Com cubano ou brasileiro é preciso parar de brincar de saúde!

Por: Fernando Gomes (*)

A decisão do Governo de Cuba em romper o contrato dos profissionais médicos que serviam ao governo brasileiro está recheada de críticas, de parte a parte. Tivemos nos últimos dias verdadeiras avalanches de comentários sobre os fatos impulsionados pelas declarações do Presidente eleito.

O governo de Cuba anunciou no último dia 14 de novembro que abandonou o Programa Mais Médicos (PMM) devido as declarações feitas pelo presidente eleito: “Condicionamos à continuidade do Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinado à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente Cuba não aceitou”, declarou Jair Bolsonaro (PSL).

Em 2013, foi instituído o PMM com recrutamento de mais de 18 mil profissionais em razão da escassez de médicos na atenção básica, sobretudo para as áreas mais vulneráveis do país. A baixa oferta de médicos em locais remotos e desfavorecidos é um obstáculo ao acesso universal e à garantia da qualidade do cuidado em saúde. Poucos médicos brasileiros querem atuar nessas regiões. O Programa tem 18.240 profissionais – sendo 8.332 cubanos, segundo dados do Ministério da Saúde. De acordo com Cuba, seus médicos atuam em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras.

Houve uma enxurrada de comentários sobre a saída dos cubanos. Uns atacando Bolsonaro, outros ao governo de Cuba. Porém, a discussão aprofundada sobre a qualidade do sistema de saúde passou distante. Não interessa discutir tão necessária política pública, a politicagem domina a cena. Fica claro que, especialmente os simpatizantes do PSL e do PT, ainda não desceram do palanque. Atribuir a responsabilidade pelo descaso com o SUS à simples falta de médicos é jogar areia nos olhos do povo desprotegido! Lamentável que os “representantes do povo”, a imprensa e a própria sociedade desviam o olhar. Fica a impressão de que a saúde só vai piorar porque os cubanos vão embora. E o povo engole isso!

A saúde no Brasil padece de muitos males, dentre os quais se destacam três: falta de dinheiro, gerenciamento incompetente e corrupção. Impossível levar a sério qualquer programa que não enfrente ao mesmo tempo esses três desafios. Investir apenas na organização é tão insuficiente quanto alocar mais recursos para um sistema perdulário, contaminado pela corrupção e por interesses políticos da pior espécie.

As iniquidades em saúde entre grupos e indivíduos, ou seja, aquelas desigualdades de saúde que além de sistemáticas e relevantes são também evitáveis, injustas e desnecessárias são traços marcantes da situação de precariedade da saúde no Brasil, no Piauí e na Parnaíba!

Corrupção e falta de gerenciamento é a combinação do quadro atual. As políticas públicas (in)existentes a nível municipal, estadual e federal carecem de um choque de gestão. Ter médico no Posto de Saúde é apenas um número de uma equação não resolvida! Não se pode brincar com a vida das pessoas. Nas três esferas, temos um histórico de políticas sem planejamento, com força de trabalho em saúde pouco eficazes e submetidas aos interesses privados, em especial na atenção básica.

Nenhum profissional médico, seja ele cubano ou brasileiro, tem a capacidade de resolver os problemas complexos do atual sistema de saúde (tripartite), que precisa ser administrado sem corrupção ou ingerências políticas. Sem equipes treinadas, laboratórios de análises, imagens, centros cirúrgicos, acesso a medicamentos e a hospitais de referência para encaminhar os casos mais graves não se faz assistência médica digna. Estamos vergonhosamente despreparados para atender à demanda das enfermidades responsáveis pela maioria dos óbitos: ataques cardíacos, câncer, diabetes, obesidade, derrames cerebrais, acidentes de trânsito, tabagismo, doenças pulmonares.

Parnaíba também recebeu médicos cubanos, mas não teve mágica! Cadê a UPA do bairro Piauí? Para construí-la, quanto se gastou? É, mas foi o governo federal que fez. Logo o estado e o município não têm nada a ver. Nem inaugurada foi, abandonada, já precisa de mais recursos para recuperá-la. Outro fato da saúde local: pertencentes ou defensores do atual governo municipal na campanha eleitoral denunciavam que centenas de pessoas diariamente dormiam nas calçadas dos Postos de Saúde da cidade em busca de uma marcação de consulta, exame ou remédio. Pra não dizer que nada mudou nesse quesito: quem antes denunciava a situação, hoje cala! Conveniência, subserviência e incompetência, tudo rima!

No âmbito estadual, lambança: o recente escândalo da Maternidade Evangelina Rosa, em Teresina, interditada parcialmente depois que mais de 200 (duzentas) crianças morreram só este ano por infecção hospitalar parece não sensibilizar as autoridades que ainda festejam a eleição do governador para um quarto mandato!

É triste constatar que pouco há de se esperar desses gestores, pela vileza, pela disputa ideológica ignóbil, somada à prática política de compadrio e à corrupção endêmica. Fica o grito: parem de brincar com a vida!

(*) Fernando Gomes, sociólogo, eleitor, cidadão e contribuinte parnaibano.

O voo da barata tonta

Por: Arimatéia Azevedo

Setores governistas se apressaram ontem em classificar como fake news a informação sobre a licitação para registro de preços destinada À aquisição de 222.200 km de voo em um jato biturbinado e de 4.320 horas de voo de um helicóptero monoturbinado potência mínima de 700 SHP. O valor da licitação é uma fortuna: R$ 26.277.681,48 e seu objetivo, um escárnio: “Atender a uma necessidade de locomoção do Exmo. Senhor governador do estado do Piauí, de seus familiares e de outras autoridades”. Ao desmentir a informação, assessores próximos do governador disseram que Gabinete Militar, que cuida do transporte e logística do mandatário, desconhecia o procedimento licitatório. Assessores civis também se esfalfaram nos desmentidos. Só esqueceram de consultar a edição de 19 de novembro do Diário Oficial do Estado, em sua página 17, e o Mural de Licitações do Tribunal de Contas, onde estão o aviso da licitação, o edital e o anexo respectivo. Lá podem ser encontradas todas as informações sobre uma ação que um governo sensato jamais faria, sobretudo, em meio a uma crise financeira e fiscal de grande monta, com o estado sem pagar fornecedores e em agudeza de problemas em hospitais, como a interditada Maternidade Evangelina Rosa.  O episódio da tentativa de escamotear uma informação verdadeira e da admissão que o entorno do governador desconhecia a tal licitação da mordomia aérea podem ser um indicativo de que, depois de três mandatos como governador, Wellington Dias ainda tem dificuldade de governar o governo, que funciona como um arquipélago no qual as ilhas estão todas umas de costa para outras. E, naturalmente, seus donatários pouco interessados que as coisas andem republicanamente.

De repente, o Lula fortão deu lugar ao fraquinho

Por:Josias de Souza

Na Presidência, Lula se definiu como uma “metamorfose ambulante”. Pois opera-se neste exato momento uma dessas transformações capazes de virar o personagem do avesso. Aquele Lula fortão da campanha eleitoral, que se imaginava investido do privilégio de negar ao Judiciário a prerrogativa constitucional de condená-lo por corrupção, deu lugar a um Lula fraquinho, que sente o peso da cadeia longeva.

Na mais recente visita dos companheiros Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann, Lula fez um pedido: “Não fica dizendo que eu estou muito bem, senão o povo acredita.” Depois, numa entrevista de porta de cadeia, Haddad disse aos jornalistas: “Ninguém passa incólume 230 dias” na prisão (assista lá embaixo). Na véspera, a Comissão de Direitos Humanos do Senado havia aprovado, sem alarde, um requerimento inusitado.

De autoria do senador Paulo Rocha, do PT, o requerimento prevê a formação de um grupo de senadores para visitar Lula na cadeia com o propósito de avaliar as suas  condições físicas e psicológicas. Alega-se que Lula estava abatido na audiência em que foi inquirido pela juíza Gabrierla Hardt no processo sobre o sítio de Atibaia. Por sorte, a audiência foi gravada. E as imagens mostraram um Lula em ótima forma.

Lépido, Lula tentou transformar a audiência num comício. Mas a substituta de Sergio Moro cortou suas divagações, lembrando o que estava em jogo no caso do sítio: corrupção e lavagem de dinheiro. O único distúrbio que atormenta Lula é a síndrome das condenações que ainda estão por vir.

A conversão do fortão em fortinho é prenúncio de um pedido de abertura da cela por razões humanitárias. Manipulam-se os fatos com tão desenvoltura que Lula terá de recitar o CPF e o RG diariamente diante do espelho para ter a certeza de que é ele mesmo quem está preso em Curitiba, não um impostor.

Passada anestesia do Mais Médicos, vem a dor

Por: Josias de Souza

Alguém já disse, não me lembro quem, que se o Brasil fosse um deserto, já estaria importando areia. Mal comparando, é mais ou menos isso o que aconteceu no caso dos médicos. Sobram médicos no Brasil como sobra areia no Saara. Mas o país decidiu importar médicos estrangeiros em 2013, sob Dilma Rousseff. Tratou anestesia como solução. Passado o efeito do sedativo, vem a dor.

Nos próximos dias, o noticiário será inundado por dramas de pacientes que perderam seus médicos do dia para a noite. Doentes sem diagnóstico, diagnosticados sem tratamento, grávidas submetidas à interrupção abrupta do pré-natal, o diabo. Isso não é previsão. Já está acontecendo em vários municípios, que perderam seus médicos. Num estalar de dedos da ditadura de Cuba, os cubanos estão voltando para Havana.

O curto-circuito que a chegada de Jair Bolsonaro provocou no Mais Médicos revela que a ideologia é mesmo o caminho mais longo entre um projeto e sua realização. Ao receber um xeque-mate de Cuba, o Brasil faz por pressão o que deixou de fazer por opção. Sem planejamento, o Ministério da Saúde abriu 8.500 vagas para médicos brasileiros. O site de recrutamento entrou em pane no primeiro dia. Tudo é correria e improviso.

Estudo feito pela Faculdade de Medicina da USP revelou que há no Brasil 452 mil médicos. Seria mais do que suficiente. Mas 63% deles estão nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. E 55%, encontram-se nas capitais. Num aperto, uma parte desse contingente pode até se deslocar para os fundões do Brasil, de onde estão saindo os cubanos. Mas o improviso não é o melhor estímulo para que eles fiquem lá.

O replay de Wellington Dias

Por: Arimatéia Azevedo

O Piauí já deu quatro vezes um mandato de governador para o senhor Wellington Dias – que com 26 anos de vida pública carrega em si alguns ineditismos, como o próprio fato de ser governador quatro vezes, ser o único a vencer a eleição em primeiro turno, nunca ter repetido um candidato a vice nas quatro campanhas vitoriosas para o Palácio de Karnak.

Mas se por um lado é impor, por outro o governador é de uma recorrência de causar enfado. Eis aí um problema para ele. Agora mesmo, vai montar um secretariado. Não há nenhuma palavra saída da boca dele indicando que fará algo realmente inovador. O que parece haver é a indicação de um mais do mesmo, de prato feito, de rotina administrativa assentada não no mérito e na técnica, mas na acomodação de aliados. Haveria a sinalização de que o mandatário petista repetiria no comando da Secretaria da Educação a esposa, Rejane Dias, enquanto na Segurança traria de volta o capitão Fabio Abreu.

Também não estaria disposto a mexer na estrutura hipertrofiada e cheia de órgãos com atribuições superpostas, fazendo obras, sobretudo viárias, a criar uma miríade de gestores comandando estruturas organizacionais que cuidam menos do que deveriam e mais do que outros órgãos podem fazer com mais competência e acuidade. Se resolver ao menos mexer um pouco no chafurdo em que se converteu a administração estadual sob seu comando, Wellington Dias, de fato, estará fazendo um novo mandato. Se não… Bem, deixa para lá.

A “Velha Política” e a escravidão em nova roupagem!

Por: Fernando Gomes(*)

Esses dias assisti um documentário na Globo News muito esclarecedor sobre as verdades sobre a escravidão que a história oficial brasileira camuflou. O modelo de exploração daquela página triste de nossa história e as suas consequências nefastas ao povo desprotegido se assemelham ao que é hoje promovido pelo sistema político em voga.

Esclareço. Nos tempos atuais as elites que controlam os poderes dominantes se comparam aos senhores do café e açúcar dos séculos passados. A prática de exploração e manutenção dos mecanismos de controle social é manejada para que não haja mobilidade social. Escravidão em nova roupagem: indivíduos sem educação, sem saúde, sem trabalho e sem moradia ficam reféns de um sistema que os mantém acorrentados a favores espúrios, muitas vezes negociados no voto!

A favela é o grande quilombo! Pretos e brancos sem dignidade e sem voz nas periferias das cidades revelam a magnitude da perversidade da exclusão social imposta pelo modelo político oligárquico que se impõe ainda em nossos dias. Prova de que a escravidão persiste. A abolição é uma farsa!

A periferia é uma festa, assim como era o quilombo. Apesar de tantos “nãos”, de tanta dor que os invade, os moradores humildes fazem a alegria da cidade. Distraem-se com suas novelas, o futebol e o carnaval. Por isso, o “pão e o circo” funcionam tão bem!

Pode ser uma comparação esdrúxula, mas o fato é que experimentamos uma tragédia inspirada nos moldes do regime escravocrata que imperou durantes séculos em nosso país. O que está ocorrendo nos dias de hoje é igualmente um massacre: crianças famintas com o seu desenvolvimento comprometido, jovens sem perspectivas, velhos desamparados, exploração da força de trabalho, violência, drogas e prostituição como fuga para o drama social imposto a essas pessoas invisíveis ao poder público.

A cultura da escravidão expõe: negros que ficavam na margem da sociedade para servir os senhores que estavam no centro. A cultura política dominante: pobres pretos e brancos que vivem sob condições análogas à escravidão para servir à elite que controla o poder. Como sair da margem?!

A lógica do poder e dos mecanismos de controle naturalizam no imaginário social que os pobres precisam de proteção. E quem pode protegê-los? O Estado. Quem representa o Estado? As elites dominantes. O fim dessa história já é conhecido: mais exclusão e concentração de poder familiar.

A gravidade do problema a ser enfrentado precisa encontrar caminhos de mobilização. Foi assim nos anos de luta pelo fim da escravidão. Participar do privilegiado espaço social que toma as decisões políticas é algo distante a quem não pertence à “Casa Grande”. O poder permanece cercado por muros que excluem os que não estão alinhados aos Senhores. Porém, nada é intransponível.

Todo político é beneficiário deste modelo concentrador e excludente, mas nem todos os políticos são signatários desse modelo. É preciso então, que esses políticos não signatários se envolvam num projeto de “abolição” do povo parnaibano. Primeiro a liberdade, nada sem a liberdade, tudo pela a liberdade!

Parnaíba precisa romper os laços escravocratas que aprisionam as mentes e as liberdades! Onde estão os “abolicionistas”? Quem se atreve?! A situação de crise em que vivemos pode revelar novos atores políticos que não os ditos tradicionais, mas que não estão conectados com a liberdade da sociedade.

Alguns instrumentos legais apoiados na Constituição Federal de 1988 apontam para a democratização, mas não basta a norma, é preciso que as pessoas se apropriem da causa e derrubem o sistema que os escraviza, que os atrasa, que os oprime! Nada mudou, é preciso mudar. Carecemos de reparar os erros. Igualmente no período em que a escravidão era “legal” algumas leis foram sancionadas, mas não pegaram: Lei Feijó de 7 de novembro de 1831, que decretou a extinção do tráfico de escravos e devolução à África dos negros que entrassem no Brasil a partir daquela data; A “Lei do Ventre Livre” nunca pegou.

Outro aspecto importante e que não se pode negligenciar ao refletir sobre este tema é a forma de intervenção externa que a Parnaíba sofre. Teresina influencia e decide muito os rumos políticos da cidade. Igualmente, as decisões tomadas na Corte Imperial tinham repercussão e influência direta nas vilas, nas fazendas de café e açúcar. Quando muito, apenas os “Coronéis” eram consultados sobre as questões que iriam definir a vida de todos. A elite política do estado impõe seus interesses à Parnaíba! Pode soar duro, mas os parnaibanos não decidem os rumos da Parnaíba!

Este é um modelo sofisticado de escravizar as pessoas que ainda persiste. Ruy Barbosa (1884) pontificou: “A emancipação é um princípio de interesse universal, e a existência do elemento servil, uma abominação moral, um núcleo de corrupção na vida política e doméstica”.

A Casa Grande já surta quando a Senzala aprende a ler, imagine quando tomar o poder!

(*) Fernando Gomes, sociólogo, eleitor, cidadão e contribuinte parnaibano.

Troque o medo por esperança

Por:Cláudia Brandão

O diagnóstico do câncer costuma ser assustador para quem o recebe. Muito desse sentimento de medo está relacionado ao estigma criado em torno da doença e, também, à falta de conhecimento sobre as formas de tratamento e chances de cura. Sim, é verdade que os números de casos de câncer vêm aumentando ao longo dos anos, em razão do aumento da longevidade e da mudança de hábitos imposta pelo estilo de vida moderna. Mas é verdade também que houve avanços consideráveis no tratamento da doença que, antes, era tida como incurável.

Para ajudar a vencer o preconceito ainda existente, um grupo de oncologistas de Teresina irá realizar uma manhã de esclarecimento com a população no próximo dia 25 de novembro, na praça do 25 BC, chamada Troque o Medo por Esperança. A ideia é trocar informações para ajudar pacientes e familiares a vencer o pavor que normalmente acompanha a notícia de que a pessoas está com câncer.

De acordo com as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 600mil novos casos da doença, por ano, em 2018 e 2019. Entre eles, os mais incidentes são o de próstata, pulmão, mama feminina, cólon e reto. Só o câncer de próstata, alvo da campanha Novembro Azul, deve afetar 68 mil homens.

Diante de uma incidência tão alta,o melhor a fazer é cercar-se de informações confiáveis sobre prevenção, tratamento e enfrentamento da doença. Com novos tratamentos, como imunoterapia e medicina de precisão, a ciência já apresenta respostas positivas em muitos casos. Estar preparado para encarar a realidade, sem medo e com esperança, é um bom início para começar a virar o jogo.

Votei em Jair Bolsonaro e acho péssimas as suas escolhas (com raras exceções)


É certo que Bolsonaro vem escolhendo as pessoas erradas

Armando Temperani Pereira

Sempre me vi na esquerda! Nasci em berço getulista e de pai professor de economia e um dos maiores conhecedores da obra de Marx. Nunca esposou paixão política em aula, fato de que se orgulhava. Como dizia ele, sua obrigação era ensinar e traduzir as versões dos clássicos seja de que tendência fossem. O conhecimento não pode sofrer preconceitos e tabus. Para ter raízes, o conhecimento precisa ter profundidade e universalidade. Assim, sempre convivi bem com aqueles que pensam de forma adversa.

O idealismo é sempre bom, seja de que lado for, forma o pensamento dinâmico. Já as doutrinas criam paixões e formam dogmas estáticos e cruéis.

ATRASO MACARTHISTA – Digo isto porque mesmo de esquerda e tendo sofrido no golpe militar de 1964 com prisão, com cassação e tortura na família e nos amigos, vi a estupidez da pretensão militar no atraso da doutrina macartista do pós guerra e xenófobos degenerados e antissociais.

Negar a ditadura militar e seus atropelos e roubalheiras é desconhecimento histórico. E apoiar suas torturas é ignorância humana e desequilíbrio mental.

Votei em Bolsonaro. Mas por uma causa melhor. Acabar com a esquerda de merda que se apresentou após a abertura. Lula surgiu como um meteoro nos espaços sindicais consentido e apoiado por inteligência militar. Não tenho dúvidas!

APARELHAMENTO – Como continuar com um Estado que não instrui doutrina e está aparelhando um partido que quer se perpetuar no poder às custas de um povo cada dia mais ignorante e pedinte Os programas do PT, não tem um que não seja para cargos, distribuir dinheiro aos seus sectos e a escravizar seus militantes a troco de pouco troco como esmola.

Um partido de trabalhadores que desprezava e despreza Getúlio Vargas. Um partido de gente sem qualificação e degenerados sociais, formado por grupos de complexados e despeitados.

Acredite, o racismo negro é oficializado com as cotas raciais. Os sem terra ganharam diploma de vandalismo, mas não a reforma agrária. Os Índios conseguiram enormes reservas para permitir o extrativismo das riquezas nacionais em roubalheiras ainda não apuradas.

LULOPETISMO – Nunca fui e nunca serei petista. Tenho muitos amigos nesta “agremiação”, mas sempre soube de seu pecado original ou pecado mortal de ser filho biológico do SNI e filho do engano paterno de um povo engando e amargurado. Que não quer acreditar na verdade!

Não sou contra Bolsonaro, ele faz o que prometeu. Sou oposição às idéias dele. Sou inimigo dos traidores da esquerda, do petismo e da prepotência medíocre.

Bolsonaro acredita que governará com homens que têm a mesma ideia retrógrada de Estado e que governam acreditando em milagres. Mas suas escolhas tem sido péssimas, com raras exceções.

A palidez e a superficialidade da política parnaibana!

Por: Fernando Gomes (*)

O ano de 2019 promete! Grande já é a movimentação do mundo político na Parnaíba. A fragilidade da (des)organização dos partidos políticos, os “donos” destes e a forma de controle do poder, além dos interesses pessoais e uma série de outras considerações levarão a cidade à uma verdadeira panaceia.

O Prefeito Mão Santa, certamente vai pleitear o segundo mandato, por direito. Concorrentes não lhe faltam. Há candidato que se inflama ao reconhecer “humildemente” que na cidade não tem ninguém mais preparado e mais dedicado à cidade do que ele para esta missão. Outros novos (nem tão novos assim) se arvoram a resolver todos os problemas da cidade. Será?!

Mas, o fato é que assistimos nas últimas três décadas, aqui em Parnaíba, a disputa às vezes camuflada, outras vezes escancarada, de um debate ignóbil. Os mandatários e os que operam a política com intenção de chegar ao poder municipal disputam espaço, com poucas exceções, demonstrando apego ao poder e usando estratégias nada convencionais para conseguirem o seu intento. No imaginário social, o discurso da “obediência em função da dependência”, é pregado de tal forma que a abordagem parece justificar a vida miserável dos indivíduos em nossa sociedade.

Em voga a arte da enganação. Politicagem que eles dominam muito bem!

Entre os que estão no poder, os que já passaram por lá e alguns que sonham com isso, novamente com poucas exceções, veem-se estilos que aparentam diferenças, mas que têm a mesma motivação (manter-se ou chegar ao poder). Usam as mesmas ferramentas: perseguem, usam o público como privado, mantêm subservientes com recursos públicos, afastam-se dos interesses coletivos. Tudo em nome do poder, do seu poder. Oligarcas, ditadores e pouco afeitos à transparência, participação e controle social, eles vão se dando bem na vida. Muitos (até profissionais qualificados) que abandonaram suas vestes para se tornarem políticos profissionais.

O sociólogo alemão Max Weber em 1919, portanto há quase cem anos, já diferenciava dois tipos essenciais de políticos: os que vivem para a política e os que vivem da política. O que vive da política é aquele que possui recursos materiais para a sua subsistência provinda da própria atividade política. Já o político que vive para a política representaria o tipo ideal no âmbito de atributos do político vocacionado, pois sua independência diante da remuneração própria da atividade política significa, também, uma independência de seus objetivos no decorrer da vida pública.

A hora exige uma reflexão apurada disso tudo! Visto que somente uma casta se perpetua no poder. Num poder intocável, inquestionável, imutável, e pôr isso mesmo inócuo. É interessante perceber (pense nisso) que há um pacto entre essa própria casta, onde mesmo existindo “inimigos” (conforme a conveniência, pois em dado momento esquecem as brigas, acusações, etc) eles fazem um acordo de não permitir que ninguém mais entre no elitizado processo político. Criam, com muita competência, o dogma da sujeira, elaborando no imaginário social, a ideia de que o espaço político não deve ser destinado ao cidadão digno. Ouvimos constantemente frases famosas, como: “Não acredito que o Fulano vá se meter em política, uma pessoa de bem, isto é coisa para bandido”.

Essa “tática” de tentar afastar as pessoas de bem desse espaço, banalizando a ação política, não tem mais lugar, está ultrapassada.  Pois, de um lado, o sistema começa a ruir devido à incompetência dos maus políticos, que só pensaram em interesses próprios; e do outro, experimentamos avanços nas conquistas sociais, onde o cidadão inicia, ainda que de forma tímida, a questionar e a se interessar pelas questões que afligem toda a sociedade, exigindo uma política diferente do que aí está.

Há, necessariamente, que existir num domínio racional-jurídico: administrador e administrados; e não dominador e dominados.

A palidez e a superficialidade com que alguns olham a política assustam! Porém, tudo parece justificado, pois tem a sua razão de ser: antes, existe o interesse pessoal! A mudança que Parnaíba precisa não é a mudança de cabeça de uma pessoa, um salvador da pátria, é preciso que se tenha uma junção de ideias, um projeto! Precisamos de alguém com nova energia que, inclusive, reúna em torno de si outras pessoas com o mesmo foco: pensar o município com responsabilidade coletiva, com decência.

Será bom para a cidade ter um gestor que compreenda a missão de servir, que perceba a honra e o extraordinário privilégio que é administrar em favor das pessoas, contribuindo para o bem estar social da grande maioria desassistida historicamente. Quiçá 2020 nos brinde com a verdadeira mudança!

 (*) Fernando Gomes, sociólogo, eleitor, cidadão e contribuinte parnaibano

Reforma administrativa

Por: Arimateia Azevedo

Wellington Dias (PT), em janeiro inicia seu quarto mandato de governador do Piauí, e admite passar uma faca na estrutura administrativa que ele próprio fermentou. Há órgãos demais e o que poderia ser uma descentralização mais se parece com bagunça pura e simplesmente q ele perdeu o controle.

Exemplo dessa balbúrdia administrativa é que um decreto do governador expandiu para praticamente toda a administração pública a possibilidade de fazer obras de mobilidade urbana, também conhecidas como calçamento e asfalto. Somente pôr fim a essa farra já seria um enorme passo. Mas o governo precisa ir além. Cortar pela metade, pelo menos, o número de órgãos executivos, com orçamentos próprios, já seria de boa monta, ou seja, determinar que cada macaco esteja no seu galho. Se as despesas de investimentos do Estado forem concentradas em organismos que melhor cuidam disso, como as secretarias responsáveis por infraestrutura, logística e transporte, as despesas de capital certamente poderão ter melhores resultados na relação custo-benefício. Mas sem dúvida a reforma mais eficiente que o governador pode fazer é acabar com o padrão feudal que tem sido a marca de seu governo, em que cada político tem um naco de poder e nele age conforme suas regras e interesses.

Se deseja mesmo fazer uma reforma administrativa digna de nota, o governador poderia começar tendo um governo mais técnico e menos, mas muito menos político, além de seguir aquele conselho antigo de Tancredo Neves, para quem não se deve nomear quem não se pode ou não se consegue demitir.

Um ano turbulento que termina com esperanças

Por:* Valéria Vilela

No Brasil as eleições trouxeram uma euforia ao mercado financeiro a  equipe do novo governo tem pela frente desafios como a reforma da previdência. As escolhas anunciadas de ministros, especialmente a de Sérgio Moro, ajudaram a moeda americana a perder força. Com relação aos negócios do café os fundos e as estratégias   com o produtor comercializado ainda em sua grande maioria como commodities houve reações no mercado financeiro de futuro.  Os valores pagos no mercado físico ainda são distantes dos desejados pelos cafeicultores que precisam cobrir os custos com a produção, mas já ficaram otimistas com a leves altas logo nos primeiros dias após o segundo turno.

A reação positiva do mercado físico também ocorreu no mercado financeiro em Londres e em Nova Iorque, bolsas que negociam grandes volumes dos cafés arábicas produzidos no sul de Minas.

As posições do governo Americano com relação a China também favoreceram o agronegócio brasileiro e pode sinalizar uma outra direção nas negociações nos próximos meses.

Ao olharmos para 2019, podemos perceber que os negócios com o café, que estiveram  muito estáticos em 2018, vão ter dias diferentes principalmente com divulgação de que Colômbia, América Central e a Ásia não vão conseguir colocar no mercado a produção que esperavam.

As eleições americanas e a criação de postos de trabalhos nos Estados Unidos em setembro foram notícias que ajudam a entender melhor como vão ser as propostas comerciais e as negociações do mercado físico para a cafeicultura de bebidas, inclusive os cafés especiais.

Grãos de alta qualidade vem sendo encontrado nas lavouras de altitudes do sul de Minas e sendo destaque nos concursos que aumentam as disputas pelas sacas de bebidas especiais e e exóticas. Os compradores descobriram um filão para agregar mais ao comércio de café e o produtor entendeu que encontrar os talhões diferentes faz muita diferença no bolso.

A Semana Internacional do Café em Belo Horizonte se consolidou como o encontro do mercado comprador e o produtor diminuindo as distancias entre quem planta e quem toma o café mineiro no mundo.

O amor e o afeto das cozinhas das nossas avós está mais presente que nunca na hora de tomar um bom café e as cafeicultoras estão mostrando que o café gerenciando com batom tem nuances de ações sociais que mudam realidades. Vencemos 2018 que chegue 2019 um ano estamos esperando com muita esperança e desejos de bons negócios.

* Valéria Vilela, jornalista, escreve há 8 anos sobre café semanalmente como colaboradora em veículos do agronegócio

Alguns pensamentos budistas, em palavras atribuídas ao próprio Sidarta Gautama

Antonio Rocha

“Alguns Pensamentos Budistas” – este é o subtítulo do ótimo livro “A Conquista da  Felicidade”, de Kodo Matsunami, tradução do engenheiro Murilo Nunes de Azevedo, grande estudioso brasileiro, já falecido, presidente da antiga Sociedade Teosófica no Brasil e da primeira Loja Budista, fundada em 1923, no Catete, bairro do Rio de Janeiro. Dr. Murilo, como amigavelmente nós o chamávamos, era monge plenamente iniciado e ordenado nas linhagens Zen, Terra Pura e Shingon (o chamado Budismo Esotérico).

A edição brasileira desta importante obra esteve a cargo da Editora Teosófica. No total, 156 páginas de elevadas reflexões.

PALAVRAS DE BUDA – Mestre Kodo, formado pela Universidade Budista Taisho, de Tóquio, era um graduado monge da linhagem Jodo Shu (Terra Pura).

O livro em questão foi inspirado no famoso Hammapada (palavras atribuídas ao próprio Sidarta Gautama, o Buda) e, de forma bem atual, o venerável Matsunami para cada capítulo traz uma frase de estímulo, de apoio, de entusiasmo, de conforto, de desafio.

Uma boa forma de meditação é ler e refletir cada frase ao longo de um dia e no final, repetir a dose, de modo que vamos fixando mais ainda em nossa mente a mensagem. Em cada frase o autor faz um desdobramento, mas vamos ficar só nas frases.

CAPÍTULO 1 – SOMOS O QUE PENSAMOS

1 – A felicidade depende da nossa atitude mental.
2 – A vingança não é solução.
3 – Busque mais a alegria que o prazer.
4 – Seja rico em contentamento e não apenas exteriormente.
5 – Não busque recompensa.
6 – Querer é poder.
7 – Dedique-se a uma tarefa.
8 – Nunca desista.
9 – Perceba o vazio dos prazeres.
10 – Dedique-se entusiasticamente à sua tarefa.
11 – Conheça os méritos daquilo que é real.
12 – Seja generoso.
13 – Não fique apegado às coisas materiais.

CAPÍTULO 2 – OBSERVE-SE CUIDADOSAMENTE.

14 – O dinheiro não é tudo na vida.
15 – Não permita que aquilo que você possui se transforme em pérolas 
jogadas aos porcos.
16 – Realize as suas tarefas até o fim.
17 – Partilhe com os outros.
18 – Não fique contente demais com as condições favoráveis e não desanime diante da adversidade.
19 – Não siga cegamente a opinião dos outros.
20 – Ter curiosidade é o segredo da juventude.
21 – Transcenda o prazer e o sofrimento.
22 – Seja tranquilo em tudo.
23 – Recupere a sua presença de espírito.
24 – Prefira a sinceridade à lógica. 
25 – Controle a si mesmo em vez de querer ser melhor que os outros.

Parecem salmos. Boas meditações. Tenham um pouco de paciência, o tema continuará. E viva a TI = Tribuna da “Impermanência”, de que o Buda falava tanto, porque tudo muda, nada é permanente.

Alberto Silva 100 anos

Por: Paulo Fontenele

Se vivo estivesse, neste sábado, 10, o ex-governador Alberto Silva estaria completando 100 anos de idade. Silva é, de fato, um personagem da história do Piauí por sua atuação na vida política e administrativa do estado, deixando um legado de obras que até hoje constituem um marco na estrutura econômica e social. Os 100 anos do nascimento de Alberto Silva foram lembrados numa solenidade do governo estadual quinta-feira (08) à noite com homenagens a pessoas que de alguma forma tiveram vínculo pessoal, político, social e administrativo a ele.

Alberto Silva entrou na vida pública em 1948, quando elegeu-se prefeito de Parnaíba e logo em seguida deputado estadual. Voltou à prefeitura em 1955 e permaneceu até 1959. Só voltaria a exercer um cargo executivo em 1971 quando foi escolhido pelo militares para governar o estado, por influência de caciques políticos do Ceará com prestígio junto ao regime. Contrariando as expectativas do esquema oligárquico local, Silva fez um governo revolucionário, construiu imagem de realizador e se popularizou.

A imagem de realizador ofuscou o lado autoritário que ele exercia inspirado no próprio regime a que servia e era duro nas decisões que tomava mas conquistou o apoio da população. Quem viveu o período de Alberto Silva nos dois períodos em que governou o estado percebe que há uma grande diferença entre o primeiro (71/75) e o segundo (87/91). Enquanto no primeiro ele saiu como um ídolo da maioria dos piauienses, no segundo a imagem de vilão durou um tempo mas depois foi esquecida.

Em seu primeiro governo, Silva integrou o Piauí por rodovia de norte a sul, ou de Parnaíba a Cristalândia, assim como estradas para Picos e Paulistana, além de Floriano a São Raimundo Nonato. Antes não havia estrada com asfalto. Com ele, a imagem do estado ganhou destaque nacional através do futebol com a construção do estádio que levou seu nome (Albertão) e a formação de um clube (Tiradentes). A educação e a saúde ganharam expansão com a construção de escolas e hospitais.

Sua motivação para a instalação da universidade no Piauí levou, enfim, a execução desse antigo projeto. No primeiro governo Silva levou a termo a idéia de que o estado é o indutor do desenvolvimento. Não é preciso lembrar que neste seu primeiro mandato, a composição da equipe foi um fator determinante para o sucesso de sua gestão. Muitos técnicos foram recrutados para a tarefa e o planejamento e a pesquisa foram importantes para tirar o Piauí do estado de atraso para o de avanços.

O governo de 1971 a 1975 é o que sustenta a imagem positiva de Alberto Silva como o grande realizador, contrastando com os atropelos que marcaram o segundo período, de 1987 a 1991. O principal deles foi, sem dúvida, o fechamento do Banco do Estado do Piauí (BEP). Diferente do outro período, o segundo governo a imprensa era menos controlada, o que facilitou a transformação dos problemas em escândalos. Os danos causados à imagem foram poucos, tanto que Silva teve êxito nas eleições seguintes.

De qualquer sorte, pela quantidade de seguidores que conquistou ao longo de toda a sua carreira política, Silva nunca mudou o discurso na defesa daquilo que idealizava e pregava. Talvez por isso, ainda hoje o seu nome está associado a um período de transformação do Piauí.

Depois da eleição, precisamos voltar a inovar

Por: Janguiê Diniz

O Brasil ficou parado acompanhando a corrida presidencial, uma das mais disputadas – nos melhores e piores sentidos. Agora, com o resultado final sobre quem ocupará a vaga no Planalto, outros assuntos virão à tona. Será hora de pensar nos rumos do País. Uma das coisas mais importantes a se debater são os investimentos em inovação. Embora sejamos destaque no empreendedorismo, ainda pecamos na inovação – o que parece até contraditório.

Entre 2017 e 2018, o Brasil subiu cinco posições no Índice Global de Inovação, passando da 69ª para a 64ª posição de 126 países ranqueados. Um avanço, visto que estávamos estagnados naquela posição há dois anos. Ainda assim, a marca mostra o quanto temos a melhorar. Hoje, o líder em inovação da América Latina continua sendo o Chile, na 47ª colocação. Ainda estão à nossa frente, na região, Costa Rica (54ª), México (56ª), Uruguai (62ª) e Colômbia (63ª). Os números nos mostram o quanto ainda precisamos melhorar – o que só será possível com investimentos massivos.

Independente de quem venceu a eleição, é necessário que o futuro presidente do Brasil volte o olhar à inovação – entre os tantos outros problemas por que passamos, claro. A inovação vem do investimento em pesquisa e desenvolvimento, mas também é promovida com a criação de um ambiente propício para as empresas se desenvolverem. Estamos em um mundo globalizado e digital, em que inovar é uma poderosa arma que as corporações têm como diferencial competitivo. Mais que isso, hoje, é uma necessidade, uma obrigação para quem não quer ficar para trás.

Importante lembrar, também, que não só o presidente precisa se preocupar com a criação de um ambiente mais inovador no país. É até mais importante que essa consciência parta do Congresso Nacional, responsável pelas principais decisões sobre os rumos do país. Se queremos que o Brasil volte a crescer e se desenvolver, precisamos estimular, cada vez mais, as mentes inovadoras, que vão criar os produtos e serviços do futuro e ajudar a devolver a força à nossa economia.

(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

Expedição JEEP Club

Por: Benedito Gomes(*)

O JEEP Club do Piauí é dinâmico, solidário, aventureiro, participativo e alegre. Preenche em cem por cento o seu slogan “COMPANHEIRISMO E AVENTURA”. E

Entre os participantes, jipeiros e jipeiras, há sempre grandes momentos de alegria, seja em viagens ou em reunião do grupo, onde nos momentos de diversão tudo é tratado com seriedade e respeito.

Dentro do dinamismo boas ideias não faltam. Somos mais de quarenta participantes e muitas cabeças pensando as boas ideias que sempre aparecem. Cada cabeça é um mundo, cada um vê o mundo à sua maneira. Alguém ver com os olhos; outros veem com o coração; outros dizem: vejo o mundo com amor e o amor tem visão de lince, vê além dos olhos.

Assim, com este emaranhado de boas, surgiu a Expedição JEEP Club, com destino ao estado do Maranhão, com ponto final na cidade de Morros, onde as águas cristalinas e borbulhantes formam cachoeiras que deslizam sobre pedra milenar, floresta densa e verdejante. Lá, o povo é hospitaleiro. Tudo isso e muito mais faz da região um paraíso de beleza ímpar, que deve ser visitado por todos, assim como fizemos nóss do JEEP Club do Piauí.

A Expedição JEEP Club foi criada e planejada, pelo Senhor Presidente e pelo Diretor de Eventos e foi executada na íntegra pelos Jipeiros e Jipeiras que participaram do passeio. Como estava previamente combinado, saímos de Parnaíba dia dois de novembro de 2018, às oito horas da manhã, para a cidade Morros-MA, com escala em Tutóia, Paulino Neves, Barreirinhas e Lagoa do Casso. Nesta última escala paramos para um refrescante banho na deslumbrante lagoa, onde ficamos das quinze às dezoito horas. Já à noite, formamos nosso comboio e seguimos com destino ao ponto final, onde chegamos às vinte e três horas.

O grupo ficou hospedado em duas belas pousadas. Tive a felicidade de ficar em um verdadeiro paraíso ecológico, uma reserva ambiental, no centro da cidade, com árvores frutíferas e nativas, onde você amanhece respirando ar puro e sentindo o oxigênio produzido pela própria natureza. Para maior felicidade ao ambiente, a bela pousada tem o lindo nome de “SANTA MARIA DAS FLORES”.

Depois de uma noite de descanso, nos chega um belo amanhecer com céu nublado, típico da região. Fomos nos reunindo no café. Bom dia daqui, bom dia dali, e conversando preparando o horário de saída para Cachoeira do Arruda. O sol já batia forte quando seguimos em direção à cachoeira, que fica a poucos quilômetros da cidade. O lugar está guardado e reservado para aqueles que amam e respeitam a natureza. A água borbulhante desliza sobre pedras em uma pequena cachoeira, formando uma piscina natural, e segue lentamente ao encontro de novos aventureiros. A floresta nativa ornamenta e protege aqueles que ali se deliciam nas águas do Arruda, lugar que nos deu alegria e do qual guardamos belas recordações.

Na noite sábado para domingo foi de muito som e muito sono. Ao amanhecer, domingo, foi a hora de refazer as malas, tomar café, visitar a tesouraria, agradecer aquelas pessoas que tão bem nos serviram e pegar a estrada de volta com destino a Parnaíba onde chegamos à noite, todos felizes e satisfeitos com a bela expedição que fizemos.

(*)Benedito Gomes

Contador-UFPI

DESASTRE ANUNCIADO

Por: José Olímpio (*)
Os piauienses confiaram a Wellington Dias um quarto mandato, apesar das inúmeras denúncias de irregularidades em sua atual gestão, que vão desde desvios de recursos de empréstimos à prática de corrupção nos contratos de transportes escolar pela Secretaria de Educação do Estado, comandada por sua mulher, deputada federal Rejane Dias, e municípios controlados pelo PT.

As expectativas sobre o quarto mandato não são nada boas. O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Olavo Rebelo, amigo de longas data de Sua Excelência, foi o primeiro a dar um alerta.

Segundo o presidente do TCE, com uma oposição fragilizada numericamente, é necessário que aquela Corte de Contas reforce a fiscalização, pois 90% das licitações realizadas no Piauí, pelo governo do Estado e prefeituras, são fraudadas. Isso, dito por uma autoridade insuspeita, é muito grave, é gravíssimo e confirma o que boa parte dos piauienses já suspeitava.

O que esperar de um governo que antes mesmo de começar já é colocado sob suspeita pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado?

Que expectativa se pode ter de um governante que chega ao quarto mandato sem concluir obras que foram iniciadas na sua primeira gestão?

Obras com denúncias de irregularidades em sua execução, como é o caso do Centro de Convenções, onde fala-se que houve desvios de recursos.

E o que é pior, os cofres públicos ficaram no prejuízo, pois os culpados nunca foram responsabilizados na forma da lei.

Esse quarto mandato, queira Deus que não, mas anuncia-se como um desastre com o estado quebrado que nem arroz de terceira, endividado por tantos empréstimos contraídos por Sua Excelência, pela gastança perdulária dos recursos públicos, a falta de planejamento, a improvisação e, sobretudo, pelo clientelismo político, que é a marca registrada dos governos petistas.

A situação é tão grave que outro aliado de Wellington Dias, o senador Ciro Nogueira (PP) apresentou a Sua Excelência um plano para equilibrar as contas do estado, que inclui a redução do tamanho da máquina pública, com extinção de órgãos e contenção de gastos em todos os setores.

Oportunas e corretas as sugestões do senador, mas é necessário mais que isso para salvar o Piauí de um desastre total no quarto mandato de Sua Excelência.

É imperioso que se adote o sistema do mérito na gestão pública, acabando com o clientelismo e a corrupção, por onde se perdem os recursos que deveriam ir para saúde, educação, segurança pública e outros setores essenciais que vivem à míngua.

Mas essas medidas, ao que parecem, não se ajustam ao figurino de Wellington Dias, ao seu estilo de governo, lamentavelmente.

(*)José Olímpio é jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí

A difícil situação em que o juiz Moro se encontra, despercebida para muitos

                                                                   Sérgio Moro deu entrevista como juiz e não como ministro

Jorge Béja

Dá prazer ver e ouvir Sérgio Moro. Sua pessoa é serena, não se exalta, o tom de voz é suave, fala fácil e muito bem articulada, ampla cultura, jurídica e geral, ampla visão social, grande sentido de justiça…Moro é um fidalgo. De fina educação. Sem dúvida, pode-se garantir que foi a melhor escolha que o presidente eleito fez para integrar seu governo. E Bolsonaro precisa ouvir Moro sempre e sempre. Mas até agora Bolsonaro é o presidente eleito e Moro o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública. E até a posse de ambos, o que se dará no dia 1º de Janeiro de 2019, Bolsonaro é o presidente eleito e Moro continua magistrado federal.

Ainda que esteja no gozo de férias, Moro continua Juiz de Direito e, como tal, ainda que tenha ele se afastado da jurisdição na 13a. Vara Federal de Curitiba, Moro está sujeito às proibições impostas pela Constituição Federal, pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional e pelo Provimento 71 de 2018, do Conselho Nacional de Justiça, até que peça exoneração do cargo de juiz.

EXONERAÇÃO – Na entrevista coletiva da tarde desta terça-feira em Curitiba, em resposta à pergunta de um jornalista, Moro disse que só vai pedir exoneração da magistratura no futuro. E justificou: “Se até a posse como ministro, eventualmente, venha acontecer alguma coisa comigo, já exonerado, como ficará minha família?”. A preocupação de Moro se justifica. Sim, porque se pedir exoneração já, e até ser empossado ministro da Justiça e Segurança Pública ocorrer sua morte, a família ficaria sem a pensão de juiz. Também na eventualidade de ocorrer algo com ele próprio que o torne incapaz, nada receberia de ajuda previdenciária, eis que já exonerado do cargo de juiz. Portanto, a preocupação de Moro é justa. Mas cá pra nós, Moro não disse, mas deixa subentendido que se pedisse exoneração já, e posteriormente, por razões que só a Deus pertencem, Bolsonaro não venha assumir a presidência, Moro também estaria desempregado.

ATIVIDADE POLÍTICA – Esse quadro serve para mostrar que Moro, sendo ainda juiz, não deveria ter aceito o cargo que Bolsonaro lhe ofereceu, porque tanto representa a vedação do cargo de juiz com a atividade político-partidária. Sim, ministro de Estado é cargo-atividade política, vedada aos juízes. E Moro deu entrevista nesta terça-feira ainda na condição de juiz federal e como futuro ministro do novo governo. A incompatibilidade é manifesta e também é vedada pela Lei da Magistratura e pelo Provimento 71 de 2018 do Conselho Nacional de Justiça.

Certamente o doutor Sérgio Moro está numa situação desconfortável. O povo brasileiro o quer ministro da Justiça e da Segurança Pública. O povo quer ele à frente do combate à corrupção e não apenas decidindo os processos judiciais que eventualmente sejam a ele distribuídos pela Justiça Federal. Mas o doutor Moro ainda é juiz federal. Quando fala, dá entrevista e se reúne com o presidente eleito e seu grupo de transição, é o juiz federal que está presente e não o ex-juiz Moro, sem a toga. Toga que o acompanhará até pedir exoneração.

Férias e licença não tiram a toga de magistrado. A bem da verdade, nem a aposentadoria, porque uma das prerrogativas da magistratura é a vitaliciedade. Um juiz quando se aposenta é para continuar a ser tratado como juiz. Mas juiz aposentado.

CONSTRANGIMENTO – Que situação difícil para o doutor Moro! Se pede exoneração da magistratura e depois não assume o ministério para o qual Bolsonaro o convocou, fica desempregado. Se morre, a família fica sem pensão. Se fica inválido, não recebe pensão previdenciária. Se não pede exoneração já, mas apenas férias, não pode estar dando entrevista nem agindo como futuro agente político, tal como vem fazendo, culminando com a entrevista coletiva da tarde desta terça feira em Curitiba!

É doutor Moro, mas vale um passarinho da mão do que dois voando, como diz o velho ditado. O senhor está sendo cuidadoso consigo próprio e os seus, merecidamente, é claro. Mas o quadro atual exigia exoneração já. Até lá, o senhor é juiz, sempre juiz, sobre quem recaem as vedações constitucionais.

Eleições 2020, estratégia de poder e dominação: polarizar!

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Por:Fernando Gomes(*)

Mal saímos do pleito eleitoral de 2018 e já temos candidatos em campanha à sucessão municipal de Parnaíba. Foi dada a largada para as eleições de 2020. Nomes cansados de guerra, “velhos abutres da política”, nomes novos e outros nem tão novos começam a ser divulgados “despretensiosamente”. Para além dos nomes, deveriam mesmo era expor suas propostas ou não têm? Vale perguntar: qual é mesmo o seu plano pra Parnaíba? Você está pensando mesmo (agora) em trabalhar em favor da nossa gente?

Nada é mais nocivo aos parnaibanos do que se darem por satisfeitos com meras palavras e aparências! A cidade está numa “entressafra” de líderes políticos, onde muitos deles mofaram mergulhados na corrupção. Com pesar afirma-se que o capital ético da representação política foi dilapidado. O que está faltando e sempre faltou é uma elite dirigente com compromisso com a coisa pública, capaz de fazer na Parnaíba, no Piauí e no Brasil o que precisa ser feito: aplicar corretamente os recursos públicos!

A população vai exigir nas eleições municipais de 2020 que ingressem novos elementos ao debate. Chega de mentiras e corrupção! O momento exige renovação e é oportuno que se faça um balanço da política local. Ponto de partida: processo político deplorável, com uma representação de péssima qualidade, ressalvada raríssimas exceções! Os oportunistas não têm propostas, mas são especializados em estratégias para ganhar uma eleição ou como se comportar para se manter no poder. Na ordem do dia: marketing, acordos espúrios e fatiamento da máquina administrativa. Ocorre que desta vez as pessoas estão atentas e vão surpreender os desavisados!

Parnaíba quer sair da nuvem do fisiologismo que a encobre. Há um enorme desejo de se estancar a politicagem que impera. Onde o modo empregado nas ações e decisões, desses políticos por profissão, é tomado em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses privados, em detrimento do bem comum. Está claro que a política foi usada a serviço dos grupos dominantes locais que se alternam no poder, há décadas, sem nenhuma preocupação com o bem estar das pessoas. O ciclo está fechando, nem tudo dura para sempre!

O Parnaibano não deseja mais um capítulo nefasto para a sua história política. Ele quer o fim dessa geração que governou a cidade e teve todas as oportunidades de fazer boas gestões, mas que decepcionaram e não honraram a confiança do voto recebido.

É fácil constatar isso, basta recolher o sentimento das pessoas que vivem longe das maquiadas avenidas São Sebastião e Pinheiro Machado.  Não precisa se afastar muito do trecho nobre da cidade para comprovar que: em todo canto há seres invisíveis que formam a maioria das populações vulneráveis e empobrecidas desta cidade; pessoas que esperam um serviço de qualidade ou aguardam diálogo institucional em atendimento às mais diversificadas reivindicações comunitárias; condições precárias de funcionamento das unidades de saúde e de várias escolas; crianças e jovens sem perspectiva de futuro; usuários sendo submetidos a um sistema de transporte urbano alternativo e precário; a população obrigada a comer carne sem inspeção sanitária; o avanço das drogas e a escalada da violência; dentre outras mazelas impostas pela incompetência.

Na tensão entre o visível e o invisível, o jogo ambivalente da política se mostra nas tratativas dos que dominam a cena estratégica do poder, pois os arranjos e conchavos são constituídos e marcados entre o enunciado e o acordo que se faz atrás das cortinas!

Vamos rasgar as cortinas! O debate honesto sobre os rumos que se deseja para Parnaíba nos próximos anos quem verdadeiramente sabe são os parnaibanos. E desta vez eles não vão decidir por nós.  A boa reflexão edifica e, muitas vezes, nos leva a pensar em muitas questões que não são postas à mesa, propositadamente.

A cidade clama por novos líderes! Porém um pacto se manifesta claramente entre as ditas famílias tradicionais e os políticos profissionais, onde a estratégia de dominação é a de polarizar a disputa entre nomes hegemônicos desta tradição. A sociedade já percebeu isso e está pronta para romper com esse ciclo nefasto! Quem disse que a Parnaíba não tem outras pessoas com capacidade e espírito público (que falta aos que já estiveram pela “Itaúna”)? A CONFERIR EM 2020!

(*) Fernando A. L. Gomes, sociólogo, eleitor, contribuinte e cidadão parnaibano.

O conto do vigário do perigo fascista

Colunistas e entrevistados do Estadão precisam ler o editorial “Os desesperados” do Estadão.

Eis um trecho:

À medida que foi sendo desossado pelas urnas e pela Justiça, o partido de Lula da Silva recrudesceu seu autoritarismo, expondo cada vez mais seu desespero. Depois de passar a campanha inteira a denunciar como ‘golpe’ o impeachment constitucional de Dilma Rousseff, a exigir a libertação de Lula, como se este não tivesse que cumprir pena pelos crimes que cometeu, e a exigir apoio a seu candidato como única forma de ‘salvar a democracia’ ante o perigo do ‘fascismo’ supostamente representado pela candidatura de Bolsonaro, o PT agora trata de dizer que a vitória do oponente resultou de um processo ‘eivado de vícios e fraudes’, conforme declarou a presidente do partido, Gleisi Hoffmann.

Os petistas, assim, fazem exatamente aquilo que deles se esperava – isto é, em vez de aceitar o resultado das urnas e se organizar para fazer oposição decente e leal ao futuro governo, preferem deflagrar campanha para deslegitimar a vitória de Bolsonaro. Do alto de sua prepotência, os petistas dizem que Bolsonaro foi eleito depois de ‘uma campanha de ódio e de mentiras, que nos últimos anos manipulou o desespero e a insegurança da população’, como diz uma resolução da Executiva Nacional do PT aprovada logo após a eleição. Ou seja, para o PT, se não houvesse ‘manipulação’ e ‘mentiras’ o candidato petista seria eleito com folga.

Um partido que em documento oficial chama um presidente democraticamente eleito de ‘aventureiro fascista’, como faz o PT, não tem a menor intenção de fazer oposição. Para esta atitude verdadeiramente golpista já chamávamos a atenção no editorial Desespero, de 19 de outubro. Sua intenção é inviabilizar o governo e, por tabela, impedir que o País saia da crise que os próprios petistas criaram em sua desastrosa passagem pela Presidência. Os desesperados petistas prometem ‘construir uma frente de resistência pelas liberdades democráticas’, como se o País estivesse às portas da ditadura, e essa ‘resistência’ se estende a tudo o que interessa à maioria da população, a começar pela reforma da Previdência.

Enquanto isso, os grupelhos a serviço do lulopetismo mostram do que é feita a “democracia” que defendem: uma manifestação convocada pelo notório Guilherme Boulos para exigir que Bolsonaro ‘respeite a oposição’ e ‘as liberdades democráticas’ acabou em tumulto e depredação na terça-feira passada em São Paulo.

Não surpreende, assim, que a tal ‘frente de oposição’ que o PT pretende liderar não tenha apoio. O grave momento do País exige um esforço de todos para a superação da crise, o que implica a existência de uma oposição dura, porém prudente. Os sabotadores – aqueles que não se importam com o interesse público – devem ser isolados, para que fique patente de vez sua profunda irresponsabilidade.”

(Fonte: O Antagonista)

Edição:blogdobsilva

Quem a eleição aposentou

Causou surpresa mas a derrota de alguns líderes políticos de expressão no estado e no país como o deputado Heráclito Fortes (DEM), Wilson Martins (PSB), Dr. Pessoa, Robert Rios (DEM) e Luciano Nunes (PSDB), apressará suas aposentadorias da atividade política. É possível que algum possa retornar, como é o caso de Martins, mas ficou provado que a meta de conquistar um cargo majoritário fica fora de questão, já que nas duas tentativas que fez o fracasso o forçará a fazer opção por cargo menor.

Há o caso de deputado eleito mas com uma votação tão inexpressiva (Átila Lira, do PSB), que ele próprio se antecipou e anunciou que abandona o exercício da atividade parlamentar sendo este seu último mandato para passar o bastão para o filho. Quem também mergulhará na aposentadoria é o apresentador de TV Silas Freire, que obteve menos votos que no pleito passado, quantidade inferior à da médica Marina que ficou com a vaga entre as coligações que conquistaram a maior sobra de votos.

Quando 2020 e 2022 chegarem, o deputado Dr. Pessoa (SD) já alcançará os 74 e 76 anos de idade quando suas condições físicas não lhe permitirão mais pleitear um cargo majoritário como fez nesta eleição. Em 2020, por exemplo, outros nomes surgirão como alternativas para a disputa da sucessão do prefeito de Teresina Firmino Filho e com grande respaldo, um deles o do deputado Fábio Abreu (PR) e um nome apoiado pelo próprio prefeito, fazendo com que a disputa caminhe para a polarização.

O mais emblemático de todos, sem dúvida, é o caso do deputado Heráclito Fortes (DEM) que teve uma votação pífia (46 mil votos) para quem já foi eleito com votações expressivas para a câmara e até exerceu um mandato de senador. O número de votos recebidos por Fortes por si só já é uma motivação para ele esquecer a política e pensar na aposentadoria. Um dos mais ativos parlamentares que se engajaram no golpe de estado de 2016, o deputado não poderia mesmo esperar recompensa por seu gesto.

Poucos dias atrás o deputado Robert Rios ocupou espaço na mídia para anunciar que é candidato a governador do Piauí em 2022. Esse talvez tenha sido o melhor argumento para o deputado justificar seu insucesso eleitoral, mesmo achando que se opor ao governo com um discurso veemente pudesse se colocar como opção. É inquestionável o direito de Rios só voltar a disputar um cargo executivo ou um mandato político daqui a 4 anos, porém, trocar a disputa do senado pelo governo, é só mais um impulso seu.

Candidato ao governo do estado posto como alternativa a Wellington Dias, quem afirmou que Luciano era páreo para uma disputa com o governador falhou na previsão. Sua volta à política é uma incógnita mas a derrota pode tê-lo empurrado para uma aposentadoria precoce. Há quem arrisque que Wilson Martins pode voltar em 2022 em busca de uma cadeira na Câmara dos Deputados. Precisará de estrutura para chegar lá. Voltar à Assembléia é, talvez a melhor chance. Melhor que a aposentaria. Com relação a Elmano Ferrer não há muito o que dizer – fora a aventura maluca de disputar o governo, ele já exerce o mandato como aposentado político.