Parnaíba vai ser irmã de Dubai. Inshala!

 

  * Pádua Marques.

Dias desses, faz menos de quinze dias, fiquei sabendo que o governador do Piauí, Wellington Dias, andou se encontrando em Brasília com uma representação comercial dos árabes. E desse encontro, que os blogs e portais chapa branca deram alarme maior do que os gansos da praça da Graça, ficamos sabendo que há interesse dos conterrâneos de Maomé em investirem suas guardadas e bem guardadas moedas em Parnaíba.

E de gauchada, assim logo de cara, no modorrento aeroporto de final de semana, ali pras bandas do Floriópolis. No centro financeiro e político da Parnaíba esta notícia, essa lorota, deixou muita, mas muita gente com o dente na fresca. Foi motivo de muita conversa e discussão, dedo na cara na praça da Graça. Teve gente divagando e vendo as caravanas desembarcando e percorrendo a cidade e de olho grelado pelo tamanho da Ilha de Santa Isabel, nas lagoas do Portinho e do Bebedouro.

Porque os descendentes de Maomé nunca haveriam de ver tanta terra e tanta água se istruindo, sem utilidade. E os economistas e sonhadores se danaram a falar sobre a abertura de restaurantes e lanchonetes vendendo esfias, quibes e guisado de carneiro. E chegando ao Portinho estariam em casa. Todas aquelas dunas branquinhas que nem talco Johnson’s se perdendo sem que ninguém até agora tenha feito nada pra puxar o turismo.

Estou aqui é agoniado pra ver os árabes na Banca do Louro comprando revistas de mulher nua, tomando água de coco na praça da Graça, tirando foto com o Mário Boi, se admirando com a imponente e operante Câmara Municipal. Depois viriam as compras no calçadão da Marechal Deodoro, pechinchando no preço das calcinhas. Eu não duvido nada se eles não se engraçarem da ponte Simplício Dias, querendo saber a engenharia de ponta com que foi feita a reforma.

Os árabes iriam ficar de barba branca querendo saber o tempo que levou e comparando com o canal de Suez no Egito e Dubai, aquele shopping center a céu aberto nos Emirados. À noite iriam pra bem iluminada São Sebastião, na altura do Mirante. Coisa de botar inveja em Paris. Eles, com aquelas caras de fenemê, no outro dia iriam pra Pedra do Sal, caturando uma barraca pra se proteger do sol e iriam encontrar umas palhoças improvisadas, atendimento e  limpeza de primeiro mundo.

Dou pra ver bicho mais desconfiado do que árabe, principalmente quando se toca em assunto de dinheiro. Mas sempre vai ter um jeito de fazer eles caírem das carnes e abrirem a burra. E é aí que entram os intermináveis Tabuleiros Litorâneos. Lá eles vão com o prefeito, secretários, representantes de tudo que é repartição de governo. Até a banda de música, a furiosa Banda Municipal Simplício Dias. Mas é sempre bom recomendar ao cerimonial, nada de soltar foguetes. Árabe se assusta com qualquer papouco. Até um riscar de palito de fósforo é motivo pra eles se jogarem no chão e puxarem as armas.

Eu depois dessa rezo daqui de casa. Cinco vezes por dia e virado pra Meca. Já comprei até aquele tapete pra rezar no quarto.  Peço que Alá ilumine seus xeiques, beis e emires e que tudo que esse pessoal da Parnaíba anda sonhando se torne realidade. Inshala, inshala, inshala três vezes!

*Pádua Marques é jornalista e escritor, membro da Academia Parnaibana de Letras e de outras entidades culturais no Piauí. 

Cultura de inovação tem que vir de berço

Por:Janguiê Diniz (*)

Muito se fala, hoje, da necessidade de inovar. Empresas são cobradas a serem diferentes. Dos funcionários, é exigido “pensar fora da caixa”. E nada disso é injusto, diga-se a verdade. É realmente preciso que se crie novas soluções, produtos e serviços. O problema é que os profissionais do mercado de trabalho atual – e os que estão para entrar nele – ainda não estão preparados como deveriam para essa nova realidade. Ainda não há, no Brasil, uma cultura de estímulo à inovação estruturada desde a infância, por exemplo.

Para termos profissionais com pensamento realmente disruptivo, é necessário nutri-los muito antes da entrada no mercado de trabalho ou mesmo no Ensino Superior. Essa é uma prática que deve vir da Educação Básica. Até antes disso: de casa. Pais podem e devem estimular seus filhos, desde a mais precoce idade, a pensar diferente, encontrar novas formas de resolverem tarefas, mesmo que simples. Esse incentivo vai condicionando o cérebro da criança, que poderá se tornar, mais tarde, um adulto com raciocínio mais inovador.

Isso aliado a práticas pedagógicas que também desenvolvam habilidades inovadoras. O modelo de ensino atual ainda é arcaico, alicerçado na transmissão de informações, e não no conhecimento expandido; na preparação para a realização de provas, em vez de capacitação para os problemas da vida. Considero de grande valia que as escolas e universidades adotem metodologias que permitam uma formação mais completa e em linha com as necessidades da sociedade moderna, digital e altamente mutável.

As novas gerações precisam crescer já antenadas com novas tendências e, mais que isso, precisam ser, elas próprias, criadoras de tendências, a partir de uma visão de mundo mais aberta e inovadora. Os centennials, como são chamados os nascidos a partir dos anos 2000, já vieram ao mundo em uma realidade digital e precisam ser impulsionados a se utilizarem dos recursos que a tecnologia oferta para a criação de produtos e serviços diferenciados.

Esse estímulo precoce à inovação só tende a trazer benefícios. Primeiro para os indivíduos, que poderão desenvolver habilidades e garantir a trabalhabilidade no futuro, além de terem sua capacidade inventiva e de raciocínio expandida. Também as organizações saem ganhando, por receberem funcionários que podem colaborar com a inovação empresarial e gerar novas oportunidades de negócio. No fim das contas, toda a sociedade sai ganhando.

(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

 

Antecipando as eleições

Por:Arimatéia Azevedo

Os movimentos do senador Ciro Nogueira são muito claros, tudo visando as duas próximas eleições, já que procura o seu fortalecimento no interior do Estado, buscando prefeitos e vereadores para o seu partido, o Progressistas. Na capital, Ciro aumenta a parceria com o prefeito Firmino, esperando eleger o sucessor, especialmente à conta de mais de R$ 1 bilhão de recursos federais alocados pelo senador para Teresina.

Dentro disso, Ciro começou sua campanha para governador em 2022 no dia seguinte à sua reeleição para o Senado, acreditando que o poderio de sua estrutura política e financeira seja o suficiente para levá-lo ao Karnak, ainda que desafiando o governador Wellington Dias, que já se mostra atento a esse movimento do Senador. Do outro lado, fingindo-se de morto, mas se agarrando à força do governo estadual, o também Senador Marcelo Castro quer disputar a vaga de governador, em 2022, contando com o apoio de seu partido e a simpatia de setores do Partido dos Trabalhadores. Entretanto, quem conhece Welington, sabe que não foi à toa que o governador colocou Regina Sousa para ser a sua vice governadora, sinalizando, obviamente, que, se tiver de colocar um poste para sucedê-lo, a sua preferência será pela companheira de partido, deixando Marcelo somente na expectativa por obras nas estradas, sua aparente grande especialidade. Então, pelo desenrolar dos primeiros movimentos, os dois senadores eleitos este ano na mesma chapa majoritária deverão estar disputando, por lados opostos, a eleição de 2022.

Como ainda é muito cedo para imaginar que essas são favas contadas, correndo por fora, mas com a vantagem do silêncio e outros fatores pessoais, entram em jogo exatamente outros dois componentes importantes do cenário, que são o prefeito Firmino e a vice, Regina. Dificilmente fora desse quarteto estará a eleição de 2022. A questão é saber como vai se dar essa travessia, porque o governador não parece disposto em ceder os cargos tão desejados pelos políticos porque, costumeiramente, aproveitam-se das tetas do governo durante os três anos iniciais, para largá-lo e enfrentá-lo no último momento. Fazendo assim, Wellington está antecipando seu jogo em relação às próximas eleições, mas ao seu modo particular de conversar com todos e sempre decidir do jeito que bem quer.

Viva a intelijumência!

A mineradora Vale é um assassino de rios, de montanhas, da flora, da fauna e de centenas de famílias em Minas Gerais

Por José Adalberto Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O Brazil não tem vulcões, nem tsunamis, nem terremotos feito o Japão, nem desertos feito Israel. Só tem mineradoras, banqueiros e cobradores de impostos.

Existe uma vastidão de sábios, gênios e iluminados na economia, na administração pública, nos bancos, nas mineradoras, nas mesas dos bares, em todos os cantos onde canta o carcará e onde cantava o sabiá.

Vou escrever a seguinte tese de doutorado: sem vulcões, sem neve, sem tsunamis, com tantos sábios e gênios, o Brazil jamais será um País desenvolvido. Se a intelligentsia até hoje não deu certo em 519 anos de história, viva a burrice! Viva a intelijumência!

Minha tese é revolucionária. Eu mereço um prêmio, quando nada um título de Doutor Honoris Causa, pois existem tantos analfabetos doutores na USP, eu ao menos fiz o curso do Mobral, modéstia à parte.  

As universidades são um paiol de gênios adoradores de um guru semianalfabeto guru de uma seita vermelha. 

Neste Brazil de tantos gênios o guru nacional é um cara semianalfabeto, corrupto e demagogo. Eike Batista era um gênio das finanças, era o Macunaíma versão digital. E daí?! Conseguiu até casar com uma mulher saborosíssima, Luma de Oliveira. Degustar mulheres saborosas é um dom.

Cada vez que ocorre um terremoto no Japão, aquele País se torna mais desenvolvido. As placas tectônicas impulsionam a inteligência dos japoneses. Nippon não tem uma gota de petróleo, nem soja, nem ferro. Nippon banzai, banzai nippon! Viva o Japão!

Uma loba da máfia financeira revelou, em delação espontânea, que o banco X, a maior arapuca financeira do Brazil, obteve um lucro de 18,7 bilhões de reais em nove meses do ano passado. A delação foi feita em plena luz do dia, diante de senhoras, velhinhos e crianças, e seu ninguém foi preso.

A Caixa anti-Econômica Federal, banco mais ineficiente deste País, funciona como o maior cassino de loterias do mundo, com rendimentos de bilhões. Os bancos estatais criaram centenas de diretorias e sinecuras com salários de mais de 50 mil reais. A farra continua. 

A extorsão do sistema financeiro é uma das modalidades mais perversas e sofisticadas de assalto aos rendimentos da população. Na sequência criminosa, os mafiosos cometem a prática de compra e venda dos títulos da dívida pública. Eles se vangloriam de ter descoberto a fórmula do crime perfeito.

A exploração de minérios é outro crime cometido contra o patrimônio público. O presidente da República da mineradora Vale é um assassino de rios, de montanhas, da flora, da fauna e de centenas de famílias em Minas Gerais. O serial killer chama os assassinatos de “acidentes”. Foi chamado de bandido, assassino em sessão no Congresso Nacional e se manteve impávido feito uma montanha de granito.

Base ‘esfria’ com reforma de Wellington

Por:Zózimo Tavares

Pelo visto, a própria base do governador Wellington Dias na Assembleia Legislativa não acreditava que fosse para valer a reforma administrativa anunciada por ele, na posse para um novo mandato.

A princípio, todos declararam apoio à diminuição da máquina, ao enxugamento da folha de pessoal e a outras medidas para reduzir os gastos do Estado.

Houve partido, inclusive, que se adiantou e chegou a assinar um manifesto defendo publicamente a reforma. No caso, o Progressistas.

Agora que a proposta do governador chegou à Assembleia, os deputados começam a tirar o corpo de banda.

O primeiro partido a pôr a proposta em xeque foi o MDB, que tem a maior bancada. A sigla já fincou pé contra dois pontos importantes da reforma: a extinção da Fundação Hospitalar do Piauí, que está nas mãos do partido, e o congelamento dos salários do funcionalismo por um ano.

O deputado Francisco Costa (PT), ex-secretário de Saúde, faz coro com o MDB contra a extinção da Fundação Hospitalar. Isso porque o PT teme perder espaço para o MDB, na Secretaria de Saúde, caso a extinção da Fundação venha a se efetivar.

O PT briga também para o governo não desmembrar a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) em duas, enquanto o PSD do deputado Júlio César luta pela divisão da pasta, a fim de que daí nasça, novinha em folha, a Secretaria do Agrogegócio para o partido.

Mesmo com maioria esmagadora na Assembleia, o governador ainda terá que gastar muita saliva para aprovar as mudanças, pois muitos deputados da base querem a reforma, mas desde que ela não mude nada. 

Canalhas, fake news e redes sociais

Por:Arimatéia Azevedo

Bem diferente do assassinato da estudante Fernanda Lages, em 2011, quando, propositadamente, a famigerada Cico mais atrapalhou do que ajudou, se espera que a Policia Civil, agora comandada por um delegado sério, como é Luccy Keiko, dê imediatamente uma resposta sobre os prints que viralizaram nas redes sociais com conversas nada republicanas envolvendo autoridades do Executivo e Judiciário.

Se diz em grupos que tudo não passa de fake news. Então, é preciso que essa afirmação seja confirmada pelas investigações, pois, instrumentos técnicos a polícia dispõe para, finalmente, se chegar à verdade. Nessas conversas estão expostos nomes de referência da mídia, do Poder Judiciário e de gente do Executivo. Os pretensamente citados já recorreram à própria polícia, registrando em Boletins que são inocentes, que se sentem vítimas de um falsificador, ou seja, de algum elemento que forjou os diálogos e se encarregou de repassá-los para integrantes de grupos de WhatsApp.

O princípio da verdade está na consciência dos que são citados e eles próprios, com a veemência que estão reagindo às insinuações, procuram mostrar que nada têm a ver com essa canalhice. Tem sido recorrente se ver psicopatas que, em finais de semana ‘melam o bico’ ou cheiram coisas indevidas, assacando infâmias contra a honra alheia, achando que podem usar as redes sociais para extravasar suas frustrações. Está na hora, então, de a Polícia não só esclarecer, apontar os pretensos culpados pelos prints em questão como também avançar nas investigações dos ‘plantadores’ de ignomínias que, no anonimato, usam dos mesmos artifícios. Pelo que se conhece de alguns dos citados nos famosos prints é de se esperar que eles tenham sido vítimas, realmente, de uma grande armação. Cabe, portanto, ao Poder Judiciário, onde a maioria dos desembargadores também está sendo enxovalhada, aplicar a punibilidade necessária na medida em que os culpados forem identificados e denunciados pela Polícia e Ministério Público.

As autoridades não podem mais fechar os olhos para esse tipo de insanidade onde atacar a honra alheia banalizou-se de tal forma que eles se acham intocáveis. Lamentavelmente, o Ministério Público não deu ainda a devida resposta para desmascarar e denunciar mandante e matadores da jovem estudante Fernanda Lages que, quase oito anos depois, seguem se achando inatingíveis.

Mais um golpe para a saúde do Piauí: HGV perde seus residentes por falta de pagamentos

Por: Cláudia Brandão

Mais um golpe para a saúde do Piauí.  O Conselho Nacional de Residência Médica descredenciou, de forma irrevogável, todas as residências que eram realizadas no Hospital Getúlio Vargas porque o governo do Estado não estava pagando as bolsas em dia. Com essa decisão, todos os residentes serão transferidos para  outras instituições.

O HGV é o maior hospital público do Estado e é também um hospital escola, que recebe os residentes da Universidade Estadual de Medicina. Os trinta residentes que atuam no hospital representam uma importante força de trabalho naquela casa de saúde e a saída deles causará, na opinião dos próprios médicos, um impacto bastante negativo para o hospital.

O residente deveria receber uma bolsa que custa em torno de R$ 3 mil, mas ela não vem sendo paga. A decisão veio de Brasília. Ainda no ano passado, foi o Ministério da Educação quem descredenciou a residência médica no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, antigo HDIC, porque, segundo o MEC, a estrutura do hospital era “péssima” e não tinha condições de receber os residentes.

São dois grandes hospitais que deixam de contar com o trabalho dos jovens médicos que dão uma importante ajuda no atendimento aos pacientes. Se, antes, as filas já eram grandes, imagine agora. O Conselho Regional de Medicina faz o seguinte questionamento: de que adianta abrir novas faculdades de medicina e formar mais médicos se não é oferecida a eles a formação necessária da residência?

A Secretaria de Saúde do Estado entrou com um recurso pedindo um prazo de trinta dias para regularizar a situação.

Inovar é questão de sobrevivência

Por:Janguiê Diniz (*)

As startups brasileiras ainda não conseguem se sustentar adequadamente. É o que mostra levantamento da Pieracciani Desenvolvimento de Empresas, consultoria especializada em inovação: 74% das empresas desse tipo não sobrevivem mais do que cinco anos. Os motivos são vários, mas a falta de inovação – que deveria ser uma premissa da startup – influencia fortemente no fracasso do empreendimento. O mesmo apontamento pode ser feito para empresas tradicionais: no cenário atual, não inovar traz risco de falência.

É grande o número de empresas que sofreram grandes perdas ou mesmo foram à falência por relutarem a abraçar novas tecnologias ou manterem seus produtos os mesmos sempre. Um grande exemplo é o da Kodak: a empresa, que fora a maior do mundo no ramo de fotografia, faliu porque não se antecipou às tendências do mercado – as câmeras digitais, mais tarde também substituídas por smartphones. Insistiu na venda dos filmes fotográficos, que viriam a deixar de ser utilizados. A quebra poderia ter sido evitada se a companhia investisse em inovação – inclusive, por seu tamanho, teria a chance de, mais uma vez, ser pioneira no setor.

Hoje, a tecnologia além de ser um dos principais instrumentos da inovação, é uma necessidade e um diferencial. Explorar as possibilidades dos recursos tecnológicos torna-se obrigatório para as empresas que querem sobreviver e ter sustentabilidade no competitivo mercado atual. Tais recursos estão disponíveis para serem bem usados como forma de criar inovação, desenvolver novos e melhores produtos ou serviços e garantir a liderança aos que melhor souberem usufruir deles.

A situação requer ainda mais atenção quando se pensa que, justamente pelo avanço da tecnologia, a competição já não é mais local, e sim global. Empresas precisam ter em mente que seus competidores, que outrora estavam a quadras ou bairros de distância, hoje podem estar espalhados pelo mundo, em virtude da aldeia global. Não existem mais fronteiras geográficas. Cresce também o número de empresas de tecnologia e de ferramentas de computadores, que ameaçam atividades tradicionais – vide o Google, a Netflix, o Spotify, a Amazon, a Microsoft entre outras. Parece alarmista, e pode até ser, mas as corporações, quaisquer que sejam seus tamanhos ou setores de atuação, precisam estar atentas às transformações que acontecem cada vez mais rápido.

Vivemos uma realidade de mercado que tirou o poder das grandes empresas e o transferiu principalmente para o consumidor. É o público que define o que quer consumir e é justamente isso que torna a competição mais difícil: os gostos mudam e, principalmente, são diversos. A experiência precisa ser personalizada. Esse contexto já levou muitas empresas a criarem departamentos internos de inovação, a fim de desenvolver sempre soluções compatíveis com o que a clientela exige em cada momento. Esse é o futuro, ou melhor, deveria ser o presente de toda companhia que quer ter um futuro.

(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional 

Reforma é jogo para a plateia

Por:Zózimo Tavares

O projeto da reforma administrativa, entregue ontem à Assembleia Legislativa pelo governador Wellington Dias, levará pelo menos 45 dias para ser aprovado.

Segundo o presidente da Assembleia, deputado Themístocles Filho (MDB), o projeto começa a tramitar a partir de hoje nas comissões técnicas da casa, quatro no total. 

Themístocles Filho recebe do governador o projeto da reforma

A proposta aumentou de R$ 300 milhões para R$ 400 milhões a meta de economia com as medidas de austeridade que serão tomadas.

Na prática, o governador não precisa de autorização legislativa para muitas das ações que planeja tomar. Elas já são inerentes ao seu cargo. Basta ele pôr em prática.

Uma delas é o encerramento de contratos que estavam em vigor e venceram ou por decisão de antecipar conclusão.

“Vamos ainda reduzir em, no mínimo, 25% contratos em andamento, locação de veículos, máquinas e equipamentos, material de consumo, eventos e viagens”, afirmou o governador.

Para esse tipo de decisão, por exemplo, o governo não precisa de autorização legislativa. 

Ajuste financeiro

O documento prevê um programa de ajustes para o equilíbrio financeiro e melhorias de investimentos no Piauí entre os anos de 2019 e 2022.

O projeto propõe a extinção de órgãos, com uma redução de 19 pastas. A proposta planeja a fusão entre secretarias e absorção de algumas áreas.

Nesse caso, sim, há necessidade de aprovação dos deputados.

Folha de pessoal

O governo alega também que, para garantir o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a reforma sugere a contenção de despesas com pessoal: diárias, horas extras, progressão, enquadramentos, promoção e reajustes.

Também uma revisão de folha de servidores ativos, aposentados e pensionistas também deve ser realizada, bem como revisão e redução do quadro de substitutos com pessoal para áreas fim.

Essas também são medidas que o governo, tendo vontade política e senso de responsabilidade administrativa, pode tomar sem necessidade de aval da Assembleia.

Daí se conclui que, no frigir dos ovos, a reforma tem mais jogo para a plateia do que esforço para equilibrar as finanças públicas.

Até porque, se efetivada mesmo, a economia será irrisória, representando menos de 4% do orçamento para este ano

Querem encontrar um culpado para as chuvas em Parnaíba

 

Por: Tiago Mendes

O dilema enfrentado pelos moradores de áreas alagadiças ao longo de vários anos em Parnaíba, não é uma novidade, mas também, não chega a ser algo tão simples de resolver, como muitos pseudos especialistas chegam a afirmar.

As chuvas que caíram na semana passada deixaram muita gente de “Orelha em pé” no sentido de sem saber como lidar com mais um ano de desafios. Em meio a essa situação, que devemos reconhecer é trágica, surgem muitos oportunistas, que ao invés de apontar soluções, dedicam todo o seu tempo a criticar sem muitos fundamentos.

Politizam tudo o que podem, mas esquecem o que escondem por trás de suas “críticas” direcionadas atualmente ao prefeito Mão Santa.

Repito, é um fato que o problema é desafiador para todos, mas se olharmos atentamente não existe essa de “Ah ninguém faz nada”, faz sim. Durante o final de semana inteiro e assim que caíram as primeiras chuvas deste inverno, equipes da prefeitura, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e até o prefeito estiveram nos locais considerados de risco, onde as águas causam prejuízos incalculáveis.

É verdade que a solução dada neste momento é paliativa? Sim, é paliativa. Mas não deixa de ter sua importância, só aqueles que estão lá no meio do problema é que sabem a falta que faria esse paliativo.

Precisamos ser justos com esse assunto, é a verdade que querem falar? Então vamos lá. A responsabilidade de resolver o problema é da atual gestão, e ela não se deu por encerrada, pelo contrário, há um caminho feito ente o município e o governo federal no sentido de solucionar de vez o caso.

Mas em relação ao mesmo assunto, é preciso destacar, que desde a década de 90 esse assunto incomoda muita gente, anos se passaram e todo inverno a mesma coisa, e o que foi feito? Nada.

Eu mesmo cheguei a constatar a triste condição de moradores que perderam seus móveis, transportes e até animais, vi isso de perto através das muitas reportagens que fiz pelas TV´s Costa Norte, Delta e Cidade Verde.

Fala-se muito que “quem está na vez, tem que fazer” e é verdade, tanto é que o prefeito foi lá no olho do problema, e foi acompanhado de sua esposa Adalgisa que colocaram o pé na lama, perguntaram para os moradores o que poderia se fazer de momento, para amenizar os impactos ali impostos a eles.

Um problema que já teve recursos direcionados para a sua solução no começo dos anos 2000, e que não foi feito como se esperava. Em meio a isso jogam para a politicagem “Vamos tirar o atual prefeito que não resolveu” comentam.

Ora, o Mão Santa foi eleito pela maioria dos eleitores em 2016, e uma boa parcela deles se indignaram ao longo dos anos com a falta de soluções para o piscinão. Quem é esse novo nome que não teve passagem pelo problema como gestor? E que seja capaz de resolver de vez o crônico problema?

Tivemos ao longo desse tempo um alinhamento político histórico, com governos federal, estadual e municipal do mesmo partido, e não foi o suficiente. O que na minha opinião, poderia dar um caminho concreto para o caso do bairro Piauí, era a união de todas as forças políticas que se apresentam como representante de Parnaíba, concentradas nesse objetivo fizessem acontecer, bem diferente de ficar um tentando prejudicar o outro. Essa disputa não favorece a ninguém.

É bom destacar que as áreas de alagamentos não compreendem apenas o bairro Piauí, é preciso fazer muito mais do que se imagina. Os próprios moradores que cobram com razão a solução desse problema deveriam cobrar também de seus deputados e senadores, homens e mulheres públicos que também tem sua parcela de responsabilidade.

Jogar confetes é fácil, mas o que nenhum covarde faz é trazer uma solução. Os dias já estão difíceis demais para ficar nesse “oba oba”.

Já que politicamente tem gente querendo tirar vantagem desse caos, apresentem-se como a solução, mostrem suas mãos, e que elas estejam limpas. A maior necessidade de se falar em solução sem fazer demagogia, é agora. Ou surgem novos nomes, ou soluções ou a coisa não se resolve. União simboliza força, fora disso, só há trapalhada.

 

Vicente Correia, o homem que arregaçou a camisa

 

 

Por Tércio Solano, jornalista, de Recife.

Hoje, 18 de fevereiro recordo de dez anos atrás quando eu, Tércio Solano, e Jaime Linz, éramos recebidos carinhosamente pelo ilustre empresário Vicente de Paulo Correia, ou simplesmente, seu Vicente Correia, para uma entrevista a ser citada no livro “Parnaíba na História da Aviação”. Vicente Correia, era um exemplo dos valores da terra. Homem simples e sem luxo, com mais de 50 anos de trabalho prestado ao serviço de agente de viagem. Hoje já falecido aos 83 anos, viveu uma vida dedicada á área de turismo.

Apesar da sua humildade, o parnaibano Vicente Correia, no entanto, quase ninguém sabe, era conhecido nacionalmente como um dos pioneiros no setor turístico do Estado do Piauí. Isso mesmo, o primeiro, à atender esse mercado no estado.

E como prova de honra ao mérito era detentor de um certificado que lhe foi outorgado em 1985, pela ABAV – Associação Brasileira de Agências de Viagens do Estado do Piauí, na categoria de Agente de Viagem sob o nº 001. E não para por aí, quando a Varig  suspendeu suas operações em Parnaíba, nos anos 70, o senhor Vicente Correia, como conceituado representante dessa companhia aérea, na região, havia conquistado uma grande clientela há mais de duas décadas. E, não podia perdê-las, nem tampouco ficar desempregado.

Mudou sua estratégia para superar a crise. Sendo ele um homem de visão empresarial e de vasto conhecimento e acima de tudo, sempre soube comandar uma boa equipe,  não perdeu tempo. Lançou diante mão, um serviço receptivo, exclusivamente para o transporte de seus clientes, composto por um ônibus fretado para fazer a ligação direta entre Parnaíba e o Aeroporto de Teresina.

O veículo utilizado era um ônibus da extinta empresa Marimba, semelhante aos utilizados em viagens de turismo, mas modificado para melhor comodidade e conforto aos passageiros.

De acordo com a demanda do novo serviço, podia ser acrescidos mais ônibus similares, Vicente Correia, foi fundador e diretor da Atalaia Turismo Ltda em Parnaíba.

Breve história sobre ele

No dia 16 dezembro de 1970, o Electra II, possante quadrimotor para transportar entre 85 a 90 passageiros, surgia no céu de Parnaíba, onde passaria a escalar semanalmente, para explorar o turismo na região, substituindo  o DC-3, e o Avro 748.  A introdução do Electra II em Parnaíba, a principio tornou-se um fato curioso.

Tudo sobre este assunto provavelmente jamais seria levado a público, se não fosse á me repassado pelo próprio Vicente Correia. A título de registro, cabe citar o que realmente se passou, e foi assim que ocorreu. Na primeira metade dos anos  de 1970, o  parnaibano, então Ministro do Planejamento, João Paulo dos Reis Veloso, fez um convite ao presidente da Varig, Eric de Carvalho, para um passeio ao delta do Parnaíba.

Na ocasião da visita, acompanhado pelo dr. Alberto Silva, na época governador do Estado do Piauí, do prefeito de Parnaíba João Silva Filho, do ministro Reis Veloso, Eric de Carvalho disse em poucas palavras, do interesse da Varig voltar a operar em Parnaíba. Inicialmente, a proposta seria introduzir na rota, aeronaves tracionadas por quadrimotores turboélices, a exemplo do Electra II, com capacidade para transportar 85 a 90 passageiros.

No entanto, para que esse equipamento viesse entrar em operação comercial nesta cidade, teria de atender aos requisitos exigidos por lei, e algumas condições gaúcha. Embora o Aeroporto de Parnaíba na época, já possuindo o certificado de homologação expedido pelo extinto Departamento de Aviação Civil – DAC, hoje ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil, adequado para operação de aviões de grande porte como o Electra II.

Nada mais que natural à empresa operadora fazer uma inspeção técnica da pista principal, assim como do pátio de manobra de aeronaves.

Portanto, certo dia um dos diretores da Varig, Afrânio Sales de Oliveira enviou um telex para Vicente Correia, comunicando que estaria enviando um engenheiro da companhia para inspecionar a pista do Aeroporto de Parnaíba.

Dias depois, quando o engenheiro chegou disse a Vicente Correia, que não era preciso nem olhar para sua agência, pois ele tinha um prestígio muito grande diante da Varig, pela sua organização. Tudo ali, funcionava dentro da ordem. Porém, agora, tem um detalhe importante, enfatizou o engenheiro.

Era preciso verificar as condições  aeroportuária. Tudo bem, disse Vicente Correia. Colocou então o engenheiro dentro do seu carro, e seguiram para o aeroporto.

Quando lá chegaram, pediram permissão ao Destacamento da FAB e explicaram que iriam inspecionar a pista. Após percorrerem e inspecionarem toda área do aeródromo, o engenheiro verificou que havia milhares de pedrinhas, sobre toda a pista de pouso e decolagem, o que poderia provocar a derrapagem dos aviões. Então disse o

engenheiro, sr. Vicente o jeito que tem é varrer toda a pista. Vicente Correia respondeu.  É só isso ?

Vamos varrer.

Vou providenciar agora mesmo. ..Telefonou para o prefeito João Silva Filho e contou a história. Por sua vez, João Silva logo providenciou 100 homens para executarem o trabalho. Depois da inspeção da pista, foi constatado também, a falha no acesso ao pátio de estacionamento de aeronaves. (intercessão) O mesmo era estreito demais para a taxiagem do Electra.

Portanto, além de limpar toda a área geométrica da pista de pouso, teriam depois, que alargar dez metros em cada lado do acesso ao pátio. Exigências estas, a fim de evitar que os quatro motores do grande avião, e suas enormes envergaduras de 30 metros de largura sugassem entulhos da vegetação rasteira ali existente. Em resposta as exigências da diretoria da Varig, e o interesse despertado pela nova escala, fizeram com que tanto o prefeito João Silva Filho, como o empresário Vicente Correia, numa rápida decisão executassem os serviços.

100 homens.

Para o andamento dos trabalhos sair em pouco tempo, aproximadamente 100 homens, deram início as atividades. Tendo em vista autorização do prefeito, a missão era, portanto varrer, o mais rápido possível toda extensão da pista, e serem retiradas às milhares de pedrinhas espalhadas ao longo do asfalto. Enquanto os homens cumpriam a tarefa, seu Vicente e o engenheiro da Varig foram dar um passeio pela orla marítima, ao mesmo tempo, saborear um gostoso pescado da região.

Já de tardezinha, de retorno da praia, deram uma passadinha no aeroporto, e constataram que os trabalhos de limpeza da pista estavam realmente concluídos. “Tratou-se de uma jornada de trabalho, muito ágil e eficiente, disse o engenheiro da Varig”.

Dias depois, foi à vez da conclusão do alargamento de acesso ao pátio de aeronaves. Depois dessa obra, o engenheiro verificou que tudo em breve ficaria concluído. Dessa forma, com os serviços de limpeza da pista e o acesso mais largo, agora estava sanado o problema, e a real possibilidade que permitiria com segurança e sem restrições, a operação dos grandes aviões realizarem o balizamento.

Um Mês depois, o voo inaugural do majestoso quadrimotor Electra II, foi realizado pela aeronave prefixo PP-VJN, comandada pelo experiente piloto Valdecir. Ao ser criada a nova escala do Electra II em Parnaíba, a cidade passava a ligar: São Paulo, Rio, Brasília, Teresina, Belém, Santarém, São Luís, Parnaíba, Fortaleza, Recife, Maceió, Aracajú, Salvador, seguindo viagem para o Sul, uma vez por semana.

Apesar do Electra ter sido um avião extremamente apreciado pelo povo parnaibano, seis anos depois, chegava o fim de sua operação regular nessa linha. Depois foi a vez do Boeing 737 encantar os parnaibanos.

No dia 20 de maio de 1976, a Varig colocava a disposição os  Boeing 737, equipamento de primeira linha. Essa decisão demonstrava o fim das limitações operacionais do então “Santos Dumont” no Catanduvas.

Mas pouco tempo depois, a Varig não havia obtido um bom índice de aproveitamento, abandonando definitivamente a rota. Um detalhe. O Electra II, foi o avião que durante muitos anos voou na ponte aérea Rio São/São Paulo.  Fotos: arquivo do autor.

O fim do mundo está próximo!

Wellington Dias e Rodrigo Maia, em Teresina

Por: Zózimo Tavares

O fim do mundo está próximo, muito próximo, pelo menos no Brasil. Ele se dará em 2023. A previsão foi feita ontem, em Teresina, pelo presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), com outras palavras, naturalmente. São elas:

“Sem a reforma da Previdência, o país vai quebrar em 2023. O Brasil, os Estados e municípios, a relação dívida-PIB vai crescer muito mais rápido. Daqui a pouco os investidores não vão mais querer financiar a dívida, vamos voltar a ter moratória, voltar a ter inflação, pouca capacidade de investimento privado. Vamos voltar ao ciclo da década de 80, que foi um ciclo muito ruim”, avisou.

Vendendo a reforma

O presidente da Câmara dos Deputados veio a Teresina para pregar a necessidade e a urgência da reforma previdenciária e ouvir o governador Wellington Dias e a bancada federal piauiense sobre a questão.

De acordo com Rodrigo Maia, a reforma deverá entrar em votação no Congresso no início de junho.  Até haverá um debate nacional sobre o tema.

Ontem, o governo anunciou os principais pontos da reforma da Previdência. O presidente Jair Bolsonaro defende idade mínima de 65 para homens e 62 para mulheres, no final do período de transição, que duraria 12 anos.

O encontro no Piauí

O presidente da Câmara Federal falou sobre a necessidade da reforma da previdência, mas não explicou porque não faz esse encontro com a bancada piauiense para cabalar voto lá em Brasília.

Mas deve ser um motivo muito relevante, pois a quinta-feira é um dia de trabalho normal no Congresso, que só toma deliberações de terça a quinta-feira. E o Congresso acaba de sair de um recesso.

Por acaso, os deputados do Piauí não estão andando lá na Câmara? É possível que isso esteja acontecendo já no comecinho do mandato, quando ainda nem esquentaram suas cadeiras?

Que voto a mais o deputado espera conseguir da bancada do Piauí, se ela já vota fechado com o governo, à exceção de uns dois parlamentares do PT?

Quanto ao governador, este está em Brasília com frequência, até mais de uma vez por semana. Não seria difícil agendar um encontro com ele por lá.

Em tempos de crise, o presidente da Câmara está apenas queimando mais gasolina de avião oficial por conta do contribuinte. E também ajudando a desperdiçar mais dinheiro da nação para fazer no Piauí um encontro que poderia muito bem ser realizado em Brasília.

É com gasto desnecessário, porém, que ele vem falar de rombo nas contas públicas!

Reforma de W. Dias cheira a perfumaria

Por: Arimatéia Azevedo

A reforma administrativa que Wellington Dias vai entregar segunda-feira à Assembleia Legislativa – seria ontem, mas ele perdeu o avião de São Paulo para Teresina – projeta uma economia de R$ 300 milhões – R$ 25 milhões mensais. Se considerada a despesa do Poder Executivo fixada para 2019 (R$ 9,506 bilhões), o corte proposto equivalerá a 3,15% dos gastos do governo.

Não dá para dizer que é muito, tampouco que uma reforma tão ampla vai resultar em folga financeira para os próximos anos. Isso porque onde o bicho pega (o custo previdenciário) não há muito o que fazer. O atual governo limitou a concessão de pensões através da Lei 6.743/2015. Também ampliou DE 11% para 14% a alíquota que os servidores estaduais pagam à Previdência em 2016 e criou, pela lei 6.764/2016 o Regime de Previdência Complementar do Estado do Piauí, limitando as aposentadorias dos servidores ao texto do regime geral da Previdência, sendo a parte que exceder coberta por fundo separado do caixa do Iaspi. Ocorre é que os efeitos dessas providências não são imediatos.

O Estado precisa é de caixa para cobrir gastos previdenciários correntes ou para compor um fundo que cubra esse gasto. Fora disso, todo o resto parece muito com perfumaria, provocando algum efeito, mas sem qualquer condição de repercutir sobre o necessário equilíbrio fiscal. Ou alguém acha que com um déficit previdenciário de R$ 1,2 bilhão por ano vai adiantar fazer um corte de R$ 300 milhões? Se o governo anuncia que terá uma economia de R$ 1,2 bilhão em quatro anos, e o rombo da previdência é desse valor, mas em um, o problema então não é exclusivamente da rubrica previdenciária. O buraco é maior do que se alardeia. O governador não pode ser unicamente gestor de déficit previdenciário.

Os problemas que levaram o Estado a essa situação aparentemente falimentar extrapolam os limites das políticas públicas adotadas nos três Poderes. 

Nota de Pesar: Antônio Lisboa de Freitas Diniz

Por: Renato Bacellar

( Jornalista, Soamarino e Rotariano – PHB)))

É com profunda tristeza que noticiamos o falecimento, ontem, 11/fev/2019, aos 102 anos e 8 meses (☆ 06/06/1916 ✞11/02/2019) de idade, do general de brigada Antônio Lisboa de Freitas Diniz, natural de Araióses, Maranhão, radicado na cidade de Parnaíba – Litoral do Piauí, há mais de 4 décadas.

Viúvo de Dona Zuelita Freitas Diniz, deixou duas filhas: Jacqueline de Freitas Diniz e Juliana de Freitas Diniz, além de Beatriz, a única neta, ainda menor de idade.

O General Antônio Lisboa de Freitas Diniz ingressou no Exército através do antigo Colégio Militar do Estado do Ceará (1929 a 1934). Frequentou a antiga escola militar do Realengo (1935 a 1938) de onde saiu aspirante a oficial. Recebeu várias promoções no Exército vendo-se transferido para a reserva de primeira classe no posto de General de Brigada.

Prestou serviços em diversas organizações militares, dentre elas destacando-se: 17º Batalhão de Caçadores sediada em Corumbá, estado do Mato Grosso; 3º RI em São Gonçalo, estado do Rio de Janeiro; 25º BC em Teresina – Piauí; 16º RI em Natal – Rio Grande do Norte; 19º BC em Salvador – Bahia;  Colégio Militar do Rio de Janeiro; Diretoria de Armas do Rio de Janeiro; Estado Maior do Exército, Rio de Janeiro; 23º BC em Fortaleza – Ceará e no Quartel General da 10ª RM em Fortaleza – Ceará.

O General Freitas Diniz tomou parte contra a Intentona Comunista levada a efeito em 27-novembro-1935. participou de missões de vigilância durante a segunda guerra mundial (1939 a 1945).

Exerceu várias funções na vida civil após a sua transferência para a reserva, apontando-se estas: Presidente do Conselho Fiscal da Cooperativa Agropecuária do Baixo Parnaíba; Presidente do Rotary Club de Parnaíba; Fundador e Presidente do Grupo de Escoteiros do Mar – Gemar, em Parnaíba; Presidente da Sociedade Amigos da Marinha (Soamar – Piauí), tornando-se reconhecidamente, Soamarino Mor do Piauí; Conselheiro da Prefeitura Municipal de Parnaíba, na administração (1989 a 1992) do então prefeito Francisco de Assis de Moraes Souza; Coordenador da Comissão Municipal de Defesa Civil de Parnaíba (1985 a 1988); Mordomo da centenária Santa Casa de Misericórdia de Parnaíba.

Detentor de vários títulos, medalhas, condecorações e diplomas, sobressaem: Medalha Militar de Prata; Medalha do Pacificador; Medalha Amigo da Marinha; Medalha da Ordem Estadual do Piauí; título Cidadão Piauiense; título Cidadão Parnaibano; título Companheiro Paul Harris (Rotary Internacional); diploma de Soamarino Mor do Piauí.

Ao exame biográfico de Antônio Lisboa de Freitas Diniz, ressalte-se o conceito de grande pensador: “o valor da vida não depende do número de dias que se vive, mas da obra nele realizada”.

O corpo do General de Brigada Antônio Lisboa de Freitas Diniz, levado em viatura da guarnição militar de bombeiros e acompanhado de diversas autoridades, também de militares do exército, marinha, polícia militar do piauí; de rotarianos, soamarinos, escoteiros, amigos, admiradores, bem como de familiares do Piauí, Maranhão, Ceará e de outras localidades, foi sepultado na manhã desta terça-feira, 12/fev/2019, no “Cemitério da Igualdade”, na cidade de Parnaíba (Pi).

Brasília é onde acontece o tiroteio. Aí só escutam o barulho’, diz Sérvio

Por: Fenelon Rocha

Desde que começou o governo Bolsonaro, o presidente estadual do PSL, Fábio Sérvio, praticamente se mudou para Brasília. Isso provocou reação entre filiados do partido, que reclamam da ausência do responsável, aqui, pela sigla que tem como filiado o próprio Jair Bolsonaro. Fábio Justifica o afastamento pela necessidade de estar presente nas discussões que definem muito da cara do governo recém-iniciado.

? Aqui em Brasília é onde acontece o tiroteio. Aí (Teresina) só escutam o barulho das bombas – , diz ele, dando uma ideia da acirrada disputa que acontece por espaços no governo.

Fábio Sérvio: presidente do PSL diz que está ausente de Teresina para ficar perto da discussão que define os rumos do governo

Fábio Sérvio tem lutado para garantir espaços para o PSL piauiense. Chegou a anunciar a indicação de um nome para ocupar a presidência da Codevasf, a companhia de desenvolvimento das bacias do São Francisco e Parnaíba. Mas até agora nada saiu do lugar, tanto pela indefinição no ceio do próprio governo Bolsonaro quanto pela disputa entre piauienses pela indicação do cargo.

A indefinição interna coloca em confronto duas alas do governo. Uma, liderada pelos xiitas do PSL, querem dar guarita a quem vem com Bolsonaro desde a campanha. A outra, com Onyx Lorenzone à frente, quer ampliar a base de apoio sem fazer muitas exigências. Um exemplo é o senador Marcelo Castro: os xiitas o querem longe; Lorenzone acha que pode dar espaço no governo ao piauiense, com compromissos futuros.

Já no que diz respeito à disputa entre piauienses, há Fábio Sérvio querendo indicar o presidente da Codevasf. E há um grupo de políticos – com os deputados Átila Lira e Júlio César, o senador Elmano Ferrer e o ex-deputado Heráclito Fortes – lutando para manter no cargo o atual presidente, Avelino Neiva.

Esse é o tiroteio que Fábio Sérvio está vendo de perto. Resta saber quem será alvejado na troca de tiros.
 

Discussão de cargos fica só ‘na vontade’

A bancada federal do Piauí já discutiu critérios para a ocupação dos cargos federais no Estado. Mas, no entendimento do Fábio Sérvio, nada disso tem efeito prático. “Essa definição de critérios e cargos está só na vontade”, diz ele, observando que ainda está longe do próprio governo definir a fórmula que leve às indicações.

Sérvio vai mais além, lembrando que alguns integrantes da bancada tiveram atitudes muito duras contra o atual presidente, à época da campanha. Dito de outra forma: se essa visão prevalecer, a hostilidade de meses atrás tende a passar fatura agora, na hora da indicação dos gestores para as funções federais nos estados.

Governo do Piauí com déficit de pessoal na saúde, educação e segurança

Déficit de Pessoal

Por: Arimatéia Azevedo

O governo estadual criou uma comissão para manter permanente auditoria da folha salarial, mas precisa também lançar luz sobre o crescente déficit de pessoal efetivo em áreas essenciais do serviço público. Não há nenhum estudo confiável sobre quantos profissionais de educação, saúde e segurança são necessários hoje para suprir a falta de professores, médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, policiais. Mas pelos números que alguns sindicatos apresentam, a conta não fecha com menos de 7.000 novas admissões.

Só de professores, a carência pode representar metade desses sete mil vagas a serem preenchidas. Na PM e no Corpo de Bombeiros, não menos que dois mil homens e mulheres são necessários. Sem pessoal em diversas áreas, o Estado, porém, segue com a folha de pessoal em elevação, fruto das aposentadorias crescentes.

Todo ano, ao menos 1,5 mil pessoas entram em inatividade – e não são substituídas por pessoal efetivo, mas por terceirizados. Na Seduc, há cerca de 2.000 professores substitutos e a mediação eletrônica virou um mecanismo compensatório à ausência de mestres em sala de aula. Não há no horizonte um prazo para recomposição do quadro efetivo de servidores – mas quanto mais tempo, pior as coisas ficam. Pelo olhar nas contas públicas, portanto, concurso no Piauí, se houver compromisso e disciplina fiscal, só em 2021.

COREDEPI – Consórcio Regional de Desenvolvimento da Planície Litorânea: “Um engôdo!”

POR: BERNARDO SILVA

Tem vereador de Parnaíba falando sem conhecimento de causa. Simplesmente para aparecer e ser contra o Mão Santa. E tem gente se deixando enganar com conversa fiada. Senão vejamos:

Ao propor a retirada do município de Parnaíba do Consórcio Regional de Desenvolvimento da Planície Litorânea (COREDEPI), o prefeito Mão Santa fez a melhor coisa para a cidade de Parnaíba. Porque o tal Consórcio, apesar do nome pomposo e de uma série de bombagem que dizem haver motivado sua criação. “Esse Consórcio é um engôdo”, disse hoje o vereador Carlson Pessoa, em comentário na Câmara Municipal.

O consórcio foi criado em dezembro de 2013, sob a “inspiração” de alguns petistas, dentre os quais, o ex-prefeito de Parnaíba, Florentino Neto, que chegou a ser seu vice-presidente, se não me engano. Formado pelos “11 municípios que formam a Planície Litorânea, somente elegeu a primeira diretoria sete meses depois, no dia 9 de julho de 2014, que teve como presidente eleito Ricardo do Nascimento Martins Sales, prefeito de Murici dos Portelas e que permanece até os dias atuais. Os representantes do consórcio poucas vezes se reuniram durante estes 6 anos de existência”. Isto está na imprensa, não estamos inventando.

No final de outubro de 2016, recém-eleito e já com equipe de transição montada na Fiepi, Mão Santa recebeu a visita dos prefeitos que integram o tal Consórcio. Alguns reeleitos e outros eleitos pela primeira vez.”Vamos intensificar articulações visando a união de todos os 11 municípios da Planície, que compreende cerca de 400 mil habitantes. Os municípios estão falidos e estamos procurando nos unir para resolver os problemas comuns a todos”, disse na ocasião o prefeito e presidente do Consórcio, Ricardo Sales.

O objetivo maior desse Consórcio – e foi dito isso para o Mão Santa- era que “o Ministério Público estava cobrando que Parnaíba receba todo o lixo desses 11 municípios. Já sabemos que o aterro sanitário existente não suporta o lixo de todos os municípios e precisamos retomar esta discussão”, destacou Joaquim Neto, então secretário do Consórcio. E disseram mais: que Parnaíba se responsabilizasse em receber todos os pacientes desses municípios para enviar a Teresina para tratamento médico. E que o governador iria criar uma Policlínica no município, o que diminuiria o fluxo de pacientes para Teresina. Aqui seria o polo principal. Já pensou? A Policlínica criada é da UFPI.

Tem mais: para manter o consórcio era preciso 30 mil reais/mês, definido no “Protocolo de Intenções do Consórcio Regional de Desenvolvimento da Planície Litorânea Piauiense”, assim distribuídos, conforme o coeficiente de receita do Fundo de Participação dos Municípios: Parnaíba arcaria mensalmente com R$ 9.500; Luís Correia com R$ 3.500; Buriti dos Lopes com R$ 3.000; Bom Princípio, Cajueiro da Praia, Caraúbas, Caxingó, Cocal dos Alves, Ilha Grande e Murici dos Portelas vão arcar com R$ 1.500 cada um”. E haviam outras exigências, que a prefeitura de Parnaíba vinha pagando, sem retorno algum. E é isso que estão defendendo os “bravos” vereadores de Parnaíba, que apoiam o governo Wellington Dias e devem favores ao secretário de saúde Florentino Neo? E onde fica o interesse do povo???!

Portanto, não tem nada de retrocesso. A prefeitura de Parnaíba, definitivamente, não pode continuar patrocinando mordomias para uma entidade que abriga prefeitos que sequer demoram muito tempo em seus municípios. E que nem ligam para esse tal consórcio, como foi dito nessa mesma reunião em que nos fazíamos presentes.

Inegável o esforço do ex-prefeito Florentino Neto em trazer para Parnaíba o tratamento oncológico,  com o apoio de Mirócles Véras e Tiago Almedra, dos Hospitais Dr. João Silva e Marques Bastos. E o senador Marcelo Castro, então ministro da saúde, assinou a portaria. Das vezes que entrevistei Florentino Neto sobre este assunto, nunca ele me falou que o tal COREDEPI tinha algo a ver com isso, Estão mentindo para os parnaibanos de boa vontade. Tenho dito!

EM TEMPO: O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) aprovou durante sessão plenária realizada nesta quinta-feira (7) o bloqueio das contas bancárias do Consórcio Regional de Desenvolvimento da Planície Litorânea Piauiense. O bloqueio foi solicitado pelo procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Leandro Maciel, decorrente da inadimplência quanto ao envio das prestações de contas.

Parnaíba, a cidade de papel. * Pádua Marques.

 

 

A gente vai ao centro de Parnaíba e nem tem tempo de esquentar a bunda no banco da praça da Graça e já vem uma mocinha com um papel lhe entregando. Dia desses, eu fiz uma excursão pra aquelas bandas, uma segunda-feira, dessas de início de mês, que é quando todo mundo está enchendo a burra, pagando carnê do Paraíba, da Macavi, daqueles empréstimos consignados. Isso sem falar nas contas de luz, de água, da farmácia e da ótica.

Porque se existe em cima da terra bicho pra gostar de dever e de pagar conta, esse bicho é pobre. Pobre parece que tem uma atração, feito relâmpago por pedra de corisco ali pras bandas da Piracuruca e do Bom Princípio, pra correr pra dentro de loja e fila de lotérica em dia que coloca um tostão no bolso. E nessa história toda fica ali na praça e adjacências recebendo de minuto a minuto papel de propaganda, que antigamente a gente chamava de reclame.

Papel de propaganda de loja de pneus, óticas, empréstimos consignados, material de construção, consultório de dentista, celular, principalmente desses que pegam até briga de Deus com o diabo, ajudam a falar mal da vida alheia, espalham fofocas da Câmara Municipal, dos secretários do Mão Santa, do Wellington Dias e das trapalhadas do Governo Federal e que fazem a alegria dos netinhos quando o vovô vai receber o dinheiro. A gente leva menos de quinze minutos pra receber essa papelada toda.

Porque se todas aqueles reclames de tudo que é coisa que a gente recebe sentado no banco da praça da Graça fossem cédulas  de cem contos, a gente voltava pra casa de burra estufada. Terra pra ter gente que gosta de dar papel pros outros. Mas tudo isso é porque não tem serviço, emprego, coisa pra se ocupar. Então fica essa coisa da cidade viver sem expectativa de produzir bens de consumo. E não produzindo bens de consumo não tem mercado.

Parnaíba vive de dinheiro de aposentados e dos pagamentos da prefeitura e do governo do Estado. Dia desses, meu amigo Ozéas Castelo Branco Furtado, que tem a concessão de um canal de televisão, numa entrevista ao jornalista Bernardo Silva, disse que é muito difícil manter um negócio desse porte sem o apoio da publicidade empresarial. Ele tem razão e muita pra reclamar. A cidade está impestada de blogs e portais. Na sua maioria de péssima referência e qualidade no que publicam.

E toda essa publicidade de papel, aparentemente barata não causa impacto, acaba se perdendo porque na primeira lata de lixo vai pro cesto andar, que é o lugar certo de produto ruim. Não se anuncia. Não se procura a televisão e o rádio, que são as mídias mais duradouras e de retorno garantido. Quem faz publicidade em portais e blogs paga uma miséria. Então fica essa cidade de papel. A gente volta pra casa e vem com os bolsos cheios. Enquanto isso a economia vai acaba no chão da calçada.*Pádua Marques, jornalista e escritor, membro da Academia Parnaibana de Letras e do Instituto Histórico de Parnaíba. 

NEM ÁTILA

Por: J.R. Guzzo

É realmente uma canseira, mas não tem outro jeito. Cada vez que você vai escrever ou falar alguma coisa sobre a imprensa no Brasil, é preciso explicar direitinho, se possível com desenho e quadro-negro, que o autor não é – repetindo: não é, de jeito nenhum, nem pensem numa coisa dessas – contra a liberdade de imprensa. Não está pedindo a volta da censura, mesmo porque seria legalmente impossível. Não quer a formação de uma polícia para fazer o “controle social dos meios de comunicação”. Não está “a favor dos militares e contra os jornalistas”. Não acha, pelo amor de Deus, que é preciso fechar nenhum jornal, revista, rádio, televisão, folheto de grêmio estudantil ou seja o que for. Não lhe passa pela cabeça sugerir aos donos de veículos e aos jornalistas que publiquem isso ou deixem de publicar aquilo; escrevam em grego, se quiserem, e tenham toda a sorte do mundo para encontrar quem leia. Com tudo isso bem esclarecido, então, quem sabe se possa dizer que talvez haja um ou outro probleminha com a imprensa brasileira de hoje. Um deles é que a mídia está começando a revelar sintomas de Alzheimer, ou de alguma outra forma de demência ainda mal diagnosticada pela psiquiatria.

É chato lembrar esse tipo de coisa, mas também não adianta fazer de conta que está tudo bem quando dizem para você dia e noite, 100 000 vezes seguidas, que o novo governo brasileiro provou ser o pior que a humanidade já teve desde Átila, o Huno. Não faz nexo. Até Átila precisaria de mais de duas semanas de governo para mostrar toda a sua ruindade – e olhe que ele foi acusado de comer carne humana e andava cercado de lobos, em vez de cachorros, sendo que nenhum dos seus lobos era bobo o suficiente para chegar perto do dono quando sentia que o homem não estava de muito bom humor naquele dia. Além disso, errar em tudo é tão difícil quanto acertar em tudo. Talvez fosse mais racional, então, recuar para uma antiga regra da lógica: as ações devem ser julgadas pelos resultados concretos que obtêm, e não por aquilo que você acha delas. Um governo só pode ser avaliado depois que se constate se as coisas melhoraram ou pioraram em consequência das decisões que pôs em prática. O número de homicídios, por exemplo – aumentou ou diminuiu depois de doze meses? A inflação está em 2% ou em 20%? O desemprego caiu ou subiu? E por aí vamos.

Mas essa lógica não existe no Brasil de hoje. Está tudo errado, 100% errado, porque é assim que decreta o estado de alma dos proprietários dos veículos e dos jornalistas que empregam – e não porque eles mediram algum resultado concreto. Ou seja: ainda não aconteceu, mas o governo já errou. A condenação começou no dia da posse de Bolsonaro e dali até hoje não parou mais. Os jornalistas, denunciou-se já nos primeiros minutos, não receberam instalações à altura de sua importância para a sociedade. Donald Trump não veio. O discurso de estreia foi ruim – embora não se tenha publicado uma sílaba de algum discurso presidencial anterior, para que se pudesse fazer uma comparação. Há generais em excesso no governo – e qual seria o número ideal de generais no governo? A média das administrações de Sarney para cá? A média mundial? O que é pior: o general A, B ou C ou os ministros Geddel, Palocci ou Erenice? Há poucos nordestinos. O ministro do Ambiente acha que esgotos ou coleta de lixo, por exemplo, são problemas ambientais sérios. Conclusão: ele vai abandonar a Amazônia para os destruidores de florestas.

Como o doente que repete sem parar a mesma coisa, não consegue descrever o que vê pela janela, e esquece tudo o que lhe foi demonstrado um minuto antes, a imprensa travou. A prisão do terrorista Cesare Battisti foi uma “derrota” para Bolsonaro; imaginava-se que teria sido uma derrota para Battisti, mas a mídia quer que você ache o contrário. O acesso a armas de fogo para que um cidadão (só aquele que queira) tenha a chance de exercer o direito de legítima defesa antes de ser assassinado vai desencadear uma onda de homicídios jamais vista na história. Como as armas de fogo são caras, denuncia-se que a medida é “pró-elites”. E se vierem a baixar de preço? Passarão a ser melhores? Quando alguém começa a escrever coisas assim, e faz isso o tempo todo, é porque parou de pensar; o cérebro não está mais ligando Zé com Zé. É um problema. Os leitores, cada vez mais, estão percebendo que a imprensa é inútil. Não só eles. No dia em que o governo descobrir que não precisa mais prestar atenção à mídia, vai ver que está perdendo uma montanha de tempo à toa.

Publicado em VEJA de 23 de janeiro de 2019, edição nº 2618

Ambientes de inovação

Por: Janguiê Diniz (*)

Falar sobre inovação ainda é assustador para muitas pessoas e empresas. Claro que inovar não é fácil, mas também não pode ser tão difícil a ponto de ser evitada. O primeiro e maior obstáculo à inovação é o medo, de variadas formas, como aversão ao risco, por exemplo. Entretanto, verdade é que não inovar é um caminho, sem volta, para o fracasso.

Quando pensamos em inovação tecnológica, a primeira palavra que nos vem à cabeça são as startups, tão em moda nos últimos anos. Porém, não podemos restringir nosso olhar. Existem vários ambientes que são propícios e proporcionam inovação. Empresas, lugares e até programas que ajudam a quebrar as barreiras do medo e transformam pessoas e negócios. O ambiente não só influencia a empresa como costuma ser o causador das demandas de inovação. Afinal, grande parte das empresas precisa inovar em função da concorrência ou precisa se adequar às mudanças externas.

Com certeza você já ouviu falar de coworking, incubadoras, aceleradoras, parques tecnológicos e ambientes de inovação digital. O primeiro deles, ganhou muita força no Brasil nos últimos anos, principalmente por apresentar resultados positivos de aumento de produtividade e inovação. No coworking, os escritórios coletivos permitem que pessoas de várias áreas trabalhem juntas e acabem trocando ideias e networking.

As incubadoras e aceleradoras passaram a ter visibilidade com o crescimento do mercado de startups. Nas incubadoras, os empreendedores recebem ajuda para iniciar seu projeto desde o princípio, dando suporte para formatar o negócio, gerir e ajudar o empreendedor a se posicionar no mercado.

As aceleradoras funcionam como um estágio após a incubação. Nesse caso, as aceleradoras estão focadas no desenvolvimento de startups, ou seja, quando sua ideia já está formatada, mas ainda não tem folego para se sustentar por conta própria. As aceleradoras trazem investimento financeiro às empresas, além de investimento em novos conteúdos, mentoria, etc.. Tudo para fazer com que o negócio possa se desenvolver.

Entretanto, pensando em um mundo online, também devemos falar dos ambientes de inovação digitais, que ajudam os empreendedores a desenvolver suas ideias através de grupos e fóruns de discussão, onde é possível não apenas realizar networking, mas descobrir soluções tecnológicas e serviços para quem precisa inovar.

Por fim, outro ambiente de inovação são os parques tecnológicos. Os parques são grandes centros de integração profissional que une diversas esferas de poder e conhecimento para desenvolver ideias. Normalmente, nesse ambiente, há seleção de empresas que trazem propostas de tecnologias viáveis para participar do programa.

O mais importante para registrar é que, seja online, no escritório ou em uma sala compartilhada, o importante é que o ambiente inovador é o lugar para quem quer desenvolver sua ideia, inovar e mostrar ao mundo seu negócio.

(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional