Fundação Raul Bacellar conclui 6ª etapa do Projeto “Coração Solidário”

Amor ao próximo foi um dos ingredientes mais importantes para finalizar a última etapa deste ano (2018) do Projeto Coração Solitário, que foi realizado neste sábado (15) na Fundação Raul Bacellar, no bairro São José.

O Projeto é uma ação social que conta com a participação dos estudantes do curso de medicina da Iesvap, do Lions Club e Rotary Clube; Grupo de Escoteiros Raul Bacellar, Fundação Raul Bacellar, Lojas Maçônicas e colaboração dos “Amigos Solidários de Parnaíba”.

O presidente da Fundação Dr. Renato Bacellar, advogado e professor Renato Bacellar, fez um balanço positivo sobre ação desenvolvida ao longo do ano de 2018. “Conseguimos atender mais de 500 pessoas. Já realizamos 6 vezes esse evento. Este ano realizamos duas etapas. A gente percebe uma gratidão em todos, pelo semblante de cada paciente que vem aqui. Esses acadêmicos de medicina, com médicos e professores e o apoio dos parceiros, temos procurado reanimar a vida dessas pessoas, que às vezes estavam desesperançadas. Eu avalio que foi o  melhor possível o encerramento das ações deste ano”.

Foram realizados atendimentos gratuitos de eletrocardiograma, aferição da pressão arterial, teste de glicemia, verificação do tipo sanguíneo e consultas de pequenas complexidades. E os atendimentos aconteceram sempre dois sábados no mês de julho e dois meses em dezembro.

O professor e médico Márcio Brás Monteiro, também fez sua avaliação sobre o trabalho desenvolvido em parceria com Fundação Raul Bacellar, que conseguiu atingir um ótimo índice em atendimentos. “É uma alegria e uma satisfação que não tem tamanho. O coração fica sem dimensões dentro da gente. Poder atender pessoas que precisam dos nossos cuidados. Alegria maior ainda é poder ver nossos alunos se desempenhado na realização desses exames, esses alunos que aqui praticam medicina. Realmente eles praticam a humanidade, além de trabalhar para servir o próximo”, relatou o professor, que na ocasião foi homenageado com o diploma de “Gratidão ao Mérito”, da Fundação Raul Bacellar.

Dr. Renato Bacellar disse que a Fundação Raul Furtado Barcellar cumpriu seu papel na sociedade parnaibana. “Lembro sempre da figura Dr. Raul, que faleceu 106 anos, mas dentro de suas possibilidades, mesmo com a idade avançada, mas bem lúcido, atendia as pessoas que o procuravam aqui no casarão da Rua Vera Cruz”, pontuou.

Texto e fotos: Camila Neto

Veja revela os caminhos da riqueza absurda de Lula e seus filhos

O Lulinha é o mais rico sem nunca ter trabalhado 

O desespero do presidiário Lula, seus filhos que nunca trabalharam, Haddad, Guilherme Boulos, Marina, Ciro, Suplicy e diversos amigos estão apavorados com a verdade que veio à tona.

A revista VEJA desse final de semana publica a verdadeira história sobre a riqueza extemporânea dos filhos do ex-presidente Luís Inácio da Silva, mais conhecido pela alcunha de Lula.

A fabulosa riqueza do Lulinha, como é chamado,  não se sabe como, começou como sócio majoritário dos Frigoríficos JBS (Friboi), do propineiro Wesley Batista, também preso pela Lava Jato.

É também sócio majoritário da Telefonia OI, proprietário de seis fazendas que somadas dão um total de 1.400.000 hectares. Criador de mais de 500.000 bovinos no Estado do Pará.

Hoje, seu meio de transporte é um jato executivo avaliado em U$ 50 milhões de dólares, um absurdo para quem era funcionário público cuidador de zoológico.

Essa é parte da distribuição de renda que o ex-presidente Lula defende para a Dilma e mais 12 senadores, 49 deputados e 3 governadores, todos do PT, já discriminados na Delação Premiada do ex-diretor da Petrobras, Paulo Eduardo Costa, preso e apavorado com o risco de pegar mais de quarenta anos de Cadeia.

Esse governo, por meio de seus políticos, roubava mais de 3% de todos os contratos sob sua responsabilidade, desde 2003 até os dias de hoje.

Só a refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, teve preço final de R$ 40 bilhões, implicando numa propina de R$ 1 bilhão e 200 milhões. O Mensalão será considerado apenas um troco, comparado ao rombo dentro da Pras. A verdade está chegando na hora certa. O PT está em pânico. Rui Falcão está desesperado.(jornaldacidadepi)

Sem repovoamento e R$ 3 milhões IBGE não faz o Censo 2020

Por Wesslley Sales 

A cada 10 anos o Brasil se mostra através dos números. Quantos somos, como vivemos, qual representatividade de um Estado no Congresso Nacional. Essas são algumas das respostas apontadas pelo Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O primeiro Censo foi realizado ainda em 1872, quando o Brasil ainda era colônia de Portugal e tinha pouco mais de 10.100 milhões de habitantes. Em 2010, na última pesquisa, já éramos 190.732.694 milhões de brasileiros, crescimento de 12,3% em relação ao ano 2000.

O IBGE agora já se preocupa com o retrato nacional que será mostrado em 2020, mas para isso será preciso primeiro vencer as dificuldades internas no próprio Instituto. Para o próximo Censo Populacional será preciso R$ 3 milhões, recurso que sequer está assegurado.

Outra dificuldade é o grande número de servidores chegando a aposentadoria. No Piauí, o déficit segue a mesma tendência nacional. Antes mesmo de iniciar a contagem populacional será preciso povoar o IBGE de recursos e profissionais, sob pena de não saber quantos somos, como vivemos e qual representatividade de um Estado no Congresso Nacional.

Audiência sobre demissões de servidores na Cepisa é marcada para janeiro de 2019

Audiência volta a discutir demissões na Cepisa em janeiro de 2019 (Foto: Reprodução)

Uma audiência na 1° Vara do Trabalho de Teresina deve desenrolar em janeiro de 2019 os impasses sobre a demissão de funcionários da Cepisa no Piauí. Segundo o Sindicato dos Urbanitários (Sintepi), representante dos servidores, o encontro ficou marcado para o dia 25 do próximo mês com a juíza Tânia Maria Bastos.

Desde a venda da distribuidora para a Equatorial Energia, pelo menos 42 funcionários foram demitidos. O Sindicato criticou os desligamentos e afirmou que seriam “sem justa causa”. Além disso, na semana passada, a empresa lançou um programa de demissão voluntária para diminuir o déficit de R$ 200 milhões com gastos em estrutura e pessoal. Ao todo, a Cepisa tem uma dívida avaliada em R$ 2,5 bilhões.

Em novembro, a Justiça do Trabalho proibiu a demissão de funcionários da Cepisa até abril de 2019, mas a liminar foi derrubada pelo Tribunal Regional do Trabalho do Piauí (TRT-PI). O juri entendeu que a distribuidora não praticou demissão em massa. Tal liminar pedia a readmissão de 28 empregados desligados após a Equatorial Energia assumir o controle da distribuidora de energia elétrica.

A audiência  mais recente estava marcada na sexta-feira (14/12), no entanto foi adiada por um mês. O Sindicato quer a readmissão dos funcionários e impedir novas demissões. A assessoria jurídica do Sintepi reiterou que a distribuidora feriu normas que protegem os servidores da Cepisa e que o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) impede que eles sejam demitidos. O ACT está em vigor até 30 de abril de 2019.

Fonte: Com informações do Sintepi

“Bolsonaro é resposta tosca, mas não ameaça a democracia”, diz Mangabeira

Mangabeira Unger explica a derrota de Ciro Gomes

Carolina Linhares
Folha

Para o filósofo Roberto Mangabeira Unger, a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) é uma resposta tosca a uma aspiração legítima do Brasil profundo de botar para quebrar. O professor da Universidade Harvard (EUA) critica a hegemonia do PT, de Lula. “Como eles vão liderar? Eles se esborracham porque não compreenderam o que o país queria”. Amigo e guru de Ciro Gomes (PDT), ele assume erros na campanha.

Qual o significado da eleição de 2018?
Foi um plebiscito sobre a volta do PT. A maioria decisiva dos brasileiros estava disposta a pagar quase qualquer preço para evitar o retorno do PT. O PT e o Lula deveriam ter tido a grandeza de reconhecer que a maioria dos brasileiros não aceitaria a volta do PT. Não havia qualquer chance de vitória do candidato do PT, mesmo que Lula pudesse ter sido candidato. O natural é que o PT desde o início tivesse apoiado Ciro.

E por que Ciro não venceu?
Ciro e nós, seus aliados, cometemos um erro. Havia dois caminhos. Um era acertar-se com Lula e com o PT. Aceitar ser vice de Lula para depois virar cabeça de chapa. Havia objeções a isso, devido à diferença entre os projetos par o país e à falta de confiança nos acertos do PT, que tem uma longa história de dar rasteiras. Esse caminho tinha uma consistência tática. O outro caminho era romper desde o início com o PT. Deixar clara a diferença de projeto e oferecer-se ao eleitorado como uma alternativa mais confiável do que Bolsonaro. O erro foi ficar no meio termo. Muitos até o final continuaram a achar que o Ciro era um homem de Lula. Isso é que foi fatal.

Ao não declarar apoio a Haddad no segundo turno, Ciro buscou esse afastamento?
Tarde demais para superar os males gerados por essa ambiguidade. Ciro passou muito tempo explicando-se para as classes ilustradas e endinheiradas, que na maioria jamais votariam nele, em vez de buscar o povão.

Qual dos caminhos que o sr. mencionou para Ciro era melhor?
Os dois tinham consistência. Se ele escolhesse o acerto com o PT, não havia nenhum risco de que, no poder, ele se conduziria como instrumento do lulismo. Eu advoguei essa alternativa.

O sr. não disse que tem que correr fora da raia do lulismo?
Você está fazendo confusão. Uma coisa é o caminho tático. Nós não escolhemos as circunstâncias. Se fosse o primeiro caminho, haveria o problema da confusão da população, porque ficaria manifesto que o Ciro tem um outro projeto.

Mas ele seria eleito?
Com grande chances, com o apoio de Lula, mas sendo não-Lula e sendo quem é, inconfundível com poste, teria grandes chances. O [caminho] preferível teria sido começar de lá de trás essa pedagogia da diferença.

O sr. disse que é preciso correr fora da raia do lulismo…
Eu não disse isso, Fernando Haddad atribuiu essa frase a mim, porque ele confundiu duas coisas: a questão tática com a questão de fundo. Sinceramente eu acho que ele, meu amigo, até hoje não compreende a diferença substantiva dos projetos.

Como o sr. explica a ascensão de Bolsonaro?
PSDB e PT juntos, duas cabeças da mesma serpente, conduziram o Brasil por uma lógica da cooptação. Cada parte do país foi comprada, a corrupção foi apenas um dos vários corolários desse sistema. Intuitivamente o Brasil buscava passar da lógica da cooptação para a lógica do empoderamento. E por trás dessa rejeição ao PT havia o repúdio à lógica da cooptação. O modelo que chamamos de nacional consumismo democratizou a economia do lado da demanda e do consumo, não do lado da produção. O agente social mais importante do Brasil, os emergentes, é órfão de projeto político. Não é apenas a pequena burguesia empreendedora mestiça, morena, que vem de baixo. É também uma multidão de trabalhadores pobres que vê nos emergentes a vanguarda. Essa é a cara do Brasil profundo.

A esquerda abandonou essa população?
Chamar de esquerda o PT é muito esquisito. Porque esse nacional consumismo não tinha qualquer projeto de mudança estrutural. A parte social é o açúcar com que se pretendia dourar a pílula do modelo econômico. Esse Brasil profundo quer desesperadamente mais do que açúcar. Quer instrumento e oportunidade. Quer botar pra quebrar, criar, construir, inovar, ser gente. ​Bolsonaro é o beneficiário acidental desse desejo frustrado. Acidental não é para desmerecer o esforço que ele fez durante anos de construir um discurso e canais para esse Brasil desconhecido, que é o agente decisivo hoje.

Bolsonaro teve essa estratégia ou foi sem querer?
Intuitivamente sim [teve estratégia]. Oferece soluções simplistas, mas que no imaginário apelavam para uma ideia de libertação e merecimento. Era a forma simplista e até distorcida e mentirosa de uma aspiração legítima.

Por que o PT não apoiou Ciro?
Tudo indica que preferiam perder o poder à direita a perder a hegemonia na esquerda. Por soberba, sobrevalorizando a sua influência sobre a população e subvalorizando a descoberta pelo povo brasileiro da insuficiência do projeto petista. Um povo farto da lógica da cooptação nacional consumismo e buscando o empoderamento. Isso era o mais difícil de eles aceitarem porque seria uma crítica fundamental a eles mesmos..

Bolsonaro fará um bom governo?
Me parece promissor, e falo como opositor, a ideia de impor o capitalismo aos capitalistas. Nem de longe é condição suficiente para o modelo de desenvolvimento que precisamos, mas é condição preliminar. A radicalização da concorrência, quebra dos cartéis, a destruição dos favores dados aos graúdos pelos bancos públicos. E de oferecer aos emergentes um projeto político que responde às aspirações deles. Considero que a resposta é tosca e que irá frustrar parte da população. Mas é melhor do que nada. O que era intolerável no nosso país é que o agente social mais importante estivesse alienado da política e não se sentisse representado.

Bolsonaro não é o experimentalismo radical?
Não. Não é a ideia de que existe a forma simplista de acabar com a bagunça. A ordem na sala de aula, a força contra crime, é o presidente não comprar os partidos. Não é acabar com a bagunça, é transformá-la numa anarquia criadora. Não vamos impor ao país uma camisa de força. A severidade moralizante, a fórmula pronta, o revólver, a ordem patriarcal. Tudo isso é uma fantasia arcaica, de que há um atalho, uma maneira simples de encontrar esse futuro que queremos. O Brasil vai descobrir que esse atalho não funciona, mesmo assim eu julgo que essa primeira onda será útil ao país e talvez, retrospectivamente, venhamos a pensar que ela foi necessária.

Bolsonaro é uma ameaça à democracia?
Não vejo qualquer indício concreto de ameaça direta à democracia. Em Harvard, meus colegas me abraçam em solidariedade porque passa por lá que Mussolini assumiu o poder. Não é nada disso. O risco que nos ronda não é a ditadura fascista, é a perpetuação da mediocridade. O risco à democracia pode haver depois, por sucessivas frustrações dessas aspirações dos emergentes, de empoderamento.

Como vê Sérgio Moro no Ministério da Justiça?
Outro aspecto positivo de Bolsonaro é a desorganização dos acertos entre oligarquia do poder e oligarquia do dinheiro. Moro pode ser útil nisso. Muito bom para o país. Desde que não caiamos sob o governo dos juízes, que não têm eficácia ou legitimidade para governar. Eles são úteis ao país para abrir o espaço cívico e impedir que ele seja corrompido, mas não para ocupá-lo.

O que acha da política externa de Bolsonaro?
Há duas vozes dominantes na política exterior brasileira. A primeira é a da política exterior como sucursal da UNE. É retórica, nunca foi real. Por exemplo, nos assuntos da Defesa, o Brasil é um protetorado dos EUA e o PT nunca levantou um dedo para mudar isso. A outra voz é a política exterior como sucursal da Fiesp. É um bazar para vender os nossos produtos. O que eu temo é que a política exterior do governo Bolsonaro venha a ser a continuação da mesma coisa, a justaposição dos dois erros. É o simbólico com sinal trocado, em vez de anti-imperialismo é antiglobalismo. Um tão ruim quanto o outro. Justaposto ao pequeno mercantilismo. É um bazar permanente.

E a relação com os EUA?
De um lado, dizemos “vamos ser como eles”. Eles buscam grandeza, nós vamos buscar grandeza. E qual a fórmula da grandeza? É nos subordinar a eles. Isso é algo que não passa, justificado por essa retórica confusa do antiglobalismo. É a ambiguidade do discurso do Bolsonaro. Não está só trocando o sinal, passando de uma política ideológica para outra e não concebendo a política exterior como política de estado. Estão usando a política exterior como se fosse o reino do simbólico. Os astrólogos escolherem chanceleres. Isso só aconteceu na Babilônia há três mil anos.

Promessa de Wellington Dias: Construção de teatro em Picos fica somente na promessa

A obra de construção do teatro de Picos ficou apenas na promessa. Oito meses após a assinatura da ordem de serviço nada ainda foi feito e, no local onde seria executada a obra tem apenas a placa e o terreno abandonado. As informações são do Jornal de Picos.

Nas redes sociais várias pessoas ligadas às artes e a cultura protestam contra o descaso do governo do estado e, cobram uma posição daqueles que prometeram a obra.

Denominada de Centro Cultural de Picos a obra está orçada em R$ 1.490.545,61 e deveria ser erguida em um terreno situado em frente ao Campus da Universidade Federal do Piauí, localizado no bairro Parque de Exposição, Zona Leste da Cidade. Os recursos para execução do serviço são do Tesouro Estadual.

Através da modalidade tomada de preços, a obra foi licitada e o contrato com a empresa vencedora da concorrência, a Construservice Serviços Gerais Ltda, com sede em Teresina, assinado no dia 5 de janeiro de 2018. A empresa tinha um prazo de doze meses para concluir a construção do prédio, porém, até o momento nada foi feito.

Ordem de serviço
Durante solenidade realizada na noite de 6 de abril deste ano no auditório da UFPI, a vice-governadora Margareth Coelho (PP), assinou a ordem de serviço para construção e modernização do Centro Cultural de Picos. O ato contou com a presença do deputado Fábio Novo (PT), prefeito Padre Walmir, secretária estadual de Cultura, Bid Lima, vereador Wellington Dantas (PT), dentre outras autoridades.

Oito meses após a assinatura da ordem de serviço, a obra ainda nem começou. No local é visível o abandono, com o terreno encharcado de água devido as fortes chuvas que caíram em Picos nos últimos dias e animais pastando.

Empolgação
Na solenidade de assinatura da ordem de serviço muita empolgação por parte das autoridades. O deputado Fábio Novo, por exemplo, disse que o termo de cooperação com a UFPI, que cedeu o terreno para construção do teatro de Picos, tinha sido o seu último ato como Secretário Estadual de Cultura.

Dizendo-se feliz em estar assinando a ordem de serviço, a vice-governadora Margareth Coelho (PP) ressaltou que Picos merecia um teatro e a construção do espaço era necessária para o desenvolvimento cultural da cidade.

O prefeito Padre Walmir (PT) era um dos mais entusiasmados e declarou: “Nós sabemos que a cultura é forte em Picos, mas não tínhamos um espaço adequado para praticá-la! Agora teremos um local para outros projetos maiores e o nosso sonho está começando a se concretizar” – comemorou.

Anúncio da obra
A construção do primeiro teatro de Picos foi anunciada pelo vereador Wellington Dantas (PT) em pronunciamento no dia 6 de julho de 2017, data em que ele retomava seu mandato na Câmara Municipal de Picos após seis meses como Secretário de Governo da gestão do Padre Walmir.

Na oportunidade o parlamentar anunciou que havia conseguido junto ao governador Wellington Dias e o então secretário estadual de Cultura, deputado Fábio Novo, a construção do primeiro teatro de Picos. Segundo ele, o espaço teria cerca de 1.750 metros quadrados e capacidade para 250 pessoas sentadas, além de duas salas para oficinas, camarim e banheiros.

Mesmo sem a obra ter sido sequer iniciada e nem existir qualquer previsão de quando isso vai acontecer, o vereador Wellington Dantas resolveu homenagear o ex-secretário estadual de Cultura, deputado Fábio Novo, com o título de cidadão picoense. Devido ao forte corporativismo que existe no legislativo, a proposta foi votada e aprovada pela maioria dos parlamentares nas sessões dos dias 6 e 13 de dezembro.

Wellington Dias e a “quebradeira” do Estado

Wellington Dias em seu labirinto

Por: Arimatéia Azevedo

Uma série de ações do governo estadual para fazer caixa neste fim de ano deixam evidentes as enormes dificuldades que Wellington Dias (PT) deve enfrentar no seu quarto mandato.

O governo do petista antecipou ICMS sobre energia nos meses de outubro e novembro, lançou mais uma vez um programa de refinanciamento de dívidas tributárias e no dia 10 de dezembro uma portaria da Secretaria da Fazenda estabeleceu descontos para empresas que antecipassem o pagamento do imposto. Esse esforço todo para catar todo o dinheiro possível para fazer frente a despesas correntes pode representa um janeiro de travessia bem difícil.

Não há quem fale sobre o assunto, mas a dificuldade de manter as contas em dia deixou de ser especulação e boataria para se consolidar em incômoda verdade. Um exemplo é a famosa tabela de pagamentos de salários. O governo petista anunciou solenemente que esse não seria mais tema de interesse jornalístico, mas voltou a ser, porque até agora a administração estadual não estabeleceu qual o cronograma de desembolsos salariais em 2019. Isso porque até mesmo para os salários a serem liquidados em 2018 desapareceu a certeza sobre como, quando e até mesmo se fará o pagamento.

TRE realiza diplomação dos candidatos eleitos nesta segunda-feira

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) realiza nesta segunda-feira (17) a cerimônia de diplomação dos candidatos eleitos no Estado.

A solenidade acontece a partir das 19 horas no auditório do Tribunal de Justiça, e conta com a presença do presidente em exercício do TRE-PI, Sebastião Ribeiro Martins, demais membros da corte eleitoral e autoridades locais. Na oportunidade devem ser diplomados, 30 deputados estaduais, 10 federais, 5 suplentes de cada coligação, além de governador, vice-governadora, senadores e suplentes. Totalizando 79 candidatos a serem diplomados durante a cerimônia.

A cerimônia de diplomação atesta que os escolhidos pelos eleitores cumpriram todas as formalidades previstas na legislação eleitoral e a entrega dos diplomas confirma que os eleitos estão aptos a tomar posse nos mandatos para os quais foram eleitos a partir de 1º de janeiro de 2019 nos termos da Constituição Federal. Para receber o diploma, é necessário que eleitos e suplentes estejam com o registro de candidatura deferido e as contas de campanha julgadas, não necessariamente aprovadas.

O presidente do TRE-PI esclarece que a diplomação é a última etapa do processo eleitoral e de grande importância, pois outorga poderes para que os eleitos em outubro possam exercer seus mandatos. “Procuramos fazer de tudo para que o processo eleitoral fosse o mais limpo possível, sem mácula, desde o alistamento até a diplomação. A Justiça Eleitoral agiu com o rigor necessário para que efetivamente pudéssemos chegar a este dia da forma mais tranquila possível”, finaliza o presidente do TRE-PI.(Portalaz)

Sindicato denuncia boicote em grandes obras aos trabalhadores de Parnaíba.

 

O secretário do Sindicato da Construção Civil de Parnaíba, Francisco José Barbosa, usou a tribuna livre da Câmara Municipal para fazer um apelo em nome dos trabalhadores da construção civil da cidade.

A ida do secretário se deu mediante um requerimento de autoria do vereador Carlson Pessoa (PPS), quando Barbosa relatou aos parlamentares que os trabalhadores não encontram oportunidade nas obras de infraestrutura do governo que estão em andamento na cidade, como nos Tabuleiros Litorâneos e na Universidade Federal do Delta do Parnaíba, entre outras obras.

Somente uma empresa, declarou Barbosa, teria trazido 223 trabalhadores para o litoral, entre pedreiros, mestres de obra, carpinteiros, eletricistas e outras categorias. “O nosso trabalhador fica à mercê, sem oportunidade. Muitos vieram ao sindicato reclamar pra gente que chegam nessas empresas oferecendo sua mão de obra e são informados de que não há vaga”, questionou o secretário.

Carlson sugeriu que seja elaborada uma espécie de legislação municipal exigindo que empresas de fora destinem cerca de 70% das vagas para operários nativos.“Em Parnaíba temos mão de obra em abundância e qualificada precisando trabalhar, por isso, estamos atentos a esta reclamação da classe para vermos uma saída para este problema”, afirmou o vereador do PPS.

Outro grave problema apontado por Barbosa diz respeito a irregularidades encontradas em algumas empresas fiscalizadas. Em um local, trabalhadores trazidos de outras cidades foram flagrados hospedados no próprio canteiro de obras, sem o mínimo de estrutura para permanecerem ali.

A pauta será analisada mais detalhadamente pelos vereadores a fim de que seja elaborada uma legislação para sanar o problema. Em São José dos Campos, interior de São Paulo, por exemplo, já existe uma lei que prioriza a contratação de profissionais da reião pelas empresas prestadoras de serviços no polo industrial da cidade. Fonte: Luziapaula. Fotos: Lpaula/dci. Edição: APM Notícias.

Polícia Rodoviária Federal vai implantar FETRAN nas escolas municipais de Parnaíba.

 

 

O prefeito de Parnaíba, Mão Santa, recebeu em seu gabinete, na tarde desta sexta-feira (14), inspetores da Polícia Rodoviária Federal, para discutir a implantação do programa FETRAN, nas escolas da rede municipal de ensino. O programa trabalha transversalmente a temática do trânsito nos componentes culturais, através de ações pedagógicas.

Segundo o inspetor Cledson, da PRF de João Pessoa, responsável pela implantação do projeto, a intenção do FETRAN é aproveitar as informações geradas pelas ações da PRF para contribuir com o aprendizado dos alunos. “As estatísticas geradas nas rodovias podem ser utilizadas em aulas de matemática, trazendo informações reais aos alunos o que comprovadamente facilita na captura de sua atenção”, informou o inspetor.

O prefeito Mão Santa elogiou o trabalho realizado pela PRF e garantiu o interesse do município em participar do mesmo, nos próximos dias, equipes da Secretaria Municipal de Educação deverão realizar reuniões com a PRF para oficializar a implantação do programa para o ano de 2019. Fonte: ASCOM. Foto: PMC. Edição: APM Notícias.

 

Casamento comunitário reúne 153 casais na Escola Roland Jacob

Cerca de 153 casais realizaram hoje o sonho de subirem ao alta,r para dizerem o tão esperado “SIM” à pessoa amada, durante o casamento comunitário que aconteceu na manhã desta sexta-feira (14) a última edição deste ano 2018, na Escola Municipal Roland Jacob, no bairro de Fátima, com a presença de amigos, parentes e autoridades.

No evento era possível ver noivas de todas as idades e estilos. Ainda que a cerimônia tivesse apenas efeito civil, alguns casais aproveitaram a oportunidade para se apresentar com o traje tradicional com o vestido de noiva e o terno para o grande dia.

A entrada dos casais, ao som da marcha nupcial, e sendo cumprimentados pelo prefeito Mão Santa e sua esposa, Adalgisa Moraes Souza, e também pelo presidente da seccional da OAB/Subseção Parnaíba, Dr. José de Sousa Lima.

Raimunda Maria Lima, 47 anos, e João Paulo Medeiros, 55 ano,s estão juntos há 30 anos, com dois filhos e três netos, com 10,6 anos e 3 anos. Por conta de diversos fatores, o casal não conseguiu regularizar a situação no civil e hoje é confirmação do amor. “Até que tentamos, mas nunca dava certo e aí chegou a hora em que não fomos mais atrás. Hoje estamos muito felizes em celebrar esse momento tão esperado e importante para nós”, falou a Raimunda.

Valcélia Oliveira, 27 anos e Francisco de Assis Oliveira, 23 anos estão juntos há 1 ano e 7 meses. Um casal jovem que sempre comungam da mesma opinião quanto à oficialização do relacionamento. “É muito difícil dizer o que somos quando vivemos juntos sem sermos casados. Perguntam o estado civil e eu nunca sei o que dizer. Agora, poderei dizer: sou casada”, comemora a jovem.

Para a realização do casamento comunitário,  a Sedesc contou com a parceria do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, Ministério Público, Cartório Ruben Furtado e a Ordem dos Advogados do Brasil. Além de isentar os cônjuges dos valores cobrados pelos trâmites de Cartório, a Prefeitura ainda proporcionou uma grande festa aos noivos e seus convidados.

 

Associação realiza no domingo a Regata dos Manjubeiros do Igaraçu. 

 

Com a expectativa de atrair um grande público, como em anos anteriores, os pescadores do rio Igaraçu, na zona oeste, realizam nesse domingo (16) a tradicional Regata de Canoas dos Manjubeiros.

A largada será no meio da manhã no Porto dos Manjubeiros, às margens do Igaraçu e a programação inclui música ao vivo, distribuição de brindes e confraternização da categoria. Fonte: Jparnaiba. Fotos: proparnaiba. Edição: APM Notícias.

UNINASSAU Parnaíba realiza Natal Solidário no Dom Rufino.

 

 

Desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira (14), os estudantes de Enfermagem da Faculdade UNINASSAU Parnaíba estão realizando doações de alimentos e brinquedos no Centro Social Dom Rufino, localizado no bairro João XXIII. A ação faz parte de uma campanha promovida pelos estudantes para arrecadar mantimentos para a população carente.

De acordo com a coordenadora do curso de Enfermagem, Kelly Oliveira, a campanha visa promover a reflexão sobre a importância de um Natal com mais esperança e dignidade para as vítimas da vulnerabilidade social. “Os alunos se mobilizaram para proporcionar um Natal mais feliz para as famílias carentes, a partir da entrega de cestas básicas e brinquedos” comenta.

Essa é a segunda vez que os estudantes de Enfermagem realizam uma ação social nessa comunidade. A primeira foi no Dia das Crianças, quando realizaram atendimento de saúde ao público da comunidade. Dessa vez, a ação natalina contará ainda com a participação do papai Noel.

Para o Natal Solidário, até o momento, foram arrecadados 40 cestas básicas, 40 brinquedos e lanches para a as crianças. Quem tiver interesse em ajudar, pode fazer a entrega dos mantimentos e brinquedos diretamente na Faculdade. Fonte: Uninassau. Fotos: IPentecostal/PM. Edição: APM Notícias.

Fundação Raul Bacellar e parceiros realizam projeto Coração Solidário neste sábado.

 

 

O projeto Coração Solidário, desenvolvido na Fundação Raul Bacelar, no bairro São José, zona oeste, será mais uma vez realizado neste sábado dia 15 a partir das 7h até as 11h30.

Serão realizados atendimentos gratuitos de eletrocardiograma para pessoas com 50 anos ou mais de idade, aferição da pressão arterial, teste de glicemia, verificação do tipo sanguíneo e outros atendimentos.

Esta ação social tem a participação dos estudantes do curso de medicina da Iesvap, do Lions Club e Rotary Clube, Grupo de Escoteiros Raul Bacellar, Fundação Raul Bacellar e a maçonaria. Fonte: FRB. Fotos: Bsilva/Bpessoa. Edição: APM Notícias.

Raízes do Nordeste será condecorado pela Câmara Municipal de Parnaíba.

 

O Grupo Cultural Raízes do Nordeste, da comunidade Vazantinha, Bairro Ilha Grande de Santa Isabel, em Parnaíba, receberá medalha do Mérito Legislativo Municipal Vereador Alcenor Candeira.

A homenagem foi proposta pela vereadora Fátima Carmino (PT) através do Projeto de Decreto Legislativo nº 369/2018 e aprovada em sessão legislativa.

Os integrantes  que este ano celebram 15 anos de histórias e conquistas  participarão de sessão solene no dia 19 de dezembro, as 19h, no plenário da Câmara de Parnaíba.

Premiado nacionalmente, o grupo já demonstrou ser um dos grandes representantes da cultura popular do município, sendo destaque em festivais nacionais e internacionais realizados no sul e sudeste do país. Fonte: Extra  Parnaíba. Foto: parnaibatv. Edição: APM Notícias.

Prefeitura inicia recuperação da sinalização de trânsito nas ruas da cidade

O prefeito Mão Santa emitiu esta semana a ordem de serviços para que fosse de imediato iniciada, dentro do Programa “Parnaíba Trafegável”, uma etapa da sinalização de trânsito, horizontal e vertical, em vários bairros do município.

Dentre as ruas a serem beneficiadas estão trechos da Avenida Presidente Getúlio Vargas, Rua Oscar Clark (próximo à lotérica – centro); Rua Lima Rebelo( em frente à Caixa Econômica), Rua Pires Ferreira X Rua Lima Rebelo, na Praça da Graça; Rua Pires Ferreira, em frente ao Banco do Brasil e Rua Álvaro Mendes, em frente ao Restaurante Popular.

Nesta quinta-feira, as Secretarias de Transportes, Trânsito e Articulação com as Forças de Segurança, junto com a Secretaria de Infraestrutura, iniciaram repintura das faixas de pedestres na área central da cidade, em ponto que circundam a Praça da Graça. O trabalho se estenderá por todas as vias de grande fluxo ainda este ano.

Para o início do próximo ano, os trabalhos deverão ser concluídos, seguindo as prioridades já mapeadas pela Prefeitura que, com isso, objetiva melhorar o tráfego de veículos na cidade, garantindo também a segurança dos transeuntes, com a maior visibilidade das faixas de pedestres

Meteram a mão no dinheiro do aeroporto da Serra da Capivara

Aeroporto serve apenas para satisfazer o bolso e o égo dos corruptos

A Justiça do Piauí já está de posse de documentos que comprovam o desvio de R$ 442.653,36 destinados às obras de construção do aeroporto de São Raimundo Nonato, na Serra da Capivara, ao Sul do Piauí, que nunca funcionou por não está concluído, e só serve para políticos “bacanas” tirar foto e fazer média.

A Construtora Sucesso, do Grupo Claudino e três ex-gestores da SEINFRA – Secretaria de Infraestrutura do Estado do Piauí foram condenados ao ressarcimento de valores ao erário, por irregularidades na execução das obras do aeroporto Internacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato.

Pela decisão, Antônio Avelino Rocha da Neiva, ex-secretário da SEINFRA; o ex-diretor da Unidade de Engenharia da pasta, Osvaldo Leôncio da Silva Filho; e o ex-superintendente de Obras e Serviços da mesma Secretaria, Severo Maria Eulálio Filho, e ainda a construtora devem, solidariamente, devolver R$ 442.653,36 em 120 dias valor referente ao pagamento indevido pelo transporte de brita para as obras. 

A multa em caso de descumprimento é de R$ 1 mil por dia. Na mesma decisão, o juiz federal Pablo Enrique Carneiro Baldivieso, titular da Vara Única Federal de São Raimundo Nonato, estipulou, de maneira solidária, multa à construtora e aos ex-gestores no valor de R$ 885.306,72.

A Construtora Sucesso foi ainda condenada à proibição de contratar com o Poder Público ou de receber quaisquer benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. Deve ainda no prazo de 120 dias reexecutar as obras na pista do aeroporto, já que um relatório do setor técnico da Polícia Federal apontou irregularidades que comprometem a qualidade dos serviços e a segurança dos usuários.

Já Antônio Avelino Rocha da Neiva, Osvaldo Leôncio da Silva Filho e Severo Maria Eulálio Filho foram condenados à perda de qualquer função pública e à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos por improbidade administrativa.

A Construtora Sucesso S/A deve, ainda, no prazo de 120 dias, reexecutar, na pista do Aeroporto Internacional da Serra da Capivara, serviços nos quais foram constatadas irregularidades, segundo laudos do Setor Técnico da Polícia Federal, que apontam o comprometimento da qualidade dos serviços e da seguranças dos usuários do aeródromo. (Jornaldacidadepi)

Cinquenta anos depois do Ato 5, Zuenir Ventura ilumina as trevas do passado

Pedro do Coutto

Autor do livro “1968 – O Ano Que Não Acabou”, em entrevista à repórter Laura Mattos, edição de ontem da Folha de São Paulo, o jornalista Zuenir Ventura relembra no presente o profundo golpe que atingiu a sociedade brasileira na noite trágica de 13 de dezembro. Importante a trajetória histórica de um registro para que fique impresso na memória das gerações de hoje e das gerações que virão no amanhã.

Foi quando a democracia brasileira tombou por completo, a começar pelo escanteio a que foi conduzido o vice-presidente Pedro Aleixo. Por incrível que pareça o deputado udenista Pedro Aleixo era o vice presidente de Costa e Silva. Neste ponto não restava mais dúvida da longa noite de horrores que tornou difícil de respirar tão graves eram os temores que desciam na vida do país. O presidente Costa e Silva, na noite de 13 de dezembro, recebia poderes totais, explodindo o regime democrático.

PRISIONEIRO – Recebeu poderes totais, porém não os exercia por si só, tornara-se prisioneiro do poder militar. Zuenir Ventura, para mim, com seu livro, tornou-se ao mesmo tempo uma das principais testemunhas da história moderna do Brasil. Seu registro sobre 1968 será incorporado à memória nacional e já é objeto, tenho certeza, de pesquisas que estão sendo feitas pelas gerações do futuro.

O comando militar passou a ser exercido em toda sua plenitude e recebeu estranhas adesões por parte de setores que representavam longínqua minoria em face da realidade nacional que fica escrita na história com tintas de sangue e de alucinação.

QUEDA DE JANGO – Houve contradições entre aqueles que apoiaram e até lideraram o Ato nº 1, que marcou a deposição do presidente João Goulart e iniciou um processo em que as liberdades democráticas foram sendo substituídas por restrições do poder militar.

Uma das contradições refere-se ao ex-governador Carlos Lacerda, o principal líder civil do movimento de 1964 e que naquela noite de dezembro foi preso pelo movimento que ele próprio liderou. Ficou claro que o poder militar, que derrubara Jango para livrar o país de um desfecho subversivo, passou a assumir então uma estrada que afastava os civis do comando da Nação.

NA PRISÃO – Testemunha do arbítrio, Zuenir esteve preso durante três meses. Mas deixa para sempre sua visão e sua interpretação dos fatos que marcaram a história moderna do Brasil.

Jornalista, escritor e tradutor da realidade, ele cumpre seu compromisso histórico para consigo mesmo e principalmente para os que vierem depois de nós.

Paes Landim: Não foi eleito mas assumirá na Câmara Federal

Da bancada aliada ao governador Wellington Dias na Câmara Federal, só Fábio Abreu assumirá cargo no primeiro escalão do governo estadual. Mas a mudança na bancada envolverá dois suplentes: Merlong Solano (PT), que comandará área ligada à infraestrutura no secretariado do governador Wellington Dias, e Paes Landim (PTB), segundo suplente,  será convocado para assumir mandato na Câmara Federal.

FRANZÉ NA EDUCAÇÃO????

O deputado estadual eleito é o nome mais cotado para assumir a secretaria de Educação do Estado. Franzé Silva é do PT, da confiança do governador, testado e aprovado na gestão da  complicada Seadprev (secretaria de Administração e Previdência) e na campanha eleitoral fez dobradinha com a deputada federal Rejane Dias (PT), responsável pela indicação na Seduc. No Palácio de Karnak, o nome de Franzé Silva é dado como certo  para dirigir a pasta a partir de fevereiro de 2019. (Com informações de Elivaldo Barbosa)

E agora, Piauí?

Em toda mudança de governo federal fica aquela expectativa: como será a partir de agora, no Piauí? Os governos estaduais, ao longo do tempo, desde a ditadura, sempre foram aliados dos presidentes da República. A partir de 2013 chegou a vez do PT no Piauí que nacionalmente, também, era do seu companheiro, Lula. E, assim, revezando-se Wellington Dias, Wilson Martins e depois Zé Filho, o Piauí esteve nas graças de Lula por dois mandatos e de Dilma, em mandato e meio.

Quando se imaginava que com o golpe, ou, para alguns, o impeachment de Dilma, as coisas piorassem para Wellington Dias no governo Temer, a realidade que se mostrou foi outra completamente diferente. Wellington nem precisava ir tomar a benção de Temer no Palácio do Planalto porque tinha um tarefeiro bem animado e atuante aqui, o senador Ciro Nogueira, que foi o responsável pelo derramamento de muito dinheiro no governo do Piauí. Ministros e presidente da Caixa eram visitantes costumeiros do Estado, principalmente no período eleitoral, sempre com anúncio de liberação de dinheiro para o Estado e prefeituras. Então, sendo inimigo ou não de Wellington, Michel Temer mandou muito dinheiro para todos os setores do Piauí e assim o governo estadual vai encerrar o ano sem se queixar de Michel Temer. O problema agora será a partir de janeiro.

Como Bolsonaro irá tratar o Estado tendo um governador que lhe foi francamente hostil, um governador que deu o maior percentual de votos para seu adversário, Fernando Haddad? Pior é que o carregador de malas de Wellington no governo Temer, o senador Ciro Nogueira, parece que não vai ter qualquer prestigio no governo do capitão. Basta ver a manchete de ontem, do Portal AZ, que diz que na reunião de ontem, com a bancada do Progressistas em Brasília, Bolsonaro teria dito que não gostaria que o senador piauiense participasse. E, de fato, Ciro não foi. Mandou a esposa, a deputada federal Iracema Portella. Quem será o salvador .(Por: Arimateia Azevedo)