A segunda morte de São João foi  na Parnaíba.

 

 * Pádua Marques.     

 

Agora que junho está no fim e o São João da Parnaíba está morto e enterrado, digo como o finado colega meu, “do alto dessas sinagogas que ninguém há de abalar e nenhum acontecido há de fazer tremer”, fico olhando a que ponto nós chegamos com o mês mais alegre do ano depois do Natal.  Assim brincando esse pessoal que está aí acabou acabando com o São João da Parnaíba.

É que desde o ano passado o prefeito Mão Santa resolveu desprezar toda a estrutura do Quadrilhódromo e as quadrilhas e o bumba-meu-boi agora passaram a se exibir nos bairros. É uma decisão que vai contra todos os princípios de quem entende de festas populares e sua relação com o turismo. Pra quem deseja atrelar o folclore à atividade produtiva e assim formar capital ele está conseguindo fazer o contrário.

O São João da Parnaíba, que a muito custo alcançou relevo e projeção fora do Piauí, agora está fadado ao fim com as apresentações em escolas e meio de rua na periferia, lá no Deus me livre, pra lá do caixa-pregos, para ele Mão Santa, alguns poucos assessores e menos ainda uns poucos moradores que não gostam de novela. Nada contra quem mora em bairros afastados.

Mas até agora ninguém sabe ao certo se essa morte anunciada do São João da Parnaíba foi coisa dele Mão Santa ou se saída da cabeça de bagre de algum assessor, desses de conveniência, sem opinião própria e que ajudariam e muito se permanecessem calados ou estudassem mais, viajassem mais e vissem como se produz riqueza com a cultura quando se juntam o folclore e o turismo.

Assessores pagos pra balançar a cabeça. Esse pessoal esquece que o São João da Parnaíba só é o que é hoje, devido à persistência, muito suor derramado, dinheiro, tempo, amor e audácia de gente igual o Gerivaldo Benício, o Batista do Catanduvas, o Liberato e tantos outros que fizeram, levaram anos e mais anos e muito e tudo pra que esta festa chegasse ao nível que chegou.

Em outro tempo nossas quadrilhas ganharam prémios dentro e fora do Piauí, divulgaram nossas potencialidades turísticas, históricas, gastronômicas e outras riquezas nossas. Agora o São João da Parnaíba, disperso, assistido por poucos, escondendo a cabeça, feito cachorro com medo de foguete, está correndo o risco de dentro em pouco acabar de vez. Mas eu acho que a ideia desse pessoal, a intenção principal seja essa mesmo. Eles têm consciência de que estão fazendo a coisa errada, mas continuam fazendo!

Dá pra imaginar o prefeito do Rio, Marcelo Crivela, depois de tudo o que o carnaval representa pro Brasil, na visibilidade e geração de riquezas, decidir que os desfiles sejam realizados nos bairros, tipo Cascadura, Meier, Bonsucesso, Ramos, Madureira, Nova Iguaçu, Japeri, Queimados? Qual é o turista que vai se atrever a ir à periferia, andando feito besta pra ver as escolas de samba? É preciso que estes assessores de Mão Santa entendam e digam pra ele uma coisa: certas coisas não podem ser mudadas de lugar porque se acabam. *Pádua Marques, jornalista, membro da Academia Parnaibana de Letras, do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba, da Academia de Letras da Região de Sete Cidades, entre outras entidades culturais.

 

Quem ganha com o lucro dos bancos, além dos bancos?

*Clemente Ganz Lúcio

Desde 2014, a economia brasileira enfrenta recessão, com sérios impactos sobre o mercado de trabalho: elevação do desemprego, crescimento da informalidade e redução dos salários. Para piorar, a lei da terceirização, aprovada em março, e a reforma trabalhista, em vigor desde novembro, permitiram a precarização do trabalho. Na outra ponta, as altas taxas de juros, mesmo em queda, em nenhum momento, estimularam o crédito e o investimento produtivo. Neste cenário, os lucros dos cinco maiores bancos do Brasil, mais uma vez, bateram recordes em 2017. Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa Econômica, Banco do Brasil e Santander somaram lucro de R$ 77,4 bilhões, 33,5% a mais do que em 2016.

Esses resultados se devem, entre outros fatores, à elevação das receitas com tarifas e serviços e, especialmente, à queda nas despesas de captação, que acompanharam o movimento de redução da taxa básica de juros (Selic). Também caíram as despesas com impostos (IR e CSLL), em parte devido à entrada de créditos tributários, mas também em função de resultados inferiores em termos operacionais e da intermediação financeira, conforme pode ser observado no estudo Desempenho dos Bancos, divulgado pelo DIEESE em maio e disponível no site da entidade (www.dieese.org.br).

Nada a se comemorar, uma vez que, mesmo com todos os ganhos, os bancos fecharam muitos postos de trabalho e implantaram tecnologia intensiva em capital, abrindo mão de boa parte do trabalho humano. Em 2017, Bradesco, Banco do Brasil, Itaú e Caixa, juntos, fecharam 1.315 agências bancárias. Com relação ao emprego no setor, desde 2012, cai continuamente o número de trabalhadores. Entre dezembro de 2016 e dezembro de 2017, o total de empregados nas cinco maiores instituições financeiras passou de 432.644 para 418.564 pessoas. Isso significou, que, em média, 1.000 trabalhadores foram demitidos por mês, anualmente.

Isso sem falar na rotatividade dos empregos no setor, usada para baratear o custo do trabalho, com empregados sendo admitidos por salários inferiores aos dos demitidos.

E para quem vai esse lucro todos dos bancos? Quem ganha com esse resultado? Com certeza, não é a maioria da sociedade brasileira. Além de jogar para a mão dos clientes a realização de serviços antes feitos pelos trabalhadores do setor, cobrar tarifas e enxugar custos, os bancos fazem com que uma parcela pequena de acionistas se aproprie de um dinheiro que não se materializa em investimentos produtivos, empregos e desenvolvimento. Apesar do expressivo aumento nos lucros, os cinco maiores bancos do país fizeram o desserviço de aumentar a taxa de desemprego mensal, contribuindo para redução da massa salarial.

*Clemente Ganz Lúcio é  Sociólogo, diretor técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Grupo Reindustrialização 

Por que as pessoas se matam tanto?

Por: Bernardo Silva

Eis um assunto pelo qual poucos se interessam, não obstante o crescente número de suicidas mundo à fora. Mas, o que é que leva mesmo tantas pessoas a se suicidarem? E por que não se falar de mais este que é um problema de saúde pública neste país? Ah, mas quem é mesmo que está preocupado com o bem estar do outro?

Pra mim, problema é para ser resolvido, superado. Quando a depressão chega a gente mata no peito, sacode as pulgas e segue em frente. Sim, eu creio em Deus – o todo Poderoso. Creio que a vida não é só isso aqui. A vida é eterna. Ela existe após a morte, até porque Deus não faria de sua mais perfeita criação, o ser humano, uma coisa qualquer que se acaba, a qualquer instante, para ser enterrada e em poucos dias virar lama, debaixo da terra.

Deus nos deu a vida para ser vivida, em sua a sua essência. E todos estamos na terra é para sofrer. A felicidade plena, que muitos imaginam e buscam aqui na terra, só existe no plano espiritual para ser conquistada, com ações de caridade, indulgência, perdão, justiça. O sofrimento, quando vem, tem uma razão de ser e Deus quer que saibamos disso. Ele é justo. Quer que soframos nossas dores aqui na terra, com abnegação, para podermos ter as alegrias do paraíso quando deixarmos este corpo, que nada mais é do que  envoltório de carne do espírito.

O cantor Cazuza diz em uma de suas músicas: “somos iguais em desgraça”. E é verdade. O que nos faz morarmos todos juntos neste planeta, como irmãos,  são os nossos erros. Nossos pecados de tantas e tantas vidas de desacertos. Por isso eu quero viver muito, aqui na terra. Para sofrer, chorar, refletir sobre minhas faltas e tentar corrigi-las. Por que tirar uma vida que não é minha? Deus me deu como dádiva! E por isso eu O agradeço.

Sobre o assunto desta semana a revista Veja traz uma matéria com número alarmantes, cuja leitura sugerimos:

E que tomemos alguma atitude. Não esperar por autoridades que não estão nem aí. E que atitude?  Rezar a Deus pelos fracos, pelos ignorantes, pelos depressivos e fazer algo por eles, no sentido de que entendam a beleza da vida. Aliás, como tudo o  que  Deus criou. É só olhar o que há de grandioso no universo funcionando em harmonia. Se alguma coisa danosa acontece, pode ir atrás que teve a mão do homem. Sem se falar na natureza, no canto dos pássaros, na beleza das flores, no barulho das águas do riacho.

Diga para as pessoas que se suicidar é um ato de puro egoísmo. O suicida termina por matar também a vida de sua família e de seus amigos. Reflita sobre o texto abaixo:

Qual é a maior dor?

Você já pensou nisso?

Um jovem deixou um bilhete aos familiares, pouco antes de cometer suicídio, e expressou no papel o que estava sentindo. Disse ele que a maior dor na vida não é morrer, mas ser ignorado. É perder alguém que nos amava e que deixou de se importar conosco. É ser deixado de lado por quem tanto nos apoiava e constatar que esse é o resultado da nossa negligência.

A maior dor na vida não é morrer, mas ser esquecido. É ficar sem um cumprimento após uma grande conquista. É não ter um amigo telefonando só para dizer Olá. É ver a indiferença num rosto quando abrimos nosso coração. O que muito dói na vida é ver aqueles que foram nossos amigos, sempre muito ocupados quando precisamos de alguém para nos consolar e nos ajudar a reerguer o nosso ânimo. É quando parece que nas aflições estamos sozinhos com as nossas tristezas. Muitas dores nos afetam, mas isso pode parecer mais leve quando alguém nos dá atenção.

É bem possível que esse jovem tenha tido seus motivos para escrever o que escreveu. Todavia, em nenhum momento deve ter pensado naqueles que o rodeavam.

Se pudesse sentir a dor de um coração de mãe dilacerado ante o corpo sem vida do filho amado…  Se pudesse experimentar o sofrimento de um pai que tenta, em vão, saber do filho morto o que o levou a tamanho desatino…

Se sentisse o desespero de um irmão que busca resposta nos lábios imóveis do ser que lhe compartilhou a infância… Se pudesse suportar, ainda que por instantes, a dor de um amigo sincero a contemplar seus lábios emudecidos no caixão, certamente mudaria seu conceito sobre a maior dor.

Descobrir qual a maior dor é muito difícil. Mas a maior decepção é fácil de deduzir. É daqueles que se suicidam pensando que extinguirão a vida e com ela todos os problemas. Esses saem do corpo mas, indubitavelmente, não saem da vida e, muito menos, acabam com os problemas.

Portanto, por mais difícil que esteja a situação, nunca vale a pena buscar essa porta falsa chamada suicídio. É importante lembrar sempre:por mais escura e longa que seja a noite, o sol sempre volta a brilhar. E por mais que pensemos estar na solidão, temos sempre conosco um amigo fiel e dedicado que jamais nos abandona: JESUS.

 

Servidor Público: Ganhou, mas não levou

Por:Zózimo Tavares

Várias categorias de servidores públicos estaduais ganharam, mas não levaram, os reajustes salariais concedidos este ano.

O governador Wellington Dias mandou projeto de lei para a Assembleia Legislativa propondo correção salarial para várias categorias.

Entre elas, está o magistério (6,81% – piso do professor – duas parcelas).

E mais 

Foram contemplados com mais 3,95% servidores da Secretaria de Educação, policiais militares, bombeiros militares, policiais civis, agentes penitenciários e procuradores do Estado. E o Ministério Público com 4,5%.

A Assembleia aprovou tudo, como o governo pediu.

Veto e derrubada

Acontece que o governador vetou todos os reajustes que ele mesmo propôs.

Ele justificou o veto alegando que, “em virtude do calendário eleitoral, é vedado fazer na circunscrição do pleito revisão geral da renumeração dos servidores públicos que exceda recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição a partir dos 180 dias que antecedem o pleito até a posse dos eleitos”.

Num fato inédito no atual governo, a Assembleia derrubou os vetos, por entender que não se tratava de aumento salarial, mas de reposição da inflação do período, o que a lei autoriza.

Devolução

O projeto foi novamente encaminhado para o governador, que o devolveu outra vez para ser promulgado pelo presidente da Assembleia Legislativa.

Por sua vez, o presidente da Assembleia, deputado Themístocles Filho, negou-se a promulgar a lei.

E até deu uma declaração enigmática: “Quem ama não mata”

Impedimento

Themístocles justificou: se o governador não pode sancionar por que está impedido pela legislação eleitoral, pois é candidato à reeleição, ele também não pode, já que também é candidato.

E despachou o caso para a procuradoria jurídica da Assembleia, para que ela se manifeste.

Rabo de cavalo

Por:Arimatéia Azevedo

Três grandes obras para aproveitar o potencial hídrico do Piauí estão paradas: as segundas etapas dos Platôs de Guadalupe, Tabuleiros Litorâneos e Marrecas. Com 70% das obras concluídas, a ativação das áreas irrigadas poderia somar mais de 10 mil hectares. Por baixo, seriam gerados 25 mil empregos diretos e pelo menos outros 25 mil postos de trabalho decorrente de atividades econômicas favorecidas pela produção de frutas em escala comercial. Ocorre, no entanto, que a burocracia misturada com problemas judiciais faz com que a infraestrutura necessária à ativação de novas áreas irrigadas siga parada e sem um horizonte para ativação. O caso dos projetos Tabuleiros e Platôs descamba para uma situação kafkiana: embora não haja um fio de suspeita sobre a atuação da Odebrecht nas duas obras, o envolvimento da empreiteira baiana em escândalos sistêmicos fez com que a onda avassaladora de investigação paralisasse uma atividade de construção cuja conclusão resultaria em um boom localizado de desenvolvimento econômico em Guadalupe e Parnaíba. No caso de Marrecas, a obra parou por falta de recursos, ausência de uma modelagem de ocupação do perímetro e desinteresse político para fazer a engrenagem da burocracia soltar o dinheiro para seguir com o serviço. Nos três casos, o Piauí sai perdedor.

Cambota e Fogoió, os dois meninos.

 

 

Eles foram o terror do bairro onde moravam quando crianças e já engrossando o talo da pinta continuaram dando trabalho a todo mundo e vergonha aos pais. Nessa época de São João, naquele tempo, eles se danavam a correr numa venda pra comprar toda sorte de fogos, desde os inocentes peidos de velha às terríveis e poderosas bombas de quinhentos, capazes de levantar por mais de vinte metros uma lata de querosene.

Cambota foi criado cheio de vontades pelo pai porque nem a mãe aguentou as peraltices dele. Filho único de um quitandeiro, se esteve algum dia à escola foi somente pra bater nos outros e no segundo dia de aula ser expulso. O pai achava de dizer que ninguém precisava estudar pra ganhar dinheiro. Ele mesmo tinha tudo e nunca passou um dia sequer sentado em banco de escola. Tinha dinheiro na burra e muitos burros lhe obedecendo.

O menino se criou sozinho feito bicho bruto, batendo e apanhando na rua e quando era contrariado se armava de um caco de vidro e corria a rua pra tomar satisfações com o desafeto. Nesse período de festas juninas ia ele direto na gaveta da quitanda, tirava o apurado e ia até a esquina comprar traques e bombas. Negócio dele era bomba, daquelas mais potentes e que incomodavam a vizinhança. Noite toda.

Era um menino feio, baixo, gordo, cambota, cabelo raspado, calção imundo, fedendo a pena de galinha molhada. Mesmo tendo todos esses defeitos não era desrespeitoso com os mais velhos. Algum adulto ralhasse com ele, metia o rabo entre as pernas e procurava o caminho de casa.

Agora Fogoió. Fogoió Azedo como outros e muitos o chamavam pelas costas. Galalau. Também foi um menino criado por uma mãe e um pai que faziam tudo aquilo que ele queria. Os vizinhos, quando ele era ainda criança, passaram poucas e boas com as travessuras dele. Assim como Cambota, nessa época de São João, transformava a vida do bairro onde morava num inferno.

Toda a cidade temia pelo que poderia acontecer quando aqueles dois maus elementos um dia se encontrassem. Aí o diabo iria sair da garrafa por cima ou por baixo. E este dia aconteceu num dia de junho. Colocaram o mundo de cabeça pra baixo e tocaram fogo. Amarraram traques em rabo de cachorros, soltaram bombas debaixo de latas e dentro de garrafas e explodiram até o muro da igreja. Coisa pouca pra eles.

Este Fogoió Azedo, nunca foi cria de gente. Criado sim à imagem e semelhança do cão. Quando adulto se transformou num grande negociante, cheio de enrolada, venda de tudo em quanto achasse pela frente. Vendia e trocava de tudo, desde geladeira velha, bateria de carros, pneus, móveis antigos, moedas, terrenos, material de construção, vergalhão, madeira e se bestasse, até arma de fogo, tudo. Esta semana passada eu vi dois sujeitos parecidos se cumprimentando na televisão, Trump e Kin-Jong Un. Meteu medo. * Pádua Marques, jornalista, escritor, membro da Academia Parnaibana de Letras e do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba. 

Mais educação para menos corrupção

Por: Janguiê Diniz(*)

A corrupção é, de longe, uma das piores “doenças” que afetam a sociedade. Assim como um câncer, pode se espalhar por diversos setores de qualquer país. Por vezes, seus efeitos não são sentidos imediatamente, mas é certo que os custos chegam no longo prazo, com reflexos sobre o fornecimento e a qualidade de serviços públicos essenciais.

Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes indicam que o dinheiro gasto anualmente com corrupção no mundo poderia alimentar oitenta vezes a população faminta. Propinas e roubos aumentam em 40% o custo de projetos para oferecer água potável e saneamento em todo o mundo – porque sim, até em áreas como essas, tão sensíveis, há quem consiga roubar.

É certo que a corrupção sempre existiu, afetando negativamente as políticas públicas e o crescimento econômico do país. O que varia são as consequências – para o corrupto e para a sociedade em que ele vive. Pesquisa divulgada em abril de 2018, intitulada “Retratos da Sociedade Brasileira – Educação Básica”, mostrou que a população vê uma relação direta entre a baixa qualidade do sistema educacional nacional com a corrupção. Segundo o estudo, 60% dos brasileiros apontam o baixo nível educacional como causa da corrupção. Essa visão é mais forte na faixa etária jovem, dos 16 aos 24 anos – nesse grupo, 70% dos entrevistados fez a correlação entre falta de educação e corrupção.

Já segundo análise de 2017 da ONG Transparência Internacional sobre o Índice de Percepção da Corrupção, que classifica os países com base em quão corrupto seu setor público é percebido, o Brasil ficou no 96º lugar dos 180 países avaliados, empatado com países como Colômbia e Zâmbia. A pontuação indica o nível de percepção da corrupção em uma escala de 0 a 100, em que quanto mais baixo o número, mais o país é percebido como corrupto. O Brasil recebeu nota 37 no ranking, que teve Nova Zelândia, Dinamarca e Finlândia como os menos corruptos.

Há uma clara relação entre desigualdade e corrupção. Nas sociedades mais desiguais, é possível notar um nível maior de corrupção; enquanto que as nações mais igualitárias sofrem menos com esse mal. A Finlândia, por exemplo, possui alguns dos melhores índices de qualidade de vida, educação pública, transparência política, segurança pública, expectativa de vida, bem-estar social, liberdade econômica, prosperidade, acesso à saúde pública, paz, democracia e liberdade de imprensa do mundo. As cidades do país também estão entre as mais habitáveis do mundo, figurando entre as mais limpas, seguras e organizadas.

Voltando à corrupção, agora focando no setor de educação, ela é capaz de limitar a acumulação de capital humano e, a longo prazo, afetar todo o desenvolvimento da sociedade. O único meio conhecidamente efetivo de vencer defeitos e falhas humanas é a educação. Educar com vistas ao respeito; para que nos encaremos com igualdade, fraternidade e solidariedade. E tem que ser um processo contínuo. O resultado só virá com décadas de trabalho e esforço coletivo em prol da mudança de nossa situação atual, que não é nada animadora.

Quando algo afeta a educação de uma nação, tudo pode ser posto em cheque. Só o conhecimento nos liberta a pensar e poder gerar um debate sadio para alcançar formas de avançar. A educação é arma poderosa contra a corrupção. Só ela tem força de mudança e renovação.

É indispensável que haja investimentos sociais para mudar a realidade educacional atual do país. Para termos, de verdade, um País sério, a educação tem que ser prioridade, pois ela é a mola propulsora da cidadania. É um valor inestimável, que engrandece o homem, como ser empreendedor da economia, como ser beneficiário e benfeitor da sociedade.

É por todos esses fatores que não se pode dissociar a educação da corrupção. Uma é inversamente proporcional à outra. O Índice de Percepção de Corrupção Mundial é claro ao mostrar que os países com menores índices de educação e igualdade tendem a ter maiores taxas de corrupção. Além disso, tudo o que é construído culturalmente e não é da condição humana, como a corrupção, pode ser desconstruído. Essa é uma das missões mais importantes da educação

(*) Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direitor – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Reitor da UNAMA

Wellington Dias: Competência para administrar sua incompetência

Texto: Zózimo Tavares

Se o governo Wellington Dias fosse um aluno, sem dúvida ele ficaria para recuperação. Ele não chegou a fazer nem o dever de casa. São muitas as notas baixas de seu mandato, em diversas áreas da gestão. Poucas de suas promessas de campanha foram cumpridas. E poucas das obras que já estavam em andamento foram concluídas.

Eis alguns exemplos do fraco desempenho do governo: as escolas da rede pública enfrentam uma nova greve dos professores, porque o Estado não conseguiu pagar o novo piso do magistério, ainda que ele tenha sido parcelado em duas vezes.

Na segurança pública, o Piauí não figura entre os estados mais violentos, porém os assassinatos aumentaram 55% nos últimos cinco anos. Nessa conta não entram os assaltos sem vítimas fatais do dia a dia, as explosões de bancos nem a sensação de insegurança vivida por todos.

Na saúde, muitos hospitais continuam com pouca resolutividade no interior e alguns estão com os dias contatos para fechar, por falta de material e também de pagamento dos terceirizados. Os hospitais e clínicas credenciados pelo Plamta estão sem receber seus pagamentos há quatro meses e ameaçam suspender novamente o atendimento.

Obras inacabadas

No setor de obras públicas, o Estado não foi capaz de terminar as obras dos acessos a Teresina, pelas BRs-316 e 343; não deu andamento à rodovia Transcerrados nem concluiu, sequer, os serviços do Centro de Convenções de Teresina.

Dinheiro não faltou. Nesse período, o Piauí recebeu quase R$ 5 bilhões em empréstimos para fazer obras. Também aumentou por quatro vezes o ICMS para vários setores da economia, inclusive dos combustíveis.

Seu mérito principal concentrou-se na gestão da folha de pessoal, que não sofreu atrasos, como em outros Estados.

Um banho na oposição

A despeito de tudo isso, o governador Wellington Dias lidera com folga a pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Opinar e divulgada ontem pelo Grupo de Mídia Cidade Verde – TV, Rádio e Portal.

Ele aparece com 50% das preferências do eleitor, contra 6,75% de Luciano Nunes (PSDB) e 5,75% de Elmano Férrer (Podemos), os pré-candidatos a governador mais citados na sondagem.

O levantamento foi feito no período de 8 a 10 de junho e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o Nº 09989/2018. A margem de erro é de 2,97% para mais ou para menos. O instituto entrevistou 1.082 eleitores em 51 municípios piauienses.

Reeleição, um passeio

Em síntese, a pesquisa mostra que o governo foi muito competente para administrar a sua incompetência e a oposição muito incompetente – ou impotente – para mostrar a sua competência.

O resultado é que, a se confirmarem os números da sondagem, a reeleição do governador será um passeio, com vitória folgada ainda no primeiro turno.

Enquanto combatia veemente as iniciativas do governo federal para privatizar empresas, como a Cepisa, no Piauí o governador repassava às mãos da iniciativa privada o patrimônio do Estado, como os serviços de água e esgoto, a Ceasa e as rodoviárias de Teresina, Floriano e Picos, através de PPP’s (Parcerias Público-Privadas).

Sangue – O doador

Por:Benedito Gomes(*)

A Organização Mundial da Saúde comemora, desde dois mil e cinco, o dia quatorze de junho como dia o mundial do doador de sangue. E é de vital importância a doação: é saudável para quem doa, é necessário e útil para quem recebe.

A doação de sangue é muito importante para o funcionamento de hospitais, pronto socorro e centros de saúde.

Atualmente há uma necessidade muito grande de sangue nos hospitais. Com o aumento da frota de veículos os acidentes triplicaram e, com muitas vitimas necessitando de transfusão, o número de vítimas é proporcional ao número de motos que circulam por ruas e estradas do nosso país.

Há alguns anos era bem diferente. Transfusão de sangue só em caso de alguma cirurgia que se fizesse necessário.

Ali pelos anos de mil novecentos e setenta e quatro, por ai, trabalhei em uma pequena fabrica de água sanitária, na Rua dos Barqueiros S/N. Tudo era artesanal: a produção era vendida em especial para os hospitais. Eu fazia a entrega em um velho JEEP 51- só Deus sabe como! Um dia estava fazendo entrega na Santa Casa quando uma freira me chamou e perguntou se podia doar sangue para uma pessoa do interior que estava hospitalizada e necessitando. Segui a freira até uma sala, ela tirou uma gota de sangue do meu dedo, depois voltou e me disse: é “ó positivo” serve. Foi feita a coleta, me serviram um copo de refresco e fui trabalhar.

Meses depois repeti o ato no Hospital Marques Bastos e continuei doando sangue por algum tempo nos hospitais da cidade. Acho que nada ficou registrado.

Hoje sou ex-doador. A biologia me tirou da atividade e eu continuo atento e orientando os jovens que doem sangue, faz bem à alma e ao coração.

Nos últimos cinquenta anos participei com o que foi possível em beneficio do povo de Parnaíba. Contribui com a democracia, com os movimentos estudantis, com a fundação da casa dos estudantes, com o esporte e com muito respeito e honestidade. Sem poupar esforços, dei meu trabalho, dei minha palavra e dei meu próprio sangue.

(*)Benedito Gomes

Contador UFPI

Pesquisam confirmam que, no Brasil, jamais houve tamanha aversão aos políticos

Charge do Rico (Arquivo Google)

Carlos Newton

As pesquisas estão aí, realizadas por diferentes institutos, e chegam ao mesmo resultado, demonstrando que nunca antes, na História deste país, houve tamanha aversão à classe política. A imensa maioria da população atingiu um índice recorde de indignação. Esta pesquisa Datafolha não deixa dúvidas, ao indicar que 46% dos eleitores estão indecisos, não apoiam nenhum dos mais de vinte pretendentes. E 23% já resolveram votar nulo ou em branco. Juntos, são 69% de desenganados, desalentados e desgarrados brasileiros, mais de dois terços da população, pois apenas 31% ainda acreditam que algum dos candidatos merece seus votos.

Conforme assinalamos na manhã de domingo, logo após a divulgação da pesquisa no site da Folha de S.Paulo, não há novidade nesse desalento do eleitorado, pois as pesquisas anteriores indicavam a mesma coisa.

A NOVIDADE – Além disso, ao analisar a pesquisa no próprio domingo, registramos que a única novidade era que, pela primeira vez, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) conseguira superar Lula na pesquisa espontânea, a meu ver a única que tem validade, pois o entrevistador apenas faz a seguinte pergunta: “Em quem você pretende votar?”.

É neste quesito – o mais importante – que 46% estão indecisos, 23% vão votar nulo ou em branco, 12% apoiam Bolsonaro, 10% continuam com Lula, e os outros 9% estão divididos entre os demais candidatos. Ou seja, Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Alvaro Dias (Podemos), Rodrigo Maia (DEM), Henrique Meirelles (MDB) e os outros, nenhum deles consegue chegar a 1% dos votos, vejam que fracasso retumbante da democracia à brasileira.

Mas Bolsonaro não está com essa bola toda. Perde no segundo turno para Marina Silva e Ciro Gomes. Aliás, Marina não perde para ninguém no segundo turno. No entanto, isso é só um indicativo, na verdade a eleição ainda não começou.

FALTAM AS ALIANÇAS – Esta eleição é como um casamento em que ainda faltam as alianças. Os candidatos que têm chances – Jair Bolsonaro, Marina Silva, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Álvaro Dias, não necessariamente nesta ordem, precisam fazer forte alianças, se pretendem vencer. 

Até agora, ninguém fechou nada. Alckmin é o único que tem espaço suficiente na TV, os outros precisam se virar para fechar alianças. O tucano diz que terá apoio do PTB e do PV, mas a coligação ainda não foi formalizada, é necessário que ele demonstre ter chances.

Todos conversam com quase todos, a confusão da sopa de letrinhas é infernal, porque a ideologia não existe, vale tudo para garantir um naco do poder. Se não fizerem boas aliança, os candidatos Bolsonaro, Marina, Ciro e Alvaro mal aparecerão na TV. É aí que mora o perigo.

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P.S. – Não tocamos na candidatura de Lula, até porque ela não existe, mas vai causar um tumulto federal. O mais provável é que Fernando Haddad aceite o sacrifício de substituir Lula, inclusive porque Jaques Wagner quer se afastar desse cálice.  Se houve muitos candidatos, Haddad tem até alguma chance de passar para o segundo turno, sob as asas de Lula. Mas por enquanto, tudo ainda está indefinido. (C.N.)  

Vida de cão.

 * Pádua Marques.

 

Nessa semana que está acabando houve uma operação policial em dois bairros de Parnaíba. Operação pesada da Polícia Federal e da militar para desarticular bocas de fumo. Estes dois bairros tem histórico de violentos e de acoitar entre os bons moradores alguns traficantes de drogas, ladrões de celular, motocicletas, supermercados, velhinhos aposentados e outras coisas mais.

Acompanhei pelos blogs e portais o desdobramento da operação. Me chamou a atenção nas fotos ilustrativas, no meio daquele furdunço todo e correria pra tudo quanto era lado, a figura de um cachorro negro. Nas duas fotos ele está ali deitado, na dele, perto de uma viatura assim como quem não tem nada a ver com a história e está ali apenas pra depois entre os vizinhos assustados ficar abanando o rabo e ouvindo conversa.

Agora imagine a vida dessas pessoas, trabalhadores, donas de casa, crianças e velhos convivendo todo dia, semana após semana, meses e anos com esta escalada de violência em que se transformou viver na periferia. O cão estava ali quieto perto da viatura sem a menor vontade de latir ou de se admirar com a operação que já se tornou rotina entre aquela gente.

Talvez fosse ele até um olheiro dos traficantes, um cão de guarda que, ao menor sinal de perigo pra seus patrões, agora estivesse silencioso pra não levantar suspeitas das atividades de seus donos. Certamente deve ser um cão fiel, assim como são outros cães de porta de rua e de fundo de quintal. Desses que apenas e ao menor sinal de perigo se danam a latir e alarmar com a presença de estranhos.

Estava ali na dele, deitado na areia fofa da rua sem calçamento, longe de tudo o que é movimento mais urbano. Certamente que, pela condição de guarda de alguma boca de fumo ganha, quando muito, algum osso carnudo, um resto de comida da mesa ou na pior das hipóteses, quando cria confusão com seus pariceiros, leva uma pedrada certeira de alguém incomodado com sua insolência.

Vida de cão de boca de fumo não deve ser nada fácil. Vive sob a constante inquietação. Ao menor sinal da sirene de uma viatura ou mesmo de um carro estranho cheio de policiais armados até os dentes, se põe a latir feito doido. É o momento dos patrões fugirem pela porta dos fundos e, saltando os quintais com o produto do roubo ou do tráfico de drogas vão se esconder mais lá na frente.

Agora a gente se põe a imaginar o que seja a vida de milhares de pessoas convivendo com vizinhos tão importantes pra polícia. Qual a expectativa de sociedade, de paz e de trabalho honesto dessas pessoas? Vivem sob uma constante inquietação, um inferno. Não deve ser nada tranquilo viver num bairro desses. Não é apenas aqui na Parnaíba não. É em tudo em quanto é cidade grande.

Aquele cão negro nunca vai levantar suspeitas pra policia. Nunca vai sair da rua algemado e dentro de um camburão pra depor e ser preso na Central de Flagrantes, julgado e condenado dormir fazendo companhia a seus patrões na penitenciária. Aquele cão nunca vai ser incomodado. Sua fidelidade está comprovada e tão logo aquela confusão toda acabe, volta pro canto da cerca e vai tirar um sono, que ele não é besta. * Pádua Marques, jornalista e escritor, membro da Academia Parnaibana de Letras e do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba.

Violência contra a mulher: BASTA!

Por: Camila Neto

Serão necessárias quantas mulheres serem assassinadas pelos maridos, namorados ou companheiros? Não podemos nos calar mais. Neste final semana a vítima foi a professora Selene Veras que foi assassinada com 26 facadas, em sua própria residência, na cidade de Luís Correia, litoral do Estado do Piauí.

É inadmissível que mulheres que lutaram e conquistaram vários direitos, como a participação no meio político e a liberdade de poder, ainda vivam e convivam com uma cultura machista que ainda predomina em nosso país.

Muitas permanecem em um relacionamento abusivo, porque sentem medo do agressor, medo de ficarem desamparadas financeiramente e, outro fator mais importante: vergonha de serem julgadas pela sociedade. Por isso, elas preferem sofrer as agressões de forma silenciosa.

No Piauí temos a maior taxa de feminicídios do Brasil. O que temos feito para mudar essa situação? Sim, você e eu?!!! Nosso papel é cobrar do governo a implantação de penas maiores para os crimes cometidos contra a mulher.

Vamos à luta, Mulherada! vocês não estão sozinhas.

Qualquer relação que te impeça de ser você mesma, é abusiva, procure ajuda!
Denúncias: ligue 180

Violência contra a mulher, basta!

A importância da assessoria de imprensa no marketing Digital

Douglas Sossai*

Um bom serviço de assessoria de imprensa é fundamental para a divulgação de qualquer tipo de empresa. Diferente de uma comunicação publicitária, quando a sua própria empresa fala bem dela mesma, uma comunicação nos canais de imprensa recebe indiretamente o endosso dos veículos que a publicam. Ou seja, são outras empresas e pessoas falando de sua empresa. Gera mais credibilidade, certo?

Resumidamente, em tempos pré-Google, a assessoria de imprensa identificava diferencias, curiosidades ou pontos de interesse público sobre sua empresa, criava textos elaborados e enviava-os para os jornalistas. Se o jornalista julgasse o conteúdo interessante para o público de seu veículo, publicava a matéria.

O fato de ter uma notícia aparecendo em vários veículos já era uma forma de divulgação muito interessante.

Hoje a importância desse serviço aumentou ainda mais, pois precisa-se de conteúdo de qualidade para aparecer nos buscadores. É um ponto crucial de um trabalho de SEO (Search Engine Optimization ou otimização para os motores de busca, o serviço tático de preparar seu site para aparecer nos buscadores, como o Google).

o Google indexa as palavras-chave que aparecem nesses sites de notícias e pontua o site de sua empresa de acordo com o volume de links e a importância desses.

Imagine que você deseja ser encontrado no Google ou outros buscadores, quando alguém procurar por “monitoramento de visitação e geração de leads “. Se essas keywords (palavras-chave) estiverem nos artigos publicados sobre sua empresa e esses artigos incluirem um link para seu site, que também deve conter essas palavras, pode ter certeza que você estará muito bem pontuado para aparecer nas primeiras páginas. Faça o teste, pesquise por “monitoramento de visitação e geração de leads ” e veja como aparece nosso site k2web.com.br

Não tem segredo: com conteúdo de qualidade, palavras-chave estratégicas e links estratégicos, é apenas uma questão de tempo para você aparecer nas pesquisas.

Segue uma rápida dica: escolha 20 keywords que representam seus produtos e serviços e que são utilizadas com frequência na pesquisa dos buscadores e peça para a assessoria de imprensa inclui-las em um press release. As boas assessorias do mercado vão conseguir publicar esse texto em vários portais de notícias e blogs e o seu SEO vai receber uma poderosa ajuda.

Outra dica é criar um domínio específico para um blog de sua empresa e colocar esses artigos nesse blog. Coloque também links para as matérias publicadas, isso vai gerar ainda mais credibilidade e criar um processo de “link building” (construção de links relevantes para seu site). Todo mundo sabe a importância de um blog, mas o esforço para manter um de qualidade, atualizado e com conteúdo relevante acaba frustrando muitos empresários. Quando a assessoria de imprensa entra em cena, isso muda de figura.

Procure uma assessoria de imprensa que tenha experiência no seu ramo de negócios ou peça para sua agência te indicar uma. Quanto mais rápido você construir essa estratégia, mais rápido colherá frutos e ficará menos dependente de anúncios pagos.

(*)Douglas Sossai é CEO da K2web, jornalista e especialista em marketing digital

Artigo: Ética na vida

Por: Janguiê Diniz(*)

Você sabe o que é ética? E moral? Ética vem do grego ethos, que significa “conduta”, “modo de ser”. Já moral vem do latim moralis e quer dizer “costume”. Daí, entende-se que a ética tem viés mais individual, enquanto a moral é coletiva. De forma prática, quando se refere ao comportamento de alguns profissionais em suas funções, estamos falando de ética: a ética médica, ética empresarial, etc. Dois exemplos: “João teve uma atitude antiética ao furar a fila do banco”. “No Brasil, é imoral ter mais de uma esposa, enquanto em alguns países como a Nigéria é moralmente aceito”. Percebe a diferença?
 
Ao falar em ética, é comum pensar na ética profissional, política, mas, na verdade, a ética faz parte do cotidiano. É uma característica de toda ação humana. Nossa ética faz parte de quem somos. Tem mais a ver com o indivíduo do que com a sociedade. É fazer o certo, não para “aparecer” ou mostrar-se bom, mas agir de forma correta até quando ninguém está vendo. Quantas vezes não nos pegamos agindo de forma que, em outras situações, nós mesmos reprimiríamos? Por exemplo, furar uma fila, “colar” em uma prova, perceber um erro em uma conta de bar e não avisar ao garçom. São atitudes antiéticas, que vão contra os princípios morais da sociedade.
 
A ética não se resume apenas a comportamentos pessoais. No mundo dos negócios, os princípios éticos da empresa devem estar bem claros para os colaboradores, de forma que todos estejam focados em um mesmo objetivo. É preciso ressaltar que ética e transparência precisam andar juntas. Se determinada empresa não trabalha com ética, coerência e transparência, a probabilidade de o ambiente interno para os colaboradores ser ruim é muito alta. 
 
Vê-se, nesse tipo de empresa, uma alta rotatividade de colaboradores, pessoas estressadas e resultados falhos. Empresas que prezam pela ética e transparência são percebidas como positivas pela sociedade e tendem a se firmar no mercado. No caso inverso, as empresas perdem em competitividade e ficam suscetíveis a riscos de imagem e reputação.
 
A ética, como diz Adolfo Sanchez Vázquez, é a “teoria ou a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade”. Fica a reflexão: se agir com consciência moral e ética é tão positivo, por que ainda há tantas pessoas que não seguem esses valores? Uma publicação do Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas coloca três pontos sobre o tema. Uma primeira causa pode ser a qualidade do aprendizado. 
 
A segunda razão pode ser a imaturidade do raciocínio moral, que pode reduzir valores éticos a comportamentos visando apenas a obediência, para evitar punições. Um terceiro motivo seria o desconhecimento dos outros, determinado por baixo grau de empatia, e o desconhecimento de si, alimentado por autoimagem irreal e autoestima exageradamente alta ou baixa.
 
No Brasil, a corrupção é o principal exemplo da falta de ética e transparência. É a negação radical da ética, porque destrói as raízes das instituições criadas para garantir direitos. Neste caso, há inúmeras consequências para a construção da sociedade e a principal delas é a destruição da meritocracia. Para evitar tal efeito, além da justiça, é preciso exigir punição, dentro dos padrões previstos na constituição. 
 
A educação tem um papel determinante neste contexto, visto que é de sua responsabilidade informar comportamentos éticos e morais para formar futuros cidadãos. Deixo para você um pensamento do psiquiatra e empresário Roberto Shinyashiki: “Seja ético: a vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos”.
(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau 

Duas caronas

Por:Zózimo Tavares

Dois movimentos interessantes foram lançados no Piauí, pegando carona na paralisação dos caminhoneiros. Em um deles, o governador Wellington Dias tenta tirar o corpo de banda e diz que nada tem a ver com os aumentos nos preços dos combustíveis.

Como não? Quando ele assumiu o seu terceiro mandato, em 2015, o ICMS dos combustíveis era de 25%.

Em 2016, ele reajustou a alíquota para 27%. No ano passado, aumentou essa alíquota mais duas vezes. Uma em julho, para 29%, e a outra em outubro.

Nesse segundo aumento do ano, apenas o diesel ficou em 29%. Os demais derivados de petróleo, incluindo a gasolina e o gás de cozinha, subiram para 31%.

Este é que é o fato.

Da Lei Estadual 7.054, de 6 de novembro de 2017, publicada no DOE no mesmo dia (página 1)

Foi só o governador do Piauí que elevou as alíquotas do ICMS dos combustíveis? Não. Todos os governadores recorreram a esse expediente, nesse período. Foi mais uma das muitas tentativas deles para sobreviverem à crise econômica. Uns aumentaram até mais.

Em resumo, os governadores que tanto reclamam das seguidas altas dos combustíveis também são parte de toda essa crise e não apenas o governo federal, com sua política de desenfreada subida dos preços dos derivados de petróleo.

Corte de receita

Muito bem! O segundo movimento interessante que ocorre no Piauí está situado nas raias da oposição. Os oposicionistas lançaram uma campanha para baixar a alíquota da gasolina para 15%.

Essa mesma oposição alardeia que o Governo do Piauí está quebrado, já com atraso de pagamentos em vários setores, como os convênios com os hospitais e clínicas credenciadas pelo Plamta; terceirizados; empreiteiros, etc – e com obras se arrastando por falta de recursos e outras já paradas mesmo.

A oposição alardeia ainda que a pontualidade no pagamento do funcionalismo está ameaçada, com grande risco de atraso.

E tudo isso também é fato. As receitas do Estado já não cobrem as despesas correntes. O Piauí tem respirado nos últimos anos através de empréstimos.

Mas o remédio que a oposição passa para o Estado sair da crise é o corte puro e simples de receitas do governo, que já vive em agonia financeira.

O que adviria daí, se essa ideia prosperasse? O caos, com os serviços públicos – que já são ruins, em muitos setores – completamente paralisados e a população jogada à própria sorte.

Talvez isso até rendesse voto, mas não iria tirar o Piauí da crise.

Imagem: Reprodução

Movimento lança campanha para baixar imposto dos combustíveis no Piauí

Os caminhoneiros e o macaco que cortou os galhos.

 

Por Pádua Marques.*

Esta desastrosa paralisação de caminhoneiros por dez longos e sofridos dias me faz lembrar aquelas histórias de macaco que a gente quando era criança ouvia à noite contadas pelos mais velhos. Porque se existe bicho mais cheio de marmota e criador de confusão é o camarada macaco. Faz das suas e acaba saltando os galhos como se nada tivesse acontecido e a coisa não fosse com ele.

Contavam as histórias de ponta de calçada naquele tempo em que não havia esta peste de televisão, que o camarada macaco um dia se encontrou muito contrariado com a vida besta que estava levando. Era um tal de saltar pra lá e pra cá, correr por cima dos galhos e mais lá na frente, intimar, procurar briga com os outros. A coisa estava ficando muito sem graça e logo ele, macaco, que todo mundo dava como o animal mais safado da mata.

Olhou pra um lado e pra outro e disse consigo que aquilo não estava certo. Muitos outros animais andavam ganhando suas árvores e dominando os lugares de onde tirava comida. Estava certo aquilo não. Convocou uns camaradas da pesada e depois de uma reunião em cima de uma árvore resolveram causar toda sorte de danos à floresta. Se danaram a cortar os galhos, destruir, tocar fogo nesse e naquele outro pé de pau.

Toda aquele pânico acabou gerando desassossego entre os passarinhos que haviam instalado seus ninhos nas copas das árvores. Os animais como onças, capivaras, tamanduás, tatus e outros como a preguiça acabaram correndo e até morrendo tamanho foi o estrago. Os macacos não se contentando com o mal feito tocaram fogo nas veredas e partes mais baixas.

Sapos, rãs, jacarés e outros bichos de beira de riachos passaram foi baixo com toda aquela situação. Porque no mato uns dependem dos outros. Tanto pra comer, sair de um lugar pra outro quanto, pra cruzarem e assim continuarem vivendo as espécies. Mas os macacos se metendo a espertos não calcularam essas coisas e sentaram a destruir tudo o que encontravam pela frente. Não tinha conversa. Era passar na frente e era queda mais adiante.

Passados alguns dias, uns dez se não erra a conta, e depois de uma forte chuva que de certa forma serviu pra esfriar as cabeças quentes, foram calcular as perdas e os danos. E chegaram à certeza de que as perdas foram maiores que os ganhos pra todos. Tem animal e muito macaco que até hoje nunca mais soube o que é um salto, outros, uma caçada e um banho de rio. Muitos estão no olho da mata, sem um galho pra enrolar o rabo. Macaco é bicho burro.

Assim fizeram os caminhoneiros nestes últimos dez dias. Deram uma de macacos. Deixaram todo mundo no desespero por causa do preço do óleo diesel. Que era coisa mais fácil de resolver se conversando. E não se chegar ao ponto que chegamos. Indústrias, comércio, serviços, meio de transporte parados, se acabando, gente morrendo em hospitais, prejuízos pra todo lado. Eles mesmos vão sentir o desemprego porque as empresas pras quais trabalhavam se acabaram.  Em teme de ter uma guerra civil! Que coisa! * Pádua Marques é jornalista, escritor e membro da Academia Parnaibana de Letras.

Choffer, motorista ou caminhoneiro – os heróis da estrada

Por: Benedito Gomes (*)

A história do caminhão começou lentamente, lá pelos idos de 1800, na Europa, em especial na França, onde já se pensava em abrir estradas onde pudesse trafegar algo além de cavalos, para os quais as estradas eram projetadas na época. Aliás, eram apenas grande veredas. Com a evolução da máquina a vapor e depois motores a gasolina e diesel ,carros e caminhões tomaram conta das estradas pelo mundo à fora.

Não faz muitos anos que os caminhões chegaram em nossa região. Eram pequenos, com apenas seis pneus e projetados para quatro a seis toneladas de cargas. O motor à gasolina era acionado por uma manivela e a tripulação formada por um chofer e um ajudante instalados na boleia. Os passageiros viajavam na carroceria, segurando em uma peça de madeira chamada gigante.

O país alcançou alto grau de desenvolvimento na indústria, no comercio e na agropecuária. As estradas de areia, pedras e lama se transformaram em rodovias asfaltadas; os pequenos caminhões passaram chamar-se trucados, carretas e o conjugado bi-trem. O velho chofer passou a ser conhecido como o honroso e respeitado nome de caminhoneiro. E são estes homens que passam mais tempo de sua vida em cabine de caminhão; mais tempo vivendo nas estradas do que em suas próprias casas. Dias, semanas e até meses, distante da esposa, filhos e demais familiares. O dia do caminhoneiro começa sempre às quatro horas da manhã, sem hora para terminar. São dias cansativos e noites mal dormidas. Pagam IPVA, seguro, licenciamento, pedágio e tudo mais que se pode cobrar de quem trabalha. Enfrentam estradas esburacadas, sem acostamento, péssima sinalização e, mesmo assim, estes destemidos brasileiros transportam milhões de toneladas de todo e qualquer tipo de mercadoria, abastecem os portos com produtos de exportação e o mercado interno com tudo o que nós brasileiros consumimos.

Temos talvez o frete mais caro do mundo por quilômetro rodado, isso provocado pelo preço do combustível que, além de caro, não é de boa qualidade. 

Nos últimos anos nosso pais foi envolvido pelo manto da corrupção e para mantê-la a maneira mais fácil é aumentar imposto. Grandes taxas foram destinadas aos combustíveis, cujo aumento diário atingiu em cheio os maiores consumidores, nossos heróis da estrada e eles não pegaram em armas, não usaram canetas, não montaram palanques… eles pisaram no freio, estacionaram nas pistas, acostamento, pátios, e pararam o Brasil, ganharam respeito e admiração da maioria do povo brasileiro.

No segundo dia de greve já se previa que seria devastadora, à medida que se prolongasse. No quinto dia já se confirmava a escassez de diversos produtos e gênero alimentício.

O presidente da republica se reunia com assessores e procurava solução para por fim da crise, o que vinha conseguindo a passos lentos. Enquanto isso câmara federal, senado federal, assembleias legislativas e governadores, simplesmente cruzaram os braços como se nada estivesse acontecendo.

Nossos caminhoneiros mostraram ao Brasil que o poder emana do povo e em seu nome será exercido. Nossos políticos confirmaram que não tem nenhum interesse e nem respeito por aqueles que, através do voto, lhes dão o poder de governar.

Em cinco dias de greve o Brasil quase parou, pois quem trabalha ,quando pára, sua ausência é notada. Entretanto, se o congresso nacional entrar de greve, mesmo por um período de trinta dias, não irá fazer falta a ninguém.

Somos gratos aos senhores caminhoneiros. São fortes, unidos, bravos e tem coragem de mostrar a cara. Parabéns!!!

(*) Benedito Gomes

Contador-UFPI

Escolhas que matam

*Clemente Ganz Lúcio

As crises econômicas e as recessões são fenômenos que atormentam as sociedades nesses dois séculos de capitalismo. Causas diversas estão na origem de cada crise e podem ser tratadas de formas diferentes, conforme as distintas correntes de pensamento econômico. O debate acompanha as escolhas de políticas econômicas dos governos e as decisões de empresas, investidores, bancos, entre outros. As sociedades assistem, às vezes participam, mas sempre sofrem as consequências das crises e das medidas tomadas para enfrentá-las. Desdobramentos assombrosos, como guerras, conflitos sociais, empobrecimento e miséria, desemprego, arrocho salarial e fome tecem a teia de mazelas que une cada contexto histórico específico.

Para poucos, quer dizer, para os mais ricos, as crises são oportunidade para enriquecerem ainda mais, comprando ativos baratos, ganhando com juros, arrochando devedores e garimpando oportunidades. Com as crises, esses poucos ganham com o sofrimento de muitos!

As crises criam os derrotados pelo desemprego, destituídos de capacidade para gerar a renda para o consumo da família, muitos perdem casa e bens, e outros veem a família se desagregar. O desespero abate e adquire faces perversas que destroem o horizonte das pessoas e as perspectivas de futuro de uma nação.

Mais dramático ainda é o destino daqueles que não têm autonomia para lutar e se defender, como as crianças. Estudo divulgado pela Fundação Abrinq (http://fadc.org.br) mostra que a mortalidade infantil voltou a crescer no Brasil, depois de uma década de contínua redução. O número de óbitos de crianças entre 1 e 4 anos passou de 5.595, em 2015, para 6.212, em 2016, aumento de 11% no período. No caso das crianças com entre 1 mês e 1 ano de idade, o número de mortes subiu 2%, de 11.001 para 11.214.

Qual o motivo? O desemprego faz os estragos conhecidos, mas as decisões governamentais são ainda mais perversas, porque quando a crise afeta a receita fiscal do Estado, os gastos sociais são cortados. Diante de uma crise, o governo cobra mais impostos de quem pode – dos ricos – ou faz cortes. E os cortes deveriam atingir quem pode aguentar o tranco da recessão. Os gastos com a manutenção do atendimento social e destinados a financiar a saída da crise deveriam ser mantidos.

O pior corte é aquele que fragiliza ainda mais as condições dos mais fracos, quer dizer, de crianças e pobres. A própria Fundação Abrinq mostra onde acontecem cortes nos programas sociais. Um exemplo é o programa Rede Cegonha, cuja atenção é voltada à mãe no pré-natal, ao parto e à criança, do nascimento até os dois anos, em que o governo aplica hoje somente pouco mais de 10% dos recursos que deveria aplicar. Os cortes se espalham pelos programas de alimentação, educação, saúde, saneamento, Mais Médicos, entre tantos outros. As consequências são graves, e podem levar a óbito pessoas que dependem desses serviços ou ainda acarretar sequelas, muitas vezes, irreversíveis a outras.

Por isso é sempre bom falar da importância da escolha de parlamentares e governantes por meio do voto. Eles decidem como arrecadar impostos e como aplicá-los. Os trabalhadores são a maioria da população, mas se tornam minoria porque dão poder, pelo voto, àqueles que decidem contra seus interesses. São decisões que podem desempregar, arrochar salários, tirar direitos e matar. Há caminhos para fazer a economia crescer, gerar empregos, proteger direitos e garantir a vida diante das adversidades. Por isso, atenção às escolhas faz muita diferença!

*Clemente Ganz Lúcio é  Sociólogo, diretor técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Grupo Reindustrialização 

 

Sob comando do PT, o BNDES “investiu” R$ 1,2 trilhão e sofreu perda total

Luciano Coutinho dirigiu o BNDES rumo ao prejuízo

Rubens Bueno
Veja

Imagine um país com R$ 1,2 trilhão para investir em desenvolvimento. Esse é o sonho de qualquer governante compromissado com o fortalecimento da economia, com a melhoria da infraestrutura e com a geração de milhões de empregos no país. Pois foi justamente essa montanha de dinheiro que os governos do PT, capitaneados pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, tinham em suas mãos. E o que fizeram? Jogaram na lata do lixo dos campeões nacionais da corrupção.

Quem acompanha mesmo de longe o desenrolar da operação Lava Jato conhece bem que fim levaram os irmãos Batista, da JBS Friboi, Emílio e Marcelo, da construtora Odebrecht, e o empresário Eike Batista, do Grupo EBX. Financiados a juros reduzidos com o trilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), corromperam políticos, abasteceram caixas dois de campanha e remeteram recursos para o exterior sem gerar uma das principais contrapartidas que um banco de fomento tem que exigir: a geração de empregos.

SÓ PREJUÍZOS – A JBS Friboi fechou dezenas de frigoríficos no Brasil e direcionou grande parte de suas operações para o exterior. A fantasiosa EBX de Eike Batista faliu e deve bilhões ao BNDES e outros credores. A Odebrecht, diante dos escândalos de corrupção, está mal das pernas. E, como resultado disso, milhares de trabalhadores dessas empresas foram parar no olho da rua.

Hoje, cabe perguntar ao PT: Qual benefício, além da corrupção, trouxeram ao Brasil os “amigos do Rei” que hoje “está nú” em uma cela da Polícia Federal em Curitiba?

Se havia pelo menos a remota intenção de melhorar ao menos um pouco a vida dos brasileiros com essa política de investimentos públicos em empresas que já eram grandes, ao invés de fomentar pequenas e médias, isso não se configurou.

RENDA PER CAPITA – Se pegarmos o avanço da renda per capita brasileira veremos que entre 1994 e 2016, ela cresceu 31%, menos que a média dos países da América Latina e no Caribe, cujo índice avançou 37%. Diante dos países emergentes, onde o Brasil está incluso, a vergonha é ainda maior. Nesse grupo, o aumento do PIB per capita foi de 152% no mesmo período. Já as nações desenvolvidas cresceram 42%.

Na prática, o BNDES, nas mãos do Partido dos Trabalhadores, deu prejuízos ao país. Como se diz quando um carro é inutilizado num acidente de trânsito, o BNDES deu PT. Perda Total.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Não estranhe quando o BNDES anuncia ter tido lucro. Grande parte dos prejuízos tem cobertura do próprio governo, que cobre os rombos com recursos do Fundo Garantidor de Exportações, com dinheiro do Tesouro Nacional – leia-se seu, meu, nosso… (C.N.)

Saco de carvão.

 

 * Pádua Marques.

Outro dia uma de minhas irmãs achou de, depois de uma latumia danada do vendedor na nossa porta, comprar um saco de carvão. Fazia tempos que aqui na nossa casa de Parnaíba eu não encontrava uma mercadoria dessas. Veio à lembrança quando morávamos no bairro de Fátima e ainda minha mãe estava longe de ter na cozinha um fogão a gás, um luxo pra poucos naquela época.

Meu pai, homem de pouco dinheiro na burra, tinha das suas de vez em quando e numa dessas, pra encurtar caminho e se livrar dos atravessadores, meteu naquela cabeça branca de comprar carvão, vindo no trem da tarde. Esse carvão, assim como galinhas poedeiras ou prontas pra ir à panela, franguinhas de primeira pena, melancias, maxixes, quiabos, tapiocas, beijus e leitões cevados, tudo descia na Esplanada da Estação.

Também vinha muita gente feia e triste, vinda de Marruás, Vidéo, Bom Princípio, Cocal e até da muito longe Piracuruca. Toda essa gente e coisas vinham direto´pra estação ali no bairro de Fátima. Papai comprou vários sacos de carvão. Antes, pediu a um amigo seu jumento pra depois do negócio levar a carga pra nossa casa. Ora, aquele carvão todo daria pra consumo de vários dias e até meses.

Eu e meu irmão ficamos encantados com aquela aventura de ir da estação de trem até nossa casa tangendo o jumento carregado de carvão, que depois de chegado e descarregado e medido numa lata de querosene, foi colocado nos fundos da cozinha à espera de sua utilidade.

O tempo passou, vieram outros e um dia, quando as coisas melhoraram em casa, minha mãe escasquetou e acabou comprando um fogão a gás marca Jangada. Não sei ao certo se na Rosemary ou no Décio Lobão. Como diria minha mãe, outra realidade! O carvão passou a ser mercadoria pra se comprar de vez em quando. Já ninguém olhava pro monte que se formava no canto da cozinha. Servia quando muito pra queimar no ferro de gomar.

O monte de carvão servia agora pra ser lugar e ninho de galinha com choco e que dentro de poucos dias sairia de porta pra fora com uma dúzia de pintos procurando o que comer. O saco de carvão foi perdendo importância. Ora vejam só! Mas de vez em quando entrava em cena no fogareiro que por precaução minha mãe conservou num canto em caso de emergência.

Olhando pra fora, o tempo e as coisas foram melhorando na Parnaíba. De uns tempos pra cá não se encontra mais na rua ao sol das oito horas os carvoeiros gritando a mercadoria enquanto estalavam o relho no lombo dos jumentos querendo pressa.

Mas todo esse rodeio que eu fiz teve e tem um propósito de chegada. Pra os políticos, os carreiristas de palanques, os demagogos de toda sorte, o povo é feito aquele saco de carvão. De quatro em quatro anos eles estão na sua porta vendendo uma mercadoria  que não tem estoque, exceto aos domingos quando alguém resolve fazer um churrasco. O saco de carvão, que é o povo, fica esquecido, dormente, aguentando tudo. Os meninos de casa nunca passam perto. O carvão se livrou de ser queimado dentro de um ferro de gomar porque hoje o que não falta é ferro elétrico de todo tipo, tamanho e marca. Carvão suja as mãos e quando aceso enche a cozinha de fumaça.

E se serve de ninho pra galinha choca, acaba empestando a cozinha e a despensa de piungas. As eleições estão chegando. A campanha pesada vai ser depois da Copa da Rússia. Será um refrigério. Se esquecem de tudo em quanto: preço da gasolina, quebra-quebra, carnê do Paraíba, prestação da casa própria, reforma da Previdência, Lava Jato, o Lula. Quando a gente se espantar é a campanha e a propaganda na televisão e nos outdoors.

Os políticos vão entrar em sua casa com a maior cara limpa. Se deixarem, eles são capazes de ir até a cozinha. Se descuidar eles são capazes de abrir a panela. São capazes de beijar e colocar nos braços crianças catarrentas e dar abraços em velhas vestidas de chambres e com a baba da noite nos cantos da boca. Carvão é coisa pra se comprar baratinho hoje em dia. Tem nos supermercados, postos de gasolina, nalguma padaria ou vendinha de subúrbio.

Povo, gente, gente pobre e ignorante é feito saco de carvão. O político compra o voto dessa gente prometendo saúde, educação e segurança. Só promete mais hospitais, médicos a rodo e a toda hora. Político compra voto dessa gente com uma cédula de cinquenta contos, pagamento de uma prestação da Macavi ou do Armazém Paraíba, uma bolsa de estudos pra um sobrinho e por aí vai. Depois que está eleito e feito na vida se esquece do povo, que vira saco de carvão. *Pádua Marques é jornalista e escritor, membro da Academia Parnaibana de Letras.