Marcello Silva lança seu novo livro as margens do Porto do Mosquito.

 

 

O dia 25 de agosto parecia um sábado normal na rotina da nossa cidade, porém não foi. Mar. Vento. Poesia. Foi a combinação perfeita para o lançamento do livro Homo Cactus, do chavalense Marcello Silva.

No final da tarde, junto ao por do sol, na barraca Gamboas, no Porto do Mosquito, universitários, adolescentes, crianças, idosos e moradores das cidades circunvizinhas se reuniram para um bate-papo literário sobre as tramas que Marcello desenvolveu em seu livro de contos.

O bate-papo foi mediado pelo escritor parnaibano Pádua Marques, membro da Academia Parnaibana de Letras. Também marcaram presença os escritores Alexandre César, Carvalho Filho e Antonio José Sales.

Durante o bate-papo, o autor nos contou sobre seu processo criativo e a escolha do título da obra. Segundo Marcello, Homo Cactus representa a força, a resistência do povo nordestino, que mesmo diante de toda dificuldade, consegue criar poesia. Cada conto presente no livro, traz a vivencia do autor quando criança, são estórias ouvidas no alpendre de casa, muitas delas narradas pelos avós.

Rasga mortalha, imburana, benzedeira, lobisomem, pau-d’arco, curral, casa de taipa. Cada palavra nos leva ao imaginário popular cearense; cada palavra nos leva para dentro do sertão cantado por Luiz Gonzaga e versado por Patativa; cada palavra reafirma a força cultural do sertanejo, que R.E.S.I.S.T.E  como um Homo cactus. Fonte: Neycikele Sotero.

 

 

 

Uma eleição sem Lava-Jato

Como seria o Brasil de hoje se a Odebrecht e a OAS continuassem dando as cartas?

Ascânio Seleme – O Globo

Se o bombardeio contra a Lava- Jato feito pelo PT e por outros partidos tivesse conseguido destruir a operação, a história desta eleição seria bastante diferente. Apesar da felicidade geral da nação petista, que teria seu Lula livre, o país seria outro. Ou talvez o mesmo de anos atrás. Vamos ver como estaríamos nesse momento caso Moro, Bretas, Dallagnol e suas equipes tivessem sido efetivamente impedidos de prosseguir investigando casos de corrupção e punindo corruptos.

Lula — Estaria em plena campanha eleitoral. Como não poderia viver o papel de vítima, muito provavelmente não teria 37% das intenções de voto. Passaria toda a campanha explicando a corrupção endêmica de seu partido, o desastre do governo de Dilma e as acusações contra ele que não foram adiante com o sepultamento da Lava-Jato. Odebrecht e OAS estariam financiando a campanha pelo caixa 2. Nas folgas da maratona eleitoral, relaxaria no seu tríplex no Guarujá ou no seu sítio de Atibaia.

Dilma — Sem Lava-Jato, o Congresso não teria reunido força política para afastá-la do cargo. Estaria pilotando uma economia agonizante. Seu índice de aprovação seria baixo, mas melhor do que Temer experimenta hoje, porque tem gente que não quer mesmo enxergar. Seguiria no Planalto até se aposentar em 31 de dezembro.

Temer — Teria se desincompatibilizado da vice-presidência para concorrer a uma vaga na Câmara. Como as acusações contra ele não seriam investigadas, muito possivelmente seria eleito na margem de erro.

Antonio Palocci — Esse já estava bastante sujo por falcatruas anteriores à Lava-Jato, mas mesmo assim seria candidato a uma vaga na Câmara. Não seria chamado para ajudar no plano de governo de Lula, muito liberal para este novo PT.

José Dirceu — Cumprida sua pena pelos crimes do mensalão, voltaria a encarnar o papel de guerreiro do povo brasileiro. E muita gente acabaria caindo nessa. Seria, claro, candidato a deputado federal. Não arriscaria uma eleição majoritária.

Eduardo Cunha — Solto, com dezenas de contas milionárias no Brasil e no exterior, continuaria achacando empresas e empresários. Seria o deputado federal mais votado do Rio e financiaria uma bancada gorda com mais de 100 parlamentares em diversos estados. Voltaria a presidir a Câmara.

Sérgio Cabral — Seria o candidato a vice de Lula. Agregaria o perfil do governador pop do Rio, o tempo de TV e o fundo partidário do MDB à campanha petista. Nas folgas de campanha descansaria com a serelepe Adriana Anselmo na sua casa de Mangaratiba cercado de quadros de Romero Brito e garrafas de vinho de US$ 2 mil a unidade.

Aécio Neves — Como Temer não teria sido presidente, a série de eventos provocados pelas gravações de Joesley não ocorreria. Aécio não teria sido flagrado chafurdando nos cofres dos Batistas e seria, portanto, o candidato do PSDB a presidente. O “bom moço” de Minas chegaria embalado pelo enorme recall de 2014 com chances de ir para o segundo turno.

Gleisi Hoffmann — Seria coadjuvante no cenário nacional. Mas certamente se candidataria mais uma vez ao governo do Paraná.

Lindbergh Farias — Não se conheceria o seu lado aloprado e não teria a visibilidade que ganhou com o impeachment de Dilma e a prisão de Lula. Por isso, suas chances de sucesso na reeleição seriam menores.

Marcelo Odebrecht — Estaria hoje um pouco mais pesado, já que não teria passado dois anos na cadeia sem nada para fazer a não ser ginástica. Teria mantido o Departamento de Operações Estruturadas de sua empresa e continuaria jorrando dinheiro desviado do público para campanhas privadas. Todos os outros empreiteiros estariam muito bem, obrigado.

Léo Pinheiro — Já teria sido chamado para fazer algumas reformas e ajustes no tríplex dos Lula da Silva no Guarujá.

Petrobras — Não teria recuperado os R$ 2,5 bilhões com a Lava-Jato. A sangria continuaria em curso.

Pedro Barusco — Não seria conhecida a medida monetária em que um Barusco equivale a 100 milhões de reais.

Alberto Youssef — Com o dólar a R$ 4, estaria nadando de braçada.

Tesoureiros — Todos os do PT estariam bem e felizes. Nenhum teria sido preso.

Marqueteiros — João Santana e Mônica Moura estariam cuidando da campanha de Lula. Duda Mendonça continuaria no mercado.

Advogados — Alguns dos maiores do Brasil teriam dezenas de milhões de reais a menos em suas contas. E Zanin… que Zanin? Ninguém conheceria Cristiano Zanin.

Governo atrasa repasses para 94 hospitais

A crise nos hospitais de Campo Maior e de Castelo do Piauí ocupou o noticiário da semana passada. A situação foi exposta a partir de áudios de seus diretores que vazaram através das redes sociais, nas quais relataram a falta de insumos para o funcionamento dos hospitais.

O secretário de Saúde, Florentino Neto, também se pronunciou, negando a crise. Ele garantiu até que o Hospital de Campo Maior, por exemplo, tem R$ 500 mil sobrando em caixa e créditos a receber.

O Hospital de Batalha é um dos 94 que não recebem repasses da Saúde 

O vazamento dos áudios resultou na exoneração dos diretores dos dois hospitais e repercutiu amplamente também nos meios políticos.

Estado deve a hospitais

A penúria dos hospitais, negada pelo secretário de Saúde, não se resume, porém, a esses dois. A situação da saúde no interior é dramática.

Conforme o Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde, estão atrasados os repasses para os 94 Hospitais de Pequeno Porte (HPP). Esse atraso já chega a 10 meses.

São quatro meses do Governo Zé Filho e os demais do Governo Wellington Dias.

O Cosems informou que houve gestões junto à Secretaria de Saúde, intermediadas pela APPM e pelo próprio Conselho, para acertar os pagamentos, mas os vários acordos firmados ao longo do tempo não foram cumpridos.

Mais atraso

O Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde informou ainda que estão atrasados também os repasses dos recursos do cofinanciamento do Sus. Esse atraso chega a 12 meses de atraso.

O Governo do Estado deve repassar esses recursos para os municípios com o objetivo de fortalecer a atenção básica no interior. Aí estão incluídas as ações do Programa de Saúde da Família (PSF).

O município com 10 mil habitantes deve receber R$ 9 mil por mês. O que tem 20 mil habitantes tem direito a um repasse mensal de R$ 19 mil para o confinanciamento da atenção básica.O repasse desses recursos está atrasado para os 224 municípios do Piauí.

O Cosems não soube informar o valor da dívida. Só o município de Teresina tem R$ 15 milhões a receber.

Justiça

Agora, os prefeitos começam a buscar a via judicial para resolver o problema, ou seja, para receber os pagamentos em atraso.

Eles alegam que não têm condição de continuar bancando as despesas com a saúde sem a contrapartida obrigatória do governo.

Por: Zózimo Tavares

As mentiras sobre o azeite de coco e a campanha política no Brasil. * Pádua Marques.

 

 

Andava eu escacaviando ontem na internet e me veio notícia de que uma epidemiologista alemã de nome Karin Michel, presidente de um tal  de Instituto para a Prevenção e Epidemiologia de Tumores, na Universidade de Freiburg e pesquisadora da Universidade de Harvard que andou descobrindo coisas horríveis sobre o nosso tão querido e gostoso óleo de coco. Disse poucas e boas.

Disse pra uma pá de gente pelo mundo que o óleo de coco é mais perigoso que a banha porque contém quase que exclusivamente ácidos graxos saturados que aumentam os níveis de colesterol, o bom e o ruim, o que pode entupir as artérias. Portanto, na opinião dela, o óleo de coco é um veneno. Quem sou eu que não sou médico nem nada pra discutir com tão alta autoridade?

Óleo de coco. Sim, aquele mesmo que até outro dia era usado e abusado na nossa cozinha, agora passou a ser espinho de garganta! Qual é o filho de Deus aqui no Nordeste que não conhece? Qual é o cristão aqui em cima da terra que já morreu porque havera de ter comido um capitão de feijão temperado com azeite de coco, uma manjubinha frita, um mandi, um feijão verde, me diga? Conversa mais besta essa, dizer agora que azeite de coco causa alguma doença!

Desde que me entendo por gente, e quando e quando ainda não tinha por aqui esse tal de óleo de soja, que no interior, aqui do Bom Princípio, Cocal, Buriti dos Lopes, Marruás, Brejinho, que se tempera comida com azeite de coco ou banha de porco. E vem um e diz uma coisa e vem outro e desmente ou acrescenta mais! E em quem se pode acreditar numa hora dessas, meu Deus do Céu! Aonde é que inventaram mais essa, botando culpa no azeite de coco?

Azeite de coco que servia até pra passar no cabelo das meninas. A gente via no final de tarde nas portas das casas, as mães sentadas com as filhas menores entre as pernas, catando piolho. E aquele pente fino ia tirando os piolhos e as lêndeas que iam caindo aos montes num pano encardido. Horas e mais horas naquela arrumação besta na porta de casa. Uma coisa sem fim. Se pegava piolho que nem nuvem. Depois vinha o banho de azeite de coco. Shampoo era coisa de astronauta!

Aquelas meninas com olhinhos de bribas, reclamando às vezes de algum puxão mais duro. Era ocasião pra duas, três mulheres ficarem na porta de casa falando da vida alheia ou delas próprias. Se pabulando disso ou daquilo. Estava ali mais uma serventia do azeite de coco. E a mãe ali, matando piolho com aquela sensação de pegador de jacaré, com aquela faca no cós da calça, pronto pra rasgar a goela do bicho.

Tudo assim sem pestanejar e sem muita conversa. Depois o jacaré ia ferver na panela ou frito com azeite de coco. Agora mais essa de dizer que faz mal. Faz mal e muito é neste tempo de pouca confiança os políticos andarem na rua prometendo isso e aquilo. Dizendo que vão fazer porto, ponte, dar luz e água de graça, escola, aumento de salário pra professor e hospital de primeiro mundo. Isso é que faz mal. Queria ver era essa pesquisadora subir no coqueiro e ir derrubando coco pra tirar azeite.  *Pádua Marques, jornalista e escritor.

Caos na saúde do Piauí

Por:Arimateia Azevedo

Quem ouve os candidatos ao governo do Piauí – e também outros para o Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa – fica sabendo que entre as suas propostas, eles elencam vários projetos para o setor da saúde. Parece que esse setor virou o epicentro de todas as denúncias fazendo crer que a crise dos hospitais regionais do estado pode ter chegado a um ponto tal que as denúncias se multiplicam através das redes sociais.

Se ouve, por exemplo, um áudio onde se imagina que seja a diretora falando do caos no hospital regional de Campo Maior. E, assim, servidores de hospitais de outros municípios já não conseguem mais se calar diante de tantas dificuldades.  Diz-se, que no Hospital Regional de Campo Maior, os médicos vão deixar de atender e que serão fechados 30 leitos, pois na unidade falta de tudo, sem medicamentos, sem alimentação e sem salários. Seguramente, os doentes de maior urgência e casos de maior complexidade serão todos transferidos para outras cidades, preferencialmente Teresina.

Pelo exemplo de Campo Maior dá para se ter uma ideia do que acontece nos outros hospitais, nos mais distantes interiores do Piauí, a começar pelo atraso de salários – em alguns, há mais de quatro meses, como se denuncia no caso do hospital regional de Picos. Em um período em que as doenças endêmicas recomeçam e se tornam mais necessárias ações preventivas e ações de restabelecimento da saúde das pessoas, torna-se impossível buscar alternativas imediatas que não seja a pronta intervenção do governo no setor, já que os médicos não querem mais atender nos hospitais pela absoluta carência de meios para fazê-lo, e, com isso, a população é quem termina sendo prejudicada, numa demonstração evidente do caos completo no setor.

Eleições 2018: É preciso um olhar isento sobre Parnaíba

POR:BERNARDO SILVA

Parnaíba precisa ser olhada de uma forma livre, sem nenhum resquício de partidarismo, porque ela é maior que todo e qualquer sentimento limitado. Nós que hoje habitamos a cidade vamos passar, todos. E ela ficará, para nossos filhos, netos, filhos e netos de nossos familiares e amigos. E neste contexto cabe uma reflexão: o que estamos fazendo para tornar nossa cidade mais agradável, mais gostosa de se viver?!!!

Olhando as discussões políticas nas redes sociais o que se vê é um amontado de bobagens, idiossincrasias, diarreia verbal. Uns achando que o prefeito é ridículo, faz uma administração medíocre e que todos os que fazem hoje a administração municipal são suspeitos. Suposições que se baseiam em quê? Mão Santa é o prefeito, quer queiram ou não. Eleito democraticamente pela vontade popular, a mesma a que vai se submeter quando terminar o mandato, caso queira a reeleição. E ninguém votou nele enganado. Todos o conheciam de velhas eleições. Ele sempre foi do jeito que é.

Não vamos tentar santificar ou demonizar quem está ou quem esteve no poder. A discussão é mais ampla, mais abrangente. Qual o saldo positivo, concreto, dos que passaram e o que se pode vislumbrar dos que aí estão?

Sobre Mão Santa, que se espere até 2020 para retirá-lo ou não do poder. Que as críticas aconteçam, para aperfeiçoar a administração. Isso é válido. Mas invalidemos o deboche, a tentativa de ridicularizar a autoridade legitimamente constituída.

Se tão insignificante fosse Mão Santa, como a oposição tenta pintar, por que tantos pré-candidatos ao governo do Estado teriam vindo buscam seu aconselhamento? Todos estariam fora da caixinha, como acham que o prefeito de Parnaíba está?! E em que somam os deboches, as mentiras, os factoides… enquanto isso o inimigo da cidade ronda, em busca de mais 4 anos de poder.

Estamos numa campanha eleitoral, com candidatos velhos, de métodos carcomidos, que sufocam o progresso e envergonham a população, com suas práticas indecentes. O que vamos fazer para nos livrar disso? Sabe-se que o mal vence na ausência do bem. E onde está o bem? Onde estão os bons, que podem nos tirar do lamaçal a que nos relegou este governador Wellington Dias?!

Desde que me entendo por gente nesta cidade ouço falar de uma tal “união pela Parnaíba”, que nunca vem.Por exemplo: quem protestou na Assembleia Legislativa contra o deboche do governador Wellington Dias contra as coisas de Parnaíba? Quem em Brasília se lembra da cidade na hora das emendas parlamentares, nas quais se sustentam alguns investimentos que ocorrem nos municípios do Estado? Sim, porque o Fundo de participação só dá – e mal – para a folha de pagamento e o Piauí não tem indústrias, não tem grandes empreendimentos por omissão do atual governante que, ao invés de pedir pelo menos a conclusão das obras dos Tabuleiros , e/ou outra obra estruturante, se preocupou em puxar o saco de Lula e Dilma, quando no poder, e agora de Lula, quando atrás das grades. É esta a visão do primeiro mandatário do estado: ser subserviente para receber de Lula a alcunha de “índio mais sabido do Brasil”.

O que de prático existe em Parnaíba, do governo do Estado, funcionando a contento? E por que votar em um governante que deu as costas para a educação e agora tem seu governo envolvido em escândalo, sob suspeita de roubalheira na Secretaria, que era comandada pela 1ª dama do Estado? Reflita-se sobre isso, porque o assunto é muito sério. voltaremos ao assunto

 

Polícia na política

Por:Zózimo Tavares

Capitão, sargento, soldado, coronel, tenente, delegado… Pelo menos 746 postulantes às eleições deste ano carregarão consigo, para as urnas, as instituições às quais estão ou foram vinculados.

Mais de um quarto deles (199) vai concorrer pelo PSL, do deputado e presidenciável Jair Bolsonaro.

Levantamento do site Congresso em Foco mostra que pelo menos 19 patentes e cargos relacionados a forças policiais, militares e armadas serão utilizados por candidatos nas eleições de outubro.

O levantamento aponta que a maioria desses candidatos com patente no nome vai concorrer a vagas nos legislativos estaduais e federal em 23 estados e no Distrito Federal.

Bolsonaro puxa candidatos

O número de candidatos pelo PSL disparou com a candidatura do capitão Bolsonaro.

Nem todos, porém, levam a patente ou a instituição à qual pertencem no nome, como o próprio Bolsonaro, um capitão da reserva do Exército.

O TSE indica em seu site que 889 pessoas declararam à  Justiça Eeitoral serem membros das instituições militares (bombeiros, policiais e militares reformados) neste ano. Entre eles, o próprio presidenciável.

O número é quase idêntico ao de 2014, quando 888 pessoas se autodeclararam militares. O que muda é o maior uso da patente na propaganda dos candidatos.

Representação

Ao todo, são 430 postulantes a deputado estadual, 19 a distrital e 262 a federal.

Na lista aparecem, ainda, oito candidatos a governador, oito a vice, um a presidente, o Cabo Daciôlo (Patriota), e um a vice-presidente, o General Mourão (PRTB), que faz chapa com Bolsonaro.

Para esses candidatos, a população tem buscado nas forças policiais referências para levar para a política.

Não existe qualquer dado mostrando que a representação política tenha melhorado com a maior participação de policiais na política.

Além de não apresentarem propostas inovadoras e consequentes para os graves problemas do país, em geral eles têm feito mais do mesmo que muitos dos políticos profissionais fazem: demagogia, fisiologismo e carreirismo.

O Lucro da Petrobras e a greve dos caminhoneiros

Reinaldo Moura*

Lucro não é pecado. Pecado é o lucro a qualquer preço. Uma empresa estatal, por exemplo,que não reduzir o preço de seu principal produto, a ponto de provocar uma paralização geral em nosso País, como a recente greve dos caminhoneiros, é fruto de  uma insensibilidade de uma péssima gestão pública.

Sabemos que a gestão corporativa tem o foco no negócio e visa lucro, mas o governo tem, ou melhor, deveria ter uma visão mais holística para tomar decisões mais inteligentes. É sempre bom deixar claro que a gestão privada é diferente da gestão pública, e muitos setores por natureza são deficitários. Inúmeras ferrovias no mundo têm custos maiores do que suas receitas, porque precisam promover o desenvolvimento regional.

Ainda não conhecemos o prejuízo total desta paralização e seu impacto real na queda do PIB, mas com certeza foi maior que o lucro declarado de R$ 10 bilhões no primeiro semestre.

Em síntese, enquanto não se privatiza a Petrobras e o mercado não é aberto à livre concorrência, não deveríamos  arcar com as penalidades de uma péssima gestão? Não podemos mais deixar o Brasil inteiro refém de uma empresa e seus interesses particulares. E vale destacar que há sempre muitas especulações sobre a gestão da petrolífera. Haviam acusações de analistas, como a do falecido jornalista Paulo Francis, de que a empresa teria sido usada historicamente como uma espécie de usurpadora de boa parte dos ganhos do povo brasileiro para manter privilégios de alguns poucos beneficiados.

Segundo aquele comentarista, haveria superfaturamentos em profusão em muitas operações. O jornalista acabou processado na justiça norte-americana por suas colocações radicais. Mas de fato, o que todos brasileiros acabaram vendo a seguir, depois de décadas, foi que houve realmente uma gigantesca sangria de recursos por seus dutos, que acabaram finalmente devastando a companhia.

Hoje, ela está com uma imagem mundial e nacional muito chamuscada e desgastada por conta desses desvios criminosos, que são verdadeiras fortunas até para xeiques árabes. E a greve caminhoneira só contribuiu.

Os brasileiros de esquerda continuam defendendo o modelo getuliano estatal de 1953, mas a esmagadora maioria do empresariado nacional acredita que é preciso mudar esta sociedade de economia mista para o bem geral do País. Não é mais possível deixá-la como está.

Como empresa estatal na sua fundação, a Petrobras teve um papel importante e estratégico ao longo dos anos. No entanto, hoje o mundo sofre mudanças radicais e a matriz energética está sendo trocada em muitos segmentos.  Na área automotiva, por exemplo, será uma questão de algumas poucas décadas para os veículos elétricos se firmarem como o de uso padrão.

Talvez, no futuro, surjam também novas pesquisas para substituição dos polímeros, que é um dos subprodutos do petróleo mais usuais, por opções mais sustentáveis. O chamado ‘plástico verde’, que nada mais é do que o polietileno extraído a partir do álcool etílico (etanol) da cana-de-açúcar, é uma fonte renovável de grande potencial e para viabilizá-la será preciso mais pesquisas, visando a redução dos custos, que hoje ainda não alcançou o patamar indicado economicamente.

É preciso também pensar em outras alternativas para desconcentrar o transporte rodoviário brasileiro, grande consumidor de diesel e óleos lubrificantes, originários do petróleo.  O uso do caminhão continua sendo uma das modalidades mais caras e os Estados Unidos é um bom exemplo de como é possível diversificar a logística. A rede ferroviária norte americana tem mais de 230 mil km de extensão e é mais extensa do planeta. Qual seria a razão desse interesse norte-americano nos trens?

Com as mudanças vindouras, a Petrobras seguramente terá que se redesenhar de um jeito ou de outro. O que não se pode mais concordar é que a companhia continue sendo uma superorganização supranacional, inalcançável, inatingível, olhando apenas para seu próprio umbigo e interesses corporativos, em detrimento de todos os brasileiros.

*Reinado A. Moura é engenheiro e fundador do Grupo IMAM 

Artigo: Como desenvolver a coragem

Por: Janguiê Diniz (*)

Muitos até preferem negar, para parecerem mais corajosos, mas a verdade é que todo mundo já sentiu medo em alguma situação. Medo de agir, medo de falar, medo de se arriscar em algum empreendimento. O medo é natural e inerente à natureza humana. Ele é até bom, pois nos faz agir com cautela. O que não podemos deixar é que ele nos impeça de agir. Ele não pode ser maior que sua vontade de seguir em frente. Para vencer o medo, é preciso coragem.
 
A coragem não é a total ausência de medo, mas é não ceder ao medo, é manter-se em movimento mesmo na insegurança. É se libertar das amarras que lhe prendem no lugar. É conseguir agir apesar do medo. Tentar fugir do medo, ou disfarçá-lo, só o torna mais forte.
 
Nossa cultura nos ensina que demonstrar emoções é sinal de fraqueza. O efeito prático, no entanto, é justamente o contrário: o medo e essas emoções são potencializados. Não dê tempo ao seu cérebro para criar esses argumentos. Em alguma situação que você sabe que pode ter medo, procure não pensar muito e apenas agir. Quanto mais você pensa, mais tempo o medo tem para tomar conta do seu pensamento e lhe deixar em estado de paralisia.
 
Para desenvolver a coragem, você precisa, antes de tudo, se conhecer. Saber quais são suas limitações e suas habilidades, além de pensar no que é realmente importante para você, ajuda a criar coragem para assumir posturas diante das situações da vida. Uma boa estratégia é tentar entender seus medos, de onde eles vêm, porque acontecem e porque lhe impedem de seguir. Conhecendo-os, fica mais fácil de lutar contra eles. O mais importante é mudar de atitude. Reveja seus erros, suas fraquezas e gere mudanças.
 
É muito comum termos medo em nossas carreiras profissionais. Medo de mudar de emprego, medo de abrir um negócio próprio, medo de errar, medo até de assumir uma posição superior no trabalho. Mas ele não pode impedir seu progresso e seu desenvolvimento profissional. Se você recebe uma proposta profissional ou tem um desejo, é porque você tem qualidades que chamam atenção da pessoa ou organização que lhe fez o convite.
 
Para lutar contra o medo, é importante ter uma mudança de pensamento. Pare de pensar no que tem a perder, no que pode dar errado, e comece a focar nos benefícios que terá como resultado. Você precisa avaliar se os prós são maiores que os contras de uma decisão. Se forem, de fato, mais vantajosos, é hora de vencer esse medo e seguir em frente.
 
Depois de mudar o pensamento, você precisa mudar suas ações. Vá vencendo seus pequenos medos, aquelas situações mais simples do dia a dia, que, aos poucos, você se tornará mais corajoso e, enfim, se sentirá apto a vencer seus maiores medos. A coragem não é algo que se cria da noite para o dia, mas um processo de autodescobrimento que vai lhe tornar melhor.
(*) Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

Sem porto marítimo e sem a ferrovia Transnordestina, ZPEs do Piauí serão inviáveis!!

Por: Tomaz Teixeira

Faz pena a falta de conhecimento na condução do projeto da ZPE de Parnaíba. Sem porto de mar e sem ferrovia ligando Itaqui/MA e Pecem/CE, pela ferrovia que liga Teresina a Parnaíba, que há muito cobra a sua recuperação para ligar a capital a Luiz Correia. Mas, infelizmente, os políticos do Piauí não viabilizam projetos consistentes de desenvolvimento e sequer, têm propostas direcionadas ao progresso do Piauí, em cima de planejamento de resultados.

A ZPE de Fortaleza, encravada dentro do Porto de Pecém, é o grande entrave para a ZPE do Piauí, onde pela lógica, exige apenas dois fretes das montadoras que preferem o Ceará, exigindo apenas um frete de vinda e outro de volta. Enquanto isso, a ZPE do Piauí, localizada em Parnaíba, cidade litorânea, mas, isolada no norte do estado, por falta da ferrovia e do Porto de Luiz Correia, já descartado pela Secretaria Nacional de Portos, como inviável, devido o assoreamento da área portuária, sem condições de viabilidade técnica, se constituindo no grande entrave da ZPE do Piauí. Daí, o fracasso do projeto da ZPE de Parnaíba. Em Teresina, esse projeto encravado na margem da ferrovia que liga a capital do Piauí aos estados do Ceará e Maranhão, seria mais viável.

Mas, falta aos políticos do estado, competência, visão empreendedora e maturidade, com visão de estadista para que projetos como esses sejam priorizados, pelas emendas de bancadas e projetos de viabilidade técnica e econômica, na busca por investidores que tenham interesse no aproveitamento desse projeto da ZPE do Litoral.

Competência gente! Competência! Mas, falta planejamento de resultados direcionado ao desenvolvimento do estado com sustentabilidade, quando, a ZPE, se tivesse a recuperação do trecho ferroviário ligando Teresina ao litoral, com a ligação ferroviária de Teresina com o porto de Pecém/CE e Itaqui/MA, o projeto se viabilizaria, diminuindo a incidência de 3 fretes de vinda e 3 de volta. Ora, 6 fretes? Sim, um frete do país de origem, até aos portos do CE ou MA, de trem até Teresina e de Teresina para Parnaíba, de carreta!! Qual montadora deixaria de optar pela ZPE de Pecém, CE, que permite apenas 2 fretes, sendo um de vinda e outro de volta, para as montadoras que há muito estão chegando e optando pelo Ceará. Daí, ser a ZPE de Fortaleza, a mais viável entre todas que o então Presidente José Sarney premiou os estados nordestinos. Pelo tempo, serve para mensurar que nossa classe política é neófita, despreparada e não têm interesse no progresso e muito menos no desenvolvimento do estado.

O Piauí precisa melhorar o nível de sua classe política pelo menos contratando consultorias, que orientem os políticos a dotarem o estado de projetos consistentes e factíveis de desenvolvimento. Mas, quem são esses políticos com essa mente fértil? Você conhece? Falta cultura empreendedora aospolíticos do estado. Daí, se comentar e opinar em rodas de pessoas lúcidas, de que o Piauí precisa e com urgência, ser governado por jovens empresários de visão empreendedora como aconteceu no vizinho estado do Ceará, com a arrancada promovida pelo grande Governador Tasso Jereissati.

Mas, Conversando com o Diretor Técnico da ZPE de Parnaíba, Dinarte Cavalcante Porto, esse está otimista, com a conclusão da adutora principal dos tabuleiros litorâneos, que poderá ajudar na viabilidade de exportação da MEGA produção de frutos e seus derivados, o que poderá ocorrer muito breve.

Entretanto, as ZPEs existentes no mundo, têm a filosofia diferente, que é, de atrair grandes montadoras de máquinas, automóveis, eletroeletrônicos e empreendimentos outros, visando geração de empregos, gerando renda com sustentabilidade, e viabilizando o comércio de exportação das montadoras, bem como, aumentando o percentual permitido para a venda interna, ou seja, dentro do Brasil. Isso, já acontece,  com sustentabilidade na Zona Franca de Manaus. Para que esse sucesso venha acontecer, necessário se faz agilizar a recuperação da ferrovia, ou torcer, para que o Projeto do Complexo Industrial e Portuário do Vale do Timonha aconteça, como existe uma nobre proposta ainda não do conhecimento dos neófitos políticos do Piauí, que tomarão um susto, quando a bomba explodir em pleno Vale do Timonha, local do mais importante porto marítimo do nordeste. Com um calado que vai assustar os neófitos, incomPTentes despreparados políticos do nosso estado.

É o nosso duro e sério comentário de hoje, doa a quem doer!!!

 

 

Falido como partido, PT tenta a sorte como igreja

Por: Josias de Sousa

Impossibilitado de apresentar o seu candidato no debate presidencial da TV Bandeirantes, o PT decidiu realizar um evento paralelo. Transmitiu no mesmo horário, pela internet, o “Debate com Lula”. O nome não faz jus à iniciativa, pois Lula, preso em Curitiba, não deu as caras. E não houve um debate, mas uma espécie de culto de adoração à divindade petista.

Em comunicado divulgado na tarde desta quinta-feira, o PT anotou: “Lula prometeu e, enquanto é mantido injustamente como preso político, sua voz segue ecoando por milhões de outras vozes espalhadas por todo o Brasil. E nesta quinta-feira, quem terá a missão de falar em nome do ex-presidente, durante debate transmitido em suas redes sociais, a partir das 22h, será a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann; o porta-voz de Lula, Fernando Haddad; um dos coordenadores do Plano Lula de governo, Sérgio Gabrielli; e Manuela D’Ávila.”

Se o texto do Partido dos Trabalhadores significa alguma coisa, é o seguinte: a legenda não tem medo da morte. Mais: acredita em vida depois da morte. Melhor: a nota passa impressão de que a legenda de Lula já alcançou o paraíso. Após fenecer como partido, o PT ressurge na forma de uma religião. E tenta a sorte como igreja.

Missionários dos novos tempos, Gleisi, Haddad, Gabrielli e até a pecedobê Manuela se dispõem a arrastar as correntes do seu líder messiânico na internet porque são movidos por uma fé de inspiração cristã. O ingrediente da dúvida não faz parte do credo lulista. Seus devotos se alimentam da certeza de que a divindade presa é uma potência moral, que não deve contas senão à sua própria noção de superioridade.

Preso, Lula está em toda parte, menos no debate da TV Bandeirantes. Ali, a lei dos homens não permite que um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro se apresente ao eleitorado pagão como um novo Messias.

Respeitem a imprensa!

 

Por: Camila Neto

O jornalismo me escolheu e não foi fácil escolher esta profissão. Até hoje não tem sido fácil exercer a profissão e ainda mais sendo mulher. Ai é que fica muito mais difícil, numa cidade como Parnaíba.

Tenho feito o meu trabalho nesta cidade sempre pautado no respeito a todos, independente de lado politico, porque tenho a convicção de que o politico e a politica sempre passam.

Depois que eu decidi pedir minha exoneração da Câmara Municipal, onde tinha feito meu trabalho de forma autônoma, sem vínculo partidário, resolvi trilhar outro caminho. E se não trabalho para grupos políticos, não é por falta de convite, mas porque eu sei que posso fazer um jornalismo imparcial e essa tem sido a minha pauta, o meu foco diário.

Eu tenho respeito a todos os que tem visto meu trabalho de forma honrada e tenho recebido elogios, pela forma como eu tenho me conduzido. E o segredo não está em grandes matérias ou matérias exclusivas, mas está na minha postura de ouvir e escrever, com credibilidade, tudo o que a mim foi relatado, por meio da confiança.

Quando meu amigo Bernardo Silva me convidou para assumir seu blog devo confessar que tive receio,pelo o posicionamento politico dele ser bastante forte. Mas ele me deixou bem à vontade com meu posicionamento e tudo tem sido conduzido com muito respeito para ambos. Hoje conseguimos conviver de forma harmônica e hoje somos grandes amigos. Tenho aprendido muito com meu querido amigo e é uma grande troca de experiências que quero levar para vida.

Agora, quero deixar claro meu apoio e meu carinho ao amigo e jornalista Bernardo Silva. E devido esse apoio tenho visto que algumas pessoas já estão querendo boicotar meu trabalho.  Essas pessoas deveriam estar preocupadas com a sua postura e popularidade, porque ambas andam de mal a pior.

Então, por favor, RESPEITO à imprensa

Agosto é mês pra achar graça. *Por Pádua Marques.

 

 

Já foi o tempo em que se costumava dizer que agosto era mês quando tudo de ruim, tragédia, calamidade, crimes, acidentes, coisas ruins faziam e aconteciam sem escolher cara e condição de quem havera de ter dinheiro no banco. Lembro que quando criança as pessoas se benziam e até passavam o mês inteiro escutando rádio e procurando saber os acontecidos.

Mas nos últimos anos as coisas e os governos ficaram tão medíocres, mas tão medíocres e ruins, as coisas ruins ganharam a rotina, a violência, roubo de celular, corrupção, surra em mulher, viadagem, dança da novinha, silicone na bunda, relação sexual, troca de sexo, casamento de pessoas do mesmo sexo, tudo em quanto não presta foi pra dentro da casa da gente e saindo pela televisão que coisa ruim ninguém nem mais se espanta.

Essa semana passada aqui na Parnaíba se deu um dos maiores momentos desta nova fase da história moderna, o chamado Agosto Vermelho. Vermelho porque a gente fica com a cara vermelha de tanto achar graça de tanta coisa que acontece, que se for colocar na caderneta uma em cima da outra há de perder a conta.  Mas tudo está documentado e visto pela nossa imprensa.

Temer saiu de Brasília e veio de cretado até o aeroporto lá no Catanduvas só dizer que estava deixando pro Mão Santa uns trocados, coisa de uns míseros 54 milhões de reais pros seculares Tabuleiros Litorâneos. Voltou no mesmo rastro e dizendo que Mão Santa não se avexe e não se acanhe quando precisar de alguma coisa. Tem carta branca e nem precisa enfrentar fila na porta do Planalto, sem necessidade de senha. Prometeu como se fosse ficar mais uns dez anos no poder.

Voltou no mesmo rastro. Agora aqui eu fico imaginando que talvez tudo isso não seja mais uma enganação. Temer está em final de mandato e de carreira. Corre agora e dentro de mais alguns meses o risco de ser processado e até preso, dependendo da visão da justiça. Não tem mais lá muito poder e muito menos condições de andar dando dinheiro a quem quer que seja. Até porque não se tem esse dinheiro todo.

A outra da semana vem da Câmara Municipal como protagonista. Geraldo Alencar Filho, o vereador de sete mandatos e, portanto vinte e oito anos de casa, com grandes projetos e serviços prestados à cidade na vereança, encasquetou com um artigo do Bernardo Silva. Disse que vai processar e pedir reparos por danos morais ao superintendente de comunicação da prefeitura. Fez os seus colegas votarem uma moção de repúdio e tudo o mais. Calculem só vossas excelências.

Se a gente acreditasse em feitiço havera de dizer que foi coisa feita do Codó pra uma banda, do Maranhão pra dentro. Mal Geraldinho fechou a boca dizendo que vai processar o Bernardo Silva e já na segunda-feira dois vereadores, Reinaldinho Santos e Bernardo Lima estavam usando um elevador, que nem ainda foi inaugurado, e pelo que se sabe custou um caminhão de dinheiro, o bicho deu enguiço. Estava junto o repórter Hudson Veras, da TV Delta. Depois de muita reza e muito medo todos saíram rezando o Pai Nosso e o Creio em Deus Padre.

E olhe que ainda estamos no início do mês! Pelo visto ainda vai acontecer muita coisa pra gente achar graça. Ainda bem que Mão Santa não chamou o Temer pra visitar a Câmara Municipal e andar de elevador. Deus sabe o que faz! Tanto sabe o que faz que enviou o Emanuel na hora do desespero. Emanuel vai ser condecorado com a Ordem Nacional do Mérito da Chave de Fenda. * Pádua Marques é jornalista e escritor, cronista e membro da Academia Parnaibana de Letras. 

O VEREADOR E A CRÍTICA JORNALISTICA

Texto de Antonio Gallas

Teve grande repercussão, de forma negativa evidentemente, a atitude do vereador presidente da Câmara, em reunir a edilidade parnaibana para propor uma Moção de Repúdio contra o Jornalista Bernardo Silva, superintendente de comunicação da Prefeitura Municipal e  atual presidente da Associação dos Comunicadores de Parnaíba –  ASCOMPAR.

Naturalmente que o vereador presidente da Câmara sentiu-se ofendido em sua honra quando o jornalista Bernardo Silva colocou à opinião pública parnaibana a seguinte indagação: “Vereador Geraldinho vai dar uma rasteira no Mão Santa?”

Um dos textos  da matéria jornalística que fizeram com que o chefe dos edis parnaibanos se sentisse ofendido foi este:  “ Há rumores de que o presidente da Câmara Municipal estaria se preparando para dar uma rasteira no prefeito Mão Santa em 2020.

Sempre muito elogiado pelo prefeito como sendo um político de primeira grandeza, estaria se preparando para se lançar carreira solo, deixando de apoiar uma possível candidatura do atual gestor e se lançando ele mesmo candidato a prefeito.”

Ora, jornalistas não podem mais fazer especulações?  Qual o medo de Geraldinho que essa história pudesse chegar aos ouvidos do prefeito? Antes de sair no jornal a história já estava sendo especulada nas rodas de bate-papo, na Banca do Louro, em diversos lugares… Com certeza teve um certo indício.

Outro assunto que não agradou o presidente da Câmara, foi o jornalista B. Silva ter feito outro questionamento sobre o fato de vereadores parnaibanos escolherem candidatos de fora e não os de Parnaíba para a campanha  de Deputado, quando a cidade tem candidatos próprios, filhos ou radicados aqui, que poderão nos trazer muitos mais benefícios do que candidatos de outras localidades.

A sociedade sabe que o Jornalista Bernardo Silva atua no ramo há mais de quarenta anos, e com brilhantismo, sendo uma das penas abalizadas do jornalismo parnaibano.  Sua opinião é respeitada e reflete na sociedade. Talvez por esta razão muitos temem as suas palavras ou críticas.  Pelo seu trabalho na imprensa, atuou no rádio, jornal e televisão,  recebeu elogios e méritos os mais diversos.  Uma delas foi o título de Cidadão Parnaibano que lhe foi outorgado pela própria Câmara Municipal. Na atual administração o prefeito Mão Santa também o homenageou com a Medalha e o Diploma do Mérito Municipal. É reconhecido o valor do jornalista Bernardo Silva que inclusive já foi assessor parlamentar na Câmara Municipal quando da presidência da vereadora Neta Castelo Branco.

O homem público seja vereador, prefeito, governador ou que exerça qualquer outro cargo está sujeito a críticas próprias da liberdade de expressão, de comunicação e de opinião, tanto pública quanto da imprensa.  Entretanto, muitos que assumem esses cargos se acham “intocáveis” invulneráveis, mas na maioria das vezes procedem de forma vulgar até certo ponto.

Acredito que se o vereador presidente da Câmara tivesse pedido ao jornalista Bernardo Silva o direito de resposta,  e usado a imprensa para desmentir a especulação, a coisa teria sido mais elegante, e não fazer ameaças dizendo que vai mover uma ação por danos morais e calúnia contra o jornalista.

Não sou advogado, mas não vejo nas palavras do jornalista Bernardo Silva um animus difamandi, muito menos uma crítica, mas apenas uma especulação de um fato que poderá acontecer.

Vivemos hoje em uma democracia e temos a nossa liberdade de expressão, de comunicação. O tempo das amarras já passou. O homem público deve estar preparado para receber críticas, caso contrário ele não está preparado para exercer o cargo. Tenho dito.

Eleições 2018: Oligarquia nunca é demais!

Por: Zózimo Tavares

Quando me iniciei no jornalismo político, em 1986, o pecado maior da política piauiense era a oligarquia. Ela era representada, naquele tempo, por dois primos – Hugo Napoleão e Freitas Neto, herdeiros do esquema político do senador Petrônio Portella.

Então, bater pesado na oligarquia tornou-se a principal bandeira da oposição, naquela e em outras campanhas eleitorais do Piauí. Isso rendia voto.

Lembro que nas eleições de 1998, o apelo eleitoral contra a oligarquia ainda era muito forte.

No segundo turno da eleição, o prefeito de Teresina, Firmino Filho, uma liderança emergente, aderiu ao governador Mão Santa (PMDB), que concorria com o senador Hugo Napoleão (PFL). O tucano lançou um slogan que incendiou a campanha:

– Oligarquia nunca mais!

O exemplo que vem de cima

Pois bem! Mão Santa foi reeleito, teve o seu mandato esbulhado na Justiça Eleitoral, em 2001, elegeu-se senador no pleito seguinte e a vida continuou.

O PT, já quase cansado de guerra, chegou enfim ao poder em 2003. Na sua pregação histórica, estavam a defesa da ética na política e o combate sem trégua ao nepotismo.

Com o exemplo vindo de cima, nos três mandatos do governador Wellington Dias nunca se viu tanto parente na política.

Uma nova leva

As convenções encerradas ontem despejaram mais uma leva de parentes na política piauiense. Eles estão tanto no palanque do governo quanto nos palanques da oposição.

O governador Wellington Dias manteve sua esposa Rejane Dias na disputa pela reeleição de deputada federal pelo PT.

O senador Ciro Nogueira, seu principal aliado e que já tem a esposa Iracema Portella como deputada federal, escolheu a própria mãe para a sua suplência.

A vice-governadora Margarete Coelho será candidata a deputada federal e o cunhado Hélio Isaías, como ela também do Progressistas, disputa a reeleição de deputado estadual.

O presidente regional do PSD, deputado federal Julio César, vai novamente para a campanha com o filho Georgiano Neto concorrendo à reeleição de deputado estadual.

O presidente estadual do PDT, Flávio Nogueira, concorrerá outra vez à Câmara Federal e seu filho, Flávio Júnior, disputará reeleição de deputado estadual.

Já o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB), sai candidato à reeleição e lança o filho, Marco Aurélio, à Câmara Federal.

A deputada estadual Flora Izabel concorre à reeleição pelo PT e seu primo Jesus Rodrigues, ex-deputado federal, sai candidato a senador pelo PSol. 

Um dos candidatos a suplente do senador Ciro Nogueira é o ex-prefeito de Picos, Gil Paraibano, que tem uma sobrinha concorrendo à Assembleia com o apoio dele, a ex-deputada Belê Medeiros.

Tem mais!

Na oposição, o ex-governador Wilson Martins (PSB) concorrerá novamente ao Senado com um irmão, Rubem, disputando a reeleição de deputado estadual e um sobrinho, Rodrigo, tentando voltar à Câmara Federal.

Os ventos do Norte sopraram a delegada de polícia Cassandra Moraes Souza, filha do prefeito de Parnaíba, Mão Santa (SDD), como candidata a vice-governadora na chapa encabeçada pelo tucano Luciano Nunes.

Ainda na oposição, o candidato a governador Dr. Pessoa (SDD) foi salvo pelo gongo, na última hora.

O filho dele, João Pessoa, o Pessoinha, era candidato a deputado estadual pelo PMN, na vaga do pai, mas foi rifado no último momento pelos aliados, temendo a força eleitoral do pai.

A candidata a vice-governadora na chapa do Dr. Pessoa, Vanessa Tapety, é sobrinha do ex-deputado Mauro Tapety, que busca um novo mandato pelo MDB.Ela é filiada ao PTC.

Por que vereador de Parnaíba se acha “intocável?”

Por: Bernardo Silva

Por que alguns vereadores de Parnaíba se acham tão intocáveis? Pessoas públicas, como eles, jamais deveriam ser assim. Aprovaram, por exemplo, semana passada, uma moção de repúdio contra a minha pessoa, que não vai interferir em nada na minha vida, achando que a mim vão intimidar ou a alguns colegas de imprensa que exercem a profissão com responsabilidade. Alguns dos que aprovaram a tal moção, proposta pelo vereador Geraldinho, tenho certeza que sequer sabiam do que se tratava.

Que tempos são esses em que a mediocridade quer em se sobrepor a tudo? Que tempos são esses em que um reles vereadorzinho de interior acha que só deve receber aplausos, ser idolatrado, como se o poder temporário dado a ele fosse durar a vida inteira?!!! Quantos vereadores já passaram pela Câmara, deixaram-se contaminar pela arrogância e hoje são invisíveis, vivendo no ostracismo?

Se ninguém está acima do bem e do mal, as pessoas públicas menos ainda. Têm sim que ouvir críticas, aprenderem com elas conviver, buscando uma convivência pacífica com a imprensa séria, oferecendo o contraponto, sempre que se acharem injustiçado, neste ou aquele comentário.

E por que esta danação em quererem processar jornalistas, às vezes por besteira, sem uma razão plausível, com diz que vai fazer agora o vereador Geraldinho contra a minha pessoa? Pensam que a justiça não tem o que fazer? E ainda têm a audácia de pedirem indenização por danos morais! E em alguns casos, quem reclama danos morais não tem moral algum! Querem ganhar dinheiro fácil de jornalistas, processando-os, esquecidos que dinheiro se ganha com trabalho honesto.

Ao vereador Geraldinho, autor da moção de repúdio proposta na Câmara, meu repúdio. Ele se arvora de ser um parlamentar de 7 mandatos, o que daria 28 anos de vida pública… a troco do quê? Qual o projeto de relevância por ele apresentado durante esses anos? A cada novo mandato, mais 4 anos e quantos requerimentos e projetos de lei, que justificassem o salário que recebe?

E mais: qual vereador dos mais antigos não sabe o grau de fidelidade de Geraldo Alencar? Quantas vezes não deixou de honrar a palavra empenhada, na hora da votação da mesa diretora da Câmara? Se ele se zangou pelo comentário em que se pergunta se ele vai “dar uma rasteira” no prefeito Mão Santa, não cabe processo. Cabe ele procurar o veículo de comunicação que divulgou a nota e se justificar. Porque só o tempo há de dizer até onde vai esta fidelidade do presidente da Câmara Municipal ao prefeito de Parnaíba.

Mistura heterogênea

Por:Arimatéia Azevedo

A campanha eleitoral começa para valer, com programas de rádio e TV, no dia 16 de agosto. Até lá, os eleitores poderão ter um tempo precioso para entender a confusão em que se converteu a política nos últimos dias e a mistura que reúne no mesmo palanque políticos de partidos com candidatos diferentes nos planos local e nacional.

O palanque do governador do Piauí tem o MDB que apoiou Dilma (Marcelo Castro), a parte da mesma agremiação que está com Temer (Themistocles Filho), o Progressistas que votou pelo impeachment da ex-presidente (Ciro Nogueira) e como um espírito a guia-los todos, o ex-presidente Lula, que protagoniza peças de campanha publicitária. No palanque de Dr. Pessoa, do Solidariedade, apareceu todo cheio de si como protagonista o deputado Evaldo Gomes, do PTC, que era governista até a véspera.

Outro que também deu o ar da graça foi o ex-secretário de Assistência Social, Henrique Rebelo, que já foi do MDB e estava no PT. Nessa mistura toda, em que o contorcionismo para salvar o pescoço é mais importante, tem-se a nítida impressão de que a troca de um palanque pelo outro poderá ser muito facilitada na atual campanha. Bastará que as pesquisas eleitorais indiquem qual o destino onde o político pode obter mais vantagens. Na atual campanha eleitoral no Brasil (Piauí incluído) a definição pode estar na frase do coronel Jarbas Passarinho ante à decretação do AI-5: “Às favas, os escrúpulos”. O coronel estava certo de que havia uma guerra a ser vencida. Os políticos pensam somente em uma eleição.

Incoerência política deixa o eleitor desconfiado

Por: Cláudia Brandão

O senador Elmano  Férrer, do Podemos, surpreendeu a todos, ontem, com a desistência da sua desistência em concorrer ao governo do Estado. Elmano já havia até se licenciado do Senado para, segundo ele, dedicar-se integralmente à campanha eleitoral. Até que, alegando a influência de ‘forças ocultas’, abriu mão da disputa e saiu no cenário.

Ontem, voltou atrás e se lançou candidato por meio da chapa, denominada por ele próprio, de chapa da Resistência, ainda sem candidato a vice. Não se sabe o que aconteceu com as tais forças, se mudaram elas ou se mudou o senador.  As idas e vindas do agora novamente pré-candidato contribuem para criar ainda mais incerteza e desinteresse pela política. Não é a toa que as pesquisas divulgadas até agora registram altos índices de indecisos.

Não é a primeira vez, aliás, que o senador volta atrás em uma decisão anunciada publicamente. Na época da votação do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, Elmano divulgou uma carta dizendo que votaria pelo afastamento da presidente. Logo depois, desdisse o que havia dito e votou contra.

A incoerência política abre espaço para a desconfiança na cabeça do eleitor. Sem saber como o candidato vai se manifestar no dia seguinte, não há como avaliar o seu comportamento. Em um cenário de tanta turbulência, o eleitor procura por ideias claras e atitudes firmes, tomadas com convicção por parte de quem pretende comandar o destino do estado.

Francisco de Canindé Correia: cidadão parnaibano de visão terceiro-mundista

Canindé Correia (ao centro), Depaula (plano superior), e Reginaldo Costa (primeiro plano, à esquerda), em entrevista a Vilmar Klein Ferreira.

Reginaldo Costa

No inicio da década de 70, quando oportunizei a condição de morador da cidade do Rio de Janeiro, vivi a plenitude dos primeiros sonhos, embevecido pela imponência daquela arquitetura e os benefícios proporcionados pelo poder da natureza, em que a imensidão do Oceano Atlântico, aconchegando-se em sua orla, desenha, caprichosamente, os contornos da exuberante Baía de Guanabara.

Andar sem compromisso pelo centro e bairros banhados pelo mar, visualizando o conjunto de belezas planetárias inconfundíveis, enchia-me os olhos de encantamento. Tanto que, recortes de imagens inesquecíveis conduzem à recordações nostálgicas da cidade e das pessoas, na época em que a vida era harmonizada pelo caráter solidário dos relacionamentos, a consolidar a identidade de um povo alegre, trabalhador, solidário, amante da liberdade. Referência universal do samba e da bossa nova, a Cidade Maravilhosa foi o berço onde nasceram alguns expoentes da música brasileira, entre eles, Cartola, Noel Rosa, Pixinguinha e Vinicius de Moraes.

Nesse cenário de beleza, vivia-se o inconformismo e as incertezas de um Brasil governado por militares, em que a ditadura mantinha a imprensa amordaçada. Dessa maneira, não se podia tomar conhecimento das prisões, torturas, e assassinatos de ativistas de esquerda. Diferente dos porões, nas rádios, os Novos Baianos dominavam as paradas com “Tinindo Trincando”, “Besta é Tu”, “Preta Pretinha” e “Brasil Pandeiro”, todas do vinil Acabou Chorare, considerado obra-prima da música brasileira, cujo exemplar ainda guardo, com imensa alegria.

Enquanto as estatísticas registravam o aumento da concentração de renda e da desigualdade social, como também, da promoção do sofrimento humano, em grande escala, o parnaibano João Paulo dos Reis Veloso, dos maiores entusiastas do regime de exceção e um dos sócios assíduos do clube dos generais, ocuparia a pasta do planejamento, nas gestões de João Baptista Figueiredo e Ernesto Geisel, contribuindo diretamente para a consolidação do tristemente afamado “milagre econômico”.

Embora sob a vigência de um regime que suprimia direitos constitucionais, entre outros malefícios à sociedade civil, nada abalaria a sensação de liberdade e descontração próprias do carioca, características incorporadas à rotina diária da casa-república, localizada à rua Barão de Pirassununga, nº 55/6, há poucos passos da Praça Saens Peña, no tradicional e simpaticíssimo bairro da Tijuca, onde eu me juntara aos conterrâneos Luís Costa, Umberto Tito Lima, José Alberto Ripardo e Carlos Petrônio de França Rego.

O local, favorecido pelo clima agradável, acolhia vasta quantidade de aves de diferentes espécies que se manifestavam todas as manhãs, pelas janelas da antiga construção, anunciando o novo alvorecer, em panorama semelhante aos longínquos rincões nordestinos, aflorando a saudade das nossas raízes.

Nessa estação de cores e harmonia, vivendo no auge dos primeiros sonhos, foi que conheci Canindé Correia. Na lembrança, o domingo de sol abrasador, daqueles de lotar as praias, coloridas de mulheres exuberantes, sensualizando por amplas passarelas de areia ao frescor das águas oceânicas, enquanto outras, mais ousadas, se expunham ao sol, sem qualquer modéstia, a refletir o brilho dos corpos bronzeados, desproporcionalmente amparados por diminutas tangas, acessório revolucionário de libertação feminina, lançado naquele verão tropical.

Na manhã de um dia recompensado pela sequência do que viria, a colônia parnaibana houvera iniciado as atividades domésticas, contando piadas, conversando qualquer coisa, interagindo de maneira agradável com os ponteiros do relógio, a completar o ciclo diário de transportar para o futuro sensações de momentos indescritíveis.

Seguindo a velocidade do pingue-pongue verbal, audível da sala a área de serviço, alguém sugere feijoada para o cardápio. Repentinamente, uma voz projetada de outro compartimento da casa, propõe uma rodada de caipirinha, certamente na intenção do grupo filtrar as emoções de mais uma semana de compromissos com a vida. Entretanto, da teoria à prática, caberia uma questão de ordem, sobretudo, onde não sobra cascalho. Nesse caso, nada mais eficaz que uma vaquinha, o que foi prontamente realizado.

Espontaneamente, o evento ganharia forma e estilo próprios, incluindo a acomodação em círculo, no aconchegante piso assoalhado da sala, onde todos deveriam compartilhar do cachimbo da paz, na verdade, uma cuia, joia rara, disponibilizada não me lembro por quem, abastecida com a bebida deliciosa. De boca em boca, todos saciariam a sede, instante em que, adentra ao recinto, os visitantes da hora, Canindé Correia e Milton Cherman, este, ex-morador daquele cafofo.

A partir de então, as conversas seriam favorecidas por conteúdo divertidíssimo. Em cena, o piadista nato, Umberto, escrito com “u”, sobressaindo-se na maneira de expor ao ridículo, figuras consideradas folclóricas da vida parnaibana. E não escapavam à lembrança, políticos, jornalistas, animadores culturais, gente do mundo de fantasias das socialites. Para temperar a mistura, não poderia faltar a essência especial do humor parnaibano, na figura do lendário Pacamão, com suas tiradas engraçadíssimas.

Aquele endereço, simples e acolhedor, adequado à visita de gente com energia favorável à harmonia entre as pessoas, tinha como uma de suas referências o cidadão que atendia pelo nome José do Egito da Costa (in memorian), parnaibano que se destacou pela inteligência, bom humor e desprendimento, nitidamente ligado a tudo que é sincero. Dessa maneira, rememorar aprendizagens marcantes nos remete a recordações construtivas do amigo cujas maiores riquezas, a humildade e o companheirismo, o tornam inesquecível. Esses detalhes, invisíveis aos olhos dos que consagram o glamour dos reconhecimentos, muitas vezes circunstanciais, dispensam estátua ou placa de bronze.

Após o encontro agradável, no Rio, voltaria a conversar com Canindé Correia, somente em Parnaíba, no momento em que procurava parcerias para o Jornal Inovação, quando fui visitá-lo no SESI, onde exercia cargo relevante. Entre cordialidades, apresentei-lhe a 3ª edição do nanico, acolhendo em suas mãos com surpreendente entusiasmo. Identificando-se com o conteúdo, assumiu, inicialmente, a condição de assinante. Não demorou, o movimento social ganharia um novo aliado nas lutas por conquista de cidadania, protagonizando uma história diferente das elites conservadoras cultural, social, política e economicamente excludentes; e eu, um amigo inseparável, a compartilhar de inúmeras experiências, dinamizadas por convivência testemunha do respeito e da decência, pautada por interesses exclusivos ao campo das ideias.                     

Convencido de que o sangue a percorrer em nossas veias carregava o DNA da indignação contra o moralismo castrador e no recôndito dos nossos corações, sentíamos o mesmo desejo por mudanças, em março de 1978, se integra, definitivamente, ao Grupo INOVAÇÃO, quando me entrega um manuscrito protegido por capa improvisada em papel almaço, para ser publicado na 5ª edição do jornal. Meticuloso, solicita minha atenção para a leitura do texto.

Pertinaz, sobretudo, na defesa da implantação do Distrito Industrial de Parnaíba, um dos cavalos de batalhas de sua militância no jornalismo, direciona sua produção intelectual para convocar a população e entidades de classe a se envolverem nas discussões pertinentes àquele empreendimento que, aliado à interligação rodoviária do norte do Piauí-Maranhão-Ceará e a definitiva construção do Porto de Luís Correia, consolidaria o desenvolvimento econômico da região norte do Estado do Piauí, assuntos incorporados por INOVAÇÃO, considerando o presente de incertezas e a necessidade de conter o atraso, portanto, reivindicações consideradas de cunho popular, e não de grupos historicamente vinculados à concepção individualista de sociedade, que através de iniciativas burocratizadas se arvoram da autoria de iniciativas mais sem o poder de articulação, para transformar sonhos em realidade.

Contribuindo com o processo de conscientização, Canindé Correia mexia com os brios do leitor, alertando para a necessidade de reflexão sobre a inadiável necessidade de recuperação do poder de influência da cidade como núcleo empreendedor, considerando inoportuno, alimentar a discussão, sustentada pela nostalgia dos tempos em que o apito do trem despertava as comunidades que usufruíam da ferrovia como meio de transporte de cargas e de passageiros ou dos navios que zarpavam do Porto Salgado rumo a Europa, sob o rótulo “Parnahyba Norte do Brasil”.

O que outrora alimentava egos, na atualidade, em razão da mudança radical do perfil da economia brasileira, enriquecia bibliografias específicas de pesquisa, por meio das quais, acadêmicos e pesquisadores poderiam detectar a falta de visão das elites parnaibanas, no que diz respeito aos novos rumos da economia, a partir do momento em que o presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), consolidou as estradas como elemento prioritário para o desenvolvimento nacional, em detrimento do transporte fluvial e ferroviário, incorporados à história como “símbolos do passado”.

Nitidamente contrastando com os que consolidam o conhecimento no egoísmo, Canindé Correia acompanhava a dinâmica dos fatos no âmbito do Jornal INOVAÇÃO, com ousadia. Entusiasta do desenvolvimento econômico e social mantinha o tom elevado do discurso para denunciar as estatísticas preocupantes da miséria, comentando entre amigos que houvera chegado a hora de mudar o perfil da sociedade, cabendo ao movimento popular encaminhar as alternativas de discussão coletiva com a participação popular, as classes dirigentes, e por que não, da Associação Comercial de Parnaíba e da Federação das Indústrias do Estado do Piauí, com sede em Parnaíba, desde a sua criação em 1954, embora a FIEPI, à época, dominada por grupos retrógrados e de onde prosperaria o projeto de desmembramento dos Morros da Mariana do município de Parnaíba, iniciativa que o jornal se insurgiu.

Entretanto, o apelo jornalístico jamais seria digerido no âmbito dessas e de outras entidades, muito provavelmente porque, naquelas circunstâncias, não alcançaram a dimensão das novas fronteiras que poderiam ser alcançadas a partir de campanhas de valorização da autoestima, tendo em vista a superação da incômoda imagem de “cidade do já teve”, lamentável condição em que Parnaíba, nas trevas da ignorância feudal dos líderes políticos, estava inserida.

Com a convivência passei a chamá-lo de “chefe”, em referência ao cargo que ocupava no Serviço Social da Indústria. Por princípios comuns, discordávamos do amor livre e do uso de drogas. Também não morríamos de amores pelo rock’n’roll. Entretanto, a Bossa Nova, através das batidas de Badem Powel, Carlos Lyra e João Gilberto, combinou com nossa personalidade e temperamento. Com o amigo com quem tive relação muito pessoal, convivendo como sujeitos ativos da história, caminhamos e cantamos, seguindo a canção de Vandré, buscando compreender as dores do mundo na expectativa de uma sociedade solidária, alimentando utopias compatíveis à esperança de quem visualizava um Planeta onde seria possível a todos viver em condições de igualdade.   

Espírito eminentemente anticapitalista, Canindé Correia discordava da tendência humana ao consumismo exacerbado, considerando a fragilidade das conquistas relacionadas ao prazer e à felicidade, um reflexo do sistema politico e econômico que se apodera das vontades, utilizando-se da mídia para estimular a cultura do descartável, inclusive, os relacionamentos.

Atendo às necessidades de evolução do movimento social, colocou o único transporte de sua propriedade – uma moto Honda 125 – para servir de suporte às varias atividades do Grupo. No auge da amizade, quando já circulava de automóvel, me visitava em casa todas as manhãs. No silêncio do alvorecer das quatro estações, sua chegada era anunciada ao acionar o freio de mão do seu Corcel II.  Coautores de notinhas, títulos e textos, fidelizávamos agilidade em formular ideias com a habilidade de coordenar e encaixar as palavras nos períodos. Chegar ao consenso, na busca de manchete atraente, compatível ao que gostaríamos, era motivo de alegria.

Politicamente integrado à dinâmica do tempo, Canindé Correia sabia analisar com conteúdo convincente questões eleitorais em nível local, nacional e internacional, nutrindo paixão especial pelos números estatísticos, aos quais se apegava como referência para avaliações que superavam a visão contraditória dos pseudocientistas sociais. Sem reivindicar o título de profeta, construía situações favoráveis para fomentar a avaliação da realidade parnaibana, traçando parâmetros de comparação determinantes das circunstâncias do atraso entre esta e outras cidades com as mesmas características, e que, entretanto, apresentavam desenvolvimento econômico e social satisfatórios.

Pela forma de ver os acontecimentos à sua volta, intuído pela conduta humana irretocável, adotava, como critério de avaliação, valores diferentes do comportamento habitual em que bens materiais são colocados na balança como objeto de valorização do indivíduo. Cauteloso ao escolher amigos, orgulhava-se dos poucos que desfrutavam do seu círculo, preferindo qualidade à quantidade, afirmando gostar de se relacionar com gente inteligente e de caráter. Por herança da genética paterna, preferia a postura de mergulhar na boa leitura, a compartilhar de relações sociais sustentadas pelas aparências.                        

Por suas convicções, a ligação quase umbilical com o movimento popular não comprometeu o vínculo consanguíneo de família tradicional. Em oposição aos laços familiares culturalmente conservadores, revelou-se um parnaibano de visão terceiro-mundista, identificando-se com as nações empobrecidas do Planeta, defendendo, categoricamente, esses redutos de exploração do capital sobre o trabalho, com comentários cortantes, principalmente, contra a grande mídia, em que alguns articulistas direcionavam a notícia, desvirtuando a realidade sobre o enfrentamento dos povos contra a burguesia, nas lutas por alternativas de poder e, difundindo informações distorcidas sobre o acirramento das lutas por liberdade.

Alvo de sua inquietude, as nações que apresentavam os mais baixos índices de expectativa de vida, o fazia vasculhar os catálogos das editoras. Sentindo a necessidade de estar informado sobre o desenrolar dos movimentos de libertação nacional, especialmente na Nicarágua, dos Sandinistas; em Cuba, de Fidel; em Moçambique, de Samora Machel; em Zâmbia, de Kenneth Kaunda; e na África do Sul, de Nelson Mandela, solicitava livros, revistas, assinava jornais, enfim, sabia alcançar o mundo à sua frente.

Imbuído do propósito de plantar as sementes que germinariam a essência do seu discurso humanitário, certa ocasião, foi a meu encontro com uma edição dos “Cadernos do Terceiro Mundo”, uma das melhores publicações editadas no Brasil, fundada em setembro de 1974, por Neiva Moreira, Beatriz Bissio e Pablo Biacentini.

Na opinião de Canindé Correia, o INOVAÇÃO deveria assumir a publicação de textos em solidariedade aos povos do Terceiro Mundo, numa “época em que se vivia uma História em movimento e uma confrontação permanente de pensamentos antagônicos”, assim, o fizemos, embora os conteúdos “comprometedores”, alimentassem a fúria dos opositores do jornal.              

De formação humanitária absolutamente afinada com a evolução do homem, a partir da concepção de novas mentalidades, Canindé Correia absorvia a leitura das obras de Alceu de Amoroso Lima, Carlos Drummond de Andrade, Celso Furtado, Darcy Ribeiro, Frei Beto, Joel Silveira, Nelson Werneck Sodré, Fidel Castro, Dom Pedro Casaldáliga, dos quais compartilhava as ideias, queimando pestanas em horas incessantes de leitura e reflexão. Navegando pelas fronteiras do conhecimento, repassava com entusiasmo, o conteúdo do que lia, analisando de modo breve.

Não há como fugir da lembrança o entardecer do dia em que, embalados por espiritualidade saudável, fomos espairecer na beira-Rio, onde nos acomodamos no “Veleiro”. Chamariz de boêmios, o bar estimulava prolongar a jornada, atravessando tardes e noites vadias. Prazerosamente sentados, aquela brisa agradável na pele, o pôr do sol refletindo seu encanto sobre as água do Igaraçú, e o violão, bem ali, colado ao peito de Edson Rocha, que nos alegrava com a leveza de sua agradável companhia, a deslizar os dedos sobre as cordas do instrumento, emitindo sons que preencheram o ambiente de musicalidade envolvente.

Como num toque de magia, nos entreolhamos, erguemos as taças, brindamos e consumimos de um gole só, a primeira rodada de cerveja. Simultaneamente, o amigo violonista sinalizou com a batida no violão para que eu o acompanhasse, fazendo vibrar o tom da música “O amor em paz”, de Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes. E eu cantei, com alma, coração e muita vibração. Ao ouvir a sentença “o amor é a coisa mais triste quando se desfaz” Canindé Correia, fascinado com a melodia a penetrar-lhe n’alma, tremeu nas bases. Arrebatado emocionalmente para outras dimensões, levanta-se da cadeira, estufa o peito, abre os braços, gesticula para enfatizar o estado de euforia e pronuncia: – Isso é muito lindo! Isso é muito lindo! O pensamento circular desconectou o amigo consciencioso, sobretudo pela apurada sensibilidade de ver as coisas, o mundo e as pessoas. Como diria o poetinha, em “Tomara”, das músicas que compôs sozinho, a coisa mais divina desse mundo é viver cada segundo como nunca mais. É bom lembrar que em nenhuma daquelas ocasiões desperdiçávamos o tempo com conversa miúda ou particularidades inerentes à vida alheia. Os assuntos convergiam, predominantemente, para troca de palavras no âmbito da conjuntura social, politica e econômica. Enfim, a pujança de confraternizações daquela natureza era uma maravilha: o entardecer, a cerveja gelada, o violão, a conversa aflorando descontraída e envolvente.

No momento de colocar em pauta algum tema para ser discutido democraticamente, Canindé Correia, formulava propostas recorrendo à comunicação argumentativa, fundamentando o assunto dialeticamente, articulando com habilidade, sem manipulações, concordando ou mesmo discordando de outras opiniões. Dono de jeito muito pessoal de ser, se habituou a conversar mutilando a substância fina e flexível das folhas de papel, pelos cantos, cujos apêndices, dobrando e desdobrando, como se fora diminutas sanfonas, eram manuseadas em câmera lenta, ao tempo em que raciocinava progressivamente. Sem qualquer constrangimento, o documento acessível sofria o crivo dos dedos habilidosos. A prática repetitiva, em que não havia a intervenção da vontade de danificar documentos, faz parte da coletânea de casos engraçados de José Ciríaco Lima, mestre na arte da imitação, que detalhava, com naturalidade, os mecanismos da atitude de natureza instintiva. Um simples olhar para a demonstração teatral acontecer, e a sensação de riso emergia.

Motorista e fiel escudeiro de outro José, o Hamílton Castelo Branco, Zéciríaco, familiarizado conosco, nos transportou para paradas inolvidáveis, quando batia à minha porta, acompanhado apenas do patrão ou de Canindé Correia, na certeza de que, independente da hora, se com o sol a pino, emergindo no horizonte; ou em plena madrugada, de lua cheia ou na escuridão das noites, o acolhimento teria a mesma afetividade.  Seguramente, no vigor de manifestações de amizade sincera, movidas a muitos brindes, sem trincar cristais, foi que se tornou possível, a saga de INOVAÇÃO. Portanto, sentimentos de natureza humana, revestidos de adjetivos que qualificam atos e ações, constituem a memória invisível, de altíssimo valor.

O tempo passou. Estávamos em 1992, quando o jornal já não existia. Entretanto, de tão importante, fazia parte das nossas histórias. Por isso, juntamente com Canindé Correia, Elmar Carvalho e Vicente de Paula Araújo, o Depaula, elaboramos uma edição extemporânea, estimulados por dois motivos: homenagear o amigo e colaborador Mário dos Santos Carvalho, desencarnado a 25 de novembro de 1991, e mostrar a importância do Distrito de Irrigação Tabuleiros Litorâneos do Piauí, na pessoa do gerente executivo, Vilmar Klein Ferreira, um dos entusiastas do projeto, em entrevista exclusiva, que, ao ser convidado, demostrou indignação com a classe política e a comunidade, por não haverem incorporado, nas suas plataformas de lutas, a permanência do Centro Nacional de Pesquisa Irrigada (CNPAI), único centro do gênero da América do Sul, instalado em Parnaíba, já que a transferência do órgão estava sendo articulada para Teresina.

Enquanto o Jornal INOVAÇÃO retorna às bancas, conservando o entusiasmo e consistência que marcaram a existência do alternativo mais duro na queda do Estado do Piauí, no comando da cidade, a mesma constelação de estrelas ilustres, sem perder a pose, mantinha-se atrelada às glórias do passado, certamente para não comprometer o sistema nervoso dos interesses que se resumiam na necessidade de manutenção do poder pela aparência fútil da vaidade.

Representante da corrente de pensamento em que as ideias avançadas devem ser discutidas construtivamente, Canindé Correia se sobressaiu pelo compromisso de conscientizar pelo poder da palavra e o comportamento ético em tudo que fazia: no trabalho, nas relações sociais e nos compromissos com a sociedade. Parceiro de tudo aquilo que não pode ser objeto de contestação, sem se arvorar de dono da verdade, nos momentos em que as discussões efervesciam, sobretudo quando o assunto fazia referência à Parnaíba, ativada a centelha da paixão pela terra natal, surpreendia pela abundância de argumentos infalivelmente construtivos, despontando, da ave dócil, de timidez proporcional à estatura, o galo de briga indomável.

Identificado com as lutas por democracia, sua contribuição para a sustentação da linha editorial do Jornal INOVAÇÃO e a consolidação do Movimento Popular, pautada pela plenitude do conhecimento, foi de construção do ser humano integrado à vida pela grandeza de seus valores e potencialidades.

Os agostos do Brasil. Alegrias e tristezas.

 

O oitavo mês do ano, Agosto, sempre foi motivo de grande preocupação levada por acontecimentos bons ou ruins e que acabaram alimentando a superstição, como de mau agouro. Coincidência ou não, os grandes fatos ocorreram nesta época do ano no Brasil e já em 1902 o gaúcho Plácido de Castro deu início a uma revolta de brasileiros no distante Acre contra o domínio boliviano.

Em 1903, poucos anos depois de proclamada a República, rebentava no Rio de Janeiro a primeira greve geral de trabalhadores reivindicando jornada de oito horas diárias e melhores condições de trabalho.

No ano seguinte o Banco da República passava a se chamar definitivamente Banco do Brasil. Mais adiante em 1908 nascia no Rio Grande do Sul Ernesto Geisel, que viria a ser presidente da República e em 1908 era aberta no Rio de Janeiro a Exposição Nacional. Em 1909 um crime abalaria a história, o assassinato de Euclides da Cunha pelo aspirante Dilermano de Assis, amante de sua mulher.

Naquele mesmo ano rebentava uma greve na Fábrica São Bento, em Jundiaí, interior de São Paulo, que empregava meninos de sete anos de idade. Nos dois anos seguintes, 1910 e 1911, nasciam Sílvio Frota e Golbery do Couto e Silva, dois generais em que se sustentou a ditadura militar de 1964. Em 1912 nasceram em agosto dois intelectuais, Jorge Amado e Nelson Rodrigues.

Em 1914 quando se avizinhava a Primeira Guerra Mundial, ocorreram no Rio de Janeiro comícios e saques contra a carestia e em São Paulo era fundado o Clube Palestra Itália, o Palmeiras. Em 1917 rebenta uma greve geral em Porto Alegre no Rio Grande do Sul. Em 1918 era fundada a Casa dos Artistas no Rio de Janeiro e coincidentemente nascia o cantor e compositor Jackson do Pandeiro.

No esporte em 1920 o Brasil conquistava medalhas de prata e bronze nas Olimpíadas de Antuérpia e dois anos depois Berta Lutz fundava a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. No ano seguinte era inaugurado no Rio de Janeiro, o Copacabana Palace, um dos mais luxuosos hotéis do mundo. Foi também naquele ano que nasceram a atriz Tonia Carrero e a cantora Emilinha Borba. No futebol o Vasco empatava com o Bangu em 2 a 2 e se tornava campeão carioca.

O ano de 1954 marca o início da derrocada de Getúlio Vargas, quando o jornal Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda, publica manchete onde diz, “somos um povo honrado governado por ladrões”. Lacerda sofre um atentado na rua Toneleros em Copacabana. As investigações sobre o atentado a Lacerda chegam ao autor, Gregório Fortunato, guarda-costas de Vargas.

O Clube da Aeronáutica agora exige a renúncia do presidente enquanto uma reunião realizada de madrugada aconselha que ele peça uma licença do cargo. Getúlio acaba se suicidando no Palácio do Catete.

No Piauí, mais precisamente em Parnaíba, o presidente Michel Temer, com a popularidade no volume morto, chega para, a exemplo de outros tantos presidentes e ministros, visitar o Distrito de Irrigação dos Tabuleiros Litorâneos, que em mais de trinta anos já consumiu e mostrou pouquíssimos resultados com dinheiro do Governo Federal. * Pádua Marques é jornalista e escritor. Membro da Academia Parnaibana de Letras, do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba, Academia de Sete Cidades, Sócio Correspondente da Academia de Artes e Letras de Campo Maior, do Instituto de Artes e Letras de Buriti dos Lopes e do instituto Histórico de Eserantina. Fotos: web.