Obras malfeitas

Por: Arimatéia Azevedo

Alguém perguntou a um secretário de Estado se seria de sua pasta a obra de asfalto esfarelado, recentemente inaugurada com pompa e circunstância pelo governador Wellington Dias, em São Raimundo Nonato. Pronta resposta do zeloso gestor: “se fosse de nossa secretaria, primeiro eu daria um tapa no responsável por este setor, segundo, o demitiria e, por fim, evitaria que a rodovia fosse inaugurada para evitar constrangimento ao meu chefe”. Auxiliar desse naipe, parece ser difícil de ser encontrado na atual gestão, porque, a impressão que se tirou desse fato foi que o pessoal do setor de engenharia da Secretaria de Transportes, bem como seu secretário, ficaram míopes para a péssima qualidade do serviço, que custou mais de R$ 2 milhões aos cofres públicos, como deixaram o chefe do governo e seus convidados metidos num baita constrangimento. Não demorou horas da inauguração de uma estrada asfaltada em São Raimundo Nonato para que a pouca vergonha viralizasse nas redes sociais, expondo um problema sério: de que tem gente na gestão pouco se importando com os resultados, com o uso do dinheiro do contribuinte que lhes paga os salários e muito menos com a imagem do próprio chefe. Além da espessura do asfalto ser questionável, a mão de obra mostra-se emporcalhada, ainda que a construtora responsável tenha emitido nota à coluna dizendo que “o pavimento se trata de um TSD (Tratamento Superficial Duplo) e que demanda um tempo de cura para varrer e tirar os excessos”. Esses excessos citados devem ser tão-somente excessos de descuidos. Acredita-se que se houvesse uma pronta resposta, principalmente para a opinião pública ficar informada, da parte dos órgãos de fiscalização e controle, casos desse tipo não ocorreriam.

Wellington Dias limpa a área

Por: Zózimo Tavares

O governador Wellington Dias avança em seu projeto de engenharia política para as eleições de 2018. Ele começou a limpar a área para montar a chapa majoritária.

Primeiro, manteve no banco de reservas o PTB, que andou sonhando em indicar a deputada Janaína Marques para a vaga de candidato a vice. O governador deixou claro que o partido só tinha cacife para bancar tal reivindicação se o nome indicado fosse o do ex-senador João Vicente Claudino. Este, por sua vez, preferiu manter a distância regulamentar do governo.

Margarete sobra

No lance seguinte, Wellington Dias tirou de campo o Progressistas, hoje o seu principal e mais importante aliado. A vice-governadora Margarete Coelho foi comunicada que não havia espaço para ela ser candidata à reeleição.

O argumento usado, segundo ela, foi o de que cada partido só teria direito a indicar um candidato na chapa majoritária. O Progressistas fez a opção, naturalmente, pelo nome de seu presidente nacional, senador Ciro Nogueira, candidato à reeleição.

Banho-maria

Era de se esperar que, na jogada seguinte, Wellington confirmasse a vaga de vice para o MDB, que a reivindica desde que entrou no governo. O governador, porém, está cozinhando o galo. E em fogo brando.

Ele não veta o nome do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, como seu companheiro de chapa, mas não move uma palha para sacramentá-lo.

Pelo contrário, agora o governador dá uma bicuda na bola, ao chamar para o centro do campo o presidente regional do MDB, deputado federal Marcelo Castro, incluindo o nome dele na relação dos pré-candidatos a senador. Se essa ideia vingar, o MDB perde a vaga de vice.

Carta na manga

Essa movimentação do governador dá a entender que ele tem outro nome na cartola para a vice, mas o mantém a sete chaves. Há quem enxergue, no entanto, a senadora Regina Sousa como a preferida dele para essa posição.

Para tanto, ele teria que quebrar a regra criada por ele mesmo de um candidato para cada partido na chapa majoritária. Não seria um problema intransponível. Entre os aliados, a fidelidade ao governador é tanta que eles são capazes até de engolir gol contra e sair para o abraço, comemorando.

Fachin bateu palma para defesa de Lula dançar

Por: Josias de Souza

A defesa de Lula não dá sorte com magistrados paranaenses. Em Curitiba, esbarrou no estilo sanguíneo de Sergio Moro. Em Brasília, topou com o método cirúrgico de Edson Fachin. Aplicou contra Fachin a mesma tática de guerrilha judicial empregada contra Moro. Consiste num excesso de litigância que beira a má-fé. Tratado como magistrado que cerceia advogados, Fachin passou menos recibo do que Moro. E marcou dois gols em menos de uma semana. Num, expôs a fragilidade da defesa do principal preso da Lava Jato. Noutro, manteve Lula na tranca pelo menos até agosto.

Para azar de Lula, Fachin é uma discreta criatura. Sem vida social, costuma levar trabalho para casa. Aplicado, esteve sempre um lance na frente dos doutores. Desarmou a primeira jogada ao farejar o surto libertário que tomou conta da Segunda Turma do Supremo, a qual integra na condição de minoritário crônico.

Com antecedência premonitória, Fachin retirou o recurso de Lula da pauta de uma sessão avassaladora. Nela, a trinca Toffoli-Gilmar-Lewandowski anulou provas contra um petista (Paulo Bernardo), suspendeu ação penal contra um tucano (Fernando Capez), manteve solto um lobista ligado ao MDB (Milton Lyra) e abriu duas celas: a do petista José Dirceu e a do ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu.

Antecipando-se a um pedido da defesa para a recolocação do “Lula livre” na agenda da segundona, Fachin enviou a encrenca para o plenário da Corte. Com um movimento de caneta, tirou da jogada Toffoli, Gilmar e Lewandowski. E deixou zonza a defesa. Quando os doutores protocolaram uma reclamação requerendo a troca de relator, o sorteio foi feito no plenário geral, não no Jardim do Éden da Segunda Turma.

Por obra e graça dos deuses do acaso, o sorteio enviou a reclamação da defesa para a mesa de Alexandre de Moraes, que chegou ao Supremo por indicação de Michel Temer. Os doutores alegavam que Fachin violara o princípio do juiz natural ao retirar o recurso de Lula da Segunda Turma. E Moraes: ”Inexistiu qualquer violação ao princípio do juiz natural, pois a competência constitucional é desta Suprema Corte, que tanto atua por meio de decisões individuais de seus membros, como por atos colegiados de suas turmas ou de seu órgão máximo, o plenário.”

A reclamação desceu ao arquivo sem que Moraes precisasse decidir sobre o pedido de liminar para que Lula fosse libertado imediatamente. Esse assunto volta à alçada de Fachin. Com um detalhe: o relator da Lava Jato cuidou de iluminar uma dobra do recurso que a defesa preferia manter invisível.

Está em jogo, além da libertação do preso, sua inelegibilidade, realçou Fachin no ofício em que encaminhou a matéria ao plenário. Os advogados tentam desconversar. Renegando a própria petição, alegam que nunca trataram de questões eleitorais, que jamais pretenderam nada além de libertar Lula. O feitiço da defesa acabou enfeitiçado. Raras vezes assistiu-se a tão poucos doutores fazendo tanta besteira em tão pouco tempo.

Sem vocação para o papel de bobo, Fachin pediu explicação sobre as segundas intenções eleitorais da defesa. No mais, afora o risco de uma bala perdida disparada por um dos libertadores do Supremo —disparo que nem Gilmar Mendesparece disposto a dar— Lula permanecerá preso pelo menos até que Cármen Lúcia decida pautar o julgamento do recurso no plenário. Algo que não ocorrerá antes de agosto. Com método, Fachin passou a última semana antes do recesso de julho batendo palma para a defesa de Lula dançar.

Minas terá uma campanha divertida, com participação especial de Dilma Rousseff

Com criatividade, Dilma é sempre um show à parte

Jonathas Cotrim
Estadão

A presidente cassada Dilma Rousseff (PT) confirmou nesta quinta-feira, 28, que irá se candidatar ao Senado por Minas Gerais nas eleições 2018. Essa foi a primeira vez que petista falou como pré-candidata desde que transferiu, em abril, o domicílio eleitoral para o Estado onde nasceu.

“Eu não vou me furtar a participar de uma luta que eu julgava que não mais iria ter uma participação ativa, do ponto de vista eleitoral”, disse a petista, argumentando que a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, teve bastante peso na decisão. 

PRÉ-CAMPANHA – Dilma se reuniu no começo da noite com a bancada estadual e federal do PT, além de outras lideranças do partido, incluindo o governador Fernando Pimentel (PT). A conversa foi fechada para a imprensa, mas a presidente do diretório estadual do partido, Cida de Jesus, afirmou que foram discutidos os primeiros passos da pré-campanha. Na próxima semana, a legenda deve começar a organizar a agenda e as propostas que serão apresentadas pela ex-presidente.

Sobre as críticas que recebeu de adversários pelo fato de não morar em Minas, Dilma disse que não saiu de seu Estado natal porque quis. “Podem falar o que quiserem, eu nasci aqui. Eu não saí daqui porque quis. Saí porque fui perseguida pela ditadura militar”, afirmou, justificando que Minas Gerais seria palco de um novo enfrentamento “entre dois projetos de governo”.  

AJUDAR PIMENTEL – O deputado federal Durval Ângelo (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa, acredita que a disputa eleitoral em Minas Gerais será nacionalizada e que a presença de Dilma Rousseff no cenário poderá ajudar a candidatura à reeleição do governador Fernando Pimentel.

“A presença dela vai trazer a questão do golpe e da violação de princípios democráticos. O candidato que quiser centrar na crise do Estado, que é uma crise generalizada em todos os Estados, vai perder o bonde da história”, disse.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Pelo menos os mineiros vão ter uma campanha eleitoral divertida. Ver Dilma em ação, fazendo aqueles improvisos fabulosos, é sempre garantia de humor e criatividade. Como diziam os romanos, o povo precisa de pão e circo. (C.N.)

Em busca do voto feminino, Ciro quer reverter sua imagem de machista

Patricia Pillar vai gravar mensagem de apoio 

Gustavo Uribe
Folha

Em esforço para melhorar seu desempenho eleitoral junto às mulheres, o pré-candidato do PDT à sucessão presidencial, Ciro Gomes, adotará estratégia para tentar desconstruir crítica de que seja machista. A ideia da equipe de campanha é de se antecipar a prováveis ataques de adversários, criando uma espécie de vacina eleitoral a declaração feita pelo presidenciável na disputa eleitoral de 2002.

Na época, perguntado pela imprensa, o então candidato respondeu que um dos papéis na sucessão ao Palácio do Planalto de sua então mulher, a atriz Patrícia Pillar, era dormir com ele.

VIRÁ À TONA – “O episódio com certeza virá à tona porque são poucos os elementos críticos que os candidatos adversários têm contra ele”, disse Miguelina Vecchio, presidente da Ação da Mulher Trabalhista, movimento de mulheres do PDT.

Para tentar reverter a imagem negativa, o presidenciável já disse que a declaração foi talvez “o maior erro” que cometeu na vida. Ele tem lembrado que nomeou mulheres para cargos de destaque e fez questão de lançar sua pré-candidatura no Dia Internacional da Mulher.

O desempenho eleitoral dele junto às eleitoras, contudo, continua fraco. A última pesquisa Datafolha mostrou que, na maior parte dos cenários de primeiro turno, a expectativa de voto das mulheres é quatro pontos percentuais inferior à de homens.

PONTO FRACO – Em esforço para superar o ponto fraco, a equipe de campanha pretende criar um capítulo no programa de governo para políticas de igualdade de gênero e gravar depoimentos com as ex-mulheres do presidenciável: Patrícia Pillar e a ex-senadora Patrícia Saboya.

O coordenador da campanha eleitoral e irmão do presidenciável, Cid Gomes, disse que buscará ambas. “As duas falam muito bem dele e dizem que ele não tem nada de machista. Ele é um homem de mentalidade moderna e de respeito às mulheres”, disse.

Em entrevista recente, Pillar saiu em defesa de Ciro. Ela disse que ele nunca foi machista e não há “a menor chance” de o seu voto neste ano não ser dele.

ESTILO DURO – A avaliação interna é de que um depoimento televisivo da atriz poderá minimizar o impacto do episódio e suavizar a imagem de Ciro. O estilo duro dele é apontado também pela equipe de campanha como uma das causas da resistência das eleitoras.

Além de acenar com a possibilidade de que metade da equipe ministerial seja formada por mulheres, o programa de governo deve propor políticas de combate à violência doméstica e de compensação pela diferença salarial entre homens e mulheres.

“Se forem abertas vagas de trabalho, por exemplo, é possível contratar aquelas que chefiam famílias, melhorando o ingresso e buscando equidade”, disse Miguelina Vecchio.

OLHAR FEMININO – Na avaliação dela, se a campanha do pedetista não tiver um olhar para as questões femininas, ele não ganhará a disputa eleitoral. “Até porque ele está pior exatamente nas mulheres de baixa renda”, afirmou.

No início de julho, o presidenciável discutirá propostas para as mulheres em um encontro com quadros femininos do partido. A equipe de campanha discute também colocar depoimentos de eleitoras de todo o país no horário eleitoral gratuito.

Além das mulheres, Ciro tem apresentado um desempenho mais fraco junto a eleitores jovens, com idade inferior a 25 anos. Para superar a barreira eleitoral, está sendo discutido um encontro dele com influenciadores digitais. A intenção é entrar em contato com celebridades famosas entre o público jovem para que elas façam referência nas redes sociais. Na lista, estão, por exemplo, o cantor Wesley Safadão e o comediante Whindersson Nunes.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Outro candidato que sofre restrições das mulheres é Jair Bolsonaro. Ele e Ciro Gomes têm uma característica comum: ambos são autocarburantes. A qualquer momento eles podem abrir a boca, falar uma bobagem e pegar fogo sozinhos. (C.N.)

Paixão pelo futebol é similar ao amor romântico, afirmam cientistas

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Coimbra, em Portugal, provou o que boa parte dos fãs de futebol já suspeitava: a paixão despertada pelo esporte é similar ao sentimento de uma pessoa que vive um amor romântico. Após três anos de pesquisa, os cientistas Catarina Duarte, Miguel Castelo-Branco e Ricardo Cayolla comprovaram que os circuitos cerebrais que são ativados nos torcedores de futebol são os mesmos que nas pessoas apaixonadas, segundo comunicado divulgado pela universidade portuguesa.Castelo-Branco disse à Agência Efe nesta segunda-feira que, diante de situações de emoções positivas, como um gol, uma boa jogada ou um bom resultado, são ativadas regiões similares do cérebro – o córtex frontal – onde é liberada a dopamina, que dá uma sensação de recompensa.

No estudo, publicado recentemente na “SCAN”, uma das revistas de neurociências mais prestigiadas do mundo, os cientistas portugueses trabalharam com duas mulheres e 54 homens de entre 21 e 60 anos, a maioria torcedores do Porto e do Académica. “Pudemos comprovar que os sistemas neuronais que são ativados são muito semelhantes ao do amor romântico”, destacou Castelo-Branco. Inclusive, ainda de acordo com o pesquisador, a amídala cerebral, que regula as emoções, é ativada mais vezes nos torcedores que nas pessoas que vivem o amor romântico ou de casal.

“A paixão tende a prevalecer sobre os conteúdos mais negativos como, por exemplo, a derrota contra um rival, já que as experiências menos desejadas tendem a ser suprimidas da memória emocional”, explicou. O estudo sobre pessoas que praticam o que, em teoria, é um amor trivial, em grupo, será implementada nos próximos dois anos com uma nova pesquisa. Nesse segundo passo, será medido o grau de paixão, para ver como essa forma de amor compete com o romântico. “Submeteremos os torcedores de futebol a dilemas em que, por exemplo, terão de escolher entre ir apenas a jogos de futebol ou ir com o namorado ou namorada para ver um filme no cinema”, revelou Castelo-Branco. O cientista salientou que, assim como no amor romântico, a paixão pelo futebol pode se tornar uma obsessão e prejudicar o comportamento racional, passando ao grau de fanatismo.

Fonte: Revista Exame

A segunda morte de São João foi  na Parnaíba.

 

 * Pádua Marques.     

 

Agora que junho está no fim e o São João da Parnaíba está morto e enterrado, digo como o finado colega meu, “do alto dessas sinagogas que ninguém há de abalar e nenhum acontecido há de fazer tremer”, fico olhando a que ponto nós chegamos com o mês mais alegre do ano depois do Natal.  Assim brincando esse pessoal que está aí acabou acabando com o São João da Parnaíba.

É que desde o ano passado o prefeito Mão Santa resolveu desprezar toda a estrutura do Quadrilhódromo e as quadrilhas e o bumba-meu-boi agora passaram a se exibir nos bairros. É uma decisão que vai contra todos os princípios de quem entende de festas populares e sua relação com o turismo. Pra quem deseja atrelar o folclore à atividade produtiva e assim formar capital ele está conseguindo fazer o contrário.

O São João da Parnaíba, que a muito custo alcançou relevo e projeção fora do Piauí, agora está fadado ao fim com as apresentações em escolas e meio de rua na periferia, lá no Deus me livre, pra lá do caixa-pregos, para ele Mão Santa, alguns poucos assessores e menos ainda uns poucos moradores que não gostam de novela. Nada contra quem mora em bairros afastados.

Mas até agora ninguém sabe ao certo se essa morte anunciada do São João da Parnaíba foi coisa dele Mão Santa ou se saída da cabeça de bagre de algum assessor, desses de conveniência, sem opinião própria e que ajudariam e muito se permanecessem calados ou estudassem mais, viajassem mais e vissem como se produz riqueza com a cultura quando se juntam o folclore e o turismo.

Assessores pagos pra balançar a cabeça. Esse pessoal esquece que o São João da Parnaíba só é o que é hoje, devido à persistência, muito suor derramado, dinheiro, tempo, amor e audácia de gente igual o Gerivaldo Benício, o Batista do Catanduvas, o Liberato e tantos outros que fizeram, levaram anos e mais anos e muito e tudo pra que esta festa chegasse ao nível que chegou.

Em outro tempo nossas quadrilhas ganharam prémios dentro e fora do Piauí, divulgaram nossas potencialidades turísticas, históricas, gastronômicas e outras riquezas nossas. Agora o São João da Parnaíba, disperso, assistido por poucos, escondendo a cabeça, feito cachorro com medo de foguete, está correndo o risco de dentro em pouco acabar de vez. Mas eu acho que a ideia desse pessoal, a intenção principal seja essa mesmo. Eles têm consciência de que estão fazendo a coisa errada, mas continuam fazendo!

Dá pra imaginar o prefeito do Rio, Marcelo Crivela, depois de tudo o que o carnaval representa pro Brasil, na visibilidade e geração de riquezas, decidir que os desfiles sejam realizados nos bairros, tipo Cascadura, Meier, Bonsucesso, Ramos, Madureira, Nova Iguaçu, Japeri, Queimados? Qual é o turista que vai se atrever a ir à periferia, andando feito besta pra ver as escolas de samba? É preciso que estes assessores de Mão Santa entendam e digam pra ele uma coisa: certas coisas não podem ser mudadas de lugar porque se acabam. *Pádua Marques, jornalista, membro da Academia Parnaibana de Letras, do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba, da Academia de Letras da Região de Sete Cidades, entre outras entidades culturais.

 

Quem ganha com o lucro dos bancos, além dos bancos?

*Clemente Ganz Lúcio

Desde 2014, a economia brasileira enfrenta recessão, com sérios impactos sobre o mercado de trabalho: elevação do desemprego, crescimento da informalidade e redução dos salários. Para piorar, a lei da terceirização, aprovada em março, e a reforma trabalhista, em vigor desde novembro, permitiram a precarização do trabalho. Na outra ponta, as altas taxas de juros, mesmo em queda, em nenhum momento, estimularam o crédito e o investimento produtivo. Neste cenário, os lucros dos cinco maiores bancos do Brasil, mais uma vez, bateram recordes em 2017. Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa Econômica, Banco do Brasil e Santander somaram lucro de R$ 77,4 bilhões, 33,5% a mais do que em 2016.

Esses resultados se devem, entre outros fatores, à elevação das receitas com tarifas e serviços e, especialmente, à queda nas despesas de captação, que acompanharam o movimento de redução da taxa básica de juros (Selic). Também caíram as despesas com impostos (IR e CSLL), em parte devido à entrada de créditos tributários, mas também em função de resultados inferiores em termos operacionais e da intermediação financeira, conforme pode ser observado no estudo Desempenho dos Bancos, divulgado pelo DIEESE em maio e disponível no site da entidade (www.dieese.org.br).

Nada a se comemorar, uma vez que, mesmo com todos os ganhos, os bancos fecharam muitos postos de trabalho e implantaram tecnologia intensiva em capital, abrindo mão de boa parte do trabalho humano. Em 2017, Bradesco, Banco do Brasil, Itaú e Caixa, juntos, fecharam 1.315 agências bancárias. Com relação ao emprego no setor, desde 2012, cai continuamente o número de trabalhadores. Entre dezembro de 2016 e dezembro de 2017, o total de empregados nas cinco maiores instituições financeiras passou de 432.644 para 418.564 pessoas. Isso significou, que, em média, 1.000 trabalhadores foram demitidos por mês, anualmente.

Isso sem falar na rotatividade dos empregos no setor, usada para baratear o custo do trabalho, com empregados sendo admitidos por salários inferiores aos dos demitidos.

E para quem vai esse lucro todos dos bancos? Quem ganha com esse resultado? Com certeza, não é a maioria da sociedade brasileira. Além de jogar para a mão dos clientes a realização de serviços antes feitos pelos trabalhadores do setor, cobrar tarifas e enxugar custos, os bancos fazem com que uma parcela pequena de acionistas se aproprie de um dinheiro que não se materializa em investimentos produtivos, empregos e desenvolvimento. Apesar do expressivo aumento nos lucros, os cinco maiores bancos do país fizeram o desserviço de aumentar a taxa de desemprego mensal, contribuindo para redução da massa salarial.

*Clemente Ganz Lúcio é  Sociólogo, diretor técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Grupo Reindustrialização 

Por que as pessoas se matam tanto?

Por: Bernardo Silva

Eis um assunto pelo qual poucos se interessam, não obstante o crescente número de suicidas mundo à fora. Mas, o que é que leva mesmo tantas pessoas a se suicidarem? E por que não se falar de mais este que é um problema de saúde pública neste país? Ah, mas quem é mesmo que está preocupado com o bem estar do outro?

Pra mim, problema é para ser resolvido, superado. Quando a depressão chega a gente mata no peito, sacode as pulgas e segue em frente. Sim, eu creio em Deus – o todo Poderoso. Creio que a vida não é só isso aqui. A vida é eterna. Ela existe após a morte, até porque Deus não faria de sua mais perfeita criação, o ser humano, uma coisa qualquer que se acaba, a qualquer instante, para ser enterrada e em poucos dias virar lama, debaixo da terra.

Deus nos deu a vida para ser vivida, em sua a sua essência. E todos estamos na terra é para sofrer. A felicidade plena, que muitos imaginam e buscam aqui na terra, só existe no plano espiritual para ser conquistada, com ações de caridade, indulgência, perdão, justiça. O sofrimento, quando vem, tem uma razão de ser e Deus quer que saibamos disso. Ele é justo. Quer que soframos nossas dores aqui na terra, com abnegação, para podermos ter as alegrias do paraíso quando deixarmos este corpo, que nada mais é do que  envoltório de carne do espírito.

O cantor Cazuza diz em uma de suas músicas: “somos iguais em desgraça”. E é verdade. O que nos faz morarmos todos juntos neste planeta, como irmãos,  são os nossos erros. Nossos pecados de tantas e tantas vidas de desacertos. Por isso eu quero viver muito, aqui na terra. Para sofrer, chorar, refletir sobre minhas faltas e tentar corrigi-las. Por que tirar uma vida que não é minha? Deus me deu como dádiva! E por isso eu O agradeço.

Sobre o assunto desta semana a revista Veja traz uma matéria com número alarmantes, cuja leitura sugerimos:

E que tomemos alguma atitude. Não esperar por autoridades que não estão nem aí. E que atitude?  Rezar a Deus pelos fracos, pelos ignorantes, pelos depressivos e fazer algo por eles, no sentido de que entendam a beleza da vida. Aliás, como tudo o  que  Deus criou. É só olhar o que há de grandioso no universo funcionando em harmonia. Se alguma coisa danosa acontece, pode ir atrás que teve a mão do homem. Sem se falar na natureza, no canto dos pássaros, na beleza das flores, no barulho das águas do riacho.

Diga para as pessoas que se suicidar é um ato de puro egoísmo. O suicida termina por matar também a vida de sua família e de seus amigos. Reflita sobre o texto abaixo:

Qual é a maior dor?

Você já pensou nisso?

Um jovem deixou um bilhete aos familiares, pouco antes de cometer suicídio, e expressou no papel o que estava sentindo. Disse ele que a maior dor na vida não é morrer, mas ser ignorado. É perder alguém que nos amava e que deixou de se importar conosco. É ser deixado de lado por quem tanto nos apoiava e constatar que esse é o resultado da nossa negligência.

A maior dor na vida não é morrer, mas ser esquecido. É ficar sem um cumprimento após uma grande conquista. É não ter um amigo telefonando só para dizer Olá. É ver a indiferença num rosto quando abrimos nosso coração. O que muito dói na vida é ver aqueles que foram nossos amigos, sempre muito ocupados quando precisamos de alguém para nos consolar e nos ajudar a reerguer o nosso ânimo. É quando parece que nas aflições estamos sozinhos com as nossas tristezas. Muitas dores nos afetam, mas isso pode parecer mais leve quando alguém nos dá atenção.

É bem possível que esse jovem tenha tido seus motivos para escrever o que escreveu. Todavia, em nenhum momento deve ter pensado naqueles que o rodeavam.

Se pudesse sentir a dor de um coração de mãe dilacerado ante o corpo sem vida do filho amado…  Se pudesse experimentar o sofrimento de um pai que tenta, em vão, saber do filho morto o que o levou a tamanho desatino…

Se sentisse o desespero de um irmão que busca resposta nos lábios imóveis do ser que lhe compartilhou a infância… Se pudesse suportar, ainda que por instantes, a dor de um amigo sincero a contemplar seus lábios emudecidos no caixão, certamente mudaria seu conceito sobre a maior dor.

Descobrir qual a maior dor é muito difícil. Mas a maior decepção é fácil de deduzir. É daqueles que se suicidam pensando que extinguirão a vida e com ela todos os problemas. Esses saem do corpo mas, indubitavelmente, não saem da vida e, muito menos, acabam com os problemas.

Portanto, por mais difícil que esteja a situação, nunca vale a pena buscar essa porta falsa chamada suicídio. É importante lembrar sempre:por mais escura e longa que seja a noite, o sol sempre volta a brilhar. E por mais que pensemos estar na solidão, temos sempre conosco um amigo fiel e dedicado que jamais nos abandona: JESUS.

 

Servidor Público: Ganhou, mas não levou

Por:Zózimo Tavares

Várias categorias de servidores públicos estaduais ganharam, mas não levaram, os reajustes salariais concedidos este ano.

O governador Wellington Dias mandou projeto de lei para a Assembleia Legislativa propondo correção salarial para várias categorias.

Entre elas, está o magistério (6,81% – piso do professor – duas parcelas).

E mais 

Foram contemplados com mais 3,95% servidores da Secretaria de Educação, policiais militares, bombeiros militares, policiais civis, agentes penitenciários e procuradores do Estado. E o Ministério Público com 4,5%.

A Assembleia aprovou tudo, como o governo pediu.

Veto e derrubada

Acontece que o governador vetou todos os reajustes que ele mesmo propôs.

Ele justificou o veto alegando que, “em virtude do calendário eleitoral, é vedado fazer na circunscrição do pleito revisão geral da renumeração dos servidores públicos que exceda recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição a partir dos 180 dias que antecedem o pleito até a posse dos eleitos”.

Num fato inédito no atual governo, a Assembleia derrubou os vetos, por entender que não se tratava de aumento salarial, mas de reposição da inflação do período, o que a lei autoriza.

Devolução

O projeto foi novamente encaminhado para o governador, que o devolveu outra vez para ser promulgado pelo presidente da Assembleia Legislativa.

Por sua vez, o presidente da Assembleia, deputado Themístocles Filho, negou-se a promulgar a lei.

E até deu uma declaração enigmática: “Quem ama não mata”

Impedimento

Themístocles justificou: se o governador não pode sancionar por que está impedido pela legislação eleitoral, pois é candidato à reeleição, ele também não pode, já que também é candidato.

E despachou o caso para a procuradoria jurídica da Assembleia, para que ela se manifeste.

Rabo de cavalo

Por:Arimatéia Azevedo

Três grandes obras para aproveitar o potencial hídrico do Piauí estão paradas: as segundas etapas dos Platôs de Guadalupe, Tabuleiros Litorâneos e Marrecas. Com 70% das obras concluídas, a ativação das áreas irrigadas poderia somar mais de 10 mil hectares. Por baixo, seriam gerados 25 mil empregos diretos e pelo menos outros 25 mil postos de trabalho decorrente de atividades econômicas favorecidas pela produção de frutas em escala comercial. Ocorre, no entanto, que a burocracia misturada com problemas judiciais faz com que a infraestrutura necessária à ativação de novas áreas irrigadas siga parada e sem um horizonte para ativação. O caso dos projetos Tabuleiros e Platôs descamba para uma situação kafkiana: embora não haja um fio de suspeita sobre a atuação da Odebrecht nas duas obras, o envolvimento da empreiteira baiana em escândalos sistêmicos fez com que a onda avassaladora de investigação paralisasse uma atividade de construção cuja conclusão resultaria em um boom localizado de desenvolvimento econômico em Guadalupe e Parnaíba. No caso de Marrecas, a obra parou por falta de recursos, ausência de uma modelagem de ocupação do perímetro e desinteresse político para fazer a engrenagem da burocracia soltar o dinheiro para seguir com o serviço. Nos três casos, o Piauí sai perdedor.

Cambota e Fogoió, os dois meninos.

 

 

Eles foram o terror do bairro onde moravam quando crianças e já engrossando o talo da pinta continuaram dando trabalho a todo mundo e vergonha aos pais. Nessa época de São João, naquele tempo, eles se danavam a correr numa venda pra comprar toda sorte de fogos, desde os inocentes peidos de velha às terríveis e poderosas bombas de quinhentos, capazes de levantar por mais de vinte metros uma lata de querosene.

Cambota foi criado cheio de vontades pelo pai porque nem a mãe aguentou as peraltices dele. Filho único de um quitandeiro, se esteve algum dia à escola foi somente pra bater nos outros e no segundo dia de aula ser expulso. O pai achava de dizer que ninguém precisava estudar pra ganhar dinheiro. Ele mesmo tinha tudo e nunca passou um dia sequer sentado em banco de escola. Tinha dinheiro na burra e muitos burros lhe obedecendo.

O menino se criou sozinho feito bicho bruto, batendo e apanhando na rua e quando era contrariado se armava de um caco de vidro e corria a rua pra tomar satisfações com o desafeto. Nesse período de festas juninas ia ele direto na gaveta da quitanda, tirava o apurado e ia até a esquina comprar traques e bombas. Negócio dele era bomba, daquelas mais potentes e que incomodavam a vizinhança. Noite toda.

Era um menino feio, baixo, gordo, cambota, cabelo raspado, calção imundo, fedendo a pena de galinha molhada. Mesmo tendo todos esses defeitos não era desrespeitoso com os mais velhos. Algum adulto ralhasse com ele, metia o rabo entre as pernas e procurava o caminho de casa.

Agora Fogoió. Fogoió Azedo como outros e muitos o chamavam pelas costas. Galalau. Também foi um menino criado por uma mãe e um pai que faziam tudo aquilo que ele queria. Os vizinhos, quando ele era ainda criança, passaram poucas e boas com as travessuras dele. Assim como Cambota, nessa época de São João, transformava a vida do bairro onde morava num inferno.

Toda a cidade temia pelo que poderia acontecer quando aqueles dois maus elementos um dia se encontrassem. Aí o diabo iria sair da garrafa por cima ou por baixo. E este dia aconteceu num dia de junho. Colocaram o mundo de cabeça pra baixo e tocaram fogo. Amarraram traques em rabo de cachorros, soltaram bombas debaixo de latas e dentro de garrafas e explodiram até o muro da igreja. Coisa pouca pra eles.

Este Fogoió Azedo, nunca foi cria de gente. Criado sim à imagem e semelhança do cão. Quando adulto se transformou num grande negociante, cheio de enrolada, venda de tudo em quanto achasse pela frente. Vendia e trocava de tudo, desde geladeira velha, bateria de carros, pneus, móveis antigos, moedas, terrenos, material de construção, vergalhão, madeira e se bestasse, até arma de fogo, tudo. Esta semana passada eu vi dois sujeitos parecidos se cumprimentando na televisão, Trump e Kin-Jong Un. Meteu medo. * Pádua Marques, jornalista, escritor, membro da Academia Parnaibana de Letras e do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba. 

Mais educação para menos corrupção

Por: Janguiê Diniz(*)

A corrupção é, de longe, uma das piores “doenças” que afetam a sociedade. Assim como um câncer, pode se espalhar por diversos setores de qualquer país. Por vezes, seus efeitos não são sentidos imediatamente, mas é certo que os custos chegam no longo prazo, com reflexos sobre o fornecimento e a qualidade de serviços públicos essenciais.

Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes indicam que o dinheiro gasto anualmente com corrupção no mundo poderia alimentar oitenta vezes a população faminta. Propinas e roubos aumentam em 40% o custo de projetos para oferecer água potável e saneamento em todo o mundo – porque sim, até em áreas como essas, tão sensíveis, há quem consiga roubar.

É certo que a corrupção sempre existiu, afetando negativamente as políticas públicas e o crescimento econômico do país. O que varia são as consequências – para o corrupto e para a sociedade em que ele vive. Pesquisa divulgada em abril de 2018, intitulada “Retratos da Sociedade Brasileira – Educação Básica”, mostrou que a população vê uma relação direta entre a baixa qualidade do sistema educacional nacional com a corrupção. Segundo o estudo, 60% dos brasileiros apontam o baixo nível educacional como causa da corrupção. Essa visão é mais forte na faixa etária jovem, dos 16 aos 24 anos – nesse grupo, 70% dos entrevistados fez a correlação entre falta de educação e corrupção.

Já segundo análise de 2017 da ONG Transparência Internacional sobre o Índice de Percepção da Corrupção, que classifica os países com base em quão corrupto seu setor público é percebido, o Brasil ficou no 96º lugar dos 180 países avaliados, empatado com países como Colômbia e Zâmbia. A pontuação indica o nível de percepção da corrupção em uma escala de 0 a 100, em que quanto mais baixo o número, mais o país é percebido como corrupto. O Brasil recebeu nota 37 no ranking, que teve Nova Zelândia, Dinamarca e Finlândia como os menos corruptos.

Há uma clara relação entre desigualdade e corrupção. Nas sociedades mais desiguais, é possível notar um nível maior de corrupção; enquanto que as nações mais igualitárias sofrem menos com esse mal. A Finlândia, por exemplo, possui alguns dos melhores índices de qualidade de vida, educação pública, transparência política, segurança pública, expectativa de vida, bem-estar social, liberdade econômica, prosperidade, acesso à saúde pública, paz, democracia e liberdade de imprensa do mundo. As cidades do país também estão entre as mais habitáveis do mundo, figurando entre as mais limpas, seguras e organizadas.

Voltando à corrupção, agora focando no setor de educação, ela é capaz de limitar a acumulação de capital humano e, a longo prazo, afetar todo o desenvolvimento da sociedade. O único meio conhecidamente efetivo de vencer defeitos e falhas humanas é a educação. Educar com vistas ao respeito; para que nos encaremos com igualdade, fraternidade e solidariedade. E tem que ser um processo contínuo. O resultado só virá com décadas de trabalho e esforço coletivo em prol da mudança de nossa situação atual, que não é nada animadora.

Quando algo afeta a educação de uma nação, tudo pode ser posto em cheque. Só o conhecimento nos liberta a pensar e poder gerar um debate sadio para alcançar formas de avançar. A educação é arma poderosa contra a corrupção. Só ela tem força de mudança e renovação.

É indispensável que haja investimentos sociais para mudar a realidade educacional atual do país. Para termos, de verdade, um País sério, a educação tem que ser prioridade, pois ela é a mola propulsora da cidadania. É um valor inestimável, que engrandece o homem, como ser empreendedor da economia, como ser beneficiário e benfeitor da sociedade.

É por todos esses fatores que não se pode dissociar a educação da corrupção. Uma é inversamente proporcional à outra. O Índice de Percepção de Corrupção Mundial é claro ao mostrar que os países com menores índices de educação e igualdade tendem a ter maiores taxas de corrupção. Além disso, tudo o que é construído culturalmente e não é da condição humana, como a corrupção, pode ser desconstruído. Essa é uma das missões mais importantes da educação

(*) Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direitor – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Reitor da UNAMA

Wellington Dias: Competência para administrar sua incompetência

Texto: Zózimo Tavares

Se o governo Wellington Dias fosse um aluno, sem dúvida ele ficaria para recuperação. Ele não chegou a fazer nem o dever de casa. São muitas as notas baixas de seu mandato, em diversas áreas da gestão. Poucas de suas promessas de campanha foram cumpridas. E poucas das obras que já estavam em andamento foram concluídas.

Eis alguns exemplos do fraco desempenho do governo: as escolas da rede pública enfrentam uma nova greve dos professores, porque o Estado não conseguiu pagar o novo piso do magistério, ainda que ele tenha sido parcelado em duas vezes.

Na segurança pública, o Piauí não figura entre os estados mais violentos, porém os assassinatos aumentaram 55% nos últimos cinco anos. Nessa conta não entram os assaltos sem vítimas fatais do dia a dia, as explosões de bancos nem a sensação de insegurança vivida por todos.

Na saúde, muitos hospitais continuam com pouca resolutividade no interior e alguns estão com os dias contatos para fechar, por falta de material e também de pagamento dos terceirizados. Os hospitais e clínicas credenciados pelo Plamta estão sem receber seus pagamentos há quatro meses e ameaçam suspender novamente o atendimento.

Obras inacabadas

No setor de obras públicas, o Estado não foi capaz de terminar as obras dos acessos a Teresina, pelas BRs-316 e 343; não deu andamento à rodovia Transcerrados nem concluiu, sequer, os serviços do Centro de Convenções de Teresina.

Dinheiro não faltou. Nesse período, o Piauí recebeu quase R$ 5 bilhões em empréstimos para fazer obras. Também aumentou por quatro vezes o ICMS para vários setores da economia, inclusive dos combustíveis.

Seu mérito principal concentrou-se na gestão da folha de pessoal, que não sofreu atrasos, como em outros Estados.

Um banho na oposição

A despeito de tudo isso, o governador Wellington Dias lidera com folga a pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Opinar e divulgada ontem pelo Grupo de Mídia Cidade Verde – TV, Rádio e Portal.

Ele aparece com 50% das preferências do eleitor, contra 6,75% de Luciano Nunes (PSDB) e 5,75% de Elmano Férrer (Podemos), os pré-candidatos a governador mais citados na sondagem.

O levantamento foi feito no período de 8 a 10 de junho e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o Nº 09989/2018. A margem de erro é de 2,97% para mais ou para menos. O instituto entrevistou 1.082 eleitores em 51 municípios piauienses.

Reeleição, um passeio

Em síntese, a pesquisa mostra que o governo foi muito competente para administrar a sua incompetência e a oposição muito incompetente – ou impotente – para mostrar a sua competência.

O resultado é que, a se confirmarem os números da sondagem, a reeleição do governador será um passeio, com vitória folgada ainda no primeiro turno.

Enquanto combatia veemente as iniciativas do governo federal para privatizar empresas, como a Cepisa, no Piauí o governador repassava às mãos da iniciativa privada o patrimônio do Estado, como os serviços de água e esgoto, a Ceasa e as rodoviárias de Teresina, Floriano e Picos, através de PPP’s (Parcerias Público-Privadas).

Sangue – O doador

Por:Benedito Gomes(*)

A Organização Mundial da Saúde comemora, desde dois mil e cinco, o dia quatorze de junho como dia o mundial do doador de sangue. E é de vital importância a doação: é saudável para quem doa, é necessário e útil para quem recebe.

A doação de sangue é muito importante para o funcionamento de hospitais, pronto socorro e centros de saúde.

Atualmente há uma necessidade muito grande de sangue nos hospitais. Com o aumento da frota de veículos os acidentes triplicaram e, com muitas vitimas necessitando de transfusão, o número de vítimas é proporcional ao número de motos que circulam por ruas e estradas do nosso país.

Há alguns anos era bem diferente. Transfusão de sangue só em caso de alguma cirurgia que se fizesse necessário.

Ali pelos anos de mil novecentos e setenta e quatro, por ai, trabalhei em uma pequena fabrica de água sanitária, na Rua dos Barqueiros S/N. Tudo era artesanal: a produção era vendida em especial para os hospitais. Eu fazia a entrega em um velho JEEP 51- só Deus sabe como! Um dia estava fazendo entrega na Santa Casa quando uma freira me chamou e perguntou se podia doar sangue para uma pessoa do interior que estava hospitalizada e necessitando. Segui a freira até uma sala, ela tirou uma gota de sangue do meu dedo, depois voltou e me disse: é “ó positivo” serve. Foi feita a coleta, me serviram um copo de refresco e fui trabalhar.

Meses depois repeti o ato no Hospital Marques Bastos e continuei doando sangue por algum tempo nos hospitais da cidade. Acho que nada ficou registrado.

Hoje sou ex-doador. A biologia me tirou da atividade e eu continuo atento e orientando os jovens que doem sangue, faz bem à alma e ao coração.

Nos últimos cinquenta anos participei com o que foi possível em beneficio do povo de Parnaíba. Contribui com a democracia, com os movimentos estudantis, com a fundação da casa dos estudantes, com o esporte e com muito respeito e honestidade. Sem poupar esforços, dei meu trabalho, dei minha palavra e dei meu próprio sangue.

(*)Benedito Gomes

Contador UFPI

Pesquisam confirmam que, no Brasil, jamais houve tamanha aversão aos políticos

Charge do Rico (Arquivo Google)

Carlos Newton

As pesquisas estão aí, realizadas por diferentes institutos, e chegam ao mesmo resultado, demonstrando que nunca antes, na História deste país, houve tamanha aversão à classe política. A imensa maioria da população atingiu um índice recorde de indignação. Esta pesquisa Datafolha não deixa dúvidas, ao indicar que 46% dos eleitores estão indecisos, não apoiam nenhum dos mais de vinte pretendentes. E 23% já resolveram votar nulo ou em branco. Juntos, são 69% de desenganados, desalentados e desgarrados brasileiros, mais de dois terços da população, pois apenas 31% ainda acreditam que algum dos candidatos merece seus votos.

Conforme assinalamos na manhã de domingo, logo após a divulgação da pesquisa no site da Folha de S.Paulo, não há novidade nesse desalento do eleitorado, pois as pesquisas anteriores indicavam a mesma coisa.

A NOVIDADE – Além disso, ao analisar a pesquisa no próprio domingo, registramos que a única novidade era que, pela primeira vez, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) conseguira superar Lula na pesquisa espontânea, a meu ver a única que tem validade, pois o entrevistador apenas faz a seguinte pergunta: “Em quem você pretende votar?”.

É neste quesito – o mais importante – que 46% estão indecisos, 23% vão votar nulo ou em branco, 12% apoiam Bolsonaro, 10% continuam com Lula, e os outros 9% estão divididos entre os demais candidatos. Ou seja, Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Alvaro Dias (Podemos), Rodrigo Maia (DEM), Henrique Meirelles (MDB) e os outros, nenhum deles consegue chegar a 1% dos votos, vejam que fracasso retumbante da democracia à brasileira.

Mas Bolsonaro não está com essa bola toda. Perde no segundo turno para Marina Silva e Ciro Gomes. Aliás, Marina não perde para ninguém no segundo turno. No entanto, isso é só um indicativo, na verdade a eleição ainda não começou.

FALTAM AS ALIANÇAS – Esta eleição é como um casamento em que ainda faltam as alianças. Os candidatos que têm chances – Jair Bolsonaro, Marina Silva, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Álvaro Dias, não necessariamente nesta ordem, precisam fazer forte alianças, se pretendem vencer. 

Até agora, ninguém fechou nada. Alckmin é o único que tem espaço suficiente na TV, os outros precisam se virar para fechar alianças. O tucano diz que terá apoio do PTB e do PV, mas a coligação ainda não foi formalizada, é necessário que ele demonstre ter chances.

Todos conversam com quase todos, a confusão da sopa de letrinhas é infernal, porque a ideologia não existe, vale tudo para garantir um naco do poder. Se não fizerem boas aliança, os candidatos Bolsonaro, Marina, Ciro e Alvaro mal aparecerão na TV. É aí que mora o perigo.

###
P.S. – Não tocamos na candidatura de Lula, até porque ela não existe, mas vai causar um tumulto federal. O mais provável é que Fernando Haddad aceite o sacrifício de substituir Lula, inclusive porque Jaques Wagner quer se afastar desse cálice.  Se houve muitos candidatos, Haddad tem até alguma chance de passar para o segundo turno, sob as asas de Lula. Mas por enquanto, tudo ainda está indefinido. (C.N.)  

Vida de cão.

 * Pádua Marques.

 

Nessa semana que está acabando houve uma operação policial em dois bairros de Parnaíba. Operação pesada da Polícia Federal e da militar para desarticular bocas de fumo. Estes dois bairros tem histórico de violentos e de acoitar entre os bons moradores alguns traficantes de drogas, ladrões de celular, motocicletas, supermercados, velhinhos aposentados e outras coisas mais.

Acompanhei pelos blogs e portais o desdobramento da operação. Me chamou a atenção nas fotos ilustrativas, no meio daquele furdunço todo e correria pra tudo quanto era lado, a figura de um cachorro negro. Nas duas fotos ele está ali deitado, na dele, perto de uma viatura assim como quem não tem nada a ver com a história e está ali apenas pra depois entre os vizinhos assustados ficar abanando o rabo e ouvindo conversa.

Agora imagine a vida dessas pessoas, trabalhadores, donas de casa, crianças e velhos convivendo todo dia, semana após semana, meses e anos com esta escalada de violência em que se transformou viver na periferia. O cão estava ali quieto perto da viatura sem a menor vontade de latir ou de se admirar com a operação que já se tornou rotina entre aquela gente.

Talvez fosse ele até um olheiro dos traficantes, um cão de guarda que, ao menor sinal de perigo pra seus patrões, agora estivesse silencioso pra não levantar suspeitas das atividades de seus donos. Certamente deve ser um cão fiel, assim como são outros cães de porta de rua e de fundo de quintal. Desses que apenas e ao menor sinal de perigo se danam a latir e alarmar com a presença de estranhos.

Estava ali na dele, deitado na areia fofa da rua sem calçamento, longe de tudo o que é movimento mais urbano. Certamente que, pela condição de guarda de alguma boca de fumo ganha, quando muito, algum osso carnudo, um resto de comida da mesa ou na pior das hipóteses, quando cria confusão com seus pariceiros, leva uma pedrada certeira de alguém incomodado com sua insolência.

Vida de cão de boca de fumo não deve ser nada fácil. Vive sob a constante inquietação. Ao menor sinal da sirene de uma viatura ou mesmo de um carro estranho cheio de policiais armados até os dentes, se põe a latir feito doido. É o momento dos patrões fugirem pela porta dos fundos e, saltando os quintais com o produto do roubo ou do tráfico de drogas vão se esconder mais lá na frente.

Agora a gente se põe a imaginar o que seja a vida de milhares de pessoas convivendo com vizinhos tão importantes pra polícia. Qual a expectativa de sociedade, de paz e de trabalho honesto dessas pessoas? Vivem sob uma constante inquietação, um inferno. Não deve ser nada tranquilo viver num bairro desses. Não é apenas aqui na Parnaíba não. É em tudo em quanto é cidade grande.

Aquele cão negro nunca vai levantar suspeitas pra policia. Nunca vai sair da rua algemado e dentro de um camburão pra depor e ser preso na Central de Flagrantes, julgado e condenado dormir fazendo companhia a seus patrões na penitenciária. Aquele cão nunca vai ser incomodado. Sua fidelidade está comprovada e tão logo aquela confusão toda acabe, volta pro canto da cerca e vai tirar um sono, que ele não é besta. * Pádua Marques, jornalista e escritor, membro da Academia Parnaibana de Letras e do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba.

Violência contra a mulher: BASTA!

Por: Camila Neto

Serão necessárias quantas mulheres serem assassinadas pelos maridos, namorados ou companheiros? Não podemos nos calar mais. Neste final semana a vítima foi a professora Selene Veras que foi assassinada com 26 facadas, em sua própria residência, na cidade de Luís Correia, litoral do Estado do Piauí.

É inadmissível que mulheres que lutaram e conquistaram vários direitos, como a participação no meio político e a liberdade de poder, ainda vivam e convivam com uma cultura machista que ainda predomina em nosso país.

Muitas permanecem em um relacionamento abusivo, porque sentem medo do agressor, medo de ficarem desamparadas financeiramente e, outro fator mais importante: vergonha de serem julgadas pela sociedade. Por isso, elas preferem sofrer as agressões de forma silenciosa.

No Piauí temos a maior taxa de feminicídios do Brasil. O que temos feito para mudar essa situação? Sim, você e eu?!!! Nosso papel é cobrar do governo a implantação de penas maiores para os crimes cometidos contra a mulher.

Vamos à luta, Mulherada! vocês não estão sozinhas.

Qualquer relação que te impeça de ser você mesma, é abusiva, procure ajuda!
Denúncias: ligue 180

Violência contra a mulher, basta!

A importância da assessoria de imprensa no marketing Digital

Douglas Sossai*

Um bom serviço de assessoria de imprensa é fundamental para a divulgação de qualquer tipo de empresa. Diferente de uma comunicação publicitária, quando a sua própria empresa fala bem dela mesma, uma comunicação nos canais de imprensa recebe indiretamente o endosso dos veículos que a publicam. Ou seja, são outras empresas e pessoas falando de sua empresa. Gera mais credibilidade, certo?

Resumidamente, em tempos pré-Google, a assessoria de imprensa identificava diferencias, curiosidades ou pontos de interesse público sobre sua empresa, criava textos elaborados e enviava-os para os jornalistas. Se o jornalista julgasse o conteúdo interessante para o público de seu veículo, publicava a matéria.

O fato de ter uma notícia aparecendo em vários veículos já era uma forma de divulgação muito interessante.

Hoje a importância desse serviço aumentou ainda mais, pois precisa-se de conteúdo de qualidade para aparecer nos buscadores. É um ponto crucial de um trabalho de SEO (Search Engine Optimization ou otimização para os motores de busca, o serviço tático de preparar seu site para aparecer nos buscadores, como o Google).

o Google indexa as palavras-chave que aparecem nesses sites de notícias e pontua o site de sua empresa de acordo com o volume de links e a importância desses.

Imagine que você deseja ser encontrado no Google ou outros buscadores, quando alguém procurar por “monitoramento de visitação e geração de leads “. Se essas keywords (palavras-chave) estiverem nos artigos publicados sobre sua empresa e esses artigos incluirem um link para seu site, que também deve conter essas palavras, pode ter certeza que você estará muito bem pontuado para aparecer nas primeiras páginas. Faça o teste, pesquise por “monitoramento de visitação e geração de leads ” e veja como aparece nosso site k2web.com.br

Não tem segredo: com conteúdo de qualidade, palavras-chave estratégicas e links estratégicos, é apenas uma questão de tempo para você aparecer nas pesquisas.

Segue uma rápida dica: escolha 20 keywords que representam seus produtos e serviços e que são utilizadas com frequência na pesquisa dos buscadores e peça para a assessoria de imprensa inclui-las em um press release. As boas assessorias do mercado vão conseguir publicar esse texto em vários portais de notícias e blogs e o seu SEO vai receber uma poderosa ajuda.

Outra dica é criar um domínio específico para um blog de sua empresa e colocar esses artigos nesse blog. Coloque também links para as matérias publicadas, isso vai gerar ainda mais credibilidade e criar um processo de “link building” (construção de links relevantes para seu site). Todo mundo sabe a importância de um blog, mas o esforço para manter um de qualidade, atualizado e com conteúdo relevante acaba frustrando muitos empresários. Quando a assessoria de imprensa entra em cena, isso muda de figura.

Procure uma assessoria de imprensa que tenha experiência no seu ramo de negócios ou peça para sua agência te indicar uma. Quanto mais rápido você construir essa estratégia, mais rápido colherá frutos e ficará menos dependente de anúncios pagos.

(*)Douglas Sossai é CEO da K2web, jornalista e especialista em marketing digital

Artigo: Ética na vida

Por: Janguiê Diniz(*)

Você sabe o que é ética? E moral? Ética vem do grego ethos, que significa “conduta”, “modo de ser”. Já moral vem do latim moralis e quer dizer “costume”. Daí, entende-se que a ética tem viés mais individual, enquanto a moral é coletiva. De forma prática, quando se refere ao comportamento de alguns profissionais em suas funções, estamos falando de ética: a ética médica, ética empresarial, etc. Dois exemplos: “João teve uma atitude antiética ao furar a fila do banco”. “No Brasil, é imoral ter mais de uma esposa, enquanto em alguns países como a Nigéria é moralmente aceito”. Percebe a diferença?
 
Ao falar em ética, é comum pensar na ética profissional, política, mas, na verdade, a ética faz parte do cotidiano. É uma característica de toda ação humana. Nossa ética faz parte de quem somos. Tem mais a ver com o indivíduo do que com a sociedade. É fazer o certo, não para “aparecer” ou mostrar-se bom, mas agir de forma correta até quando ninguém está vendo. Quantas vezes não nos pegamos agindo de forma que, em outras situações, nós mesmos reprimiríamos? Por exemplo, furar uma fila, “colar” em uma prova, perceber um erro em uma conta de bar e não avisar ao garçom. São atitudes antiéticas, que vão contra os princípios morais da sociedade.
 
A ética não se resume apenas a comportamentos pessoais. No mundo dos negócios, os princípios éticos da empresa devem estar bem claros para os colaboradores, de forma que todos estejam focados em um mesmo objetivo. É preciso ressaltar que ética e transparência precisam andar juntas. Se determinada empresa não trabalha com ética, coerência e transparência, a probabilidade de o ambiente interno para os colaboradores ser ruim é muito alta. 
 
Vê-se, nesse tipo de empresa, uma alta rotatividade de colaboradores, pessoas estressadas e resultados falhos. Empresas que prezam pela ética e transparência são percebidas como positivas pela sociedade e tendem a se firmar no mercado. No caso inverso, as empresas perdem em competitividade e ficam suscetíveis a riscos de imagem e reputação.
 
A ética, como diz Adolfo Sanchez Vázquez, é a “teoria ou a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade”. Fica a reflexão: se agir com consciência moral e ética é tão positivo, por que ainda há tantas pessoas que não seguem esses valores? Uma publicação do Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas coloca três pontos sobre o tema. Uma primeira causa pode ser a qualidade do aprendizado. 
 
A segunda razão pode ser a imaturidade do raciocínio moral, que pode reduzir valores éticos a comportamentos visando apenas a obediência, para evitar punições. Um terceiro motivo seria o desconhecimento dos outros, determinado por baixo grau de empatia, e o desconhecimento de si, alimentado por autoimagem irreal e autoestima exageradamente alta ou baixa.
 
No Brasil, a corrupção é o principal exemplo da falta de ética e transparência. É a negação radical da ética, porque destrói as raízes das instituições criadas para garantir direitos. Neste caso, há inúmeras consequências para a construção da sociedade e a principal delas é a destruição da meritocracia. Para evitar tal efeito, além da justiça, é preciso exigir punição, dentro dos padrões previstos na constituição. 
 
A educação tem um papel determinante neste contexto, visto que é de sua responsabilidade informar comportamentos éticos e morais para formar futuros cidadãos. Deixo para você um pensamento do psiquiatra e empresário Roberto Shinyashiki: “Seja ético: a vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos”.
(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau