Marden, que está com Covid, aprova lei e ginástica será essencial

Por Arimatéa Carvalho

A CCJ da Assembleia Legislativa aprovou o projeto de lei do deputado estadual Marden Menezes (PSDB) que define como essenciais os serviços prestados na área de educação física, atividade física e ginástica. 

A matéria deve ir a plenário na próxima sessão da Alepi. O parlamentar, que foi diagnosticado com Covid-19, segue em isolamento social e passa bem.

 

OPINIÃO:”Pandemia petista”

Por:José Olímpio

Impedido, por força de lei federal, de torrar os recursos do precatório do Fundef, no valor de R$ 1.652.169.584,10  já depositado em conta, Wellington Dias entrou com uma Ação junto ao STF para que seja autorizado a gastar parte do dinheiro em ações de combate ao coronavírus.

A outra parte, Sua Excelência pretende gastar em obras espalhadas pelo municípios, neste ano eleitoral, para fortalecer as bases do PT no interior, através do programa Educar Piauí, elaborado pelos tecnocratas do Palácio de karnak, sem ouvir o Sindicato dos Trabalhadores em Educação.

A correria de deputados e prefeitos à Secretaria de Educação nos últimos dias foi atípica. Todos querendo uma pontinha dos recursos do Fundef. Ou seja, as obras estão sendo definidas agora, às pressas, conforme as conveniências do governo e de seus aliados. Não tem nada de projetos elaborados previamente.

O Sinte-PI que fique atento, pois nesse período quem responde pelo plantão no STF é o presidente Dias Toffoli, cabendo a ele, regimentalmente, decidir  acerca desse tipo de ação. Ministro da cota do PT, o presidente da Suprema Corte, diante da “grave e aflitiva” situação vivida pelo petista Wellington Dias fará tudo para ajudá-lo.

A Procuradoria Geral do Estado argumenta que os gastos com a pandemia estão levando o estado à insolvência, por conta da queda na arrecadação própria. O governo alega ainda que, desde o início da pandemia, já foram investidos o montante de R$ 292.071.739,00 (Duzentos e noventa e dois milhões, setenta e um mil e setecentos e trinta nove reais) no combate a Covid-19.

Acrescenta, ainda, Sua Excelência que a arrecadação do Estado, comparada com o mesmo período do ano anterior, teve uma redução de R$ 274.269.000,00 (Duzentos e setenta e quatro milhões, duzentos e sessenta e nove mil reais).

E de quem é a culpa da queda da arrecadação própria? É dos empresários, dos servidores públicos ou das estratégias erradas adotadas por seu governo?

A PGE chega a dizer que neste momento falta dinheiro para o combate ao coronavírus e sobra para a educação.

Ora, ora, se é assim, como explicar que a rede estadual de ensino esteja quase toda sucateada e os professores há dois anos sem o reajuste de seus salários?

Nesse caso, em vez de desviar o dinheiro dos precatórios, não seria mais correto o governo quitar suas dívidas com o magistério e recuperar as escolas?

Os argumentos de Sua Excelência não passam de desculpas esfarrapadas. Na verdade, senhores, a pandemia que comprometeu as finanças públicas do Piauí começou alguns anos antes da pandemia do coronavírus. Ela remonta aos tempos do primeiro governo petista, que inaugurou um novo estilo de gestão, sem planejamento, sem austeridade, comprometido com a gastança perdulária dos recursos públicos.

Essa é que a verdade. Quem não lembra do empreguismo desenfreado no primeiro governo de Wellington Dias, que, aliás, continua até hoje, da locação de carros de luxo, dos passeios particulares em aeronaves contratadas pelo governo estadual, dos escândalos na Seduc e na compra de medicamentos na Secretaria de Saúde do Estado, nos desvios de recursos em projetos que se arrastam há anos e nunca são concluídos, como o Centro de Convenções?

Sem falar nos gastos com a convocação de suplentes na Assembleia Legislativa, que não cessa nem nesse período de pandemia, nos vultosos empréstimos internos e externos contraídos por Sua Excelência e aplicados não se sabe onde?

Os piauienses elegeram 30 deputados estaduais, mas pagam mais de 40, graças à generosidade do governador com os seus aliados.

Depois dessa quarta e malfada gestão petista, coitado de quem assumir o papel de inquilino do Palácio de Karnak. Vai passar o mandato todo e não conseguirá reequilibrar as contas públicas, pois receberá um estado arrasado, de cofres vazios, sem estradas, sem saneamento básico, sem a menor infraestrutura e cheio de dívidas impagáveis com bancos nacionais e internacionais.

Quem viver, verá!

Opinião:”O PT dividido não mete medo em ninguém”

Ditados populares costumam provar muito mais que calhamaços de fórmulas, teorias científicas ou teses de pós – como se diz na “academia”. Dois desses ditos revelam a verdade cruel nas relações humanas: “rei morto, rei posto”… “amigos, amigos, negócios a parte”.

“Rei morto, rei posto… amigos, amigos, negócios a parte”

A cultura também retrata como as pessoas reagem à partida de um “próximo”. O samba tratou a situação com uma dose cavalar de humor negro: “o defunto nem esfriou e já tem neguinho querendo pegar a viúva”.

Com o PT do Piauí não foi diferente. O presidente não resistiu às várias paradas cardíacas e se foi num domingo na cidade que amou como se fosse única.

Assis Carvalho levou para o túmulo não só o corpo maltratado pelas “batalhas” que travou em vida, mas o que ainda restava de unidade entre as várias tendências que existem dentro do partido. PT que Assis ajudou a alcançar o poder, no Piauí e no Brasil.

Hoje, pelo menos três “viúvas” surgem reclamando a herança do falecido. E não há segredo. As correntes assumem publicamente os seus interesses e brigam pelo espólio de Assis.

Tanto que já houve várias falas de lideranças petistas pregando o consenso. Da Câmara Municipal à Câmara Federal, vozes se manifestam sobre a necessidade do PT continuar unido. O governador Wellington Dias, tentando minimizar os efeitos letais da Covid-19, não parou para tratar do assunto. Se já o fez, ainda não se manifestou.

Os 60 membros titulares e 18 suplentes, que vão se reunir virtualmente nesta sexta-feira (24) para deliberar sobre a presidência do PT estadual. Quem observa de longe a situação logo percebe o que só um vesgo, de visão torta de tanto olhar pro próprio umbigo, não enxerga: o PT, dividido, não mete medo em ninguém.

Fonte: Paulo Pincel

Opinião:”Fundeb não é a salvação da pátria”

Por:José Olímpio

Muita gente pelo Brasil afora fez festa com a aprovação do novo Fundeb ontem (21) pela Câmara Federal. Não vejo razão para tanta euforia, pois em nosso país a lei tem o nariz de cera e os governantes a colocam na direção que bem entendem.

O novo Fundeb, se não trouxer um dispositivo que assegure o seu rigoroso cumprimento por estados e municípios, pouco contribuirá para a valorização dos professores e a melhoria e fortalecimento da educação básica.

Vejam o caso do Piauí, onde os recursos são gastos sem a observância da lei que criou o Fundef, que estabelece um percentual de 60% para a valorização do magistério. O governo petista recebeu R$ 1 bilhão e 600 milhões de precatórios do Fundo e não repassou um centavo sequer para os professores.

Com o agravante de que o governador Wellington Dias (PT) faz letra morta da Lei do Piso Nacional de Salários e há dois anos não reajusta os salários do magistério estadual. Está devendo o reajuste de 2019 (4,17%) e de 2020 (12,84%).

Deste modo, como valorizar o magistério e melhorar a educação pública? Esse objetivo jamais será alcançado, se não instituírem uma punição rigorosa para os governantes que deixarem de cumprir as leis do Piso Nacional de Salários e a do Fundeb.

No Piauí, que é um dos 9 estados atualmente contemplados com recursos do Fundef, a rede de ensino público estadual está completamente sucateada, com escolas caindo aos pedaços, muitas delas fechadas e outras funcionando de modo precário, sem regularidade na distribuição da merenda e sem transporte escolar em muitas cidades do interior.

Ou seja, em nosso estado a educação pública só anda bem mesmo na propaganda oficial. E, seguramente, não é por falta de recursos que isso acontece. Falta gestão e sobram desmandos e politicagem no setor. Esse é o problema.

Não tem Fundeb que conserte essa bagunça

OPINIÃO:”SEJAMOS RAZOÁVEIS E SENSATOS, SR, GOVERNADOR!”

Por:Cláudio Barros/ Jornalista

Nem tudo o que é legal é justo ou razoável ou sensato. Neste sentido, a rejeição ao pedido de liberdade feito pelo jornalista Arimateia Azevedo pode até ter o acolhimento técnico-legal, mas agride a razoabilidade o bom senso;

O jornalista, mantido em prisão domiciliar, não somente não foi libertado como teve determinada a sua volta a um estabelecimento prisional. De uma só vez, em meio a uma pandemia, a Justiça ampliou um pouco mais o número de presos provisórios e submeteu a risco um cidadão de 67 anos, com comorbidades que o colocam no grupo de risco para a Covid-19. No país todo, essa seria uma razão de sobra para, se não relaxar a prisão, ao menos assegurar que o jornalista fosse mantido em sua casa.

Como não há muito a quem apelar, apela-se ao governador do Piauí, Wellington Dias, para que ele impeça o recolhimento de Arimateia Azevedo à Penitenciária Irmão Guido, para onde deve ser encaminhado o jornalista.

Para isso, o governador poderá informar de modo oficial o que todos sabem: o elevado grau de risco que aquele estabelecimento penal oferece para uma pessoa de grupo de risco para a doença. Precisa ter coragem e bom senso. Precisa pensar que, mais que mera legalidade, justiça é bom senso e razoabilidade. (Fonte:facebook)

O jornalista Arimatéia Azevedo, que ainda não foi julgado e não oferece risco a ninguém ou ao andamento do processo a que responde, não pode.

Tem que ir para uma penitenciária, mesmo idoso e sofrendo de alguns problemas de saúde, sendo, portanto, do grupo de risco, suscetível de ser vítima do temido vírus da Covid-19.

Sem entrar no mérito da questão, se o jornalista é culpado ou não, entendo que o Judiciário piauiense, com essa decisão, adota a política do dois pesos, duas medidas. Lamentável (Facebook)

Opinião:”Duas histórias, um personagem”

Foto: reprodução/instagram

Por:José Olímpio(*)

Confesso que não fiquei surpreso com a generosidade da Polícia Militar do Piauí em percorrer bairros da periferia da cidade distribuindo cestas básicas para famílias carentes. Surpreso mesmo fiquei foi com o silêncio das autoridades em torno dos questionamentos feitos nas redes sociais.

A pessoa que passou essa informação para o jornalista Toni Rodrigues revelou-se desconfiada com a ação social da PM porque estamos em ano eleitoral e um dos candidatos a prefeito de Teresina exerce forte influência dentro da corporação.

Afinal, é a primeira vez que se tem notícia da PM percorrendo os bolsões de miséria da periferia, de forma organizada, para ajudar as famílias carentes com a distribuição de alimentos, em ano eleitoral, é bom enfatizar.

Teresina tem uma grande faixa de sua população em estado de vulnerabilidade e nunca se soube que a PM, em épocas de calamidades naturais, tenha se preocupado em fazer doações aos desabrigados das enchentes ou aos famintos da seca que assola ciclicamente nosso estado e nossa capital, deixando centenas de famílias em situação aflitíssima.

Faltam-me, no entanto, elementos para afirmar categoricamente que se trata de campanha eleitoral antecipada em favor deste ou daquele candidato, mas entendo que o Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral devem ficar atentos e fiscalizar essas ações para evitar que elas sejam utilizadas para viciar o processo eleitoral.

Agora, vamos falar de atentado à liberdade de imprensa e de expressão. O ex-secretário de Segurança Pública e pré-candidato a prefeito de Teresina pelo PL, capitão Fábio Abreu, registrou um Boletim de Ocorrência no Greco com pedido de abertura de investigação criminal contra o jornalista Petrus Evelyn, a quem acusa de tê-lo difamado em matéria publicada na página O Piauiense, na Internet.

No entanto, em nenhum trecho da matéria de portal houve desrespeito à pessoa do ex-secretário de Segurança. O texto trata do aumento da violência em Teresina durante a gestão de Abreu e mostra as estatísticas relacionadas, pontando uma curva ascendente e preocupante nos crimes de homicídios e roubo de carros em nossa capital. Basicamente, só isso.

Nenhum veículo da chamada “grande imprensa piauiense” – rádio, jornal, portal ou televisão – divulgou uma linha sequer sobre o processo do deputado federal Fábio Abreu ( PL) contra o jornalista Petrus Evelym.

Um silêncio conivente e vergonhoso que revela a decadência do jornalismo piauiense que, cevado nas gordas tetas do poder, não ousa questionar absolutamente nada, nem mesmo quando a liberdade de imprensa e de expressão está sob ameaça.

A única reação vem do presidente do Sindicato dos Jornalistas, Luiz Carlos Oliveira, que divulgou uma Nota de Repúdio

(*)José Olímpio é professor, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Piauí

Opinião:”MP 926, um estímulo à corrupção”

Por:José Olímpio

Se em épocas de normalidade, em que o país dispõe de todo um aparato legal e a vigilância dos órgãos de controle para combater eventuais desvios de recursos, a corrupção campeia solta no Brasil, imagine agora, em plena pandemia, quando tudo corre frouxo e não é exigido a observação da Lei das Licitações e outros diplomas legais?

Todo santo dia, a Polícia Federal está batendo às portas de empresários e autoridades corruptas, que estão se aproveitando da situação da crise sanitária para superfaturar compras de equipamentos e medicamentos de combate à Covid-19.

Desviam os recursos e condenam à morte milhares de brasileiros pobres que morrem à míngua em hospitais públicos desaparelhados, sem unidades de tratamento intensivos ou um simples respirador pulmonar.

Diante de uma situação dessas, a Câmara Federal decide aprovar uma Medida Provisória 926/2020, que autoriza a contratação de empresas impedidas de firmar contratos com o poder público por irregularidades (leia-se corrupção) e releva a declaração de inidoneidade.

Ou seja, se o empresário picareta for o único fornecedor de bens e serviços considerados essenciais para enfrentar a doença, não importa a sua ficha suja, o prejuízo causado aos cofres públicos, as mortes provocadas por sua ganância, ele está liberado para atuar novamente, quando o correto era estar atrás das grades para pagar pelos crimes cometidos.

A própria Controladoria Geral da União (CGU) admitiu há poucos dias que no Brasil se rouba todo o tempo, independentemente de crises como a que vivemos agora ou de dificuldades econômicas. Os corruptos não tiram férias. E o Governo e o Congresso querem facilitar ainda mais as coisas para essas aves de rapina aprovando a Medida Provisória 926/2020 que reabilita empresas envolvidas em falcatruas e que apresentam irregularidades fiscal e trabalhista.

Pior, reafirma aos governadores e prefeitos todo o poder de impor restrições como isolamento, quarentena e restrição de locomoção, além de aumentar o limite de gastos com o cartão corporativo, quando usado para o pagamento de serviços com dispensa de licitação.

A partir da aprovação da MP 926/2020, a farra com os cartões corporativos vai aumentar. Os nossos governantes ficam autorizados a efetuar pagamentos a vista de até R$ 330 mil para serviços de engenharia e de até R$ 176 mil para compras em geral.

Na justificativa dessa malfadada MP, o governo Bolsonaro argumenta que ela é necessária para “harmonizar as ações de enfrentamento da pandemia do coronavírus”. Não, presidente, ela vai na verdade é ampliar o ralo por onde se esvaem os recursos públicos.

Não fiquei nem um pouco surpreso de ver que a MP 926/2020 foi uma das raras propostas do Governo Bolsonaro que passou pelo crivo da Câmara Federal sem nenhuma dificuldade. Neste caso, não esperava uma postura diferente dos senhores deputados, por razões óbvias.

A matéria agora segue para o Senado. Vamos torcer para que os senhores senadores, ao contrário dos senhores deputados, votem contra a corrupção. Foi a primeira vez que torci contra o Governo Federal. Espero que seja a última.

Volta ao “novo normal” necessita de cuidados

Os trabalhadores devem permanecer usando máscaras

Depois de quatro meses em isolamento social, está chegando a hora de retornar para a rotina, mas com um “novo normal”. Os governos estaduais e municipais estão publicando decretos para a volta das atividades, e as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) são de que os trabalhadores mantenham precauções ao voltarem às suas obrigações. Os cuidados para prevenir a disseminação da Covid-19 devem continuar e os colaboradores devem ser monitorados pelos gestores.

 De acordo com o coordenador da Clínica-escola da Faculdade UNINASSAU Parnaíba, Carlos Eduardo Castelo Branco, embora os cuidados sejam bastante simples, é de extrema importância o distanciamento social, a aferição de temperatura, manter-se em ambientes abertos e arejados, reduzir a ida a outros setores das instituições e fazer uma escala de alimentação nos refeitórios, por exemplo.

“Não há necessidade de sentar-se ao lado de outros colaboradores, se aglomerar em ambientes comuns e nem desrespeitar o distanciamento mínimo em filas. Além disso, deve se evitar a circulação nas áreas comuns e realizar rodízios nos horários de refeição”, comenta Carlos Eduardo.

Os cuidados com a higiene também devem permanecer, principalmente o uso obrigatório de máscaras e nos momentos de alimentação. A retirada da máscara deve ser realizada observando atentamente as regras de distanciamento, higienização das mãos e apenas pelo elástico, com armazenamento de forma adequada.

Contatos nos próprios olhos, boca e nariz durante o trabalho devem ser evitados, e o contato físico com os colegas não deve acontecer. “Todos nós estamos com saudades dos colegas de trabalho, mas nossos reencontros não devem acontecer com beijos, abraços e apertos de mão, vamos adiar esse carinho para um outro momento”, orienta o coordenador.

Além dessas orientações, Carlos Eduardo lembra a importância de lavar as mãos, principalmente antes do início do trabalho, após tossir, espirrar, usar o banheiro, tocar em dinheiro, manusear objetos de trabalho e antes e após a colocação da máscara. “Também devemos evitar o compartilhamento dos objetos pessoais, tais como: fones de ouvido, celulares, canetas, copos, talheres e pratos, bem como atentar para a higienização adequada desses itens”. ( Sariny Leão)

 

Opinião:”O magistério é um sacerdócio?”

Por:José Olímpio

Uma das profissões mais nobres e mais difícil de ser exercida, o magistério aqui no Piauí sempre foi relegado a segundo plano por sucessivos governos, que nunca deram a devida importância à educação e por isso mesmo condenaram o estado a um atraso crônico e quase insuperável.

Nenhuma nação, nenhum estado, pode alcançar o almejado desenvolvimento sem investimentos em educação pública de qualidade, sem a valorização do trabalho do professor e sem escolas bem estruturadas e equipadas. Em nosso estado, em praticamente nenhuma administração, se observou essa preocupação por parte de nossos governantes.

Até bem pouco tempo, propagava-se a ideia cretina de que o magistério era um sacerdócio, que o professor tinha que se dedicar à causa da educação, sem se preocupar com o salário, como se ele não tivesse família para sustentar, o aluguel da casa para pagar, as contas de água e energia, despesas com saúde, vestuário, transportes, capacitação profissional, lazer e outras necessidades. O professor era tratado como se fosse um pária da sociedade.

Esse quadro começou a mudar a partir dos anos 60, quando os educadores piauienses começaram a perceber que, desunidos e dispersos, não alcançariam nenhuma conquista, muito menos o respeito de nossos governantes. Eram massacrados e não reagiam. Muitas vezes aquilo que era um direito da classe era encarado por muitos como um favor do governo.

Foi ai que decidiram revitalizar o Sindicato dos Professores da Escolas Particulares, que existia, mas era apático, e criaram a Associação dos Professores do Ensino Médio Oficial do Estado (APEMOP), depois APEP, hoje Sinte-PI.

Desde então memoráveis lutas foram travadas pela categoria em busca do reconhecimento do seu trabalho. Muitos profissionais da educação pagaram caro pela coragem de reivindicar os seus direitos durante governos obscurantistas e atrabiliários, que jogavam a polícia contra os manifestantes, perseguiam e intimidavam os professores. Muitos deles foram presos ou transferidos de suas escolas para locais distantes, ao arrepio da lei.

Foram tempos difíceis, mas a luta valeu pena. O exemplo dos bravos fundadores da APEMOP que lideraram duas greves vitoriosas nos anos 60, que culminaram em substancial aumento de salário nas redes privada e pública de ensino, despertaram na categoria o sentimento de que era necessário lutar por seus ideais.

Registremos, por oportuno, que só em três momentos da nossa história, o magistério piauiense, sem necessidade de fazer greve ou qualquer protesto, foi tratado pelo governo do Estado com o merecido respeito.

A primeira vez foi no governo do general Gaioso (1954-1958), quando o salário do professores do Liceu Piauiense e da Escola Normal foram equiparados ao de juiz, sem dúvida um gesto de respeito à categoria, que na hora dos reajustes salariais ficava sempre em segundo plano.

Outro momento marcante foi no primeiro governo Alberto Silva (1970-1974), época das grandes conquistas da categoria: Estatuto do Magistério, Concurso Público, Lei do Enquadramento, pagamento de diferenças salariais de 20, 30 anos, Lei do Salário Móvel, Clube do professor, entre outras.

Dirceu Mendes Arcoverde, médico humanista, que substituiu Alberto Silva no comando do Estado (75-78) , deu continuidade à política de valorização do magistério. É dessa época a construção da Colônia de Férias de Luiz Correia, Gabinetes Médico e Odontológico na sede da APEP. Foi um governante justo e respeitoso que dialogava com as lideranças da categoria.

Hoje, por ironia do destino, sob o governo do Partido dos Trabalhadores e de um ex-líder sindical, o magistério estadual é tratado como nos velhos tempos pelo inquilino do Palácio de Karnak, que faz tábula rasa da lei federal que criou o Fundef e se recusa a repassar para os professores os 60% dos precatórios previstos em lei.

O senhor Wellington Dias já bateu o martelo e disse que os precatórios no valor de R$ 1 bilhão e 600 milhões serão destinados ao Educar Piauí, uma programa elaborado pelos burocratas do governo, sem a participação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação.

Não pode ser classificado de outra forma senão como eleitoreiro um programa a ser executado às pressas, em ano eleitoral, com vistas a fortalecer o esquema político do governo, assim como fizeram com os recursos dos empréstimos destinados a obras de infraestrutura e saneamento básico, desviados para a construção de calçamento em cidades do interior.

O Sinte-PI entrou com uma ação na Justiça para obrigar o governo de Sua Excelência repassar os 60% dos precatórios para o magistério, como estabelece a lei que criou o Fundef, mas se a Justiça não andar rápido de nada vai adiantar essa ação, pois o governo petista já autorizou a retomada 76 obras, 64 licitações e o início de 92 novas obras.

Depois de aplicar um calote nos professores, sem pagar o percentual de reajuste dos salários de 4,17%, relativo a 2019, e de 12,84% referente ao reajuste de 2020, o governador petista se recusa a receber a diretoria do Sinte-PI para discutir essa questão. Será vergonha ou simples arrogância do tiranete petista?

Por que tanta pressa em gastar o dinheiro, sem quitar a dívida com os professores? Em que lei Sua Excelência diz estar baseado para negar ao magistério os 60% dos precatórios do Fundef?

Custa crer que o Tribunal de Contas do Estado esteja de acordo com o governador nessa questão, mas é o que ele tem dito repetidas vezes. Que a Justiça seja rápida para não permitir mais um golpe contra o magistério.(Diário do Piauí)

Rafael Fonteles não deixa professores sonharem com R$ 1,6 bilhão do Fundef

RAFAEL ENTENDE DE ENSINO PRIVADO – Apesar de não ser da Procuradoria Geral do Estado e nem secretário de Educação, o governo Wellington Dias escalou o secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, para tratar sobre a liberação de R$ 1,6 bilhão dos precatórios do antigo  Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) aos cofres do Estado do Piauí. Nesse primeiro momento, o secretário de Educação, Ellen Gera, pouco informou sobre as prioridades dos gastos ou mesmo como será o diálogo com os professores que estão sonhando que o governo de Wellington Dias agora esgotou todo o estoque de desculpas para não dar reajuste salarial para os professores que estão em greve desde o dia 12 de fevereiro de 2020.

No site da Secretaria de Educação, nenhuma matéria sobre a liberação do precatório. Já no site da Sefaz-PI, matéria e foto gigante de Rafael Fonteles. É ele, o chefe do cofre estadual,  que está comandando as explicações na imprensa (que pouco o questiona) sobre como o dinheiro será aplicado. Experiente na área de educação privada, por sua ligação com o Colégio CEV e com o Insituto Premium (que faturou mais de R$ 20 milhões na Secretaria Estadual de Educação), o secretário de Fazenda também deve comandar a maneira como esse dinheiro será distribuído na SEDUC.

Apesar do plano Educar Piauí, ter sido elaborado pela SEDUC antes da chegada dos recursos do Fundef,  é Rafael Fonteles, da Sefaz, que tem adiantado como o dinheiro será usado.

Sobre parte dos recursos irem para melhoria salarial dos professores, o secretário de Fazenda tem indicado que não vai deixar esse sonho ser realizado.

A presidente do SINTE-PI, professora Paulina Almeida disse que a entidade tem ação judicial com relação a este precatório. “O SINTE-PI já tomou todas as providências necessárias para garantir os direitos dos profissionais do magistério no precatório. O governo não poderá utilizar este recurso sem passar por uma série de protocolos junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e também Assembleia Legislativa. Os trabalhadores em educação tem direito a 60% desse valor e os outros 40% são para manutenção da escola. Queremos tranquilizar nossos associados, pois estamos vigilantes em relação a esta Ação”, finalizou Paulina.

É ilusão achar que Assembleia Legislativa do Piauí ou mesmo o TCE vão conseguir barrar Wellington Dias e sua equipe. Se não vier ordem do TCU, do MPF ou mesmo da Polícia Federal, os professores vão continuar nessa ilusão. Rafael Fonteles foi logo adiantando que o TCU já decidiu que o dinheiro não poderá ser usado para melhorar salários dos profissionais de educação e que deve ser usado em outros instrumentos que contribuam qualidade do ensino e na infraestrutura das escolas . Os profissionais da Educação defendem que 60% dos recursos sejam para melhorias salarial, pois era assim que os recursos deveriam ter sido distribuídos no passado, na época da existência do Fundef.

Se o SINTE olhar um pouco para o que aconteceu na SEDUC nos últimos 7 anos, saberá bem o que Rafael Fonteles quer e o que a gestão de Wellington Dias tem feito:  gastar muita grana pública na mediação tecnológica, no transporte escolar, reforma de escolas. Os investimentos em tecnologia na SEDUC já acontecem, com gastos anuais na ordem de R$ 40 milhões ou mais.

Sobre mediação tecnológica, o Instituto Premium entrou na SEDUC, ainda no governo Zé Filho (PMDB) através do empresário Rafael Fonteles, que na época era diretor do instituto e que funcionava no mesmo endereço do Colégio CEV da avenida Frei Serafim. Atualmente, quem está à frente da empresa é o sogro de Rafael Fonteles, o pré-candidato à Prefeitura de Picos pelo PT, Francisco Araújo Filho, o Araujinho. Hoje o Instituto Premium não está mais como contratado na SEDUC, finalizou os contratos em 2018; os serviços estão sendo executados por empresas de Brasília.

Foi na gestão de Rejane Dias (ex-secretária de Educação), que a SEDUC contratou sistemas pra tudo, como sistema de evasão escolar (mesmo existindo sistemas gratuitos disponíveis), sistema de ensino à distância, aulas on-line, contratos exclusivos com agências de publicidade etc. Gastos desse tipo se tornaram a regra na SEDUC mesmo antes da pandemia do coronavírus.

Muitos desses serviços são difíceis de serem fiscalizados.  Somente agora, os órgãos de controle estão tentando finalizar o monitoramento os gastos que a gestão da ex-secretária de Educação, Rejane Dias, fez com esse tipo de contratação.

Agora, sobre a aplicação do precatório de R$ 1,6 bilhão será com o secretario de Fazenda e com o governador Wellington Dias que os representantes dos professores terão que negociar. As empresas de comunicação do Piauí já entenderam isso rápido e nem foram atrás do secretário de Educação, Ellen Gera.

De qualquer foram, espera-se mais, muito mais por parte da Secretaria Estadual de Educação, inclusive com mais transparência sobre quais serão as prioridades na aplicação de R$ 1,6 bilhão do Fundef.

Assim, se os professores que estão em greve desde fevereiro não tiverem uma estratégia de negociar para que recursos estaduais sejam remanejados e forem aguardar apenas diretamente pelo recurso do Fundef, aguardando aprovação do Congresso ou mesmo uma decisão judicial que pode levar mais 10 anos, os recursos vão acabar em menos de três anos e os professores continuarão vivendo o sonho de que dias melhores virão.

Essa é a opinião do jornalista e advogado Aquiles Nairó, responsável pelo Blog Código do Poder.

Opinião;”Professores de olho em Wellington Dias”

Por:José Olímpio

O secretário de Fazenda do Estado, Rafael Fonteles, revelou que o valor de R$ 1 bilhão e 600 milhões referente aos precatórios do FUNDEF, que já estão na conta do Estado, “serão aplicados em ações estruturantes e em programas de melhoria da educação”.

Tudo bem. Lembro, porém que a sigla Fundef quer dizer Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, mas em sua fala o secretário de Fazenda esqueceu esqueceu solenemente da diferença salarial que o governo deve aos professores piauienses.

Será que se pode falar em melhoria da educação se o principal agente do processo educativo é tratado pelo governo petista de forma desrespeitosa, como se fosse um pária da sociedade? Há dois anos que o magistério estadual não recebe o piso nacional de salário e o argumento do Palácio de karnak era o de que não havia recursos para efetuar o pagamento.

Agora de posse da bagatela de R$ 1 bilhão e 600 milhões, fala de forma vaga em investimentos na melhoria do ensino, sem dizer que melhorias são essas, como se ainda não tivesse um diagnóstico da situação calamitosa da educação estadual e esquecendo completamente sua dívida com para com os professores da rede estadual de ensino.

A diretoria do Sinte-PI divulgou em sua página no Facebook que do total dos recursos recebidos pelo governo do Estado, a título de precatórios do FUNDEF, 60% serão destinados aos trabalhadores em educação e os outros 40% serão destinados a manutenção de escolas. A presidente da entidade, professora Paulina Almeida, procurou tranquilizar os associados dizendo que a assessoria jurídica do Sindicato está atenta em relação a essa questão.

Segundo ela, o governo não pode utilizar os precatórios da educação da forma que bem entender. “Ele terá que cumprir uma série de protocolos junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e na Assembleia Legislativa”. Que seja assim, mas não custa lembrar às vezes sem conta em que o inquilino do Palácio de Karnak desrespeitou decisões judiciais.

Além do mais, como é do conhecimento de todos, Wellington Dias mantém no garrote os deputados estaduais que votam bovinamente em tudo que ele manda para aquela Casa, com exceção de três ou quatro parlamentares que lhe fazem oposição. O TCE também tem sido muito tolerante com o governo de Sua Excelência.

Assim sendo é necessário que o Sinte-PI se mantenha muito vigilante mesmo para impedir que o governo petista, mais uma vez, passe por cima dos direitos do magistério e gaste o dinheiro dos precatórios da forma que bem lhe convier, como de costume.

Opinião: “Santo Agostinho estava certo”

País enfrenta um combinado de crises (Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

O momento que o Brasil vive é muito delicado. Sem querer ser pessimista, mas ao mesmo tempo sendo (na verdade realista), é preciso reconhecer que o País está à beira da bancarrota. Temos um combinado de graves crises: política, econômica, sanitária, ética e moral. Crises fazem parte da história das nações, elas vêm e vão, mas essa combinação não é nada alentadora

Por incrível que pareça, a crise sanitária, a que mais preocupa no momento, é a que talvez tenha um fim mais próximo. A que podemos respirar fundo e dizer: tá difícil, mas logo vai passar. Já as outras não! As outras são resultado de um processo de degradação que não vem de agora. Quando nos livrarmos da pandemia da Covid-19, ainda teremos que enfrentar todas as demais.

O estremecimento político, o radicalismo e a escalada do ódio são problemas graves que o Brasil vai precisar conviver. Pelo que temos visto desde meados de 2014, esse Fla x Flu não vai acabar tão cedo, embora nossa sensatez ainda alimente dentro de nós a esperança de que voltaremos aos tempos de paz política o mais breve possível. Ter esperança é algo positivo.

Nesse cenário, o que mais preocupa é convicção dos radicais, a foba dos insanos e a disposição dos desalmados. Esse tipo de gente reúne todas as características que degradam um ser humano, mas mesmo assim bradam com a certeza de estarem certos e de serem absolutos. Não passam, a bem da verdade, de cegos, dominados pela pior das cegueiras.

Santo Agostinho dizia que “tão cegos são os homens, que chegam a gloriar-se da própria cegueira”. Trazendo para o contexto brasileiro atual, a constatação reflete a realidade política do País. Vale para radicais admiradores e para certas figuras por eles admiradas. A cegueira transformou até mesmo pessoas outrora sensatas em seres tacanhos.

Nesse cenário, uns se deixam usar como massa de manobra (e ainda orgulham-se disso) e outros usam os fanáticos. Os que usam, muitas vezes, também ficam cegos e todos acabam vivendo na mesma bolha. Santo Agostinho também definia bem essa situação ao dizer que “o homem que se sente especial e grandioso é, na verdade, um cego, pois as honras que recebe, sempre de outros cegos, ampliam cada vez mais sua cegueira”.

No Brasil de hoje, vemos tanta gente se cobrindo com nossa bandeira e fobando-se da própria cegueira. Dividem o país, desacreditam instituições, contestam a ciência e reverberam arrogância para bajular quem se sustenta na cegueira alheia. As vezes é ignorância, falta de informação, mas muitas vezes é a cegueira nociva de quem briga para não enxergar. 

Por:Gustavo Almeida, jornalista

Construção Civil no Piauí: falta de insumos dificultará retorno das atividades

A pandemia do coronavírus interrompeu o ritmo do setor da construção civil em 2020. Entretanto, em muitos municípios piauienses, apesar de terem passado por adaptações, pequenas obras ou reformas residenciais não pararam. Como as atividades não pararam durante o período de quarentena, já falta parte de insumos (material) para a construção no comércio. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), esse seria mais um aspecto desse atual cenário que requer um retorno gradual e planejado das atividades econômicas, principalmente envolvendo o setor.

O sindicato ressalta que muitas pequenas obras foram tocadas durante a pandemia 

Francisco Reinaldo, presidente do Sinduscon, afirma que a liberação do Auxílio Emergencial do Governo Federal levou a uma parcela da população a consumir e o reflexo disso já está na dificuldade de adquirir materiais de construção, como telhas e tijolos. “No interior essas pequenas obras não pararam. Então, o comércio que atua na comercialização de materiais está com dificuldade de insumos, o que para o setor será mais uma dificuldade, caso a construção civil volte às suas atividades. Existe, dessa forma, uma demanda reprimida que devemos ter atenção”, destacou.

Segundo o presidente do Sinduscon, é importante que o retorno gradual poderia ser iniciado pelas indústrias de cerâmicas que terá que atender essa demanda reprimida do setor. “Quando ocorrer o retorno será importante ter o abastecimento das obras com materiais e os mais variados tipos de insumos. E o que temos defendido é um plano sistematizado para que as indústrias voltem e atendam as demandas que teremos”, pontuou.(O Dia)

Coronavírus: Aumento nos casos da doença preocupa ex-prefeito de Cajueiro da Praia

O ex-prefeito de Cajueiro da Praia, advogado Vicente Ribeiro, demonstrando preocupação com a situação do seu município, no que concerne ao aumento de casos de coronavírus naquele município, postou hoje, em sua página no facebook, o seguinte comentário:

“Amigos, tendo informações de que o pico do coronavírus estará acontecendo nesta e nas duas próximas semanas, e preocupado com o aumento acelerado dessa doença em nosso município de Cajueiro da Praia/PI ( em duas semanas saiu de 0 para 36 pessoas infectadas ), SUGIRO ao Sr. Prefeito que o Município de Cajueiro da Praia faça a aquisição e compra de testes de COVID 19 ( não contar só com os 20 fornecidos pela Secretaria de Saúde do Estado ), pois muitos recursos financeiros do governo federal chegaram à Prefeitura, e essas compras podem ser feitas até na cidade de Parnaíba, a fim de atender às famílias cajueirenses, em especial na cidade e nas localidades Barra Grande, Barrinha, Árvore Verde e Boa Vista, onde há mais incidência dessa doença.

Cajueiro da Praia

Além disso, a Prefeitura poderia instalar Barreiras Sanitárias nas entradas do Município com Parnaíba/Luis Correia, Chaval/CE e Barroquinha/Ce (Bitupitá). Por fim, a Prefeitura deve acompanhar diariamente as pessoas já adoentadas por esse vírus, a fim destas não piorarem e melhorarem o mais rápido possível. Estas são sugestões em favor do povo e das famílias cajueirenses”.

Após 3 meses de isolamento, Piauí fala em reabertura comercial com estragos na economia

No final do mês de Abril o indicador da economia estadual indicava queda de 35% – R$ 130 milhões de perda. Esse índice dobrou nos três meses que se antecedeu. 
 
Segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), o repasse da primeira parcela de maio de 2020 foi de R$ 141,86 milhões, enquanto maio de R$ 2019 foi de R$ 216,13 milhões.
 
Municípios agora se reorganizam para limpar o lamaçal que fica. Desemprego ainda assusta e muito, já que em 3 meses não houve folha de pagamento.
 
Fonte: Blog Opinião 

Planalto, PGR e STF em guerra, enquanto o Brasil está morrendo

Foto: Reprodução/Carta Capital

Uma guerra de poder e orgulho entre instituições incendeia o país. O Planalto é acusado de manter um gabinete do ódio sob comando da família Bolsonaro e seguidores que seriam os chefes de uma quadrilha de assassinos da honra e da verdade nas redes sociais.

O STF, insultado, quer obstruir o poder do Executivo, às vezes até ditando a equipe de governo de um outro poder. E ainda tem a PGR, que entra no meio do fogo cruzado. Dessa vez, o Congresso todo manchado, resolveu puxar o banquinho e assistir de camarote. E o maior poder, a maior de todas as instituições, a velha sofrida população, está falindo e morrendo em meio a pandemia.

Milhares de homens e mulheres tem seus corpos e suas histórias enterradas diariamente, vítimas do covid-19, e outros milhares tem sua honra assassinada com o desemprego, a falência e a fome. Enquanto isso, a grande mídia vem jogando álcool na fogueira, com raiva por ter sido desmamada. Nos resta Deus, esse não vai abandonar nossa nação manchada pela ambição, vaidade e covardia.(Por: Silas Freire)

Opinião:”Bolsonaro, um homem sem máscara”

POR:JOSÉ OLÍMPIO

Confesso que o polêmico vídeo da reunião de Bolsonaro com os seus ministros, que não foi feito para ser divulgado, é bom frisar, não me surpreendeu em nada. O presidente, como sempre, mostrou-se verdadeiro, sem máscaras e não falou uma inverdade sequer.

Os palavrões proferidos pelo presidente, que deixaram corados de “vergonha” os fariseus da esquerda, revelam a indignação de um homem que sofre implacável perseguição e resiste heroicamente ao massacre midiático e as investidas de setores políticos corruptos que o querem destruir.

Primeiro, tentaram tirar a sua vida, mas falharam nessa macabra missão. Agora, tentam destruir a sua imagem numa campanha odienta e infame, com o apoio de ministros do STF que, exorbitando de suas funções, interferem indevidamente no Executivo, fazendo da Constituição letra morta.

O mesmo pode-se dizer do Congresso Nacional que, infestado de políticos carreiristas e desonestos, tenta impor um parlamentarismo branco usurpando atribuições que são privativas do Executivo Federal, sob as vistas de uma Suprema Corte que parece tomar partido nessa pugna.

Qual o cidadão de bem que resistiria com placidez, com resignação e tranquilidade às traições, às pressões, às perseguições, às infâmias, às mentiras, às tentativas de linchamento moral e à sordidez de adversários políticos degenerados que utilizam todo tipo de expedientes escusos para prejudicá-lo?

Bolsonaro não é santo, gente, mas é honesto. Está no segundo ano de sua gestão sem uma denúncia de corrupção. Está cumprindo a promessa de combater sem trégua a corrupção. A economia brasileira, não fosse a pandemia, estaria muito bem sob o comando de Paulo Guedes.

As nossas estatais que, quase vão à falência nos governos da cleptocracia, fortaleceram-se no governo Bolsonaro e passaram a dar lucros. No governo Dilma, davam prejuízos de cerca de R$ 39 bilhões. No primeiro ano da atual gestão passaram a dar lucro de mais de R$ 130 bilhões.

O enxugamento da máquina pública e austeridade na sua condução foi outra grande realização do governo Jair Bolsonaro que, se mais não fez no primeiro ano de gestão, foi por culpa dos trânsfugas, fisiologistas e corruptos que dominam Câmara e Senado, que sempre contaram com o apoio do STF.

Exemplo emblemático do conluio contra o governo foi a derrubada pelo Congresso e STF da Carteira de Estudante Digital que sairia de graça para os estudantes pobres. Fizeram isso para beneficiar os cofres de entidades estudantis controladas pela esquerda, como a UNE.

Jair Bolsonaro pode não se expressar da maneira mais adequada, mas é um governante íntegro, bem intencionado, comprometido com os anseios da sociedade. É por essa singela razão que querem não apenas derrubá-lo, mas eliminá-lo, para que a escória defenestrada nas urnas nas últimas eleições volte ao poder.

Opinião:”Lula, cinismo e deboche”

Por:José Olímpio

Pensei em nunca mais perder o meu tempo comentando a trajetória de políticos ordinários, mas fui obrigado a desistir desse propósito em razão do cinismo, da cara de pau e da falta de pudor do pulha Luiz Inácio Lula da Silva, guru do petismo e principal protagonista dos dois maiores escândalos de corrupção do planeta.

Condenado e preso por corrupção, teve os seus direitos políticos suspensos, mas pouco tempo depois, uma decisão absurda da Suprema Corte abre as portas do presídio e o coloca em liberdade, alegando que prisão só depois do trânsito em julgado, mudando pela terceira vez o seu entendimento sobre a prisão em 2ª Instância.

A decisão, não há como negar, teve o condão de proporcionar a boa vida do ex-presidiário que, solto, mas não inocentado, passa a participar de manifestações públicas de caráter político, atacando os seus desafetos, inclusive autoridades do Judiciário e do Ministério Público, com palavras de baixo calão, se autoproclamando “o mais honesto dos brasileiros”.

Aproveitando a indulgência do STF para cristalizar no inconsciente coletivo a falsa ideia do “prisioneiro político, perseguido pelas elites, pelo Judiciário e pela imprensa golpista”, o ex-presidente não muda o discurso, não demonstra humildade ou arrependimento. É o mesmo boquirroto de sempre.

Como pode o sujeito que está com os seus direitos políticos cassados ou suspensos continuar participando de eventos públicos de natureza político-partidária esculachando a todo mundo, juízes, procuradores, o presidente da República e as instituições?

O autoproclamado pai dos pobres é um cadáver político ambulante que, longe de despertar simpatia, por onde passa provoca asco, nojo. É uma situação triste para quem já chegou a se comparar a Gandhi, Mandela e até a Jesus Cristo!

Lamentavelmente, o legislador constituinte ao inserir na Carta Magna a suspensão dos direitos políticos do gestor pilhado em traquinagens com os recursos públicos estabeleceu apenas a proibição de que “o mesmo possa ser candidato a cargo eletivo ou nomeado para funções públicas.”

Assim deixou uma brecha para que o corrupto continue em plena atividade participando de campanhas, discursando em eventos públicos, dando aulas de “civismo e ética”. É uma lástima!

É o primeiro caso, creio que no mundo, em que um ex-governante preso por corrupção, sai da prisão para os palanques e, em linguagem chula, passa a atacar a tudo e a todos, sem o menor pudor, como se fosse um exemplo de virtude, uma figura íntegra, casta, acima de qualquer suspeita. Qualidades que ele nunca teve. Lula é um sujeito debochado, falastrão, bravateiro e corrupto!

O guru do petismo sabe que não pode ser candidato nem a inspetor de quarteirão e sabe também que em seu grupo e entre os seus aliados não há nomes que mereçam a confiança dos brasileiros, mas insiste na quixotesca ideia de percorrer o Brasil, a começar pelo Nordeste, no intuito de fazer uma revolução, derrubar o governo e implantar aqui um regime bolivariano.

A ideia do ex-presidente, certamente baseada nos ensinamentos de José Dirceu, “o guerreiro do povo brasileiro”, discípulo de Antonio Gramsci, é estabelecer a desordem, a violência e o caos, de Norte a Sul do país, a exemplo do que a esquerda tentou fazer no Chile, de modo a facilitar o retorno do seu nefasto grupo ao poder. Este é o modus operandi da esquerda quando se vê desacreditada e sem perspectivas, aqui e alhures.

Se em plena pandemia, o guru do petismo aproveita para fazer politicagem e incitar a população contra o Governo Federal, acusando Bolsonaro de não cuidar dos pobres, imaginem quando de fato começar a campanha presidencial. O clima, que já é de visível nervosismo, tende a descambar para a violência.

Jair Bolsonaro que, por um triz, escapou da morte na campanha passada, deve se cercar de todos os cuidados na próxima, pois, como diz o ditado, cesteiro que faz um cesto faz um cento. Na primeira vez treinaram um descompensado para praticar o atentado, na próxima, quem sabe, não será um profissional como o que matou o prefeito Celso Daniel e nunca foi descoberto? Todo cuidado é pouco.

O grande responsável pelo aumento da tensão é exatamente o STF, que esquece o papel de guardião da Constituição Federal e assume posições no mínimo equivocadas ou dúbias em relação ao julgamento e condenação de políticos e gestores corruptos, criando um clima de insegurança jurídica e de revolta na população.

Lula, com duas condenações em 2ª Instância, está enquadrado na Lei de Ficha Limpa, inelegível, portanto, para o bem do Brasil e do povo brasileiro. A esquerda, dividida e desacreditada, se agarra ao cearense Ciro Gomes, num abraço de afogados.

Quem viver verá!

Cloroquina: A vida é mais importante que a politização

A discussão sobre o uso da Cloroquina em pacientes com Covid-19, tem ganhado o mundo. Muitos profissionais destacam que o medicamento, quando associado a outras drogas na fase precoce da doença, em doses supervisionadas, neutralizam o efeito devastador do vírus no organismo. O modelo foi difundido pela médica piauiense, Marina Bucar, com experiência no pico da pandemia na Espanha. Aqui mesmo, não pode ainda funcionar como constatação científica mas há dias, dezenas de pessoas em Floriano trataram-se em casa e não evoluíram para internações.

Outro caso emblemático é do renomado cardiologista paulista, Roberto Calil, que optou pela experiência espanhola, e ele garante que isso vez com que ele não precisasse se de uma UTI. Mas no mundo inteiro também existem pessoas contrárias à adoção do tratamento, e prometem até ir à justiça barrar o protocolo. Bolsonaro, que não tem feito nada para combater a pandemia, nem evitar as mortes causadas por ela, enviou sua ministra, Damares Alves, para conhecer in loco, a experiência de Floriano, mas ele estar só interessado mesmo, em ser o pai da Cloroquina no Brasil. Que os cientistas medalhões baixem um pouco a guarda e não politizem qualquer que seja a alternativa nessa guerra em favor da vida.(Por:Silas Freire)

Piauiense enfrenta quarentena e estrutura da Saúde pouco avança

Foto: Renato Bezerra

Desde o dia 19 de março que o Piauí vive sob os necessários decretos de isolamento social. À época, as autoridades estaduais e municipais anunciavam o fechamento de parte da economia, sobressaindo apenas os serviços essenciais, além disso, eles falavam ainda sobre a preparação da estrutura de saúde.

É certo que a quarentena ou distanciamento social é hoje o mais eficaz no enfrentamento ao Covid-19, mas a saúde econômica vem agonizando, e sem vacina para conter o vírus a situação se agrava ainda mais. O que tem chamado atenção, no entanto, o é que as estruturas de saúde, como por exemplo, a criação de Centro de Terapia Intensivas (CTI), evoluiu muito pouco no estado. Para se ter uma ideia até agora não se completou a casa dos 30 novos leitos de UTI’s em todo o estado.

Claro que instalações desse tipo cobram todo um protocolo de segurança, inclusive com mão de obra especializada, mas esperava-se que nesses quase 3 meses de confinamento tivéssemos avançado e que seria entregue pelo menos 40% dos novos leitos. O Piauí, segundo informações oficiais, o Piauí na sua totalidade não alcança 250 leitos de urgência, o que de fato não dá margem nenhuma para se analisar uma flexibilização da quarentena e dar um suspiro para a economia. O estado e prefeituras, até o presente momento só tem entrado com decreto e adaptações, enquanto isso, os hospitais de campanha ainda não funcionaram, e o mais importante, as UTI’s não avançam.

Enquanto isso não acontece, a única arma que temos é o isolamento mais ou menos rígido, sem chances da volta da economia, pois as vidas são mais importantes.(Silas Freire)