W. Dias: Liso e manso
Por: Arimatéia Azevedo
A união de vários partidos que se juntaram no entorno do governo Wellington Dias parece que procurou utilizar a sombra do poder para apenas sustentar (ou aumentar) os próprios espaços, passando a desconfiança de que nesta reta final, quando se avizinha a eleição, cada um pode procurar seguir o seu rumo. Pior, alguns desses pretensos aliados encontram-se ainda abrigados no governo, mas sem qualquer voz de comando que possa uni-los na mesma causa.
Wellington Dias, no seu jeito macio, manhoso, liso, tem tentado. Mas o que se tem, de fato, é uma colcha de retalhos, absolutamente esfacelada, a partir da própria decisão da montagem da chapa majoritária. O PT assiste de camarote a guerra quase aberta entre Marcelo Castro e Ciro Nogueira. Aliás, segmentos ainda rançosos com o ‘golpe’ de que acusam Ciro, contra Dilma, não só deixarão de votar, como incentivam o voto a outros candidatos ao Senado. Todos fingem não saber, mas o velho MDB cansado de guerra, dividiu-se em três partes: a que vai seguir com Wellington Dias e Marcelo Castro (a menor delas); outra que vai acompanhar Luciano Nunes, e uma terceira parcela que seguirá Dr. Pessoa, unindo-se a outros partidos, e indicando o vice e os senadores. João Henrique e Themistocles Filho podem não dizer publicamente, mas não estarão na campanha de Wellington/Marcelo. Daí o risco, porque esses dois são raposas espertas e têm cacife.
Diz-se que Themistocles tem atrás de si um batalhão capaz de provocar uma reviravolta no pleito, porque sabe movimentar a campanha, redirecionar aliados, e fazer aparecer os votos nas urnas. Nesse jogo de interesses e vaidades, não se sabe se Wellington continua enganando os aliados, ou se vai ser enganado por eles. Isto é, o período de tempestades no seio do governo parece que começa neste mês de agosto.








Tem até um boteco tipo pé sujo, o Bar Água na Boca. Som tipo Reginaldo Rossi e Adelino Nascimento, a todo pano e aquela rapaziada lá dentro e na porta com cara de quem passou a noite virando bicho. Ao lado de uma funerária, Funerária Reviver. Calcule só. Funerária com nome de reviver. Andando um pouco mais, acabei dando de cara com uma loja do Paraíba. Por que todo lugar tem que ter uma loja do Paraíba?

Tive necessidade de comprar um par de pilhas pra minha câmera fotográfica. No supermercado, pequeno e cheio de toda sorte de tranqueiras, a moça do caixa tinha no ombro um papagaio que falava. Mas foi na Praça José Rodrigues da Penha, o Zeca Penha, que deve ter sido alguém muito importante, inaugurada no dia de Natal de 1999 pelo prefeito Josemar Oliveira Vieira, que encontrei e guardo uma das melhores impressões de minha viagem, um cachorro vigiando São Sebastião, que está amarrado e quase nu dentro de uma caixa de vidro.* Pádua Marques é jornalista e escritor. Fotos do autor. 














