Do Porenquanto a cabeça do Congresso

                                                                                         Deputado Heráclito Fortes, em Brasília

Por:Zózimo Tavares

Ele estreou na política em 1978. Contava 28 anos de idade e subia ao palanque da oposição, no Piauí, cheio de ideias e sonhos, para disputar seu primeiro mandato de deputado federal. Perdeu, mas, andando com os próprios pés, como sempre o fez ao longo de sua carreira política, aprendeu o caminho das pedras e se elegeu para a Câmara Federal nas eleições seguintes, pelo PMDB.

Desde então, é o parlamentar piauiense de maior projeção, por mais tempo, dentro do Congresso Nacional.

Ele se destaca, sobretudo, pela sua atuação nos bastidores, pela sua capacidade de articulação e pelo livre trânsito nas cúpulas partidárias. Sabe ouvir e sabe falar. E também calar.

Cabeça do Congresso

Agora mesmo, acaba de sair a nova lista dos 100 cabeças do Congresso, com a relação dos parlamentares mais influentes. Ele, o deputado federal Heráclito Fortes (Democratas), personagem central deste artigo, é o único deputado federal da bancada piauiense a figurar nessa relação. Esta é a 13ª vez que ele entra na lista.

A publicação é do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – DIAP, e está em sua 25ª edição.

“Turma do Poire”

Heráclito Fortes se projetou no meio político nacional quando foi escolhido pelo então presidente do PMDB, deputado Ulysses Guimarães, para integrar a fechadíssima “Turma do Poire” (pronuncia-se puá).

Era um seleto grupo de influentes políticos que se reunia com frequência no badalado restaurante Piantella, em Brasília, tendo Ulysses como seu líder.

Esse grupo passou a se reunir logo após a instalação da Nova República, em 1985. Os momentos de maior frequência foram durante a Assembleia Nacional Constituinte. Tudo era discutido, mas apenas na entrada, pois o prato principal era sempre política.

Daí, Heráclito tornou-se um dos interlocutores e amigos mais próximos do Dr. Ulysses Guimarães, uma referência que até hoje é citada na crônica política.  

Diretas Já!

Heráclito começou a achegar-se a Ulysses quando o deputado Dante de Oliveira (PMDB-MT) apresentou à Câmara um projeto de emenda constitucional restabelecendo eleições diretas para a presidência da República.

Abraçado pelas forças de oposição, o projeto desencadeou uma campanha nacional que ficou conhecida como Diretas Já.

Na sessão da Câmara dos Deputados do dia 25 de abril de 1984, a emenda Dante de Oliveira recebeu o voto favorável Heráclito Fortes, porém não foi aprovada, por falta de 22 votos. Isso significou que a sucessão presidencial seria mais uma vez decidida por via indireta.

A oposição, reunida na Aliança Democrática — coligação do PMDB com a Frente Liberal, dissidência da agremiação governista, o Partido Democrático Social (PDS) —, lançou, então, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, tendo como vice o senador José Sarney.

Na Constituinte

Ao lado de Ulysses Guimarães, o deputado Heráclito Fortes fez parte, ainda, de um dos momentos mais importantes do país: a promulgação da Constituição Brasileira, que este ano comemora 30 anos.

Na Assembléia Nacional Constituinte, ele integrou, como titular, a Subcomissão do Sistema Eleitoral e Partidos Políticos, vinculada à Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições.

Durante a elaboração da Constituição, votou a favor do mandado de segurança coletivo, da proteção ao emprego contra a despedida sem justa causa, do turno ininterrupto de seis horas, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos e da proibição do comércio de sangue.

Votou contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, a pluralidade sindical, o presidencialismo, a limitação dos encargos da dívida externa e a legalização do jogo do bicho.

Prefeito de Teresina

Após a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, nas eleições municipais do mês seguinte, elegeu-se prefeito de Teresina.

Heráclito fez campanha em meio aos trabalhos de elaboração da nova Carta. Muitas vezes participava de um comício à noite em Teresina e voltava para Brasília no meio da madrugada, para participar das sessões da Constituinte.

Na Prefeitura, implantou uma reforma administrativa e lançou experiências inovadoras, como o “SOS Teresina”, embrião de um programa nacional bem-sucedido do Ministério da Saúde, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Depois de cumprir o mandato de prefeito, voltou à Câmara nas eleições de 1994, já filiado ao PFL. Tornou-se presidente do Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) e membro titular da Comissão de Fiscalização e Controle.

Reelegeu-se em 1998 e assumiu o cargo de 1º vice-presidente da Câmara. A seguir, passou a ocupar a função de líder do governo no Congresso.

No Senado

Em 2002, foi eleito senador, na legenda do PFL. Ocupou a função de terceiro-secretário da Mesa Diretora e o cargo de presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal.

De 2005 a 2006, presidiu o Grupo Brasileiro da União Interparlamentar.

Presidiu ainda a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional até 2009, integrou como titular a CPI das ONGs, o Conselho da Ordem do Congresso Nacional, a Comissão de Serviços de Infraestrutura e a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle e a Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Ainda em 2009 foi eleito primeiro-secretário.

No Senado, fez oposição ao governo do PT. E pagou caro por isso. Foi uma das vítimas daquela campanha que o presidente Lula desencadeou em todo o país para massacrar seus adversários nas urnas, em 2010.

Ficha Limpa

Ele fez toda a sua carreira pública sem máculas em sua biografia, sem usar os mandatos para negócios ou tráfico de influência. Brigou pelo Piauí com todas as suas forças quando alguma questão de interesse do Estado exigiu uma atitude sua.

Um desses momentos foi naquele episódio em que ele paralisou a votação do orçamento federal de 2006, no final de 2005, como pressão para garantir os recursos orçamentários da compra da escada Magirus do Corpo de Bombeiros, cortados na última hora pelo governo.

Outro gesto enérgico seu foi quando ele botou a boca no mundo, em 2003, junto com o senador Mão Santa, contra a vinda do narcotraficante Fernandinho Beira-Mar para o Piauí, como era plano do governo.

Eis, em resumo, a trajetória do menino nascido no bairro Porenquanto, na zona Norte de Teresina, que se fez político e busca, agora, a renovação de seu mandato.

Tem caroço nesse angu?

Governador e aliados no Tribunal de Contas

O governador Wellington Dias reuniu as principais lideranças de sua campanha e saiu em peregrinação pelos órgãos de controle externo. Primeiro, esteve no Ministério Público Estadual. Depois, foi ao Tribunal de Contas do Estado.

Ele declarou que foi a estas instituições manifestar seu apoio ao trabalho delas. O que ele queria, na verdade, era se queixar aos seus dirigentes das últimas operações feitas em secretarias de estado e outros órgãos governamentais.

Três operações

Somente de agosto para cá, foram três barulhentas operações: Topique, na Secretaria de Educação, para investigar o desvio de R$ 119 milhões do transporte escolar; Natureza, na Secretaria do Meio Ambiente, para apurar denúncias de corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa, além de crimes ambientais; e Itaorna, nas sedes da Secretaria de Turismo, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi), Coordenadorias de Desenvolvimento Social e Lazer e Coordenadoria de Combate à Pobreza Rural, bem como na Construtora Crescer, para apurar fraudes em licitações.

Após a visita, ele anunciou que levará os casos ao Conselho Nacional do Ministério Público.

Governador Wellington Dias e aliados no Ministério Público

Portas fechadas

O governador reclamou da realização dessas operações em plena campanha eleitoral. Deu a entender, assim, que o Ministério Público e o TCE devem fechar suas portas e só devem voltar a funcionar depois das eleições.

Com sua ida aos órgãos de controle, o governador criou uma dúvida. Nessas operações, não houve acusações diretas a auxiliares de seu governo, mas a empresas que trabalham para o Estado. Então, por que o incômodo?  Por acaso, agora, tem caroço nesse angu?

Outra coisa: quando estava na oposição, Wellington Dias batia ponto com frequência nas portas dos órgãos de controle para exigir fiscalização nos órgãos públicos, sempre com muito barulho na imprensa. E ele tinha uma predileção especial por esse tipo de visita justamente no período da campanha eleitoral.

Por:Zózimo Tavares

Cavalo do Cão. * Pádua Marques

No meu tempo de menino existia um besouro que a gente chamava de cavalo do cão. Voando na mata ou dentro de casa era motivo de muito desespero. Mais pela aparência e pelo ronco. Sem exageros, quando passava perto da gente mais parecia um avião levantando voo. Talvez esta repulsa por ele se devesse ao nome, que ninguém até hoje sabe quem foi que botou. Ainda deve existir por aí porque ninguém me disse até hoje se acabou, se extinguiu.

Mas cavalo do cão era uma forma também de botar nome, apelidar alguém metido a valente, brigão, principalmente em festas e quermesses do interior, ali pros lado de Bom Princípio e Cocal, nos tempos de Quincas de Brito. Pois esse Bolsonaro já se pode chamar de cavalo do Cão. Se aproveita de um momento difícil e delicado na vida política brasileira pra fazer e acontecer.

Bolsonaro acha que tem remédio pra tudo em quanto, do jeito dele. Segurança, educação, economia, conflitos de fronteira e entre os três poderes, briga de boteco, briga de marido e mulher. Tem e mantém o comportamento do delegado do interior dentro de uma casa de forró. Aquele negócio de pra desapartar uma briga basta dar um tiro pra cima, meter a mão na cara de um caboclo mais exaltado e tomar a faca de outro e engarguelar mais outro que esteja falando alto.

A coisa não é bem assim, Bolsonaro. Se por uma infelicidade geral da nação este capitão for eleito vai encontrar uma caixa de ferramentas bem desarrumada. Pregos misturados com fitas isolantes, toco de vela, parafusos sem cabeça. Toda sorte de tranqueiras. Pelo que se sabe e o que se fala, conhece pouco e mal o Congresso Nacional, onde está há um bom tempo. Conhece economia melhor que qualquer vendedor de manjuba do Mercado da Caramuru.

Bolsonaro vai, quando contrariado, xingar todo mundo. Dentro de poucos meses não vai saber o que está fazendo. O Brasil do jeito que está e do jeito que foi deixado necessita de um presidente equilibrado emocionalmente. Problema pra tudo quanto é lado vai encontrar. Confusão demais. Bolsonaro, metido a cavalo do cão, com certeza não vai ter a paciência de um borracheiro, que pouco fala quando remenda a câmara de ar do seu carro enquanto você está desesperado porque perdeu a hora de chegar ao trabalho.

Não vai ter paciência pra conversar e equilíbrio pra resolver problemas, os ditos domésticos. Vai dar autoridade pra gente pior do que ele, gente acostumada a gritar e insultar. O Cavalo do Cão está neste momento sendo o porto seguro político dos desavisados e oportunistas. Hoje aqueles que batem palmas pra suas grosserias serão os mesmos que estarão pedindo pra ele sair. O Brasil corre o risco de se tornar um baile funk.

Bolsonaro vai repetir Collor de Melo, o jornalista e playboy alagoano que, entrou na vida pública por um partido do tamanho de um caroço de arroz, ganhou a eleição com um discurso moralista e caçador de marajás. Muita gente foi nas águas dele. Muita gente até hoje não se recuperou do desastre em que ele transformou a economia, a sociedade civil e as instituições. Dois anos depois de tanta confusão que fez, acabou sendo enxotado do Palácio do Planalto feito um sapo ou uma cobra, debaixo de vassouradas e de vaias.

Bolsonaro tem todas as condições de repetir Collor. Até fisicamente se parecem. Os jovens, eleitores de hoje e desavisados, esquecidos e outros metidos a espertos, que não viram aquele momento de confusão, podem agora assistir Cavalo do Cão, na sessão Vale a Pena ver de Novo. Pádua Marques, jornalista e escritor. Membro da APAL e do IHGGP.

Semana da Imprensa 2018: Eu agradeço

Por : Bernardo Silva

Sentimento de gratidão é o que nos invade, após a realização de mais uma Semana da Imprensa, a 56ª (de 10 a 16/09), que deu sequência a uma iniciativa do jornalista e maranhense, como nós, Rubem da Páscoa Freitas, grande amigo e incentivador, que a conduziu por longos 51 anos. Em novembro próximo o nosso “Tibú” completará 5 anos de falecido.

Reunião que nos escolheu presidente da Ascompar

E temos muitos agradecimentos a fazer. Primeiro, aos amigos que nos escolheram para presidir por 2 anos a Associação dos Comunicadores Sociais de Parnaíba (Ascompar), eleito que fomos dia 7 de julho deste ano, substituindo no posto o colega jornalista José Luiz de Carvalho. Agradecimentos especiais ao também jornalista e advogado Renato Bacelar que, após o falecimento de Rubem Freitas, cedeu a Fundação Raul Bacellar para ser sede da nossa entidade.

       Parte da diretoria da Ascompar

Todos da diretoria que estiveram do nosso lado, programando os eventos e viabilizando sua execução foram importantes. Foi um trabalho fácil, porque temos amigos que sempre nos têm apoiado ao longo de todo esse tempo. E citaremos aqueles que sempre respondem positivamente, sempre que solicitados a colaborar: empresário e advogado Valdeci Cavalcante, presidente da Federação do Comércio do Estado do Piauí; Federação das Indústrias, que nos apoia desde os tempos do falecido deputado Moares Sousa e agora, através do Zé Filho, que está licenciado, estando no exercício da presidência o empresário Humberto Cronemberger.

Na palestra de F. carvalho na FIEPI                                                                    

Agradecimentos ainda ao empresário Luís de Sousa Pessoa, que preside a Associação Comercial de Parnaíba e sempre bem recebeu a imprensa, junto com seus amigos empresários. E ele elogiou o evento por nós realizado na sede da ACP, sexta-feira última, quando demos também nossa contribuição ao Setembro Amarelo, promovendo uma palestra sobre o suicídio e como promover, a cargo da palestrante espírita Dora Rodrigues, a quem também somos gratos.

E a cantora Aline Bacelar, que atendeu o convite da nossa Secretária e Rainha da Imprensa 2018, jornalista Camila Neto, fazendo uma bela apresentação – voz e violão, durante o coquetel que nos foi ofertado. Agradecimentos também ao cantor Zé do Pepê, que animou o almoço de domingo, no Sesc Praia.

Empresário Luís de Sousa Pessoa e Camila Neto (Rainha da Imprensa 2018)

Além da palestra sobre suicídio, também convidamos o advogado e jornalista F. Carvalho, para falar de “fake news” – um tema do momento, atual, pertinente à proposta de nossa de diretoria, de realizar palestras, seminários, oficinas, dentre outros, enquanto durar nossa gestão. Ao Carvalho nossa gratidão, também.

Não, não esquecemos de agradecer nossos colegas de diretoria, Ozéas Castelo Branco Furtado e Márcio Brito-o Bikanca, que em muito ajudaram reunindo a turma em torno de um café da manhã. Eles dirigem as emissoras de TV Costa Norte e Delta, respectivamente.

Marcio Bikanca recebe a imprensa para um café da manhã
Dr. Ozéas recebe a imprensa para um café da manhã

E para nós da Imprensa nosso agradecimento para lá de especial aos nossos amigos Subtenente Vitélio Oliari do TG 10-012, os suboficiais Carlos Henrique e Nobre da Marinha do Brasil que atentaram nosso convite abrilhantaram alguns eventos. 

Subtenente Vitelio Oliar – TG 10-012
Suboficial Carlos Henrique e vereadora Cristiane Santos
Bernardo Silva (pres.), Camila Neto (Rainha da imprensa 2018) e Suboficial Nobre da Marinha

Na sexta-feira passada, um momento especial, para nós que estamos sempre querendo aprender mais. Fomos visitar o intelectual, ex-prefeito e professor Lauro Correia, nosso presidente de honra, que nos honrou com um lanche gostoso e um agradabilíssimo bate papo. E o prefeito Mão Santa, com o seu secretário e filho de Lauro, Israel Correia, que nos enriqueceram a tarde, dando um brilho maior à visita.

Dr. Lauro Correia recebe comitiva da ASCOMPAR

Particularmente, minha gratidão à Rainha da Imprensa 2018, Camila Neta, que foi incansável em nos ajudar em tudo, inclusive nos acompanhando em visitas e nos secretariando, em todos os instantes. Foi bacana estar próximo de todos. E, para finalizar, queremos dizer que nossa gestão vai muito além da Semana da Imprensa. Nosso calendário de eventos está sendo preparado para ser lançado na nossa festa de confraternização no final do ano. E o mais, um grande abraço a todos e muito obrigado.

Rainha da Imprensa 2017 Vanessa Bandeira passa a coroa e a Faixa à rainha da Imprensa 2018 Camila Neto                                                   

Cantora Aline Bacelar
Jornalistas Hudson Veras e Hilder Monção
Jornalista Bernardo Silva e Radialista Gabriela
Rainhas da Imprensa
Bernardo Silva e Ângela Nojosa

DEPOIMENTO : Revivendo agosto na Praça da Graça

Nos tempos modernos, não houve manifestação semelhante aos protestos contra a destruição da Praça da Graça, cuja culminância, com a queima dos tapumes, há exatos 39 anos, completados no dia 31 de agosto de 2018, não poderia, jamais, se perpetuar no esquecimento.

Por Reginaldo Costa

Tapumes que deram origem a revolta popular. Foto: arquivo Inovação.

Em substituição a uma formação temporária da natureza, deu-se início à implantação do logradouro que ganharia importância política e social, ao longo da História. Acompanhando os acontecimentos de cada época, e em algumas recebendo diferentes denominações, a Lagoa da Onça, em nome do desenvolvimento, cederia o espaço das águas ao que seria, definitivamente, a Praça da Graça. A princípio, duas áreas distintas, elegantemente separadas pela Rua do Passeio, consolidadas em nome do Catolicismo: Jardim do Rosário e Largo da Matriz.

Detalhes Marcantes

Não havia programa melhor do que frequentar a Praça da Graça, nos fins de semana, lugar ideal para rever amigos, conhecer alguém interessante, usufruindo as delícias dos ventos marítimos em agradável sinfonia. De modo especial, durante o mês de agosto, o represente comercial Jonas da Costa Santos, com residência em Teresina, vinha todos os anos a Parnaíba, atraído pelas condições climáticas. Ouvia o parente querido comentar com meus pais, que fumar um cigarro n’algum banco da praça, onde permanecia por longas horas, era uma terapia, aliviando as dores do rolo compressor da luta pela sobrevivência.

Circulando pela praça eu percebia as pessoas se comunicarem alegremente, com brilho nos olhos e doçura nas palavras, sem contaminar o primeiro contato pela irracionalidade da ostentação. Longe da correria dos dias atuais, a prevalecer os contatos online, compartilhava dos acessos protegidos por árvores frondosas, outros por palmeiras imperiais, a ornamentarem os tapetes verdes de grama que dividiam as passarelas perpendicularmente às tangentes, possibilitando o ir e vir sem conflitar vontades. No decorrer de alguma conversa em grupo, os passantes cumprimentavam uns aos outros, e alguns até se permitiam ficar por um tempinho. Sem demora, as conversas, agradabilíssimas, na verdade desconectadas do mundo, facilitavam o congraçamento. O cenário, de equilíbrio entre as pessoas e de afeição ao logradouro, certamente encontraria nas artes plásticas, a dimensão da poesia nas cenas de amor e reverência à vida, com vasta concentração de energia humana a vibrar na sintonia da cordialidade. Inebriados pelo espetáculo dos movimentos nessa direção, não havia o otário nem o espertalhão.

Do Coreto, ouvia-se a Charanga executar as marchinhas que nem se ouve mais. Conservando os padrões da arquitetura admirável dos tempos em que a cidade se tornou conhecida no Brasil e no exterior, pelo dinamismo de sua gente, além da Catedral e igreja do Rosário, templos historicamente catalogados, havia, no entorno, os prédios dos Correios, Banco do Brasil e Cine Éden. Contrastando com a hegemonia de edificações que correram o mundo estampadas em cartões postais, a AABB, clube simples mais acolhedor, em que minha geração viveu noites sedutoras, consolidou a preferência, abrindo as portas para repercutir na memória, o bem mais significativo: a oportunidade do encontro.

A poucos metros, a Discolândia, do lendário Jairo Medeiros, fazia parte da dinâmica do dia a dia da, tanto pelos decibéis da caixa de som exposta na calçada, acima daquilo que a lei permite quanto pelo estilo de comunicação do proprietário. Quantos não foram os meses de agosto, em que no dia 12 meu pai adentrou ao recinto para comprar o presente de aniversário predileto da única mulher que amou na vida? Debaixo do braço ele conduzia os convidados especiais para a festa em família: Agnaldo Timóteo, Nelson Gonçalves, Miguel ngelo, Núbia Lafayette e tantos outros, na forma de LPs, compactos, ou “discos de cera”, aqueles que giravam na vitrola na rotação 78.

Jairo Medeiros foi das figuras envolventes que conheci. Na noite do acidente que lhe ceifou a vida, ouvi o não irretorquível, quando perguntei, da calçada do Lions Clube de Luiz Correia, se poderia oferecer carona. Já no carro com a esposa, respondeu brincando: – Não, meu bem, ainda vou dar uma voltinha! Sorri e mandei beijinho. Na manhã seguinte, fiquei sabendo que a “voltinha” teria sido a última de sua existência.

Dos locais continuamente frequentados, a Pérgula, atraía os olhares de contemplação pela beleza das pedras ornamentais, o corpo d’água, moradia dos quelônios que se mantinham submergidos, mas vinham à tona, bailando mansamente, a encantar, acima de tudo, o público infantil, despertando para a ligação do homem com os seres de outras espécies, e o verde das trepadeiras que se acomodavam de uma maneira elegante ao Caramanchão. Em meio a essa atmosfera que impregnava o ambiente de romantismo compatível à ocasião, os casais de namorados se abraçavam, em demonstração amorosa espontânea, sem a necessidade de artificializar relacionamentos para exibir em selfs. O que não havia àquela época.

Pérgula: inevitável nostalgia. Foto: acervo de Hélder Fontenele

Ainda nas décadas de 60 e 70, sob os mais diversos aspectos, a charmosa Praça da Graça, serviu como ponto de referência às gerações que viveram momentos apaixonantes de períodos históricos distintos, convivendo em harmonia com a paisagem, na leveza de um espaço público rico em detalhes marcantes da vida de um povo. Certamente não vivíamos um conto de fadas. Tudo aquilo era real, perceptível em imagens definidas com clareza!

A influência do Jornal Inovação

Na época em que aconteceu a demolição do logradouro predileto da população parnaibana, circulava um jornal sem fronteiras no que diz respeito à defesa dos interesses do povo e da cidade. De linguagem contundente, assumidamente contrário às falas mansas da crônica social, o Inovação se manteve coerente com o outro lado da História, questionando as elites, o poder político, e as causas dos entraves que impediam o desenvolvimento econômico e social.

Sem se perder nos clichês da imprensa tradicional, durante os dez anos de existência, foi tribuna dos excluídos, e no pleno exercício da rebeldia saudável da imprensa alternativa, colocou em prática o jornalismo com a exata percepção da dinâmica do sistema que ampliava, em números astronômicos, a distância entre pobres e ricos.

Por algum tempo, a redação do nanico considerado por pesquisadores o mais importante do estado do Piauí, esteve de portas abertas no cruzamento das ruas Riachuelo com Francisco Correia, ocupando o pequeno espaço que se metamorfoseava em gigantesco ponto de encontro para onde afluíam jovens sonhadores; sindicalistas renovados; adeptos de tendências religiosas; poetas, contistas e cronistas abertos a várias correntes de pensamento; líderes de movimentos de reivindicação; estudantes rebeldes; artesãos assistidos pela alta espiritualidade a dimensionar em obra de arte a grandeza da existência; agitadores culturais, em momento de vasta produção dispersa pela indiferença das classes política e empresarial; intelectuais, ostensivamente favoráveis à abolição de preconceitos; idosos, amantes da vida; ilustradores e cartunistas, sobressaindo-se como profissionais de alto nível, nas páginas de Inovação, o primeiro jornal parnaibano em impressão offset; músicos com os pés no chão, superando invencionices e modismos; visitantes de várias partes do Brasil e também do exterior, encantados com a coragem que aquela gente enfrentava os problemas e os poderosos: de peito aberto e a imaginação nas ações afirmativas.

Inovação não era somente o jornal. Havia um grupo de gente inteligente e esclarecida de várias gerações, representantes de diversos segmentos, militantes com atuação relevante nos movimentos estudantil (secundarista e universitário); nas associações de moradores; sindicatos; nos núcleos de base da igreja Católica que através da corrente teológica cristã progressista, pregava a opção preferencial pelos pobres, junto aos quais desenvolvia atividades, conscientizando para a plenitude da vida, tendo por base documentos do Concílio Vaticano II e conceitos extraídos das ciências humanas e sociais a endossar a caminhada do que se tornaria popularmente conhecida por Teologia da Libertação.

A partir dessas conexões, que não eram institucionais, o jornal, com poder de articulação, penetrava nos ninhos do movimento social, cada dia mais atuante, favorecendo alianças em torno de bandeiras de defesa das causas indígenas; da ecologia e do meio ambiente; da mulher; do negro; pela democratização da imprensa; por Diretas Já; por uma Constituinte livre e soberana; pelos Direitos da Criança; por Reforma Agrária Já!; por uma Lei dos Estrangeiros, enfim, por saúde, educação e trabalho. Nesse contexto, munido de palavra favorável às lutas por justiça social e disposição de lutar, influenciava com abordagens de conteúdo oposicionista, envolvendo pelo imenso desejo de mudar o mundo, desconstruir mitos, ligando teoria à prática, repercutindo o grito de uma geração de idealistas, tendo em vista as “rupturas de uma sociedade cristalizada em normas antigas”.

As questões de âmbito municipal ocuparam algumas páginas. Reportagens, artigos, pesquisas, entrevistas, crônicas, abrangiam os mais diversos setores da sociedade, com conteúdos que correspondiam às exigências dos leitores, despertando atenção especial, o Movimento Pró-Teatro e a reconstrução da Praça da Graça, que desde as primeiras horas da destruição até a publicação de nota no jornal “O Comércio”, do Rio de Janeiro, sob o título “No Piauí a praça é do povo”, que dimensionaria nacionalmente a ocorrência, o aguerrido Inovação estimulou a consciência popular.

Embora as diferenças façam parte da história da humanidade, naquela noite, no exercício do pleno direito a manifestação, gente de todas as procedências e concepções antagônicas do bem e do mal, mais que se sentiam vítimas e cumplices dos mesmos sentimentos, se confraternizou com euforia, aos gritos, abraços e brindes a lavar a alma, e em cada olhar, a expressão de paz interior. O entusiasmo de dias e noites felizes na praça símbolo de uma época de progresso e amor à cidade, houvera se transformado em cinzas!

Polícia protege as cinzas que restaram dos tapumes. Foto: arquivo Inovação
Primeiro plano: Elmar Carvalho, Gláucio Resende, Bernardo Silva e Yure Gomes. Foto: arquivo Inovação
Reginaldo Costa acenando para manifestantes eufóricos. Foto: arquivo Inovação

Para registrar a ocorrência nos anais da História, o Jornal Inovação (Nº 22, setembro/1979), ainda na fase do mimeógrafo, vai às bancas em edição especial com tiragem de 1.200 exemplares, tendo como carro-chefe o Editorial intitulado “31 de Agosto − Do Povo Parnaibano ao Povo Parnaibano”, escrito pelo professor Benedicto Jonas Correia, intelectual de mente iluminada, plenamente identificado com as causas de interesse da cidade e sua gente. Credenciado para aquela tarefa, extravasou o sentimento de amor à terra natal. Na mesma edição, transcrito de editorial do jornal “O Dia” (02/setembro/1979), sob o titulo “Parnaíba e sua praça”; “Da praça à gasolina ou a inoperância dos nossos políticos aqui e em Brasília”, de Depaula; “Carta aberta ao B. Silva”, de Bernardo Silva; “Balada da Praça da Graça”, com assinatura de “O Povo”. Robustecendo a edição, o renomado jurista Celso Barros Coelho, colaborou com o artigo “O que se espera dos moços”.

Jornal Inovação e Revista Repaginando: publicações comprometidas com a História

Reiterando o que escrevi para a primeira edição de Repaginado, editada em Goiânia, em 2014, sob o titulo “Praça da Graça: do romantismo ao muro da vergonha”, no dia 31 de agosto de 1979, o povo parnaibano sentiu a desventura de encarar o fim de uma época. A derrubada e queima dos tapumes desnudou uma crueldade sem precedentes, sustentada por argumento mentiroso, sabendo-se de que não havia projeto muito menos recurso disponível. Pena que àquela época, o IPHAN não era identificado pela austeridade na observância de seus princípios como nos dias atuais.

Embora o mês de agosto seja considerado de maus presságios, entre tantos em que se comemora o Dia da Parnaíba, alguns historiados pela pompa das celebrações religiosas, cívicas e políticas, o de 1979, diferenciando-se dos demais, teve o sabor da liberdade, do exercício da democracia e passaria para a História como marco da consciência popular na luta por direitos e respeito ao patrimônio cultural imaterial.

Acessível em depoimentos, artigos jornalísticos e fotografias, a manifestação popular se mantem preservada na lembrança de todos que vivenciaram a epopeia. Portanto, oportuno dispensar o sentimento de negação dos acontecimentos, escondendo a verdade atrás de bandeiras, crenças ou vontades. Afinal, fato é fato.

Ato público reúne candidatos de oposição

Por: Zózimo Tavares

Uma ideia lançada há alguns dias pelo candidato a governador pelo Podemos, senador Elmano Férrer, finalmente vingou ontem: os principais candidatos de oposição ao Governo do Estado fizeram um ato público e lançaram um manifesto contra a corrupção.

No manifesto, escrito em linguagem panfletária, os candidatos denunciam que a máquina pública estaria sendo usada pelo governo para vencer a eleição.

Os candidatos pedem uma ação mais efetiva do Ministério Público Eleitoral e da Polícia Federal  para que evitar o uso da máquina governamental na campanha eleitoral.

O documento é assinado por seis candidatos ao governo: Elmano Ferrer (Podemos), Dr. Pessoa (Solidariedade), Luciano Nunes (PSDB), Fábio Servio (PSL), Valter Alencar (PSC) e Romualdo Seno (DC.

Os candidatos manifestaram solidariedade ao Tribunal de Contas do Estado e demais órgãos de controle , que, no cumprimento de seu papel de fiscalização, estariam sendo atacados pelo governo.

Corrupção

O senador Elmano Férrer  afirmou que os indícios de corrupção no governo são visíveis. “É alarmante o que está ocorrendo no Piauí. Os casos de corrupção são gritantes. O governo, em vez de ajudar nas investigações, prefere atacar os órgãos de fiscalização”.

O Dr. Pessoa também atacou o Governo do Estado. Segundo ele, a eleição já estaria comprada. “Por onde andamos são denúncias de corrupção. É um absurdo. O que as pesquisas mostram não corresponde à realidade. Queremos que o Ministério Público Eleitoral e o Polícia Federal continuem com as investigações. Os resultados devem ser apresentados agora. Não podemos esperar mais”, afirmou. 

Valter Alencar cobrou o desdobramento das operações Topique, Natureza e Itaorna. “São denúncias graves. São milhões desviados do governo. Não podemos aceitar calados. A população tem que entender o que está acontecendo”, disse.

O candidato Luciano Nunes acusou o governo Wellington Dias de tentar se perpetuar no poder. “O que vemos é um projeto de governo de perpetuação no poder. Esse grupo quer se perpetuar com essas práticas criminosas de corrupção, que os órgãos de fiscalização estão denunciando”, destacou. 

O candidato Fábio Sérvio disse sofrer perseguição do governo. “Como empresário eu fui perseguido de todas as formas. Ninguém ficou do meu lado. Isso ocorreu porque desde o começo denunciei as irregularidades desse governo. Já fui até processado. Entrei na campanha para denunciar o que ocorre”, afirmou.

O candidato Romualdo Seno afirmou que a população tem que acompanhar de perto as denúncias. “O governo do PT é o que mais realizou corrupção no Brasil e no Piauí. A população tem que ficar atenta para que isso não continue. É algo muito grave”, destacou.      

O documento distribuído à imprensa será encaminhado ao Ministério Público como forma de pressionar o órgão a investigar as contas do Estado.

Falta voto

Como ato de campanha, o manifesto da oposição é válido. Oposição é para incomodar mesmo, até perturbar, se tiver força para isso. Mas ele pouco ou nada acrescenta às denúncias já feitas contra o governo e que estão em processo de apuração pelas autoridades competentes.

Quando a oposição parte para esse tipo de ataque ao governo, sem um foco específico ou um fato novo, mas apresentando apenas denúncias generalizadas de uso da máquina e compra de voto, geralmente está acusando escassez de voto.  

O manifesto da oposição

Reprodução

Candidato ‘laranja’ é golpe!

Por: Zózimo Tavares

Saiu ontem uma nova pesquisa de intenção de voto para presidente e nela o candidato do PT, ex-ministro Fernando Haddad, já assume a liderança da corrida presidencial.

A nova pesquisa foi realizada pelo Instituto Vox Populi/CUT, entre 7 e 11 de setembro, e aponta Haddad com 22% das citações. Jair Bolsonaro, o candidato do PSL, cai para 18%, Ciro Gomes (PDT) registra 10%, Marina Silva (Rede) tem 5% e Geraldo Alckmin (PSDB), 4%.

A sondagem indica, em primeiro lugar, que a prisão deixou o ex-presidente Lula mais forte do que quando ele estava solto, e que o petista continua com grande poder de transferência de voto.

Em segundo lugar, que nos campos das esquerdas e do centro apenas Ciro Gomes vem resistindo ao PT. Marina derrete a olhos vistos.

“Laranja”

A situação não deixa de ser intrigante. É a primeira vez que um candidato a presidente da República se declara, oficialmente, que está no lugar de outro, portanto, é o outro. Ou, como se diz popularmente, é o ‘laranja’.

Haddad dispara nas pesquisas sem uma só promessa de campanha. Vive a repetir apenas que é o Lula, na falta deste. E ponto final.

A imprensa nacional já mostrou que ele precisou de autorização do ex-presidente Lula para dar cada passo que deu durante esse processo.

Em resumo, é um candidato que obedece comandos e ordens ditadas a partir de uma cela da Polícia Federal, em Curitiba.

Em um país sério, em uma democracia plena, uma pessoa que se propõe a ser presidente da República jamais poderia se apresentar como ‘laranja’ de alguém. Ainda mais de alguém que está preso por corrupção e lavagem de dinheiro. Em qualquer circunstância, “laranja” é golpe! 

Isso demonstra, no mínimo, falta de personalidade do candidato. A Presidência não pode ser terceirizada.  

No Brasil, porém, tudo pode!

Obreirismo e corrupção

Por:Arimateia Azevedo

Você sabe a história da bomba com efeito retardado, para estourar? Basta ler que tudo que se investigou na chamada operação Itaorna, pelo Gaeco, está nesta coluna, em edições passadas. Desde o decreto 117.113, de 20 de abril de 2017, assinado pelo governador Wellington Dias, se destacava, seja no comentário ou em notas, a sofreguidão de secretárias e coordenadorias, além de autarquias como o Idepi, em fazer pavimentação (calçamento) no interior do Piauí. O decreto autorizava esses órgãos a “projetar, licitar, executar, fiscalizar e receber, direta e indiretamente de engenharia de interesse da administração” listando as pastas do Desenvolvimento Rural, Turismo, Cidades, Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, Transportes e Cultura. Depois, em 30 de maio de 2017, outro decreto, de número de número 17.181 coloca na lista a Coordenadoria de Desenvolvimento Social e Lazer. É possível que outros decretos tenham aberto o flanco para que mais coordenadorias fizessem calçamento, porque a partir de outubro de 2017 passaram a realizar obras de pavimentação as Coordenadorias de Combate à Pobreza Rural e do Programa de Modernização e Qualificação de Empreendimentos Públicos. Esse obreirismo desenfreado terminou por fazer com que se caísse em práticas nada republicanas de licitações com cartas marcadas ou, ainda pior que isso, em contratar por licitação fraudulenta uma empresa fantasma, a tal construtora Crescer, e um morto, para se fazer obras igualmente fantasmagóricas, como supõem os órgãos de fiscalização e controle

Feudos

Era um feudo político de porteira fechada cada uma dessas coordenadorias e secretarias de Estados dedicadas a fazer calçamento e tudo mais.
O objetivo não era outro se não tirar proveito eleitoral: obra virou moeda de troca para apoio político nas bases.

Conluio

Essas obras rendem o voto e ainda passam a certeza de que existe o conluio do chefe do órgão do governo, do dono da construtora que ‘ganhou’ a licitação e ainda sobram umas pontinhas para o deputado e para o cabo eleitoral. 
Nunca na história do Piauí se fez tanto.

Mão dupla

O toma lá, dá cá funcionava a partir de centenas de autorizações que o governador Wellington Dias distribuía entre sorrisos e tapinhas nas costas. De posse a “ordem de serviço”, o prefeito ou presidente da Câmara ia ao órgão “autorizado” a fazer a obra, mas lá encontrava uma condição: a obra sairia, desde que se apoiasse o dono do pedaço.

Haddad vira presidenciável graças a escândalos

Por: Josias de Souza

Em 2005, quando explodiu o mensalão, Lula deslocou Tarso Genro do comando do Ministério da Educação para a presidência do PT. Ao aceitar a missão, Tarso pediu que fosse acomodado no seu lugar Fernando Haddad, então secretário-executivo da pasta da Educação. Dona norma, mãe de Haddad, soube pelo noticiário da promoção do filho. Telefonou-lhe para perguntar por que aceitara ser ministro de um governo em má situação. E Haddad: “Mãe, se a situação fosse boa, nunca me ofereceriam o ministério.” Lula encantou-se com sua gestão.

Decorridos 13 anos, Haddad está na bica de se tornar candidato ao Planalto graças a outro escândalo que marca a ruína petista: o petrolão. Nesta segunda-feira, o filho de dona Norma visitará Lula, em Curitiba. Se tudo correr como planejado, sairá da cela especial, finalmente, com o aval do preso mais ilustre da Lava Jato à sua conversão em cabeça da chapa presidencial do PT. A promoção precisa ocorrer no dia seguinte, 11 de setembro, quando vence o prazo fixado pela Justiça Eleitoral para a substituição de Lula.

Haddad terá, então, 28 dias para tocar uma campanha eleitoral sui generis, na qual o sucesso depende de sua capacidade de se autoanular. Terá de se apresentar como um candidato invisível —de modo que o eleitor consiga enxergar o Lula que há por trás dele. Em tais circunstâncias, o apelido de poste talvez seja inadequado. Haddad participa da eleição mais com um laranja de Lula. Para que a transfusão de votos ocorra na proporção desejada pelo petismo, o eleitorado precisaria acreditar que, votando no candidato em liberdade, estará elegendo o padrinho preso.

A escassez de tempo não é a única adversidade. Haddad herda uma equipe de campanha que não escolheu. Terá de tourear petistas que avaliam que ele não é o melhor Plano B —a começar pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que queria a vaga para ela. Precisará molhar a camisa para evitar que parte dos votos de Lula escorra para Ciro Gomes e Marina Silva. De resto, entrará no jogo depois da facada que praticamente colocou Jair Bolsonaro no segundo turno, obrigando os outros candidatos a se engalfinhar pela vaga restante.

Em visita a Caetés (PE), onde nasceu Lula, Haddad apresentou-se ainda como ”vice”

Na noite desta segunda, Haddad terá uma ideia do tamaho do seu desafio. O Datafolha divulgará uma pesquisa presidencial que captará os efeitos da primeira semana do horário eleitoral, dos primeiros debates, das sabatinas, do veto à candidatura de Lula e do atentado cometido contra Bolsonaro. Pesquisa do Ibope, divulgada na semana passada, colocou Haddad (6%) na quinta colocação, atrás de Bolsonaro (22%), Ciro Gomes (12%), Marina Silva (12%) e Geraldo Alckmin (9%). Nessa pesquisa, o laranja de Lula estava tecnicamente empatado com o candidato tucano.

De acordo com o lema da campanha petista, só a vitória do laranja de Lula será capaz de fazer “o Brasil feliz de novo”. Aposta-se que o apagão do governo de Michel Temer acenderá na cabeça do eleitor a memória dos melhores tempos da gestão de Lula, quando havia empregos, renda, crédito e consumo. Os adversários de Haddad se equipam para levar à vitrine outra realidade. Que a gestão Temer foi ruinosa, ninguém tem duvida. Mas planeja-se levar à vitrine também a ruína de Dilma Rousseff, que produziu desequilíbrio fiscal, recessão e desemprego.

Entre 2013 e 2016, a economia brasileira encolheu 6,8%.Na gestão empregocida de Dilma, o desemprego saltou de 6,4% para 11,2%. Foram ao olho da rua cerca de 12 milhões de trabalhadores. Deflagrada em 2014, a Lava Jato demonstrou que o único empreendimento que prosperava no Brasil era a corrupção. Agora, o PT tenta empurrar o espólio de Dilma para o gavetão do esquecimento. Os adversários cuidarão de instilar no eleitorado o receio de que Haddad, a nova criatura de Lula, vire uma nova Dilma.

Não será a primeira vez que Dilma assombra projetos políticos de Haddad. A gestão impopular da ex-gerentona de Lula conspirou contra a recondução de Haddad à prefeitura de São Paulo, em 2016. Em fevereiro daquele ano, quando se equipava para reivindicar a reeleição, Haddad distanciou-se de Dilma numa entrevista ao blog. Entre outras críticas, apontou “problemas de condução” da política econômica. Reveja um trecho abaixo. A íntegra está disponível aqui. Haddad não foi reeleito. O rival tucano João Doria prevaleceu no primeiro turno. Os rivais do PT talvez forcem Haddad a renovar em 2018 as ressalvas que fazia a Dilma há dois anos.

LULA aprendeu a usar as pessoas, agora tornou-se vitima delas

Por: Francisco Jurity 

 

O que mais querem de mim….
LULA aprendeu a usar as pessoas, agora tornou-se vitima dela

O aprendizado na militância Sindical, e da convivência política, algumas de ideologia confusas, remeteram Lula a um projeto de Poder alicerçado no que existe de mais abominável na história da humanidade , a corrupção material e a corrupção mental ,como Lula não tem embasamento científico do conhecimento crítico, tornou – se um líder com um poder incomensurável em manipular as massas, mas também de ser manipulado pelos privilegiados de mente super dotadas, lamentavelmente a serviço do Mal, inspirados na Ditadura Cubana, foram construindo um modelo mais perverso e criminoso que alguns denominam de esquerdopata, como forma de se perpetuarem no Poder , tendo como líder maior, o Ditador sanguinário Fidel Castro que se perpetuou no Poder, prendendo e matando quem contrariasse seu projeto de Poder , foi assim que o gênio Zé Dirceu tramou a necessidade de anular qualquer liderança que contrariasse o Projeto de Poder de Lula seja através dos métodos mais satânicos ou através da corrupção dos políticos serviçais do dinheiro sujo, foi assim com o Mensalão, foi assim com a distribuição de cargos nas Estatais.

Enquanto Lula embebecido pelo poder aceitava tudo no silêncio da madrugada , tornava – se conivente da maior quadrilha de assalto aos cofres públicos da humanidade, essa organização criminosa acreditava na impunidade protegida pelo manto sujo das siglas partidárias, e pela cumplicidade das maiores entidades civis, alimentadas pelo dinheiro do povo, o próprio povo que alimentados pelos programas sociais, que de forma cretina foram usados politiqueiramente , induzidos a glorificar Lula.

LULA não é inocente, mais um líder sabido que ainda hoje pensa que é o senhor da Razão, mas na verdade não passa de uma marionete nas mãos das aves de rapina da esquerdopata , que tramam a todo custo pra que ele se mantenha de pé, pra continuarem com os privilégios as custas do dinheiro do Povo e da ignorância de alguns.
LULA é um líder que foi forjado no coração do Povo , mas se perdeu quando passou na ser usado como Projeto da ganância deles e dos seus manipuladores.

Pote quebrado é difícil de juntar os cacos. * Pádua Marques.

 

 

Caminhava uma menina com um pote cheio de água na cabeça por um caminho cheio de altos e baixos. Subia aqui e descia mais adiante. Entrava à esquerda e depois à direita. Pulava cerca e abria cancela. Pisava em pedras e em barro. Naquele ziguezague sem fim ela acabou tropeçando e o pote foi ao chão se desfazendo em vários cacos e derramando a água.

Bichinha naquela aflição se largou a pensar no que iria lhe acontecer. Agora era chegar em casa  na ponta do pé e contar pra mãe o ocorrido e esperar a reprimenda ou umas boas lapadas de cinto ou o canto da palmatória. Mas não foi isso, o esperado por ela o que aconteceu. A mãe no meio do trabalho de casa até que esqueceu o ocorrido, horas depois.

Agora vamos deixar a menina de lado e falar dos cacos. Melhor, falar dos cacos em que se transformou a esquerda política no Brasil desde que o PT, chegou ao poder e acabou saindo dele apoiado pelos outros do tipo PSOL, PCO, PDT, PCB, PCdoB e PSTU. Eu não gosto de dar opinião política. Mas dada a gravidade da hora me permito dizer que o momento é de grande preocupação.

Mas é bom que se diga que o PT é ele junto com seus satélites, o partido no Brasil com ideologia clara, explícita, aberta, milícia rural e urbana, seguidores fieis e infiltrados no serviço público no alto e baixo escalão. Nunca escondeu de ninguém suas intenções e ligações com regimes comunistas. E que tudo faz pra se perpetuar no poder porque só quer apenas que se dê um pé.

Essa do Bolsonaro acaba de mostrar a que ponto partidos dominados por esta ideologia comunista podem chegar. Criam indivíduos altamente fanáticos, sem qualquer noção de democracia. Gente recrutada entre a gente ignorante, analfabeta, iludida pela ideia de mudar a realidade buscando uma igualdade que nunca vai existir.

Causa preocupação, desde muito tempo, quando estes partidos declaram e agem de forma aberta e utilizando sua militância na destruição da propriedade privada, estimulam as divergências entre classes, raças, credos religiosos e de forma muito sutil destroem o patrimônio público quando são contrariados.

Esse maluco, mineiro com sobrenome de baiano que esfaqueou Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, ao que parece e as primeiras informações dão conta, é de ser formado em pedagogia e que foi filiado a um desses partidos satélites. Não é tão analfabeto assim de pai e mãe. Conhecia seu partido e a ideologia dele. Levou pra violência na faca sua revolta de não estar mais fazendo parte do poder.

 

Mas é o caso típico de fanático isolado que perdeu o domínio de seus atos. Aquele partido ao qual deu seu serviço, grito de guerra, sono, o pouco dinheiro recebido, sua audácia e valentia, vai agora lhe negar tudo e virar as costas. Está faltando ainda pouco mais de onze anos pra Lula ser solto. Até agora se passaram apenas cinco meses. Mas já suficientes pra que o PT e os partidos satélites se movimentem de forma agressiva, rápida, às escuras, mostrando um perfil sectário perigoso, com o estímulo à violência de toda ordem. Os próximos anos vão nos mostrar onde foram parar os cacos do pote. * Pádua Marques, jornalista e escritor. 

Burocracia contra a inovação

Por:Janguiê Diniz(*)

Que o Brasil é o país da burocracia, isso não é novidade para ninguém. Todo mundo já sofreu com a lentidão e os entraves causados pelo excesso de exigências legais para fazer muitas coisas. Quando olhamos para o setor das startups, a burocracia tem barrado as empresas de se desenvolverem, ou até mesmo de serem criadas. A chamada Lei do Bem, em atividade desde 2007 para incentivar o investimento em startups, apesar de bem intencionada, atrapalha mais do que ajuda.
 
A legislação concede isenção fiscal a empresas privadas que investem em projetos de inovação em parceria com centros  públicos de pesquisa. Acontece que, para obter o benefício, é necessário um esforço hercúleo por parte do empreendedor, o que acaba por desestimular a procura. Resumindo, são três etapas para a aprovação de um projeto dentro da Lei do Bem: aprovação por três instâncias, a começar pela gerência do laboratório público parceiro da iniciativa; validação por um comitê formado por membros dos ministérios da Educação, Ciência e Tecnologia, e Indústria, Comércio Exterior e Serviços; e, finalmente, comprovação à Capes de que o projeto não reduzirá a produção de artigos científicos, principal forma de avaliação de desempenho dos centros públicos de pesquisa.
 
Esse caminho pedregoso em nada ajuda um pequeno empreendedor que precisa de incentivo para desenvolver seu negócio inovador. Para piorar, só podem requerer o incentivo empresas que recolhem impostos pelo sistema de lucro real, normalmente adotado apenas pelas grandes companhias. Ou seja, uma Lei do Bem que, no fim das contas, acaba fazendo mal ao ecossistema de inovação brasileiro. Não é à toa que o Brasil amarga péssimas colocações nos rankings mundiais de inovação.
 
Além das dificuldades econômicas já naturais às startups, um sistema burocrático que dificulta a abertura e o fechamento de empresas também mina as energias dos empreendedores. O setor vem pleiteando, principalmente, a simplificação tributária, o que já amenizaria o impacto da burocracia. Há uma proposta de novo marco regulatório para startups em tramitação no Congresso que prevê algumas mudanças e melhorias, mas ainda sem previsão de aprovação. Resta, então, aos pequenos empreendedores, continuar na luta, remando contra a maré, para fazerem seus negócios prosperarem. Uma pena, pois poderíamos ter grandes negócios de sucesso no país, não fossem todas as forças contrárias impostas pelo poder público.
(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional –janguie@sereducacional.com

Wellington Dias: contumaz perseguidor da livre imprensa piauiense

A matéria abaixo foi publicada pelo blog “Peagabê.com”, do jornalista Ribamar Aragão, que reproduzimos para fortalecer nossa luta contra os poderosos que se acham intocáveis, embora todos saibam que possuem, como diria o Cazuza,  a piscina “cheia de ratos e que suas ideias não correspondem aos fatos”.

“Contumaz perseguidor da livre imprensa piauiense Wellington Dias mira sua artilharia jurídica para amedrontar blogueiros de Parnaíba.

O histórico de perseguição do governador Wellington Dias a profissionais da imprensa, seja jornalista ou blogueiro, é extenso no Piauí. Por não aceitar nenhum tipo de crítica a seu ‘espetacular’ modelo de gestão, que afirma que mais da meta do Estado cresceu mais que a China, apesar de nenhum piauiense acreditar nisso, o petista W.Dias é considerado um sutil perseguidor de jornalistas e veículos de comunicação que não lhe elogiam ou não leem na sua cartilha.

Um dos casos mais emblemáticos disso é com o empresário e jornalista Fábio Sérvio, que é candidato a governador do Piauí. Wellington Dias moveu ação contra Fábio Sérvio por matéria publicada no Jornal Diário do Povo sobre doações da JBS para campanha do PT no Piauí em 2014, baseado em documentos oficiais. 

Enfurecido com a notícia, W. Dias pediu R$ 37 mil e retratação do jornal teresinense. O jornalista Luciano Coelho também foi processado pelo governador petista.
Também, em 2014, W. Dias tentou processar a jornalista Denise Freitas e TV Clube, por noticiarem a apreensão de R$ 180 mil no carro de um dos motoristas do então senador petista.
Quase intocável pela grande imprensa do Piauí, pois o Palácio de Karnak paga contratos publicitários e de mídia para muitos veículos impressos, de TV e do webjornalismo no Estado, o governador Wellington Dias tentou de todas as formas retirar o vídeo da jornalista Joice Hasselmann no Youtube, ao criticar a criação de cargos e a as coordenadorias para agradar políticos e parentes de políticos ligados ao gestor petista. Joice Hasselmann chamou W. Dias de “o governador mais irresponsável da história do Piauí”. 
As investidas de W. Dias contra a imprensa também chegaram ao litoral, mais especificamente ao município de Parnaíba, quando o petista manda processar o blogueiro Bernardo Silva, do blog B. Silva. 
Na verdade, a motivação do processo judicial contra o blogueiro Bernardo Silva é de cunho pessoal de Wellington Dias, já que o blog B. Silva é um dos mais críticos aos desmandos e escândalos do governo do PT. Fábio Sérvio, Bernardo Silva e outros profissionais da imprensa piauiense sofrem perseguição por não serem colaboradores do ‘modus operandi midiático’ do gestor petista. A ação judicial contra Bernardo Silva é um claro recado de W. Dias para os demais blogueiros parnaibanos.  
O petista Wellington Dias só gosta da imprensa que o elogia, bate palmas e publica que seu governo é o melhor do Brasil. Quem não faz isso será perseguido implacavelmente pelo conhecido ‘amigo’ da imprensa do Piauí. 

Quantos jornalistas e blogueiros piauienses já se calaram com medo (perder emprego) da ira e do poderio financeiro e institucional do governador Wellington Dias?

W. Dias usa a velha tática nazista de perseguição aos comunicadores. Muito démodé!

Políticos em geral, pensem em Deus!

Por: Bernardo Silva

Em que lugar os políticos colocam Deus quando estão numa campanha eleitoral como a que está em andamento? Parece que em lugar nenhum, tamanho é o nível de desfaçatez de uns e de despudor de outros. Com as exceções devidas à regra, mentem além do suportável e ainda se acham intocáveis, quando criam leis engessando a imprensa, que fica amordaçada, não podendo mostrar os podres daqueles que deveriam estar na cadeia, vendo o sol nascer quadrado, ao invés de estarem na TV, fazendo caras e bocas, pedindo mais um voto de confiança da população. Salvo raríssimas exceções, vê-se que neste tempo de campanha eleitoral são raros os que pensam em Deus antes de irem às ruas prometer. Alguns se acham,  eles próprios, deuses imaculados.

Candidatos que já foram testados, tiveram oportunidade de fazer; em quem o povo já confiou dando-lhe vários mandatos, estes deveriam estar proibidos de ter nova chance. Sim, porque foram testados e não passaram no teste da competência e do compromisso com as causas coletivas. Por se acharem os próprios deuses, se esqueceram de Deus e de que foi Ele quem lhes possibilitou o mandato para aos outros ajudar, servir, construir, promover melhorias na vida da população necessitada. E ao invés disso meteram os pés pelas mãos, cuidando apenas dos seus interesses pessoais e do grupo que os acompanha, tornando seu, de sua família e de seus amigos, o que deveria ser de toda a coletividade.

Vocês pensam que a mentira os levará aonde? Que a enganação e o discurso demagógico vai fazê-los eternos e que nunca vai ser preciso prestarem conta com o Todo Poderoso, daquilo que foi feito da oportunidade que receberam? E se a morte chegar, de repente, com já chegou para alguns, estarão vocês espiritualmente preparados para olhar de frente os espíritos de luz, sem que a consciência lhes acuse de coisa alguma? Atentai bem! A vida é tão passageira que esta ambição de vocês, esta luta desenfreada, de “vale tudo”, pelo poder, parece imbecil, sem nexo.

E parece que os exemplos que a vida mostra não valem como lição. Os políticos presos, por roubarem demasiadamente, como se trouxessem no sangre o DNA da corrupção, não servem como exemplo. Os políticos, aqueles que também são ladrões contumazes, useiros e vezeiros da dissimulação para conquistarem o voto do povo, acham que nunca vai acontecer com eles, o que aconteceu com a turma presa em Curitiba. Que podem roubar e que sempre vão passar incólumes pelas garras da justiça. Ledo engano. Mais cedo ou mais tarde a vez de cada um desses bandidos chegará. E se a justiça humana falhar, e tem falhado muito nos tempos atuais, a justiça divina virá, implacável, sem apelações na 1ª ou 2ª instâncias.

Nós da imprensa, que somos vítimas da mordaça nestes tempos, apenas engolimos em seco, porque a revolta é grande. Mas vamos continuar, lutando pelo direito de manter nossa capacidade de nos indignar com a podridão disso tudo. A campanha eleitoral há de passar e a vida há de seguir. Os poderosos de agora, que manipulam as leis, amanhã poderão estar sem mandato, sem poder algum ou sem foro privilegiado, amargando apenas o seu ostracismo. E, quem sabe, no xadrez, como está o Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, e tantos outros empresários com cuja riqueza até bem pouco tempo eles achavam que compravam o mundo.

Portanto, políticos em geral, baixem a bola. Mais humildade. E, se couber, um conselho: Pensem em Deus!

Na tragédia do Museu Nacional, o suicídio de um país que não se preserva


É como se fosse a própria imagem do país sendo destruída

Bernardo Mello Franco
O Globo

A destruição do Museu Nacional é uma tragédia para a cultura, a ciência e a história do Brasil. Infelizmente, uma tragédia anunciada. A instituição científica mais antiga do país foi vítima de décadas de descaso. De 2014 para cá, os cortes passaram a afetar até a verba de manutenção. O museu chegou a fechar as portas por falta de pagamento aos funcionários de limpeza e vigilância.

Em junho, a instituição completou 200 anos sem motivo para comemorar. Muitas salas de exposição estavam fechadas. Uma vaquinha virtual pedia doações para reabrir uma delas, que abrigava um enorme fóssil de baleia. A estrutura de madeira estava consumida por cupins.

SEM CONSERVAÇÃO – Apesar do esforço dos servidores da UFRJ, os visitantes podiam notar o péssimo estado de conservação do palácio na Quinta da Boa Vista. O prédio agonizava: reboco caindo, paredes descascadas, fios elétricos expostos. A causa do incêndio ainda não foi divulgada, mas não era preciso ser bombeiro para ver que os riscos estavam lá.

O edifício consumido pelas chamas era tão valioso quanto seu acervo de 20 milhões de peças, que incluía fósseis de dinossauros, múmias egípcias e o crânio mais antigo das Américas. O Palácio de São Cristóvão foi a residência da família real no Brasil. Depois sediou a primeira Assembleia Constituinte da República, que editou a Carta de 1891.

SEM MEMÓRIA – No livro “1808”, que narra a chegada da Corte portuguesa, Laurentino Gomes descreveu o local como “um prédio descuidado e sem memória”. “É como se nesse local a história tivesse sido apagada de propósito”, resumiu. O texto foi publicado há quatro anos. De lá para cá, a situação só piorou.

Segundo funcionários, o último presidente a pisar no museu foi Juscelino Kubitschek, que deixou o poder há 58 anos. Na festa do bicentenário, nenhum ministro apareceu por lá. Agora todos vão dar declarações de pesar e prometer as verbas que sonegaram em nome do ajuste fiscal.

Um país morre um pouco quando destrói a sua própria história. A tragédia deste domingo é uma espécie de suicídio nacional. Um crime contra o nosso passado e contra as gerações futuras.

 

Veto do TSE a Lula higieniza processo eleitoral

Por:Josias de Sousa

Ao enquadrar Lula na Lei da Ficha Limpa, afastando-o do horário eleitoral e da urna, o Tribunal Superior Eleitoral expurgou da campanha de 2018 um elemento tóxico: o escárnio. Ao determinar ao PT que substitua o candidato, a Corte máxima da Justiça Eleitoral promoveu a higienização da disputa pelo cargo de presidente da República. A presença de um ficha-suja no rol de candidatos era uma nódoa que ameaçava a segurança jurídica e política do processo sucessório.

Do ponto de vista jurídico, a decisão rende homenagens ao princípio segundo o qual todos são iguais perante a lei. Sob a ótica moral, assegurou-se o direito do eleitorado a uma eleição eticamente sustentável. Sob o ângulo político, a desobstrução da cabeça da chapa petista favorece Fernando Haddad, o substituto de Lula. Esta será a campanha mais curta da história: 45 dias. E a ficção do candidato-presidiário tornava a corrida ainda mais curta para Haddad.

Em sua mais recente pesquisa, o Datafolha constatou: 31% dos eleitores declararam que certamente votariam num candidato indicado por Lula. Outros 18% informaram que talvez seguissem a orientação de voto do presidiário. Confirmando-se esses dados, ainda que parcialmente, Haddad saltaria de irrisórios 4% para um patamar qualquer acima dos dois dígitos na pesquisa, aproximando-se do segundo turno.

O PT tem agora a chance de testar o poder de transferência de voto do seu grande líder. No papel de carregador de postes, Lula já revelou uma força de estivador. Fez isso duas vezes com Dilma Rousseff em âmbito nacional. Repetiu o feito com o próprio Haddad, na esfera municipal. Entretanto, não conseguiu reeleger Haddad prefeito de São Paulo. Hoje, para complicar, é um cabo eleitoral preso.

No Brasil, imperativos legais e morais nem sempre são observados. Ao registrar Lula como seu candidato, o PT apostou que conseguiria nadar no charco da frouxidão institucional até 17 de setembro, quando não seria mais tecnicamente possível retirar a foto de Lula da urna, mesmo com a impugnação do registro da candidatura-fantasma. Nessa hipótese, o pedaço menos esclarecido do eleitorado votaria no presidiário sem saber que estaria elegendo Haddad.

Se permitisse que um único eleitor fosse submetido ao logro petista, o TSE seria cúmplice do escárnio. Interrompido o escracho, Haddad pode pedir votos de cara limpa, sem a máscara de Lula. E Manuela D’Ávila (PCdoB) já não precisa desempenhar o constrangedor papel de vice do vice. Higienizou-se o processo eleitoral.

Andando em rua que tem calango

Por: Pádua Marques

No meu tempo de infância, quase todo menino tinha uma baladeira no cós do calção. Pra onde se ia ela ia junto. E a gente quando se juntava e saía aos magotes caçando calangos pelos meios de matos era uma aventura e tanto. Era ver de longe um balançando a cabeça em cima de algum muro, monte de barro ou galho de árvore e a pedra comia! Aí vinha na gente aquela satisfação do caçador, a de ter conseguido derrubar a caça, muitas das vezes com pouca mira ou posicionado em lugar ruim.

Conheci excelentes caçadores de calangos. Não vou aqui dar nomes porque é pra algum que ainda esteja vivo acabe me cobrando autoria de façanhas. E a gente sabe que entre essa gente se gosta muito de se pabular. Mas como disse, voltando à caça de calangos os meninos daquele tempo, raros, eram bons de pontaria pra derrubar calangos. Calanguinhos, calangos cinza, pretos e até os mais birrudos e temidos, os carambolos, que segundo diziam, eram de correr atrás da gente.

E a baladeira tinha que ser boa. Feita de sola, talo de goiabeira e câmara de pneu de bicicleta. Eram afamadas as baladeiras que eram de câmara de pneu de caminhão ou de trator. E havia até quem tivesse baladeira feita de câmara de pneu de avião, as mais difíceis. Vendo o bicho, era esticar o braço, fechar o olho esquerdo, mirar, soltar a pedra e ver o calango ciscando com as pernas pra cima estrebuchando. Servia pra nada depois.

Naquele tempo não tinha esse negócio de ecologia, IBAMA, ICMBio. Nada disso. E se não tinha isso e mais aquilo, como é que havera de ter advogado, defensor de calango? E a gente, nós meninos pobres, sem muito acesso aos brinquedos mais caros da época éramos mais livres, feito os calangos. E é desde esse tempo que me interessei em estudar esses bichos.

Eu até sou de opinião de que deveria ser criada uma disciplina nos cursos de graduação para só estudar os calangos. Deveria ter uma ciência, uma faculdade particular pra isso. Acho um dos bichos da natureza mais interessantes. As reações de comportamento do calango são iguais aos de muita gente, pobres da periferia em época de campanha política, por exemplo. Alguém metido a cientista já disse, eu já ouvi e não sei se procede, que calango só tem no Piauí.

Outro dia estive vendo uns candidatos visitando bairros e fazendo zuada numa rua. Vinham uns assessores à frente entregando santinhos. Outros mais atrás e pelo meio carregando umas bandeiras com o nome e a cara do candidato. E no meio daquele monte de gente vinham eles, sempre achando graça pra tudo e pra todos. Abraçaram velhinhas e meninos barrigudos. Apertaram as bochechas de outro mais à frente e enquanto iam entregando os ditos santinhos. Até cochichando com velhos desdentados e fedendo a cigarro.

E aquela gente pobre, desempregados, mocinhas piolhentas, homens de calções encardidos jogando sinuca num boteco, mulheres com fraldas no ombro e meninos de olhos remelentos estavam ali abismados, balançando a cabeça que nem os calangos em cima do muro. Uns pedem um trocado pra ainda ir à feira.

Outros, um real pra um trago de pinga. E mais lá na frente outros mais cheios de vergonha até deixam o candidato entrar em casa pra, lá dentro, darem uma ferrada maior. Outros, satisfeitos e iludidos com as promessas e os afagos vão balançando a cabeça e acreditando em tudo que os caçadores de votos lhes dizem. Eu acho que aquela gente tem alguma coisa com os calangos. Coisa de sangue, de família.

Polícia só pega ‘piabas’ em megaoperação

Por:Zózimo Tavares

O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) deflagrou na manhã ontem a ‘Operação Natureza’, para investigar fraude e corrupção em licenciamento ambiental no Piauí.

A polícia caiu em campo para cumprir dez mandados de busca e apreensão e sete de prisões temporárias expedidos pela justiça. Os mandados foram cumpridos em Teresina, Regeneração, Guadalupe e Brasília. 

São investigados na operação servidores da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) e empresários. O superintendente do Meio Ambiente, Carlos Moura Fé, é um dos presos, juntamente com analistas ambientais da Semar. 

O empresário Tiago Junqueira, dono da Fazenda Chapada Grande, em Regeneração, também foi preso. 

Corrupção

De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Segurança, as investigações da operação começaram em 2015, por meio de uma denúncia anônima feita à Polícia Federal e, posteriormente encaminhada ao Greco, visando a apuração de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa e advocacia administrativa, além de crimes ambientais. 

Segundo a Polícia Civil, o prejuízo chega a mais de R$ 3 milhões e envolve supostamente desvio de verbas públicas, o uso irregular de bens públicos e emissão de licenças ambientais de forma irregular, dentre outros.

Propina

Em entrevista coletiva concedida no final da manhã, os delegados Riedel Batista (geral), Rejane Piauilino (Greco) e Willame Morais (coordenador do Greco) garantiram que presos da operação recebiam propina para expedir licença ambiental no estado.

Na coletiva, os delegados justificaram que não podiam contar detalhes sobre as supostas fraudes e corrupção em licenciamento ambiental, já que a ação ainda está sob sigilo, por determinação da juíza da 4ª Vara Criminal.

A operação contou com o apoio de órgãos fiscalizadores, como o Tribunal de Contas do Estado, o Ministério Público do Piauí e de instituições financeiras.

Surpresa

Há que se esperar, naturalmente, a conclusão das investigações e a versão dos acusados para se fazer juízo do caso. Mas a operação surpreende. O superintendente da Semar, Moura Fé, é um técnico que desfruta de boa reputação profissional. Ele é servidor do Ibama e já serviu a vários governos.

O empresário Tiago Juqueira é um dos poucos que vieram de fora para investir no Piauí e aqui ficaram. Muitos outros deram no pé. Há mais de dez anos, ele implantou no município de Regeneração um megaprojeto de plantação de eucalipto, a Fazenda Chapada Grande.

O projeto, assentado em uma área superior a 20 mil hectares, conta com financiamento do Banco do Nordeste e incentivos fiscais e impulsionou o desenvolvimento do comércio de Regeneração e da região.

Assessoria de Imprensa: Diferenciais significativos em uma entidade de classe

*Vera Lucia Rodrigues

Quando se fala no papel da imprensa em uma entidade de classe há que se pensar na atuação da própria entidade junto aos seus associados, formadores de opinião e governo, incluindo todos os poderes constituídos, que são, em sua maioria, os grandes responsáveis pelas dores e soluções dos setores representados.

Um exemplo no Brasil que envolve praticamente todas as entidades de classe, uma vez que atinge todas as sociedades civis organizadas e empresas instaladas do País, é a questão tributária e a questão dos custos de produção no Brasil. Como que as entidades de classe podem tratar dessa questão junto à opinião pública? Certamente que um esquema bem articulado junto a jornalistas e formadores de opinião pode ajudar muito. Por exemplo, recentemente  saiu uma matéria de capa no jornal Estado de S. Paulo falando de um estudo realizado pela ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos sobre o CUSTO BRASIL.

Como os números levantados foram parar na primeira página desse grande jornal, nas suas páginas de conteúdo, na Globo News, Jovem Pan e inúmeros outros veículos de comunicação, com grande penetração no processo de formação da opinião pública e alcance nas esferas dos poderes constituídos? É uma pergunta que vários gestores de entidades de classe, com números, pleitos e estudos igualmente importantes devem estar se perguntando.

Nesse caso e exatamente nesse sentido que uma assessoria de imprensa bem articulada e experiente com relacionamentos significativos pode ajudar a levar essa e outras questões à opinião pública e dar visibilidade a problemas e questões que normalmente ficam restritas aos gabinetes.

E o que significa aqui capacidade de articulação? Ter contato com os principais veículos de comunicação do País, estabelecendo relacionamentos com os jornalistas que realmente importam dentro da estratégia de cada cliente, oferecendo sempre, de forma personalizada, informações e matérias que possam ocupar espaço editorial e garantir a participação dos problemas da entidade de classe no noticiário.

Aqui devemos ressaltar ainda a necessária formação de porta-vozes para que se desenvolva uma proximidade com a imprensa, tornando-os referência para esses veículos de comunicação.

Existe uma enorme diferença entre assessorar empresas, celebridades e entidades de classe. E não existe fórmula pronta. preciso antes de tudo ter capacidade de entendimento do que o cliente, no caso a entidade de classe necessita. Qual é o problema dela? Representatividade? Expansão associativa? Articulação junto aos poderes constituídos?

E a partir dai sim elaborar um passo a passo, como um alfaiate que desenvolve um terno sob medida, de acordo com a necessidade e conforto do cliente.

Assessoria de imprensa para entidade de classe é uma alfaiataria capaz de elaborar as melhores peças, mas que atendam às necessidades específicas de cada cliente. É sob medida, esse é o grande diferencial capaz de efetivamente gerar resultado e colocar os pleitos das entidades em evidência dentro da melhor abordagem possível.

*Vera Lucia Rodrigues é jornalista, mestre em comunicação social pela Universidade São Paulo e há mais de 37 anos dirige a Vervi Assessoria de Comunicação

Como tomar decisões rápidas

Por:Janguiê Diniz*

Você já perdeu uma oportunidade por que não conseguiu tomar uma decisão a tempo? A maioria de nós já passou por isso. Sempre queremos tempo para analisar as possibilidades, pensar nas consequências, fazer a melhor escolha, mas nem sempre dispomos desse tempo. Principalmente no mundo empresarial, muitas vezes é preciso fazer escolhas em um tempo curto. E como fazer isso de maneira rápida? A resposta para isso é simples e complexa ao mesmo tempo: prática. A prática na tomada de decisões leva você a se aperfeiçoar na técnica e, assim, conseguir escolher mais rapidamente e de maneira mais acertada.
Para tomar decisões de forma rápida e certeira, antes de tudo, você precisa estar em um bom estado físico. Tomar uma decisão cansado, com fome ou com sono não é uma boa ideia, pois sua mente não vai estar em pleno funcionamento. Busque dar atenção às decisões mais importantes sempre nos momentos em que sua cabeça ainda não foi consumida por outros problemas. Assim, a chance de fazer a melhor escolha aumenta.
 
Muita gente pensa que ter menos opções ajuda a tomar uma decisão. De certa forma, isso pode até parecer certo, mas o fato é que, tendo apenas duas opções, por exemplo, você deixa de ter outras possibilidades mais criativas e completas. Entretanto, com três ou quatro alternativas, você tem mais parâmetros para avaliar a situação e mais possibilidades de atuação. Avalie-as de forma prática, separando as que não parecem boas para você. Com o tempo, fica fácil reconhecer padrões nas decisões que você precisa tomar, situações que se repetem, o que abrevia ainda mais o tempo de escolha.
 
Jeff Bezos, Fundador da Amazon, disse certa vez que divide as decisões que precisa tomar em dois grupos: as que podem ser revertidas e as que não podem ser revertidas. Se você pode voltar atrás futuramente em uma decisão, então não há porque gastar tanto tempo pesando prós e contras. Apenas decida e, se necessário, desfaça a escolha. Agora, se você não poderá voltar atrás, é melhor, de fato, dedicar um pouco mais de tempo na avaliação do problema. O problema, ainda segundo Bezos, é que muitas empresas confundem esses dois tipos de decisões, considerando todas como irreversíveis. Isso resulta em lentidão no processo decisório. O contrário, considerar todas as decisões reversíveis, também é nocivo. Portanto, saiba identificar bem o tipo de decisão que precisa tomar.
 
Caro leitor, tenha uma coisa em mente: tomadas de decisões fazem parte da nossa vida pessoal e profissional. São inevitáveis. O que podemos fazer é nos acostumarmos a elas e nos aperfeiçoarmos no processo. Isso só vem com a prática. Quanto mais praticar as decisões rápidas, mais naturalmente isso vai acontecer. Ocasionalmente, você fará escolhas erradas, mas terá que conviver com elas. Ninguém é perfeito. Por isso, não deixe de tomar decisões por medo de errar. Saiba que a indecisão é que mata, não a decisão errada. Portanto, evite ficar nessa de “não sei qual a melhor opção, preciso pensar”. Aja com calma, mesmo nas situações mais imediatistas. Confie no seu talento e no seu instinto.
*Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educaciona