Em vez de usar Moro como garoto-propaganda, Bolsonaro devia consultá-lo sobre leis

Carlos Newton

A criação das leis trabalhistas e dos sindicatos por Getúlio Vargas foi uma forma de minorar o capitalismo selvagem dos barões do café com leite e rapadura, que eram donos dos latifúndios e dos engenhos, mandavam na política e no país. O trabalhismo de Vargas foi a melhor coisa que já aconteceu ao país, porque ele plantou as bases da industrialização e mudou a realidade brasileira. Deu dignidade e força política aos trabalhadores, que ele enaltecia ao abrir seus discursos.

Acontece que o esforço de Vargas acabou sendo desvirtuado pelo populismo de Lula da Silva, o importante líder sindical que foi cooptado pelos militares para impedir que o trabalhismo verdadeiro ressurgisse sob comando de Leonel Brizola, e essa estratégia foi o maior erro cometido pela ditadura de 64/85.

REPÚBLICA SINDICAL – O surgimento do PT (Partido dos Trabalhadores) acabou levando Lula ao poder, com um projeto de implantação de uma República Sindical, financiada pela legislação que garantia a contribuição obrigatória, equivalente ao valor de um dia de trabalho de cada brasileiro.

Com esses recursos, o país criou 17 mil entidades sindicais, incluindo federações e centrais, algo inimaginável, pois no mundo inteiro existem apenas 19 mil sindicatos.

Esse império sindical precisava ser desmontado, e curiosamente a democrática tarefa coube ao governo Michel Temer, que comprou por 30 dinheiros a aprovação da reforma que eliminou direitos trabalhistas, mas, sabiamente, aproveitou para proibir a cobrança do imposto sindical obrigatório.

BRECHA NA LEI – Acontece que logo o PT deu um jeito de abrir uma brecha na lei, ao introduzir a prática de “assembleias sindicais” aprovarem a cobrança obrigatória do imposto aos trabalhadores de suas respectivas atividades.

Para evitar a ressurreição da “República Sindical”, o governo Bolsonaro decidiu pôr fim à cobrança, mas errou na legislação. Ao invés de indagar ao ministro Sérgio Moro qual seria o procedimento adequado, a Casa Civil produziu uma Medida Provisória e mandou ao Congresso. Foi um erro. A medida correta seria um simples decreto, de um artigo só, regulamentando a lei do governo Temer e impedindo a cobrança do imposto via assembleia sindical. Apenas isso, e o assunto estaria encerrado.

Mas a Assessoria Jurídica da Casa Civil atuou via Medida Provisória, que agora o Centrão, o PT & Cia. querem modificar, para mostrar a Bolsonaro quem realmente manda na preparação de leis.

HÁ SOLUÇÃO – Felizmente, o Congresso pode muito, mas não pode tudo. Mesmo que a Câmara modifique e aprove a Medida Provisória, o Senado tem condições de modificá-la e o presidente pode vetar essa forma de cobrança ilegal e antidemocrática da contribuição sindical.

Aliás, além de vetar, o chefe do governo pode fazer a coisa certa e baixar o decreto de um artigo só, mandando para o espaço a pretendida reconstrução da “República Sindical”.

Em tradução simultânea, deve-se dizer que não adianta o presidente Bolsonaro ficar elogiando Sérgio Moro. É preciso que passe a usar o conhecimento jurídico do ministro da Justiça, consultando-o sobre suas mensagens jurídico-legislativas.

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P.S. –
 Se consultasse Moro, o presidente não estaria agora pagando esse mico do decreto inconstitucional sobre porte de armas. Ao invés de usar Moro como garoto-propaganda no Brasil e no mundo, melhor faria Bolsonaro se o transformasse em um de seus principais interlocutores. O país agradeceria bastante. (C.N.)

O Brasil sem rumo

Por: Arimatéia Azevedo

A falta de compromisso do Congresso Nacional com seus eleitores e com o Brasil impressiona até os mais desatentos. Se fosse descrito por um homem do campo, ele diria que esses senhores vivem em outro país, e que acreditam que continuarão a “tirar o leite” de uma vaca que está morta. A vaca chamada Brasil. Ouvindo-se da área econômica, se sabe, claramente, que o Brasil quebrou e a Previdência faliu; o Centrão chantageia o presidente da república, o PT e as siglas agregadas ficam contra a nova previdência, depois de ter dado de presente 13 milhões de desempregados para o novo governo e de não ter feito nenhuma reforma, mesmo conhecendo o problemão que ajudou a construir. E mais, qual o plano alternativo da oposição? Mas parece que o Congresso não tem compromisso com soluções, e sim com seus umbigos, gordos da burocracia infernal.

Deputados e senadores trabalham mal e porcamente de terça a quinta-feira como se o Brasil  não estivesse na maior crise das últimas décadas. Muito comodamente, os congressistas programam suas reuniões para após o carnaval; depois do feriadão; depois da quaresma; após o dia do trabalhador. E não trabalham, conspiram enquanto o país se derrete economicamente e os desempregados acordam na madrugada para disputar com fome, um salário medíocre nas filas dos desempregados. Esse é o país sem rumo.

O Piauí no SPC

W. Dias: Governador do Piauí

Por: Arimateia Azevedo

Quando foi candidato a governador do Piauí, em 2014, Wellington Dias valeu-se do fato de o seu adversário e antecessor, Zé Filho (MDB) governar um Estado inscrito no CAUC – Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias. O então candidato do PT dizia ao eleitor médio que era como o cidadão estar inscrito no SPC e com nome sujo, impedido de pegar crédito. Verdade. O governo de Zé Filho foi tratado a pão e água (mais água que pão) na época. Passados quatro anos e com o petista iniciando um quarto mandato, e agora Wellington Dias quem governa um Piauí inscrito no CAUC, o Serasa do governo federal.

O Piauí foi inscrito no CAUC porque não conseguiu comprovar a aplicação mínima dos recursos em educação no exercício de 2018 (25% das receitas) e deixou de encaminhar o relatório-resumo da execução orçamentária relativo ao 6º bimestre de 2018. É curioso que duas pendências contábeis como essas estejam a prejudicar o governo na obtenção de recursos de convênios (transferências voluntárias para o Estado) e de financiamentos, inclusive os contratos já firmados.

Com a asfixia financeira em que o Piauí está metido graças às dificuldades fiscais criadas pelo próprio governo, estar inscrito no CAUC é uma espécie de véspera de pá de cal.

Sem limites ao consumo, é preciso discutir o futuro da Terra e da Humanidade

Está na hora de discutir em profundidade o aquecimento global

Leonardo Boff

O modelo de sociedade e o sentido de vida que os seres humanos projetaram para si, pelo menos nos últimos 400 anos, estão em crise. O discurso ecológico procura ver o todo nas partes e as partes no todo, numa rede de conexões que liga e religa todos os seres. Aqui apresento uns fragmentos do discurso ecológico em tópicos que nos tocam diretamente.

I – A IRRACIONALIDADE DE NOSSO ESTILO DE VIVER

Este modelo nos fazia acreditar que o importante é acumular grande número de meios de vida, de riqueza material, de bens e serviços a fim de poder desfrutar a curta passagem por este planeta.

Para realizar este propósito nos ajudam a ciência que conhece os mecanismos da natureza e a técnica que faz intervenções nela para benefício humano. E procurou-se fazer isso com a máxima velocidade possível.

Portanto, busca-se o máximo de benefício com o mínimo de investimento e no tempo mais breve possível.

O ser humano, nesta prática cultural, se entende como um ser sobre as coisas, dispondo delas a seu bel prazer, jamais como alguém que está junto com as coisas, convivendo com elas como membro de uma comunidade maior, planetária e cósmica.

O efeito final e triste, somente agora visível de forma inegável é este, expresso na frase atribuída a Gandhi: “a Terra é suficiente para todos, mas não para os consumistas”.

Nosso modelo civilizatório é tão absurdo que se os benefícios acumulados pelos países ricos fossem generalizados aos demais paises, precisaríamos outras quatro Terras iguais a essa que temos.

O que mostra a irracionalidade que este modo de viver implica. Por isso pede o Papa Francisco em sua encíclica “sobre o cuidado da Casa Comum”: uma radical conversão ecológica e um consumo sóbrio e solidário.

II – A NATUREZA É MESTRA

Em momentos de crise civilizacional, como a nossa, é imperioso consultar a fonte originária de tudo: a natureza, a grande mestra. Que ela nos ensina?

Ela nos ensina que a lei básica da natureza, do universo e da vida não é a competição que divide e exclui, mas a cooperação que soma e inclui.

Todas as energias, todos os elementos, todos os seres vivos, desde as bactérias e os virus até os seres mais complexos, somos todos inter-retro-relacionados e, por isso, interdependentes. Um coopera com o outro para viver.

Uma teia de conexões nos envolve por todos os lados, fazendo-nos seres cooperativos e solidários. Quer queiramos ou não, essa é a lei da natureza e do universo. Por causa desta teia de interdependências chegamos até aqui.

É essa soma de energias e de conexões que nos ajuda a sair das crises e a fundar novo ensaio civilizatório. Mas nos perguntamos: somos suficientemente sábios para enfrentar situações críticas e responder aos novos desafios?

III – TUDO ESTÁ RELACIONADO COM TUDO

A realidade que nos cerca e da qual somos parte, não deve ser pensada como uma máquina mas como um organismo vivo, não como constituída de partes estanques, mas como sistemas abertos, formando redes de relações.

Vigoram duas tendências básicas em cada ser e no inteiro universo: uma a de se auto-afirmar individualmente e outra a de se integrar num todo maior. Se não se auto-afirma corre o risco de desaparecer. Se não se integra num todo maior, corta a fonte de energia, se enfraquece e pode também desaparecer. Importa equilibrar estas duas tendências. Caso contrário caimos no individualismo mais feroz – a auto-afirmação – ou no coletivismo mais homogeneizador – a integração no todo.

Por isso temos sempre de ir e vir das partes para o todo, dos objetos para as redes, das estruturas para os processos, das posições para as relações.

A natureza é, pois, sempre co-criativa, co-participativa, ligada e re-ligada a tudo e a todos e principalmente à Fonte Originária de onde se originam todos os seres.

IV – DESDE O COMEÇO ESTÁ PRESENTE O FIM

O fim já está presente no começo. Quando os primeiros elementos materiais depois do big bang começaram a se constituir e a vibrar juntos aí já se anunciava um fim: o surgimento do universo uno e diverso, ordenado e caótico, o aparecimento da vida e o irromper da consciência.

Tudo se moveu e se interconectou para dar início à gestação de um céu futuro que começou já aqui em baixo, como uma sementinha, foi crescendo, crescendo até acabar de nascer na consumação dos tempos. Esse céu, desde o começo, é o próprio universo e a humanidade chegados à sua plenitude e consumação.

Não há céu sem Terra, nem Terra sem céu.

Se assim é, então, ao invés de falarmos em fim do mundo, deveríamos falar em um futuro do mundo, da Terra e da Humanidade que então serão o céu de todos e de tudo.

Onde está o dinheiro?

A polícia do Piauí montou uma caçada humana, no sentido literal do termo, para dar conta de buscar assaltantes envolvidos em espetacular roubo de banco na cidade de Campo Maior.

Os ladrões não estavam para brincadeira: eram muitos, bem armados e dispostos a riscos muito grandes – daí porque se pode depreender que estavam à cata de um numerário de grande monta, não caraminguás que resultassem em maior perda que ganhos.

Ora, tem-se nove cadáveres, oito presos e um número ainda não definido de bandidos em fuga ou sob investigação pela polícia. O valor até agora apreendido mortos e feridos soma R$ 90 mil e de R$ 229 mil que teriam sido levados pelos bandidos.

Tomando por base o maior valor do numerário, temos uma média de R$ 13,4 mil por bandido preso ou morto. Se considerado somente o valor apreendido, a média de ganho dos marginais é ainda menor: R$ 5,3 mil. Não parece razoável sob o ponto de vista de ganho em uma operação de tão elevado risco que essa gente criminosa tenha se exposto tanto.

Há que se considerar, assim, que falta uma informação nessa cadeia de dados que a polícia tem divulgado: o valor do ervanário disponível nos caixas em Campo Maior, explodidos na Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil na véspera de se iniciar pagamentos de pensionistas e aposentados do INSS.

Por Arimatéia Azevedo

Foto: Divulgação/SSP-PI

Inacreditável

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Por Murilo Noleto

Vez por outra, a duplicação das BRs que saem de Teresina, voltam ao noticiário da imprensa local.

Tomamos a liberdade de rememorar aqui nesse espaço um texto do jornalista Zózimo Tavares alusivo a essa pouca vergonha, datado de 05.09.2012, postado no Portal 180 Graus.

“Governador quer duplicar BRS com novo empréstimo“

“O Piauí está a um passo de se endividar em mais R$ 624 milhões . As comissões de Constituição e Justiça Infraestrutura e Finanças da Assembleia Legislativa aprovaram ontem, em reunião conjunta, pedido de autorização feito pelo Governo do Estado para contrair empréstimo nesse valor junto ao BNDES.

Com os recursos desse empréstimo, o Governo do Estado pretende fazer investimentos na mobilidade urbana em Teresina, Picos e Oeiras e em outras cidades do Estado, na construção de um novo Centro de Convenções na Capital, na implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba e na ampliação do Projeto Piauí Digital. Com esmagadora maioria na Assembleia, o governador Wilson Martins não terá dificuldade em aprovar o pedido de empréstimo também no plenário. No ano passado, a Assembleia autorizou o governador a fazer operação de crédito de até R$ 300 milhões junto à Caixa Econômica Federal, dos quais ele já recebeu R$ 120 milhões.

Em maio deste ano, o governador assinou também empréstimo no valor de 350 milhões de dólares (mais de R$ 600 milhões) com o Banco Mundial, para investimentos em infraestrutura, educação, desenvolvimento rural sustentável (com foco no pequeno produtor), modernização da gestão pública e melhoria da política ambiental do Estado.

É COM ESSES NOVOS RECURSOS QUE TOMARÁ EMPRESTADO QUE O GOVERNADOR PRETENDE FAZER A DUPLICAÇÃO DAS SAÍDAS DE TERESINA, PELAS BR-343 e 316, numa extensão de 10 quilômetros em direção a Altos e mais 10 quilômetros em direção a Demerval Lobão”.

Pergunta que insistimos em fazer:

Se esses milhões de reais, foram efetivamente contratados e recebidos e entraram nos cofres estaduais, qual a destinação dada a essa fábula de recursos, já que a duplicação das BRS jamais foram feitas?

E os órgãos de fiscalização e controle da União, quais providências tomaram ao longo desses seis anos sobre tais fatos?

PS

Enquanto isso, o contribuinte brasileiro que percorrer o trecho de mais de 1300 quilômetros entre as cidades de Fortaleza e Salvador, já o fará em BR duplicada.

É isso.

China, fábrica de startups

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Há anos que a China vem se desenvolvendo a galope. Com altas taxas de crescimento (mesmo isso podendo ser um risco), o país mais populoso do mundo se mostra competitivo em diversos setores. Na área de tecnologia, os chineses se tornaram vanguardistas em inovação. Por lá, o número de startups cresce exponencialmente e o ecossistema já é muito maior, por exemplo, que o do Vale do Silício. O país já é líder mundial em startups financeiras (fintechs), educacionais (edtechs) e varejistas.

É da China, por exemplo, a atual startup mais valiosa do mundo: a Bytedance foi avaliada, em 2018, em US$ 75 bilhões, superando a Uber, que ficou na casa dos US$ 72 bi. Logo em seguida, na terceira colocação, mais uma chinesa, a Didi Chuxing, plataforma de transporte privado, com valor de mercado de US$ 56 bilhões. Para se ter uma ideia, enquanto, no Brasil, há apenas cinco startups unicórnios (as que passam o valor de US$ 1 bilhão: 99, PagSeguros, Nubank, Stone e iFood), a China já registra mais de 160 delas.

Essa pujança das techs chinesas se deve a um plano de investimentos forte empreendido pelo próprio governo: só em 2015, foram US$ 230 bilhões aportados. As startups locais recebem financiamento direto e isenção de impostos, principalmente para iniciativas na área de inteligência artificial. O acelerado crescimento da economia chinesa contribui para esse salto da tecnologia. Por lá, por exemplo, já quase não se usa mais dinheiro para pagamentos e o cartão de crédito está perdendo força; a maioria das transações são feitas por pagamento digital, por meio de smartphones.

O crescimento do mercado de tecnologia chinês também pode ser proveitoso para o Brasil, já que as startups desenvolvidas aqui podem receber investimentos de empresas ou fundos maiores de lá. E isso já vem ocorrendo. A brasileira 99 alcançou a marca de unicórnio após aporte de US$ 100 milhões da chinesa Didi Chuxing. Já a Nubank recebeu investimento de US$ 200 milhões da Tencent. Cabe agora, ao Brasil, saber aproveitar essa relação.

Temos muito a aprender com o país asiático, um dos nossos principais parceiros comerciais e que vem demonstrando estar muito à frente em diversos setores. É verdade que, atualmente, nossa principal exportação à China é a soja, mas, com as medidas e os investimentos corretos, podemos ir muito além e fazer desenvolver ainda mais o ecossistema de inovação nacional.

Por Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com

 

As inovações surgem durante as crises

“A inovação na gestão pública passa pelo modelo mental de quem está executando a coisa pública. É preciso mudar esse modelo e não ficar olhando e terceirizando culpa”, afirmou, ontem, em Teresina, o presidente do Fórum Nacional Inova Cidades, Rodrigo Barros.

O fórum foi instituído pela Frente Nacional de Prefeitos, com o objetivo de promover a integração e compartilhamento de experiências entre os municípios brasileiros.

Rodrigo Barros foi um dos conferencistas de ontem no II Congresso das Cidades, que se realiza no Atlantic City. O evento, idealizado e realizado pelo Grupo de Mídia Cidade Verde – TV, Rádio, Portal e Revista – tem como tema geral “Gestão, Inovação e Desenvolvimento humano”.

O desafio da mudança

O conferencista falou sobre a inovação nas gestões municipais. Atualmente, Rodrigo Barros ocupa também a Secretaria de Desenvolvimento Científico, Econômico, Tecnológico e de Inovação da Prefeitura de Guarulhos, São Paulo.

Ele afirmou que quem está com a responsabilidade na mão, na gestão pública, pode ser o protagonista da transformação, se não ficar apenas olhando a banda passar e terceirizando culpa.

O presidente do Fórum Nacional Inova Cidades disse que o Congresso das Cidades é um evento que tem mexido com o Brasil. Em sua opinião, é uma oportunidade para que se faça uma advocacy sobre o que a inovação deve representar para os municípios.

Rodrigo Barros procurou levar para cada um dos 204 prefeitos piauienses presentes ao Congresso das Cidades a importância da transversalidade da inovação. A seu ver, ela precisa ser feita a partir de um planejamento e permear toda a cidade e todos os órgãos públicos.

É um desafio, segundo ele, mas que deve ser buscado a partir de três pilares – liderança, planejamento e execução.

As grandes inovações, sustentou, surgem em momentos de adversidades, de crise. Neste aspecto, o Brasil vive um momento propício a que elas aconteçam.

Rodrigo Barros, presidene do Fórum Nacional Inova Cidades

Equipe de W. Dias não é técnica: É uma grande família

A Grande Família

Por: Arimatéia Azevedo

Para quem anunciou o critério eminentemente técnico, o governador Wellington Dias empossou ontem, um secretariado com a cara de uma grande família, repleta de parentes de políticos, sendo muito fácil identificar e destacar irmãos, primos, sobrinhos, e até pai de deputados estaduais, além de tio e irmãos de deputados federais e senadores.

Exato dentro disso, a deputada federal Margarete Coelho emplacou a irmã, Sádia Castro, na secretaria de Meio Ambiente; a deputada Flora Isabel reafirmou a irmã, Giovanna Gayoso, na agência de Desenvolvimento Habitacional, o deputado Estadual Fábio Xavier mantém o irmão Gustavo na secretaria das Cidades e Themístocles Filho devolve o mano Marllos, para Coordenação de Proteção ao Idoso. O deputado Nerinho colocou o primo, Igor Nery, na secretaria de Desenvolvimento Econômico, João Madison, por sua vez, conseguiu que o sobrinho, Leonardo Sobral, ocupe a presidência do Idepi.

Por fim, o Departamento de Estradas de Rodagem se mantém com Castro Neto, que é filho do senador Marcelo Castro e vai ocupar a Coordenadoria de Fomento a Irrigação o ex-prefeito de Oeiras, B.Sá, pai do deputado estadual de Bessazinho. E olhem que estes são somente os conhecidos e já identificados no primeiro escalão, restando uma longa lista a ser devidamente preenchida por outros parentes no segundo escalão. Ou, até mesmo a repetição de alguns desses em outros cargos.

O reinício do novo (velho) governo, ao invés de ser marcado por uma gestão austera e de perfil eminentemente técnico, é a demonstração evidente de que os acordos políticos podem se tornar a face pouco confiável da governabilidade idealizada por Wellington Dias. Alguém até poderia discordar de tudo isso dizendo que parente também é técnico.

O perigoso desmanche da educação

Por: Cláudia Brandão

É assustadora a preocupação com o desmonte da educação que está se formando no Brasil. A decisão do atual ministro da Educação, Abraham Weintroub, de cortar 30% das universidades federais, sob o argumento de que essas instituições são celeiros de marxistas é, no mínimo, ridícula. Não existe nação desenvolvida sem uma universidade forte, independente e bem estruturada. Universidades são locais de ensino, pesquisa e extensão e, também, da formação do pensamento crítico dos alunos, o que só é possível por meio de um debate livre e plural.

A perseguição aos cursos da área de humanas, como sociologia e filosofia, é rasteira, própria de regimes fascistas. Não há nenhuma razoabilidade no argumento levantado pelo ministro de que quem quer estudar sociologia que pague pelo seu curso. Isso é querer tolher a liberdade de escolha de uma profissão. Onde está a autonomia do aluno para seguir a sua vocação? Quer dizer, então, que alunos pobres que não tenham aptidão para os cursos da área técnica ficarão sem estudar por uma decisão autoritária e partidária do ministro?

Educação, segundo reza a Constituição brasileira, é direito de todos os cidadãos. E não apenas daqueles que querem estudar engenharia ou medicina. Quanto maior o nível de letramento de um povo, maior o grau de desenvolvimento e prosperidade de país. O mundo está mudando e o ministro parece não ter se dado conta disso. Muitas das profissões atuais nem existirão daqui a dez, vinte anos, mas as habilidades desenvolvidas nas áreas de humanas serão cada vez mais exigidas no mercado de trabalho. Alguém precisa atualizar o ministro do novo tempo que está chegando

Oceanos não pacíficos

por José Adalberto Ribeiro

Existe o consenso de que a reforma da Previdência é imprescindível. O Xis da questão é a dosimetria. Depende de mais ou menos no lombo dos desvalidos, dos assalariados ou das realezas republicanas.

Na luta contra a herança nefasta da mundiça vermelha, o Brazil navega em oceanos não pacíficos. São os oceanos do desemprego de 12 a 14 milhões de criaturas, do subemprego, da informalidade, da violência, do déficit público e da bagaceira social.  

Quem nasceu primeiro, o óvulo do desemprego ou o déficit da Previdência?Dizei-nos ó oráculos da República! Decifra-me ou te devoramos.

Se a reforma proposta por Seu Jair for aprovada e a economia  deslanchar, a mundiça vermelha será exterminada para sempre do Brazil. Oh glória!  

Novidade zero que a seita vermelha irá boicotar a reforma. Se a matéria for aprovada e a economia deslanchar, a mundiça vermelha será exterminada para sempre do Brazil. Oh glória!  

A geração de empregos é a questão central, econômica e social do Brazil. A vastidão do desemprego, do subemprego e da informalidade alimenta o déficit da Previdência.

“Farinha pouca, meu pirão primeiro”, eis o lema. As elites da realeza republicana abocanham na aposentadoria a média de 15 vezes mais que o pirão da rafaméia do setor privado, segundo dados da Instituição Fiscal Independente (IFI). Trabalham pouco, ganham muito e são invocados. Se você disser que o sinhozinho é feio, será preso por desacato à autoridade. Se disser que a sinhazinha é bonita, será processado por assédio sexual.

A Previdência é uma casa de farinha para a nobreza republicana. Assim se perpetuam as desigualdades antissociais.

Os privilégios dos príncipes e das princesas são chamados de cláusulas pétreas, cláusulas rochedos. Se mexer com essa turma o mundo desaba. Os direitos dos mais pobres são farináceos, cláusulas de areia. Aposentadoria do Funrural e Benefício da Prestação Continuada – BPC da assistência social aos desvalidos mais pobres são cláusulas de areia.    

Seja dito milhões de vezes: a dívida pública no Brazil é o crime perfeito. Os banqueiros devem a todo mundo e todo mundo deve aos banqueiros. São 3,8 trilhões de papagaios da dívida e montanhas de pagamentos em juros. Este sim é o maior sorvedouro de recursos públicos do mundo. Vampiros existem sim e são tenebrosos.

Drácula e Frankenstein não amarram as chuteiras dos banqueiros e dos vampiros do Brazil.

O xeque-mate

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Por Arimatéia Azevedo

Parece que somente Ciro Nogueira entendeu que a montagem do atual governo não passa de uma estratégia de Wellington Dias visando a enfraquecê-lo em eventual disputa do governo em 2022.

O governador está dando prestigio e, portanto, fortalecendo no governo, deputados do Progressistas, como fez com Wilson Brandão (secretaria de Mineração),  Margarete Coelho (Meio Ambiente), Hélio Isaías (Cidades e Transportes), Firmino Paulo (Adapi) de tal maneira que em um eventual rompimento com Ciro eles podem preferir ficar no governo. Wellington Dias termina puxando para seu lado o deputado Firmino Paulo que não é mais aliado do tio prefeito de Teresina, Firmino Filho, e só está no PP por questão de opção, sem amarras com o partido, tampouco com o senador.

É voz corrente entre os mais próximos do governador que a rejeição ao nome de Mainha para qualquer cargo no governo teria se dado em função da subordinação beirando a subserviência do ex-deputado ao senador.  Um deputado petista chegou a chamar Mainha de ‘pau mandado’ de Ciro e que, no governo, veria mais os interesses do senador e os seus próprios. Outro que não foi sondado para qualquer cargo foi Júlio Arcoverde, embora se lhe credite a indicação do diretor do Detran. Mais um lance estratégico de Wellington diz respeito à convocação dos deputados para a equipe.

Ele tirou quatro da Assembleia Legislativa permitindo o assento dos suplentes do PT e PP para, na eventualidade de Júlio Arcoverde voltar da Semel, quem perderá a vaga será Belê Medeiros, do PP. A trama está aparentemente tão perfeita que está causando muito alvoroço dentro do Progressistas.

Ciro Nogueira, desde ontem, tem bancado o bombeiro para apagar o fogo da ex, a deputada Iracema Portela, que não gostou de Margarete ter entrado na partilha dos cargos, apadrinhando a irmã na Secretaria do Meio Ambiente.  Iracema diz que nunca, até então, deputado federal participou diretamente dessas escolhas, porque ela não sequer foi sondada para nada. No jogo do xadrez (no bom sentido), Wellington Dias parece dispor de condições para o xeque-mate.

O secretariado denorex

Por Arimatéia Azevedo

O novo secretariado do governador Wellington Dias, anunciado ontem, consegue a proeza de manter quase os mesmos nomes de antes, e, quando há alguma mudança, são tanto sutis quanto inacreditáveis. Na verdade, de novo o secretariado não tem absolutamente nada, exceto a repetição de aparentes acordos e conchavos políticos, com o acréscimo de que muitos deputados saíram fortalecidos porque ocupam dois lugares ao mesmo tempo.

Esses privilegiados não vão para as secretarias, continuam na Assembleia Legislativa, mas colocam os seus indicados no respectivo lugar do desejo, embora não necessariamente todos tenham sido atendidos como gostariam. Se de fato diminui a quantidade de suplentes convocados (na legislatura passada eram mais de dez) tem suplente diferenciado que ocupa o lugar de deputado e o pai ainda pousa em uma secretaria. Tem senador que repete o cargo para o filho, e tem senador que perde o cargo do amigo.

Aliás, neste último caso, tem-se uma inovação, que é alguém ficar guardando lugar para outro, que vai assumir em momento futuro. O outro senador perde espaço no governo e secretarias, bem demonstrando que o governador está atento para os movimentos de 2020, e de 2022, já se prevenindo contra esse senador que deseja fazer governador um candidato que não é do agrado dos petistas e do núcleo duro do governo.

No frigir dos ovos, as secretarias foram fatiadas ainda mais, como verdadeiras capitanias hereditárias, relembrando o tempo do Brasil colônia, em que a quantidade de pessoas que ocupam os cargos está inversamente proporcional à qualificação de cada um deles. É bem verdade que existem alguns poucos nomes que são expoentes, em qualificação pessoal, e com aptidões técnicas suficientes para ocupar mais de uma pasta. Mas também se tem deslocamentos óbvios, onde economista vai tratar de agricultura familiar, historiador vai cuidar de estradas e outros segmentos correlatos, e  analista de sistemas vai cuidar da educação.

Por estas e outras é que se pode esperar muito pouco de novidades em um secretariado que mais parece um amontoado de feudos com os seus dignitários correspondentes, com o viés político mais forte que nunca, dando a falsa impressão de um secretariado técnico, que, tal qual a propaganda do shampoo, nos anos 80, só se parece, mas não é.

Não é Mão Santa o inimigo da Parnaíba!

Por:Bernardo Silva(*)

É fácil se comprovar que o inimigo nº 01 da Parnaíba não é o prefeito Mão Santa, como querem fazer crer aqueles que por ele foram destronados do poder em 2016, numa eleição livre e democrática. É só observar que, enquanto o governador do estado, que mantém a chamada grande imprensa de olhos vendados, tem como foco principal de seu governo a distribuição de cargos para apaniguados, Mão Santa busca resolver os problemas da cidade, embora lutando contra a escassez de recursos, agravada com a hecatombe de que foi vítima a Parnaíba, com o inverno rigoroso que se abateu sobre ela. Antes, em período invernoso não se fazia capina, não se tapava buraco… só quando a chuva parava. Hoje é diferente…Sem dinheiro, sem verbas federais no balde, como tinham no tempo do PT, hoje se constrói, se reforma, se refaz. Essa é a diferença.

No poder desde 2002

Wellington Dias se elegeu em 2002, junto com Lula, seu ídolo maior. Governou quase 8 anos e se afastou para se candidatar a senador, deixando em seu lugar seu vice-Wilson Martins, a quem ajudou eleger e fez manter em vários cargos no governo os petistas de patente mais elevada. Depois volta ao poder por mais 4 anos e se reelege. Vai chegar aos 16 anos, afora mais 4 de Wilson Martins quando vários petistas continuaram “mamando”. Ao todo, serão 20 anos de petismo no poder, quando Wellington Dias terminar o seu 4º mandato.

O que Parnaíba ganhou???“Espaço da Cidadania” fechado

Não, não se tem notícias de ganhos relevantes para Parnaíba durante todo esse período. Só perdemos – da Academia de Polícia e Espaço da Cidadania, ao desmonte de órgãos como o Iapep, Detran, delegacias de polícia, enfim, nenhuma estrutura do governo em Parnaíba foi fortalecida. Em contrapartida, aos amigos e correligionários o governador mentiu e prometeu: reforma e conclusão da ponte Simplício Dias, Complexo Porto das Barcas, Mercado da Caramuru, reforma do Estádio Petrônio Portelo… a lista é imensa.

Retomando obrasCIE -Obra abandonada na gestão passada, agora concluída

Enquanto isso, após assumir, pela 2ª vez, o comando do município em 2017, Mão Santa só tem procurado reconstruir o que encontrou destruído durante os 12 anos que estiveram no Poder o José Hamilton C. Branco e Florentino Alves Neto. Inclusive, obras grandiosas e caríssimas, que iniciaram em seus governos, conveniados com o Governo Federal, não souberam aproveitar a oportunidade de deixarem seus nomes na história. E as abandonaram, a exemplo a obra de esgotamento sanitário, orla da Pedra do Sal, CEU das Artes, várias creches, Centro de Iniciação ao Esporte, recém- inaugurado, UPA 24 horas… estruturas que estão sendo postas em funcionamento, após inúmera idas e vindas a Brasília, para refazer projetos, resgatar recursos e finalizar. Tudo em respeito ao dinheiro público que estava sendo desperdiçado.

Inveja?

CEU das Artes: Obra abandonada na gestão passada e agora concluída

E quando Mão Santa inaugura obras como o CIE- Centro de Iniciação ao Esporte ou conclui o CEU das Artes, Upa, Creches, etc., seus opositores questionam: Ah, mas a obra não é da prefeitura!!! Babacas! Claro que é. É da população, sim. Construídas com recursos da população que estavam enterrados, por eles. Há demérito no prefeito que faz o que Mão Santa vem fazendo? Claro que não. Há respeito ao que é do povo. E mais: Por 12 anos Parnaíba foi governada por Zé Hamilton e Florentino, que eram atrelados ao governo federal e ao governo do Estado, ambos do PT. E o que trouxeram para Parnaíba além de programas que chegaram também a todos os Estados da Federação – Minha Casa Minha vida e Bolsa Família, dentre outros? Nenhum grande projeto (Como conclusão do Porto ou os dos Tabuleiros Litorâneos) – por conta do grande amor quem dedicavam (W. Dias, Hamilton e Florentino) ao Lula e à Dilma!!!

Tabuleiros Litorâneos

Mão Santa deve encerrar seus 4 anos de mandato com a conclusão dos Tabuleiros Litorâneos, um objetivo que tem buscado realizar de forma obstinada, desde que assumiu o mandato em 2017. E já trouxe a Parnaíba até um presidente da República. Semana que vem traz o terceiro ministro do atual presidente da República, a quem tem feito o mesmo pedido da conclusão dos Tabuleiros. Agora é a vez da vinda Gustavo Canuto do Desenvolvimento Regional, ao qual o assunto está ligado. Mão Santa acredita piamente que vai concluir a obra, dando à sua cidade um presente de uma importância ímpar. E Mão Santa é o louco? Que não gosta da Parnaíba? Quem o conhece sabe que ele é como é, aqui e alhures. O Brasil o conhece, admira-o e o respeita, pelo que foi quando Senador da República. Em Brasília, nos corredores do Congresso, todos constatam isso. E em Parnaíba, os invejosos só procuram diminuí-lo, ridicularizá-lo. Mas é ele o prefeito. Eleito pelo povo. Esse é o fato. O resto é resto.

(*)Bernardo Silva é jornalista, professor e Superintendente Municipal de Comunicação

A violência nas escolas

Por:Zózimo Tavares

A Câmara dos Deputados iniciou um debate sobre a violência nas escolas e a busca de medidas preventivas para conter o seu avanço.

A Comissão de Educação da Câmara já promoveu audiência pública com esses objetivos.A deputada federal Rejane Dias (PT) vem participando de perto das discussões, que foram intensificadas entre os parlamentares depois do atentado a estudantes e professores em uma escola no município de Suzano, no interior de São Paulo, no dia 13 de março passado, com dez mortes.

A ideia dos deputados é discutir medidas urgentes para conter o que chamam de “epidemia de violência nas escolas”.Foram convidados para a audiência pública o secretário municipal de Educação de Suzano (SP), Leandro Bassini; representante do Movimento Todos pela Educação, João Marcelo Borges; professora, escritora e mestre em Educação Tânia Zagury; e representante do Instituto Sou da Paz, Felippe Angeli.A deputada Rejane Dias acompanha o debate com a experiência de quem já foi secretária estadual de Educação e está preocupada com a situação.

Ela espera que dessas discussões possa sair uma política nacional para a segurança nas escolas, tendo em vista que a violência nesses locais preocupa educadores, alunos e famílias de todo o país.

De fato, a onda de violência nas escolas é assustadora. E o Brasil precisa lidar com urgência com esse problema, antes que ele fuja do controle, como tantos outros para os quais não se deu a devida atenção quando eram menores.

Falta de medicamentos para pacientes crônicos na rede pública é desleixo administrativo

Por: Gustavo Almeida

Ser governante não é uma tarefa fácil. Qualquer cidadão com um nível mediano de conhecimento sabe que um gestor público esbarra em dificuldades e precisa enfrentar desafios e burocracias. Isso não tira, obviamente, o direito da população de cobrar, e exigir que o Poder Público cumpra com suas obrigações e trabalhe para que existam avanços, melhorias, etc. Apesar de tudo isso, pode-se cravar: governar nem sempre é uma tarefa fácil.

Dito isso, é importante constatar que existe grande diferença entre situações impostas pelas dificuldades e aquelas que são puramente desleixo, descaso e, em muitos casos, até falta de sensibilidade humana. O que mais temos visto são situações aonde não cabe justificativa plausível senão a constatação do desleixo de quem governa. Isso tem acontecido em vários lugares, nas diferentes regiões do país. No Piauí, infelizmente não tem sido diferente.

Aqui, vemos situações que causam indignação e revolta. São casos onde a gente se pergunta: será que isso não toca o coração de quem governa? Esta semana, a Associação dos Diabéticos do Piauí (Adip) denunciou que milhares de diabéticos de todo o estado estão sofrendo com a falta de insulina. Conforme a entidade, o hormônio falta há 40 dias na Farmácia de Medicamentos Excepcionais, para desespero de quem precisa dele para viver.

Governador tem sido cobrado por pacientes (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Numa série de vídeos postados nas redes, pacientes clamam pela regularização da oferta do produto. Em um dos vídeos, a pequena Ana Luísa, de apenas 8 anos, faz um apelo ao governador Wellington Dias (PT). “Insulina é vida. Por favor, governador, do fundo do meu coração, nos dê insulina”. A descontinuidade no fornecimento impede que os portadores de diabetes tipo 1 façam o tratamento adequado. No vídeo, a garotinha lembra que muitos pacientes não têm condições de adquirir insulina na rede particular.

Esse desleixo com a vida de quem depende do Poder Público não ganha guarida na alegação de dificuldades, por mais que queiram emplacar essa desculpa. No último dia 18, um idoso morreu no Hospital Tibério Nunes, na cidade de Floriano. Conforme divulgado pela imprensa, ele esperava há 12 dias para fazer um cateterismo. A família tentou de todo modo conseguir o procedimento, mas o idoso só resistiu a 12 dias de descaso e acabou morrendo. Pacientes renais também têm lutado pela vida diante da falta de medicamentos na rede pública.

Situações como essa não podem ser admitidas. Garantir os direitos dessa parcela da sociedade deve ser o mínimo, o trivial de qualquer governante. Quando um gestor postula um cargo público, é preciso compreender que se está postulando cuidar de vidas, de seres humanos. Para esse tipo de situação, a burocracia é a única justificativa que não interessa. Diante de realidades assim, é preciso se antecipar a tudo, porque vidas estão em jogo.

Não fazer o Porto de Luís Correia, apresentar um arremedo de aeroporto internacional ou deixar de concluir uma grande obra de infraestrutura qualquer, ainda que seja uma vergonha, pelo menos não afeta tão direta e decisivamente a vida de uma pessoa. Mas, deixar de ofertar medicamento essencial para quem nem sempre pode comprar na rede privada é uma constatação irrefutável do desleixo e da irresponsabilidade, seja lá quem for o gestor.

Esse desleixo e falta de sensibilidade não pode prosperar em nenhum lugar sério, mas no Piauí, infelizmente, temos visto. Diante disso, só nos resta perguntar: até onde vai o desleixo?

O impacto das fintechs no mercado financeiro do Brasil

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Por: Janguiê Diniz 

O mercado financeiro brasileiro vem passando por grandes mudanças. Se, antes, um número reduzido de empresas de grande porte dominava o setor, hoje, a situação é bem diferente. Com o desenvolvimento das tecnologias e o surgimento das fintechs – startups da área financeira – e dos bancos digitais, a maneira como as pessoas se relacionam com o dinheiro e suas transações está, paulatinamente, se diversificando.

Agora, ninguém precisa mais ficar preso a um banco ou a uma financeira, com seus juros altos e taxas sobre todas as operações. Com essa nova realidade, as fintechs têm se tornado grandes empresas que conseguem competir – embora ainda não em pé de igualdade – com os grandes bancos.

O Banco Central vem, desde 2017, concedendo abertura às fintechs para vários tipos de operações antes feitas apenas pelas instituições financeiras tradicionais. Esse movimento permitiu, por exemplo, que a Nubank, já considerada a fintech mais inovadora da América Latina, e tantas outras, como Neon e Next, passassem a oferecer diversos serviços, desde contas correntes e para recebimento de salário, empréstimos e pagamentos com cartão de crédito.

Um levantamento do Finnovation mostrou que o número de startups que atuam no segmento quase dobrou entre o fim de 2016 e o meio de 2018, chegando a quase 400 delas. Elas oferecem serviços como meios de pagamentos, gestão financeira e empréstimos.

A vantagem primordial das fintechs e dos bancos digitais é que eles conseguem oferecer serviços com preços, taxas e cobranças mais baixos que as instituições financeiras tradicionais. Tudo por conta da tecnologia, que permite às startups trabalhar com uma estrutura menor, total ou parcialmente online, sem necessidade de gastos com pessoal e locação de espaços, por exemplo. E ainda trazem a praticidade de o cliente conseguir fazer tudo pelo celular, sem necessidade de ir a uma agência – o que, por si só, já é uma grande vantagem, pois evita gasto de tempo com deslocamento e as grandes filas.

A força das fintechs é tão grande que até mesmo alguns grandes bancos criaram suas startups para oferecer esse novo modelo de serviço aos clientes. O Next, por exemplo, foi criado pelo Bradesco. É uma mudança estrutural marcante nesse mercado que, no Brasil, sempre foi muito dominado por poucas empresas. Essa quebra de paradigma é muito boa para o consumidor, que passa a ter mais opções para escolher, e estimula a competitividade, o que pode fazer com que as companhias que antes dominavam o setor busquem se adaptar a uma nova realidade – e isso significa melhores serviços e menos cobranças.

Descarga elétrica tributária

 Por:José Adalberto Ribeiro

Neste mês de abril chegamos ao final da temporada de delação do Imposto de Renda. Durante o ano todo segue a temporada de arrastão e você será obrigado a trabalhar de quatro a cinco meses para pagar o IR, Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores IPVA, Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana – IPTU, Imposto sobre a Propriedade Territorial  Rural – ITR, Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, ICMS-Subvenção-CDE (conta de luz), Programa de Integração Social PIS-Pasep, Imposto sobre Valor Agregado – IVA.

Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins, Imposto sobre Serviços – ISS, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Imposto de Importação (II), Imposto de Exportação (IE), Cide Combustíveis, Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (combustíveis), Cide-Remessas, Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), Imposto sobre Transmissões Causa Mortis (ITCM), Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens e Imóveis (ITBI), Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros, Imposto sobre a Exportação de Produtos Nacionais ou Nacionalizados (IE).

Imposto Sindical, Seguro Obrigatório do automóvel, seguro facultativo obrigatório do automóvel, Taxa de Limpeza Urbana, Taxa de Iluminação Pública, Taxa de Bombeiros.

O Imposto sobre Terreno de Marinha, uma  aberração chamada de Laudêmio, é remanescente dos tempos do Império. A soma destes impostos equivale à descarga elétrica tributária, acionada para eletrocutar milhões de assalariados, asfixiar as atividades econômicas produtivas, afugentar investimentos e barbarizar o custo-Brazil.    

Reforma tributária é lenda comovente feito o Negrinho do Pastoreio na narrativa do genial Câmara Cascudo. Quem manda no Brazil é a ditadura do Fisco. Na Colônia o Fisco implantou o Quinto dos Infernos (20 % da descarga elétrica tributária). Agora o Fisco reina como meeiro dos infernos.  

Exemplo: no começo do ano um cara chamada Jair Messias Bolsonaro teve a ousadia de sugerir uma micro redução na alíquota do IR. Um chefete do Fisco subiu nos cascos, deu um esculacho em Seu Jair, que foi chamado até de arroz doce. Recolha-se à sua insignificância, trovejou o danadão do Fisco. E não se falou mais em reduzir a alíquota do Imposto de Renda.

Esse cabra do Fisco, no meu pensar, devia ter sido capado e preso numa cela em Curitiba, proibido de dar entrevista. Mas, o Seu Jair tem um coração de mãe, tá Ok?!

A tabela do IR está congelada desde 2015 e a defasagem é estimada em mais de 80%. O nome disso é confisco, crime contra a economia popular. E não tá nada Ok neste Brazil surreal.   

Governo Bolsonaro é completamente enlouquecido, só comparável a Jânio Quadros

Na foto feita por Erno Schneider, Jânio também não sabia para onde ir…

 

Carlos Newton

A cada dia surgem várias novidades, a demonstrar que o governo de Jair Bolsonaro é o mais enlouquecido das últimas décadas, pois deixa no chinelo a gestão amalucada de Fernando Collor e só pode ser comparável ao curto período em que o poder esteve nas mãos de Jânio Quadros, que realmente tinha vários parafusos a menos. Para comparar, vamos ficar apenas no que aconteceu nesta segunda-feira, dia 29, quando ficou claro que está tudo de pernas para o ar, com o presidente da República batendo cabeça com ministros e assessores, com transmissão direta, ao vivo e a cores, como se dizia antigamente.

A segunda-feira começou pegando fogo, porque a Folha de São Paulo publicou uma ensandecida entrevista do secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, que enfim revelou a verdade sobre a reforma da Previdência, que vinha sendo mantida em sigilo, porque nem mesmo o superministro Paulo Guedes tinha coragem de anunciar sua proposta, que merece ganhar a Piada do Ano com total antecedência, imitando Pelé, que foi mundialmente consagrado o Atleta do Século, duas décadas antes do ano 2000.

FIGURA MANJADA – Qualquer pessoa com mínimo acompanhamento da economia brasileira sabe quem é Marcos Cintra, professor da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, que inventou a teoria do imposto único, jamais adotada em nenhum país, e por conta disso se tornou secretário de Planejamento no governo Alckmin em 2003, já se elegeu vereador e até deputado federal, tudo por conta do tal imposto único, uma ideia tresloucada e que é absolutamente impossível de ser adotada.

Quando o nome de Marcos Cintra foi anunciado para a Secretaria da Receita Federal, a princípio se pensou que ele teria sofrido um ataque de bom senso e abandonado o vício do imposto único, que seria uma espécie de superCPMF. Mas era ilusão, Cintra continua a defender o mesmo samba de uma nota só, sem a genialidade de Tom Jobim e Newton Mendonça.

Ao tomar conhecimento da entrevista à Folha, em que Marcos Cintra desmoralizou totalmente a proposta de reforma da Previdência, Bolsonaro entrou em ação, mas apenas para desmentir a cobrança do imposto às igrejas (e aos contrabandistas, segundo Cintra…), mas fez questão de mantê-lo no cargo, ao invés de defenestrá-lo com a urgência necessária.

DESAUTORIZAÇÕES – Nesse Samba do Governo Doido, imediatamente Bolsonaro desautorizou Cintra, mas no mesmo dia o presidente foi também desautorizado por Paulo Guedes, ministro da Economia.  

É que, nesta segunda-feira, o chefe do governo defendeu a redução dos juros do Banco do Brasil aos agricultores, medida altamente compreensível, porque a agropecuária é subsidiada em todos os países desenvolvidos e em desenvolvimento, inclusive na matriz USA, com suas vacas de US$ 300 dólares e seu etanol protecionista, que mantém as exportações brasileiras de álcool sobretaxadas desde o governo Reagan, para fortalecer o Proálcool ianque, enquanto aqui na filial Brazil os governantes querem que os produtores rurais se explodam.

Na mesma hora, Guedes mandou desmentir o presidente, através de “assessores” do próprio Planalto, demonstrando o grau de esculhambação reinante na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes.

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P.S. 1 – Na História Contemporânea, somente Jânio Quadros pode ser comparado a Bolsonaro, com a abolição do terno e gravata, substituído pelo slack (vestimenta indiana), as proibições da briga de galo, do biquíni, do lança-perfume e das corridas de cavalo em dias úteis, com as determinações presidenciais sendo feitas aos ministros através de sumários bilhetinhos, escritos à mão pelo destrambelhado presidente da República, que só não quis proibir o uísque, que tomava em doses industriais. Somente quando Jânio renunciou, sonhando que o povo o reconduziria ao poder carregando-o nos ombros, como acontecera em Cuba com Fidel Castro, é que se percebeu que o presidente não batia bem das ideias.

P.S. 2 – Bolsonaro está indo pelo mesmo caminho e até imitou Jânio na escolha do condutor da política econômica. O ministro da Fazenda em 1961 era o banqueiro Clemente Mariani, e o ministro da Economia atual, Paulo Guedes, tem currículo semelhante. E vejam um detalhe muito importante: quando Jânio renunciou, Mariani foi substituído por outro banqueiro, Walter Moreira Salles. Quer dizer, no Brasil muda-se o presidente, mas os banqueiros continuam mandando na economia. E la nave va, cada vez mais bolsonariana. (C.N.)

Bolsonaro erra ao rebaixar Filosofia e Sociologia, adverte professor de direita

Rodrigo Jungmann afirma que é precisa saber lidar com as ideias

Fábio Zanini
Folha

O anúncio do presidente Jair Bolsonaro de que pretende reduzir as verbas para cursos de sociologia e filosofia foi, previsivelmente, bombardeado pela esquerda, dominante nessas áreas acadêmicas. Mas há críticas também entre os raros professores universitários que se dizem abertamente de direita na área de ciências humanas.

Um deles, Rodrigo Jungmann, que leciona Filosofia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e não esconde sua simpatia pelo governo Bolsonaro, considera a medida um equívoco, inclusive do ponto de vista estratégico.

NÃO É SOLUÇÃO – “Os conservadores se queixam com razão de que a esquerda domina a cultura precisamente em função de sua presença acachapante nos cursos de humanas, que, de fato, com considerável frequência servem a um proselitismo político raso. Mas a supressão de cursos jamais será a solução”, disse Jungmann ao blog, sobre a diminuição de investimentos nas áreas.

Uma reclamação comum na direita é estar perdendo para a esquerda a batalha das ideias na academia. Diminuir o peso de disciplinas de Humanas não ajuda a combater o que é chamado por conservadores de “marxismo cultural”.

“A única maneira pela qual os conservadores podem se contrapor ao domínio da esquerda no mundo da cultura reside numa inserção própria nesse mundo. A direita não deve abolir cursos de humanas. Deve entrar neles, assim como no direito, na imprensa e todas as demais instâncias de formação e circulação de ideias”, afirma Jungmann.

LIDAR COM IDÉIAS – Na opinião do professor, há uma lógica na decisão do governo de investir em áreas de aplicação prática, mas isso não deve ser feito às custas das demais.

“É fora de dúvida que o Brasil pode e deve priorizar a alocação de recursos para áreas de aplicabilidade prática imediata. A nossa carência de engenheiros, por exemplo, é notória. No entanto, daí a preconizar a completa supressão de cursos de humanas já existentes e atuantes vai uma longa distância”, afirma ele, que ressalva que ainda está esperando detalhes sobre a medida anunciada por Bolsonaro.

Para Jungmann, que costuma ser perseguido por estudantes de esquerda na universidade, o ser humano não pode viver exclusivamente para o mundo das coisas práticas. “Pessoas desejam lidar também com ideias e as produzirão e consumirão de uma forma ou de outra”, declara.