Agosto de tempestade

W. Dias: Liso e manso

Por: Arimatéia Azevedo

A união de vários partidos que se juntaram no entorno do governo Wellington Dias parece que procurou utilizar a sombra do poder para apenas sustentar (ou aumentar) os próprios espaços, passando a desconfiança de que  nesta reta final, quando se avizinha a eleição, cada um pode procurar seguir o seu rumo. Pior, alguns desses pretensos aliados encontram-se ainda abrigados no governo, mas sem qualquer voz de comando que possa uni-los na mesma causa.

Wellington Dias, no seu jeito macio, manhoso, liso, tem tentado. Mas o que se tem, de fato, é uma colcha de retalhos, absolutamente esfacelada, a partir da própria decisão da montagem da chapa majoritária. O PT assiste de camarote a guerra quase aberta entre Marcelo Castro e Ciro Nogueira. Aliás, segmentos ainda rançosos com o ‘golpe’ de que acusam Ciro, contra Dilma, não só deixarão de votar, como incentivam o voto a outros candidatos ao Senado. Todos fingem não saber, mas o velho MDB cansado de guerra,  dividiu-se em três partes: a que vai seguir com Wellington Dias e Marcelo Castro (a menor delas); outra que vai acompanhar Luciano Nunes, e uma terceira parcela que seguirá Dr. Pessoa, unindo-se a outros partidos, e indicando o vice e os senadores. João Henrique e Themistocles Filho podem não dizer publicamente, mas não estarão na campanha de Wellington/Marcelo. Daí o risco, porque esses dois são raposas espertas e têm cacife.

Diz-se que Themistocles tem atrás de si um batalhão capaz de provocar uma reviravolta no pleito, porque sabe movimentar a campanha, redirecionar aliados, e fazer aparecer os votos nas urnas. Nesse jogo de interesses e vaidades, não se sabe se Wellington continua enganando os aliados, ou se vai ser enganado por eles. Isto é, o período de tempestades no seio do governo parece que começa neste mês de agosto.

Bem alimentado, Lula terceirizou greve de fome

Por: Josias de Souza

Seis militantes de movimentos sociais iniciam nesta terça-feira, em Brasília, uma greve de fome pela libertação de Lula. Comandante do ”exército do MST”, João Pedro Stédile declarou que o tempo de duração da greve será determinado  pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal.

“Ela foi indicada para respeitar a Constituição”, disse Stédile, ao lado dos companheiros que prometem fechar a boca. “Tem dois recursos aguardando julgamento-uma ADC do PCdoB, que consulta se uma pessoa pode ser presa antes do julgamento de todos os recursos; e um outro recurso da OAB, sobre validade da presunção de inocência até o julgamento da última instância. Basta colocar os recursos em plenário para acabar com a greve”.

Em português claro, deseja-se pressionar o Supremo para rever a regra que autorizou o encarceramento de condenados em segunda instância. A questão já foi apreciada pelos ministros da Suprema Corte quatro vezes desde 2016. Na votação mais recente, produziu-se um placar de 6 votos a 5 contra a concessão de um habeas corpus que impediria a prisão de Lula.

Ironicamente, os devotos do líder petista fazem por Lula um sacrifício que ele se abstém de fazer de fazer por si mesmo. Lula desenvolveu uma ojeriza por greves de fome. Em fevereiro de 2010, ainda na pele de presidente, o agora presidiário realizou uma viagem oficial a Cuba. Desembarcou em Havana no dia da morte do dissidente cubano Orlando Zapata Tamoyo, que ficara sem comer por 85 dias.

Instado a comentar a privação alimentar do preso político cubano, Lula declarou: “Lamento profundamente que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome. Eu, depois da minha experiência de greve de fome, pelo amor de Deus, ninguém que queira fazer protesto peça para eu fazer greve de fome que eu não farei mais”.

Na época, o repórter Elio Gaspari rememorou a “experiência” de Lula: “Em 1980, quando penou 31 dias de cadeia que ajudaram-no a embolsar pelo Bolsa Ditadura um capital capaz de gerar mais de R$ 1 milhão, Lula fez quatro dias de greve de fome. Apanhado escondendo guloseimas, reclamou: ‘Como esse cara é xiita! O que é que tem guardarmos duas balinhas, companheiro?’.

” Em março de 2010, já de volta ao Brasil, Lula adicionou ao comentário infeliz que que fizera em Havana uma pitada de escárnio. Em defesa da soberania cubana, o então presidente petista comparou os presos políticos da ditadura dos irmãos Castro com os bandidos comuns esquecidos no interior do sistema carcerário de São Paulo.

Quer dizer: considerando-se os critérios de Lula, condenado a 12 anos e um mês de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro, os militantes que se dispõem a deixar de inserir alimentos por sua libertação deveriam respeitar a “determinação da Justiça” brasileira. Sucede, porém, o oposto.

Bem alimentado, Lula patrocina o surgimento de mais uma excentricidade eleitoral. Depois da candidatura presidencial cenográfica de um ficha-suja, depois da campanha presidencial por correspondência, Lula conduz desde a cela especial de Curitiba um inusitado processo de terceirização de greve de fome.

Novos municípios? Melhor não

Por:Arimatéia Azevedo

Entre as pautas-bomba no Congresso, uma pode abrir a porteira para a criação de mais 300 municípios no país. Um desserviço ao país, porque isso ampliaria os gastos públicos em um momento que a boa governança recomenda é o rigor e a disciplina fiscais como regra de ouro. Seria mais produtivo para o país atuar em favor da redução e não da expansão do número de municípios. Fundir pequenos municípios pode e deve ser considerado como medida de austeridade fiscal. Vejamos: hoje a imensa maioria dessas cidades vive às expensas dos repasses federais. A regra de distribuição da principal fonte de recursos, o FPM, divide as cidades em faixas. A inicial é 0,6 – com até 10 mil habitantes. Ora, isso cria uma distorção em face do festival de municípios criados entre 1989 e 2001 (1.181 cidades novas), porque uma cidade que tenha 9.999 moradores receberá o mesmo valor que outra com menos de dois mil residentes – o que é o caso algumas cidades do Piauí. Isso significa que a transferência per capita de recursos não é a mesma, o que estabelece uma equação de difícil solução, porque uma cidade com mais habitantes terá que prestar serviços para mais pessoas com menos dinheiro que outra na mesma faixa de recebimento do FPM. Assim, parece adequado ao menos discutir a fusão de municípios menores para reduzir os custos administrativos e ampliar as receitas que atenderão diretamente aos moradores. Não há razões para tantas cidades, com seus custos administrativos elevados e retorno duvidoso dos gastos com serviços públicos.

Século XXI: Os desafios do jornalismo e a falta do simancol

A ASCOMPAR (Associação dos Comunicadores Sociais de Parnaíba) reuniu na manhã deste sábado (28), seus membros que compõem a mesa diretora, para discutir e elaborar as atividades referentes à semana da imprensa que acontecerá em setembro.

Entre os pontos discutidos e aprovados uma programação deverá ser divulgada oficialmente nos próximos dias. Mas em particular, também se discutiu a importância do jornalismo ser praticado sem nenhum tipo de barreiras, na cidade mais importante do estado do Piauí depois da capital.

Essa observação, eu fiz para destacar que o verdadeiro jornalismo praticado pelos membros da ASCOMPAR não pode recuar um milímetro, daquilo que já avançou, sobretudo, com todo o entusiasmo do jornalista Bernardo Silva, atual presidente.

O que mais os jornalistas que trabalham com opinião, investigações e cotidiano sentiam falta, era de uma proposta como a que foi apresentada pelo Bernardo Silva, que a partir de agora, deixa os profissionais mais seguros daquilo que fazem.

Uma entidade que vai brigar pelo direito do livre jornalismo, da liberdade de expressão, e de buscar na justiça, a garantia das prerrogativas que o verdadeiro profissional da imprensa precisa contar.

Só para ter uma ideia, ainda é possível ver em Parnaíba o comportamento arcaico de pessoas públicas, que no “alto de seu poder” passageiro, acreditam poder usar da censura contra a imprensa livre. 

Ora, há uma condicional bem aí nessa história, pessoas públicas, naturalmente estão sujeitas ao ingressarem nesse caminho à elogios, como também estão sujeitas à criticas. Mas nem todo mundo que está na vida pública, possui maturidade suficiente para discernir uma coisa da outra.

Por exemplo, o sujeito adora ser elogiado por aquilo que é nada mais do que seu ofício, ou seja, sua obrigação. Mas detesta receber uma crítica, logo não sabem lidar com o contraditório. Em alguns casos, ficam “paridos” pelos ouvidos ao darem créditos para “puxa sacos” em sua volta.

Um ditado popular é bem categórico, quando questiona: “Pode um cego guiar o outro?”. Assim são homens e mulheres que estão na vida pública que precisam fazer essa pergunta a si mesmos. Sob pena, de não agora, mas lá na frente pagarem um preço alto, como já tivemos vários exemplos.

No que depender de mim, já que estou abordando esse assunto, lutarei de maneira incansável para garantir a força do novo jornalismo que nasceu em Parnaíba, e que já abriu os olhos dessa sociedade em diversas ocasiões. Não é nenhuma ameaça aos “lunáticos” que misturam letras com outras atividades profissionais, as vezes nem são autores do que publicam (depois eu conto essa história), mas é uma certeza que eu estou dando, sobre aquilo que defendo ser justo.

É preciso ampliar a sensibilidade de muita gente ainda, pessoas que precisam entender de uma forma ou de outra, que não se faz mais nada nesse mundo, sem uma comunicação verdadeira, formada por profissionais que dedicam suas vidas em busca da transparência dos fatos.

A semana da imprensa vai começar em setembro, mas a nossa luta não vai ficar apenas em uma mesa de reuniões, pelo contrário, caminharemos até onde for necessário para provar que a censura não vai vencer toda uma cidade.

Por: Tiago Mendes

À sombra do passado, a esquerda tenta ressuscitar os showmícios

Charge do Sinovaldo (Jornal VS)

José Casado
O Globo

Três partidos foram ao Supremo Tribunal Federal pedir música na campanha eleitoral. “Não é apenas entretenimento” — argumentam PT, PSOL e PSB na ação (ADI 5970) —, “mas um legítimo e importante instrumento para manifestações de teor político”.

Desejam voltar à era dos showmícios, quando candidatos atraíam o público às praças com a magia musical e, nos intervalos, vendiam alegres utopias, logo desmentidas pela realidade. Quem mais abusou do artifício foi Fernando Collor, na campanha em que derrotou Lula 29 anos atrás.

IMPOTÊNCIA – Na essência, esse bloco partidário que se autodenomina de esquerda protocolou no Supremo uma confissão de impotência para renovar seu projeto, lideranças, meios de se comunicar e a própria mensagem.

O refúgio no túnel do tempo ajuda a dissimular a incapacidade de entender as ansiedades do eleitorado, que não vê uma cisão entre “trabalhadores” e “burguesia”, mas enxerga com nitidez um confronto entre Estado e cidadãos, entre a sociedade e seus governantes — como demonstram pesquisas do PT na periferia de São Paulo.

Em Pernambuco tem-se outro exemplo dessa fuga nostálgica. Partidos e candidatos se transformaram em reféns de dois personagens — um mito e um encarcerado.

ARRAES, ETERNO – Morto há 13 anos, o ex-governador Miguel Arraes paira sobre a cena estadual em que se tornou mítico, depois de dominá-la por mais de cinco décadas. Dois dos três candidatos ao governo estadual disputam sua memória nessa eleição.

De um lado está Paulo Câmara, governador em busca da reeleição pelo PSB. Burocrata do Tribunal de Contas, foi ungido por Eduardo Campos, neto de Arraes, quando deixou o governo em 2014 para se candidatar à Presidência da República (Campos morreu num acidente aéreo).

Na oposição está Marília, 34 anos, neta de Arraes. Vereadora no Recife, rompeu com os primos do PSB e migrou com o sobrenome para o PT. É candidata ao governo contra a vontade da burocracia petista, que deseja sua renúncia. Motivo: uma aliança com o PSB aumentaria em 51% o tempo de propaganda eleitoral do PT (de 171 para 258 minutos).

IMPASSE – Paulo e Marília também cultuam Lula, pernambucano do agreste, há mais de cem dias cumprindo pena em Curitiba por corrupção e lavagem de dinheiro. Ao ritual juntou-se um terceiro candidato a governador, Armando Monteiro (PTB), cuja origem remonta às usinas de açúcar e ao sistema financeiro.

À sombra do mito e do cárcere criou-se um impasse entre o PSB dos Arraes e o PT de Lula. Derivou na imobilização de quatro partidos (PCdoB, PDT, Pros e Rede). No fim de semana, o PT adiou suas convenções no Amazonas, Amapá, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Tocantins e Rondônia.

ABSTRAÇÕES – Outros candidatos também preferem o gueto da ilusão e da saudade. Jair Bolsonaro (PSL) transformou sua campanha presidencial em homenagem à tortura e à matança dos adversários, na efusão de sangue patrocinada pela ditadura militar. É o mesmo regime que o julgou por traição à farda, acusando-o como autor de um plano para explodir quartéis no Rio dos anos 80.

Embriagados de nostalgia, eles se abstraem do debate de alternativas reais às agruras do presente compartilhado por 175 milhões de dependentes da combalida rede pública de saúde, e por 13,5 milhões de desempregados que perambulam no inverno das maiores cidades.

Os caminhos do MDB

Por:Arimateia Azevedo

O deputado João Madison que se tornou uma espécie de porta-voz oficial do presidente da Assembléia Legislativa do Piauí, tem espalhado aos quatro cantos que o MDB ainda não decidiu qual caminho vai tomar nas eleições de outubro, o que significa dizer que o partido pode ficar onde está, ou se aliar a  algum dos oponentes de Wellington Dias. Trocando em miúdos, pode-se imaginar que Themístocles Filho ainda não decidiu  o que e como cobrar por não ter sido escolhido o vice, ou ter sido deixado para trás, já que Marcelo Castro pode ser indicado para a disputa de uma das vagas para o Senado. Magoado (com razão) pela escolha de Wellington ter caído em Regina Souza, Themistocles deixa até mesmo escapar que pode não votar em Castro, ou, até mesmo bater chapa na convenção, e que poderia liderar uma coligação diversa da chapa governista. Nessa hipótese, ressurge o vice-presidente João Henrique Souza, que tentou o voo solo da candidatura própria do partido até meados de abril, quando jogou a toalha, e passou a admitir a coligação com o governo. Mas a posição de João Henrique pode também ter parte (ou ouvidos) com o ex-governador Zé Filho, que hoje está no PSDB, de Luciano Nunes. O certo é que o MDB pode estar dividido entre três partes: a que apoia a decisão do governador, e quer Marcelo Castro no Senado; a que deseja levar o MDB para Luciano Nunes; e um grupo que diz querer apoiar o deputado Dr. Pessoa, do Solidariedade. O grande problema é que o MDB não procurou alternativas para a hipótese de não obter o cargo pretendido no governo que não fosse a vaga de vice. Diz-se que a opção de Marcelo pela vaga de senador teria sido um conchavo dele com Wellington e que pode ser derrubada na convenção se assim quiserem Themistocles, João Madison, João Henrique e outros menos notados, tidos como maioria no partido, cujas lideranças municipais nem todas estão satisfeitas com o governo. 

Paulino Neves, onde um cão é vigia de santo. * Pádua Marques.

 

Dia desses, faz pouco mais de oito dias, fiz uma viagem rápida pra fora de Parnaíba. Fui a convite de uma amiga conhecer Paulino Neves, no Maranhão. É lugar que ainda faz parte das cidades maranhenses aqui pertinho que mandam sua gente todo dia pras bandas de cá em busca de resolver essas coisas de médicos, compras, estudos, aposentadoria e pensões, diabo a quatro.

Paulino Neves é outra coisa. É outro pano. Nem lembra com a Tutóia, Araioses e São Bernardo, onde até parece que ninguém ainda se acordou a uma hora da tarde. Me chamou a atenção seu comércio. Uma rua, a Paulo Ramos, movimentada de dar gosto. Muita casa de material de construção, lanchonetes, pequenas mercearias, lojas de variedades. Ali pelo visto está correndo dinheiro de turismo e de duas usinas de energia eólica

Tem até um boteco tipo pé sujo, o Bar Água na Boca. Som tipo Reginaldo Rossi e Adelino Nascimento, a todo pano e aquela rapaziada lá dentro e na porta com cara de quem passou a noite virando bicho. Ao lado de uma funerária, Funerária Reviver. Calcule só. Funerária com nome de reviver. Andando um pouco mais, acabei dando de cara com uma loja do Paraíba. Por que todo lugar tem que ter uma loja do Paraíba?

Nem que seja com apenas uma porta, um gerente e um vendedor de cara bem feia.  Mas me impressionou mesmo foi o serviço de transportes. São caminhonetes Toyota, adaptadas, cabines abertas. Os mototaxistas, e nesse ponto estão melhores do que os de Parnaíba, andam em cima de quadriciclos. Mas eu nunca vi cidade no mundo pra ter mais Hillux do que Paulino Neves.

Mas tem loja do Paraíba. Como também tem Apae, tem uma academia de ginástica, a World Fitness Academy. Assim mesmo, em inglês. Mas não encontrei nada que lembrasse sua história, uma estátua, edifício antigo, uma igreja antiga. Procurei como quem procura a porta do céu, uma loja, mercearia, bodega, banca de revista que fosse, que vendesse alguma peça de artesanato. Encontrei não.

Mas tem loja do Paraíba. E uma agência minúscula do Bradesco, uma Secretaria de Turismo Sustentável, uma biblioteca, com nome da professora Maria  José dos Reis. Como toda cidade que tem apenas uma rua ou avenida e sendo de comércio, me lembrou muito Tóquio, com todos aqueles letreiros. Bancas de peixes no meio da rua e bancas de DVDs piratas. Tudo pertinho.

Tem duas pontes. Uma de madeira, velha e sem proteção lateral, proibida à passagem pra carros e motos. A outra, de concreto, novinha em folha sobre o silencioso rio Novo, tem passarelas pra pedestres. Aliás, o rio Novo me lembrou muito as Filipinas e a indonésia. Aquela cor da água azulada e a vegetação muito densa. Todo mundo ou quase todo mundo em Paulino Neves mora em sobrado. Acho até que lá todo mundo gosta ou se faz de rico.

Tive necessidade de comprar um par de pilhas pra minha câmera fotográfica. No supermercado, pequeno e cheio de toda sorte de tranqueiras, a moça do caixa tinha no ombro um papagaio que falava. Mas foi na Praça José Rodrigues da Penha, o Zeca Penha, que deve ter sido alguém muito importante, inaugurada no dia de Natal de 1999 pelo prefeito Josemar Oliveira Vieira, que encontrei e guardo uma das melhores impressões de minha viagem, um cachorro vigiando São Sebastião, que está amarrado e quase nu dentro de uma caixa de vidro.* Pádua Marques é jornalista e escritor. Fotos do autor. 

Eleições 2018:Agora ou vai ou racha

Por: Bernardo Silva

Com a oficialização das primeiras candidaturas a cargos eletivos em outubro próximo começa a cair a ficha e a se desenhar o tamanho da responsabilidade de cada um de nós, com relação ao quadro político que aí está: lúgubre, macabro, cheio de marmotas…eles – os palhaços (com as devidas exceções à regra), estão pegando novamente suas fantasias para saírem às ruas com o propósito de mentir, fazerem promessas que nunca cumprirão, enquanto alguns, embasbacados, como se nunca tivessem ouvido as tais lorotas, ensaiam os aplausos, em troca de favorecimentos pessoais.

O quadro é dantesco. Depois de 13 anos de um governo de ladroagem, quando acabaram com as riquezas do país, o bandido barbudo, chefe da quadrilha, que está preso em Curitiba, segundo mostram pesquisas, ainda é merecedor da atenção de muitos. Sim, ainda são muitos os que ficavam debaixo da mesa do Lula e caterva, enquanto eles se banqueteavam. E os bobões/babões davam gritinhos e aplaudiam quando lhes caia algum farelo da mesa nababesca do presidiário, patrocinada pelo suor do povo brasileiro.

No Piauí o rei (Wellington Dias) está nu. Não lhe cabe mais sequer o pepel de lobo em pele de cordeiro. Foi desnudado e hoje, com as vísceras de fora, já não engana mais ninguém. É uma liderança apodrecida, que conseguiu piorar o quadro oligárquico que em 1994 dizem haver sido banido da política piauiense. Wellington Dias e sua trupe conseguiram restaurar o quadro e, de forma piorada, vai apresentá-lo outra vez aos eleitores piauienses.

Não há porque confiar mais no governador que aí está. Eleito em 2002, tinha tudo para aproveitar os 8 anos do Lula, que governo no mesmo período,no booom da economia,  para colocar o Piauí numa posição melhor do ranking nacional. Mas os índices só despencaram, a partir da educação. Saúde – está aí situação dos planos de saúde dos servidores; a segurança, nem se fala. Provou incompetência e hoje vive se lambuzando com o que de pior existe na política do Piauí.

O governador do Piauí brinca no lodo dizendo que faz política. Fala em desenvolvimento mas acabou com as estruturas do Estado em Parnaíba, É só olhar as escolas abandonadas, o Detran, o Iapep, estrada para Pedra do Sal, Ponte Simplício Dias, Complexo do Porto das Barcas…e por aí vai. Se correligionário de Wellington Dias eu teria vergonha de pedir votos pra ele nestas eleições.

Vendo há poucos dias uma fala da ex-senadora Heloísa Helena, ela dizia: “o político que fica rico no poder é ladrão. Porque o salário do político não dá para acumular riqueza. Dá apenas para você melhorar de vida”. Olhe agora como entraram no poder em 2002 o Wellington Dias e caterva; o que possuíam e a fortuna que hoje possuem. Ficaram 8 anos com Wellington; depois mais 4 anos com Wilson Martins, que era vice-governador e Wellington Dias (leia-se PT) ajudou eleger e agora querem mais 8 anos com o mesmo Wellington Dias. Salve-se quem puder!!!

Conheçam as previsões do presidente do Ibope, que é um gênio ou um idiota

Montenegro diz que nenhum dos favoritos se elege

Odilon dos Anjos

Eu entendi mal, ou o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, falou, falou e falou sobre as chances dos principais candidatos, mas concluiu que nenhum deles irá vencer as eleições?
“O Bolsonaro, líder das pesquisas, não se elegerá. Ele perde pra qualquer um no segundo. O voto do Bolsonaro não é ideológico de direita. É como o voto nulo, no Enéas ou no Tiririca”, fulminou…

Quanto a Marina, disse o mago: “O que ela tem hoje é recall das últimas eleições. Quando o horário eleitoral começar, isso se esfacela. Ela vai sumir.”

OS OUTROS – Já para o coronel nordestino sobrou o seguinte: “Ciro Gomes corre o mesmo risco (da Marina), caso não consiga fechar alianças. Mas o maior adversário do Ciro é ele mesmo”!

Com relação ao tucano do Centrão, Montenegro profetizou: “O desempenho de Geraldo Alckmin ainda é um enigma. Há um cansaço brutal com o PSDB. O caso do Aécio Neves foi quase um tiro de misericórdia”.

E OS PETISTAS? – Sobrou, então, o partido do presidiário: “o PT lançará Jaques Wagner, e não Fernando Haddad, mas duvido do potencial de transferência de votos do ex-presidente Lula”, disse o presidente do Ibope.

Uau…! A esta altura dos acontecimentos, os nanicos Amoêdo, Álvaro Dias, Meirelles, Boulos e Manuela devem estar exultantes com as possibilidades que se abrem para eles… O cara do Ibope é um gênio ou um idiota?…

Respostas em outubro de 2018…

Wellington Dias, você falhou até como ser humano!

Por Bernardo Silva

Meu preclaro governador,

Relutei muito em escrever esta matéria, porque estava com medo de não me segurar e não medir as palavras, tendo que partir para a ignorância ao me dirigir a você. Mas, sabendo ser você (permita-me tratá-lo assim) uma pessoa afável, educada, distinta, não me permito passar a você, com palavras, a revolta que sinto diante de tudo o que aí está, provocado por você, por pura incompetência e incapacidade de gerir o Estado com grandeza e dignidade.

Você se apequenou muito, meu caro. Igualou-se aos demais políticos quando cedeu às pressões das velhas raposas deste Estado e começou a meter os pés pelas mãos. Cedeu demais à ganância dos seus aliados e deixou para trás pessoas que, de fato, necessitam do seu governo. Esqueceu que os governos passam e as pessoas ficam.

Não queria dizer mas, minha esposa está necessitando de procedimentos quimio e radioterápicos. Fui a Teresina em busca de atendimento, exatamente segunda-feira(16), no dia em que as clínicas, laboratórios e hospitais deixaram de atender os planos de saúde dos servidores estaduais (Plamta/IASPI), porque o dinheiro que é descontado do nosso contracheque (sou professor inativo do Estado), o senhor deu fim. Fez o quê com ele? Cooptou políticos? Usou para pagar os suplentes de deputado, convocados para a Assembleia Legislativa, sem necessidade, só para aprovar as matérias do seu interesse que vão de encontro às necessidades da população?!!!

Quantos servidores do estado, como eu, neste instante não estão precisando de atendimento médico e só contam com o plano de saúde pelo qual pagaram a vida inteira e que já foi o maior do Estado? O que você fez com o nosso plano de saúde? À falta dele, quantas pessoas vão morrer nas filas do SUS? Quanto sofrimento o senhor está patrocinando?!!!Está feliz com isso? Dorme tranquilo?!!!

Ah, governador, lembrei-me. O senhor não sabe o que é sofrimento de pobre. Lembrei-me do que o senhor faz, a sua indiferença para com as vítimas da tragédia de Algodões… Um dia, lá no seu interior, onde o senhor sonhava ser vaqueiro, você via e tinha uma dimensão do que é pobreza. Hoje não. Homem rico, poderoso, que ilude a todos com conversa mole, no papel de homem educado, vira as costas para quem necessita, para quem precisa do governo.

Quando falo que você, Wellington Dias, falhou até como ser humano – e você se diz um homem religioso – é porque nós sabemos que quando Deus permite que alguém ascenda a este poder terreno temporário, é para ajudar as pessoas. Olhar por quem de fato necessita. E você esqueceu disso e de todos, quando passou apenas a ver a melhor forma de comprar lideranças políticas, prometer em troca de votos e se fortalecer no poder.

Hás de pagar por isso, tenho certeza. Não é a justiça dos homens que o punirá. Será a sua consciência. É a justiça Divina que diz “a cada um segundo as suas obras”. É só você olhar o que está fazendo. Olhar para os seus filhos. Lembrar dos seus pais, da sua infância, do que você era e o que você é, como homem. Aliás, volte a ser o homem honrado que o senhor um dia o foi. O papel que o senhor desempenha agora, neste momento, envergonha.

Que Deus lhe abençoe!!!

Manipulação das pesquisas

Por:José Olímpio
Desorganização, desequilíbrio das contas públicas, dívidas impagáveis, prédios de delegacias e escolas em situação deplorável, hospitais funcionando precariamente, boa parte das estradas intrafegáveis, funcionários públicos desestimulados e frustrados, algumas categorias em greve.

O quadro acima descrito revela a triste situação do Piauí hoje, mas, curiosamente, o senhor Wellington Dias, responsável por esse descalabro todo, continua no topo das pesquisas de intenção de votos.

Não consigo compreender esse fenômeno. Por muito menos, políticos de grande prestígio e campeões de voto foram sepultados pelo eleitorado piauiense e nunca mais se reergueram.
Imagino, às vezes, que o segredo pode está nas pesquisas, mas todos os institutos apresentam os mesmos resultados. Estariam todos manipulando os números de suas consultas? Não creio. Tem estatísticos sérios atuando nesse meio, que não se prestariam a esse papel.
A manipulação, contudo, existe e acontece no momento em que analistas da mídia amestrada, cevada nos cofres públicos, fazem a leitura das pesquisas, omitindo dados importantes, para posterior divulgação para o grande público.
Todos sabemos que não é o Instituto que divulga os resultados, mas o cliente, que o faz de acordo com suas conveniências. Quando as consultas não favorecem quem as encomendou, via de regra são arquivadas.
Por essa singela razão, sou contra a divulgação de resultados de pesquisas pela mídia, pois são utilizadas como uma poderosa arma de convencimento do eleitorado, induzindo-o a optar por este ou aquele candidato.
Isso acontece especialmente com os eleitores indecisos e com “aqueles que só gostam de votar nos vencedores”. Não há como negar essa influência negativa no processo eleitoral.
Pesquisas deveriam servir apenas para o consumo interno dos partidos e candidatos que, baseados nelas, poderiam tomar decisões, mudar o rumo de suas campanhas, melhorar sua propaganda eleitoral e sua comunicação com o eleitor.
Utilizadas como são hoje, induzindo o eleitor a fazer escolhas erradas, não contribuem em nada para fortalecer a democracia. Muito pelo contrário. Contribuem para viciar o processo eleitoral e muitas vezes levar à vitória candidatos que, sem esse artifício, não teriam a menor chance de lograr êxito nas urnas.

É preciso implantar “tolerância zero” às agressões sofridas por professores

Charge do Cícero (Arquivo Google)

Antonio Carlos Fallavena

O problema da educação e do ensino começa e termina em casa. Lamento que a imensa maioria da sociedade ache que a solução nasce e cresce na escola. A culpa é sempre do outro ou dos outros. O individualismo fincou raízes na sociedade e agora, para arrancá-las, teremos de lutar muito, e calar nunca. Acreditem, toda mudança terá de ser feita à força – pela lei, pela fiscalização e pela punição. Somente assim poderemos recomeçar o primeiro processo, a educação. O segundo, do ensino ou escolarização, pode ser mais facilmente resolvido, selecionando melhor os professores e oferecendo remuneração à altura.

Na verdade, queremos uma feijoada educacional da década de 60, mas usamos produtos com outra qualidade e acabamento nos dias atuais. Resultado: temos a feijoada, mas sem o gosto experimentado na década de 60.

NOVAS GERAÇÕES – Assim são as crianças. Décadas atrás, eram educadas pelos pais, notadamente pelas mães. Nos últimos tempos, tudo mudou e as mães são as primeiras a largar seus filhos na escolinha. É dessa forma que moldamos as novas gerações.

Sem perder a noção, não confundamos as coisas – a escola não educa. Embora, erroneamente sejam identificadas como “secretarias de educação” na verdade são “secretarias de ensino”.

Assim, enquanto a educação acabou (ou nem começou) em casa, a escola está sem qualidade para ensinar, não tinha e não tem mais capacidade e condições de educar.

MESMOS ERROS – Quem fez nascer as crianças que se responsabilize por educá-las. Como isso não ocorre, agravam-se os problemas do setor, com a degradação profissional dos professores, que hoje são ameaçados e até agredidos por alunos.

Cada vez mais assistiremos tais absurdos. E não escondamos que pelo menos parte da situação vivida hoje pelos professores foi plantada por uma parcela deles, que defendem a ocupação de escolas, participam de passeatas em defesa de corruptos e ladrões e tantas “coisinhas” mais.

Lamento que muitos professores atuais, na sua maioria, continuem repetindo os mesmos erros daqueles que foram seus professores no passado recente.

AGRESSÕES – Acompanho a escola pública nas últimas três décadas. Vivenciei muitos episódios e suas facetas nos temas educação e ensino. As agressões a todos os segmentos envolvidos (o correto seria comprometidos) demonstram não apenas a queda da qualidade no ensino, mas o desmonte das responsabilidades, das referências positivas e dos resultados produzidos.

Com a experiência  de alguém que sempre defendeu a escola pública e a recuperação da qualidade do ensino, através da valorização do magistério e da participação organizada e qualificada dos pais junto aos filhos, posso afirmar: a escola pública faliu e hoje vive das memórias de um tempo que não existe mais.

Quando um(a) professor(a) é agredido(a) e fica por isto mesmo, é preciso concluir que fracassamos como sociedade, como pais e como pessoas. Como poderemos ter uma escola de qualidade se aqueles que detêm formação e capacidade para escolarizar não conseguem sequer ser respeitados por seus alunos. Para ser respeitado, é preciso se dar ao respeito.

Comunismo só não deu certo porque o homem é o lobo do homem

Francisco Bendl

Li, mas não me lembro onde, que os três maiores avanços que a humanidade teve foram com relação a três notáveis homens pensadores e ativos, ao mesmo tempo: Karl Marx, a respeito das relações capital/trabalho; Sigmund Freud, sobre a Psicanálise; e Charles Darwin, com vistas à evolução, cujo termo grego usado à época queria dizer mudança, adaptação.

Já foi dito na TI inúmeras vezes e até por mim, leigo no assunto, que jamais o comunismo daria certo ou o socialismo, em face do ser humano. A vaidade, a ganância, o egoísmo, a busca pela superioridade sobre as demais pessoas, o exercício do poder, tudo isso impediria que movimentos com vistas à coletividade fossem aceitos, porque o homem seria o seu maior inimigo – o lobo do homem, na visão do filósofo inglês Thomas Hobbes.

CONTRIBUIÇÃO – Teoricamente, Marx e Engels contribuíram e muito para que os trabalhadores tivessem algum direito reconhecido pelos patrões, além de terem criticado o modo como o capitalismo seria cruel para a vida humana, explorador e alimentador de desigualdades sociais.

Dito isso, precisamos lembrar que Cuba se tornou comunista por causa dos americanos. Foi comandada pelo corrupto ditador Fulgêncio Batista, que havia transformado a ilha em cabaré da América, além de esconder o dinheiro da máfia dos Estados Unidos em seus bancos, até que o Movimento 26 de julho, liderado por Fidel Castro, destituiu o criminoso em 1959.

Foi uma das maiores importantes revoltas que o mundo conheceu, de um país se livrar do seu ditador mediante as forças do povo, comandado por um líder verdadeiro e autêntico.

SEM ELEIÇÕES – Fidel teria sido um dos maiores exemplos para o mundo se, após dois, três anos, do término da Revolução, ele tivesse instituído eleições e ter devolvido o poder ao povo.

Tendo optado forçosamente pelo lado soviético, porque os americanos lhe negaram apoio, e precisando de ajuda econômica, Fidel teve de seguir o modo soviético de governar, através da ditadura.

Mais: Emprestou o seu território para que Kruschev instalasse seus foguetes a poucos quilômetros dos Estados Unidos, gerando a famosa Crise dos Mísseis, em 1962, que por um triz quase nos levou à Terceira Guerra Mundial, sem previsibilidade de qual seria o desfecho, mas, certamente, o mundo seria riscado pelas bombas atômicas!

AMO E SENHOR – Fidel adorou o poder, os holofotes, a fama conquistada, e foi permanecendo como amo e senhor do país insular.

Seus dissidentes eram mortos fuzilados no “paredón” ou presos para o resto de suas vidas, e assim controlava o povo e o que acontecia na ilha.

Portanto, há quase sessenta anos, dificilmente Cuba irá alterar a sua Constituição, pois as gerações que lutaram a revolução, que dela fizeram parte, praticamente não existem mais, pois a população de hoje se acostumou a viver com as carências que A ditadura lhe impingiu, a ter direitos cerceados, tanto individuais quanto coletivos.

FALSO HERÓI – Fidel foi o herói que se transformou em um criminoso; um homem brilhante, que se deixou apagar por si mesmo; uma personalidade que deveria ser reconhecida e homenageada mundialmente, porém hoje o mundo o conceitua como um personagem maligno, um verdugo para o seu próprio povo.

Sem liberdade, não pode haver democracia nem justiça social.

Na visão de Divaldo Franco, a inveja é um dos mais graves defeitos humanos00

Charge do Cleverton (Arquivo Google)

Divaldo Franco
A Tarde (Salvador)

Entre as imperfeições do caráter humano, descendente direta do egoísmo, destaca-se a inveja, essa dissolvente manifestação da imperfeição moral. Muitas tragédias que ocorrem na sociedade são frutos espúrios do cultivo dessa conduta execranda.

A existência terrestre possui como finalidade psicossociológica, atendendo ao instinto gregário, a preservação da solidariedade, que se firma no auxílio fraternal que deve existir entre todas as pessoas e reciprocamente.

Nada obstante esse impositivo da sobrevivência, grande número de criaturas humanas opta pelo comportamento competitivo, incapazes de rejubilar-se com as conquistas e alegrias do seu próximo na viagem ascensional.

FUGAZ FELICIDADE – Deixando-se magoar pelos próprios insucessos ou atormentadas pela sede de viver em regime de exclusão, somente a si se permitindo usufruir da fugaz felicidade, as pessoas voltam-se com tenacidade contra todos aqueles que lhes parecem ameaçar o triunfo ou odeiam a glória não conseguida.

Apoiando-se na mesquinhez a que se entregam, elaboram verdadeiros programas de perseguição contra os demais, dando lugar a mentiras e calúnias que habilmente elaboram, assacando flechadas contínuas, envenenadas pelos sentimentos inferiores com os quais se comprazem.

Amigos de ontem que se mantinham em fraternidade, ante o destaque de um deles, o outro, ao invés de regozijar-se, intoxica-se de cólera e transforma-se em verdugo gratuito, escondendo-se em argumentos falsos para dar vazão à frustração que o invade.

EVOLUÇÃO MORAL – Todo processo de evolução moral e especialmente espiritual é realizado mediante a superação dos instintos agressivos, das imperfeições mantidas nas experiências primitivas e transatas.

A inveja consegue disfarçar-se e imiscuir-se no comportamento social e humano com habilidade, manifestando-se com expressões falsas, aparentemente ingênuas, quando não explode intempestivamente em combate viral.

O invejoso, sem dúvida, é muito infeliz, porquanto padece emoções perturbadoras, que a ele mesmo prejudica.

BEM COMUM – Por sua vez, o pensamento emitido faz-se portador de uma onda de energia negativa que, muitas vezes alcança aquele contra o qual é dirigido, desde que sintonize mentalmente em faixa vibratória equivalente.

A terapia de excelente qualidade para a vitória contra a inveja é o esforço que se deve oferecer em favor do bem de todos, auxiliando sem vacilação, de modo a contribuir para a felicidade geral.

(Artigo enviado por Isac Mariano)  http://www.divaldofranco.com.br/mensagens.php

O naufrágio do Plamta atinge 300 mil usuários

por:Cláudia Brandão

Em uma última tentativa de acordo, governo e sindicato dos hospitais e clínicas particulares se sentaram à mesa, intermediados pelo Ministério Público do Estado. A situação chegou ao nível do “insustentável”, de acordo com os hospitais, devido ao atraso no pagamento do repasse do Plamta. Sem receber pelos atendimentos feitos, os diretores da rede privada de saúde já anunciaram que vão suspender as atividades com os usuários do plano.

Pior para os servidores públicos, cujo pagamento é descontado mensalmente no contracheque. Ou seja, eles estão pagando regularmente, mas não terão direito ao benefício porque o estado não está repassando o dinheiro recolhido aos hospitais. O sindicato dos hospitais diz que não tem como continuar o atendimento se o governo não pagar dentro do prazo estabelecido n contrato, que é de 60 dias após a apresentação da fatura.

O Estado, por meio do Secretário de Fazenda, Antônio Luís Santos, mandou um recado, avisando que não tem como pagar no prazo por conta da dificuldade financeira que o Piauí está atravessando. As contas estão no vermelho, é fato. Mas é preciso estabelecer prioridades e a saúde é a principal delas. O Piauí teve sua máquina pública inchada e hoje conta com mais de 60 órgãos com status de secretaria. Algumas obras, como construção de estradas, estão pulverizadas em várias secretarias ao mesmo tempo.

Um bom começo é otimizar os serviços, diminuir o número de cargos públicos e apertar o cinto onde não haja prejuízo para a população. Certamente, deixar de pagar compromissos assumidos com a saúde não é um bom caminho. Os quase 300 mil usuários do Plamta em todo o Estado têm  o direito de receber o benefício correspondente ao que pagaram.

Lula e a Seleção ainda vão ficar um bom tempo na caverna. *Por Pádua Marques

 

 

Agora que aqueles meninos lá da Tailândia estão sãos e salvos num hospital melhor que o Dirceu Arcoverde e a Copa da Rússia mandou pra casa com o rabinho entre as pernas a Seleção Brasileira, que bem poderia ser chamada de Vira-latas de Tite, a gente fica imaginando que tem acontecido é coisa neste mundo nessa semana, que dá vontade às vezes de rir e de chorar. Porque de repente o mundo ficou feito morcego dentro de caverna, tudo de cabeça pra baixo.

Todo mundo se emocionou com a história dos doze meninos do Javalis Selvagens, que levados pela peraltice entraram de caverna a dentro e, quando arregalaram os olhos estavam sem poder voltar e com água no meio das canelas. Ali não dava pra chamar mamãe e nem os bombeiros do major Rivelino. Era esperar pra morrer e ninguém podia, como acontece entre meninos quando fazem coisas erradas, uns mangarem dos outros.

A Seleção Brasileira de Futebol saiu daqui cuspindo pra cima e arrotando alto. E pra ela a caverna tem sido é longa e escura depois da fragorosa derrota pra Bélgica. Ainda tem gente que não meteu a cara pra fora com medo das vaias dos vizinhos, sem poder andar pela praça da Graça, passar pela Banca do Louro, pagar o Credishop no Paraíba ou tirar foto à noite na Praça do Amor, ali no Mirante.

Mas a situação da caverna do Lula foi engraçada e de morrer de pena. Lula está naquela caverna lá em Curitiba porque se meteu à frente de uma excursão que tinha o objetivo de fazer uma montanha de coisas erradas por muitos e muitos anos. Foi fazendo e deixando fazer. E o grupo foi entrando de chão adentro e achando graça de tudo quanto era safadeza. Tudo era brincadeira e motivo de achar bonito. Uma asneira atrás da outra.

E olhe que a militância tem é trabalhado pra tirar Lula da caverna. Querem porque querem tirar Lula de qualquer jeito. A última, um desembargador muito do malandro achou de achar que todo mundo é burro. Fez igual a muitos agentes penitenciários e soldados, que por pela gorjeta gorda dos parentes do preso, relaxam na guarda e deixam o cadeado aberto pra o preso escapulir na calada da noite. Depois colocam a culpa na parede da cela.

O desembargador, que agora se sabe ser vértebra da espinha dorsal do Partido dos Trabalhadores, se aproveitando do plantão, acatou dos advogados e de amigos do Lula um pedido de habeas corpus que, se cumprido, deixaria Lula livrinho da silva, a ponto de ainda pegar o metrô, passar na padaria pra tomar uma e assistir ao jogo pela televisão. Não tem uma só pessoa, e não precisa ser especialista em Direito, que não tenha percebido a esperteza do desembargador. Pra os dois casos, ainda não foi desta vez. * Pádua Marques é jornalista e escritor. Membro da Academia Parnaibana de Letras, do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba, Academia de Sete Cidades, Sócio Correspondente da Academia de Artes e Letras de Campo Maior, do Instituto de Artes e Letras de Buriti dos Lopes e do instituto Histórico de Eserantina.

Autodestruição do país continua

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo

Enquanto o Congresso acabava de quebrar mais um pedaço do governo, os candidatos a presidente da República falida discutiam alianças e negociavam minutos de TV para a campanha eleitoral.

Nesta semana, parlamentares do PSDB ao PT, passando pelos ainda mais notórios MDB, DEM e centrão, arrebentaram as contas públicasem mais dezenas de bilhões, entre outros votos infames. 

Os candidatos mais relevantes não apareceram para condenar a ruína extra, não articularam resistência ao esbulho, não se valeram da ocasião para reafirmar programas de mudança.

Nenhuma surpresa maior aí. Quase como de hábito, ainda mais em votações pré-eleitorais, não há debate nacional algum, mesmo entre as elites, dos votos dos partidos e das decisões parlamentares, seus arranjos clientelísticos em grande escala. Tratar dessa rotina destrutiva parece ingenuidade juvenil, tolinha.

Neste momento, porém, a omissão dos ditos presidenciáveis ressalta o irrealismo fantástico e suicida do que restou da conversa política sobre o que fazer dos problemas do país, a começar pelo colapso fiscal iminente (isto é, o governo não ter como pagar as contas básicas a partir de 2019).

Como os candidatos ao governo pretendem administrar a massa falida? Acreditam em mágica ou, no caso de alguns tipos, imaginam que sempre restará o que saquear?

Assim como fizera na temporada pré-férias de 2017, que deu ênfase ao perdão de dívidas de impostos de ruralistas e de tantas outras empresas, o Congresso arrebentou as contas públicas e fez favor a clientes, a casta burocrática e empresários entre eles.

Liberaram reajuste e contratação de servidores. Deram desconto de imposto para fábricas de refrigerante da Zona Franca de Manaus e perdão de dívida para micro e pequenas empresas. Anistiaram crimes e infrações do caminhonaço. Violentaram a ainda infante Lei de Responsabilidade das Estatais a fim de permitir a contratação de dirigentes partidários e seus parentes para a direção de empresas públicas.

Onde está o protesto gritante de Geraldo Alckmin (PSDB) e de Henrique Meirelles (MDB), coroinhas ou pastores do ajuste fiscal? Onde está Rodrigo Maia (DEM), candidato e presidente da Câmara, onde observa déficit e dívida públicos explodir debaixo do seu nariz? O indignado Ciro Gomes (PDT)? Marina Silva (Rede), bom dia?

A esquerda, por sua vez, está entretida em dizer disparates econômicos, pedir a bênção de Lula na cadeia e, no caso do PT, de solapar a candidatura de Ciro Gomes. Quanto ao governo de Michel Temer, está morto, embora sobrevivam as acusações de roubança, como no Ministério do Trabalho ou no INSS.

Quanto ao governo de Michel Temer, está morto, embora sobrevivam as acusações de roubança, como no Ministério do Trabalho ou no INSS.

Um grande movimento de empresários gritou “pênalti” para os pontapés parlamentares? Não. Vários deles estão no Congresso cavando boquinhas, assim como tentaram tirar casquinha do caminhonaço.

Deram então um tiro no pé e enfiaram um sorvete na testa, pois levaram um tabelamento de frete nas fuças.

O que se chama de “elite”, por falta de palavra mais adequada e publicável, se dedica à degradação do país e, no fim das contas, à autodestruição. Que outro nome dar à mazorca da Justiça, no domingo de Lula e no tumulto do Supremo, ao apoio quase geral ao caminhonaço, à depredação parlamentar do Tesouro Nacional nesta semana?

O Brasil e o atraso no desenvolvimento digital

Por: Janguiê Diniz (*)

Há alguns anos, não era possível que o padrão de consumo fosse estimulado junto a uma política de desenvolvimento sustentável. Equilibrar o uso dos recursos naturais com a política de produção era tido por países desenvolvidos como impossível.
 
Quando falamos em indústria 4.0, o Brasil ainda engatinha no uso de tecnologias que unem automação e internet. Os números de uma pesquisa da PricewaterhouseCoopers (PwC) com 2 mil empresários em 26 países revelam a lentidão brasileira para se adaptar à “indústria do futuro”, em que as operações são digitalizadas e a análise de dados é primordial aos negócios.
 
A indústria 4.0 tem sido temida por muitos por ter sido associado à substituição da mão-de-obra humana por robôs, entretanto, sua premissa traz o uso da tecnologia  e chega para tornar a produção mais eficiente e menos agressiva aos recursos naturais. A Indústria 4.0 utiliza-se da união de sistemas físicos e informáticos para analisar um grande volume de dados e possibilitar às máquinas um processo de aprendizagem. Ela é a utilização de uma série de tecnologias, como: robótica, simulação, integração de sistemas, internet das coisas, entre outras.  Nesse sentido, o Brasil está longe do desenvolvimento no contexto da engenharia digital, da gestão integrada da cadeia de fornecimento e dos serviços digitais.
 
Um estudo realizado pela University of Washington divulgou que das 500 maiores empresas existentes, somente 60% vai existir daqui 10 anos. Isso porque elas não vão resistir à era digital e o produto, que hoje é fabricado, ou o serviço, que hoje é oferecido,  não será mais consumido no futuro. Esse movimento de mudança está sendo criado pelas empresas disruptivas, que possuem uma mentalidade diferente da grande maioria.
 
Todas essas empresas apresentam processos tecnológicos que tem seis elementos característicos: vivem na busca da inovação, estão acompanhando a 4ª Revolução Industrial e as tecnologias mais recentes; são completamente voltadas para o digital; são fortes participantes e preocupadas com o ecossistema; são planejadoras exponenciais; são ágeis e são centradas no cliente. 
 
No Brasil, o investimento das  empresas está  bem abaixo do investimento tecnológico da média industrial mundial. Por aqui,  apenas 21% dos empresários afirmam que vão investir cerca  de 6% de seus recursos em inovação tecnológica. Enquanto isso, no mundo, a média é de 43%. A culpa por essa falta de investimento é justificável: todos os entraves já conhecidos pelos brasileiros, seja por falta de infraestrutura, falta de política de inovação, crise ética e econômica ainda sem perspectiva de fim, etc.
 
Comparando com a Alemanha, é possível entender mais claramente nosso atraso. Por lá, o conceito de Indústria 4.0 surgiu em 2011 e, na indústria automobilística, por exemplo, 80% das empresas usam inteligência artificial, automação e robótica, as chamadas máquinas inteligentes, que se autoalimentam. O investimento na educação para a criação de mão-de-obra especializada para acompanhar essa revolução também foi considerada essencial.
 
Somente uma em cada dez empresas brasileiras investe em  inovação com operações digitais. A quarta revolução industrial é uma solução, não só  para se destacar em meio a um cenário de crise, mas para sobreviver. É preciso melhorar a eficiência para fazer mais consumindo menos.
(*) Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

Com medo de ter sua vida devassada, Magno Malta deixou Bolsonaro sozinho

Depois de O Globo revelar nesta quarta-feira que o senador Magno Malta (PR-ES) havia decidido não aceitar ser vice de Jair Bolsonaro, o próprio pré-candidato do PSL foi pessoalmente até o gabinete do parlamentar capixaba no Senado para cobrar explicações. “Eu vou conversar com ele agora. Por enquanto, não estou sabendo de nada” – disse Bolsonaro.

A decisão de Magno Malta de não integrar a chapa do ex-capitão do Exército e optar pela reeleição foi confirmada na manhã desta quarta pela assessoria do senador do PR. A decisão, segundo o gabinete do parlamentar, foi antecipada em entrevista ao Diário do Nordeste, na segunda-feira, durante evento na Assembleia Legislativa do Ceará, quando Malta afirmou que é “importante no Senado” e que Bolsonaro será presidente “com qualquer outro vice”.

ESCRACHADO – “Por que o vice de Bolsonaro é essa insistência que a imprensa nacional quer? Tem alguma coisa por trás disso. É o cara botar o pescoço de fora e começar a ser escrachado antes da hora? O que tenho perguntado é o seguinte: será que para a sociedade, para as famílias, a minha luta em defesa das crianças, será que vale a pena eu ficar calado? Digo para ele (Bolsonaro): vocé é presidente sem mim, com qualquer outro vice. Tenho que avaliar é a minha importância, e, na minha cabeça, sou importante é no Senado”, disse Malta, segundo o Diário do Nordeste.

Ao tentar cobrar informações de Magno Malta, Bolsonaro foi informado pela atendente do gabinete que o senador não estava no local. O deputado do PSL disse que o senador havia prometido lhe dar a palavra final no dia 15 de julho. Visivelmente descontente, ele tratou de diminuir a decisão de Malta dizendo que não tinha “problema nenhum” na desistência.

SEM PROBLEMA – Ele não tinha nenhum compromisso de ser. A bola estava com ele. Pode ser que não venha. Não tem problema nenhum – disse Bolsonaro ao Globo, às 14h40 desta quarta-feira, antes de sair mais uma vez pelos corredores do Senado atrás de Magno Malta.

“Nós nunca podemos ser surpreendidos. Ele pode ter tomado a decisão. Hoje de manhã eu desliguei o telefone. Talvez antes de dar essa informação (de desistência), ele tenha tentado falar comigo” – disse Bolsonaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ficou claro que Malta tomou a decisão vários dias atrás e não comunicou a Bolsonaro, uma tremenda deslealdade. Conforme já noticiamos aqui na Tribuna, Magno Malto tinha medo de ter sua vida devassada pelos adversários de Bolsonaro. Além disso, tem dúvidas de que o candidato do PSL realmente ganhe o segundo turno. (C.N.).

Patrick Camporez – O Globo

Crise do Poder Judiciário representa um risco real ao regime democrático

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

José Casado
O Globo

Chegou-se ao extremo da excentricidade. Leis e normas não faltam, há cerca de seis milhões em vigor balizando a conduta de cada brasileiro. Porém, já não existe segurança jurídica. A decisão do juiz Rogério Favreto, no plantão dominical no tribunal federal de Porto Alegre, desnudou uma crise no Judiciário brasileiro.

Ela apresenta um risco real ao regime democrático. Entre outras razões porque liquefaz a confiabilidade no funcionamento do sistema judicial, cuja credibilidade já estava corroída por um histórico de confusões éticas combinado a um alto e ainda obscuro custo operacional, com baixo rendimento para a sociedade.

SEM LIMITES – O confronto aberto no tribunal federal de Porto Alegre extrapola os limites do Judiciário, que, até hoje, se mostra incapaz de se autorregular sobre a participação de juízes em casos nos quais tenham interesse direto. Justiça “impessoal” é o que prescreve a Constituição, mas ontem a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, sentiu-se obrigada a divulgar nota relembrando esse princípio da ética judicial.

Espelhando-se em procedimentos agora rotineiros no Supremo, onde a palavra final e colegiada perdeu validade para a decisão intermediária, liminar e solitária, Favreto produziu um despacho dominical com duplo sentido.

Moveu-se, primeiro, pelo resgaste de um político que cumpre sentença de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, já confirmada em três instâncias judiciais superiores.

CANDIDATURA – Favreto atropelou todo mundo — nas varas criminais, no tribunal federal, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. Ao mesmo tempo, reabilitou um antigo companheiro de duas décadas de militância no Partido dos Trabalhadores para a disputa pela Presidência da República. Aceitou o argumento de que Lula é o “principal pré-candidato ao próximo pleito eleitoral”.

Teve o seu ato cassado pela cúpula do tribunal no início da noite. Lula continua a cumprir sua sentença, com a propaganda da sua candidatura virtual revigorada com auxílio do antigo companheiro de partido.

SEQUELAS CORROSIVAS – O tratamento privilegiado permitido em seu caso demonstra que o Brasil ainda é um país onde alguns são mais iguais do que outros. Atrás das grades permanecem outros 221 mil homens e mulheres (34% do total). A diferença é que são “presos provisórios”, sem julgamento, sem sentença. Sobre eles, durante o último ano, não se viu uma única iniciativa emergencial de juízes. Nem se ouviu uma só palavra de solidariedade do PT de Lula ou de qualquer outro partido político.

O efeito Favreto deixa sequelas visíveis e corrosivas para todos. Sobretudo para o Poder Judiciário, cada dia mais exposto como fonte de insegurança e de instabilidade institucional.