DEPOIMENTO : Revivendo agosto na Praça da Graça

Nos tempos modernos, não houve manifestação semelhante aos protestos contra a destruição da Praça da Graça, cuja culminância, com a queima dos tapumes, há exatos 39 anos, completados no dia 31 de agosto de 2018, não poderia, jamais, se perpetuar no esquecimento.

Por Reginaldo Costa

Tapumes que deram origem a revolta popular. Foto: arquivo Inovação.

Em substituição a uma formação temporária da natureza, deu-se início à implantação do logradouro que ganharia importância política e social, ao longo da História. Acompanhando os acontecimentos de cada época, e em algumas recebendo diferentes denominações, a Lagoa da Onça, em nome do desenvolvimento, cederia o espaço das águas ao que seria, definitivamente, a Praça da Graça. A princípio, duas áreas distintas, elegantemente separadas pela Rua do Passeio, consolidadas em nome do Catolicismo: Jardim do Rosário e Largo da Matriz.

Detalhes Marcantes

Não havia programa melhor do que frequentar a Praça da Graça, nos fins de semana, lugar ideal para rever amigos, conhecer alguém interessante, usufruindo as delícias dos ventos marítimos em agradável sinfonia. De modo especial, durante o mês de agosto, o represente comercial Jonas da Costa Santos, com residência em Teresina, vinha todos os anos a Parnaíba, atraído pelas condições climáticas. Ouvia o parente querido comentar com meus pais, que fumar um cigarro n’algum banco da praça, onde permanecia por longas horas, era uma terapia, aliviando as dores do rolo compressor da luta pela sobrevivência.

Circulando pela praça eu percebia as pessoas se comunicarem alegremente, com brilho nos olhos e doçura nas palavras, sem contaminar o primeiro contato pela irracionalidade da ostentação. Longe da correria dos dias atuais, a prevalecer os contatos online, compartilhava dos acessos protegidos por árvores frondosas, outros por palmeiras imperiais, a ornamentarem os tapetes verdes de grama que dividiam as passarelas perpendicularmente às tangentes, possibilitando o ir e vir sem conflitar vontades. No decorrer de alguma conversa em grupo, os passantes cumprimentavam uns aos outros, e alguns até se permitiam ficar por um tempinho. Sem demora, as conversas, agradabilíssimas, na verdade desconectadas do mundo, facilitavam o congraçamento. O cenário, de equilíbrio entre as pessoas e de afeição ao logradouro, certamente encontraria nas artes plásticas, a dimensão da poesia nas cenas de amor e reverência à vida, com vasta concentração de energia humana a vibrar na sintonia da cordialidade. Inebriados pelo espetáculo dos movimentos nessa direção, não havia o otário nem o espertalhão.

Do Coreto, ouvia-se a Charanga executar as marchinhas que nem se ouve mais. Conservando os padrões da arquitetura admirável dos tempos em que a cidade se tornou conhecida no Brasil e no exterior, pelo dinamismo de sua gente, além da Catedral e igreja do Rosário, templos historicamente catalogados, havia, no entorno, os prédios dos Correios, Banco do Brasil e Cine Éden. Contrastando com a hegemonia de edificações que correram o mundo estampadas em cartões postais, a AABB, clube simples mais acolhedor, em que minha geração viveu noites sedutoras, consolidou a preferência, abrindo as portas para repercutir na memória, o bem mais significativo: a oportunidade do encontro.

A poucos metros, a Discolândia, do lendário Jairo Medeiros, fazia parte da dinâmica do dia a dia da, tanto pelos decibéis da caixa de som exposta na calçada, acima daquilo que a lei permite quanto pelo estilo de comunicação do proprietário. Quantos não foram os meses de agosto, em que no dia 12 meu pai adentrou ao recinto para comprar o presente de aniversário predileto da única mulher que amou na vida? Debaixo do braço ele conduzia os convidados especiais para a festa em família: Agnaldo Timóteo, Nelson Gonçalves, Miguel ngelo, Núbia Lafayette e tantos outros, na forma de LPs, compactos, ou “discos de cera”, aqueles que giravam na vitrola na rotação 78.

Jairo Medeiros foi das figuras envolventes que conheci. Na noite do acidente que lhe ceifou a vida, ouvi o não irretorquível, quando perguntei, da calçada do Lions Clube de Luiz Correia, se poderia oferecer carona. Já no carro com a esposa, respondeu brincando: – Não, meu bem, ainda vou dar uma voltinha! Sorri e mandei beijinho. Na manhã seguinte, fiquei sabendo que a “voltinha” teria sido a última de sua existência.

Dos locais continuamente frequentados, a Pérgula, atraía os olhares de contemplação pela beleza das pedras ornamentais, o corpo d’água, moradia dos quelônios que se mantinham submergidos, mas vinham à tona, bailando mansamente, a encantar, acima de tudo, o público infantil, despertando para a ligação do homem com os seres de outras espécies, e o verde das trepadeiras que se acomodavam de uma maneira elegante ao Caramanchão. Em meio a essa atmosfera que impregnava o ambiente de romantismo compatível à ocasião, os casais de namorados se abraçavam, em demonstração amorosa espontânea, sem a necessidade de artificializar relacionamentos para exibir em selfs. O que não havia àquela época.

Pérgula: inevitável nostalgia. Foto: acervo de Hélder Fontenele

Ainda nas décadas de 60 e 70, sob os mais diversos aspectos, a charmosa Praça da Graça, serviu como ponto de referência às gerações que viveram momentos apaixonantes de períodos históricos distintos, convivendo em harmonia com a paisagem, na leveza de um espaço público rico em detalhes marcantes da vida de um povo. Certamente não vivíamos um conto de fadas. Tudo aquilo era real, perceptível em imagens definidas com clareza!

A influência do Jornal Inovação

Na época em que aconteceu a demolição do logradouro predileto da população parnaibana, circulava um jornal sem fronteiras no que diz respeito à defesa dos interesses do povo e da cidade. De linguagem contundente, assumidamente contrário às falas mansas da crônica social, o Inovação se manteve coerente com o outro lado da História, questionando as elites, o poder político, e as causas dos entraves que impediam o desenvolvimento econômico e social.

Sem se perder nos clichês da imprensa tradicional, durante os dez anos de existência, foi tribuna dos excluídos, e no pleno exercício da rebeldia saudável da imprensa alternativa, colocou em prática o jornalismo com a exata percepção da dinâmica do sistema que ampliava, em números astronômicos, a distância entre pobres e ricos.

Por algum tempo, a redação do nanico considerado por pesquisadores o mais importante do estado do Piauí, esteve de portas abertas no cruzamento das ruas Riachuelo com Francisco Correia, ocupando o pequeno espaço que se metamorfoseava em gigantesco ponto de encontro para onde afluíam jovens sonhadores; sindicalistas renovados; adeptos de tendências religiosas; poetas, contistas e cronistas abertos a várias correntes de pensamento; líderes de movimentos de reivindicação; estudantes rebeldes; artesãos assistidos pela alta espiritualidade a dimensionar em obra de arte a grandeza da existência; agitadores culturais, em momento de vasta produção dispersa pela indiferença das classes política e empresarial; intelectuais, ostensivamente favoráveis à abolição de preconceitos; idosos, amantes da vida; ilustradores e cartunistas, sobressaindo-se como profissionais de alto nível, nas páginas de Inovação, o primeiro jornal parnaibano em impressão offset; músicos com os pés no chão, superando invencionices e modismos; visitantes de várias partes do Brasil e também do exterior, encantados com a coragem que aquela gente enfrentava os problemas e os poderosos: de peito aberto e a imaginação nas ações afirmativas.

Inovação não era somente o jornal. Havia um grupo de gente inteligente e esclarecida de várias gerações, representantes de diversos segmentos, militantes com atuação relevante nos movimentos estudantil (secundarista e universitário); nas associações de moradores; sindicatos; nos núcleos de base da igreja Católica que através da corrente teológica cristã progressista, pregava a opção preferencial pelos pobres, junto aos quais desenvolvia atividades, conscientizando para a plenitude da vida, tendo por base documentos do Concílio Vaticano II e conceitos extraídos das ciências humanas e sociais a endossar a caminhada do que se tornaria popularmente conhecida por Teologia da Libertação.

A partir dessas conexões, que não eram institucionais, o jornal, com poder de articulação, penetrava nos ninhos do movimento social, cada dia mais atuante, favorecendo alianças em torno de bandeiras de defesa das causas indígenas; da ecologia e do meio ambiente; da mulher; do negro; pela democratização da imprensa; por Diretas Já; por uma Constituinte livre e soberana; pelos Direitos da Criança; por Reforma Agrária Já!; por uma Lei dos Estrangeiros, enfim, por saúde, educação e trabalho. Nesse contexto, munido de palavra favorável às lutas por justiça social e disposição de lutar, influenciava com abordagens de conteúdo oposicionista, envolvendo pelo imenso desejo de mudar o mundo, desconstruir mitos, ligando teoria à prática, repercutindo o grito de uma geração de idealistas, tendo em vista as “rupturas de uma sociedade cristalizada em normas antigas”.

As questões de âmbito municipal ocuparam algumas páginas. Reportagens, artigos, pesquisas, entrevistas, crônicas, abrangiam os mais diversos setores da sociedade, com conteúdos que correspondiam às exigências dos leitores, despertando atenção especial, o Movimento Pró-Teatro e a reconstrução da Praça da Graça, que desde as primeiras horas da destruição até a publicação de nota no jornal “O Comércio”, do Rio de Janeiro, sob o título “No Piauí a praça é do povo”, que dimensionaria nacionalmente a ocorrência, o aguerrido Inovação estimulou a consciência popular.

Embora as diferenças façam parte da história da humanidade, naquela noite, no exercício do pleno direito a manifestação, gente de todas as procedências e concepções antagônicas do bem e do mal, mais que se sentiam vítimas e cumplices dos mesmos sentimentos, se confraternizou com euforia, aos gritos, abraços e brindes a lavar a alma, e em cada olhar, a expressão de paz interior. O entusiasmo de dias e noites felizes na praça símbolo de uma época de progresso e amor à cidade, houvera se transformado em cinzas!

Polícia protege as cinzas que restaram dos tapumes. Foto: arquivo Inovação
Primeiro plano: Elmar Carvalho, Gláucio Resende, Bernardo Silva e Yure Gomes. Foto: arquivo Inovação
Reginaldo Costa acenando para manifestantes eufóricos. Foto: arquivo Inovação

Para registrar a ocorrência nos anais da História, o Jornal Inovação (Nº 22, setembro/1979), ainda na fase do mimeógrafo, vai às bancas em edição especial com tiragem de 1.200 exemplares, tendo como carro-chefe o Editorial intitulado “31 de Agosto − Do Povo Parnaibano ao Povo Parnaibano”, escrito pelo professor Benedicto Jonas Correia, intelectual de mente iluminada, plenamente identificado com as causas de interesse da cidade e sua gente. Credenciado para aquela tarefa, extravasou o sentimento de amor à terra natal. Na mesma edição, transcrito de editorial do jornal “O Dia” (02/setembro/1979), sob o titulo “Parnaíba e sua praça”; “Da praça à gasolina ou a inoperância dos nossos políticos aqui e em Brasília”, de Depaula; “Carta aberta ao B. Silva”, de Bernardo Silva; “Balada da Praça da Graça”, com assinatura de “O Povo”. Robustecendo a edição, o renomado jurista Celso Barros Coelho, colaborou com o artigo “O que se espera dos moços”.

Jornal Inovação e Revista Repaginando: publicações comprometidas com a História

Reiterando o que escrevi para a primeira edição de Repaginado, editada em Goiânia, em 2014, sob o titulo “Praça da Graça: do romantismo ao muro da vergonha”, no dia 31 de agosto de 1979, o povo parnaibano sentiu a desventura de encarar o fim de uma época. A derrubada e queima dos tapumes desnudou uma crueldade sem precedentes, sustentada por argumento mentiroso, sabendo-se de que não havia projeto muito menos recurso disponível. Pena que àquela época, o IPHAN não era identificado pela austeridade na observância de seus princípios como nos dias atuais.

Embora o mês de agosto seja considerado de maus presságios, entre tantos em que se comemora o Dia da Parnaíba, alguns historiados pela pompa das celebrações religiosas, cívicas e políticas, o de 1979, diferenciando-se dos demais, teve o sabor da liberdade, do exercício da democracia e passaria para a História como marco da consciência popular na luta por direitos e respeito ao patrimônio cultural imaterial.

Acessível em depoimentos, artigos jornalísticos e fotografias, a manifestação popular se mantem preservada na lembrança de todos que vivenciaram a epopeia. Portanto, oportuno dispensar o sentimento de negação dos acontecimentos, escondendo a verdade atrás de bandeiras, crenças ou vontades. Afinal, fato é fato.

Ato público reúne candidatos de oposição

Por: Zózimo Tavares

Uma ideia lançada há alguns dias pelo candidato a governador pelo Podemos, senador Elmano Férrer, finalmente vingou ontem: os principais candidatos de oposição ao Governo do Estado fizeram um ato público e lançaram um manifesto contra a corrupção.

No manifesto, escrito em linguagem panfletária, os candidatos denunciam que a máquina pública estaria sendo usada pelo governo para vencer a eleição.

Os candidatos pedem uma ação mais efetiva do Ministério Público Eleitoral e da Polícia Federal  para que evitar o uso da máquina governamental na campanha eleitoral.

O documento é assinado por seis candidatos ao governo: Elmano Ferrer (Podemos), Dr. Pessoa (Solidariedade), Luciano Nunes (PSDB), Fábio Servio (PSL), Valter Alencar (PSC) e Romualdo Seno (DC.

Os candidatos manifestaram solidariedade ao Tribunal de Contas do Estado e demais órgãos de controle , que, no cumprimento de seu papel de fiscalização, estariam sendo atacados pelo governo.

Corrupção

O senador Elmano Férrer  afirmou que os indícios de corrupção no governo são visíveis. “É alarmante o que está ocorrendo no Piauí. Os casos de corrupção são gritantes. O governo, em vez de ajudar nas investigações, prefere atacar os órgãos de fiscalização”.

O Dr. Pessoa também atacou o Governo do Estado. Segundo ele, a eleição já estaria comprada. “Por onde andamos são denúncias de corrupção. É um absurdo. O que as pesquisas mostram não corresponde à realidade. Queremos que o Ministério Público Eleitoral e o Polícia Federal continuem com as investigações. Os resultados devem ser apresentados agora. Não podemos esperar mais”, afirmou. 

Valter Alencar cobrou o desdobramento das operações Topique, Natureza e Itaorna. “São denúncias graves. São milhões desviados do governo. Não podemos aceitar calados. A população tem que entender o que está acontecendo”, disse.

O candidato Luciano Nunes acusou o governo Wellington Dias de tentar se perpetuar no poder. “O que vemos é um projeto de governo de perpetuação no poder. Esse grupo quer se perpetuar com essas práticas criminosas de corrupção, que os órgãos de fiscalização estão denunciando”, destacou. 

O candidato Fábio Sérvio disse sofrer perseguição do governo. “Como empresário eu fui perseguido de todas as formas. Ninguém ficou do meu lado. Isso ocorreu porque desde o começo denunciei as irregularidades desse governo. Já fui até processado. Entrei na campanha para denunciar o que ocorre”, afirmou.

O candidato Romualdo Seno afirmou que a população tem que acompanhar de perto as denúncias. “O governo do PT é o que mais realizou corrupção no Brasil e no Piauí. A população tem que ficar atenta para que isso não continue. É algo muito grave”, destacou.      

O documento distribuído à imprensa será encaminhado ao Ministério Público como forma de pressionar o órgão a investigar as contas do Estado.

Falta voto

Como ato de campanha, o manifesto da oposição é válido. Oposição é para incomodar mesmo, até perturbar, se tiver força para isso. Mas ele pouco ou nada acrescenta às denúncias já feitas contra o governo e que estão em processo de apuração pelas autoridades competentes.

Quando a oposição parte para esse tipo de ataque ao governo, sem um foco específico ou um fato novo, mas apresentando apenas denúncias generalizadas de uso da máquina e compra de voto, geralmente está acusando escassez de voto.  

O manifesto da oposição

Reprodução

Candidato ‘laranja’ é golpe!

Por: Zózimo Tavares

Saiu ontem uma nova pesquisa de intenção de voto para presidente e nela o candidato do PT, ex-ministro Fernando Haddad, já assume a liderança da corrida presidencial.

A nova pesquisa foi realizada pelo Instituto Vox Populi/CUT, entre 7 e 11 de setembro, e aponta Haddad com 22% das citações. Jair Bolsonaro, o candidato do PSL, cai para 18%, Ciro Gomes (PDT) registra 10%, Marina Silva (Rede) tem 5% e Geraldo Alckmin (PSDB), 4%.

A sondagem indica, em primeiro lugar, que a prisão deixou o ex-presidente Lula mais forte do que quando ele estava solto, e que o petista continua com grande poder de transferência de voto.

Em segundo lugar, que nos campos das esquerdas e do centro apenas Ciro Gomes vem resistindo ao PT. Marina derrete a olhos vistos.

“Laranja”

A situação não deixa de ser intrigante. É a primeira vez que um candidato a presidente da República se declara, oficialmente, que está no lugar de outro, portanto, é o outro. Ou, como se diz popularmente, é o ‘laranja’.

Haddad dispara nas pesquisas sem uma só promessa de campanha. Vive a repetir apenas que é o Lula, na falta deste. E ponto final.

A imprensa nacional já mostrou que ele precisou de autorização do ex-presidente Lula para dar cada passo que deu durante esse processo.

Em resumo, é um candidato que obedece comandos e ordens ditadas a partir de uma cela da Polícia Federal, em Curitiba.

Em um país sério, em uma democracia plena, uma pessoa que se propõe a ser presidente da República jamais poderia se apresentar como ‘laranja’ de alguém. Ainda mais de alguém que está preso por corrupção e lavagem de dinheiro. Em qualquer circunstância, “laranja” é golpe! 

Isso demonstra, no mínimo, falta de personalidade do candidato. A Presidência não pode ser terceirizada.  

No Brasil, porém, tudo pode!

Obreirismo e corrupção

Por:Arimateia Azevedo

Você sabe a história da bomba com efeito retardado, para estourar? Basta ler que tudo que se investigou na chamada operação Itaorna, pelo Gaeco, está nesta coluna, em edições passadas. Desde o decreto 117.113, de 20 de abril de 2017, assinado pelo governador Wellington Dias, se destacava, seja no comentário ou em notas, a sofreguidão de secretárias e coordenadorias, além de autarquias como o Idepi, em fazer pavimentação (calçamento) no interior do Piauí. O decreto autorizava esses órgãos a “projetar, licitar, executar, fiscalizar e receber, direta e indiretamente de engenharia de interesse da administração” listando as pastas do Desenvolvimento Rural, Turismo, Cidades, Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, Transportes e Cultura. Depois, em 30 de maio de 2017, outro decreto, de número de número 17.181 coloca na lista a Coordenadoria de Desenvolvimento Social e Lazer. É possível que outros decretos tenham aberto o flanco para que mais coordenadorias fizessem calçamento, porque a partir de outubro de 2017 passaram a realizar obras de pavimentação as Coordenadorias de Combate à Pobreza Rural e do Programa de Modernização e Qualificação de Empreendimentos Públicos. Esse obreirismo desenfreado terminou por fazer com que se caísse em práticas nada republicanas de licitações com cartas marcadas ou, ainda pior que isso, em contratar por licitação fraudulenta uma empresa fantasma, a tal construtora Crescer, e um morto, para se fazer obras igualmente fantasmagóricas, como supõem os órgãos de fiscalização e controle

Feudos

Era um feudo político de porteira fechada cada uma dessas coordenadorias e secretarias de Estados dedicadas a fazer calçamento e tudo mais.
O objetivo não era outro se não tirar proveito eleitoral: obra virou moeda de troca para apoio político nas bases.

Conluio

Essas obras rendem o voto e ainda passam a certeza de que existe o conluio do chefe do órgão do governo, do dono da construtora que ‘ganhou’ a licitação e ainda sobram umas pontinhas para o deputado e para o cabo eleitoral. 
Nunca na história do Piauí se fez tanto.

Mão dupla

O toma lá, dá cá funcionava a partir de centenas de autorizações que o governador Wellington Dias distribuía entre sorrisos e tapinhas nas costas. De posse a “ordem de serviço”, o prefeito ou presidente da Câmara ia ao órgão “autorizado” a fazer a obra, mas lá encontrava uma condição: a obra sairia, desde que se apoiasse o dono do pedaço.

Haddad vira presidenciável graças a escândalos

Por: Josias de Souza

Em 2005, quando explodiu o mensalão, Lula deslocou Tarso Genro do comando do Ministério da Educação para a presidência do PT. Ao aceitar a missão, Tarso pediu que fosse acomodado no seu lugar Fernando Haddad, então secretário-executivo da pasta da Educação. Dona norma, mãe de Haddad, soube pelo noticiário da promoção do filho. Telefonou-lhe para perguntar por que aceitara ser ministro de um governo em má situação. E Haddad: “Mãe, se a situação fosse boa, nunca me ofereceriam o ministério.” Lula encantou-se com sua gestão.

Decorridos 13 anos, Haddad está na bica de se tornar candidato ao Planalto graças a outro escândalo que marca a ruína petista: o petrolão. Nesta segunda-feira, o filho de dona Norma visitará Lula, em Curitiba. Se tudo correr como planejado, sairá da cela especial, finalmente, com o aval do preso mais ilustre da Lava Jato à sua conversão em cabeça da chapa presidencial do PT. A promoção precisa ocorrer no dia seguinte, 11 de setembro, quando vence o prazo fixado pela Justiça Eleitoral para a substituição de Lula.

Haddad terá, então, 28 dias para tocar uma campanha eleitoral sui generis, na qual o sucesso depende de sua capacidade de se autoanular. Terá de se apresentar como um candidato invisível —de modo que o eleitor consiga enxergar o Lula que há por trás dele. Em tais circunstâncias, o apelido de poste talvez seja inadequado. Haddad participa da eleição mais com um laranja de Lula. Para que a transfusão de votos ocorra na proporção desejada pelo petismo, o eleitorado precisaria acreditar que, votando no candidato em liberdade, estará elegendo o padrinho preso.

A escassez de tempo não é a única adversidade. Haddad herda uma equipe de campanha que não escolheu. Terá de tourear petistas que avaliam que ele não é o melhor Plano B —a começar pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que queria a vaga para ela. Precisará molhar a camisa para evitar que parte dos votos de Lula escorra para Ciro Gomes e Marina Silva. De resto, entrará no jogo depois da facada que praticamente colocou Jair Bolsonaro no segundo turno, obrigando os outros candidatos a se engalfinhar pela vaga restante.

Em visita a Caetés (PE), onde nasceu Lula, Haddad apresentou-se ainda como ”vice”

Na noite desta segunda, Haddad terá uma ideia do tamaho do seu desafio. O Datafolha divulgará uma pesquisa presidencial que captará os efeitos da primeira semana do horário eleitoral, dos primeiros debates, das sabatinas, do veto à candidatura de Lula e do atentado cometido contra Bolsonaro. Pesquisa do Ibope, divulgada na semana passada, colocou Haddad (6%) na quinta colocação, atrás de Bolsonaro (22%), Ciro Gomes (12%), Marina Silva (12%) e Geraldo Alckmin (9%). Nessa pesquisa, o laranja de Lula estava tecnicamente empatado com o candidato tucano.

De acordo com o lema da campanha petista, só a vitória do laranja de Lula será capaz de fazer “o Brasil feliz de novo”. Aposta-se que o apagão do governo de Michel Temer acenderá na cabeça do eleitor a memória dos melhores tempos da gestão de Lula, quando havia empregos, renda, crédito e consumo. Os adversários de Haddad se equipam para levar à vitrine outra realidade. Que a gestão Temer foi ruinosa, ninguém tem duvida. Mas planeja-se levar à vitrine também a ruína de Dilma Rousseff, que produziu desequilíbrio fiscal, recessão e desemprego.

Entre 2013 e 2016, a economia brasileira encolheu 6,8%.Na gestão empregocida de Dilma, o desemprego saltou de 6,4% para 11,2%. Foram ao olho da rua cerca de 12 milhões de trabalhadores. Deflagrada em 2014, a Lava Jato demonstrou que o único empreendimento que prosperava no Brasil era a corrupção. Agora, o PT tenta empurrar o espólio de Dilma para o gavetão do esquecimento. Os adversários cuidarão de instilar no eleitorado o receio de que Haddad, a nova criatura de Lula, vire uma nova Dilma.

Não será a primeira vez que Dilma assombra projetos políticos de Haddad. A gestão impopular da ex-gerentona de Lula conspirou contra a recondução de Haddad à prefeitura de São Paulo, em 2016. Em fevereiro daquele ano, quando se equipava para reivindicar a reeleição, Haddad distanciou-se de Dilma numa entrevista ao blog. Entre outras críticas, apontou “problemas de condução” da política econômica. Reveja um trecho abaixo. A íntegra está disponível aqui. Haddad não foi reeleito. O rival tucano João Doria prevaleceu no primeiro turno. Os rivais do PT talvez forcem Haddad a renovar em 2018 as ressalvas que fazia a Dilma há dois anos.

LULA aprendeu a usar as pessoas, agora tornou-se vitima delas

Por: Francisco Jurity 

 

O que mais querem de mim….
LULA aprendeu a usar as pessoas, agora tornou-se vitima dela

O aprendizado na militância Sindical, e da convivência política, algumas de ideologia confusas, remeteram Lula a um projeto de Poder alicerçado no que existe de mais abominável na história da humanidade , a corrupção material e a corrupção mental ,como Lula não tem embasamento científico do conhecimento crítico, tornou – se um líder com um poder incomensurável em manipular as massas, mas também de ser manipulado pelos privilegiados de mente super dotadas, lamentavelmente a serviço do Mal, inspirados na Ditadura Cubana, foram construindo um modelo mais perverso e criminoso que alguns denominam de esquerdopata, como forma de se perpetuarem no Poder , tendo como líder maior, o Ditador sanguinário Fidel Castro que se perpetuou no Poder, prendendo e matando quem contrariasse seu projeto de Poder , foi assim que o gênio Zé Dirceu tramou a necessidade de anular qualquer liderança que contrariasse o Projeto de Poder de Lula seja através dos métodos mais satânicos ou através da corrupção dos políticos serviçais do dinheiro sujo, foi assim com o Mensalão, foi assim com a distribuição de cargos nas Estatais.

Enquanto Lula embebecido pelo poder aceitava tudo no silêncio da madrugada , tornava – se conivente da maior quadrilha de assalto aos cofres públicos da humanidade, essa organização criminosa acreditava na impunidade protegida pelo manto sujo das siglas partidárias, e pela cumplicidade das maiores entidades civis, alimentadas pelo dinheiro do povo, o próprio povo que alimentados pelos programas sociais, que de forma cretina foram usados politiqueiramente , induzidos a glorificar Lula.

LULA não é inocente, mais um líder sabido que ainda hoje pensa que é o senhor da Razão, mas na verdade não passa de uma marionete nas mãos das aves de rapina da esquerdopata , que tramam a todo custo pra que ele se mantenha de pé, pra continuarem com os privilégios as custas do dinheiro do Povo e da ignorância de alguns.
LULA é um líder que foi forjado no coração do Povo , mas se perdeu quando passou na ser usado como Projeto da ganância deles e dos seus manipuladores.

Pote quebrado é difícil de juntar os cacos. * Pádua Marques.

 

 

Caminhava uma menina com um pote cheio de água na cabeça por um caminho cheio de altos e baixos. Subia aqui e descia mais adiante. Entrava à esquerda e depois à direita. Pulava cerca e abria cancela. Pisava em pedras e em barro. Naquele ziguezague sem fim ela acabou tropeçando e o pote foi ao chão se desfazendo em vários cacos e derramando a água.

Bichinha naquela aflição se largou a pensar no que iria lhe acontecer. Agora era chegar em casa  na ponta do pé e contar pra mãe o ocorrido e esperar a reprimenda ou umas boas lapadas de cinto ou o canto da palmatória. Mas não foi isso, o esperado por ela o que aconteceu. A mãe no meio do trabalho de casa até que esqueceu o ocorrido, horas depois.

Agora vamos deixar a menina de lado e falar dos cacos. Melhor, falar dos cacos em que se transformou a esquerda política no Brasil desde que o PT, chegou ao poder e acabou saindo dele apoiado pelos outros do tipo PSOL, PCO, PDT, PCB, PCdoB e PSTU. Eu não gosto de dar opinião política. Mas dada a gravidade da hora me permito dizer que o momento é de grande preocupação.

Mas é bom que se diga que o PT é ele junto com seus satélites, o partido no Brasil com ideologia clara, explícita, aberta, milícia rural e urbana, seguidores fieis e infiltrados no serviço público no alto e baixo escalão. Nunca escondeu de ninguém suas intenções e ligações com regimes comunistas. E que tudo faz pra se perpetuar no poder porque só quer apenas que se dê um pé.

Essa do Bolsonaro acaba de mostrar a que ponto partidos dominados por esta ideologia comunista podem chegar. Criam indivíduos altamente fanáticos, sem qualquer noção de democracia. Gente recrutada entre a gente ignorante, analfabeta, iludida pela ideia de mudar a realidade buscando uma igualdade que nunca vai existir.

Causa preocupação, desde muito tempo, quando estes partidos declaram e agem de forma aberta e utilizando sua militância na destruição da propriedade privada, estimulam as divergências entre classes, raças, credos religiosos e de forma muito sutil destroem o patrimônio público quando são contrariados.

Esse maluco, mineiro com sobrenome de baiano que esfaqueou Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, ao que parece e as primeiras informações dão conta, é de ser formado em pedagogia e que foi filiado a um desses partidos satélites. Não é tão analfabeto assim de pai e mãe. Conhecia seu partido e a ideologia dele. Levou pra violência na faca sua revolta de não estar mais fazendo parte do poder.

 

Mas é o caso típico de fanático isolado que perdeu o domínio de seus atos. Aquele partido ao qual deu seu serviço, grito de guerra, sono, o pouco dinheiro recebido, sua audácia e valentia, vai agora lhe negar tudo e virar as costas. Está faltando ainda pouco mais de onze anos pra Lula ser solto. Até agora se passaram apenas cinco meses. Mas já suficientes pra que o PT e os partidos satélites se movimentem de forma agressiva, rápida, às escuras, mostrando um perfil sectário perigoso, com o estímulo à violência de toda ordem. Os próximos anos vão nos mostrar onde foram parar os cacos do pote. * Pádua Marques, jornalista e escritor. 

Burocracia contra a inovação

Por:Janguiê Diniz(*)

Que o Brasil é o país da burocracia, isso não é novidade para ninguém. Todo mundo já sofreu com a lentidão e os entraves causados pelo excesso de exigências legais para fazer muitas coisas. Quando olhamos para o setor das startups, a burocracia tem barrado as empresas de se desenvolverem, ou até mesmo de serem criadas. A chamada Lei do Bem, em atividade desde 2007 para incentivar o investimento em startups, apesar de bem intencionada, atrapalha mais do que ajuda.
 
A legislação concede isenção fiscal a empresas privadas que investem em projetos de inovação em parceria com centros  públicos de pesquisa. Acontece que, para obter o benefício, é necessário um esforço hercúleo por parte do empreendedor, o que acaba por desestimular a procura. Resumindo, são três etapas para a aprovação de um projeto dentro da Lei do Bem: aprovação por três instâncias, a começar pela gerência do laboratório público parceiro da iniciativa; validação por um comitê formado por membros dos ministérios da Educação, Ciência e Tecnologia, e Indústria, Comércio Exterior e Serviços; e, finalmente, comprovação à Capes de que o projeto não reduzirá a produção de artigos científicos, principal forma de avaliação de desempenho dos centros públicos de pesquisa.
 
Esse caminho pedregoso em nada ajuda um pequeno empreendedor que precisa de incentivo para desenvolver seu negócio inovador. Para piorar, só podem requerer o incentivo empresas que recolhem impostos pelo sistema de lucro real, normalmente adotado apenas pelas grandes companhias. Ou seja, uma Lei do Bem que, no fim das contas, acaba fazendo mal ao ecossistema de inovação brasileiro. Não é à toa que o Brasil amarga péssimas colocações nos rankings mundiais de inovação.
 
Além das dificuldades econômicas já naturais às startups, um sistema burocrático que dificulta a abertura e o fechamento de empresas também mina as energias dos empreendedores. O setor vem pleiteando, principalmente, a simplificação tributária, o que já amenizaria o impacto da burocracia. Há uma proposta de novo marco regulatório para startups em tramitação no Congresso que prevê algumas mudanças e melhorias, mas ainda sem previsão de aprovação. Resta, então, aos pequenos empreendedores, continuar na luta, remando contra a maré, para fazerem seus negócios prosperarem. Uma pena, pois poderíamos ter grandes negócios de sucesso no país, não fossem todas as forças contrárias impostas pelo poder público.
(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional –janguie@sereducacional.com

Wellington Dias: contumaz perseguidor da livre imprensa piauiense

A matéria abaixo foi publicada pelo blog “Peagabê.com”, do jornalista Ribamar Aragão, que reproduzimos para fortalecer nossa luta contra os poderosos que se acham intocáveis, embora todos saibam que possuem, como diria o Cazuza,  a piscina “cheia de ratos e que suas ideias não correspondem aos fatos”.

“Contumaz perseguidor da livre imprensa piauiense Wellington Dias mira sua artilharia jurídica para amedrontar blogueiros de Parnaíba.

O histórico de perseguição do governador Wellington Dias a profissionais da imprensa, seja jornalista ou blogueiro, é extenso no Piauí. Por não aceitar nenhum tipo de crítica a seu ‘espetacular’ modelo de gestão, que afirma que mais da meta do Estado cresceu mais que a China, apesar de nenhum piauiense acreditar nisso, o petista W.Dias é considerado um sutil perseguidor de jornalistas e veículos de comunicação que não lhe elogiam ou não leem na sua cartilha.

Um dos casos mais emblemáticos disso é com o empresário e jornalista Fábio Sérvio, que é candidato a governador do Piauí. Wellington Dias moveu ação contra Fábio Sérvio por matéria publicada no Jornal Diário do Povo sobre doações da JBS para campanha do PT no Piauí em 2014, baseado em documentos oficiais. 

Enfurecido com a notícia, W. Dias pediu R$ 37 mil e retratação do jornal teresinense. O jornalista Luciano Coelho também foi processado pelo governador petista.
Também, em 2014, W. Dias tentou processar a jornalista Denise Freitas e TV Clube, por noticiarem a apreensão de R$ 180 mil no carro de um dos motoristas do então senador petista.
Quase intocável pela grande imprensa do Piauí, pois o Palácio de Karnak paga contratos publicitários e de mídia para muitos veículos impressos, de TV e do webjornalismo no Estado, o governador Wellington Dias tentou de todas as formas retirar o vídeo da jornalista Joice Hasselmann no Youtube, ao criticar a criação de cargos e a as coordenadorias para agradar políticos e parentes de políticos ligados ao gestor petista. Joice Hasselmann chamou W. Dias de “o governador mais irresponsável da história do Piauí”. 
As investidas de W. Dias contra a imprensa também chegaram ao litoral, mais especificamente ao município de Parnaíba, quando o petista manda processar o blogueiro Bernardo Silva, do blog B. Silva. 
Na verdade, a motivação do processo judicial contra o blogueiro Bernardo Silva é de cunho pessoal de Wellington Dias, já que o blog B. Silva é um dos mais críticos aos desmandos e escândalos do governo do PT. Fábio Sérvio, Bernardo Silva e outros profissionais da imprensa piauiense sofrem perseguição por não serem colaboradores do ‘modus operandi midiático’ do gestor petista. A ação judicial contra Bernardo Silva é um claro recado de W. Dias para os demais blogueiros parnaibanos.  
O petista Wellington Dias só gosta da imprensa que o elogia, bate palmas e publica que seu governo é o melhor do Brasil. Quem não faz isso será perseguido implacavelmente pelo conhecido ‘amigo’ da imprensa do Piauí. 

Quantos jornalistas e blogueiros piauienses já se calaram com medo (perder emprego) da ira e do poderio financeiro e institucional do governador Wellington Dias?

W. Dias usa a velha tática nazista de perseguição aos comunicadores. Muito démodé!

Políticos em geral, pensem em Deus!

Por: Bernardo Silva

Em que lugar os políticos colocam Deus quando estão numa campanha eleitoral como a que está em andamento? Parece que em lugar nenhum, tamanho é o nível de desfaçatez de uns e de despudor de outros. Com as exceções devidas à regra, mentem além do suportável e ainda se acham intocáveis, quando criam leis engessando a imprensa, que fica amordaçada, não podendo mostrar os podres daqueles que deveriam estar na cadeia, vendo o sol nascer quadrado, ao invés de estarem na TV, fazendo caras e bocas, pedindo mais um voto de confiança da população. Salvo raríssimas exceções, vê-se que neste tempo de campanha eleitoral são raros os que pensam em Deus antes de irem às ruas prometer. Alguns se acham,  eles próprios, deuses imaculados.

Candidatos que já foram testados, tiveram oportunidade de fazer; em quem o povo já confiou dando-lhe vários mandatos, estes deveriam estar proibidos de ter nova chance. Sim, porque foram testados e não passaram no teste da competência e do compromisso com as causas coletivas. Por se acharem os próprios deuses, se esqueceram de Deus e de que foi Ele quem lhes possibilitou o mandato para aos outros ajudar, servir, construir, promover melhorias na vida da população necessitada. E ao invés disso meteram os pés pelas mãos, cuidando apenas dos seus interesses pessoais e do grupo que os acompanha, tornando seu, de sua família e de seus amigos, o que deveria ser de toda a coletividade.

Vocês pensam que a mentira os levará aonde? Que a enganação e o discurso demagógico vai fazê-los eternos e que nunca vai ser preciso prestarem conta com o Todo Poderoso, daquilo que foi feito da oportunidade que receberam? E se a morte chegar, de repente, com já chegou para alguns, estarão vocês espiritualmente preparados para olhar de frente os espíritos de luz, sem que a consciência lhes acuse de coisa alguma? Atentai bem! A vida é tão passageira que esta ambição de vocês, esta luta desenfreada, de “vale tudo”, pelo poder, parece imbecil, sem nexo.

E parece que os exemplos que a vida mostra não valem como lição. Os políticos presos, por roubarem demasiadamente, como se trouxessem no sangre o DNA da corrupção, não servem como exemplo. Os políticos, aqueles que também são ladrões contumazes, useiros e vezeiros da dissimulação para conquistarem o voto do povo, acham que nunca vai acontecer com eles, o que aconteceu com a turma presa em Curitiba. Que podem roubar e que sempre vão passar incólumes pelas garras da justiça. Ledo engano. Mais cedo ou mais tarde a vez de cada um desses bandidos chegará. E se a justiça humana falhar, e tem falhado muito nos tempos atuais, a justiça divina virá, implacável, sem apelações na 1ª ou 2ª instâncias.

Nós da imprensa, que somos vítimas da mordaça nestes tempos, apenas engolimos em seco, porque a revolta é grande. Mas vamos continuar, lutando pelo direito de manter nossa capacidade de nos indignar com a podridão disso tudo. A campanha eleitoral há de passar e a vida há de seguir. Os poderosos de agora, que manipulam as leis, amanhã poderão estar sem mandato, sem poder algum ou sem foro privilegiado, amargando apenas o seu ostracismo. E, quem sabe, no xadrez, como está o Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, e tantos outros empresários com cuja riqueza até bem pouco tempo eles achavam que compravam o mundo.

Portanto, políticos em geral, baixem a bola. Mais humildade. E, se couber, um conselho: Pensem em Deus!

Na tragédia do Museu Nacional, o suicídio de um país que não se preserva


É como se fosse a própria imagem do país sendo destruída

Bernardo Mello Franco
O Globo

A destruição do Museu Nacional é uma tragédia para a cultura, a ciência e a história do Brasil. Infelizmente, uma tragédia anunciada. A instituição científica mais antiga do país foi vítima de décadas de descaso. De 2014 para cá, os cortes passaram a afetar até a verba de manutenção. O museu chegou a fechar as portas por falta de pagamento aos funcionários de limpeza e vigilância.

Em junho, a instituição completou 200 anos sem motivo para comemorar. Muitas salas de exposição estavam fechadas. Uma vaquinha virtual pedia doações para reabrir uma delas, que abrigava um enorme fóssil de baleia. A estrutura de madeira estava consumida por cupins.

SEM CONSERVAÇÃO – Apesar do esforço dos servidores da UFRJ, os visitantes podiam notar o péssimo estado de conservação do palácio na Quinta da Boa Vista. O prédio agonizava: reboco caindo, paredes descascadas, fios elétricos expostos. A causa do incêndio ainda não foi divulgada, mas não era preciso ser bombeiro para ver que os riscos estavam lá.

O edifício consumido pelas chamas era tão valioso quanto seu acervo de 20 milhões de peças, que incluía fósseis de dinossauros, múmias egípcias e o crânio mais antigo das Américas. O Palácio de São Cristóvão foi a residência da família real no Brasil. Depois sediou a primeira Assembleia Constituinte da República, que editou a Carta de 1891.

SEM MEMÓRIA – No livro “1808”, que narra a chegada da Corte portuguesa, Laurentino Gomes descreveu o local como “um prédio descuidado e sem memória”. “É como se nesse local a história tivesse sido apagada de propósito”, resumiu. O texto foi publicado há quatro anos. De lá para cá, a situação só piorou.

Segundo funcionários, o último presidente a pisar no museu foi Juscelino Kubitschek, que deixou o poder há 58 anos. Na festa do bicentenário, nenhum ministro apareceu por lá. Agora todos vão dar declarações de pesar e prometer as verbas que sonegaram em nome do ajuste fiscal.

Um país morre um pouco quando destrói a sua própria história. A tragédia deste domingo é uma espécie de suicídio nacional. Um crime contra o nosso passado e contra as gerações futuras.

 

Veto do TSE a Lula higieniza processo eleitoral

Por:Josias de Sousa

Ao enquadrar Lula na Lei da Ficha Limpa, afastando-o do horário eleitoral e da urna, o Tribunal Superior Eleitoral expurgou da campanha de 2018 um elemento tóxico: o escárnio. Ao determinar ao PT que substitua o candidato, a Corte máxima da Justiça Eleitoral promoveu a higienização da disputa pelo cargo de presidente da República. A presença de um ficha-suja no rol de candidatos era uma nódoa que ameaçava a segurança jurídica e política do processo sucessório.

Do ponto de vista jurídico, a decisão rende homenagens ao princípio segundo o qual todos são iguais perante a lei. Sob a ótica moral, assegurou-se o direito do eleitorado a uma eleição eticamente sustentável. Sob o ângulo político, a desobstrução da cabeça da chapa petista favorece Fernando Haddad, o substituto de Lula. Esta será a campanha mais curta da história: 45 dias. E a ficção do candidato-presidiário tornava a corrida ainda mais curta para Haddad.

Em sua mais recente pesquisa, o Datafolha constatou: 31% dos eleitores declararam que certamente votariam num candidato indicado por Lula. Outros 18% informaram que talvez seguissem a orientação de voto do presidiário. Confirmando-se esses dados, ainda que parcialmente, Haddad saltaria de irrisórios 4% para um patamar qualquer acima dos dois dígitos na pesquisa, aproximando-se do segundo turno.

O PT tem agora a chance de testar o poder de transferência de voto do seu grande líder. No papel de carregador de postes, Lula já revelou uma força de estivador. Fez isso duas vezes com Dilma Rousseff em âmbito nacional. Repetiu o feito com o próprio Haddad, na esfera municipal. Entretanto, não conseguiu reeleger Haddad prefeito de São Paulo. Hoje, para complicar, é um cabo eleitoral preso.

No Brasil, imperativos legais e morais nem sempre são observados. Ao registrar Lula como seu candidato, o PT apostou que conseguiria nadar no charco da frouxidão institucional até 17 de setembro, quando não seria mais tecnicamente possível retirar a foto de Lula da urna, mesmo com a impugnação do registro da candidatura-fantasma. Nessa hipótese, o pedaço menos esclarecido do eleitorado votaria no presidiário sem saber que estaria elegendo Haddad.

Se permitisse que um único eleitor fosse submetido ao logro petista, o TSE seria cúmplice do escárnio. Interrompido o escracho, Haddad pode pedir votos de cara limpa, sem a máscara de Lula. E Manuela D’Ávila (PCdoB) já não precisa desempenhar o constrangedor papel de vice do vice. Higienizou-se o processo eleitoral.

Andando em rua que tem calango

Por: Pádua Marques

No meu tempo de infância, quase todo menino tinha uma baladeira no cós do calção. Pra onde se ia ela ia junto. E a gente quando se juntava e saía aos magotes caçando calangos pelos meios de matos era uma aventura e tanto. Era ver de longe um balançando a cabeça em cima de algum muro, monte de barro ou galho de árvore e a pedra comia! Aí vinha na gente aquela satisfação do caçador, a de ter conseguido derrubar a caça, muitas das vezes com pouca mira ou posicionado em lugar ruim.

Conheci excelentes caçadores de calangos. Não vou aqui dar nomes porque é pra algum que ainda esteja vivo acabe me cobrando autoria de façanhas. E a gente sabe que entre essa gente se gosta muito de se pabular. Mas como disse, voltando à caça de calangos os meninos daquele tempo, raros, eram bons de pontaria pra derrubar calangos. Calanguinhos, calangos cinza, pretos e até os mais birrudos e temidos, os carambolos, que segundo diziam, eram de correr atrás da gente.

E a baladeira tinha que ser boa. Feita de sola, talo de goiabeira e câmara de pneu de bicicleta. Eram afamadas as baladeiras que eram de câmara de pneu de caminhão ou de trator. E havia até quem tivesse baladeira feita de câmara de pneu de avião, as mais difíceis. Vendo o bicho, era esticar o braço, fechar o olho esquerdo, mirar, soltar a pedra e ver o calango ciscando com as pernas pra cima estrebuchando. Servia pra nada depois.

Naquele tempo não tinha esse negócio de ecologia, IBAMA, ICMBio. Nada disso. E se não tinha isso e mais aquilo, como é que havera de ter advogado, defensor de calango? E a gente, nós meninos pobres, sem muito acesso aos brinquedos mais caros da época éramos mais livres, feito os calangos. E é desde esse tempo que me interessei em estudar esses bichos.

Eu até sou de opinião de que deveria ser criada uma disciplina nos cursos de graduação para só estudar os calangos. Deveria ter uma ciência, uma faculdade particular pra isso. Acho um dos bichos da natureza mais interessantes. As reações de comportamento do calango são iguais aos de muita gente, pobres da periferia em época de campanha política, por exemplo. Alguém metido a cientista já disse, eu já ouvi e não sei se procede, que calango só tem no Piauí.

Outro dia estive vendo uns candidatos visitando bairros e fazendo zuada numa rua. Vinham uns assessores à frente entregando santinhos. Outros mais atrás e pelo meio carregando umas bandeiras com o nome e a cara do candidato. E no meio daquele monte de gente vinham eles, sempre achando graça pra tudo e pra todos. Abraçaram velhinhas e meninos barrigudos. Apertaram as bochechas de outro mais à frente e enquanto iam entregando os ditos santinhos. Até cochichando com velhos desdentados e fedendo a cigarro.

E aquela gente pobre, desempregados, mocinhas piolhentas, homens de calções encardidos jogando sinuca num boteco, mulheres com fraldas no ombro e meninos de olhos remelentos estavam ali abismados, balançando a cabeça que nem os calangos em cima do muro. Uns pedem um trocado pra ainda ir à feira.

Outros, um real pra um trago de pinga. E mais lá na frente outros mais cheios de vergonha até deixam o candidato entrar em casa pra, lá dentro, darem uma ferrada maior. Outros, satisfeitos e iludidos com as promessas e os afagos vão balançando a cabeça e acreditando em tudo que os caçadores de votos lhes dizem. Eu acho que aquela gente tem alguma coisa com os calangos. Coisa de sangue, de família.

Polícia só pega ‘piabas’ em megaoperação

Por:Zózimo Tavares

O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) deflagrou na manhã ontem a ‘Operação Natureza’, para investigar fraude e corrupção em licenciamento ambiental no Piauí.

A polícia caiu em campo para cumprir dez mandados de busca e apreensão e sete de prisões temporárias expedidos pela justiça. Os mandados foram cumpridos em Teresina, Regeneração, Guadalupe e Brasília. 

São investigados na operação servidores da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) e empresários. O superintendente do Meio Ambiente, Carlos Moura Fé, é um dos presos, juntamente com analistas ambientais da Semar. 

O empresário Tiago Junqueira, dono da Fazenda Chapada Grande, em Regeneração, também foi preso. 

Corrupção

De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Segurança, as investigações da operação começaram em 2015, por meio de uma denúncia anônima feita à Polícia Federal e, posteriormente encaminhada ao Greco, visando a apuração de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa e advocacia administrativa, além de crimes ambientais. 

Segundo a Polícia Civil, o prejuízo chega a mais de R$ 3 milhões e envolve supostamente desvio de verbas públicas, o uso irregular de bens públicos e emissão de licenças ambientais de forma irregular, dentre outros.

Propina

Em entrevista coletiva concedida no final da manhã, os delegados Riedel Batista (geral), Rejane Piauilino (Greco) e Willame Morais (coordenador do Greco) garantiram que presos da operação recebiam propina para expedir licença ambiental no estado.

Na coletiva, os delegados justificaram que não podiam contar detalhes sobre as supostas fraudes e corrupção em licenciamento ambiental, já que a ação ainda está sob sigilo, por determinação da juíza da 4ª Vara Criminal.

A operação contou com o apoio de órgãos fiscalizadores, como o Tribunal de Contas do Estado, o Ministério Público do Piauí e de instituições financeiras.

Surpresa

Há que se esperar, naturalmente, a conclusão das investigações e a versão dos acusados para se fazer juízo do caso. Mas a operação surpreende. O superintendente da Semar, Moura Fé, é um técnico que desfruta de boa reputação profissional. Ele é servidor do Ibama e já serviu a vários governos.

O empresário Tiago Juqueira é um dos poucos que vieram de fora para investir no Piauí e aqui ficaram. Muitos outros deram no pé. Há mais de dez anos, ele implantou no município de Regeneração um megaprojeto de plantação de eucalipto, a Fazenda Chapada Grande.

O projeto, assentado em uma área superior a 20 mil hectares, conta com financiamento do Banco do Nordeste e incentivos fiscais e impulsionou o desenvolvimento do comércio de Regeneração e da região.

Assessoria de Imprensa: Diferenciais significativos em uma entidade de classe

*Vera Lucia Rodrigues

Quando se fala no papel da imprensa em uma entidade de classe há que se pensar na atuação da própria entidade junto aos seus associados, formadores de opinião e governo, incluindo todos os poderes constituídos, que são, em sua maioria, os grandes responsáveis pelas dores e soluções dos setores representados.

Um exemplo no Brasil que envolve praticamente todas as entidades de classe, uma vez que atinge todas as sociedades civis organizadas e empresas instaladas do País, é a questão tributária e a questão dos custos de produção no Brasil. Como que as entidades de classe podem tratar dessa questão junto à opinião pública? Certamente que um esquema bem articulado junto a jornalistas e formadores de opinião pode ajudar muito. Por exemplo, recentemente  saiu uma matéria de capa no jornal Estado de S. Paulo falando de um estudo realizado pela ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos sobre o CUSTO BRASIL.

Como os números levantados foram parar na primeira página desse grande jornal, nas suas páginas de conteúdo, na Globo News, Jovem Pan e inúmeros outros veículos de comunicação, com grande penetração no processo de formação da opinião pública e alcance nas esferas dos poderes constituídos? É uma pergunta que vários gestores de entidades de classe, com números, pleitos e estudos igualmente importantes devem estar se perguntando.

Nesse caso e exatamente nesse sentido que uma assessoria de imprensa bem articulada e experiente com relacionamentos significativos pode ajudar a levar essa e outras questões à opinião pública e dar visibilidade a problemas e questões que normalmente ficam restritas aos gabinetes.

E o que significa aqui capacidade de articulação? Ter contato com os principais veículos de comunicação do País, estabelecendo relacionamentos com os jornalistas que realmente importam dentro da estratégia de cada cliente, oferecendo sempre, de forma personalizada, informações e matérias que possam ocupar espaço editorial e garantir a participação dos problemas da entidade de classe no noticiário.

Aqui devemos ressaltar ainda a necessária formação de porta-vozes para que se desenvolva uma proximidade com a imprensa, tornando-os referência para esses veículos de comunicação.

Existe uma enorme diferença entre assessorar empresas, celebridades e entidades de classe. E não existe fórmula pronta. preciso antes de tudo ter capacidade de entendimento do que o cliente, no caso a entidade de classe necessita. Qual é o problema dela? Representatividade? Expansão associativa? Articulação junto aos poderes constituídos?

E a partir dai sim elaborar um passo a passo, como um alfaiate que desenvolve um terno sob medida, de acordo com a necessidade e conforto do cliente.

Assessoria de imprensa para entidade de classe é uma alfaiataria capaz de elaborar as melhores peças, mas que atendam às necessidades específicas de cada cliente. É sob medida, esse é o grande diferencial capaz de efetivamente gerar resultado e colocar os pleitos das entidades em evidência dentro da melhor abordagem possível.

*Vera Lucia Rodrigues é jornalista, mestre em comunicação social pela Universidade São Paulo e há mais de 37 anos dirige a Vervi Assessoria de Comunicação

Como tomar decisões rápidas

Por:Janguiê Diniz*

Você já perdeu uma oportunidade por que não conseguiu tomar uma decisão a tempo? A maioria de nós já passou por isso. Sempre queremos tempo para analisar as possibilidades, pensar nas consequências, fazer a melhor escolha, mas nem sempre dispomos desse tempo. Principalmente no mundo empresarial, muitas vezes é preciso fazer escolhas em um tempo curto. E como fazer isso de maneira rápida? A resposta para isso é simples e complexa ao mesmo tempo: prática. A prática na tomada de decisões leva você a se aperfeiçoar na técnica e, assim, conseguir escolher mais rapidamente e de maneira mais acertada.
Para tomar decisões de forma rápida e certeira, antes de tudo, você precisa estar em um bom estado físico. Tomar uma decisão cansado, com fome ou com sono não é uma boa ideia, pois sua mente não vai estar em pleno funcionamento. Busque dar atenção às decisões mais importantes sempre nos momentos em que sua cabeça ainda não foi consumida por outros problemas. Assim, a chance de fazer a melhor escolha aumenta.
 
Muita gente pensa que ter menos opções ajuda a tomar uma decisão. De certa forma, isso pode até parecer certo, mas o fato é que, tendo apenas duas opções, por exemplo, você deixa de ter outras possibilidades mais criativas e completas. Entretanto, com três ou quatro alternativas, você tem mais parâmetros para avaliar a situação e mais possibilidades de atuação. Avalie-as de forma prática, separando as que não parecem boas para você. Com o tempo, fica fácil reconhecer padrões nas decisões que você precisa tomar, situações que se repetem, o que abrevia ainda mais o tempo de escolha.
 
Jeff Bezos, Fundador da Amazon, disse certa vez que divide as decisões que precisa tomar em dois grupos: as que podem ser revertidas e as que não podem ser revertidas. Se você pode voltar atrás futuramente em uma decisão, então não há porque gastar tanto tempo pesando prós e contras. Apenas decida e, se necessário, desfaça a escolha. Agora, se você não poderá voltar atrás, é melhor, de fato, dedicar um pouco mais de tempo na avaliação do problema. O problema, ainda segundo Bezos, é que muitas empresas confundem esses dois tipos de decisões, considerando todas como irreversíveis. Isso resulta em lentidão no processo decisório. O contrário, considerar todas as decisões reversíveis, também é nocivo. Portanto, saiba identificar bem o tipo de decisão que precisa tomar.
 
Caro leitor, tenha uma coisa em mente: tomadas de decisões fazem parte da nossa vida pessoal e profissional. São inevitáveis. O que podemos fazer é nos acostumarmos a elas e nos aperfeiçoarmos no processo. Isso só vem com a prática. Quanto mais praticar as decisões rápidas, mais naturalmente isso vai acontecer. Ocasionalmente, você fará escolhas erradas, mas terá que conviver com elas. Ninguém é perfeito. Por isso, não deixe de tomar decisões por medo de errar. Saiba que a indecisão é que mata, não a decisão errada. Portanto, evite ficar nessa de “não sei qual a melhor opção, preciso pensar”. Aja com calma, mesmo nas situações mais imediatistas. Confie no seu talento e no seu instinto.
*Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educaciona

Marcello Silva lança seu novo livro as margens do Porto do Mosquito.

 

 

O dia 25 de agosto parecia um sábado normal na rotina da nossa cidade, porém não foi. Mar. Vento. Poesia. Foi a combinação perfeita para o lançamento do livro Homo Cactus, do chavalense Marcello Silva.

No final da tarde, junto ao por do sol, na barraca Gamboas, no Porto do Mosquito, universitários, adolescentes, crianças, idosos e moradores das cidades circunvizinhas se reuniram para um bate-papo literário sobre as tramas que Marcello desenvolveu em seu livro de contos.

O bate-papo foi mediado pelo escritor parnaibano Pádua Marques, membro da Academia Parnaibana de Letras. Também marcaram presença os escritores Alexandre César, Carvalho Filho e Antonio José Sales.

Durante o bate-papo, o autor nos contou sobre seu processo criativo e a escolha do título da obra. Segundo Marcello, Homo Cactus representa a força, a resistência do povo nordestino, que mesmo diante de toda dificuldade, consegue criar poesia. Cada conto presente no livro, traz a vivencia do autor quando criança, são estórias ouvidas no alpendre de casa, muitas delas narradas pelos avós.

Rasga mortalha, imburana, benzedeira, lobisomem, pau-d’arco, curral, casa de taipa. Cada palavra nos leva ao imaginário popular cearense; cada palavra nos leva para dentro do sertão cantado por Luiz Gonzaga e versado por Patativa; cada palavra reafirma a força cultural do sertanejo, que R.E.S.I.S.T.E  como um Homo cactus. Fonte: Neycikele Sotero.

 

 

 

Uma eleição sem Lava-Jato

Como seria o Brasil de hoje se a Odebrecht e a OAS continuassem dando as cartas?

Ascânio Seleme – O Globo

Se o bombardeio contra a Lava- Jato feito pelo PT e por outros partidos tivesse conseguido destruir a operação, a história desta eleição seria bastante diferente. Apesar da felicidade geral da nação petista, que teria seu Lula livre, o país seria outro. Ou talvez o mesmo de anos atrás. Vamos ver como estaríamos nesse momento caso Moro, Bretas, Dallagnol e suas equipes tivessem sido efetivamente impedidos de prosseguir investigando casos de corrupção e punindo corruptos.

Lula — Estaria em plena campanha eleitoral. Como não poderia viver o papel de vítima, muito provavelmente não teria 37% das intenções de voto. Passaria toda a campanha explicando a corrupção endêmica de seu partido, o desastre do governo de Dilma e as acusações contra ele que não foram adiante com o sepultamento da Lava-Jato. Odebrecht e OAS estariam financiando a campanha pelo caixa 2. Nas folgas da maratona eleitoral, relaxaria no seu tríplex no Guarujá ou no seu sítio de Atibaia.

Dilma — Sem Lava-Jato, o Congresso não teria reunido força política para afastá-la do cargo. Estaria pilotando uma economia agonizante. Seu índice de aprovação seria baixo, mas melhor do que Temer experimenta hoje, porque tem gente que não quer mesmo enxergar. Seguiria no Planalto até se aposentar em 31 de dezembro.

Temer — Teria se desincompatibilizado da vice-presidência para concorrer a uma vaga na Câmara. Como as acusações contra ele não seriam investigadas, muito possivelmente seria eleito na margem de erro.

Antonio Palocci — Esse já estava bastante sujo por falcatruas anteriores à Lava-Jato, mas mesmo assim seria candidato a uma vaga na Câmara. Não seria chamado para ajudar no plano de governo de Lula, muito liberal para este novo PT.

José Dirceu — Cumprida sua pena pelos crimes do mensalão, voltaria a encarnar o papel de guerreiro do povo brasileiro. E muita gente acabaria caindo nessa. Seria, claro, candidato a deputado federal. Não arriscaria uma eleição majoritária.

Eduardo Cunha — Solto, com dezenas de contas milionárias no Brasil e no exterior, continuaria achacando empresas e empresários. Seria o deputado federal mais votado do Rio e financiaria uma bancada gorda com mais de 100 parlamentares em diversos estados. Voltaria a presidir a Câmara.

Sérgio Cabral — Seria o candidato a vice de Lula. Agregaria o perfil do governador pop do Rio, o tempo de TV e o fundo partidário do MDB à campanha petista. Nas folgas de campanha descansaria com a serelepe Adriana Anselmo na sua casa de Mangaratiba cercado de quadros de Romero Brito e garrafas de vinho de US$ 2 mil a unidade.

Aécio Neves — Como Temer não teria sido presidente, a série de eventos provocados pelas gravações de Joesley não ocorreria. Aécio não teria sido flagrado chafurdando nos cofres dos Batistas e seria, portanto, o candidato do PSDB a presidente. O “bom moço” de Minas chegaria embalado pelo enorme recall de 2014 com chances de ir para o segundo turno.

Gleisi Hoffmann — Seria coadjuvante no cenário nacional. Mas certamente se candidataria mais uma vez ao governo do Paraná.

Lindbergh Farias — Não se conheceria o seu lado aloprado e não teria a visibilidade que ganhou com o impeachment de Dilma e a prisão de Lula. Por isso, suas chances de sucesso na reeleição seriam menores.

Marcelo Odebrecht — Estaria hoje um pouco mais pesado, já que não teria passado dois anos na cadeia sem nada para fazer a não ser ginástica. Teria mantido o Departamento de Operações Estruturadas de sua empresa e continuaria jorrando dinheiro desviado do público para campanhas privadas. Todos os outros empreiteiros estariam muito bem, obrigado.

Léo Pinheiro — Já teria sido chamado para fazer algumas reformas e ajustes no tríplex dos Lula da Silva no Guarujá.

Petrobras — Não teria recuperado os R$ 2,5 bilhões com a Lava-Jato. A sangria continuaria em curso.

Pedro Barusco — Não seria conhecida a medida monetária em que um Barusco equivale a 100 milhões de reais.

Alberto Youssef — Com o dólar a R$ 4, estaria nadando de braçada.

Tesoureiros — Todos os do PT estariam bem e felizes. Nenhum teria sido preso.

Marqueteiros — João Santana e Mônica Moura estariam cuidando da campanha de Lula. Duda Mendonça continuaria no mercado.

Advogados — Alguns dos maiores do Brasil teriam dezenas de milhões de reais a menos em suas contas. E Zanin… que Zanin? Ninguém conheceria Cristiano Zanin.

Governo atrasa repasses para 94 hospitais

A crise nos hospitais de Campo Maior e de Castelo do Piauí ocupou o noticiário da semana passada. A situação foi exposta a partir de áudios de seus diretores que vazaram através das redes sociais, nas quais relataram a falta de insumos para o funcionamento dos hospitais.

O secretário de Saúde, Florentino Neto, também se pronunciou, negando a crise. Ele garantiu até que o Hospital de Campo Maior, por exemplo, tem R$ 500 mil sobrando em caixa e créditos a receber.

O Hospital de Batalha é um dos 94 que não recebem repasses da Saúde 

O vazamento dos áudios resultou na exoneração dos diretores dos dois hospitais e repercutiu amplamente também nos meios políticos.

Estado deve a hospitais

A penúria dos hospitais, negada pelo secretário de Saúde, não se resume, porém, a esses dois. A situação da saúde no interior é dramática.

Conforme o Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde, estão atrasados os repasses para os 94 Hospitais de Pequeno Porte (HPP). Esse atraso já chega a 10 meses.

São quatro meses do Governo Zé Filho e os demais do Governo Wellington Dias.

O Cosems informou que houve gestões junto à Secretaria de Saúde, intermediadas pela APPM e pelo próprio Conselho, para acertar os pagamentos, mas os vários acordos firmados ao longo do tempo não foram cumpridos.

Mais atraso

O Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde informou ainda que estão atrasados também os repasses dos recursos do cofinanciamento do Sus. Esse atraso chega a 12 meses de atraso.

O Governo do Estado deve repassar esses recursos para os municípios com o objetivo de fortalecer a atenção básica no interior. Aí estão incluídas as ações do Programa de Saúde da Família (PSF).

O município com 10 mil habitantes deve receber R$ 9 mil por mês. O que tem 20 mil habitantes tem direito a um repasse mensal de R$ 19 mil para o confinanciamento da atenção básica.O repasse desses recursos está atrasado para os 224 municípios do Piauí.

O Cosems não soube informar o valor da dívida. Só o município de Teresina tem R$ 15 milhões a receber.

Justiça

Agora, os prefeitos começam a buscar a via judicial para resolver o problema, ou seja, para receber os pagamentos em atraso.

Eles alegam que não têm condição de continuar bancando as despesas com a saúde sem a contrapartida obrigatória do governo.

Por: Zózimo Tavares

As mentiras sobre o azeite de coco e a campanha política no Brasil. * Pádua Marques.

 

 

Andava eu escacaviando ontem na internet e me veio notícia de que uma epidemiologista alemã de nome Karin Michel, presidente de um tal  de Instituto para a Prevenção e Epidemiologia de Tumores, na Universidade de Freiburg e pesquisadora da Universidade de Harvard que andou descobrindo coisas horríveis sobre o nosso tão querido e gostoso óleo de coco. Disse poucas e boas.

Disse pra uma pá de gente pelo mundo que o óleo de coco é mais perigoso que a banha porque contém quase que exclusivamente ácidos graxos saturados que aumentam os níveis de colesterol, o bom e o ruim, o que pode entupir as artérias. Portanto, na opinião dela, o óleo de coco é um veneno. Quem sou eu que não sou médico nem nada pra discutir com tão alta autoridade?

Óleo de coco. Sim, aquele mesmo que até outro dia era usado e abusado na nossa cozinha, agora passou a ser espinho de garganta! Qual é o filho de Deus aqui no Nordeste que não conhece? Qual é o cristão aqui em cima da terra que já morreu porque havera de ter comido um capitão de feijão temperado com azeite de coco, uma manjubinha frita, um mandi, um feijão verde, me diga? Conversa mais besta essa, dizer agora que azeite de coco causa alguma doença!

Desde que me entendo por gente, e quando e quando ainda não tinha por aqui esse tal de óleo de soja, que no interior, aqui do Bom Princípio, Cocal, Buriti dos Lopes, Marruás, Brejinho, que se tempera comida com azeite de coco ou banha de porco. E vem um e diz uma coisa e vem outro e desmente ou acrescenta mais! E em quem se pode acreditar numa hora dessas, meu Deus do Céu! Aonde é que inventaram mais essa, botando culpa no azeite de coco?

Azeite de coco que servia até pra passar no cabelo das meninas. A gente via no final de tarde nas portas das casas, as mães sentadas com as filhas menores entre as pernas, catando piolho. E aquele pente fino ia tirando os piolhos e as lêndeas que iam caindo aos montes num pano encardido. Horas e mais horas naquela arrumação besta na porta de casa. Uma coisa sem fim. Se pegava piolho que nem nuvem. Depois vinha o banho de azeite de coco. Shampoo era coisa de astronauta!

Aquelas meninas com olhinhos de bribas, reclamando às vezes de algum puxão mais duro. Era ocasião pra duas, três mulheres ficarem na porta de casa falando da vida alheia ou delas próprias. Se pabulando disso ou daquilo. Estava ali mais uma serventia do azeite de coco. E a mãe ali, matando piolho com aquela sensação de pegador de jacaré, com aquela faca no cós da calça, pronto pra rasgar a goela do bicho.

Tudo assim sem pestanejar e sem muita conversa. Depois o jacaré ia ferver na panela ou frito com azeite de coco. Agora mais essa de dizer que faz mal. Faz mal e muito é neste tempo de pouca confiança os políticos andarem na rua prometendo isso e aquilo. Dizendo que vão fazer porto, ponte, dar luz e água de graça, escola, aumento de salário pra professor e hospital de primeiro mundo. Isso é que faz mal. Queria ver era essa pesquisadora subir no coqueiro e ir derrubando coco pra tirar azeite.  *Pádua Marques, jornalista e escritor.