Opinião
Bois de mangas.

* Pádua Marques
No meu tempo de menino, quando havia meninos livres do computador, dos jogos eletrônicos e do celular, a gente brincava com o que tinha por perto. Tanto fazia serem meninos que moravam no interior, na dita roça, ou meninos que moravam em casas onde havia quintais. E tendo quintais, tinham mangueiras. E tendo as mangueiras, davam mangas. E eram mangas boas e que maduras, a gente comendo se lambuzava todo. Coisa de limpar as mãos nas pernas dos calções encardidos.
Mas tinham também as mangas que não vingavam e acabavam caindo por causa do vento ou alguma outra coisa que derrubava. Essas, agora no chão, iriam servir pra comida de algum animal pequeno, roídas por besouros ou viravam brinquedo na imaginação dos meninos. Era correr em redor atrás de gravetos ou ir lá dentro de casa e pegar uns palitos de fósforos queimados, jogados perto do fogão, e com eles colocar pernas nas manguinhas. Estava criado o boi de manga.
E a gente, os meninos do meu tempo, ficava horas e mais horas brincando com aquelas coisinhas, falando sozinhos, inventando conversas com pessoas, se dizendo donos de fazendas e tudo o mais. Se vendia e se comprava. Se colocava no curral e se dava de comer e beber. E depois se levava pro pasto. E a imaginação voando pra cima da cabeça dos meninos de meu tempo era coisa de milhões de minutos.

E se eram outros e mais meninos havia a disputa de quem mais tinha essa fortuna, as corridas, as vaquejadas, os pequenos currais de gravetos, a venda e a troca de bezerros e garrotes. Os meninos de meu tempo exercitavam de forma mais natural isso que os estudiosos hoje chamam de liderança. E os bois de manga iam com o passar das horas e dos dias sendo esquecidos no fundo do quintal e agora murchos acabavam sem importância.
Assim são os políticos de nosso tempo. Juntam as pequenas mangas caídas entre o povo ignorante. Aquelas bem verdinhas e que não vingaram e muito menos chegaram a ficar de vez. Os meninos de meu tempo, que são os homens e os líderes políticos de hoje, aprenderam de forma muito simples, natural a comandar e ter sob sua influência os menos instruídos. Os bois de manga são o povo que se deixa manejar sem reação e sem grito.
Sabem estes líderes que sem educação, sem estímulo ao trabalho e influenciados pela imprensa irresponsável, principalmente a televisão e as hoje redes sociais, essa massa é facilmente manobrada pra dentro de currais de graveto. Estamos vivendo neste momento uma transição entre os meninos e os homens. Entre as brincadeiras e a realidade. E quando este momento mágico dos meninos, de conversar com manguinhas verdes passar, a crueldade dos dias volta a fazer parte da vida de todos. *Pádua Marques, jornalista e escritor. Membro da Academia Parnaibana de Letras.
Ficar sentado por longo tempo provoca reação que eleva risco de doenças
Mariza Tavares
G1 Rio de Janeiro
A Universidade de Stanford, na Califórnia, mantém há dez anos um centro dedicado à longevidade. Em 2010, a instituição reuniu um grupo de pesquisadores para discutir os riscos do sedentarismo. Já naquela época, o consenso não foi difícil: independentemente da falta de exercício, o fato de permanecer horas sentado representava um risco concreto à saúde. Em maio deste ano, o Baker Institute, uma entidade australiana, e a University of Minnesota reuniram parte daquele mesmo grupo de cientistas para um encontro com o objetivo de revisar as informações disponíveis. Há duas semanas, Stanford divulgou os principais pontos discutidos, reconhecendo que o comportamento sedentário é um desafio contemporâneo.
Do ponto de vista fisiológico, se avançou muito no que diz respeito ao mapeamento dos efeitos nocivos de se ficar sentado. Na verdade, há uma espécie de reação em cadeia provocada pelo sedentarismo que conduz ao risco aumentado para doenças crônicas, como diabetes, demências, acidentes vasculares encefálicos (popularmente conhecidos como AVCs), além de doença arterial periférica e renal.
DIABETES – A relação com o diabetes está baseada na habilidade do corpo de regular a insulina durante longos períodos de inatividade. A função metabólica cai quando há uma redução do número e da intensidade de contrações musculares – o esforço que temos que fazer para nos manter eretos ou em movimento. Isso acarreta a diminuição de açúcar e gorduras que o sangue deveria levar aos músculos.
Para compensar essa queda, o organismo se encarrega de produzir mais glicose e ácidos graxos para restabelecer o equilíbrio. Entretanto, isso só ocorreria se os músculos se movimentassem. Como eles estão parados e a função metabólica se mantém abaixo do que deveria, o resultado é um excesso de açúcar no sangue.
É quando um “segundo sistema” é acionado: o pâncreas produz insulina para controlar a concentração de glicose. O acúmulo de situações como esta pode gerar um distúrbio metabólico que aumenta o risco de diabetes.
CIRCULAÇÃO – Sobre as consequências nocivas para o sistema circulatório: o sedentarismo leva à redução de movimentos que, por sua vez, demanda menos oxigênio para os músculos. Como a pressão sanguínea também diminui quando se está sentado, o resultado é uma menor velocidade do fluxo de sangue para os menores vasos.
Ali estão pequenas células que desempenham um papel-chave, conhecido como função endotelial: regulam tônus vascular, coagulação, manutenção da circulação sanguínea e respostas inflamatórias. Seu comprometimento está associado à aterosclerose. Como o nível de atividade física cai com a idade, o quadro não é nada promissor para os mais velhos.
Nesta terça, o jornal “The Guardian” publicou reportagem mostrando que dez minutos diários de exercício têm efeito benéfico sobre a memória. Estique para 30 minutos – não esqueça de incluir uma caminhada – e fuja do sofá.
Para quem acha que é um caso perdido, basta programar o relógio ou o celular para soar um alarme a cada meia hora: caso esteja sentado (a), passe os cinco minutos seguintes em pé ou se movimentando. É um bom começo.
O sítio e o estado de sítio
Carlos Brickmann
O caminho (que pena!) parece traçado. Vamos ter de escolher entre um candidato de porta de cadeia e um de porta de quartel. Um candidato que se opõe aos esquerdistas mas apoiou as candidaturas presidenciais de Lula e de Dilma, ou o que diz que o candidato a presidir de fato o país é outro, mas a chapa está em nome dele. Um que cita com saudades um campeão da tortura, outro que cita com saudades os campeões da roubalheira.
Que é que acham das mulheres, no campo político, esses candidatos? Um acha normal mulher ganhar menos que homem, outro usa com orgulho, mesclado a seu próprio, o nome do dono da chapa, aquele que convocou as mulheres de grelo duro a brigar por ele. Um disse que teve quatro filhos e, na quinta vez, fraquejou e teve uma filha. O outro, o que é mas não põe o nome, disse que uma antiga companheira de partido, surpreendida por uma operação de busca e apreensão, ficou feliz, achando que os cinco federais que entraram em sua casa, de manhã cedinho, “tinham caído do céu”.
Um candidato não tem programa de governo. Seria difícil. Em toda a sua vida, foi estatizante, nacionalista, antiliberal, mas entregou seu projeto econômico a um pregador do liberalismo. O outro candidato tem programa de governo – o que é pior. Como prefeito de São Paulo, ficou longe de cumprir seu plano de metas. Em suma, um candidato de estado de sítio e um candidato de sítio de Atibaia, que é do outro mas está em seu nome.
Minha tarde feliz com alunos do IFPI

Por Camila Neto
Na tarde desta segunda-feira(24) tive a oportunidade de falar sobre minha profissão com alunos do 2º ano de Informática da IFPI. Confesso que a princípio me veio um pouco de receio mas, quando se trata de desafio dado, pode ter a certeza que o desafio será aceito concluído com sucesso.
Falei a respeito tipos de gênero informativo. Expliquei a diferença entre entrevista, notícia e reportagem. Discorri um pouco sobre a estrutura da notícia e mostrei algumas matérias.
Relatei que a mídia divide-se basicamente em veículos eletrônicos (rádio, televisão e Internet) e impressos (jornais e revistas). Cada um destes meios tem suas características próprias. Portanto, a divulgação de notícias depende do conhecimento sobre como funcionam os diferentes veículos de comunicação, para atender plenamente às exigências editoriais e operacionais de cada qual.

Que tarde incrível! Que turma animada e de curiosidade bem aflorada! Além de transmitir um pouco da minha experiência (estou engatinhando), pudemos nos referir um pouco sobre a questão assédio no ambiente de trabalho. Outro ponto fundamental que pontuei foi a necessidade de se trabalhar o jornalismo com ética e de forma imparcial.
Finalizei minha participação com seguinte frase: “Ser jornalista é dividir com o leitor diversas histórias e situações. Essa profissão me fascina a cada dia e não me vejo em outra profissão”.



O PT tem bala?
As recentes pesquisas eleitorais para presidente criaram uma situação curiosa. Na semana passada o Ibope conferia 19% das intenções de voto para Fernando Haddad e o Datafolha 16%.

Como as pesquisas estão ocorrendo em intervalos curtos de até 48 horas e ontem o Data Folha ficou de divulgar a sua, o próximo resultado da do Ibope pode trazer um resultado estratégico para a campanha. Se Haddad, no Ibope, tiver menos de 19% significará que chegou ao teto do primeiro turno e manterá viva a disputa com Ciro para o segundo turno.
Se ao contrário, Haddad crescer, seguramente sinalizará que, de fato, se terá Bolsonaro contra o PT no segundo turno. Mas é muito importante lembrar nesse caso o papel de fiel da balança dos eleitores de centro na decisão dos pleitos presidenciais. Basta voltar na história e lembrar que Lula candidato perdeu três eleições até que em 2002 contagiou o ‘centro’ com “A carta ao povo brasileiro”, terminando por ganhar a eleição, repetindo o mandato quatro anos depois, na mesma parceria com os partidos de centro.
Desta feita é Haddad o candidato, que gera todo tipo de especulação e uma delas é: em quem votarão os eleitores do centro? Afinal, o PT tem bala?
Do Porenquanto a cabeça do Congresso
Deputado Heráclito Fortes, em Brasília
Por:Zózimo Tavares
Ele estreou na política em 1978. Contava 28 anos de idade e subia ao palanque da oposição, no Piauí, cheio de ideias e sonhos, para disputar seu primeiro mandato de deputado federal. Perdeu, mas, andando com os próprios pés, como sempre o fez ao longo de sua carreira política, aprendeu o caminho das pedras e se elegeu para a Câmara Federal nas eleições seguintes, pelo PMDB.
Desde então, é o parlamentar piauiense de maior projeção, por mais tempo, dentro do Congresso Nacional.
Ele se destaca, sobretudo, pela sua atuação nos bastidores, pela sua capacidade de articulação e pelo livre trânsito nas cúpulas partidárias. Sabe ouvir e sabe falar. E também calar.
Cabeça do Congresso
Agora mesmo, acaba de sair a nova lista dos 100 cabeças do Congresso, com a relação dos parlamentares mais influentes. Ele, o deputado federal Heráclito Fortes (Democratas), personagem central deste artigo, é o único deputado federal da bancada piauiense a figurar nessa relação. Esta é a 13ª vez que ele entra na lista.
A publicação é do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – DIAP, e está em sua 25ª edição.
“Turma do Poire”
Heráclito Fortes se projetou no meio político nacional quando foi escolhido pelo então presidente do PMDB, deputado Ulysses Guimarães, para integrar a fechadíssima “Turma do Poire” (pronuncia-se puá).
Era um seleto grupo de influentes políticos que se reunia com frequência no badalado restaurante Piantella, em Brasília, tendo Ulysses como seu líder.
Esse grupo passou a se reunir logo após a instalação da Nova República, em 1985. Os momentos de maior frequência foram durante a Assembleia Nacional Constituinte. Tudo era discutido, mas apenas na entrada, pois o prato principal era sempre política.
Daí, Heráclito tornou-se um dos interlocutores e amigos mais próximos do Dr. Ulysses Guimarães, uma referência que até hoje é citada na crônica política.
Diretas Já!
Heráclito começou a achegar-se a Ulysses quando o deputado Dante de Oliveira (PMDB-MT) apresentou à Câmara um projeto de emenda constitucional restabelecendo eleições diretas para a presidência da República.
Abraçado pelas forças de oposição, o projeto desencadeou uma campanha nacional que ficou conhecida como Diretas Já.
Na sessão da Câmara dos Deputados do dia 25 de abril de 1984, a emenda Dante de Oliveira recebeu o voto favorável Heráclito Fortes, porém não foi aprovada, por falta de 22 votos. Isso significou que a sucessão presidencial seria mais uma vez decidida por via indireta.
A oposição, reunida na Aliança Democrática — coligação do PMDB com a Frente Liberal, dissidência da agremiação governista, o Partido Democrático Social (PDS) —, lançou, então, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, tendo como vice o senador José Sarney.
Na Constituinte
Ao lado de Ulysses Guimarães, o deputado Heráclito Fortes fez parte, ainda, de um dos momentos mais importantes do país: a promulgação da Constituição Brasileira, que este ano comemora 30 anos.
Na Assembléia Nacional Constituinte, ele integrou, como titular, a Subcomissão do Sistema Eleitoral e Partidos Políticos, vinculada à Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições.
Durante a elaboração da Constituição, votou a favor do mandado de segurança coletivo, da proteção ao emprego contra a despedida sem justa causa, do turno ininterrupto de seis horas, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos e da proibição do comércio de sangue.
Votou contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, a pluralidade sindical, o presidencialismo, a limitação dos encargos da dívida externa e a legalização do jogo do bicho.
Prefeito de Teresina
Após a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, nas eleições municipais do mês seguinte, elegeu-se prefeito de Teresina.
Heráclito fez campanha em meio aos trabalhos de elaboração da nova Carta. Muitas vezes participava de um comício à noite em Teresina e voltava para Brasília no meio da madrugada, para participar das sessões da Constituinte.
Na Prefeitura, implantou uma reforma administrativa e lançou experiências inovadoras, como o “SOS Teresina”, embrião de um programa nacional bem-sucedido do Ministério da Saúde, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
Depois de cumprir o mandato de prefeito, voltou à Câmara nas eleições de 1994, já filiado ao PFL. Tornou-se presidente do Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) e membro titular da Comissão de Fiscalização e Controle.
Reelegeu-se em 1998 e assumiu o cargo de 1º vice-presidente da Câmara. A seguir, passou a ocupar a função de líder do governo no Congresso.
No Senado
Em 2002, foi eleito senador, na legenda do PFL. Ocupou a função de terceiro-secretário da Mesa Diretora e o cargo de presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal.
De 2005 a 2006, presidiu o Grupo Brasileiro da União Interparlamentar.
Presidiu ainda a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional até 2009, integrou como titular a CPI das ONGs, o Conselho da Ordem do Congresso Nacional, a Comissão de Serviços de Infraestrutura e a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle e a Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Ainda em 2009 foi eleito primeiro-secretário.
No Senado, fez oposição ao governo do PT. E pagou caro por isso. Foi uma das vítimas daquela campanha que o presidente Lula desencadeou em todo o país para massacrar seus adversários nas urnas, em 2010.
Ficha Limpa
Ele fez toda a sua carreira pública sem máculas em sua biografia, sem usar os mandatos para negócios ou tráfico de influência. Brigou pelo Piauí com todas as suas forças quando alguma questão de interesse do Estado exigiu uma atitude sua.
Um desses momentos foi naquele episódio em que ele paralisou a votação do orçamento federal de 2006, no final de 2005, como pressão para garantir os recursos orçamentários da compra da escada Magirus do Corpo de Bombeiros, cortados na última hora pelo governo.
Outro gesto enérgico seu foi quando ele botou a boca no mundo, em 2003, junto com o senador Mão Santa, contra a vinda do narcotraficante Fernandinho Beira-Mar para o Piauí, como era plano do governo.
Eis, em resumo, a trajetória do menino nascido no bairro Porenquanto, na zona Norte de Teresina, que se fez político e busca, agora, a renovação de seu mandato.
Tem caroço nesse angu?
Governador e aliados no Tribunal de Contas
O governador Wellington Dias reuniu as principais lideranças de sua campanha e saiu em peregrinação pelos órgãos de controle externo. Primeiro, esteve no Ministério Público Estadual. Depois, foi ao Tribunal de Contas do Estado.
Ele declarou que foi a estas instituições manifestar seu apoio ao trabalho delas. O que ele queria, na verdade, era se queixar aos seus dirigentes das últimas operações feitas em secretarias de estado e outros órgãos governamentais.
Três operações
Somente de agosto para cá, foram três barulhentas operações: Topique, na Secretaria de Educação, para investigar o desvio de R$ 119 milhões do transporte escolar; Natureza, na Secretaria do Meio Ambiente, para apurar denúncias de corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa, além de crimes ambientais; e Itaorna, nas sedes da Secretaria de Turismo, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi), Coordenadorias de Desenvolvimento Social e Lazer e Coordenadoria de Combate à Pobreza Rural, bem como na Construtora Crescer, para apurar fraudes em licitações.
Após a visita, ele anunciou que levará os casos ao Conselho Nacional do Ministério Público.
Governador Wellington Dias e aliados no Ministério Público
Portas fechadas
O governador reclamou da realização dessas operações em plena campanha eleitoral. Deu a entender, assim, que o Ministério Público e o TCE devem fechar suas portas e só devem voltar a funcionar depois das eleições.
Com sua ida aos órgãos de controle, o governador criou uma dúvida. Nessas operações, não houve acusações diretas a auxiliares de seu governo, mas a empresas que trabalham para o Estado. Então, por que o incômodo? Por acaso, agora, tem caroço nesse angu?
Outra coisa: quando estava na oposição, Wellington Dias batia ponto com frequência nas portas dos órgãos de controle para exigir fiscalização nos órgãos públicos, sempre com muito barulho na imprensa. E ele tinha uma predileção especial por esse tipo de visita justamente no período da campanha eleitoral.
Por:Zózimo Tavares
Cavalo do Cão. * Pádua Marques

No meu tempo de menino existia um besouro que a gente chamava de cavalo do cão. Voando na mata ou dentro de casa era motivo de muito desespero. Mais pela aparência e pelo ronco. Sem exageros, quando passava perto da gente mais parecia um avião levantando voo. Talvez esta repulsa por ele se devesse ao nome, que ninguém até hoje sabe quem foi que botou. Ainda deve existir por aí porque ninguém me disse até hoje se acabou, se extinguiu.
Mas cavalo do cão era uma forma também de botar nome, apelidar alguém metido a valente, brigão, principalmente em festas e quermesses do interior, ali pros lado de Bom Princípio e Cocal, nos tempos de Quincas de Brito. Pois esse Bolsonaro já se pode chamar de cavalo do Cão. Se aproveita de um momento difícil e delicado na vida política brasileira pra fazer e acontecer.

Bolsonaro acha que tem remédio pra tudo em quanto, do jeito dele. Segurança, educação, economia, conflitos de fronteira e entre os três poderes, briga de boteco, briga de marido e mulher. Tem e mantém o comportamento do delegado do interior dentro de uma casa de forró. Aquele negócio de pra desapartar uma briga basta dar um tiro pra cima, meter a mão na cara de um caboclo mais exaltado e tomar a faca de outro e engarguelar mais outro que esteja falando alto.
A coisa não é bem assim, Bolsonaro. Se por uma infelicidade geral da nação este capitão for eleito vai encontrar uma caixa de ferramentas bem desarrumada. Pregos misturados com fitas isolantes, toco de vela, parafusos sem cabeça. Toda sorte de tranqueiras. Pelo que se sabe e o que se fala, conhece pouco e mal o Congresso Nacional, onde está há um bom tempo. Conhece economia melhor que qualquer vendedor de manjuba do Mercado da Caramuru.

Bolsonaro vai, quando contrariado, xingar todo mundo. Dentro de poucos meses não vai saber o que está fazendo. O Brasil do jeito que está e do jeito que foi deixado necessita de um presidente equilibrado emocionalmente. Problema pra tudo quanto é lado vai encontrar. Confusão demais. Bolsonaro, metido a cavalo do cão, com certeza não vai ter a paciência de um borracheiro, que pouco fala quando remenda a câmara de ar do seu carro enquanto você está desesperado porque perdeu a hora de chegar ao trabalho.
Não vai ter paciência pra conversar e equilíbrio pra resolver problemas, os ditos domésticos. Vai dar autoridade pra gente pior do que ele, gente acostumada a gritar e insultar. O Cavalo do Cão está neste momento sendo o porto seguro político dos desavisados e oportunistas. Hoje aqueles que batem palmas pra suas grosserias serão os mesmos que estarão pedindo pra ele sair. O Brasil corre o risco de se tornar um baile funk.

Bolsonaro vai repetir Collor de Melo, o jornalista e playboy alagoano que, entrou na vida pública por um partido do tamanho de um caroço de arroz, ganhou a eleição com um discurso moralista e caçador de marajás. Muita gente foi nas águas dele. Muita gente até hoje não se recuperou do desastre em que ele transformou a economia, a sociedade civil e as instituições. Dois anos depois de tanta confusão que fez, acabou sendo enxotado do Palácio do Planalto feito um sapo ou uma cobra, debaixo de vassouradas e de vaias.

Bolsonaro tem todas as condições de repetir Collor. Até fisicamente se parecem. Os jovens, eleitores de hoje e desavisados, esquecidos e outros metidos a espertos, que não viram aquele momento de confusão, podem agora assistir Cavalo do Cão, na sessão Vale a Pena ver de Novo. Pádua Marques, jornalista e escritor. Membro da APAL e do IHGGP.
Semana da Imprensa 2018: Eu agradeço
Por : Bernardo Silva
Sentimento de gratidão é o que nos invade, após a realização de mais uma Semana da Imprensa, a 56ª (de 10 a 16/09), que deu sequência a uma iniciativa do jornalista e maranhense, como nós, Rubem da Páscoa Freitas, grande amigo e incentivador, que a conduziu por longos 51 anos. Em novembro próximo o nosso “Tibú” completará 5 anos de falecido.

E temos muitos agradecimentos a fazer. Primeiro, aos amigos que nos escolheram para presidir por 2 anos a Associação dos Comunicadores Sociais de Parnaíba (Ascompar), eleito que fomos dia 7 de julho deste ano, substituindo no posto o colega jornalista José Luiz de Carvalho. Agradecimentos especiais ao também jornalista e advogado Renato Bacelar que, após o falecimento de Rubem Freitas, cedeu a Fundação Raul Bacellar para ser sede da nossa entidade.

Todos da diretoria que estiveram do nosso lado, programando os eventos e viabilizando sua execução foram importantes. Foi um trabalho fácil, porque temos amigos que sempre nos têm apoiado ao longo de todo esse tempo. E citaremos aqueles que sempre respondem positivamente, sempre que solicitados a colaborar: empresário e advogado Valdeci Cavalcante, presidente da Federação do Comércio do Estado do Piauí; Federação das Indústrias, que nos apoia desde os tempos do falecido deputado Moares Sousa e agora, através do Zé Filho, que está licenciado, estando no exercício da presidência o empresário Humberto Cronemberger.

Agradecimentos ainda ao empresário Luís de Sousa Pessoa, que preside a Associação Comercial de Parnaíba e sempre bem recebeu a imprensa, junto com seus amigos empresários. E ele elogiou o evento por nós realizado na sede da ACP, sexta-feira última, quando demos também nossa contribuição ao Setembro Amarelo, promovendo uma palestra sobre o suicídio e como promover, a cargo da palestrante espírita Dora Rodrigues, a quem também somos gratos.
E a cantora Aline Bacelar, que atendeu o convite da nossa Secretária e Rainha da Imprensa 2018, jornalista Camila Neto, fazendo uma bela apresentação – voz e violão, durante o coquetel que nos foi ofertado. Agradecimentos também ao cantor Zé do Pepê, que animou o almoço de domingo, no Sesc Praia.

Além da palestra sobre suicídio, também convidamos o advogado e jornalista F. Carvalho, para falar de “fake news” – um tema do momento, atual, pertinente à proposta de nossa de diretoria, de realizar palestras, seminários, oficinas, dentre outros, enquanto durar nossa gestão. Ao Carvalho nossa gratidão, também.
Não, não esquecemos de agradecer nossos colegas de diretoria, Ozéas Castelo Branco Furtado e Márcio Brito-o Bikanca, que em muito ajudaram reunindo a turma em torno de um café da manhã. Eles dirigem as emissoras de TV Costa Norte e Delta, respectivamente.


E para nós da Imprensa nosso agradecimento para lá de especial aos nossos amigos Subtenente Vitélio Oliari do TG 10-012, os suboficiais Carlos Henrique e Nobre da Marinha do Brasil que atentaram nosso convite abrilhantaram alguns eventos.



Na sexta-feira passada, um momento especial, para nós que estamos sempre querendo aprender mais. Fomos visitar o intelectual, ex-prefeito e professor Lauro Correia, nosso presidente de honra, que nos honrou com um lanche gostoso e um agradabilíssimo bate papo. E o prefeito Mão Santa, com o seu secretário e filho de Lauro, Israel Correia, que nos enriqueceram a tarde, dando um brilho maior à visita.
Dr. Lauro Correia recebe comitiva da ASCOMPAR
Particularmente, minha gratidão à Rainha da Imprensa 2018, Camila Neta, que foi incansável em nos ajudar em tudo, inclusive nos acompanhando em visitas e nos secretariando, em todos os instantes. Foi bacana estar próximo de todos. E, para finalizar, queremos dizer que nossa gestão vai muito além da Semana da Imprensa. Nosso calendário de eventos está sendo preparado para ser lançado na nossa festa de confraternização no final do ano. E o mais, um grande abraço a todos e muito obrigado.







DEPOIMENTO : Revivendo agosto na Praça da Graça
Nos tempos modernos, não houve manifestação semelhante aos protestos contra a destruição da Praça da Graça, cuja culminância, com a queima dos tapumes, há exatos 39 anos, completados no dia 31 de agosto de 2018, não poderia, jamais, se perpetuar no esquecimento.
Por Reginaldo Costa

Em substituição a uma formação temporária da natureza, deu-se início à implantação do logradouro que ganharia importância política e social, ao longo da História. Acompanhando os acontecimentos de cada época, e em algumas recebendo diferentes denominações, a Lagoa da Onça, em nome do desenvolvimento, cederia o espaço das águas ao que seria, definitivamente, a Praça da Graça. A princípio, duas áreas distintas, elegantemente separadas pela Rua do Passeio, consolidadas em nome do Catolicismo: Jardim do Rosário e Largo da Matriz.
Detalhes Marcantes
Não havia programa melhor do que frequentar a Praça da Graça, nos fins de semana, lugar ideal para rever amigos, conhecer alguém interessante, usufruindo as delícias dos ventos marítimos em agradável sinfonia. De modo especial, durante o mês de agosto, o represente comercial Jonas da Costa Santos, com residência em Teresina, vinha todos os anos a Parnaíba, atraído pelas condições climáticas. Ouvia o parente querido comentar com meus pais, que fumar um cigarro n’algum banco da praça, onde permanecia por longas horas, era uma terapia, aliviando as dores do rolo compressor da luta pela sobrevivência.
Circulando pela praça eu percebia as pessoas se comunicarem alegremente, com brilho nos olhos e doçura nas palavras, sem contaminar o primeiro contato pela irracionalidade da ostentação. Longe da correria dos dias atuais, a prevalecer os contatos online, compartilhava dos acessos protegidos por árvores frondosas, outros por palmeiras imperiais, a ornamentarem os tapetes verdes de grama que dividiam as passarelas perpendicularmente às tangentes, possibilitando o ir e vir sem conflitar vontades. No decorrer de alguma conversa em grupo, os passantes cumprimentavam uns aos outros, e alguns até se permitiam ficar por um tempinho. Sem demora, as conversas, agradabilíssimas, na verdade desconectadas do mundo, facilitavam o congraçamento. O cenário, de equilíbrio entre as pessoas e de afeição ao logradouro, certamente encontraria nas artes plásticas, a dimensão da poesia nas cenas de amor e reverência à vida, com vasta concentração de energia humana a vibrar na sintonia da cordialidade. Inebriados pelo espetáculo dos movimentos nessa direção, não havia o otário nem o espertalhão.
Do Coreto, ouvia-se a Charanga executar as marchinhas que nem se ouve mais. Conservando os padrões da arquitetura admirável dos tempos em que a cidade se tornou conhecida no Brasil e no exterior, pelo dinamismo de sua gente, além da Catedral e igreja do Rosário, templos historicamente catalogados, havia, no entorno, os prédios dos Correios, Banco do Brasil e Cine Éden. Contrastando com a hegemonia de edificações que correram o mundo estampadas em cartões postais, a AABB, clube simples mais acolhedor, em que minha geração viveu noites sedutoras, consolidou a preferência, abrindo as portas para repercutir na memória, o bem mais significativo: a oportunidade do encontro.
A poucos metros, a Discolândia, do lendário Jairo Medeiros, fazia parte da dinâmica do dia a dia da, tanto pelos decibéis da caixa de som exposta na calçada, acima daquilo que a lei permite quanto pelo estilo de comunicação do proprietário. Quantos não foram os meses de agosto, em que no dia 12 meu pai adentrou ao recinto para comprar o presente de aniversário predileto da única mulher que amou na vida? Debaixo do braço ele conduzia os convidados especiais para a festa em família: Agnaldo Timóteo, Nelson Gonçalves, Miguel ngelo, Núbia Lafayette e tantos outros, na forma de LPs, compactos, ou “discos de cera”, aqueles que giravam na vitrola na rotação 78.
Jairo Medeiros foi das figuras envolventes que conheci. Na noite do acidente que lhe ceifou a vida, ouvi o não irretorquível, quando perguntei, da calçada do Lions Clube de Luiz Correia, se poderia oferecer carona. Já no carro com a esposa, respondeu brincando: – Não, meu bem, ainda vou dar uma voltinha! Sorri e mandei beijinho. Na manhã seguinte, fiquei sabendo que a “voltinha” teria sido a última de sua existência.
Dos locais continuamente frequentados, a Pérgula, atraía os olhares de contemplação pela beleza das pedras ornamentais, o corpo d’água, moradia dos quelônios que se mantinham submergidos, mas vinham à tona, bailando mansamente, a encantar, acima de tudo, o público infantil, despertando para a ligação do homem com os seres de outras espécies, e o verde das trepadeiras que se acomodavam de uma maneira elegante ao Caramanchão. Em meio a essa atmosfera que impregnava o ambiente de romantismo compatível à ocasião, os casais de namorados se abraçavam, em demonstração amorosa espontânea, sem a necessidade de artificializar relacionamentos para exibir em selfs. O que não havia àquela época.

Ainda nas décadas de 60 e 70, sob os mais diversos aspectos, a charmosa Praça da Graça, serviu como ponto de referência às gerações que viveram momentos apaixonantes de períodos históricos distintos, convivendo em harmonia com a paisagem, na leveza de um espaço público rico em detalhes marcantes da vida de um povo. Certamente não vivíamos um conto de fadas. Tudo aquilo era real, perceptível em imagens definidas com clareza!
A influência do Jornal Inovação
Na época em que aconteceu a demolição do logradouro predileto da população parnaibana, circulava um jornal sem fronteiras no que diz respeito à defesa dos interesses do povo e da cidade. De linguagem contundente, assumidamente contrário às falas mansas da crônica social, o Inovação se manteve coerente com o outro lado da História, questionando as elites, o poder político, e as causas dos entraves que impediam o desenvolvimento econômico e social.
Sem se perder nos clichês da imprensa tradicional, durante os dez anos de existência, foi tribuna dos excluídos, e no pleno exercício da rebeldia saudável da imprensa alternativa, colocou em prática o jornalismo com a exata percepção da dinâmica do sistema que ampliava, em números astronômicos, a distância entre pobres e ricos.
Por algum tempo, a redação do nanico considerado por pesquisadores o mais importante do estado do Piauí, esteve de portas abertas no cruzamento das ruas Riachuelo com Francisco Correia, ocupando o pequeno espaço que se metamorfoseava em gigantesco ponto de encontro para onde afluíam jovens sonhadores; sindicalistas renovados; adeptos de tendências religiosas; poetas, contistas e cronistas abertos a várias correntes de pensamento; líderes de movimentos de reivindicação; estudantes rebeldes; artesãos assistidos pela alta espiritualidade a dimensionar em obra de arte a grandeza da existência; agitadores culturais, em momento de vasta produção dispersa pela indiferença das classes política e empresarial; intelectuais, ostensivamente favoráveis à abolição de preconceitos; idosos, amantes da vida; ilustradores e cartunistas, sobressaindo-se como profissionais de alto nível, nas páginas de Inovação, o primeiro jornal parnaibano em impressão offset; músicos com os pés no chão, superando invencionices e modismos; visitantes de várias partes do Brasil e também do exterior, encantados com a coragem que aquela gente enfrentava os problemas e os poderosos: de peito aberto e a imaginação nas ações afirmativas.
Inovação não era somente o jornal. Havia um grupo de gente inteligente e esclarecida de várias gerações, representantes de diversos segmentos, militantes com atuação relevante nos movimentos estudantil (secundarista e universitário); nas associações de moradores; sindicatos; nos núcleos de base da igreja Católica que através da corrente teológica cristã progressista, pregava a opção preferencial pelos pobres, junto aos quais desenvolvia atividades, conscientizando para a plenitude da vida, tendo por base documentos do Concílio Vaticano II e conceitos extraídos das ciências humanas e sociais a endossar a caminhada do que se tornaria popularmente conhecida por Teologia da Libertação.
A partir dessas conexões, que não eram institucionais, o jornal, com poder de articulação, penetrava nos ninhos do movimento social, cada dia mais atuante, favorecendo alianças em torno de bandeiras de defesa das causas indígenas; da ecologia e do meio ambiente; da mulher; do negro; pela democratização da imprensa; por Diretas Já; por uma Constituinte livre e soberana; pelos Direitos da Criança; por Reforma Agrária Já!; por uma Lei dos Estrangeiros, enfim, por saúde, educação e trabalho. Nesse contexto, munido de palavra favorável às lutas por justiça social e disposição de lutar, influenciava com abordagens de conteúdo oposicionista, envolvendo pelo imenso desejo de mudar o mundo, desconstruir mitos, ligando teoria à prática, repercutindo o grito de uma geração de idealistas, tendo em vista as “rupturas de uma sociedade cristalizada em normas antigas”.
As questões de âmbito municipal ocuparam algumas páginas. Reportagens, artigos, pesquisas, entrevistas, crônicas, abrangiam os mais diversos setores da sociedade, com conteúdos que correspondiam às exigências dos leitores, despertando atenção especial, o Movimento Pró-Teatro e a reconstrução da Praça da Graça, que desde as primeiras horas da destruição até a publicação de nota no jornal “O Comércio”, do Rio de Janeiro, sob o título “No Piauí a praça é do povo”, que dimensionaria nacionalmente a ocorrência, o aguerrido Inovação estimulou a consciência popular.
Embora as diferenças façam parte da história da humanidade, naquela noite, no exercício do pleno direito a manifestação, gente de todas as procedências e concepções antagônicas do bem e do mal, mais que se sentiam vítimas e cumplices dos mesmos sentimentos, se confraternizou com euforia, aos gritos, abraços e brindes a lavar a alma, e em cada olhar, a expressão de paz interior. O entusiasmo de dias e noites felizes na praça símbolo de uma época de progresso e amor à cidade, houvera se transformado em cinzas!



Para registrar a ocorrência nos anais da História, o Jornal Inovação (Nº 22, setembro/1979), ainda na fase do mimeógrafo, vai às bancas em edição especial com tiragem de 1.200 exemplares, tendo como carro-chefe o Editorial intitulado “31 de Agosto − Do Povo Parnaibano ao Povo Parnaibano”, escrito pelo professor Benedicto Jonas Correia, intelectual de mente iluminada, plenamente identificado com as causas de interesse da cidade e sua gente. Credenciado para aquela tarefa, extravasou o sentimento de amor à terra natal. Na mesma edição, transcrito de editorial do jornal “O Dia” (02/setembro/1979), sob o titulo “Parnaíba e sua praça”; “Da praça à gasolina ou a inoperância dos nossos políticos aqui e em Brasília”, de Depaula; “Carta aberta ao B. Silva”, de Bernardo Silva; “Balada da Praça da Graça”, com assinatura de “O Povo”. Robustecendo a edição, o renomado jurista Celso Barros Coelho, colaborou com o artigo “O que se espera dos moços”.

Reiterando o que escrevi para a primeira edição de Repaginado, editada em Goiânia, em 2014, sob o titulo “Praça da Graça: do romantismo ao muro da vergonha”, no dia 31 de agosto de 1979, o povo parnaibano sentiu a desventura de encarar o fim de uma época. A derrubada e queima dos tapumes desnudou uma crueldade sem precedentes, sustentada por argumento mentiroso, sabendo-se de que não havia projeto muito menos recurso disponível. Pena que àquela época, o IPHAN não era identificado pela austeridade na observância de seus princípios como nos dias atuais.
Embora o mês de agosto seja considerado de maus presságios, entre tantos em que se comemora o Dia da Parnaíba, alguns historiados pela pompa das celebrações religiosas, cívicas e políticas, o de 1979, diferenciando-se dos demais, teve o sabor da liberdade, do exercício da democracia e passaria para a História como marco da consciência popular na luta por direitos e respeito ao patrimônio cultural imaterial.
Acessível em depoimentos, artigos jornalísticos e fotografias, a manifestação popular se mantem preservada na lembrança de todos que vivenciaram a epopeia. Portanto, oportuno dispensar o sentimento de negação dos acontecimentos, escondendo a verdade atrás de bandeiras, crenças ou vontades. Afinal, fato é fato.
Ato público reúne candidatos de oposição
Por: Zózimo Tavares
Uma ideia lançada há alguns dias pelo candidato a governador pelo Podemos, senador Elmano Férrer, finalmente vingou ontem: os principais candidatos de oposição ao Governo do Estado fizeram um ato público e lançaram um manifesto contra a corrupção.
No manifesto, escrito em linguagem panfletária, os candidatos denunciam que a máquina pública estaria sendo usada pelo governo para vencer a eleição.
Os candidatos pedem uma ação mais efetiva do Ministério Público Eleitoral e da Polícia Federal para que evitar o uso da máquina governamental na campanha eleitoral.
O documento é assinado por seis candidatos ao governo: Elmano Ferrer (Podemos), Dr. Pessoa (Solidariedade), Luciano Nunes (PSDB), Fábio Servio (PSL), Valter Alencar (PSC) e Romualdo Seno (DC.
Os candidatos manifestaram solidariedade ao Tribunal de Contas do Estado e demais órgãos de controle , que, no cumprimento de seu papel de fiscalização, estariam sendo atacados pelo governo.
Corrupção
O senador Elmano Férrer afirmou que os indícios de corrupção no governo são visíveis. “É alarmante o que está ocorrendo no Piauí. Os casos de corrupção são gritantes. O governo, em vez de ajudar nas investigações, prefere atacar os órgãos de fiscalização”.
O Dr. Pessoa também atacou o Governo do Estado. Segundo ele, a eleição já estaria comprada. “Por onde andamos são denúncias de corrupção. É um absurdo. O que as pesquisas mostram não corresponde à realidade. Queremos que o Ministério Público Eleitoral e o Polícia Federal continuem com as investigações. Os resultados devem ser apresentados agora. Não podemos esperar mais”, afirmou.
Valter Alencar cobrou o desdobramento das operações Topique, Natureza e Itaorna. “São denúncias graves. São milhões desviados do governo. Não podemos aceitar calados. A população tem que entender o que está acontecendo”, disse.
O candidato Luciano Nunes acusou o governo Wellington Dias de tentar se perpetuar no poder. “O que vemos é um projeto de governo de perpetuação no poder. Esse grupo quer se perpetuar com essas práticas criminosas de corrupção, que os órgãos de fiscalização estão denunciando”, destacou.
O candidato Fábio Sérvio disse sofrer perseguição do governo. “Como empresário eu fui perseguido de todas as formas. Ninguém ficou do meu lado. Isso ocorreu porque desde o começo denunciei as irregularidades desse governo. Já fui até processado. Entrei na campanha para denunciar o que ocorre”, afirmou.
O candidato Romualdo Seno afirmou que a população tem que acompanhar de perto as denúncias. “O governo do PT é o que mais realizou corrupção no Brasil e no Piauí. A população tem que ficar atenta para que isso não continue. É algo muito grave”, destacou.
O documento distribuído à imprensa será encaminhado ao Ministério Público como forma de pressionar o órgão a investigar as contas do Estado.
Falta voto
Como ato de campanha, o manifesto da oposição é válido. Oposição é para incomodar mesmo, até perturbar, se tiver força para isso. Mas ele pouco ou nada acrescenta às denúncias já feitas contra o governo e que estão em processo de apuração pelas autoridades competentes.
Quando a oposição parte para esse tipo de ataque ao governo, sem um foco específico ou um fato novo, mas apresentando apenas denúncias generalizadas de uso da máquina e compra de voto, geralmente está acusando escassez de voto.
O manifesto da oposição
Candidato ‘laranja’ é golpe!
Por: Zózimo Tavares
Saiu ontem uma nova pesquisa de intenção de voto para presidente e nela o candidato do PT, ex-ministro Fernando Haddad, já assume a liderança da corrida presidencial.
A nova pesquisa foi realizada pelo Instituto Vox Populi/CUT, entre 7 e 11 de setembro, e aponta Haddad com 22% das citações. Jair Bolsonaro, o candidato do PSL, cai para 18%, Ciro Gomes (PDT) registra 10%, Marina Silva (Rede) tem 5% e Geraldo Alckmin (PSDB), 4%.
A sondagem indica, em primeiro lugar, que a prisão deixou o ex-presidente Lula mais forte do que quando ele estava solto, e que o petista continua com grande poder de transferência de voto.
Em segundo lugar, que nos campos das esquerdas e do centro apenas Ciro Gomes vem resistindo ao PT. Marina derrete a olhos vistos.
“Laranja”
A situação não deixa de ser intrigante. É a primeira vez que um candidato a presidente da República se declara, oficialmente, que está no lugar de outro, portanto, é o outro. Ou, como se diz popularmente, é o ‘laranja’.
Haddad dispara nas pesquisas sem uma só promessa de campanha. Vive a repetir apenas que é o Lula, na falta deste. E ponto final.
A imprensa nacional já mostrou que ele precisou de autorização do ex-presidente Lula para dar cada passo que deu durante esse processo.
Em resumo, é um candidato que obedece comandos e ordens ditadas a partir de uma cela da Polícia Federal, em Curitiba.
Em um país sério, em uma democracia plena, uma pessoa que se propõe a ser presidente da República jamais poderia se apresentar como ‘laranja’ de alguém. Ainda mais de alguém que está preso por corrupção e lavagem de dinheiro. Em qualquer circunstância, “laranja” é golpe!
Isso demonstra, no mínimo, falta de personalidade do candidato. A Presidência não pode ser terceirizada.
No Brasil, porém, tudo pode!
Obreirismo e corrupção
Por:Arimateia Azevedo
Você sabe a história da bomba com efeito retardado, para estourar? Basta ler que tudo que se investigou na chamada operação Itaorna, pelo Gaeco, está nesta coluna, em edições passadas. Desde o decreto 117.113, de 20 de abril de 2017, assinado pelo governador Wellington Dias, se destacava, seja no comentário ou em notas, a sofreguidão de secretárias e coordenadorias, além de autarquias como o Idepi, em fazer pavimentação (calçamento) no interior do Piauí. O decreto autorizava esses órgãos a “projetar, licitar, executar, fiscalizar e receber, direta e indiretamente de engenharia de interesse da administração” listando as pastas do Desenvolvimento Rural, Turismo, Cidades, Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, Transportes e Cultura. Depois, em 30 de maio de 2017, outro decreto, de número de número 17.181 coloca na lista a Coordenadoria de Desenvolvimento Social e Lazer. É possível que outros decretos tenham aberto o flanco para que mais coordenadorias fizessem calçamento, porque a partir de outubro de 2017 passaram a realizar obras de pavimentação as Coordenadorias de Combate à Pobreza Rural e do Programa de Modernização e Qualificação de Empreendimentos Públicos. Esse obreirismo desenfreado terminou por fazer com que se caísse em práticas nada republicanas de licitações com cartas marcadas ou, ainda pior que isso, em contratar por licitação fraudulenta uma empresa fantasma, a tal construtora Crescer, e um morto, para se fazer obras igualmente fantasmagóricas, como supõem os órgãos de fiscalização e controle
Feudos
Era um feudo político de porteira fechada cada uma dessas coordenadorias e secretarias de Estados dedicadas a fazer calçamento e tudo mais.
O objetivo não era outro se não tirar proveito eleitoral: obra virou moeda de troca para apoio político nas bases.
Conluio
Essas obras rendem o voto e ainda passam a certeza de que existe o conluio do chefe do órgão do governo, do dono da construtora que ‘ganhou’ a licitação e ainda sobram umas pontinhas para o deputado e para o cabo eleitoral.
Nunca na história do Piauí se fez tanto.
Mão dupla
O toma lá, dá cá funcionava a partir de centenas de autorizações que o governador Wellington Dias distribuía entre sorrisos e tapinhas nas costas. De posse a “ordem de serviço”, o prefeito ou presidente da Câmara ia ao órgão “autorizado” a fazer a obra, mas lá encontrava uma condição: a obra sairia, desde que se apoiasse o dono do pedaço.
Haddad vira presidenciável graças a escândalos
Por: Josias de Souza
Em 2005, quando explodiu o mensalão, Lula deslocou Tarso Genro do comando do Ministério da Educação para a presidência do PT. Ao aceitar a missão, Tarso pediu que fosse acomodado no seu lugar Fernando Haddad, então secretário-executivo da pasta da Educação. Dona norma, mãe de Haddad, soube pelo noticiário da promoção do filho. Telefonou-lhe para perguntar por que aceitara ser ministro de um governo em má situação. E Haddad: “Mãe, se a situação fosse boa, nunca me ofereceriam o ministério.” Lula encantou-se com sua gestão.
Decorridos 13 anos, Haddad está na bica de se tornar candidato ao Planalto graças a outro escândalo que marca a ruína petista: o petrolão. Nesta segunda-feira, o filho de dona Norma visitará Lula, em Curitiba. Se tudo correr como planejado, sairá da cela especial, finalmente, com o aval do preso mais ilustre da Lava Jato à sua conversão em cabeça da chapa presidencial do PT. A promoção precisa ocorrer no dia seguinte, 11 de setembro, quando vence o prazo fixado pela Justiça Eleitoral para a substituição de Lula.
Haddad terá, então, 28 dias para tocar uma campanha eleitoral sui generis, na qual o sucesso depende de sua capacidade de se autoanular. Terá de se apresentar como um candidato invisível —de modo que o eleitor consiga enxergar o Lula que há por trás dele. Em tais circunstâncias, o apelido de poste talvez seja inadequado. Haddad participa da eleição mais com um laranja de Lula. Para que a transfusão de votos ocorra na proporção desejada pelo petismo, o eleitorado precisaria acreditar que, votando no candidato em liberdade, estará elegendo o padrinho preso.
A escassez de tempo não é a única adversidade. Haddad herda uma equipe de campanha que não escolheu. Terá de tourear petistas que avaliam que ele não é o melhor Plano B —a começar pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que queria a vaga para ela. Precisará molhar a camisa para evitar que parte dos votos de Lula escorra para Ciro Gomes e Marina Silva. De resto, entrará no jogo depois da facada que praticamente colocou Jair Bolsonaro no segundo turno, obrigando os outros candidatos a se engalfinhar pela vaga restante.
Na noite desta segunda, Haddad terá uma ideia do tamaho do seu desafio. O Datafolha divulgará uma pesquisa presidencial que captará os efeitos da primeira semana do horário eleitoral, dos primeiros debates, das sabatinas, do veto à candidatura de Lula e do atentado cometido contra Bolsonaro. Pesquisa do Ibope, divulgada na semana passada, colocou Haddad (6%) na quinta colocação, atrás de Bolsonaro (22%), Ciro Gomes (12%), Marina Silva (12%) e Geraldo Alckmin (9%). Nessa pesquisa, o laranja de Lula estava tecnicamente empatado com o candidato tucano.
De acordo com o lema da campanha petista, só a vitória do laranja de Lula será capaz de fazer “o Brasil feliz de novo”. Aposta-se que o apagão do governo de Michel Temer acenderá na cabeça do eleitor a memória dos melhores tempos da gestão de Lula, quando havia empregos, renda, crédito e consumo. Os adversários de Haddad se equipam para levar à vitrine outra realidade. Que a gestão Temer foi ruinosa, ninguém tem duvida. Mas planeja-se levar à vitrine também a ruína de Dilma Rousseff, que produziu desequilíbrio fiscal, recessão e desemprego.
Entre 2013 e 2016, a economia brasileira encolheu 6,8%.Na gestão empregocida de Dilma, o desemprego saltou de 6,4% para 11,2%. Foram ao olho da rua cerca de 12 milhões de trabalhadores. Deflagrada em 2014, a Lava Jato demonstrou que o único empreendimento que prosperava no Brasil era a corrupção. Agora, o PT tenta empurrar o espólio de Dilma para o gavetão do esquecimento. Os adversários cuidarão de instilar no eleitorado o receio de que Haddad, a nova criatura de Lula, vire uma nova Dilma.
Não será a primeira vez que Dilma assombra projetos políticos de Haddad. A gestão impopular da ex-gerentona de Lula conspirou contra a recondução de Haddad à prefeitura de São Paulo, em 2016. Em fevereiro daquele ano, quando se equipava para reivindicar a reeleição, Haddad distanciou-se de Dilma numa entrevista ao blog. Entre outras críticas, apontou “problemas de condução” da política econômica. Reveja um trecho abaixo. A íntegra está disponível aqui. Haddad não foi reeleito. O rival tucano João Doria prevaleceu no primeiro turno. Os rivais do PT talvez forcem Haddad a renovar em 2018 as ressalvas que fazia a Dilma há dois anos.
LULA aprendeu a usar as pessoas, agora tornou-se vitima delas

Por: Francisco Jurity
O que mais querem de mim….
LULA aprendeu a usar as pessoas, agora tornou-se vitima dela
O aprendizado na militância Sindical, e da convivência política, algumas de ideologia confusas, remeteram Lula a um projeto de Poder alicerçado no que existe de mais abominável na história da humanidade , a corrupção material e a corrupção mental ,como Lula não tem embasamento científico do conhecimento crítico, tornou – se um líder com um poder incomensurável em manipular as massas, mas também de ser manipulado pelos privilegiados de mente super dotadas, lamentavelmente a serviço do Mal, inspirados na Ditadura Cubana, foram construindo um modelo mais perverso e criminoso que alguns denominam de esquerdopata, como forma de se perpetuarem no Poder , tendo como líder maior, o Ditador sanguinário Fidel Castro que se perpetuou no Poder, prendendo e matando quem contrariasse seu projeto de Poder , foi assim que o gênio Zé Dirceu tramou a necessidade de anular qualquer liderança que contrariasse o Projeto de Poder de Lula seja através dos métodos mais satânicos ou através da corrupção dos políticos serviçais do dinheiro sujo, foi assim com o Mensalão, foi assim com a distribuição de cargos nas Estatais.
Enquanto Lula embebecido pelo poder aceitava tudo no silêncio da madrugada , tornava – se conivente da maior quadrilha de assalto aos cofres públicos da humanidade, essa organização criminosa acreditava na impunidade protegida pelo manto sujo das siglas partidárias, e pela cumplicidade das maiores entidades civis, alimentadas pelo dinheiro do povo, o próprio povo que alimentados pelos programas sociais, que de forma cretina foram usados politiqueiramente , induzidos a glorificar Lula.
LULA não é inocente, mais um líder sabido que ainda hoje pensa que é o senhor da Razão, mas na verdade não passa de uma marionete nas mãos das aves de rapina da esquerdopata , que tramam a todo custo pra que ele se mantenha de pé, pra continuarem com os privilégios as custas do dinheiro do Povo e da ignorância de alguns.
LULA é um líder que foi forjado no coração do Povo , mas se perdeu quando passou na ser usado como Projeto da ganância deles e dos seus manipuladores.
Pote quebrado é difícil de juntar os cacos. * Pádua Marques.

Caminhava uma menina com um pote cheio de água na cabeça por um caminho cheio de altos e baixos. Subia aqui e descia mais adiante. Entrava à esquerda e depois à direita. Pulava cerca e abria cancela. Pisava em pedras e em barro. Naquele ziguezague sem fim ela acabou tropeçando e o pote foi ao chão se desfazendo em vários cacos e derramando a água.
Bichinha naquela aflição se largou a pensar no que iria lhe acontecer. Agora era chegar em casa na ponta do pé e contar pra mãe o ocorrido e esperar a reprimenda ou umas boas lapadas de cinto ou o canto da palmatória. Mas não foi isso, o esperado por ela o que aconteceu. A mãe no meio do trabalho de casa até que esqueceu o ocorrido, horas depois.
Agora vamos deixar a menina de lado e falar dos cacos. Melhor, falar dos cacos em que se transformou a esquerda política no Brasil desde que o PT, chegou ao poder e acabou saindo dele apoiado pelos outros do tipo PSOL, PCO, PDT, PCB, PCdoB e PSTU. Eu não gosto de dar opinião política. Mas dada a gravidade da hora me permito dizer que o momento é de grande preocupação.

Mas é bom que se diga que o PT é ele junto com seus satélites, o partido no Brasil com ideologia clara, explícita, aberta, milícia rural e urbana, seguidores fieis e infiltrados no serviço público no alto e baixo escalão. Nunca escondeu de ninguém suas intenções e ligações com regimes comunistas. E que tudo faz pra se perpetuar no poder porque só quer apenas que se dê um pé.
Essa do Bolsonaro acaba de mostrar a que ponto partidos dominados por esta ideologia comunista podem chegar. Criam indivíduos altamente fanáticos, sem qualquer noção de democracia. Gente recrutada entre a gente ignorante, analfabeta, iludida pela ideia de mudar a realidade buscando uma igualdade que nunca vai existir.
Causa preocupação, desde muito tempo, quando estes partidos declaram e agem de forma aberta e utilizando sua militância na destruição da propriedade privada, estimulam as divergências entre classes, raças, credos religiosos e de forma muito sutil destroem o patrimônio público quando são contrariados.
Esse maluco, mineiro com sobrenome de baiano que esfaqueou Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, ao que parece e as primeiras informações dão conta, é de ser formado em pedagogia e que foi filiado a um desses partidos satélites. Não é tão analfabeto assim de pai e mãe. Conhecia seu partido e a ideologia dele. Levou pra violência na faca sua revolta de não estar mais fazendo parte do poder.
Mas é o caso típico de fanático isolado que perdeu o domínio de seus atos. Aquele partido ao qual deu seu serviço, grito de guerra, sono, o pouco dinheiro recebido, sua audácia e valentia, vai agora lhe negar tudo e virar as costas. Está faltando ainda pouco mais de onze anos pra Lula ser solto. Até agora se passaram apenas cinco meses. Mas já suficientes pra que o PT e os partidos satélites se movimentem de forma agressiva, rápida, às escuras, mostrando um perfil sectário perigoso, com o estímulo à violência de toda ordem. Os próximos anos vão nos mostrar onde foram parar os cacos do pote. * Pádua Marques, jornalista e escritor.
Burocracia contra a inovação
Por:Janguiê Diniz(*)
Wellington Dias: contumaz perseguidor da livre imprensa piauiense
A matéria abaixo foi publicada pelo blog “Peagabê.com”, do jornalista Ribamar Aragão, que reproduzimos para fortalecer nossa luta contra os poderosos que se acham intocáveis, embora todos saibam que possuem, como diria o Cazuza, a piscina “cheia de ratos e que suas ideias não correspondem aos fatos”.
“Contumaz perseguidor da livre imprensa piauiense Wellington Dias mira sua artilharia jurídica para amedrontar blogueiros de Parnaíba.
O histórico de perseguição do governador Wellington Dias a profissionais da imprensa, seja jornalista ou blogueiro, é extenso no Piauí. Por não aceitar nenhum tipo de crítica a seu ‘espetacular’ modelo de gestão, que afirma que mais da meta do Estado cresceu mais que a China, apesar de nenhum piauiense acreditar nisso, o petista W.Dias é considerado um sutil perseguidor de jornalistas e veículos de comunicação que não lhe elogiam ou não leem na sua cartilha.
Um dos casos mais emblemáticos disso é com o empresário e jornalista Fábio Sérvio, que é candidato a governador do Piauí. Wellington Dias moveu ação contra Fábio Sérvio por matéria publicada no Jornal Diário do Povo sobre doações da JBS para campanha do PT no Piauí em 2014, baseado em documentos oficiais.
Quantos jornalistas e blogueiros piauienses já se calaram com medo (perder emprego) da ira e do poderio financeiro e institucional do governador Wellington Dias?
W. Dias usa a velha tática nazista de perseguição aos comunicadores. Muito démodé!
Políticos em geral, pensem em Deus!
Por: Bernardo Silva
Em que lugar os políticos colocam Deus quando estão numa campanha eleitoral como a que está em andamento? Parece que em lugar nenhum, tamanho é o nível de desfaçatez de uns e de despudor de outros. Com as exceções devidas à regra, mentem além do suportável e ainda se acham intocáveis, quando criam leis engessando a imprensa, que fica amordaçada, não podendo mostrar os podres daqueles que deveriam estar na cadeia, vendo o sol nascer quadrado, ao invés de estarem na TV, fazendo caras e bocas, pedindo mais um voto de confiança da população. Salvo raríssimas exceções, vê-se que neste tempo de campanha eleitoral são raros os que pensam em Deus antes de irem às ruas prometer. Alguns se acham, eles próprios, deuses imaculados.
Candidatos que já foram testados, tiveram oportunidade de fazer; em quem o povo já confiou dando-lhe vários mandatos, estes deveriam estar proibidos de ter nova chance. Sim, porque foram testados e não passaram no teste da competência e do compromisso com as causas coletivas. Por se acharem os próprios deuses, se esqueceram de Deus e de que foi Ele quem lhes possibilitou o mandato para aos outros ajudar, servir, construir, promover melhorias na vida da população necessitada. E ao invés disso meteram os pés pelas mãos, cuidando apenas dos seus interesses pessoais e do grupo que os acompanha, tornando seu, de sua família e de seus amigos, o que deveria ser de toda a coletividade.
Vocês pensam que a mentira os levará aonde? Que a enganação e o discurso demagógico vai fazê-los eternos e que nunca vai ser preciso prestarem conta com o Todo Poderoso, daquilo que foi feito da oportunidade que receberam? E se a morte chegar, de repente, com já chegou para alguns, estarão vocês espiritualmente preparados para olhar de frente os espíritos de luz, sem que a consciência lhes acuse de coisa alguma? Atentai bem! A vida é tão passageira que esta ambição de vocês, esta luta desenfreada, de “vale tudo”, pelo poder, parece imbecil, sem nexo.
E parece que os exemplos que a vida mostra não valem como lição. Os políticos presos, por roubarem demasiadamente, como se trouxessem no sangre o DNA da corrupção, não servem como exemplo. Os políticos, aqueles que também são ladrões contumazes, useiros e vezeiros da dissimulação para conquistarem o voto do povo, acham que nunca vai acontecer com eles, o que aconteceu com a turma presa em Curitiba. Que podem roubar e que sempre vão passar incólumes pelas garras da justiça. Ledo engano. Mais cedo ou mais tarde a vez de cada um desses bandidos chegará. E se a justiça humana falhar, e tem falhado muito nos tempos atuais, a justiça divina virá, implacável, sem apelações na 1ª ou 2ª instâncias.
Nós da imprensa, que somos vítimas da mordaça nestes tempos, apenas engolimos em seco, porque a revolta é grande. Mas vamos continuar, lutando pelo direito de manter nossa capacidade de nos indignar com a podridão disso tudo. A campanha eleitoral há de passar e a vida há de seguir. Os poderosos de agora, que manipulam as leis, amanhã poderão estar sem mandato, sem poder algum ou sem foro privilegiado, amargando apenas o seu ostracismo. E, quem sabe, no xadrez, como está o Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, e tantos outros empresários com cuja riqueza até bem pouco tempo eles achavam que compravam o mundo.
Portanto, políticos em geral, baixem a bola. Mais humildade. E, se couber, um conselho: Pensem em Deus!
















