“O Mão Santa faz uma boa administração e a oposição está embaralhada”

O ex-deputado estadual João Silva Neto, que foi vice-prefeito de Zé Hamilton em 2004, foi o entrevistado da edição desta segunda-feira (23) no Jornal da Costa Norte, ocasião em que comentou o cenário político atual, a começar pelos nove meses de gestão do presidente da república Jair Messias Bolsonaro.

“Nenhum ministério foi distribuído aos partidos políticos como o PT fazia. Isso ai já foi um avanço. O país está entrando nos eixos”, disse, ao tempo em que destacou as dificuldades enfrentadas junto ao Congresso Nacional para aprovação de reformas.

Sobre a operação Lava Jato, João Silva Neto afirmou que a mesma tem contribuído para diminuir os casos de corrupção no Brasil. “Diminui porque agora todo mundo tem medo da cadeia. Eles querem acabar com a Lava Jato para poder voltar a roubar”, pontuou.

Quanto ao Governo do Estado, o ex-deputado lembrou da necessidade de uma articulação política para o desenvolvimento de projetos que possam atender Parnaíba e região. Por fim, João Silva Neto falou também da política municipal e sobre as eleições de 2020.

“O Mão Santa faz uma boa administração e a oposição está embaralhada. Se saírem três candidatos ele se reelege sem precisar sair de casa”, ponderou, ao afirmar ainda que o ex-prefeito José Hamilton “é o único que tem a oportunidade de peitar Mão Santa”. (Portal Costa Norte)

EM TEMPO: Desde o tempo em que lançou Florentino Neto para sucedê-lo Zé Hamilton tem repetido que a vez é das novas lideranças e que já deu sua contribuição. Zé Hamilton disputar um 4º mandato seria ir de encontro ao seu discurso. Mas o fato mostra também quão vazia está a oposição municipal com  a falta de nomes para lançar na disputa contra Mão Santa. (Bernardo Silva)

W. Dias vai recorrer da decisão do TCU que bloqueia operação de R$ 1,5 bilhão

O governador Wellington Dias ( PT) afirmou em entrevista nesta segunda-feira (23) durante inauguração da nova penitenciária de Altos que vai recorrer da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que suspendeu a autorização para a realização de uma operação de crédito avaliada em R$ 1,5 bilhão relativa à antecipação dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que o Governo do Estado estava negociando.

O governador de estado afirmou que tem sido sido assessorado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre a operação, e disse considerar ‘estranha’ a atitude do TCU. 

“É um decisão estranha, e vamos recorrer. Porque estão questionando um edital que ainda nem saiu. O estado vem sendo assessorado pela Fundação Getúlio Vargas e vamos cumprir o regramento do TCE, do TCU, do judiciário e da legislação e investir em educação”, disse o governador.

De acordo com entendimento do TCU, não há projeto ou ação na manutenção e desenvolvimento do ensino para educação básica, além disso ‘verbas oriundas de decisões judiciais não podem ser usadas para pagamentos de rateios, abonos indenizatórios, passivos trabalhistas ou previdenciários, remunerações ordinárias ou de outras denominações da mesma natureza’. Ainda na decisão, o órgão reitera que “há evidências nos autos que apontam para o descompasso entre as medidas adotadas pelo Governo do Piauí e as regras legais e jusrisprudenciais aplicadas ao caso“. 

Por 

Ciro Nogueira em pré- campanha para governador em 2022

Deputada falou do projeto do PP para 2022 (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

No evento de filiação do deputado federal Átila Lira ao Progressistas nesta segunda-feira (23), o que todos falavam era no projeto do partido para 2022. Nenhum membro esconde que o Progressistas já trabalha visando as próximas eleições para governador.

Perguntada se o prefeito de Teresina Firmino Filho, hoje no PSDB, seria o nome do Progressistas para 2022, a deputada federal Margarete Coelho afirmou que o grande nome é o de Ciro Nogueira. Apesar disso, ela ponderou que o foco até agora não são os nomes.

“O partido no momento trabalha em quadros. Acho que o partido ainda não trabalha nomes, mas o grande nome é o senador Ciro Nogueira, o nosso grande líder nacional, nosso grande líder estadual”, falou a deputada que teve apoio de Firmino em 2018.

Conforme Margarete, o Progressistas trabalha um projeto político para chegar em 2022 com condições de eleger o governador. “O partido trabalha em torno de um projeto político, em torno de ter um bom capital político para colocar à disposição do povo do Piauí”, disse. (Gustavo Almeida)

Criação de sindicatos deixou de ser bom negócio: queda chega a 72,6%

A contribuição obrigatória, extinta na reforma trabalhista, fez a fortuna de muitos pelegos "em nome dos trabalhadores".Milhares de sindicatos foram criados de olho na boquinha do imposto obrigatório

Uma das grandes evoluções promovidas pela reforma trabalhista foi o fim do imposto obrigatório, que fez dos sindicatos um grande e lucrativo negócio. O resultado foi a queda vertiginosa nos pedidos para abertura de entidades. De acordo com Ministério do Trabalho, foram apenas 92 cartas emitidas em 2018, o que representa queda de 72,6% em relação aos criados em 2016, antes da reforma sepultar a fonte de grana fácil. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Não foi apenas a proliferação de sindicatos de trabalhadores que caiu. A criação das entidades patronais despencou ainda mais: 78,6%.

Até meio de setembro, o Ministério do Trabalho emitiu 70 autorizações de criação de sindicatos laborais e 11 patronais. Na média pós-reforma.

Só em 2006, o governo Lula autorizou a criação de 9.382 sindicatos. Mais de 25 novos sindicatos por dia, incluindo sábado e domingo.

O Brasil tem o recorde mundial de sindicatos. Atualmente, são 16.889, além de 603 federações, 50 confederações e 14 centrais sindicais.

Relator do Fundão Sem Vergonha costuma confundir público e privado

Senador Weverton Rocha responde por crime em licitação, corrupção, lavagem de dinheiro e peculato. (Foto: Alexandre Amarante)

Relator do projeto que alterava regras do Fundão Sem Vergonha, o senador Wéverton Rocha (PDT-MA) foi dos últimos a desistir da defesa do absurdo. Ele esteve entre os defensores do deboche que é pagar com dinheiro público advogados de políticos que cometam malfeitorias. Ele é acusado de improbidade, por exemplo, pelo uso de verba pública em obra privada, quando foi secretário de Esportes do Maranhão. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Wéverton responde por crime na Lei de Licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e peculato em processos no Maranhão e Distrito Federal.

Integrante do Conselho de Ética, Wéverton foi condenado por realizar obras em uma associação de delegados da Polícia Civil do estado.

O senador alega que a própria ministra Rosa Weber, antes de enviar o processo ao Maranhão, disse que “não há que se falar em peculato”.

Família de Marco Maciel rompe silêncio

Correio Braziliense

“As pessoas têm muito preconceito com o Alzheimer. Acham que a pessoa começa a falar um monte de bobagem e fica desligado do mundo. Com meu marido não foi assim. Ele continuou sendo o mesmo homem educado com todos. Continua sempre cheiroso e limpo como sempre gostou de estar. É o rei da nossa casa”, disse a aposentada Ana Maria Maciel, 78 anos.

Casada com o ex-vice-presidente da República Marco Maciel, 79, diagnosticado com a doença em 2001, ela assumiu todos os papéis dentro de casa. Para ela, a paciência e o amor — construído ao longo dos 52 anos de casados — são a receita para enfrentar a enfermidade.

Os primeiros sinais da doença mais se assemelhavam aos da depressão. Maciel começou um tratamento e meses depois veio o diagnóstico do Alzheimer. “Até 2014, a doença evoluiu negativamente, porque, como era político, as pessoas perguntavam sobre fatos históricos e ele não conseguia lembrar. Ele percebia o esquecimento e ficava constrangido. No fim de 2014, ele não quis mais sair, só para consultas e coisas corriqueiras. Agora, está em fase avançada”, afirma. Sem andar e falar, o ex-vice-presidente conta com o auxílio da mulher e de uma equipe de profissionais para as atividades do dia a dia.

A doença é neurodegenerativa progressiva e se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. Ela acomete em grande parte idosos e representa cerca de 50% a 75% dos casos de demência no mundo, sendo o tipo mais frequente da enfermidade cerebral. Suas causas ainda não são totalmente conhecidas. Em 21 de setembro é lembrado o Dia Mundial do Alzheimer. (Magno Martins)

A cada dia, Alcolumbre se afirma como a nova cara da velha política

A cara de um... Tipos como Renan Calheiros parecem inspirar cada vez mais o comportamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.Senadores que ajudaram presidente do Senado contra Renan se mostram decepcionados

Senador inexperiente e sem talentos reconhecidos, Davi Alcolumbre (DEM-AP) derrotou a “velha política”, na briga pela presidência do Senado, com o apoio e entusiasmo dos novos senadores. Menos de oito meses depois, a decepção. Vários desses “eleitores” constatam o que já virou piada: Alcolumbre está cada vez mais parecido com Renan Calheiros (MDB-AL), de quem seus eleitores apenas querem distância. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Nos corredores do Planalto, Alcolumbre é ironizado pela insistência em nomear indicados, exatamente como os que derrotou em fevereiro.

Ele segurou indicações para embaixador durante meses, insistindo em manter na ONU em Nova York Mauro Vieira, ex-chanceler de Dilma.

Um dos críticos, Alessandro Vieira (Cidadania-SE), é autor da CPI Lava Toga, que Alcolumbre ameaça engavetar. Como na velhíssima política.

Alunos da UESPI “abraçam” campus de Oeiras em protesto contra descaso com educação

Alunos da Universidade Estadual do Piauí “abraçaram” o campus de Oeiras durante protesto contra o abandono com a educação do governo de Wellington Dias.

Várias pessoas se reuniram com objetivo de tornar público as dificuldades que a universidade vem passando diariamente, como falta de estrutura, investimento, e inclusive a disponibilidade de disciplinas, que atrapalham com a continuação da graduação. Como o curso de Medicina no Campus de Teresina, que está sendo ofertada apenas uma disciplina por semestre. Ao todo são 600 disciplinas que estão sem professores para ministrá-las em 18 campi da UESPI espalhados pelo estado.

É importante destacar que o governador Wellington foi criado em Oeiras e sempre em seus discursos ele se diz filho do município.

Existe filho mais ingrato que esse, Oeiras?!

Governo do Piauí inaugura nova cadeia nesta segunda-feira(23)

Visão externa da nova Cadeia Pública de Altos. (Foto: Divulgação/Sejus)

Nesta segunda-feira (23), será inaugurada pelo Governo do Estado e a Secretaria de Justiça a Cadeia Pública de Altos. Com 604 vagas, o estabelecimento deverá receber o excedente carcerário das demais unidades, mas, mesmo assim, o problema da superlotação no Piauí não se resolve. Ele será apenas minimizado. É o que denuncia o Sinpoljuspi (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí) e a Defensoria Pública do Piauí.

Construída por meio de convênio entre Estado e União, com investimento na casa dos R$ 17 milhões, a cadeia pública começou a ser idealizada ainda em 2008, quando o sistema prisional do Piauí abrigava cerca de 1.900 detentos, segundo dados do Sinpoljuspi, como resposta ao problema de superlotação dos presídios na época.

Celas da nova Cadeia Pública de Altos. (Foto: Divulgação/Sejus)

Mais de uma década depois, o sistema quase triplicou a quantidade de presos. Segundos dados da Secretaria de Justiça, o sistema possui atualmente 5.105 presos para as 2.390 vagas disponíveis. Ou seja, mesmo com as 604 novas vagas da cadeia pública, elevando o número de vagas disponíveis para quase três mil, os presídios do estado continuarão operando com 70,47% além da sua capacidade.

“Essa inauguração dará certo alívio por uma média de seis meses, mas é uma demanda crescente”, revela Kleiton Holanda.

“A obra está muito bem feita, já passou por várias tentativas de inauguração e, por falta de servidores, não foi inaugurada, mas há uma necessidade urgente devido à superlotação em várias unidades prisionais. Essa inauguração dará certo alívio por uma média de seis meses, mas é uma demanda crescente”, explica o presidente do Sinpoljuspi, Kleiton Holanda.

Para a titular da 4ª Defensoria Criminal, o estabelecimento não resolve o problema da superlotação no Piauí. Segundo Viviane Setúbal, não é só abrir uma nova cadeia. Trata-se de se investir em projetos de ressocialização para os detentos e também na formação e capacitação dos profissionais que vão lidar diretamente com eles.

“Infelizmente a ideia que se tem é que investir nessa área é algo que não tem futuro. O Executivo, os administradores precisam ter consciência de que não é investimento em vão. A gente não pode ver aquele preso que está ali como uma pessoa que não tem mais perspectiva, pelo contrário. Existem pessoas no sistema que têm sim toda a capacidade de mudar de vida e só precisa de oportunidade. A oportunidade que não teve antes”, avalia Viviane. ( Com informações de Nathalia Amaral e Maria Clara Estrêla.)

Projeto torna obrigatórias questões de conhecimento regional em concurso

Está na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa aguardando parecer do relator, deputado Francisco Limma (PT), o Projeto de Lei do deputado Evaldo Gomes (Solidariedade) que torna obrigatório a aplicação de questões de conhecimento regionais nas provas de concurso público promovidos pelo Governo do Estado do Piauí.

As provas devem abordar conteúdos geográficos, históricos, culturais, éticos, políticos e econômicos, com no mínimo 10% do total das questões do exame.

O parlamentar argumenta que a sua intenção é estimular o maior e melhor conhecimento cultural sobre o o Estado do Piauí.

“Conhecendo a história, a geografia, a formação ética, social e política, os candidatos terão melhor desempenho nas atividades profissionais que desenvolverão no serviço público. Ademais, o projeto trará vantagem para os concorrentes piauienses com relação aos dos demais estados, uma vez que naturalmente eles tem mais conhecimentos sobre o nosso Piauí”, argumenta o autor da proposta.

Evaldo Gomes salienta que em outros estados da federação já existem leis similares, como no Distrito Federal, de forma que os concurseiros piauienses são obrigados a estudar as regionalidades de outros estados, não sendo justo que o Piauí também não tenha a exigência em seus concursos.

O deputado destaca que a proposta tem respaldo no artigo 75 da Constituição do Estado e que a Assembleia Legislativa tem competência para legislar sobre a matéria, que não se enquadra nas atribuições exclusivas do Executivo. Evalo espera que os colegas se atenham à importância da matéria, uma vez que ela trata da valorização do próprio estado.

Durvalino Leal – Edição: Katya D’Angelles

Luciano Huck intensifica articulação para ser presidenciável em 2022

Luciano Huck com os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; Paulo Câmara, de Pernambuco; e Camilo Santana, do Ceará, durante Encontro sobre Gestão de Pessoas e Educação, promovido pela Fundação Lemann, em Singapura.

O discurso oficial é o de que ele está imerso em uma jornada de busca por conhecimento, mas a expressão “candidato a candidato” passou a ser vista como mais apropriada para o momento atual de Luciano Huck, 48. O empresário e apresentador da TV Globo, que esteve perto de concorrer ao Planalto em 2018, intensificou sua movimentação política nos últimos meses, em sinal de que a candidatura é uma vontade mais viva do que nunca.

Aliados de Huck ouvidos pela Folha confirmam que ele “está considerando” a possibilidade, embora a decisão concreta só deva vir mais tarde.

Com a preparação, ele chegaria a 2022 com a ideia amadurecida, diferentemente do que ocorreu em 2018, quando acabou atropelado por acontecimentos e concluiu prescindir de uma estrutura sólida o suficiente para encarar uma batalha presidencial.

Gestos recentes, tanto de iniciativa dele quanto de atores externos, indicam estar em curso o surgimento de uma campanha para ocupar o espaço do centro na sucessão de Jair Bolsonaro (PSL), que já disse que deve tentar a reeleição.

Huck desde 2017 se articula ancorado no seu engajamento em movimentos que pregam renovação política. Ele agora estabeleceu um ritmo acelerado de conversas com líderes políticos e partidários, entrevistas à imprensa, palestras em eventos para formadores de opinião e aparições públicas para debater temas urgentes, como a crise na Amazônia.

A face política do apresentador do “Caldeirão do Huck”, o programa das tardes de sábado que ele comanda na Globo há 19 anos, pode ser acompanhada nas redes sociais. Ele se define nos perfis como “apresentador de TV e curioso”.

Ali, diante de seus 48 milhões de seguidores, posicionamentos de tom mais sério dividem espaço com fotos da mulher, a apresentadora Angélica, junto com os três filhos, vídeos de sua atração na Globo e selfies com amigos como Neymar.

Nos bastidores, o caldeirão de Huck também ferve. Ele passou a aproveitar as muitas viagens para gravações (chega a visitar três estados por semana) para reuniões com governantes e influenciadores.

Foi assim, por exemplo, que esteve neste ano com os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e do Paraná, Ratinho Junior (PSD). No encontro com o filho do apresentador Ratinho, Huck estava com Junior Durski, criador do Madero, rede de hamburguerias da qual é sócio.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), também esteve no rol dos que sentaram com Huck. Há três meses, o tucano participou de evento no Instituto Criar, ONG fundada em 2003 pelo apresentador.

A lista de interlocutores reflete proximidade com partidos que buscam se posicionar ao centro do espectro político. Hoje sem filiação, o comunicador estabeleceu pontes com o Cidadania, antigo PPS (destino mais provável caso efetive a candidatura), o DEM (jantou com o presidente da legenda, ACM Neto) e o PSDB (onde tem a bênção de Fernando Henrique Cardoso, há tempos entusiasta de uma aventura eleitoral sua).

FHC, que costuma ser ouvido por Huck em momentos decisivos, continua reiterando simpatia à candidatura para a Presidência da República.

Personalidades

O núcleo embrionário em torno da ideia reúne figuras experimentadas: Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central (governo FHC); Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo (que passou por PMDB, PSDB, PPS e PSB e hoje está sem partido); e Roberto Freire, dirigente do Cidadania, disposto a tudo para garantir o “passe” do novato.

Também orbitam o projeto: o cientista político Leandro Machado, do Agora!, movimento que o apresentador integra desde 2017 e que formula políticas públicas; e o empresário Eduardo Mufarej, que teve a ajuda de Huck para fundar o RenovaBR, curso para novos políticos que depende de doações privadas e se diz suprapartidário.

Atuando como assessores informais, eles se encarregam de dar conselhos ao apresentador e de aproximá-lo de potenciais aliados, tanto no ambiente político quanto no meio empresarial e no setor não governamental.

Nessa mesma toada, Huck adota publicamente um discurso de conciliação e respeito às diferenças. Há alguns dias, em um seminário promovido pela revista Exame em São Paulo, disse ser uma pessoa “com a cabeça aberta”, avessa à lógica de polarização.

À esquerda, contudo, ele direcionou ataques desde o segundo turno da eleição de 2018. Quando a disputa estava entre Bolsonaro e o petista Fernando Haddad, Huck falou: “No PT eu nunca votei e jamais vou votar. Isso é fato”.

No imbróglio entre Tabata Amaral e a cúpula do PDT de Ciro Gomes, o apresentador ficou do lado da deputada federal, eleita com o apoio da escola de políticos RenovaBR, uma das organizações de renovação que ele apadrinha.

No mesmo evento da Exame, no qual deixou na plateia a impressão de já falar como presidenciável, Huck alfinetou Lula (PT), ao criticar a retórica do ex-presidente. “O ‘nunca antes na história deste país’ só foi possível porque antes disso teve um governo que organizou e equilibrou o Estado”, afirmou, em alusão à gestão FHC e ao Plano Real.

Na palestra, Huck apresentou à plateia de executivos um conceito com jeito de slogan de campanha: disse acalentar um “sonho maior” para o Brasil, uma plataforma que envolveria diminuição da desigualdade, eficiência da gestão e crescimento econômico aliado a programas sociais.

O discurso que vem sendo testado pelo apresentador é uma evolução das ideias que difunde desde 2017, quando despontou como provável concorrente ao Planalto. Nas falas, sempre ressaltou a defesa da educação e da igualdade de oportunidades.

O “país afetivo” a que ele se refere nas declarações seria o reflexo de uma visão híbrida, nem de direita nem de esquerda, que conciliaria valores liberais na economia com um dedo do Estado em políticas de enfrentamento à miséria.

Ele emerge como “um excelente candidato para derrotar a disjuntiva nefasta entre lulopetismo e bolsonarismo”, na opinião de Freire. “Tem uma boa visão do mundo e compreensão política dos problemas brasileiros”, acrescenta o apoiador.

Adversários

Enquanto tenta se colocar como alguém que circula bem da Faria Lima (a avenida do PIB em São Paulo) aos grotões do país (onde entrevista anônimos para quadros de seu programa), Huck e seus correligionários sondam o terreno.

E no caminho há o governador paulista, João Doria (PSDB), apontado também como candidato a preencher a lacuna do centro. Ainda que o pleito esteja distante, interlocutores do apresentador já fazem cálculos e projeções de cenário. Dizem que ambos têm pontos fracos e fortes.

Huck tem em suas mãos pesquisas demonstrando que é conhecido nacionalmente (graças a uma carreira de mais de 20 anos na TV) e goza de popularidade da classe A à E. Numa eleição, encarnaria a figura de outsider e conseguiria angariar apoio das celebridades de quem é amigo.

Doria, por outro lado, tem armas competitivas: controla a máquina do principal estado do país e a estrutura do PSDB, acumula experiência de gestão, rivaliza à altura em habilidade de comunicação e sabe também manejar o apoio de empresários e artistas.

Huck e Doria, não por acaso, viraram alvo de ataques de Bolsonaro – e pelo mesmo motivo. Em agosto, o presidente disse que ambos se aproveitaram da “teta” do BNDES, por terem comprado jatinhos a juros subsidiados pela instituição.

O apresentador, em resposta, sustentou que a negociação foi feita dentro da lei. Depois decidiu se calar sobre o episódio, no estilo “quando um não quer, dois não brigam”.

Recentemente, disse a amigos ter ficado com a impressão de que o escândalo pretendido por Bolsonaro teve efeito passageiro, já que, nas incursões país afora para gravações, ele não ouviu provocação ou comentário sobre o tema.

O entorno de Huck está consciente de que polêmicas nas quais ele se envolveu ao longo da vida voltarão à tona no contexto de guerra eleitoral. Além do jatinho, o grupo antevê adversários resgatando a amizade do apresentador com o deputado Aécio Neves (PSDB-MG).

Para isso o posicionamento também já está dado: Huck era, nas palavras de um interlocutor, “amigo de balada” do tucano, que caiu em desgraça após a Lava Jato. O apresentador disse que sentiu “enorme tristeza” com o que foi revelado pelas investigações e que se decepcionou com Aécio, para quem fez campanha na eleição presidencial de 2014.

A parte negativa de seu currículo tem ainda uma condenação por dano ambiental em sua casa de Angra dos Reis (RJ), pela qual pagou multa de R$ 40 mil, afirmações do passado consideradas machistas e a vez em que supostamente estimulou turismo sexual no Brasil durante a Copa de 2014.

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PF descobre milhões em contas da quadrilha que vazou mensagens de Moro e procuradores

Tiago Eliezer, o Chiclete, preso quinta-feira (19) em Brasília, é acusado de envolvimento na quadrilha que vazou a troca de mensagens da força-tarefa da Lava Jato.Foram mais de R$3 milhões movimentados pelo esquema que tenta desacreditar a Lava Jato

A Polícia Federal (PF) detectou movimentações milionárias em contas de envolvidos no esquema de vazamento de mensagens no aplicativo Telegram, trocadas entre o então juiz Sergio Moro e procuradores da força-tarefa, com o objetivo de desacreditar a Operação Lava Jato. Contas movimentadas inclusive, por um programador de Brasília, Tiago Eliezer, o Chiclete, preso quinta (19), na segunda fase da Operação Spoofing.

Após a quebra do sigilo bancário, de pessoas próximas a Chiclete, suspeitas de serem laranjas, a PF observou que elas movimentaram cerca de R$3 milhões, nos últimos meses, segundo revelou reportagem da revista semanal digital Crusoé.

Objetivo das investigações, é confirmar se Chiclete é o mentor de Walter Delgati Netto, o hacker conhecido como Vermelho, que invadiu os celulares de autoridades brasileiras, entre elas do ministro da Justiça Sergio Moro.

As investigações também apontaram que Chiclete é um renomado hacker na deepweb, o submundo da internet, onde costumam acontecer operações criminosas.

UESPI:Alunos de medicina cursam apenas uma disciplina por semestre

A deputada Teresa Britto (PV) fez um apelo ao líder do governo, deputado Limma (PT), para que intercedesse pela ida do secretário de Educação, Ellen Gera, à Alepi para esclarecer o que está acontecendo com a educação do estado. De um lado, o problema com a questão do transporte escolar no interior do estado, que tem causado uma grande evasão escolar.

Do outro, a Uespi, que vêm passando por um caos. A nova da vez é que os alunos do curso de medicina da instituição estão cursando apenas uma disciplina por período. O motivo? A falta de professores. deputada sabe que re requerer sem a anuência do rolo compressor da bancada do governo, que conta com 26 dos 30 deputados, ela não tem a mínima chance. Mas, por sua vez, a parlamentar sabe da necessidade de discutir essas situações, que são alarmantes. (Silas Freire)

Dr. Hélio reafirma que pretende ser candidato a prefeito de Parnaíba

O deputado estadual Dr. Hélio (PL) foi o entrevistado desta sexta-feira (20) no Jornal da Costa Norte. De início, ele falou sobre a tramitação na Assembleia Legislativa do Piauí do pedido de empréstimo de R$ 3,5 bilhões que o Governo do Estado pretende conseguir a aprovação. A bancada de oposição, no entanto, tem se manifestado em contrariedade quanto ao procedimento de tomada de crédito.

“Existe uma oposição que por mais que você queira mostrar e justificar as coisas, nunca terão boa vontade em compreender. Não é razoável trabalhar contra uma condição que pode trazer melhorias para a população. O Piauí está entre os 10 estados do Brasil que tem boa capacidade de pagamento”, disse Dr. Hélio, justificando que o dinheiro do empréstimo será usado em obras estruturantes.

O parlamentar afirmou ainda que parte dos recursos tem como destino a aplicação em calçamento, asfaltamento, na orla da Pedra do Sal, na Ponte Simplício Dias, dentre outras obras em andamento na cidade de Parnaíba. “A gente vê uma certa morosidade por falta de dinheiro e isso é em todo o Brasil. Por isso a necessidade deste empréstimo”, argumentou o deputado estadual.

Sobre política, Dr. Hélio comentou a respeito das articulações com foco nas eleições do próximo ano. “Em Teresina todo mundo tem comentado muito o nome do deputado Fábio Abreu e em Parnaíba nós fomos acolhidos generosamente na última eleição como o deputado mais votado. Então o nosso nome, com muita naturalidade, tem sido colocado como candidato aqui na cidade”, explicou.

O parlamentar completou dizendo que tem conversado com diversas lideranças políticas. “Temos o diálogo muito tranquilo com todos do grupo liderado pelo governador Wellington Dias. Estou muito entusiasmando e tenho convicção absoluta de que temos viabilidade e sobretudo uma vontade muito grande de fazer uma administração mais técnica e planejada para a população”, ponderou Dr. Hélio.

Foram os Claudino que fizeram Elmano recuar da ‘Lava Toga’

O senador Elmano Férrer que assinou a CPI da Lava Toga no Senado, passou a semana dizendo-se pressionado para retirar a assinatura do pedido de investigação dos Superiores Tribunais do País.

Elmano chegou a soltar que as investidas para retirada de sua assinatura do requerimento estavam partindo, até mesmo, do presidente do Senado, David Alcolumbre (DEM), no entanto, a coluna apurou que o ‘veím trabalhador’ recuou a pedido do grupo Claudino, especificamente, do ex-senador JVC com quem Elmano mantém ligações a décadas.

Por outro lado, o partido de Elmano não teria ficado nada satisfeito, principalmente o lider do partido Senador Álvaro Dias. Pelo jeito, ‘véim trabalhador’ roeu a corda…

Governo está matando a Uespi aos poucos

A Uespi vem agonizando. Falta de estrutura nos Campus, bolsas de estudos atrasadas há vários meses, e o mais grave, faltam professores em 600 diciplinas.

O mais intrigante, é que o reitor da instituição, professor Nouga Carvalho, assiste tudo e ainda aplaude o governo estadual, que parece querer acabar com nossa Uespi aos poucos, lhe negando investimentos. O que vêm salvando, é a bravura dos professores e servidores, que molduram uma luta árdua para não deixar a Uespi morrer.

Elmano retira assinatura da CPI da Lava Toga; “Grande decepção”, diz Kajuru

O senador Elmano Férrer (Podemos) retirou sua assinatura do requerimento de integrantes do “Muda, Senado”, para instalação da CPI da Lava Toga. Somente com 27 assinaturas o pedido poderia ser protocolado.

“Cedeu à pressão de Davi Alcolumbre e retirou seu apoio, deixando o requerimento com apenas 26 assinaturas”, diz o site de Cruzoé.

Para o presidente do Senado Federal, a CPI poderia estremecer ainda mais a relação do Legislativo com o Judiciário.

Nesta tarde, procurado pela impressa em Brasília, Elmano não foi encontrado em seu gabinete.

Reação no Senado

A decisão de Elmano repercutiu entre colegas. Ao Antagonista, Jorge Kajuru (Patriota) disse estar decepcionado. “Disse que ele era corajoso, ele prometeu que não tiraria. Com a pressão do jeito que está, não coloco mais a mão no fogo por ninguém”.

    Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Ainda no desabafo ao site, Kajuru reclamou da postura de parlamentares que, em casos como este, assinam apenas “para negociar”. Mas disse não ter provas, ao ser questionado por Antagonista se estava falando de Elmano.

A CPI tem intuito de investigar a atuação dos tribunais superiores, eventuais irregularidades e o que vem sendo chamado de “ativismo judicial”. (Apoliana Oliveria)

Grupo comandado por Margarete Coelho toma decisões que protegem facções criminosas

O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados Federais que estuda mudanças na legislação penal e processual penal, sob o comando de Margarete Coelho (PP-PI), do Centrão, rejeitou ontem (18) várias medidas importantes propostas por Sergio Moro para combater as facções.

Os asquerosos trechos da decisão vão de encontro à vontade da maioria esmagadora da população e enterram as principais iniciativas de combate à criminalidade do projeto anticrime proposto pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública do governo.

Para se ter uma ideia do retrocesso, entre outras questionáveis alterações, presos ligados a facções nas penitenciárias não terão as penas aumentadas, como previa a proposta de Sergio Moro. 

O grupo liderado por Margarete Coelho derrubou também a possibilidade de gravar as conversas de advogados com advogados, por autorização da Justiça.

Pior ainda, impede a instalação de câmeras em locais públicos, para investigar uma suspeita, sem autorização judicial. Uma conversa gravada sem crivo do juiz não poderá ser usada para acusar alguém, só para defender.

O crime organizado agradece. (Feitosa Costa – Carta Piauí)

Deputados fazem piada sobre “mega-sena do PT”

Durante a votação do projeto que altera a lei dos partidos e regras eleitorais na Câmara dos Deputados, na noite de ontem, o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) pegou o microfone para parabenizar os assessores do PT que levaram o prêmio de R$ 120 milhões da Mega-Sena. Em tom de ironia, o deputado questionou se o dinheiro seria “socializado”.

“Presidente, eu só gostaria de fazer um registro que se tornou público agora que os assessores da liderança do PT ganharam na Mega-Sena. E eu quero aqui parabenizá-los e agradecer pelo PT ficar um mês sem liderança, sem obstruir o plenário. Vai ser uma maravilha agora a votação. E eu quero ver se o pessoal vai socializar esse dinheiro aí, ou se vai ficar só na liderança do PT”.

Ao que o presidente da Câmara respondeu, também em tom de ironia. “Deputado Kim, você tem que ser liberal em tudo. Não pode querer o dinheiro dos outros não, meu amigo”.

Ao fundo do plenário, alguém gritou “Viva o socialismo!“.

10 pessoas para a mesma função pode fechar hospitais no Piauí

Com os hospitais do interior do Piauí sendo usados como cabides de empregos políticos e tendo em sua folha de pagamento 10 pessoas para uma função em que apenas uma era necessária, o estado já chegou ao ponto de atrasar por cinco meses os salários de médicos e enfermeiros contratados em algumas dessas unidades de saúde. Agora, esses profissionais prometem paralisar as atividades semana que vem.

A Dra. Marina, presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), declarou que a situação está insustentável e os profissionais entregarão os plantões. Os enfermeiros estão na mesma situação como relatado por Tatiane Melo do COREN.

Entre os hospitais na iminência de parar estão os das cidades de São Raimundo Nonato, Floriano, Piripiri e Uruçuí, onde o número de contratados chega a mais de 50% do total dos servidores, o que significa que uma paralisação deixaria muitos pacientes correndo risco. (Silas Freire)

Sem dinheiro: TCU suspende autorização para operação de R$ 1,5 bilhão do governo do PI

O deputado estadual Gustavo Neiva (PSB) comentou a decisão.

O deputado Gustavo Neiva (PSB) , comentou, durante sessão plenária na Assembleia Legislativa do Piauí nesta quinta-feira (19), que o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu a autorização para a realização de uma operação de crédito avaliada em mais de R$ 1,5 bilhão relativa a venda dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que o Governo do Estado estava negociando.

“O TCU suspendeu a operação de crédito do governo do Estado do Piauí para venda dos precatórios do Fundef, justamente porque não há transparência nessa operação de crédito. O TCU encontrou irregularidades nessa ação. Isso colabora com o que a oposição vem batendo aqui na Alepi. Ao contrário do que dizem, que a oposição trabalha contra o estado do Piauí, mostramos justamente o contrário, que trabalhamos a favor do Piauí”.

A autorização pedia a antecipação, mediante licitação, dos créditos dos precatórios que o governo irá receber da União. O texto do documento dizia que esse valor seria usado para despesas com a capitalização do fundo de previdência dos servidores públicos. o projeto foi apresentado e aprovado pela Alepi no mês de julho, antes do recesso parlamentar.

Trecho do documento encaminhado pelo governo do Estado a Alepi em julho de 2019.

Na oportunidade, o parlamentar também falou sobre os recentes pedidos de operações de crédito e pediu mais transparência por parte do governo do Estado.

“Agora fica o questionamento: O governo continuar vai insistindo nesse mesmo caminho de não dar transparência a suas ações?”, questionou Neiva.

O que diz a base governista

O deputado Fábio Novo (PT) afirmou que os empréstimos que o governo estadual está pleiteando são fundamentais para o desenvolvimento do Estado. Como exemplo ele lembrou toda a polêmica criada em torno do empréstimo do Finisa, mas ao final do processo judicial o Estado teve acesso aos recursos e está utilizando na execução de diversas obras de suma importância para a melhoria das condições de vida do Estado.

“Quero aqui lembrar apenas de quatro obras que estão em execução. Uma delas é a recuperação do Porto das Barcas, em nosso litoral, que já está com 80% dos recursos garantidos e é nada menos do que a maior obra de reforma do patrimônio do Nordeste. Outras duas são as estradas estaduais entre Avelino Lopes e Curimatá e a estrada de Dom Inocêncio. Outra muito importante é a retomada das obras de duplicação das duas entradas de Teresina”, afirmou o deputado petista.