Quem cala consente

Pelo fim da violência contra a mulher

Não basta comemorar, lembrar e festejar o dia ou mês das mulheres – 8 de março –, sem enfrentar as causas de violências contra as mulheres. É preciso sensibilizar a sociedade sobre as formas de violência de gênero, tirando-a da letargia, da passividade e da conivência.

Não adianta se dizer desfavorável às formas de violências contra às mulheres, sendo um agressor, omisso ou permanecer estático frente aos estupros, humilhações, feminicídios, agressões e ofensas. Urge romper, em definitivo, com a ideia de que o ciúme, a sensação de posse, a necessidade de controle e de que a mulher deve satisfazer o homem.

Assim, é essencial compreender as causas e discutir sobre a questão, para ser possível desconstruir comportamentos violentos e instaurar uma convivência respeitosa entre homens e mulheres, enfrentando a violência de gênero com inteligência e ações cotidianas.

É fundamental uma política pública de educação de enfrentamento das violências contra às mulheres, como tema transversal da educação infantil até a pós-graduação, para ensinar como prevenir e denunciar os casos, além de criar redes permanentes de apoio e de acolhimento das vítimas. Pois, quem silencia, com quaisquer formas de violências contra às mulheres, tem parte nessa hecatombe humana – violência física; violência psicológica; violência sexual; violência patrimonial; violência moral; violência política de gênero etc.

É necessário e possível enfrentar e controlar os comportamentos agressivos contra as mulheres, pois quando a violência é vista como normal e tolerada pela sociedade, tende a se tornar cada vez mais escancarada e aumentar os casos de feminicídio. Pois têm relações com o machismo e à estrutura patriarcal da sociedade brasileira, cujo enfrentamento vai além de viatura lilás e de visões rasas como a castração química – um modo inútil de vingança de mulheres vítimas contra os homens. Isso não resolve nem controla as causas e a dinâmica do fenômeno social complexo.

Um dos principais problemas para o enfrentamento da violência no Brasil é a insistência em cultivar a mentalidade ultrapassada de que trata-se de uma questão só de polícia, sobrecarregando e subutilizando as forças de segurança a despeito do fenômeno sociocultural complexo, que está na formação do povo brasileiro (DARCY RIBEIRO, 2005). Por exemplo, o enfrentamento – e não o “combate”, que traz a ideia de guerra – das formas de violências contra às mulheres deve ser feito diariamente em todos os espaços sociais, e não, apenas, em situações extremas e pontuais.

As formas de violências contra às mulheres são, em tese, comportamentos socioculturais construídos, assimilados e reformados por práticas de um povo que experimenta uma vida violenta em sociedade por não ter consciência de uma teoria de si mesmo. Ou seja, sem compreender quem somos e o que somos e qual a importância de nosso país no processo civilizatório.

Assim, também, para enfrentar as violências contra às mulheres é essencial que a sociedade brasileira conheça, debata e repense a própria história, para construirmos uma narrativa edificante de nós mesmos, agregando e pactuando valores positivos, profícuos, edificantes harmônicos, solidários e justos.

Outro caminho é discutir, em todos os espaços sociais, 1) o conceito de masculinidade tradicional; 2) abolir expressões machistas; 3) não aprovar piadas machistas; 4) ouvir as mulheres; 5) incentivar a liderança de mulheres; 6) equiparar salários de homens e mulheres; 7) não julgar e revitimizar as mulheres.

Portanto, trata-se de um processo contínuo de desconstrução de padrões, de comportamentos inaceitáveis, torpes e machistas. E, quem cala consente.( Por:Arnaldo Eugênio/Pensar Piauí)

OBS: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do pensarpiaui.

Prisão de latrocida em Blitzs mostra que segurança precisa atualizar mandatos em aberto

Por:Silas Freire

A prisão de condenado pela Justiça, por roubo seguido de morte, mostra que estratégia de captura de elementos com mandatos de prisão em aberto não está eficaz. Elemento de iniciais, A.F.B., transitava livremente com 20 anos de condenação e dois mandatos de prisão em aberto. Agora, acreditamos que nosso aparelho de segurança fará um esforço para cumprir os mandatos de prisões em aberto, principalmente de criminoso contra a vida e praticante da modalidade criminosa que aterroriza a sociedade, que é o assalto.

As autoridades estão buscando estratégias eficazes para o combate à violência, embora a blitzs estáticas tenham caído de moda e seja repudiada pela população. O caminho é buscar aprimoramento. Em outros estados já não se aprende carros de cidadão com documentos atrasados nessas abordagem policial, se notifica em um sistema, e em uma segunda abordagem se não regularizado, são apreendidos. Até porque a intenção é prender bandidos que ameaçam a segurança. A população precisa compreender que as abordagem são necessárias e o Estado que o cidadão tem dificuldades. De mãos dadas se consegue diminuir os índices de crime.

Segurança quer garantir o registro da ocorrência policial 

O secretário de segurança, Chico Lucas, chegou a dizer no final de semana que o policial que dificultar o registro de um boletim de ocorrência poderá perder até o emprego. As autoridades estão corretíssima em otimizar a denúncia, mas tem que ter resolutividade porque se não, desmotiva a população que as vezes registra o crime na unidade policial, mas não ver resposta. Mas, Chico Lucas estabelecerá uma espécie de teto de meta para as distritais para unificar atenção  à população, e ainda será criado a central de B.O. Ótima ideia, mas tem que ter solução!

Fonte: reprodução

A campanha eleitoral acabou e não disseram para o Mão Santa

Enquanto pululam as reclamações, com relação à desorganização nas escolas municipais neste início de ano letivo, a prefeitura de Parnaíba continua sendo usada para fazer propaganda política da deputada estadual Gracinha M. Sousa Nunes, que parece ainda estar em plena campanha aproveitando, como aproveitou, da máquina administrativa municipal para angariar votos. É bom avisarem o Mão Santa que não estamos mais em campanha e que ele precisa assumir o comando pleno da gestão. Se está demente, cai fora!

A divulgação de fotos dela nas redes sociais, em meio a alunos da rede municipal de ensino, fica sem sentido no momento em que ela não é nem a prefeita(de fato e de direito, apenas de fato)e nem a secretária de educação. Também não é mais secretária de nada. Estaria no papel de vereadora, fiscalizando o andamento das coisas? E por que não procurou organizar, junto a seu “paipai”, itens como merenda escolar de qualidade, fardamento novo, transporte escolar, equipamentos básicos das escolas, etc. & etc??? Sim, porque o que a prefeitura divulga é mais mentira que verdade. Chega de demagogia e “faz de conta” também na educação, onde em 6 anos de mandato Mão Santa não construiu uma nova escola sequer (fez apenas alguns puxadinhos nas já existentes) e muito menos fez funcionar escolas em tempo integral, conforme promessa de campanha. E ainda falam que esta é uma “gestão modelo”. Só se for modelo de esculhambação. Ora, faça-me o favor!!!! (Por:Bernardo Silva)

 

Educação Municipal: A verdade dos fatos e o que propagam os demagogos da Gestão

Mão Santa transforma em verdadeira “avacalhação” a educação do Município

Ainda nos lembramos que quando a ex-governadora Regina Sousa assumiu o comando do governo do Estado o prefeito Mão Santa, de Parnaíba, disse que o governo estadual era uma avacalhação. Agora, fazendo uma análise dos fatos, relativos ao que se passa na Secretaria de Educação do Município, podemos afirmar que, rigorosamente, “avacalhação” é aquilo em que transformaram a educação municipal. Acompanhe nosso comentário no vídeo abaixo:

PHB: O 2º maior colégio eleitoral elegeu “na marra” dois deputados

Houve uma época em que Parnaíba, com menos de 30 mil eleitores, elegia entre 3 a 4 deputados estaduais, alguns dos quais já saiam eleitos com os votos garantidos dentro do próprio município. Não precisavam buscar votos fora. Hoje, com mais de 100 mil eleitores, só elege UM, no máximo, DOIS representantes para o Poder Legislativo Estadual. Onde está o erro? São os políticos que são ruins ou os eleitores que “aprenderam” vender os votos?

Dr. Hélio & Gracinha -os dois dos mais caros deputados eleitos nas últimas eleições para representarem Parnaíba 

O município de Picos, já há algum tempo, elege pelo menos três deputados a cada eleição, dando lição para Parnaíba. No último pleito, foram 5 os eleitos, enquanto o 2º maior colégio eleitoral do Estado elegeu dois, talvez dentre as eleições mais caras dos últimos tempos. É como o ex-deputado João Silva Neto costuma dizer: não existem mais eleições. O que há é leilão. Vence quem tem mais dinheiro para comprar votos. Reflitam sobre isso. Não seria este o motivo de Parnaíba sempre andar em círculos, ou patinando, enquanto o progresso vai contemplando outras cidade dos mesmo porte dela que dica para trás:? Vejam  Sobral, bem aí, no Ceará!!!!

fevereiro 2014 – Blog do B.Silva

Apesar da maioria dos eleitores locais ser de mulheres, Parnaíba elege apenas duas representantes do “belo sexo”

No âmbito municipal a história se repete. Nem sempre os mais preparados, os mais competentes, são os que se elegem para a Câmara Municipal. Alguns, depois de eleitos não querem mais sair, porque aprendem a economizar os altos recursos que recebem para  comprarem a reeleição. E as mulheres? Apesar de representarem a maioria do eleitorado, são desunidas. Por muito tempo elegeram apenas uma representante para a Câmara Municipal. Às vezes nenhuma. Atualmente apenas duas estão se elegendo e se reelegendo. Nas últimas eleições, uma delas não foi derrotada por muito pouco! Essa é a política de Parnaíba. (Por:Bernardo Silva)

Aos políticos é bom lembrar: 2023 é um ano de muito trabalho! Eleições só em 2024

Apesar de 2023 não ser ano de eleições os desocupados politiqueiros teimam em querer antecipar os fatos e perdem tempo debatendo 2024, um ano que ainda não existe. Aproveitemos o ano presente, que começa de fato depois do carnaval, e façamos nossas reflexões sobre o que deve ser feito, diante de perspectivas nada alvissareiras. Este é um ano para o trabalho.

Daniel Jackson, como novo presidente da Câmara, deve olhar os interesses da população acima de qualquer um outro

Em Parnaíba nossos vereadores estão de recesso. Que também abram os olhos para a realidade, porque ficar pensando apenas nas eleições do ano que vem não é importante para o município. É hora de avançar além dos projetos pessoais de cada um, deixando a reeleição para 2024 e fazendo o que deve ser feito no parlamento: fiscalizar as ações do executivo que parecem estar fora de controle. Como estão as finanças do IPMP- O Instituto de Previdência dos Servidores? Os débitos das secretarias?! E como anda o pagamento dos direitos adquiridos pelos servidores, que Mão Santa se nega a pagar, segundo o Sindicato da categoria?! São mais de 6 anos de embromação!!!

A Câmara Municipal, com 17 vereadores, tem 12 na bancada de oposição. Desses, poucos se manifestam como opositores, realmente. Será que os outros aguardam um aceno da “dona” da Prefeitura – a Gracinha, para voltarem ao colo do governo do município, após receberem as portarias que perderam?!!! Ou se desconstrói essa imagem fictícia e mentirosa da gestão Mão Santa, ou em 2024 ele pode colocar um poste como candidato à sua sucessão e elegê-lo. É pagar pra ver!

Opinião: “Não isentem o Mão Santa dos “desvios” e erros do governo dele”

São muitos os comentários em redes sociais dando conta de que o governo do Mão Santa, prefeito de Parnaíba, virou “casa de mãe Joana”, onde muitos mandam e desmandam, menos ele. E muitos culpam este ou aquele secretário por determinados “desvios” mas fazem questão de dizer que Mão Santa não tem culpa. Tentam blindá-lo,  livrar a cara dele, dizendo que ele não tem culpa de nada, etc & tal. Mas ele é o culpado principal. E se está demente, que saia, vista o pijama, entregue para o vice-prefeito. Para isso é que, quando se elege um prefeito, elege-se também um vice. Ou não é verdade?!!!

Quer dizer que Mão Santa está isento de culpa da nomeação de Fábio Barros, Pé de Pano, Breno Leandro e tantos outros, de história pregressa nada recomendável, ganhando salário de 5 mil reais, em detrimento dos salários pagos a muitas pessoas qualificadas, graduadas e até pós-graduadas, inclusive professores seletistas que ganham salário mínimo. E esta é a gestão  que dizem ser modelo para o mundo.

É preciso que as pessoas avaliem a gestão municipal na sua essência, pensando na cidade acima de tudo. Uma administração municipal de verdade é muito além do que está aí. Os enfeites do natal, as luzinhas acendendo e apagando, que a tantos encantaram, foi só uma maquiagem temporária que deve sair, como saem as pinturas de rostos após um bom banho.

A vida segue, com funcionários municipais reclamando direitos não respeitados; alguns ansiosos, por viverem em ambiente tóxico, de muita fofoca…com pessoas nas calçadas, vendendo qualquer coisa, por falta de oportunidades não criadas no mercado formal. A educação municipal com seus piores índices; a saúde com gargalos nunca solucionados, além dos problemas – sempre os mesmos, quando o inverno chega, com pouca ou muita chuva…. 

E o prefeito Mão Santa, do alto de sua boçalidade ainda diz por aí que “Parnaíba é a cidade que mais chama atenção no mundo”. Sim, é verdade,  chama a atenção por uma vocação natural dela, não por causa do Mão Santa que, só para exemplificar, em 6 anos de governo não resolve um mínimo dos muitos problemas da nossa praia Pedra do Sal. Chega de demagogia barata. A cidade de Parnaíba é bem maior do que as frescuras e os delírios do Mão Santa.(Por: Bernardo Silva)

OPINIÃO: Quem deu e onde foi dada a caneta de Lula é o que menos importa

Desde que o presidente Lula (PT) assinou o termo de posse com uma caneta que, segundo ele, foi presente de um apoiador piauiense dado em 1989 em Teresina, iniciou-se uma polêmica. Conforme publicado por portais do Piauí, pelo menos quatro pessoas já aparecem dizendo que deram a tal caneta ao petista. Não bastasse a “disputa” inusitada pela autoria do presente, há quem questione até mesmo a veracidade da história contada por Lula sobre a caneta que, 34 anos depois, ainda existe e escreve.

Mas, independentemente de quem deu, de onde foi dada ou se a história contada sobre ela é fidedigna aos fatos ou não, apenas uma coisa importa, ou deve importar: os resultados. O que os piauienses verdadeiramente esperam é que a caneta de Lula, seja lá qual for a sua origem, traga resultados para um Estado que carece de muita coisa e ainda está longe de superar mazelas históricas que emperram a nossa evolução e o nosso desenvolvimento. 

Os piauienses esperam, inclusive, que o poder da caneta de Lula seja mais eficiente do que o poder das canetas das gestões anteriores do PT.


Lula exibe caneta na posse (Foto: Reprodução)

Em quase 14 anos de gestões do PT no Planalto, coincidentes com gestões do PT também no estado do Piauí, houve avanços que, à luz da racionalidade, precisam ser reconhecidos. No entanto, com a mesma racionalidade, é fácil perceber que a evolução foi aquém do esperado, o que pode ser comprovado com uma simples análise de números e indicadores que ainda nos deixam em posições bastante desconfortáveis. Poderíamos ter dado um salto grande, mas não demos. Perdemos oportunidades.

Agora, novamente teremos governos do PT no Planalto e no Karnak. É a chance para se fazer diferente e não se contentar com pouco. Não se pode achar bonito sair do último lugar para estacionar no penúltimo ou no antepenúltimo. Que a caneta de Lula, dessa vez, possa dar ao Piauí o que o estado e sua gente realmente merecem, até mesmo em retribuição à estupenda votação que o petista sempre teve por aqui, apesar das nossas agruras persistentes. Não deve nos importar a origem da caneta de Lula, o que deve nos importar é o que ela pode fazer pelo Piauí.

Se usar a caneta para nos tirar dos piores índices de analfabetismo do Brasil, se usá-la para acabar com a pobreza extrema (que nunca teve fim) e para nos garantir um salto de desenvolvimento em infraestrutura, abastecimento, educação, tecnologia e qualidade de vida, aí sim, o Piauí estará sendo verdadeiramente homenageado pela caneta do presidente. É essa a homenagem que queremos.(Gustavo ALmeida)

Opinião:”Chico Lucas não pode repetir a era Abreu”

Por: Silas Freire

Termina no dia 31 a catastrófica gestão da   era Abreu na Segurança Pública do Piauí. Desde 2015, quando o capitão Fábio Abreu tomou posse como deputado federal e licenciou-se para dirigir a Segurança do Estado, foi instalada uma gestão politiqueira. De lá para cá, o que vimos foi uma invasão de facções criminosas no Piauí. Até então vista apenas nos estados vizinhos, Ceará e Maranhão. Com a fragilidade do aparelho investigativo, que passou a ter amigos e inimigos, levou o sistema ao caos. Jovens das principais cidades foram cooptados para o crime criando uma verdadeira guerra na periferia, levando  nossa juventude pobre à condição de assassino ou assassinado. Passamos a ocupar as primeiras colocações em crimes violentos, enquanto isso Abreu patrocinava parte da mídia convencional, a de aplicativos e redes sociais para torná-lo o herói e intocável.

Nos grupos de whatsapp foi criado um exército de pistoleiros de reputação para atacar quem combatesse seu nome como um dos responsáveis pelo crescimento da violência. Chegou ao ponto de elementos tornarem-se profissionais da chantagem, nesse tipo de comunicação, com as bençãos de Abreu, que lhes protegiam nas paredes policiais do Estado. Toda essa cortina de fumaça atrapalhou o verdadeiro RaioX da segurança. Enquanto isso, Teresina e Parnaíba vem se transformando em uma “Medelín” dos anos 90. Em janeiro, começa um novo governo, e com ele a esperança da despolitização da Segurança. O nome indicado para pasta é do jovem ex-PRF, ex-presidente da OAB, e procurador do Estado, Chico Lucas.

Diferenciado pela ligação com o governador eleito, Rafael Fonteles, e por ter pregado em suas falas pós indicação, que não será candidato a nada, e que comandará a segurança com rigor de um técnico, capaz de dar um choque de gestão no setor. Mas, Lucas começa a pecar com algumas recém escolhas, como a da permanência do Delegado Geral, Lucy Keiko, que é a cara da política fracassada da gestão Fábio Abreu, e apontado como operador da política errônea de amigos e inimigos da segurança. Chico Lucas, pelo o que tem se visto, tem mantido também ligações amistosas, com a conhecida milícia do “Zap”, responsável pela blindagem de Fábio Abreu durante muito tempo.

Para os analistas, o futuro gestor já inicia a próxima gestão com imperfeições e possíveis ligações perigosas. O caminho correto seria Lucas ser gentil com esses grupos , mas manter uma certa distância para enxergar melhor a vida da segurança do Estado, sem ilusões, e andar mais próximo da impossível perfeição no setor. O Piauiense deposita nesse instante , toda a sua expectativa em um novo modelo que lhe proporcione uma sensação de segurança. Agora a bola é sua , Chico Lucas!

Melancolia de fim de ano: por que a tristeza e a ansiedade podem aumentar nessa época?

Embora as datas comemorativas de final de ano sejam retratadas como uma fase alegre e festiva, algumas pessoas podem experimentar sentimentos de melancolia, demonstrando-se mais introspectivas, desanimadas ou ansiosas.  

Apesar dos motivos serem totalmente individuais, existem algumas razões mais comuns para a ocorrência desse fenômeno. Uma delas sugere que a época natalina, em que tudo é luz e repleto de bons sentimentos, cria uma espécie pressão e angústia para quem, por diversos motivos, não consegue se adaptar ao período

Ansiedade e tristeza podem aumentar nesta época do ano.Foto: Freepik

As comemorações natalinas também são comumente retratadas como sinônimo de família, de união e aproximação das pessoas. Para aqueles que não possuem a oportunidade de passar o natal em família – seja por desavenças familiares, distanciamento físico, algum processo de luto, recordações dolorosas de eventos passados, ou outra procedência – essa data pode se tornar um fator desencadeante para o surgimento de estresse, frustração, tristeza, ou estimular o agravamento de sintomas em pessoas que já sofrem de algum transtorno mental como a depressão ou um quadro de ansiedade.  

É natural que muitos de nós nos sintamos pressionados por anúncios e propagandas a ter o ‘Natal perfeito’ em termos de socialização com família, amigos, comemorações luxuosas, comidas e presentes. No entanto, é importante lembrar-se de que cuidar de si é o que, de fato, mais importa nesse momento. Embora a atmosfera seja de alegria, não há nada de errado em aceitar suas emoções negativas, fazer uma pausa e trabalhar na ressignificação de suas vivências. Você pode aproveitar para tirar um tempo para si mesmo, tomar um banho relaxante, ler um livro, ouvir seu podcast favorito ou pensar em outras formas criativas de passar por isso sem prender-se ao que não está sob seu controle. 

Sendo também a véspera de ano novo uma época em que geralmente paramos para reavaliar o que aconteceu ao longo de doze meses, através de retrospectivas gerais e pessoais, são esperados momentos de reflexão sobre conquistas e realização de metas. Para alguns, isso pode fortalecer a atitude de repreender-se pelas coisas que não aconteceram como ‘’deveriam ser’’. Listar novos planos para o ano que se inicia também pode acarretar em uma desenfreada autocobrança e medo de não cumprir com as expectativas.  

Nessa situação, é útil encarar frustrações como motor de transformação, e não como motivação para estagnação e/ou ruminações mentais. O único modo de haver progresso é partindo para ação – e isso pode incluir a busca por ajuda psicológica para reorganizar-se, se necessário.  (Manuella Martins)

OPINIÃO: Zózimo Tavares – O que é isso, companheiro Lula?

Como ensinava o sábio Cartola, o poeta das rosas, em sua canção O mundo é um moinho, “ainda é cedo”.

Porém, na formação do ministério de Lula para seu novo governo, já é possível tirar algumas conclusões desapontadoras.

Em relação ao Piauí, especificamente, Lula começa em débito, quando comparado ao governo Bolsonaro.

Neste quesito, o atual presidente prestigiou o Estado em três ocasiões especiais.

A primeira, no final de 2020, quando nomeou o desembargador federal Kássio Nunes Marques para o Supremo Tribunal Federal, sem que seu nome sequer estivesse em cogitação.

A segunda, quando nomeou o senador Ciro Nogueira como ministro-chefe da Casa Civil, em agosto de 2021, atribuindo-lhe a função de coordenador político do governo.

E, por último, o presidente Bolsonaro nomeou a desembargadora Liana Chaib como ministra do Tribunal Superior do Trabalho.

Nunca antes um presidente republicano teve tanta deferência pelo Piauí, a não ser no governo militar, quando Reis Veloso, Petrônio Portella e Waldir Arcoverde pontificaram no ministério.

Mais recentemente, outros dois piauienses estiveram na Esplanada dos Ministérios – João Henrique (Transportes), no Governo FHC, e Marcelo Castro (Saúde), no Governo Dilma. Mas apenas passaram uma chuva por lá.

E agora, José?

Até poucos dias, especulava-se que o senador eleito Wellington Dias entraria no ministério de Lula.

Seu nome era dado como certo ou para o Ministério da Economia ou a para a Casa Civil. Nem um nem outro.

O presidente eleito optou por outros nomes e o Piauí ficou fora do seu ministério. Pelo menos dos ministérios do núcleo central.

Se o Estado ainda vier a ocupar alguma vaga será nos ministérios periféricos, já que eles não serão poucos – quase 40.

Votação recorde

O Piauí fica nesta incômoda posição após dar ao presidente eleito a maior votação proporcional do país – 76,84% dos votos.

Não foi só isso. Entre as 10 cidades onde o presidente eleito teve maior percentual de votos no 2º turno das Eleições 2022, oito estão no Piauí.

Guaribas, a cidade-símbolo do Fome Zero, deu a Lula 92,14% dos votos – o maior índice entre todos os municípios brasileiros.

Sem surpresas. O presidente eleito foi sempre um campeão de votos no estado.

Mas é incapaz de identificar um piauiense que tenha condição de figurar como ministro seu.

O que é isso, companheiro?

(Fonte:Portalaz)

OPINIÃO: Uma data que os brasileiros deveriam dar importância

Neste 9 de dezembro é celebrado em todo o mundo o Dia Internacional contra a Corrupção. A data foi instituída em uma convenção das Nações Unidas no México, em 2003. Vários países assinaram a convenção, entre eles o Brasil.

Era pra ser uma data bastante lembrada todos os anos, porém, passa em brancas nuvens. No Brasil, onde a corrupção governamental reina desde a chegada da família Real, datas como essa deveriam ser um marco de luta contra corruptos. Não é!

É provável que muita gente saiba tudo sobre a “farofa da Gkay”, evento de uma influenciadora digital, cheio de futilidades, que ocupou a mídia de fofoca nesta semana.  Porém, saber sobre as mazelas que a corrupção causa na sociedade brasileira não é um assunto palatável para boa parte da população, apesar de todos serem afetados por ela.

A corrupção ainda está muito longe de reduzida a níveis satisfatórios no Brasil. Falo em reduzir a níveis satisfatórios porque acabar com ela é uma utopia. Temos, infelizmente, uma sociedade em grande parte corrompida e, como como consequência disso, parcela relevante dos nossos políticos e membros do Judiciário são corruptos também.

Vivemos num país onde os órgãos de controle até evoluíram no enfrentamento à corrupção se formos comparar com a quase total libertinagem que tínhamos décadas atrás. Contudo, ainda está muito longe de termos um arcabouço de instituições de controle e de Justiça que consiga inibir a atuação de corruptos, sobretudo no Poder Público.

Infelizmente, os compadrios e as negociatas acabam fazendo com que muitas instituições não cumpram a contento o seu papel fiscalizador e/ou punitivo.

Em 2014, a operação Lava Jato, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), inaugurou uma fase importante do enfrentamento à corrupção no país, colocando poderosos da política e do setor privado na cadeia e desmontando escândalos de corrupção em escalas inimagináveis até então. No entanto, alguns excessos e erros cometidos, aliados à forte reação do sistema corrupto, enfraqueceram a operação até acabarem com ela.

Com o exemplo da Lava Jato jogado no chão (para alegria de corruptos), não há mais grandes expectativas contra a corrupção dos poderosos no Brasil. Sem uma ação forte e coordenada, que atropela burocracias e rigorismos pró-corruptos, o enfrentamento à corrupção nunca será eficaz no Brasil, que possui um sistema de Justiça lento, burocrático e cheio de “jeitinhos”.

Apesar de tudo isso, é preciso acreditar. Ter ciência da realidade de um país que é solo fértil para corruptos é uma coisa, jogar a toalha ou se calar para o que é errado é outra coisa. Se indignar contra o errado não é e nunca foi idealismo. A parcela da sociedade séria, da imprensa séria, dos juízes sérios, dos promotores sérios, dos conselheiros de Tribunais de Contas sérios, dos políticos sérios, precisa estar sempre vigilante.

Não se pode perder nunca a capacidade de, pelo menos, se indignar. Nesse esquecido Dia Internacional contra a Corrupção, pelo menos essa mensagem é importante ficar.(Gustavo Almeida)

Três anos de muita saudade e de convivência com este impreenchível vazio

Essa foto é do nosso último natal, juntos, após você haver preparado nossa ceia

É, minha amiga, ainda lembro de todos os caminhos que percorremos juntos, desde o momento que Deus nos aproximou para que formássemos uma família e também para  dividirmos nossas vidas. Pensávamos em ficar bem velhinhos, juntos – um ouvindo as reclamações do outro, brigarmos juntos… e você pensava que eu iria primeiro e eu tinha quase certeza disso. Mas Deus mudou nossos rumos. Foi Deus.  Ele a levou há 3 anos, que se completam neste dia 7 de dezembro. 

Confesso! quantas vezes briguei com Deus porque Ele sabia que eu não estava preparado para seguir sozinho, sem sua mão, sem seu abraço, sem seu carinho. Apesar de espiritualizado, ainda me perguntou: por que ela, e não eu?!!! E agora, que faço eu da vida sem você?! É luta diária essa busca por algo que preencha esse vazio que você deixou. São lágrimas derramadas, quase sempre às escondidas, porque não quero mostrar para as pessoas que você levou o melhor de mim. E esta parte que me falta não tem mais complemento. Ficaram nossos 3 filhos. Mas, cada um com suas vidas, seu caminho…e eu, sem você, tateando em busca de me segurar em algum braço que me arraste a algum lugar, enquanto esperto a hora do nosso reencontro. Três anos sem você. E eu fingindo que está tudo bem. E vc sabe que não. A segurança que você me dava não existe mais. Que pena!!!

EM TEMPO: Missa em Ação de Graças pelos 3 anos de sua morte (Raimunda de Carvalho Santos), hoje, às 17:30, na Igreja de São Sebastião. Convite aos familiares e todos os amigos

Parabéns aos radialistas!

Hoje é o Dia do Radialista. A data é uma homenagem ao compositor, músico e radialista Ary Barroso, que nasceu em 7 de novembro de 1903. Mas os profissionais de rádio também festejam o 21 de setembro, pois foi nesta data em 1943 que o então presidente Getúlio Vargas assinou a lei que criou um piso salarial para a profissão. 

Além do jornal impresso, militamos também, durante muito tempo, no rádio parnaibano, iniciando na extinta Rádio Educadora de Parnaíba, passando pela Rádio Litoral FM, Rádio Igaraçu de Parnaíba, Rádio Jovem e Atlântica FM. Na Rádio Educadora, por muitos anos, escrevemos a “crônica da cidade”, criada pelo professor Antônio Gallas e por ele escrita inicialmente. Eu o substitui depois. A crônica era lida por grandes locutores da época, como Gilvan Barbosa, Mauro Holanda e Reginaldo Mendes. Fez muito sucesso. Geralmente a crônica da cidade era utilizada como editorial do jornal “Folha do Litoral”, onde atuamos na segunda metade dos anos 70. Éramos apenas um adolescente cheio de sonhos.

Hoje, infelizmente, estamos fora de rádio, mas é uma profissão bonita que, exercida com responsabilidade e competência, presta um grande serviço à população. O rádio parnaibano já foi melhor. Com todo o respeito aos que hoje o fazem e a quem deixo o meu abraço pela data.(Por: Bernardo Silva)

Opinião:”Eleições 2022 – sobram ataques, faltam compromissos”

Por: Samuel Hanan*

A campanha dos dois candidatos a presidente da República dedica a acusações recíprocas parte significativa do tempo da propaganda eleitoral gratuita veiculada no rádio e na televisão nesse segundo turno. De um lado e de outro sobram imputações sobre corrupção, petrolão, eletrolão, mensalão, rachadinhas, orçamento secreto e outros escândalos que há anos ocupam espaço na mídia. Outra boa parte do tempo é reservada a esforços para mostrar a generosidade e compaixão dos candidatos com os menos favorecidos. Programas, ideias e compromissos ficam em segundo plano, o que se repete também nos debates.

A duas semanas das eleições, apenas, os candidatos continuam ignorando que o interesse maior dos mais de 156 milhões de eleitores é sobre o programa de governo. Os brasileiros, com todo o direito, querem saber o que será feito nos próximos quatro anos para melhorar a sua vida. A História nos deixou um grande exemplo: Juscelino Kubitschek, que governou o Brasil de 1956 a 1961 com base em um Plano de Metas, composto de 30 itens, dos quais 82% foram cumpridos.

Obviamente, o eleitor tem interesse no comportamento ético e moral de cada candidato, em como eles enxergam e pratica a religião, como se comportaram no passado e como atuam no presente. Entretanto, a preocupação maior está no programa de metas de quem se propõe a governar o país, inclusive no combate à avassaladora corrupção, à redução dos privilégios, à diminuição das desigualdades sociais e regionais.

Saturado de ataques pessoais – tão comuns em tantas eleições -, o brasileiro deseja mesmo é saber o que fará o candidato, uma vez eleito, quando fará e como fará. O cidadão quer conhecer quanto custará ao governo tirar do papel cada promessa. De onde virão os recursos? Pagaremos mais impostos? O país se endividará mais? São perguntas que permanecem sem respostas. Algumas delas sequer são formuladas aos candidatos, como se não fossem absolutamente necessárias ao futuro do Brasil. As raras propostas apresentadas – entre um ataque e outro ao adversário – mostram-se superficiais, genéricas, sem demonstração clara de viabilidade técnica e econômica, sem apontamento de seus custos e das fontes de recursos para sua implementação. Se nos debates fosse acionado um polígrafo sonoro para apitar a cada mentira contada, nenhum candidato se atreveria a falar os absurdos que enganam os eleitores.

Na educação, por exemplo, não se tem um proposta bem definida – de nenhum lado – sobre questões absolutamente prioritárias: implantação de escola em tempo integral no ensino fundamental e no ensino médio, atualização das grades curriculares para atender aos novos ramos do conhecimento, às modernas demandas do mercado e  às inovações tecnológicas, a universalização do ensino técnico e profissionalizante, a revolução do ensino da matemática, o domínio sobre a língua portuguesa e o idioma inglês, e a remuneração digna dos professores, em todos os níveis.

Qualquer cidadão que assiste ao Horário Eleitoral Gratuito ressente-se do compromisso dos candidatos sobre aumentar a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) – cujo valor se evidenciou na pandemia – e sobre a atualização da remuneração dos serviços, hoje com tabela aviltada, comprometendo os equipamentos de saúde que compõem a rede.

Não se viu, igualmente, qualquer compromisso sério na questão do saneamento básico, com comprometimento de metas para universalização de água tratada e para o esgotamento sanitário, questões que impactam diretamente na qualidade de vida e na saúde pública.

Sobre habitação, a população sem-teto ou que paga aluguel ainda não conseguiu saber quantas unidades habitacionais um ou outro candidato se propõe a construir por ano até o final do mandato. Ninguém se comprometeu, por exemplo, a edificar moradias com pelo menos 40m² e dotadas de sistema de captação de energia fotovoltaica, que reduz a conta de luz das famílias. Somente essa economia contribuiria com mais da metade do valor da prestação mensal.  Isso sim seria um auxílio permanente, nos moldes do Bolsa Família ou do atual Auxílio Brasil, com grande impacto social.

Quando o assunto é segurança pública, nenhum compromisso se viu sobre aprimorar o controle dos mais de 10 mil km de fronteiras, portos e aeroportos, com aumento expressivo dos contingentes da Polícia Federal e das Forças Armadas para sufocar o contrabando de armas e drogas que alimentam as organizações criminosas, fomentam o vício e a destruição de famílias, e aliciam os jovens para o mundo do crime. Da mesma forma, não há proposta concreta para a revisão do Código Penal, ultrapassado, visando ao endurecimento de penas relativas às ações criminosas envolvendo menores, corrupção, estupro e outros crimes hediondos.

É inconcebível que numa campanha presidencial a necessidade de se fazer uma reforma tributária tenha sido tratada, até agora, tão superficialmente. Nada se falou em reduzir drasticamente tributos sobre o consumo, e se necessário, aumentar os tributos sobre a renda e o capital; ninguém se dispôs a atacar efetivamente essa que é a maior fábrica de pobreza do País, fonte permanente de concentração de renda. Os candidatos parecem ignorar que o caminho está na redução drástica da tributação sobre gêneros alimentícios, produtos de higiene pessoal, limpeza doméstica, vestuário básico, medicamento, combustíveis do transporte coletivo e de carga, e gás de cozinha, de forma a torná-los mais acessíveis à população mais pobre e, no caso dos combustíveis, baratear o custo final dos produtos de primeira necessidade, principalmente.

O que a população gostaria de ouvir dos candidatos é a priorização da geração de emprego, com melhor distribuição de renda caminhando junto, como bom indicador de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Há também outras medidas de caráter urgente com as quais os candidatos deveriam se comprometer, entre elas alterações legislativas para a redução drástica do foro privilegiado, para tornar imprescritíveis os crimes cometidos contra a administração pública, para permitir a prisão após condenação em segunda instância, e para proibir que réus (assim definidos por colegiado de segunda instância) disputem cargos eletivos. Infelizmente, nada disso é tema da campanha, assim como quase nada se fale sobre propostas para cultura e esportes, embora ambos os candidatos tenham maior tempo de rádio e TV nesse segundo turno.

É de se lamentar ainda que esse silêncio se estenda também sobre a reforma política, necessária para reduzir o número absurdo de partidos políticos, para acabar com a reeleição em cargos do Executivo e para reduzir drasticamente ou eliminar o Fundo Eleitoral, verdadeiro feudo e fonte de poder para os grandes partidos e seus líderes, contrassenso num país que clama por menos privilégios e mais transparência.

Há muitos assuntos essenciais à Nação cujos compromissos os dois candidatos deveriam explicitar ao povo brasileiro em vez de perderem tempo com ataques mútuos que nada acrescentam à democracia. O debate de ideias, propostas e programas de governo seria, sem dúvida, muito mais salutar ao País. Daria ao eleitor muito mais elementos para ele definir conscientemente seu voto e mais instrumentos para ele cobrar o eleito, no futuro. Talvez os candidatos tenham medo justamente disso.

**Samuel Hanan é engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br

Carta aberta de Manuel Domingos a José Hamilton e ao prefeito Francisco

Professor Manuel Domingos
Prezados Zé Hamilton e Francisco,
Em que pese nossas diferenças políticas, ao longo de minha vida recebi de vocês gestos de estima e consideração. 
A amizade entre nossas famílias é antiga. No teu caso, Zé Hamilton, é secular. 
Baseado nesses laços e na trajetória de dedicação à Parnaíba revelada por vocês, escrevo esta carta aberta. 
Faço um apelo à sensatez: revejam seus posicionamentos em relação ao futuro próximo de nossa pátria. 
O mundo vive momentos extraordinários. Estão claros os sinais de uma nova hecatombe, pior do que as duas guerras mundiais do século passado. A hegemonia na ordem internacional está em jogo e disputas pelo poder mundial sempre terminam em banhos de sangue. 
Além da força bruta, essas confrontações foram acompanhadas por ataques furiosos aos valores da civilização. Discursos guerreiros são salpicados de discriminações em vista de justificar matanças. 
No século passado, além dos judeus, foram perseguidos os homossexuais, ciganos, negros, intelectuais democratas e comunistas. 
Crimes hediondos foram revestidos com falsas afirmações de fé religiosa visando ludibriar o povo. No momento, mentiras indecorosas são propaladas contra todos os que defendem reformas sociais e a soberania nacional.
A onda reacionária, em nosso país, permitiu a eleição de homem sem escrúpulos, que sempre viveu de falsidades, calúnias e negócios escusos. Um militar que projetou atos terroristas. Um amigo de bandidos. Um homem com gosto de sangue na boca, defensor da tortura e da guerra civil. 
Um sociopata que aceita a violência contra mulheres e a prática da pedofilia; que não gosta de negros, homossexuais, nordestinos e pobres. 
Um traidor da pátria, disposto a vender o patrimônio dos brasileiros ao estrangeiro poderoso. 
Seu intentos criminosos são revestidos de falsa religiosidade. Um cristão de mentira. Um homem do naipe de assassinos como Mussolini, Hitler, Franco e Salazar, cujas histórias vocês bem conhecem.
Zé Hamilton e Francisco, vocês têm graves responsabilidades sociais. Exerceram cargos públicos durante décadas. A sociedade parnaibana demonstrou e demonstra atenção respeitosa em relação a vocês. 
Francisco (Mão Sanata), ao apoiar um inimigo da universidade e da pesquisa científica, manchas tua legenda de disseminador do ensino superior no Piauí. 
Vocês sabem que passei a vida lutando por reformas sociais capazes de superar nosso triste legado escravista e patriarcal. Defendo a inclusão social e o aprofundamento da democracia.
Apesar disso, sempre respeitei as manifestações conservadoras de vocês. No jogo democrático, a liberdade de pensamento é essencial. 
Entendo que não gostem de Lula, mas não peçam ao povo para respaldar um pregador da morte!
Não disseminem a mentira de que os comunistas são inimigos da religião. Vocês bem sabem que a liberdade religiosa no Brasil foi inserida na Constituição, depois da ditadura do Estado Novo, por iniciativa do comunista Jorge Amado. 
A reeleição do atual presidente apressará a hecatombe dos povos. O Brasil não é um país qualquer, tem grande peso na cena internacional. 
Precisamos de paz! Precisamos de um estadista na presidência que ajude a deter banhos de sangue, não um desvairado defensor da violência!
Reflitam, Zé Hamilton e Francisco. Não contribuam para agravar o sofrimento dos povos do mundo. Unamos os parnaibanos na defesa da paz!
Saudações respeitosas,
Manuel Domingos Neto

Dia do Profissional de TI: escassez de talentos x demanda crescente do mercado

Empresas promovem programas para driblar a falta de profissionais qualificados no segmento 

Em 19 de outubro é comemorado o Dia do Profissional de TI, data que homenageia aqueles que atuam na área das tecnologias da informação. Apesar de ser um dos mercados que mais crescem, ele sofre com a falta de profissionais capacitados e, consequentemente, pela corrida das empresas atrás desses talentos. Dados do relatório da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), divulgado em 2021, apontam que o Brasil forma 53 mil pessoas por ano dentro da área e que a demanda anual, entretanto, é de 159 mil profissionais. Em cinco anos, estima-se que o país vá precisar de 500 mil desses profissionais. 

“O mercado de TI está mais aquecido do que nunca. A pandemia trouxe uma necessidade muito grande das empresas investirem em tecnologia por conta do trabalho remoto e das novas demandas de consumo e formas de se relacionar com o mundo. E esse é um caminho sem volta”, ressalta José Barbosa Sobrinho Neto, gerente de TIC na MV, multinacional especializada na Transformação Digital no setor de Saúde.  

Para ele, hoje não há nenhuma barreira para quem quer entrar na área. “Há tantas oportunidades e caminhos, que é preciso apenas gostar de estudar e se atualizar sempre. Há diversos cursos tecnólogos, outros de curta duração e faculdades cada vez mais preparadas para formar jovens capacitados para o mercado de trabalho. Mas encontrar bons profissionais ainda é um grande desafio”. 

Por isso algumas empresas estão investindo em programas para qualificar os profissionais. A MV é uma das companhias que sentiu a escassez de profissionais e uniu a necessidade com ações de responsabilidade social. Um exemplo é o lançamento do Programa CUBO focado na capacitação de desenvolvedores, que neste ano, ganhou uma nova versão exclusiva para a capacitação do público feminino, que ainda é significativamente menor do que o masculino no mercado de TI. Além da formação, as novas profissionais têm a oportunidade de estar dentro MV exercendo o que aprenderam.  

Além do CUBO, a MV promove outras iniciativas para promover e incentivar a entrada nesse mercado como a parceria com a ONG Generation Brasil para recrutamento de novos talentos em tecnologia para atuar em oportunidades profissionais oferecidas pela MV. A Generation é um programa global, que promove a formação qualificada de jovens, de 18 a 30 anos, em situação de vulnerabilidade social, que estão desempregados ou que desejam migrar para a carreira profissional de tecnologia.  E ainda o Programa Jovem Técnico é direcionado para jovens de 18 a 25 anos, que concluíram o ensino médio ou estão cursando ensino superior na área de tecnologia e que desejam construir uma carreira na área.   

“É uma oportunidade incrível não só para achar novos talentos, mas para ajudar a transformar a realidade do setor no Brasil. Sabemos que os homens ainda são a grande maioria, mas também é visível o crescimento do interesse feminino na área”, destaca Andrey Abreu, diretor Corporativo de Tecnologia da MV. Dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontam que a participação feminina no mercado de tecnologia cresceu 60% nos últimos cincos anos, o que reforça as oportunidades que elas podem encontrar no setor. 

Sobre a MV 

Norteada pela missão de tornar a saúde mais eficiente por meio do conhecimento de gestão e tecnologia contribuindo para uma sociedade saudável, a MV é uma healthtech brasileira que oferece, há 35 anos, tecnologias que facilitam a rotina de todo o ecossistema da saúde e contribuem para salvar vidas. Com intuito de conectar as demandas do presente sem deixar de olhar o futuro, a companhia construiu o seu legado focado na transformação da saúde digital, investindo na criação de soluções de gestão integradas para hospitais, clínicas, operadoras, centro de medicina diagnóstica, rede pública de saúde e pacientes. 

OPINIÃO: “Remando contra a maré”

Há, mais ou menos, 50 anos, dei início ao meu labor literário, com publicações poéticas e depois em prosa no jornal Folha do Litoral, pelas mãos generosas do meu amigo jornalista Bernardo Silva. Em seguida, fundei o Batalha do Estudante, quando estava no Ginásio Estadual Lima Rebelo. Por volta de 1977, fui para Teresina, onde fundei o Cobaia, e passei a trabalhar, profissionalmente, como revisor nos jornais O Estado, do Helder Feitosa, O Dia, do Coronel Miranda, neste sendo redator e repórter, Correio do Piauí, do Genésio Araújo, e Jornal da Manhã, onde fui editor chefe, dos irmãos Tajra (José e Jesus).

Ainda em Parnaíba, montei o livro de poemas Em Três Tempos – Kenard Kruel, Paulo Couto e Elmar Carvalho, mimeografado, com capa feita na extinta Comepi, em Teresina, pela bondade do artista gráfico Vilson. E não parei mais. Entre poemas, biografias, críticas literárias. fortunas críticas, jurídicos e outros, já se vão quase 40 livros no currículo. Fora os dos amigos e das amigas que editei pela Zodíaco, que fundei em 1987. O cartunista pernambucano Carlos Araújo chamou isto de Mar de Livros, tendo feito, inclusive, esta belíssima obra de arte homenageando o hoje famoso escritor Kenard Kruel.

Porém, neste momento, confesso que há muito nutro a vontade de parar, e de remar em outra maré mais favorável. Há 12 anos eu me auto exilei no Bairro São José, em Tutoia MA, onde Deus faz a morada, com este propósito. Comecei a pescar, tendo comprado até um barco grandão, para tanto, e a agricultar, fazendo horta, preservando as árvores e plantas nativas e semeando novas – frutíferas, ornamentais e medicinais. Idealizei a Pousada Kruel, e passei a ter a vida que eu pensei que teria.

Com a pandemia e, principalmente, com a doença que se abateu sobre mim – um câncer na laringe, para não deixar a peteca cair, cai, de novo e novamente, nos braços da literatura. Foi quando percebi, com mais clareza, o quanto se bate em ferro frio. Escrever é fácil, pelo menos para mim, homem de muitas leituras e que gosta de conversar com os troncos velhos, com quem aprendemos muitas coisas. O difícil é publicar e, mais ainda, vender. O mundo caminha, cada vez mais, para as redes sociais, onde parece não existir as teclas de escrever e sim os sinais, de todos os tipos e gostos, que as pessoas nos enviam. Fico feliz quando o Face me diz que há um comentário no que escrevi. Logo a tristeza bate ao ver um tal de Emoji. Um dedão me mandando ir à puta que pariu, só pode… Estes, pelos menos ainda se manifestam. Outros, nem…

Desta forma, estou seriamente pensando em pendurar as pretinhas de vez. Voltar a ser o velho pescador e agricultor, apenas. Com pena, mas é isto que penso fazer. Com fé, esperança e amor.

Colocação de bloquetes em Barra Grande causa tumulto entre moradores

O Prefeito Municipal de Cajueiro da Praia (PI) participou de reunião no dia 06 de julho, com a presença de secretários municipais e da Associação de Empresários do município de Cajueiro da Praia para discutir assuntos ligados ao turismo e desenvolvimento sustentável da região e os temas de maior preocupação foram o ecossistema histórico do vilarejo de Barra Grande, além, do abastecimento de água, uso do som, segurança, pavimentação e asfalto.

Durante a reunião ficou definido pelo prefeito do município, Felipe de Carvalho Ribeiro, e pela secretária de turismo, Cilene Sá, que seria realizada uma audiência pública para tratar de assuntos pertinentes à população como a colocação de pavimentação bloquetes – pisos intervalados de concreto, já que grande parte dos associados se mostraram contra e alegaram que a população seria afetada com isso também e pensaria da mesma forma e, apenas na praça deveria ter bloquetes.

De acordo com a presidente da Associação, dia 28 de setembro, através de comunicado informal, a secretaria de turismo informou que a obra seria realizada sem a audiência pública. “Estávamos aguardando a audiência pública quando fomos surpreendidos, com o comunicado da secretária que não seria feita a audiência e que a prefeitura fará a obra. Ignoraram o conversado em reunião e a opinião dos integrantes da associação e dos moradores do município “, presidente da associação, Mariana Rebelo.

Ainda segundo a presidente da Associação o prefeito Felipe Carvalho apresentou o projeto para a colocação dos bloquetes em Janeiro, na eleição do Comtur, e devido a reação dos presentes se comprometeu em fazer uma audiência publica. “Nas eleições do Comtur, no dia 24 de janeiro desse ano, o prefeito apresentou o projeto dos bloquetes para representantes dos empresários, moradores, kitesurfistas, de agências de turismo, Sebrae e todos foram altamente contra o projeto e imediatamente o prefeito se comprometeu em fazer audiência pública. Por duas vezes, em público, o prefeito se comprometeu em fazer audiência pública e não fez”, reforçou Mariana rebelo, presidente da Associação de Empresários de Cajueiro da Praia.

Com o menor litoral do Brasil, o Piauí está inserido na Área de Proteção Ambiental (APA do Delta) e possui belezas naturais como o Vilarejo de Barra Grande considerado a nova praia queridinha por quem passa, e um dos motivos é exatamente o pé na areia para andar em todo o vilarejo, atraindo turistas durante todo o ano.
É de conhecimento de todos problemas estruturais como o fornecimento de água que não foi sanado ainda, porém com muito investimento do empresariado o município vem se destacando no cenário nacional e internacional dentro da rota das emoções como parada obrigatória.