Paulino Neves, onde um cão é vigia de santo. * Pádua Marques.

 

Dia desses, faz pouco mais de oito dias, fiz uma viagem rápida pra fora de Parnaíba. Fui a convite de uma amiga conhecer Paulino Neves, no Maranhão. É lugar que ainda faz parte das cidades maranhenses aqui pertinho que mandam sua gente todo dia pras bandas de cá em busca de resolver essas coisas de médicos, compras, estudos, aposentadoria e pensões, diabo a quatro.

Paulino Neves é outra coisa. É outro pano. Nem lembra com a Tutóia, Araioses e São Bernardo, onde até parece que ninguém ainda se acordou a uma hora da tarde. Me chamou a atenção seu comércio. Uma rua, a Paulo Ramos, movimentada de dar gosto. Muita casa de material de construção, lanchonetes, pequenas mercearias, lojas de variedades. Ali pelo visto está correndo dinheiro de turismo e de duas usinas de energia eólica

Tem até um boteco tipo pé sujo, o Bar Água na Boca. Som tipo Reginaldo Rossi e Adelino Nascimento, a todo pano e aquela rapaziada lá dentro e na porta com cara de quem passou a noite virando bicho. Ao lado de uma funerária, Funerária Reviver. Calcule só. Funerária com nome de reviver. Andando um pouco mais, acabei dando de cara com uma loja do Paraíba. Por que todo lugar tem que ter uma loja do Paraíba?

Nem que seja com apenas uma porta, um gerente e um vendedor de cara bem feia.  Mas me impressionou mesmo foi o serviço de transportes. São caminhonetes Toyota, adaptadas, cabines abertas. Os mototaxistas, e nesse ponto estão melhores do que os de Parnaíba, andam em cima de quadriciclos. Mas eu nunca vi cidade no mundo pra ter mais Hillux do que Paulino Neves.

Mas tem loja do Paraíba. Como também tem Apae, tem uma academia de ginástica, a World Fitness Academy. Assim mesmo, em inglês. Mas não encontrei nada que lembrasse sua história, uma estátua, edifício antigo, uma igreja antiga. Procurei como quem procura a porta do céu, uma loja, mercearia, bodega, banca de revista que fosse, que vendesse alguma peça de artesanato. Encontrei não.

Mas tem loja do Paraíba. E uma agência minúscula do Bradesco, uma Secretaria de Turismo Sustentável, uma biblioteca, com nome da professora Maria  José dos Reis. Como toda cidade que tem apenas uma rua ou avenida e sendo de comércio, me lembrou muito Tóquio, com todos aqueles letreiros. Bancas de peixes no meio da rua e bancas de DVDs piratas. Tudo pertinho.

Tem duas pontes. Uma de madeira, velha e sem proteção lateral, proibida à passagem pra carros e motos. A outra, de concreto, novinha em folha sobre o silencioso rio Novo, tem passarelas pra pedestres. Aliás, o rio Novo me lembrou muito as Filipinas e a indonésia. Aquela cor da água azulada e a vegetação muito densa. Todo mundo ou quase todo mundo em Paulino Neves mora em sobrado. Acho até que lá todo mundo gosta ou se faz de rico.

Tive necessidade de comprar um par de pilhas pra minha câmera fotográfica. No supermercado, pequeno e cheio de toda sorte de tranqueiras, a moça do caixa tinha no ombro um papagaio que falava. Mas foi na Praça José Rodrigues da Penha, o Zeca Penha, que deve ter sido alguém muito importante, inaugurada no dia de Natal de 1999 pelo prefeito Josemar Oliveira Vieira, que encontrei e guardo uma das melhores impressões de minha viagem, um cachorro vigiando São Sebastião, que está amarrado e quase nu dentro de uma caixa de vidro.* Pádua Marques é jornalista e escritor. Fotos do autor. 

Eleições 2018:Agora ou vai ou racha

Por: Bernardo Silva

Com a oficialização das primeiras candidaturas a cargos eletivos em outubro próximo começa a cair a ficha e a se desenhar o tamanho da responsabilidade de cada um de nós, com relação ao quadro político que aí está: lúgubre, macabro, cheio de marmotas…eles – os palhaços (com as devidas exceções à regra), estão pegando novamente suas fantasias para saírem às ruas com o propósito de mentir, fazerem promessas que nunca cumprirão, enquanto alguns, embasbacados, como se nunca tivessem ouvido as tais lorotas, ensaiam os aplausos, em troca de favorecimentos pessoais.

O quadro é dantesco. Depois de 13 anos de um governo de ladroagem, quando acabaram com as riquezas do país, o bandido barbudo, chefe da quadrilha, que está preso em Curitiba, segundo mostram pesquisas, ainda é merecedor da atenção de muitos. Sim, ainda são muitos os que ficavam debaixo da mesa do Lula e caterva, enquanto eles se banqueteavam. E os bobões/babões davam gritinhos e aplaudiam quando lhes caia algum farelo da mesa nababesca do presidiário, patrocinada pelo suor do povo brasileiro.

No Piauí o rei (Wellington Dias) está nu. Não lhe cabe mais sequer o pepel de lobo em pele de cordeiro. Foi desnudado e hoje, com as vísceras de fora, já não engana mais ninguém. É uma liderança apodrecida, que conseguiu piorar o quadro oligárquico que em 1994 dizem haver sido banido da política piauiense. Wellington Dias e sua trupe conseguiram restaurar o quadro e, de forma piorada, vai apresentá-lo outra vez aos eleitores piauienses.

Não há porque confiar mais no governador que aí está. Eleito em 2002, tinha tudo para aproveitar os 8 anos do Lula, que governo no mesmo período,no booom da economia,  para colocar o Piauí numa posição melhor do ranking nacional. Mas os índices só despencaram, a partir da educação. Saúde – está aí situação dos planos de saúde dos servidores; a segurança, nem se fala. Provou incompetência e hoje vive se lambuzando com o que de pior existe na política do Piauí.

O governador do Piauí brinca no lodo dizendo que faz política. Fala em desenvolvimento mas acabou com as estruturas do Estado em Parnaíba, É só olhar as escolas abandonadas, o Detran, o Iapep, estrada para Pedra do Sal, Ponte Simplício Dias, Complexo do Porto das Barcas…e por aí vai. Se correligionário de Wellington Dias eu teria vergonha de pedir votos pra ele nestas eleições.

Vendo há poucos dias uma fala da ex-senadora Heloísa Helena, ela dizia: “o político que fica rico no poder é ladrão. Porque o salário do político não dá para acumular riqueza. Dá apenas para você melhorar de vida”. Olhe agora como entraram no poder em 2002 o Wellington Dias e caterva; o que possuíam e a fortuna que hoje possuem. Ficaram 8 anos com Wellington; depois mais 4 anos com Wilson Martins, que era vice-governador e Wellington Dias (leia-se PT) ajudou eleger e agora querem mais 8 anos com o mesmo Wellington Dias. Salve-se quem puder!!!

Conheçam as previsões do presidente do Ibope, que é um gênio ou um idiota

Montenegro diz que nenhum dos favoritos se elege

Odilon dos Anjos

Eu entendi mal, ou o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, falou, falou e falou sobre as chances dos principais candidatos, mas concluiu que nenhum deles irá vencer as eleições?
“O Bolsonaro, líder das pesquisas, não se elegerá. Ele perde pra qualquer um no segundo. O voto do Bolsonaro não é ideológico de direita. É como o voto nulo, no Enéas ou no Tiririca”, fulminou…

Quanto a Marina, disse o mago: “O que ela tem hoje é recall das últimas eleições. Quando o horário eleitoral começar, isso se esfacela. Ela vai sumir.”

OS OUTROS – Já para o coronel nordestino sobrou o seguinte: “Ciro Gomes corre o mesmo risco (da Marina), caso não consiga fechar alianças. Mas o maior adversário do Ciro é ele mesmo”!

Com relação ao tucano do Centrão, Montenegro profetizou: “O desempenho de Geraldo Alckmin ainda é um enigma. Há um cansaço brutal com o PSDB. O caso do Aécio Neves foi quase um tiro de misericórdia”.

E OS PETISTAS? – Sobrou, então, o partido do presidiário: “o PT lançará Jaques Wagner, e não Fernando Haddad, mas duvido do potencial de transferência de votos do ex-presidente Lula”, disse o presidente do Ibope.

Uau…! A esta altura dos acontecimentos, os nanicos Amoêdo, Álvaro Dias, Meirelles, Boulos e Manuela devem estar exultantes com as possibilidades que se abrem para eles… O cara do Ibope é um gênio ou um idiota?…

Respostas em outubro de 2018…

Wellington Dias, você falhou até como ser humano!

Por Bernardo Silva

Meu preclaro governador,

Relutei muito em escrever esta matéria, porque estava com medo de não me segurar e não medir as palavras, tendo que partir para a ignorância ao me dirigir a você. Mas, sabendo ser você (permita-me tratá-lo assim) uma pessoa afável, educada, distinta, não me permito passar a você, com palavras, a revolta que sinto diante de tudo o que aí está, provocado por você, por pura incompetência e incapacidade de gerir o Estado com grandeza e dignidade.

Você se apequenou muito, meu caro. Igualou-se aos demais políticos quando cedeu às pressões das velhas raposas deste Estado e começou a meter os pés pelas mãos. Cedeu demais à ganância dos seus aliados e deixou para trás pessoas que, de fato, necessitam do seu governo. Esqueceu que os governos passam e as pessoas ficam.

Não queria dizer mas, minha esposa está necessitando de procedimentos quimio e radioterápicos. Fui a Teresina em busca de atendimento, exatamente segunda-feira(16), no dia em que as clínicas, laboratórios e hospitais deixaram de atender os planos de saúde dos servidores estaduais (Plamta/IASPI), porque o dinheiro que é descontado do nosso contracheque (sou professor inativo do Estado), o senhor deu fim. Fez o quê com ele? Cooptou políticos? Usou para pagar os suplentes de deputado, convocados para a Assembleia Legislativa, sem necessidade, só para aprovar as matérias do seu interesse que vão de encontro às necessidades da população?!!!

Quantos servidores do estado, como eu, neste instante não estão precisando de atendimento médico e só contam com o plano de saúde pelo qual pagaram a vida inteira e que já foi o maior do Estado? O que você fez com o nosso plano de saúde? À falta dele, quantas pessoas vão morrer nas filas do SUS? Quanto sofrimento o senhor está patrocinando?!!!Está feliz com isso? Dorme tranquilo?!!!

Ah, governador, lembrei-me. O senhor não sabe o que é sofrimento de pobre. Lembrei-me do que o senhor faz, a sua indiferença para com as vítimas da tragédia de Algodões… Um dia, lá no seu interior, onde o senhor sonhava ser vaqueiro, você via e tinha uma dimensão do que é pobreza. Hoje não. Homem rico, poderoso, que ilude a todos com conversa mole, no papel de homem educado, vira as costas para quem necessita, para quem precisa do governo.

Quando falo que você, Wellington Dias, falhou até como ser humano – e você se diz um homem religioso – é porque nós sabemos que quando Deus permite que alguém ascenda a este poder terreno temporário, é para ajudar as pessoas. Olhar por quem de fato necessita. E você esqueceu disso e de todos, quando passou apenas a ver a melhor forma de comprar lideranças políticas, prometer em troca de votos e se fortalecer no poder.

Hás de pagar por isso, tenho certeza. Não é a justiça dos homens que o punirá. Será a sua consciência. É a justiça Divina que diz “a cada um segundo as suas obras”. É só você olhar o que está fazendo. Olhar para os seus filhos. Lembrar dos seus pais, da sua infância, do que você era e o que você é, como homem. Aliás, volte a ser o homem honrado que o senhor um dia o foi. O papel que o senhor desempenha agora, neste momento, envergonha.

Que Deus lhe abençoe!!!

Manipulação das pesquisas

Por:José Olímpio
Desorganização, desequilíbrio das contas públicas, dívidas impagáveis, prédios de delegacias e escolas em situação deplorável, hospitais funcionando precariamente, boa parte das estradas intrafegáveis, funcionários públicos desestimulados e frustrados, algumas categorias em greve.

O quadro acima descrito revela a triste situação do Piauí hoje, mas, curiosamente, o senhor Wellington Dias, responsável por esse descalabro todo, continua no topo das pesquisas de intenção de votos.

Não consigo compreender esse fenômeno. Por muito menos, políticos de grande prestígio e campeões de voto foram sepultados pelo eleitorado piauiense e nunca mais se reergueram.
Imagino, às vezes, que o segredo pode está nas pesquisas, mas todos os institutos apresentam os mesmos resultados. Estariam todos manipulando os números de suas consultas? Não creio. Tem estatísticos sérios atuando nesse meio, que não se prestariam a esse papel.
A manipulação, contudo, existe e acontece no momento em que analistas da mídia amestrada, cevada nos cofres públicos, fazem a leitura das pesquisas, omitindo dados importantes, para posterior divulgação para o grande público.
Todos sabemos que não é o Instituto que divulga os resultados, mas o cliente, que o faz de acordo com suas conveniências. Quando as consultas não favorecem quem as encomendou, via de regra são arquivadas.
Por essa singela razão, sou contra a divulgação de resultados de pesquisas pela mídia, pois são utilizadas como uma poderosa arma de convencimento do eleitorado, induzindo-o a optar por este ou aquele candidato.
Isso acontece especialmente com os eleitores indecisos e com “aqueles que só gostam de votar nos vencedores”. Não há como negar essa influência negativa no processo eleitoral.
Pesquisas deveriam servir apenas para o consumo interno dos partidos e candidatos que, baseados nelas, poderiam tomar decisões, mudar o rumo de suas campanhas, melhorar sua propaganda eleitoral e sua comunicação com o eleitor.
Utilizadas como são hoje, induzindo o eleitor a fazer escolhas erradas, não contribuem em nada para fortalecer a democracia. Muito pelo contrário. Contribuem para viciar o processo eleitoral e muitas vezes levar à vitória candidatos que, sem esse artifício, não teriam a menor chance de lograr êxito nas urnas.

É preciso implantar “tolerância zero” às agressões sofridas por professores

Charge do Cícero (Arquivo Google)

Antonio Carlos Fallavena

O problema da educação e do ensino começa e termina em casa. Lamento que a imensa maioria da sociedade ache que a solução nasce e cresce na escola. A culpa é sempre do outro ou dos outros. O individualismo fincou raízes na sociedade e agora, para arrancá-las, teremos de lutar muito, e calar nunca. Acreditem, toda mudança terá de ser feita à força – pela lei, pela fiscalização e pela punição. Somente assim poderemos recomeçar o primeiro processo, a educação. O segundo, do ensino ou escolarização, pode ser mais facilmente resolvido, selecionando melhor os professores e oferecendo remuneração à altura.

Na verdade, queremos uma feijoada educacional da década de 60, mas usamos produtos com outra qualidade e acabamento nos dias atuais. Resultado: temos a feijoada, mas sem o gosto experimentado na década de 60.

NOVAS GERAÇÕES – Assim são as crianças. Décadas atrás, eram educadas pelos pais, notadamente pelas mães. Nos últimos tempos, tudo mudou e as mães são as primeiras a largar seus filhos na escolinha. É dessa forma que moldamos as novas gerações.

Sem perder a noção, não confundamos as coisas – a escola não educa. Embora, erroneamente sejam identificadas como “secretarias de educação” na verdade são “secretarias de ensino”.

Assim, enquanto a educação acabou (ou nem começou) em casa, a escola está sem qualidade para ensinar, não tinha e não tem mais capacidade e condições de educar.

MESMOS ERROS – Quem fez nascer as crianças que se responsabilize por educá-las. Como isso não ocorre, agravam-se os problemas do setor, com a degradação profissional dos professores, que hoje são ameaçados e até agredidos por alunos.

Cada vez mais assistiremos tais absurdos. E não escondamos que pelo menos parte da situação vivida hoje pelos professores foi plantada por uma parcela deles, que defendem a ocupação de escolas, participam de passeatas em defesa de corruptos e ladrões e tantas “coisinhas” mais.

Lamento que muitos professores atuais, na sua maioria, continuem repetindo os mesmos erros daqueles que foram seus professores no passado recente.

AGRESSÕES – Acompanho a escola pública nas últimas três décadas. Vivenciei muitos episódios e suas facetas nos temas educação e ensino. As agressões a todos os segmentos envolvidos (o correto seria comprometidos) demonstram não apenas a queda da qualidade no ensino, mas o desmonte das responsabilidades, das referências positivas e dos resultados produzidos.

Com a experiência  de alguém que sempre defendeu a escola pública e a recuperação da qualidade do ensino, através da valorização do magistério e da participação organizada e qualificada dos pais junto aos filhos, posso afirmar: a escola pública faliu e hoje vive das memórias de um tempo que não existe mais.

Quando um(a) professor(a) é agredido(a) e fica por isto mesmo, é preciso concluir que fracassamos como sociedade, como pais e como pessoas. Como poderemos ter uma escola de qualidade se aqueles que detêm formação e capacidade para escolarizar não conseguem sequer ser respeitados por seus alunos. Para ser respeitado, é preciso se dar ao respeito.

Comunismo só não deu certo porque o homem é o lobo do homem

Francisco Bendl

Li, mas não me lembro onde, que os três maiores avanços que a humanidade teve foram com relação a três notáveis homens pensadores e ativos, ao mesmo tempo: Karl Marx, a respeito das relações capital/trabalho; Sigmund Freud, sobre a Psicanálise; e Charles Darwin, com vistas à evolução, cujo termo grego usado à época queria dizer mudança, adaptação.

Já foi dito na TI inúmeras vezes e até por mim, leigo no assunto, que jamais o comunismo daria certo ou o socialismo, em face do ser humano. A vaidade, a ganância, o egoísmo, a busca pela superioridade sobre as demais pessoas, o exercício do poder, tudo isso impediria que movimentos com vistas à coletividade fossem aceitos, porque o homem seria o seu maior inimigo – o lobo do homem, na visão do filósofo inglês Thomas Hobbes.

CONTRIBUIÇÃO – Teoricamente, Marx e Engels contribuíram e muito para que os trabalhadores tivessem algum direito reconhecido pelos patrões, além de terem criticado o modo como o capitalismo seria cruel para a vida humana, explorador e alimentador de desigualdades sociais.

Dito isso, precisamos lembrar que Cuba se tornou comunista por causa dos americanos. Foi comandada pelo corrupto ditador Fulgêncio Batista, que havia transformado a ilha em cabaré da América, além de esconder o dinheiro da máfia dos Estados Unidos em seus bancos, até que o Movimento 26 de julho, liderado por Fidel Castro, destituiu o criminoso em 1959.

Foi uma das maiores importantes revoltas que o mundo conheceu, de um país se livrar do seu ditador mediante as forças do povo, comandado por um líder verdadeiro e autêntico.

SEM ELEIÇÕES – Fidel teria sido um dos maiores exemplos para o mundo se, após dois, três anos, do término da Revolução, ele tivesse instituído eleições e ter devolvido o poder ao povo.

Tendo optado forçosamente pelo lado soviético, porque os americanos lhe negaram apoio, e precisando de ajuda econômica, Fidel teve de seguir o modo soviético de governar, através da ditadura.

Mais: Emprestou o seu território para que Kruschev instalasse seus foguetes a poucos quilômetros dos Estados Unidos, gerando a famosa Crise dos Mísseis, em 1962, que por um triz quase nos levou à Terceira Guerra Mundial, sem previsibilidade de qual seria o desfecho, mas, certamente, o mundo seria riscado pelas bombas atômicas!

AMO E SENHOR – Fidel adorou o poder, os holofotes, a fama conquistada, e foi permanecendo como amo e senhor do país insular.

Seus dissidentes eram mortos fuzilados no “paredón” ou presos para o resto de suas vidas, e assim controlava o povo e o que acontecia na ilha.

Portanto, há quase sessenta anos, dificilmente Cuba irá alterar a sua Constituição, pois as gerações que lutaram a revolução, que dela fizeram parte, praticamente não existem mais, pois a população de hoje se acostumou a viver com as carências que A ditadura lhe impingiu, a ter direitos cerceados, tanto individuais quanto coletivos.

FALSO HERÓI – Fidel foi o herói que se transformou em um criminoso; um homem brilhante, que se deixou apagar por si mesmo; uma personalidade que deveria ser reconhecida e homenageada mundialmente, porém hoje o mundo o conceitua como um personagem maligno, um verdugo para o seu próprio povo.

Sem liberdade, não pode haver democracia nem justiça social.

Na visão de Divaldo Franco, a inveja é um dos mais graves defeitos humanos00

Charge do Cleverton (Arquivo Google)

Divaldo Franco
A Tarde (Salvador)

Entre as imperfeições do caráter humano, descendente direta do egoísmo, destaca-se a inveja, essa dissolvente manifestação da imperfeição moral. Muitas tragédias que ocorrem na sociedade são frutos espúrios do cultivo dessa conduta execranda.

A existência terrestre possui como finalidade psicossociológica, atendendo ao instinto gregário, a preservação da solidariedade, que se firma no auxílio fraternal que deve existir entre todas as pessoas e reciprocamente.

Nada obstante esse impositivo da sobrevivência, grande número de criaturas humanas opta pelo comportamento competitivo, incapazes de rejubilar-se com as conquistas e alegrias do seu próximo na viagem ascensional.

FUGAZ FELICIDADE – Deixando-se magoar pelos próprios insucessos ou atormentadas pela sede de viver em regime de exclusão, somente a si se permitindo usufruir da fugaz felicidade, as pessoas voltam-se com tenacidade contra todos aqueles que lhes parecem ameaçar o triunfo ou odeiam a glória não conseguida.

Apoiando-se na mesquinhez a que se entregam, elaboram verdadeiros programas de perseguição contra os demais, dando lugar a mentiras e calúnias que habilmente elaboram, assacando flechadas contínuas, envenenadas pelos sentimentos inferiores com os quais se comprazem.

Amigos de ontem que se mantinham em fraternidade, ante o destaque de um deles, o outro, ao invés de regozijar-se, intoxica-se de cólera e transforma-se em verdugo gratuito, escondendo-se em argumentos falsos para dar vazão à frustração que o invade.

EVOLUÇÃO MORAL – Todo processo de evolução moral e especialmente espiritual é realizado mediante a superação dos instintos agressivos, das imperfeições mantidas nas experiências primitivas e transatas.

A inveja consegue disfarçar-se e imiscuir-se no comportamento social e humano com habilidade, manifestando-se com expressões falsas, aparentemente ingênuas, quando não explode intempestivamente em combate viral.

O invejoso, sem dúvida, é muito infeliz, porquanto padece emoções perturbadoras, que a ele mesmo prejudica.

BEM COMUM – Por sua vez, o pensamento emitido faz-se portador de uma onda de energia negativa que, muitas vezes alcança aquele contra o qual é dirigido, desde que sintonize mentalmente em faixa vibratória equivalente.

A terapia de excelente qualidade para a vitória contra a inveja é o esforço que se deve oferecer em favor do bem de todos, auxiliando sem vacilação, de modo a contribuir para a felicidade geral.

(Artigo enviado por Isac Mariano)  http://www.divaldofranco.com.br/mensagens.php

O naufrágio do Plamta atinge 300 mil usuários

por:Cláudia Brandão

Em uma última tentativa de acordo, governo e sindicato dos hospitais e clínicas particulares se sentaram à mesa, intermediados pelo Ministério Público do Estado. A situação chegou ao nível do “insustentável”, de acordo com os hospitais, devido ao atraso no pagamento do repasse do Plamta. Sem receber pelos atendimentos feitos, os diretores da rede privada de saúde já anunciaram que vão suspender as atividades com os usuários do plano.

Pior para os servidores públicos, cujo pagamento é descontado mensalmente no contracheque. Ou seja, eles estão pagando regularmente, mas não terão direito ao benefício porque o estado não está repassando o dinheiro recolhido aos hospitais. O sindicato dos hospitais diz que não tem como continuar o atendimento se o governo não pagar dentro do prazo estabelecido n contrato, que é de 60 dias após a apresentação da fatura.

O Estado, por meio do Secretário de Fazenda, Antônio Luís Santos, mandou um recado, avisando que não tem como pagar no prazo por conta da dificuldade financeira que o Piauí está atravessando. As contas estão no vermelho, é fato. Mas é preciso estabelecer prioridades e a saúde é a principal delas. O Piauí teve sua máquina pública inchada e hoje conta com mais de 60 órgãos com status de secretaria. Algumas obras, como construção de estradas, estão pulverizadas em várias secretarias ao mesmo tempo.

Um bom começo é otimizar os serviços, diminuir o número de cargos públicos e apertar o cinto onde não haja prejuízo para a população. Certamente, deixar de pagar compromissos assumidos com a saúde não é um bom caminho. Os quase 300 mil usuários do Plamta em todo o Estado têm  o direito de receber o benefício correspondente ao que pagaram.

Lula e a Seleção ainda vão ficar um bom tempo na caverna. *Por Pádua Marques

 

 

Agora que aqueles meninos lá da Tailândia estão sãos e salvos num hospital melhor que o Dirceu Arcoverde e a Copa da Rússia mandou pra casa com o rabinho entre as pernas a Seleção Brasileira, que bem poderia ser chamada de Vira-latas de Tite, a gente fica imaginando que tem acontecido é coisa neste mundo nessa semana, que dá vontade às vezes de rir e de chorar. Porque de repente o mundo ficou feito morcego dentro de caverna, tudo de cabeça pra baixo.

Todo mundo se emocionou com a história dos doze meninos do Javalis Selvagens, que levados pela peraltice entraram de caverna a dentro e, quando arregalaram os olhos estavam sem poder voltar e com água no meio das canelas. Ali não dava pra chamar mamãe e nem os bombeiros do major Rivelino. Era esperar pra morrer e ninguém podia, como acontece entre meninos quando fazem coisas erradas, uns mangarem dos outros.

A Seleção Brasileira de Futebol saiu daqui cuspindo pra cima e arrotando alto. E pra ela a caverna tem sido é longa e escura depois da fragorosa derrota pra Bélgica. Ainda tem gente que não meteu a cara pra fora com medo das vaias dos vizinhos, sem poder andar pela praça da Graça, passar pela Banca do Louro, pagar o Credishop no Paraíba ou tirar foto à noite na Praça do Amor, ali no Mirante.

Mas a situação da caverna do Lula foi engraçada e de morrer de pena. Lula está naquela caverna lá em Curitiba porque se meteu à frente de uma excursão que tinha o objetivo de fazer uma montanha de coisas erradas por muitos e muitos anos. Foi fazendo e deixando fazer. E o grupo foi entrando de chão adentro e achando graça de tudo quanto era safadeza. Tudo era brincadeira e motivo de achar bonito. Uma asneira atrás da outra.

E olhe que a militância tem é trabalhado pra tirar Lula da caverna. Querem porque querem tirar Lula de qualquer jeito. A última, um desembargador muito do malandro achou de achar que todo mundo é burro. Fez igual a muitos agentes penitenciários e soldados, que por pela gorjeta gorda dos parentes do preso, relaxam na guarda e deixam o cadeado aberto pra o preso escapulir na calada da noite. Depois colocam a culpa na parede da cela.

O desembargador, que agora se sabe ser vértebra da espinha dorsal do Partido dos Trabalhadores, se aproveitando do plantão, acatou dos advogados e de amigos do Lula um pedido de habeas corpus que, se cumprido, deixaria Lula livrinho da silva, a ponto de ainda pegar o metrô, passar na padaria pra tomar uma e assistir ao jogo pela televisão. Não tem uma só pessoa, e não precisa ser especialista em Direito, que não tenha percebido a esperteza do desembargador. Pra os dois casos, ainda não foi desta vez. * Pádua Marques é jornalista e escritor. Membro da Academia Parnaibana de Letras, do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba, Academia de Sete Cidades, Sócio Correspondente da Academia de Artes e Letras de Campo Maior, do Instituto de Artes e Letras de Buriti dos Lopes e do instituto Histórico de Eserantina.

Autodestruição do país continua

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo

Enquanto o Congresso acabava de quebrar mais um pedaço do governo, os candidatos a presidente da República falida discutiam alianças e negociavam minutos de TV para a campanha eleitoral.

Nesta semana, parlamentares do PSDB ao PT, passando pelos ainda mais notórios MDB, DEM e centrão, arrebentaram as contas públicasem mais dezenas de bilhões, entre outros votos infames. 

Os candidatos mais relevantes não apareceram para condenar a ruína extra, não articularam resistência ao esbulho, não se valeram da ocasião para reafirmar programas de mudança.

Nenhuma surpresa maior aí. Quase como de hábito, ainda mais em votações pré-eleitorais, não há debate nacional algum, mesmo entre as elites, dos votos dos partidos e das decisões parlamentares, seus arranjos clientelísticos em grande escala. Tratar dessa rotina destrutiva parece ingenuidade juvenil, tolinha.

Neste momento, porém, a omissão dos ditos presidenciáveis ressalta o irrealismo fantástico e suicida do que restou da conversa política sobre o que fazer dos problemas do país, a começar pelo colapso fiscal iminente (isto é, o governo não ter como pagar as contas básicas a partir de 2019).

Como os candidatos ao governo pretendem administrar a massa falida? Acreditam em mágica ou, no caso de alguns tipos, imaginam que sempre restará o que saquear?

Assim como fizera na temporada pré-férias de 2017, que deu ênfase ao perdão de dívidas de impostos de ruralistas e de tantas outras empresas, o Congresso arrebentou as contas públicas e fez favor a clientes, a casta burocrática e empresários entre eles.

Liberaram reajuste e contratação de servidores. Deram desconto de imposto para fábricas de refrigerante da Zona Franca de Manaus e perdão de dívida para micro e pequenas empresas. Anistiaram crimes e infrações do caminhonaço. Violentaram a ainda infante Lei de Responsabilidade das Estatais a fim de permitir a contratação de dirigentes partidários e seus parentes para a direção de empresas públicas.

Onde está o protesto gritante de Geraldo Alckmin (PSDB) e de Henrique Meirelles (MDB), coroinhas ou pastores do ajuste fiscal? Onde está Rodrigo Maia (DEM), candidato e presidente da Câmara, onde observa déficit e dívida públicos explodir debaixo do seu nariz? O indignado Ciro Gomes (PDT)? Marina Silva (Rede), bom dia?

A esquerda, por sua vez, está entretida em dizer disparates econômicos, pedir a bênção de Lula na cadeia e, no caso do PT, de solapar a candidatura de Ciro Gomes. Quanto ao governo de Michel Temer, está morto, embora sobrevivam as acusações de roubança, como no Ministério do Trabalho ou no INSS.

Quanto ao governo de Michel Temer, está morto, embora sobrevivam as acusações de roubança, como no Ministério do Trabalho ou no INSS.

Um grande movimento de empresários gritou “pênalti” para os pontapés parlamentares? Não. Vários deles estão no Congresso cavando boquinhas, assim como tentaram tirar casquinha do caminhonaço.

Deram então um tiro no pé e enfiaram um sorvete na testa, pois levaram um tabelamento de frete nas fuças.

O que se chama de “elite”, por falta de palavra mais adequada e publicável, se dedica à degradação do país e, no fim das contas, à autodestruição. Que outro nome dar à mazorca da Justiça, no domingo de Lula e no tumulto do Supremo, ao apoio quase geral ao caminhonaço, à depredação parlamentar do Tesouro Nacional nesta semana?

O Brasil e o atraso no desenvolvimento digital

Por: Janguiê Diniz (*)

Há alguns anos, não era possível que o padrão de consumo fosse estimulado junto a uma política de desenvolvimento sustentável. Equilibrar o uso dos recursos naturais com a política de produção era tido por países desenvolvidos como impossível.
 
Quando falamos em indústria 4.0, o Brasil ainda engatinha no uso de tecnologias que unem automação e internet. Os números de uma pesquisa da PricewaterhouseCoopers (PwC) com 2 mil empresários em 26 países revelam a lentidão brasileira para se adaptar à “indústria do futuro”, em que as operações são digitalizadas e a análise de dados é primordial aos negócios.
 
A indústria 4.0 tem sido temida por muitos por ter sido associado à substituição da mão-de-obra humana por robôs, entretanto, sua premissa traz o uso da tecnologia  e chega para tornar a produção mais eficiente e menos agressiva aos recursos naturais. A Indústria 4.0 utiliza-se da união de sistemas físicos e informáticos para analisar um grande volume de dados e possibilitar às máquinas um processo de aprendizagem. Ela é a utilização de uma série de tecnologias, como: robótica, simulação, integração de sistemas, internet das coisas, entre outras.  Nesse sentido, o Brasil está longe do desenvolvimento no contexto da engenharia digital, da gestão integrada da cadeia de fornecimento e dos serviços digitais.
 
Um estudo realizado pela University of Washington divulgou que das 500 maiores empresas existentes, somente 60% vai existir daqui 10 anos. Isso porque elas não vão resistir à era digital e o produto, que hoje é fabricado, ou o serviço, que hoje é oferecido,  não será mais consumido no futuro. Esse movimento de mudança está sendo criado pelas empresas disruptivas, que possuem uma mentalidade diferente da grande maioria.
 
Todas essas empresas apresentam processos tecnológicos que tem seis elementos característicos: vivem na busca da inovação, estão acompanhando a 4ª Revolução Industrial e as tecnologias mais recentes; são completamente voltadas para o digital; são fortes participantes e preocupadas com o ecossistema; são planejadoras exponenciais; são ágeis e são centradas no cliente. 
 
No Brasil, o investimento das  empresas está  bem abaixo do investimento tecnológico da média industrial mundial. Por aqui,  apenas 21% dos empresários afirmam que vão investir cerca  de 6% de seus recursos em inovação tecnológica. Enquanto isso, no mundo, a média é de 43%. A culpa por essa falta de investimento é justificável: todos os entraves já conhecidos pelos brasileiros, seja por falta de infraestrutura, falta de política de inovação, crise ética e econômica ainda sem perspectiva de fim, etc.
 
Comparando com a Alemanha, é possível entender mais claramente nosso atraso. Por lá, o conceito de Indústria 4.0 surgiu em 2011 e, na indústria automobilística, por exemplo, 80% das empresas usam inteligência artificial, automação e robótica, as chamadas máquinas inteligentes, que se autoalimentam. O investimento na educação para a criação de mão-de-obra especializada para acompanhar essa revolução também foi considerada essencial.
 
Somente uma em cada dez empresas brasileiras investe em  inovação com operações digitais. A quarta revolução industrial é uma solução, não só  para se destacar em meio a um cenário de crise, mas para sobreviver. É preciso melhorar a eficiência para fazer mais consumindo menos.
(*) Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

Com medo de ter sua vida devassada, Magno Malta deixou Bolsonaro sozinho

Depois de O Globo revelar nesta quarta-feira que o senador Magno Malta (PR-ES) havia decidido não aceitar ser vice de Jair Bolsonaro, o próprio pré-candidato do PSL foi pessoalmente até o gabinete do parlamentar capixaba no Senado para cobrar explicações. “Eu vou conversar com ele agora. Por enquanto, não estou sabendo de nada” – disse Bolsonaro.

A decisão de Magno Malta de não integrar a chapa do ex-capitão do Exército e optar pela reeleição foi confirmada na manhã desta quarta pela assessoria do senador do PR. A decisão, segundo o gabinete do parlamentar, foi antecipada em entrevista ao Diário do Nordeste, na segunda-feira, durante evento na Assembleia Legislativa do Ceará, quando Malta afirmou que é “importante no Senado” e que Bolsonaro será presidente “com qualquer outro vice”.

ESCRACHADO – “Por que o vice de Bolsonaro é essa insistência que a imprensa nacional quer? Tem alguma coisa por trás disso. É o cara botar o pescoço de fora e começar a ser escrachado antes da hora? O que tenho perguntado é o seguinte: será que para a sociedade, para as famílias, a minha luta em defesa das crianças, será que vale a pena eu ficar calado? Digo para ele (Bolsonaro): vocé é presidente sem mim, com qualquer outro vice. Tenho que avaliar é a minha importância, e, na minha cabeça, sou importante é no Senado”, disse Malta, segundo o Diário do Nordeste.

Ao tentar cobrar informações de Magno Malta, Bolsonaro foi informado pela atendente do gabinete que o senador não estava no local. O deputado do PSL disse que o senador havia prometido lhe dar a palavra final no dia 15 de julho. Visivelmente descontente, ele tratou de diminuir a decisão de Malta dizendo que não tinha “problema nenhum” na desistência.

SEM PROBLEMA – Ele não tinha nenhum compromisso de ser. A bola estava com ele. Pode ser que não venha. Não tem problema nenhum – disse Bolsonaro ao Globo, às 14h40 desta quarta-feira, antes de sair mais uma vez pelos corredores do Senado atrás de Magno Malta.

“Nós nunca podemos ser surpreendidos. Ele pode ter tomado a decisão. Hoje de manhã eu desliguei o telefone. Talvez antes de dar essa informação (de desistência), ele tenha tentado falar comigo” – disse Bolsonaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ficou claro que Malta tomou a decisão vários dias atrás e não comunicou a Bolsonaro, uma tremenda deslealdade. Conforme já noticiamos aqui na Tribuna, Magno Malto tinha medo de ter sua vida devassada pelos adversários de Bolsonaro. Além disso, tem dúvidas de que o candidato do PSL realmente ganhe o segundo turno. (C.N.).

Patrick Camporez – O Globo

Crise do Poder Judiciário representa um risco real ao regime democrático

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

José Casado
O Globo

Chegou-se ao extremo da excentricidade. Leis e normas não faltam, há cerca de seis milhões em vigor balizando a conduta de cada brasileiro. Porém, já não existe segurança jurídica. A decisão do juiz Rogério Favreto, no plantão dominical no tribunal federal de Porto Alegre, desnudou uma crise no Judiciário brasileiro.

Ela apresenta um risco real ao regime democrático. Entre outras razões porque liquefaz a confiabilidade no funcionamento do sistema judicial, cuja credibilidade já estava corroída por um histórico de confusões éticas combinado a um alto e ainda obscuro custo operacional, com baixo rendimento para a sociedade.

SEM LIMITES – O confronto aberto no tribunal federal de Porto Alegre extrapola os limites do Judiciário, que, até hoje, se mostra incapaz de se autorregular sobre a participação de juízes em casos nos quais tenham interesse direto. Justiça “impessoal” é o que prescreve a Constituição, mas ontem a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, sentiu-se obrigada a divulgar nota relembrando esse princípio da ética judicial.

Espelhando-se em procedimentos agora rotineiros no Supremo, onde a palavra final e colegiada perdeu validade para a decisão intermediária, liminar e solitária, Favreto produziu um despacho dominical com duplo sentido.

Moveu-se, primeiro, pelo resgaste de um político que cumpre sentença de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, já confirmada em três instâncias judiciais superiores.

CANDIDATURA – Favreto atropelou todo mundo — nas varas criminais, no tribunal federal, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. Ao mesmo tempo, reabilitou um antigo companheiro de duas décadas de militância no Partido dos Trabalhadores para a disputa pela Presidência da República. Aceitou o argumento de que Lula é o “principal pré-candidato ao próximo pleito eleitoral”.

Teve o seu ato cassado pela cúpula do tribunal no início da noite. Lula continua a cumprir sua sentença, com a propaganda da sua candidatura virtual revigorada com auxílio do antigo companheiro de partido.

SEQUELAS CORROSIVAS – O tratamento privilegiado permitido em seu caso demonstra que o Brasil ainda é um país onde alguns são mais iguais do que outros. Atrás das grades permanecem outros 221 mil homens e mulheres (34% do total). A diferença é que são “presos provisórios”, sem julgamento, sem sentença. Sobre eles, durante o último ano, não se viu uma única iniciativa emergencial de juízes. Nem se ouviu uma só palavra de solidariedade do PT de Lula ou de qualquer outro partido político.

O efeito Favreto deixa sequelas visíveis e corrosivas para todos. Sobretudo para o Poder Judiciário, cada dia mais exposto como fonte de insegurança e de instabilidade institucional.

Obras malfeitas

Por: Arimatéia Azevedo

Alguém perguntou a um secretário de Estado se seria de sua pasta a obra de asfalto esfarelado, recentemente inaugurada com pompa e circunstância pelo governador Wellington Dias, em São Raimundo Nonato. Pronta resposta do zeloso gestor: “se fosse de nossa secretaria, primeiro eu daria um tapa no responsável por este setor, segundo, o demitiria e, por fim, evitaria que a rodovia fosse inaugurada para evitar constrangimento ao meu chefe”. Auxiliar desse naipe, parece ser difícil de ser encontrado na atual gestão, porque, a impressão que se tirou desse fato foi que o pessoal do setor de engenharia da Secretaria de Transportes, bem como seu secretário, ficaram míopes para a péssima qualidade do serviço, que custou mais de R$ 2 milhões aos cofres públicos, como deixaram o chefe do governo e seus convidados metidos num baita constrangimento. Não demorou horas da inauguração de uma estrada asfaltada em São Raimundo Nonato para que a pouca vergonha viralizasse nas redes sociais, expondo um problema sério: de que tem gente na gestão pouco se importando com os resultados, com o uso do dinheiro do contribuinte que lhes paga os salários e muito menos com a imagem do próprio chefe. Além da espessura do asfalto ser questionável, a mão de obra mostra-se emporcalhada, ainda que a construtora responsável tenha emitido nota à coluna dizendo que “o pavimento se trata de um TSD (Tratamento Superficial Duplo) e que demanda um tempo de cura para varrer e tirar os excessos”. Esses excessos citados devem ser tão-somente excessos de descuidos. Acredita-se que se houvesse uma pronta resposta, principalmente para a opinião pública ficar informada, da parte dos órgãos de fiscalização e controle, casos desse tipo não ocorreriam.

Wellington Dias limpa a área

Por: Zózimo Tavares

O governador Wellington Dias avança em seu projeto de engenharia política para as eleições de 2018. Ele começou a limpar a área para montar a chapa majoritária.

Primeiro, manteve no banco de reservas o PTB, que andou sonhando em indicar a deputada Janaína Marques para a vaga de candidato a vice. O governador deixou claro que o partido só tinha cacife para bancar tal reivindicação se o nome indicado fosse o do ex-senador João Vicente Claudino. Este, por sua vez, preferiu manter a distância regulamentar do governo.

Margarete sobra

No lance seguinte, Wellington Dias tirou de campo o Progressistas, hoje o seu principal e mais importante aliado. A vice-governadora Margarete Coelho foi comunicada que não havia espaço para ela ser candidata à reeleição.

O argumento usado, segundo ela, foi o de que cada partido só teria direito a indicar um candidato na chapa majoritária. O Progressistas fez a opção, naturalmente, pelo nome de seu presidente nacional, senador Ciro Nogueira, candidato à reeleição.

Banho-maria

Era de se esperar que, na jogada seguinte, Wellington confirmasse a vaga de vice para o MDB, que a reivindica desde que entrou no governo. O governador, porém, está cozinhando o galo. E em fogo brando.

Ele não veta o nome do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, como seu companheiro de chapa, mas não move uma palha para sacramentá-lo.

Pelo contrário, agora o governador dá uma bicuda na bola, ao chamar para o centro do campo o presidente regional do MDB, deputado federal Marcelo Castro, incluindo o nome dele na relação dos pré-candidatos a senador. Se essa ideia vingar, o MDB perde a vaga de vice.

Carta na manga

Essa movimentação do governador dá a entender que ele tem outro nome na cartola para a vice, mas o mantém a sete chaves. Há quem enxergue, no entanto, a senadora Regina Sousa como a preferida dele para essa posição.

Para tanto, ele teria que quebrar a regra criada por ele mesmo de um candidato para cada partido na chapa majoritária. Não seria um problema intransponível. Entre os aliados, a fidelidade ao governador é tanta que eles são capazes até de engolir gol contra e sair para o abraço, comemorando.

Fachin bateu palma para defesa de Lula dançar

Por: Josias de Souza

A defesa de Lula não dá sorte com magistrados paranaenses. Em Curitiba, esbarrou no estilo sanguíneo de Sergio Moro. Em Brasília, topou com o método cirúrgico de Edson Fachin. Aplicou contra Fachin a mesma tática de guerrilha judicial empregada contra Moro. Consiste num excesso de litigância que beira a má-fé. Tratado como magistrado que cerceia advogados, Fachin passou menos recibo do que Moro. E marcou dois gols em menos de uma semana. Num, expôs a fragilidade da defesa do principal preso da Lava Jato. Noutro, manteve Lula na tranca pelo menos até agosto.

Para azar de Lula, Fachin é uma discreta criatura. Sem vida social, costuma levar trabalho para casa. Aplicado, esteve sempre um lance na frente dos doutores. Desarmou a primeira jogada ao farejar o surto libertário que tomou conta da Segunda Turma do Supremo, a qual integra na condição de minoritário crônico.

Com antecedência premonitória, Fachin retirou o recurso de Lula da pauta de uma sessão avassaladora. Nela, a trinca Toffoli-Gilmar-Lewandowski anulou provas contra um petista (Paulo Bernardo), suspendeu ação penal contra um tucano (Fernando Capez), manteve solto um lobista ligado ao MDB (Milton Lyra) e abriu duas celas: a do petista José Dirceu e a do ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu.

Antecipando-se a um pedido da defesa para a recolocação do “Lula livre” na agenda da segundona, Fachin enviou a encrenca para o plenário da Corte. Com um movimento de caneta, tirou da jogada Toffoli, Gilmar e Lewandowski. E deixou zonza a defesa. Quando os doutores protocolaram uma reclamação requerendo a troca de relator, o sorteio foi feito no plenário geral, não no Jardim do Éden da Segunda Turma.

Por obra e graça dos deuses do acaso, o sorteio enviou a reclamação da defesa para a mesa de Alexandre de Moraes, que chegou ao Supremo por indicação de Michel Temer. Os doutores alegavam que Fachin violara o princípio do juiz natural ao retirar o recurso de Lula da Segunda Turma. E Moraes: ”Inexistiu qualquer violação ao princípio do juiz natural, pois a competência constitucional é desta Suprema Corte, que tanto atua por meio de decisões individuais de seus membros, como por atos colegiados de suas turmas ou de seu órgão máximo, o plenário.”

A reclamação desceu ao arquivo sem que Moraes precisasse decidir sobre o pedido de liminar para que Lula fosse libertado imediatamente. Esse assunto volta à alçada de Fachin. Com um detalhe: o relator da Lava Jato cuidou de iluminar uma dobra do recurso que a defesa preferia manter invisível.

Está em jogo, além da libertação do preso, sua inelegibilidade, realçou Fachin no ofício em que encaminhou a matéria ao plenário. Os advogados tentam desconversar. Renegando a própria petição, alegam que nunca trataram de questões eleitorais, que jamais pretenderam nada além de libertar Lula. O feitiço da defesa acabou enfeitiçado. Raras vezes assistiu-se a tão poucos doutores fazendo tanta besteira em tão pouco tempo.

Sem vocação para o papel de bobo, Fachin pediu explicação sobre as segundas intenções eleitorais da defesa. No mais, afora o risco de uma bala perdida disparada por um dos libertadores do Supremo —disparo que nem Gilmar Mendesparece disposto a dar— Lula permanecerá preso pelo menos até que Cármen Lúcia decida pautar o julgamento do recurso no plenário. Algo que não ocorrerá antes de agosto. Com método, Fachin passou a última semana antes do recesso de julho batendo palma para a defesa de Lula dançar.

Minas terá uma campanha divertida, com participação especial de Dilma Rousseff

Com criatividade, Dilma é sempre um show à parte

Jonathas Cotrim
Estadão

A presidente cassada Dilma Rousseff (PT) confirmou nesta quinta-feira, 28, que irá se candidatar ao Senado por Minas Gerais nas eleições 2018. Essa foi a primeira vez que petista falou como pré-candidata desde que transferiu, em abril, o domicílio eleitoral para o Estado onde nasceu.

“Eu não vou me furtar a participar de uma luta que eu julgava que não mais iria ter uma participação ativa, do ponto de vista eleitoral”, disse a petista, argumentando que a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, teve bastante peso na decisão. 

PRÉ-CAMPANHA – Dilma se reuniu no começo da noite com a bancada estadual e federal do PT, além de outras lideranças do partido, incluindo o governador Fernando Pimentel (PT). A conversa foi fechada para a imprensa, mas a presidente do diretório estadual do partido, Cida de Jesus, afirmou que foram discutidos os primeiros passos da pré-campanha. Na próxima semana, a legenda deve começar a organizar a agenda e as propostas que serão apresentadas pela ex-presidente.

Sobre as críticas que recebeu de adversários pelo fato de não morar em Minas, Dilma disse que não saiu de seu Estado natal porque quis. “Podem falar o que quiserem, eu nasci aqui. Eu não saí daqui porque quis. Saí porque fui perseguida pela ditadura militar”, afirmou, justificando que Minas Gerais seria palco de um novo enfrentamento “entre dois projetos de governo”.  

AJUDAR PIMENTEL – O deputado federal Durval Ângelo (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa, acredita que a disputa eleitoral em Minas Gerais será nacionalizada e que a presença de Dilma Rousseff no cenário poderá ajudar a candidatura à reeleição do governador Fernando Pimentel.

“A presença dela vai trazer a questão do golpe e da violação de princípios democráticos. O candidato que quiser centrar na crise do Estado, que é uma crise generalizada em todos os Estados, vai perder o bonde da história”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Pelo menos os mineiros vão ter uma campanha eleitoral divertida. Ver Dilma em ação, fazendo aqueles improvisos fabulosos, é sempre garantia de humor e criatividade. Como diziam os romanos, o povo precisa de pão e circo. (C.N.)

Em busca do voto feminino, Ciro quer reverter sua imagem de machista

Patricia Pillar vai gravar mensagem de apoio 

Gustavo Uribe
Folha

Em esforço para melhorar seu desempenho eleitoral junto às mulheres, o pré-candidato do PDT à sucessão presidencial, Ciro Gomes, adotará estratégia para tentar desconstruir crítica de que seja machista. A ideia da equipe de campanha é de se antecipar a prováveis ataques de adversários, criando uma espécie de vacina eleitoral a declaração feita pelo presidenciável na disputa eleitoral de 2002.

Na época, perguntado pela imprensa, o então candidato respondeu que um dos papéis na sucessão ao Palácio do Planalto de sua então mulher, a atriz Patrícia Pillar, era dormir com ele.

VIRÁ À TONA – “O episódio com certeza virá à tona porque são poucos os elementos críticos que os candidatos adversários têm contra ele”, disse Miguelina Vecchio, presidente da Ação da Mulher Trabalhista, movimento de mulheres do PDT.

Para tentar reverter a imagem negativa, o presidenciável já disse que a declaração foi talvez “o maior erro” que cometeu na vida. Ele tem lembrado que nomeou mulheres para cargos de destaque e fez questão de lançar sua pré-candidatura no Dia Internacional da Mulher.

O desempenho eleitoral dele junto às eleitoras, contudo, continua fraco. A última pesquisa Datafolha mostrou que, na maior parte dos cenários de primeiro turno, a expectativa de voto das mulheres é quatro pontos percentuais inferior à de homens.

PONTO FRACO – Em esforço para superar o ponto fraco, a equipe de campanha pretende criar um capítulo no programa de governo para políticas de igualdade de gênero e gravar depoimentos com as ex-mulheres do presidenciável: Patrícia Pillar e a ex-senadora Patrícia Saboya.

O coordenador da campanha eleitoral e irmão do presidenciável, Cid Gomes, disse que buscará ambas. “As duas falam muito bem dele e dizem que ele não tem nada de machista. Ele é um homem de mentalidade moderna e de respeito às mulheres”, disse.

Em entrevista recente, Pillar saiu em defesa de Ciro. Ela disse que ele nunca foi machista e não há “a menor chance” de o seu voto neste ano não ser dele.

ESTILO DURO – A avaliação interna é de que um depoimento televisivo da atriz poderá minimizar o impacto do episódio e suavizar a imagem de Ciro. O estilo duro dele é apontado também pela equipe de campanha como uma das causas da resistência das eleitoras.

Além de acenar com a possibilidade de que metade da equipe ministerial seja formada por mulheres, o programa de governo deve propor políticas de combate à violência doméstica e de compensação pela diferença salarial entre homens e mulheres.

“Se forem abertas vagas de trabalho, por exemplo, é possível contratar aquelas que chefiam famílias, melhorando o ingresso e buscando equidade”, disse Miguelina Vecchio.

OLHAR FEMININO – Na avaliação dela, se a campanha do pedetista não tiver um olhar para as questões femininas, ele não ganhará a disputa eleitoral. “Até porque ele está pior exatamente nas mulheres de baixa renda”, afirmou.

No início de julho, o presidenciável discutirá propostas para as mulheres em um encontro com quadros femininos do partido. A equipe de campanha discute também colocar depoimentos de eleitoras de todo o país no horário eleitoral gratuito.

Além das mulheres, Ciro tem apresentado um desempenho mais fraco junto a eleitores jovens, com idade inferior a 25 anos. Para superar a barreira eleitoral, está sendo discutido um encontro dele com influenciadores digitais. A intenção é entrar em contato com celebridades famosas entre o público jovem para que elas façam referência nas redes sociais. Na lista, estão, por exemplo, o cantor Wesley Safadão e o comediante Whindersson Nunes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Outro candidato que sofre restrições das mulheres é Jair Bolsonaro. Ele e Ciro Gomes têm uma característica comum: ambos são autocarburantes. A qualquer momento eles podem abrir a boca, falar uma bobagem e pegar fogo sozinhos. (C.N.)

Paixão pelo futebol é similar ao amor romântico, afirmam cientistas

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Coimbra, em Portugal, provou o que boa parte dos fãs de futebol já suspeitava: a paixão despertada pelo esporte é similar ao sentimento de uma pessoa que vive um amor romântico. Após três anos de pesquisa, os cientistas Catarina Duarte, Miguel Castelo-Branco e Ricardo Cayolla comprovaram que os circuitos cerebrais que são ativados nos torcedores de futebol são os mesmos que nas pessoas apaixonadas, segundo comunicado divulgado pela universidade portuguesa.Castelo-Branco disse à Agência Efe nesta segunda-feira que, diante de situações de emoções positivas, como um gol, uma boa jogada ou um bom resultado, são ativadas regiões similares do cérebro – o córtex frontal – onde é liberada a dopamina, que dá uma sensação de recompensa.

No estudo, publicado recentemente na “SCAN”, uma das revistas de neurociências mais prestigiadas do mundo, os cientistas portugueses trabalharam com duas mulheres e 54 homens de entre 21 e 60 anos, a maioria torcedores do Porto e do Académica. “Pudemos comprovar que os sistemas neuronais que são ativados são muito semelhantes ao do amor romântico”, destacou Castelo-Branco. Inclusive, ainda de acordo com o pesquisador, a amídala cerebral, que regula as emoções, é ativada mais vezes nos torcedores que nas pessoas que vivem o amor romântico ou de casal.

“A paixão tende a prevalecer sobre os conteúdos mais negativos como, por exemplo, a derrota contra um rival, já que as experiências menos desejadas tendem a ser suprimidas da memória emocional”, explicou. O estudo sobre pessoas que praticam o que, em teoria, é um amor trivial, em grupo, será implementada nos próximos dois anos com uma nova pesquisa. Nesse segundo passo, será medido o grau de paixão, para ver como essa forma de amor compete com o romântico. “Submeteremos os torcedores de futebol a dilemas em que, por exemplo, terão de escolher entre ir apenas a jogos de futebol ou ir com o namorado ou namorada para ver um filme no cinema”, revelou Castelo-Branco. O cientista salientou que, assim como no amor romântico, a paixão pelo futebol pode se tornar uma obsessão e prejudicar o comportamento racional, passando ao grau de fanatismo.

Fonte: Revista Exame