A importância de inovar nas empresas

Por: Janguiê Diniz

O mundo tem mudado cada vez mais rápido. Acompanhar essas tendências já não é mais opção, é questão de sobrevivência. A lista das empresas que se recusaram a inovar para acompanhar o mercado e acabaram declarando falência não é pequena e desconhecida. Blockbuster, Kodak, Xerox, Yahoo… todos esses nomes fizeram história no mercado mundial e acabaram sendo esquecidas por não entender a necessidade de inovar.

O primeiro passo para entender a inovação nas empresas é não pensar que ela está restrita apenas à uma nova gestão empresarial criativa. Mas, que inovar também está ligado a ofertar serviços diferenciados, melhorar a produção, reinventar a distribuição, proceder a transformação digital em uma empresa já existente. Inovar é avançar com os negócios, é reinventar os processos, é identificar oportunidades, e é, inclusive, ganhar mais, gastando menos.

É um grave erro achar que apenas grandes empresas conseguem inovar. A inovação precisa ser características tanto de pequenos quanto de grandes negócios. Empresas inovadoras pensam de dentro para  fora, criando um capital intelectual, conversando com seus funcionários e enxergando problemas como oportunidades.

Podemos entender o processo de inovação de duas maneiras: emergente e disruptivo. Entendê-los é fácil. A inovação disruptiva está diretamente ligada a fazer algo novo, do zero. É quando um produto, processo ou negócio nunca visto antes é criado e colocado em prática. Já a inovação emergente é aquela que traz a proposta e garantia de melhorias de algo que já existe.

É importante ressaltar que o empreendedor não deve pensar em inovação como um custo para seu negócio. Não importa se a inovação é básica ou radical, o processo gera impactos e muitos resultados positivos além do lucro, propriamente dito. Inovar traz, acima de qualquer coisa, visibilidade para o negócio.

Inovação virou item imprescindível que há rankings de avaliação anuais para identificar as empresas mais inovadoras, como o Ranking Fast Company que reúne as 50 empresas mais inovadoras e, em 2017, elegeu a Amazon como a mais inovadora – a empresa é focada em buscar melhorias na experiência dos clientes nas compras.

Inovar é, acima de qualquer coisa, questionar. A melhor forma de iniciar o processo de inovação é colocar-se no lugar do seu cliente e perguntar o que pode ser feito para melhorar o produto ou serviço oferecido. É desafiar-se a fazer diferente e melhor. É buscar sempre o novo e saber que não há fórmula certa para o sucesso, mas que adicionando-se criatividade com ação  ao processo empreendedor, a inovação será uma constante.

Embromação: “A que vem o Consórcio Nordeste?”

Por:Zózimo Tavares

A criação do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste – ou simplesmente Consórcio Nordeste – está sendo anunciada como a novidade do próximo encontro dos governadores da região, a ser realizado na quinta-feira, em São Luís.

Segundo o governador Wellington Dias, trata-se de uma inciativa para firmar parcerias, otimizar resultados e economizar recursos financeiros.

Conforme seus idealizadores, com o consócio poderão ser feitas, por exemplo, compras compartilhadas entre os Estados, com redução dos custos dos produtos e dos serviços.

Também haverá parcerias em diversas áreas, como desenvolvimento econômico e social, infraestrutura, tecnologia e inovação, segurança pública, administração prisional e proteção do meio ambiente.

Como se diz no interior, a prosa dos governadores sobre este assunto está muito bonita. Mas é preciso conhecer melhor o tal consórcio para saber até onde ele vai. E se vai mesmo.

Palanque

Conhecendo, porém, a geopolítica do Nordeste não fica difícil duvidar da eficácia do consórcio.

Para começar, o Fórum dos Governadores do Nordeste foi inventado, depois da queda da presidente Dilma Rousseff, como forma de constranger o presidente Michel Temer.

O movimento segue agora a pleno vapor, com uma reunião por mês, pois todos os governadores do Nordeste são oposição ao governo Bolsonaro.

E poucos deles são marinheiros de primeira viagem. Quase todos foram reeleitos.

Então, não custa perguntar: será que antes de 2016 o Nordeste já não tinha graves problemas que pudessem ser enfrentados conjuntamente pelos seus governadores?

Ou eles só surgiram depois que o PT caiu do poder, em Brasília?

Segurança

O governador Wellington Dias cita como exemplo das ações do consórcio a recente cooperação dos Estados nordestinos, que se deram as mãos para ajudar o Ceará no enfrentamento dos ataques de violência, com a ajuda do Governo Federal.

Ora, que novidade há nisso? No tempo de Lampião, os Estados nordestinos já se uniam, já faziam força-tarefa, como se diz hoje, para combater o cangaço.

Rota das Emoções

Outra: uma experiência de um consórcio  com a participação de apenas três Estados da região, e com atuação em apenas uma área – o turismo – foi um fracasso total e absoluto.

Refiro-me ao projeto “Rota das Emoções”, lançado em 2005, envolvendo o Ceará, o Piauí e o Maranhão, com o objetivo de explorar de forma integrada os santuários ecológicos do Parque Nacional de Jericoacoara, do Delta do Parnaíba e dos Lençóis Maranhenses.

O consórcio não andou, pois o que se viu depois foi cada Estado vendendo o seu peixe em separado. E e o Piauí levou a pior: o Aeroporto Internacional de Parnaíba, que seria a porta de entrada da “Rota das Emoções” acabou entregue às moscas.

Reformas paradas

Por: Arimatéia Azevedo

O ano no Brasil, diz uma lenda em tom de piada, só começa após o carnaval. É claro que isso não se configura para a maioria das pessoas. Todo mundo trabalha, tem contas a pagar, impostos a recolher, coisas a fazer e assim o ano mal termina e a faina recomeça sem muito intervalo para se respirar. Mas para os que parecem ter todo o tempo do mundo, a pressa não existe. Nesse compasso, seguem os governantes e as casas legislativas.

Aqui como em Brasília, duas reformas estão paradas. No caso local, a paralisação deve deixar de existir nesta semana, com os deputados cordatamente aquiescendo as alterações na estrutura funcional do Estado, mudada pela quarta vez pelo mesmo governador Wellington Dias (PT), que agora, premido pelas circunstâncias fiscais, tem que usar uma faca em vez de uma caneta – o que poderá destravar o governo, já que o chefe do Executivo renovou o mandato, mas não a equipe, que segue sem definição. No âmbito federal, a reforma da Previdência não andou um centímetro na Câmara, simplesmente porque até agora não está instalada a Comissão de Constituição e Justiça, que aprecia a matéria para permitir sua tramitação.

É um detalhe técnico que faz toda diferença: quanto mais tempo passa, mais o governo precisa ceder nas negociações, o que pode fazer com que a reforma sofra alterações que, se forem grandes demais ou fizerem concessões demais, podem simplesmente transformar tudo em somente um puxadinho. Bem ao sabor dos interesses dos políticos.

Medo – Bolsonaro no Planalto

Por Arthur Cunha – especial para o blog

O decano do Jornalismo Político, Bob Woodward, afirma, em seu mais recente livro, intitulado “Medo – Trump na Casa Branca”, que assessores próximos ao presidente norte-americano aplicaram o que ele chamou de Golpe de Estado Administrativo – essa obra, por sinal, já nasceu um best seller, tendo mais de um milhão de exemplares vendidos na primeira semana. Temendo pela sanidade mental do líder da maior potência do planeta, esses funcionários, entre eles alguns equivalentes aos nossos ministros, esconderam memorandos e sonegaram informações de modo a impedir Trump de tomar decisões precipitadas pelas quais os Estados Unidos pagariam um alto preço.

Na prática, o que aconteceu foi um enfraquecimento da vontade do mandatário e de sua autoridade constitucional, afinal, ele foi eleito legitimamente para o cargo. “Um colapso nervoso do Poder executivo do país mais poderoso do mundo”, concluiu Bob Woodward, que já cobriu nove presidentes pelo Washington Post; escreveu 18 livros; ganhou dois prêmios Pulitzer e foi coautor da série de reportagens com Carl Bernstein sobre o caso “Watergate”, ainda nos 70, que culminaram na renúncia do então presidente Richard Nixon.

Se, ao ler esse preâmbulo, você fez um comparativo com o que estamos vivendo no Brasil, parabéns, você está certo. E pode se assustar, viu! É justamente isso, um Golpe de Estado Administrativo – ou mesmo um Impeachment –, que muita gente já defende em Brasília; no Congresso e na Caserna. A constante falta de decoro do presidente e dos seus filhos trapalhões está causando arrepios nos principais grupos que integram a administração: os militares e a turma da economia, ligada ao superministro Paulo Guedes. Inspirado no ídolo Trump, por quem será recebido no próximo dia 19, Bolsonaro parece seguir o mesmo script do norte-americano ao usar as redes sociais para destilar ódios desnecessários e criar polêmicas estapafúrdias que estão acabando, em tempo recorde, com seu próprio capital político. Com isso, ele esquece de governar.

Os fatos da última semana só comprovaram, de forma cabal, o que muitos já tinham certeza: Bolsonaro não faz ideia do que é ser presidente da República. Não tem filtros; não se preparou para exercer o cargo; não tem postura. Na linguagem popular, é um “sem noção”; um papangu que deu certo. A culpa, é preciso se dizer, não é só dele. E menos de quem o elegeu, porque votou nutrido de um sentimento de mudança necessário diante de tanto desgoverno, e mais da classe política – aí eu estou incluindo os principais líderes e partidos dominantes de outrora –, que falhou na missão de conduzir a nação. Agora, é torcer para a divindade (ou como você queira chamar) iluminar a cabeça do nosso presidente sem juízo. Este país não aguenta outro Impeachment. Que Deus nos ajude!

Olavistas x Militares – Não bastasse Bolsonaro, seus filhos trapalhões e seu partido “laranja”, o guru do Bolsonarismo, Olavo de Carvalho, é outro que está jogando contra.

O filósofo, sustentáculo do núcleo ideológico do governo, entrou em guerra declarada contra os militares. Sexta, mandou seus alunos deixarem a administração. Agora, os olavistas estão acusando a turma da caserna de perseguição. Assessor especial do MEC, Silvio Grimaldo disse que o presidente preferiu os “generais positivistas” aos “ativistas intelectuais de Direita”. É uma guerra de egos!

A atual cultura da violência precisa ser substituída pela cultura do cuidado

Leonardo Boff

O ódio e a raiva estão disseminados em nossa sociedade, toda ela dilacerada. Quem nos governa não é bem um presidente mas uma família, cuja característica principal, utilizando as redes sociais, é a linguagem chula, os comportamentos grosseiros, a   difamação, a vontade de destruir biografias, a distorção consciente da realidade e a ironia e a satisfação sobre a desgraça do outro, como no caso da morte do pequeno Arthur, de sete anos, neto do ex-Presidente Lula. Após o carnaval, o próprio presidente postou no twitter material pornográfico escandalizante.

Os sentimentos mais perversos aninhados na alma de seguidores do atual presidente e de sua família, vieram à tona. Os críticos não são vistos com adversários mas como inimigos a quem cabe combater.

ACIMA DA LEI – Os Bolsonaro violam a lei áurea, presente em todas as culturas e religiões: “não faças ao outro o que não queres que te façam a ti”. Como se vive, consoante o eminente jurista Rubens Casara, num Estado pós-democrático, pior ainda, num Estado sem lei, podemos entender o fato de atropelar a Constituição, passar por cima das leis e por fim, anular uma ética mínima que confere coesão a qualquer sociedade. Estamos a um passo de um Estado de terror.

Valem-nos as categorias do conhecido psicanalista inglês Donald Winnicott, um clássico no estudo das relações parentais dos primeiros anos da criança, para entender um pouco o que nos parece ser algo patológico. Segundo ele, a ausência de uma mãe bondosa e a presença de um pai autoritário marcariam em seus familiares, os comportamentos desviantes, violentos e a falta de percepção dos limites. Talvez esta base psicológica subjacente nos esclareceria um pouco sobre a truculência dos filhos e o despudor do próprio presidente ao expor no twitter uma obscenidade sexual. Entretanto, um país não pode ser regido por portadores de semelhantes patologias que geram um generalizada insegurança social, além de reforçar uma cultura da violência, como atualmente.

COM CUIDADO – À esta cultura da violência propomos a cultura do cuidado, um dos eixos estruturadores do citado psicólogo Winnicott. A categoria cuidado (care, concern) comparece como um verdadeiro paradigma. Possui alta ancestralidade, contada pelo escravo Higino, bibliotecário de César Augusto,em sua fábula n. 220. Esse constitui também o núcleo central da obra maior de Martin Heidegger “Ser” e “Tempo”. Em ambos, se afirma que o cuidado é da essência do ser humano. Sem o cuidado de todos os fatores que se combinaram entre si, jamais teria surgido o ser humano. O cuidado é tão essencial que se nossas mães não tivessem tido o infinito cuidado de nos acolher, não teríamos como deixar o berço e buscar o alimento necessário. Morreríamos esfaimados.

Bem escreveu outro psicanalista, este norte-americano, Rollo May:” Na atual confusão de episódios racionalistas e técnicos, perdemos de vista o ser humano. Devemos voltar humildemente ao simples cuidado. É o mito do cuidado, e somente ele que nos permite resistir ao cinismo e à apatia, doenças psicológica de nosso tempo (Eros e repressão, Vozes 1982, p. 340).

É ESSENCIAL – Tudo o que fazemos vem, pois, acompanhado de cuidado. Tudo o que amamos também cuidamos. Tudo o que cuidamos também amamos. O cuidado é tão essencial que é por todos compreendido porque todos o experimentam a cada momento, seja ao atravessar a rua ou ao dirigir o carro e seja com as palavras dirigidas à outra pessoa.

ACOLHIMENTO – Dois sentidos básicos são expressos pelo cuidado. Primeiramente, significa uma relação amorosa, suave, amigável e protetora para com o nosso semelhante. Não é o punho cerrado da violência. É antes a mão estendida para uma aliança de viver e conviver humanamente.

Em segundo lugar, o cuidado é todo tipo de envolvimento com aqueles que nos são próximos e com a ordem e o futuro de nosso pais. Ele implica certa preocupação porque não controlamos o destino dos outros e do país. Quem tem cuidado não dorme, dizia o velho Vieira.

Finamente observou ainda Winnicott, o ser humano é alguém que necessita de ser cuidado, acolhido, valorizado e amado. Simultaneamente é um ser que deseja cuidar como fica claro com nossas mães, ser aceito e ser amado.

MÃE TERRA – Esse cuidado uns pelos outros e de todos por tudo o que nos cerca, a natureza e nossa Casa Comum refreia a violência, não permite a ação devastadora do ódio que ofende e mata e é o fundamento de uma paz duradoura.

A Carta da Terra, assumida pela ONU em 2003, nos oferece uma compreensão das mais verdadeiras da paz:”é aquela plenitude que resulta das relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com o Todo maior do qual somos parte”(n.16,f).

No atual momento de nosso país, atravessado por ódios, palavras ofensivas e exclusões, o cuidado é imperativo. Contrariamente aprofundaremos a crise que nos está assolando e tolhendo nosso horizonte de esperança.

O risco das velhas caras no governo

A Assembléia Legislativa só deve votar o projeto da reforma administrativa no final deste mês, uma vez que o Palácio de Karnak não pressa para implementá-la de imediato. Se quisesse já teria aprovado, bastando para isso que sua bancada aprovasse um requerimento para o projeto tramitar em regime de urgência. No entanto, é interesse do governador Wellington Dias que a tramitação se dê da forma mais lenta para por em prática seu plano de anunciar o secretariado só em abril.

A partir desta segunda-feira (11), as coisas voltam ao normal no Karnak após o retorno de Dias da viagem particular que fez aos Estados Unidos onde passa o período de carnaval. Com o seu retorno, o governador retomará as conversas individuais com os partidos de sua base política, lideranças e deputados. Wellington Dias é conhecido na classe política como um político destituído por completo do sentimento de ansiedade, mas seus companheiros e aliados não o possuem e por isso aguardam ansiosamente.

Estas três semanas que separam março de abril serão uma eternidade para deputados e partidos que vivem a expectativa da definição da participação deles no governo. O problema é que o governador deu reiteradas declarações afirmando que a composição do governo sairá depois da aprovação da reforma administrativa. Ora, independente do projeto, que já é do conhecimento de todos de como ficará a estrutura (não muda quase nada), Dias já devia ter definido a lista completa dos seus auxiliares.

São alguns nomes já estão escolhidos, como é o caso dos secretários de Planejamento, permanecendo Antonio Neto, assim como Rafael Fonteles na Fazenda, e de Osmar Jr. (PC do B) que vai para a pasta de Governo. É praticamente certo que o atual chefe da Secretaria de Governo, Merlong Solano, irá mesmo para a Administração, enquanto a Agricultura, que será desmembrada, ficará uma parte com o PT e outra com o PSD do deputado Júlio César Lima, que vai manter também a Adapi.

Em relação aos aliados, o PP deve manter os cargos que possui hoje, no caso o Detran e a Secretaria de Transporte, esta pleiteada pelo senador Marcelo Castro que tiraria o filho José Dias de Castro Neto do DER para colocá-lo lá. O senador Ciro Nogueira, porém, está resistindo. Ainda não se sabe como será a participação do MDB nos cargos do governo. Sobram pastas como Meio Ambiente, Turismo, Cidades, Desenvolvimento Econômico, Saúde, Assistência Social, que não se sabe quem serão os nomeados.

Wellington Dias bem que poderia aproveitar que a maioria desses órgãos estão sem definição para colocar caras novas mesmo que seja indicação de partidos para não correr o risco de o novo mandato ter seqüência com uma equipe envelhecida. Afinal, esse quarto mandato pode trazer sérios desgastes para sua imagem e para a do governo. Quatro mandatos é muito tempo para um governo manter uma imagem de aprovação. Fazer um governo novo com caras velhas faz lembrar o velho PDS e PFL que de tanto repetir as caras e não se renovar acabou antes do tempo.

CORTE DOS PRÊMIOS

As medidas de controle de gastos do governo do estado alcançaram até o sorteio da Nota Piauiense, feito para premiar os contribuintes que exigem a nota fiscal de compra.

No 42º sorteio da nota o primeiro prêmio, que era de R$ 50 mil, teve um corte de 50% e só pagou R$ 25 mil, enquanto o segundo prêmio, que era de R$ 20 mil agora só paga R$ 10 mil.

Até mesmo número de ganhadores dos prêmios de R$ 1 mil, R$ 500,00, R$ 250,00 e R$ 100,00, caiu pela metade.

DE VOLTA À CASA

O deputado Evaldo Gomes, que trocou o PTC pelo Solidariedade, está praticamente com um pé dentro da prefeitura de Teresina.

Depois de vários encontros e conversas com o prefeito Firmino Filho, Evaldo Gomes acertou a participação de seu grupo político na prefeitura.

Com isso, o deputado deve indicar um nome para ocupar o cargo de presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves.

E o nome mais cotado é o do suplente de vereador Sheyvan Lima, que foi secretário de Cultura nos 9 meses do governo Zé Filho em 2014.

Feliz ano novo

Por Arthur Cunha – especial para o blog

Acabou o Carnaval e 2019 começou (de fato) no mundo político. Entrando no terceiro ano de suas gestões, os prefeitos brasileiros têm, nos próximos meses, o prazo final para corrigirem eventuais problemas no plano administrativo e prepararem o terreno rumo ao pleito de 2020 – tanto os que tentarão a reeleição quanto os que lançarão seus sucessores. É o ano das “entregas”, onde, segundo os entendidos, as realizações dos governos em questão ficarão marcadas na memória do eleitor. Não se enganem, o tempo até o início da campanha é curto e passará voando. Portanto, prefeitos, mãos à obra porque seus opositores já estão nas ruas atrás de voto.

Mesma lógica para os vereadores que tentarão renovar seus mandatos em 2020. Os que ainda não têm, precisam correr contra o tempo e criar uma marca. O eleitor não engole mais aquela conversa fiada de “vou trabalhar pela saúde e educação”. Você, amigo vereador, necessita ter o que mostrar. Se ainda não fez isso, faça. Graças a Deus a população está cada vez mais vigilante e já não tolera aquela figura que aparece só em tempo de eleição com a cara mais lisa do mundo. A época é a do serviço prestado. Quem não tem, não merece mais a confiança do povo. Vai levar cartão vermelho!

O ano também começou de fato para os governadores de primeiro ou segundo mandato, que tomaram posse no dia 1º de janeiro. E o prognóstico dos próximos quatro anos não é dos melhores. A crise econômica associada à má gestão da máquina pública (na maioria, mas não em todos os casos) continuará sendo um forte empecilho para os chefes dos Executivos estaduais, que têm pela frente inúmero desafios na Segurança, Saúde e Educação. Não bastasse isso, eles ainda precisam viver em Brasília atrás de recursos federais para tirar do papel suas promessas de campanha.

Deputados estaduais, federais e senadores fazem parte de assembleias legislativas e de um Congresso altamente desgastados. Claro que não me refiro a todos. Mas a maioria. Em regra geral, a qualidade dos Parlamentos cai muito com o passar das Legislaturas. Discussões inócuas, brigas de egos e baixa produtividade marcam as casas. Tomara que em 2019 eles acordem e optem por mudar esse conceito negativo. Pois é, para políticos dos três poderes, trabalho tem de sobrar. O que falta é suas excelências pegarem no serviço. Feliz ano novo e vamos produzir!

Movimentado – Ao contrário da maioria, o 2019 de Jair Bolsonaro já começou faz tempo. E está, digamos, movimentado. Com pouco mais de dois meses de governo, o presidente já foi operado de novo, ficou internado, demitiu ministro, pagou pelas besteiras dos filhos e ainda não conseguiu dizer a que veio, entre outros problemas. Agora, ele se prepara para enfrentar uma guerra no Congresso, quando tentará aprovar a sua reforma da Previdência. Só estamos em março e o ano pode reservar muitas surpresas ao ex-capitão.

Postura – Falando nele, o Carnaval é só mais um motivo para polêmica quando se trata de Jair Bolsonaro. O presidente da República tem tudo, menos postura. Ontem, postou no Twitter um vídeo onde um homem aparece masturbando o próprio ânus e depois sendo “urinado” por outro homem, durante um bloquinho. Deixo aqui claro que respeito as orientações sexuais de todos, desde que, para tal, ninguém cometa um atentado ao pudor. Mas o fato é que, ao compartilhar, Bolsonaro só deu mais visibilidade ao episódio.

Déficit no Iaspi e Plamta

Por:Arimatéia Azevedo

O governo do Piauí vem demonstrando interesse em fazer economia da palitos face à periclitante situação fiscal em que se envolveu. Há disposição para se cortar tudo, desde uma navalhada em 25% dos contratos de locação de mão de obra até a redução drástica do uso de papel nos processos administrativos.

No rol das contenções de despesa, há uma em especial que ainda não foi mexida porque o governo não gosta de cutucar onça com vara curta ou não quer espantar um vespeiro. Porém, faz tempo que se estuda um modo de reduzir os gastos do Erário com o plano de saúde dos servidores públicos e seus dependentes, formado pelo Iaspi Saúde e Plamta. O plano é deficitário, porque o valor por segurado ou dependente é em muito menor que o cobrado por outros planos, incluído os estatais, como Geap. Mas aumentar o valor da mensalidade (inferior a R$ 100, na média de usuário) é uma operação que o governo não quer enfrentar, preferindo usar dinheiro do Tesouro para fazer eventuais aportes em caso de déficit corrente.

A proposta de um reajuste está em estudo. Poderia e deveria ser feita na base de pelo menos uma recomposição inflacionária pelo período em que não se teve reajuste da mensalidade, enquanto subiam todos os custos, inclusive as despesas salariais do Estado para com seus servidores em atividade e inativos.

Agora é ‘Cinzas’. O ano vai enfim começar?

Jair Bolsonaro, em evento no Planalto: à frente de um governo que ainda bate cabeça e gera dúvidas (FOTO: Planalto /  Divulgação)

Por:Fenelon Rocha

O ditado, tristemente revelador da morosidade e do excessivo relaxamento de uma boa parte do Brasil, é conhecido e repetido praticamente todos os anos: aqui, na Terra de Macunaíma, o ano só começa depois do carnaval. Neste 2019, no entanto, a frase parece ter força de lei. O ano não começou. Nem no plano nacional. Nem no âmbito estadual.

No cenário nacional, o governo ainda tenta encontrar um caminho. Os mandachuvas do Planalto batem cabeça, seguem em rumos discrepantes e falta confiança sobre os passos futuros. Um reflexo dessa situação é reforma da Previdência, que chegou ao Congresso com um formato que teve no presidente Jair Bolsonaro seu primeiro desqualificador.

O texto da reforma estabelecia 62 anos como a idade mínima de aposentadoria para a mulher. Pois o presidente disse que pode ser 60. Assim. Sem nenhum tipo de negociação. Simplesmente cedeu, para desespero da equipe econômica e perplexidade dos líderes políticos no Congresso.

Aqui no cenário local, o governo faz tudo para não começar o quarto mandato de Wellington Dias. A reforma administrativa proposta pelo Executivo chegou à Assembleia com reações a alguns pontos, como o congelamento dos salários. Com um detalhe: a reação maior foi da base governista, que levou o governador a retirar a mensagem que tratava desse tema.

Ao mesmo tempo, partidos da base avisam: só votam a reforma se houver antes a partilha dos cargos. Wellington se faz de mouco. Não tem pressa, tanto que sequer pediu regime de urgência para a tramitação da reforma. Prefere deixar para depois as definições sobre cargos de confiança, boa parte sem ocupante desde o início do ano.

Isso tudo significa menos gastos. E gastar menos é tudo o que o governo deseja e precisa, em meio a crise financeira sem precedentes nas útlimas três décadas. Daí, deixar a reforma para depois é manter esses cargos ociosos e os gastos em menor medida.

Resta saber até quando o governador vai conseguir empurrar com a barriga, ante a pressão nada sutil dos aliados.

Seja como for, a quarta-feira de Cinza, que assinala o fim do carnaval, costumava ser vista como o início real do ano. Este ano parece que é diferente, tanto em Brasília como em Teresina. E se 1968 é sempre lembrado como o ano que não acabou, 2019 – pelo menos até agora – vai se firmando como o ano que não começou

Acabar com a contribuição sindical obrigatória é um grande êxito de Bolsonaro

Carlos Newton

A melhor notícia dos últimos tempos foi a decisão do governo de baixar medida provisória para impedir desconto em folha da contribuição sindical. É a verdadeira pá de cal para sepultar de vez a tentativa do PT e de Lula da Silva de  implantar no Brasil uma “República Sindicalista”, que quase chegou a se concretizar, ameaçando de forma direta a democracia brasileira.

A situação tornara-se inquietante, porque o Brasil se transformou no paraíso de sindicatos, federações, confederações e centrais, e quase todas essas 17 mil instituições eram ligadas e até subordinadas ao PT.

RECORDE MUNDIAL – A situação era surrealista, porque o número de sindicatos no Brasil era um estranho recorde mundial, sem haver nada de semelhante em nenhum outro país. Para se ter uma ideia, no Reino Unidos existem apenas 168 sindicatos, na Argentina, somente 91. As 17 mil instituições existentes no Brasil representavam cerca de 90% de todos os sindicatos do mundo.

E tudo isso era bancado diretamente pelos trabalhadores, através da cobrança da contribuição sindical obrigatória, equivalente a um dia de trabalho, descontada diretamente do contracheque, não havia como escapar da cobrança.

JEITINHO BRASILEIRO – No governo de Michel Temer, em meio à criminoso reforma trabalhista, o Congresso conseguiu aprovar a proibição do desconto obrigatório da contribuição sindical, mas foi mais uma lei que não pegou. Os sindicatos deram um jeitinho brasileiro e conseguiram continuar cobrando a contribuição equivalente a uma dia de trabalho por ano.

Malandramente, os sindicatos pararam de reclamar, para deixar tudo como antes, sem fazer alarde. Mas o governo federal estava de olho no golpe e acabou baixando a Medida Provisória que impede o prolongamento dessa farra do boi sindicalista.

SÓ POR BOLETO – Agora, a contribuição sindical só pode ser cobrada através de boleto bancário. Ou seja, o sindicato emite o boleto e envia para a casa do trabalhador, que só paga se achar conveniente.

Com isso, espera-se que mais de 15 mil instituições sindicais sejam fechadas no prazo de um ano. Se no final das contas sobreviveram apenas 200 sindicatos, já estará de bom tamanho. O resto não tem a menor razão de existir.

As prostitutas vos precederão…

A alegria presente ‘no mundo’ é atrativa, sobretudo porque é livre, não segue os mil e um regramentos tão caros às religiões que cederam ao controle.

Por Felipe Magalhães Francisco*

É carnaval! Tempo de devassidão, promiscuidade, luxúria e toda sorte de pecados da carne. É assim que pensam as pessoas mais apegadas a certas estruturas de compreensão da moral e dos costumes. Os exageros existem, como em tudo onde haja pessoa humana envolvida. Mas é preciso considerar outros aspectos, tais como o da alegria; do entusiasmo; da leveza; do grito pela liberdade de ser, fora da pressão social que é constante e, por vezes, opressora.

No juízo exacerbado feito contra quem se diverte e se compraz no carnaval, parece existir uma certa vontade de experimentar um divertimento de tamanha expressividade. Não só no carnaval, vale dizer. Aquilo que “no mundo” é muito criticado por religiosos hiperapegados à moral e aos costumes, acaba recebendo uma roupagem religiosa, para se tornar apto ao público religioso. É o caso do surgimento dos chamados barzinhos cristãos, cristotecas, carnaval com Jesus, etc.

A alegria presente “no mundo” é atrativa, sobretudo porque é livre, não segue os mil e um regramentos tão caros às religiões que cederam ao controle. Para não perder os jovens, esses grupos religiosos acabam por “batizar” alguns dos costumes, e trazendo-os para dentro do círculo religioso. Tola ilusão de santidade. Para viver a santidade, é preciso tocar o chão do mundo, pois é nele o lugar da vida. Alienar-se do mundo, para manter certa concepção de pureza e santidade, mas viver desejoso de viver o que no mundo se vive, só revela o sofrimento de uma vida sempre irrealizável e fincada no desejo castrado.

Faz-se necessário superar a compreensão de que quem com porcos anda, farelo come, no que diz respeito às questões religiosas, tratando-se de fé cristã. Um dos constantes enfrentamentos de Jesus com a religião instituída de seu tempo, era justamente o rigorismo de pureza que afastava os religiosos do chão da vida. Impuro não é que o entra pela boca do ser humano, mas o que sai, se o coração está cheio de impureza (Mt 15,11). Agiu conforme a vontade de Deus, o samaritano, infiel às regras da religião instituída, ao tocar as feridas do que fora agredido, e não o sacerdote e o levita, legítimos representantes dos costumes religiosos (Lc 10,25-37).

Estar no mundo, com os pés tocando com firmeza o chão, dando o testemunho da esperança no Reino: eis o significado do que seja a santidade cristã. Não criar ilusões de que precisamos nos proteger do mundo, como se fosse um grande vilão a nos espreitar, mas compreendê-lo como seara do testemunho da fé, da esperança e da alegria. Se o desejo é festejar o carnaval, com seus confetes e purpurinas, é com a convicção da fé que devemos ir, não nos excluindo da convivência com os que não comungam a mesma fé, mas irmanando-nos e sendo sinal de, que na fé, também vivemos a alegria e o entusiasmo; que também nós, pessoas que se dedicam ao seguimento de Jesus, somos capazes de gritar pela liberdade de ser quem somos. Insistir no farisaísmo, é nos esquecer do alerta de Jesus: “As prostitutas vos precederão no Reino dos Céus” (Mt 21,31).

É carnaval! Tempo de alegria, de subversão da ordem estabelecida, de alívio das dores e tormentas do cotidiano, de questionamento das estruturas de injustiça e opressão. Façamos carnaval!

*Felipe Magalhães Francisco é teólogo. Articula a Editoria de Religião deste portal. É autor do livro de poemas Imprevisto (Penalux, 2015). E-mail: felipe.mfrancisco.teologia@gmail.com

Reflexões sobre a Lei do Retorno, que Cristo chamava de Lei da Ação e Reação

Antonio Rocha

Outro dia eu estava refletindo: a Humanidade só vai melhorar quando aceitar a Lei do Retorno, ensinada pelo Buda e por todos os Avatares. O próprio Jesus, em seus Evangelhos, ensinou a Lei de Ação e Reação, mas as interpretações atuais e dominantes das bancadas cristãs, em diversos setores e lugares, não aceitam essa doutrina, porque, se aceitassem tais proposituras de Cristo, teriam que mudar seus comportamentos para praticar mais intensamente a Ética, a Moral, ou seja, a Lei do Carma, enfim

Se aceitassem os pressupostos da Lei do Carma, essas bancadas cristãs teriam de ser mais simples, mais humildes, mais verdadeiras, mais caridosas. Como isso é difícil, não querem nem tentar, nem começar, preferem os egoísmo e as vaidades tolas, que são fundamentadas justamente nas aparências passageiras que o Buda dizia serem “impermanentes”.

FALTA TEMPO… – É bem provável que daqui a 5 mil anos, parodiando o trabalhista Antonio Santos Aquino em sua vivida experiência, a Humanidade comece a se desapegar dessas transitoriedades…

E nós, estaremos por aqui, de volta, através da Lei do Renascimento/Reencarnação que Cristo também ensinou: “A reencarnação fazia parte dos dogmas judeus sob o nome de ressurreição; só os saduceus não acreditavam nela”, diz o “Evangelho Segundo o Espiritismo”, em seu capítulo IV.

Piauí já gasta 60% com folha de pessoal

Por: Zózimo Tavares

Formalmente, o Governo do Piauí bateu na trave em relação às despesas com pessoal. Ou seja, quase estoura o limite fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal para esse tipo de gasto.

O governo recebeu, há poucos dias, uma correspondência do Tribunal de Contas avisando que o sinal estava sendo invadido.

A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que o limite máximo que os Estados podem gastar com pessoal é de 49% de sua Receita Corrente Líquida (RCL).

No 3º quadrimestre de 2018, o Piauí teve uma despesa de pessoal que chegou a 48,52 % da RCL.

Portanto, ultrapassou o limite prudencial (46,55%) e bateu no teto permitido de 49%.

Foi essa situação que levou o governo a pedir autorização da Assembleia Legislativa para congelar salários, promoções e contratações de servidores por um ano.

Fora do cálculo

Mas o quadro é mais grave do que aparenta. Nessas despesas, o TCE não contabiliza o pagamento dos aposentados e pensionistas, retiradas do cálculo a pedido do próprio Governo do Estado, em 2015.

A folha de inativos (aposentados e pensionistas) já ultrapassa a dos ativos no Piauí e o déficit da Previdência estadual consome 12% da Receita Corrente Líquida.

Se os inativos e pensionistas entrassem no cálculo dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, o Piauí já estaria comprometendo, portanto, 60% RCL com pessoal.

Na prática, é isso o que acontece. A luz vermelha está acesa!

Caos no sistema prisional: falta até alimentos em presídio

Por: Fenelon Rocha

Está feia a coisa no sistema prisional piauiense. Há algumas semanas, a falta de gasolina impediu que presos fossem transportados para audiências de custódia, em Teresina. Agora, um documento assinado pelo diretor da penitenciária de Bom Jesus alerta para a falta de comida naquela casa de detenção.

Comida é o limite do limite. E se falta comida, o que não estará faltando nos presídios…

O ofício, com data de assinatura da última segunda-feira, alerta para a gravidade do problema que é a falta de alimentação, estopim mais que previsível para tumultos e revoltas. O momento é especialmente crítico, já que grandes datas – como Natal, ano novo, carnaval e Semana Santa – costumam gerar ânimos mais exaltados dentro dos presídios.

E o carnaval é amanhã.

As perspectivas negativas são destacadas pelo diretor da penitenciária, Ronnald Oliveira. Segundo o ofício encaminhado ao secretário Daniel Oliveira, a falta de comida pode ter efeito imediato, porque “isso pode interferir nas nossas atividades diárias, pois a falta de alimentação pode gerar tumulto nos pavilhões”, diz o texto. Daí, o diretor faz um apelo com tom dramaticamente compreensível: “Portanto, pedimos encarecidamente a V. Exª que tome as providências cabíveis para solucionar tal fato”.

Cabe ainda observar que a penitenciária de Bom Jesus reproduz uma realidade geral do sistema prisional piauiense e também nacional: a superlotação. De acordo com o mesmo ofício de Ronnald Oliveira, o presídio tem vagas para 76 internos em regime fechado, mas neste momento estão confinados 130 detentos.

Parnaíba vai ser irmã de Dubai. Inshala!

 

  * Pádua Marques.

Dias desses, faz menos de quinze dias, fiquei sabendo que o governador do Piauí, Wellington Dias, andou se encontrando em Brasília com uma representação comercial dos árabes. E desse encontro, que os blogs e portais chapa branca deram alarme maior do que os gansos da praça da Graça, ficamos sabendo que há interesse dos conterrâneos de Maomé em investirem suas guardadas e bem guardadas moedas em Parnaíba.

E de gauchada, assim logo de cara, no modorrento aeroporto de final de semana, ali pras bandas do Floriópolis. No centro financeiro e político da Parnaíba esta notícia, essa lorota, deixou muita, mas muita gente com o dente na fresca. Foi motivo de muita conversa e discussão, dedo na cara na praça da Graça. Teve gente divagando e vendo as caravanas desembarcando e percorrendo a cidade e de olho grelado pelo tamanho da Ilha de Santa Isabel, nas lagoas do Portinho e do Bebedouro.

Porque os descendentes de Maomé nunca haveriam de ver tanta terra e tanta água se istruindo, sem utilidade. E os economistas e sonhadores se danaram a falar sobre a abertura de restaurantes e lanchonetes vendendo esfias, quibes e guisado de carneiro. E chegando ao Portinho estariam em casa. Todas aquelas dunas branquinhas que nem talco Johnson’s se perdendo sem que ninguém até agora tenha feito nada pra puxar o turismo.

Estou aqui é agoniado pra ver os árabes na Banca do Louro comprando revistas de mulher nua, tomando água de coco na praça da Graça, tirando foto com o Mário Boi, se admirando com a imponente e operante Câmara Municipal. Depois viriam as compras no calçadão da Marechal Deodoro, pechinchando no preço das calcinhas. Eu não duvido nada se eles não se engraçarem da ponte Simplício Dias, querendo saber a engenharia de ponta com que foi feita a reforma.

Os árabes iriam ficar de barba branca querendo saber o tempo que levou e comparando com o canal de Suez no Egito e Dubai, aquele shopping center a céu aberto nos Emirados. À noite iriam pra bem iluminada São Sebastião, na altura do Mirante. Coisa de botar inveja em Paris. Eles, com aquelas caras de fenemê, no outro dia iriam pra Pedra do Sal, caturando uma barraca pra se proteger do sol e iriam encontrar umas palhoças improvisadas, atendimento e  limpeza de primeiro mundo.

Dou pra ver bicho mais desconfiado do que árabe, principalmente quando se toca em assunto de dinheiro. Mas sempre vai ter um jeito de fazer eles caírem das carnes e abrirem a burra. E é aí que entram os intermináveis Tabuleiros Litorâneos. Lá eles vão com o prefeito, secretários, representantes de tudo que é repartição de governo. Até a banda de música, a furiosa Banda Municipal Simplício Dias. Mas é sempre bom recomendar ao cerimonial, nada de soltar foguetes. Árabe se assusta com qualquer papouco. Até um riscar de palito de fósforo é motivo pra eles se jogarem no chão e puxarem as armas.

Eu depois dessa rezo daqui de casa. Cinco vezes por dia e virado pra Meca. Já comprei até aquele tapete pra rezar no quarto.  Peço que Alá ilumine seus xeiques, beis e emires e que tudo que esse pessoal da Parnaíba anda sonhando se torne realidade. Inshala, inshala, inshala três vezes!

*Pádua Marques é jornalista e escritor, membro da Academia Parnaibana de Letras e de outras entidades culturais no Piauí. 

Cultura de inovação tem que vir de berço

Por:Janguiê Diniz (*)

Muito se fala, hoje, da necessidade de inovar. Empresas são cobradas a serem diferentes. Dos funcionários, é exigido “pensar fora da caixa”. E nada disso é injusto, diga-se a verdade. É realmente preciso que se crie novas soluções, produtos e serviços. O problema é que os profissionais do mercado de trabalho atual – e os que estão para entrar nele – ainda não estão preparados como deveriam para essa nova realidade. Ainda não há, no Brasil, uma cultura de estímulo à inovação estruturada desde a infância, por exemplo.

Para termos profissionais com pensamento realmente disruptivo, é necessário nutri-los muito antes da entrada no mercado de trabalho ou mesmo no Ensino Superior. Essa é uma prática que deve vir da Educação Básica. Até antes disso: de casa. Pais podem e devem estimular seus filhos, desde a mais precoce idade, a pensar diferente, encontrar novas formas de resolverem tarefas, mesmo que simples. Esse incentivo vai condicionando o cérebro da criança, que poderá se tornar, mais tarde, um adulto com raciocínio mais inovador.

Isso aliado a práticas pedagógicas que também desenvolvam habilidades inovadoras. O modelo de ensino atual ainda é arcaico, alicerçado na transmissão de informações, e não no conhecimento expandido; na preparação para a realização de provas, em vez de capacitação para os problemas da vida. Considero de grande valia que as escolas e universidades adotem metodologias que permitam uma formação mais completa e em linha com as necessidades da sociedade moderna, digital e altamente mutável.

As novas gerações precisam crescer já antenadas com novas tendências e, mais que isso, precisam ser, elas próprias, criadoras de tendências, a partir de uma visão de mundo mais aberta e inovadora. Os centennials, como são chamados os nascidos a partir dos anos 2000, já vieram ao mundo em uma realidade digital e precisam ser impulsionados a se utilizarem dos recursos que a tecnologia oferta para a criação de produtos e serviços diferenciados.

Esse estímulo precoce à inovação só tende a trazer benefícios. Primeiro para os indivíduos, que poderão desenvolver habilidades e garantir a trabalhabilidade no futuro, além de terem sua capacidade inventiva e de raciocínio expandida. Também as organizações saem ganhando, por receberem funcionários que podem colaborar com a inovação empresarial e gerar novas oportunidades de negócio. No fim das contas, toda a sociedade sai ganhando.

(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

 

Antecipando as eleições

Por:Arimatéia Azevedo

Os movimentos do senador Ciro Nogueira são muito claros, tudo visando as duas próximas eleições, já que procura o seu fortalecimento no interior do Estado, buscando prefeitos e vereadores para o seu partido, o Progressistas. Na capital, Ciro aumenta a parceria com o prefeito Firmino, esperando eleger o sucessor, especialmente à conta de mais de R$ 1 bilhão de recursos federais alocados pelo senador para Teresina.

Dentro disso, Ciro começou sua campanha para governador em 2022 no dia seguinte à sua reeleição para o Senado, acreditando que o poderio de sua estrutura política e financeira seja o suficiente para levá-lo ao Karnak, ainda que desafiando o governador Wellington Dias, que já se mostra atento a esse movimento do Senador. Do outro lado, fingindo-se de morto, mas se agarrando à força do governo estadual, o também Senador Marcelo Castro quer disputar a vaga de governador, em 2022, contando com o apoio de seu partido e a simpatia de setores do Partido dos Trabalhadores. Entretanto, quem conhece Welington, sabe que não foi à toa que o governador colocou Regina Sousa para ser a sua vice governadora, sinalizando, obviamente, que, se tiver de colocar um poste para sucedê-lo, a sua preferência será pela companheira de partido, deixando Marcelo somente na expectativa por obras nas estradas, sua aparente grande especialidade. Então, pelo desenrolar dos primeiros movimentos, os dois senadores eleitos este ano na mesma chapa majoritária deverão estar disputando, por lados opostos, a eleição de 2022.

Como ainda é muito cedo para imaginar que essas são favas contadas, correndo por fora, mas com a vantagem do silêncio e outros fatores pessoais, entram em jogo exatamente outros dois componentes importantes do cenário, que são o prefeito Firmino e a vice, Regina. Dificilmente fora desse quarteto estará a eleição de 2022. A questão é saber como vai se dar essa travessia, porque o governador não parece disposto em ceder os cargos tão desejados pelos políticos porque, costumeiramente, aproveitam-se das tetas do governo durante os três anos iniciais, para largá-lo e enfrentá-lo no último momento. Fazendo assim, Wellington está antecipando seu jogo em relação às próximas eleições, mas ao seu modo particular de conversar com todos e sempre decidir do jeito que bem quer.

Viva a intelijumência!

A mineradora Vale é um assassino de rios, de montanhas, da flora, da fauna e de centenas de famílias em Minas Gerais

Por José Adalberto Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O Brazil não tem vulcões, nem tsunamis, nem terremotos feito o Japão, nem desertos feito Israel. Só tem mineradoras, banqueiros e cobradores de impostos.

Existe uma vastidão de sábios, gênios e iluminados na economia, na administração pública, nos bancos, nas mineradoras, nas mesas dos bares, em todos os cantos onde canta o carcará e onde cantava o sabiá.

Vou escrever a seguinte tese de doutorado: sem vulcões, sem neve, sem tsunamis, com tantos sábios e gênios, o Brazil jamais será um País desenvolvido. Se a intelligentsia até hoje não deu certo em 519 anos de história, viva a burrice! Viva a intelijumência!

Minha tese é revolucionária. Eu mereço um prêmio, quando nada um título de Doutor Honoris Causa, pois existem tantos analfabetos doutores na USP, eu ao menos fiz o curso do Mobral, modéstia à parte.  

As universidades são um paiol de gênios adoradores de um guru semianalfabeto guru de uma seita vermelha. 

Neste Brazil de tantos gênios o guru nacional é um cara semianalfabeto, corrupto e demagogo. Eike Batista era um gênio das finanças, era o Macunaíma versão digital. E daí?! Conseguiu até casar com uma mulher saborosíssima, Luma de Oliveira. Degustar mulheres saborosas é um dom.

Cada vez que ocorre um terremoto no Japão, aquele País se torna mais desenvolvido. As placas tectônicas impulsionam a inteligência dos japoneses. Nippon não tem uma gota de petróleo, nem soja, nem ferro. Nippon banzai, banzai nippon! Viva o Japão!

Uma loba da máfia financeira revelou, em delação espontânea, que o banco X, a maior arapuca financeira do Brazil, obteve um lucro de 18,7 bilhões de reais em nove meses do ano passado. A delação foi feita em plena luz do dia, diante de senhoras, velhinhos e crianças, e seu ninguém foi preso.

A Caixa anti-Econômica Federal, banco mais ineficiente deste País, funciona como o maior cassino de loterias do mundo, com rendimentos de bilhões. Os bancos estatais criaram centenas de diretorias e sinecuras com salários de mais de 50 mil reais. A farra continua. 

A extorsão do sistema financeiro é uma das modalidades mais perversas e sofisticadas de assalto aos rendimentos da população. Na sequência criminosa, os mafiosos cometem a prática de compra e venda dos títulos da dívida pública. Eles se vangloriam de ter descoberto a fórmula do crime perfeito.

A exploração de minérios é outro crime cometido contra o patrimônio público. O presidente da República da mineradora Vale é um assassino de rios, de montanhas, da flora, da fauna e de centenas de famílias em Minas Gerais. O serial killer chama os assassinatos de “acidentes”. Foi chamado de bandido, assassino em sessão no Congresso Nacional e se manteve impávido feito uma montanha de granito.

Base ‘esfria’ com reforma de Wellington

Por:Zózimo Tavares

Pelo visto, a própria base do governador Wellington Dias na Assembleia Legislativa não acreditava que fosse para valer a reforma administrativa anunciada por ele, na posse para um novo mandato.

A princípio, todos declararam apoio à diminuição da máquina, ao enxugamento da folha de pessoal e a outras medidas para reduzir os gastos do Estado.

Houve partido, inclusive, que se adiantou e chegou a assinar um manifesto defendo publicamente a reforma. No caso, o Progressistas.

Agora que a proposta do governador chegou à Assembleia, os deputados começam a tirar o corpo de banda.

O primeiro partido a pôr a proposta em xeque foi o MDB, que tem a maior bancada. A sigla já fincou pé contra dois pontos importantes da reforma: a extinção da Fundação Hospitalar do Piauí, que está nas mãos do partido, e o congelamento dos salários do funcionalismo por um ano.

O deputado Francisco Costa (PT), ex-secretário de Saúde, faz coro com o MDB contra a extinção da Fundação Hospitalar. Isso porque o PT teme perder espaço para o MDB, na Secretaria de Saúde, caso a extinção da Fundação venha a se efetivar.

O PT briga também para o governo não desmembrar a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) em duas, enquanto o PSD do deputado Júlio César luta pela divisão da pasta, a fim de que daí nasça, novinha em folha, a Secretaria do Agrogegócio para o partido.

Mesmo com maioria esmagadora na Assembleia, o governador ainda terá que gastar muita saliva para aprovar as mudanças, pois muitos deputados da base querem a reforma, mas desde que ela não mude nada. 

Canalhas, fake news e redes sociais

Por:Arimatéia Azevedo

Bem diferente do assassinato da estudante Fernanda Lages, em 2011, quando, propositadamente, a famigerada Cico mais atrapalhou do que ajudou, se espera que a Policia Civil, agora comandada por um delegado sério, como é Luccy Keiko, dê imediatamente uma resposta sobre os prints que viralizaram nas redes sociais com conversas nada republicanas envolvendo autoridades do Executivo e Judiciário.

Se diz em grupos que tudo não passa de fake news. Então, é preciso que essa afirmação seja confirmada pelas investigações, pois, instrumentos técnicos a polícia dispõe para, finalmente, se chegar à verdade. Nessas conversas estão expostos nomes de referência da mídia, do Poder Judiciário e de gente do Executivo. Os pretensamente citados já recorreram à própria polícia, registrando em Boletins que são inocentes, que se sentem vítimas de um falsificador, ou seja, de algum elemento que forjou os diálogos e se encarregou de repassá-los para integrantes de grupos de WhatsApp.

O princípio da verdade está na consciência dos que são citados e eles próprios, com a veemência que estão reagindo às insinuações, procuram mostrar que nada têm a ver com essa canalhice. Tem sido recorrente se ver psicopatas que, em finais de semana ‘melam o bico’ ou cheiram coisas indevidas, assacando infâmias contra a honra alheia, achando que podem usar as redes sociais para extravasar suas frustrações. Está na hora, então, de a Polícia não só esclarecer, apontar os pretensos culpados pelos prints em questão como também avançar nas investigações dos ‘plantadores’ de ignomínias que, no anonimato, usam dos mesmos artifícios. Pelo que se conhece de alguns dos citados nos famosos prints é de se esperar que eles tenham sido vítimas, realmente, de uma grande armação. Cabe, portanto, ao Poder Judiciário, onde a maioria dos desembargadores também está sendo enxovalhada, aplicar a punibilidade necessária na medida em que os culpados forem identificados e denunciados pela Polícia e Ministério Público.

As autoridades não podem mais fechar os olhos para esse tipo de insanidade onde atacar a honra alheia banalizou-se de tal forma que eles se acham intocáveis. Lamentavelmente, o Ministério Público não deu ainda a devida resposta para desmascarar e denunciar mandante e matadores da jovem estudante Fernanda Lages que, quase oito anos depois, seguem se achando inatingíveis.