Justiça mantém presos 22 envolvidos na Operação Topique.

 

 

Os nomes de 21 presos na Operação Topique, que investiga fraudes em licitações do transporte escolar do governo do Piauí, foram divulgados na tarde desta sexta-feira (3) pela Justiça Federal do Piauí, através da Secretaria da 3ª vara criminal federal do estado.

Durante todo o dia de ontem aconteceram as audiências de custódia de 22 presos na operação, sendo 13 preventivamente e 9 temporariamente e nenhum deles foi liberado. O juiz da 3ª vara criminal federal, Agliberto Gomes de Machado, ouviu os presos em audiência.

Agliberto Gomes decidiu pela manutenção da prisão 22 dos 23 detidos na operação deflagrada pela Polícia Federal. Somente uma delas, Nara Loyse Marques, foi liberada ainda ontem.

Além disso foram expedidas na deflagração da Topique, 40 mandados de busca e apreensões. Segundo cálculo da PF, o prejuízo com as fraudes chega a R$ 119 milhões.

A Diretora de Secretaria da 3ª Vara Criminal Federal, Marta Rocha, explicou que as audiências serviram para apreciar somente as circunstâncias nas quais todos foram presos. “Não é nada do processo em si. Quanto a isso, continuam as investigações, que está na fase de inquérito. A questão de manter a prisão ou não, o juiz pode aproveitar para apreciar em audiência os pedidos de liberdade que os advogados costumam entrar.

Mais via de regra, a audiência de custódia serve para avaliar como foi feita a prisão por parte da polícia. Tanto é que eles passam pelo IML e se apresentam (à Justiça Federal) para ver se sofreram alguma lesão, tortura”, esclareceu a diretora.

Veja o nome de 21 dos 22 presos que tiveram as prisões mantidas:

  • Lívia de Oliveira Saraiva
  • Charlene Silva Medeiros
  • Lana Mara Costa Sousa
  • Magna Ribeiro da Silva Flizikowski
  • Maria Anniele de Fátima Almeida
  • Suyana Soares Cardoso
  • Sicilia Amazonas Soares Borges
  • Francis Camila de Sousa Pereira
  • Paula Rodrigues de Sousa dos Santos
  • Elisandra Pereira Lima
  • Lisiane Lustosa Almendra
  • Antônio LIma de Matos da Costa
  • Luís Carlos Magno Silva
  • Carlos Augusto Ribeiro de Alexandrino Filho
  • Miguel Alves Lima
  • Odair Gomes Leal
  • Raimundo Félix Saraiva Filho
  • Rodrigo José da Silva Junior
  • Luiz Gabriel da Silva Carvalho
  • Samuel Rodrigues Feitosa
  • Antonio Ribeiro da Silva

Fonte: cidadeverde. Fotos: DPiaui/ODia. Edição: APM Notícias.

Já são sete candidatos confirmados à Presidência.

 

 

Na reta final das convenções nacionais, os partidos políticos confirmaram sete candidatos a presidente da República, e mais oito nomes devem ser aprovados neste sábado (4). A escolha dos candidatos à vice-presidência ainda mobiliza os esforços das principais legendas: até esta sexta-feira (3), cinco chapas estão completas.

O PSOL e o PSTU formalizaram tanto os candidatos a presidente como a vice. A Rede, o PSDB e o Pode escolheram os nomes para os dois cargos, mas realizam convenção nacional amanhã para oficializar a decisão.

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB, anunciou que terá como companheira de chapa a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), que disputaria a reeleição. Na nota publicada no portal do PSDB, Alckmin destacou a importância da presença feminina no cenário político nacional.

A definição da chapa do Pode tirou da disputa presidencial o economista Paulo Rabello de Castro (PSC), que já havia sido aprovado na convenção nacional, no último dia 20 de julho. No início desta semana, a cúpula dos dois partidos fechou uma aliança, e Rabello será o candidato a vice do senador paranaense Álvaro Dias.

A Rede acertou uma coligação com o PV. A candidata Marina Silva terá como vice o ex-deputado Eduardo Jorge, que disputou a eleição presidencial de 2014. O presidente nacional do PV, José Luiz Penna, disse que a prioridade do partido é eleger deputados federais, mas destacou a identidade ideológica entre as duas siglas.

O PSOL e o PSTU saíram das convenções nacionais com a chapa completa. O PSOL vai disputar a eleição presidencial com Guilherme Boulos e Sonia Guajajara, em uma aliança com o PCB. Já o PSTU lançou uma chapa puro-sangue: Vera Lúcia e Hertz Dias.

O MDB confirmou ontem (2) a candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles a presidente da República. Após a convenção do MDB, Meirelles disse ter preferência por uma mulher na composição da sua chapa. A direção do partido negocia com a senadora Marta Suplicy (MDB-SP).

Na última quarta-feira (1º), o PCdoB aprovou a candidatura de Manuela D’Ávila à Presidência da República, mas a deputada estadual gaúcha é o nome desejado pelo PT para compor a chapa na corrida presidencial. O PT se reunirá em São Paulo, nesta sábado. A tendência é que o partido formalize a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba desde abril.

Caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) decidir se Lula poderá concorrer. O julgamento deverá ocorrer antes do dia 15 deste mês, prazo final para registrar as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para amanhã está marcada também a convenção do Novo, que deve formalizar a candidatura de João Amoêdo a presidente da República.

O Patri também se reúne amanhã e, segundo nota publicada no portal do partido, entre os pré-candidatos, prevalece o nome do deputado federal Cabo Daciolo (RJ). O PSB, o PRTB e o PPL realizam convenção nacional neste domingo (5), mas somente os dois últimos devem lançar candidatos a presidente – Levy Fidelix e João Vicente Goulart, respectivamente. Fonte: TribunadaBahia. Foto: CasaVogue. Edição: APM Notícias.

João Henrique diz que o PT quer implantar poder permanente.

 

 

O vice-presidente regional do MDB no Piauí e presidente nacional do SESI, João Henrique de Almeida Sousa, disse nesta sexta-feira (3) que o PT quer implantar um projeto permanente de poder no Piauí.

Por isso, segundo ele, o partido rejeitou a indicação do nome do presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, deputado Themístocles Filho (MDB), como candidato a vice-governador na chapa de reeleição do governador Wellington Dias (PT).

 “O PT rejeitou o nome de Themístocles (Filho) como candidato a vice porque tem um projeto de poder ad-infinitum para o Piauí. Ou seja, eles querem um nome do partido para suceder ao governador Wellington Dias e garantir o partido no poder em eleições futuras”, afirmou.

Na análise do ex-ministro, a indicação da senadora Regina Sousa como candidata a vice de Wellington Dias atende a esse projeto de poder sem limite de tempo. “Não há a menor dúvida de que colocar a senadora Regina Sousa como candidata a vice é uma forma de evitar que nomes de outros partidos cheguem ao governo”, explicou.

João Henrique participou ao meio-dia desta sexta-feira da convenção do MDB em Teresina. Ele disse que é filiado há 37 anos ao MDB. O ex-ministro lembrou que percorreu todo o Piauí em 2017 e início de 2018, na Caravana Piauí em Movimento, defendendo a tese da candidatura própria do MDB ao governo. Fonte: PortalAZ. Foto: OGlobo. Edição: APM Notícias.

Michel Temer assina ordem de serviço dos Tabuleiros Litorâneos.

 

 

O presidente da República, Michel Temer desembarcou no aeroporto Prefeito Doutor João Silva Filho em Parnaíba, por volta de 13h50 desta sexta-feira (03). No local, Temer participou da solenidade de assinatura da ordem de serviço da segunda etapa do perímetro irrigado Tabuleiros Litorâneos.

Além do presidente Temer, o ministro da Integração Nacional, Antônio de Pádua Andrade, também  atendeu ao convite do prefeito Mão Santa, que esteve em Brasília nesta semana, tratando sobre a liberação dos recursos para a conclusão das obras, paralisadas desde 2010. A garantia de investimento federal para a segunda fase das obras, que estão paralisadas desde 2010, é de R$ 27 milhões.

Sobre os Tabuleiros Litorâneos

O Projeto Tabuleiros Litorâneos foi iniciado em 1989, ainda no Governo Sarney, com o objetivo de tornar a região Norte do Piauí um centro produtor por meio de sistema de irrigação moderno, semelhante ao que transformou Petrolina, no Pernambuco, num dos maiores produtores de frutas do Nordeste.

O projeto inclui uma área total de 9 mil hectares de área irrigada para produção de banana, acerola, coco, melancia, abacaxi, manga, goiaba e outras frutas. Atualmente, apenas 1.600 hectares dos 2.450 hectares da primeira etapa estão funcionando, com produção principalmente de acerola, banana, abacaxi, coco e melancia, que gera uma receita anual de R$ 34 milhões e 1.400 empregos diretos e 2 mil indiretos. Fonte: PAZ. Fotos: Bruno Santana. Edição: APM Notícias.

Geraldinho diz que vai processar Bernardo Silva por danos morais e calúnia.

 

 

 

O presidente da Câmara Municipal de Parnaíba, vereador Geraldo Alencar (PSB), propôs em plenário durante a sessão ordinária dessa quinta-feira (02), uma moção de repúdio contra o jornalista Bernardo Silva, superintendente de Comunicação da Prefeitura de Parnaíba. O motivo, segundo o presidente, foi o desrespeito, através de uma matéria escrita pelo jornalista.

Bernardo Silva escreveu uma nota no site “O Piolho” onde alertou o poder Executivo para uma provável traição política partida de Geraldinho. O jornalista tentou dizer que o atual presidente da Câmara poderá trair o atual prefeito Mão Santa (SD), em determinado tempo da atual conjuntura.

 

Geraldinho leu em plenário trecho da matéria publicada no “O Piolho” para que todos os vereadores presentes pudessem entender os motivos daquela atitude do presidente.

 

O parlamentar enfatizou o seguinte trecho “Ele diz aqui que nós votamos em deputados de fora para capitalizar recursos para a nossa reeleição, e diz que o presidente vai trair o prefeito. Ora todos vocês sabem que estou na base do Mão Santa e eu permaneço. O superintendente de Comunicação tentando colocar o legislativo contra o executivo” , comentou o vereador.

 

A palavra foi facultada aos vereadores presentes que também se manifestaram. O primeiro foi o vereador Antônio Fortes Diniz (PSDC), que lamentou a forma como os vereadores foram vistos no olhar do autor da matéria.

 

“Eu já votei em candidatos daqui de Parnaíba, que sequer um muito obrigado me deram após a eleição. Voto hoje em um deputado que não é parnaibano, mas que já foi em minha casa tem me tratado de forma muito respeitosa e isso conta muito. Tem gente que é daqui e nós temos que ir atrás, bater na porta e dizer que estamos aqui para apoiá-lo, quando deveria ser o contrário” disse Diniz.

 

Em seguida falou a vereadora Neta Castelo Branco (DEM), que disse entender os motivos do presidente em levar tal situação para a discussão em plenário “Todos aqui sabem e eu não escondo de ninguém o meu carinho pelo Bernardo Silva, quando fui presidente ele foi o nosso assessor de imprensa. Eu acredito que as pessoas possam cometer a infelicidade de errar” ponderou.

 

A vereadora chegou a relatar que um dos motivos que a fez mudar de voto para deputado estadual nas eleições que se aproximam, foi uma decepção vivida em 2014 “Eu não vou citar nomes, mas eu fui humilhada e isso eu nunca vou esquecer, após o resultado da eleição eu fui na casa dessa pessoa até para me solidarizar e do próprio interfone eu ouvi a funcionária repetir o que mandou a pessoa ‘ele não está aqui’ eu fui embora humilhada” explicou a vereadora.

 

O vereador Francisco da Paz (PRB), disse que a câmara deveria cobrar cada vez mais respeito com relação aos vereadores “Temos que ter mais pulso para esse tipo de situação, aqui não temos irresponsáveis, somos pessoas de caráter e se votamos em águem que não seja daqui, é porque temos nossa gratidão” disse Da Paz.

 

Geraldinho também disse ter sofrido decepções na eleição de 2014 quando votou em Juliana para deputada estadual, mas que isso não mudou em nada a sua amizade e relacionamento político dele com a deputada. A moção de repúdio foi aprovada pelos vereadores, e o vereador Geraldinho acrescentou  que também moverá uma ação por danos morais e calúnia contra o jornalista. Fonte: BTG. Fotos: BTG. Edição: APM Notícias.

 

Conselho analisa propostas que visam fortalecer as rádios comunitárias.

 

 

O Conselho de Comunicação Social (CCS) reúne-se na segunda-feira (6), quando deverá emitir parecer sobre três projetos para fortalecer o sistema de rádios comunitárias no país. Dois deles são de Hélio José (Pros-DF): o PLS 513/2017, já aprovado pelo Senado e em análise na Câmara, que aumenta o limite de potência de transmissão e a quantidade de canais de radiodifusão comunitária.

O outro é o PLS 410/2017, que está na CCJ após ser aprovado na Comissão de Educação (CE), que dispensa o setor da cobrança de direitos autorais relacionados à veiculação de músicas e obras lítero-musicais.

O outro projeto em análise é o PLS 55/2016, que permite às rádios comunitárias a venda de publicidade e a veiculação de propaganda comercial e de interesse público. Nestes casos, os anúncios deverão ser restritos a estabelecimentos situados na área da comunidade atendida, devendo a receita obtida ser integralmente reinvestida na própria rádio. No caso da publicidade de interesse público, as rádios poderão firmar contratos com qualquer ente federado. Fonte: Agência Senado. Foto: Agência Senado. Edição: APM Notícias.

Alckmin confirma Ana Amélia vice.

 

O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, 65, confirmou, ontem à noite, que terá como vice a senadora Ana Amélia (PP-RS). “A vice dos sonhos é Ana Amélia. Eu consegui”, afirmou o presidenciável durante a sabatina do canal de TV GloboNews com os postulantes mais bem pontuados no Ibope. O tucano aparece com 6% das intenções nos cenários sem Lula.

Questionado se ficaria refém dos partidos do “Centrão” (PP, DEM, PR, PRB e Solidariedade), Alckmin negou a possibilidade. “Os partidos que vieram me apoiar sabem aquilo que eu defendo”, disse o tucano, acrescentando que não aceitará indicações políticas para agências reguladoras.

Sobre a qualidade de suas alianças com siglas que incluem condenados na Lava-Jato, Alckmin justificou que há bons quadros em todos os partidos. “Se alguém cometeu ilícito, vai responder. A lei é para todo mundo”, comentou. Fonte: DNordeste. Foto: oGlobo. Edição: APM Notícias.

Todo dia um jornalista diferente!

A cada dia fica mais difícil fazer jornalismo em Parnaíba. Alguns vereadores daqui pensam que são os senhores do mundo. Não se pode contestar nada que já querem processar os comunicadores da cidade.

A bola da vez agora é o jornalista e presidente da Associação dos Comunicadores Sociais de Parnaíba – Bernardo Silva. O presidente da Câmara GERALDINHO, aprovou uma moção de repúdio contra o jornalista e disse que vai processar o Bernardo Silva.

Ele (Geraldinho), precisam entender que vivem em uma democracia e que em toda democracia que a imprensa é LIVRE!

O Bernardo não é a primeira vítima do dito vereador, outra colega de profissão também foi processada por ele. Os vereadores (não todos), precisam entender que são pessoas públicas, e como tais, estão a mercê de críticas e contestações. Se não querem ser criticados, que saiam da vida pública.

Pelo andar da carruagem, vai chegar o dia que os Jornalistas serão proibidos de acompanhar as sessões na Câmara Municipal.

Com isso quem perde é a população que fica sem saber das movimentações daquela casa, que é bom ressaltar, é do povo.

Fica registrado meu repúdio aos atos do vereador Geraldinho em relação aos comunicadores de Parnaíba.

Quem será o próximo?

Por: Hudson Veras

Tribunal de Contas bloqueia contas de prefeitura e Câmara de Luzilândia.

 

O Tribunal de Contas do Estado aprovou na sessão plenária desta quinta-feira (2) o bloqueio das contas bancárias de oito prefeituras municipais, quatro câmaras municipais e do Coresa (Consórcio Regional de Saneamento do Sul do Piauí), devido a atraso, ausência de documentação e outras pendências nas prestações de contas referentes ao SAGRES Contábil e SAGRES Folha até o mês de abril de 2018.

As contas ficam bloqueadas até as pendências sejam sanadas. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público de Contas (MPC), formalizado na sessão pelo procurador-geral Leandro Maciel.

O TCE-PI vai agora adotar os procedimentos internos para comunicar a decisão aos bancos, para que o bloqueio seja efetivado. Caso alguma prefeitura, câmara ou o consórcio regularize a situação antes de a medida ser efetivada, o nome é imediatamente excluído da lista de bloqueio.

A relação dos municípios e câmaras municipais em atraso com as prestações de contas foi anteriormente encaminhada à APPM (Associação Piauiense de Municípios) e à AVEP (Associação dos Vereadores do Estado do Piauí), para que fossem adotadas as providências para regularização das pendências, a fim de evitar a determinação de bloqueio das contas.

Municípios que tiveram determinação de bloqueio das contas bancárias:

Prefeituras: Bertolínia, Campo Largo do Piauí, Canavieira, Jacobina do Piauí, Luzilândia, Paes Landim, Passagem Franca do Piauí, Sebastião Barros.

Câmaras Municipais: Luzilândia, Miguel Leão, Santo Antônio dos Milagres, Sebastião Barros. Consórcios: CORESA – Consórcio Regional de Saneamento do Sul do Piauí. Fonte: ODia. Foto: Odia. Edição: APM Notícias.

Governo pretende cortar 200 mil bolsas de estudo em 2019.

 

 

Depois da repercussão negativa à possibilidade de cortes na verba da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para 2019, os ministérios do Planejamento e da Educação anunciaram que se reunirão nesta sexta-feira (3) para discutir o orçamento da pasta para o ano que vem.

Em nota conjunta divulgada na noite desta quinta (2), o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) revelou que pretende reduzir em pelo menos 11% o orçamento para despesas não obrigatórias do MEC. O valor previsto na PLOA é de R$ 20,8 bilhões, o que representa um corte de R$ 2,8 bilhões em comparação com a previsão orçamentária do ano passado, de R$ 23,6 bilhões.

O MP também afirmou que estuda alternativas para garantir dinheiro para “atividades prioritárias do governo”. Entre as alternativas citadas na nota estão “a redução de despesas obrigatórias” e “o adiamento do reajuste dos servidores em 2019”. Segundo o governo, os valores ainda não foram definidos e o orçamento ainda está em fase de negociação. Fonte: cidadeverde. Foto: cidadeverde. Edição: APM Notícias.

Padre é inocentado das acusações de estupro de menor em Buriti dos Lopes.

 

 

O padre Paulo Jorge de Oliveira Viana que foi afastado da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, na cidade de Buriti dos Lopes, após ser indiciado por estupro de vulnerável, foi absolvido pela juíza Ana Victória.

O julgamento se deu em segredo de justiça por se tratar de uma criança de 13 anos à época.

O inquérito era presidido pela delegada titular Daniela Dinalli da cidade de Cocal que concluiu as investigações e enviou para o Ministério Público da Comarca de Buriti dos Lopes, ainda em 2017.

Por decisão do Ministério Público o padre cumpria prisão domiciliar até a data de seu julgamento, entre os dias 30 e 31 de julho, no Fórum desta cidade, onde a juíza absolveu o padre Paulo Jorge, acusado de estupro de vulnerável. Na época, o caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e na televisão, regional e nacional. O padre foi inocentado por se tratar de falso testemunho. Fonte: PortaldoRurik. Fotos: Diocese de Parnaíba/DiariodeNoticias. Edição: APM Notícias.

Policia Federal, Rejane Dias e Regina Sousa

Ação da PF apura desvios milionários na Seduc (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

A Operação Topique da Polícia Federal que investiga contratos de transporte escolar na Secretaria de Educação caiu como uma bomba no Governo do Estado. Eleitas ou não, a virtual vice Regina Sousa e a deputada federal Rejane Dias já podem fazer as contas de um problema.

Os contratos investigados foram executados na gestão da primeira-dama Rejane Dias na Seduc. Na condição de secretaria, era ela a responsável direta pelo problema. Duas funcionárias da Seduc foram presas nesta quinta-feira (2) na operação.

Para quem se pergunta o motivo de Regina ser citada, a resposta é simples: Geraldo Sousa, sócio da BR Locadora também foi preso pela Polícia Federal. Ele é afilhado político da senadora, aluga carros para o gabinete dela e durante muitos anos teve carteira assinada no Partido dos Trabalhadores. Ninguém no PT nega a ligação forte entre os dois.

Rejane, Regina, Wellington Dias… A PF sabe ligar os pontos. (Marcos Melo – Política Dinâmica)

Francisco de Canindé Correia: cidadão parnaibano de visão terceiro-mundista

Canindé Correia (ao centro), Depaula (plano superior), e Reginaldo Costa (primeiro plano, à esquerda), em entrevista a Vilmar Klein Ferreira.

Reginaldo Costa

No inicio da década de 70, quando oportunizei a condição de morador da cidade do Rio de Janeiro, vivi a plenitude dos primeiros sonhos, embevecido pela imponência daquela arquitetura e os benefícios proporcionados pelo poder da natureza, em que a imensidão do Oceano Atlântico, aconchegando-se em sua orla, desenha, caprichosamente, os contornos da exuberante Baía de Guanabara.

Andar sem compromisso pelo centro e bairros banhados pelo mar, visualizando o conjunto de belezas planetárias inconfundíveis, enchia-me os olhos de encantamento. Tanto que, recortes de imagens inesquecíveis conduzem à recordações nostálgicas da cidade e das pessoas, na época em que a vida era harmonizada pelo caráter solidário dos relacionamentos, a consolidar a identidade de um povo alegre, trabalhador, solidário, amante da liberdade. Referência universal do samba e da bossa nova, a Cidade Maravilhosa foi o berço onde nasceram alguns expoentes da música brasileira, entre eles, Cartola, Noel Rosa, Pixinguinha e Vinicius de Moraes.

Nesse cenário de beleza, vivia-se o inconformismo e as incertezas de um Brasil governado por militares, em que a ditadura mantinha a imprensa amordaçada. Dessa maneira, não se podia tomar conhecimento das prisões, torturas, e assassinatos de ativistas de esquerda. Diferente dos porões, nas rádios, os Novos Baianos dominavam as paradas com “Tinindo Trincando”, “Besta é Tu”, “Preta Pretinha” e “Brasil Pandeiro”, todas do vinil Acabou Chorare, considerado obra-prima da música brasileira, cujo exemplar ainda guardo, com imensa alegria.

Enquanto as estatísticas registravam o aumento da concentração de renda e da desigualdade social, como também, da promoção do sofrimento humano, em grande escala, o parnaibano João Paulo dos Reis Veloso, dos maiores entusiastas do regime de exceção e um dos sócios assíduos do clube dos generais, ocuparia a pasta do planejamento, nas gestões de João Baptista Figueiredo e Ernesto Geisel, contribuindo diretamente para a consolidação do tristemente afamado “milagre econômico”.

Embora sob a vigência de um regime que suprimia direitos constitucionais, entre outros malefícios à sociedade civil, nada abalaria a sensação de liberdade e descontração próprias do carioca, características incorporadas à rotina diária da casa-república, localizada à rua Barão de Pirassununga, nº 55/6, há poucos passos da Praça Saens Peña, no tradicional e simpaticíssimo bairro da Tijuca, onde eu me juntara aos conterrâneos Luís Costa, Umberto Tito Lima, José Alberto Ripardo e Carlos Petrônio de França Rego.

O local, favorecido pelo clima agradável, acolhia vasta quantidade de aves de diferentes espécies que se manifestavam todas as manhãs, pelas janelas da antiga construção, anunciando o novo alvorecer, em panorama semelhante aos longínquos rincões nordestinos, aflorando a saudade das nossas raízes.

Nessa estação de cores e harmonia, vivendo no auge dos primeiros sonhos, foi que conheci Canindé Correia. Na lembrança, o domingo de sol abrasador, daqueles de lotar as praias, coloridas de mulheres exuberantes, sensualizando por amplas passarelas de areia ao frescor das águas oceânicas, enquanto outras, mais ousadas, se expunham ao sol, sem qualquer modéstia, a refletir o brilho dos corpos bronzeados, desproporcionalmente amparados por diminutas tangas, acessório revolucionário de libertação feminina, lançado naquele verão tropical.

Na manhã de um dia recompensado pela sequência do que viria, a colônia parnaibana houvera iniciado as atividades domésticas, contando piadas, conversando qualquer coisa, interagindo de maneira agradável com os ponteiros do relógio, a completar o ciclo diário de transportar para o futuro sensações de momentos indescritíveis.

Seguindo a velocidade do pingue-pongue verbal, audível da sala a área de serviço, alguém sugere feijoada para o cardápio. Repentinamente, uma voz projetada de outro compartimento da casa, propõe uma rodada de caipirinha, certamente na intenção do grupo filtrar as emoções de mais uma semana de compromissos com a vida. Entretanto, da teoria à prática, caberia uma questão de ordem, sobretudo, onde não sobra cascalho. Nesse caso, nada mais eficaz que uma vaquinha, o que foi prontamente realizado.

Espontaneamente, o evento ganharia forma e estilo próprios, incluindo a acomodação em círculo, no aconchegante piso assoalhado da sala, onde todos deveriam compartilhar do cachimbo da paz, na verdade, uma cuia, joia rara, disponibilizada não me lembro por quem, abastecida com a bebida deliciosa. De boca em boca, todos saciariam a sede, instante em que, adentra ao recinto, os visitantes da hora, Canindé Correia e Milton Cherman, este, ex-morador daquele cafofo.

A partir de então, as conversas seriam favorecidas por conteúdo divertidíssimo. Em cena, o piadista nato, Umberto, escrito com “u”, sobressaindo-se na maneira de expor ao ridículo, figuras consideradas folclóricas da vida parnaibana. E não escapavam à lembrança, políticos, jornalistas, animadores culturais, gente do mundo de fantasias das socialites. Para temperar a mistura, não poderia faltar a essência especial do humor parnaibano, na figura do lendário Pacamão, com suas tiradas engraçadíssimas.

Aquele endereço, simples e acolhedor, adequado à visita de gente com energia favorável à harmonia entre as pessoas, tinha como uma de suas referências o cidadão que atendia pelo nome José do Egito da Costa (in memorian), parnaibano que se destacou pela inteligência, bom humor e desprendimento, nitidamente ligado a tudo que é sincero. Dessa maneira, rememorar aprendizagens marcantes nos remete a recordações construtivas do amigo cujas maiores riquezas, a humildade e o companheirismo, o tornam inesquecível. Esses detalhes, invisíveis aos olhos dos que consagram o glamour dos reconhecimentos, muitas vezes circunstanciais, dispensam estátua ou placa de bronze.

Após o encontro agradável, no Rio, voltaria a conversar com Canindé Correia, somente em Parnaíba, no momento em que procurava parcerias para o Jornal Inovação, quando fui visitá-lo no SESI, onde exercia cargo relevante. Entre cordialidades, apresentei-lhe a 3ª edição do nanico, acolhendo em suas mãos com surpreendente entusiasmo. Identificando-se com o conteúdo, assumiu, inicialmente, a condição de assinante. Não demorou, o movimento social ganharia um novo aliado nas lutas por conquista de cidadania, protagonizando uma história diferente das elites conservadoras cultural, social, política e economicamente excludentes; e eu, um amigo inseparável, a compartilhar de inúmeras experiências, dinamizadas por convivência testemunha do respeito e da decência, pautada por interesses exclusivos ao campo das ideias.                     

Convencido de que o sangue a percorrer em nossas veias carregava o DNA da indignação contra o moralismo castrador e no recôndito dos nossos corações, sentíamos o mesmo desejo por mudanças, em março de 1978, se integra, definitivamente, ao Grupo INOVAÇÃO, quando me entrega um manuscrito protegido por capa improvisada em papel almaço, para ser publicado na 5ª edição do jornal. Meticuloso, solicita minha atenção para a leitura do texto.

Pertinaz, sobretudo, na defesa da implantação do Distrito Industrial de Parnaíba, um dos cavalos de batalhas de sua militância no jornalismo, direciona sua produção intelectual para convocar a população e entidades de classe a se envolverem nas discussões pertinentes àquele empreendimento que, aliado à interligação rodoviária do norte do Piauí-Maranhão-Ceará e a definitiva construção do Porto de Luís Correia, consolidaria o desenvolvimento econômico da região norte do Estado do Piauí, assuntos incorporados por INOVAÇÃO, considerando o presente de incertezas e a necessidade de conter o atraso, portanto, reivindicações consideradas de cunho popular, e não de grupos historicamente vinculados à concepção individualista de sociedade, que através de iniciativas burocratizadas se arvoram da autoria de iniciativas mais sem o poder de articulação, para transformar sonhos em realidade.

Contribuindo com o processo de conscientização, Canindé Correia mexia com os brios do leitor, alertando para a necessidade de reflexão sobre a inadiável necessidade de recuperação do poder de influência da cidade como núcleo empreendedor, considerando inoportuno, alimentar a discussão, sustentada pela nostalgia dos tempos em que o apito do trem despertava as comunidades que usufruíam da ferrovia como meio de transporte de cargas e de passageiros ou dos navios que zarpavam do Porto Salgado rumo a Europa, sob o rótulo “Parnahyba Norte do Brasil”.

O que outrora alimentava egos, na atualidade, em razão da mudança radical do perfil da economia brasileira, enriquecia bibliografias específicas de pesquisa, por meio das quais, acadêmicos e pesquisadores poderiam detectar a falta de visão das elites parnaibanas, no que diz respeito aos novos rumos da economia, a partir do momento em que o presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), consolidou as estradas como elemento prioritário para o desenvolvimento nacional, em detrimento do transporte fluvial e ferroviário, incorporados à história como “símbolos do passado”.

Nitidamente contrastando com os que consolidam o conhecimento no egoísmo, Canindé Correia acompanhava a dinâmica dos fatos no âmbito do Jornal INOVAÇÃO, com ousadia. Entusiasta do desenvolvimento econômico e social mantinha o tom elevado do discurso para denunciar as estatísticas preocupantes da miséria, comentando entre amigos que houvera chegado a hora de mudar o perfil da sociedade, cabendo ao movimento popular encaminhar as alternativas de discussão coletiva com a participação popular, as classes dirigentes, e por que não, da Associação Comercial de Parnaíba e da Federação das Indústrias do Estado do Piauí, com sede em Parnaíba, desde a sua criação em 1954, embora a FIEPI, à época, dominada por grupos retrógrados e de onde prosperaria o projeto de desmembramento dos Morros da Mariana do município de Parnaíba, iniciativa que o jornal se insurgiu.

Entretanto, o apelo jornalístico jamais seria digerido no âmbito dessas e de outras entidades, muito provavelmente porque, naquelas circunstâncias, não alcançaram a dimensão das novas fronteiras que poderiam ser alcançadas a partir de campanhas de valorização da autoestima, tendo em vista a superação da incômoda imagem de “cidade do já teve”, lamentável condição em que Parnaíba, nas trevas da ignorância feudal dos líderes políticos, estava inserida.

Com a convivência passei a chamá-lo de “chefe”, em referência ao cargo que ocupava no Serviço Social da Indústria. Por princípios comuns, discordávamos do amor livre e do uso de drogas. Também não morríamos de amores pelo rock’n’roll. Entretanto, a Bossa Nova, através das batidas de Badem Powel, Carlos Lyra e João Gilberto, combinou com nossa personalidade e temperamento. Com o amigo com quem tive relação muito pessoal, convivendo como sujeitos ativos da história, caminhamos e cantamos, seguindo a canção de Vandré, buscando compreender as dores do mundo na expectativa de uma sociedade solidária, alimentando utopias compatíveis à esperança de quem visualizava um Planeta onde seria possível a todos viver em condições de igualdade.   

Espírito eminentemente anticapitalista, Canindé Correia discordava da tendência humana ao consumismo exacerbado, considerando a fragilidade das conquistas relacionadas ao prazer e à felicidade, um reflexo do sistema politico e econômico que se apodera das vontades, utilizando-se da mídia para estimular a cultura do descartável, inclusive, os relacionamentos.

Atendo às necessidades de evolução do movimento social, colocou o único transporte de sua propriedade – uma moto Honda 125 – para servir de suporte às varias atividades do Grupo. No auge da amizade, quando já circulava de automóvel, me visitava em casa todas as manhãs. No silêncio do alvorecer das quatro estações, sua chegada era anunciada ao acionar o freio de mão do seu Corcel II.  Coautores de notinhas, títulos e textos, fidelizávamos agilidade em formular ideias com a habilidade de coordenar e encaixar as palavras nos períodos. Chegar ao consenso, na busca de manchete atraente, compatível ao que gostaríamos, era motivo de alegria.

Politicamente integrado à dinâmica do tempo, Canindé Correia sabia analisar com conteúdo convincente questões eleitorais em nível local, nacional e internacional, nutrindo paixão especial pelos números estatísticos, aos quais se apegava como referência para avaliações que superavam a visão contraditória dos pseudocientistas sociais. Sem reivindicar o título de profeta, construía situações favoráveis para fomentar a avaliação da realidade parnaibana, traçando parâmetros de comparação determinantes das circunstâncias do atraso entre esta e outras cidades com as mesmas características, e que, entretanto, apresentavam desenvolvimento econômico e social satisfatórios.

Pela forma de ver os acontecimentos à sua volta, intuído pela conduta humana irretocável, adotava, como critério de avaliação, valores diferentes do comportamento habitual em que bens materiais são colocados na balança como objeto de valorização do indivíduo. Cauteloso ao escolher amigos, orgulhava-se dos poucos que desfrutavam do seu círculo, preferindo qualidade à quantidade, afirmando gostar de se relacionar com gente inteligente e de caráter. Por herança da genética paterna, preferia a postura de mergulhar na boa leitura, a compartilhar de relações sociais sustentadas pelas aparências.                        

Por suas convicções, a ligação quase umbilical com o movimento popular não comprometeu o vínculo consanguíneo de família tradicional. Em oposição aos laços familiares culturalmente conservadores, revelou-se um parnaibano de visão terceiro-mundista, identificando-se com as nações empobrecidas do Planeta, defendendo, categoricamente, esses redutos de exploração do capital sobre o trabalho, com comentários cortantes, principalmente, contra a grande mídia, em que alguns articulistas direcionavam a notícia, desvirtuando a realidade sobre o enfrentamento dos povos contra a burguesia, nas lutas por alternativas de poder e, difundindo informações distorcidas sobre o acirramento das lutas por liberdade.

Alvo de sua inquietude, as nações que apresentavam os mais baixos índices de expectativa de vida, o fazia vasculhar os catálogos das editoras. Sentindo a necessidade de estar informado sobre o desenrolar dos movimentos de libertação nacional, especialmente na Nicarágua, dos Sandinistas; em Cuba, de Fidel; em Moçambique, de Samora Machel; em Zâmbia, de Kenneth Kaunda; e na África do Sul, de Nelson Mandela, solicitava livros, revistas, assinava jornais, enfim, sabia alcançar o mundo à sua frente.

Imbuído do propósito de plantar as sementes que germinariam a essência do seu discurso humanitário, certa ocasião, foi a meu encontro com uma edição dos “Cadernos do Terceiro Mundo”, uma das melhores publicações editadas no Brasil, fundada em setembro de 1974, por Neiva Moreira, Beatriz Bissio e Pablo Biacentini.

Na opinião de Canindé Correia, o INOVAÇÃO deveria assumir a publicação de textos em solidariedade aos povos do Terceiro Mundo, numa “época em que se vivia uma História em movimento e uma confrontação permanente de pensamentos antagônicos”, assim, o fizemos, embora os conteúdos “comprometedores”, alimentassem a fúria dos opositores do jornal.              

De formação humanitária absolutamente afinada com a evolução do homem, a partir da concepção de novas mentalidades, Canindé Correia absorvia a leitura das obras de Alceu de Amoroso Lima, Carlos Drummond de Andrade, Celso Furtado, Darcy Ribeiro, Frei Beto, Joel Silveira, Nelson Werneck Sodré, Fidel Castro, Dom Pedro Casaldáliga, dos quais compartilhava as ideias, queimando pestanas em horas incessantes de leitura e reflexão. Navegando pelas fronteiras do conhecimento, repassava com entusiasmo, o conteúdo do que lia, analisando de modo breve.

Não há como fugir da lembrança o entardecer do dia em que, embalados por espiritualidade saudável, fomos espairecer na beira-Rio, onde nos acomodamos no “Veleiro”. Chamariz de boêmios, o bar estimulava prolongar a jornada, atravessando tardes e noites vadias. Prazerosamente sentados, aquela brisa agradável na pele, o pôr do sol refletindo seu encanto sobre as água do Igaraçú, e o violão, bem ali, colado ao peito de Edson Rocha, que nos alegrava com a leveza de sua agradável companhia, a deslizar os dedos sobre as cordas do instrumento, emitindo sons que preencheram o ambiente de musicalidade envolvente.

Como num toque de magia, nos entreolhamos, erguemos as taças, brindamos e consumimos de um gole só, a primeira rodada de cerveja. Simultaneamente, o amigo violonista sinalizou com a batida no violão para que eu o acompanhasse, fazendo vibrar o tom da música “O amor em paz”, de Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes. E eu cantei, com alma, coração e muita vibração. Ao ouvir a sentença “o amor é a coisa mais triste quando se desfaz” Canindé Correia, fascinado com a melodia a penetrar-lhe n’alma, tremeu nas bases. Arrebatado emocionalmente para outras dimensões, levanta-se da cadeira, estufa o peito, abre os braços, gesticula para enfatizar o estado de euforia e pronuncia: – Isso é muito lindo! Isso é muito lindo! O pensamento circular desconectou o amigo consciencioso, sobretudo pela apurada sensibilidade de ver as coisas, o mundo e as pessoas. Como diria o poetinha, em “Tomara”, das músicas que compôs sozinho, a coisa mais divina desse mundo é viver cada segundo como nunca mais. É bom lembrar que em nenhuma daquelas ocasiões desperdiçávamos o tempo com conversa miúda ou particularidades inerentes à vida alheia. Os assuntos convergiam, predominantemente, para troca de palavras no âmbito da conjuntura social, politica e econômica. Enfim, a pujança de confraternizações daquela natureza era uma maravilha: o entardecer, a cerveja gelada, o violão, a conversa aflorando descontraída e envolvente.

No momento de colocar em pauta algum tema para ser discutido democraticamente, Canindé Correia, formulava propostas recorrendo à comunicação argumentativa, fundamentando o assunto dialeticamente, articulando com habilidade, sem manipulações, concordando ou mesmo discordando de outras opiniões. Dono de jeito muito pessoal de ser, se habituou a conversar mutilando a substância fina e flexível das folhas de papel, pelos cantos, cujos apêndices, dobrando e desdobrando, como se fora diminutas sanfonas, eram manuseadas em câmera lenta, ao tempo em que raciocinava progressivamente. Sem qualquer constrangimento, o documento acessível sofria o crivo dos dedos habilidosos. A prática repetitiva, em que não havia a intervenção da vontade de danificar documentos, faz parte da coletânea de casos engraçados de José Ciríaco Lima, mestre na arte da imitação, que detalhava, com naturalidade, os mecanismos da atitude de natureza instintiva. Um simples olhar para a demonstração teatral acontecer, e a sensação de riso emergia.

Motorista e fiel escudeiro de outro José, o Hamílton Castelo Branco, Zéciríaco, familiarizado conosco, nos transportou para paradas inolvidáveis, quando batia à minha porta, acompanhado apenas do patrão ou de Canindé Correia, na certeza de que, independente da hora, se com o sol a pino, emergindo no horizonte; ou em plena madrugada, de lua cheia ou na escuridão das noites, o acolhimento teria a mesma afetividade.  Seguramente, no vigor de manifestações de amizade sincera, movidas a muitos brindes, sem trincar cristais, foi que se tornou possível, a saga de INOVAÇÃO. Portanto, sentimentos de natureza humana, revestidos de adjetivos que qualificam atos e ações, constituem a memória invisível, de altíssimo valor.

O tempo passou. Estávamos em 1992, quando o jornal já não existia. Entretanto, de tão importante, fazia parte das nossas histórias. Por isso, juntamente com Canindé Correia, Elmar Carvalho e Vicente de Paula Araújo, o Depaula, elaboramos uma edição extemporânea, estimulados por dois motivos: homenagear o amigo e colaborador Mário dos Santos Carvalho, desencarnado a 25 de novembro de 1991, e mostrar a importância do Distrito de Irrigação Tabuleiros Litorâneos do Piauí, na pessoa do gerente executivo, Vilmar Klein Ferreira, um dos entusiastas do projeto, em entrevista exclusiva, que, ao ser convidado, demostrou indignação com a classe política e a comunidade, por não haverem incorporado, nas suas plataformas de lutas, a permanência do Centro Nacional de Pesquisa Irrigada (CNPAI), único centro do gênero da América do Sul, instalado em Parnaíba, já que a transferência do órgão estava sendo articulada para Teresina.

Enquanto o Jornal INOVAÇÃO retorna às bancas, conservando o entusiasmo e consistência que marcaram a existência do alternativo mais duro na queda do Estado do Piauí, no comando da cidade, a mesma constelação de estrelas ilustres, sem perder a pose, mantinha-se atrelada às glórias do passado, certamente para não comprometer o sistema nervoso dos interesses que se resumiam na necessidade de manutenção do poder pela aparência fútil da vaidade.

Representante da corrente de pensamento em que as ideias avançadas devem ser discutidas construtivamente, Canindé Correia se sobressaiu pelo compromisso de conscientizar pelo poder da palavra e o comportamento ético em tudo que fazia: no trabalho, nas relações sociais e nos compromissos com a sociedade. Parceiro de tudo aquilo que não pode ser objeto de contestação, sem se arvorar de dono da verdade, nos momentos em que as discussões efervesciam, sobretudo quando o assunto fazia referência à Parnaíba, ativada a centelha da paixão pela terra natal, surpreendia pela abundância de argumentos infalivelmente construtivos, despontando, da ave dócil, de timidez proporcional à estatura, o galo de briga indomável.

Identificado com as lutas por democracia, sua contribuição para a sustentação da linha editorial do Jornal INOVAÇÃO e a consolidação do Movimento Popular, pautada pela plenitude do conhecimento, foi de construção do ser humano integrado à vida pela grandeza de seus valores e potencialidades.

Presidente Temer assina ordem de serviço nesta sexta das obras dos Tabuleiros Litorâneos

Presidente Temer e Ministro Pádua Andrade

O Presidente da República, Michel Temer; e o ministro da Integração Nacional, Antônio de Pádua, estarão nesta sexta-feira, 03, na cidade de Parnaíba para a assinatura da ordem de serviço da segunda etapa do perímetro irrigado Tabuleiros Litorâneos.  O presidente atende a um convite do prefeito Mão Santa, que esteve em Brasília nesta semana, tratando sobre a liberação dos recursos para a conclusão das obras, paralisadas desde 2010.

A garantia de investimento federal para a segunda fase é de R$ 27 milhões. O objetivo é estimular ainda mais a fruticultura irrigada e ampliar o potencial de comercialização para mercados internos e externos, gerando novos empregos e renda na região. Ao todo, serão, aproximadamente, seis mil hectares irrigados, o equivalente a 430 lotes agrícolas destinados a pequenos produtores e cooperativas da região. A expectativa é de gerar cerca de dois mil novos postos de trabalho na segunda fase do projeto.

Deputado federal Heráclito Fortes

A retomada das obras teve o empenho do deputado Heráclito Fortes (DEM) que, no mês de junho, trouxe ao Piauí os ministros Moreira Franco, de Minas e Energia; e Antônio de Pádua, da Integração Nacional, para uma visita às obras dos Tabuleiros. Em Brasília, Heráclito também foi ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedir esclarecimentos sobre os motivos que impediam a sua continuação.  “Chegou-se a pensar que existiam irregularidades gravíssimas na sua execução. Somente depois de uma análise junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), verificou-se que se tratava mais de briga entre empreiteiras do que desmando”, disse Heráclito, que agora comemora a liberação dos recursos.

O parlamentar recepcionará o presidente Temer no aeroporto, mas não participará da cerimônia de assinatura em razão da proibição constante da legislação eleitoral, mas elogiou a sua presença em Parnaíba para assinar a ordem de serviços. “Temos que comemorar esse ato do presidente Temer e dos ministros piauienses Moreira Franco e Antônio de Pádua, porque o objetivo principal foi atendido: a retomada dessa obra tão importante para o Estado. O potencial produtivo dos Tabuleiros Litorâneos é algo já comprovado e agora, finalmente, ele será melhor explorado e Parnaíba se tornará um grande centro de produção de frutas do Nordeste”, pontuou.

SOBRE OS TABULEIROS LITORÂNEOS

O Projeto Tabuleiros Litorâneos foi iniciado em 1989, ainda no Governo Sarney, com o objetivo de tornar a região Norte do Piauí um centro produtor por meio de sistema de irrigação moderno, semelhante ao que transformou Petrolina, no Pernambuco, num dos maiores produtores de frutas do Nordeste.

O projeto inclui uma área total de 9 mil hectares de área irrigada para produção de banana, acerola, coco, melancia, abacaxi, manga, goiaba e outras frutas. Atualmente, apenas 1.600 hectares dos 2.450 hectares da primeira etapa estão funcionando, com produção principalmente de acerola, banana, abacaxi, coco e melancia, que gera uma receita anual de R$ 34 milhões e 1.400 empregos diretos e 2 mil indiretos.

Teatro de partidos ‘puxadinhos’ do PT custa R$52 milhões ao contribuinte

O PCdoB lançou a ex-deputada a presidente, nesta quarta-feira (1º). Foto: PCdoB

O dinheiro fácil do fundão eleitoral bancou o “teatrinho” do PCdoB e do Psol, nesta quarta (1º), em convenções só para fingir que seus candidatos a presidente são para valer. Mas não são. Linhas auxiliares, ou “puxadinhos” do PT, os candidatos apenas vão “esquentar lugar” até que os petistas definam quem eles vão apoiar. Enquanto isso, ambos os partidos terão R$52 milhões do fundo eleitoral para torrar. A informação da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os candidatos do PCdoB e Psol já receberam R$2,4 milhões do Fundo Partidário e têm o Fundo Eleitoral. Tudo pago pelo contribuinte otário.

PCdoB e Psol apoiarão o PT para o Planalto, com ou sem Lula. Ambos são candidatos a lanterninhas, com dinheiro público bancando.

O Fundo Partidário distribuirá mais de R$ 780 milhões públicos para os partidos. E o Fundo Eleitoral vai sacar R$1,72 bilhão do nosso bolso.

A esta altura da disputa, apenas cinco candidaturas presidenciais são para valer: PDT, PSL, PSDB, Rede e PT.

Operação Topique: como o desvio de R$ 119 milhões afetou os estudantes do Piauí?

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (02/08) a operação ‘Topique’ com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por fraudes em licitações e desvio de recursos públicos destinados ao transporte escolar no Piauí.

Os desvios eram notórios. Não faltava dinheiro e o serviço de transporte escolar no Piauí era de péssima qualidade, até desumano, prejudicando a vida de milhares de estudantes do estado.

O serviço era prestado ao Governo do Estado do Piauí e Prefeituras  Municipais  nos  Estados  do  Piauí  e  Maranhão e as empresas investigadas receberam pelo menos R$ 297 milhões, pagos por 40 prefeituras e o Governo do Estado, entre os anos de 2013 e 2017. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 119 milhões.

Transporte escolar de péssima qualidade, quando há, veículos inadequados para transportar crianças, ausência do serviço, falta de pegamento, acidentes graves  e incontáveis dias de aulas perdidos são os problemas que os estudantes do Piauí enfrentam diariamente por causa da corrupção.

A seguir vocês confere alguns recortes divulgados na imprensa do Piauí  sobre o drama que os alunos enfrentaram nos últimos anos. São apenas alguns exemplos que foram noticiados, pode ser que alguns desses municípios não estejam envolvidos na operação, mas a situação de descaso é generalizada. 

Colônia do Gurgueia
Colônia do Gurgueia  
Curimatá
Curimatá 
Domingos Mourão
Domingos Mourão  
Morro do Chapéu do Piauí
Morro do Chapéu do Piauí  
Jaicós
Jaicós 
Itainópolis
Itainópolis 
Pio IX
Pio IX  
São Francisco de Assis do Piauí
São Francisco de Assis do Piauí  
Buriti dos Lopes
Buriti dos Lopes  

Fonte:Johone Sousa

Elmano Férrer volta atrás e será candidato ao Governo do Piauí pelo Podemos.

 

 

O senador Elmano Férrer (Podemos) voltou atrás da decisão de não ser candidato ao Governo e agora será candidato ao Governo do Piauí. Ele anunciou em entrevista coletiva concedida no início da tarde de hoje na Câmara Municipal de Teresina.

De acordo com informações repassadas pelo próprio senador, a desistência teria se dado devido a uma ação de forças ocultas que estavam impedindo sua candidatura. Ele não soube explicar exatamente e não quis revelar detalhes. Na oportunidade, convocou uma coletiva de imprensa e anunciou que não seria mais candidato ao Governo.

Contudo, após uma série de conversas e pressões recebidas por parte de partidos pequenos, como o PV e PRP, por exemplo, ele aceitou a ideia e vai voltar a ser candidato ao Governo. A medida também teria se dado devido o fato de Wellington Dias ter apresentado uma queda nas pesquisas. A entrada de Dr. Pessoa no jogo, com a candidatura de Luciano Nunes (PSDB), e uma terceira via, sendo ele, Elmano Férrer, encorajou o grupo.

De acordo com Elmano Férrer, o nome do vice na chapa deve ser anunciado ainda nesta quinta-feira. A expectiva é de que o vice-prefeito de Parnaíba, Marcos Samarone seja o indicado. No entanto, nomes como o da Irmã Graça (Rede) e o médico José Aírton (PV) estão sendo cotados. Em relação aos nomes que irão disputar o Senado, ainda não há uma definição.

Elmano lembrou ainda que recebeu apoios de pequenos partidos como o PV, PHS, PPS, Avante, Patriota, Rede e PMN. Eles estão juntos na coligação para estadual e federal, mas não tinham mais um candidato majoritário. A desistência de Elmano teria se dado pelo fato de Dr. Pessoa ter externado o desejo de sair da chapa e ser candidato ao Governo. Fonte: Parlamento Piauí. Foto: Cidadeverde. Edição: APM Notícias.

 

Uninassau de Parnaíba comemora Dia da Informática. 

 

Em homenagem ao Dia da Informática, comemorado em 15 de agosto, a Faculdade UNINASSAU Parnaíba vai realizar uma vasta programação em torno da ciência relacionada ao armazenamento, transmissão e processamento de informações em meios digitais. As atividades serão realizadas entre 18h e 22h, na própria Instituição e contará com exposição de objetos antigos de informática, workshop, show cultural e exibição de filmes.

Durante a comemoração, entre as 18h e às 20h, o público poderá participar de uma palestra sobre as formas de telecomunicações antigas, os computadores passados e o futuro da informática, na qual contará com a participação dos professores do curso e de Sistemas de Informação da UNINASSAU e pesquisadores da área.

Das 20h às 20h30, um show cultural será realizado com a participação de alunos cantores. No período das 20h30 às 22h, os participantes poderão contar com o projeto Cine NERD, com a exibição do filme Piratas do Vale do Silicio, uma obra que fala sobre o início da disputa das maiores empresas de tecnologia da atualidade.

Paralelo a essa programação, será exposto no pátio da Faculdade uma mostra com objetos antigos de informática, onde terão: computadores, telefones, disquetes, CDs, pen drives, dentre outros objetos. O evento é gratuito e voltado para os estudantes da unidade. Fonte: Uninassau. Foto: cidadeportal. Edição: APM Notícias.

Supremo debate amanhã descriminalização do aborto

Debaixo das atenções femininas e com a expectativa de polêmicas fervorosas, o aborto volta a ser debatido no Supremo Tribunal Federal (STF) amanhã (3), ainda sob o comando da segunda presidente mulher da Corte, Cármen Lúcia. O tema será relatado por Rosa Weber que decidiu ouvir especialistas antes de emitir um parecer.

O STF tem nas mãos uma ação encaminhada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), em março de 2017, pedindo que a interrupção da gravidez feita por decisão da mulher nas 12 primeiras semanas não seja mais considerada um crime. Mais de 40 pessoas ligadas às áreas de saúde, ciências, direitos humanos e religião foram escolhidas para participar dos debates.

A primeira audiência pública está marcada para esta sexta-feira (3) e deve contar com mais de 20 especialistas. Cada um terá 20 minutos para apresentar argumentos e posicionamentos sobre o tema. Uma nova rodada está marcada para 6 de agosto.

Depois dessas audiências, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que já antecipou que não se manifestará antes do fim do processo, terá que emitir um parecer. Pela rotina do STF, a manifestação da PGR costuma ser apresentada em até dez dias, mas não há um prazo pré-definido.

Apenas com esse relatório em mãos, Rosa Weber concluirá seu posicionamento sobre o tema e submeterá a decisão ao plenário do STF – onde os 11 ministros deverão apresentar seu voto.

Como se trata de uma questão complexa, assessores da Corte acreditam que dificilmente a atual presidente do Supremo tenha tempo hábil para colocar em pauta. A partir de setembro, Dias Toffoli passa a comandar o tribunal.

Em cada turno dos dois dias de debate estão garantidas falas contrárias e favoráveis à descriminalização.

Favorável
Responsável pela ação que, em 2012, garantiu o direito legal ao aborto nos casos de anencefalia, a professora da Universidade de Brasília (UnB) Débora Diniz diz que a descriminalização retira a punição que recai sobre a mulher.

Segundo ela, descriminalizar significa retirar a investigação, o estigma e a perseguição contra vítimas, em geral, mulheres mais jovens, pobres, negras, de áreas rurais, com menor acesso à informação e com menor poder aquisitivo para acessar clínicas e medicamentos seguros.

“A criminalização é um marco de desproteção às mulheres mais vulneráveis e mais desfavorecidas do país. Estamos falando de meninas violentadas que engravidam de maneira involuntária, de mulheres sem acesso à informação ou que fazem mau uso de métodos de planejamento familiar, ou de mulheres muito jovens que já têm filhos e se encontram em situação que não podem mais ter filhos”, alertou a pesquisadora.

“A minha pergunta é: como olhar para estas mulheres desfavorecidas, frágeis e em situação de violência e colocar a polícia atrás delas por uma decisão de vida? Devo ou não viver em um Estado que prenda as mulheres – mulheres comuns, uma em cada cinco, ou uma jovem que sofreu violência em casa? Se ela diz que não pode manter a gestação, ainda pego e coloco ela dentro de uma prisão por 3 ou 4 anos?”, completou.

A pesquisadora ressaltou ainda que esta decisão não obriga mulheres contrárias à prática do aborto, mas garante às outras a liberdade de se submeter a esse procedimento de uma forma segura e livre.

De acordo com a especialista, uma em cada cinco mulheres brasileiras de 40 anos de idade já fez pelo menos um aborto. Ainda segundo ela, em 2015, foram mais de 500 mil mulheres brasileiras se submetendo a esse procedimento. “A questão é constitucional e importante para a democracia. Esta é parte de uma dívida democrática com as mulheres”, analisou.

Outro lado
Para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entretanto, o tema deveria ser discutido no Legislativo. Na opinião da entidade, o assunto contaria com uma participação popular mais expressiva se fosse discutido no Congresso Nacional.

Para dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande (RS), a discussão restrita ao Supremo é “um transtorno democrático porque impede um aprofundamento do debate e a participação efetiva da população”.

Mestre e doutor em Bioética e Teologia Moral na Academia Alfonsiana, em Roma, Hoepers defende que o debate sobre o aborto é uma questão social e não apenas religiosa. Ele destaca ainda que a CNBB é uma instituição que faz parte da história democrática do país e, por isso, deve ter espaço para defender sua posição. Segundo o bispo, seu papel será o de ressaltar a reflexão em defesa da vida.

“Entendemos, baseado na proposta científica, que a vida começa na concepção. Este pedido é desproporcional. Temos que defender a vida da mulher, mas não podemos suprimir a vida da criança. Não se resolve um mal com outro mal”, defendeu.

Dom Hoerpers reconhece o drama de milhares de mulheres que tentam o aborto de forma ilegal e que acabam morrendo durante o procedimento. Segundo ele, esse problema poderia ser sanado com políticas públicas integrais de proteção à maternidade e cuidado com a vida reprodutiva feminina.

“Seria melhor ter políticas públicas de proteção em vez de defender a descriminalização. Temos experiências de casas de acolhida que têm resultados positivos e menos traumáticos para essas mulheres. Achamos estranho levantar o aborto como conquista quando, na verdade, é um drama”, lamentou.

Fonte: Agência Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A filiação do Coronel Carlos Augusto ao PR teve influência Deputado Federal Fabio Abreu

Na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Piauí, o ex-comandante da Polícia Militar do Piauí, Coronel Carlos Augusto escolheu o Partido da República (PR) para se filiar. Após meses de discussão com diversas legendas, inclusive as menores, decidiu aceitar o convite do presidente do PR, o deputado Fábio Xavier. A escolha do Partido também teve uma influência por parte do Deputado Federal o capitão Fábio Abreu que  faz parte do Partido.

Segundo o coronel, apesar de inicialmente ter anunciado o desejo de se filiar a algum partido pequeno, a decisão foi movida pela intenção de somar forças para atuação na área da segurança pública.

“A escolha do partido ao qual eu viria me filiar foi muito bem pensada. Dividi esses últimos anos de profissão com o deputado Fábio Abreu e foi uma parceria muito boa. Tenho um propósito no meu mandato que é fazer dele um caminho largo para que possamos somar as nossas ações e forças voltadas para o atendimento às pessoas na área da Segurança Pública e da drogadição, que é um grande problema do Piauí. E ao lado do capitão Fábio Abreu sei que podemos unir nossas forças”, declarou.

A convenção do Partido da República acontece nesta sexta-feira (03), a partir das 14h, no Centro de Convenções Atlantic City, em Teresina, e reunirá filiados, lideranças e aliados políticos. O coronel Carlos Augusto vai disputar uma vaga de deputado estadual e Fábio Abreu busca reeleição para a Câmara dos Deputados.