser produtivo é apenas fazer diversas tarefas, como numa corrida contra o tempo. A produtividade está relacionada com os resultados, mas também com os meios de trabalho. Não é só fazer, mas fazer bem feito, economizando tempo e recursos e maximizando a entrega final.
 
Paul J. Meyer dizia que “produtividade nunca é um acidente. É sempre o resultado de um comprometimento com a excelência, inteligência, planejamento e esforço focado”. É uma equação complexa que envolve vários fatores, desde técnicos, até subjetivos. Por isso, é importante estar motivado para aquele trabalho. Assim, você rende mais e se sente bem na atividade. O resultado só pode ser o melhor: um trabalho bem feito e altamente produtivo.
 
Para ser produtivo em qualquer atividade da vida, é preciso, antes de tudo, ter organização. Organizar o dia, o tempo, tudo o que é preciso fazer naquele período. Já experimentou programar seu dia na noite anterior? Definir suas tarefas, seus objetivos, o que você quer alcançar. Estabelecer prioridades e colocar as tarefas mais difíceis no topo da lista é um começo. Assim, conforme elas forem sendo concluídas, o dia vai ficando mais tranquilo com as tarefas mais leves. Além disso, cada pessoa tem um período do dia em que é mais produtiva. Cabe identificá-lo e programar as tarefas mais complexas para aquele horário, quando há mais disposição. Importante, nesse caso, é fazer uma coisa de cada vez, para não se perder. Gerenciar o tempo é essencial para obter melhores resultados.
 
Todos temos maus hábitos, que acabam influenciando na produtividade ao longo do dia. Um deles acontece logo na hora de acordar: o famoso botão de “soneca” do despertador. Este recurso é um vilão da produtividade porque o nosso cérebro “programa” o corpo para estar disposto e alerta na hora em que costumamos acordar. É o nosso relógio biológico. Ao pedir aqueles 10 minutos extras na cama, você está, na verdade, se boicotando, porque perde o timing natural do organismo. O ideal é respeitar o primeiro alarme e já levantar da cama, jogar uma água no rosto e encarar o dia. Será, certamente, uma manhã com bem mais disposição.
 
Muita gente costuma passar o dia olhando a caixa de e-mails e redes sociais no trabalho. Isto é um erro. Cada vez que você checa seu e-mail, ou suas redes sociais, está deixando de fazer as outras atividades e, com isso, sua produtividade cai. Segundo o psicólogo Travis Bradberry, o cérebro precisa de, pelo menos, 15 minutos de concentração para entrar no chamado estado de flow, quando toda sua energia está voltada para a execução de uma tarefa. Se o seu trabalho não depende de trocas de e-mails, procure estabelecer horários para a leitura das mensagens, ou se habitue a só fazê-lo depois que concluir uma tarefa. O mesmo vale para as redes sociais, tão utilizadas atualmente.
 
Ser produtivo no trabalho também depende da vida pessoal. Horários certos para acordar, dormir, fazer refeições, exercitar-se e, inclusive, para o lazer: tudo isso é imprescindível, afinal, uma mente cansada ou estressada certamente não será produtiva. Noites bem dormidas resultam em dias com mais disposição. Exercícios físicos são mais do que uma questão estética: fazer alguma atividade regular, por pelo menos 30 minutos ao dia, ativa o corpo e a mente. Se for logo pela manhã, é ainda melhor, pois ajuda a aumentar a produtividade. Para completar, nos períodos livres, é sempre bom investir em atividades de lazer e relaxamento para refrescar a mente. São medidas que levam a uma melhora de desempenho não só no trabalho, mas na vida em geral.
(*) Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – 

PT aprendeu muito com o velho PFL

Por:Zózimo Tavares

Segue a queda de braço entre o PT do Piauí e os partidos aliados em torno da chapa proporcional para as eleições deste ano. Os aliados querem o famoso chapão, com todos os partidos juntos. Os petistas bateram pé e querem marchar com chapa pura. A posição dos companheiros deixou o governador Wellington Dias entre a cruz e a espada.

Em função do impasse, foi adiada deste último final de semana para os dias 20 e 21 de julho o encontro regional do PT que baterá o martelo sobre a formação da chapa para a eleição de deputado. Ou seja, a decisão final sairá já na véspera da convenção, que será realizada no dia 22 de julho.

O PT tem três cadeiras na Assembleia Legislativa, ocupadas pelos deputados Francisco Limma, Fábio Novo e Flora Izabel. O partido calcula que com a chapa única saltará para cinco ou mesmo seis cadeiras no parlamento estadual.

PFL foi bom nisso!

A posição dos petistas, nesta questão, lembra muito o que houve na eleição de 2002 no Piauí. O governador Hugo Napoleão (PFL) concorria à reeleição. Em seu curto governo, prestigiou a Assembleia, chamando seis deputados do partido para o seu secretariado.

Acontece que, na hora da campanha, os deputados queriam ainda mais espaço no governo. Hugo foi firme: “Todos já estão muito bem locupletados”.

E continuaram assim. Hugo foi derrotado e todos os deputados que ocuparam secretarias renovaram seus mandatos.

Outro caso

Antes, nas eleições de 1994, os deputados do governo também focaram em suas próprias eleições e o inesperado aconteceu: o então ex-prefeito de Parnaíba, Mão Santa (PMDB), se elegeu governador, impondo uma vexatória derrota ao imbatível PFL.

Naquelas eleições, os pefelistas, com a máquina na mão, fizeram os dois senadores e 22 dos 30 deputados estaduais, mas perderam o governo. Humberto Reis da Silveira, decano da Assembeia Legislativa, saiu-se com esta:

– Fizemos o acessório e perdemos o principal.

Em sua defesa, o PT dirá que hoje os tempos são outros!

Estudo jurídico do PT para sustentar candidatura de Lula é do tipo Piada do Ano

Charge do Nani (nanihumor.com)

Daniela Lima
Folha/Painel

Diante das informações de que ministros do Tribunal Superior Eleitoral buscam uma forma de rejeitar a inscrição de Lula na corrida presidencial “de ofício”, sem dar margem para discussão, a direção do PT começou a levantar casos de candidatos que disputaram eleições com registros indeferidos e depois, escolhidos pelo voto, reverteram a inelegibilidade. O estudo, conduzido pelo advogado Luiz Fernando Pereira, usa dados a partir de 2002 e vai sustentar a ofensiva retórica do partido nas ruas e nos tribunais.

O PT sabe que será difícil encontrar apoio à causa, especialmente porque o ministro Luiz Fux, que estará no comando do Tribunal Superior Eleitoral em agosto, quando haverá o registro de candidaturas, já deu declarações que indicam posição contrária à inscrição de Lula.

Por que não eu? Pereira sustenta tese segundo a qual o que existe hoje em relação ao ex-presidente é uma inelegibilidade provisória. Com base no material colhido pelo advogado, o partido produzirá campanhas com o mote “Lula será exceção à regra?”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Chega a ser estarrecedora a incompetência dos supostos “especialistas” em Justiça Eleitoral que servem ao PT. As informações passadas ao Painel da Folha estão cheias de erros. Por exemplo, a declaração “de ofício” não exclui o direito de defesa. Além disso, Luiz Fux não estará no comando do TSE quando a candidatura de Lula for impugnada. Ele deixa o tribunal em 15 de agosto, último dia para registro das candidaturas (até 19 horas). Outro erro crasso do “estudo” dos juristas do PT é citar exemplos a partir de 2002. A impugnação de Lula será com base na Ficha Limpa, que é de 4 de junho de 2010, uma lei promulgada pelo próprio Lula. A impugnação dele não será exceção a nenhuma regra. É tudo conversa fiada. (C.N.)

Salários atrasados: Professores contratados do Estado vão ao Ministério Público do Trabalho

Por: Arimatéia Azevedo

Párias sociais

Professores substitutos, contratados diretamente pela Secretaria da Educação, têm-se queixado de atrasos no pagamento de seus salários. Ademais, eles ainda percebem menos que os professores efetivos (aqueles admitidos no Estado por concurso) e não fazem jus a integralidade de férias e décimo-terceiro salário. Esses profissionais estão hoje vivendo em um limbo jurídico. Não são regidos integralmente pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que lhes garante, por exemplo, o recolhimento de obrigações sociais como FGTS e PIS. O Estado só recolhe deles a parcela da Previdência – ou pelo menos se imagina que o faça, já que ultimamente o governo tem-se valido até de parcelas de empréstimos consignados para manter seu fluxo de caixa. Bem, mas voltando aos professores “celetistas”, sabe-se agora que muitos deles foram bater à porta do Ministério Público do Trabalho, que de ofício tem recusado aceitar suas queixas porque uma decisão do Supremo Tribunal Federal determina que as relações de trabalho com entes públicos que tenham legislação própria devam ser cuidados pelo Ministério Público Estadual. Para piorar, o Sindicato dos Professores do Estado não cuida dos “professores celetistas”, porque isso seria reconhecer a condição da contratação deles, contra a qual o Sinte legitimamente se rebela. Assim, os professores substituto se transformaram em um grupo de milhares de pessoas que podem se converter numa espécie de párias sociais.

Morre escritor Piauiense Herculano Moraes

Por: Kenard Kruel Fagundes

Nesta quinta-feira, 17, as letras piauienses perde um dos seus mais braçais trabalhador: Herculano Moraes da Silva Filho. Um amigo querido, que tanto me ouviu e me ajudou nas horas mais conflituosas de minha vida. Uns dirão, a vida segue. E seguirá sim, porém com esta asa de dor do pensamento.

Jornalista, poeta, crítico literário, romancista e historiógrafo Herculano Moraes dedicou-se, com afinco, no processo pioneiro de interiorização e democratização da cultura, sendo aclamado por uns e rejeitado por outros que ainda consideram o fazer cultural lazer da Casa Grande. Coração aberto, acolhia a todos, da mesma maneira, que tivessem talento ou não. Ele justificava: – “O tempo fará a peneira”. Com o seu falecimento muitos dos nossos escritores terão as suas carreiras paralisadas e os que viriam, não virão mais. Não pela pena dele.

Apesar de ter fundado e pertencer a inúmeras Academias de Letras, tendo presidido várias delas, o seu sonho maior era ser presidente da Academia Piauiense de Letras. Sonho barrado inúmeras vezes pelos senhores feudais da Casa de Lucídio Freitas. Não, jamais ele seria presidente da Academia Piauiense de letras. Estava decretado. O perdão foi feito para pedir mas não para ser dado. E não o deram a ele.
Herculano Moraes é do município de São Raimundo Nonato, sul do Piauí, onde nasceu a 2 de maio de 1945. Herculano Moraes da Silva e Olinda Moraes da Silva

Membro da Academia de Letras do Vale do Longá – ALVAL (sediada em Barras/PI), da Academia de Letras do Vale do Longá (ALVAL), da Academia de Letras da Região de Sete Cidades (ALRESC), com sede em Piracuruca/PI, da Academia de Ciências do Piauí, da Academia Pedrossegundense de Letras e Artes, da Academia de Letras do Médio Parnaíba (com sede em Amarante/PI) e da Academia Piauiense de Letras. Membro da União Brasileira de Escritores – UBE – PI, da Associação Nacional de Escritores (DF), da Associação Piauiense de Imprensa, do Clube do Repórter do Piauí e do Sindicato dos Jornalistas do Piauí. Foi um dos fundadores do CLIP, ao lado de João Henrique de Almeida Sousa, Cacilda da Mata, Hardi Filho, Nerina Castelo Branco, Osvaldo Lemos e Francisco Chagas.

Foi diretor do Theatro 4 de Setembro e da Casa Anísio Brito, em Teresina. Foi Chefe de Gabinete da Secretaria de Estado da Educação. No Governo Lucídio Portella foi nomeado Secretário de Estado da Comunicação. 

OBRAS PUBLICADAS: “Murmúrios ao Vento” (1965); “Vozes Sem Eco” (1967); “Meus Poemas Teus” (1969); “Território Bendito” (1973); “Cantigas do Amor Fundamental” ( 1974); “Seca, Enchente, Solidão” (1977); “Pregão” (1978); “Amor” (1987 e 1989); “Chão de Poetas” (1974); “A Nova Literatura Piauiense” (1976); “Visão Histórica da Literatura Piauiense”, 3 edições (1976, 1982 e 1991); “Fronteiras da Liberdade” (1981), romance; “Legendas” e outros. Foi incluído no livro “A Poesia Piauiense no Século XX” (1995), organizada por Assis Brasil e na coletânea “Piauí: Terra, História e Literatura” (1980), organizada por Francisco Miguel de Moura.
Vá em paz, meu bom amigo. Que Deus tenha em bom lugar. Com fé, esperança e amor.

Fonte:Facebook

Dinheiro que mantém os partidos políticos é da sua conta e são R$ 3,6 bilhões…

Charge do Sinovaldo (Jornal VS)

Gil Castello Branco
O Globo

Os partidos políticos terão nas próximas eleições R$ 2,6 bilhões provenientes de recursos públicos. O valor corresponde à soma dos Fundos Partidário (R$ 888,7 milhões) e Eleitoral (R$ 1,7 bilhão). Além disso, se considerado o montante que o governo abre mão de arrecadar em impostos por conta da veiculação do horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio (R$ 1 bilhão), o dinheiro público que sai do Orçamento ou que deixa de entrar no caixa da União ultrapassa R$ 3,6 bilhões.

Os R$ 3,6 bilhões equivalem às despesas integrais somadas dos ministérios do Meio Ambiente e do Turismo em 2017. É muito dinheiro repartido sempre entre os mesmos. Nos últimos dez anos, os partidos brasileiros renovaram apenas um de cada quatro dirigentes, segundo análise da consultoria Pulso Público. A empresa avaliou a composição das Executivas e Diretórios Nacionais das legendas registradas na Justiça Eleitoral neste período. Como diziam as avós, muda a marmelada, mas as moscas são as mesmas.

SEM TRANSPARÊNCIA – Há dois meses, o Movimento Transparência Partidária divulgou relatório com balanço sobre o nível de transparência dos partidos no Brasil. O resultado foi contundente. Dos 35 partidos registrados na Justiça Eleitoral, o mais bem colocado no ranking obteve a nota 2,5, em escala que vai de 0 a 10.

São precárias, por exemplo, as declarações de despesas e a identificação dos prestadores de serviço, em nível municipal, estadual e federal, e a publicação de dados em formato aberto, de forma a permitir que os cidadãos possam analisar as informações. Também não há clareza na relação dos filiados com os respectivos dados pessoais e no histórico de dirigentes, com as datas de ocupação dos cargos e a forma de escolha.

Além disso, é difícil descobrir quais são as regras para ocupação de cargos nos partidos e como se dá a escolha dos candidatos nas eleições. São raras as listas de funcionários, suas funções, salários, agendas de atividades etc.

SEM FISCALIZAÇÃO – Pela legislação atual, os partidos são obrigados a declarar suas contas para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma vez por ano. Mas a análise e o julgamento dessas contas são bizarros. Há poucos dias, foram julgadas pela Corte, pasmem, as contas referentes ao ano de 2012. A defasagem é tal que sobre essas contas pairavam o risco e o vexame da prescrição, já consumada em anos anteriores.

Os processos relativos aos anos subsequentes avolumam-se no TSE. Há cerca de 1.200.000 páginas pendentes de julgamento.

Ainda que tardios, os julgamentos trazem à tona enormes absurdos. Nas contas de 2011, analisadas em 2017, estavam notas fiscais de barris de chope, vinhos, caipirinha, uísque, jatinhos, banda de rock e até o pagamento a uma consultoria, pertencente a um funcionário do partido, para a realização de um “estudo”, copiado da internet.

IRREGULARIDADES – Ao julgar as contas de 2012 no início deste mês, o TSE determinou que os partidos devolvam mais de R$ 13,3 milhões em virtude de irregularidades na aplicação de recursos do Fundo Partidário. Os maiores ressarcimentos ao Erário terão de ser feitos por PSDB (R$ 5,4 milhões), PT (R$ 1,53 milhão), DEM (R$ 1 milhão), PMN (R$ 922 mil) e PP (R$ 726 mil).

Vale lembrar que para diminuir a papelada, aprimorar e agilizar as análises, em 2006 a Justiça Eleitoral tentou implementar um sistema eletrônico para prestação de contas partidárias, semelhante ao utilizado pela Receita Federal para a declaração do Imposto de Renda. A proposta acabou engavetada devido à forte resistência das legendas.

EMBROMAÇÃO – Os partidos continuaram a enviar suas prestações de contas em papel, usando classificações genéricas para justificar os gastos, como “serviços técnicos”, “manutenção da sede” ou “transporte”, dificultando a identificação exata de como os recursos foram utilizados.

No ano passado, finalmente, as receitas e despesas dos partidos políticos passaram a ser informadas ao TSE por meio do chamado Sistema de Prestações de Contas Anuais (SPCA). Ainda assim, em 3 de abril deste ano, em reunião no TSE, os partidos políticos solicitaram ao presidente do tribunal a suspensão do uso do sistema eletrônico, com o que, felizmente, não concordou o ministro Luiz Fux. Além de manter a ferramenta como obrigatória, o ministro manteve o prazo — que se esgotou em 30/4 — para que os partidos completassem as declarações no sistema.

Pessoalmente, entendo que as informações prestadas pelos partidos devem ser imediatamente divulgadas na internet, em formato que facilite a pesquisa, inclusive em dados abertos. Afinal, o dinheiro dos partidos políticos é da nossa conta.

A linha de praia

Por:Arimatéia Azevedo

O episódio envolvendo a pousada Bob Z, no litoral do Piauí, por conta da construção dita irregular (na visão do SPU) de obras da pousada na chamada linha de praia, dá a exata noção de que boa parte dos 66 quilômetros de praia do Piauí foi ocupada irregularmente.  Na nota da Superintendência do Patrimônio da União no Piauí divulgada ontem, no Portal AZ, mostra que 239 imóveis que se encontram na mesma situação, portanto em posição irregular, fatalmente serão destruídos, conforme a lei, criando, certamente, um cenário de horror no já tão pobre turismo local. O SPU informa que ‘aguarda desfecho judicial para o caso’, como intuindo a se imaginar que em sendo favorável à manifestação do governo, o Judiciário mandará derrubar todas as edificações apresentadas irregulares. Pior é que questões parecidas estão localizadas nos centros mais avançados do turismo como Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Salvador, enfim, onde existir litoral. Os empreendedores têm suas justificativas, embora não satisfaçam aos órgãos do Meio Ambiente, tanto que, a Secretaria do Meio Ambiente do Ceará fechou um dos pontos mais chiques e atrativos da frequentadíssima Jericoacoara, o The Alchymist Beach Club. Sua licença foi suspensa sob o argumento de que estava construída em área de preservação permanente. Muitos entendem a posição desses órgãos como de perseguição. “Geramos mais de 100 empregos diretos e ajudamos a desenvolver o turismo no litoral do Piauí”, diz Bob Ziegert, mas o SPU tem pronta resposta para justificar o que faz: “nenhum empreendimento pode se esconder atrás da justificativa de gerar emprego, renda e turismo para praticar atos ilegais que visem privatizar o uso de espaços públicos ou degradar o meio ambiente”.

Escolha de vice embola a sucessão estadual

Por:Zózimo Tavares

Três chapas com candidatos a governador estão delineadas entre os partidos tradicionais.

O governador Wellington Dias disputa a reeleição com o PT e aliados. O deputado estadual Luciano Nunes, do PSDB, tenta puxar os partidos de oposição para o seu palanque e o senador Elmano Férrer, recém-filiado ao Podemos, busca uma aliança oposicionista para se apresentar como terceira via.

Na formação de suas chapas, esses três pré-candidatos a governador enfrentam dores de cabeça para definir seus vices.

Briga de foice

No palanque do governo, existe uma briga de foice no escuro pela indicação do vice de Wellington nas eleições deste ano. O Progressistas e o MDB estão engalfinhados na disputa. O PTB também reivindica a vaga.

O pré-candidato do PSDB não tem escolha. Ele marchará com um vice que lhe for imposto por um dos partidos aliados.

Já em relação ao pré-candidato do Podemos, a história é diferente. Ele ainda está atrás de um vice e até agora ninguém se apresentou com interesse em figurar como seu companheiro de chapa.

São estas algumas das peculiaridades para a formação das chapas de candidato a governador e a vice para as eleições de 2018 no Piauí.

Treze de Maio – Dia das Mães

Por: Benedito Gomes(*)

Neste ano de 2018 o dia treze de maio está completo de alegrias, sorrisos, abraços, parabéns e religiosidade. Tudo pela coincidência, dia das mães e o dia de Nossa Senhora de Fátima.

A religião católica comemora no dia treze de maio, o dia consagrado a Nossa Senhora de Fátima, cujo nome vem da aparição da imagem aos pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta.

Os pequenos pastores viram a imagem flutuando sobre árvores no dia treze de maio de 1917, em um lugar chamado Cova da Iría, região de Fátima em Portugal. De lá para cá o mês de maio ficou conhecido como mês de Maria, mês das mães e no dia treze é comemorado o dia de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Este ano, como fazemos sempre, no segundo domingo de maio, prestamos uma justa homenagem a uma pessoa muito querida, amada e respeitada e que todos nós temos a felicidade de cham-la mãe ou mamãe.

O nome mãe traz segurança. Mãe é um nome doce, é um nome que pode ser pronunciado em qualquer lugar. Mãe, mesmo não sendo beatifica ou canonizada. Mãe é uma santa. O poeta maranhense Catulo da Paixão Cearense em uma de suas poesias escreveu este lindo verso: “eu vi minha mãe rezando, aos pés da Virgem Maria, era uma santa escutando, o que a outra santa dizia”. Emocionante!

Mãe é a pessoa forte na família, como alguém escreveu certa vez: “mãe é a rainha do lar”. Nos momentos de alegria ela administra a festa com delicadeza e sabedoria. Também quando bate a tristeza, no momento de aflição, ali está a mãe com uma palavra amiga, com um conselho recheado de ternura. A voz da mãe tem som inconfundível, é sempre reconhecido pelos filhos sejam humanos ou não.

Reúnam-se todos façam uma bela festa composta por alegria, sorrisos, gentileza e outros componentes do grupo educação e não esqueçam de acrescentar simplicidade.

Parabéns mamães! Tudo de bom, felicidades!!!

(*)Benedito Gomes

Contador

Tem que ser coisa boa a perder de vista.

 

 *Por Pádua Marques

 Quando fui estudar em Fortaleza, uma das coisas que, logo na viagem, assim de cara, mais me impressionou foi a rodoviária. Ainda quase um menino, nunca havia saído daqui até o Buriti dos Lopes, tinha pouco o que contar de minha terra. Eu e meus colegas ficamos de boca aberta, de queixo caído com aquela beleza de arquitetura, suas colunas, passarelas, amplos espaços de circulação, ônibus chegando e saindo de tudo quanto era canto, guichês bem localizados e tudo o mais.

Nada lembrava aquilo que deixamos na capoeira da Parnaíba e que alguns sossegados achavam ser a cidade mais desenvolvida do mundo. Uma agência de ônibus na esquina de uma rua, a Humberto de Campos e que fazia o papel de rodoviária. A outra agência, dita do Marimbá, com destino a Teresina, ficava nas proximidades da Álvaro Mendes. Tudo como uma cidade pequena queria ser e que se acostumou ainda por muitos anos sendo.

Fortaleza nos impressionou pelo tamanho, a quantidade de carros, edifícios de vários andares, avenidas, supermercados imensos, praças e restaurantes de excelente aspecto, lojas grandes e elegantes. Nem pareciam a nossa acanhada rua Marechal Deodoro com sua Pernambucanas, Armazém Bandeirantes, O Ditador da Moda, Casa dos Esportes e mais lá na praça da Graça, a Casa Cristino e a Rosemary. Isso era tudo e tudo o que nós da Parnaíba tínhamos de melhor.

Depois de Fortaleza fui estudar e trabalhar no Rio de Janeiro e lá acabei me acostumando com toda aquela imensidão de coisas grandes. O Maracanã, o aterro do Flamengo, a Mesbla, ponte Rio-Niteroi. Ficasse aqui contando nos dedos não haveria de ter dedo nas mãos e nos pés que desse conta de tanta coisa grande que vi na vida e pelo mundo onde andei. Fui me estabelecer em São Paulo e aí foi que a coisa ficou num ponto que depois jamais me acostumei com mesquinharia.

E foi essa vontade que tive de um dia se tivesse condições, eu faria pela Parnaíba se tornar grande, igual o mundo que vi lá fora e que me deu ideia de desenvolvimento, de progresso. Uma cidade cheia de bons e grandes edifícios, escolas, universidades, avenidas, terminais de cargas, ônibus, estações de passageiros, bancos, teatros, estádios, shoppings, enfim tudo aquilo que a gente sonha ser bom num lugar pra se viver e principalmente onde corre dinheiro.

Nessa semana andei sabendo que o prefeito Mão Santa, meu conterrâneo e colega de Academia Parnaibana de Letras, sonha construir um dos empreendimentos mais significativos de uma cidade que preste, um centro de convenções. Faz tempos que eu venho falando isso desde que aqui cheguei. Quem procurar nos jornais daquela época vai encontrar estas minhas cobranças com relação a um centro de convenções pra Parnaíba.

Não se entende uma cidade já do tamanho da Parnaíba, onde todo que é santo dia tem coisa acontecendo, realizar eventos de qualquer ordem e tamanho tendo que usar auditórios do tamanho de uma casca de ovo. Eventos que, se forem convidadas trezentas pessoas e se chegar uns poucos a mais, vão certamente ficar lá fora ou em pé. Mas bom que se diga de uma vez por todas: um centro de convenções, assim como outros empreendimentos, é um equipamento próprio de iniciativa privada.

Não é coisa pra ser gerenciada por prefeitura ou qualquer tipo de órgão de governo. Governo não sabe dirigir nem ele próprio. Se sair esse centro de convenções, digo mais, que se passe em seguida pra uma empresa privada com capacidade e experiência. Se sair mesmo esse centro de convenções, que seja grande e coisa boa a perder de vista! Porque de coisas pequenas já bastam algumas ideias que se materializaram e perpetuaram na Parnaíba. *Pádua Marques é jornalista e membro da Academia Parnaibana de Letras.

 

 

Na Bíblia há fenômenos mediúnicos, mas os cristãos silenciam sobre eles

José Reis Chaves
O Tempo

Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, é um ser humano desencarnado. Portanto, um contato com ela na verdade é com seu espírito. Isso é um fenômeno mediúnico que dispensa comentários. E fica claro também que, nas aparições de Fátima, em Portugal, Lúcia, Jacinta e Francisco eram médiuns videntes. A mediunidade é universal e existe desde que o homem existe. Ela é inata, embora sua manifestação possa ocorrer em diferentes fases da vida, inclusive nos últimos momentos antes da morte.

A literatura mundial de todos os tempos é rica de registros de pessoas que conversam com as que já morreram e que lhes aparecem. E mediunidade não é característica de santidade.

MEDIUNIDADE – Pessoas de qualquer religião, ou sem nenhuma e mesmo ateias podem ser médiuns. Toda pessoa tem um pouco de mediunidade. E há as que a têm num grau especial ou ostensivo. São as que incorporam espíritos que enviam mensagens escritas, por meio delas. São os médiuns psicógrafos. Existem também os médiuns de psicofonia, através dos quais, espíritos falam em discursos, palestras e até para a formação de livros. E, desde os anos 50, mais ou menos, as falas são gravadas e, depois, ouvidas e passadas por escrito.

Na Bíblia, há vários fenômenos mediúnicos que muitos líderes cristãos que os percebem ficam em silêncio sobre eles. É que uma lei de Moisés, não de Deus, proíbe o contato com os espíritos (Deuteronômio capítulo 18). E muitos desses líderes religiosos ainda hoje confundem esse verbo proibir com o existir.

SÓ O CONTATO – Ora, Moisés só proibiu o contato com eles. Ele não diz que o espírito não existe. E essa proibição até confirma que o contato existe mesmo, pois Moisés não era maluco de proibir uma coisa inexistente! E ele proibiu o contato com os espíritos dos mortos e não com outra suposta categoria de espíritos. Ademais, os demônios, “daimones” no grego, língua original do Novo Testamento, são os espíritos dos mortos, e entre os quais há sim os maus ou ainda impuros, mas há também os bons e até os santos. No entanto, lamentavelmente, muitos dos líderes religiosos que sabem do que estamos falando, não esclarecem essa questão para seus fiéis. E disso vão prestar contas. Um erro, mesmo sendo antigo, não se justifica!

Na Bíblia, há muitos exemplos de fenômenos de aparições e manifestações de espíritos dos mortos. Referindo-se a Samuel, diz ela que ele, até depois de morto, profetizou (Eclesiástico 46: 20). Com a médium de En-Dor, temos um exemplo dessa verdade, quando Samuel, já desencarnado, manifesta-se a Saul (1 Samuel capítulo 28).

JESUS E PAULO – E até Jesus, depois de sua morte, comunica-se com Paulo, na estrada de Damasco, o que é também um fenômeno espírita ou mediúnico. Há, sem dúvida, uma grande diferença entre essa manifestação do Espírito do excelso Mestre e as dos espíritos de outros seres humanos. A própria luz, através da qual Jesus se manifesta a Paulo, o comprova, pois ela era tão intensa que Paulo até ficou cego. Depois, ele foi curado por Ananias. É muito comum os Espíritos se apresentarem em forma de luz ou fogo. E quanto mais perfeitos eles forem, mais brilhantes são as suas respectivas luzes. Não é, pois, surpreendente que a Luz do Espírito de Jesus seja tão brilhante a ponto de provocar cegueira.

Mas o que queremos destacar é que, se os fenômenos espíritas ou mediúnicos são tão verdadeiros que estão até na Bíblia, por que os de Nossa Senhora de Fátima não poderiam ser também da mesma natureza mediúnica?

De quem é a responsabilidade?

*Julio Gavinho

A GloboNews informou-me que os moradores do prédio que ruiu depois do incêndio em São Paulo, eram mantidos cativos no imóvel à noite, entre 23:00 e 06:00. A coordenação, manutenção, operação e cadastro dos moradores do prédio federal invadido eram feitos pelo MTST que além do cárcere, cobrava uma “taxa de manutenção” dos moradores/invasores. Os MTST são os maiores Stalinistas fora da Rússia, depois do próprio Stalin. A apropriação da miséria pela organização politica que clama por representá-la. O “dia da marmota” comunista, repetido a 100 anos só para o bem da cúpula do partido.

Ao menos um morto e vários feridos podem ser colocados na conta deste grupo. 150 Famílias, com cerca de um quarto de estrangeiros. 

Ok, não sejamos tão duros com eles: divida aí esta tragédia em quatro quartos sendo um do MTST e de sua organização desorganizada que incitou a invasão de um imóvel inabitável; outro quarto para a prefeitura que catalogou os moradores na sua “cota particular de miseráveis” mas tampouco fez qualquer coisa para preservar a vida; mais 25% na conta do governo do estado de SP que permitiu através dos bombeiros e da defesa civil, que estas pessoas habitassem um imóvel em condições pré-ruína e, finalmente; o quarto final no governo federal, dono do imóvel que fez ouvidos moucos aos gritos de desespero das famílias invisíveis as benesses do Planalto.

Se eu pudesse criar um quinto quarto, dadas as proporções exageradas da quase tragédia, eu reservaria para você. Você que gasta sua energia com o topo da administração, seja o supremo, o congresso ou o palácio, e se esquece do mal que corrói nossa sociedade bem aqui, ao alcance do nosso braço.

Estamos condenados.

*Julio Gavinho é  executivo da área de hotelaria com 30 anos de experiência, fundador da Doispontozero Hotéis, criador da marca ZiiHotel, sócio e Diretor da MTD Hospitality

Devido às alianças estaduais, o PT não pode tratar Ciro como inimigo…

Ciro disse que Gleisi Hoffmann é digna de pena

Daniela Lima
Folha/Painel

Num coro de desafinados, dirigentes do PT começam a manifestar preocupação com o tom de integrantes do partido que, para interditar debate sobre um plano B na eleição presidencial, constrangem o candidato Ciro Gomes (PDT). A cúpula da sigla vetou projeção de cenário que não se restrinja a Lula, mas uma ala entende que o pedetista não deve ser tratado como desafeto nem exposto de maneira desnecessária, inclusive para não prejudicar alianças nos estados ou em um segundo turno da disputa pelo Planalto.

A posição do PT em relação a Ciro Gomes mobilizou debates na última semana. A diretriz da sigla é dar o assunto como encerrado.

“Não se cogita outro candidato. Nossa prioridade é libertar o Lula e finalizar o plano de governo. Agora, Ciro Gomes não é inimigo e não deve ser tratado como tal”, diz Emidio de Souza, tesoureiro do PT.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A situação do PT é complicadíssima. A prisão de Lula colocou o partido de cabeça para baixo, porque ele pode aparecer na TV, no início do horário gratuito, a 31 de agosto, mas somente com imagens de arquivo. E ficar no ar por cerca de 12 dias, apenas, até a cassação do registro da candidatura. E os petistas vão votar em quem? Qual é o Plano B? (C.N.)

O mal só acontece com os outros

Por: Pádua Marques

Não foi aqui por perto, mas bem que poderia ter sido. Digo daquele terrível incêndio dia 1º de maio, Dia do Trabalho, no início da madrugada no centro de São Paulo. Um cortiço, desses que se multiplicam feito cogumelos nas grandes cidades e onde moram milhares de pessoas e de famílias. Famílias miseráveis, de gente sem emprego formal, vindas de tudo quanto é canto e que vive igual bicho bruto dentro de carroceria de caminhão, uns por cima dos outros, na maior promiscuidade.

Nesses cortiços, iguais a esse do incêndio de São Paulo, se alguém tiver coragem de entrar, certamente vai sair com outra visão de mundo e de pobreza. Portas feitas de papelão ou de caixotes, varais cheios de cuecas de pedreiros, chambres de velhas, cueiros de meninos com cara de fome e querendo peito.

Uns mais lá na frente fazendo churrasco e bebendo cachaça, fumando maconha ou crack. Uns mais adiante assistindo televisão o dia inteiro. Homens, mulheres, crianças e até mocinhas dormindo na mesma cama ou o que se pode chamar de cama. É mais um edifício que pegou fogo e levou pra debaixo do chão e transformou em cinzas todos os poucos pertences dessas famílias, desses moradores de rua que ocupam algum canto procurando abrigo na hora de dormir e que no outro dia vão à procura do que fazer.

Nesses escombros em que se transformou tudo naquela madrugada, alguém pode encontrar camisas do Corinthians ou do Palmeiras, copos de plástico, panelas, televisão, geladeira, fogão, enfim, tudo o que pobre junta tão logo pega em dinheiro pra ir passando.

A população de rua, de desvalidos, miseráveis, de gente com pouca ou nenhuma ocupação, anda crescendo nas cidades, sejam grandes ou médias. Pobreza não escolhe cara, geografia e nem nacionalidade. Pobreza judia de gente e faz gente sofrer. Podemos imaginar a situação dessas pessoas e famílias, nesse exato momento. Com a mão na cabeça sem qualquer referência de quem foram, são e de onde vieram. É bom que as prefeituras, inclusive Parnaíba, passem a olhar com olhos de prudência pra essas ameaças de ocorrência e situações.

Estes moradores de rua que estão se transformando numa caixa de problemas pra os programas de assistência social, alguns deles, senão a maioria tem histórico de delinquência, desajustes sociais em maior ou menor grau. Ninguém nesses cortiços e tendo vida de dificuldades, pelo que se sabe, saiu de um convento ou está querendo ir pra um.

Mas não seja por isso que nós cidadãos, que temos todo dia, casa, comida pra comer, televisão pra assistir a novela e cama pra dormir, vamos apontar o dedo e discriminar fechando as portas da nossa sensibilidade. Portanto, vamos ficar atentos. Hoje foi São Paulo. Amanhã pode ser o Rio de Janeiro. Depois pode ser outra cidade. Necessário que os órgãos de assistência social fiquem atentos porque na hora que a labareda de fogo vem no rumo de um, pega quem está na frente e não escolhe cara e nem religião.

(*) Pádua Marques – jornalista e escritor

Dilma, Aécio, Pimentel… Os políticos mineiros não são mais os mesmos…

O PSB fez um cartaz gozando seus adversários

Eliane Cantanhêde
Estadão

Minas Gerais é um dos três principais Estados da Federação e tinha fama de ser, historicamente, o maior celeiro de políticos matreiros e competentes do País, as tais “raposas políticas”. Porém, se o Rio vive um caos e a eleição presidencial é uma grande interrogação, a situação de Minas não é nenhuma maravilha e a campanha no Estado é igualmente incerta.

Terceira maior economia do País, segunda maior população e segundo maior eleitorado (quase 11% do total), Minas continua sendo definidor de eleições presidenciais, mas seus principais partidos estão machucados e seus mais lustrosos líderes políticos andam em maus lençóis, devendo muitas explicações à Justiça, à Assembleia, à opinião pública.

SURPRESAS – Diferentemente de São Paulo e Rio, Minas aparece pouco na grande mídia e, em 2014, as análises políticas partiam de duas premissas: Dilma Rousseff ganharia no Nordeste e Aécio Neves levaria fácil em Minas, mas ele perdeu no primeiro e segundo turnos no seu Estado e seu candidato ao governo, Pimenta da Veiga, sofreu derrota fragorosa. Para arrematar, a aposta de Aécio perdeu feio, dois anos depois, para a prefeitura de Belo Horizonte.

De outro lado, Dilma ganhou no Nordeste e em Minas, seu Estado de origem, apesar de ser gaúcha por adoção, e seu ex-ministro, conselheiro e amigo Fernando Pimentel levou o governo e assim dividiu o “Triângulo das Bermudas” pelos três principais partidos: São Paulo manteve o PSDB, Rio continuou com o agora MDB (apesar de tudo…) e Minas foi do PSDB para o PT.

TERCEIRA VIA – A guerra entre PT e PSDB é particularmente encarniçada em Minas, mas o resultado é que quem levou a prefeitura da capital em 2016 foi o empresário e dirigente desportivo Alexandre Kalil, do insignificante PHS, que se tornou o mais lustroso “outsider” da eleição no País, apresentando-se como apolítico e apartidário.

Kalil é, assim, o maior exemplo de que em Minas não se fazem mais políticos como antigamente, ou como Afonso Arinos, Milton Campos, Gustavo Capanema, Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves e Itamar Franco, que tinham lá suas idiossincrasias, mas com imensa liderança ou matreirice política.

Os ex-governadores e ex-presidentes do PSDB Eduardo Azeredo e Aécio Neves estão mal, um com o pé na prisão, o outro réu no Supremo. E a Assembleia Legislativa acaba de acatar o pedido de impeachment do petista Fernando Pimentel, candidato à reeleição contra o ex-governador tucano Antonio Anastasia, caçado a laço pelo presidenciável Geraldo Alckmin. A contragosto, ele cedeu.

CASO ANASTÁSIA – E por que tanto empenho do PSDB por Anastasia? O PT reina no Nordeste, o Rio virou a casa da mãe Joana, Álvaro Dias capitaliza o desencanto com Aécio no Sul e Jair Bolsonaro embrenhou-se pelo Centro-Oeste. Alckmin só terá chance se, além de recuperar São Paulo, conquistar Minas – algo que nem Aécio conseguiu.

Como complicador tanto para tucanos quanto para petistas, Dilma Rousseff resolveu aproveitar o jeitinho do Senado, que lhe cassou o mandato, mas manteve a elegibilidade, e quer disputar o Senado por Minas, apesar de alternar residência entre Rio e Porto Alegre. Se tende a tirar votos do PSDB, ela já entra rachando a aliança entre PT e MDB.

VICE IDEAL – Depois do impeachment de Dilma e do colapso político de Aécio, os dois mineiros do segundo turno de 2014, sobra como consolo para Minas ser ainda o Estado mais cobiçado na escolha de vices. O empresário Josué Gomes da Silva é o melhor exemplo.

De um Estado-chave, dono de uma das maiores fortunas do Brasil e filho do vice de Lula, José Alencar, ele se filiou a um partido, o PR, e tem tudo para ser o vice ideal e salvar a imagem da política mineira em outubro. Só falta o principal: querer.

Insatisfação generalizada: até quando?

Por: Janguiê Diniz*

Insatisfação é uma palavra que tem estado no vocabulário brasileiro por um tempo talvez longo demais. Escândalos de corrupção, medidas econômicas polêmicas e a escalada da violência nas cidades vêm fazendo com que muitos percam aquele “orgulho de ser brasileiro” que tanto  enchia os nossos olhos. Há razões para acreditar no futuro melhor? Sempre há. Mas a realidade nos faz pensar o contrário cada vez mais.
É clara a insatisfação com a política nacional. Não escapa ninguém. Sejam da situação ou oposição, os políticos são alvos constantes de críticas – e alguns acabam pagando pelos pecados de outros. Sejamos francos: é difícil não falar mal da classe política frente a todos os escândalos que vemos diariamente nos noticiários. A impressão é que eles passam mais tempo se defendendo de acusações do que fazendo seu trabalho – aquilo para que foram eleitos, ou seja, cuidar dos interesses da população. O próprio governo de Michel Temer amarga níveis baixíssimos de popularidade e aprovação, com algumas medidas impopulares que não parecem estar produzindo os resultados esperados.
Muito se fala da falta de identidade dos partidos políticos, e até mesmo do crescente número deles – a cada momento vemos surgir uma nova sigla ou, mais recentemente, denominações com palavras. Não se sabe mais, no entanto, se os novos grupos surgem para representar demandas de partes da sociedade ou simplesmente para dar voz aos interesses dos próprios membros. Parece que a ideologia política passou a ser cada vez menos importante, o que aumenta a sensação de distanciamento entre representantes e representados.
O aumento astronômico da violência também é algo que assusta e causa indignação. Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte foram os estados que mais tem sofrido com esse fato, mas a situação é generalizada. A intervenção militar na capital fluminense, embora tenha sido autorizada com foco no combate ao tráfico organizado, tem recebido duras críticas da população local por possíveis excessos cometidos pelas tropas, principalmente nas favelas. O brutal assassinato da vereadora carioca Marielle Franco  de seu motorista Anderson Gomes chocou profundamente a todos. Ela que lutava pelos direitos de todos foi claramente silenciada. As investigações prosseguem e nenhum culpado foi encontrado até agora. Um crime como esse ficar sem solução só faz crescer a descrença e revolta na população.
O princípio básico da democracia é primar pelo bem comum e pela igualdade econômica, política e social. Democracia não se sustenta sem diálogo. Assim, os anseios da população precisam ser ouvidos. As dificuldades pelas quais passamos atualmente, tanto na política, quanto no meio social não irão acabar com nosso país, mas também não podemos deixar que as forças que tentam a todo custo fazer o Brasil retroceder se fortaleçam. A mudança começa em cada um de nós, por meio da consciência e da cobrança efetiva aos que nos representam na política. Devemos exigir não apenas uma política mais justa, mas precisamos trabalhar por uma sociedade mais ética.

Quem leva João Vicente a sério?

Por:Paulo Fontenele

O ex-senador João Vicente já deu inúmeras provas de que esse seu projeto de sair candidato a governador não possui qualquer consistência mas mesmo assim prossegue agindo como se estivesse num picadeiro e não numa arena política, onde a corrida dos candidatos para viabilizarem suas candidaturas se dá num contexto bem objetivo. Sem espaço em outros partidos, JVC buscou retornar ao PTB com a condição sine qua non de não ser candidato – exceto na chapa governista –, aceitou mas não a está respeitando.

É constrangedor para o próprio PTB, que está pleiteando ao governador Wellington Dias a indicação da vaga de vice-governador, um integrante de seus quadros, no caso a principal figura, prosseguir numa articulação com vistas a uma candidatura ao governo sem delegação do partido. Sim, João Vicente está por conta própria nessa aventura quixotesca de candidatura criando embaraços para a cúpula petebista, que esta semana terá um encontro com o governador para tratar da aliança PT/PTB.

Por essa movimentação, João Vicente desrespeita até mesmo um acordo com as bancadas estadual e federal de que se filiaria ao PTB mas esqueceria essa idéia de candidatura própria mas não votaria em Wellington Dias. Não votar o governador é um direito seu, ninguém o obrigará a isso, mas insistir em sair candidato ao governo no instante em que o partido conversa com o governador joga por terra a confiança que o partido colocou nele para não se envolver no processo contra a estratégia definida.

A última do ex-senador foi reunir partidos sem estrutura em seu escritório para depois divulgar que pediu tempo para anunciar sua candidatura depois de receber o resultado de uma pesquisa de intenção de votos que encomendou. Ele omitiu o nome do instituto mas até onde se sabe são poucos os institutos em que se pode dar credibilidade aos seus resultados, principalmente aqueles que em 2014 apontavam que a disputa para o governo entre Dias e Zé Filho teria segundo turno.

Bom para João Vicente que ainda tem partidos políticos no Piauí que se dão ao trabalho de ouvi-lo falar de candidatura própria e de sua “disposição” de ser candidato a governador. Esses partidos – todos nanicos e a maioria sem qualquer estrutura – deveriam avaliar as próprias declarações passadas do ex-senador em que diz e repete que será candidato se a oposição se unir em torno do nome dele formando uma chapa única para a disputa do governo contra o governador Wellington Dias.

No atual estágio do processo eleitoral, a oposição nem dá ouvidos ao que diz João Vicente porque já não o leva mais a sério. O próprio candidato a governador Luciano Nunes e o ex-governador Wilson Martins são consciente de que o PTB jamais deixará o governo se aventurar com João Vicente numa candidatura. É duvidoso até mesmo acreditar que todos esses partidos que foram à reunião levam o ex-senador a sério. Pelo mesmo motivo. Daí se duvidar que daqui até as convenções, ele se lançará candidato.

Primeiro de Maio – Dia do Trabalho

Por: Benedito Gomes

Bom dia, patrão! Hoje é o dia mundial do trabalho, sinal que se trabalha no mundo inteiro. O primeiro de maio, qualquer que seja o dia da semana, é feriado em homenagem ao trabalho. E nós trabalhadores fazemos a festa, afinal, é o dia que engloba todas as profissões do ser humano.

Uma justa homenagem a um ser invisível. Você não ver o trabalho, você ver o resultado, que sempre é benéfico, gratificante e rendoso. Qualquer que seja a atividade, quando se chega ao final e vimos o que se produziu, ai nos sentimos felizes e dizemos: aqui está o resultado do meu trabalho. É gostosa a realização de mais uma obra executada em benefício de todos.

Quando se fala dia do trabalho vem aquela imagem de uma fábrica, com operários entrando e saindo, sem parar. Pensamos em uma grande empresa com centenas de trabalhadores, com carteira assinada, enfim, muita gente pensa que dia do trabalho é o dia do empregado. Não é por ai. No dia primeiro de maio o homenageado é o trabalho e não o trabalhador. Toda profissão é honesta e todo trabalho é digno. O conjunto, profissão e trabalho, gera desenvolvimento, gera riqueza, traz bem estar a todos os seres, humanos ou não. Capital e trabalho são companheiros. A circulação de um depende do esforço do outro.

Mas, iniciei este texto cumprimentando o meu patrão. Sabe com quem estou falando? Com você, povo parnaibano e de outras cidades do Piauí, Ceará e Maranhão, para quem trabalho. Há cinquenta anos faço o possível para que meu patrão esteja sempre satisfeito. É com o capital do patrão e o trabalho do empregado que a economia funciona. Para isso dar certo é preciso que ambos estejam confiantes em seus objetivos e que um tenha pelo outro respeito e honestidade. Existe o trabalho formalizado, aquele que é exigida a “carteira de trabalho, CPF, RG, título de eleitor, atestado ocupacional e mais e mais”. E existe o trabalho informal. Na informalidade não há burocracia, tudo é feito com simplicidade. A execução do trabalho se faz conforme o combinado e a remuneração é sempre imediata.

São centenas de categorias profissionais, formal, informal, liberal e outras, mas, todos nós exercemos o que hoje comemoramos: o trabalho. Nós trabalhadores informais ou liberais, não temos carteiras assinadas; somos empregados do destino. Não temos dia e nem hora para trabalhar. Parabéns primeiro de maio! Parabéns, trabalhadores! Parabéns, Patrão! Vocês merecem!!!

Somos iguais e somos felizes, porque trabalhamos

Benedito Gomes

Contador – UFPI

 

Piauí possui o menor percentual de lares ligados à rede de esgoto

Por:Cláudia Brandão

O século XXI, ao contrário do que se esperava, não veio acompanhado do progresso social no que diz respeito aos serviços básicos oferecidos à população. Pelo menos, não aqui, no Piauí. É o que retrata o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE.

De acordo com a pesquisa, o Piauí apresenta a menor proporção de domicílios no país com rede geral ou fossa séptica ligada à rede geral de esgotamento sanitário, com apenas 8,9% das residências do estado usufruindo desse serviço. Nos vizinhos estados do Maranhão e Ceará, a proporção é bem maior. Enquanto o Maranhão apresenta um percentual de 19,5% dos lares ligados à rede de esgotos, no Ceará esse índice alcança 44,9%.

Nem mesmo o fornecimento diário de água é garantido à totalidade dos lares piauienses. Na verdade, com relação a esse serviço, houve uma queda de 2016 para 2017. Até 2016, segundo o IBGE, havia 93,8% dos domicílios piauienses com disponibilidade diária de água, mas esse percentual caiu para 91,3% no ano passado.

Ora, água potável e saneamento básico são dois indicadores fundamentais para a saúde pública. Se a população não dispõe desses dois serviços, as condições de higiene tornam-se precárias e as de saúde, idem. Não é a toa que os postos de saúde vivem lotados de pacientes com mazelas perfeitamente evitáveis se houvesse condições dignas de saneamento em casa.

Paradoxalmente, enquanto menos de dez por cento dos domicílios piauienses estão ligados à rede de esgoto, 50,3% estão conectados à internet. Quem sabe, agora, com mais acesso à informação, os piauienses possam cobrar dos seus gestores o investimento necessário em serviços essenciais como água e saneamento básico.