“Bolsonaro é resposta tosca, mas não ameaça a democracia”, diz Mangabeira

Mangabeira Unger explica a derrota de Ciro Gomes

Carolina Linhares
Folha

Para o filósofo Roberto Mangabeira Unger, a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) é uma resposta tosca a uma aspiração legítima do Brasil profundo de botar para quebrar. O professor da Universidade Harvard (EUA) critica a hegemonia do PT, de Lula. “Como eles vão liderar? Eles se esborracham porque não compreenderam o que o país queria”. Amigo e guru de Ciro Gomes (PDT), ele assume erros na campanha.

Qual o significado da eleição de 2018?
Foi um plebiscito sobre a volta do PT. A maioria decisiva dos brasileiros estava disposta a pagar quase qualquer preço para evitar o retorno do PT. O PT e o Lula deveriam ter tido a grandeza de reconhecer que a maioria dos brasileiros não aceitaria a volta do PT. Não havia qualquer chance de vitória do candidato do PT, mesmo que Lula pudesse ter sido candidato. O natural é que o PT desde o início tivesse apoiado Ciro.

E por que Ciro não venceu?
Ciro e nós, seus aliados, cometemos um erro. Havia dois caminhos. Um era acertar-se com Lula e com o PT. Aceitar ser vice de Lula para depois virar cabeça de chapa. Havia objeções a isso, devido à diferença entre os projetos par o país e à falta de confiança nos acertos do PT, que tem uma longa história de dar rasteiras. Esse caminho tinha uma consistência tática. O outro caminho era romper desde o início com o PT. Deixar clara a diferença de projeto e oferecer-se ao eleitorado como uma alternativa mais confiável do que Bolsonaro. O erro foi ficar no meio termo. Muitos até o final continuaram a achar que o Ciro era um homem de Lula. Isso é que foi fatal.

Ao não declarar apoio a Haddad no segundo turno, Ciro buscou esse afastamento?
Tarde demais para superar os males gerados por essa ambiguidade. Ciro passou muito tempo explicando-se para as classes ilustradas e endinheiradas, que na maioria jamais votariam nele, em vez de buscar o povão.

Qual dos caminhos que o sr. mencionou para Ciro era melhor?
Os dois tinham consistência. Se ele escolhesse o acerto com o PT, não havia nenhum risco de que, no poder, ele se conduziria como instrumento do lulismo. Eu advoguei essa alternativa.

O sr. não disse que tem que correr fora da raia do lulismo?
Você está fazendo confusão. Uma coisa é o caminho tático. Nós não escolhemos as circunstâncias. Se fosse o primeiro caminho, haveria o problema da confusão da população, porque ficaria manifesto que o Ciro tem um outro projeto.

Mas ele seria eleito?
Com grande chances, com o apoio de Lula, mas sendo não-Lula e sendo quem é, inconfundível com poste, teria grandes chances. O [caminho] preferível teria sido começar de lá de trás essa pedagogia da diferença.

O sr. disse que é preciso correr fora da raia do lulismo…
Eu não disse isso, Fernando Haddad atribuiu essa frase a mim, porque ele confundiu duas coisas: a questão tática com a questão de fundo. Sinceramente eu acho que ele, meu amigo, até hoje não compreende a diferença substantiva dos projetos.

Como o sr. explica a ascensão de Bolsonaro?
PSDB e PT juntos, duas cabeças da mesma serpente, conduziram o Brasil por uma lógica da cooptação. Cada parte do país foi comprada, a corrupção foi apenas um dos vários corolários desse sistema. Intuitivamente o Brasil buscava passar da lógica da cooptação para a lógica do empoderamento. E por trás dessa rejeição ao PT havia o repúdio à lógica da cooptação. O modelo que chamamos de nacional consumismo democratizou a economia do lado da demanda e do consumo, não do lado da produção. O agente social mais importante do Brasil, os emergentes, é órfão de projeto político. Não é apenas a pequena burguesia empreendedora mestiça, morena, que vem de baixo. É também uma multidão de trabalhadores pobres que vê nos emergentes a vanguarda. Essa é a cara do Brasil profundo.

A esquerda abandonou essa população?
Chamar de esquerda o PT é muito esquisito. Porque esse nacional consumismo não tinha qualquer projeto de mudança estrutural. A parte social é o açúcar com que se pretendia dourar a pílula do modelo econômico. Esse Brasil profundo quer desesperadamente mais do que açúcar. Quer instrumento e oportunidade. Quer botar pra quebrar, criar, construir, inovar, ser gente. ​Bolsonaro é o beneficiário acidental desse desejo frustrado. Acidental não é para desmerecer o esforço que ele fez durante anos de construir um discurso e canais para esse Brasil desconhecido, que é o agente decisivo hoje.

Bolsonaro teve essa estratégia ou foi sem querer?
Intuitivamente sim [teve estratégia]. Oferece soluções simplistas, mas que no imaginário apelavam para uma ideia de libertação e merecimento. Era a forma simplista e até distorcida e mentirosa de uma aspiração legítima.

Por que o PT não apoiou Ciro?
Tudo indica que preferiam perder o poder à direita a perder a hegemonia na esquerda. Por soberba, sobrevalorizando a sua influência sobre a população e subvalorizando a descoberta pelo povo brasileiro da insuficiência do projeto petista. Um povo farto da lógica da cooptação nacional consumismo e buscando o empoderamento. Isso era o mais difícil de eles aceitarem porque seria uma crítica fundamental a eles mesmos..

Bolsonaro fará um bom governo?
Me parece promissor, e falo como opositor, a ideia de impor o capitalismo aos capitalistas. Nem de longe é condição suficiente para o modelo de desenvolvimento que precisamos, mas é condição preliminar. A radicalização da concorrência, quebra dos cartéis, a destruição dos favores dados aos graúdos pelos bancos públicos. E de oferecer aos emergentes um projeto político que responde às aspirações deles. Considero que a resposta é tosca e que irá frustrar parte da população. Mas é melhor do que nada. O que era intolerável no nosso país é que o agente social mais importante estivesse alienado da política e não se sentisse representado.

Bolsonaro não é o experimentalismo radical?
Não. Não é a ideia de que existe a forma simplista de acabar com a bagunça. A ordem na sala de aula, a força contra crime, é o presidente não comprar os partidos. Não é acabar com a bagunça, é transformá-la numa anarquia criadora. Não vamos impor ao país uma camisa de força. A severidade moralizante, a fórmula pronta, o revólver, a ordem patriarcal. Tudo isso é uma fantasia arcaica, de que há um atalho, uma maneira simples de encontrar esse futuro que queremos. O Brasil vai descobrir que esse atalho não funciona, mesmo assim eu julgo que essa primeira onda será útil ao país e talvez, retrospectivamente, venhamos a pensar que ela foi necessária.

Bolsonaro é uma ameaça à democracia?
Não vejo qualquer indício concreto de ameaça direta à democracia. Em Harvard, meus colegas me abraçam em solidariedade porque passa por lá que Mussolini assumiu o poder. Não é nada disso. O risco que nos ronda não é a ditadura fascista, é a perpetuação da mediocridade. O risco à democracia pode haver depois, por sucessivas frustrações dessas aspirações dos emergentes, de empoderamento.

Como vê Sérgio Moro no Ministério da Justiça?
Outro aspecto positivo de Bolsonaro é a desorganização dos acertos entre oligarquia do poder e oligarquia do dinheiro. Moro pode ser útil nisso. Muito bom para o país. Desde que não caiamos sob o governo dos juízes, que não têm eficácia ou legitimidade para governar. Eles são úteis ao país para abrir o espaço cívico e impedir que ele seja corrompido, mas não para ocupá-lo.

O que acha da política externa de Bolsonaro?
Há duas vozes dominantes na política exterior brasileira. A primeira é a da política exterior como sucursal da UNE. É retórica, nunca foi real. Por exemplo, nos assuntos da Defesa, o Brasil é um protetorado dos EUA e o PT nunca levantou um dedo para mudar isso. A outra voz é a política exterior como sucursal da Fiesp. É um bazar para vender os nossos produtos. O que eu temo é que a política exterior do governo Bolsonaro venha a ser a continuação da mesma coisa, a justaposição dos dois erros. É o simbólico com sinal trocado, em vez de anti-imperialismo é antiglobalismo. Um tão ruim quanto o outro. Justaposto ao pequeno mercantilismo. É um bazar permanente.

E a relação com os EUA?
De um lado, dizemos “vamos ser como eles”. Eles buscam grandeza, nós vamos buscar grandeza. E qual a fórmula da grandeza? É nos subordinar a eles. Isso é algo que não passa, justificado por essa retórica confusa do antiglobalismo. É a ambiguidade do discurso do Bolsonaro. Não está só trocando o sinal, passando de uma política ideológica para outra e não concebendo a política exterior como política de estado. Estão usando a política exterior como se fosse o reino do simbólico. Os astrólogos escolherem chanceleres. Isso só aconteceu na Babilônia há três mil anos.

Promessa de Wellington Dias: Construção de teatro em Picos fica somente na promessa

A obra de construção do teatro de Picos ficou apenas na promessa. Oito meses após a assinatura da ordem de serviço nada ainda foi feito e, no local onde seria executada a obra tem apenas a placa e o terreno abandonado. As informações são do Jornal de Picos.

Nas redes sociais várias pessoas ligadas às artes e a cultura protestam contra o descaso do governo do estado e, cobram uma posição daqueles que prometeram a obra.

Denominada de Centro Cultural de Picos a obra está orçada em R$ 1.490.545,61 e deveria ser erguida em um terreno situado em frente ao Campus da Universidade Federal do Piauí, localizado no bairro Parque de Exposição, Zona Leste da Cidade. Os recursos para execução do serviço são do Tesouro Estadual.

Através da modalidade tomada de preços, a obra foi licitada e o contrato com a empresa vencedora da concorrência, a Construservice Serviços Gerais Ltda, com sede em Teresina, assinado no dia 5 de janeiro de 2018. A empresa tinha um prazo de doze meses para concluir a construção do prédio, porém, até o momento nada foi feito.

Ordem de serviço
Durante solenidade realizada na noite de 6 de abril deste ano no auditório da UFPI, a vice-governadora Margareth Coelho (PP), assinou a ordem de serviço para construção e modernização do Centro Cultural de Picos. O ato contou com a presença do deputado Fábio Novo (PT), prefeito Padre Walmir, secretária estadual de Cultura, Bid Lima, vereador Wellington Dantas (PT), dentre outras autoridades.

Oito meses após a assinatura da ordem de serviço, a obra ainda nem começou. No local é visível o abandono, com o terreno encharcado de água devido as fortes chuvas que caíram em Picos nos últimos dias e animais pastando.

Empolgação
Na solenidade de assinatura da ordem de serviço muita empolgação por parte das autoridades. O deputado Fábio Novo, por exemplo, disse que o termo de cooperação com a UFPI, que cedeu o terreno para construção do teatro de Picos, tinha sido o seu último ato como Secretário Estadual de Cultura.

Dizendo-se feliz em estar assinando a ordem de serviço, a vice-governadora Margareth Coelho (PP) ressaltou que Picos merecia um teatro e a construção do espaço era necessária para o desenvolvimento cultural da cidade.

O prefeito Padre Walmir (PT) era um dos mais entusiasmados e declarou: “Nós sabemos que a cultura é forte em Picos, mas não tínhamos um espaço adequado para praticá-la! Agora teremos um local para outros projetos maiores e o nosso sonho está começando a se concretizar” – comemorou.

Anúncio da obra
A construção do primeiro teatro de Picos foi anunciada pelo vereador Wellington Dantas (PT) em pronunciamento no dia 6 de julho de 2017, data em que ele retomava seu mandato na Câmara Municipal de Picos após seis meses como Secretário de Governo da gestão do Padre Walmir.

Na oportunidade o parlamentar anunciou que havia conseguido junto ao governador Wellington Dias e o então secretário estadual de Cultura, deputado Fábio Novo, a construção do primeiro teatro de Picos. Segundo ele, o espaço teria cerca de 1.750 metros quadrados e capacidade para 250 pessoas sentadas, além de duas salas para oficinas, camarim e banheiros.

Mesmo sem a obra ter sido sequer iniciada e nem existir qualquer previsão de quando isso vai acontecer, o vereador Wellington Dantas resolveu homenagear o ex-secretário estadual de Cultura, deputado Fábio Novo, com o título de cidadão picoense. Devido ao forte corporativismo que existe no legislativo, a proposta foi votada e aprovada pela maioria dos parlamentares nas sessões dos dias 6 e 13 de dezembro.

Wellington Dias e a “quebradeira” do Estado

Wellington Dias em seu labirinto

Por: Arimatéia Azevedo

Uma série de ações do governo estadual para fazer caixa neste fim de ano deixam evidentes as enormes dificuldades que Wellington Dias (PT) deve enfrentar no seu quarto mandato.

O governo do petista antecipou ICMS sobre energia nos meses de outubro e novembro, lançou mais uma vez um programa de refinanciamento de dívidas tributárias e no dia 10 de dezembro uma portaria da Secretaria da Fazenda estabeleceu descontos para empresas que antecipassem o pagamento do imposto. Esse esforço todo para catar todo o dinheiro possível para fazer frente a despesas correntes pode representa um janeiro de travessia bem difícil.

Não há quem fale sobre o assunto, mas a dificuldade de manter as contas em dia deixou de ser especulação e boataria para se consolidar em incômoda verdade. Um exemplo é a famosa tabela de pagamentos de salários. O governo petista anunciou solenemente que esse não seria mais tema de interesse jornalístico, mas voltou a ser, porque até agora a administração estadual não estabeleceu qual o cronograma de desembolsos salariais em 2019. Isso porque até mesmo para os salários a serem liquidados em 2018 desapareceu a certeza sobre como, quando e até mesmo se fará o pagamento.

TRE realiza diplomação dos candidatos eleitos nesta segunda-feira

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) realiza nesta segunda-feira (17) a cerimônia de diplomação dos candidatos eleitos no Estado.

A solenidade acontece a partir das 19 horas no auditório do Tribunal de Justiça, e conta com a presença do presidente em exercício do TRE-PI, Sebastião Ribeiro Martins, demais membros da corte eleitoral e autoridades locais. Na oportunidade devem ser diplomados, 30 deputados estaduais, 10 federais, 5 suplentes de cada coligação, além de governador, vice-governadora, senadores e suplentes. Totalizando 79 candidatos a serem diplomados durante a cerimônia.

A cerimônia de diplomação atesta que os escolhidos pelos eleitores cumpriram todas as formalidades previstas na legislação eleitoral e a entrega dos diplomas confirma que os eleitos estão aptos a tomar posse nos mandatos para os quais foram eleitos a partir de 1º de janeiro de 2019 nos termos da Constituição Federal. Para receber o diploma, é necessário que eleitos e suplentes estejam com o registro de candidatura deferido e as contas de campanha julgadas, não necessariamente aprovadas.

O presidente do TRE-PI esclarece que a diplomação é a última etapa do processo eleitoral e de grande importância, pois outorga poderes para que os eleitos em outubro possam exercer seus mandatos. “Procuramos fazer de tudo para que o processo eleitoral fosse o mais limpo possível, sem mácula, desde o alistamento até a diplomação. A Justiça Eleitoral agiu com o rigor necessário para que efetivamente pudéssemos chegar a este dia da forma mais tranquila possível”, finaliza o presidente do TRE-PI.(Portalaz)

Prefeitura inicia recuperação da sinalização de trânsito nas ruas da cidade

O prefeito Mão Santa emitiu esta semana a ordem de serviços para que fosse de imediato iniciada, dentro do Programa “Parnaíba Trafegável”, uma etapa da sinalização de trânsito, horizontal e vertical, em vários bairros do município.

Dentre as ruas a serem beneficiadas estão trechos da Avenida Presidente Getúlio Vargas, Rua Oscar Clark (próximo à lotérica – centro); Rua Lima Rebelo( em frente à Caixa Econômica), Rua Pires Ferreira X Rua Lima Rebelo, na Praça da Graça; Rua Pires Ferreira, em frente ao Banco do Brasil e Rua Álvaro Mendes, em frente ao Restaurante Popular.

Nesta quinta-feira, as Secretarias de Transportes, Trânsito e Articulação com as Forças de Segurança, junto com a Secretaria de Infraestrutura, iniciaram repintura das faixas de pedestres na área central da cidade, em ponto que circundam a Praça da Graça. O trabalho se estenderá por todas as vias de grande fluxo ainda este ano.

Para o início do próximo ano, os trabalhos deverão ser concluídos, seguindo as prioridades já mapeadas pela Prefeitura que, com isso, objetiva melhorar o tráfego de veículos na cidade, garantindo também a segurança dos transeuntes, com a maior visibilidade das faixas de pedestres

Meteram a mão no dinheiro do aeroporto da Serra da Capivara

Aeroporto serve apenas para satisfazer o bolso e o égo dos corruptos

A Justiça do Piauí já está de posse de documentos que comprovam o desvio de R$ 442.653,36 destinados às obras de construção do aeroporto de São Raimundo Nonato, na Serra da Capivara, ao Sul do Piauí, que nunca funcionou por não está concluído, e só serve para políticos “bacanas” tirar foto e fazer média.

A Construtora Sucesso, do Grupo Claudino e três ex-gestores da SEINFRA – Secretaria de Infraestrutura do Estado do Piauí foram condenados ao ressarcimento de valores ao erário, por irregularidades na execução das obras do aeroporto Internacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato.

Pela decisão, Antônio Avelino Rocha da Neiva, ex-secretário da SEINFRA; o ex-diretor da Unidade de Engenharia da pasta, Osvaldo Leôncio da Silva Filho; e o ex-superintendente de Obras e Serviços da mesma Secretaria, Severo Maria Eulálio Filho, e ainda a construtora devem, solidariamente, devolver R$ 442.653,36 em 120 dias valor referente ao pagamento indevido pelo transporte de brita para as obras. 

A multa em caso de descumprimento é de R$ 1 mil por dia. Na mesma decisão, o juiz federal Pablo Enrique Carneiro Baldivieso, titular da Vara Única Federal de São Raimundo Nonato, estipulou, de maneira solidária, multa à construtora e aos ex-gestores no valor de R$ 885.306,72.

A Construtora Sucesso foi ainda condenada à proibição de contratar com o Poder Público ou de receber quaisquer benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. Deve ainda no prazo de 120 dias reexecutar as obras na pista do aeroporto, já que um relatório do setor técnico da Polícia Federal apontou irregularidades que comprometem a qualidade dos serviços e a segurança dos usuários.

Já Antônio Avelino Rocha da Neiva, Osvaldo Leôncio da Silva Filho e Severo Maria Eulálio Filho foram condenados à perda de qualquer função pública e à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos por improbidade administrativa.

A Construtora Sucesso S/A deve, ainda, no prazo de 120 dias, reexecutar, na pista do Aeroporto Internacional da Serra da Capivara, serviços nos quais foram constatadas irregularidades, segundo laudos do Setor Técnico da Polícia Federal, que apontam o comprometimento da qualidade dos serviços e da seguranças dos usuários do aeródromo. (Jornaldacidadepi)

Cinquenta anos depois do Ato 5, Zuenir Ventura ilumina as trevas do passado

Pedro do Coutto

Autor do livro “1968 – O Ano Que Não Acabou”, em entrevista à repórter Laura Mattos, edição de ontem da Folha de São Paulo, o jornalista Zuenir Ventura relembra no presente o profundo golpe que atingiu a sociedade brasileira na noite trágica de 13 de dezembro. Importante a trajetória histórica de um registro para que fique impresso na memória das gerações de hoje e das gerações que virão no amanhã.

Foi quando a democracia brasileira tombou por completo, a começar pelo escanteio a que foi conduzido o vice-presidente Pedro Aleixo. Por incrível que pareça o deputado udenista Pedro Aleixo era o vice presidente de Costa e Silva. Neste ponto não restava mais dúvida da longa noite de horrores que tornou difícil de respirar tão graves eram os temores que desciam na vida do país. O presidente Costa e Silva, na noite de 13 de dezembro, recebia poderes totais, explodindo o regime democrático.

PRISIONEIRO – Recebeu poderes totais, porém não os exercia por si só, tornara-se prisioneiro do poder militar. Zuenir Ventura, para mim, com seu livro, tornou-se ao mesmo tempo uma das principais testemunhas da história moderna do Brasil. Seu registro sobre 1968 será incorporado à memória nacional e já é objeto, tenho certeza, de pesquisas que estão sendo feitas pelas gerações do futuro.

O comando militar passou a ser exercido em toda sua plenitude e recebeu estranhas adesões por parte de setores que representavam longínqua minoria em face da realidade nacional que fica escrita na história com tintas de sangue e de alucinação.

QUEDA DE JANGO – Houve contradições entre aqueles que apoiaram e até lideraram o Ato nº 1, que marcou a deposição do presidente João Goulart e iniciou um processo em que as liberdades democráticas foram sendo substituídas por restrições do poder militar.

Uma das contradições refere-se ao ex-governador Carlos Lacerda, o principal líder civil do movimento de 1964 e que naquela noite de dezembro foi preso pelo movimento que ele próprio liderou. Ficou claro que o poder militar, que derrubara Jango para livrar o país de um desfecho subversivo, passou a assumir então uma estrada que afastava os civis do comando da Nação.

NA PRISÃO – Testemunha do arbítrio, Zuenir esteve preso durante três meses. Mas deixa para sempre sua visão e sua interpretação dos fatos que marcaram a história moderna do Brasil.

Jornalista, escritor e tradutor da realidade, ele cumpre seu compromisso histórico para consigo mesmo e principalmente para os que vierem depois de nós.

Paes Landim: Não foi eleito mas assumirá na Câmara Federal

Da bancada aliada ao governador Wellington Dias na Câmara Federal, só Fábio Abreu assumirá cargo no primeiro escalão do governo estadual. Mas a mudança na bancada envolverá dois suplentes: Merlong Solano (PT), que comandará área ligada à infraestrutura no secretariado do governador Wellington Dias, e Paes Landim (PTB), segundo suplente,  será convocado para assumir mandato na Câmara Federal.

FRANZÉ NA EDUCAÇÃO????

O deputado estadual eleito é o nome mais cotado para assumir a secretaria de Educação do Estado. Franzé Silva é do PT, da confiança do governador, testado e aprovado na gestão da  complicada Seadprev (secretaria de Administração e Previdência) e na campanha eleitoral fez dobradinha com a deputada federal Rejane Dias (PT), responsável pela indicação na Seduc. No Palácio de Karnak, o nome de Franzé Silva é dado como certo  para dirigir a pasta a partir de fevereiro de 2019. (Com informações de Elivaldo Barbosa)

E agora, Piauí?

Em toda mudança de governo federal fica aquela expectativa: como será a partir de agora, no Piauí? Os governos estaduais, ao longo do tempo, desde a ditadura, sempre foram aliados dos presidentes da República. A partir de 2013 chegou a vez do PT no Piauí que nacionalmente, também, era do seu companheiro, Lula. E, assim, revezando-se Wellington Dias, Wilson Martins e depois Zé Filho, o Piauí esteve nas graças de Lula por dois mandatos e de Dilma, em mandato e meio.

Quando se imaginava que com o golpe, ou, para alguns, o impeachment de Dilma, as coisas piorassem para Wellington Dias no governo Temer, a realidade que se mostrou foi outra completamente diferente. Wellington nem precisava ir tomar a benção de Temer no Palácio do Planalto porque tinha um tarefeiro bem animado e atuante aqui, o senador Ciro Nogueira, que foi o responsável pelo derramamento de muito dinheiro no governo do Piauí. Ministros e presidente da Caixa eram visitantes costumeiros do Estado, principalmente no período eleitoral, sempre com anúncio de liberação de dinheiro para o Estado e prefeituras. Então, sendo inimigo ou não de Wellington, Michel Temer mandou muito dinheiro para todos os setores do Piauí e assim o governo estadual vai encerrar o ano sem se queixar de Michel Temer. O problema agora será a partir de janeiro.

Como Bolsonaro irá tratar o Estado tendo um governador que lhe foi francamente hostil, um governador que deu o maior percentual de votos para seu adversário, Fernando Haddad? Pior é que o carregador de malas de Wellington no governo Temer, o senador Ciro Nogueira, parece que não vai ter qualquer prestigio no governo do capitão. Basta ver a manchete de ontem, do Portal AZ, que diz que na reunião de ontem, com a bancada do Progressistas em Brasília, Bolsonaro teria dito que não gostaria que o senador piauiense participasse. E, de fato, Ciro não foi. Mandou a esposa, a deputada federal Iracema Portella. Quem será o salvador .(Por: Arimateia Azevedo)

Governo do Estado conclui asfaltamento e sinalização da PI-309

O Governo do Piauí, por meio da Secretaria de Estado dos Transportes (Setrans), finalizou a pavimentação asfáltica e a sinalização da rodovia PI 309, no município de Cocal, região norte do Piauí. As obras receberam investimentos de aproximadamente R$ 12 milhões. No mês passado, o Cidadeverde.com denunciou a falta de sinalização na rodovia.

A rodovia vai do entroncamento da BR 343 até a sede do município de Cocal, passando pelo povoado Videl, com 26,155 quilômetros de extensão. Para a conclusão total dos serviços, restam apenas a finalização das obras de drenagem da rodovia. 

Além da melhoria das condições de tráfego na região, o turismo no litoral também está sendo beneficiado por meio da ligação com outro importante trecho, localizado entre o município de Cocal e o povoado Brejinho, de responsabilidade do Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi). As duas etapas encurtam, em cerca de 80 quilômetros, a distância entre Teresina e Barra Grande, no município de Cajueiro da Praia, região norte do estado.

Para o secretário de Estado dos Transportes, Guilhermano Pires, a rodovia vai transformar a realidade do turismo da região norte do estado. “Já finalizamos os serviços de pavimentação asfáltica e a implantação da sinalização do trecho, tendo em vista garantir mais segurança aos condutores e moradores que residem às margens da rodovia. Esta obra já está trazendo inúmeros benefícios, não só para o município de Cocal, mas para o turismo no norte do estado, diminuindo consideravelmente a distância entre Teresina e o litoral piauiense. Dessa forma, o município de Cocal tende a se tornar, em pouco tempo, um importante entreposto comercial para toda a região, incluindo municípios como Viçosa e Camocim, no Ceará”, destacou o gestor. (Cidadeverde)

Conselho de trânsito altera prazo para implantação da nova CNH

Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) alterou o prazo para implantação do novo modelo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Antes prevista para 1º de janeiro de 2019, a emissão agora ficou para 31 de dezembro de 2022.

Emitida em cartão plástico e com um microcontrolador (chip), a nova CNH terá um formato único para todo o País. deve trazer maior segurança e modernidade ao documento, além de reduzir o risco de fraudes e permitir a integração com sistemas de outros países, entre outros benefícios.

Até o fim do novo prazo, a carteira de habilitação continuará sendo emitida em papel. (Fonte: Com informações da Agência Brasil)

Bolsonaro critica valor ‘absurdo’ pago pela Caixa em publicidade e quer revisar contratos

 Bolsonaro e o parnaibano Nelson Antônio

Jair Bolsonaro usou o Twitter para anunciar que irá revisar todos os contratos de patrocínio e publicidade da Caixa Econômica Federal.

O presidente eleito ainda apontou como “absurdo” os gastos na ordem de R$ 2,5 bilhões ao longo de 2018.

A revisão dos contratos irá ainda alcançar, segundo Bolsonaro, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil, da Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República.

“Assim como já estamos fazendo em diversos setores, iremos rever todos esses contratos”, ressaltou o presidente eleito.

O atual presidente da Caixa é o piauiense radicado Nelson de Souza, cuja indicação foi reivindicada pelo senador Ciro Nogueira (PP), quando Gilberto Ochi deixou o cargo para assumir o Ministério da Saúde no governo Temer.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

Tomamos conhecimento de que a Caixa gastou cerca de R$ 2,5 bilhões em publicidade e patrocínio neste último ano. Um absurdo! Assim como já estamos fazendo em diversos setores, iremos rever todos esses contratos, bem como os do BNDES, Banco do Brasil, SECOM e outros.

12,1 mil pessoas estão falando sobre isso

Magno Malta reitera apoio e diz que imprensa terá que engolir Bolsonaro

Malta ressaltou ‘Digo ao senhor, senhor presidente, que eu faria tudo de novo. Faria tudo de novo’ Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Ao se despedir do Senado, já que não conseguiu se reeleger, Magno Malta (PR-ES) reiterou seu apoio a Jair Bolsonaro (PSL) e disse que a imprensa terá que engoli-lo como presidente eleito.

O senador foi à tribuna na tarde desta quarta-feira (12) e falou por quase 40 minutos. Começou falando de sua trajetória como senador e, ao final, passou a falar sobre Bolsonaro.

Malta chegou a ser cotado para ocupar o posto de vice na chapa presidencial, foi dado como certo em um ministério, mas acabou sem nada.

À sua revelia, diz ele, a pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos foi entregue a uma assessora sua, a pastora Damares Alves.

Mas o senador continuou nesta tarde pedindo que “Deus abençoe o presidente Bolsonaro, que Deus lhe dê sabedoria”.

“Já há alguns anos, cinco anos, quatro anos, três anos, os senhores todos que estão no plenário, os senhores da assistência, me veem nesta tribuna defendendo a candidatura a presidente da República de Jair Messias Bolsonaro. Muitos diziam ‘por que não é você?’ Eu dizia ‘não’, Deus levantou ele. É ele. O diabo não levanta autoridade. Quem levanta autoridade é Deus”, disse Magno Malta em retrospectiva.

Ao defender Bolsonaro, criticou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

“Dizia a ele ‘bota seu pijama, cala a sua boca e espera 1º de janeiro porque o senhor não será convidado, vai se obrigar a ficar em casa assistindo pela televisão, a posse do novo presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro’.”

Na defesa do presidente eleito, a quem chamou de “homem de caráter, homem de bem, sujeito sensível às coisas espirituais”, disse ainda que “o Brasil precisa de um homem patriota que tenha Deus no coração, um país com um homem que esteja disposto a enfrentar a violência no país, que esteja disposto a proteger a escola, proteger as crianças e que, acima de tudo, ame Israel”.

“Digo ao senhor, senhor presidente, que eu faria tudo de novo. Faria tudo de novo”, repetiu, antes de perguntar: “Quem quer matar Bolsonaro? Quem queria ou ainda quer?”

Magno Malta agradeceu, genericamente, a seus assessores e criticou os “esquerdopatas” que, segundo ele, “jamais voltarão ao poder”.

“Se nada ocorrer no mandato de Bolsonaro, uma coisa maravilhosa já ocorreu: o viés ideológico está quebrado. Está quebrado o muro que separava de uma forma preconceituosa católicos de espíritas, espíritas de evangélicos. Este muro se quebrou neste processo e nós nos abraçamos”, afirmou.

Magno Malta já havia encerrado, mas colegas falaram em sua homenagem. O senador, então, voltou a falar e criticou a imprensa.

“Deve ser muito duro, para uma imprensa que o tratou como folclore durante muitos anos, ter de engoli-lo como presidente. Aí, tudo o que pode vir a ataque virá a ataque”, afirmou. “Que Deus nos ajude a todos”, encerrou.(FolhaPress)

Nova operação da PF investiga corrupção de sindicatos com Ministério do Trabalho

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta (13) a quinta fase da Operação Registro Espúrio, que apura suposto esquema de desvio de recursos no Ministério do Trabalho por meio de pedidos fraudulentos de restituição de contribuição sindical.

As investigações apontam que o esquema criminoso desviou pelo menos R$ 12,9 milhões da Conta Especial Emprego e Salário (Cees). O grupo atuava recrutando entidades interessadas na obtenção fraudulenta de restituições de contribuição sindical.

Os pedidos eram então manipulados, sendo reconhecidos os direitos indevidos ao crédito. Os valores eram transferidos para a conta da entidade interessada, com posterior repasse de um percentual para os servidores públicos e advogados integrantes do esquema.

Os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos alvos da operação é a advogada Julianna Machado Arantes Moretto, sobrinha do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) e irmã do ex-secretário da pasta Leonardo Arantes, ambos já investigados no âmbito da Registro Espúrio.

O ex-superintendente da pasta no Distrito Federal Maurício Moreira da Costa Júnior também é alvo da Polícia Federal. O consultor jurídico do ministério, Ricardo Santos Silva Leite, suspeito de envolvimento nos crimes em apuração, foi afastado do cargo pelo Supremo.

Advogados, servidores públicos e pessoas ligadas ao Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Distribuição de Cerveja, Sucos e Bebidas no Estado de Goiás (Sindibebidas-GO) também são investigadas na quinta fase da Operação Registro Espúrio. (Com informações da FolhaPress)

Polícia Federal fará diligências sobre a mala de R$ 500 mil para Ciro Nogueira

PF INVESTIGA MALA DE R$ 500 MIL – Chegou à Polícia Federal nesta quarta-feira(12) a autorização dada pela ministra do STF, Rosa Weber, para que sejam feitas diligências na tentativa de se descobrir mais detalhes sobre o episódio da mala de R$ 500 mil que teria sido entregue pelo executivo da JBS, Ricardo Saud, ao senador piauiense Ciro Nogueira.

Segundo matéria do Portal G1, da Rede Globo, “o empresário Joesley Batista disse que após a saída do PMDB do governo Dilma, em março de 2016, Ciro atendeu pedido para adiar decisão do PP sobre saída do governo. O valor acertado teria sido de R$ 8 milhões. Joesley afirmou que Saud repassou a Ciro Nogueira uma mala com R$ 500 mil.”

VÍDEO DA REDE GLOBO SOBRE A MALA DE R$ 500 MIL:

O ministro Edson Fachin entendeu que esse episódio já não fazia mais parte das investigações da Lava Jato e o Inquérito 4736 foi distribuído para a ministra Rosa Weber.

CIRO NEGA AS SUSPEITAS – O senador Ciro Nogueira, agora reeleito, disso ao G1 que as acusações contra ele são infundadas e absurdas, motivo pelos quais não se sustentam. Ele confia plenamente que, mais uma vez, a Justiça vai esclarecer os fatos e trazer à tona a verdade.

POLÍCIA FARÁ DILIGÊNCIAS – A pedido da Procuradoria da República, a ministra Rosa Weber autorizou diligências relacionadas ao caso, mas ainda não é possível afirmar quais seriam essas diligências, que podem ser apenas requisições de novos documentos, filmagens, depoimentos ou, até, mandados de busca e apreensão. (Código do Poder)

Mais empréstimo Governo do Piauí:R$ 150 milhões

O Senado Federal autorizou o Governo do Estado a contrair empréstimo de US$ 44, 9 milhões, cerca de R$ 150 milhões,  junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os recursos serão usados na modernização da gestão fiscal do Piauí. O prazo de carência do empréstimo é de 5 anos. A votação em plenário aconteceu nesta terça-feira (11).
Segundo o auditor fiscal e coordenador da Assessoria de Projetos e Gestão da Secretaria de Fazenda (Sefaz), Ricardo Pires, o empréstimo faz parte do Projeto de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Gestão Fiscal do Piauí (Prodaf). “Esse investimento será na gestão fiscal do Piauí. O detalhe é quando o Estado começar a pagar o empréstimo em 5 anos, o investimento feito já compensou”, afirma.
Serão feitos investimentos no sistema de administração tributária em ambiente web; atualização da infraestrutura física e tecnológica da Sefaz e da fiscalização de trânsito, além de ferramentas de inteligência artificial para atendimento ao cidadão e para auditoria.
“Em parceria com a Secretaria de Administração e Previdência teremos investimentos no sistema de gestão de compras do Estado, além do marco orçamentário de médio prazo e o sistema de gestão de dívidas públicas”, informa Ricardo.
De acordo com a Mensagem (MSF) 114/2018, os recursos serão liberados pelo BID durante cinco anos em parcelas de US$ 5 milhões em 2018; US$ 12,1 milhões em 2019; US$ 7,5 milhões em 2020; US$ 11,9 milhões em 2021 e US$ 8,2 milhões em 2022. Haverá contrapartida do governo do estado.
O BID é uma organização financeira internacional com o propósito de financiar projetos viáveis de desenvolvimento econômico, social e institucional e promover a integração comercial regional na área da América Latina e o Caribe.

Justiça ‘jabuticaba’ custa R$5,5 bilhões por ano ao País, com ou sem eleição

Só em salários, Justiça Eleitoral custará R$ 5 bilhões em 2019, ano sem eleição

Por: Tiago Vasconcelos

A diplomação do presidente eleito, nesta segunda (10), encerrando o ciclo eleitoral de 2018, deveria marcar também a dissolução do órgão público que organizou a disputa, como acontece em todo o mundo que respeita o sacrifício do pagador de impostos. Não é o caso do Brasil, onde o órgão criado para organizar eleição ganhou caráter permanente e o nome de “Justiça Eleitoral”. Essa invenção jabuticaba custa R$5,5 bilhões anuais e sustenta 35.371 servidores até em ano sem eleição. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O caráter provisório do TSE fica claro: são 3 ministros do STF, 2 do STJ e 2 da advocacia. Mas acabou perpetuado pelos fabulosos cargos.

Na Brasília carente de hospitais, a sede do TSE custou quase meio bilhão de reais, onde 7 ministros trabalham às terças e quintas. À noite.

No ano sem eleição de 2019, os salários da Justiça Eleitoral custarão ao cidadão brasileiro mais de R$5 bilhões, 89,8% dos gastos totais.

Ministro do TSE tem o próprio gabinete no tribunal de origem ou na sua banca. Mas na sede do TSE tem outro, de 150 metros quadrados.

Saúde no Piauí: “Casas de horrores”

Por:Arimatéia Azevedo

Está em grupos de redes sociais a notícia de que um homem fez cirurgia num dedo no hospital Tibério Nunes, na cidade de Floriano, pegou uma bactéria, e está em estado vegetativo. Ele é da cidade de Canto do Buriti, acidentou-se no trabalho, com um corte no dedo e teve que ser levado para Floriano. Lá esperou 14 dias para ser submetido à cirurgia.

No procedimento José Venceslau Cavalcante sofreu uma parada cardíaca que, segundo médicos, teria sido causada por uma alergia à anestesia. Essa versão, entretanto, está sendo contestada por uma irmã do paciente, mas diante de tudo que já se ouviu sobre a saúde pública do Estado, só revela aquilo que já se discutiu à exaustão: os hospitais públicos do Piauí estão se transformando em casas de horrores, lamentavelmente, para quem procura salvar sua própria vida.

Paradoxalmente, já se ouviu da boca até do deputado Assis Carvalho, que nos governos petistas se apresenta como a maior autoridade na Saúde, por deter o poder de mando, de que entre todos os hospitais públicos regionais, o de Floriano seria a melhor referência. Francamente, se isso for verdade, ou melhor, se essa declaração for levada em conta, é razoável adiantar às famílias dos pacientes começarem a adquirir seus lotes para a última morada nos cemitérios de suas cidades. Porque, o leitor há de convir, dá até medo imaginar como andam os outros hospitais mantidos pelo governo.

UNINASSAU realiza seminário de Planejamento de Pesquisa Jurídica

Com o objetivo de socializar projetos de pesquisas monográficas no âmbito do direito e discutir o papel da ciência na produção de conhecimentos, a Faculdade UNINASSAU, em Parnaíba, promove o I Seminário de Planejamento de Pesquisa Jurídica. O evento acontece nos dias 11 e 12 de dezembro, na Instituição.
De acordo com o coordenador de Direito, Phablo Rodrigues, os trabalhos serão desenvolvidos nas modalidades de conferências, mesas redondas e rodas de conversas. “O evento foi planejado com proposta de fazer com que os nossos discentes façam reflexões, debatam e compartilhem o planejamento de suas pesquisas para as monografias” comenta.
Durante as conferências, serão debatidos temas sobre “A Ciência do Direito: a importância da pesquisa para o reordenamento jurídico” e “A normatização de trabalhos monográficos: foco no direito”.
Nas Rodas de Conversas serão apresentados resumos de projetos de pesquisas com seguintes eixos temáticos: Direito do Consumidor, Direito Empresarial, Comercial e Administrativo, Direito de Família, Direito do Trabalho e Financeiro, Direito Ambiental, Direito Previdenciário, Direito Tributário, Direito Constitucional, Direito Penal e Direito Civil.
Os interessados em participar podem se inscrever através do link https://extensao.uninassau.edu.br, enviar um resumo para o e-mail direito.parn@mauriciodenassau.edu.br e fazer a doação de um quilo de alimento não perecível no dia do evento.

Bolsonaro pede para desarquivar queixa contra Jean Wyllys

Do G1

A defesa do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), recorreu, ontem, pedindo que o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconsidere o arquivamento de uma queixa apresentada por ele contra o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) por injúria e calúnia.

Em novembro do ano passado, o ministro arquivou a queixa afirmando que os advogados de Bolsonaro, então deputado, perderam o prazo para entrar com a ação, o que a defesa refuta.

A queixa foi apresentada em agosto do ano passado por suposto crime contra a honra, por entrevista transmitida ao vivo em rede social mantida pelo jornal “O Povo”.

Segundo Bolsonaro, o deputado Jean Wyllys o acusou de ter praticado lavagem de dinheiro, chamando-o de “fascista”, “burro”, entre outros.

Segundo a defesa, embora não tenha mencionado o nome de Bolsonaro, a entrevista deixava claro que se tratava dele, porque o deputado se referia a alguém filiado ao PP (antigo partido de Bolsonaro).